S2 - Norma
S2 - Norma
IFRS S2
Normas IFRS® de Divulgação de Sustentabilidade
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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
ÍNDICE
do parágrafo
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA
OBJETIVO 1
ESCOPO 3
CONTEÚDO PRINCIPAL 5
Governança 5
Estratégia 8
Gestão de riscos 24
Métricas e metas 27
APÊNDICES
A Termos definidos
B Orientação de aplicação
C Data de vigência e transição
APROVAÇÃO PELO ISSB DA IFRS S2 EMITIDA EM JUNHO DE 2023
ORIENTAÇÃO ILUSTRATIVA
EXEMPLOS ILUSTRATIVOS
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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023
A IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima está definida nos parágrafos 1–37 e nos Apêndices A–C. Todos
os parágrafos têm igual autoridade. Os parágrafos em negrito descrevem os principais princípios. Os termos
definidos no Apêndice A estão em itálico na primeira vez que aparecem na Norma. As definições de outros
termos são fornecidas em outras Normas IFRS de Divulgação de Sustentabilidade. A Norma deve ser lida no
contexto de seu objetivo, da Base para Conclusões e da IFRS S1 Requisitos Gerais para Divulgação de
Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade.
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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
Objetivo
1 O objetivo da IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima é exigir que uma entidade divulgue
informações sobre seus riscos e oportunidades relacionados ao clima que sejam úteis aos principais
usuários de relatórios financeiros para fins gerais ao tomar decisões relacionadas ao fornecimento de
recursos à entidade.1
2 Esta Norma exige que uma entidade divulgue informações sobre os riscos e oportunidades relacionados ao
clima que poderiam razoavelmente afetar os fluxos de caixa da entidade, seu acesso a financiamento ou
custo de capital no curto, médio ou longo prazo. Para os fins desta Norma, esses riscos e oportunidades são
conjuntamente referidos como “riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente
afetar as perspectivas da entidade”.
Escopo
3 Esta Norma aplica-se a:
(a) riscos relacionados ao clima aos quais a entidade está exposta, que são:
(i) riscos físicos relacionados ao clima; e
(ii) riscos de transição relacionados ao clima; e
(b) oportunidades relacionadas ao clima disponíveis à entidade.
4 Riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as perspectivas de
uma entidade estão fora do escopo desta Norma.
Conteúdo principal
Governança
5 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre governança é permitir que os
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam os processos, controles e procedimentos
de governança que uma entidade utiliza para monitorar, gerenciar e supervisionar os riscos e
oportunidades relacionados ao clima.
6 Para atingir esse objetivo, uma entidade deverá divulgar informações sobre:
(a) o(s) órgão(s) de governança (que pode(m) incluir um conselho, comitê ou órgão equivalente
responsável pela governança) ou indivíduo(s) responsável(is) pela supervisão dos riscos e
oportunidades relacionados ao clima. Especificamente, a entidade deverá identificar esse(s)
órgão(s) ou indivíduo(s) e divulgar informações sobre:
(i) como as responsabilidades pelos riscos e oportunidades relacionados ao clima são
refletidas nos termos de referência, mandatos, descrições de funções e outras políticas
correlatas aplicáveis a esse(s) órgão(s) ou indivíduo(s);
(ii) como o(s) órgão(s) ou indivíduo(s) determina(m) se existem ou serão desenvolvidas
habilidades e competências adequadas para supervisionar estratégias destinadas a
responder aos riscos e oportunidades relacionados ao clima;
(iii) como e com que frequência o(s) órgãos(s) ou indivíduo(s) é(são) informado(s) sobre os
riscos e oportunidades relacionados ao clima;
(iv) como o(s) órgãos(s) ou indivíduo(s) leva(m) em consideração os riscos e
oportunidades relacionados ao clima ao supervisionar a estratégia da entidade, suas
decisões sobre principais transações e seus processos de gestão de riscos e políticas
correlatas, inclusive se o(s) órgão(s) ou indivíduo(s) considerou(aram) trade-offs
associados a esses riscos e oportunidades; e
1
Ao longo desta Norma, os termos “principais usuários” e “usuários” são usados alternadamente, com o mesmo significado.
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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023
Estratégia
8 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre estratégia é permitir que usuários
de relatórios financeiros para fins gerais entendam a estratégia de uma entidade para gerenciar os
riscos e oportunidades relacionados ao clima.
9 Especificamente, uma entidade deverá divulgar informações para permitir que os usuários de relatórios
financeiros para fins gerais entendam:
(a) os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas da entidade (consulte os parágrafos 10–12);
(b) os efeitos atuais e previstos desses riscos e oportunidades relacionados ao clima no modelo de
negócios e na cadeia de valor da entidade (consulte o parágrafo 13);
(c) os efeitos desses riscos e oportunidades relacionados ao clima na estratégia e na tomada de
decisões da entidade, incluindo informações sobre seu plano de transição relacionado ao clima
(consulte o parágrafo 14);
(d) os efeitos desses riscos e oportunidades relacionados ao clima na posição financeira, desempenho
financeiro e fluxos de caixa da entidade para o período de relatório e seus efeitos previstos na
posição financeira, desempenho financeiro e fluxos de caixa da entidade no curto, médio e longo
prazo, levando em consideração como esses riscos e oportunidades relacionados ao clima foram
considerados no planejamento financeiro da entidade (consulte os parágrafos 15–21); e
(e) a resiliência climática da estratégia da entidade e de seu modelo de negócios às mudanças,
desenvolvimentos e incertezas relacionados ao clima, levando em consideração os riscos e
oportunidades relacionados ao clima identificados pela entidade (consulte o parágrafo 22).
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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
(d) explicar como a entidade define ‘curto prazo’, ‘médio prazo’ e ‘longo prazo’ e como essas
definições estão vinculadas aos horizontes de planejamento utilizados pela entidade para a
tomada de decisões estratégicas.
