A Maldição de Skarlet e Hox
Na floresta imensa e misteriosa, onde as árvores antigas guardavam segredos esquecidos pelo tempo, vivia uma elfa chamada
Skarlet. Ela era uma feiticeira de grande poder, conhecida por sua habilidade com magia da natureza e feitiçaria elemental.
Porém, havia algo peculiar sobre Skarlet que ninguém sabia: durante anos, ela sonhava com um homem que nunca havia visto
na vida. Cada noite, ele surgia em seus sonhos, com olhos dourados que brilhavam como o sol e uma aura misteriosa que a fazia
sentir tanto um medo profundo quanto uma atração irresistível. Ela não sabia o nome dele, nem quem era, mas algo em seu
coração dizia que ele estava de alguma forma destinado a cruzar seu caminho.
Foi numa tarde de primavera, quando o vento soprou com uma força incomum, que o destino se manifestou. Skarlet caminhava
pela floresta, sentindo a brisa fresca e observando os arbustos se agitando. Foi então que ela ouviu um pedido de ajuda,
uma voz rouca e desesperada vindo de algum lugar adiante. Seguiu a direção do som e encontrou, em uma clareira, um homem
cercado por lobos selvagens e ferozes.
Ele era como o homem de seus sonhos, com os olhos dourados que brilhavam com intensidade sobrenatural. Mas, o que mais a
surpreendeu foi sua aparência: ele era um Tiefling, com chifres que se curvavam para trás e uma pele de tom avermelhado.
Seus olhos, no entanto, eram os mesmos, e ela sabia que estava diante dele, o homem que havia visto mil vezes em sua mente.
Sem hesitar, Skarlet ergueu a mão e pronunciou palavras antigas de magia. O vento se levantou e as árvores se agitaram,
como se respondessem ao seu comando. Com um estalo de seus dedos, ela conjurou uma tempestade de folhas e vinhas que
rapidamente enredaram os lobos, tornando-os inofensivos. A batalha foi breve, mas intensa, e logo os lobos fugiram,
deixando o homem caído no chão, exausto, mas vivo.
Quando ele olhou para ela, seus olhos dourados brilharam com surpresa e gratidão.
— Você... — disse ele com a voz rouca. — Quem é você?
— Eu sou Skarlet, uma feiticeira da floresta — respondeu ela, ajudando-o a se levantar. — E você é...?
— Hox. — Ele respirou fundo, como se estivesse tentando processar o que havia acabado de acontecer. — Eu... eu sou um
estudioso. Estudo plantas e criaturas mágicas... mas não esperava ser salvo por uma feiticeira.
Foi como se o destino tivesse se revelado naquele momento. Skarlet e Hox se olharam e, por um breve instante, algo
indescritível passou entre eles. Era como se toda a dor e solidão que ambos haviam experimentado ao longo de suas vidas se
dissolvessem ali, naqueles olhos dourados que pareciam conhecê-la desde sempre.
O tempo passou e o relacionamento deles floresceu. Skarlet se viu cada vez mais apaixonada por Hox, enquanto ele
compartilhava com ela seus estudos sobre as criaturas mágicas e as plantas raras que colecionava. Eles passavam dias juntos,
explorando a floresta e descobrindo os segredos que ela guardava. Porém, um peso começava a tomar conta de Hox. Ele
estava morrendo, lentamente, de uma doença que parecia imune a todos os remédios e feitiços que Skarlet tentava.
Um dia, em uma noite fria e silenciosa, Hox revelou a Skarlet algo que ela temia ouvir.
— Estou em busca de uma cura — disse ele com uma expressão grave. — Uma cura para a maldição que carrego... uma
maldição que me foi imposta quando ainda era muito jovem. Mas ninguém sabe como curá-la.
A cada dia que passava, Hox parecia enfraquecer mais. Skarlet usou toda sua magia, mas nada parecia funcionar. Até que,
em um ato desesperado, a mãe de Hox, uma mulher digna e forte, foi até a floresta em busca de ajuda. Sentindo que o fim
estava próximo para o filho, ela fez um pacto com um demônio poderoso, oferecendo sua alma em troca da cura para Hox.
O demônio aceitou, e Hox, milagrosamente, foi curado. Mas a um preço terrível: a mãe de Hox foi imediatamente arrastada
para uma das camadas mais profundas do Inferno, onde suas alma seria tomada e atormentada por toda a eternidade.
