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Junho 2023

IFRS S2
Normas IFRS® de Divulgação de Sustentabilidade

Divulgações Relacionadas ao Clima

International Sustainability Standards Board


IFRS S2

Divulgações Relacionadas ao Clima


IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

IFRS S2 Climate-related Disclosures together with its accompanying documents is issued by the International
Sustainability Standards Board (ISSB).
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This Brazilian Portuguese translation of the IFRS S2 Climate-related Disclosures has been approved by the Review
Committee appointed by the IFRS Foundation. The Brazilian Portuguese translation is the copyright of the IFRS
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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

IFRS S2

Divulgações Relacionadas ao Clima

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

A IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima, juntamente com os documentos que a acompanham, é emitida pelo
International Sustainability Standards Board (ISSB).
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(Fundação) renunciam expressamente a qualquer responsabilidade decorrente desta publicação ou qualquer uma de
suas traduções seja em contrato, ato ilícito ou qualquer outra forma perante qualquer parte em relação a quaisquer
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Esta tradução para o português brasileiro do IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima foi aprovada pelo Comitê
de Revisão nomeado pela IFRS Foundation. A tradução para o português brasileiro é de propriedade da IFRS
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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

ÍNDICE
do parágrafo
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE
S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA

OBJETIVO 1

ESCOPO 3

CONTEÚDO PRINCIPAL 5
Governança 5
Estratégia 8
Gestão de riscos 24
Métricas e metas 27

APÊNDICES
A Termos definidos
B Orientação de aplicação
C Data de vigência e transição
APROVAÇÃO PELO ISSB DA IFRS S2 EMITIDA EM JUNHO DE 2023

PARA CONSULTAR A ORIENTAÇÃO CORRESPONDENTE LISTADA ABAIXO, CONSULTE A PARTE B


DESTA EDIÇÃO

ORIENTAÇÃO ILUSTRATIVA

EXEMPLOS ILUSTRATIVOS

ORIENTAÇÃO BASEADA NO SETOR SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA IFRS S2

PARA CONSULTAR A BASE PARA CONCLUSÕES, CONSULTE A PARTE C DESTA EDIÇÃO

BASE PARA CONCLUSÕES

© IFRS Foundation 5
IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

A IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima está definida nos parágrafos 1–37 e nos Apêndices A–C. Todos
os parágrafos têm igual autoridade. Os parágrafos em negrito descrevem os principais princípios. Os termos
definidos no Apêndice A estão em itálico na primeira vez que aparecem na Norma. As definições de outros
termos são fornecidas em outras Normas IFRS de Divulgação de Sustentabilidade. A Norma deve ser lida no
contexto de seu objetivo, da Base para Conclusões e da IFRS S1 Requisitos Gerais para Divulgação de
Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade.

6 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima

Objetivo
1 O objetivo da IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima é exigir que uma entidade divulgue
informações sobre seus riscos e oportunidades relacionados ao clima que sejam úteis aos principais
usuários de relatórios financeiros para fins gerais ao tomar decisões relacionadas ao fornecimento de
recursos à entidade.1
2 Esta Norma exige que uma entidade divulgue informações sobre os riscos e oportunidades relacionados ao
clima que poderiam razoavelmente afetar os fluxos de caixa da entidade, seu acesso a financiamento ou
custo de capital no curto, médio ou longo prazo. Para os fins desta Norma, esses riscos e oportunidades são
conjuntamente referidos como “riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente
afetar as perspectivas da entidade”.

Escopo
3 Esta Norma aplica-se a:
(a) riscos relacionados ao clima aos quais a entidade está exposta, que são:
(i) riscos físicos relacionados ao clima; e
(ii) riscos de transição relacionados ao clima; e
(b) oportunidades relacionadas ao clima disponíveis à entidade.
4 Riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as perspectivas de
uma entidade estão fora do escopo desta Norma.

Conteúdo principal

Governança
5 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre governança é permitir que os
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam os processos, controles e procedimentos
de governança que uma entidade utiliza para monitorar, gerenciar e supervisionar os riscos e
oportunidades relacionados ao clima.
6 Para atingir esse objetivo, uma entidade deverá divulgar informações sobre:
(a) o(s) órgão(s) de governança (que pode(m) incluir um conselho, comitê ou órgão equivalente
responsável pela governança) ou indivíduo(s) responsável(is) pela supervisão dos riscos e
oportunidades relacionados ao clima. Especificamente, a entidade deverá identificar esse(s)
órgão(s) ou indivíduo(s) e divulgar informações sobre:
(i) como as responsabilidades pelos riscos e oportunidades relacionados ao clima são
refletidas nos termos de referência, mandatos, descrições de funções e outras políticas
correlatas aplicáveis a esse(s) órgão(s) ou indivíduo(s);
(ii) como o(s) órgão(s) ou indivíduo(s) determina(m) se existem ou serão desenvolvidas
habilidades e competências adequadas para supervisionar estratégias destinadas a
responder aos riscos e oportunidades relacionados ao clima;
(iii) como e com que frequência o(s) órgãos(s) ou indivíduo(s) é(são) informado(s) sobre os
riscos e oportunidades relacionados ao clima;
(iv) como o(s) órgãos(s) ou indivíduo(s) leva(m) em consideração os riscos e
oportunidades relacionados ao clima ao supervisionar a estratégia da entidade, suas
decisões sobre principais transações e seus processos de gestão de riscos e políticas
correlatas, inclusive se o(s) órgão(s) ou indivíduo(s) considerou(aram) trade-offs
associados a esses riscos e oportunidades; e

1
Ao longo desta Norma, os termos “principais usuários” e “usuários” são usados alternadamente, com o mesmo significado.

© IFRS Foundation 7
IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

(v) como o(s) órgãos(s) ou indivíduo(s) supervisiona(m) a definição de metas referentes


aos riscos e oportunidades relacionados ao clima e monitora(m) o progresso em relação
a essas metas (consulte os parágrafos 33–36), incluindo se e como as respectivas
métricas de desempenho são incluídas nas políticas de remuneração (consulte o
parágrafo 29(g)).
(b) a função da administração nos processos, controles e procedimentos de governança utilizados
para monitorar, gerenciar e supervisionar os riscos e oportunidades relacionados ao clima,
incluindo informações sobre:
(i) se a função é delegada a um cargo de nível gerencial específico ou a um comitê de
nível gerencial e como a supervisão é exercida sobre esse cargo ou comitê; e
(ii) se a administração utiliza controles e procedimentos para apoiar a supervisão dos
riscos e oportunidades relacionados ao clima e, em caso afirmativo, como esses
controles e procedimentos estão integrados com outras funções internas.
7 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos do parágrafo 6, uma entidade deverá evitar
duplicidade desnecessária de acordo com a IFRS S1 Requisitos Gerais para Divulgação de Informações
Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade (IFRS S1) (consulte o parágrafo B42(b) da IFRS S1). Por
exemplo, embora uma entidade forneça as informações exigidas no parágrafo 6, se a supervisão dos riscos e
oportunidades relacionados à sustentabilidade for gerenciada de forma integrada, a entidade evitaria
duplicidade fornecendo divulgações integradas de governança em vez de divulgações separadas para cada
risco e oportunidade relacionados à sustentabilidade.

Estratégia
8 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre estratégia é permitir que usuários
de relatórios financeiros para fins gerais entendam a estratégia de uma entidade para gerenciar os
riscos e oportunidades relacionados ao clima.
9 Especificamente, uma entidade deverá divulgar informações para permitir que os usuários de relatórios
financeiros para fins gerais entendam:
(a) os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas da entidade (consulte os parágrafos 10–12);
(b) os efeitos atuais e previstos desses riscos e oportunidades relacionados ao clima no modelo de
negócios e na cadeia de valor da entidade (consulte o parágrafo 13);
(c) os efeitos desses riscos e oportunidades relacionados ao clima na estratégia e na tomada de
decisões da entidade, incluindo informações sobre seu plano de transição relacionado ao clima
(consulte o parágrafo 14);
(d) os efeitos desses riscos e oportunidades relacionados ao clima na posição financeira, desempenho
financeiro e fluxos de caixa da entidade para o período de relatório e seus efeitos previstos na
posição financeira, desempenho financeiro e fluxos de caixa da entidade no curto, médio e longo
prazo, levando em consideração como esses riscos e oportunidades relacionados ao clima foram
considerados no planejamento financeiro da entidade (consulte os parágrafos 15–21); e
(e) a resiliência climática da estratégia da entidade e de seu modelo de negócios às mudanças,
desenvolvimentos e incertezas relacionados ao clima, levando em consideração os riscos e
oportunidades relacionados ao clima identificados pela entidade (consulte o parágrafo 22).

Riscos e oportunidades relacionados ao clima


10 Uma entidade deverá divulgar informações que permitam aos usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entender os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas da entidade. Especificamente, a entidade deverá:
(a) descrever os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas da entidade;
(b) explicar, para cada risco relacionado ao clima que a entidade tenha identificado, se a entidade
considera o risco como um risco físico relacionado ao clima ou um risco de transição relacionado
ao clima;
(c) especificar, para cada risco e oportunidade relacionados ao clima que a entidade tenha
identificado, em quais horizontes de tempo – curto, médio ou longo prazo – os efeitos de cada
risco e oportunidade relacionados ao clima poderiam razoavelmente ocorrer; e

8 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

(d) explicar como a entidade define ‘curto prazo’, ‘médio prazo’ e ‘longo prazo’ e como essas
definições estão vinculadas aos horizontes de planejamento utilizados pela entidade para a
tomada de decisões estratégicas.
11 Ao identificar os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas de uma entidade, a entidade deverá utilizar todas as informações razoáveis e sustentáveis
disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido, incluindo informações sobre eventos
passados, condições atuais e previsões de condições futuras.
12 Ao identificar os riscos e oportunidades relacionados ao clima que poderiam razoavelmente afetar as
perspectivas de uma entidade, a entidade deverá consultar e considerar a aplicabilidade dos tópicos de
divulgação baseados no setor definidos na Orientação Baseada no Setor sobre a Implementação da IFRS
S2.

Modelo de negócios e cadeia de valor


13 Uma entidade deverá divulgar informações que permitam aos usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entender os efeitos atuais e previstos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima no modelo de
negócios e na cadeia de valor da entidade. Especificamente, a entidade deverá divulgar:
(a) uma descrição dos efeitos atuais e previstos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima no
modelo de negócios e na cadeia de valor da entidade; e
(b) uma descrição de onde se concentram os riscos e oportunidades relacionados ao clima no modelo
de negócios e na cadeia de valor da entidade (por exemplo, áreas geográficas, instalações e tipos
de ativos).

Estratégia e tomada de decisões


14 Uma entidade deverá divulgar informações que permitam aos usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entender os efeitos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima em sua estratégia e tomada de
decisões. Especificamente, a entidade deverá divulgar:
(a) informações sobre como a entidade respondeu e planeja responder aos riscos e oportunidades
relacionados ao clima em sua estratégia e tomada de decisões, incluindo como a entidade planeja
atingir quaisquer metas relacionadas ao clima que tenha estabelecido e quaisquer metas cujo
cumprimento seja exigido por lei ou regulamento. Especificamente, a entidade deverá divulgar
informações sobre:
(i) alterações atuais e previstas ao modelo de negócios da entidade, incluindo sua alocação
de recursos, para tratar os riscos e oportunidades relacionados ao clima (por exemplo,
essas alterações poderiam incluir planos de gestão ou desativação de operações com
uso intensivo de carbono, energia ou água; alocações de recursos resultantes de
mudanças na demanda ou na cadeia de fornecimento; alocações de recursos
decorrentes do desenvolvimento comercial por meio de despesas de capital ou despesas
adicionais com pesquisa e desenvolvimento; e aquisições ou desinvestimentos);
(ii) esforços diretos de mitigação e adaptação atuais e previstos (por exemplo, por meio de
alterações em processos de produção ou equipamentos, mudança das instalações,
ajustes na força de trabalho e alterações nas especificações dos produtos);
(iii) esforços indiretos de mitigação e adaptação atuais e previstos (por exemplo, por meio
de trabalho com clientes e cadeias de fornecimento);
(iv) qualquer plano de transição relacionado ao clima que a entidade tenha, incluindo
informações sobre as principais premissas utilizadas no desenvolvimento de seu plano
de transição, e dependências nas quais o plano de transição da entidade se baseia; e
(v) como a entidade planeja atingir quaisquer metas relacionadas ao clima, incluindo
quaisquer metas de emissões de gases de efeito estufa, descritas de acordo com os
parágrafos 33–36.
(b) informações sobre como a entidade está disponibilizando, e planeja disponibilizar, recursos para
as atividades divulgadas de acordo com o parágrafo 14.
(c) informações quantitativas e qualitativas sobre o progresso dos planos divulgados em períodos de
relatórios anteriores, de acordo com o parágrafo 14(a).