11 Ao identificar os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas de uma entidade, a entidade deverá utilizar todas as informações razoáveis e sustentáveis
disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido, incluindo informações sobre eventos
passados, condições atuais e previsões de condições futuras.
12 Ao identificar os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas de uma entidade, a entidade deverá consultar e considerar a aplicabilidade dos tópicos de
divulgação baseados no setor definidos na Orientação Baseada no Setor sobre a Implementação da IFRS
S2.
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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023
10 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
outros fatores, a menos que a entidade determine que as informações quantitativas sobre os
efeitos financeiros combinados não seriam úteis.
Resiliência climática
22 Uma entidade deverá divulgar informações que permitam aos usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entender a resiliência da estratégia e do modelo de negócios da entidade às mudanças,
desenvolvimentos e incertezas relacionados ao clima, levando em consideração os riscos e oportunidades
relacionados ao clima identificados da entidade. A entidade deverá utilizar a análise de cenários
relacionados ao clima para avaliar sua resiliência climática utilizando uma abordagem compatível com suas
circunstâncias (consulte os parágrafos B1–B18). Ao fornecer informações quantitativas, uma entidade pode
divulgar um único valor ou uma faixa de valores. Especificamente, a entidade deverá divulgar:
(a) a avaliação pela entidade de sua resiliência climática na data de relatório, o que permitirá aos
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entender:
(i) as implicações, se houver, da avaliação pela entidade de sua estratégia e modelo de
negócios, incluindo a forma como a entidade teria de responder aos efeitos
identificados na análise de cenários relacionados ao clima;
(ii) as áreas significativas de incerteza consideradas na avaliação pela entidade de sua
resiliência climática;
(iii) a capacidade da entidade de ajustar ou adaptar sua estratégia e modelo de negócios às
mudanças climáticas no curto, médio e longo prazo, incluindo;
(1) a disponibilidade e flexibilidade dos recursos financeiros existentes da
entidade para responder aos efeitos identificados na análise de cenários
relacionados ao clima, incluindo para abordar os riscos relacionados ao
clima e aproveitar as oportunidades relacionadas ao clima;
(2) a capacidade da entidade de redirecionar, reaproveitar, atualizar ou desativar
ativos existentes; e
(3) o efeito dos investimentos atuais e previstos da entidade na mitigação,
adaptação e oportunidades relacionadas ao clima para a resiliência climática;
e
(b) como e quando foi realizada a análise de cenários relacionados ao clima, incluindo:
(i) informações sobre os dados que a entidade utilizou, incluindo:
(1) quais cenários relacionados ao clima a entidade utilizou para a análise e as
fontes desses cenários;
(2) se a análise incluiu uma gama diversificada de cenários relacionados ao
clima;
(3) se os cenários relacionados ao clima utilizados para a análise estão
associados a riscos de transição relacionados ao clima ou a riscos físicos
relacionados ao clima;
(4) se a entidade utilizou, entre seus cenários, um cenário relacionado ao clima
alinhado ao último acordo internacional sobre mudanças climáticas;
(5) por que razão a entidade decidiu que os seus cenários relacionados ao clima
escolhidos são relevantes para avaliar sua resiliência às mudanças,
desenvolvimentos ou incertezas relacionados ao clima;
(6) os horizontes de tempo que a entidade utilizou na análise; e
(7) que escopo de operações a entidade utilizou na análise (por exemplo, os
locais de operação e as unidades de negócios utilizados na análise);
(ii) as principais premissas adotadas pela entidade na análise, incluindo premissas sobre:
(1) políticas relacionadas ao clima nas jurisdições em que a entidade opera;
(2) tendências macroeconômicas;
(3) variáveis em nível nacional ou regional (por exemplo, padrões climáticos
locais, demografia, uso de terra, infraestrutura e disponibilidade de recursos
naturais);
(4) uso e mistura de energia; e
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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023
Gestão de riscos
24 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre gestão de riscos é permitir que
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam os processos de uma entidade para
identificar, avaliar, priorizar e monitorar os riscos e oportunidades relacionados ao clima, incluindo
se e como esses processos estão integrados e informam o processo geral de gestão de riscos da
entidade.
25 Para atingir esse objetivo, uma entidade deverá divulgar informações sobre:
(a) os processos e políticas correlatas que a entidade utiliza para identificar, avaliar, priorizar e
monitorar os riscos relacionados ao clima, incluindo informações sobre:
(i) os dados e parâmetros que a entidade utiliza (por exemplo, informações sobre as fontes
de dados e o escopo das operações abrangidas nos processos);
(ii) se e como a entidade utiliza a análise de cenários relacionados ao clima para informar
sua identificação dos riscos relacionados ao clima;
(iii) como a entidade avalia a natureza, a probabilidade e a magnitude dos efeitos desses
riscos (por exemplo, se a entidade considera fatores qualitativos, limites quantitativos
ou outros critérios);
(iv) se e como a entidade prioriza os riscos relacionados ao clima em relação a outros tipos
de risco;
(v) como a entidade monitora os riscos relacionados ao clima; e
(vi) se e como a entidade alterou os processos que utiliza em comparação com o período de
relatório anterior;
(b) os processos que a entidade utiliza para identificar, avaliar, priorizar e monitorar as
oportunidades relacionadas ao clima, incluindo informações sobre se e como a entidade utiliza a
análise de cenários relacionados ao clima para informar sua identificação das oportunidades
relacionadas ao clima; e
(c) em que medida e como os processos para identificar, avaliar, priorizar e monitorar os riscos e
oportunidades relacionados ao clima estão integrados e informam o processo geral de gestão de
riscos da entidade.
26 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos do parágrafo 25, uma entidade deverá evitar
duplicidade desnecessária de acordo com a IFRS S1 (consulte o parágrafo B42(b) da IFRS S1). Por
exemplo, embora uma entidade forneça as informações exigidas no parágrafo 25, se a supervisão dos riscos
e oportunidades relacionados à sustentabilidade for gerenciada de forma integrada, a entidade evitaria
duplicidade fornecendo divulgações integradas de gestão de riscos em vez de divulgações separadas para
cada risco e oportunidade relacionados à sustentabilidade.
