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Negativa de Indenização por Erro Médico

A apelação cível nº 0028150-97.2016.8.19.0204 foi interposta por Reginaldo e Rozinea Gomes Milhado contra a AMA - Assistência Médica Alternativa Ltda, alegando negligência no atendimento médico que resultou na perda de faculdades motoras da genitora. O tribunal negou provimento ao recurso, afirmando que não houve comprovação de erro médico ou falha na prestação do serviço de saúde, conforme laudo pericial. A sentença de improcedência foi mantida, e os autores foram condenados em custas e honorários advocatícios.

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Negativa de Indenização por Erro Médico

A apelação cível nº 0028150-97.2016.8.19.0204 foi interposta por Reginaldo e Rozinea Gomes Milhado contra a AMA - Assistência Médica Alternativa Ltda, alegando negligência no atendimento médico que resultou na perda de faculdades motoras da genitora. O tribunal negou provimento ao recurso, afirmando que não houve comprovação de erro médico ou falha na prestação do serviço de saúde, conforme laudo pericial. A sentença de improcedência foi mantida, e os autores foram condenados em custas e honorários advocatícios.

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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 440

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

SÉTIMA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0028150-97.2016.8.19.0204


APELANTE 1: REGINALDO GOMES MILHADO
APELANTE 2: ROZINEA GOMES MILHADO
APELADA: AMA - ASSISTÊNCIA MÉDICA ALTERNATIVA LTDA
JUÍZO DE ORIGEM: 3ª VARA CÍVEL DA REGIONAL DE BANGU
RELATOR: JDS. ÁLVARO HENRIQUE TEIXEIRA DE ALMEIDA

APELAÇÃO CIVEL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO


INDENIZATÓRIA. AUTORES QUE ALEGAM QUE HOUVE
NEGLIGÊNCIA, IMPERÍCIA E IMPRUDÊNCIA, NO
ATENDIMENTO MÉDICO RECEBIDO PELA GENITORA, NO
HOSPITAL RÉU, O QUE TERIA RESULTADO NA PERDA DE
PARTE DE SUAS FACULDADES MOTORAS, A ENSEJAR O
PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA. INCONFORMISMO DOS
DEMANDANTES. PRETENSÃO RECURSAL QUE NÃO
MERECE PROSPERAR. RELAÇÃO DE CONSUMO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO HOSPITAL QUE, NO
ENTANTO, NÃO PRESCINDE DE PROVA DA CULPA DO
MÉDICO, UMA VEZ QUE A RESPONSABILIDADE DESTE É
SUBJETIVA, EX VI DO ART. 14, § 4º, DO CDC. CONVERSÃO
DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA. EXPERT QUE
ESCLARECEU QUE A CONDUTA MÉDICA FOI COMPATÍVEL
COM O QUADRO CLÍNICO DA PACIENTE, NÃO SENDO
POSSÍVEL AFIRMAR QUE O AGRAVAMENTO DA SAÚDE DA
GENITORA OCORREU, EM RAZÃO DE EVENTUAL DEMORA
EM SEU DIAGNÓSTICO. EXAMES QUE FORAM
SOLICITADOS, QUANDO DA READMISSÃO DA PACIENTE NO
CTI, TENDO A DE CUJOS SIDO TRANSFERIDA ANTES DA
RESPECTIVA REALIZAÇÃO. AUTORES QUE NÃO SE
DESINCUMBIRAM DE DEMONSTRAR OS FATOS
CONSTITUTIVOS DO SEU DIREITO, A TEOR DO QUE DISPÕE
O ART. 373, I, DO CPC, EIS QUE NÃO COMPROVADA A
FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE SAÚDE, RAZÃO
PELA QUAL NÃO DEVE SER ACOLHIDO O PLEITO
INDENIZATÓRIO. SENTENÇA QUE NÃO CARECE DE
REFORMA. DESPROVIMENTO DO RECURSO.

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)


ALVARO HENRIQUE TEIXEIRA DE ALMEIDA:16081 Assinado em 06/12/2023 17:19:49
Local: GAB. JDS ALVARO HENRIQUE TEIXEIRA DE ALMEIDA
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ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL Nº
0028150-97.2016.8.19.0204, em que é apelante REGINALDO GOMES MILHADO e
ROZINEA GOMES MILHADO e apelada AMA - ASSISTÊNCIA MÉDICA
ALTERNATIVA LTDA.

A C O R D A M os Desembargadores que integram a 7ª Câmara de


Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade
de votos, em conhecer e NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do voto do
Relator.