© IFRS Foundation 9
IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

Posição financeira, desempenho financeiro e fluxos de caixa


15 Uma entidade deverá divulgar informações que permitam aos usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entender:
(a) os efeitos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima na posição financeira, desempenho
financeiro e fluxos de caixa da entidade para o período de relatório (efeitos financeiros atuais); e
(b) os efeitos previstos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima na posição financeira,
desempenho financeiro e fluxos de caixa da entidade no curto, médio e longo prazo, levando em
consideração a forma como os riscos e oportunidades relacionados ao clima são incluídos no
planejamento financeiro da entidade (efeitos financeiros previstos).
16 Especificamente, uma entidade deverá divulgar informações quantitativas e qualitativas sobre:
(a) como os riscos e oportunidades relacionados ao clima afetaram sua posição financeira,
desempenho financeiro e fluxos de caixa para o período de relatório;
(b) os riscos e oportunidades relacionados ao clima identificados no parágrafo 16(a) em relação aos
quais existe um risco significativo de ajuste material nos valores contábeis de ativos e passivos
nas demonstrações financeiras no período de relatório anual seguinte;
(c) como a entidade espera que sua posição financeira mude no curto, médio e longo prazo, dada a
sua estratégia de gestão de riscos e oportunidades relacionados ao clima, levando em
consideração:
(i) seus planos de investimento e alienação (por exemplo, planos de despesas de capital,
importantes aquisições e desinvestimentos, joint ventures, transformação de negócios,
inovação, novas áreas de negócios e desmobilizações de ativos), incluindo os planos
com os quais a entidade não está contratualmente comprometida; e
(ii) suas fontes de financiamento planejadas para implementar sua estratégia; e
(d) como a entidade espera que seu desempenho financeiro e fluxos de caixa mudem no curto, médio
e longo prazo, dada a sua estratégia de gestão de riscos e oportunidades relacionados ao clima
(por exemplo, aumento das receitas provenientes de produtos e serviços alinhado com uma
economia de baixo carbono; custos decorrentes de danos físicos a ativos devido a eventos
climáticos; e despesas associadas à adaptação ou mitigação do clima).
17 Ao fornecer informações quantitativas, uma entidade pode divulgar um único valor ou uma faixa de
valores.
18 Ao preparar as divulgações sobre os efeitos financeiros previstos de um risco ou oportunidade relacionado
ao clima, uma entidade deverá:
(a) utilizar todas as informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo
ou esforço indevido; e
(b) utilizar uma abordagem compatível com as habilidades, capacidades e recursos disponíveis para
preparar essas divulgações.
19 Uma entidade não precisa fornecer informações quantitativas sobre os efeitos financeiros atuais ou
previstos de um risco ou oportunidade relacionado ao clima, se a entidade determinar que:
(a) esses efeitos não são identificáveis separadamente; ou
(b) o nível de incerteza de medição envolvido na estimativa desses efeitos é tão alto que a
informação quantitativa resultante não seria útil.
20 Além disso, uma entidade não precisa fornecer informações quantitativas sobre os efeitos financeiros
previstos de um risco ou oportunidade relacionado ao clima, se a entidade não tiver as habilidades,
capacidades ou recursos para fornecê-las.
21 Se uma entidade determinar que não precisa fornecer informações quantitativas sobre os efeitos financeiros
atuais ou previstos de um risco ou oportunidade relacionado ao clima aplicando os critérios estabelecidos
nos parágrafos 19–20, a entidade deverá:
(a) explicar por que razão não forneceu informações quantitativas;
(b) fornecer informações qualitativas sobre esses efeitos financeiros, incluindo a identificação de
rubricas, totais e subtotais dentro das respectivas demonstrações financeiras que provavelmente
sejam afetados, ou tenham sido afetados, por esse risco ou oportunidade relacionado ao clima; e
(c) fornecer informações quantitativas sobre os efeitos financeiros combinados desse risco ou
oportunidade relacionado ao clima com outros riscos ou oportunidades relacionados ao clima e

10 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

outros fatores, a menos que a entidade determine que as informações quantitativas sobre os
efeitos financeiros combinados não seriam úteis.

Resiliência climática
22 Uma entidade deverá divulgar informações que permitam aos usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entender a resiliência da estratégia e do modelo de negócios da entidade às mudanças,
desenvolvimentos e incertezas relacionados ao clima, levando em consideração os riscos e oportunidades
relacionados ao clima identificados da entidade. A entidade deverá utilizar a análise de cenários
relacionados ao clima para avaliar sua resiliência climática utilizando uma abordagem compatível com suas
circunstâncias (consulte os parágrafos B1–B18). Ao fornecer informações quantitativas, uma entidade pode
divulgar um único valor ou uma faixa de valores. Especificamente, a entidade deverá divulgar:
(a) a avaliação pela entidade de sua resiliência climática na data de relatório, o que permitirá aos
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entender:
(i) as implicações, se houver, da avaliação pela entidade de sua estratégia e modelo de
negócios, incluindo a forma como a entidade teria de responder aos efeitos
identificados na análise de cenários relacionados ao clima;
(ii) as áreas significativas de incerteza consideradas na avaliação pela entidade de sua
resiliência climática;
(iii) a capacidade da entidade de ajustar ou adaptar sua estratégia e modelo de negócios às
mudanças climáticas no curto, médio e longo prazo, incluindo;
(1) a disponibilidade e flexibilidade dos recursos financeiros existentes da
entidade para responder aos efeitos identificados na análise de cenários
relacionados ao clima, incluindo para abordar os riscos relacionados ao
clima e aproveitar as oportunidades relacionadas ao clima;
(2) a capacidade da entidade de redirecionar, reaproveitar, atualizar ou desativar
ativos existentes; e
(3) o efeito dos investimentos atuais e previstos da entidade na mitigação,
adaptação e oportunidades relacionadas ao clima para a resiliência climática;
e
(b) como e quando foi realizada a análise de cenários relacionados ao clima, incluindo:
(i) informações sobre os dados que a entidade utilizou, incluindo:
(1) quais cenários relacionados ao clima a entidade utilizou para a análise e as
fontes desses cenários;
(2) se a análise incluiu uma gama diversificada de cenários relacionados ao
clima;
(3) se os cenários relacionados ao clima utilizados para a análise estão
associados a riscos de transição relacionados ao clima ou a riscos físicos
relacionados ao clima;
(4) se a entidade utilizou, entre seus cenários, um cenário relacionado ao clima
alinhado ao último acordo internacional sobre mudanças climáticas;
(5) por que razão a entidade decidiu que os seus cenários relacionados ao clima
escolhidos são relevantes para avaliar sua resiliência às mudanças,
desenvolvimentos ou incertezas relacionados ao clima;
(6) os horizontes de tempo que a entidade utilizou na análise; e
(7) que escopo de operações a entidade utilizou na análise (por exemplo, os
locais de operação e as unidades de negócios utilizados na análise);
(ii) as principais premissas adotadas pela entidade na análise, incluindo premissas sobre:
(1) políticas relacionadas ao clima nas jurisdições em que a entidade opera;
(2) tendências macroeconômicas;
(3) variáveis em nível nacional ou regional (por exemplo, padrões climáticos
locais, demografia, uso de terra, infraestrutura e disponibilidade de recursos
naturais);
(4) uso e mistura de energia; e

© IFRS Foundation 11
IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

(5) desenvolvimentos em tecnologia; e


(iii) o período de relatório em que foi realizada a análise de cenários relacionados ao clima
(consulte o parágrafo B18).
23 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos dos parágrafos 13–22, uma entidade deverá consultar
e considerar a aplicabilidade de categorias métricas intersetoriais, conforme descrito no parágrafo 29, e
métricas baseadas no setor associadas a tópicos de divulgação definidos na Orientação Baseada no Setor
sobre a Implementação da IFRS S2, conforme descrito no parágrafo 32.

Gestão de riscos
24 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre gestão de riscos é permitir que
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam os processos de uma entidade para
identificar, avaliar, priorizar e monitorar os riscos e oportunidades relacionados ao clima, incluindo
se e como esses processos estão integrados e informam o processo geral de gestão de riscos da
entidade.
25 Para atingir esse objetivo, uma entidade deverá divulgar informações sobre:
(a) os processos e políticas correlatas que a entidade utiliza para identificar, avaliar, priorizar e
monitorar os riscos relacionados ao clima, incluindo informações sobre:
(i) os dados e parâmetros que a entidade utiliza (por exemplo, informações sobre as fontes
de dados e o escopo das operações abrangidas nos processos);
(ii) se e como a entidade utiliza a análise de cenários relacionados ao clima para informar
sua identificação dos riscos relacionados ao clima;
(iii) como a entidade avalia a natureza, a probabilidade e a magnitude dos efeitos desses
riscos (por exemplo, se a entidade considera fatores qualitativos, limites quantitativos
ou outros critérios);
(iv) se e como a entidade prioriza os riscos relacionados ao clima em relação a outros tipos
de risco;
(v) como a entidade monitora os riscos relacionados ao clima; e
(vi) se e como a entidade alterou os processos que utiliza em comparação com o período de
relatório anterior;
(b) os processos que a entidade utiliza para identificar, avaliar, priorizar e monitorar as
oportunidades relacionadas ao clima, incluindo informações sobre se e como a entidade utiliza a
análise de cenários relacionados ao clima para informar sua identificação das oportunidades
relacionadas ao clima; e
(c) em que medida e como os processos para identificar, avaliar, priorizar e monitorar os riscos e
oportunidades relacionados ao clima estão integrados e informam o processo geral de gestão de
riscos da entidade.
26 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos do parágrafo 25, uma entidade deverá evitar
duplicidade desnecessária de acordo com a IFRS S1 (consulte o parágrafo B42(b) da IFRS S1). Por
exemplo, embora uma entidade forneça as informações exigidas no parágrafo 25, se a supervisão dos riscos
e oportunidades relacionados à sustentabilidade for gerenciada de forma integrada, a entidade evitaria
duplicidade fornecendo divulgações integradas de gestão de riscos em vez de divulgações separadas para
cada risco e oportunidade relacionados à sustentabilidade.

Métricas e metas
27 O objetivo das divulgações financeiras relacionadas ao clima sobre métricas e metas é permitir que
usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam o desempenho de uma entidade em
relação a seus riscos e oportunidades relacionados ao clima, incluindo o progresso em relação a
quaisquer metas relacionadas ao clima que tenha estabelecido e quaisquer metas cujo cumprimento
seja exigido por lei ou regulamento.
28 Para atingir esse objetivo, uma entidade deverá divulgar:
(a) informações relevantes para as categorias métricas intersetoriais (consulte os parágrafos 29–31);
(b) as métricas baseadas no setor associadas a determinados modelos de negócios, atividades ou
outras caraterísticas comuns da participação em um setor (consulte o parágrafo 32); e

12 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

(c) as metas estabelecidas pela entidade, e quaisquer metas cujo cumprimento seja exigido por lei ou
regulamento, para mitigar ou adaptar-se aos riscos relacionados ao clima ou aproveitar as
oportunidades relacionadas ao clima, incluindo métricas utilizadas pelo órgão de governança ou
pela administração para medir o progresso em relação a essas metas (consulte os parágrafos 33–
37).