Métricas e metas
27 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre métricas e metas é permitir que
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam o desempenho de uma entidade em
relação a seus riscos e oportunidades relacionados ao clima, incluindo o progresso em relação a
quaisquer metas relacionadas ao clima que tenha estabelecido e quaisquer metas cujo cumprimento
seja exigido por lei ou regulamento.
28 Para atingir esse objetivo, uma entidade deverá divulgar:
(a) informações relevantes para as categorias métricas intersetoriais (consulte os parágrafos 29–31);
(b) as métricas baseadas no setor associadas a determinados modelos de negócios, atividades ou
outras caraterísticas comuns da participação em um setor (consulte o parágrafo 32); e
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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
(c) as metas estabelecidas pela entidade, e quaisquer metas cujo cumprimento seja exigido por lei ou
regulamento, para mitigar ou adaptar-se aos riscos relacionados ao clima ou aproveitar as
oportunidades relacionadas ao clima, incluindo métricas utilizadas pelo órgão de governança ou
pela administração para medir o progresso em relação a essas metas (consulte os parágrafos 33–
37).
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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023
(c) riscos físicos relacionados ao clima – o valor e a porcentagem de ativos ou atividades comerciais
vulneráveis a riscos físicos relacionados ao clima;
(d) oportunidades relacionadas ao clima – o valor e a porcentagem de ativos ou atividades
comerciais alinhados às oportunidades relacionadas ao clima;
(e) alocação de capital – o montante de despesas de capital, financiamento ou investimento alocado
para riscos e oportunidades relacionados ao clima;
(f) preços internos de carbono – a entidade deverá divulgar:
(i) uma explicação sobre se e como a entidade está aplicando o preço de carbono na
tomada de decisões (por exemplo, decisões de investimento, preços de transferência e
análise de cenários); e
(ii) o preço de cada tonelada métrica de emissões de gases de efeito estufa que a entidade
utiliza para avaliar os custos de suas emissões de gases de efeito estufa;
(g) remuneração – a entidade deverá divulgar:
(i) uma descrição de se e como as considerações relacionadas ao clima são levadas em
consideração na remuneração dos executivos (consulte também o parágrafo 6(a)(v)); e
(ii) a porcentagem de remuneração da administração executiva reconhecida no período
atual que está vinculada a considerações relacionadas ao clima.
30 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos do parágrafo 29(b)–(d), uma entidade deverá utilizar
todas as informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço
indevido.
31 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos do parágrafo 29(b)–(g), uma entidade deverá
consultar os parágrafos B64–B65.
32 Uma entidade deverá divulgar as métricas baseadas no setor associadas a um ou mais modelos de negócios,
atividades ou outras caraterísticas comuns específicas da participação em um setor. Ao determinar as
métricas baseadas no setor que a entidade divulga, a entidade deverá consultar e considerar a aplicabilidade
das métricas baseadas no setor associadas aos tópicos de divulgação descritos na Orientação Baseada no
Setor sobre a Implementação da IFRS S2.
14 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
35 Uma entidade deverá divulgar informações sobre seu desempenho referente a cada meta relacionada ao
clima e uma análise de tendências ou mudanças no desempenho da entidade.
36 Para cada meta de emissões de gases de efeito de estufa divulgada em conformidade com os parágrafos 33–
35, uma entidade deverá divulgar:
(a) quais gases de efeito estufa são abrangidos pela meta.
(b) se as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 1, Escopo 2 ou Escopo 3 são abrangidas pela
meta.
(c) se a meta é uma meta bruta de emissões de gases de efeito estufa ou uma meta líquida de
emissões de gases de efeito estufa. Se a entidade divulgar uma meta líquida de emissões de gases
de efeito estufa, ela também deverá divulgar separadamente sua meta bruta de emissões de gases
de efeito estufa associada (consulte os parágrafos B68–B69).
(d) se a meta foi obtida com a utilização de uma abordagem de descarbonização setorial.
(e) o uso planejado, pela entidade, de créditos de carbono para compensar as emissões de gases de
efeito estufa a fim de atingir qualquer meta líquida de emissões de gases de efeito estufa. Ao
explicar seu uso planejado de créditos de carbono, a entidade deverá divulgar informações
incluindo, e com referência aos parágrafos B70–B71:
(i) em que medida e como o cumprimento de qualquer meta líquida de emissões de gases
de efeito estufa depende do uso de créditos de carbono;
(ii) qual(is) esquema(s) de terceiros verificará(ão) ou certificará(ão) os créditos de
carbono;
(iii) o tipo de crédito de carbono, incluindo se a compensação será baseada na natureza ou
em remoções tecnológicas de carbono, e se a compensação é obtida por meio da
redução ou remoção de carbono; e
(iv) quaisquer outros fatores necessários para que os usuários de relatórios financeiros para
fins gerais entendam a credibilidade e a integridade dos créditos de carbono que a
entidade planeja usar (por exemplo, premissas relativas à permanência da
compensação de carbono).
37 Ao identificar e divulgar as métricas utilizadas para definir e monitorar o progresso para atingir uma meta
descrita nos parágrafos 33–34, uma entidade deverá consultar e considerar a aplicabilidade das métricas
intersetoriais (consulte o parágrafo 29) e das métricas baseadas no setor (consulte o parágrafo 32),
incluindo aquelas descritas em uma Norma IFRS de Divulgação de Sustentabilidade aplicável, ou das
métricas que de outra maneira cumpram os requisitos da IFRS S1.