Quando Hox acordou, totalmente restaurado, ele descobriu o que sua mãe havia feito. Desesperado, sentiu-se culpado por
sua vida ter sido salva a esse custo. Sem dizer nada a Skarlet, ele partiu em segredo, deixando apenas uma carta para ela,
onde pedia desculpas e explicava sua decisão:
“Skarlet, minha amada, eu fui curado, mas à custa de um sacrifício que não posso permitir que você compartilhe. Não posso
arrastar você para o abismo com meu destino. Não procure por mim, por favor. Não vá atrás de mim.”
Skarlet leu a carta em choque e angústia. O amor de sua vida havia partido, e ela não sabia onde ele estava, nem o que faria
para trazê-lo de volta. Em um ato de desespero, ela se dirigiu ao coração da floresta, onde os espíritos antigos falavam. Lá,
ela encontrou um demônio, uma criatura sombria com olhos vermelhos e uma presença esmagadora.
— Eu preciso encontrá-lo. Eu preciso trazê-lo de volta. — Skarlet implorou, com o coração partido.
O demônio olhou para ela, sorrindo com malícia.
— Tudo tem um preço, elfa. Você sabe disso. Se me fizer um acordo, eu a levarei até ele. Mas, em troca, algo de muito
valioso será seu.
Skarlet não hesitou. Com o coração cheio de dor e amor, ela fez o pacto. E assim, a feiticeira elfa mergulhou na escuridão,
em busca de Hox, disposta a desafiar os próprios limites da magia e da moralidade para salvá-lo.
O destino deles estava agora entrelaçado com as forças das trevas, e o futuro de Skarlet e Hox jamais seria o mesmo.
ChatGPT 4o mini
Entrar
Você disse:
Crie uma história sobre uma feiticeira elfa chamada Skarlet, que sonhou durante anos com um homem que nunca viu na vida.
Depois de muito tempo, em um dia na floresta ouviu pedidos de ajuda, quando foi de encontro ao pedido de ajuda viu que era
o homem que aparecia nos seus sonhos há anos, estava cercado por lobos, como era uma feiticeira habilidosa conseguiu eliminar
as feras e salvar ele. Foi amor a primeira vista, o nome dele era Hox, um Tiefling que gostava de estudar criaturas e plantas.
Depois de um tempo de namoro Hox conta que ele está a procura de uma cura para sua maldição e Skarlet começa a o ajudar
nas suas pesquisas.
Tempos se passam e a doença piora muito, a mãe de Hox vendo seu filho a beira da morte faz um pacto com um demônio e em
troca da cura para seu filho ela é levada para uma das camadas do inferno de D&D.
Quando acorda, Hox descobre o trato que sua mãe fez com o demônio e vai escondido de Skarlet para onde a sua mãe foi
levada, deixando uma carta para Skarlet pedindo perdão e para não ir atrás dele.
Skarlet em desespero para encontrar o amor de seus vida faz um acordo com um demônio da floresta para a levar onde seu
esposo está.
O ChatGPT disse:
ChatGPT
A Maldição de Skarlet e Hox
Na floresta imensa e misteriosa, onde as árvores antigas guardavam segredos esquecidos pelo tempo, vivia uma elfa chamada
Skarlet. Ela era uma feiticeira de grande poder, conhecida por sua habilidade com magia da natureza e feitiçaria elemental.
Porém, havia algo peculiar sobre Skarlet que ninguém sabia: durante anos, ela sonhava com um homem que nunca havia visto
na vida. Cada noite, ele surgia em seus sonhos, com olhos dourados que brilhavam como o sol e uma aura misteriosa que a fazia
sentir tanto um medo profundo quanto uma atração irresistível. Ela não sabia o nome dele, nem quem era, mas algo em seu
coração dizia que ele estava de alguma forma destinado a cruzar seu caminho.
Foi numa tarde de primavera, quando o vento soprou com uma força incomum, que o destino se manifestou. Skarlet caminhava
pela floresta, sentindo a brisa fresca e observando os arbustos se agitando. Foi então que ela ouviu um pedido de ajuda,
uma voz rouca e desesperada vindo de algum lugar adiante. Seguiu a direção do som e encontrou, em uma clareira, um homem
cercado por lobos selvagens e ferozes.
