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Contrato de Financiamento Comercial

O documento aborda o contrato de financiamento comercial, focando em modalidades como leasing e mútuo. Ele explora a história, definições, obrigações e características desses contratos, além de discutir a legislação pertinente. O objetivo é facilitar a compreensão sobre os contratos de financiamento comercial e sua aplicação na economia.
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Contrato de Financiamento Comercial

O documento aborda o contrato de financiamento comercial, focando em modalidades como leasing e mútuo. Ele explora a história, definições, obrigações e características desses contratos, além de discutir a legislação pertinente. O objetivo é facilitar a compreensão sobre os contratos de financiamento comercial e sua aplicação na economia.
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UNIVERSIDADE ROVUMA

FACULDADE DE DIREITO

NELSON SOLTUANE

CONTRATO DE FINANCIAMENTO COMERCIAL

Nampula, Setembro, 2023


UNIVERSIDADE ROVUMA
FACULDADE DE DIREITO

NELSON SOLTUANE

CONTRATO DE FINANCIAMENTO COMERCIAL


Trabalho de carácter avaliativo, submetido na
universidade Rovuma, faculdade de direito, na
cadeira de Direito Comercial, 3º Ano, Pós-
Laboral.
Docente: Ph.D. Muapala.

Nampula, Setembro, 2023


Índice
Introdução...................................................................................................................................1
CONTRATO DE FINANCIAMENTO COMERCIAL..............................................................2
História de Leasing (A locação financeira)................................................................................2
Leasing Financeiro......................................................................................................................4
MÚTUO OU EMPRÉSTIMO COMERCIAL............................................................................4
Noção e forma.............................................................................................................................5
Juros............................................................................................................................................5
Obrigações do Mutuante.............................................................................................................5
Obrigação de fornecer.................................................................................................................5
Obrigação de respeitar o praza do contrato.................................................................................6
Obrigações do Mutuário.............................................................................................................7
Obrigação de amortizar ou reembolsar o crédito........................................................................7
Obrigação de pagar juros............................................................................................................7
Extinção do Mútuo......................................................................................................................8
Extinção pelo mutuário...............................................................................................................8
Reporte........................................................................................................................................9
Noção..........................................................................................................................................9
Perfeição e oponibilidade do contrato.........................................................................................9
Direitos acessórios e obrigações inerentes aos títulos................................................................9
Juros, dividendos e direito de voto...........................................................................................10
Direito de opção........................................................................................................................10
Sorteio.......................................................................................................................................10
Pagamentos de títulos não liberados.........................................................................................11
Prorrogação do prazo e renovação do reporte...........................................................................11
Falta de cumprimento...............................................................................................................11
Remissão...................................................................................................................................12
Conclusão..................................................................................................................................13
Referências Bibliográficas........................................................................................................14
Introdução

A classificação destes novos contratos deve, ser cautelosa, sem deixar de os ligar ao
seu território de origem, o Direito Económico, entendido como tecido normativo inerente à
relação entre Estado e os agentes económicos, tanto numa perspectiva de exercício de
autoridade, como de eventuais atitudes na qualidade de agente económico.

De larga aplicabilidade na vida das empresas e em outros domínios da vida social, são
capazes de influenciar toda a estrutura económica, como exemplo, os contratos de locação
financeira, factoring e franchaising. Na sua forma moderna, a locação financeira ou leasing
surgiu nos Estados Unidos da América, como nova fórmula comercial e financeira.

Objectivo geral

Falar sobre os contratos de financiamento comercial de forma mais clara e concisa, de


modo que se possa facilitar a percepção sobre os mesmos.

Objectivo Especifico

Identificar quais são os contratos de financiamento comercial, defini-lo ou caracteriza-


lo para melhor compreensão.

Quanto aos métodos usados na pesquisa é o método dedutivo, uma vez que visa descobrir
conhecimentos particulares através do conhecimento geral, é um processo de análise de
informação que nos leva a uma conclusão. E, para melhor compreensão do trabalho este
obedece a seguinte estrutura:

Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e referências Bibliográfica. Em relação, a


metodologia usada para aquisição do conteúdo para posterior elaboração do trabalho, fez-se
uma leitura esgotada de manuais e documentos relativos ao tema.

