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Crupe Bacteriana em Crianças

O documento aborda a laringotraqueíte, destacando seus sintomas, agentes causadores e a importância do tratamento com corticosteroides e adrenalina. A condição afeta principalmente crianças de 1 a 6 anos, apresentando sintomas como tosse e estridor, e pode evoluir para complicações mais graves. Também menciona diagnósticos diferenciais e o crupe espasmódico, que ocorre em crianças mais novas sem febre, e a traqueíte bacteriana, que se assemelha ao crupe.

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Crupe Bacteriana em Crianças

O documento aborda a laringotraqueíte, destacando seus sintomas, agentes causadores e a importância do tratamento com corticosteroides e adrenalina. A condição afeta principalmente crianças de 1 a 6 anos, apresentando sintomas como tosse e estridor, e pode evoluir para complicações mais graves. Também menciona diagnósticos diferenciais e o crupe espasmódico, que ocorre em crianças mais novas sem febre, e a traqueíte bacteriana, que se assemelha ao crupe.

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Crupe – Laringotraqueíte:

Se houver comprometimento de bronquíolos associado ao de laringe e traqueia, além dos


sintomas de crupe, haverá tempo expiratório prolongado e sibilos, caracterizando
laringotraqueobronquite.
Principais agentes os vírus parainfluenza (tipos 1, 2 e 3), influenza A e B e vírus respiratório
sincicial. Em crianças maiores de 5 anos, tem importância etiológica o Mycoplasma
pneumoniae. Acomete crianças de 1 a 6 anos de idade, com pico de incidência aos 18 meses,
predominantemente no sexo masculino. Em lactentes, 1 mm de edema na região subglótica
causa 50% de diminuição do calibre da traqueia, gerando estridor inspiratório.
A doença inicia-se com rinorreia clara, faringite, tosse leve e febre baixa. Após 12 a 48 horas,
iniciam-se os sintomas de obstrução de vias aéreas superiores, caracterizados, na síndrome
do crupe, com progressão dos sinais de insuficiência respiratória e aumento na temperatura
corpórea. Os sintomas geralmente se resolvem em 3 a 7 dias. A duração da doença nos
casos mais graves pode atingir até 14 dias. Crianças com manipulação anterior das vias
aéreas superiores (cirurgias, entubação prévia) ou doenças prévias nessas mesmas vias
necessitam de abordagem mais cuidadosa.
A oximetria de pulso deve ser realizada em todas as crianças com estridor, sendo importante
salientar que a saturação normal de oxigênio pode gerar impressão falsa de baixo risco
associado à doença.

Corticosteroides:
O uso de corticosteroides comprovadamente reduz a gravidade dos sintomas, reduz a
necessidade e a duração da hospitalização. O início de ação rápido dessas drogas sugere um
possível papel de vasoconstrição e redução da permeabilidade vascular, com melhor influxo
de ar pela via aérea doente. O uso da dexametasona, por ser um potente glicocorticoide e ter
longo período de ação (maior que 48 horas). Pode ser administrada tanto de forma oral
quanto parenteral, em dose única, variando de 0,15 mg/kg (crupe leve) até 0,6 mg/kg (crupe
grave). A budesonida inalatória reduz os sintomas de gravidade do crupe.

Adrenalina:
Seu mecanismo de ação ocorre por meio de estímulo de receptores alfa-adrenérgicos, com
subsequente constrição de capilares arteriolares. A epinefrina inalatória tem um efeito
ultrarrápido nos sintomas do crupe, diminuindo quase que instantaneamente o estridor e os
sintomas de falência respiratória. Como o efeito da medicação é breve (2 horas). Doses da
epinefrina inalatória podem ser repetidas a cada 2 horas, nos casos de falência respiratória,
há relato de criança saudável, com crupe grave, que desenvolveu taquicardia ventricular e
infarto do miocárdio.
As indicações de epinefrina incluem: crupe moderado ou grave e crianças com procedimento
ou manipulação prévias da via aérea superior. A dose para inalação é 0,5 mL/kg de
epinefrina até dose máxima de 5 mL (5 ampolas) de epinefrina não diluída por dose.
Caso seja necessário entubação: A cânula traqueal deve ter 0,5 mm a menos de diâmetro
interno do que o diâmetro ideal calculado para a idade da criança.
Diagnósticos diferenciais:
Os diagnósticos diferenciais do crupe viral são edema angioneurótico, aspiração de corpo
estranho, traqueíte bacteriana, abscesso retrofaríngeo ou peritonsilar, mononucleose
infecciosa, traqueíte bacteriana e supraglotite infecciosa.

Crupe espasmódico:
Acomete crianças de 3 meses a 3 anos de idade. A criança mantém-se em bom estado geral
e inicia sintomas de resfriado comum. À noite, a criança acorda com dispneia súbita,
rouquidão, tosse ladrante e estridor inspiratório. Não há presença de febre e, em geral, a
criança melhora após ser acalmada e usar nebulização.
Se não houver resolução espontânea dos sintomas, pode ser feito o mesmo tratamento da
laringotraqueíte viral. Não está indicado o uso de anti-histamínicos, anti-inflamatórios não
hormonais ou inalação com vasoconstritores nasais.

Traqueíte bacteriana:
Apresenta-se clinicamente como uma obstrução grave da via aérea superior, caracterizando
síndrome do crupe. São sinônimos da doença: crupe membranoso, crupe
pseudomembranoso ou laringotraqueobronquite membranosa.

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