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Embargos de Declaração: Apelação Cível RJ

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou provimento aos embargos de declaração opostos pelo Município do Rio de Janeiro em um caso de indenização por danos morais devido à morte de uma recém-nascida. O relator destacou que não houve omissão, contradição ou obscuridade no acórdão anterior, e que os embargos visavam apenas reexaminar a causa, o que não é permitido. A decisão reafirmou a responsabilidade objetiva do município e a adequação da indenização fixada.

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Embargos de Declaração: Apelação Cível RJ

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou provimento aos embargos de declaração opostos pelo Município do Rio de Janeiro em um caso de indenização por danos morais devido à morte de uma recém-nascida. O relator destacou que não houve omissão, contradição ou obscuridade no acórdão anterior, e que os embargos visavam apenas reexaminar a causa, o que não é permitido. A decisão reafirmou a responsabilidade objetiva do município e a adequação da indenização fixada.

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624

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro


16ª Câmara de Direito Privado

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA APELAÇÃO CÍVEL – PROCESSO Nº


0177011-47.2019.8.19.0001
EMBARGANTE: MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
EMBARGADOS: JAQUELINE SALGUEIRO DA SILVA E RENAN CORRÊA
QUEIROZ SIQUEIRA
RELATOR: DESEMBARGADOR CARLOS GUSTAVO DIREITO

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AÇÃO


INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS.
MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. MORTE
DE RECÉM-NASCIDA. SENTENÇA DE
PROCEDÊNCIA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO,
CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE. MATÉRIA
RECURSAL SUFICIENTE E
EXAUSTIVAMENTE ANALISADA NO
ACÓRDÃO. INEXISTÊNCIA DE
CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES DO ART.
1.022 DO CPC/2015. EFEITOS MODIFICATIVOS
AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO SÃO
ACEITOS TÃO SOMENTE QUANDO HOUVER
ERRO MATERIAL SOBRE FATO OU
CIRCUNSTÂNCIA RELEVANTE E COM
REPERCUSSÃO SOBRE O RESULTADO DO
JULGADO. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES
STJ E DESTA CORTE DE JUSTIÇA. NEGADO
PROVIMENTO AO RECURSO.

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos dos Embargos de Declaração na


Apelação Cível nº 0177011-47.2019.8.19.0001, em que figura como embargante
MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO e embargados JAQUELINE SALGUEIRO DA
SILVA E RENAN CORRÊA QUEIROZ SIQUEIRA.

Acordam, por unanimidade de votos, os Desembargadores que compõem a 16ª


Câmara de Direito Privado do Tribunal do Estado do Rio de Janeiro, em negar provimento
ao recurso, nos termos do voto do Relator.

16ª Câmara de Direito Privado


Embargos de Declaração na Apelação Cível nº 0177011-47.2019.8.19.0001 MG

CARLOS GUSTAVO VIANNA DIREITO:21710 Assinado em 28/04/2023 16:14:37


Local: GAB. DES CARLOS GUSTAVO VIANNA DIREITO
625

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16ª Câmara de Direito Privado

RELATÓRIO

Embargos de Declaração opostos pelo MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO


alegando em suma omissão no acórdão embargado.

Ausência de contrarrazões certificada às fls.618.

É o relatório.

O recurso é tempestivo e estão presentes os demais requisitos de admissibilidade.

Não assiste razão ao embargante.

Cumpre, inicialmente, transcrever a ementa do acórdão embargado (index 547), de


modo a facilitar a compreensão das alegações recursais:

