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Tratamento da Doença Inflamatória Pélvica

A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica resultante da ascensão de microrganismos do trato genital inferior, podendo levar a complicações como infertilidade e dor pélvica crônica. O diagnóstico é predominantemente clínico, com a laparoscopia sendo o exame padrão ouro, e o tratamento envolve antibióticos eficazes contra diversos patógenos. O seguimento é crucial, com a melhora clínica esperada em 72 horas após o início da terapia, e recomenda-se o tratamento dos parceiros sexuais nos dois meses anteriores ao diagnóstico.
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A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica resultante da ascensão de microrganismos do trato genital inferior, podendo levar a complicações como infertilidade e dor pélvica crônica. O diagnóstico é predominantemente clínico, com a laparoscopia sendo o exame padrão ouro, e o tratamento envolve antibióticos eficazes contra diversos patógenos. O seguimento é crucial, com a melhora clínica esperada em 72 horas após o início da terapia, e recomenda-se o tratamento dos parceiros sexuais nos dois meses anteriores ao diagnóstico.
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DIP-DOENÇA INFLAMATÓRIA

PÉLVICA

IANKA THAMYLLA SOUSA ARAÚJO


O QUE É DIP?
Síndrome clínica atribuída à ascensão de microrganismos do trato
genital inferior, espontânea ou decorrente de manipulação (inserção de DIU,
biópsia de endométrio, curetagem, entre outros), comprometendo o endométrio
(endometrite), tubas uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas
(salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite).

Está associada a sequelas importantes em longo prazo, causando


morbidades reprodutivas que incluem infertilidade por fator tubário, gravidez
ectópica e dor pélvica crônica.
Agentes etiológicos
FATORES DE RISCO
Condições socioeconômicas desfavoráveis (baixa escolaridade, desemprego e
baixa renda familiar);
Atividade sexual na adolescência.
Comportamento sexual de pessoas com maior vulnerabilidade para IST
(parcerias múltiplas, início precoce das atividades sexuais, novas parcerias
etc.);
Uso de método anticoncepcional.
DIAGNÓSTICO
• O diagnóstico é clínico(65 a 90% de VPP);
• Laparoscopia é exame padrão ouro;
• Exame clínico: aferição de sinais vitais; Exame abdominal; Exame especular
vaginal, incluindo inspeção do colo de útero para friabilidade (sangramento
fácil) e corrimento mucopurulento cervical; Exame bimanual, com mobilização
do colo e palpação dos anexos.
TRATAMENTO AMBULATORIAL X TRATAMENTO HOSPITALAR
POLIMICROBIANO
Os esquemas terapêuticos deverão ser eficazes contra Neisseria gonorrhoeae;
Chlamydia trachomatis; agentes anaeróbios (que podem causar lesão tubária),
em especial Bacteroides fragilis; vaginose bacteriana; bactérias Gram-
negativas; bactérias facultativas e estreptococos, mesmo que esses patógenos
não tenham sido confirmados nos exames laboratoriais.
SEGUIMENTO
❑Melhora clinica em 72h, após inicio de antibioticoterapia.
❑Cura é baseada no desaparecimento de sinais e sintomas (após trinta dias,
40% das mulheres ainda persistem com a presença de um ou mais agentes
bacterianos, de acordo com o estudo PEACH (Pelvic Inflammatory Disease
Evaluation Clinical Health Trial) 2)
• LAPAROCOPIA// RNM DE PELVE// TC
• LAPAROTOMIA : MASSAS ANEXIAIS NÃO RESPONSIVAS AO
TRATAMENTO OU QUE SE ROMPEM
• CULDOTOMIA: ABSCESSO QUE OCUPE O FUNDO DE SACO DE
DOUGLAS
• PUNÇÃO TRANSABDOMINAL GUIADA POR ULTRASSOM
Parceiros sexuais
➢Tratamento dos parceiros sexuais dos dois meses anteriores ao diagnóstico,
sintomáticos ou não.

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Particularidades
USO DE DIU
- Remover 48 a 72h pós início de atb.
PESSOAS IMUNODEPRIMIDAS
- Não há necessidade de internação
- Maior chance de desenvolver abscesso tubo ovariano
GESTANTES
- Internação
- Não usar quinolona e doxiciclina
- Alto risco de abortamento e corioamnionite
REFERÊNCIA

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