1
CONTRATO DE FINANCIAMENTO COMERCIAL

História de Leasing (A locação financeira)

A origem do leasing pode encontrar-se em civilizações como a Egípcia (no terceiro


milénio A.C., envolvendo terrenos, animais de trabalho e escravos) e Suméria (2000 A.C),
embora a moderna locação financeira, tal como hoje é encarada, tenha nascido nos EUA.1

Efectivamente, as primeiras operações de leasing, ainda que de forma rudimentar,


surgiram no século XIX nos EUA, sendo levadas a cabo pelos departamentos comerciais e
financeiros das empresas industriais ou filiais, que viram nesta modalidade uma via para a
saída dos produtos, nomeadamente nos sectores de produção de material de transporte e de
telecomunicações. Considera-se, no entanto, que a leasing, tal como é hoje praticado teve
origem nos anos Mais recentes.2

O leasing surgiu com as características jurídicas, económicas e financeiras que o definem


na actualidade após a II Guerra Mundial. O seu rápido desenvolvimento começou nos EUA na
década de 50, prosseguiu para a Europa, Japão, Canadá e Austrália na década de 60, tendo-se
generalizado depois a vários países mais desenvolvidos de outras regiões.3

Ainda os EUA, o leasing progrediram de forma tão rápida que, no prazo de 10 anos,
chegaram a constituir-se cerca de 800 sociedades. Para este fenómeno contribuiu de maneira
decisiva um conjunto de factores específicos da economia norte-americana. De entre esses
factores, podem referir-se os seguintes:

 Um mercado de capitais de médio prazo restritivo e inacessível:


 Uma legislação fiscal relativamente limitativa em matéria de depreciações:
 Uma economia em expansão e, simultaneamente, impunha uma rápida renovação dos
equipamentos e um acompanhamento do progresso tecnológico.

Na opinião de Gonçalves da Silva e outros o rápido desenvolvimento do leasing não se


ficou a dever à subida das taxas de juro, como por vezes se afirma. Mas sim, à escassez de
1
VIEITO, JOÃO P. & MAQUIEIRA, CARLOS P. Finanças Empresariais Teoria e Prática, Escolar Editora.
Lisboa, 2010, pág. 12.
2
VIEITO, JOÃO P. & MAQUIEIRA, CARLOS P. ob. Cit. Pág. 13.
3
VIEITO, JOÃO P. & MAQUIEIRA, CARLOS P. ob. Cit. Pág. 227.
2
fundos próprios das empresas perante a subida generalizada de preços, conjugada com as
dificuldades de acesso a outras fontes de financiamento, nomeadamente o crédito bancário”. 4

Segundo VIEITO a locação financeira ou leasing é um contrato de empréstimo


arrendamento pelo qual o locador concede ao locatário o uso temporário de um equipamento
ou um imóvel, contra pagamento de certa renda, permanecendo o bem locado propriedade do
locador até ao fim do prazo do contrato, momento em que o locatário pode exercer a opção de
compra por um valor residual previamente acordado, ou devolvê-lo no locador no estado em
que estiver.5

Samanez afirma que o leasing é baseado na concepção económica de que o facto


gerador do rendimento para uma empresa é o uso e não a propriedade do bem. Assim, em
termos gerais, o leasing pode ser definido como um acordo cujo fimè a concessão do uso de
bens de capital, ou de qualquer outro activo fixo de uma empresa através de um contrato de
arrendamento, por um prazo determinado findo o qual poderá o arrendatário optar pela
devolução do bem objecto de contrato, a renovação do Arrendamento ou a sua aquisição pelo
valor residual estabelecido no contrato. A operação de leasing é praticada perante a
celebração de um contrato cuja forma é parecida com a de um aluguel (arrendamento) visando
à utilização de um bem durante um determinado prazo, pelo qual o pagamento é efetuado em
forma de aluguel.6

Portanto, o arrendador detém a propriedade legal do bem, e o arrendatário o uso do bem:

O arrendamento mercantil caracteriza-se por ser uma operação destinada a substituir


investimentos em activo imobilizado, nos casos em que haja insuficiência de recursos ou
interesse da empresa arrendatária em aproveitar como capital de giro os investimentos que
seriam aplicados em imobilizações. Trata-se de uma operação de arrendamento entre pessoas
jurídicas ou físicas, cujo objectivo é arrendar bens adquiridos de terceiros pela arrendadora
para fins de uso da arrendatária e que devem atender às especificações desta. A operação,
pois, consiste em ceder ao usuário um determinado bem por um certo prazo, mediante o
pagamento de contraprestações periódicas.7