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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023
Apêndice A
Termos Definidos
Este apêndice constitui parte integrante da IFRS S2 e tem a mesma autoridade que as outras partes da Norma.
crédito de carbono Uma unidade de emissão que é expedida por um programa de crédito de carbono e
representa uma redução ou remoção de emissão de gases de efeito estufa. Os créditos
de carbono são serializados, expedidos, rastreados e cancelados de forma única por
meio de um registro eletrônico.
riscos físicos relacionados Riscos resultantes de mudanças climáticas que podem ser impulsionados por eventos
ao clima (risco físico agudo) ou de mudanças de longo prazo nos padrões climáticos (risco físico
crônico). Riscos físicos agudos surgem de eventos relacionados ao clima, como
tempestades, inundações, secas ou ondas de calor, que estão aumentando em gravidade
e frequência. Riscos físicos crônicos surgem de mudanças de longo prazo nos padrões
climáticos, incluindo alterações na precipitação e na temperatura, o que pode levar ao
aumento do nível do mar, redução na disponibilidade de água, perda de biodiversidade
e alterações na produtividade do solo.
Esses riscos podem ter implicações financeiras para uma entidade, tais como custos
resultantes de danos diretos aos ativos ou efeitos indiretos da interrupção da cadeia de
fornecimento. O desempenho financeiro da entidade também pode ser afetado por
mudanças na disponibilidade, fornecimento e qualidade da água; e mudanças extremas
de temperatura que afetam as instalações, operações, cadeias de fornecimento,
necessidades de transporte e saúde e segurança dos funcionários da entidade.
riscos e oportunidades Riscos relacionados ao clima referem-se aos potenciais efeitos negativos das mudanças
relacionados ao clima climáticas sobre uma entidade. Esses riscos são categorizados como riscos físicos
relacionados ao clima e riscos de transição relacionados ao clima.
Oportunidades relacionadas ao clima referem-se aos potenciais efeitos positivos
decorrentes das mudanças climáticas para uma entidade. Os esforços para mitigar e
adaptar-se às mudanças climáticas podem produzir oportunidades relacionadas ao clima
para uma entidade.
plano de transição Um aspecto da estratégia geral de uma entidade que define suas metas, ações ou
relacionado ao clima recursos para sua transição para uma economia de baixo carbono, incluindo ações como
a redução de suas emissões de gases de efeito estufa.
riscos de transição Riscos que surgem dos esforços para a transição para uma economia de baixo carbono.
relacionados ao clima Riscos de transição incluem riscos políticos, legais, tecnológicos, de mercado e de
reputação. Esses riscos podem trazer implicações financeiras para uma entidade, como
aumento dos custos operacionais ou impairment de ativos devido a regulamentos
relacionados ao clima novos ou alterados. O desempenho financeiro da entidade
também pode ser afetado pela mudança nas demandas dos consumidores e pelo
desenvolvimento e implantação de novas tecnologias.
CO2 equivalente A unidade universal de medida para indicar o potencial de aquecimento global de cada
gás de efeito estufa, expressa em termos do potencial de aquecimento global de uma
unidade de dióxido de carbono. Essa unidade é utilizada para avaliar a liberação (ou
evitar a liberação) de diferentes gases de efeito estufa em uma base comum.
emissões financiadas A parte das emissões brutas de gases de efeito estufa de uma investida ou contraparte
atribuída aos empréstimos e investimentos realizados por uma entidade à investida ou
16 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
potencial de aquecimento Um fator que descreve o impacto do forçamento radiativo (grau de dano à atmosfera)
global de uma unidade de um determinado gás de efeito estufa em relação a uma unidade de
CO2.
gases de efeito estufa Os sete gases de efeito estufa listados no Protocolo de Quioto – dióxido de carbono
(CO2); metano (CH4); óxido nitroso (N2O); hidrofluorocarbonetos (HFC); trifluoreto de
nitrogênio (NF3); perfluorcarbonos (PFC) e hexafluoreto de enxofre (SF 6).
emissões indiretas de Emissões em consequência das atividades de uma entidade, mas que ocorrem em fontes
gases de efeito estufa que são de propriedade de, ou controladas por, outra entidade.
preço interno de carbono Preço utilizado por uma entidade para avaliar as implicações financeiras das mudanças
nos padrões de investimento, produção e consumo, bem como de potencial avanço
tecnológico e futuros custos de redução das emissões. Uma entidade pode utilizar
preços internos de carbono para uma variedade de aplicações comerciais. Dois tipos de
preços internos de carbono que uma entidade geralmente utiliza são:
(a) um preço sombra, que é um custo teórico ou valor nocional que a entidade
não cobra, mas que pode ser utilizado para entender as implicações
econômicas ou trade-offs de coisas como impactos de risco, novos
investimentos, o valor presente líquido de projetos e o custo e benefício de
várias iniciativas; e
(b) uma taxa ou imposto interno, que é um preço de carbono cobrado de uma
atividade comercial, linha de produtos ou outra unidade de negócios com
base em suas emissões de gases de efeito estufa (essas taxas ou impostos
internos são similares aos preços de transferência entre empresas).
último acordo Um acordo dos estados, na qualidade de membros da Convenção-Quadro das Nações
internacional sobre Unidas sobre Mudanças Climáticas, para combater as mudanças climáticas. Os acordos
mudanças climáticas estabelecem normas e metas para a redução dos gases de efeito estufa.
Emissões de gases de Emissões diretas de gases de efeito estufa que ocorrem a partir de fontes que são de
efeito estufa de Escopo 1 propriedade de, ou controladas por, uma entidade.
Emissões de gases de Emissões indiretas de gases de efeito estufa provenientes da geração de eletricidade
efeito estufa de Escopo 2 comprada ou adquirida, vapor, aquecimento ou resfriamento consumidos por uma
entidade.
Eletricidade comprada e adquirida é a eletricidade que é comprada ou de outra forma
trazida para dentro dos limites de uma entidade. Emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 2 ocorrem fisicamente nas instalações onde a eletricidade é gerada.
Emissões de gases de Emissões indiretas de gases de efeito estufa (não incluídas nas emissões de gases de
efeito estufa de Escopo 3 efeito estufa de Escopo 2) que ocorrem na cadeia de valor de uma entidade, incluindo
as emissões a montante e a jusante. Emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3
incluem as categorias do Escopo 3 do Greenhouse Gas Protocol Corporate Value
Chain (Scope 3) Accounting and Reporting Standard (2011).
