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PCMSO: Diretrizes e Responsabilidades

O documento apresenta informações sobre a empresa EGBERTO CALEGARI ARAÇATUBA ME, incluindo dados de identificação, número de trabalhadores e atividades. Ele detalha a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), estabelecendo diretrizes, responsabilidades e periodicidade dos exames médicos. Além disso, aborda a importância de medidas de controle e programas complementares à saúde dos trabalhadores.

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PCMSO: Diretrizes e Responsabilidades

O documento apresenta informações sobre a empresa EGBERTO CALEGARI ARAÇATUBA ME, incluindo dados de identificação, número de trabalhadores e atividades. Ele detalha a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), estabelecendo diretrizes, responsabilidades e periodicidade dos exames médicos. Além disso, aborda a importância de medidas de controle e programas complementares à saúde dos trabalhadores.

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Identificação

Razão Social: EGBERTO CALEGARI ARAÇATUBA ME

Nome Fantasia:

CNPJ: 02.205.074/0001-90

Insc. Estadual 177.130.169-110

Endereço: Anhanguera - 3709

Cidade: Araçatuba / SP

Bairro: Jardim Nova York

CEP: 16.018-390

Telefone: (18) 3622-5034

Número de trabalhadores

Masculino 03
Feminino 00
Total 03

Enquadramento e grau de risco

Código Atividade (Primária) Grau de Risco

32.99-0/03 Fabricação de Letras, Letreiros e Placas de Qualquer Material, 03


Exceto Luminosos.

1
1. Obrigatoriedade

A NR7 estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação por parte dos empregadores e


das instituições que admitam trabalhadores como empregados, do PCMSO, objetivando a promoção
e preservação da saúde dos trabalhadores.

2. Contrato temporário

Cabe à empresa contratante de mão-de-obra de prestação de serviços informar à empresa


contratada os riscos existentes e auxiliar na elaboração e na implementação do PCMSO nos locais de
trabalho onde os serviços estão sendo prestados. Recomenda-se que a empresa contratante dessa
mão-de-obra coloque, como critério de contratação, a realização do PCMSO.

3. Diretrizes mínimas

O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde
dos trabalhadores, articulando-se com o disposto nas demais NRs.
Tem como objetivo o presente trabalho, produzir o P.C.M.S.O. (Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional), priorizando o atendimento do interesse da saúde dos trabalhadores vinculado a
empresa, a partir de métodos de estudo epidemiológicos prevencionista, diante dos riscos ambientais
a que se submetem quando em atividade laborativa, a eles direta ou indiretamente expostos.
O PCMSO tem características de prevenção, rastreamento das doenças e diagnóstico, e junto
procurar doenças ocupacionais e consequentemente evitar suas seqüelas.

A elaboração do PCMSO estará a cargo do médico coordenador da contratada, que fará os exames
médicos conforme a NR-7 em seu item 7.4.1 alínea “a”, de acordo com a solicitação da empresa,
sendo que a realização dos exames complementares indicados no PCMSO estará a cargo da
empresa contratante, inclusive seus custos.

4. Das responsabilidades

O médico coordenador da contratada só será responsável pelo desenvolvimento do PCMSO


(Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional), caso haja um contrato de prestação de serviço
mediante a contratada e a contratante. Se a empresa for contratada apenas para elaborar o PCMSO,
então a contratante deverá designar um médico para a coordenação e o desenvolvimento do PCMSO
e a realização dos exames médicos, conforme a NR-7 em seu item 7.4.1 alínea “a”, e os
complementares, podendo o médico designado pela contratante seguir o PCMSO ou adotar outros
critérios.

5. Custeio do programa – encargos do empregador

Compete ao empregador:

a) Garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO.

b) Custear sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO.

c) Indicar um médico para coordenar o PCMSO.

6. Atribuições do médico coordenador

Compete ao médico coordenador:

a) Realizar ou organizar para que sejam realizados os exames médicos exigidos pelo programa.