“APELAÇÕES CÍVEIS. RECURSO ADESIVO. AÇÃO


INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS. MUNICÍPIO DO
RIO DE JANEIRO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA.
MORTE DE RECÉM-NASCIDA. SENTENÇA DE
PROCEDÊNCIA, CONDENANDO O RÉU AO PAGAMENTO
DE R$ 100.000,00 (CEM MIL REAIS) A TÍTULO DE DANOS
MORAIS PARA CADA AUTOR ALÉM DE
PENSIONAMENTO. IRRESIGNAÇÃO DAS PARTES.
AUTORES QUE BUSCAM A MAJORAÇÃO DO QUANTUM.
RÉU QUE SUSTENTA A AUSÊNCIA DE PROVAS NO
SENTIDO DE CARACTERIZAR A FALHA NA PRESTAÇÃO
DO SERVIÇO DE SAÚDE. SUBSIDIARIAMENTE, PUGNA
PELA REDUÇÃO DA VERBA INDENIZATÓRIA. LAUDO
PERICIAL CONCLUSIVO ACERCA DA FALHA NA
PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA NA FORMA DO ARTIGO 37, §6º, DA CF/88.
DANO MORAL CONFIGURADO. VERBA INDENIZATÓRIA
CORRETAMENTE ARBITRADA OBSERVÂNCIA AOS
CRITÉRIOS DA RAZOABILIDADE E
PROPORCIONALIDADE COM RELAÇÃO AO CASO
CONCRETO, ESTANDO O RESPECTIVO QUANTUM EM
CONSONÂNCIA AO ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL
DO STJ. MANUTENÇÃO DO PENSIONAMENTO. FAMÍLIA
DE BAIXA RENDA. ENTENDIMENTO DO STJ E DESTA
CORTE DE JUSTIÇA. TAXA JUDICIÁRIA DEVIDA NA
FORMA DO VERBETE SUMULAR Nº 145 DO TJRJ.
NEGADO PROVIMENTO AOS RECURSOS.”

Os embargos de declaração constituem-se em uma modalidade recursal que visa a


correção de despachos, decisões interlocutórias, sentenças ou acórdãos, de modo a
esclarecer obscuridades e sanar contradições e omissões, exclusivamente nas hipóteses
estabelecidas no artigo 1.022 e § único, do CPC/2015.
16ª Câmara de Direito Privado
Embargos de Declaração na Apelação Cível nº 0177011-47.2019.8.19.0001 MG
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16ª Câmara de Direito Privado

Das alegações do embargante, verifica que se trata de verdadeira pretensão de


rejulgamento da causa, e os efeitos modificativos aos embargos de declaração são aceitos
tão somente quando houver erro material sobre fato ou circunstância relevante e com
repercussão sobre o resultado do julgado, e não por ter o acórdão firmado entendimento
jurídico contrário ao sustentado pela embargante, o que é a presente hipótese.

Assevere-se que o STJ já pacificou entendimento sobre o tema. Nesse sentido:

“EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE


DIVERGÊNCIA NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OBSCURIDADE. AUSÊNCIA DE
VÍCIO. INVIABILIDADE.
Os embargos declaratórios não constituem recurso de revisão, sendo inadmissíveis se a
decisão embargada não padecer dos vícios que autorizariam a sua oposição (obscuridade,
contradição e omissão).
Embargos de declaração rejeitados.
(EDcl no AgRg nos EAREsp 1826045/RJ, Rel. Ministro JESUÍNO RISSATO
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJDFT), TERCEIRA SEÇÃO, julgado em
10/11/2021, DJe 12/11/2021)”

"Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente - a pretexto


de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição - vem a utilizá-
los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa"
(STF, RMS 26259 AgR-ED, Rel. Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, Dje 05/06/2009).”

“Salvo situações excepcionais, ainda que para efeito de prequestionamento, "não pode ser
conhecido recurso que sob o rótulo de embargos declaratórios pretende substituir a decisão
recorrida por outra. Os embargos declaratórios são apelos de integração - não de
substituição" (STJ, REsp 143471 ED, Rel. Ministro Humberto Gomes de Barros, Primeira
Turma, Dje 09/03/1998).”

“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIO


CATALOGADO NO ART. 535 DO CPC.
1. Não prospera recurso que, sob o rótulo de embargos declaratórios, pretende substituir a
decisão recorrida por outra.
2. Como consignado na decisão que rejeitou liminarmente os embargos de divergência, a ora
embargante não demonstrou o suposto dissídio quanto aos paradigmas da Segunda Turma
com as formalidades exigidas pelo arts. 255 e 266 do RISTJ.
3. Embargos de declaração rejeitados.
(EDcl nos EDcl no AgRg nos EREsp 433.404/SC, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL
MARQUES, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 27/08/2008, DJe 09/09/2008)”

In casu, da análise dos presentes embargos, não se verifica no acórdão embargado


quaisquer vícios, haja vista a manifestação clara e suficiente sobre os motivos da decisão,
não havendo que se falar em omissão.