4
GONÇALVES da Silva, et al. Contabilidade das Sociedades, 13ª ed, Plátano Editora, Lisboa, 2008, pág. 43.
5
VIEITO, JOÃO P. & MAQUIEIRA, CARLOS P. Finanças Empresariais Teoria e Prática, Escolar Editora.
Lisboa, 2007. Pág. 227.
6
SAMANEZ, Carlos Patrício. Leasing, análise e avaliação. São Paulo: Atlas, 1991, pag. 130.
7
SAMANEZ, Carlos Patrício. Ob. Cit. Pág. 130.
3
Leasing Financeiro

É uma modalidade de financiamento onde a empresa de leasing repassa seus recursos


para os clientes na forma de bens produtivos. Para Toledo "é realizado pelos bancos múltiplos
ou empresas de arrendamento, sendo, na verdade, uma operação de financiamento. Neste
caso, a arrendatária escolhe o bem e o fornecedor, cabendo à arrendadora adquirir o bem e
entregá-lo em condições de uso"8

Desta forma, pode-se destacar para essa modalidade de leasing três elementos
envolvidos:

 O fabricante do bem (fornecedor) cujo objectivo é a venda do produto;


 A empresa de leasing (arrendadora) que lucra com as taxas de juros das parcelas; e
 A empresa que precisa do bem (arrendatária) que evita um desembolso imediato de
grandes valores para adquirir o bem.9

Segundo Motta e Caloba afirmam que "financeiramente essa operação aproxima- se de um


empréstimo que possui, como garantia, o activo contratado, o qual é amortizado por meio de
parcelas o longo de um período correspondente à vida útil do activo".

Nessa modalidade, as despesas com manutenção, seguros e impostos ficam por conta do
arrendatário, porém, não é possível rescindir o contrato, havendo necessidade de quitar todas
as parcelas, até o final.

Geralmente o valor residual é baixo, o que permite a aquisição do bem pela arrendatária,
sendo que o mesmo possui prazos mais longos, de acordo com a vida útil do bem.10

MÚTUO OU EMPRÉSTIMO COMERCIAL

O contrato de mútuo ou empréstimo comercial não é aplicável ao crédito bancário,


sujeito ao regime das instituições de crédito e sociedades financeiras, nem quando o mutuário
é um consumidor, artigo 493 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.11

8
TOLEDO FILHO, Jorge Ribeiro de. Introdução ao mercado de capitais brasileiro, São Paulo: Tecci, 2001,
pág. 82.
9
TOLEDO FILHO, Jorge Ribeiro de. Ob. Cit. Pág. 82.
10
DUARTE, R. Pinto. Escritos sobre Leasing e Factoring: Principia. Lisboa, 2001.
11
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
4
Noção e forma

Contrato de mútuo ou empréstimo comercial consiste na convenção mediante a qual


uma parte, o credor ou mutuante, se obriga a emprestar a outra parte, o devedor ou mutuário,
dinheiro ou outra coisa fungível, por período definido ou indefinido, e obrigando-se o
mutuário ao respectivo reembolso ou restituição, nos termos do nº 1 do artigo 494 do decreto-
Lei de 3/2022 de 25 de Maio.12

O Contrato de mútuo ou empréstimo comercial é valido se for celebrado por


documento assinado pelo mutuário, com assinatura reconhecida presencialmente, nos termos
do nº 2 do artigo 494 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.13

Juros

Salvo estipulação em contrário, o contrato de mútuo ou empréstimo comercial é


oneroso, nos termos do nº 1 do artigo 495 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.14

Na falta de estipulação da taxa de juro, aplica-se a taxa de juro comercial prevista no


artigo 13 deste regime, nos termos do nº 2 do artigo 495 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de
Maio.15

Obrigações do Mutuante

Obrigação de fornecer

O credor é obrigado a fornecer ao mutuário o crédito pelo valor, forma e período


de tempo determinado no contrato, nos termos do nº 1 do artigo 496 do decreto- Lei de
3/2022 de 25 de Maio.16

