05/04/2022 11:38 Roteiro de Estudos
Inovação Através do Design Thinking
Roteiro de
Estudos
Autor: Me. Vagner Basqueroto Martins
Revisora: Dra. Rosangela Silveira Garcia
A educação pode se utilizar de diversas ferramentas para que ocorra o processo ensino-
aprendizagem da melhor maneira possível. Uma delas está relacionada ao uso de jogos para
que determinado processo e conteúdo sejam transmitidos. É possível atrair a atenção de
estudantes, que passam a captar um determinado tipo de conhecimento, com o auxílio de
jogos. Mas é importante fazer isso de maneira organizada e planejada, tendo em vista que esse
recurso é um suporte, que irá contribuir para um conjunto de técnicas que devem funcionar
em harmonia.
Além disso, é necessário que cada vez mais sejam aplicadas técnicas inovadoras, que agucem a
curiosidade dos estudantes, de maneira a criar expectativas, as quais irão fazer com que o
interesse aumente, e, consequentemente, o interesse pelos assuntos abordados.
Caro(a) estudante, ao ler este roteiro você vai:
entender a inovação e suas possibilidades;
saber o que é Design Thinking;
estudar as etapas do Design Thinking;
compreender o papel do usuário no processo de Design Thinking;
verificar um estudo de caso e os desafios para se inovar.
Bons estudos!
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Introdução
O termo Design Thinking é a nomenclatura de um conceito e conjunto de ferramentas
poderosas que vêm auxiliando empresas de diversos setores a trazer inovações importantes
aos projetos desenvolvidos por suas equipes. Também é popularmente conhecido como
pensamento estratégico do design e se popularizou a partir de David Kelley e Tim Brown da
empresa IDEO, com a utilização de formas criativas para se alcançar objetivos dos mais
variados tipos de negócios.
Da mesma forma como acontece nas empresas, a busca por inovações em processos e
métodos de abordagem de projetos e conteúdo também é feita na educação, com seus
desafios específicos e particularidades, que vão desde questões estruturais, de recursos e
pedagógicas até cognitivas dos estudantes. Isso requer atenção redobrada por partes dos
profissionais dessa área, para que os resultados possam ser proveitosos e estimulantes, o que
pode ser potencializado com a utilização do Design Thinking.
Inovação e Possibilidades
O processo de inovação, pela perspectiva do design, busca complementar uma visão do
mercado de que a inovação tem como objetivo central o desenvolvimento ou integração de
novas tecnologias, assim como a conquista e atendimento de novos mercados. Além dos
fatores mencionados, o Design Thinking inova especialmente ao trazer novos significados aos
produtos, serviços ou relacionamentos (CROSS, 2011).
Outro aspecto inerente aos conceitos do Design Thinking é que tudo à nossa volta deve fazer
sentido, ou seja, formas, cores, sequências e maneiras de se usar devem ser entendidas, e o
mesmo acontece quando pensamos em formas e métodos de ensino, pois, se estudantes não
entendem conteúdos, ou as formas como esses são trazidos, o processo fica deficitário e por
vezes ineficiente (LUPTON, 2013).
Além disso, pode-se afirmar que o Design é considerado uma disciplina que trabalha com
significados, e que, a partir de questionamentos de como solucionar problemas da melhor
forma, desafia padrões de pensamento, comportamento, e cria uma espécie de sentimento ou
condição para os profissionais que aplicam seus conceitos de “Thinkers” (tradução livre para
pensadores), que buscam produzir soluções que tragam novos significados e contribuam para
que os vários aspectos da vida humana sejam estimulados, como: cognição, emoção e
sensibilidade, que envolvem a experiência do processo de ensino-aprendizagem (CROSS, 2011).
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Dessa forma, a partir da argumentação apresentada, é possível entender como processos
inovadores podem contribuir de maneira significativa e marcante em processos complexos e,
assim, trazer inúmeros benefícios para os profissionais envolvidos tanto quanto para as
pessoas a quem se destina tal conhecimento.
LIVRO
Educação fora da caixa: tendências internacionais e
perspectivas sobre a inovação na educação
Autores: Clarissa Stefani Teixeira e Márcio Vieira de Souza (org.)
