MÍDIA
Augusto da Silva José
Lucas Stefan Sautner Gerber
Ramom Curry
RESUMO: Decorrente das novas tecnologias e meios de comunicação, a mídia vem
aumentando em grande proporção, aumentando também o número de “usuários” que
desfrutam de seus serviços. Embora através dela o cidadão possa passar a ser
conhecedor das notícias, não deixa de ser verdade que ela também passa a ser um
influenciador, ainda mais depois de sermos conhecedores das empresas e agentes
privados, que buscam na sua maioria interesses próprios e a indução ao consumismo.
Entrando nisso há assuntos ainda mais delicados, como a manipulação de massa e o
sensacionalismo que há escondido, sensacionalismo esse que é um dos principais fatores
para se alcançar a audiência. O maior problema que ocorre entre essas situações é o
abuso da liberdade de expressão, assunto que iremos tratar neste trabalho.
Palavras-chave:
INTRODUÇÃO
Neste trabalho, iremos abordar e analisar sobre o que é a mídia, levando em
consideração não somente o seu conceito mas abrangendo seus impactos e atuações na
sociedade. Falaremos sobre os meios de comunicação e sobre os abusos da liberdade de
expressão, ocasionados pela busca de interesses privados tal como a manobra de massa
social e interesses antagônicos, assim como a indução ao consumismo. Também
trataremos de propostas de soluções para as violações da vida privada e da intimidade,
que por lei são direitos protegidos do cidadão.
MÍDIA
A palavra mídia é derivada do latim “media”, plural de “médium” e que tem como
significado as palavras “meio” ou “forma”. A mesma palavra é derivada de outros
vocabulários como o inglês “media”, que no Brasil é mais utilizado através da palavra
“mídia”, derivada da pronúncia inglesa. Mídia, é todo o suporte de difusão de
informação (o rádio, a televisão, a imprensa, o cinema, etc.) que constitui um meio
intermediário de expressão capaz de transmitir mensagens. Ou seja, é o conjunto dos
meios de comunicação social.
É notório que a mídia exerce um papel muito importante para a sociedade, visto
que por meio dela o cidadão passa a ser conhecedor das notícias, possuindo assim uma
relevância ímpar para a manutenção de uma democracia. Entretanto, isso não significa
que às custas desse argumento ela possa manipular o que é veiculado como bem
entender, a fim de movimentar ou induzir a massa social em determinado caminho. Por
isso, se deve questionar até que ponto a mídia deve atuar e quais são os seus limites.
Esse questionamento consiste no fato de que muitas das vezes a sociedade não
passa de massa de manobra na mão da mídia, utilizada toda vez em que o apoio social é
necessário. Sempre que determinado assunto carecer do apoio social, a sociedade passa
a ser bombardeada com notícias, reportagens, propagandas e publicidades, que possuem
todas o mesmo objetivo, conseguir o apoio e a aprovação.
Nos últimos anos, impulsionados pela difusão dos meios de comunicação, o poder
da mídia ficou ainda maior, se configurando como uma poderosa ferramenta
formuladora e criadora de opiniões, saberes, normas e valores, influenciando cada vez
mais no comportamento das pessoas. Toda essa influência e persuasão é perceptível
principalmente na camada mais pobre da sociedade, vez que esta é formada na sua
maioria por pessoas com pouca instrução, que acabam tomando como verdade absoluta
tudo que é veiculado, justamente por não possuírem meios ou condições de discordar ou
analisar aquilo que é dito.
Dito isto, o problema maior está no fato de que muitas das notícias veiculadas,
principalmente as relacionadas com o universo jurídico, estão, na maioria das vezes,
distantes daquilo que realmente é, ou seja, da verdade. Muitos fatos transmitidos,
principalmente na televisão, não possuem qualquer relação com o que de fato são, e isso
ocorre simplesmente porque a verdade em muitos momentos “não é boa o suficiente”,
isto é, não vende notícia e não dá ibope, e por essa razão acaba sendo passada de uma
forma “mais interessante”.
Mas, para alcançar tal audiência, muitas vezes a vida privada e a intimidade são
violadas, casos em que a liberdade de expressão é exercida de forma abusiva. Sendo
assim, como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de
comunicação?
Segundo a Constituição Federal do Brasil de 1988, é livre a expressão intelectual,
artística, científica e comunicativa independentemente de censura ou licença. Com isso,
como já dito, a vida privada, a intimidade e a imagem das pessoas são utilizadas de
forma imprudente, e objetivando um maior ibope, as notícias são distorcidas e
“aumentadas”. Milhares de informações, enfim, são postadas, onde as mesmas nem
sempre possuem procedência.
