641
FLS.1
APELAÇÃO CÍVEL N.º 0082870-02.2020.8.19.0001
APELANTE : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
APELANTE : JONES CAETANO DA SILVA
APELANTE : SAMARA DINIZ
APELADOS : OS MESMOS
RELATOR : DES. HELENO RIBEIRO PEREIRA NUNES
RELATÓRIO
Trata-se de recursos de apelação interpostos contra a sentença (id 517,
integrada pela decisão do id 549) prolatada pelo Juízo de Direito da 9ª Vara de
Fazenda Pública da Comarca da Capital que, em ação ajuizada por Jones Caetano da
Silva e Samara Diniz em face do Município do Rio de Janeiro, objetivando indenização
por dano moral, em razão de erro médico, quando do falecimento de seu filho sete
após o nascituro, julgou procedente o pleito autoral, para condenar a edilidade ao
pagamento de indenização, no valor de R$ 50.000,00, para cada autor.
Eis o teor da decisão objurgada:
Id 517:
Id 549:
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
HELENO RIBEIRO PEREIRA NUNES:13769 Assinado em: 07/12/2022 11:00:51
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
Local: GAB. DES HELENO RIBEIRO PEREIRA NUNES
642
FLS.2
Salientou a sentenciante de piso que “no caso dos autos, a pretensão dos
autores é responsabilizar o Município pela má conduta profissional dos médicos que
lhe prestaram atendimentos negligentes à 2ª autora ocasionando o falecimento de seu
filho”.
Aduziu que “a aferição quanto à adequação e eficiência dos atendimentos
que foram prestados à 2ª autora pelos agentes públicos configura matéria de natureza
eminentemente técnica, que deve ser analisada por perito da área médica. Neste
sentido, tem-se que a prova pericial produzida nos autos, trouxe clara indicação de que
inegavelmente houve falha nos atendimentos médicos prestados à 2ª autora no
nosocômio Municipal, como se vê do trecho abaixo transcrito: ‘1) Houve falha no
atendimento realizado em 25 de maio de 2018, pois havia indicação para internação
imediata hospitalar da segunda autora, para monitoramento da pressão arterial,
exames laboratoriais para rastreio de pré-eclâmpsia, exames que atestassem o bem
estar fetal.’ (fls. 496 de pdf. 485).”.
Acrescentou, ainda, que “(…) merece relevância a resposta do perito ao
quesito 02 da parte autora que indagou ao perito se foi correta a conduta da equipe do
réu em proceder a liberação de Samara, no dia 25/05/2018, sem qualquer
monitoramento ou controle medicamentoso, para que somente retornasse à Clínica da
Família no dia 06/06/2018 para nova aferição de pressão arterial: ‘R.: Não.’ (fls. 494)”.
Destacou, também, que “(…) conforme bem salientado pelo MP em seu
parecer final: ‘Da mesma forma, o nexo de causalidade entre o fato administrativo e o
dano, denotando que o filho dos demandantes, diante da demora na realização do
parto, veio a óbito por ter nascido extremamente prematuro, o que restou comprovado
através da prova pericial produzida nesta demanda. A omissão médica quanto ao
início, modo e execução do parto concorreu, decisivamente, para a morte do bebê, o
que evidencia, portanto, no mínimo, a culpa da administração acerca do referido evento
danoso.’ (fls. 513 de pdf. 512)”.
Por fim, entendeu que “(…) fica evidentemente configurado o nexo de
causalidade e a responsabilidade do Município Réu, por terem seus agentes atuado
com negligência e de forma inadequada”.
Em suas razões recursais (id 559), o município do Rio de Janeiro alega
nulidade da sentença, ao argumento de que o Juízo de primeira instância deixou de
intimar o expert com o fim de esclarecer alguns pontos destacados pela edilidade, sem
observar os ditames do CPC e os princípios da ampla defesa e do contraditório.
Aduz, para tanto, que o ato ordinatório que certificou a ausência de
manifestação das partes, datado de 02/12/2021, foi realizado antes do fim do
respectivo prazo para sua manifestação, não havendo que se falar em
intempestividade, neste caso.
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
643
FLS.3
Argumenta que o dever de manifestação sobre o ponto divergente do
assistente técnico do réu é um dever do perito, tratando-se de etapa da prova pericial e
anterior, portanto, à valoração da prova pelo juízo.
