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Tratamento de Efluentes na Indústria de Papel

O estudo analisa o processo de tratamento de efluentes em uma indústria de papel, destacando sua importância para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da empresa. A pesquisa, de abordagem qualitativa e descritiva, revela que a empresa segue normas ambientais rigorosas, realiza coleta seletiva e promove a conscientização dos funcionários. Os resultados demonstram ações significativas em gestão ambiental, com interesse em obter certificação ISO 14001 no futuro.

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Tratamento de Efluentes na Indústria de Papel

O estudo analisa o processo de tratamento de efluentes em uma indústria de papel, destacando sua importância para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da empresa. A pesquisa, de abordagem qualitativa e descritiva, revela que a empresa segue normas ambientais rigorosas, realiza coleta seletiva e promove a conscientização dos funcionários. Os resultados demonstram ações significativas em gestão ambiental, com interesse em obter certificação ISO 14001 no futuro.

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PROCESSO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES EM UMA INDUSTRIA DE PAPEL

Marcio Raifur - UNICENTRO

Silvio Roberto Stefano - Universidade Estadual do Centro-Oeste UNICENTRO

Sonia Raifur Kos - José Raifur e Natalia Raifur

Resumo

É crescente a preocupação das empresas em relação ao meio ambiente, motivado tanto por restrições impostas pelo mercado, como a
exigência de certificação, como pela legislação ambiental que está cada vez mais severa. Em harmonia com estas preocupações, o
presente estudo tem por objetivo principal identificar o processo de funcionamento de tratamento de efluentes, sua importância na
preservação do meio ambiente e o desenvolvimento social, econômico e, ambiental da empresa pesquisada. O método do estudo
considera uma abordagem descritiva e qualitativa de um estudo de caso, na forma de um relato técnico, acerca do tratamento de
efluentes, os impactos ambientais e sociais, comparando os mesmos, antes e depois da implantação da Estação de Tratamento de
Efluentes. Os resultados indicam que a empresa desenvolve ações relevantes no que se refere ao setor ambiental, segue a maioria dos
princípios propostos pela norma ISO 14001, faz coleta seletiva enviando os materiais para reciclagem, atende a todas as normas
ambientais, trabalha a conscientização ambiental dos funcionários, faz a separação do óleo e o destina corretamente, e também tem
interesse em obter a ISO no futuro, mas independente dessa certificação faz seus programas ambientais que colaboram com a sociedade
e minimizam impactos negativos ao meio ambiente.

EMPRAD - Encontro dos Programas de Pós-graduação Profissionais em Administração


ISSN 2448-3087 - 24, 25 e 26 de Agosto de 2016 – FEA/USP - SÃO PAULO/SP
PROCESSO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES EM UMA INDUSTRIA DE
PAPEL

Resumo: É crescente a preocupação das empresas em relação ao meio ambiente, motivado


tanto por restrições impostas pelo mercado, como a exigência de certificação, como pela
legislação ambiental que está cada vez mais severa. Em harmonia com estas preocupações, o
presente estudo tem por objetivo principal identificar o processo de funcionamento de
tratamento de efluentes, sua importância na preservação do meio ambiente e o
desenvolvimento social, econômico e, ambiental da empresa pesquisada. O método do estudo
considera uma abordagem descritiva e qualitativa de um estudo de caso, na forma de um
relato técnico, acerca do tratamento de efluentes, os impactos ambientais e sociais,
comparando os mesmos, antes e depois da implantação da Estação de Tratamento de
Efluentes. Os resultados indicam que a empresa desenvolve ações relevantes no que se refere
ao setor ambiental, segue a maioria dos princípios propostos pela norma ISO 14001, faz
coleta seletiva enviando os materiais para reciclagem, atende a todas as normas ambientais,
trabalha a conscientização ambiental dos funcionários, faz a separação do óleo e o destina
corretamente, e também tem interesse em obter a ISO no futuro, mas independente dessa
certificação faz seus programas ambientais que colaboram com a sociedade e minimizam
impactos negativos ao meio ambiente.
Palavras-Chave: Tratamento de Efluentes; Impacto Ambiental; Gestão Ambiental;
Sustentabilidade organizacional.

Abstract: There is a growing concern for companies in relation to the environment,


motivated both by restrictions imposed by the market, as the certification requirement, as the
environmental legislation that is increasingly severe. In line with these concerns, this paper
has the main objective to identify the process of wastewater treatment operation, its
importance in preserving the environment and the social, economic and environmental
performance of the company searched. The method of the study considers a descriptive and
qualitative approach of a case study in the form of a technical report, about the treatment of
wastewater, environmental and social impacts, comparing the same before and after the
implementation of the Treatment Plant Effluent. The results indicate that the company
develops relevant actions with regard to the environmental sector, follows most of the
principles proposed by ISO 14001, is selective collection sending the materials for recycling,
meets all environmental standards, works environmental awareness of employees makes the
separation of oil and designed properly, and also has an interest in obtaining the ISO in the
future, but regardless of this certification makes its environmental programs that contribute to
society and minimize negative environmental impacts.
Keywords: Wastewater treatment, environmental impact, environmental management,
organizational sustainability.

