APS - ATIVIDADE 2 - DIREITO PROCESSUAL
CIVIL I
Nome: José Vinícius de Faria Araújo CIU: 83242
Curso: Direito Período: 5° Noturno
Professor: Fabrício Veiga Costa
Explique detalhadamente de forma fundamentada cada etapa
do rito comum no processo civil brasileiro vigente.
I. Petição Inicial:
A petição inicial, como o nome já diz, é primeiro ato para a formação do
processo judicial. Trata-se de um pedido por escrito, onde a pessoa
apresenta sua causa perante a Justiça, levando ao juiz as informações
necessárias para análise do direito.
II. Despacho Inicial:
O despacho inicial corresponde ao primeiro momento processual em que o
juiz tem contato físico com os autos do processo, após a entrada no cartório
distribuidor (mais de um juízo competente na mesma comarca) ou de
protocolo (único juízo na comarca).
Vide artigo 263 da Lei nº 5.869 de 11 de janeiro de 1973
Art. 263. Considera-se proposta a
ação, tanto que a petição inicial seja
despachada pelo juiz, ou
simplesmente distribuída, onde
houver mais de uma vara. A
propositura da ação, todavia, só
produz, quanto ao réu, os efeitos
mencionados no art. 219 depois que
for validamente citado.
III. Audiência de Conciliação ou Mediação:
Audiência de Conciliação ou Mediação é o ato no qual as partes se reúnem
com um conciliador ou mediador para juntos, acharem uma solução ou
acordo que ponha fim ao conflito. Deve ser designada sempre que o juiz
constatar que a petição inicial preencher os requisitos essenciais e que não
for o caso de improcedência liminar do pedido. Normalmente é designada
antes de o réu apresentar sua contestação, mas pode ser novamente
marcada, caso as partes manifestem interesse no decorrer do processo, ou
quando o magistrado entender que a tentativa de conciliação é possível. (O
juiz poderá se recusar a homologar um acordo caso ele seja ilícito ou lesivo
a uma das partes).
Da audiência de conciliação ou de mediação, vide artigo 334 do CPC:
Art. 334. Se a petição inicial preencher os
requisitos essenciais e não for o caso de
improcedência liminar do pedido, o juiz
designará audiência de conciliação ou
de mediação com antecedência mínima
de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o
réu com pelo menos 20 (vinte) dias de
antecedência.
[...]
§4° A audiência não será realizada:
I – Se ambas as partes
manifestarem, expressamente,
desinteresse na composição
consensual;
II – Quando não se admitir a
autocomposição.
§5° O autor deverá indicar, na
petição inicial, seu desinteresse no
autocomposição, e o réu deverá
fazê-lo, por petição, apresentada
com 10 (dez) dias de antecedência,
contados da data da audiência.
IV. Contestação (caso não haja audiência de conciliação ou
não houver autocomposição entre as partes, o réu deverá
apresentar a contestação – prazo de 15 dias):
A contestação é uma das formas do réu de um processo se defender das
acusações feitas contra ele na petição inicial. É na contestação que o réu
pode atacar as alegações da parte autora, rebater os principais argumentos,
impugnar as afirmações do autor e alegar a matéria de defesa do litígio.
V. Revelia:
A Revelia acontece quando o réu é comunicado oficialmente do processo e
não se defende. Ou seja, é a ausência da contestação por parte do réu e,
como consequência, gera presunção de veracidade dos fatos alegados pelo
autor.
VI. Impugnação a Contestação:
A impugnação à contestação, também conhecida como réplica, é a ação
judicial que se permite à parte que abriu o processo para que ela possa
acusar e se defender de alegações feitas pelo réu na contestação. Ela é a
peça processual onde se tem a oportunidade de elaborar uma tese mais
detalhada, mostrando, assim, os pontos controversos da contestação e
provando o ponto do autor contra as alegações do réu. Isso porque, a
impugnação à contestação, não é uma peça padronizada, dando assim,
maior liberdade ao advogado ou advogada do caso de apresentar sua
argumentação de maneira mais complexa e completa.