2
b) Se encarregar de realizar e se necessário requisitar exames complementares necessários
conforme o trabalho e o estado de saúde dos trabalhadores.

7. Exames médicos

Este programa terá que obrigatoriamente incluir os seguintes exames:

a) Admissional
b) Periódico
c) De retorno ao trabalho
d) De mudança de função
e) Demissional

De um modo geral teremos:

Exame Admissional:

Deverá ser realizado antes que o trabalhador assuma suas atividades na empresa com o objetivo de
direcionar o indivíduo certo para determinada função.

Serão considerados inaptos a trabalhar na empresa os trabalhadores que apresentarem patologias


incompatíveis com a função que irá exercer.

Exame Periódico:

Este deverá ser realizado na tentativa de encontrar possíveis comprometimentos de saúde dos
trabalhadores.
Sua periodicidade deverá seguir as regras da NR 7 como:

a) Anual - para trabalhadores que trabalhem expostos a algum tipo de risco e em situação que pode
implicar no desencadeamento ou agravamento de uma doença ocupacional ou portadores de
doenças crônicas. O médico coordenador poderá a seu critério estabelecer um período mais curto
para realização do exame.

b) Para trabalhadores que não estão envolvidos nesta situação teremos:

anual: menores de 18 anos e maiores de 45 anos

bianual: maiores de 18 anos e menores de 45 anos

c) Temos ainda conforme NR 7 para trabalhadores expostos em atividades que envolvam riscos
discriminados nos quadros I e II da NR7, que sejam realizados exames periódicos no mínimo a cada
06 meses.
Para trabalhadores expostos a agentes químicos não constantes dos quadros I e II, outros
indicadores biológicos poderão ser monitorizados, dependendo de estudo prévio dos aspectos de
validade toxicológica, analítica e de interpretação destes indicadores.

Exame de retorno ao trabalho:

Este deverá ser realizado obrigatoriamente no primeiro dia de trabalho do funcionário, quando este
ficar ausente por mais de 30 dias, tanto por motivo de doença ou de parto.

Exame médico de mudança de função:

Este deverá ser realizado logicamente antes da data da mudança, se entendendo como mudança de
função qualquer alteração de atividade que implique ao trabalhador riscos diferentes daqueles que
estava exposto antes da mudança.

Exame médico demissional:

3
Este deverá ser realizado obrigatoriamente até a data da homologação, desde que o último exame
médico ocupacional tenha sido realizado há mais de:
- 135 (cento e trinta e cinco) dias para as empresas de grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro I da
NR4;
- 90 (noventa) dias para as empresa de grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro I da NR4.
Nota: de acordo com o artigo 168 da CLT o resultado dos exames médicos, inclusive o exame
complementar, será comunicado ao trabalhador, observando os preceitos da ética médica.

8. Atestado médico de saúde ocupacional (ASO)

Deverá ser emitido em cada exame médico realizado. O médico emitirá o atestado de Saúde
Ocupacional (ASO) em duas vias (modelo em anexo), sendo uma via para o trabalhador com contra
recibo na primeira via e outra ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de
trabalho ou canteiro de obras.

O ASO deverá conter no mínimo:


a) nome completo do trabalhador, número de registro de sua identidade e sua função;
b) riscos ocupacionais específicos existentes ou a ausência deles, na atividade do empregado;
c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, incluindo os exames
complementares e a data que foram realizados;
d) definição de apto ou inapto para a função que o funcionário irá exercer, estiver exercendo ou
exerceu.
e) nome do médico coordenador, quando houver, com respectivo CRM;
f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato;
g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número do CRM.

9. Prontuário médico

Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo exames complementares as conclusões e as


condutas aplicadas, deverão ser registrados em prontuário clínico individual que ficará sob a
responsabilidade do médico coordenador do PCMSO.
Conforme a NR-7 estes registros deverão ser mantidos por período mínimo de 20 anos após o
desligamento do trabalhador. Havendo substituição do médico coordenador, os arquivos deverão ser
transferidos para o seu sucessor. O prontuário médico poderá ser informatizado, desde que
resguardado o sigilo médico, conforme prescrito no código de ética médica.

