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Crescimento Fetal Restrito: Diagnóstico e Manejo

O crescimento fetal restrito é caracterizado pelo peso ou perímetro abdominal do feto abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, resultante de fatores patológicos como insuficiência placentária e doenças maternas. O diagnóstico envolve avaliação clínica, ultrassonografia e doppler, diferenciando entre crescimento intrauterino restrito (CIUR) e peso ao nascer pequeno (PIG). O manejo varia conforme os estágios de deterioração fetal, com intervenções que podem incluir monitoramento intensivo e parto, dependendo da idade gestacional e condições do feto.
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Crescimento Fetal Restrito: Diagnóstico e Manejo

O crescimento fetal restrito é caracterizado pelo peso ou perímetro abdominal do feto abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, resultante de fatores patológicos como insuficiência placentária e doenças maternas. O diagnóstico envolve avaliação clínica, ultrassonografia e doppler, diferenciando entre crescimento intrauterino restrito (CIUR) e peso ao nascer pequeno (PIG). O manejo varia conforme os estágios de deterioração fetal, com intervenções que podem incluir monitoramento intensivo e parto, dependendo da idade gestacional e condições do feto.
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CRESCIMENTO FETAL

RESTRITO
DEFINIÇÃO E/OU CONCEITO

O feto é considerado pequeno quando seu peso ou perímetro abdominal está


abaixo do percentil 10 para a idade gestacional.

O Crescimento restrito é definido como a falha do feto em atingir seu potencial de


crescimento devido a um fator patológico. avaliar fisiologia da familia
INSUFICIÊNCIA PLACENTÁRIA
DESCOLAMENTO PLACENTÁRIO
HEMANGIOMA, CORIOANGIOMA
ANORMALIDADES FUNICULARES COMO INSERÇÃO
VELAMENTOSA OU MARGINAL
placenta

ETIOLOGIA DA RCIU

hipernutricao materna nao faz o


bb crescer mais, o seu DOENÇAS HIPERTENSIVAS
GESTAÇÃO MULT DIABETES PRÉ-GESTACIONAL,
crescimento depende do
INFECÇÕES desempenho/metabolismo/ DOENÇAS AUTOIMUNES,
ANOMALIAS genetica dele SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLIPÍDIO
CROMOSSÔMICAS DESNUTRIÇÃO
MALFORMAÇÕES TABAGISMO
ESTRUTURAIS USO DE DROGAS
DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO CLÍNICO

FUNDO UTERINO CORRESPONDE A IDADE GESTACIONALEM CM + OU - 3CM


Todo feto que está abaixo do percentil 10 tem RCIU ?

mae pequena -> feto tende a ser pequeno e quando há alguma


comorbidade por ex mae HAS: ha patologia atrapalhando seu
crescimento e seu potencial total de crescimento nao é atingido
Todo feto que está abaixo do percentil 10 tem RCIU ?

CRIU ? OU PIG ?
1° D DATAÇÃO

2° D DIAGNÓSTICO

3°D DOPPLER

4°D DIFERENCIAÇÃO

5°D DEFINIÇÃO
DATAÇÃO
USG precoce entre 6 e 10
semanas de gravidez

PRIMEIRO PASSO: DEVE SER UMA CCN


DATAÇÃO ECOGRÁFICA CORRETA
TERCEIRO PASSO: DETERMINAR EM
caso nao seja possivel ( nao tem
na rede publica) - faça com 12 QUE PERCENTIL SE ENCONTRA O
semanas porque havera mais PESO FETAL
informacoes

SEGUNDO PASSO: DETERMINAÇÃO circunferencia cefalia + diametro


DO PESO FETAL A PARTIR DE biparietal e circunferencia
abdominal e comprimento do
CUIDADOSA BIOMETRIA femur
DIAGNÓSTICO
<p3 e <p10
COMO DIFERENCIAR CIUR E PIG ?

PESO OU CA < P10 DOPPLER

A. uterinas com indice de pulsatilidade abaixo


P10
alteracao umbiilical e cerebral media - RCI

MESMO COM DOPPLER NORMAL - <p3 = risco


alto e precisa lidar de maneira diferencia
COMO DIFERENCIAR CIUR E PIG

CIUR
PESO FETAL OU CIRCINFERENCIA ABDOMINAL < PERCENTIL 10 COM ALTERAÇÃO AO DOPPLER
( ATR. UTERINAS OU ART. ULBILICAL OU ART. CEREBRAL MÉDIA)

PIG 10
PESO FETAL OU CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL < PERCENTIL 3 OU <10 SEM ALTERAÇÃO AO DOPPLER
COMPORTAMENTO DOS VASOS MATERNOS FETAIS
AO DOPPLER AO LONGO DA GESTACÃO diferenca da velocidade sistolica e diastolica é pequena
sem gravidez ( onda alta e magra) pq ela
tem muita pressao e fluxo
ART. UMBILICAL
gravidez ( maior calibre e menos
ART. UTERINA
resistencia da chegada do fluxo

perto do coracao - grande velocidade sistolica - vaso


pequeno velocidade cai rapido e pouca velocidade
diastolica ART. CERB MÉDIA
COMPORTAMENTO DOS VASOS MATERNOS FETAIS
AO DOPPLER AO LONGO DA GESTACÃO

