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Parasitose Intestinal: Tipos e Tratamentos

O documento aborda as principais parasitoses intestinais, classificando-as em helmintos e protozoários, e detalha características, ciclos de vida, clínica, diagnóstico e tratamento de cada tipo. Os helmintos incluem nematelmintos e platelmintos, enquanto os protozoários são unicelulares e não causam eosinofilia. O tratamento varia entre medicamentos como albendazol, mebendazol e praziquantel, dependendo do tipo de parasita.
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Parasitose Intestinal: Tipos e Tratamentos

O documento aborda as principais parasitoses intestinais, classificando-as em helmintos e protozoários, e detalha características, ciclos de vida, clínica, diagnóstico e tratamento de cada tipo. Os helmintos incluem nematelmintos e platelmintos, enquanto os protozoários são unicelulares e não causam eosinofilia. O tratamento varia entre medicamentos como albendazol, mebendazol e praziquantel, dependendo do tipo de parasita.
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PARASITOSE INTESTINAL

HELMINTOS (vermes) PROTOZOÁRIOS

Nematelmintos (cilíndricos) - Entamoeba histolytica


- Ascaris - Giardia lamblia
- Ancilostomídeo
- Estrongiloides #seres unicelulares menos evoluídos
- Trichuris
- Enterobius

Platelmintos (achatados)
- Schistosoma
- Taenia

HELMINTOS

Características
-​ Pluricelulares, fêmea e macho, até metros de comprimento
-​ Visíveis
-​ Causam eosinofilia
-​ Maioria assintomática
-​ Transmissão fecal oral; penetração cutânea; carne contaminada

Tratamentos
-​ Nematelmintos => “... bendazol” (me, tia, al)
-​ Platelminto => Praziquantel
-​ Nitazoxanida (ambos grupos menos cisticercose e toxocaríase)

ASCARIDÍASE (Ascaris lumbricoides)

=> Ovo - ingestão - larva (perfura o intestino delgado, entra na circulação e busca oxigênio
que temos no pulmão, sobe pelo esôfago, é deglutida, volta para o intestino agora muito
mais forte e vira agora VERME). Este ciclo da presença da larva no pulmão é chamado de
Síndrome de Loeffler (tosse seca, infiltrado pulmonar migratório, eosinofilia)
=> Verme - intestino - ovo - fezes

5 helmintos com ciclo pulmonar (Sd. Loeffler)

S tronglyoides stercoralis
A ancylostoma duodenale
N ecator americanus
T oxocara canis
A scaris lumbricoides

Clínica
-​ Loeffler
-​ Obstruções: intestinais, colédoco, apêndice (lembrar que ela é grande!)...
Diagnóstico
-​ EPF com pesquisa de ovos de áscaris
Tratamento
-​ Albendazol; Mebendazol
-​ Outros: levamisol (específico para áscaris), pamoato de pirantel, ivermectina
-​ Anitta pega também
-​ Suboclusão intestinal > sem sofrimento de alça > tolera tratamento clínico
-​ Suporte: SNG aberta + hidratação
-​ Óleo mineral = lubrificante intestinal facilitando a evacuação para tentar
desobstruir, não quero irritar os vermes para saírem perfurando
-​ Salina hipertônica ou gastrografina (ambas hipertônicas para desidratar o
parasita, facilitando a eliminação)
-​ Após eliminação pelas fezes completa o tratamento com BENDAZOL

TOXOCARÍASE (Toxocara canis)

-​ É o ascaris do cachorro => cachorro é o hospedeiro definitivo


-​ Principalmente cachorros de rua defecam na areia da praia ou de parques, homem
ingere
-​ Homem => hospedeiro acidental
-​ Como não somos cachorro, ela não sabe o caminho do intestino e fica passeando
pelo corpo
-​ Por isso também chamamos também de larva migrans visceral
Clínica (mononucleose com eosinofilia intensa)
-​ Loeffler
-​ Hepatomegalia, febre…
-​ Eosinofilia INTENSA
-​ Doença clássica de criança
Diagnóstico
-​ Sorologia ELISA para toxocara
-​ Não adianta EPF porque ele não completa o ciclo intestinal
Tratamento
-​ ALBENDAZOL +- corticoide

ANCILOSTOMÍASE (Ancylostoma duodenale e Necator americanus)

Clínica
-​ Lesão cutânea
-​ Loeffler
-​ Anemia ferropriva (cada um
consome 0,1 ml por dia de
sangue no intestino)
Diagnóstico
-​ EPF
Tratamento
-​ Albendazol, mebendazol,
pirantel.
ESTRONGILOIDÍASE (Strongyloides stercoralis)

