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HIV
O vírus
Retrovírus da família do lentivírus.
HIV-1: causa mais comum; responsável pela pandemia da AIDS.
HIV-2: menos comum, origem na África ocidental e, devido a contato com
pessoas da região, casos vem sendo detectados ao redor do globo.
Estrutura
Vírus envelopado: ao sair da célula infectada leva um pedaço da membrana
plasmática da célula infectada, e isso vai ser o seu envelope viral. Esse
processo é chamado de BROTAMENTO.
HIV 1
💡 Esse processo de brotamento é o principal mecanismo de destruição do
TCD4! São milhares de vírus brotando e arrastando a membrana celular.
Proteínas do envelope:
GP120: responsável por reconhecer o receptor na célula hospedeira,
interagindo com a molécula CD4+ e receptores de quimiocinas.
GP41: permite a fusão do envelope viral com a membrana celular.
Nucleocapsídeo:
Proteína P24 presente no capsídeo
Enzimas: integrase e transcriptase reversa (transcrição, a partir de RNA,
de uma fita de DNA). Essa última enzima produz muitos erros, o que gera
uma alta variabilidade genética.
2 fitas simples de RNA (não é RNA duplo, e sim 2 fitas simples)
💡 Os testes diagnósticos não sorológicos do HIV focam em identificar a
presença dessas proteínas e enzimas do vírus. EX: o Western-Blot
busca identificar a GP120, GP41, P24, entre outras proteínas
História natural da infecção
Quem é afetado?
O HIV infecta células com o marcador CD4, especialmente os linfócitos
TCD4+.
As células dendríticas são as primeiras afetadas. Elas são cruciais pra
disseminação, levando o HIV para o GALT e, portanto, para os linfócitos.
HIV 2
Macrófagos também são afetados.
Como o vírus entra na célula?
As partículas virais se ligam na célula CD4+ através da GP120. Esse processo
precisa de correceptores (CCR5, nos macrófagos ou CXCR4, nos T auxiliares
).
Depois da ligação do GP120 aos correceptores, ela sofre uma mudança
conformacional, o que expõe peptídeos de fusão da GP41.
GP41 é incoporada na membrana celular, produzindo um poro que permite a
entrada do núcleo viral
Ciclo replicativo
Transcriptase reversa entra em ação: DNA produzido é integrado ao genoma
da célula hospedeira, formando o provírus.
Provírus: DNA viral integrado (pela iao DNA da célula acometida.
HIV 3
Vias de transmissão
Horizontal:
Parenteral (inclusive percutânea)
Sexual
Amamentação — não entra na classificação vertical pois considera-se que a
amamentação pela mãe não é a única alternativa.
Vertical:
Gestação
Trabalho de parto
Parto
História natural da doença
🚨 Fase aguda
Nem todos pacientes são sintomáticos
HIV 4
Quando sintomáticos, apresentam uma síndrome similar a da mononucleose:
febre, suor, dor de garganta, cansaço, alteração dos gânglios…
😴 Fase assintomática
Pode persistir durante anos sem manifestação de sintomas: o paciente pode
apresentar uma linfadenopatia generalizada persistente
A infecção não está totalmente em latência, a latência é clínica! Os pacientes
vão perdendo 50 linfócitos TDC4+ por ano
🤒 Fase sintomática
AIDS: perda de peso, sudorese noturna, perda de cabelo…
💡 AIDS é definida pela infecção pelo HIV + CD4< 200 células e/ou a
presença de infecções oportunistas como a toxoplasmose, tb
extrapulmonar, linfoma…
Diagnóstico
💡 Em bebês com menos de 18 meses, não se deve fazer sorologia, porque
os anticorpos da mãe provavelmente passaram pra ele. Porém, pode
fazer PCR (confirmação por 2 cargas virais)
Marcadores da infecção pelo HIV
HIV 5
🌒 FASE ECLIPSE: em até 10 dias da infecção, não existe nenhuma variável
que nos diga que essa infecção aconteceu.
A partir dos 10 primeiros dias: é possível realizar uma amplificação do genoma
(PCR). É o teste molecular. Depois de alguns dias, também conseguimos
quantificar essa carga viral.
Por volta de 20 dias, dá pra detectar o antígeno P24 (presente no capsídeo
viral). Esse teste é chamado de "quarta geração".
Posteriormente, percebe-se anticorpos para HIV, ou seja, detectamos IgM:
esse teste é denominado “terceira geração".
HIV 6
Fluxograma de testagem para HIV
Os testes são sempre feitos da seguinte maneira:
1 teste de triagem (mais sensível) + 1 teste complementar (mais específico)
Os primeiros 2 fluxogramas não são recomendados para a fase primária da
infecção!
HIV 7
Fluxograma 1
2 testes rápidos com amostras de sangue
Testes discordantes: REPETE ou manda pra fazer western blot ou
imunoblot!
Fluxograma 2
HIV 8
Teste rápido com fluido oral e 1 teste com amostra de sangue
Testes discordantes: repetir ou fazer western blot ou imunoblot!
Fluxograma 3
Imunoensaio de 4a geração (busca por P24) seguido de um teste molecular
(PCR).
Se o PCR deu negativo, faz wb ou ib
HIV 9
“Amostra não reagente para o HIV”→ em caso de suspeita de infecção pelo
HIV, uma nova amostra deverá ser coletada 30 dias após a data da coleta
desta amostra.
“Amostra reagente para o HIV”→reagente nos dois testes
➢ Para a confirmação do diagnóstico laboratorial, uma segunda amostra
deverá sercoletada e submetida ao primeiro teste do Fluxograma 3.
HIV 10
Tratamento
Tarv:
Uso contínuo
Mínimo de 3 drogas
Inibidores da transcriptase reversa; inibidores de integrase; inibidores de
protease
Arsenal terapêutico
Indicação: toda PVHIV
Função: zerar a transmissão sexual.
Objetivo: carga viral indetectável
HIV 11