1
1 METODOLOGIA

A presente pesquisa foi iniciada por meio de pesquisa bibliográfica e documental,


onde foram identificadas as exigências legais referentes ao tratamento de efluentes, bem
como um aprofundamento teórico sobre o tema. A pesquisa documental é uma fonte adequada
de consulta e é considerada preciosa para todo pesquisador da área de ciências sociais (GIL,
2008; CELLARD, 2008). Foram analisados documentos, sites, relatórios, a legislação
pertinente a temática e livros especializados.
Esta pesquisa é classificada como qualitativa no que tange a problemática e descritiva
quanto aos objetivos. Um estudo qualitativo descreve a complexidade de um problema e
destaca características não observadas por estudos quantitativos (RICHARDSON; PERES,
1999). A pesquisa descritiva visa primordialmente apresentar as relações entre as variáveis,
bem como a descrição das características de um fenomeno (GIL, 2008).
Quanto aos procedimentos esse relato técnico é caracterizado como estudo de caso
para descrever uma situação em seu contexto (YIN, 2005). De acordo com Yin (2005, p.23),
“o estudo de caso é uma inquirição empírica que investiga um fenômeno contemporâneo
dentro de um contexto da vida real, quando a fronteira entre o fenômeno e o contexto não é
claramente evidente e onde múltiplas fontes de evidência são utilizadas”. O mesmo autor
afirma que que a preferência pelo uso do estudo de caso deve ser dada quando do estudo de
eventos contemporâneos, em situações onde os comportamentos relevantes não podem ser
manipulados, mas onde é possível se fazer observações diretas e entrevistas sistemáticas.
O estudo foi realizado essencialmente com base na experiência prática e profissional
dos pesquisadores, por meio de observação direta nos processos de tratamento de efluentes
em uma indústria de papel do Estado do Paraná. Também foi realizada análise profunda dos
documentos relacionados ao processo de tratamento dos efluentes, assim como foi verificada
a aderência entre as normas e as práticas da empresa.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

É crescente a preocupação das empresas em relação ao meio ambiente, motivado tanto


por restrições impostas pelo mercado, como a exigência de certificação, como pela legislação
ambiental que está cada vez mais severa. Em virtude disso, temas como a preservação
ambiental, o desenvolvimento sustentável e a sustentabilidade tem sido objeto de estudo em
diversas áreas do conhecimento.
Elkington (2011, p. 20), entende que a sustentabilidade organizacional é o “princípio
que assegura que as nossas ações de hoje não limitarão a gama de opções econômicas, sociais
e ambientais para as futuras gerações” e entende que o desempenho organizacional é
embasado em três pilares - o triple bottom line – TBL, os resultados econômicos, ambientais e
sociais. A partir da constatação de que as ações organizacionais não devem ser consideradas
sustentáveis quando atenderem à apenas um ou outro pilar da sustentabilidade, emerge a
necessidade de integrá-los. O próprio conceito de sustentabilidade organizacional proposto
pelo TBL já prevê a integração (ELKINGTON, 1999).
Nessa mesma linha, a Gestão Ambiental exige, como premissa básica, um comprometimento
da alta cúpula da empresa e de seus acionistas com a criação e desenvolvimento de uma
política ambiental clara e definida, que irá delinear as atividades da organização com relação
ao meio ambiente, assumindo compromisso formal com a sociedade, definindo suas intenções
e seus princípios com relação ao desempenho ambiental e a sustentabilidade (ROBLES JR.;
BONELLI, 2006).
Diversas normas e leis devem ser seguidas para o lançamento de efluentes industriais

2
no meio ambiente, as quais são reguladas por resoluções e leis específicas, tanto exigências de
âmbito federal, quanto aquelas de âmbito estadual, dentre elas destaca-se o Conselho
Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, através da Resolução n. 430, de 13 de maio de
2011.
A Resolução 430 – CONAMA, orienta como deve ser o tratamento de efluentes nas
indústrias. Em seu artigo 24, consta que os responsáveis pelas fontes poluidoras dos recursos
hídricos deverão realizar o auto monitoramento para controle e acompanhamento periódico
dos efluentes lançados nos corpos receptores, com base em amostragem representativa dos
mesmos.
Prevê ainda, no artigo 25, que é de responsabilidade de profissional legalmente
habilitado (laboratórios acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial-INMETRO ou por outro organismo signatário do mesmo acordo de
cooperação mútua do qual o INMETRO), a coleta de amostras e análise de efluentes líquidos
e em ambientes hídricos, seguindo normas específicas.
Essa mesma legislação, por meio do artigo 27, define que empresas poluidoras dos
recursos hídricos devem adotar práticas de gestão de efluentes no intuito de usar a água de
forma eficiente, e, sempre que possível e adequado, proceder à reutilização, bem como
aplicar técnicas para redução da geração e melhoria da qualidade de efluentes gerados. Consta
ainda que a fonte poluidora deve apresentar anualmente, ao órgão ambiental competente, a
Declaração de Carga Poluidora.

3 INTRODUÇÃO

As questões ambientais como as alterações climáticas, a falta de recursos naturais,


dentre outros, afetam direta ou indiretamente o dia a dia do ser vivo. Sabe-se que as
consequências sofridas estão diretamente ligadas à ações ambientais irresponsáveis dos seres
humanos, empresas e principalmente indústrias que, em sua maioria, enxergam a natureza
somente como fonte lucrativa de curto prazo, com projeção de um a cinco anos, esquecendo-
se das consequências causadas a longo prazo.
Para demonstrar a importância da Gestão Ambiental, bem como o processo de
tratamento de efluentes, fato que pode provocar danos ambientais graves, foi desenvolvido
um estudo de caso em uma indústria de papel situada na região centro-sul do Estado do
Paraná. Esse estudo teve como objetivo principal identificar o processo de funcionamento de
tratamento de efluentes, sua importância na preservação do meio ambiente e o
desenvolvimento social, econômico e ambiental da empresa pesquisada. Esse relato técnico,
demonstrou como era o tratamento dos resíduos industriais antes e depois da implantação da
ETE-Estação de Tratamento de Efluentes. Grande parte da água utilizada no processo acaba
virando resíduo industrial, sendo necessário uma estação própria para fazer o tratamento
desses efluentes.

3.1 Contexto e Realidade Investigada

A escolha dessa empresa se deu pelo conhecimento de suas ações com a preservação
do meio ambiente, atendimento as normas legais e ambientais, e também pela acessibilidade
às informações necessárias ao desenvolvimento desse estudo. A Empresa iniciou suas
atividades em 1962 atendendo ao mercado madeireiro nacional. Na década de 1970, como
uma constante evolução, migrou para a produção de papel, em 1974, entrou em
funcionamento a primeira máquina para produção de papel, além de uma hidrelétrica,
necessária à produção de energia para suprir o processo produtivo.

3
Ao final de 1982, com a instalação de uma segunda máquina, ocorreu a ampliação da
unidade de papel. A partir de 1993, ocorreu a diversificação das atividades, com a produção
de formulários contínuos. Também investiu na construção de uma moderna serraria e
beneficiamento de madeiras, produção destinada à exportação. Atualmente ela possui mais de
500 empregos diretos e mais de 1000 empregos indiretos demonstrando dessa forma sua
importância para o município e região. Essa indústria tem se destacado no mercado pelas
diversas ações tomadas em relação a preservação do meio ambiente deste o plantio das
florestas até o tratamento e destino final dos resíduos industriais.
A empresa está operando por mais de meio século no ramo papeleiro, atualmente sua
produção anual de papel está em torno de 9300 toneladas. Para produzir esse volume de
papel são tratados/produzidos em média de 200.000 m3 de água por mês em uma estação
própria de tratamento de água. De todo esse volume de água que é produzida, em torno de
170.000 m3 por mês é consumido no processo produtivo do papel. Dessa água utilizada no
processo boa parte dela acaba virando resíduo industrial, sendo necessário uma estação
própria para fazer o tratamento dos efluente.
A empresa analisada tem como Visão: “Ser um grupo admirado pela capacidade de
promover resultados extraordinários”. Sua Missão é: “trabalhamos de forma sustentável, no
desenvolvimento de produtos e serviços para um mercado global de consumidores exigentes,
realizando sonhos com respeito e integridade, buscando a evolução constante da sociedade”.
Enquanto os Valores são : Empreendedorismo, foco no resultado, inovação, integridade,
orientação para o cliente (interno e externo), otimização financeira e responsabilidade sócio
ambiental.
Observa-se que a empresa externaliza sua preocupação com questões ambientais, pois
em sua Visão menciona seu desejo de despertar admiração da sociedade pela sua forma de
produzir resultados. Imagina-se que uma empresa só obtenha admiração de seus stakeholders
se produzir sem danificar o ambiente. Na Missão essa preocupação é ratificada quando
apresenta que a entidade busca trabalhar de forma sustentável. Por fim, um dos seus Valores é
a responsabilidade socioambiental, intensificando o esforço da organização em respeitar
aspectos ambientais.

