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Fenômenos da Luz e sua Natureza

O documento discute a importância da luz na vida na Terra, sua natureza e os fenômenos associados a ela, como reflexão, refração e difração. A evolução do entendimento sobre a luz, desde teorias corpusculares até a teoria eletromagnética de Maxwell, é abordada, assim como a emissão de radiação por corpos aquecidos e átomos. A conclusão destaca os processos de emissão de luz, tanto espontâneos quanto estimulados, como fundamentais para a tecnologia moderna, incluindo lasers.
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Fenômenos da Luz e sua Natureza

O documento discute a importância da luz na vida na Terra, sua natureza e os fenômenos associados a ela, como reflexão, refração e difração. A evolução do entendimento sobre a luz, desde teorias corpusculares até a teoria eletromagnética de Maxwell, é abordada, assim como a emissão de radiação por corpos aquecidos e átomos. A conclusão destaca os processos de emissão de luz, tanto espontâneos quanto estimulados, como fundamentais para a tecnologia moderna, incluindo lasers.
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INTRODUÇÃO

Os fenômenos associados à luz são aqueles com os quais os seres humanos


têm uma relação mais íntima e constante ao longo de suas existências. Na medida em
que ela desempenha um papel central, por meio da fotossíntese, no ciclo de vida do
reino vegetal e consequentemente na absorção de CO2 da atmosfera terrestre, a luz tem
muito a ver com a existência e manutenção da vida no nosso planeta. Luz é, também,
uma fonte de energia renovável. Assim, pelo menos na forma que a conhecemos, vida
no nosso planeta não seria possível sem ela. A explicação para os fenômenos luminosos
podem ser simples, ou podem requerer formalismos ou métodos matemáticos
sofisticados. Alguns requerem apenas propriedades relativas à propagação da luz num
meio homogêneo. Esse é o caso da formação de sombras e de penumbras bem como os
fenômenos da reflexão e da refração da luz. Outros, como a difração, requerem que se
evoque o Eletromagnetismo. Finalmente, outros, como a radiação emitida pelo Sol
(radiação de corpo negro), requerem conhecimentos relativos à teoria quântica.

Fenômenos envolvendo a luz podem ser menos comuns e, ás vezes, requerem


aparatos especiais para serem observados. Dentre esses podemos citar a interferência e a
difração da luz. Outros fenômenos são bem mais sutis, quer seja da sua observação ou
da sua interpretação. Dentre eles destacamos o efeito fotoelétrico e o espalhamento
Raman. Credita-se o inicio da óptica à construção das primeiras lentes. E isso, cerca de
700 anos de Cristo. Foi mais uma contribuição dos mesopotâmios na antiguidade. No
entanto, o primeiro estudo sistemático versando sobre o tema se deve a Euclides, o
famoso geômetra, e que viveu cerca de 300 anos de Cristo. No seu livro Óptica,
desenvolveu um estudo sistemático da geometria da visão. Fez uso de conceitos como
raios (raios de visão). Euclides analisou ainda alguns fenômenos clássicos, e que
pertencem ao domínio do que denominamos, hoje, de Óptica Geométrica. Chegou a
esboçar um esquema para a Câmara Escura de orifício. Tornou-se uma obra clássica na
antiguidade Ainda hoje a óptica é uma área de intensas pesquisas tanto na área básica
como na área tecnológica. Muitas são as aplicações dos lasers, por exemplo. Novos
fenômenos são observados dia a dia envolvendo os minúsculos componentes da luz. A
óptica é a área da Física que estuda a Luz: sua natureza, suas propriedades suas
aplicações e os fenômenos dela decorrentes. A óptica se propõe também a estudar a
interação da luz com a matéria. Nesta introdução analisaremos apenas algumas questões
especialmente aquelas relacionadas à natureza da luz, sua geração (as fontes de luz) e,
finalmente, a questão da velocidade da luz.

