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Cuidados de Enfermagem na Comunidade

O documento aborda o desenvolvimento de um trabalho acadêmico sobre o Processo de Cuidados de Enfermagem à Comunidade, realizado por alunos da Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. O objetivo é aplicar o modelo teórico PRECEDE-PROCEED para planejar e avaliar intervenções de saúde na comunidade de Condeixa, focando na promoção da saúde e prevenção de doenças. O trabalho inclui a análise de fatores sociais, epidemiológicos e ecológicos que impactam a saúde da população, visando melhorar a qualidade de vida dos utentes.

Enviado por

Fabio Torrao
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Cuidados de Enfermagem na Comunidade

O documento aborda o desenvolvimento de um trabalho acadêmico sobre o Processo de Cuidados de Enfermagem à Comunidade, realizado por alunos da Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. O objetivo é aplicar o modelo teórico PRECEDE-PROCEED para planejar e avaliar intervenções de saúde na comunidade de Condeixa, focando na promoção da saúde e prevenção de doenças. O trabalho inclui a análise de fatores sociais, epidemiológicos e ecológicos que impactam a saúde da população, visando melhorar a qualidade de vida dos utentes.

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Licenciatura em Enfermagem

Processo De Cuidados de Enfermagem à Comunidade

Fábio da Silva Torrão


Joana Maria Ferreira de Sousa

Coimbra, novembro de 2024


Licenciatura em Enfermagem

Processo de Cuidados de Enfermagem à Comunidade

Fábio da Silva Torrão


Joana Maria Ferreira de Sousa
Orientadora: Professora Ana Maria Gonçalves
Tutoras: Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação Florbela Carniceiro e
Enfermeira Generalista Tânia Gonçalves

Trabalho desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular do Ensino Clínico em Cuidados de


Saúde Primários, na Componente de Cuidados na Comunidade, realizado na Unidade de
Cuidados na Comunidade de Condeixa.

Coimbra, novembro de 2024


ABREVIATURAS, ACRÓNIMOS E SIGLAS

EC- Ensino Clínico


ECCI- Equipa de Cuidados Continuados Integrados
PCEC- Processo de Cuidados de Enfermagem à Comunidade
UCC- Unidade de Cuidados Continuados
ULS- Unidade Local de Saúde
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Modelo PROCEDE-PROCEED (2022) .................................................................. 9


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Tabela Índice de Envelhecimento e Índice de Dependência de Idosos................11

Tabela 2 - Tabela Índice de Envelhecimento e Índice de Dependência de Idosos................11

Tabela 3 - Tabela Índice de Envelhecimento e Índice de Dependência de Idosos................12


ÍNDICE
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................................... 7

CORPO DO TEXTO ................................................................................................................................................... 9

MODELO PROCEDE-PROCEED ......................................................................................................................... 9

AVALIAÇÃO SOCIAL ....................................................................................................................................... 10

AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA ...................................................................................................................... 12

AVALIAÇÃO ECOLÓGICA ................................................................................................................................ 13

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL ........................................................................................................................... 14

IDENTIFICAÇÃO DOS FATORES PREDISPONENTES, FACILITADORES E DE REFORÇO ..................................... 15

FOCOS DE INTERVENÇÃO E DIAGONÓSTICOS DE ENFERMAGEM ................................................................. 16

PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE INTERVENÇÕES FACE AOS DIAGONÓSTICOS DE ENFERMAGEM .............. 17

JUSTIFICAÇÃO PARA A TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA ................................................................................. 19

PREVISÃO DA AVALIAÇÃO DAS INTERVENÇÕES ............................................................................................ 19

CONCLUSÃO .......................................................................................................................................................... 20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................. 21

ANEXOS ................................................................................................................................................................. 23

ANEXO I - POWERPOINT SOBRE “CONTROLO DE INFEÇÕES” ....................................................................... 23

ANEXO II – FOLHETO INFORMATIVO “CONTROLO DE INFEÇÕES” ................................................................ 30


INTRODUÇÃO
No âmbito do Ensino Clínico (EC) da Unidade Curricular de Cuidados na Comunidade (UCC),
integrado no 3º ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de
Enfermagem de Coimbra, foi-nos proposto o desenvolvimento de um trabalho escrito,
intitulado "Processo de Cuidados de Enfermagem à Comunidade (PCEC)". Este trabalho foi
realizado ao longo do período de EC, que decorreu na UCC de Condeixa, entre os dias 21 de
outubro de 2024 e 15 de novembro de 2024, sob a orientação da Professora Ana Maria
Correia Gonçalves e das Enfermeiras Tânia Gonçalves e Florbela Carniceiro.