3.2 Diagnóstico da Situação Problema e/ou Oportunidade

O presente estudo teve uma abordagem com base no Sistema de Gestão Ambiental –
SGA, que, apesar da empresa ainda não ter a certificação ISO 14000, possui políticas e plano
de conduta voltados a preservação do meio ambiente. O Sistema de Gestão Ambiental é o
conjunto de diretrizes e atividade administrativas adotadas para obter efeitos ambientais
positivos, tanto pela eliminação ou redução dos danos já causados pelas mãos humanas,
quanto pela impedimento de que novos danos ocorram (BARBIERI, 2007). Soares (2004)
afirma que a gestão ambiental como um processo decisório que repercute de forma positiva
sobre a variável ambiental. Antes ainda, Andrade, Tachizawa e Carvalho (2000), mencionava
que a gestão ambiental está relacionada com um conjunto de objetivos e metas relacionados à
proteção ambiental.
A qualidade da água é representada por características intrínsecas, geralmente
mensuráveis, de natureza física, química e biológica. Estas características, se mantidas dentro
de certos limites, viabilizam determinado uso. Esses limites constituem os padrões da
qualidade da água (VITERBO, 1998, p. 59).
Com a gestão ambiental ganhando importância, as empresas constataram que
demonstrar qualidade ambiental é um item considerado fundamental, principalmente para os
clientes, tanto no mercado interno como no mercado externo.

4
Donaire (1999, pg. 23) relata que:

A preocupação de muitas organizações com o problema da poluição


tem feito com que elas reavaliem o processo produtivo, buscando a
obtenção de tecnologias limpas e o reaproveitamento dos resíduos.
Isso tem propiciado vultuosas economias, que não teriam sido obtidas
se elas não tivessem enfocado este problema.

De acordo com Viterbo (1998), a água é um bem essencial na natureza, sendo


necessária a todos os processos básicos da vida. Apesar de ser um recurso natural encontrado
em grande quantidade na superfície da Terra, o uso desordenado e a ação poluidora do
homem estão provocando o seu esgotamento, havendo crescente necessidade de sua
preservação. Devido à importância e à consciência da necessidade de conservação desse
recurso não-renovável – a água, a empresa, objeto deste estudo, tomou a decisão da
construção de uma nova Estação de Tratamento de Efluentes. Os maiores benefícios da
tecnologia escolhida, o Lodo Ativado Convencional, são: alta eficiência de tratamento em
relação a outros processos, controle de qualidade da água tratada, garantia de bom
funcionamento do sistema.
A preservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável, a reciclagem e
reutilização de materiais e o consumo consciente estão cada vez mais presentes na realidade
das empresas. Porter e Kramer (2006) afirmam que as empresas poderiam tratar a
sustentabilidade como oportunidade de negócios, fonte de inovação, aumento de rendimentos,
diminuição de custos ou investimentos de longo prazo para aumentarem sua competitividade
no mercado.
As empresas socialmente responsáveis, preocupadas com a preservação e interessadas
em competir no mercado externo, trabalham cada vez mais para se adaptarem à produção
mais limpa. Este movimento provoca um efeito cascata, pois elas passam a exigir cada vez
mais o certificado de Gestão Ambiental de seus fornecedores (DIAS, 2006).
De acordo com a Associação Brasileira de Celulose e Papel - BRACELPA (2013),
produz-se aproximadamente 400 milhões de toneladas de papel em todo o mundo, sendo a
China o maior produtor, seguida dos Estados Unidos da América - EUA, Japão e Alemanha.
O Brasil ocupa o 9º lugar no ranking de produção mundial de papel e em 4º no ranking de
produção de celulose, sendo os EUA o maior produtor neste segmento. Também, de acordo
com dados da BRACELPA, a produção mundial de papel teve um aumento significativo, de
aproximadamente 35% nos dez últimos anos. Só́ no Brasil, que ocupa a posição de quarto
maior fabricante mundial de celulose, o crescimento anual da produção de celulose entre 1970
e 2012 foi de 7,1% e a produção de papel cresceu 5,4% no mesmo período.
Para fazer a análise do processo foi utilizada a metodologia do SWOT, que segundo
Shahir et al. (2008), o termo SWOT tem origem no inglês e é uma sigla de forças (S–
strengths) e fraquezas (W–weaknesses), ameaças (T–threats) e oportunidades (O–
opportunities), também conhecida como F.O.F.A. a qual é a tradução das mesmas palavras na
língua portuguesa, embora reordenadas diferentemente. Para análise SWOT, de acordo com
Oliveira (2004), o primeiro passo para concepção do planejamento estratégico é realizar um
diagnóstico estratégico para gerar informações sobre os ambientes interno e externo da
organização, idenficando os pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças. Esta etapa é
muito importante para o sucesso na tomada de decisões. Estas informações devem retratar a
realidade atual dos ambientes, para que a organização tome decisões sobre as diversas

