O filme “Raça” (2016) nos apresenta a história de Jesse Owens, um
atleta negro que, em meio ao turbilhão político da Alemanha nazista,
conquistou quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas de Berlim de 1936. A obra
de Stephen Hopkins, além de celebrar as conquistas esportivas de Owens, nos
convida a refletir sobre o papel do esporte na formação do indivíduo e na
construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
A trajetória de Owens nos mostra como o esporte pode ser uma
poderosa ferramenta de transformação social. Ao superar as barreiras
impostas pelo racismo e desafiar a ideologia nazista, o atleta se tornou um
símbolo de resistência e esperança. Sua história, repleta de desafios e
superações, inspira não apenas atletas, mas também estudantes e
educadores.
A prática esportiva na escola vai além do desenvolvimento de
habilidades físicas. Ela contribui para a formação de cidadãos mais
conscientes, críticos e engajados. Ao promover valores como o trabalho em
equipe, o respeito às diferenças e a perseverança, o esporte contribui para a
construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A história de Jesse
Owens nos mostra que o esporte pode ser um poderoso instrumento de
transformação social, capaz de inspirar gerações e contribuir para a construção
de um mundo melhor.
Agora reportaremos em nossa análise sobre as cinco cenas do filme Raça:
a) A primeira cena que achamos de suma importância elencamos no
presente texto é a de que o esporte vivenciado pelo jovem
universitário é o da transição do esporte amador para esporte
profissional na qual esta última categoria requer do praticante
incentivos financeiros/ bolsa atleta a qual chamaria hoje, em seus
primórdios para que os futuros jogadores atletas possam se dedicar
tão so e inclusivamente ao esporte e não depender da sua vender de
força de trabalho para se manter no mundo esporte moderno. E isso
ocorre na cena em que o treinador oferece uma Carteira Mensageiro,
o que disponibiliza ao jovem atleta negro a quantia de 60 dólares
para sua manutenção e dispensas.
b) A História é indissociável do momento histórico e o mundo do
esporte está atrelado a sofrer influência da política, dos aspectos
socioculturais e da época vigente em que se passa o filme, essa é
nossa análise histórica dialética. A cena à qual reportamos esta
análise é de que o jovem americano sofre preconceito por parte de
atletas brancos. Esta cena retrata o seguinte entendimento de que o
esporte 1933 é de minoria negra e excludente.
c) A terceira cena é de igualdade no acesso ao esporte, representada
pelo momento em que o Comitê Olímpico Americano discute a
participação ou não dos atletas negros e judeus nas Olimpíadas de
Berlim, na Alemanha Nazista (1936). Como sabemos: O esporte não
se dá de forma igualitária, assim sendo o mesmo que incluem e
excluem a participação também dos mesmos atletas.
d) A penúltima cena que destacamos do onde a massa cultura
representado pelos meios de comunicação torna-se atrativo para
este tipo de consumo nunca visto antes do esporte moderno; a
espetacularização, isto é, o esporte enquanto comunicação de
massa, da qual jovem atleta negro e americano, em análise fica
diante do estádio olímpico em seguida tem várias câmeras voltadas
para ele.
e) A última cena que nos chama a atenção é da cena onde o atleta
alemão orienta o jovem atleta negro que deve exercitar a marca do
salto, logo que teve duas tentativas frustradas. Dessa memorável
cena, evoca-se o caráter de que o esporte tende a unir as diferenças
e promover a união, verdadeiro espírito esportivo.