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Avaliação da Mobilidade Funcional em Pacientes

O paciente apresenta dificuldades significativas em mobilidade funcional, com comprometimento em movimentos laterais, agilidade e estabilidade, necessitando de apoio para evitar quedas. Os testes de passos rápidos e TUG indicam lentidão e redução na força muscular, refletindo um risco elevado de quedas e dificuldades motoras. O desempenho cognitivo durante o TUG também sugere uma leve dificuldade cognitiva, exacerbando os desafios físicos.
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Avaliação da Mobilidade Funcional em Pacientes

O paciente apresenta dificuldades significativas em mobilidade funcional, com comprometimento em movimentos laterais, agilidade e estabilidade, necessitando de apoio para evitar quedas. Os testes de passos rápidos e TUG indicam lentidão e redução na força muscular, refletindo um risco elevado de quedas e dificuldades motoras. O desempenho cognitivo durante o TUG também sugere uma leve dificuldade cognitiva, exacerbando os desafios físicos.
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PASSOS RÁPIDOS E MOBILIDADE FUNCIONAL

7.1. Mobilidade funcional


 DD-DLD: O paciente apresenta dificuldade moderada em realizar movimentos
laterais rápidos, provavelmente devido à perda de força nas pernas e no core,
além de um certo grau de desequilíbrio.
 DD-DLE: Movimentos laterais estão comprometidos, com dificuldade de
manter a estabilidade ao fazer os deslocamentos. O paciente precisa de apoio
para evitar quedas.
 Ponte: O paciente tem dificuldade devido à fraqueza muscular no core e nas
pernas. Consegue realizar o movimento, mas é lento e necessita de apoio para
manter a posição.
 Sentado-Deitado: O paciente consegue deitar-se a partir da posição sentada,
mas com lentidão e sem fluidez nos movimentos. Apresenta alguma rigidez nas
articulações.
 Deitado-Sentado: Dificuldade significativa para levantar-se da posição deitada.
Precisa usar as mãos para se apoiar. A mobilidade do tronco está reduzida.

Quais outras atividades do dia-a-dia o(a) sr (a) tem dificuldade para realizar?
• Dificuldades para subir escadas, especialmente quando a escada tem mais de 3
degraus.
• Caminhadas mais longas são limitadas, o paciente sente fadiga rapidamente.
• Levantar-se de uma cadeira sem apoio também é desafiador, necessitando de
ajuda para realizar esse movimento de maneira segura.