-​ A fêmea consegue colocar o ovo sem o macho no intestino, o ovo eclode dentro do
próprio intestino.
-​ Paciente evacua larva, contamina o ambiente e você pisa na larva, ele penetra na
pele e vai para o pulmão. Por que ela vai para o solo, não seria mais fácil já ir para o
pulmão a partir do intestino? O próprio sistema imune protege dessa infestação,
portanto quem tiver em uso de corticoide com dose imunossupressora pode resultar
em AUTOINFESTAÇÃO (risco de sepse porque leva bactéria gram negativa entérica
junto). ANTES DE FAZER PULSOTERAPIA COM CORTICOIDE O IDEAL É
TRATAR COMO SE TIVESSE ESTRONGILOIDÍASE.
-​ Do pulmão vai para o intestino
-​ Ela anda muito rápido na pele = conhecida com larva currens

Clínica
-​ Lesão cutânea e loeffler
-​ Auto-infestação: forma disseminada e sepse
Diagnóstico
-​ EPF
Tratamento
-​ Ivermectina (é a primeira linha)
-​ Albendazol
-​ Tiabendazol (ele é mais específico da própria strongyloides)
-​ Anitta também pega
ENTEROBÍASE OU OXIURÍASE (Enterobius vermicularis)

Clínica
-​ A fêmea sai do cólon, vai até a margem anal e coloca os ovos a noite próximo ao
ânus
-​ Prurido anal noturno
-​ Corrimento vaginal pela proximidade do ânus com a vagina gerando um corrimento
vaginal
Diagnóstico
-​ Fita gomada (GRAHAM), cola o parasita e olha no microscópio
Tratamento
-​ Albendazol ou mebendazol
-​ Outros: pirvínio (especificidade para oxiuríase) ou pirantel

TRICURÍASE ou TRICOCEFALÍASE

Clínica
-​ Prolapso retal devido a grande inflamação da mucosa intestinal
Diagnóstico
-​ EPF
Tratamento
-​ Albendazol, mebendazol
-​ Ivermectina

TENÍASE (Taenia solium do porco, taenia saginata da vaca)

-​ Ingestão da larva (carne mal cozida)


=> Hospedeiro intermediário (forma larvária) pode ser o boi ou porco, se eu como uma
dessas carnes mal cozida, nela pode conter o cisticerco (larva). Quando eu como vou
digerir a proteína e liberar a larva, que vai crescer no intestino virando a tênia. Vai
eliminando proglótides (ovos), o porco ingere e ele contamina várias partes do porco,
inclusive a carne.
=> Hospedeiro definitivo é o homem (verme)

Clínica
-​ Intestinal inespecífico

Diagnóstico
-​ EPF (Tamisação => peneira as fezes, o proglótide não passa pela peneira)

Tratamento
-​ Praziquantel, niclosamida, albendazol
-​ ALLbendazol pega todos até agora! É o anitta do SUS.
NEUROCISTICERCOSE

-​ Doença da larva da taenia solium (só do porco, a do boi não)


-​ Na questão do porco nós podemos ser hospedeiro definitivo ou intermediário
(lembra que o porco ingere o ovo e contamina o corpo, principalmente o corpo)
-​ Ingestão do ovo por água ou hortaliça contaminada
-​ No homem a predileção é pelo sistema nervoso

Clínica
-​ Crise epiléptica é a grande manifestação, mas tem várias outras relacionadas a SNC

Diagnóstico
-​ Imagem (TC ou RNM)
-​ Vemos a escólex ou cabeça da larva
-​ Fizemos T1 (para ver licor preto); T2 seria o licor branco
#para completar o ciclo teria que comer o cérebro da pessoa, o parasita vai morrer porque
não vai ter a completação do ciclo, gerando sequelas onde ele morreu, já não tendo mais
possibilidade de tratamento.

Tratamento
-​ Albendazol ou praziquantel + corticoide.
-​ Corticóide (dexametasona) antes do albendazol, pois se eu matar antes gera muito
edema => aumenta PIC => óbito.

ESQUISTOSSOMOSE

=> Ovo cai em lagoa de água doce,


eclode e se chama miracídio, tem
tropismo por um caramujo que vive
nessas lagoas. Ele entra pela pele do
caramujo (BIOMPHALARIA). No caramujo
ele começa as suas transformações
gerando as cercárias que nadam na
superfície. Em contato com a pele
humana ele penetra, gerando prurido.
=> Ela ganha a circulação corpórea, os
que chegarem no sistema porta
conseguem se proliferar, e aí migra contra
a corrente sanguínea entrando nos vasos
mesentéricos, até que vai chegar lá nos
ramos finais dos vasos, principalmente
nos plexos hemorroidários, onde colocará seus ovos que podem estar no lúmen, mucosa ou
vasos. BIOMPHALÁRIA não é vetor! É apenas um intermediário para conseguir virar
cercaria.