Métricas relacionadas ao clima


29 Uma entidade deverá divulgar informações relevantes para as categorias métricas intersetoriais de:
(a) gases de efeito estufa – a entidade deverá:
(i) divulgar suas emissões brutas absolutas de gases de efeito estufa geradas durante o
período de relatório, expressas em toneladas métricas de CO2 equivalente (consulte os
parágrafos B19–B22), classificadas como:
(1) Emissões de gases de efeito estufa de Escopo 1;
(2) Emissões de gases de efeito estufa de Escopo 2; e
(3) Emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3;
(ii) medir suas emissões de gases de efeito estufa em conformidade com o Greenhouse
Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004), a menos que
seja obrigada por uma autoridade jurisdicional ou uma bolsa na qual a entidade esteja
listada a utilizar um método diferente para medir suas emissões de gases de efeito
estufa (consulte os parágrafos B23–B25);
(iii) divulgar a abordagem que utiliza para medir suas emissões de gases de efeito estufa
(consulte os parágrafos B26–B29), incluindo:
(1) a abordagem de medição, os dados e as premissas que a entidade utiliza para
medir suas emissões de gases de efeito estufa;
(2) a razão pela qual a entidade escolheu a abordagem de medição, os dados e as
premissas que utiliza para medir suas emissões de gases de efeito estufa; e
(3) quaisquer alterações que a entidade tenha feito à abordagem de medição, aos
dados e às premissas durante o período de relatório e os motivos dessas
alterações;
(iv) para as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 1 e Escopo 2 divulgadas em
conformidade com o parágrafo 29(a)(i)(1)–(2), desagregar as emissões entre:
(1) o grupo contábil consolidado (por exemplo, para uma entidade que aplica as
Normas Contábeis IFRS, este grupo seria composto pela controladora e suas
subsidiárias consolidadas); e
(2) outras investidas excluídas do parágrafo 29(a)(iv)(1) (por exemplo, para uma
entidade que aplica as Normas Contábeis IFRS, estas investidas incluiriam
coligadas, joint ventures e subsidiárias não consolidadas);
(v) para as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 2 divulgadas em conformidade
com o parágrafo 29(a)(i)(2), divulgar suas emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 2 baseadas em local e fornecer informações sobre quaisquer instrumentos
contratuais necessários para informar o entendimento dos usuários sobre as emissões
de gases de efeito estufa de Escopo 2 da entidade (consulte os parágrafos B30–B31); e
(vi) para emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 divulgadas em conformidade com
o parágrafo 29(a)(i)(3), e com referência aos parágrafos B32–B57, divulgar:
(1) as categorias incluídas na medição das emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 3 da entidade, de acordo com as categorias do Escopo 3 descritas no
Greenhouse Gas Protocol Corporate Value Chain (Scope 3) Accounting and
Reporting Standard (2011); e
(2) informações adicionais sobre as emissões de gases de efeito estufa de
Categoria 15 da entidade ou aquelas associadas a seus investimentos
(emissões financiadas), se as atividades da entidade incluírem gestão de
ativos, banco comercial ou seguros (consulte os parágrafos B58–B63);
(b) riscos de transição relacionados ao clima – o valor e a porcentagem de ativos ou atividades
comerciais vulneráveis a riscos de transição relacionados ao clima;

© IFRS Foundation 13
IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

(c) riscos físicos relacionados ao clima – o valor e a porcentagem de ativos ou atividades comerciais
vulneráveis a riscos físicos relacionados ao clima;
(d) oportunidades relacionadas ao clima – o valor e a porcentagem de ativos ou atividades
comerciais alinhados às oportunidades relacionadas ao clima;
(e) alocação de capital – o montante de despesas de capital, financiamento ou investimento alocado
para riscos e oportunidades relacionados ao clima;
(f) preços internos de carbono – a entidade deverá divulgar:
(i) uma explicação sobre se e como a entidade está aplicando o preço de carbono na
tomada de decisões (por exemplo, decisões de investimento, preços de transferência e
análise de cenários); e
(ii) o preço de cada tonelada métrica de emissões de gases de efeito estufa que a entidade
utiliza para avaliar os custos de suas emissões de gases de efeito estufa;
(g) remuneração – a entidade deverá divulgar:
(i) uma descrição de se e como as considerações relacionadas ao clima são levadas em
consideração na remuneração dos executivos (consulte também o parágrafo 6(a)(v)); e
(ii) a porcentagem de remuneração da administração executiva reconhecida no período
atual que está vinculada a considerações relacionadas ao clima.
30 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos do parágrafo 29(b)–(d), uma entidade deverá utilizar
todas as informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço
indevido.
31 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos do parágrafo 29(b)–(g), uma entidade deverá
consultar os parágrafos B64–B65.
32 Uma entidade deverá divulgar as métricas baseadas no setor associadas a um ou mais modelos de negócios,
atividades ou outras caraterísticas comuns específicas da participação em um setor. Ao determinar as
métricas baseadas no setor que a entidade divulga, a entidade deverá consultar e considerar a aplicabilidade
das métricas baseadas no setor associadas aos tópicos de divulgação descritos na Orientação Baseada no
Setor sobre a Implementação da IFRS S2.

Metas relacionadas ao clima


33 Uma entidade deverá divulgar as metas quantitativas e qualitativas relacionadas ao clima que estabeleceu
para monitorar o progresso para atingir seus objetivos estratégicos, e quaisquer metas cujo cumprimento
seja exigido por lei ou regulamento, incluindo quaisquer metas de emissões de gases de efeito de estufa.
Para cada meta, a entidade deverá divulgar:
(a) a métrica utilizada para definir a meta (consulte os parágrafos B66–B67);
(b) o objetivo da meta (por exemplo, mitigação, adaptação ou conformidade com iniciativas
baseadas na ciência);
(c) a parte da entidade à qual a meta se aplica (por exemplo, se a meta se aplica a toda a entidade ou
apenas a uma parte dela, como uma unidade de negócios específica ou uma região geográfica
específica);
(d) o período durante o qual a meta é aplicável;
(e) o período base a partir do qual se mede o progresso;
(f) quaisquer marcos e metas provisórias;
(g) se a meta for quantitativa, se é uma meta absoluta ou uma meta de intensidade; e
(h) como o último acordo internacional sobre mudanças climáticas, incluindo os compromissos
jurisdicionais decorrentes desse acordo, informou a meta.
34 Uma entidade deverá divulgar informações sobre sua abordagem para definir e revisar cada meta e como
ela monitora o progresso em relação a cada meta, incluindo:
(a) se a meta e a metodologia para definir a meta foram validadas por terceiros;
(b) os processos da entidade para revisar a meta;
(c) as métricas utilizadas para monitorar o progresso para atingir a meta; e
(d) quaisquer revisões à meta e uma explicação dessas revisões.

14 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

35 Uma entidade deverá divulgar informações sobre seu desempenho referente a cada meta relacionada ao
clima e uma análise de tendências ou mudanças no desempenho da entidade.
36 Para cada meta de emissões de gases de efeito de estufa divulgada em conformidade com os parágrafos 33–
35, uma entidade deverá divulgar:
(a) quais gases de efeito estufa são abrangidos pela meta.
(b) se as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 1, Escopo 2 ou Escopo 3 são abrangidas pela
meta.
(c) se a meta é uma meta bruta de emissões de gases de efeito estufa ou uma meta líquida de
emissões de gases de efeito estufa. Se a entidade divulgar uma meta líquida de emissões de gases
de efeito estufa, ela também deverá divulgar separadamente sua meta bruta de emissões de gases
de efeito estufa associada (consulte os parágrafos B68–B69).
(d) se a meta foi obtida com a utilização de uma abordagem de descarbonização setorial.
(e) o uso planejado, pela entidade, de créditos de carbono para compensar as emissões de gases de
efeito estufa a fim de atingir qualquer meta líquida de emissões de gases de efeito estufa. Ao
explicar seu uso planejado de créditos de carbono, a entidade deverá divulgar informações
incluindo, e com referência aos parágrafos B70–B71:
(i) em que medida e como o cumprimento de qualquer meta líquida de emissões de gases
de efeito estufa depende do uso de créditos de carbono;
(ii) qual(is) esquema(s) de terceiros verificará(ão) ou certificará(ão) os créditos de
carbono;
(iii) o tipo de crédito de carbono, incluindo se a compensação será baseada na natureza ou
em remoções tecnológicas de carbono, e se a compensação é obtida por meio da
redução ou remoção de carbono; e
(iv) quaisquer outros fatores necessários para que os usuários de relatórios financeiros para
fins gerais entendam a credibilidade e a integridade dos créditos de carbono que a
entidade planeja usar (por exemplo, premissas relativas à permanência da
compensação de carbono).
37 Ao identificar e divulgar as métricas utilizadas para definir e monitorar o progresso para atingir uma meta
descrita nos parágrafos 33–34, uma entidade deverá consultar e considerar a aplicabilidade das métricas
intersetoriais (consulte o parágrafo 29) e das métricas baseadas no setor (consulte o parágrafo 32),
incluindo aquelas descritas em uma Norma IFRS de Divulgação de Sustentabilidade aplicável, ou das
métricas que de outra maneira cumpram os requisitos da IFRS S1.

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

Apêndice A
Termos Definidos
Este apêndice constitui parte integrante da IFRS S2 e tem a mesma autoridade que as outras partes da Norma.

crédito de carbono Uma unidade de emissão que é expedida por um programa de crédito de carbono e
representa uma redução ou remoção de emissão de gases de efeito estufa. Os créditos
de carbono são serializados, expedidos, rastreados e cancelados de forma única por
meio de um registro eletrônico.

resiliência climática A capacidade de uma entidade de se ajustar às mudanças, desenvolvimentos ou


incertezas relacionados ao clima. A resiliência climática envolve a capacidade de
gerenciar os riscos relacionados ao clima e se beneficiar das oportunidades
relacionadas ao clima, incluindo a capacidade de responder e se adaptar aos riscos de
transição relacionados ao clima e aos riscos físicos relacionados ao clima. A
resiliência climática de uma entidade inclui tanto sua resiliência estratégica quanto sua
resiliência operacional às mudanças, desenvolvimentos e incertezas relacionados ao
clima.

riscos físicos relacionados Riscos resultantes de mudanças climáticas que podem ser impulsionados por eventos
ao clima (risco físico agudo) ou de mudanças de longo prazo nos padrões climáticos (risco físico
crônico). Riscos físicos agudos surgem de eventos relacionados ao clima, como
tempestades, inundações, secas ou ondas de calor, que estão aumentando em gravidade
e frequência. Riscos físicos crônicos surgem de mudanças de longo prazo nos padrões
climáticos, incluindo alterações na precipitação e na temperatura, o que pode levar ao
aumento do nível do mar, redução na disponibilidade de água, perda de biodiversidade
e alterações na produtividade do solo.
Esses riscos podem ter implicações financeiras para uma entidade, tais como custos
resultantes de danos diretos aos ativos ou efeitos indiretos da interrupção da cadeia de
fornecimento. O desempenho financeiro da entidade também pode ser afetado por
mudanças na disponibilidade, fornecimento e qualidade da água; e mudanças extremas
de temperatura que afetam as instalações, operações, cadeias de fornecimento,
necessidades de transporte e saúde e segurança dos funcionários da entidade.

riscos e oportunidades Riscos relacionados ao clima referem-se aos potenciais efeitos negativos das mudanças
relacionados ao clima climáticas sobre uma entidade. Esses riscos são categorizados como riscos físicos
relacionados ao clima e riscos de transição relacionados ao clima.
Oportunidades relacionadas ao clima referem-se aos potenciais efeitos positivos
decorrentes das mudanças climáticas para uma entidade. Os esforços para mitigar e
adaptar-se às mudanças climáticas podem produzir oportunidades relacionadas ao clima
para uma entidade.

plano de transição Um aspecto da estratégia geral de uma entidade que define suas metas, ações ou
relacionado ao clima recursos para sua transição para uma economia de baixo carbono, incluindo ações como
a redução de suas emissões de gases de efeito estufa.

riscos de transição Riscos que surgem dos esforços para a transição para uma economia de baixo carbono.
relacionados ao clima Riscos de transição incluem riscos políticos, legais, tecnológicos, de mercado e de
reputação. Esses riscos podem trazer implicações financeiras para uma entidade, como
aumento dos custos operacionais ou impairment de ativos devido a regulamentos
relacionados ao clima novos ou alterados. O desempenho financeiro da entidade
também pode ser afetado pela mudança nas demandas dos consumidores e pelo
desenvolvimento e implantação de novas tecnologias.