Editora: Blucher
Ano: 2018
Comentário: o livro traz conceitos e tendências de inovação
para a educação, com textos bem elaborados e conteúdos
importantes para profissionais do ensino, que buscam trazer
novas formas de realizar o processo ensino-aprendizagem, de
maneira a conseguir alcançar resultados mais eficientes e
coesos com foco no público-alvo, que são estudantes de
diferentes idades, origens e capacidades. Aqui vale ressaltar a
leitura do Capítulo 1 como sendo a mais essencial, por trazer o
conceito de inovação para o meio educacional, ante a
perspectiva usualmente vista de negócios.
Disponível na Minha Biblioteca.
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LIVRO
Novas fronteiras em inovação aberta [livro
eletrônico]
Autores: Henry Chesbrough, Wim Vanhaverbeke e Joel West
(org.)
Editora: Blucher
Ano: 2018
Comentário: o livro traz os conceitos do processo de inovação
aberta, com ampla pesquisa empírica e teórica realizada por
uma extensa comunidade de estudiosos em que apresentam as
práticas de tal área do estudo, que vêm sendo adotadas por
diversas empresas. Vale destacar o tópico 3, uma classificação
de inovação aberta e de modelos de negócio abertos da
primeira parte do livro.
Disponível na Minha Biblioteca.
O que é Design Thinking
De forma abrangente, o design, enquanto disciplina ou área do estudo e prática, visa promover
de maneira visível o bem-estar das pessoas no cotidiano, mesmo que no dia a dia seja
frequentemente associado somente a questões estéticas de produtos. Porém, é a forma como
designers percebem os objetos e demais aspectos e agem sobre elas que chama a atenção de
gestores, trazendo novas possibilidades para processos de inovação através do design
(BROWN, 2017).
Segundo Brown (2017), Design Thinking pode ser traduzido como pensamento de Design, que
nada mais é do que uma maneira abstrata na forma de um modelo mental, ou características
utilizadas por designers há décadas para trazer significado e desenvolver projetos. Sendo
assim, esses modelos mentais e características utilizadas, e seus conceitos, podem ser
aprendidos por qualquer pessoa e aplicados nos mais diversos cenários onde for necessário
encontrar alternativas criativas.
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Os profissionais de Design conseguem ver nos problemas aquilo que atrapalha ou impede que
a experiência (emocional, cognitiva e estética) e o bem-estar na vida das pessoas aconteça, seja
no trabalho, nos momentos de lazer, relacionamentos, cultura etc. Dessa forma, pode-se
afirmar que sua principal atribuição é identificar problemas e criar soluções (KNAPP; ZERATSKY;
KOWITZ, 2017).
Com esse tipo de percepção, esse profissional entende que os problemas afetam o bem-estar
das pessoas, e isso pode ser de diferentes origens, fazendo com que seja necessário mapear o
contexto cultural, experiências do grupo ou mesmo de indivíduos, de maneira a conseguir
extrair dados mais precisos no sentido de estabelecer o desenvolvimento de alternativas para
transpô-los. Isso faz com que seja possível identificar causas e consequências dos problemas,
podendo criar soluções mais assertivas e concretas.
Outra característica importante acerca do Design Thinking é que contribui para a descoberta de
necessidades não satisfeitas, antecipa e soluciona as necessidades dos indivíduos com aquilo
que é possível tecnologicamente viável e ajuda a entender que uma estratégia de negócio viável
pode ser transformada em valor para clientes, criando oportunidades de mercado ou
aprendizado (KNAPP; ZERATSKY; KOWITZ, 2017).
Pode-se afirmar que o Design Thinking é uma metodologia para a geração de ideias inovadoras
que centra sua eficácia na compreensão e na busca de soluções para as necessidades reais das
pessoas. O termo em si começou a ser desenvolvido e usado na Universidade de Stanford, na
Califórnia (EUA), a partir do anos 1970, e sua primeira aplicação prática foi realizada pela
consultoria de design IDEO, que é o precursor do termo.
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LIVRO
Design Thinking: uma metodologia poderosa para
decretar o fim das velhas ideias
Autor: Tim Brown
Editora: Alta Books
Ano: 2017
Comentário: livro clássico desse tema que não é tão velho, mas
que já existe há um bom tempo, e que na década passada
ganhou visibilidade no mundo dos negócios e atualmente inicia
sua trajetória em outros campos e áreas do pensamento, assim
como na prática. Sendo assim, leitura obrigatória para todas as
pessoas que irão atuar com processos inovadores, mesmo que
seja somente a introdução, a qual já trará poderosos
pensamentos acerca do que é Design Thinking.