Ducto venoso é um shunt (funil) entre veia umbilical (sangue oxigenado)


e fluxo na sistole isoetrica

ONDA “A “ AUSENTE

ONDA “A “ NEGATIVA

Texto
A sequência de alterações dopplervelocimétricas, revelando a deterioração
hipóxica fetal na RCF precoce é a representada de acordo com o Fluxograma

Adaptado de Figueras e Gratacós (2014). A. Ut: artéria uterina; p: percentil; RCP: relação cérebro-placentária;
IP: índice de pulsatilidade; ACM: artéria cerebral média; Umb: umbilical; AUt: artéria uterina; DV: ducto venoso.
placentite ( insuf. placentaria aguda) - pode colocar feto em distole 0 sem RCI

CA: circunferência abdominal; p: percen5l; PFE: peso fetal es5mado; IP; índice de pulsa5lidade; Umb: umbilical; DZ: diástole zero; DR: diástole reversa; RCP: relação cérebro-placentária
ESTADIAMENTO E MANEJO DA RCF PRECOCE

PESO FETAL < P3 MESMO COM DOPPLER NORMAL CONSIDERAR ESTÁGIO I

ESTÁGIO I: PESO FETAL < P10 + IP MÉDIO AUT >P95 OU ART. UMBILICAL IP > 95 OU ART.
CERB. MED. IP < P5 OU RECALÇÃO CERB/PLAC < P5

ESTÁGIO II: PESO FETAL < P10 + DIÁSTOLE ZERO NA ART. UMBILICAL

ESTÁGIO III: PESO FETAL < P10 + ALGUNS DOS SEGUINTES CRITÉRIOS
DIÁSTOLE REVERSA NA AU IP DO DV > P95

ESTÁGIO IV: PESO FETAL <P10 + DIÁSTOLE REVERSA NO DV


morre por prematuridade restrito tardio - morre mais intrautero ( difcil diagnostica)
O manejo da RCF precoce está diretamente relacionado à idade gestacional.
Em 2014, Figueras e Gratacós propuseram protocolo para classificar os estágios de deterioração fetal na
RCF, assim como os intervalos de acompanhamento e momento propício para o parto, conforme a figura.

OU SEGUIMENTO
SEMANAL

< 34 SEM
SEGUIMENTO
COM DV 2 A 4 DIAS

< 30/32 SEM


SEGUIMENTO
COM DV 24 A 48H

> 24 SEM
SEGUIMENTO E CONDUTA
ESTÁGIO I ESTÁGIO II
Ø DOPPLER ALTERADO DOPPLER ALTERADO
Ø FLUXO DIASTÓLICO AU COM AU DIÁSTOLE 0
PRESENTE

< 34 SEM > 34 SEM


> 37 SEM < 37 SEM devido risco de
SRespiratoria baixo

PARTO SEGUIMENTO SEGUIMENTO


PARTO
indicacao obstetrica
SEMANAL ate o parto COM DV 2 A 4 DIAS
SEGUIMENTO E CONDUTA
ESTÁGIO III
ESTÁGIO IV
AU DIÁSTOLE REVERSA
DV SEM ONDA A
OU IP DV > P 95 conversar com a
familia - estagio 4 as
chances de
sobreviver sao
pequenas
> 30 / 32 SEM < 30 /32 SEM
< 24 SEM > 24 SEM
PARTO
SEGUIMENTO
COM DV 24 A 48H APOIO A FAMÍLIA INTERRUPÇÃO
Manejo da RCF tardia

O principal alvo do manejo do feto restrito tardio é a investigação da centralização hemodinâmica.

Haverá queda no IP da ACM (< p5) ao passo em


que ocorre o aumento do IP da AUmb. (p >95).

Se a razão entre IP de ACM e IP da AUmb for


menor que 1,0 formaliza-se o diagnóstico de
centralização fetal.

Eleva ao risco de morte do feto em 4 a 7 dias


Portanto, diante do diagnóstico de RCF tardio com
centralização fetal (RCP < 1):

< 34 semanas, realiza-se ciclo de corticoide para


maturação fetal CENTRALIZACAO (feto centralizou seu fluxo) -
manda sangue para orgaos nobres como
Doppler diariamente coronaria, cerebral media e suprarenal

Cardiotocografia a cada 6 horas.


Parto cesáreo, após o ciclo de corticoide e /ou diante de
alteração cardiotocográfica ou dopplervelocimétrica
(diástole zero ou diástole reversa).

Se idade gestacional ≥ 34 semanas > parto

Se RCF tardia sem alteração da RCP, parto às 37 semanas,


podendo ser realizada indução de trabalho de parto.
umbilical ( pulmao do bebe) ou seja, ela é
monitorado com cardiotocografia intrautero
a priemra a demonstrar mal
(parto normal e cesaria)
funcionamento placentario

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