CO2 equivalente A unidade universal de medida para indicar o potencial de aquecimento global de cada
gás de efeito estufa, expressa em termos do potencial de aquecimento global de uma
unidade de dióxido de carbono. Essa unidade é utilizada para avaliar a liberação (ou
evitar a liberação) de diferentes gases de efeito estufa em uma base comum.

emissões financiadas A parte das emissões brutas de gases de efeito estufa de uma investida ou contraparte
atribuída aos empréstimos e investimentos realizados por uma entidade à investida ou

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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

contraparte. Essas emissões fazem parte da Categoria 15 (investimentos) do Escopo 3,


conforme definido no Greenhouse Gas Protocol Corporate Value Chain (Scope 3)
Accounting and Reporting Standard (2011).

potencial de aquecimento Um fator que descreve o impacto do forçamento radiativo (grau de dano à atmosfera)
global de uma unidade de um determinado gás de efeito estufa em relação a uma unidade de
CO2.

gases de efeito estufa Os sete gases de efeito estufa listados no Protocolo de Quioto – dióxido de carbono
(CO2); metano (CH4); óxido nitroso (N2O); hidrofluorocarbonetos (HFC); trifluoreto de
nitrogênio (NF3); perfluorcarbonos (PFC) e hexafluoreto de enxofre (SF 6).

emissões indiretas de Emissões em consequência das atividades de uma entidade, mas que ocorrem em fontes
gases de efeito estufa que são de propriedade de, ou controladas por, outra entidade.

preço interno de carbono Preço utilizado por uma entidade para avaliar as implicações financeiras das mudanças
nos padrões de investimento, produção e consumo, bem como de potencial avanço
tecnológico e futuros custos de redução das emissões. Uma entidade pode utilizar
preços internos de carbono para uma variedade de aplicações comerciais. Dois tipos de
preços internos de carbono que uma entidade geralmente utiliza são:
(a) um preço sombra, que é um custo teórico ou valor nocional que a entidade
não cobra, mas que pode ser utilizado para entender as implicações
econômicas ou trade-offs de coisas como impactos de risco, novos
investimentos, o valor presente líquido de projetos e o custo e benefício de
várias iniciativas; e
(b) uma taxa ou imposto interno, que é um preço de carbono cobrado de uma
atividade comercial, linha de produtos ou outra unidade de negócios com
base em suas emissões de gases de efeito estufa (essas taxas ou impostos
internos são similares aos preços de transferência entre empresas).
último acordo Um acordo dos estados, na qualidade de membros da Convenção-Quadro das Nações
internacional sobre Unidas sobre Mudanças Climáticas, para combater as mudanças climáticas. Os acordos
mudanças climáticas estabelecem normas e metas para a redução dos gases de efeito estufa.

Emissões de gases de Emissões diretas de gases de efeito estufa que ocorrem a partir de fontes que são de
efeito estufa de Escopo 1 propriedade de, ou controladas por, uma entidade.

Emissões de gases de Emissões indiretas de gases de efeito estufa provenientes da geração de eletricidade
efeito estufa de Escopo 2 comprada ou adquirida, vapor, aquecimento ou resfriamento consumidos por uma
entidade.
Eletricidade comprada e adquirida é a eletricidade que é comprada ou de outra forma
trazida para dentro dos limites de uma entidade. Emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 2 ocorrem fisicamente nas instalações onde a eletricidade é gerada.

Emissões de gases de Emissões indiretas de gases de efeito estufa (não incluídas nas emissões de gases de
efeito estufa de Escopo 3 efeito estufa de Escopo 2) que ocorrem na cadeia de valor de uma entidade, incluindo
as emissões a montante e a jusante. Emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3
incluem as categorias do Escopo 3 do Greenhouse Gas Protocol Corporate Value
Chain (Scope 3) Accounting and Reporting Standard (2011).

Categorias do Escopo 3 As emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 são divididas nestas 15 categorias –
conforme descrito no Greenhouse Gas Protocol Corporate Value Chain (Scope 3)
Accounting and Reporting Standard (2011):
(1) bens e serviços comprados;
(2) bens de capital;
(3) atividades relacionadas a combustíveis e energia não incluídas nas emissões
de gases de efeito estufa de Escopo 1 ou nas emissões de gases de efeito
estufa de Escopo 2;
(4) transporte e distribuição a montante;
(5) resíduos gerados nas operações;

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

(6) viagens de negócios;


(7) deslocamento de funcionários;
(8) ativos arrendados a montante;
(9) transporte e distribuição a jusante;
(10) processamento de produtos vendidos;
(11) utilização de produtos vendidos;
(12) tratamento no fim do ciclo de vida dos produtos vendidos;
(13) ativos arrendados a jusante;
(14) franquias; e
(15) investimentos.

Termos definidos em outras Normas e usados nesta Norma com o


mesmo significado

modelo de negócios Sistema de uma entidade para transformar insumos em produtos e resultados, por meio
de suas atividades, e que visa cumprir os propósitos estratégicos da entidade e criar
valor para a entidade e, portanto, gerar fluxos de caixa no curto, médio e longo prazo.

tópico de divulgação Um determinado risco ou oportunidade relacionado à sustentabilidade com base nas
atividades conduzidas por entidades dentro de um setor específico, conforme
estabelecido em uma Norma IFRS de Divulgação de Sustentabilidade ou em uma
Norma SASB.

relatórios financeiros Relatórios que fornecem informações financeiras sobre uma entidade que reporta, que
para fins gerais são úteis para os principais usuários na tomada de decisões relacionadas ao
fornecimento de recursos para a entidade. Essas decisões envolvem decisões sobre:
(a) compra, venda ou detenção de instrumentos de capital e de dívida;
(b) fornecimento ou venda de empréstimos e outras formas de crédito; ou
(c) exercício de direitos de voto ou, de outra forma, influência sobre as ações da
administração da entidade que afetem o uso dos recursos econômicos da
entidade.
Relatórios financeiros para fins gerais incluem – entre outros – as demonstrações
financeiras para fins gerais e as divulgações financeiras relacionadas à sustentabilidade
de uma entidade.

impraticável A aplicação de um requisito é impraticável quando uma entidade não puder aplicá-lo
depois de empreender todos os esforços razoáveis para tanto.

principais usuários e Investidores, mutuantes e outros credores, existentes e em potencial.


relatórios financeiros
para fins gerais
(principais usuários)
cadeia de valor A gama completa de interações, recursos e relacionamentos relativos ao modelo de
negócios de uma entidade que reporta e o ambiente externo no qual ela opera.
Uma cadeia de valor engloba as interações, recursos e relacionamentos que uma
entidade utiliza e dos quais depende para criar seus produtos ou serviços desde a
concepção até a entrega, consumo e fim do ciclo de vida, incluindo interações, recursos
e relacionamentos nas operações da entidade, tais como recursos humanos; em seus
canais de fornecimento, marketing e distribuição, tais como fornecimento de materiais e
serviços, e venda e entrega de produtos e serviços; e nos ambientes financeiros,
geográficos, geopolíticos e regulatórios nos quais a entidade opera.

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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

Apêndice B
Orientação de aplicação
Este apêndice constitui parte integrante da IFRS S2 e tem a mesma autoridade que as outras partes da Norma.

Resiliência climática (parágrafo 22)


B1 O parágrafo 22 exige que uma entidade utilize a análise de cenários relacionados ao clima para avaliar sua
resiliência climática utilizando uma abordagem compatível com as suas circunstâncias. 2 A entidade deverá
utilizar uma abordagem para a análise de cenários relacionados ao clima que lhe permita considerar todas
as informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido. Os
parágrafos B2–B18 fornecem orientação sobre como uma entidade utiliza a análise de cenários para avaliar
sua resiliência climática. Especificamente:
(a) os parágrafos B2–B7 estabelecem os fatores que a entidade deverá considerar ao avaliar suas
circunstâncias;
(b) os parágrafos B8–B15 estabelecem os fatores que a entidade deverá considerar ao determinar
uma abordagem adequada à análise de cenários relacionados ao clima; e
(c) os parágrafos B16–B18 estabelecem fatores adicionais a serem considerados pela entidade ao
determinar sua abordagem para a análise de cenários relacionados ao clima ao longo do tempo.

Avaliação das circunstâncias


B2 Uma entidade deverá utilizar uma abordagem para a análise de cenários relacionados ao clima que seja
compatível com as suas circunstâncias na época em que realiza sua análise de cenários relacionados ao
clima (consulte o parágrafo B3). Para avaliar suas circunstâncias, a entidade deverá considerar:
(a) a exposição da entidade aos riscos e oportunidades relacionados ao clima (consulte os parágrafos
B4–B5); e
(b) as habilidades, capacidades e recursos disponíveis à entidade para a análise de cenários
relacionados ao clima (consulte os parágrafos B6–B7).
B3 Uma entidade deverá avaliar suas circunstâncias sempre que realizar sua análise de cenários relacionados
ao clima. Por exemplo, uma entidade que realiza sua análise de cenários relacionados ao clima a cada três
anos para se alinhar com seu ciclo de planejamento estratégico (consulte o parágrafo B18) teria que
reconsiderar, para esse fim, sua exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima e as habilidades,
capacidades e recursos disponíveis na época.

Exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima


B4 Uma entidade deverá considerar sua exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima na avaliação
de suas circunstâncias e ao determinar a abordagem a ser utilizada para sua análise de cenários relacionados
ao clima. Essa consideração proporciona um contexto essencial para o entendimento dos potenciais
benefícios de utilizar uma abordagem específica para a análise de cenários relacionados ao clima. Por
exemplo, se uma entidade tiver um alto grau de exposição a riscos relacionados ao clima, uma abordagem
mais quantitativa ou tecnicamente sofisticada para a análise de cenários relacionados ao clima seria de
maior benefício para a entidade e os usuários de relatórios financeiros para fins gerais. Os usuários de
relatórios financeiros para fins gerais teriam menos probabilidade de se beneficiar de uma análise
quantitativa ou tecnicamente sofisticada dos cenários relacionados ao clima se a entidade estiver exposta a
poucos ou relativamente menos riscos e oportunidades relacionados ao clima. Isso significa que – com
todos os demais sendo iguais – quanto maior a exposição da entidade aos riscos ou oportunidades
relacionados ao clima, maior é a probabilidade de a entidade determinar que uma forma mais tecnicamente
sofisticada de análise de cenários relacionados ao clima é necessária.
B5 Esta Norma exige que uma entidade identifique os riscos e oportunidades relacionados ao clima aos quais
está exposta (consulte o parágrafo 10) e divulgue informações sobre o processo que a entidade utiliza para
identificar, avaliar, priorizar e monitorar esses riscos e oportunidades (consulte o parágrafo 25). As
informações que a entidade divulga de acordo com os parágrafos 10 e 25 podem informar a consideração da
entidade sobre sua exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima.

2
Esta orientação de aplicação (parágrafos B1–B18) baseia-se na série de práticas descritas em documentos publicados pela Task Force
for Climate-related Financial Disclosures (TCFD), incluindo Technical Supplement: The Use of Scenario Analysis in Disclosure of
Climate-related Risks and Opportunities (2017) e Guidance on Scenario Analysis for Non-Financial Companies (2020).