Este projeto teve como objetivo aplicar o Processo de Enfermagem à comunidade, com base
nas normas de boa prática e na linguagem CIPE, promovendo cuidados holísticos, centrados
nas necessidades identificadas na população alvo. Ao longo deste período, foram
desenvolvidas competências fundamentais no âmbito da Enfermagem Comunitária, com foco
na promoção da saúde, prevenção da doença e na gestão dos recursos disponíveis para
melhorar a qualidade de vida dos utentes.

Segundo a Ordem dos Enfermeiros, as UCC são compostas por equipas multidisciplinares,
que incluem enfermeiros, médicos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, entre outros
profissionais. Estas equipas são coordenadas por um enfermeiro, com o objetivo de prestar
cuidados assistenciais em diversos contextos, como domicílios, escolas e empresas. O foco
destes cuidados está na prevenção da doença, promoção da saúde, reabilitação, e também
na vertente curativa e paliativa.

Os enfermeiros têm um papel essencial nas UCC, intervindo nos três níveis de prevenção:
primária, secundária e terciária. Destacam-se no acompanhamento de processos de transição
familiar, na prevenção de doenças e na promoção de estilos de vida saudáveis. As UCC,
quando devidamente apoiadas, são uma mais-valia para o Serviço Nacional de Saúde (SNS),
proporcionando cuidados domiciliários 7 dias por semana, o que reduz significativamente as
idas desnecessárias aos serviços de urgência por parte dos utentes e suas famílias.

A organização das UCC segue os princípios fundamentais da Enfermagem, com ganhos


evidentes para os cidadãos em termos de acessibilidade, equidade, promoção da saúde,
prevenção de doenças e gestão de cuidados. Este modelo é inovador, ao deslocar o foco dos
profissionais e do contexto clínico para a pessoa e o seu ambiente de vida, garantindo uma
abordagem mais personalizada e centrada nas necessidades dos utentes.

Atualmente a UCC de Condeixa está integrada na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra,
atualmente como programas e projetos em curso, destacam-se a Saúde Escolar, os Cuidados
Continuados Integrados (ECCI) e os Projetos de Reabilitação.

7
Este trabalho tem como objetivos selecionar uma área e grupo de intervenção da UCC e
desenvolver ou aprimorar um projeto utilizando o modelo teórico PRECEDE-PROCEED. Além
disso, busca-se realizar a avaliação da primeira fase do modelo, identificando os fatores
predisponentes, facilitadores e de reforço, de modo a definir os focos e diagnósticos da
comunidade. A seguir, será elaborado e, se possível, implementado um plano de intervenção,
monitorando a sua evolução. Por fim, o trabalho visa também promover o desenvolvimento e
consolidação de aprendizagens e competências adquiridas ao longo do processo.

Para a elaboração deste documento escrito, a metodologia adotada baseou-se na aplicação


do Guia Orientador "Ensino Clínico em Cuidados de Saúde Primários", bem como no Guia de
Elaboração de Trabalhos Escritos. Além desses guias, foi também relevante todo o material
disponibilizado pelos docentes da ESEnfC. Para cumprir os critérios estabelecidos para este
documento, foi essencial realizar uma pesquisa em bases de dados fidedignas, com o objetivo
de identificar um artigo científico de relevância académica. Os instrumentos de busca
utilizados para essa pesquisa foram o Google Académico e o Pub MED.

Foram igualmente consultados os Programas Nacionais de Saúde, com o intuito de


complementar a informação e garantir a abordagem de temas relevantes. Para apresentar
dados atualizados, recorreu-se ainda a fontes oficiais, como a Direção-Geral da Saúde (DGS),
o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e ordens profissionais, assegurando assim a precisão e
a atualidade das informações apresentadas.

Neste trabalho, será abordada a aplicação do Processo de Cuidados de Enfermagem à


Comunidade (PCEC), começando pela justificação da escolha do grupo comunitário-alvo,
bem como pela apresentação da metodologia e dos objetivos definidos. A área de intervenção
será enquadrada no contexto do PCEC, e será feita uma breve descrição do modelo teórico
PRECEDE-PROCEED, que servirá de base para a organização das intervenções. Seguir-se-
á a caracterização do grupo comunitário-alvo e a relevância do problema, com a identificação
dos fatores predisponentes, facilitadores e de reforço, culminando na definição dos focos de
intervenção e diagnósticos de Enfermagem.

Será também apresentado um plano de implementação das intervenções em resposta aos


diagnósticos identificados, juntamente com a justificação para as decisões clínicas tomadas.
Além disso, será feita uma previsão da avaliação das intervenções, com o intuito de
monitorizar a eficácia das mesmas. Na conclusão, serão destacados os aspetos mais
relevantes do PCEC, abordando tanto os fatores facilitadores como os dificultadores do
processo. Por fim, refletirei sobre os contributos deste trabalho para a minha aprendizagem e
desenvolvimento de competências.