Ele era como o homem de seus sonhos, com os olhos dourados que brilhavam com intensidade sobrenatural. Mas, o que mais a
surpreendeu foi sua aparência: ele era um Tiefling, com chifres que se curvavam para trás e uma pele de tom avermelhado.
Seus olhos, no entanto, eram os mesmos, e ela sabia que estava diante dele, o homem que havia visto mil vezes em sua mente.
Sem hesitar, Skarlet ergueu a mão e pronunciou palavras antigas de magia. O vento se levantou e as árvores se agitaram,
como se respondessem ao seu comando. Com um estalo de seus dedos, ela conjurou uma tempestade de folhas e vinhas que
rapidamente enredaram os lobos, tornando-os inofensivos. A batalha foi breve, mas intensa, e logo os lobos fugiram,
deixando o homem caído no chão, exausto, mas vivo.
Quando ele olhou para ela, seus olhos dourados brilharam com surpresa e gratidão.
— Você... — disse ele com a voz rouca. — Quem é você?
— Eu sou Skarlet, uma feiticeira da floresta — respondeu ela, ajudando-o a se levantar. — E você é...?
— Hox. — Ele respirou fundo, como se estivesse tentando processar o que havia acabado de acontecer. — Eu... eu sou um
estudioso. Estudo plantas e criaturas mágicas... mas não esperava ser salvo por uma feiticeira.
Foi como se o destino tivesse se revelado naquele momento. Skarlet e Hox se olharam e, por um breve instante, algo
indescritível passou entre eles. Era como se toda a dor e solidão que ambos haviam experimentado ao longo de suas vidas se
dissolvessem ali, naqueles olhos dourados que pareciam conhecê-la desde sempre.
O tempo passou e o relacionamento deles floresceu. Skarlet se viu cada vez mais apaixonada por Hox, enquanto ele
compartilhava com ela seus estudos sobre as criaturas mágicas e as plantas raras que colecionava. Eles passavam dias juntos,
explorando a floresta e descobrindo os segredos que ela guardava. Porém, um peso começava a tomar conta de Hox. Ele
estava morrendo, lentamente, de uma doença que parecia imune a todos os remédios e feitiços que Skarlet tentava.
Um dia, em uma noite fria e silenciosa, Hox revelou a Skarlet algo que ela temia ouvir.
— Estou em busca de uma cura — disse ele com uma expressão grave. — Uma cura para a maldição que carrego... uma
maldição que me foi imposta quando ainda era muito jovem. Mas ninguém sabe como curá-la.
A cada dia que passava, Hox parecia enfraquecer mais. Skarlet usou toda sua magia, mas nada parecia funcionar. Até que,
em um ato desesperado, a mãe de Hox, uma mulher digna e forte, foi até a floresta em busca de ajuda. Sentindo que o fim
estava próximo para o filho, ela fez um pacto com um demônio poderoso, oferecendo sua alma em troca da cura para Hox.
O demônio aceitou, e Hox, milagrosamente, foi curado. Mas a um preço terrível: a mãe de Hox foi imediatamente arrastada
para uma das camadas mais profundas do Inferno, onde suas alma seria tomada e atormentada por toda a eternidade.
Quando Hox acordou, totalmente restaurado, ele descobriu o que sua mãe havia feito. Desesperado, sentiu-se culpado por
sua vida ter sido salva a esse custo. Sem dizer nada a Skarlet, ele partiu em segredo, deixando apenas uma carta para ela,
onde pedia desculpas e explicava sua decisão:
“Skarlet, minha amada, eu fui curado, mas à custa de um sacrifício que não posso permitir que você compartilhe. Não posso
arrastar você para o abismo com meu destino. Não procure por mim, por favor. Não vá atrás de mim.”
Skarlet leu a carta em choque e angústia. O amor de sua vida havia partido, e ela não sabia onde ele estava, nem o que faria
para trazê-lo de volta. Em um ato de desespero, ela se dirigiu ao coração da floresta, onde os espíritos antigos falavam. Lá,
ela encontrou um demônio, uma criatura sombria com olhos vermelhos e uma presença esmagadora.
— Eu preciso encontrá-lo. Eu preciso trazê-lo de volta. — Skarlet implorou, com o coração partido.
O demônio olhou para ela, sorrindo com malícia.
— Tudo tem um preço, elfa. Você sabe disso. Se me fizer um acordo, eu a levarei até ele. Mas, em troca, algo de muito
valioso será seu.