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LIVRO
Design Thinking: a educação presencial, a distância e
corporativa
Autoras: Carolina Costa Cavalcanti e Andrea Filatro
Ano: 2017
Editora: Saraiva
Comentário: o livro traz uma abordagem metodológica para a
viabilização e promoção de processos inovadores no âmbito
educacional, utilizando o design como ferramenta para se
encontrar soluções criativas, sistemáticas e colaborativas, com
exemplos aplicados em diversas universidades dentro e fora do
país, além de empresas com notória qualidade internacional. E a
sugestão foca no capítulo 1, que traz mais complementações
acerca do que é Design Thinking.
Disponível na Minha Biblioteca.
Etapas do Design Thinking
Um aspecto interessante do Design Thinking que merece ser ressaltado é que, como o próprio
nome descreve, refere-se à maneira como designers pensam, como utilizam um tipo de
raciocínio nada convencional no meio em que atuam, um pensamento a partir da apreensão ou
mesmo compreensão dos ocorridos, ou seja, formula-se a partir de questionamentos a serem
respondidos com base nas informações coletadas durante observações do contexto e agentes
que englobam o problema a ser solucionado. Dessa maneira, ao pensar de forma abdutiva
(ampliada), a solução não é derivada do problema, mas se conecta nele (LUPTON, 2013).
Não podemos solucionar problemas com o mesmo tipo de pensamento que os criou: ampliar e
enfrentar as normas são o elemento essencial do design thinking. É justamente com um
pensamento ampliado que o designer constantemente desafia padrões, realizando e
desfazendo conjecturas, e convertendo-as em oportunidades para a inovação. É essa
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habilidade, de se soltar do pensamento lógico cartesiano, que faz com que o designer se
mantenha, como se diz: “fora da caixa” (LOCKWOOD, 2010).
Também podemos descrevê-lo como um processo crítico e criativo que permite organizar
informações e ideias, para a tomada de decisões, objetivando o aprimoramento de situações e
para a aquisição de conhecimento (BROWN, 2017).
Além disso, outras características do design thinking são:
1. É centrado no ser humano, usuário ou ator do processo: inicia com uma profunda
empatia e um entendimento das necessidades, desejos e motivações pessoais.
2. É colaborativo: a união de várias mentes e feedbacks é mais forte que uma só ao
enfrentar e resolver desafios, o que pode ser considerado como um diferencial vantajoso,
por considerar múltiplas perspectivas e a criatividade dos outros para reforçar a sua
própria criatividade.
3. É otimista: tem como pressuposto a crença intrínseca de que todos nós podemos criar
mudanças, não importa quão grande possa ser um problema, quão pouco tempo
possamos ter, ou quão curto possa ser nosso orçamento, tampouco restrições à volta; o
pensar como designer pode ser divertido, ainda assim, mantendo a responsabilidade.
4. É experimental: fornece a liberdade de errar e aprender com tais erros, de forma
controlada, em pequena escala, para que possamos usar novas ideias, com o feedback de
outras pessoas, para que possamos aprimorá-las.
Figura 1 - Etapas do Design Thinking
Fonte: Cienpies Design / 123RF.
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O processo de Design Thinking, em suma, conta com cinco etapas, que, por vezes, dependendo
de autor para autor, pode variar em nomenclatura e mesmo em número de fases. Essas etapas
são: empatia (imersão), definição (análise e síntese), ideação (desenho), prototipação
(construção) e teste (validação). Cada uma dessas fases pode contar com diferentes
ferramentas para a obtenção de informações e engajamento dos participantes, objetivando os
melhores resultados para qualquer tipo de projeto que esteja sendo desenvolvido.
A etapa de empatia, ou imersão, é a parte inicial do processo de Design Thinking, na qual se
busca informações e aproximação das pessoas interessadas e o contexto no qual existe o
problema. É literalmente a fase em que devemos nos colocar no lugar do outro, a fim de que
possamos entender da melhor maneira possível o que acontece, por que acontece e como
acontece determinado problema, para que assim, ao final das demais fases, possa ser
desenvolvido um projeto que contribua de fato para a solução.
Na etapa de definição, ou análise e síntese, é o momento de se verificar conforme a
quantidade de informações, aquelas que serão melhor desenvolvidas de acordo com o
contexto e condições existentes. É o momento de organizar os dados, através de técnicas
visuais para facilitar a identificação e classificação das oportunidades que devem ser
aproveitadas e desafios que devem ser superados relacionados ao problema em questão.