1
NATUREZA DA LUZ

Desde a antiguidade os filósofos e, depois do renascimento, os cientistas se dedicam


a explicar os fenômenos envolvendo a luz. De grande importância nesse contexto é a
questão da sua natureza. O debate envolveu grandes filósofos e cientistas. A questão
central poderia ser resumida da seguinte forma: Teria a luz uma natureza ondulatória ou
uma natureza corpuscular? Entre os antigos gregos, a escola de Pitágoras preconizava a
idéia de que todo objeto ao nosso alcance visual emitiria partículas. Já Aristóteles
concluiu que os fenômenos associados á luz seriam melhor caracterizados como
fenômenos que hoje em dia denominamos de ondulatórios. Newton acreditava na
natureza corpuscular da luz. Seu interesse pelo assunto foi tão grande que elaborou uma
nova teoria voltada especialmente para explicar, dentre outros, o fenômeno das cores.
Sua teoria está contida no livro “Óptica” publicada em 1704. Esse livro cujo título era
“OPTICA: Um Tratado das reflexões, Refrações e Inflexões e Cores da Luz” é um livro
clássico da literatura cientifica e foi reeditado recentemente pela Editora da USP.

Sua crença na natureza corpuscular da luz já aparece no seu primeiro postulado ao


definir raio de luz: Por raios de luz entendo as partes mínimas da luz e as que tanto são
sucessivas nas mesmas linhas como simultâneas em várias linhas. E assim ele justifica a
idéia de “partes mínimas da luz” “Pois é evidente que a luz consiste em partes, tanto
sucessivas como contemporâneas, porque no mesmo lugar podemos deter a que chega
em dado momento e deixar passar a que chega imediatamente depois; e ao mesmo
tempo podemos detê-la em qualquer lugar e deixála passar em qualquer outro. Pois a
parte da luz que foi detida não pode ser a mesma que deixemos passar. Denomino raio
de luz a menor luz ou a menor parte da luz que pode ser detida isoladamente, sem o
restante da luz, ou propagada sozinha, ou fazer ou sofrer qualquer coisa sozinha, que o
restante da luz não faz ou não sofre”

Newton se interessou pela óptica muito cedo. Publicou seu primeiro trabalho em
óptica aos 29 anos. Preocupou-se com o fenômeno das cores. Esse fenômeno, melhor
entendido a partir da decomposição da luz em diversas cores ao passar por um prisma,
já fora detalhadamente descrito por ele aos 23 anos, em 1666. No seu livro "Óptica"
Newton afirma, como exposto acima, que "é evidente que a luz consiste em partes" e se
utiliza de termos como "corpos minúsculos" e "partículas de luz". Muitos físicos, de
valor excepcional, se opuseram à teoria de Newton. Dentre eles, Robert Hooke e
Christiaan Huyghens. A idéia dominante era a de que a luz era a pressão ou o
movimento de alguma perturbação que atravessa um determinado meio. Huygens, que
era contemporaneo de Newton elaborou uma teoria diferente. Em seu livro “Traité de
La Lumiére”, publicado em 1690, ele defende a idéia de que a luz seria constituída por
pulsos que se propagam num determinado meio. Essa é a idéia associada a uma onda.
Assim, Huygens propunha que a luz tivesse um caráter ondulatório. Num primeiro
momento a teoria corpuscular da luz ganhou força (durante o século XVIII).

2
A TEORIA DE MAXWELL

A idéia da luz como ondas recebeu um impulso ainda maior com a formulação das
leis do eletromagnetismo proposta por Maxwell. Isso ocorreu por volta do ano de 1870.
De acordo com a teoria de Maxwell, campos elétricos e magnéticos podem se propagar
como ondas. Nessa nova teoria, a luz seria apenas uma parte do espectro das ondas
eletromagnéticas. A teoria de Maxwell era capaz de explicar todos os fenômenos
ópticos até então conhecidos. Desde as leis da reflexão, da refração, até os fenômenos
da difração e interferência da luz. A teoria do eletromagnetismo prevê ainda que uma
carga elétrica em movimento acelerado produz radiação eletromagnética. Ou seja, ela
explica o mecanismo de produção das ondas eletromagnéticas. As ondas
eletromagnéticas previstas por Maxwell foram observadas, pela primeira vez, por
Heinrich Hertz. Suas aplicações cresceram, a partir dai, numa velocidade vertiginosa. É
a base para as telecomunicações nos dias de hoje. As ondas harmônicas, isto é ondas
cujo perfil pode ser descrito por uma função trigonométrica do tipo seno, têm frequência
e comprimento de onda bem definidas. Em princípio, uma onda eletromagnética plana
do tipo harmônica pode ter qualquer frequência. Ao conjunto de todas as frequências
damos o nome de espectro eletromagnético. É usual classificar as ondas
eletromagnéticas harmônicas em classes. Isso é feito levando-se em conta a
característica da onda denominada frequência (  ), ou, equivalentemente, seu
comprimento de onda (  ). Lembrando que no caso das ondas eletromagnéticas a
relação entre ambas é:   c Onde c é a velocidade da luz no meio, aqui considerado
como sendo o vácuo. A classificação em classes leva em conta certos intervalos da
frequencia . Adotaremos um agrupamento das ondas eletromagnéticas em sete grandes
categorias, ou classes: Raios Gama, Raios-X, Radiação Ultravioleta, Luz, Radiação
infravermelha, Micro ondas e Ondas de Rádio. Essa divisão está ilustrada na figura
(figX-1). Nela, as ondas eletromagnéticas estão classificadas de acordo com o
comprimento de ondas. O mesmo pode ser feito em relação à frequência.