8
CORPO DO TEXTO

MODELO PROCEDE-PROCEED

De acordo com Lawrence W. Green, o modelo PRECEDE-PROCEED oferece um


procedimento sistemático para o uso de evidências no planeamento, implementação e
avaliação de programas destinados a responder às necessidades de saúde e qualidade de
vida de uma população. A avaliação de tais programas gera evidências baseadas na prática,
possibilitando o acompanhamento e ajuste das intervenções para atender às necessidades
da comunidade e às mudanças nas circunstâncias.

Este modelo divide-se em duas grandes etapas: PRECEDE e PROCEED. A etapa PRECEDE
inclui a análise de fatores predisponentes, reforçadores e facilitadores, além do diagnóstico e
da avaliação educativa/ecológica. As quatro primeiras fases deste processo fornecem
informações cruciais que orientarão as decisões nas fases seguintes. Na sequência, temos o
PROCEED, que abrange as políticas regulamentares e organizacionais relacionadas com a
educação e o ambiente. As últimas quatro fases focam-se na implementação estratégica e na
avaliação das intervenções, orientando-se pelas avaliações das fases iniciais.
Este modelo holístico facilita a integração de dados empíricos no planeamento e na prática,
garantindo que os programas de saúde sejam responsivos, dinâmicos e ajustados ao contexto
específico de cada comunidade.

Figura 1 - Modelo PROCEDE-PROCEED (2022)

9
AVALIAÇÃO SOCIAL

Aqui explora-se a fase inicial da aplicação do modelo PRECEDE, apresentando os métodos


e técnicas para realizar o diagnóstico social relacionado com a literacia em saúde dos
cuidadores informais, com foco na prevenção de infeções, na região de Condeixa-a-Nova.
Nesta fase, é essencial identificar as condições socioeconómicas e os fatores que afetam a
qualidade de vida da população, de forma a caracterizar os problemas e definir as
necessidades. Este diagnóstico é fundamental para uma compreensão ampla do fenómeno e
para a sensibilização em relação às principais preocupações dos cuidadores informais.

Condeixa-a-Nova, frequentemente chamada apenas de Condeixa, é uma vila portuguesa


situada no distrito de Coimbra. Pertence à antiga província da Beira Litoral e atualmente
integra a sub-região da Região de Coimbra (NUT III), pertencente à região Centro (NUT II).
Condeixa é a sede da União das Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, e,
segundo o censo de 2021, conta com uma população de 8.743 habitantes. Localiza-se a
aproximadamente 10 km da cidade de Coimbra, a capital do distrito.

O Município de Condeixa-a-Nova, com sede na vila de Condeixa-a-Nova, abrange uma área


de 138,68 km² e uma população total de 16.735 habitantes (dados de 2021). Este município
divide-se em 7 freguesias que integram um conjunto de 88 localidades. Geograficamente, é
limitado a norte pelo município de Coimbra, a leste por Miranda do Corvo, a sudeste por
Penela, a sudoeste e oeste por Soure, e a Noroeste por Montemor-o-Velho.

A acessibilidade ao município é facilitada pelas principais vias IC2, IC3 e A1, que
proporcionam um acesso ágil e conveniente à região, aumentando a sua capacidade de atrair
residentes, serviços e indústrias. Consequentemente, Condeixa beneficia de uma rede viária
adequada, que facilita o acesso da população aos serviços de saúde, assegurando uma boa
mobilidade no território (INE, 2011).

Atualmente, Condeixa é uma vila relativamente desenvolvida, com indústria e comércio


próprios, além de beneficiar da proximidade com Coimbra e do património arqueológico de
Conímbriga.

10
Número de habitantes

1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021

13 037 12 583 12 149 13 591 14 020 13 555 12 902 13 257 13 027 15 340 17 078 16 732

Tabela 1 - Tabela Índice de Envelhecimento e Índice de Dependência de Idosos

Fonte: INE (2023)

De acordo com os dados do INE, em 2021, o distrito de Coimbra apresentou uma redução
populacional de aproximadamente 5,0% em comparação com os resultados do censo de 2011.
No concelho de Condeixa-a-Nova, essa diminuição foi em torno de 2,0%.