A ideação, ou desenho, é quando conceitos e ideias abstratas ganham vida a partir de
atividades lúdicas e colaborativas que busquem trazer inovações por meio de desenhos,
esquemas visuais, dinâmicas ou mesmo construção de esquemas sequenciais. Ou seja, são
formas de se colocar ideias de forma mais clara e objetiva para o entendimento dos demais
participantes do grupo.
Já a prototipação, ou construção, é prática e objetiva, no sentido de construir a ideia de
maneira física, que pode ser desde um protótipo de baixa fidelidade (Mínimo Produto Viável –
MPV), média ou alta fidelidade, com detalhes, cores, sons, materiais etc. É nessa fase que pode
ocorrer um vaivém de protótipos de modo a verificar o quanto são efetivos.
Por fim, na etapa de teste ou validação, os protótipos são testados e validados, a fim de
garantir que defeitos, problemas operacionais ou sequenciais de métodos, produtos ou
qualquer tipo de projeto desenvolvido estejam de acordo com a resolução do problema
encontrado e a solução proposta, de maneira que seja solucionado de modo a garantir os
melhores resultados para o público e contexto-alvo.
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LIVRO
Da Criatividade à Inovação
Autores: Zula Garcia Giglio, Solange Muglia Wechsler e Denise
Bragotto
Editora: Papirus
Ano: 2016
Comentário: este título visa à abertura de uma diversidade de
olhares sobre esses dois fenômenos, em seus aspectos teóricos
e práticos. Para tanto, o autor apresenta textos em linguagem
acessível a todos, com temática atualizada, reflexões, pesquisas
e experiências criativas relacionadas à educação, às artes, ao
trabalho e à psicologia, dentre outros, para superar obstáculos e
para resolver conflitos.
O Usuário no Processo de Design
Thinking
O Design Thinking é um processo que utiliza de técnicas colaborativas, e que trabalha com
foco, ou seja, centrado no usuário, ou como podemos definir, as pessoas que estiverem
passando por algum tipo de problema ou necessidade. Assim, tem por objetivo essencial, a
solução de problemas das pessoas.
Esse foco nas pessoas coloca-as em papel principal, de destaque, no sentido de que são elas
que fornecem as informações necessárias para a resolução do problema enfrentado, pois, ao
vivenciarem tais situações, podem nos fornecer inúmeros dados que irão contribuir para que
resultados extraordinários possam ser alcançados (BROWN, 2017).
Os usuários trazem a sensibilidade que durante décadas de desenvolvimento de projetos era
negligenciada por desenvolvedores de diversas áreas, o que vem mudando nos últimos anos. É
justamente com processos como o do Design Thinking que as pessoas ganham força para
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expor suas ideias e anseios, os quais são atendidos de forma eficiente e criativa (LUPTON,
2013).
Já na ponta final, no momento de testes, com feedback dos usuários, é possível melhorar os
projetos e, dessa forma, levar ao público em geral resultados refinados com um potencial
maior aceitação, tendo em vista que os usuários participantes, fazem parte dos grupos-alvo dos
projetos.
A pesquisa de Bastos e Siqueira (2019), denominada “Uma iniciativa de formação docente em
Design Instrucional sob os enfoques de Design Thinking e experiência do usuário”, aponta que,
nas salas de aula, é muito comum ouvir alunos reclamando de aulas monótonas e com
metodologias ultrapassadas; professores ainda reproduzem em sala o que seus próprios
professores fizeram décadas atrás. Portanto, novas abordagens devem ser discutidas e
trabalhadas em cursos de formação de professores. Pesquisas sinalizam que a abordagem de
Design Thinking (DT) e o foco na Experiência do Usuário (UX) podem contribuir para que bons
resultados sejam alcançados considerando produtos, usuários e contexto, e possivelmente
com professores e alunos.
Estudo de Caso e os Desafios para
se Inovar
Como inovar num ambiente com recursos limitados, de tempo, tecnologia e orçamento? Isso
passou a ser um desafio para esse profissional, como algo que poderia trazer uma imensa
satisfação e resultado surpreendente, tendo em vista que poderia se utilizar de técnicas
específicas que vimos ao longo deste conteúdo para despertar o interesse e aprendizado dos
estudantes, uma vez que conseguiu perceber algo que a maioria deles gostava.
Foi num intervalo que percebeu que muitos gostavam de jogos, e, dessa forma, pensou em
utilizar esse caráter motivador para trazer o conteúdo que precisava transmitir para as turmas.
Além disso, conseguiu verificar que, quando jogavam, competiam e também trabalhavam de
forma colaborativa, o que é um dos pilares do Design Thinking (AMBROSE; HARRIS, 2011).