Confiram-se os seguintes trechos:

“(...) Extrai-se dos autos, em síntese, que a menor, 14 (catorze) dias após o nascimento,
precisou de atendimento médico, tendo alta hospitalar sem que fosse diagnosticada com qualquer
enfermidade (fls. 115) após atendimento médico que durou menos de 10 (dez) minutos. Por conseguinte, a
recém-nascida veio a óbito com causa mortis “Asfixia por Bronco aspiração”.

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Importante registrar a conclusão emitida pela perita, em seu lado de fls. 230/238, com os
seguintes dizeres:

Em conclusão:

• Houve falha no atendimento pelo hospital réu ao liberar um recém-nascido


com esforço respiratório e febre, condições que demandam admissão hospitalar para início de
tratamento empírico e investigação de infeção. É provável que essa falha tenha contribuído para o episódio
de broncoaspiração que levou ao óbito da filha dos autores já que a presença de esforço respiratório
pode predispor à aspiração durante alimentação.

• Entretanto, não há como afirmar com certeza que esta tenha sido a causa da
broncoaspiração, pois não há relato na necropsia de patologias como pneumonia ou outra infecção
pudessem justificar uma causa básica para a broncoaspiração e este evento também pode
ocorrer em recém-nascidos durante a alimentação, mesmo sem fatores predisponentes.

Nesta toada, o laudo pericial foi conclusivo em afirmar que houve falha no atendimento
pelo hospital de responsabilidade do apelante, e que esta falha provavelmente contribuiu para o
episódio de broncoaspiração que levou ao óbito da filha dos autores.(...)”

Deveras, a perita concluiu que houve falha em liberar o recém-nascido, destacando


que tal atuar provavelmente contribuiu para o episódio de broncoaspiração que resultou em
seu óbito.

Com efeito, segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, revelam-se


improcedentes os embargos declaratórios em que as questões levantadas traduzem
inconformismo com o teor da decisão embargada, pretendendo rediscutir matérias já
decididas, sem demonstrar omissão, contradição ou obscuridade. Por sua vez, a contradição
que dá ensejo a embargos de declaração é a que se estabelece no âmbito interno do julgado
embargado, ou seja, a contradição do julgado consigo mesmo, como quando, por exemplo,
o dispositivo não decorre logicamente da fundamentação (EDRESP 634.126/RJ, 3a Turma,
Min. Carlos Alberto Menezes Direito, DJ de 17.10.2005; EDRESP 742.375/BA, 2a Turma,
Min. Castro Meira, DJ de 10.10.2005).

Ademais, não obstante a Súmula nº 98 do STJ prever que os embargos de declaração


opostos com notório propósito de prequestionamento não têm caráter protelatório, não
assiste razão ao embargante, posto que, ainda que seja seu intento satisfazer esse requisito,
dispensados não estão de comprovar, de forma subsistente, os vícios legais que maculam
o julgado.

Em que pesem os argumentos da recorrente, a jurisprudência do STJ é pacífica no


sentido de não ser possível o manejo dos embargos de declaração apenas para o fim de
prequestionamento, sem a indicação fundamentada de alguma das teses legais de
cabimento deste recurso. Nesse sentido:

“PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO


AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE
SEGURANÇA. ANISTIA POLÍTICA. PRETENSÃO DE SOBRESTAMENTO DO PROCESSO
EM FACE DA AFETAÇÃO DO TEMA 839 NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RE
817.338/DF). FALTA DE DETERMINAÇÃO NESSE SENTIDO E AUSÊNCIA DE

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DEMONSTRAÇÃO DE PREJUDICIALIDADE. ART. 1.022 DO CPC/2015. ERRO


MATERIAL, OMISSÃO, CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU CARÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. MULTA. 1. Os embargos
declaratórios, nos termos do art. 1.022 do CPC/2015, são cabíveis quando houver: a)
obscuridade; b) contradição; c) omissão no julgado, incluindo-se nesta as condutas descritas
no art. 489, § 1º, que configurariam a carência de fundamentação válida; ou d) erro material.
No caso dos autos, tais teses não estão presentes. 2. A jurisprudência desta Corte é pacífica
no sentido de não ser possível o manejo dos aclaratórios apenas para o fim de
prequestionamento, sem a indicação fundamentada de alguma das teses legais de cabimento
do recurso integrativo. Precedentes. 3. Ao contrário do que afirma a parte embargante, não
se observa no julgado a alegada omissão/contradição, uma vez que ficou devidamente
consignado nestes autos, nos pronunciamentos anteriores, que o Tema 839/STF, cuja
repercussão geral foi reconhecida, versa sobre: (a) possibilidade de um ato administrativo,
caso evidenciada a violação direta do texto constitucional, ser anulado pela administração
pública quando decorrido o prazo decadencial previsto na Lei n. 9.784/1999; e (b) saber se
portaria que disciplina tempo máximo de serviço de militar atende aos requisitos do art. 8º do
ADCT. Contudo, tais questões não estão em discussão no presente mandamus, mostrando-se
inviável o seu sobrestamento. 4. Do acórdão proferido pelo Ministro Dias Toffoli, Relator do
RE 817.338/DF/STF, não consta qualquer determinação de que sejam sobrestados todos os
processos que tenham como causa de pedir a anistia política. 5. A ressalva da Questão de
Ordem no MS 15.706/DF já estava contida expressamente na decisão monocrática de e-STJ,
fls. 285/295, reiterando tese sedimentada nesta Corte de Justiça, nos casos de anistia política,
de que, "nas teses de concessão da ordem, situação dos autos, ficará prejudicado o seu
cumprimento se, antes do pagamento do correspondente precatório, sobrevier decisão
administrativa anulando ou revogando o ato de concessão da anistia". Não havendo a
comprovação da efetiva anulação da portaria que concedeu a anistia do impetrante, a mera
instauração de procedimento de revisão das portarias concessivas de anistia política, com
base na Portaria Interministerial n. 430/2011 e seguintes, não constitui óbice à concessão da
segurança, permanecendo incólume a obrigação de pagar os valores especificados. 6. Nesse
contexto, a pretensão manifestamente protelatória da embargante enseja a aplicação de multa
de 2% sobre o valor atualizado da causa, em conformidade com o art. 1.026, § 2º, do
CPC/2015. 7. Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa. (EDcl no AgInt
nos EDcl no MS 23.251/DF, Rel. Ministro Og Fernandes, Primeira Seção, julgado em
23/5/2018, DJe 1º/6/2018.”

Desse modo, inexiste na decisão embargada qualquer defeito passível de ser


modificado por meio destes embargos, tendo o acórdão enfrentado todas as questões de
mérito para a composição do litígio, com decisão fundamentada de forma clara e coerente,
pretendendo a embargante, na verdade, modificar o julgado, finalidade à qual não se presta
o presente recurso.

Não obstante, o órgão julgador não é obrigado a rebater, um a um, todos os


argumentos trazidos pelas partes em defesa da tese que apresentaram. Deve apenas
enfrentar a demanda, observando as questões relevantes e imprescindíveis à sua resolução.
Nesse sentido: REsp 1486330/PR, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe
24/2/2015; AgRg no AREsp 694.344/RJ, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma,
DJe 2/6/2015; EDcl no AgRg nos EAREsp 436.467/SP, Rel. Ministro João Otávio De
Noronha, CORTE ESPECIAL, DJe 27/5/2015.

Por fim, não tendo o acórdão embargado incorrido na hipótese do art. 1.022, do
CPC/2015, deve ser rejeitado o presente recurso.

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Destaque-se, por oportuno, que não se verifica a possibilidade de qualquer prejuízo


à embargante, com a rejeição dos presentes embargos, sendo certo que, para fins de
prequestionamento, vale-se do disposto no art. 1.025, do CPC/2015.

Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS


DE DECLARAÇÃO, mantendo-se, na íntegra, o acórdão embargado.

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2023.

CARLOS GUSTAVO DIREITO


DESEMBARGADOR RELATOR

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