INSTITUTO FEDERAL DE MATO GROSSO - IFMT
CAMPUS CEL. OCTAYDE JORGE DA SILVA
DEPARTAMENTO DE INFRAESTRUTURA - DINFRA
CURSO TECNICO EM EDIFICAÇÕES
Saúde e Segurança do Trabalho
4°B
Discente: Nicolas Germano, Jean Pablo
Docente: Adelson da Costa Ribeiro
2
Trabalho sobre Mapa de Risco: Origem, Funcionamento
e Utilidade
Mapa de risco
Introdução
O Mapa de Risco é uma ferramenta essencial na gestão da saúde e segurança do
trabalho, utilizado para identificar, avaliar e controlar os riscos presentes em um ambiente
laboral. Através de uma representação visual, ele permite que os colaboradores e a
empresa compreendam os perigos existentes e adotem medidas preventivas para evitar
acidentes e doenças ocupacionais.
Origem do Mapa de Risco
A origem do Mapa de Risco está diretamente ligada à evolução da legislação trabalhista e
à crescente preocupação com a saúde e segurança dos trabalhadores. O mapeamento de
risco surgiu na Itália no final da década de 60 e no início da década de 70, através do
movimento sindical, com origem na Federazione dei Lavoratori Metalmeccanici (FLM)
que, na época, desenvolveu um modelo próprio de atuação na investigação e controle das
condições de trabalho pelos trabalhadores, o conhecido “Modelo Operário Italiano”. Tal
modelo tinha como premissas a formação de grupos homogêneos, a experiência ou
subjetividade operária, a validação consensual e a não-delegação, possibilitando assim a
participação dos trabalhadores nas ações de planejamento e controle da saúde nos locais
de trabalho, não delegando tais funções aos técnicos e valorizando a experiência e o
conhecimento operário existente. Essa metodologia teve um importante papel no
3
processo da Reforma Sanitária Italiana (Lei 833 de 23/09/78 que instituiu o Serviço
Sanitário Nacional) que criou condições para construção de um sistema participativo e
com auto regulação na eliminação dos riscos, prevendo em seu artigo 20 os mapas de
risco (Oddone et al., 1986). COMO O MAPA DE RISCO CHEGOU AO BRASIL? O Mapa
de Risco se disseminou por todo o mundo, chegando ao Brasil no início da década de 80.
Existem duas versões quanto à sua introdução no Brasil. A primeira, atribui tal feito às
áreas sindical e acadêmica, através de David Capistrano, Mário Gaawryzewski, Hélio Baís
Martins Filho e do Departamento Intersindical de Estudos em Saúde e Ambiente de
Trabalho (Diesat). A outra versão atribui à Fundação Jorge Duplat Figueiredo de
Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) a difusão do mapa de risco no país.
Essa ferramenta surgiu da necessidade de visualizar de forma clara e objetiva os riscos
presentes em cada setor de uma empresa, facilitando a compreensão por todos os
envolvidos.
Como Funciona o Mapa de Risco
ETAPAS DE ELABORAÇÃO
A) conhecer o processo de trabalho no local analisado:
1. Os servidores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de segurança e
saúde, jornada de trabalho;
2. Os instrumentos e materiais de trabalho;
3. As atividades exercidas;
4. O ambiente.
B) identificar os riscos existentes no local analisado;
C) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:
1. Medidas de proteção coletiva;
2. Medidas de organização do trabalho;
3. Medidas de proteção individual;
4. Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários,
bebedouro, refeitório, área de lazer, etc.
D) identificar os indicadores de saúde:
1. Queixas mais frequentes e comuns entre os servidores expostos aos mesmos
riscos;
2. Acidentes de trabalho ocorridos;
3. Doenças profissionais diagnosticadas;
4
4. Causas mais frequentes de ausência ao trabalho.
E) Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;
F) Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout do órgão, indicando através de círculos:
1. O grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada;
• Físico: Verde
• Vermelho: Químico
• Marrom: Biológico
• Amarelo: Ergonômico
• Azul: Acidente
2. O número de trabalhadores expostos ao risco;
3. A especificação do agente (por exemplo: químico – sílica, hexano, ácido clorídrico;
ou ergonômico – repetitividade, ritmo excessivo);
4. A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve
ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes dos círculos. Os
riscos são divididos em cinco grupos, representados por diferentes cores:
• Riscos físicos: Vibração, Radiação ionizante e não ionizante, frio, calor, pressões
anormais e umidade.
• Riscos químicos: Poeiras, fumos, neblinas, gases, vapores, substancias compostas
ou produtos químicos em geral.
• Riscos Biológicos: Vírus, bactérias, fungos, parasitas e bacilos.
• Riscos ergonômicos: Esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de
peso, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho
em turno noturno, jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade
e outras situações provocadoras de estresses psíquico e físico.
• Riscos de acidentes: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem
proteção, iluminação inadequada, probabilidade de incêndios ou explosões,
animais peçonhentos, armazenamento inadequado e outras situações que possam
acabar em acidentes.
O Mapa de Risco é elaborado por meio de um processo participativo, que envolve a CIPA
(Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e os trabalhadores. As etapas básicas para
a sua construção são:
1. Formação da equipe: A CIPA designa uma equipe responsável pela elaboração do
mapa.
5
2. Análise do ambiente de trabalho: A equipe realiza uma inspeção minuciosa em
todos os setores da empresa, identificando os possíveis riscos.
3. Classificação dos riscos: Os riscos são classificados de acordo com sua natureza
(físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes), utilizando cores e
símbolos específicos para cada tipo.
4. Elaboração do mapa: Os riscos identificados são representados em um desenho
esquemático do ambiente de trabalho, indicando a localização e a gravidade de
cada um.
Para que Serve o Mapa de Risco
O Mapa de Risco possui diversas finalidades, entre elas:
1. Identificação de riscos: Permite identificar os riscos existentes no ambiente de
trabalho, antes que ocorram acidentes ou doenças.
2. Avaliação de riscos: Auxilia na avaliação da gravidade e da probabilidade de
ocorrência de cada risco.
3. Priorização de ações: Permite priorizar as ações de controle dos riscos,
direcionando os recursos para as áreas mais críticas.
4. Conscientização dos trabalhadores: Contribui para a conscientização dos
trabalhadores sobre os riscos presentes no ambiente de trabalho e a importância
da prevenção.
5. Cumprimento da legislação: É um documento obrigatório por lei, demonstrando o
compromisso da empresa com a segurança e saúde de seus colaboradores.
6. Melhoria contínua: Serve como base para a implementação de medidas de
controle e para a melhoria contínua das condições de trabalho.
Conclusão
O Mapa de Risco é uma ferramenta indispensável para a gestão da segurança e saúde do
trabalho. Ao identificar, avaliar e controlar os riscos presentes no ambiente de trabalho,
contribui para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, promovendo um
ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos.