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Superando a Codependência Emocional

O documento aborda a codependência e a importância da conscientização e aceitação para a cura. Enfatiza que cada pessoa é responsável por si mesma e que se preocupar excessivamente com os problemas dos outros é energia desperdiçada. Sugere atividades para ajudar os leitores a se desligarem de pessoas ou problemas que os afligem, focando em cuidar de si mesmos.

Enviado por

Luci Moraes
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Superando a Codependência Emocional

O documento aborda a codependência e a importância da conscientização e aceitação para a cura. Enfatiza que cada pessoa é responsável por si mesma e que se preocupar excessivamente com os problemas dos outros é energia desperdiçada. Sugere atividades para ajudar os leitores a se desligarem de pessoas ou problemas que os afligem, focando em cuidar de si mesmos.

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CODEPENDÊNCIA

Você conhece alguém que tenha afetado sua vida significativamente, alguém com quem você
se preocupa e que desejaria poder mudar? Quem? Escreva vários parágrafos sobre essa pessoa
e seu relacionamento. Depois, leia o que escreveu. Quais são seus sentimentos?

=Muitos especialistas dizem que o primeiro passo para a cura é a conscientização. O segundo
passo é a aceitação.

=cada pessoa é responsável por si mesma. Envolve aprender um novo comportamento que
devotaremos a nós mesmos: tomar conta de nós mesmos. Na segunda metade deste livro,
discutiremos ideias específicas sobre como fazer isso.

=Se concentrarmos toda a nossa energia em pessoas e problemas, pouco nos restará para
viver nossa própria vida. E há muita preocupação e responsabilidade no ar. Se assumirmos
tudo para nós mesmos, não sobrará nada para as pessoas à nossa volta. Fazemos demais e
eles, de menos. Além disso, preocupar-nos com pessoas e problemas não ajuda nada. Não
resolve os problemas, não ajuda a outras pessoas e nem nos ajuda. É energia desperdiçada.

=Agora, quero dizer a mesma coisa a você, caro leitor. Sei que tem problemas. Compreendo
que possa estar profundamente aflito e preocupado com certas pessoas em sua vida. Elas
podem estar destruindo a si próprias, você e à sua família, bem diante de seus olhos. Mas não
posso fazer nada para controlar essas pessoas; e é provável que você também não. Se
pudesse, certamente já o teria feito. Desligue-se. Desligue-se com amor ou com raiva, mas
esforce-se para se desligar. Sei que é difícil, mas será mais fácil com a prática. Se não conseguir
desligar-se completamente, tente “ficar solto”. 8 Relaxe. Agora, respire fundo. E concentre-se
em você.

=ATIVIDADE 1. Existe algum problema ou pessoa em sua vida que o esteja preocupando em
excesso? Escreva sobre essa pessoa ou problema. Escreva o tanto quanto precisar para
desabafar. Quando escrever tudo que precisar sobre a pessoa ou o problema, concentre-se em
si mesmo. O que está pensando? O que está sentindo? 2. Como se sente quanto a desligar-se
dessa pessoa ou desse problema? O que pode acontecer se você se desligar? O que
provavelmente acontecerá de qualquer forma? Como ficar “conectado” – preocupado,
obcecado, tentando controlar – tem ajudado até agora? 3. Se não tivesse essa pessoa ou esse
problema, o que estaria fazendo de diferente em sua vida? Como estaria se sentindo e
comportando? Leve alguns minutos visualizando a si mesmo vivendo sua vida, sentindo-se e
comportando-se à sua maneira – apesar de seus problemas não resolvidos.

=Não temos de nos envergonhar se alguém que amamos escolhe comportar-se


indevidamente. É normal reagir dessa forma, mas não temos de continuar a nos sentir
envergonhados e inferiores se esse alguém continuar a se comportar impropriamente. Cada
pessoa é responsável por seu próprio comportamento. Se alguém se comportar mal, deixe que
se envergonhe por si mesmo. Se você não fez nada para se sentir envergonhado, não se sinta
envergonhado. Sei que é difícil, mas pode ser feito.

=4. Descubra o que precisa fazer para cuidar de si mesmo. Tome suas decisões baseando-se na
realidade, e quando estiver calmo. Precisa desculparse? Precisa libertar-se? Precisa ter uma
conversa de coração aberto com alguém? Precisa tomar algum outro tipo de decisão para
cuidar de si mesmo.
=ATIVIDADE 1. Está passando tempo demais reagindo a alguém ou a algo em seu ambiente? A
quem ou a quê? Como está reagindo? É assim que se comportaria ou sentiria se tivesse
escolha? 2. Reveja os passos anteriores e se desligue do que ou de quem o esteja aborrecendo.
Se precisar conversar com alguém, escolha um amigo em quem confie. Se for necessário,
procure ajuda profissional. 3. Que atividades o ajudam a sentir-se calmo e confortável? (Uma
reunião dos Doze Passos, um banho quente, um bom filme ou dançar são as minhas favoritas.

=Nós somos os salvadores, os capacitadores. Somos os bisavós ou padrinhos do mundo inteiro,


como diz Earnie Larsen. Não somente satisfazemos às necessidades das pessoas; nós as
adivinhamos. Nós consertamos, educamos e nos preocupamos com os outros. Nós fazemos
melhor, resolvemos e atendemos. E fazemos tudo isso muito bem. “Seu desejo é uma ordem”,
é nosso lema. “Seu problema é meu problema”, é nosso ditado. Nós somos aqueles que
tomam conta.

=Depois que salvamos, inevitavelmente passaremos para a ponta seguinte do triângulo: a


perseguição. Ficamos ressentidos e irados com a pessoa que tão generosamente “ajudamos”.
Fizemos algo que não queríamos fazer, fizemos algo que não era nossa responsabilidade fazer,
ignoramos nossas próprias necessidades e desejos e depois sentimos raiva. Para complicar as
coisas, a vítima, essa pobre pessoa que salvamos, não é grata por nossa ajuda.

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