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Povos Indígenas e Políticas no Brasil

O documento aborda as políticas indigenistas no Brasil, destacando a relação entre o Estado e as populações indígenas ao longo da história, especialmente durante a ditadura civil-militar. Discute os direitos constitucionais dos indígenas estabelecidos na Constituição de 1988 e os impactos econômicos e socioambientais das políticas de desenvolvimento nacional. O texto também menciona a importância do Relatório Figueiredo, que documentou violações de direitos e crimes contra as populações indígenas durante o regime militar.

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Povos Indígenas e Políticas no Brasil

O documento aborda as políticas indigenistas no Brasil, destacando a relação entre o Estado e as populações indígenas ao longo da história, especialmente durante a ditadura civil-militar. Discute os direitos constitucionais dos indígenas estabelecidos na Constituição de 1988 e os impactos econômicos e socioambientais das políticas de desenvolvimento nacional. O texto também menciona a importância do Relatório Figueiredo, que documentou violações de direitos e crimes contra as populações indígenas durante o regime militar.

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Etapa Ensino Médio História

Povos indígenas
no Brasil e
desenvolvimento
nacional
2a SÉRIE
Aula 8 – 3º bimestre
Conteúdo Objetivos
• Compreender as políticas indigenistas ao
• Políticas indigenistas; longo do tempo e a relação entre o Estado
• População indígena e brasileiro e as populações indígenas;
desenvolvimento • Analisar os impactos econômicos e
nacional durante a socioambientais durante a ditadura civil-
ditadura civil-militar. -militar no Brasil (1964-1985) para a
população indígena;
• Avaliar criticamente os efeitos das políticas
de desenvolvimento nacional, levando em
consideração aspectos como a demarcação
de terras, a exploração de recursos
naturais e a perda de autonomia por parte
dos povos originários.
Para começar
Assista ao vídeo e leia o texto antes
de discutir os tópicos no slide a
seguir:

[Link]

“Foi durante a Assembleia Constituinte, em 1987, que Ailton [Krenak]


protagonizou uma das cenas mais marcantes: em discurso na tribuna,
vestido com um terno branco, pintou o rosto com tinta de jenipapo
para protestar contra o que considerava um retrocesso na luta pelos
direitos indígenas.” (Revista Gis, 2019).
Para começar TODOS FALAM!

“Em 1988, participou da fundação da União dos Povos Indígenas,


organização que buscava representar os interesses indígenas no
cenário nacional. Em 1989, participou da Aliança dos Povos da
Floresta, movimento que busca o estabelecimento de reservas
naturais na Amazônia onde fosse possível a subsistência econômica
através da extração do látex da seringueira, bem como da coleta de
outros produtos da floresta.” (Revista Gis, 2019).

“Movidos pelo poder econômico e pela ignorância


do que significa ser indígena”; “Os povos indígenas
têm um jeito de pensar, têm um jeito de viver…” 3 MIN.

• Discutam a importância do discurso de Krenak na Constituinte!


Foco no conteúdo
Direitos constitucionais dos indígenas
“Os direitos constitucionais dos indígenas estão expressos num capítulo
específico da Carta de 1988 (título VIII, Da Ordem Social, capítulo VIII, Dos
Índios), além de outros dispositivos dispersos ao longo de seu texto e de um
artigo do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Trata-se de direitos marcados por pelo menos duas inovações conceituais
importantes em relação a Constituições anteriores e ao chamado Estatuto do
Índio. A primeira inovação é o abandono de uma perspectiva
assimilacionista, que entendia os indígenas como categoria social transitória,
fadada ao desaparecimento. A segunda é que os direitos dos indígenas sobre
suas terras são definidos enquanto direitos originários, isto é, anterior à criação
do próprio Estado. Isto decorre do reconhecimento do fato histórico de que os
indígenas foram os primeiros ocupantes do Brasil. A nova Constituição
estabelece, desta forma, novos marcos para as relações entre o Estado, a
sociedade brasileira e os povos indígenas”. (ISA).
Foco no conteúdo
Direito à diferença
“Com os novos preceitos constitucionais, assegurou-se
aos povos indígenas o respeito à sua organização
social, costumes, línguas, crenças e tradições. Pela
primeira vez, reconhece-se aos indígenas no Brasil o
direito à diferença; isto é: de serem indígenas e de
permanecerem como tal indefinidamente”. (ISA).
Artigo 231 da Constituição: Indígena Matis.
São reconhecidos aos índios sua organização social, Igarapé Boeiro, rio
costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos Ituí, Terra Indígena
originários sobre as terras que tradicionalmente Vale do Javari.
ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e Amazonas, 1985.
fazer respeitar todos os seus bens”. Foto: Isaac Amorim
Filho (ISA).
Foco no conteúdo
Direito à diferença
“Note-se que o direito à diferença não implica
menos direito nem privilégios. Daí porque a
Carta de 1988 tenha assegurado aos povos
indígenas a utilização das suas línguas e Pintura Corporal
processos próprios de aprendizagem no ensino Mebengokre-Kayapó.
básico (artigo 210, § 2º), inaugurando, assim, Foto: Simone Giovine
um novo tempo para as ações relativas à (Associação Floresta
educação escolar indígena. Protegida).