Skarlet não hesitou. Com o coração cheio de dor e amor, ela fez o pacto. E assim, a feiticeira elfa mergulhou na escuridão,
em busca de Hox, disposta a desafiar os próprios limites da magia e da moralidade para salvá-lo.
O destino deles estava agora entrelaçado com as forças das trevas, e o futuro de Skarlet e Hox jamais seria o mesmo.
Você disse:
Agora em forma de narrativa quero que descreva como Skarlet ficou dias procurando seu amado no inferno, enfrentando
criaturas com a sua magia do caos. Quando encontrou seu amado na toca do demônio, foi forçada a fazer um acordo com a
criatura onde o demônio prometeu libertar as duas almas do inferno caso ele torturasse o seu amor com a sua magia do caos
até ele desejar a própria morte.
Quando as almas foram libertadas, Skarlet atravessou o portal que o demônio criou e voltou para o plano material, porém
nem Hox e nem sua mãe estavam mais naquele plano, e ninguém sabia para onde eles foram
Skarlet atravessou a escuridão do Inferno com um único propósito ardendo em seu peito: encontrar Hox, o amor de sua vida,
e trazer-lhe de volta. Não havia mais espaço para dúvidas, nem arrependimentos. Ela havia feito um pacto com um demônio
antigo da floresta, e agora sua alma estava irremediavelmente ligada ao abismo. Mas o que mais lhe consumia era a ausência
de Hox, a sensação de perda esmagadora que a acompanhava enquanto ela caminhava pelos domínios infernais, um lugar onde
até mesmo a luz da lua parecia se distorcer e se esvair.
O Inferno era um labirinto de escuridão sem fim, cheio de ecos e sussurros de almas perdidas, criaturas torturadas e
demônios que se alimentavam do sofrimento. Skarlet usava sua magia do caos, que lhe conferia um poder imenso e imprevisível,
mas ao mesmo tempo a consumia. Cada feitiço que ela lançava fazia sua essência se distorcer um pouco mais, afastando-a da
sua humanidade. Mas ela não tinha outra escolha. A magia do caos era a única que poderia enfrentar as criaturas horríveis
que vagavam ali. Garras flamejantes e olhos vermelhos como brasas se erguiam contra ela a cada passo, mas Skarlet os
destruía com raios de energia caótica, rachando o chão infernal e fazendo com que o próprio tecido da realidade se
contorcesse ao seu redor.
Os dias se arrastavam em uma sucessão interminável de batalhas e fuga, até que, finalmente, Skarlet chegou àquilo que
procurava: a Toca do Demônio. O lugar onde Hox estava mantido, preso e torturado, era uma fortaleza de pedras negras,
com pilares torcidos e correntes que pareciam sussurrar os nomes de almas antigas. O ar ali estava pesado, como se o próprio
inferno respirasse, e Skarlet sentiu um calafrio percorrer sua espinha.
Dentro da Toca, ela encontrou Hox. Ele estava ali, mas não era mais o Hox que ela conhecia. Seu corpo estava pálido e magro,
os olhos dourados agora opacos e vazios, como se toda a esperança tivesse sido drenada dele. Ele estava acorrentado a um
altar de obsidiana, e ao redor dele, a presença do demônio era palpável.
O demônio apareceu diante de Skarlet, uma figura de sombras e chamas, seus olhos vermelhos brilhando como brasas. Sua voz
era como o som de ossos se quebrando.
— Então, você veio. — disse o demônio, sua forma retorcendo-se como uma névoa escura. — Você veio resgatar seu amado,
mas está disposta a pagar o preço, elfa?
Skarlet não hesitou. Ela não tinha mais nada, além de sua alma e de seu amor por Hox.
— O que você quer de mim? — ela perguntou, a voz firme, mas com uma dor profunda em seu peito.
O demônio sorriu, um sorriso torto e cruel. Ele apontou para Hox, que estava ali, sem vida, sem alma, apenas um casulo de dor.
— Eu vou libertar as almas de ambos — disse o demônio —, mas primeiro, você deverá fazer um pacto comigo. Você o
torturará com a sua magia do caos, até que ele deseje a própria morte. Só então, quando ele estiver quebrado, quando sua
alma for completamente destruída, as almas de vocês dois serão libertadas.
Skarlet olhou para Hox. Ele não a reconhecia mais. Seu olhar estava vazio, perdido. A dor que ele sentia era insuportável, e
ela podia sentir, em cada fibra do seu ser, que ele já não queria mais viver. Mas o preço do acordo era horrível. Torturá-lo
até ele implorar pela morte, até sua alma se perder... isso significava destruir tudo o que ela amava.
Mas não havia outra escolha. O demônio sabia disso. O pacto foi selado com um sussurro de dor e raiva.
Skarlet se aproximou de Hox, sentindo o calor de sua magia do caos começar a ferver dentro dela. Suas mãos tremiam, mas
ela as estendeu, conjurando um feitiço que seria ao mesmo tempo uma maldição e um alívio. A magia envolveu Hox,
distorcendo sua forma, quebrando sua resistência. Ele gritou, um grito primal que ecoou pelas paredes da Toca, mas seu corpo
estava condenado a ser consumido pela dor. A cada feitiço, Skarlet sentia a ruptura de sua própria alma, mas não podia
parar. O demônio observava com um sorriso satisfeito, enquanto o tormento de Hox se intensificava, até que o brilho de seus
olhos dourados se apagou completamente.
Quando Hox finalmente desabou, sem forças para resistir, sua alma quebrada e o olhar vazio de quem havia perdido a
esperança, o demônio se aproximou. Com um gesto, ele estendeu suas garras e, em um único movimento, arrancou as almas de
Hox e Skarlet. As duas foram puxadas para longe, sendo transportadas por um portal escuro, até o momento em que a luz do
mundo material se revelou diante de seus olhos.
Skarlet caiu no chão, exausta, mas livre. A sensação de vazio que se abateu sobre ela foi quase mais forte do que qualquer
dor física. Ela procurou por Hox, mas ele não estava ali. Nem sua mãe. O plano material estava calmo, mas o vazio que ele
deixara para trás era profundo. Ela olhou ao redor, vendo o mundo como um reflexo quebrado, e soube, com uma certeza
cruel, que o que ela procurava não estava mais naquele plano.
Ninguém sabia para onde Hox e sua mãe haviam ido. Nenhuma pista, nenhum eco de suas presenças. O demônio havia cumprido
sua palavra: as almas de ambos estavam agora livres, mas o preço pago havia sido mais alto do que Skarlet jamais poderia
imaginar.
A elfa, agora marcada pela dor e pela perda, caminhou sozinha de volta à floresta, com a sensação de que seu amor havia
sido levado para um lugar além do alcance de qualquer magia. E, embora a liberdade tivesse sido conquistada, o peso da
solidão parecia mais denso do que jamais fora. O inferno, ao fim, não havia sido apenas um lugar de tortura. Ele havia sido
uma jornada que a havia consumido e, ao mesmo tempo, deixado com a eterna dúvida: onde está Hox?
E a floresta, tão familiar, agora parecia mais sombria, um reflexo do vazio que Skarlet sentia em seu coração.
Diário de Skarlet13 de julho de 1154
Os anos têm se arrastado como as marés, sempre indo e voltando, mas nunca trazendo o que eu mais desejo. Já passei por
inúmeros reinos e terras além da floresta. Em cada vilarejo, cidade ou templo, procurei pistas sobre Hox. Em cada esquina,
nos olhos de cada homem, procurei aquele brilho dourado que um dia me encantou. Mas ele não está em lugar algum. Cada
novo destino é uma esperança renovada, mas também uma decepção maior.
Hoje, entrei no reino de Valdune, uma terra de montanhas altas e neve eterna. Havia rumores de um monastério escondido,
onde um curandeiro poderia ter encontrado uma maneira de curar doenças antigas e maldições, e pensei que talvez ali
estivesse uma pista sobre minha busca. Mas não encontrei nada. Nem um vestígio. Nenhum eco de sua alma. Ele está perdido,
e talvez eu esteja apenas perseguindo uma ilusão, uma lembrança.
O peso da busca já não é mais o mesmo. As noites são mais solitárias, o vazio no meu peito mais frio. Por um tempo, pensei que
havia uma chance, que ele ainda estava lá fora, esperando por mim. Mas o que resta de nossa ligação? O que restou de Hox?
A maldição que ele carregava, a dor que ele sofreu… eu não posso mais suportar essa procura interminável. Por que ele não
voltou para mim? Por que a sua alma, e a da sua mãe, não retornaram ao plano material?