Número de habitantes por Grupo Etário

1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021

0–14 4 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2
Anos 176 731 671 660 410 068 705 691 099 252 738 283

15– 2 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 1
24 042 231 299 161 082 992 830 768 838 804 492 684
Anos

25– 5 5 5 6 6 6 6 6 6 8 9 8
64 381 252 735 179 512 871 335 465 528 402 602 952
Anos

= 941 1 1 1 1 1 1 2 2 2 3 3
ou > 087 231 357 544 624 995 333 562 882 246 813
65
Anos

Tabela 2 - Tabela Índice de Envelhecimento e Índice de Dependência de Idosos

Fonte: INE (2023)

11
AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

Segundo Brito (2011), a epidemiologia fornece a metodologia que esclarece sobre a

magnitude dos problemas de saúde das populações. Demonstra a importância relativa

em termos de morbilidade, incapacidade ou mortalidade e em função de subgrupos

populacionais (idade, género, estatuto social, local de residência, condições de vida,

etc..), permitindo assim obter informação acerca das potenciais causas dos problemas e

que podem ser o foco da intervenção dos programas de promoção da saúde.

O envelhecimento da população em Condeixa parece estar associado a um aumento nos


casos de dependência, conforme mostrado na tabela do Instituto Nacional de Estatística. Na
Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, há um total de dezassete pessoas
registadas como cuidadores informais ativos. Destas, sete atuam como cuidadores de
familiares, indicando que uma parte significativa dos cuidadores informais no concelho está
diretamente envolvida no cuidado de familiares próximos. Isso sugere que a estrutura familiar
ainda desempenha um papel crucial no suporte a pessoas dependentes, refletindo uma
realidade comum em comunidades que enfrentam o desafio do envelhecimento populacional.

No concelho de Condeixa, o Índice de Envelhecimento indica que, para cada 100 jovens, há
quase 174 idosos. Além disso, o Índice de Dependência de Idosos revela que, para cada 100
pessoas na faixa etária ativa, cerca de 36 idosos dependem desse grupo.

Tabela 3 - Tabela Índice de Envelhecimento e Índice de Dependência de Idosos

Fonte: INE (2023)

Segundo as estimativas, prevê-se que esse número continue a crescer, assim como a
quantidade de cuidadores informais, uma vez que as pessoas se tornarão mais dependentes
e necessitarão de cuidados específicos e personalizados.
No dia 17 de outubro, em Coimbra, o presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova,
Nuno Moita, recebeu a bandeira verde da "Autarquia Familiarmente Responsável". Essa
distinção, concedida pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis,
reconhece as boas práticas da autarquia em implementar políticas de apoio à família.
“Continuaremos a trabalhar para melhorar a qualidade de vida das famílias, respondendo aos

12
seus anseios e necessidades”, assegura Nuno Moita, presidente da Câmara de Condeixa. O
Observatório de Autarquias Familiarmente Responsáveis nasceu em 2008, criado pela
Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, com o objetivo de dar visibilidade às
autarquias que se destaquem por práticas amigas das famílias e potenciar a experiência
obtida por uns municípios em benefício dos outros. ([Link], 2024)

AVALIAÇÃO ECOLÓGICA

A avaliação ecológica dos cuidadores informais em Condeixa revela um contexto comunitário


marcado pelo suporte familiar e institucional, com a maioria dos cuidadores residindo em suas
habitações por longos períodos e contando com o apoio de filhos e netos. Este apoio familiar
é essencial, pois a literatura aponta que a ajuda de familiares próximos melhora a resiliência
emocional dos cuidadores e reduz os efeitos do desgaste físico e psicológico (Araújo et al.,
2019). A maioria destes cuidadores encontra-se em zonas próximas ao centro da vila, o que
lhes permite acesso a terrenos próprios e facilita a gestão dos cuidados em ambiente familiar.

O apoio oferecido pela Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Condeixa é uma


componente essencial para o bem-estar dos cuidadores e das pessoas assistidas. A UCC
facilita o acesso ao sistema de saúde e integra programas de saúde direcionados aos
cuidadores informais, alinhados com as diretrizes da Direção-Geral da Saúde para o apoio a
esta população vulnerável (Direção-Geral da Saúde, 2018). Estes serviços incluem visitas
domiciliárias, assistência preventiva e formação para minimizar riscos de infeção e promover
práticas de cuidado seguras.

Estudos mostram que o conhecimento e as práticas dos cuidadores informais podem ser
significativamente aprimorados com formação específica, nomeadamente sobre cuidados de
higiene e prevenção de infeções. O aumento da literacia em saúde dos cuidadores melhora a
qualidade do cuidado e reduz complicações para os assistidos (World Health Organization,
2016). Em Condeixa, onde o nível de escolaridade de muitos cuidadores é reduzido, a
experiência prática e o conhecimento empírico assumem um papel relevante, uma vez que
estes cuidadores se adaptam às necessidades dos familiares por meio de vivências diárias
(Cardoso & Ferreira, 2017).