Categorias do Escopo 3 As emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 são divididas nestas 15 categorias –
conforme descrito no Greenhouse Gas Protocol Corporate Value Chain (Scope 3)
Accounting and Reporting Standard (2011):
(1) bens e serviços comprados;
(2) bens de capital;
(3) atividades relacionadas a combustíveis e energia não incluídas nas emissões
de gases de efeito estufa de Escopo 1 ou nas emissões de gases de efeito
estufa de Escopo 2;
(4) transporte e distribuição a montante;
(5) resíduos gerados nas operações;
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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023
modelo de negócios Sistema de uma entidade para transformar insumos em produtos e resultados, por meio
de suas atividades, e que visa cumprir os propósitos estratégicos da entidade e criar
valor para a entidade e, portanto, gerar fluxos de caixa no curto, médio e longo prazo.
tópico de divulgação Um determinado risco ou oportunidade relacionado à sustentabilidade com base nas
atividades conduzidas por entidades dentro de um setor específico, conforme
estabelecido em uma Norma IFRS de Divulgação de Sustentabilidade ou em uma
Norma SASB.
relatórios financeiros Relatórios que fornecem informações financeiras sobre uma entidade que reporta, que
para fins gerais são úteis para os principais usuários na tomada de decisões relacionadas ao
fornecimento de recursos para a entidade. Essas decisões envolvem decisões sobre:
(a) compra, venda ou detenção de instrumentos de capital e de dívida;
(b) fornecimento ou venda de empréstimos e outras formas de crédito; ou
(c) exercício de direitos de voto ou, de outra forma, influência sobre as ações da
administração da entidade que afetem o uso dos recursos econômicos da
entidade.
Relatórios financeiros para fins gerais incluem – entre outros – as demonstrações
financeiras para fins gerais e as divulgações financeiras relacionadas à sustentabilidade
de uma entidade.
impraticável A aplicação de um requisito é impraticável quando uma entidade não puder aplicá-lo
depois de empreender todos os esforços razoáveis para tanto.
18 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
Apêndice B
Orientação de aplicação
Este apêndice constitui parte integrante da IFRS S2 e tem a mesma autoridade que as outras partes da Norma.
2
Esta orientação de aplicação (parágrafos B1–B18) baseia-se na série de práticas descritas em documentos publicados pela Task Force
for Climate-related Financial Disclosures (TCFD), incluindo Technical Supplement: The Use of Scenario Analysis in Disclosure of
Climate-related Risks and Opportunities (2017) e Guidance on Scenario Analysis for Non-Financial Companies (2020).
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Seleção de dados
B11 Quando uma entidade seleciona os dados a serem utilizados em sua análise de cenários relacionados ao
clima, ela deverá considerar todas as informações razoáveis e sustentáveis – incluindo cenários, variáveis e
outros dados – disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido. Os dados utilizados na
análise de cenários podem incluir informações qualitativas ou quantitativas, obtidas de uma fonte externa
ou desenvolvidas internamente. Por exemplo, cenários relacionados ao clima disponíveis publicamente – de
fontes oficiais – que descrevem tendências futuras e uma série de caminhos para resultados plausíveis são
considerados disponíveis à entidade sem custo ou esforço indevido.
B12 Ao selecionar cenários, variáveis e outros dados a serem utilizados na análise de cenários relacionados ao
clima, uma entidade pode, por exemplo, utilizar um ou mais cenários relacionados ao clima – incluindo
cenários internacionais e regionais – que estão publica e livremente disponíveis de fontes oficiais. A
entidade deverá ter uma base razoável e sustentável para utilizar um determinado cenário ou conjunto de
cenários. Por exemplo, uma entidade com operações concentradas em uma jurisdição onde as emissões são
regulamentadas – ou provavelmente devam ser regulamentadas no futuro – pode determinar como sendo
adequado realizar sua análise utilizando um cenário consistente com uma transição ordenada para uma
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economia de baixo carbono ou consistente com compromissos jurisdicionais relevantes com o último
acordo internacional sobre mudanças climáticas. Em outros lugares, por exemplo, uma entidade com maior
exposição a riscos físicos relacionados ao clima pode determinar como sendo adequado realizar sua análise
utilizando um cenário localizado relacionado ao clima que leve em consideração as políticas vigentes.
B13 Ao considerar se os dados selecionados são razoáveis e sustentáveis, uma entidade deverá considerar o
objetivo do parágrafo 22, que exige que a entidade divulgue informações que permitam aos usuários de
relatórios financeiros para fins gerais entender a resiliência da estratégia e do modelo de negócios da
entidade às mudanças, desenvolvimentos e incertezas relacionados ao clima, levando em consideração os
riscos e oportunidades relacionados ao clima identificados pela entidade. Isso significa que os dados para a
análise de cenários relacionados ao clima da entidade deverão ser relevantes para as circunstâncias da
entidade, por exemplo, para as atividades específicas que a entidade realiza e para a localização geográfica
dessas atividades.
Escolhas analíticas
B14 A avaliação da resiliência de uma entidade será informada não apenas pelos dados individuais para sua
análise de cenários relacionados ao clima, mas também pelas informações que desenvolve ao combinar
esses dados para a realização da análise. A entidade deverá priorizar as escolhas analíticas (por exemplo, se
utilizará a análise qualitativa ou a modelagem quantitativa) que lhe permitirá considerar todas as
informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido. Por
exemplo, se uma entidade for capaz – sem custo ou esforço indevido – de incorporar várias vias de preço
do carbono associadas a um determinado resultado (por exemplo, um resultado de 1,5 graus Celsius), essa
análise provavelmente fortalecerá a avaliação de resiliência da entidade, assumindo que essa abordagem é
justificada pela exposição ao risco da entidade.
