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Embargos de Declaração: Apelação Negada

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Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro 1020

Nona Câmara de Direito Privado

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO APELAÇÃO nº 0143495-37.2013.8.19.0004


EMBARGANTES: ELIZANGELA OLIVEIRA PANTOJA E OUTRO
EMBARGADOS: FUNDAÇÃO MUNIICPAL DE SAÚDE DE SÃO GONÇALO E
OUTRO
RELATOR: DESEMBARGADOR ALEXANDRE FREITAS CÂMARA

Embargos de declaração. Vícios apontados


que não ocorreram. Caráter infringente dos
embargos. Recurso desprovido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos do recurso em epígrafe.

A C O R D A M os Desembargadores que integram Nona Câmara de

Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por unanimidade

de votos, em NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, nos termos do voto do

Desembargador Relator, sem alterar o resultado do acórdão embargado.

Des. ALEXANDRE FREITAS CÂMARA


Relator

Nona Câmara de Direito Privado


Rua Dom Manuel, nº 37, sala 519, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP: 20010-010
Tel: + 55 21 3133-5178
1
ALEXANDRE ANTONIO FRANCO FREITAS CAMARA:30745 Assinado em 07/08/2023 16:42:26
Local: GAB. DES ALEXANDRE FREITAS CAMARA
Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro 1021
Nona Câmara de Direito Privado

Os embargos de declaração foram opostos contra acórdão que negou

provimento à apelação, assim ementado:

Direito Administrativo. Responsabilidade Civil do Estado. Perícia que


concluiu pela inexistência de nexo de causalidade entre a conduta dos
recorridos e os danos alegados pelos recorrentes no nascimento dos
gemelares, não havendo imperícia ou imprudência. Falecimento dos
gemelares que decorreu de prematuridade e sepse neonatal. Ausência
dos requisitos para a configuração da responsabilidade civil do Estado.
Recurso desprovido.

Os apelantes alegam a existência de contradição e omissão. Afirmam

que a perita, preocupada em devolver os autos para não pagar a multa arbitrada pelo

juízo e não responder por desobediência à ordem judicial, deixou de analisar a as

questões colocadas pelas partes e os documentos médicos juntados aos autos,

apresentando laudo incompleto e genérico. Aduzem que o juízo de origem não

permitiu que a perita esclarecesse as impugnações que suscitaram, configurando o

cerceamento de defesa e violando o art. 477, § 2º, I, do CPC. Alegam que cabe

apelação, mesmo quando as questões mencionadas no art. 1.015 do CPC integrarem

capítulo da sentença, na forma do art. 1.009, º 3º, do CPC. Argumentam a

necessidade de declaração objetiva para reparar a omissão e contradição apontada,

pois o acórdão foi claro em relação às dúvidas levantadas pelo Desembargador, que a

princípio foi a favor de anular a sentença e depois negou provimento à apelação.

Foram apresentadas contrarrazões recursais prestigiando o julgado.

É o relatório. Passa-se ao voto.

Nona Câmara de Direito Privado


Rua Dom Manuel, nº 37, sala 519, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP: 20010-010
Tel: + 55 21 3133-5178
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Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro 1022
Nona Câmara de Direito Privado

No acórdão embargado ressaltou-se expressamente que a decisão do

juízo de origem que indeferiu a remessa dos autos à perita para prestar

esclarecimentos à impugnação da embargante foi objeto de agravo de instrumento

(processo nº 0003480-83.2020.8.19.0000). O recurso fora distribuído para o relator,

Des. Jessé Torres, que considerou correta a decisão agravada pelo fato de o laudo

pericial ser claro e completo, indeferindo a produção de nova prova pericial. Assim,

afastou-se expressamente a anulação da sentença por violação do art. 477, § 2º, I, do

CPC.

Por conseguinte, não se trata de hipótese de omissão ou contradição.

Observa-se que o despacho deste relator, antes da prolação do acórdão,

determinando que as partes se manifestassem sobre a aparente não observância do

art. 477, § 2º, I, do CPC, assegura a ampla defesa e o contraditório. O acórdão

embargado, afastando a suposta violação ao referido dispositivo, foi devidamente

fundamentado.

Não há, pois, vício a ser sanado neste ponto.

Portanto, os presentes embargos não têm caráter de declaração, mas

infringentes, com a evidente tentativa de rejulgamento da causa. Todavia, não é este

o meio adequado para a reforma da decisão.

Pelo exposto, VOTA-SE POR NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO.

Rio de Janeiro, na data da assinatura eletrônica.

Des. ALEXANDRE FREITAS CÂMARA


Relator

Nona Câmara de Direito Privado


Rua Dom Manuel, nº 37, sala 519, Lâmina III
Centro – Rio de Janeiro/RJ – CEP: 20010-010
Tel: + 55 21 3133-5178
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