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

Habilidades, capacidades e recursos disponíveis


B6 Uma entidade deverá considerar as habilidades, capacidades e recursos disponíveis ao determinar uma
abordagem adequada a ser utilizada para sua análise de cenários relacionados ao clima. Essas habilidades,
capacidades e recursos podem incluir tanto habilidades, capacidades e recursos internos quanto externos.
As habilidades, capacidades e recursos disponíveis da entidade proporcionam um contexto para informar
sua consideração sobre o custo potencial e o nível de esforço exigido por uma abordagem específica para a
análise de cenários relacionados ao clima. Por exemplo, se uma entidade começou a explorar o uso da
análise de cenários relacionados ao clima para avaliar sua resiliência climática, ela pode ser incapaz de
utilizar uma abordagem quantitativa ou tecnicamente sofisticada para a análise de cenários relacionados ao
clima sem custo ou esforço indevido. Para evitar dúvidas, se recursos estiverem disponíveis para a entidade,
ela será capaz de investir na obtenção ou no desenvolvimento das habilidades e capacidades necessárias.
B7 A análise de cenários relacionados ao clima pode ser intensiva em recursos e pode – por meio de um
processo de aprendizagem iterativo – ser desenvolvida e refinada ao longo de vários ciclos de
planejamento. À medida que uma entidade repete a análise de cenários relacionados ao clima, é provável
que desenvolva habilidades e capacidades que lhe permitirão fortalecer sua abordagem para a análise de
cenários relacionados ao clima ao longo do tempo. Por exemplo, se uma entidade ainda não utilizou a
análise de cenários relacionados ao clima ou se participar de um setor em que a análise de cenários
relacionados ao clima não é comumente utilizada, a entidade pode precisar de mais tempo para desenvolver
suas habilidades e capacidades. Por outro lado, espera-se que uma entidade em um setor em que a análise
de cenários relacionados ao clima seja uma prática estabelecida – como extração e processamento mineral –
tenha fortalecido suas habilidades e capacidades por meio de sua experiência.

Determinação da abordagem adequada


B8 Uma entidade deverá determinar uma abordagem para a análise de cenários relacionados ao clima que lhe
permita considerar todas as informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo
ou esforço indevido. A determinação da abordagem será informada pelas avaliações da exposição da
entidade aos riscos e oportunidades relacionados ao clima (consulte os parágrafos B4–B5) e por suas
habilidades, capacidades e recursos disponíveis (consulte os parágrafos B6–B7). Fazer essa determinação
envolve:
(a) selecionar dados para a análise de cenários relacionados ao clima (consulte os parágrafos B11–
B13); e
(b) fazer escolhas analíticas sobre como realizar a análise de cenários relacionados ao clima
(consulte os parágrafos B14–B15).
B9 Informações razoáveis e sustentáveis incluem informações sobre eventos passados, condições atuais e
previsões de condições futuras. Também inclui informações quantitativas ou qualitativas e informações
obtidas de uma fonte externa ou possuídas ou desenvolvidas internamente.
B10 Uma entidade precisará se basear em julgamento para determinar a combinação de dados e escolhas
analíticas que lhe permitirão considerar todas as informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data
de relatório, sem custo ou esforço indevido. O grau de julgamento necessário depende da disponibilidade de
informações detalhadas. À medida que o horizonte de tempo aumenta e a disponibilidade de informações
detalhadas diminui, o grau de julgamento necessário aumenta.

Seleção de dados
B11 Quando uma entidade seleciona os dados a serem utilizados em sua análise de cenários relacionados ao
clima, ela deverá considerar todas as informações razoáveis e sustentáveis – incluindo cenários, variáveis e
outros dados – disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido. Os dados utilizados na
análise de cenários podem incluir informações qualitativas ou quantitativas, obtidas de uma fonte externa
ou desenvolvidas internamente. Por exemplo, cenários relacionados ao clima disponíveis publicamente – de
fontes oficiais – que descrevem tendências futuras e uma série de caminhos para resultados plausíveis são
considerados disponíveis à entidade sem custo ou esforço indevido.
B12 Ao selecionar cenários, variáveis e outros dados a serem utilizados na análise de cenários relacionados ao
clima, uma entidade pode, por exemplo, utilizar um ou mais cenários relacionados ao clima – incluindo
cenários internacionais e regionais – que estão publica e livremente disponíveis de fontes oficiais. A
entidade deverá ter uma base razoável e sustentável para utilizar um determinado cenário ou conjunto de
cenários. Por exemplo, uma entidade com operações concentradas em uma jurisdição onde as emissões são
regulamentadas – ou provavelmente devam ser regulamentadas no futuro – pode determinar como sendo
adequado realizar sua análise utilizando um cenário consistente com uma transição ordenada para uma

20 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

economia de baixo carbono ou consistente com compromissos jurisdicionais relevantes com o último
acordo internacional sobre mudanças climáticas. Em outros lugares, por exemplo, uma entidade com maior
exposição a riscos físicos relacionados ao clima pode determinar como sendo adequado realizar sua análise
utilizando um cenário localizado relacionado ao clima que leve em consideração as políticas vigentes.
B13 Ao considerar se os dados selecionados são razoáveis e sustentáveis, uma entidade deverá considerar o
objetivo do parágrafo 22, que exige que a entidade divulgue informações que permitam aos usuários de
relatórios financeiros para fins gerais entender a resiliência da estratégia e do modelo de negócios da
entidade às mudanças, desenvolvimentos e incertezas relacionados ao clima, levando em consideração os
riscos e oportunidades relacionados ao clima identificados pela entidade. Isso significa que os dados para a
análise de cenários relacionados ao clima da entidade deverão ser relevantes para as circunstâncias da
entidade, por exemplo, para as atividades específicas que a entidade realiza e para a localização geográfica
dessas atividades.

Escolhas analíticas
B14 A avaliação da resiliência de uma entidade será informada não apenas pelos dados individuais para sua
análise de cenários relacionados ao clima, mas também pelas informações que desenvolve ao combinar
esses dados para a realização da análise. A entidade deverá priorizar as escolhas analíticas (por exemplo, se
utilizará a análise qualitativa ou a modelagem quantitativa) que lhe permitirá considerar todas as
informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido. Por
exemplo, se uma entidade for capaz – sem custo ou esforço indevido – de incorporar várias vias de preço
do carbono associadas a um determinado resultado (por exemplo, um resultado de 1,5 graus Celsius), essa
análise provavelmente fortalecerá a avaliação de resiliência da entidade, assumindo que essa abordagem é
justificada pela exposição ao risco da entidade.
B15 As informações quantitativas geralmente permitirão que uma entidade realize uma avaliação mais robusta
de sua resiliência climática. No entanto, informações qualitativas (incluindo narrativas de cenários),
isoladamente ou combinadas com dados quantitativos, também podem fornecer uma base razoável e
sustentável para a avaliação da resiliência da entidade.

Considerações adicionais
B16 A análise de cenários relacionados ao clima é uma prática em evolução e, portanto, a abordagem que uma
entidade utiliza provavelmente mudará ao longo do tempo. Conforme descrito nos parágrafos B2–B7, a
entidade deverá determinar sua abordagem para a análise de cenários relacionados ao clima com base em
suas circunstâncias específicas, incluindo a exposição da entidade aos riscos e oportunidades relacionados
ao clima e as habilidades, capacidades e recursos disponíveis para a análise de cenários. Essas
circunstâncias também devem mudar ao longo do tempo. Portanto, a abordagem da entidade para a análise
de cenários relacionados ao clima não precisa ser a mesma de um período de relatório ou ciclo de
planejamento estratégico para o seguinte (consulte o parágrafo B18).
B17 Uma entidade pode utilizar uma abordagem mais simples para a análise de cenários relacionados ao clima,
como narrativas de cenários qualitativos, se essa abordagem for adequada às circunstâncias da entidade. Por
exemplo, se atualmente uma entidade não tem as habilidades, capacidades ou recursos para realizar análises
quantitativas de cenários relacionados ao clima, mas tem um alto grau de exposição a riscos relacionados ao
clima, ela pode inicialmente utilizar uma abordagem mais simples para a análise de cenários relacionados
ao clima, mas desenvolveria suas capacidades por meio da experiência e, portanto, aplicaria uma
abordagem quantitativa mais avançada para a análise de cenários relacionados ao clima ao longo do tempo.
Uma entidade com alto grau de exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima, e com acesso às
habilidades, capacidades ou recursos necessários, deverá aplicar uma abordagem quantitativa mais
avançada para a análise de cenários relacionados ao clima.
B18 Embora o parágrafo 22 exija que uma entidade divulgue informações sobre sua resiliência climática em
cada data de relatório, a entidade poderá realizar sua análise de cenários relacionados ao clima de acordo
com seu ciclo de planejamento estratégico, incluindo um ciclo de planejamento estratégico plurianual (por
exemplo, a cada três a cinco anos). Portanto, em alguns períodos de relatório, as divulgações da entidade de
acordo com o parágrafo 22(b) podem permanecer inalteradas em relação ao período de relatório anterior se
a entidade não realizar uma análise de cenários anualmente. A entidade deverá – no mínimo – atualizar sua
análise de cenários relacionados ao clima de acordo com seu ciclo de planejamento estratégico. No entanto,
uma avaliação da resiliência da entidade deverá ser realizada anualmente para refletir uma visão atualizada
das implicações da incerteza climática para o modelo de negócios e a estratégia da entidade. Dessa forma, a
divulgação de uma entidade de acordo com o parágrafo 22(a) – ou seja, os resultados da avaliação de
resiliência da entidade – será atualizada a cada período de relatório.

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

Gases de efeito estufa (parágrafo 29(a))

Gases de efeito estufa


Permissão para utilizar informações de um período de relatório diferente do
período de relatório da entidade, em circunstâncias específicas
B19 Uma entidade pode ter um período de relatório diferente de algumas ou todas as entidades em sua cadeia de
valor. Essa diferença significa que as informações sobre as emissões de gases de efeito estufa provenientes
dessas entidades em sua cadeia de valor para o período de relatório da entidade podem não estar
prontamente disponíveis para a entidade utilizar para sua própria divulgação. Nessas circunstâncias, a
entidade está autorizada a medir suas emissões de gases de efeito estufa, nos termos do parágrafo 29(a)(i),
utilizando informações para períodos de relatório diferentes de seu período de relatório, se essas
informações forem obtidas de entidades de sua cadeia de valor com períodos de relatório diferentes do
período de relatório da entidade, com a condição de que:
(a) a entidade utilize os dados mais recentes disponíveis dessas entidades em sua cadeia de valor sem
custo ou esforço indevido para medir e divulgar suas emissões de gases de efeito estufa;
(b) a duração dos períodos de relatório seja a mesma; e
(c) a entidade divulgue os efeitos de eventos significativos e mudanças significativas nas
circunstâncias (relevantes para suas emissões de gases de efeito estufa) que ocorram entre as
datas de relatório das entidades de sua cadeia de valor e a data dos relatórios financeiros para fins
gerais da entidade.

Agregação de gases de efeito estufa em CO2 equivalente utilizando valores


potenciais de aquecimento global
B20 O parágrafo 29(a) exige que uma entidade divulgue suas emissões brutas absolutas de gases de efeito estufa
geradas durante o período de relatório, expressas em toneladas métricas de CO 2 equivalente. Para cumprir
esse requisito, a entidade deverá agregar os sete gases de efeito estufa constituintes em valores de CO 2
equivalente.
B21 Se uma entidade utilizar medição direta para medir suas emissões de gases de efeito estufa, ela deverá
converter os sete gases de efeito estufa constituintes em valor de CO 2 equivalente utilizando valores
potenciais de aquecimento global baseados em um horizonte de tempo de 100 anos, a partir da última
avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas disponível na data de relatório.
B22 Se uma entidade utilizar fatores de emissão para estimar suas emissões de gases de efeito estufa, ela deverá
utilizar – como base para medir suas emissões de gases de efeito estufa – os fatores de emissão que melhor
representem a atividade da entidade (consulte o parágrafo B29). Se esses fatores de emissão já tiverem
convertido os gases constituintes em valores de CO 2 equivalente, a entidade não precisará recalcular os
fatores de emissão utilizando valores potenciais de aquecimento global com base em um horizonte de
tempo de 100 anos a partir da última avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
disponível na data do relatório. No entanto, se uma entidade utilizar fatores de emissão que não sejam
convertidos em valores de CO2equivalente, a entidade deverá utilizar os valores potenciais de aquecimento
global com base em um horizonte de tempo de 100 anos a partir da última avaliação do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas disponível na data de relatório.