B15 As informações quantitativas geralmente permitirão que uma entidade realize uma avaliação mais robusta
de sua resiliência climática. No entanto, informações qualitativas (incluindo narrativas de cenários),
isoladamente ou combinadas com dados quantitativos, também podem fornecer uma base razoável e
sustentável para a avaliação da resiliência da entidade.
Considerações adicionais
B16 A análise de cenários relacionados ao clima é uma prática em evolução e, portanto, a abordagem que uma
entidade utiliza provavelmente mudará ao longo do tempo. Conforme descrito nos parágrafos B2–B7, a
entidade deverá determinar sua abordagem para a análise de cenários relacionados ao clima com base em
suas circunstâncias específicas, incluindo a exposição da entidade aos riscos e oportunidades relacionados
ao clima e as habilidades, capacidades e recursos disponíveis para a análise de cenários. Essas
circunstâncias também devem mudar ao longo do tempo. Portanto, a abordagem da entidade para a análise
de cenários relacionados ao clima não precisa ser a mesma de um período de relatório ou ciclo de
planejamento estratégico para o seguinte (consulte o parágrafo B18).
B17 Uma entidade pode utilizar uma abordagem mais simples para a análise de cenários relacionados ao clima,
como narrativas de cenários qualitativos, se essa abordagem for adequada às circunstâncias da entidade. Por
exemplo, se atualmente uma entidade não tem as habilidades, capacidades ou recursos para realizar análises
quantitativas de cenários relacionados ao clima, mas tem um alto grau de exposição a riscos relacionados ao
clima, ela pode inicialmente utilizar uma abordagem mais simples para a análise de cenários relacionados
ao clima, mas desenvolveria suas capacidades por meio da experiência e, portanto, aplicaria uma
abordagem quantitativa mais avançada para a análise de cenários relacionados ao clima ao longo do tempo.
Uma entidade com alto grau de exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima, e com acesso às
habilidades, capacidades ou recursos necessários, deverá aplicar uma abordagem quantitativa mais
avançada para a análise de cenários relacionados ao clima.
B18 Embora o parágrafo 22 exija que uma entidade divulgue informações sobre sua resiliência climática em
cada data de relatório, a entidade poderá realizar sua análise de cenários relacionados ao clima de acordo
com seu ciclo de planejamento estratégico, incluindo um ciclo de planejamento estratégico plurianual (por
exemplo, a cada três a cinco anos). Portanto, em alguns períodos de relatório, as divulgações da entidade de
acordo com o parágrafo 22(b) podem permanecer inalteradas em relação ao período de relatório anterior se
a entidade não realizar uma análise de cenários anualmente. A entidade deverá – no mínimo – atualizar sua
análise de cenários relacionados ao clima de acordo com seu ciclo de planejamento estratégico. No entanto,
uma avaliação da resiliência da entidade deverá ser realizada anualmente para refletir uma visão atualizada
das implicações da incerteza climática para o modelo de negócios e a estratégia da entidade. Dessa forma, a
divulgação de uma entidade de acordo com o parágrafo 22(a) – ou seja, os resultados da avaliação de
resiliência da entidade – será atualizada a cada período de relatório.
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esteja listada a utilizar um método diferente para medir suas emissões de gases de efeito estufa. Se a
entidade for obrigada por uma autoridade jurisdicional ou uma bolsa na qual esteja listada a utilizar um
método diferente para medir suas emissões de gases de efeito estufa, ela é autorizada a utilizar esse método
em vez de utilizar o Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004)
enquanto o requisito jurisdicional ou de bolsa se aplicar à entidade.
B25 Em algumas circunstâncias, uma entidade pode estar sujeita a um requisito na jurisdição em que opera para
divulgar suas emissões de gases de efeito estufa para uma parte específica da entidade ou para algumas de
suas emissões de gases de efeito estufa (por exemplo, apenas para emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 1 e Escopo 2). Nessas circunstâncias, o requisito jurisdicional não isenta a entidade da aplicação
dos requisitos desta Norma para divulgar as emissões de gases de efeito estufa de Escopo1, Escopo 2 e
Escopo 3 da entidade como um todo.
Fatores de emissão
B29 Como parte da divulgação da abordagem de medição, dados e premissas de uma entidade, a entidade
deverá divulgar informações para permitir que usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam
quais fatores de emissão ela utiliza na medição de suas emissões de gases de efeito estufa. Esta Norma não
especifica os fatores de emissão que uma entidade deverá utilizar na medição de suas emissões de gases de
efeito estufa. Em vez disso, esta Norma exige que uma entidade utilize os fatores de emissão que melhor
representem a atividade da entidade como base para medir suas emissões de gases de efeito estufa.
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dados não obtidos diretamente de atividades dentro da cadeia de valor da entidade (dados secundários), ou
uma combinação de ambos.
B47 Ao medir as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 de uma entidade, é mais provável que os dados
primários sejam representativos da atividade da cadeia de valor da entidade e de suas emissões de gases de
efeito estufa do que os dados secundários. Portanto, a entidade deverá priorizar – com todos os demais
sendo iguais – o uso de dados primários.
B48 Dados primários referentes a emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 incluem dados fornecidos por
fornecedores ou outras entidades da cadeia de valor relacionados com atividades específicas da cadeia de
valor de uma entidade. Por exemplo, dados primários podem ser obtidos a partir de leituras de medidores,
contas de serviços públicos ou outros métodos que representam atividades específicas da cadeia de valor da
entidade. Dados primários podem ser coletados internamente (por exemplo, por meio de registros próprios
da entidade) ou externamente de fornecedores e outros parceiros da cadeia de valor (por exemplo, fatores
de emissão específicos do fornecedor para bens ou serviços adquiridos). Dados de atividades específicas
dentro da cadeia de valor de uma entidade fornecem uma representação mais precisa das atividades
específicas da cadeia de valor da entidade e, portanto, fornecerão uma melhor base para medir as emissões
de gases de efeito estufa de Escopo 3 da entidade.