Então, surge o desafio, de como fazer isso, como esquematizar e chegar num resultado que
combinasse a satisfação dos estudantes com o compromisso de transmitir todo o conteúdo de
forma eficiente, ou seja, como se colocar no lugar do outro, entender seus desejos e
necessidades, de forma inovadora e sem que isso parecesse um fardo para os estudantes. E é
numa das etapas do Design Thinking que isso pode acontecer de maneira altamente eficiente
(BROWN, 2017).
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E são justamente as formas de se alcançar esse resultado que podem ser vistas ao longo do
conteúdo, com conceitos e técnicas que podem ser aplicadas nesse desafio interessante e
inovador, que parte de uma nova perspectiva, a qual vai além de aulas expositivas, em que um
ator detém o conhecimento e os demais são meros espectadores. Nesse caso apresentado, os
estudantes passam a ser as peças principais, no protagonismo do conhecimento, aprendendo e
se divertindo.
LIVRO
Modelos de Negócio e Comunicação Social
Autores: Gustavo Cardoso, Carlos Magno, Tânia de Morais
Soares e Miguel Crespo
Editora: Almedina
Ano: 2016
Comentário: o título contribui para a redução da incerteza na
gestão da comunicação social e das redações dos diferentes
meios que hoje dão corpo ao setor constituído por Telcos,
Legacy Media, Novos Media e Startups jornalísticas. A obra foi
pensada e produzida a partir de inquéritos, bases de dados,
análises de relatórios e, ainda, de um conjunto de entrevistas
com personalidades do mundo da comunicação social
portuguesa.
Disponível na Minha Biblioteca.
Conclusão
A partir do conteúdo, o qual apresentou os conceitos e etapas do Design Thinking, é possível
perceber que esses métodos trazem vantagens interessantes para o processo de ensino-
aprendizagem no sentido de oportunizar que professores e estudantes possam trocar e
compartilhar conhecimentos e interesse em comum, servindo de técnica auxiliar na construção
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do conhecimento e do processo de autocrítica que deve ser incentivado nos estudantes. Para
que possam entender-se, assim como aquilo que os rodeia.
O Design Thinking funciona de forma colaborativa, o que contribui para que estudantes
consigam se socializar e assim desenvolvam as habilidades necessárias para viverem em
sociedade de forma ética.
Referências
AMBROSE, G., HARRIS, P. Design Thinking. Porto Alegre: Bookman, 2011.
BASTOS, C. A. R.; SIQUEIRA, S. W. M. Uma iniciativa de formação docente em Design Instrucional
sob os enfoques de Design Thinking e experiência do usuário. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO, 8.; WORKSHOP DE INFORMÁTICA NA ESCOLA, 25., 2019, Rio de
Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: UFRJ, 2019. Disponível em: [Link]
[Link]/pub/[Link]/wie/article/view/8587/6148. Acesso em: 10 fev. 2020.
BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias.
Rio de Janeiro: Alta Books, 2017.
CARDOSO, G. et al. (org.). Modelos de Negócio e Comunicação Social. Portugal: Almedina,
2016.
CAVALCANTI, C. C.; FILATRO, A. Design Thinking: na educação presencial, a distância e
corporativa. São Paulo: Saraiva, 2017.
CHESBROUGH, H.; VANHAVERBEKE, W.; WEST, J. (org.). Novas fronteiras em inovação aberta.
Tradução de Giseli Valentim Rocha. São Paulo: Blucher, 2018. [Livro eletrônico].
CROSS, N. Design Thinking: understanding how designers think and work. Oxford: Berg, 2011.
GIGLIO, Z. G.; WECHSLER, S. M.; BRAGOTTO, D. (org.). Da criatividade à inovação. São Paulo:
Papirus, 2016.
KNAPP, J.; ZERATSKY, J.; KOWITZ, B. Sprint: o método usado no Google para testar e aplicar
novas ideias em apenas cinco dias. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2017.
LOCKWOOD, T. (ed.). Design Thinking: integrating innovation, customer experience and brand
value. New York: Allworth, 2010.
LUPTON, E. (org.). Intuição, ação, criação: graphic Design Thinking. Tradução de Mariana
Bandarra. São Paulo: G. Gili, 2013.
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TEIXEIRA, C. S.; SOUZA, M. V. de (org.). Educação fora da caixa: tendências internacionais e
perspectivas sobre a inovação na educação. São Paulo, Blucher, 2018. v. 4.
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