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variáveis que perfazem o seu ambiente interno. Esta etapa deve estar organizada e estruturada
para o enfrentamento das variáveis do ambiente externo.
Analisando o processo de tratamento de efluentes destaca-se os seguintes pontos na
empresa pesquisada, apresentados no Quadro 1:

Quadro 1 : Análise SWOT da empresa objeto de estudo


Pontos Fortes Oportunidades
Conscientização ambiental Transformação do resíduo em renda
Qualidade no tratamento de efluentes Atendimento a legislação ambiental
Consumo racional dos recursos naturais Reconhecimento externo
Carteira de clientes
Pontos a Melhorar Ameaças
Destinação dos resíduos sólidos Mudanças na legislação
Estrutura física da empresa Novas tecnologias
Quebra de paradigmas
Fonte: Elaborado pelos autores

Nos pontos fortes pode-se verificar o engajamento da administração da empresa em


busca de uma constante melhoria em todos os processos visando diminuir os impactos
causados pelo processo industrial ao meio ambiente, destacando-se a conscientização e
treinamento dos funcionários, a separação e destinação correta dos lixos recicláveis, o
atendimento às normas legais da legislação ambiental.
Os pontos a melhorar se referem basicamente ao melhor aproveitamento do lodo
sólido gerado na Estação de Tratamento de Efluentes que atualmente está sendo destinado a
empresas especializadas no seu destino. Esse resíduo resultante no processo final de
tratamento poderia ser destinado a outras finalidades gerando benefícios e renda para a
empresa e comunidade.
Em relação às oportunidades do ambiente externo pode-se citar o reconhecimento da
empresa com relação aos projetos ambientais, melhoria da imagem institucional, facilidade de
negociação no mercado internacional, pois essas ações são exigências primordiais para
qualquer negociação, facilidade na obtenção de certificações pois a empresa está em
conformidade com todas as legislações ambientais.
Quanto as ameaças no ambiente externo encontramos as legislações dos órgãos
ambientais sendo atualizadas constantemente, sempre aumentando os controles e forçando as
empresas a se adequarem a essas normas, exigências do mercado nacional e internacional por
novas certificações.
Quanto a análise SWOT do processo de tratamento de efluentes pode-se verificar
várias oportunidades existentes em que a empresa pode aumentar sua renda, trazer benefícios
para comunidade, mas tudo isso deve ser feito sempre respeitando as normas ambientais, pois
como demonstrado anteriormente, são grandes as exigências e as indústrias em geral devem
estar sempre se atualizando e adequando seus processos de forma a buscar a sustentabilidade
social, econômica e ambiental.

3.3 Análise da Situação Problema e Propostas de Inovação, Intervenção e


Recomendação

Como apresentado anteriormente, uma indústria de papel utiliza um grande volume de


água no processo produtivo, resultando em um grande volume de efluentes industriais. De
acordo com a BRACELPA, para cada tonelada de papel produzido são necessários entre 7 a
22 metros cúbicos de água. Assim, o objetivo deste trabalho consiste em apresentar como
6
ocorre o tratamento de efluentes em uma indústria de papel, a importância desse processo e a
preocupação da empresa estudada na integração dos aspectos econômicos, sociais e
ambientais.
No Brasil, existe o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que, por meio
da Resolução N.o 357, de 17 de março de 2005, atualizado pela Resolução N.o 430 de 13 de
Maio de 2011, estabelece as condições e os padrões de lançamento de efluentes.
Considerando a Constituição Federal de 1988 e a Lei n.o 6938, de 31 de agosto de 1981, que
visam a controlar o lançamento de poluentes no meio ambiente, proibindo aqueles que são
considerados nocivos ou perigosos para os seres humanos e outras formas de vida.
Os resíduos líquidos das fábricas de papel contém fibras divididas, cola ou amido,
material de enchimento (carga), tinta, corante, graxa, óleo, cloro residual e outros,
procedentes da torre de branqueamento. Geralmente, esses materiais contidos no despejo
passam completamente através das grades de separação de sólidos, coletores, fi1tros da
máquina de papel, misturadores, tanques de agitação e regulagem de peneiras, devido ao alto
consumo de água no processo produtivo, resultando em elevada diluição das águas
residuárias. Normalmente, quanto mais finas são as classes de papel, maior é o consumo de
água e consequentemente, maior é a diluição dos resíduos industriais.

4 RESULTADOS OBTIDOS E ANÁLISE

4.1 Antes da Implantação da Estação de Tratamento de Efluentes

Antes da implantação da ETE-Estação de Tratamento de Efluentes, o processo de


tratamento de efluentes era realizado por meio de lagoas de decantação. Esse processo não
recebia um tratamento adequado, pois os resíduos eram depositados em lagoas as quais
ficavam expostas no meio ambiente até secarem, em seguida eram enchidas novamente.
Inicialmente a produção era menor gerando menos resíduos, com o passar do tempo foi
implantado mais uma máquina de papel e com os melhoramentos tecnológicos, aumentou a
produção gerando cada mais efluentes referente ao processo. Com isso, e também para
atender aspectos legais, surgiu a necessidade da criação de uma Estação de Tratamento de
Efluentes moderna que processe o resíduo industrial, separando o lodo (material sólido) e a
água.