Este quadro reforça a necessidade de fortalecer as redes de apoio comunitárias e de capacitar


os cuidadores para garantir um cuidado seguro e eficaz. O acesso regular aos serviços de
saúde e o acompanhamento contínuo são fundamentais para manter a saúde física e
emocional dos cuidadores, facilitando a sua permanência ativa na prestação de cuidados.

13
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

Após a análise dos dados recolhidos através dos questionários, verificou-se que os
cuidadores informais de Condeixa possuem, em grande parte, um grau de escolaridade formal
reduzido. Com o envelhecimento populacional e o aumento da dependência dos idosos, os
cuidadores informais desempenham um papel fundamental no apoio à saúde e bem-estar dos
familiares. No entanto, muitos cuidadores não possuem formação específica para lidar com
as exigências e complexidades dos cuidados de saúde.

Esta realidade deve-se principalmente ao contexto histórico e social em que frequentaram o


sistema educativo, quando a escolaridade obrigatória era limitada e o acesso à educação
formal menos abrangente. No entanto, é evidente que, ao longo dos anos, estes cuidadores
desenvolveram conhecimentos e competências específicas através da prática direta e da
experiência acumulada no cuidado aos familiares.

A experiência prática permitiu a aquisição de um conhecimento tácito e uma capacidade de


adaptação que muitas vezes compensa a falta de formação formal em cuidados de saúde.
Estes cuidadores têm aprendido a gerir desafios diários e a ajustar-se às necessidades dos
seus familiares, desenvolvendo práticas e habilidades eficazes na prestação de cuidados. A
observação direta e a experiência diária têm-se revelado fundamentais para suprir algumas
das lacunas educativas e técnicas, sendo uma base sólida para enriquecer futuras
intervenções formativas que valorizem o seu contexto e experiência de vida.

Além do reduzido nível de escolaridade observado entre os cuidadores informais, muitos


dedicam-se em regime de tempo integral ao cuidado dos seus familiares, o que lhes impõe
uma sobrecarga física e emocional significativa. Este compromisso diário limita-lhes o tempo
e a disponibilidade para participar em projetos de apoio e capacitação, como aquele que
estamos a implementar. Baixos níveis de literacia em saúde estão associados com uma pior
prestação de cuidados de saúde, piores resultados em saúde nos recetores de cuidados, e
uma maior sobrecarga nos cuidadores. (Escoval et al., 2017.)

Ao serem convidados a integrar este tipo de iniciativa, frequentemente manifestam


indisponibilidade, justificada não apenas pela ausência de tempo, mas também pelas
condições emocionais e físicas em que se encontram. O termo "exaustão" é recorrente nos
seus relatos, refletindo o desgaste resultante de uma rotina inteiramente focada nas
necessidades dos familiares dependentes, sem espaço para o descanso ou autocuidado.

Esta realidade reforça a importância de um projeto adaptado às necessidades específicas


destes cuidadores, respeitando as suas limitações e oferecendo soluções flexíveis e
acessíveis. Ao ajustar as estratégias de intervenção, esperamos facilitar o acesso dos
cuidadores a recursos e conhecimentos que contribuam para o alívio da sua carga diária,

14
assim como para o aumento de literacia em saúde, promovendo a sua qualidade de vida e
valorizando o seu papel essencial no apoio aos familiares.

IDENTIFICAÇÃO DOS FATORES PREDISPONENTES, FACILITADORES E DE REFORÇO

Os fatores predisponentes incluem os conhecimentos, crenças, valores e habilidades


percebidas que influenciam a motivação de um indivíduo ou grupo a agir. No contexto dos
cuidadores, elementos como as crenças sobre o trabalho dos enfermeiros, valores como
compromisso, respeito e paciência, e o desejo de promover o bem-estar do familiar,
constituem as principais motivações para essas ações (Brito, 2011). De acordo com Brito
(2023), esses fatores funcionam como antecedentes comportamentais que podem facilitar ou
dificultar a motivação para a mudança. No entanto, podem ser alterados através de
comunicação direta, como ocorre na Educação em Saúde.