10. Relatório anual

O PCMSO deverá sempre obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de saúde
a serem executadas durante o ano, devendo estas ser objeto de relatório anual.
O relatório anual deverá discriminar, por setores da empresa, o número e a natureza dos exames
médicos, incluindo avaliações clínicas e exames complementares, estatísticas de resultados
considerados anormais, assim como o planejamento para o próximo ano, conforme modelo em
anexo.

Ainda conforme a NR-7 este relatório anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA e sua cópia
anexada ao livro de atas daquela comissão.

11. Procedimentos do PCMSO

Fica estabelecido que através da avaliação clínica do trabalhador e/ou seus exames complementares
mostrar exposição excessiva mesmo que ainda não tenha sinais clínicos deverá o trabalhador ser
afastado de seu local de trabalho, ou de risco, até que esteja normalizada sua condição de saúde.
Em caso do trabalhador já apresentar uma doença profissional ou piora/evolução da patologia, caberá
ao médico coordenador:
a) solicitar à empresa emissão da Comunicação de Acidentes do Trabalho - CAT;
b) indicar, quando necessário, o afastamento do trabalhador da exposição ao risco, ou do trabalho.
c) encaminhar o trabalhador à Previdência Social para confirmar a doença profissional, com a
definição do quadro de incapacidade e definir a conduta previdenciária que deverá ser tomada com
relação ao trabalhador.
4
d) procurar orientar o empregador quanto à necessidade de realizar medidas de controle no ambiente
de trabalho.
12. Primeiros socorros

Todo estabelecimento deverá ser equipado com material necessário à prestação de primeiros
socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida, e manter esse material
guardado em local adequado, aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.

13. Programas complementares a saúde

13.1 PCA (Programa de Conservação Auditiva)


O objetivo é prevenir a instalação ou a evolução de perdas da audição, junto a uma equipe
multidisciplinar (engenheiro, médico, fonoaudióloga, técnico de segurança do trabalho);
 Avaliar a presença de ruído ou produtos químicos no ambiente e a exposição individual a
estes;
 Avaliar a interferência do ruído na comunicação oral dos trabalhadores e na atenuação
para sinais sonoros de alerta;
 Identificar os setores de risco, o tempo de exposição aos riscos;
 Identificar os tipos de ruído (continuo, intermitente ou de impacto) e a exposição (direta,
de fundo e refletido);
 Identificar as fontes emissoras de ruído;
 Avaliar a presença de produtos químicos no ambiente e a exposição individual.

13.2 Medidas de controle


 Alterações proposta pela engenharia, conforme Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais (PPRA);

13.3 Avaliação e Monitoramento audiológicos


 Realização de exames audiometricos de referência e seqüenciais, conforme proposto
pela Portaria de n.º 19 (quadro II da NR-07)
 Verificar a eficácia das medidas de controle.

13.4 Uso de protetores auriculares


 Indicação dos protetores com atenuação adequada para os níveis de ruído encontrados,
orientação e treinamento quanto ao uso destes.

13.5 Aspectos Educativos


 Campanhas e palestras preventivas referentes à saúde do trabalhador enfocando o
aparelho auditivo e a voz

13.6 Avaliação da eficácia do programa


 Deve ser feita periodicamente, buscando o aperfeiçoamento do programa.

14. Primeiros socorros

Todo estabelecimento deverá ser equipado com material necessário à prestação de primeiros
socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida, e manter esse material
guardado em local adequado, aos cuidados de pessoa treinada para esse fim.