Agente: SCHISTOSOMA MANSONI (brasil) é o único subtipo aqui!


Habitat: vasos mesentéricos e hemorroidários
Quadro clínico
-​ Dermatite por cercaria (Dermatite cercariana = coceira do nadador)
-​ Forma aguda (Febre de Katayama)
-​ Febre, mialgia, hepatoesplenomegalia (hipertensão portal), adenomegalia,
eosinofilia
-​ Alguns vasos ficam na veia porta e vai para parênquima hepático, gerando a
FORMA CRÔNICA (granulomas) e sepse por salmonella (presentes no tubo
digestivo do esquistossomose, ele caga no sangue e gera sepse por salmonella).
Pode viajar por varizes de esôfago, indo para o sistema ázigo ganhando o sistema.
-​ Hipertensão porta, pulmonar e mielite
Diagnóstico
-​ Antes de 40 dias não aparecem nas fezes, apenas sorológico neste período
-​ Sorologia (aguda)
-​ EPF (após 40 dias)
-​ No EPF vemos um ovo, parece uma bexiga
-​ Biópsia retal pode ser realizada, mas pouco utilizada
Tratamento
-​ Praziquantel ou oxamniquine VO dose única (não pode em gestante)
-​ Oxamniquine ataca o verme adulto
-​ Praziquantel pega tudo (melhor opção)

PROTOZOÁRIOS

Características
-​ Unicelulares (uma bactéria mais evoluída)
-​ Não causam eosinofilia
-​ Maior assintomática
-​ Transmissão fecal-oral
-​ Exame laboratorial lembra muito bactéria

Ciclo evolutivo
-​ Ingestão (cisto, não tem ovo é unicelular) => no intestino é liberada a forma
parasitária que se chama trofozoíta que faz divisão binária => evacuamos cistos nas
fezes.

Diagnóstico
-​ EPF
-​ Sorologia (nas formas extra-intestinal)

Tratamento
-​ “...Nidazol” (Metro, sec e ti)
-​ Nitazoxanida pega todos (menos neurocisticercose e toxocaríase)
AS DIFERENÇAS…

AMEBÍASE (Entamoeba histolytica)


-​ Ameba que tem capacidade de invasão por comer o cólon
-​ Formas clínicas
-​ Intestinal: disenteria
-​ Extra-intestinal: abscesos hepáticos amebianos (dor QSD, febre…);
diagnóstico com imagem e sorologia
Tratamento
-​ Assintomático: teclozan ou etofamida (pega forma não invasiva da ameba)
-​ Sintomático: “...nidazol” sendo metronidazol a escolha + teclozan ou etofamida
-​ Entamoeba coli, iodamoeba butschlii, endolimax nana (não tratar pois são
comensais)

GIARDÍASE
-​ Junto com a ascaris são os mais comuns
-​ Delgado
-​ Capacidade de atapetar e inflamar
-​ Forma uma barreira mecânica entre o enterócito e a luz => não absorve nutrientes
-​ Diagnóstico diferencial com síndromes disabsortivas (Doença Celíaca)
Clínica
-​ Má absorção
Tratamento
-​ … Nidazol
-​ Alternativa: albendazol (5 dias), porque pega o áscaris que é o helminto mais
comum e pega a giárdia que é o protozoário mais comum.

AMEBA Cólon - diarreia invasiva - Teclosan ou etofamida - Secnidazol

NÃO TRATAR Entamoeba coli - iodamoeba butschlii - endolimax nana

GIARDIA Delgado - má absorção - Secnidazol

S.A.N.T.A Strongyloides - Áscaris - Necator canis - Toxocara - Ancilóstomo

ASCARIDÍASE Gosta de orifícios - suboclusão intestinal

TOXOCARÍASE “Mononucleose” + eosinofilia intensa

ANCILOSTOMÍASE Anemia ferropriva

ESTRONGILOIDÍASE Larva currens - sepse gram negativo - Ivermectina

OXIURÍASE Prurido anal + corrimento vaginal - fita gomada

TRICURÍASE Prolapso retal

TENÍASE Assintomático X convulsão


x Tamisação x TC
CISTICERCOSE Praziquantel

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