Os fatores facilitadores correspondem às condições do ambiente que apoiam a mudança de


comportamento de indivíduos, grupos ou organizações. Esses fatores incluem a
disponibilidade e o acesso a serviços de saúde e recursos comunitários, bem como outros
aspetos da vida quotidiana que podem, eventualmente, dificultar essa ação (Brito, 2023). As
parcerias estabelecidas entre a UCC e os diversos organismos que colaboram com esta
instituição são fundamentais para a equipa multidisciplinar da ECCI, que auxilia e facilita o
acompanhamento das famílias. Brito (2023) destaca também as novas competências que
indivíduos, grupos ou organizações precisam desenvolver para efetuar mudanças
comportamentais, frequentemente dificultadas por pressões sociais ou organizacionais. Estas
competências e recursos revelam-se essenciais para a adoção de comportamentos saudáveis
e para a realização das atividades necessárias à transformação do ambiente organizacional.

Os fatores de reforço referem-se às consequências de uma ação que influenciam se uma


pessoa recebe feedback positivo ou negativo, frequentemente condicionado pelo contexto
social. As recompensas resultantes da adesão a uma mudança de comportamento podem ou
não incentivar a continuidade de hábitos saudáveis. Estas recompensas podem incluir
benefícios físicos, apoio social, orientações ou incentivos fornecidos por profissionais de
saúde. No contexto do cuidado, as principais figuras de apoio são os membros da família,
especialmente o cuidador informal - a pessoa que se dedica integralmente a cuidar de um
familiar. Além disso, amigos, boas relações com vizinhos e profissionais de saúde que
acompanham regularmente essas famílias desempenham um papel crucial no processo de
mudança (Glanz, K., Rimer, B. K., & Viswanath, K., 2015).

Em alguns casos, situações podem gerar efeitos adversos, levando à descontinuação de um


comportamento positivo. O reforço negativo ocorre quando algo que proporciona prazer ou

15
benefícios superiores é removido, comparativamente ao novo comportamento adotado (Brito,
2016). Dessa forma, a eliminação de uma recompensa ou benefício pode resultar numa
redução do comportamento desejado.

FOCOS DE INTERVENÇÃO E DIAGONÓSTICOS DE ENFERMAGEM

Um dos focos de intervenção fundamentais foca-se no papel do cuidador informal, dado que
este constitui o principal alvo do trabalho. No contexto dos diagnósticos de enfermagem, é
essencial avaliar a capacidade do cuidador para prestar cuidados de forma segura e eficaz,
compreendendo de que modo este contribui para o apoio ao familiar, promovendo
simultaneamente a segurança, o bem-estar físico e emocional, e a autonomia da pessoa
assistida. Adicionalmente, é fundamental investir na melhoria da comunicação, de modo a
facilitar uma tomada de decisão informada e consciente por parte do cuidador.

É igualmente importante capacitar o cuidador sobre os cuidados essenciais e específicos que


o familiar exige, atualizando práticas de cuidado e ajustando-as às necessidades em evolução.
Tal capacitação abrange a deteção precoce de possíveis complicações e o incentivo à
expressão de sentimentos, bem como o desenvolvimento de competências para alcançar uma
maior autonomia, com especial atenção à prevenção de infeções que possam comprometer
a saúde do utente.

A capacitação de cuidadores informais em Condeixa, especialmente no que se refere à


prevenção de infeções, é uma medida essencial para promover a saúde e segurança dos
pacientes. A implementação de um programa de formação adequado fortalecerá o papel dos
cuidadores, garantindo cuidados mais seguros e competentes. Atualmente, em Condeixa,
existem dezoito cuidadores informais com o estatuto oficial de cuidador, um número
significativo que justifica uma atenção e intervenção adequadas.

Para assegurar um cuidado seguro e eficaz, é fundamental avaliar a capacidade do cuidador,


promovendo a atualização das práticas de prevenção de infeções, a deteção precoce de
complicações e a autonomia do cuidador. Este diagnóstico é crucial, pois o cuidador informal
pode beneficiar da aquisição de novos conhecimentos, prevenindo infeções e personalizando
o cuidado segundo as necessidades específicas do utente. Além disso, ao integrar novas
técnicas e tecnologias, o cuidador poderá adotar uma abordagem mais flexível e eficiente, o
que resulta numa maior satisfação pessoal e no alívio do peso familiar, contribuindo para a
melhoria global da qualidade de vida do utente e do cuidador.