4.2 Depois da implantação da Estação de Tratamento de Efluentes - ETE

A Estação de Tratamento de Efluentes foi implantada, na empresa em estudo, no ano


de 2006, sendo tratados em média de 150.000 metros cúbicos de efluentes industriais por mês,
utilizando processo biológico.
A maioria dos processos industriais onde se utiliza água de rios, mares, lagos etc.
possui uma Estação de Tratamento de Efluentes - ETE. A função da ETE é tratar a água que
foi utilizada no processo (chamada de efluente) para devolver aos rios, mares, etc. em
condições iguais ou até melhores do que aquelas em que se encontravam quando foi coletada.
A Empresa em estudo colocou sua ETE (figura 1) em operação em Junho de 2006. O
sistema foi projetado para realizar primeiro a decantação dos materiais sólidos que vem da
fabricação de papel (celulose e carbonato de cálcio) e depois um tratamento secundário com
microrganismos. O objetivo do tratamento secundário é remover do efluente tratado os
sólidos dissolvidos (amido, sulfato, polímeros, nitratos, etc.). A ETE possui uma eficiência de
95%, e devolve a água para o rio em melhores condições que a água do próprio rio, alguns
metros acima do ponto de coleta.

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Figura 1 – Vista superior da Estação de Tratamento de Efluentes da Empresa
Fonte: Dados da organização
Na figura 2 é apresentado o fluxograma do processo de tratamento de efluentes.

Figura 2 – Fluxograma da ETE


Fonte: Dados da organização

8
O processo de tratamento de efluentes acontece da seguintes forma: O efluente que
vem do processo vai para o tanque de neutralização (TQ- 100), com o objetivo de torná-lo
neutro (pH próximo de 7). Em alguns casos, onde a carga de efluente é muito alta, se desvia
uma parte dele para a lagoa de emergência. A água que vai para a lagoa pode então ser
adicionada aos poucos para a estação de tratamento de efluentes. Essa adição ocorre através
da bomba B-113A.
Depois de passar pelo TQ-100, o efluente segue para o Tanque Decantador Primário
(DC-100). Nesse equipamento são separados os sólidos sedimentáveis e flutuantes da água.
Através de um raspador, se reduz o efeito de incrustação na parede do decantador, ajuda na
condução das fibras mais rapidamente para o fundo e remove as fibras que flutuam na água
para o tanque de escuma (TQ-109). As fibras que decantaram são bombeadas através da B-
100A/B (usa-se a A, mas quando está em manutenção é usada a B) para o Tanque de Lodo
Primário (TQ-103). Do TQ-103, as fibras são conduzidas para a Centrífuga, através da B-
108A/B.
O clarificado do DC-100 segue para o Tanque de Passagem (TQ-101). Do TQ-101, o
efluente é conduzido para as Torres de Resfriamento A e B através da B-101A/B/C. Em casos
que a temperatura não precise ser alterada, há um by-pass que conduz o efluente direto para
os tanques de aeração. Nas torres, o efluente resfria de aproximadamente 2°C (se encontra à
37°C e passa para 35°C). Esse resfriamento é necessário para a sequência do processo, já que
as bactérias que serão utilizadas para consumir as impurezas do efluente possuem um ótimo
metabolismo na temperatura de 35°C, o efluente pode ser desviado para que não passe pela
torre de resfriamento, caso a temperatura do efluente esteja no nível desejado, neste caso o
efluente é encaminhado direto para a calha que da acesso aos Tanques de Aeração.
Após as Torres de Resfriamento, é adicionado anti-espumante (quando necessário) ao
efluente, para então ele seguir para os Tanques de Aeração A e B (TQ-102A e TQ-103B),
onde se encontram as bactérias. Assim como nós humanos, as bactérias também precisam de
oxigênio para sobreviver, assim, é adicionado oxigênio (ar atmosférico) aos TQ-102A/B
através dos sopradores. A linha de esgoto da Empresa também vai para os TQ-102A/B, o que
torna o ambiente mais propício para a proliferação das bactérias. Nos tanques de aeração
ocorre a oxidação biológica, fenômeno no qual o metabolismo das bactérias é mantido através
da adição de oxigênio, o que possibilita que as bactérias consumam praticamente todo
efluente. O controle de temperatura e oxigênio presentes no tanque de aeração se encontram
no mesmo aparelho.
Dos TQ-102A/B, o efluente segue para o Tanque Decantador Secundário (DC-101),
que opera da mesma forma que o DC-100. A diferença é que ao invés de separar fibras da
água, o DC-101 tem a função de separar as bactérias da água. O clarificado já se apresenta em
uma condição ideal de voltar ao rio, sendo assim conduzido até o rio Coutinho.
As bactérias que são separadas retornam aos tanques de aeração. Porém, às vezes esse
retorno não é possível, pois deixaria os tanques de aeração com um excedente de bactérias,
alterando o equilíbrio entre bactérias e matéria orgânica no efluente. Assim, duas ou três
vezes por semana, a corrente de fundo do DC-101 é conduzida ao Adensador de Lodo (AD-
100). As bactérias presentes no TQ-110 (tanque de escuma do DC-101) também são
conduzidas ao AD-100 através da B-111A. O Adensador de Lodo possui função semelhante a
um decantador, concentrando as bactérias no fundo (aproximadamente 1% de concentração de
bactérias é obtido). Dessa forma, a eficiência da centrífuga aumenta.
A suspensão de bactérias a 1% segue do AD-100 para o Tanque de Lodo Biológico
(TQ-104) através da B-106A/B. O TQ-104 também recebe as fibras presentes no TQ-109
(tanque de escuma do DC-100). A água do AD-100 retorna ao tanque de passagem.
Do TQ-104 a suspensão com bactérias segue para a centrífuga através da B-107A/B. Nessa