3
FONTES TERMICAS
Qualquer porção de matéria aquecida a uma determinada temperatura emite radiação
eletromagnética. Trataremos a emissão como aquela proveniente de um corpo negro
(um corpo que absorve toda radiação que incide sobre ele) quando aquecido. Por isso tal
radiação é conhecida como radiação de corpo negro. O espectro da radiação emitida por
um corpo depende da sua temperatura. Em particular, o pico da intensidade da radiação
(quando ela é máxima) ocorre para um comprimento de onda que depende linearmente
do inverso da temperatura. O corpo humano, por exemplo, mantido a 37O K emite
radiação. O pico do espectro de corpos frios, como o corpo humano, se situa numa
freqüência típica da região do infravermelho.

Não vemos, assim, a radiação emitida. À medida que a temperatura de um corpo frio
vai aumentando, o pico vai se deslocando na direção daquela correspondente á radiação
visível. Por isso um metal aquecido começa avermelhado e, á medida que o aquecemos,
vai se tornando esbranquiçado. Pode-se determinar a temperatura de um objeto
detectando-se a radiação de corpo negro que ele emite (Termômetros infravermelhos).
O Sol, cuja temperatura na superfície é de cerca de 6000oK emite radiação cujo pico
está na região do visível. Essa radiação é aquilo que percebemos como a luz proveniente
do Sol.

A luz que observamos como chamas e que resulta do processo de queima de


objetos sólidos, é outro exemplo de radiação que tem um comportamento bem
descrito pela radiação de corpo negro. Numa lâmpada elétrica o filamento de
tungstênio é aquecido a altíssimas temperaturas pela passagem de uma corrente
elétrica e emite radiação. Nesse último caso, apenas 10% da energia emitida está
compreendida no espectro visível. O restante cai na região do infravermelho.

Nem todas as fontes primárias de luz estão a altas temperaturas. Por exemplo,
uma lâmpada de néon não é tão quente quanto uma lâmpada que contém, em seu
interior, um filamento incandescente (as lâmpadas comuns). A razão pela qual
podemos ter fontes não térmicas é que átomos emitem luz. Eles emitem luz
apenas em algumas freqüências ditas características. Na figura 10 apresentamos
o espectro de emissão do hidrogênio na região da luz visível. São as linhas de
emissão do hidrogenio. Para o entendimento das fontes não térmicas devemos
fazer uso do processo de produção de radiação num átomo. Ou seja, devemos
recorrer á emissão espontânea. Por exemplo, a emissão espontânea é o
mecanismo responsável pela produção de luz por parte de algumas lâmpadas.
Nessas lâmpadas ocorre a passagem de uma corrente elétrica através de um
recipiente contendo gás (lâmpadas de Mercúrio e de néon, por exemplo).

4
CONCLUSÃO
O processo de emissão de luz por átomos tanto pode ser espontâneo (como nas
lâmpadas de néon) quanto estimulado (como no caso da luz laser) No caso de emissão
estimulada, a matéria é perturbada de tal maneira a que o fóton não seja absorvido e
que, além disso, do processo físico resulte um segundo fóton igual em tudo ao primeiro.
É uma espécie de amplificação óptica. A emissão espontânea é a base dos lasers e
masers.

5
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

 [Link]
 [Link]
 [Link]
introduction-to-light-waves/a/light-and-the-electromagnetic-
spectrum
 [Link]

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