Além disso, a Constituição permitiu que os indígenas, suas comunidades e


organizações, como qualquer pessoa física ou jurídica no Brasil, tenham
legitimidade para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e
interesses”. (ISA).
Na prática
As políticas indigenistas ao longo do tempo!
Analise o texto da antropóloga Manuela
Carneiro da Cunha nos slides a seguir,
visando identificar as relações entre os
projetos políticos estabelecidos em
nossa trajetória histórica e a
invisibilidade acerca dos povos
originários, que ainda lutam pela
demarcação de suas terras.

Utilize o modelo da tabela para facilitar


as análises e esclarecer dúvidas!
TEXTO I – Política Indigenista
Manuela Carneiro da Cunha
“Durante o primeiro meio século, os índios foram sobretudo parceiros
comerciais dos europeus, trocando por foices, machados e facas o pau-brasil
para tintura de tecidos e curiosidades exóticas como papagaios e macacos,
em feitorias costeiras. Com o primeiro governo geral do Brasil, a Colônia se
instalou como tal e as relações alteraram-se, tensionadas pelos interesses em
jogo que, do lado europeu, envolviam colonos, governo e missionários,
mantendo entre si, [...] uma complexa relação feita de conflito e de simbiose.
Não eram mais parceiros para escambo que desejavam os colonos, mas mão
de obra para as empresas coloniais que incluíam a própria reprodução da mão
de obra, na forma de canoeiros e soldados para o apresamento de mais
índios [...]. Em épocas mais tardias, principalmente na do marquês de
Pombal, a Coroa pretendia enfim, numa visão mais ampla, promover a
emergência de um povo brasileiro livre, substrato de um Estado consistente
[...]: índios e brancos formariam este povo enquanto os negros continuariam
escravos”.
“Os interesses particulares dos colonos e os da Coroa podiam portanto
eventualmente estar em conflito na época colonial, e um terceiro ator,
importante, complicava ainda a situação, a saber, a Igreja, ou mais
precisamente uma ordem religiosa, a jesuítica. [...] De meados do século XVII
a meados do século XVIII, quando Portugal estava interessado em ocupar a
Amazônia, os jesuítas talharam para si um enorme território missionário. Foi o
seu século de ouro, iniciado pela formidável influência junto a D. João IV e ao
papa que Vieira, nosso maior escritor, logrou obter. A partir da expulsão dos
jesuítas por Pombal, em 1759, e sobretudo a partir da chegada de D. João VI
ao Brasil, em 1808, a política indigenista viu sua arena reduzida e sua
natureza modificada: não havia mais vozes dissonantes quando se tratava de
escravizar índios e de ocupar suas terras. A partir de meados do século XIX, a
cobiça se desloca do trabalho para as terras indígenas. Um século mais tarde,
irá se deslocar novamente: do solo, passará para o subsolo indígena. O início
do século XX verá um movimento de opinião dos mais importantes, que
culminará na criação do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), em 1910”.
(CUNHA, 2012).
“O SPI extingue-se melancolicamente em 1966 em meio a acusações de
corrupção e é substituído em 1967 pela Fundação Nacional do Índio
(Funai): a política indigenista continua atrelada ao Estado e a suas
prioridades. Os anos 1970 são os do “milagre”, dos investimentos em
infraestrutura e em prospecção mineral — é a época da Transamazônica,
da barragem de Tucuruí e da de Balbina, do Projeto Carajás. Tudo cedia
ante a hegemonia do “progresso”, diante do qual os índios eram
empecilhos [...].
No fim da década de 1970 multiplicam-se as organizações não
governamentais de apoio aos índios, e no início da década de 1980, pela
primeira vez, se organiza um movimento indígena de âmbito nacional.
Essa mobilização explica as grandes novidades obtidas na Constituição de
1988, que abandona as metas e o jargão assimilacionistas e reconhece os
direitos originários dos índios, seus direitos históricos, à posse da terra de
que foram os primeiros senhores”. (CUNHA, 2012).
Assimilacionista: teoria que prega a integração dos diferentes grupos
étnicos e culturais a uma sociedade.
Na prática Correção
• Resposta pessoal