Talvez, no fundo, eu saiba. Talvez, no fundo, eu tenha aceitado que ele morreu, que as forças que o arrastaram para longe
de mim eram poderosas demais. A verdade é que, após todos esses anos, eu só tenho a dor e a lembrança do que fomos, e
nem isso posso mais alcançar.
29 de janeiro de 1257
Estou cansada. Cansada de procurar, cansada de me perder em mundos onde ele não existe. Cansada de lutar contra os
demônios que agora habitam o meu ser, mais do que qualquer um dos monstros que enfrentei.
Não mais.
A magia do caos, que antes me trouxe poder, agora é uma maldição que carrego todos os dias. Uso-a em contratos, em
caçadas, em serviços de mercenários. Caçadora de recompensas, é o que sou agora. O nome Skarlet é conhecido nos círculos
sombrios, e minha fama se espalhou por todo o continente. Mercenários, nobres e até outros feiticeiros me contratam para
resolver os problemas mais impossíveis. Minha magia do caos é temida, mas também é procurada.
A dor de minha busca se transformou em raiva, e a raiva se transformou em um novo propósito. Caçar. Combater. Receber os
contratos mais difíceis e matar os monstros que ninguém mais ousa enfrentar. Não há mais lugar para a esperança, apenas
para a ação.
5 de março de 1284
Hoje, a missão foi diferente. Não era uma simples caça a monstros ou uma missão para limpar uma cidade de bandidos. O
contrato era para um tesouro antigo, algo perdido nas profundezas de um templo proibido, guardado por monstros e magia.
Não é minha especialidade, mas o pagamento era alto, e eu não tenho mais tempo a perder com pequenas missões.
Entrei no templo sozinho, meu único aliado sendo a magia do caos que eu comandei com precisão. As armadilhas eram cruéis, e
os monstros, imortais. Mas eu lidei com todos, como sempre faço. O tesouro estava perto, e finalmente, quando o alcancei,
outro ser apareceu diante de mim: um paladino. Ele era imenso, com armadura dourada e um semblante impassível, como se o
peso do mundo estivesse sobre seus ombros.
— Esse tesouro não é para você, feiticeira. — Sua voz ressoou como um trovão, e eu soube, com certeza, que ele não se
afastaria sem lutar.
Lutamos. A batalha foi feroz. A magia do caos que eu conjurava se chocava contra o poder da luz de sua espada, mas ele
era muito mais forte. Cada golpe dele fazia minhas energias caóticas se fragmentarem e se dissiparem, enquanto eu me via
forçada a recuar. O paladino era um oponente digno, mas eu sabia que não poderia vencer. Mesmo assim, não me rendi. Lutei
até o último resquício de força que restava em mim.
E então, ele me derrubou. O impacto foi brutal, e meu corpo se estendeu no chão, sentindo cada osso quebrado, cada músculo
torcido. Mas ele não me matou.
Quando olhei para ele, enfraquecida, coberta de sangue, ele sorriu. Não era um sorriso de triunfo, mas de algo mais
enigmático, algo que eu não entendi.
— Você é uma diabinha corajosa. — Ele disse, estendendo a mão para pegar o tesouro, mas deixando uma parte dele em
minhas mãos. — Nos veremos novamente, feiticeira.
Eu fiquei ali, no chão, sentindo a dor, mas também uma sensação estranha de respeito por aquele homem. Ele me derrotou,
mas havia algo em sua atitude que me fez questionar tudo o que eu pensava saber sobre poder, sobre honra. Ele não me
matou, não me humilhou. Ele me deu uma parte do tesouro, como se, de alguma forma, houvesse algo mais entre nós dois.
11 de agosto de 1302
Os anos passaram, e eu, Skarlet, sou agora uma lenda, temida e respeitada. Mas dentro de mim, há uma sensação crescente
de vazio. Não sei se o que me motiva agora é a busca por Hox, que desapareceu como um sonho distante, ou o eco daquelas
palavras do paladino: "Nos veremos novamente, feiticeira." O que ele queria dizer com isso? E por que sua figura continua a me
assombrar?
A verdade é que, no fundo, eu nunca deixei de procurá-lo. E talvez, só talvez, o destino tenha algo mais reservado para mim.
O que quer que seja, estou pronta para enfrentar.
Mas, por agora, o que resta a Skarlet é continuar. Continuar caçando recompensas. Continuar aceitando contratos,
enfrentando as sombras que me cercam. Pois, no fim, a única coisa que sei com certeza é que nunca vou parar de lutar.