VII. Despacho Saneador:
Despacho saneador é aquele no qual o juiz separa as questões prévias do
mérito da causa, sana as irregularidades e nulidades, verifica a legitimidade
das partes, a existência do legítimo interesse moral ou econômico e decide
sobre provas úteis ao processo, sendo que, caso não haja a necessidade de
produção de mais provas, o feito será julgado antecipadamente, no estado
em que se encontra. Trata-se de decisão interlocutória que se dá no curso
do procedimento de primeiro grau. Seu objetivo é decidir com força
preclusiva, questões incidentes, relativas aos pressupostos processuais,
condições da ação e validade dos atos do procedimento na fase
postulatória.
VII. Fase Decisória:
A fase decisória do procedimento comum é a o momento em que o juiz com
a sentença, coloca fim a fase cognitiva do rito comum. Dessa forma, o juízo
se pronuncia quanto aos pedidos, sendo a sentença procedente,
parcialmente procedente ou improcedente.
IX. Fase Postulatória:
Fase postulatória é aquela em que o autor apresenta o seu pedido, assim
também o que ele faz na petição inicial. Na petição inicial, o autor apresenta
os fatos e os fundamentos jurídicos do pedido, ou seja, formula o pedido,
assim, ele está postulando (pedindo) alguma coisa.
X. Fase Instrutória (probatória):
É aquela em que o juiz solicita novas provas, pois os documentos
apresentados na fase postulatória não foram suficientes.
XI. Provas/Instrução:
Determinada a produção das provas pertinentes ao esclarecimento da
causa, no saneamento, o processo será dedicado à instrução, podendo-se
apontar como principais meios desta fase: a perícia, a inspeção judicial e a
exibição de documento ou coisa. Lembrando que a prova documental
(vídeos, imagens, atas notariais, contratos, registros públicos ou
particulares etc.), em regra, deverá acompanhar a petição inicial ou a
contestação e as provas orais serão colhidas em audiência. Perícia Simples:
Perícia Simples é aquela que depende somente de uma área de
conhecimento científico para ser realizada. Perícia Complexa: Perícia
Complexa é aquela que exige mais de uma área de conhecimento científico.
Inspeção Judicial: É quando o juiz vai até o local do fato averiguar o
ocorrido.
XII. Audiência de Instrução e Julgamento:
É um ato processual cuja finalidade é a produção de provas orais. Por este
motivo, é durante esta audiência que as partes oferecem o seu depoimento
pessoal, o perito dá o seu testemunho e demais pessoas envolvidas no
processo (testemunhas) também prestam seu depoimento.
XIII. Sentença:
Dos pronunciamentos do juiz, vide artigo 203 do CPC:
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz
consistirão em sentenças, decisões
interlocutórias e despachos.
§ 1º Ressalvadas as disposições
expressas dos procedimentos
especiais, sentença é o
pronunciamento por meio do qual o
juiz, com fundamento nos arts. 485 e
487, põe fim à fase cognitiva do
procedimento comum, bem como
extingue a execução.
[...]
Conforme § 1º do artigo 203 do Código de Processo Civil, sentença é o
pronunciamento em que o juiz encerra a fase de conhecimento do
procedimento comum, ou seja, encerra o processo na 1ª instância,
analisando ou não o mérito.
1. Sentença Terminativa: É aquela que põe fim ou extingue o
processo sem resolução do mérito.
2. Sentença Definitiva: É aquela sentença em que o juiz resolve ou
julga o mérito da pretensão deduzida. Podendo julgar procedente,
improcedente ou parcialmente procedente.
3. Sentença Declaratória: É aquela em que declara a existência ou
a inexistência de uma relação jurídica, a autenticidade ou falsidade
de um documento.
4. Sentença Constitutiva: É aquela que cria, modifica ou extingue
direitos.
5. Sentença Condenatória: É aquela que determina o cumprimento
da obrigação de pagar, se alguém é condenado e não paga o valor
devido, o credor pode pedir a penhora de bens.
6. Sentença Mandamental: É aquela que determina o cumprimento
da uma obrigação de fazer ou não fazer.
7. Sentença Executiva Latu Sensu: É aquela que determina o
cumprimento de uma obrigação de entrega da coisa, certa ou incerta.