Poste com Sensor
10 de setembro de 2024
ETAPA 1 - Pesquisa de informações para a elaboração do projeto.
O projeto foi inspirado no vídeo abaixo:
[Link]
De forma resumida, o circuito elaborado pela equipe consiste de um sensor de luminosidade
que, quando acionado, ativa ou desativa algum aparelho elétrico, como, no caso do vídeo, uma
lâmpada. Para isso, é utilizado um resistor dependente de luz (LDR) para controlar um relé, nos
terminais do qual está conectada uma saída de tomada.
Devido a restrições impostas pela limitada disponibilidade dos componentes utilizados pelo
projeto, foi necessário o uso de um transistor para controlar a queda de tensão no relé, cujo
único valor disponível é idêntico ao da fonte (5 volts).
Após a elaboração do circuito, utilizamos o aplicativo da web CircuitJS para testar uma versão
digitalmente simulada do mesmo, com o intuito de identificar os melhores valores para os
componentes considerando os requisitos do projeto e as limitações nele colocadas.
ETAPA 2 - Projeto. (Nesta etapa será descrito o projeto que o grupo irá fazer).
Utilizamos os seguintes componentes:
● Resistor de 1kΩ
● Trimpot de 10kΩ
● Relé de 5V
● Diodo 1N4007
● Transistor NPN BC547
● Entrada USB tipo B
Abaixo está o diagrama do circuito, como utilizado no simulador mencionado:
ETAPA 3 - Projeto no EAGLE - (Esquemático utilizando os footprints escolhidos na compra
de material para evitar erros de projetos com os nomes e valores de cada componente…)
Para garantir que o projeto seja financeiramente viável, fizemos uma pesquisa de preço
dos componentes em diversos sites de comércio eletrônico. O link abaixo apresenta os
componentes e os valores encontrados na loja que oferecia as melhores ofertas:
[Link]
hKmw7wLg5o9Y/edit?usp=sharing
ETAPA 4 - Confecção da PCB - método de confecção de placas de circuito impresso
através da técnica de tinta sensível a ultravioleta e percloreto de ferro.
Antes de iniciar o processo de revelação
com a barrilha, foi necessário realizar a exposição da placa de circuito impresso à luz
ultravioleta (UV). Esse procedimento tem como objetivo transferir o desenho do fotolito
para a superfície da placa revestida com tinta fotossensível, permitindo a formação
precisa das trilhas do circuito.
A placa de circuito impresso é previamente revestida com uma tinta fotossensível, que
reage à luz UV. Sobre essa placa, posiciona-se o fotolito, que contém o desenho do
circuito. Nas áreas pretas, a luz UV é bloqueada, enquanto nas áreas transparentes a luz
passa e atinge a tinta. A placa e o fotolito são fixados de forma alinhada para evitar
deslocamentos que comprometam o resultado. O conjunto é posicionado sob uma
lâmpada de luz ultravioleta.
A luz ultravioleta é acionada, e a exposição ocorre durante aproximadamente 15 minutos.
E para garantir que todas as áreas da placa recebam a luz de forma uniforme, a posição
da placa é alterada a cada 5 minutos. Nas áreas transparentes do fotolito, a luz UV
endurece a tinta fotossensível, fazendo com que ela adira firmemente ao cobre. Nas
áreas pretas, onde a luz é bloqueada, a tinta permanece solúvel, facilitando sua remoção
posterior.
Após o término da exposição, a placa está pronta para ser submetida ao processo de
revelação com a solução de barrilha. Nesse momento, a tinta endurecida permanecerá
protegendo as trilhas desejadas, enquanto a tinta solúvel será removida para expor o
cobre que será corroído. Essa etapa é crucial para garantir que o desenho do circuito seja
transferido com precisão, permitindo a formação correta das trilhas na placa final.
A barrilha, também conhecida como carbonato de sódio
(Na₂CO₃), é utilizada na limpeza de placas de circuito impresso (PCBs) após o processo
de exposição ao raio ultravioleta e revelação.
Sua função principal é:
Neutralizar resíduos químicos do revelador: Durante o processo de fabricação da PCB,
um revelador químico é usado para remover a máscara fotossensível das áreas expostas
à luz UV. A barrilha ajuda a neutralizar qualquer resíduo ácido ou químico remanescente
desse revelador. No contexto de PCBs, sua aplicação é mais específica para o controle
químico do processo de fabricação. Ou seja, ele está tirando na verdade a tinta úmida
que estava com o preto em cima, pois ela não sensibilizou, ela foi protegida. E nessa
parte da prática tem que esfregar para que comece a tirar a tinta da placa de circuito
impresso, com uma força moderada.
Nessa etapa a bacia apresentada na imagem foi
utilizada durante o processo de corrosão da placa de circuito impresso (PCB) com o uso
de percloreto de ferro. O percloreto de ferro é um reagente químico essencial para
remover o excesso de cobre das placas de circuito, deixando intactas apenas as trilhas
protegidas pela máscara sensibilizada. Essa etapa é crucial para garantir que o circuito
seja isolado corretamente, evitando curtos e falhas no funcionamento.
A bacia foi empregada para conter a solução de percloreto, proporcionando um espaço
seguro e prático para imergir as placas e realizar o processo de corrosão. Esse método
permitiu que o cobre exposto fosse dissolvido de maneira uniforme, possibilitando a
formação das trilhas do circuito. Durante a imersão, a placa foi mantida em movimento
constante ou levemente agitada para garantir que o percloreto reagisse de forma
eficiente em todas as áreas desejadas.