9
etapa é adicionado polímero à suspensão, o que faz a suspensão formar flocos, ajudando no
processo de separação que ocorre na centrífuga. Na centrífuga, ocorre a separação da água das
fibras e das bactérias. A água (com bactérias) retorna para o TQ-101 (tanque de passagem),
enquanto que as fibras são despejadas na caçamba de um caminhão, onde serão vendidas.

4.3 Contribuição Tecnológica / Social

A empresa desenvolve um trabalho relevante no que se refere ao setor ambiental,


segue a maioria dos princípios propostos pela norma ISO 14001, faz coleta seletiva enviando
os materiais para reciclagem, atende a todas as normas ambientais, trabalha a conscientização
ambiental dos funcionários, faz a separação do óleo e o destina corretamente, e também tem
interesse em obter a ISO no futuro, mas independente dessa certificação faz seus programas
ambientais que colaboram com a sociedade e minimizam impactos negativos ao meio
ambiente.
Desde a criação da Estação de Tratamento de Efluentes foram tratados mais de 1,8
milhões de metros cúbicos de resíduos líquidos por ano, devolvendo ao rio uma água com
qualidade melhor que aquela captada inicialmente, garantindo a vida marinha e a renda
daqueles que dependem da água para seu sustento.

Benefícios Estratégicos Resultantes do Novo Processo de Tratamento de Efluentes:

• Melhoria da imagem da empresa: A sociedade privilegia as organizações que demonstram


preocupação com a sustentabilidade, crescendo e respeitando a harmonia entre os aspectos
econômicos, sociais e ambientais. Assim, clientes, fornecedores e outros interessados,
analisam o comprometimento da empresa em relação a preservação ambiental.
• Alto comprometimento do pessoal envolvido: Todos os funcionários e gerências estão
envolvidos e engajados no mesmo objetivo, demonstrando congruência entre as metas
organizacionais e pessoais, contribuindo assim para resultados mais robustos e mais sucesso
nesse quesito.
• Melhoria nas relações e qualidade de trabalho: O alinhamento entre objetivos
organizacionais e pessoais culmina em colaboradores mais treinados e consequentemente
mais engajados, proporcionando um ambiente de trabalho mais harmonioso.
• Melhoria e criatividade para novos desafios ambientais: Como a preservação do meio
ambiente faz parte da política da empresa, sempre são criadas novas metas e implementadas
ações que visam, entre outros objetivos, evitar desperdícios.
• Melhoria das relações com os órgãos governamentais, comunidade e grupos
Ambientalistas: Políticas ambientais e sociais são bem vistas no meio em que a empresa está
situada, promovendo imagem de entidade com responsabilidade socioambiental. Evita ainda
multas e punições que são, na maioria das vezes, severas.
• Acesso assegurado ao mercado externo e interno: No mundo globalizado, a exigência por
certificação está cada vez mais presente nas negociações. Nesse sentido, as organizações que
desenvolverem ações sustentáveis melhoram sua inserção no mercado nacional e
internacional ou, ao menos, mantêm a participação já conquistada.
• Melhor adequação aos padrões ambientais legalmente aceitos: A empresa está atendendo
todas as normas e leis do meio ambiente e também mantém políticas e estratégias em relação
aos aspectos ambientais, conquistando a confiança de todos envolvidos no processo.
• Melhoria na obtenção de Certificação: Todas as políticas e ações tomadas hoje ajudam a
empresa numa possível busca por certificações.