Greenhouse Gas Protocol


B23 O parágrafo 29(a)(ii) exige que uma entidade divulgue suas emissões de gases de efeito estufa medidas em
conformidade com o Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004).
Para evitar dúvidas, uma entidade deverá aplicar os requisitos do Greenhouse Gas Protocol: A Corporate
Accounting and Reporting Standard (2004) apenas na medida em que não entrem em conflito com os
requisitos desta Norma. Por exemplo, o Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting
Standard (2004) não exige que uma entidade divulgue suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3,
no entanto, a entidade é obrigada a divulgar as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 em
conformidade com o parágrafo 29(a).
B24 Uma entidade deverá utilizar o Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting
Standard (2004), a menos que ela seja obrigada por uma autoridade jurisdicional ou uma bolsa na qual

22 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

esteja listada a utilizar um método diferente para medir suas emissões de gases de efeito estufa. Se a
entidade for obrigada por uma autoridade jurisdicional ou uma bolsa na qual esteja listada a utilizar um
método diferente para medir suas emissões de gases de efeito estufa, ela é autorizada a utilizar esse método
em vez de utilizar o Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004)
enquanto o requisito jurisdicional ou de bolsa se aplicar à entidade.
B25 Em algumas circunstâncias, uma entidade pode estar sujeita a um requisito na jurisdição em que opera para
divulgar suas emissões de gases de efeito estufa para uma parte específica da entidade ou para algumas de
suas emissões de gases de efeito estufa (por exemplo, apenas para emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 1 e Escopo 2). Nessas circunstâncias, o requisito jurisdicional não isenta a entidade da aplicação
dos requisitos desta Norma para divulgar as emissões de gases de efeito estufa de Escopo1, Escopo 2 e
Escopo 3 da entidade como um todo.

Abordagem de medição, dados e premissas


B26 O parágrafo 29(a)(iii) exige que uma entidade divulgue a abordagem de medição, os dados e as premissas
que utiliza para medir suas emissões de gases de efeito estufa. Como parte deste requisito, a entidade
deverá incluir informações sobre:
(a) a abordagem de medição que a entidade utiliza em conformidade com o Greenhouse Gas
Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004) (consulte o parágrafo B27);
(b) o método aplicável se a entidade não estiver utilizando o Greenhouse Gas Protocol: A Corporate
Accounting and Reporting Standard (2004) e a abordagem de medição que a entidade utiliza
(consulte o parágrafo B28); e
(c) os fatores de emissão que a entidade utiliza (consulte o parágrafo B29).

A abordagem de medição estabelecida no Greenhouse Gas Protocol


B27 O Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004) inclui diferentes
abordagens de medição que uma entidade pode utilizar ao medir suas emissões de gases de efeito estufa.
Ao divulgar informações em conformidade com o parágrafo 29(a)(iii), a entidade deverá divulgar
informações sobre a abordagem de medição que utiliza. Por exemplo, ao divulgar suas emissões de gases
de efeito estufa medidas de acordo com o Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and
Reporting Standard (2004), a entidade deverá utilizar a abordagem de participação acionária ou controle.
Especificamente, a entidade deverá divulgar:
(a) a abordagem que utiliza para determinar suas emissões de gases de efeito estufa (por exemplo, a
abordagem de participação acionária ou controle no Greenhouse Gas Protocol: A Corporate
Accounting and Reporting Standard (2004); e
(b) a razão, ou as razões, da escolha pela entidade da abordagem de medição e a forma como essa
abordagem se refere ao objetivo de divulgação previsto no parágrafo 27.

Outros métodos e abordagens de medição


B28 Ao divulgar suas emissões de gases de efeito estufa medidas de acordo com outro método, aplicando os
parágrafos 29(a)(ii), B24–B25 ou C4(a), a entidade deverá divulgar:
(a) o método e a abordagem de medição aplicáveis que a entidade utiliza para determinar suas
emissões de gases de efeito estufa; e
(b) a razão, ou as razões, da escolha pela entidade do método e da abordagem de medição e a forma
como essa abordagem se refere ao objetivo de divulgação previsto no parágrafo 27.

Fatores de emissão
B29 Como parte da divulgação da abordagem de medição, dados e premissas de uma entidade, a entidade
deverá divulgar informações para permitir que usuários de relatórios financeiros para fins gerais entendam
quais fatores de emissão ela utiliza na medição de suas emissões de gases de efeito estufa. Esta Norma não
especifica os fatores de emissão que uma entidade deverá utilizar na medição de suas emissões de gases de
efeito estufa. Em vez disso, esta Norma exige que uma entidade utilize os fatores de emissão que melhor
representem a atividade da entidade como base para medir suas emissões de gases de efeito estufa.

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

Emissões de gases de efeito estufa de Escopo 2


B30 O parágrafo 29(a)(v) exige que uma entidade divulgue suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 2
baseadas em local e forneça informações sobre quaisquer instrumentos contratuais que a entidade tenha
celebrado que possam informar o entendimento dos usuários sobre as emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 2 da entidade. Para evitar dúvidas, uma entidade deverá divulgar suas emissões de gases de efeito
estufa de Escopo 2 utilizando uma abordagem baseada em local e fornecer informações sobre instrumentos
contratuais apenas se esses instrumentos existirem e informações sobre eles informarem o entendimento
dos usuários sobre as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 2 de uma entidade.
B31 Instrumentos contratuais são qualquer tipo de contrato entre uma entidade e outra parte para a compra e
venda de energia agrupada com atributos sobre a geração de energia ou para reivindicações de atributos de
energia não agrupada (reivindicações de atributos de energia não agrupada referem-se à compra e venda de
energia separada e distinta dos instrumentos contratuais de atributos de gases de efeito estufa). Vários tipos
de instrumentos contratuais estão disponíveis em diferentes mercados e a entidade pode divulgar
informações sobre suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 2 baseadas em mercado como parte de
sua divulgação.

Emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3


B32 Em conformidade com o parágrafo 29(a)(vi), uma entidade deverá divulgar informações sobre suas
emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 para permitir aos usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entender a fonte dessas emissões. A entidade deverá considerar toda a sua cadeia de valor (a
montante e a jusante) e deverá considerar todas as 15 categorias de emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 3, conforme descrito no Greenhouse Gas Protocol Corporate Value Chain (Scope 3) Accounting
and Reporting Standard (2011). De acordo com o parágrafo 29(a)(vi), a entidade deverá divulgar quais
dessas categorias estão incluídas em suas divulgações de emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3.
B33 Para evitar dúvidas, independentemente do método que uma entidade utiliza para medir suas emissões de
gases de efeito estufa, ela deverá divulgar as categorias incluídas em sua medição de emissões de gases de
efeito estufa de Escopo 3, conforme descrito no parágrafo 29(a)(vi)(1).
B34 Em conformidade com o parágrafo B11 da IFRS S1, na ocorrência de um evento significativo ou de uma
mudança significativa nas circunstâncias, uma entidade deverá reavaliar o escopo de todos os riscos e
oportunidades relacionados ao clima afetados ao longo de sua cadeia de valor, inclusive reavaliar quais
categorias do Escopo 3 e quais entidades em toda a sua cadeia de valor deverão ser incluídas na medição de
suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo3. Um evento significativo ou uma mudança significativa
nas circunstâncias pode ocorrer sem que a entidade esteja envolvida nesse evento ou mudança nas
circunstâncias ou como resultado de uma mudança no que a entidade avalia ser importante para os usuários
de relatórios financeiros para fins gerais. Por exemplo, esses eventos significativos ou mudanças
significativas nas circunstâncias podem incluir:
(a) uma mudança significativa na cadeia de valor da entidade (por exemplo, um fornecedor da cadeia
de valor da entidade faz uma mudança que altera significativamente as emissões de gases de
efeito estufa do fornecedor);
(b) uma mudança significativa no modelo de negócios, atividades ou estrutura corporativa da
entidade (por exemplo, uma fusão ou aquisição que expanda a cadeia de valor da entidade); e
(c) uma mudança significativa na exposição da entidade aos riscos e oportunidades relacionados ao
clima (por exemplo, um fornecedor da cadeia de valor da entidade é afetado pela introdução de
um regulamento relativo a emissões que a entidade não tinha previsto).
B35 Uma entidade está autorizada, mas não é obrigada, a reavaliar o escopo de qualquer risco ou oportunidade
relacionado ao clima em toda a sua cadeia de valor com mais frequência do que o exigido pelo parágrafo
B11 da IFRS S1.
B36 Em conformidade com o parágrafo B6(b) da IFRS S1, para determinar o escopo da cadeia de valor, que
inclui sua amplitude e composição, uma entidade deverá utilizar todas as informações razoáveis e
sustentáveis disponíveis na data de relatório, sem custo ou esforço indevido.
B37 Uma entidade que participe de uma ou mais atividades financeiras associadas à gestão de ativos, bancos
comerciais e seguros deverá divulgar informações adicionais sobre as emissões financiadas associadas a
essas atividades como parte da divulgação da entidade de suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo
3 (consulte os parágrafos B58–B63).

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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

Estrutura de medição de Escopo 3


B38 A medição de emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 de uma entidade provavelmente incluirá a
utilização de estimativa, em vez de incluir apenas a medição direta. Ao medir emissões de gases de efeito
estufa de Escopo 3, uma entidade deverá utilizar uma abordagem de medição, dados e premissas que
resultem em uma representação fiel dessa medição. A estrutura de medição descrita nos parágrafos B40–
B54 fornece orientações a serem utilizadas por uma entidade na preparação de suas divulgações de
emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3.
B39 Uma entidade deverá utilizar todas as informações razoáveis e sustentáveis disponíveis na data de relatório,
sem custo ou esforço indevido, ao selecionar a abordagem de medição, dados e premissas que utiliza na
medição de emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3.
B40 A medição de emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 de uma entidade depende de uma série de
dados. Esta Norma não especifica os dados que a entidade deverá utilizar para medir suas emissões de
gases de efeito estufa de Escopo 3, mas exige que a entidade priorize os dados e premissas utilizando as
seguintes caraterísticas de identificação (que não estão listadas em nenhuma ordem específica):
(a) dados baseados em medição direta (parágrafos B43–B45);
(b) dados de atividades específicas dentro da cadeia de valor da entidade (parágrafos B46–B49);
(c) dados tempestivos que representem fielmente a jurisdição e a tecnologia utilizada para a
atividade da cadeia de valor e suas emissões de gases de efeito estufa (parágrafos B50–B52); e
(d) dados verificados (parágrafos B53–B54).
B41 Uma entidade deverá aplicar a estrutura de medição de Escopo 3 para priorizar dados e premissas mesmo
quando for obrigada por uma autoridade jurisdicional ou uma bolsa na qual esteja listada a utilizar um
método diferente do Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004)
para medir suas emissões de gases de efeito estufa (consulte os parágrafos B24–B25) ou se utilizar a
isenção de transição descrita no parágrafo C4(A).
B42 A priorização por uma entidade da abordagem de medição, dados e premissas e das considerações da
entidade sobre trade-offs associados – com base nas caraterísticas descritas no parágrafo B40 – exige que a
administração aplique julgamento. Por exemplo, uma entidade pode precisar considerar os trade-offs entre
dados tempestivos e dados que são mais representativos da jurisdição e tecnologia utilizada para a atividade
da cadeia de valor e suas emissões. Dados mais recentes podem fornecer menos detalhes sobre a atividade
específica, incluindo a tecnologia utilizada na cadeia de valor e o local dessa atividade. Por outro lado,
dados mais antigos publicados com pouca frequência podem ser considerados mais representativos da
atividade específica e de suas emissões de gases de efeito estufa.

