INTRODUÇÃO
A construção civil tem suas origens nas primeiras civilizações humanas, onde o homem
começou a construir abrigos simples, utilizando materiais naturais disponíveis, como madeira,
pedras e barro. Essas construções iniciais eram simples e focadas em garantir proteção e
abrigo. Com o tempo, as necessidades humanas evoluíram, e também as técnicas de
construção.
Pré-história: No período Paleolítico, os seres humanos começaram a usar cavernas ou abrigos
rudimentares. Mais tarde, começaram a construir moradias com materiais naturais, como
madeira, pedras e peles de animais. No Neolítico, surgiram as primeiras habitações
permanentes, com construção de casas de barro e pedra.
Vários autores ao longo da história se dedicaram a estudar e teorizar sobre a origem da
construção, abordando desde as primeiras habitações humanas até os desenvolvimentos
arquitetônicos mais complexos. Alguns dos principais nomes e suas contribuições incluem:
1. Vitruvius (c. 80-70 a.C. – 15 a.C.)
O arquiteto romano Vitruvius é um dos primeiros autores a escrever sobre a
construção de edificações de forma sistemática. Em sua obra De Architectura, ele
detalha as técnicas de construção e a origem da arquitetura, enfatizando a importância
das proporções, simetria e funcionalidade. Embora seu foco fosse mais na arquitetura,
ele oferece uma visão sobre os primeiros conceitos de construção.
2. Le Corbusier (1887-1965)
Um dos arquitetos mais influentes do século 20, Le Corbusier propôs novas ideias
sobre a construção e a origem da arquitetura moderna. Ele acreditava que a
arquitetura deveria responder às necessidades humanas e às condições do ambiente.
Seus escritos, como Vers une architecture (1923), discutem como a construção pode
ser uma forma de expressão da modernidade.
3. John Ruskin (1819-1900)
O crítico e teórico da arte britânico John Ruskin explorou, em obras como The Seven
Lamps of Architecture (1849), a ideia de que a arquitetura e a construção deveriam
estar profundamente conectadas com valores morais e espirituais. Ele discutiu a
origem da arquitetura, ligando-a à arte e à tradição.
4. Friedrich Engels (1820-1895)
Engels, coautor com Karl Marx de O Manifesto Comunista, também abordou a origem
das construções e da arquitetura, especialmente no contexto da história da sociedade
e da evolução do modo de produção. Em A Origem da Família, da Propriedade Privada
e do Estado, ele discute como a arquitetura e as construções mudaram à medida que
as estruturas sociais e econômicas evoluíram.
5. Francesco Milizia (1725-1798)
O arquiteto e teórico italiano Francesco Milizia escreveu Trattato delle Arti del Disegno
(1776), onde ele aborda as origens da arquitetura e da construção, explorando desde a
antiguidade até a sua época. Ele reflete sobre como a construção evoluiu ao longo do
tempo, influenciada pela cultura e pelas necessidades da sociedade.
6. Ralph Erskine (1914-2005)
Embora mais recente, o arquiteto britânico Ralph Erskine também refletiu sobre as
origens da construção em sua obra, especialmente em como ela pode ser integrada de
maneira orgânica ao ambiente e à sociedade. Ele era conhecido por suas abordagens
que valorizavam o uso de materiais locais e a adaptação ao clima.
Esses autores e suas obras ajudam a traçar um panorama das ideias sobre a construção e sua
origem, levando em consideração aspectos históricos, culturais, sociais e tecnológicos. A visão
de cada um contribui para um entendimento mais amplo da evolução da construção e do que a
arquitetura representa em cada momento histórico.
A construção civil, segundo Vitruvius, um dos primeiros teóricos da arquitetura, deve atender a
três princípios fundamentais que ele chama de "qualidades da arquitetura": firmitas, utilitas e
venustas.
1. Firmitas (Estabilidade): A construção deve ser sólida e durável, capaz de resistir ao
tempo e às forças naturais. Em outras palavras, a estrutura deve ser segura e
resistente.
2. Utilitas (Funcionalidade): O edifício deve ser funcional e adequado ao seu uso. As
necessidades de quem vai ocupar o espaço devem ser atendidas de forma eficiente,
seja para moradia, trabalho ou qualquer outro propósito.
3. Venustas (Beleza): Além de ser útil e estável, a construção também deve ser bela,
estética e harmônica. A aparência deve agradar aos olhos e ser proporcional e bem
acabada.
Esses princípios ainda servem de base para muitos dos conceitos de arquitetura e urbanismo
até hoje!
PROBLEMA:
OBJECTIVO GERAL
OBJECTIVO ESPECÍFICOS
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Administração Municipal CAPÍTULO I Natureza, Atribuições e Competências da Administração
Municipal
ARTIGO 42.º (Natureza)
1. A Administração Municipal é o órgão desconcentrado da
administração do Estado na província que visa assegurar a realização das funções do Estado a
nível do município.
2. Na execução das suas competências, a Administração Municipal
responde perante o Governo Provincial.
ARTIGO 43.º (Atribuições) A Administração Municipal cabe promover e orientar
o desenvolvimento económico e social e assegurar a prestação de serviços públicos da
respectiva área geográfica.