Sustenta a inexistência de erro de conduta médica e de nexo de
causalidade na hipótese, ressaltando que a consulta realizada em 25/05/2018 na
Clínica da Família não guarda relação com o óbito do bebê, mas, sim, elemento
meramente contextual na cadeia de eventos.
Verbera que as obrigações do Poder Público foram cumpridas com
cuidado e a técnica utilizada foi adequada ao estado de saúde da paciente, sendo certo
que da prestação dos serviços de saúde exsurge obrigação de meio e não de
resultado.
Por fim, insurge-se contra o montante fixado a título de dano moral,
pretendendo, subsidiariamente, sua redução.
Já os autores, também irresignados, apresentam recurso adesivo (id 578),
pretendendo a majoração do quantum indenizatório fixado na sentença, tendo em vista
a gravidade dos fatos narrados na exordial.
Contrarrazões apresentadas pelas partes nos ids 584 (ente réu) e 596
(autores).
É o breve relatório. Inclua-se em pauta para julgamento em sessão
virtual.
Rio de Janeiro, na data da assinatura eletrônica.
HELENO RIBEIRO PEREIRA NUNES
Relator
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
644
FLS.4
APELAÇÃO CÍVEL N.º 0082870-02.2020.8.19.0001
APELANTE : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
APELANTE : JONES CAETANO DA SILVA
APELANTE : SAMARA DINIZ
APELADOS : OS MESMOS
RELATOR : DES. HELENO RIBEIRO PEREIRA NUNES
ACÓRDÃO
APELAÇÕES CÍVEIS. RESPONSABILIDADE
CIVIL. ERRO MÉDICO. PRETENSÃO
INDENIZATÓRIA. DEMANDA ATRAVÉS DA
QUAL OS AUTORES OBJETIVAM A
CONDENAÇÃO DA EDILIDADE RÉ AO
PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO A TÍTULO
DE DANO MORAL, EM RAZÃO DE ERRO
MÉDICO, QUANDO DO FALECIMENTO DE
SEU FILHO SETE DIAS APÓS O
NASCIMENTO EM NOSOCÔMIO DA REDE
PÚBLICA. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA.
INCONFORMISMO DE AMBAS AS PARTES.
MANUTENÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE
DA SENTENÇA PELA MUNICIPALIDADE QUE
DEVE SER AFASTADA. NÃO OBSTANTE O
ERRO CARTORÁRIO NO MOMENTO DO
LANÇAMENTO DA CERTIDÃO DE AUSÊNCIA
DE MANIFESTAÇÃO DAS PARTES SOBRE O
LAUDO PERICIAL, A QUAL FOI EXPEDIDA
ANTES MESMO DE FINDO O PRAZO DE
MANIFESTAÇÃO DO MUNICÍPIO, DADA A
PRERROGATIVA DA FAZENDA PÚBLICA DA
CONTAGEM EM DOBRO DOS PRAZOS
PROCESSUAIS, NÃO RESTOU
DEMONSTRADO QUALQUER PREJUÍZO A
DEFESA DO ENTE RÉU. AUSÊNCIA DE
CONTRARIEDADE ENTRE AS CONCLUSÕES
DO EXPERT E DO ASSISTENTE TÉCNICO
DA ESTE ESTATAL, VEZ QUE AMBOS
CONCLUÍRAM PELA FALHA NO
ANTENDIMENTO MÉDICO DA AUTORA, POR
OCASIÃO DO NASCIMENTO DO SEU FILHO.
PARTE AUTORA QUE COMPROVOU OS
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
645
FLS.5
FATOS CONSTITUTIVOS DO SEU DIREITO,
NOS TERMOS DO ARTIGO 373, I, DO CPC.