O uso dessa bacia foi fundamental para executar a corrosão de forma controlada,
evitando o desperdício de material e garantindo um ambiente de trabalho mais
organizado e seguro.
ETAPA 5 - Montagem da PCB - (Realizar a montagem da placa e realizar os
testes de funcionamento)
Após retirarmos a tinta da placa do circuito impressa (PCB), realizamos a soldagem dos
componentes do LED, resistores, relé, trimpot, diodo, LDR e de um jumper para fornecer
energia ao circuito.
A função principal da soldagem é:
Fixar os componentes de uma placa de circuitos. A soldagem é um processo de união
de materiais, que pode ser feita por aquecimento até uma temperatura adequada, com
ou sem a aplicação de pressão ou material de adição. Para isso, é necessário
derreter estanho na conexão entre os componentes, o que cria uma forte ligação
elétrica quando o estanho arrefece.
Para soldar componentes eletrônicos, utilizamos os equipamentos a seguir :
● Ferro de solda
● Estação de solda
● Pontas para ferro de solda
● Esponja metálica ou convencional
● Estanho
● Lupa com suporte e pinça
ETAPA 6 - Relatório Final
Descrição das falhas e dificuldades:
Etapa 1: Tivemos dificuldades no começo para escolher o projeto, devido a dificuldade de
encontrar certos componentes presentes nos primeiros projetos escolhidos. Então
alteramos a escolha do projeto final.
Etapa 3: No Eagle, tivemos problemas para achar a biblioteca de alguns componentes e para
salvar o projeto no computador da escola. Com isso tentamos fazer o projeto em casa,
porém os componentes ficaram muito perto uns dos outros, então tivemos que aumentar o
tamanho da placa de circuito, refizemos o roteamento dos componentes e escrevemos
“RATO”, o nome carinhoso o qual apelidamos nosso projeto na parte de trás da placa.
Etapa 4: Um dos problemas encontrados ocorreu ao esfregar a placa de circuito na barrilha
com um pincel mais firme. Essa ação acabou removendo parte dos desenhos sensibilizados
do circuito, resultando na perda de algumas letras ou traços importantes. Para corrigir o
erro, foi necessário utilizar uma caneta permanente para redesenhar as áreas apagadas,
garantindo que a máscara de proteção ficasse completa antes das etapas seguintes.
Outro problema foi observado durante a corrosão no percloreto de ferro. Em algumas
partes, o cobre não foi completamente removido pela solução, exigindo uma intervenção
manual. Foi necessário utilizar uma ferramenta para raspar o cobre remanescente ao redor
das áreas que deveriam ser isoladas. Essa raspagem foi feita cuidadosamente para
delimitar as trilhas e evitar curtos indesejados. Além disso, em casos onde a tinta não
aderiu corretamente ou foi removida acidentalmente, foi preciso refazer as demarcações
manualmente antes de continuar o processo.
Etapa 5: A soldagem dos componentes ocorreu em geral de forma tranquila, apenas com um
erro ao soldar dois componentes juntos, mas esse erro foi rapidamente corrigido.
Comportamento do circuito final e Conclusão
Ao terminarmos todas as etapas anteriormente descritas, chegou a hora de finalmente
testarmos o nosso circuito para ver se ele estava funcionando corretamente e ver se
todo nosso esforço e tempo investido nesse projeto valeu a pena. E o resultado final
supriu todas as nossas expectativas, o circuito funcionou perfeitamente, ao desligarmos
a luz da sala o Led do nosso circuito acendeu rapidamente e ao ligarmos a luz ele
apagou, assim como deveria ser. A sensação de ver um projeto que começamos a
pensar tudo do zero, aos poucos ir tomando forma e no final conseguir cumprir seu
propósito foi extremamente gratificante, com certeza uma experiência que todos do
grupo planejam repetir no futuro.
Projetos futuros
● Sempre ter muitas cópias do projeto do Eagle para não ter risco de perder.
● Deixar a placa exposta na luz ultravioleta pelo período certo de tempo, para que na
etapa do carbonato de sódio, os desenhos da placa fiquem certos.
● Tirar medidas de todos os componentes, para que no Eagle o projeto fique o mais
preciso possível.
● Procurar projetos com componentes de fácil acesso e baratos.
● Sempre anotar e tirar foto de todas as etapas, para não esquecer no relatório final.
● Sempre manter todos os integrantes do grupo atualizados de cada etapa do projeto.
● Para ter um projeto eficiente, é essencial a atenção desde o começo do design até a
programação e a montagem com todos os componentes.
● Teríamos mais cuidado no roteamento dos componentes no software de design,
garantindo que as trilhas estivessem mais espaçadas para evitar problemas de
curto-circuito e facilitar a corrosão.
● Dedicaríamos tempo para documentar cada etapa do projeto de forma mais
minuciosa, com fotos e descrições completas, o que ajudaria a identificar melhorias.
● Planejaríamos mais tempo para treinar a soldagem e aprimorar essa etapa,
buscando maior precisão e acabamento.
Integrantes: Leonardo Monteiro, Loyse, Nykolli Alves, Emanuele Vitória, Raquel Martins
Chagas, Lara Barcelos, e Pedro Reis
Turma: 3005