Dados baseados em medição direta


B43 Dois métodos são utilizados para quantificar as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3: medição
direta e estimativa. Desses dois métodos – e com todos os demais sendo iguais – uma entidade deverá
priorizar a medição direta.
B44 “Medição direta” refere-se ao monitoramento direto das emissões de gases de efeito estufa e, em teoria,
fornece as evidências mais precisas. No entanto, espera-se que os dados de emissões de gases de efeito
estufa de Escopo 3 incluam estimativas devido aos desafios associados à medição direta das emissões de
gases de efeito estufa de Escopo 3.
B45 A estimativa das emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 envolve cálculos aproximados de dados
com base em premissas e dados apropriados. Uma entidade que mede suas emissões de gases de efeito
estufa de Escopo 3 por meio de estimativa provavelmente utilizará dois tipos de dados:
(a) dados que representem a atividade da entidade que resulta em emissões de gases de efeito estufa
(dados de atividade). Por exemplo, a entidade pode utilizar distâncias percorridas como dados de
atividade para representar o transporte de mercadorias dentro de sua cadeia de valor.
(b) fatores de emissão que convertem dados de atividade em emissões de gases de efeito estufa. Por
exemplo, a entidade converterá a distância percorrida (dados de atividade) em dados de emissões
de gases de efeito estufa utilizando fatores de emissão.

Dados de atividades específicas dentro da cadeia de valor da entidade


B46 A medição por uma entidade de suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 será baseada em dados
obtidos diretamente de atividades específicas dentro da cadeia de valor da entidade (dados primários),

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

dados não obtidos diretamente de atividades dentro da cadeia de valor da entidade (dados secundários), ou
uma combinação de ambos.
B47 Ao medir as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 de uma entidade, é mais provável que os dados
primários sejam representativos da atividade da cadeia de valor da entidade e de suas emissões de gases de
efeito estufa do que os dados secundários. Portanto, a entidade deverá priorizar – com todos os demais
sendo iguais – o uso de dados primários.
B48 Dados primários referentes a emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 incluem dados fornecidos por
fornecedores ou outras entidades da cadeia de valor relacionados com atividades específicas da cadeia de
valor de uma entidade. Por exemplo, dados primários podem ser obtidos a partir de leituras de medidores,
contas de serviços públicos ou outros métodos que representam atividades específicas da cadeia de valor da
entidade. Dados primários podem ser coletados internamente (por exemplo, por meio de registros próprios
da entidade) ou externamente de fornecedores e outros parceiros da cadeia de valor (por exemplo, fatores
de emissão específicos do fornecedor para bens ou serviços adquiridos). Dados de atividades específicas
dentro da cadeia de valor de uma entidade fornecem uma representação mais precisa das atividades
específicas da cadeia de valor da entidade e, portanto, fornecerão uma melhor base para medir as emissões
de gases de efeito estufa de Escopo 3 da entidade.
B49 Dados secundários referentes a emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 são dados que não são
obtidos diretamente de atividades específicas dentro da cadeia de valor de uma entidade. Dados secundários
são geralmente fornecidos por outros fornecedores de dados e incluem dados médios do setor (por exemplo,
a partir de bases de dados publicadas, estatísticas governamentais, estudos de literatura e associações do
setor). Dados secundários incluem dados utilizados para aproximar os fatores de atividade ou de emissão.
Além disso, dados secundários incluem dados primários de uma atividade específica (dados proxy)
utilizados para estimar as emissões de gases de efeito estufa de outra atividade. Se uma entidade utilizar
dados secundários para medir suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3, ela deverá considerar
em que medida os dados representam fielmente as atividades da entidade.

Dados tempestivos que representam fielmente a jurisdição e a tecnologia utilizada


para a atividade da cadeia de valor e suas emissões de gases de efeito estufa
B50 Se uma entidade utilizar dados secundários, ela deverá priorizar o uso de dados de atividade ou de emissões
que se baseiem ou representem a tecnologia utilizada na atividade da cadeia de valor que os dados
pretendem representar. Por exemplo, uma entidade pode obter dados primários de suas atividades (por
exemplo, o modelo específico da aeronave, a distância percorrida e a classe de viagem utilizada pelos
funcionários durante a viagem) e então utilizar dados secundários que representem as emissões de gases de
efeito estufa decorrentes dessas atividades para converter os dados primários em uma estimativa de suas
emissões de gases de efeito estufa provenientes das viagens aéreas.
B51 Se uma entidade utilizar dados secundários, ela deverá priorizar dados de atividade ou de emissões que se
baseiem ou representem a jurisdição em que a atividade ocorreu. Por exemplo, uma entidade deverá
priorizar os fatores de emissão relacionados à jurisdição em que a entidade opera ou em que a atividade
tenha ocorrido.
B52 Se uma entidade utilizar dados secundários, ela deverá priorizar dados de atividade ou de emissões que
sejam tempestivos e representativos da atividade da cadeia de valor da entidade durante o período de
relatório. Em algumas jurisdições, e para algumas tecnologias, dados secundários são coletados anualmente
e, portanto, os dados provavelmente serão representativos da prática atual da entidade. No entanto, algumas
fontes de dados secundários dependem de informações coletadas em um período de relatório diferente do
período de relatório da própria entidade.

Dados verificados
B53 Uma entidade deverá priorizar os dados verificados de emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3. A
verificação pode fornecer aos usuários de relatórios financeiros para fins gerais a confiança de que as
informações são completas, neutras e precisas.
B54 Dados verificados podem incluir dados que foram verificados interna ou externamente. A verificação pode
ocorrer de várias maneiras, incluindo verificação no local, revisão de cálculos ou verificação cruzada de
dados com outras fontes. No entanto, em alguns casos, uma entidade pode não conseguir verificar suas
emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 sem custo ou esforço indevido. Por exemplo, a entidade
pode ser impedida de obter um conjunto completo de dados verificados devido ao volume de dados ou
porque os dados são obtidos de entidades da cadeia de valor separadas por muitos níveis da entidade que
reporta, ou seja, entidades com as quais a entidade que reporta não interage diretamente. Nesses casos, uma
entidade pode precisar utilizar dados não verificados.

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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

Divulgação de dados para as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3


B55 Uma entidade deverá divulgar informações sobre a abordagem de medição, dados e premissas que utiliza
para medir as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3, em conformidade com o parágrafo 29(a)(iii).
Essa divulgação deverá incluir informações sobre as caraterísticas dos dados introduzidos, conforme
descrito no parágrafo B40. O objetivo dessa divulgação é fornecer aos usuários de relatórios financeiros
para fins gerais informações sobre como a entidade priorizou os dados da mais alta qualidade disponíveis,
que representam fielmente a atividade da cadeia de valor e suas emissões de gases de efeito estufa de
Escopo 3. Essa divulgação também ajuda os usuários de relatórios financeiros para fins gerais a entender
por que razão a abordagem de medição, dados e premissas que a entidade utiliza para estimar suas emissões
de gases de efeito estufa de Escopo 3 são relevantes.
B56 Como parte do requisito previsto no parágrafo 29(a)(iii), e para refletir como uma entidade prioriza os
dados do Escopo 3 de acordo com a estrutura de medição estabelecida nos parágrafos B40–B54, a entidade
deverá divulgar informações que permitam aos usuários de relatórios financeiros para fins gerais entender:
(a) até que ponto as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 da entidade são medidas
utilizando dados de atividades específicas dentro da cadeia de valor da entidade; e
(b) até que ponto as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 da entidade são medidas
utilizando dados verificados.
B57 Esta Norma inclui o pressuposto de que as emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3 podem ser
estimadas de forma confiável utilizando dados secundários e médias do setor. Nos raros casos em que uma
entidade determina como sendo impraticável estimar suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3,
ela deverá divulgar a forma como está gerenciando suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3. A
aplicação de um requisito é impraticável quando uma entidade não puder aplicá-lo depois de empreender
todos os esforços razoáveis para tanto.

Emissões financiadas
B58 As entidades que participam de atividades financeiras enfrentam riscos e oportunidades relacionados às
emissões de gases de efeito estufa associadas a essas atividades. Contrapartes, mutuários ou investidas com
maiores emissões de gases de efeito estufa podem ser suscetíveis a riscos associados a mudanças
tecnológicas, mudanças na oferta e demanda e mudança de política, que por sua vez podem afetar a
instituição financeira que presta serviços financeiros a essas entidades. Esses riscos e oportunidades podem
surgir sob a forma de risco de crédito, risco de mercado, risco de reputação e outros riscos financeiros e
operacionais. Por exemplo, o risco de crédito pode surgir com relação ao financiamento de clientes afetados
por impostos de carbono, regulamentos de eficiência de combustível ou outras políticas cada vez mais
rigorosas; o risco de crédito também pode surgir por meio de mudanças tecnológicas. O risco de reputação
pode surgir do financiamento de projetos de combustíveis fósseis. Entidades que participam de atividades
financeiras, incluindo bancos comerciais e de investimento, gestores de ativos e seguradoras, estão cada vez
mais monitorando e gerenciando esses riscos por meio da medição de suas emissões financiadas. Essa
medição serve como um indicador da exposição de uma entidade aos riscos e oportunidades relacionados
ao clima e de como a entidade pode precisar adaptar suas atividades financeiras ao longo do tempo.
B59 O Parágrafo 29 (a)(i)(3) exige que uma entidade divulgue suas emissões brutas absolutas de efeito estufa de
Escopo 3 geradas durante o período de relatório, incluindo as emissões a montante e a jusante. Uma
entidade que participa de uma ou mais das seguintes atividades financeiras deverá divulgar informações
adicionais e específicas sobre suas emissões de Categoria 15 ou sobre emissões associadas a seus
investimentos, que também são conhecidas como “emissões financiadas”:
(a) gestão de ativos (consulte o parágrafo B61);
(b) banco comercial (consulte o parágrafo B62); e
(c) seguro (consulte o parágrafo B63).
B60 Uma entidade deverá aplicar os requisitos de divulgação de emissões de gases de efeito estufa nos termos
do parágrafo 29(a) ao divulgar informações sobre suas emissões financiadas.

Gestão de ativos
B61 Uma entidade que participa em atividades de gestão de ativos deverá divulgar:
(a) suas emissões brutas absolutas financiadas, desagregadas por emissões de gases de efeito estufa
de Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3.

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(b) para cada um dos itens desagregados no parágrafo B61, o valor total dos ativos sob gestão (assets
under management - AUM) incluído na divulgação de emissões financiadas, expresso na moeda
de apresentação das demonstrações financeiras da entidade.
(c) a porcentagem do AUM total da entidade incluída no cálculo de emissões financiadas. Se a
porcentagem for inferior a 100%, a entidade deverá divulgar informações que expliquem as
exclusões, incluindo tipos de ativos e valor associado de AUM.
(d) a metodologia utilizada para calcular as emissões financiadas, incluindo o método de alocação
que a entidade utilizou para atribuir sua parcela de emissões em relação à dimensão dos
investimentos.