DE ACORDO COM O CONJUNTO
PROBATÓRIO COLACIONADO AOS AUTOS,
RESTOU DEMONSTRADO, ATRAVÉS DA
PROVA PERICIAL, QUE HOUVE REALMENTE
FALHA NO ATENDIMENTO MÉDICO. LAUDO
PERICIAL CONCLUSIVO NO SENTIDO DE
QUE AINDA QUE A MORTE DO RECÉM-
NASCIDO NÃO POSSA SER ATRIBUÍDA
UNICAMENTE À CONDUTA DOS
PREPOSTOS DO RÉU, POR ÓBVIO ESTES
CONTRIBUIRAM PARA O EVENTO, SENDO,
AINDA, CAUSA IMEDIATA E DIRETA,
SEGUNDO TODA A PROVA COLHIDA NOS
AUTOS, DAS COMPLICAÇÕES DE SAÚDE
SOFRIDAS PELA AUTORA E QUE LEVARAM
AO PARTO PREMATURO DO SEU FILHO.
PATENTE, POIS, A FALHA NA PRESTAÇÃO
DO SERVIÇO, A JUSTIFICAR A
CONDENAÇÃO DA EDILIDADE AO
PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO EM FAVOR
DOS AUTORES, PAIS DA CRIANÇA QUE
VEIO A ÓBITO. VALOR DA INDENIZAÇÃO
FIXADA (R$ 50.000,00, PARA CADA AUTOR)
QUE ESTÁ DE ACORDO COM A GRAVIDADE
E A REPERCUSSÃO DO REFERIDO DANO,
BEM COMO CONDIZENTE COM AQUELES
NORMALMENTE ARBITRADOS PARA
HIPÓTESES SEMELHANTES. RECURSOS
AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO.
A C O R D A M os Desembargadores que integram a Quinta Câmara
Cível do Tribunal de Justiça, por unanimidade, em negar provimento aos recursos, nos
termos do voto do Relator.
Presentes os requisitos intrínsecos e extrínsecos, impõe-se o
conhecimento dos recursos de apelação.
Cuida-se de recursos de apelação interpostos contra a sentença (id 517,
integrada pela decisão do id 549) prolatada pelo Juízo de Direito da 9ª Vara de
Fazenda Pública da Comarca da Capital que, em ação ajuizada por Jones Caetano da
Silva e Samara Diniz em face do Município do Rio de Janeiro, objetivando indenização
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
646
FLS.6
por dano moral, em razão de erro médico, quando do falecimento de seu filho sete
após o nascituro, julgou procedente o pleito autoral, para condenar a edilidade ao
pagamento de indenização, no valor de R$ 50.000,00, para cada autor.
Em suas razões recursais (id 559), o município do Rio de Janeiro alega
nulidade da sentença, ao argumento de que o Juízo de primeira instância deixou de
intimar o expert com o fim de esclarecer alguns pontos destacados pela edilidade, sem
observar os ditames do CPC e os princípios da ampla defesa e do contraditório.
Aduz, para tanto, que o ato ordinatório que certificou a ausência de
manifestação das partes, datado de 02/12/2021, foi realizado antes do fim do
respectivo prazo para sua manifestação, não havendo que se falar em
intempestividade, neste caso.
Argumenta que o dever de manifestação sobre o ponto divergente do
assistente técnico do réu é um dever do perito, tratando-se de etapa da prova pericial e
anterior, portanto, à valoração da prova pelo juízo.
Sustenta a inexistência de erro de conduta médica e de nexo de
causalidade na hipótese, ressaltando que a consulta realizada em 25/05/2018 na
Clínica da Família não guarda relação com o óbito do bebê, mas, sim, elemento
meramente contextual na cadeia de eventos.
Verbera que as obrigações do Poder Público foram cumpridas com
cuidado e a técnica utilizada foi adequada ao estado de saúde da paciente, sendo certo
que da prestação dos serviços de saúde exsurge obrigação de meio e não de
resultado.
Por fim, insurge-se contra o montante fixado a título de dano moral,
pretendendo, subsidiariamente, sua redução.
Já os autores, também irresignados, apresentam recurso adesivo (id 578),
pretendendo a majoração do quantum indenizatório fixado na sentença, tendo em vista
a gravidade dos fatos narrados na exordial.
Pois bem.
Com o objetivo de melhor ordenar o raciocínio, os recursos apresentados
pelas partes serão apreciados em conjunto. E neste sentido, não assiste razão aos
recorrentes em seus respectivos inconformismos.
Por primeiro, deve ser afastada a alegação de nulidade da sentença
sustentada pela municipalidade.