RELATÓRIO
Trata-se de apelação cível interposta por REGINALDO GOMES
MILHADO e ROZINEA GOMES MILHADO contra sentença proferida pelo MM Juízo
da 3ª VARA CÍVEL DA REGIONAL DE BANGU que, em ação indenizatória, julgou
improcedentes os pedidos articulados na inicial, nos seguintes termos dos índices
244/246:

“...ISTO POSTO, JULGO IMPROCEDENTES OS PEDIDOS formulados


na exordial, e, por consequência, declaro resolvido o mérito da causa
nos termos do artigo 487, I, do NCPC. Condeno a parte autora em
custas e honorários advocatícios, que arbitro em 10 % (dez por cento)
sobre o valor da causa, observada a gratuidade de justiça. Após o
trânsito em julgado, dê-se baixa e remetam-se á central de
arquivamento, se nada for requerido no prazo de cinco dias. PI.”

Inconformados, os autores interpuseram apelação, nos índices 255/277,


sustentando, que houve negligência, imperícia e imprudência, além de erro no
tratamento médico da genitora e ausência de exames para o correto diagnóstico.
Alegam, assim, que a falha na prestação dos serviços constatada enseja o dever de
indenizar os apelantes pelos danos causados.

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)


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Pugnam os autores, pois, pela reforma da sentença, a fim de que sejam


julgados procedentes os pedidos articulados na inicial.

Certificada a tempestividade da apelação, no índice 278, sendo os


recorrentes beneficiários da gratuidade de justiça.

Certificado o decurso de prazo sem a apresentação de contrarrazões pela


parte ré.

Convertido o julgamento em diligência, nos índices 289/290.

VOTO
Em juízo de admissibilidade, reconheço a presença dos requisitos
intrínsecos e extrínsecos, imprescindíveis à interposição do recurso, pelo que merece
ser conhecido.

Cinge-se a controvérsia recursal em verificar se houve negligência,


imperícia e imprudência, no atendimento médico recebido pela genitora dos autores, no
hospital réu, o que teria resultado na perda de parte de suas faculdades motoras, a
ensejar o pagamento de indenização por danos morais.

É a lide na sua essência.

Prefacialmente, impõe-se anotar que, na hipótese em tela, a relação


existente entre as partes é de cunho consumerista, uma vez que os autores se
enquadram no conceito de consumidores, como disposto no artigo 2º do Código de
Defesa do Consumidor, enquanto a ré no de fornecedor e/ou prestador de serviço, nos
termos do artigo 3º de aludido diploma legal.

Consigne-se, por oportuno, que o artigo 14, caput, do CDC, consagrou a


responsabilidade objetiva do fornecedor, com base na Teoria do Risco do
Empreendimento, na qual ele responde independente de culpa pelos danos causados

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)


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aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por
informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. Somente não
responderá pelos danos causados, se provar a inexistência do defeito ou fato exclusivo
do consumidor ou de terceiros (artigo 14, parágrafo 3º, incisos I e II).

No que tange à hipótese de responsabilidade do hospital por erro médico,


é importante observar que existe vínculo entre o médico e o estabelecimento. Isso
porque a responsabilidade do hospital, embora objetiva, fica na dependência da
caracterização do erro pessoal de seu preposto, haja vista que, malgrado seja objetiva
a responsabilidade, não significa haver uma obrigação de resultado.

Caso configurado o erro médico, ou seja, por culpa do profissional


responsável, recairá também sobre o hospital o dever de reparar o dano,
solidariamente com o agente causador do dano. Tal circunstância, em verdade,
evidencia o nexo causal exigido para caracterizar qualquer espécie de
responsabilidade.

Em outras palavras, a responsabilidade do hospital é objetiva quando há


falha na prestação de serviços como alimentação, internação, equipamentos, serviços
auxiliares e outros, ressalvando-se, quanto à eventual falha médica, ocasião em que
apenas haverá condenação da entidade, se, existindo vínculo com o profissional, restar
comprovada a culpa do médico (neste sentido v. REsp. nº 258.359/SP, rel. Min.
Fernando Gonçalves).

Cabe destacar que o erro médico se caracteriza pela presença de


procedimento em que tenha havido falha por parte do médico, por imprudência,
negligência ou imperícia, advindo dano ao paciente.

No caso em exame, narra a inicial que, no dia 31/08/2011, a Sra. SILVIA


GOMES MILHADO, foi atendida na emergência do hospital réu (HOSPITAL DE
CLÍNICAS SÃO MATHEUS) e, que após a realização de exames foi diagnosticada
pneumonia, tendo sido solicitada, de imediato, a internação da paciente.

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)


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No dia 01/09/11, devido à piora do quadro, com aumento de falta de ar, a


genitora foi avaliada por um médico que já conhecia a vítima, Dr. Hélio Primo, o qual
determinou a transferência da paciente para o CTI, onde permaneceu até o dia
24/09/2011, quando foi transferida para o quarto, tendo sido solicitada pela
enfermagem a presença de um parente, dado a idade da paciente.