B49 Dados secundários referentes a emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 são dados que não são
obtidos diretamente de atividades específicas dentro da cadeia de valor de uma entidade. Dados secundários
são geralmente fornecidos por outros fornecedores de dados e incluem dados médios do setor (por exemplo,
a partir de bases de dados publicadas, estatísticas governamentais, estudos de literatura e associações do
setor). Dados secundários incluem dados utilizados para aproximar os fatores de atividade ou de emissão.
Além disso, dados secundários incluem dados primários de uma atividade específica (dados proxy)
utilizados para estimar as emissões de gases de efeito estufa de outra atividade. Se uma entidade utilizar
dados secundários para medir suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3, ela deverá considerar
em que medida os dados representam fielmente as atividades da entidade.
Dados verificados
B53 Uma entidade deverá priorizar os dados verificados de emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3. A
verificação pode fornecer aos usuários de relatórios financeiros para fins gerais a confiança de que as
informações são completas, neutras e precisas.
B54 Dados verificados podem incluir dados que foram verificados interna ou externamente. A verificação pode
ocorrer de várias maneiras, incluindo verificação no local, revisão de cálculos ou verificação cruzada de
dados com outras fontes. No entanto, em alguns casos, uma entidade pode não conseguir verificar suas
emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 sem custo ou esforço indevido. Por exemplo, a entidade
pode ser impedida de obter um conjunto completo de dados verificados devido ao volume de dados ou
porque os dados são obtidos de entidades da cadeia de valor separadas por muitos níveis da entidade que
reporta, ou seja, entidades com as quais a entidade que reporta não interage diretamente. Nesses casos, uma
entidade pode precisar utilizar dados não verificados.
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Emissões financiadas
B58 As entidades que participam de atividades financeiras enfrentam riscos e oportunidades relacionados às
emissões de gases de efeito estufa associadas a essas atividades. Contrapartes, mutuários ou investidas com
maiores emissões de gases de efeito estufa podem ser suscetíveis a riscos associados a mudanças
tecnológicas, mudanças na oferta e demanda e mudança de política, que por sua vez podem afetar a
instituição financeira que presta serviços financeiros a essas entidades. Esses riscos e oportunidades podem
surgir sob a forma de risco de crédito, risco de mercado, risco de reputação e outros riscos financeiros e
operacionais. Por exemplo, o risco de crédito pode surgir com relação ao financiamento de clientes afetados
por impostos de carbono, regulamentos de eficiência de combustível ou outras políticas cada vez mais
rigorosas; o risco de crédito também pode surgir por meio de mudanças tecnológicas. O risco de reputação
pode surgir do financiamento de projetos de combustíveis fósseis. Entidades que participam de atividades
financeiras, incluindo bancos comerciais e de investimento, gestores de ativos e seguradoras, estão cada vez
mais monitorando e gerenciando esses riscos por meio da medição de suas emissões financiadas. Essa
medição serve como um indicador da exposição de uma entidade aos riscos e oportunidades relacionados
ao clima e de como a entidade pode precisar adaptar suas atividades financeiras ao longo do tempo.
B59 O Parágrafo 29 (a)(i)(3) exige que uma entidade divulgue suas emissões brutas absolutas de efeito estufa de
Escopo 3 geradas durante o período de relatório, incluindo as emissões a montante e a jusante. Uma
entidade que participa de uma ou mais das seguintes atividades financeiras deverá divulgar informações
adicionais e específicas sobre suas emissões de Categoria 15 ou sobre emissões associadas a seus
investimentos, que também são conhecidas como “emissões financiadas”:
(a) gestão de ativos (consulte o parágrafo B61);
(b) banco comercial (consulte o parágrafo B62); e
(c) seguro (consulte o parágrafo B63).
B60 Uma entidade deverá aplicar os requisitos de divulgação de emissões de gases de efeito estufa nos termos
do parágrafo 29(a) ao divulgar informações sobre suas emissões financiadas.
Gestão de ativos
B61 Uma entidade que participa em atividades de gestão de ativos deverá divulgar:
(a) suas emissões brutas absolutas financiadas, desagregadas por emissões de gases de efeito estufa
de Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3.
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(b) para cada um dos itens desagregados no parágrafo B61, o valor total dos ativos sob gestão (assets
under management - AUM) incluído na divulgação de emissões financiadas, expresso na moeda
de apresentação das demonstrações financeiras da entidade.
(c) a porcentagem do AUM total da entidade incluída no cálculo de emissões financiadas. Se a
porcentagem for inferior a 100%, a entidade deverá divulgar informações que expliquem as
exclusões, incluindo tipos de ativos e valor associado de AUM.
(d) a metodologia utilizada para calcular as emissões financiadas, incluindo o método de alocação
que a entidade utilizou para atribuir sua parcela de emissões em relação à dimensão dos
investimentos.
Banco comercial
B62 Uma entidade que participa de atividades bancárias comerciais deverá divulgar:
(a) suas emissões financiadas brutas absolutas, desagregadas por emissões de gases de efeito estufa
de Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3 para cada setor por classe de ativos. Ao desagregar por:
(i) setor – a entidade deverá utilizar o código de nível industrial de 6 dígitos do Padrão
Global de Classificação Industrial (GICS) para classificar as contrapartes, refletindo a
versão mais recente do sistema de classificação disponível na data de relatório.
(ii) classe de ativos – a divulgação deverá incluir empréstimos, financiamento de projetos,
títulos, investimentos de capital e compromissos de empréstimos não sacados. Se a
entidade calcular e divulgar emissões financiadas para outras classes de ativos, ela
deverá incluir uma explicação do motivo pelo qual a inclusão dessas classes de ativos
adicionais fornece informações relevantes aos usuários de relatórios financeiros para
fins gerais.
(b) sua exposição bruta para cada setor por classe de ativos, expressa na moeda de apresentação das
demonstrações financeiras da entidade. Para:
(i) valores financiados – a exposição bruta deverá ser calculada como os valores contábeis
financiados (antes de subtrair a provisão para perdas, quando aplicável), de acordo com
as Normas Contábeis IFRS ou com outros GAAP.