12
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
13
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
14
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
15
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
16
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
5
Se não for possível determinar o momento de fornecimento do crédito, o mutuante
deve disponibilizar o crédito ao mutuário dentro de um prazo razoável após a conclusão do
contrato, nos termos do nº 2 do artigo 496 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.17

Obrigação de respeitar o praza do contrato

O mutuante é obrigado a respeitar o prazo estipulado, salvo se:

a) Num mútuo comercial com pagamentos periódicos, as partes tenham estipulado uma
cláusula de aceleração do crédito pela falta de cumprimento do mutuário; nos termos
da alínea a) do nº 1 do artigo 497 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.18
b) As garantias do mutuário sofrerem diminuição do seu valor, ou haja perigo iminente
dessa diminuição, segundo critérios de razoabilidade aferidos pelo mutuante, nos
termos da alínea b) do nº 1 do artigo 497 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.19

Nos casos do número anterior, o mutuante pode cobrar ao mutuário a totalidade do


crédito, acompanhado dos juros devidos à data da falta de cumprimento, nos termos do nº 2
do artigo 497 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.20

Num contrato de mútuo comercial, no qual o mutuário é um consumidor, as partes não


podem acordar cláusulas de aceleração, nos termos do nº 3 do artigo 497 do decreto- Lei de
3/2022 de 25 de Maio.21

17
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
18
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
19
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
20
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
21
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
6
Obrigações do Mutuário

Obrigação de amortizar ou reembolsar o crédito

O mutuário é obrigado a reembolsar o crédito no modo, prazo e demais condições


acordadas no contrato, nos termos do nº 1 do artigo 498 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de
Maio.22

Se o prazo para o reembolso não puder ser determinado a partir do contrato, o


mutuário é obrigado a devolvê-lo dentro de um período razoável de tempo a partir da
exigência do credor, nos termos do nº 2 do artigo 498 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de
Maio.23

Obrigação de pagar juros

O mutuário deve pagar juros ou outra remuneração de acordo com as condições


previstas no contrato, salvo estipulação em contrário, nos termos do nº 1 do artigo 499 do
decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.24

Os juros são acumulados diariamente, a partir da data em que o mutuário recebe o


crédito, sendo pagos:

a) Segundo os termos do contrato; nos termos da alínea a) do nº 2 do artigo 499 do


decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.25
b) No final do prazo do contrato, quando este não estabeleça os termos, nos termos da
alínea b) do nº 2 do artigo 499 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.26 Ou
c) Periodicamente, nos termos da alínea c) do nº 2 do artigo 499 do decreto- Lei de
3/2022 de 25 de Maio.27

22
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
23
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
27
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
7
As taxas dos juros comerciais, no contrato de mútuo ou empréstimo comercial, são
livremente estipuladas pelas partes. Tendo como limite:

a) A taxa de referência (bare lending rate) da moeda de denominação de crédito, nos


termos da lei cambial; nos termos da alínea a) do nº 3 do artigo 499 do decreto- Lei de
3/2022 de 25 de Maio.28 e
b) A taxa de referência da prime rate do Sistema Financeiro Moçambicano-PRSFM-
quanto as taxas nacionais, nos termos da alínea b) do nº 3 do artigo 499 do decreto-
Lei de 3/2022 de 25 de Maio.29

Extinção do Mútuo

Extinção pelo mutuário

O mutuário pode, por meio de pagamento, extinguir o mútuo a qualquer momento, se


ele não tiver que pagar juros ou qualquer outro tipo de remuneração que dependa da duração
do mútuo, nos termos do nº 1 do artigo 500 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.30

O disposto no número anterior não permite estipulação contratual em contrário, nos


termos do nº 2 do artigo 500 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.31

Em caso de pagamento antecipado, o mutuário é obrigado a pagar todos os juros


devidos até a data de pagamento e indemnizar o credor por qualquer perda causada pelo
reembolso antecipado, nos termos do nº 3 do artigo 500 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de
Maio.32

28
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
8
Reporte

Noção

Contrato de reporte consiste na convenção mediante a qual uma parte, o reportado,


transfere para outra, o reportador, a propriedade de títulos de crédito de certa espécie, valores
mobiliários ou outros instrumentos financeiros por um determinado preço e durante um
determinado prazo, e o reportador assume a obrigação de transferir para o reportado, no fim
do prazo estipulado, a propriedade de igual quantidade de títulos da mesma espécie, contra o
reembolso do preço, que pode ser aumentado ou diminuído na medida acordada, nos termos
do artigo 501 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.33