ARTIGO 44º (Competências) Compete a Administração Municipal:
1. No domínio do planeamento e orçamento:
a) Elaborar a proposta de plano de desenvolvimento municipal e remetêlo ao
Governo Provincial para aprovação e integração no plano de desenvolvimento provincial;
b) Garantir a execução do plano de desenvolvimento municipais e dos planos anuais de
actividades da Administração Municipal e submeter os respectivos relatórios de execução
ao Governo Provincial para efeitos de monitoria de monitoria e avaliação;
c) Elaborar a proposta de orçamento da Administração Municipal, nos termos da
legislação competente e remetêla ao Governo Provincial com vista a sua
integração no Orçamento Geral do Estado;
d) Coordenar a arrecadação de recursos financeiros provenientes dos impostos,
das taxas e de outras receitas devidas ao Estado, nos termos da legislação era vigor; e)
Administrar e conservar o património da Administração Municipal;
f)
Promover e apoiar as empresas e as actividades económicas que fomentem o desenvolviment
o económicosocial do município.
2. No domínio do desenvolvimento urbano e ordenamento do território:
a) Elaborar o projecto de plano municipal de ordenamento do território e submete-
lo ao Governo Provincial para aprovação;
b) Organizar os transportes urbanos e suburbanos, intermunicipais e inter
comunais de passsageiros e cargas;
c) Promover o ordenamento e sinalização do trânsito e estacionamento de
veículos automóveis nos aglomerados populacionais;
d) Promover a iluminação, sinalização rodoviária,toponímia e cadastros; e) Apreciar, analisar
e decidir sobre os projectos de construção unifamiliar e outros de pequena dimensão;
f) Licenciar terras para diversos fins, nos termos da lei, bem
como dinamizar, acompanhar e apoiar a autoconstrução dirigida;
g) Autorizar s concessão de terrenos até 1000 metros quadrados, bem como observar
e fiscalizar o cumprimento do disposto na Lei de Terras e seus regulamentos.
3. No domínio do desenvolvimento económico e social:
a) Estimular o aumento da produção e da produtividade nas empresas de
produção de bens e de prestação de serviços a nível municipal;
b) Promover e organizar feiras municipais;
c) Desenvolver programas de integração comunitária de combate a pobreza;
d) Licenciar, regulamentar e fiscalizar a actividade comercial retalhista e de
vendedores ambulantes;
e) Assegurar a assistência social, educacional
e sanitária, contribuindo para a memória das condições de vida da população;
f) Preservar
os edifícios, monumentos e sítios classificados como património histórico nacional e
local situados no território do município;
g) Promover a criação de bibliotecas municipais e comunais, bem como garantir
o seu apetrechamento em material bibliográfico;
h)
Assegurar a manutenção, distribuição e gestão da água e electricidade na sua área de jurisdiçã
o, podendo criarse, para o efeito, empresas locais.
4. No domínio da agricultura e desenvolvimento rural:
a) Superintender as estações de desenvolvimento agrário;
b) Fomentar a produção agrícola e pecuária; c) Assegurar a aquisição e distribuição de
insumos agrícolas e assistência aos agricultores e criadores;
d) Promover e licenciar unidades agropecuárias e artesanal ou industrial, designadamente
aviários, pocilgas, granjas, carpintarias, marcenarias, serralharias, oficinas de
reparações, de canalizações e de electricidade.
5. No domínio da segurança pública e polícia:
a) Assegurar a protecção dos cidadãos nacionais e estrangeiros, assim
como a propriedade pública e privada;
b) Tomar medidas de protecção ao consumidor, bem como o combate
à especulação e açambarcamento;
c) Aplicar as disposições contidas na legislação sobre as transgressões administrativas.
6. No domínio do saneamento e equipamento rural e urbano:
a) Garantir a recolha, tratamento do lixo e embelezamento dos núcleos populacionais;
b) b) Assegurar a gestão, limpeza e manutenção de praias e zonas balneares;
c) c) Assegurar o estabelecimento e gestão dos sistemas de drenagem pluvial;
d) d) Promover a reparação e manutenção e gestão de mercados,
feiras e outros serviços municipais;
e) e) Fomentar a criação, conservação, ampliação, manutenção e cultura de parques,
jardins, zonas verdes, de recreio e a defesa do património arquitectónico;
f) f) Promover a construção, manutenção e gestão de
mercados, feiras e outros serviços municipais;
g) g) Assegurar o estabelecimento manutenção e gestão de cemitérios municipais.
7. No domínio da coordenação institucional
a) Assegurar a orientação,
o acompanhamento e a monitoria das administrações comunais e superintender
nos institutos públicos e empresas públicas de âmbito local com sede no município;
b) Assegurar em coordenação com os órgãos competências a realização do registo
eleitoral e demais operações legais inerentes às eleições presidenciais, legislativas e
autárquicas;
c) Realizar o recenseamento dos cidadãos com 18 anos de idade, residentes na
sua área de jurisdição;
d) Realizar o registo dos reservistas moradores na sua área de jurisdição;
e) Realizar o registo
da técnica auto de transporte e técnica especial adstrita às empresas localizadas na sua área
de jurisdição, de acordo com o que para o efeito for legislado;
f) Realizar o registo civil dos cidadãos da respectiva área de jurisdição sob supervisão
dos serviços competentes do Ministério da
Justiça, enquanto não houver conservatórias ou postos de registo.
§ Único: — No exercício das suas funções, a Administração Municipal emite
resoluções e posturas.