De fato, restou evidenciado que a certidão de ausência de manifestação
das partes sobre o laudo pericial (id 508) foi expedida antes mesmo de findo o prazo de
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
647
FLS.7
manifestação da edilidade, dada a prerrogativa da Fazenda Pública da contagem em
dobro dos prazos processuais.
Contudo, não obstante o erro cartorário, não restou demonstrado
qualquer prejuízo a defesa do ente réu. Neste sentido, verifica-se que o laudo
apresentado pelo assistente técnico do Município como impugnação àquele
apresentado pelo expert de confiança do Juízo aponta que “seria desejável o
monitoramento e controle pressórico da autora desde 25 de maio de 2018, em
ambiente hospitalar e avaliação do bem estar fetal com ultrassonografia e/ou
cardiotocografia” (id 524), o que, por si só, indica reconhecimento da falha na prestação
do serviços por seus prepostos.
Na sequência, o mesmo assistente técnico conclui que “não há como
garantirmos que a autora seria poupada de um parto prematuro de um feto de 25
semanas, mesmo com o tratamento adequado mais precoce. A interrupção da
gestação é o único tratamento definitivo para a pré-eclâmpsia, e foi necessário no caso
em tela, visto que a autora não respondeu ao protocolo terapêutico instituído”.
Já o laudo pericial apresentado pelo perito de confiança do Juízo concluiu
que:
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
648
FLS.8
Assim sendo, não há falar-se em contrariedade entre as conclusões do
expert e do assistente técnico da municipalidade, vez que ambos concluíram pela falha
no antendimento médico da autora, por ocasião do nascimento do seu filho, em
25/05/2018.
Ainda que assim não fosse, o município réu apresentou oportunamente os
quesitos, que foram adequadamente respondidos pelo perito do Juízo, não sendo
possível, portanto, falar-se em violação aos princípios da ampla defesa e do
contraditório. Nesse sentido, veja-se os quesitos 9 e 10 apresentados pela edilidade,
com as respectivas respostas:
Portanto, não restou demonstrado qualquer prejuízo à defesa diante da
falha cartorário, vez que houve a adequada apreciação da prova e a sentença foi
proferida com base no princípio do livre convencimento motivado do juiz, afastando-se,
assim, em definitivo, qualquer alegação de nulidade de sentença.
No mérito propriamente dito, é possivel constatar que se encontram
presentes os requisitos para a caracterização da responsabilidade civil do Estado.
Neste sentido, restou sobejamente demonstrado, através da prova
pericial, ainda que a morte do recém-nascido não possa ser atribuída unicamente à
conduta dos prepostos do réu, por óbvio estes contribuiram para o evento, sendo,
ainda, causa imediata e direta, segundo toda a prova colhida nos autos, das
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]
649
FLS.9
complicações de saúde sofridas pela autora e que levaram ao parto prematuro do seu
filho.
Merece destaque também o parecer ministerial (id 512) ao infirmar que
“da mesma forma, o nexo de causalidade entre o fato administrativo e o dano,
denotando que o filho dos demandantes, diante da demora na realização do parto, ve
io a óbito por ter nascido extremamente prematuro, o que restou comprovado através
da prova pericial produzida nesta demanda. A omissão médica quanto ao início, modo
e execução do parto concorreu, decisivamente, para a morte do bebê, o que evidencia,
portanto, no mínimo, a culpa da administração acerca do referido evento danoso".
Patente, pois, a falha na prestação do serviço, a justificar a condenação
da edilidade ao pagamento de indenização em favor dos autores, pais da criança que
veio a óbito.
Com relação ao valor da indenização fixada (R$ 50.000,00, para cada
autor) está de acordo com a gravidade e a repercussão do referido dano, bem como
com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, condizente com aqueles
normalmente arbitrados para hipóteses semelhantes, não podendo prosperar, também
neste aspecto, o apelo estatal, muito menos o recurso adesivo.
Ante o exposto, voto no sentido de se negar provimento aos recursos.
Dê-se ciência à d. PGJ.
Rio de Janeiro, na data da assinatura eletrônica.
HELENO RIBEIRO PEREIRA NUNES
Relator
(ROS) Secretaria da Quinta Câmara Cível
Rua Dom Manuel, nº 37, Sala 431, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP 20010-090
Tel.: + 55 21 3133-6005 – E-mail: 05cciv@[Link]