Sugestão para material do estojo de primeiros socorros

1. Ataduras de crepe (10, 15 e 20 cm) de largura;


2. Compressas de gaze;
3. Tesoura de ponta romba;
4. Luvas descartáveis;
5. Esparadrapos;
6. Curativo adesivo;
7. Solução anti-séptica (não alcoólica);
8. Vaselina liquida;
9. Soro fisiológico (500 ml);
5
10. Sabão de coco ou sabonete neutro para lavar ferimentos;

15 - Riscos ambientais e exames médicos necessários

Responsável: Data: 24/03/2011


Dr. Mitsunao Sato CRM: 26.980 Assinatura:

Setor/Função Agentes nocivos Nat. Exame ADM DEM Semestral Anual Bianual Trienal

PRODUÇÃO

Ruído Exame clínico X X X


Audiometria X X X X
Após
Admissão
Montador Vapores de Hemograma c/ c/ X X X
Hidrocarbonetos contagem de
aromáticos e alifáticos plaquetas
Aerodispersóides
Radiação não inozante. Raio X do Tórax X X X
Espirometria X X X

Ruído Exame clínico X X X


Auxiliar geral Audiometria X X X X
Após
Admissão
Vapores de
Hidrocarbonetos Hemograma c/ c/ X X X
aromáticos e alifáticos contagem de
Aerodispersóides plaquetas

CORTE

Auxiliar geral Não há risco


ocupacional específico Exame clínico X X*** X* X**

16. Periodicidade dos exames clínicos

Os trabalhadores expostos a riscos que impliquem no desencadeamento ou agravamento de doenças


ocupacionais, ou ainda, para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas, os exames deverão
ser repetidos: a cada ano ou a intervalo menores, a critério do médico encarregado.

*X Anual: quando menores de 18 anos e maiores de 45 anos.

**X Bianual: quando maiores de 18 anos e menores de 45 anos.

Periodicidade dos exames complementares

AUDIOMETRIA
Deverá ser realizada na admissão do funcionário, após seis meses e anual, conforme Portaria 19 da
NR – 7, podendo ser realizado trimestralmente a critério do médico coordenador.

TELERADIOGRAFIA DO TÓRAX
Deverá ser realizada na admissão do funcionário e:
Se o tempo de exposição for < que 15 anos será realizado TRIENAL;

6
Se o tempo de exposição for > que 15 anos será realizado BIENAL, conforme quadro II da NR – 7,
para aerodispersóides NÃO FIBROGENICOS, conforme demonstrado na tabela abaixo.

ESPIROMETRIA – AERODISPERSOIDES FIBROGENICOS


Deverá ser realizada na ADMISSÃO do funcionário e BIANUAL:
PARÂMETROS PARA MONITORIZAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL A ALGUNS RISCOS À
SAÚDE ( II )
Adaptado do Quadro II da NR-7 da Portaria nº 3214/78 (por Carlos Roberto Miranda)

RISCO ATIVIDADES EXAME PERIODICIDADE MÉTODO/


COMPLEMENTAR INTERPRETAÇÃO

Telerradiografia de Admissional Radiografia em P.A.


tórax
AERO- e bienal (Técnica e
Mineração de (exposição de Classificação da OIT,
DISPERSÓIDES ferro e mais de 15 anos) 1980)
estanho, e ou
NÃO fabricação de
contrastes trienal (exposição
FIBROGÊNICOS radiológicos, de menos de 15
trabalhos de anos)
(Ferro, bário, Técnica preconizada
soldagem,
estanho, entre Espirometria Admissional pela American
exposição
outros) Thoracic Society,
excessiva a
toner e bienal 1987
(fotocópias)

Fonte:[Link]

17. Disposição Final:

Dando por encerrado este trabalho, o mesmo foi impresso e compõe-se de 07 (sete) páginas
digitadas somente no anverso, todas rubricadas, sendo a última datada e assinada.

Araçatuba - SP, 24 de Março de 2012

_____________________________
Dr. Mitsunao Sato
Médico do Trabalho
CRM 26.980
7
8

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