Relatam os demandantes que, na noite do dia 25/09/11, o primeiro autor


(REGINALDO) observou que a paciente não movimentava o braço direito,
prescrevendo o médico de plantão Diazepan. Na manhã do dia 26/09/11, a paciente foi,
novamente, avaliada pelo Dr. Hélio Primo que determinou o retorno da paciente para o
CTI com diagnóstico de emergência hipertensiva.

Afirmam os autores que, no dia 27/09/11, tiveram ciência por médico de


outra clínica que deveria ter sido solicitada uma tomografia. Indagado a respeito, o
médico do hospital informou que não fora solicitado, pois o tomógrafo estava quebrado.
Os autores, então, solicitaram a transferência da paciente para o Hospital Obra
Portuguesa de Assistência, o que aconteceu às 23 horas do mesmo dia. Lá, a genitora
foi submetida, de imediato, a duas tomografias, tendo sido constatado que ela sofrera
um AVC isquêmico.

Dessa forma, por entenderem que houve negligência, imperícia e


imprudência médica, os ora apelantes propuseram, então, a presente demanda,
objetivando a condenação da ré ao pagamento de indenização por dano moral.

Contudo, o juízo a quo julgou improcedentes os pedidos articulados na


inicial, sob o argumento de que o autor não logrou êxito em comprovar a existência de
erro médico e a alegada falha na prestação do serviço, insurgindo-se os demandantes,
consoante as razões acima expostas.

Convertido o julgamento, em diligência, foi realizada a prova pericial cujo


laudo segue nos índices 399/404. Confiram-se alguns trechos:

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)


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Apura-se, ainda, que o Perito concluiu que:

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)


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Do exposto, constata-se que o expert esclareceu que a conduta


médica foi compatível com o quadro clínico da paciente, não sendo possível
afirmar que o agravamento da saúde da genitora ocorreu, em razão de eventual
demora de seu diagnóstico.

Registre-se que foram solicitados, quando da readmissão da paciente no


CTI, em 26/09/11, tomografia computadorizada de crânio, doppler das carótidas e

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vertebrais, ecocardiograma e raio x de tórax, conforme Relatório médico que segue no


índice 164. Contudo, foi realizada a transferência da genitora, em 27/09/11, por
solicitação da família, para o Hospital Obra Portuguesa, antes da realização dos
exames prescritos.

Impende consignar que a atividade médica é de meio, comprometendo-se


o médico a tudo fazer dentro da boa técnica e dos protocolos consagrados na literatura
médica com o objetivo de obter sucesso na cura da moléstia do paciente. Por outro
lado, não pode ser responsabilizado pelas intercorrências que independem de perícia e
conhecimento, mormente por aquelas que são consequências naturais, necessárias ou
eventuais do tratamento.

Conclui-se, assim, que não restou evidenciada, nitidamente, a


alegada negligência, imperícia ou imprudência médica, tendo sido adotada
conduta clínica adequada ao quadro clínico apresentado pela paciente.

Saliente-se que cabia aos autores demonstrar a falha médica e como tal
desídia teria sido responsável pelos danos sofridos, sendo certo, no entanto, que a
prova técnica é segura no sentido de que não houve erro médico.

Assim, não há como se afirmar a responsabilidade subjetiva médica,


diante da ausência de comprovação do elemento culpa e, em ato contínuo, afasta-se a
responsabilidade objetiva da ré.

Conclui-se, pois, que a parte autora não se desincumbiu de


demonstrar os fatos constitutivos do seu direito, a teor do que dispõe o art. 373,
I, do CPC, eis que não comprovada a falha na prestação do serviço de saúde,
razão pela qual não deve ser acolhido o pleito indenizatório.

Sobre o tema, seguem as respectivas ementas:

“APELAÇÃO CÍVEL. INDENIZATÓRIA. ERRO MÉDICO.


ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA. RELAÇÃO DE CONSUMO.
LAUDO PERICIAL. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA.

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MANUTENÇÃO. 1. Trata-se de ação indenizatória em que alega a