Um cuidador informado é um cuidador menos ansioso, mais confiante dos seus atos de cuidar,
tendo uma maior destreza e disponibilidade para cuidar de um doente. Contudo, é importante

16
referir que as instituições sociais e de saúde devem prestar informação e formação ao
cuidador. (Melo, R., Rua, M. & Santos, C., 2014)

Verifica-se então, a necessidade de um apoio a nível de informação, formação, treino de


competências pessoais e habilidades, onde o problema de maior relevância é no domínio da
informação. (Melo et al., 2014, Martins & Araújo, 2016; Costa & Abreu, 2017; Sequeira, 2018)

O diagnóstico de enfermagem é um processo essencial na prática de enfermagem, que


envolve a identificação de problemas de saúde ou necessidades do paciente, com base em
uma avaliação abrangente. Ele permite que enfermeiros desenvolvam planos de cuidados
individualizados e intervenções adequadas. O uso de diagnósticos de enfermagem ajuda a
padronizar a prática de enfermagem e melhorar a comunicação entre os profissionais de
saúde. (Melo, P., 2020)

PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE INTERVENÇÕES FACE AOS DIAGONÓSTICOS DE


ENFERMAGEM

Identificação

Designação: Cuidar com conhecimento

Entidade Promotora: Unidade de Cuidados na Comunidade

Responsável pela execução: Equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade

Enquadramento/ Justificação: O aumento do número de cuidadores informais em Condeixa,


particularmente numa população em envelhecimento, evidencia a necessidade urgente de
apoio e capacitação a estes cuidadores. Na sua maioria familiares diretos, estes cuidadores
informais assumem a responsabilidade pelos cuidados diários de entes queridos que
apresentam diversas necessidades de saúde, o que exige frequentemente um esforço diário
intenso. Porém, muitos destes cuidadores não possuem formação específica em saúde, o que
pode limitar a qualidade e segurança dos cuidados prestados, além de contribuir para o
desgaste físico e emocional.

Assim, este projeto visa melhorar a literacia em saúde dos cuidadores informais de Condeixa,
abordando temas fundamentais para a prática dos cuidados, como prevenção de infeções,
cuidados de higiene, e gestão física e emocional. Este trabalho de capacitação teórica e
prática busca apoiar a atuação segura e informada dos cuidadores informais, valorizando o
seu papel essencial na comunidade e contribuindo para a melhoria da saúde e qualidade de
vida dos seus familiares.

População alvo: Cuidadores Informais

17
Objetivos

Objetivos Gerais:

Promover a Literacia em Saúde e melhorar a qualidade de vida dos cuidadores informais.

Objetivos específicos:

Avaliar as condições pessoais, sociais e comunitárias do utente e cuidador;

Identificar os conhecimentos dos cuidadores informais em relação à prevenção de infeções;

Capacitar o cuidador com técnicas e conhecimentos de forma a adequar os cuidados


necessários;

Promover o bem-estar e qualidade de vida do utente e cuidador;

Avaliar impacto das intervenções efetuadas.

Atividade

Após a abordagem dos diversos diagnósticos do modelo PRECEDE, o conhecimento


recolhido permitiu-nos estruturar uma intervenção com projetos eficazes, focados no problema
de saúde que identificámos. Como parte deste processo, foi-nos também proposta a
realização de uma intervenção educativa no âmbito da Enfermagem de Saúde Comunitária e
Familiar, com o tema “Cuidar com Conhecimento”.

Nas visitas domiciliárias, aplicámos um “Questionário de Caracterização de Cuidadores


Informais e Literacia em Saúde” para identificar as dificuldades e facilidades no controlo de
infeções, ao qual os cuidadores aderiram de forma muito positiva. Para além deste
questionário, convidámos os cuidadores a participar numa sessão de formação sobre Controlo
de Infeções, realizada na biblioteca da UCC de Condeixa, onde discutimos e partilhámos
algumas experiências relacionadas com cuidados de higiene e prevenção.

O objetivo da sessão foi recordar e transmitir técnicas e práticas para o controlo de infeções,
promovendo a literacia em saúde, melhorando a qualidade de vida dos cuidadores informais
e das pessoas a seu cuidado.

Avaliação

Após a realização da sessão formativa sobre a prevenção de infeções, foi delineada uma
avaliação a ser aplicada nas visitas domiciliárias ao longo da semana, com o objetivo de
verificar se o nível de literacia em saúde dos cuidadores informais melhorou. Esta avaliação
seria efetuada por meio de um questionário estruturado com uma grelha de pontuação,
permitindo comparar os conhecimentos adquiridos pelos cuidadores antes e após a formação.
O questionário pretendia avaliar o aumento de conhecimento em medidas preventivas para

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evitar infeções nos cuidados diários. A realização desta, oferece um modelo de referência
para a continuação deste projeto de intervenção educativa junto de cuidadores informais.