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Com esse tratamento a empresa gera um grande volume de lodo ativado por mês,
resultante do processo de tratamento de efluentes, que pode ser utilizado para diversas
finalidades, como na fabricação de tijolos e telhas, ou até na aplicação como corretivo do
solo, desde que respeitado a quantidade e controlado por análises periódicas, também pode ser
feito a compostagem devido ao volume orgânico e ser utilizado como adubo. A empresa tem
criado nos últimos anos vários projetos sociais e ambientais, possui certificação de floresta
controlada e está se preparando para obtenção da certificação de manejo florestal. A
preocupação com o meio ambiente está presente nos valores da empresa.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As empresas devem estar sempre atualizadas em relação as suas atividades industriais


e avaliem os impactos dessas atividades ao meio ambiente, devendo assim, incorporar uma
política ambiental em suas estratégias ou políticas de modo a não agir tardiamente em relação
a possíveis danos causados e também para evitar sanções legais ou multas devido a esses
danos.
Elkington (1999) propôs o relacionamento entre os três pilares da sustentabilidade
(social, econômico e ambiental), conhecidos como Triple Bottom Line – TBL, o qual traduz
uma perspectiva de análise da sustentabilidade cada vez mais aceita pela sociedade e pelas
organizações.
A responsabilidade social e ambiental gerada por práticas ambientalmente corretas e
socialmente justas, são reconhecidas pelo consumidor e, consequentemente, resultam em:
vantagens competitivas economicamente; na melhoria da imagem institucional; e,
principalmente, na geração de um mundo ambientalmente melhor, ou seja, as empresas
devem buscar a sustentabilidade.
As indústrias em geral causam algum tipo de impacto ambiental, prejudicando de
alguma forma o espaço onde estão inseridas. Entretanto existem legislações e normas que tem
por objetivo, se não eliminar, ao menos reduzir esses danos. A empresa em questão tem
apresentado investimentos nesse caso, sempre buscando novas tecnologias e novas formas de
tratamento de todos os resíduos gerados, resultando em ganhos ambientais pela preservação
do meio ambiente, ganhos sociais, pois gera benefícios e renda para todos os envolvidos e
também ganhos econômicos vendendo os resíduos e materiais reciclados e melhorando a
imagem da empresa com essas ações. É uma empresa que está no caminho da sustentabilidade
e isso faz parte de cultura e estratégia organizacional.
Esse estudo apresenta algumas limitações, como o estudo analisou apenas uma
empresa observando somente o sistema de tratamento efluentes adotado por ela, o trabalho
não apresenta outros programas existentes e requer estudos complementares para demonstrar
a importância desse aspecto nas empresas. Como sugestão de novas pesquisas, sugere-se que
estudos comparativos sejam realizados, identificando como outras empresas desse ramo
tratam seus efluentes, bem como comparar com empresas de outros segmentes, visando
identificar pontos convergentes e divergentes.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente).


Resolução no 357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água
e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e
padrões de lançamento de efluentes e dá outras providências.

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BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente).
Resolução no 430, de 13 de maio de 2011. a qual classifica os corpos de água e ainda traça
outras diretrizes ambientais. Também estabelece condições para o lançamento de efluentes.
CELLARD, A. A análise documental. In: POUPART, J. et al. A pesquisa qualitativa:
enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2008.
DIAS, R. Gestão Ambiental: Responsabilidade Social e Sustentabilidade. São Paulo: Atlas,
2006.
DONAIRE, D. Gestão Ambiental na Empresa. 2a Ed. – São Paulo: Atlas, 1999.
ELKINGTON, J. Canibais com garfo e faca. São Paulo: SP, Makron, 2011.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2008.
GONÇALVES, L. C. Gestão Ambiental em meios de hospedagem. São Paulo: Aleph,
2004.
MUNCK, L.; BORIM-DE-SOUSA, R. Responsabilidade social empresarial e
sustentabilidade organizacional: a hierarquização de caminhos estratégicos para o
desenvolvimento sustentável. REBRAE – Revista Brasileira de Estratégia, v. 2, n. 2,
p.185-202, 2008.
OLIVEIRA, D. P. R. Planejamento estratégico - conceitos, metodologias e práticas. São
Paulo: Atlas, 2004.
PORTER, M. E.; KRAMER, M. R. Estratégia & sociedade: o elo entre vantagem competitiva
e responsabilidade social empresarial. Harvard Business Review Brasil, p. 1-12, 2006.
RICHARDSON, R. J.; PERES, J. A. Pesquisa social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas,
1985.
SHAHIR, H. Y.; DANESHPAJOUH, S.; RAMSIN, R. Improvement strategies or agile
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VITERBO JR, Ê. Sistema Integrado de Gestão Ambiental: Como implementar um Sistema
de Gestão que atenda à norma ISO 14001 a partir de um sistema baseado na norma ISO 9000.
São Paulo: Aquariana, 1998.
YIN, R. K. Estudo de Caso: planejamento e métodos. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

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