7.3. Passos rápidos (bipodal, pés juntos)


Comprimento real do membro inferior dominante (DD, medida entre EIAS até maléolo
medial) = 78 cm
Tamanho do passo correspondendo a 60% do comprimento da perna: 46,8 cm
Obs.: Não pode utilizar dispositivo auxiliar ou ajuda do terapeuta.
Passos rápidos 5 vezes consecutivas:
( ) adequada (tamanho do passo estipulado e repete 5 vezes consecutivas)
(x ) inadequada (tamanho do passo reduzido e não mantém velocidade rápida nas
repetições)
( ) não realiza
O Teste de Passos Rápido é um teste mais específico para avaliar a agilidade de
caminhada e a velocidade de execução dos passos..
O paciente foi orientado a dar passos rápidos (5 passos) enquanto tenta manter um ritmo
constante e o tamanho adequado do passo.
Observação: O paciente demonstrou dificuldades em manter a velocidade rápida e o
tamanho adequado do passo nas repetições, tanto com a perna direita quanto com a
perna esquerda. As tentativas foram mais lentas, e ele teve dificuldades para realizar os
movimentos rapidamente, indicando que o tamanho do passo foi reduzido e ele não
conseguiu manter a velocidade nas 5 repetições.
Membro inferior esquerdo
1ª. tentativa: 9,2 s
2ª. tentativa: 9,6 s
3ª. tentativa: 9,4 s
Média: : 9,4 s
Melhor tentativa: 9,2 s
Observação: Passos realizado de forma lenta e irregular, com leve instabilidade. A falta
de força muscular e o equilíbrio comprometido impactam o desempenho.
Membro inferior direito
1ª. tentativa: 9,8 s
2ª. tentativa: 10,0 s
3ª. tentativa: 9,9 s
Média: : 9,9 s
Melhor tentativa: 9,8 s
Observação: O paciente tem um desempenho um pouco mais lento com o lado direito,
indicando uma leve assimetria nas pernas.
O paciente apresenta redução significativa na mobilidade, com dificuldades para
realizar movimentos rápidos ou mudanças de direção, o equilíbrio está comprometido, o
que aumenta o risco de quedas, especialmente ao realizar movimentos laterais ou
rápidos. A força nas pernas e no core é reduzida, o que afeta a capacidade de levantar-se
ou de realizar movimentos rápidos sem apoio.
7.5 Mobilidade funcional: Timed up and Go (TUG)
Velocidade habitual da marcha. O idoso pode apoiar os MMSS no apoio da cadeira ou
nas pernas (registrar se houve necessidade de apoio)
TUG cognitivo = nome de animais (na mesma tentativa, não pode repetir os mesmos
animais)
TUG motor – segurar copo cheio de água
Obs: avaliar com DAM se o paciente usar.
O TUG é utilizado para avaliar a mobilidade e equilíbrio dinâmico.
 O paciente foi posto sentado com as costas apoiadas no encosto da cadeira, os
pés apoiados no chão e quadril e joelhos fletidos a 90o. O paciente realizou o
teste na velocidade que anda no dia-a-dia. O tempo foi cronometrado a partir do
comando “VAI” ou “JÁ” e parado quando o idoso apoiou as costas no encosto
da cadeira.
• O teste foi repetido 3 vezes e realizado a média dos valores.
Valor de Referência: <12,47 segundos
Alexandre, Meira, Rico e Mizuta, 2012
TUG
1ª. tentativa: 13,5 s
2ª. tentativa: 14,0 s
3ª. tentativa: 13,7 s
Média: : 13,7 s
Melhor tentativa: 13,5 s
Observação: O tempo médio de 13,7 segundos indica uma mobilidade reduzida, um
risco elevado de quedas ou dificuldades motoras. Esse tempo sugere que o paciente tem
dificuldades em realizar movimentos rápidos e eficazes ao levantar da cadeira, caminhar
e voltar a se sentar, o que pode ser devido a fraqueza muscular, problemas de equilíbrio
e diminuição da agilidade.
No TUG Cognitivo, o paciente deve realizar a tarefa de andar enquanto nomeia animais
(sem repetir os mesmos animais) durante o teste. A tarefa adicional de nomeação pode
aumentar o tempo total do teste, já que envolve uma carga cognitiva (lembrar-se de
nomes de animais enquanto caminha).
TUG cognitivo
1ª. tentativa: 16,5 s
2ª. tentativa: 17,2 s
3ª. tentativa: 17,0 s
Média: : 16,9 s
Melhor tentativa: 16,5 s / 7 animais
Observação: O tempo médio de 16,9 segundos no TUG Cognitivo sugere que o
paciente tem alguma lentidão ao realizar a tarefa cognitiva (nomeando animais enquanto
caminha). Esse desempenho pode estar relacionado a uma leve dificuldade cognitiva ou
fraqueza física.

No TUG Motor, o paciente deve realizar a mesma tarefa do TUG (levantar da cadeira,
caminhar 3 metros, virar e retornar), mas segurando um copo cheio de água. A presença
do copo pode aumentar a dificuldade do teste, pois exige mais coordenação e equilíbrio.
TUG motor
1ª. tentativa: 14,8 s
2ª. tentativa: 15,3 s
3ª. tentativa: 14,9 s
Média: : 15,0 s
Melhor tentativa: 14,8s

Observação: O tempo médio de 15,0 segundos no TUG Motor indica que o paciente
tem dificuldade para manter a velocidade ao realizar a tarefa de caminhar enquanto
segura o copo cheio de água. Esse resultado sugere comprometimento do equilíbrio e
coordenação motora, o que é comum em pessoas mais idosas, especialmente aquelas
com fraqueza nas pernas.

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