Mas os programas televisivos necessitam de uma matéria-prima para que haja
entretenimento da nação, e para isso existe uma “fonte” na qual os meios de
comunicação usufruem sem piedade, o drama de famílias carentes. As câmeras invadem
barracos e gravam tudo sem pedir licença aos residentes que mal sabem seus direitos
(Artigo 5° da Constituição Federal de 1988: X- são invioláveis a intimidade, a vida
privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando o direito à indenização pelo dano
material ou moral decorrente de sua violação).
Esses programas tendem ao capitalismo, instigando o consumismo e culto a beleza.
Com a liberdade jornalística (Incisos do Artigo 5° da Constituição Federal de 1988: IX-
é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença), esses meios demonstram interesses políticos
de acordo com a sua liderança, já que os mesmos são privadas.
Com tentativa de frear o bombardeio de informações destorcidas provenientes dos
meios comunicativos, foi criado o observatório da imprensa, que é um site, programa de
TV e de rádio, no qual analisa de forma crítica o desempenho da mídia a partir de
assuntos que estão em destaque na imprensa.
“Os meios de comunicação de massa são majoritariamente produzidos por
empresas privadas cujas decisões atendem legitimamente aos desígnios de seus
acionistas ou representante. Mas o produto jornalística é, inquestionavelmente, um
serviço público, com garantias e privilégios específicos previstos na Constituição
Federal, o que pressupõe contrapartidas em deveres e responsabilidades sociais”
Uma solução quase que definitiva para o abuso da liberdade jornalística seria a
implantação de um sistema de auto regulação, na qual a Suécia já é adepta. O sistema
funciona de forma que existe um comitê de radiodifusão na qual os cidadãos comuns
participam e também representantes do meio jurídico. Os presidentes dos órgãos são
definidos por juízes da Suprema Corte na qual se revezam para que haja total
honestidade durante a efetuação do processo.
“A liberdade de expressão, quando exercida de forma abusiva, pode ofender,
incitar à discriminação e à violência, ou ter consequências negativas para um indivíduo
ou uma sociedade como um todo”, diz a literatura sueca sobre o tema.
A mídia, uma vez regulamentada, deixará de incomodar e invadir privacidades. Por
outro lado, a imprensa alega que feito à regulamentação da mídia, perderão sua voz
ativa na sociedade.
Regulamentar não seria censurar. A questão é submeter padrões éticos decentes,
que possam lhe dar transparência e responsabilidade do que dizem ou de quem quer
dizer.
Entretanto, fiscalizar e cobrar multas do mal uso da mídia é a melhor medida
preventiva para coibir abusos e forçá-los a repararem pelos seus erros. Todos devem ter
o direito de expressar o que pensam desde que não invadam a privacidade do outrem.
CONCLUSÃO
Sabemos do quão importante é o papel dos meios de comunicação nos dias atuais, mas
devemos também estar cientes de que nem todas as informações compartilhadas podem
ou devem ser tidas como verdade absoluta, visto que a imprensa em geral atende à
interesses privados e ao consumismo. Isso, entretanto, se torna um pouco mais
complicado para pessoas que não possuem acesso às informações e que não possuem
condições do mesmo, ou seja, as camadas mais pobres da sociedade. Uma questão
muito importante também é a invasão da privacidade, matéria-prima de ibope de
notícias que filmam e expõem os casos e os “podres”, assim como matérias
sensacionalistas que podem ou não afetar a reputação e a honra de determinado
indivíduo, aumentando as notícias e rumores sobre o mesmo. Assim como há alteração
de notícias, há notícias que nunca chegam ao menos a serem publicadas ou levadas para
os meios comunicativos, mesmo notícias que sejam de extrema importância e alerta, por
conta de interesses antagônicos e contrários aos dos representantes em questão. Há
quem diga que a mídia é neutra, e há muitos que discordam do mesmo, mas a questão
não é avaliar e trazer uma opinião, e sim retratar o que realmente acontece e a realidade
que nos rodeia. Uma das propostas trazidas foi a regulamentação, que funciona em
alguns países. A Suécia, por exemplo. Porém, todo um cenário deve ser avaliado, assim
como a situação em que se encontram diferentes países. Muitas vezes, determinada lei
pode funcionar em determinado local, mas não no outro. Além disso, muitos alegam que
a imprensa perderia voz ativa, e muito provavelmente não ficaríamos a par das situações
do país. Enfim, fiscalizar e punir quem invade a privacidade do outrem, forçando-os a
repararem seus erros seria a melhor medida preventiva, garantindo a liberdade de
expressão mas não o abuso dela.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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