JUSTIFICAÇÃO PARA A TOMADA DE DECISÃO CLÍNICA

Os cuidadores informais desempenham um papel fundamental na prestação de cuidados a


familiares ou pessoas próximas que, devido a condições de saúde, dependem de assistência
para realizar atividades diárias. Estes cuidadores, muitas vezes familiares diretos, dedicam-
se ao apoio físico, emocional e social, suprindo necessidades que vão desde a higiene
pessoal até à administração de medicação e apoio na mobilidade. Em Portugal, o número de
cuidadores informais é significativo e continua a crescer, em resposta ao envelhecimento da
população e ao aumento de doenças crónicas e degenerativas. No entanto, o papel destes
cuidadores pode representar um desafio considerável, exigindo sacrifícios pessoais e muitas
vezes colocando-os em situações de desgaste físico e emocional. Reconhecer, apoiar e
capacitar estes cuidadores é essencial para assegurar a qualidade de vida tanto dos próprios
cuidadores quanto das pessoas a quem assistem, promovendo uma abordagem de cuidados
sustentáveis e humanizados.

PREVISÃO DA AVALIAÇÃO DAS INTERVENÇÕES

No que se refere à avaliação da intervenção, espera-se que, após a capacitação, o cuidador


informal adquira um conhecimento mais aprofundado sobre o controlo de infeções, aplicando
e adaptando as normas de higiene adequadas ao contexto domiciliar e ao cuidado direto da
pessoa assistida. Este aprimoramento permitirá que o cuidador se sinta mais seguro ao cuidar
da higiene do seu familiar, promovendo assim uma melhoria na qualidade de vida e uma
redução significativa da exposição ao stress e ao desgaste emocional.

Durante as visitas domiciliárias subsequentes, será possível identificar potenciais desafios e


dificuldades enfrentados pelo cuidador na implementação de práticas de higiene e controlo de
infeções. Esta fase de avaliação será fundamental para observar e reforçar as competências
e a capacidade do cuidador em adaptar-se às necessidades do seu familiar, assegurando a
continuidade dos cuidados com base em práticas seguras e atualizadas.

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CONCLUSÃO

A realização deste projeto contribuiu significativamente para o nosso desenvolvimento


enquanto futuros profissionais de saúde, ao fornecer uma experiência prática e reflexiva além
da prestação tradicional de cuidados. Reconhecemos que o papel do enfermeiro abrange não
só a prestação direta de cuidados, mas também o planeamento, execução e avaliação de
intervenções comunitárias que visam a promoção de saúde e a prevenção de doenças em
grupos específicos. Neste contexto, aplicámos a metodologia PRECEDE-PROCEED para
estruturar e implementar uma intervenção orientada ao controlo de infeções entre cuidadores
informais, abordando as suas necessidades e promovendo a literacia em saúde.

Destacamos o papel essencial das enfermeiras da Unidade de Cuidados na Comunidade


(UCC), cujo apoio foi determinante ao fornecer dados, recomendações e encorajamento, o
que nos permitiu ajustar a intervenção ao contexto local de forma eficaz. A orientação da
nossa docente foi igualmente fundamental, oferecendo clareza e agilidade nas respostas aos
desafios que surgiram. A colaboração em equipa foi crucial para a concretização de uma
intervenção estruturada e pronta para apresentação. Agradecemos também a recetividade
dos cuidadores informais, que participaram de forma interessada e colaborativa, permitindo a
efetiva implementação da nossa intervenção.

Consideramos que os objetivos iniciais do projeto foram alcançados, tendo identificado e


analisado os diagnósticos necessários no âmbito do modelo PRECEDE. Com base neles,
estruturámos um plano de intervenção que abrangeu todos os componentes necessários para
uma resposta eficaz às necessidades da comunidade-alvo. Enfrentámos, no entanto, alguns
desafios durante a fase de pesquisa e síntese de dados, os quais foram superados graças à
organização, compromisso e responsabilidade individual, bem como ao apoio das enfermeiras
da UCC.

A experiência de interagir diretamente com cuidadores e pacientes no domicílio permitiu-nos


prestar cuidados de forma independente e personalizada, com o objetivo de promover o bem-
estar e a segurança, respeitando as individualidades e construindo vínculos de confiança.
Esta interação promoveu uma comunicação clara e aberta, essencial para o estabelecimento
de uma relação de confiança e respeito.

A relevância deste trabalho no nosso percurso académico é notável, uma vez que nos
proporcionou o desenvolvimento de competências científicas, pedagógicas e relacionais,
promovendo uma atitude crítica e reflexiva. Este processo enriqueceu a nossa formação
enquanto estudantes e futuros profissionais, incentivando uma aprendizagem integrada que
reflete a importância da colaboração, da análise crítica e da adaptação das intervenções às
reais necessidades da comunidade.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Superior de Enfermagem de Coimbra.

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ANEXOS

ANEXO I - POWERPOINT SOBRE “CONTROLO DE INFEÇÕES”

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ANEXO II – FOLHETO INFORMATIVO “CONTROLO DE INFEÇÕES”

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