(ii) compromissos de empréstimo não sacados – a entidade deverá divulgar o valor total do
compromisso separadamente da parte sacada dos compromissos de empréstimos.
(c) a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões financiadas. A
entidade deverá:
(i) se a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões
financiadas for inferior a 100%, divulgar informações que expliquem as exclusões,
incluindo o tipo de ativos excluídos.
(ii) para valores financiados, excluir da exposição bruta todos os impactos dos atenuantes
de risco, se aplicável.
(iii) divulgar separadamente a porcentagem de seus compromissos de empréstimos não
sacados incluídos no cálculo de emissões financiadas.
(d) a metodologia utilizada pela entidade para calcular suas emissões financiadas, incluindo o
método de alocação que a entidade utilizou para atribuir a sua parcela de emissões com relação à
dimensão de sua exposição bruta.
Seguro
B63 Uma entidade que participa de atividades financeiras associadas ao setor de seguros deverá divulgar:
(a) suas emissões financiadas brutas absolutas, desagregadas por emissões de gases de efeito estufa
de Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3 para cada setor por classe de ativos. Ao desagregar por:
(i) setor – a entidade deverá utilizar o código de nível industrial de 6 dígitos do Padrão
Global de Classificação Industrial (GICS) para classificar as contrapartes, refletindo a
versão mais recente do sistema de classificação disponível na data de relatório.
(ii) classe de ativos – a divulgação deverá incluir empréstimos, obrigações e investimentos
de capital, bem como compromissos de empréstimo não sacados. Se a entidade
calcular e divulgar emissões financiadas de outras classes de ativos, ela deverá incluir
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uma explicação do motivo pelo qual a inclusão dessas classes de ativos adicionais
fornece informações relevantes aos usuários de relatórios financeiros para fins gerais.
(b) a exposição bruta de cada setor por classe de ativos, expressa na moeda de apresentação das
demonstrações financeiras da entidade. Para:
(i) valores financiados – a exposição bruta deverá ser calculada como os valores contábeis
financiados (antes de subtrair a provisão para perdas, quando aplicável), de acordo com
as Normas Contábeis IFRS ou outros GAAP.
(ii) compromissos de empréstimo não sacados – a entidade deverá divulgar o valor total do
compromisso separadamente da parte sacada dos compromissos de empréstimos.
(c) a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões financiadas. A
entidade deverá:
(i) se a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões
financiadas for inferior a 100%, divulgar informações que expliquem as exclusões,
incluindo o tipo de ativos excluídos.
(ii) divulgar separadamente a porcentagem de seus compromissos de empréstimo não
sacados incluídos no cálculo de emissões financiadas.
(d) a metodologia utilizada pela entidade para calcular suas emissões financiadas, incluindo o
método de alocação que a entidade utilizou para atribuir a sua parcela de emissões com relação à
dimensão de sua exposição bruta.
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Créditos de carbono
B70 O parágrafo 36(e) exige que uma entidade descreva seu uso planejado de créditos de carbono – que são
instrumentos transferíveis ou negociáveis – para compensar as emissões a fim de atingir quaisquer metas
líquidas de emissões de gases de efeito estufa que a entidade tenha estabelecido, ou qualquer uma cujo
cumprimento seja exigido por lei ou regulamento. Quaisquer informações sobre o uso planejado de créditos
de carbono deverão demonstrar claramente até que ponto esses créditos de carbono são usados para atingir
as metas líquidas de emissões de gases de efeito estufa.
B71 Em conformidade com o parágrafo 36(e), uma entidade deverá divulgar apenas o uso planejado de créditos
de carbono. No entanto, como parte dessa divulgação, a entidade também pode incluir informações sobre
créditos de carbono já comprados que ela está planejando usar para cumprir sua meta líquida de emissões
de gases de efeito estufa, se as informações permitirem que os usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entendam a meta de emissões de gases de efeito estufa da entidade.
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Apêndice C
Data de vigência e transição
Este apêndice constitui parte integrante da IFRS S2 e tem a mesma autoridade que as outras partes da Norma.
Data de vigência
C1 Uma entidade deverá aplicar esta Norma para períodos de relatório anual iniciados a partir de 1º de janeiro
de 2024. A aplicação antecipada é permitida. Se uma entidade aplicar esta Norma antecipadamente, ela
deverá divulgar esse fato e aplicar a IFRS S1 Requisitos Gerais para Divulgação de Informações
Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade ao mesmo tempo.
C2 Para efeitos da aplicação dos parágrafos C3–C5, a data de aplicação inicial é o início do período de
relatório anual em que uma entidade aplica esta Norma pela primeira vez.
Transição
C3 Uma entidade não é obrigada a fornecer as divulgações especificadas nesta Norma para qualquer período
anterior à data da aplicação inicial. Consequentemente, uma entidade não é obrigada a divulgar
informações comparativas no primeiro período de relatório anual em que aplica esta Norma.
C4 No primeiro período de relatório anual em que uma entidade aplica esta Norma, a entidade está autorizada a
utilizar uma ou ambas destas isenções:
(a) se, no período de relatório anual imediatamente anterior à data de aplicação inicial desta Norma,
a entidade utilizar outro método para medir suas emissões de gases de efeito estufa que não o
Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004), ela estará
autorizada a continuar utilizando esse outro método; e
(b) uma entidade não é obrigada a divulgar suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3
(consulte o parágrafo 29(a)), o que inclui, se a entidade participar de atividades de gestão de
ativos, banco comercial ou seguros, as informações adicionais sobre suas emissões financiadas
(consulte o parágrafo 29(a)(vi)(2) e parágrafos B58–B63).
C5 Se uma entidade utilizar a isenção prevista no parágrafo C4(a) ou no parágrafo c4(b), ela estará autorizada a
continuar utilizando essa isenção para efeitos de apresentação dessas informações como informações
comparativas nos períodos de relatório subsequentes.
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