Perfeição e oponibilidade do contrato

O contrato de reporte torna-se perfeito com a entrega real dos títulos, nos termos do nº
1 do artigo 502 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.34

O contrato de reporte, para que seja oponível a terceiros. Deve constar de documentos
escritos, nos termos do nº 2 do artigo 502 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.35

Direitos acessórios e obrigações inerentes aos títulos

Os direitos acessórios e as obrigações inerentes aos títulos objecto do reporte


pertencem ao reportado, nos termos dos artigos 504 e seguintes, nos termos do artigo 503 do
decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.36

33
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
9
Juros, dividendos e direito de voto

Os juros e os dividendos exigíveis depois da conclusão do contrato e antes da


verificação do termo, quando cobrados pelo reportador, são creditados ao reportado, nos
termos do nº 1 do artigo 504 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.37

Os direitos de voto, salvo estipulação em contrário, pertencem ao reportador, nos


termos do nº 2 do artigo 504 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.38

Direito de opção

O direito de opção inerente aos títulos objecto do reporte pertence ao reportado, nos
termos do nº 1 do artigo 505 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.39

O reportador, contanto que o reportado o avise atempadamente, deve praticar as


diligências necessárias para que o reportado possa exercitar o seu direito de opção, ou
exercitá-lo em nome do reportado, se este o tiver habilitado com os fundos necessários, nos
termos do nº 2 do artigo 505 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.40

Na falta de instruções do reportado, e reportador deve proceder à venda dos direitos de


opção por conta do reportado, por intermédio de um banco, nos termos do nº 3 do artigo 505
do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.41

Sorteio

Se os títulos objecto do reporte estão sujeitos a sorteio para a atribuição de prémios ou


para efeitos de reembolso, os direitos e os encargos resultantes do sorteio pertencem ao
reportado, quando a celebração do contrato seja anterior à data do inicio do sorteio, nos
termos do artigo 506 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.42

37
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42
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
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10
Pagamentos de títulos não liberados

O reportado deve entregar ao reportador, até dois dias antes do vencimento, as


quantias necessárias para efectuar os pagamentos relativos aos títulos não liberados, nos
termos do artigo 507 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.43

Prorrogação do prazo e renovação do reporte

As partes podem prorrogar o prazo do reporte por ou mais termos sucessivos, nos
termos do nº 1 do artigo 508 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.44

Expirado o prazo do reporte, se as partes liquidarem as diferenças, para delas


efectuarem pagamentos separados e renovarem o reporte com respeito a títulos de quantidade
ou espécies diferentes ou por diverso preço, considera-se a renovação um novo contrato, nos
termos do nº 2 do artigo 508 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.45

Falta de cumprimento

Em caso de falta de cumprimento de uma das partes, a contraparte tem direito a


efectuar uma venda compensatória ou uma compra de substituição, consoante o caso, nos
termos do artigo 509 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.46

Remissão

São aplicáveis ao reporte, com as necessárias adaptações, as disposições relativas à


transmissão de propriedade, incluindo as que abrangem o contrato de compra e venda
comercial, nos termos do artigo 510 do decreto- Lei de 3/2022 de 25 de Maio.47

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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime Jurídico dos Contratos
Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
11
12
Conclusão

Após termino do presente trabalho com tema em destaque conclui- se que o contrato
de financiamento é um contrato emitido por uma instituição financeira no processo de compra
e venda.

Este contrato determina o financiamento em que uma parte financiadora, neste caso
banco, fornece recursos para outra parte, neste caso o comprador, para que possa executar
algum investimento específico previamente acordado, por exemplo, de uma compra de
imóvel.

No contrato de financiamento constara todas as condições aprovada nas cartas de


crédito do comprador, o período da contratação, o úmero de prestações, os valores liberados.

É de extrema importância salientar, que o contrato de financiamento, é um documento


com forca de escritura pública, isto é, a partir da sua assinatura ele é registado junto ao
cartório competente.

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Referências Bibliográficas

Legislação

 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. Decreto-Lei nº 3/2022 de 25 de Maio- Regime


Jurídico dos Contratos Comerciais, I SÉRIE, Nº 99.
Doutrinas

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