parte autora ter sido o primeiro demandante, menor de idade,
atendido nas dependências do hospital apelado de forma
negligente e imperita, uma vez que após três atendimentos de
emergência, sem que sequer fossem examinadas as narinas do
autor, foi obtido diagnóstico médico incorreto de rinite, sendo a
criança submetida a inadequado tratamento com antibiótico por
mais de trinta dias. Afirmam que foi constatada a existência de
corpo estranho no nariz do menor, após consulta com otorrino em
outro local. 2. Relação de consumo. Demanda proposta
originalmente em face do plano de saúde e hospital da rede
privada. Homologado acordo da parte autora com a seguradora
de saúde, a primeira ré foi excluída do polo passivo. 3. O médico,
atuando enquanto pessoa física, possui obrigação de meio, e não
de resultado, impondo-se valer de boa técnica para a recuperação
de seu paciente. Responsabilidade subjetiva. Art. 951 do CC e art.
14, § 4º, do CDC. Quanto ao hospital, a responsabilidade por
defeito na prestação do serviço é objetiva, também na forma do
Código de Defesa do Consumidor. 4. Contudo, no caso, se o
defeito na prestação do serviço decorre justamente da atuação
profissional da equipe médica vinculada ao réu, sua
responsabilidade exige a demonstração do nexo causal, ou seja, o
liame entre o dano sofrido pelo autor e a prática médica que lhe foi
despendida. 5. Realizada prova técnica, não restaram
demonstrados o dano e o nexo causal. Perito que afirma estar o
atendimento médico dispensado ao autor durante o período de
internação na emergência nas dependências da empresa ré dentro
dos padrões adequados a boa prática médica. 6. Revelou ainda o
'expert' que o quadro clínico relatado era compatível com a
hipótese diagnóstica, para qual o autor foi medicado, sendo os
atendimentos a ele despendidos adequados. Destacou que nos
atendimentos questionados, aventou-se a possibilidade de corpo
estranho na narina do paciente, sendo-lhe indicada uma consulta
ao otorrino. 7. Não restou configurada falha no
serviço médico prestado. Sentença de improcedência. Manutenção
da sentença. DESPROVIMENTO DO RECURSO (0007095-
80.2013.8.19.0209 – APELAÇÃO. 1ª Ementa. Des(a). CARLOS
SANTOS DE OLIVEIRA - Julgamento: 25/09/2023 - SEGUNDA
CAMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA 3ª CÂMAR).” (grifado).

“APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO.


RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. ART. 14, §4º, DO CDC. CULPA
NÃO DEMONSTRADA. DESPROVIMENTO DO RECURSO. 1. Ação
indenizatória proposta em face de hospital, médico e plano
de saúde. Alegação de erro médico. Imperícia. Responsabilidade
aferida sob a ótica subjetiva, na forma do artigo 14, §4º, do CDC. 2.
Autora submetida a procedimento de litotripsia. Constatação de
processo infeccioso avançado. Realização de tomografia, cirurgia
aberta e nefrectomia. 3. Perícia judicial. Laudo abrangente e

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)


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detalhado. Procedimento correto para a abordagem do problema e


necessário à preservação da vida da paciente. Dimensão da
infecção não mostrada no exame de imagem. 4. Instituto que
requer a prova inequívoca da ação ou omissão, da culpa, do
resultado danoso e do nexo causal. Afastada a culpa e,
consequentemente, o dever de indenizar. 5. Sentença
de improcedência corretamente prolatada. 6. Recurso desprovido.
(0016775-89.2017.8.19.0002 - APELAÇÃO. 1ª Ementa. Des(a).
GILBERTO CLÓVIS FARIAS MATOS - Julgamento: 14/09/2023 -
DECIMA TERCEIRA CAMARA DE DIREITO PRIVADO (ANTIGA).”
(grifado)

“Apelação cível. Ação indenizatória. Plano de saúde. Alegação


de erro médico. Sentença de improcedência. Gestação de apenas
22 semanas. Óbito do bebê após o parto. Laudo pericial que
concluiu ter havido abortamento tardio e que o
tratamento médico dispensado à autora e à sua filha foi embasado
naquilo que preconiza a literatura médica, não havendo falha de
conduta. Perícia médica que é a mais adequada prova no sentido
de se buscar o que efetivamente ocorreu e obter subsídios a
comprovar os fatos alegados no processo. Arts. 375 e 156 CPC.
Laudo pericial que ganha importância destacada, haja vista a
impossibilidade de se aferir, sem o necessário auxílio técnico, a
adequação da atuação do profissional médico e se esta ocorreu
dentro das melhores técnicas exigidas e das melhores soluções
existentes. Prova técnica produzida nos autos que não corrobora a
tese autoral. Ausência de falha na prestação do serviço.
Jurisprudência desta Corte. Manutenção da sentença. Majoração
dos honorários. Desprovimento do recurso. (0000456-
05.2014.8.19.0082 – APELAÇÃO. 1ª Ementa. Des(a). CRISTINA
TEREZA GAULIA - Julgamento: 12/09/2023 - QUARTA CAMARA DE
DIREITO PRIVADO (ANTIGA 5ª CÂMARA).” (grifado)

Por força de tais fundamentos, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO


ao recurso, e, por consequência, majorar os honorários advocatícios para 12%
(doze por cento) sobre o valor da causa, observada a gratuidade de justiça,
mantendo-se, no mais, a sentença tal como lançada.

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2023.

JDS. DES. ÁLVARO HENRIQUE TEIXEIRA DE ALMEIDA


Relator

10

Apelação 0028150-97.2016.8.19.0204 (FM)

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