Banco comercial
B62 Uma entidade que participa de atividades bancárias comerciais deverá divulgar:
(a) suas emissões financiadas brutas absolutas, desagregadas por emissões de gases de efeito estufa
de Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3 para cada setor por classe de ativos. Ao desagregar por:
(i) setor – a entidade deverá utilizar o código de nível industrial de 6 dígitos do Padrão
Global de Classificação Industrial (GICS) para classificar as contrapartes, refletindo a
versão mais recente do sistema de classificação disponível na data de relatório.
(ii) classe de ativos – a divulgação deverá incluir empréstimos, financiamento de projetos,
títulos, investimentos de capital e compromissos de empréstimos não sacados. Se a
entidade calcular e divulgar emissões financiadas para outras classes de ativos, ela
deverá incluir uma explicação do motivo pelo qual a inclusão dessas classes de ativos
adicionais fornece informações relevantes aos usuários de relatórios financeiros para
fins gerais.
(b) sua exposição bruta para cada setor por classe de ativos, expressa na moeda de apresentação das
demonstrações financeiras da entidade. Para:
(i) valores financiados – a exposição bruta deverá ser calculada como os valores contábeis
financiados (antes de subtrair a provisão para perdas, quando aplicável), de acordo com
as Normas Contábeis IFRS ou com outros GAAP.
(ii) compromissos de empréstimo não sacados – a entidade deverá divulgar o valor total do
compromisso separadamente da parte sacada dos compromissos de empréstimos.
(c) a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões financiadas. A
entidade deverá:
(i) se a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões
financiadas for inferior a 100%, divulgar informações que expliquem as exclusões,
incluindo o tipo de ativos excluídos.
(ii) para valores financiados, excluir da exposição bruta todos os impactos dos atenuantes
de risco, se aplicável.
(iii) divulgar separadamente a porcentagem de seus compromissos de empréstimos não
sacados incluídos no cálculo de emissões financiadas.
(d) a metodologia utilizada pela entidade para calcular suas emissões financiadas, incluindo o
método de alocação que a entidade utilizou para atribuir a sua parcela de emissões com relação à
dimensão de sua exposição bruta.

Seguro
B63 Uma entidade que participa de atividades financeiras associadas ao setor de seguros deverá divulgar:
(a) suas emissões financiadas brutas absolutas, desagregadas por emissões de gases de efeito estufa
de Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3 para cada setor por classe de ativos. Ao desagregar por:
(i) setor – a entidade deverá utilizar o código de nível industrial de 6 dígitos do Padrão
Global de Classificação Industrial (GICS) para classificar as contrapartes, refletindo a
versão mais recente do sistema de classificação disponível na data de relatório.
(ii) classe de ativos – a divulgação deverá incluir empréstimos, obrigações e investimentos
de capital, bem como compromissos de empréstimo não sacados. Se a entidade
calcular e divulgar emissões financiadas de outras classes de ativos, ela deverá incluir

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NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

uma explicação do motivo pelo qual a inclusão dessas classes de ativos adicionais
fornece informações relevantes aos usuários de relatórios financeiros para fins gerais.
(b) a exposição bruta de cada setor por classe de ativos, expressa na moeda de apresentação das
demonstrações financeiras da entidade. Para:
(i) valores financiados – a exposição bruta deverá ser calculada como os valores contábeis
financiados (antes de subtrair a provisão para perdas, quando aplicável), de acordo com
as Normas Contábeis IFRS ou outros GAAP.
(ii) compromissos de empréstimo não sacados – a entidade deverá divulgar o valor total do
compromisso separadamente da parte sacada dos compromissos de empréstimos.
(c) a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões financiadas. A
entidade deverá:
(i) se a porcentagem da exposição bruta da entidade incluída no cálculo de emissões
financiadas for inferior a 100%, divulgar informações que expliquem as exclusões,
incluindo o tipo de ativos excluídos.
(ii) divulgar separadamente a porcentagem de seus compromissos de empréstimo não
sacados incluídos no cálculo de emissões financiadas.
(d) a metodologia utilizada pela entidade para calcular suas emissões financiadas, incluindo o
método de alocação que a entidade utilizou para atribuir a sua parcela de emissões com relação à
dimensão de sua exposição bruta.

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Categorias métricas intersetoriais (parágrafo 29(b)–(g))


B64 Além de informações sobre as emissões de gases de efeito estufa de uma entidade, a entidade deverá
divulgar informações relevantes para as categorias métricas intersetoriais estabelecidas no parágrafo 29(b)–
(g).
B65 Ao preparar as divulgações para cumprir os requisitos previstos no parágrafo 29(b)–(g), uma entidade
deverá:
(a) considerar os horizontes de tempo sobre os quais os efeitos dos riscos e oportunidades
relacionados ao clima podem razoavelmente ocorrer, descritos nos termos do parágrafo 10.
(b) considerar se, no modelo de negócios e na cadeia de valor da entidade, estão concentrados os
riscos e oportunidades relacionados ao clima (por exemplo, áreas geográficas, instalações ou
tipos de ativos) (consulte o parágrafo 13).
(c) considerar as informações divulgadas em conformidade com o parágrafo 16(a)–(b) com relação
aos efeitos dos riscos e oportunidades relacionados ao clima na posição financeira, desempenho
financeiro e fluxos de caixa da entidade para o período de relatório.
(d) considerar se as métricas baseadas no setor, conforme descrito no parágrafo 32 – incluindo as
definidas em uma Norma IFRS de Divulgação de Sustentabilidade aplicável ou aquelas que de
outra forma cumprem os requisitos da IFRS S1 – podem ser utilizadas para satisfazer os
requisitos no todo ou em parte.
(e) considerar as conexões entre as informações divulgadas para cumprir os requisitos previstos no
parágrafo 29(b)–(g) com as informações divulgadas nas respectivas demonstrações financeiras,
nos termos do parágrafo 21(b)(ii) da IFRS S1. Essas conexões incluem a consistência nos dados e
premissas utilizados – na medida do possível – e as ligações entre os valores divulgados nos
termos do parágrafo 29(b)–(g) e os valores reconhecidos e divulgados nas demonstrações
financeiras. Por exemplo, uma entidade consideraria se o valor contábil dos ativos utilizados é
consistente com os valores incluídos nas demonstrações financeiras e explicaria as conexões
entre as informações nessas divulgações e os valores nas demonstrações financeiras.

30 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

Metas relacionadas ao clima (parágrafos 33–37)

Caraterísticas de uma meta relacionada ao clima


B66 O parágrafo 33 exige que uma entidade divulgue as metas quantitativas ou qualitativas relacionadas ao
clima que estabeleceu, e qualquer uma cujo cumprimento seja exigido por lei ou regulamento, incluindo
quaisquer metas de emissões de gases de efeito estufa. Ao divulgar essas metas relacionadas ao clima, a
entidade deverá divulgar informações sobre as caraterísticas dessas metas, conforme descrito no parágrafo
33(a)–(h). Se a meta relacionada ao clima for quantitativa, uma entidade deverá descrever se a meta é uma
meta absoluta ou uma meta de intensidade. Uma meta absoluta é definida como um valor total de uma
medida ou uma mudança no valor total de uma medida, enquanto que uma meta de intensidade é definida
como um índice de uma medida, ou uma mudança no índice de uma medida, para uma métrica de negócios.
B67 Ao identificar e divulgar a métrica utilizada para definir uma meta relacionada ao clima e medir o
progresso, uma entidade deverá considerar as métricas intersetoriais e as métricas baseadas no setor. Se a
métrica tiver sido desenvolvida pela entidade para medir o progresso em relação a uma meta, a entidade
deverá divulgar informações sobre essa métrica de acordo com o parágrafo 50 da IFRS S1.

Metas de emissões de gases de efeito estufa


Metas brutas e líquidas de emissões de gases de efeito estufa
B68 Se uma entidade tiver uma meta de emissões de gases de efeito estufa, ela deverá especificar se a meta é
uma meta bruta de emissões de gases de efeito estufa ou uma meta líquida de emissões de gases de efeito
estufa. Metas brutas de emissões de gases de efeito estufa refletem as mudanças totais nas emissões de
gases de efeito estufa planejadas dentro da cadeia de valor da entidade. Metas líquidas de emissões de gases
de efeito estufa são as emissões brutas de gases de efeito estufa da meta da entidade menos quaisquer
esforços planejados de compensação (por exemplo, o uso planejado da entidade de créditos de carbono para
compensar suas emissões de gases de efeito estufa).
B69 O parágrafo 36(c) especifica que, se uma entidade tiver uma meta líquida de emissões de gases de efeito
estufa, ela deverá divulgar também uma meta bruta de emissões de gases de efeito estufa. Para evitar
dúvidas, se a entidade divulgar uma meta líquida de emissões de gases de efeito estufa, essa meta não pode
ocultar informações sobre suas metas brutas de emissões de gases de efeito estufa.

Créditos de carbono
B70 O parágrafo 36(e) exige que uma entidade descreva seu uso planejado de créditos de carbono – que são
instrumentos transferíveis ou negociáveis – para compensar as emissões a fim de atingir quaisquer metas
líquidas de emissões de gases de efeito estufa que a entidade tenha estabelecido, ou qualquer uma cujo
cumprimento seja exigido por lei ou regulamento. Quaisquer informações sobre o uso planejado de créditos
de carbono deverão demonstrar claramente até que ponto esses créditos de carbono são usados para atingir
as metas líquidas de emissões de gases de efeito estufa.
B71 Em conformidade com o parágrafo 36(e), uma entidade deverá divulgar apenas o uso planejado de créditos
de carbono. No entanto, como parte dessa divulgação, a entidade também pode incluir informações sobre
créditos de carbono já comprados que ela está planejando usar para cumprir sua meta líquida de emissões
de gases de efeito estufa, se as informações permitirem que os usuários de relatórios financeiros para fins
gerais entendam a meta de emissões de gases de efeito estufa da entidade.

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

Apêndice C
Data de vigência e transição
Este apêndice constitui parte integrante da IFRS S2 e tem a mesma autoridade que as outras partes da Norma.

Data de vigência
C1 Uma entidade deverá aplicar esta Norma para períodos de relatório anual iniciados a partir de 1º de janeiro
de 2024. A aplicação antecipada é permitida. Se uma entidade aplicar esta Norma antecipadamente, ela
deverá divulgar esse fato e aplicar a IFRS S1 Requisitos Gerais para Divulgação de Informações
Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade ao mesmo tempo.
C2 Para efeitos da aplicação dos parágrafos C3–C5, a data de aplicação inicial é o início do período de
relatório anual em que uma entidade aplica esta Norma pela primeira vez.

Transição
C3 Uma entidade não é obrigada a fornecer as divulgações especificadas nesta Norma para qualquer período
anterior à data da aplicação inicial. Consequentemente, uma entidade não é obrigada a divulgar
informações comparativas no primeiro período de relatório anual em que aplica esta Norma.
C4 No primeiro período de relatório anual em que uma entidade aplica esta Norma, a entidade está autorizada a
utilizar uma ou ambas destas isenções:
(a) se, no período de relatório anual imediatamente anterior à data de aplicação inicial desta Norma,
a entidade utilizar outro método para medir suas emissões de gases de efeito estufa que não o
Greenhouse Gas Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard (2004), ela estará
autorizada a continuar utilizando esse outro método; e
(b) uma entidade não é obrigada a divulgar suas emissões de gases de efeito estufa de Escopo 3
(consulte o parágrafo 29(a)), o que inclui, se a entidade participar de atividades de gestão de
ativos, banco comercial ou seguros, as informações adicionais sobre suas emissões financiadas
(consulte o parágrafo 29(a)(vi)(2) e parágrafos B58–B63).
C5 Se uma entidade utilizar a isenção prevista no parágrafo C4(a) ou no parágrafo c4(b), ela estará autorizada a
continuar utilizando essa isenção para efeitos de apresentação dessas informações como informações
comparativas nos períodos de relatório subsequentes.

32 © IFRS Foundation
NORMAS IFRS DE DIVULGAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE

Aprovação pelo ISSB da IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima


emitida em junho de 2023
A IFRS S2 Divulgações Relacionadas ao Clima foi aprovada para emissão por todos os 14 membros do International
Sustainability Standards Board.
Emmanuel Faber Presidente
Jingdong Hua Vice-Presidente
Suzanne Lloyd Vice-Presidente
Richard Barker
Jenny Bofinger-Schuster
Verity Chegar
Jeffrey Hales
Michael Jantzi
Hiroshi Komori
Bing Leng
Ndidi Nnoli-Edozien
Tae-Young Paik
Veronika Pountcheva
Elizabeth Seeger

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IFRS S2 DIVULGAÇÕES RELACIONADAS AO CLIMA – JUNHO DE 2023

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Tel +44 (0) 20 7246 6410


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