• Importante destacar:

No excerto de texto da antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, a “política


indigenista” é abordada desde o período colonial, cuja legislação contraditória
indicava a “liberdade” dos indígenas e seus direitos originários sobre as suas
terras, no entanto, com o Regimento das Missões do Estado do Maranhão e
Grão-Pará (1686), a escravização e a apropriação de seus territórios não foi
evitada, ao contrário, apresentava em alguns momentos a defesa da
liberdade indígena, em outros, seu cativeiro exibia os interesses políticos de
expansão, de manutenção econômica, garantia das fronteiras, principalmente
diante dos competidores internos (franceses, holandeses e espanhóis),
institucionalizando tanto a liberdade quanto o trabalho forçado.
Na prática Correção
Continuação

Outro aspecto importante destacado no texto são as políticas


pombalinas, cujo Diretório dos Índios (1758) convertia os povos
originários a “súditos” livres da coroa, “falantes” da língua portuguesa,
retirando a jurisdição dos aldeamentos do controle das ordens religiosas,
para os funcionários da coroa. Caminhando no tempo, a autora explicita,
em outro trecho, a ênfase na terra, não mais no trabalho no contexto do
século XIX, já que as províncias passam também a legislar acerca dos
aldeamentos, o que resultou em maiores perdas territoriais aos povos
originários, questão que só se modificaria no início do século XX, com a
lei nº 1.606 de 1906 ou, ainda, com o Decreto nº 8.072 de 1910, que
instituiu o Serviço de Proteção aos Índios (SPI).
Na prática Correção
Continuação

Posteriormente, com a Constituição de 1934, o artigo 129, estabeleceu


a posse de terras aos indígenas, o que não sofreu maiores alterações
até o contexto da década de sessenta. Com os escândalos do Relatório
Figueiredo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) é criada, sob o jugo
do Ministério do Interior, que, em nome do progresso nacional, passou
a investir na Amazônia, expulsando os povos indígenas da região.
Apenas na década de 1980, com a Constituição Federal de 1988, o
Estado reconheceu seus direitos originários.
Foco no conteúdo
O “desenvolvimento nacional” e os povos
indígenas: o contexto da ditadura civil-militar
“Ainda hoje sabemos muito pouco sobre os crimes cometidos pela ditadura
contra as populações indígenas. O mais importante documento de denúncia
sobre esses crimes – o Relatório Figueiredo – foi produzido pelo próprio
Estado brasileiro e ficou desaparecido durante 44 anos […]. Para escrever
seu relatório, encomendado pelo general Albuquerque Lima, ministro do
Interior, com o objetivo de apurar práticas de corrupção no Serviço Nacional
do Índio – o órgão indigenista oficial brasileiro que antecedeu à Fundação
Nacional do Índio (FUNAI) –, o procurador geral Jader de Figueiredo Correia
percorreu com sua equipe mais de 16 mil quilômetros, visitando 130 postos
indígenas em todo o país.” (STARLING, BrasilDoc).
Foco no conteúdo
“O resultado apresentado pelo procurador em seu Relatório é
estarrecedor: matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de
crueldades foram cometidas contra indígenas no país, principalmente
pelos grandes proprietários de terras e por agentes do Estado. Figueiredo
fez um trabalho de apuração impressionante: incluiu relatos de dezenas
de testemunhas, apresentou documentos e identificou cada uma das
violações que encontrou – assassinatos de índios, […] sevícias, trabalho
escravo, apropriação e desvio de recursos do patrimônio indígena. […].
Os militares tinham um projeto de desenvolvimento em grande escala
que articulava o programa econômico concebido no IPES e as diretrizes
de segurança interna desenvolvida pela ESG [Escola Superior de Guerra]
e que pretendia realizar a integração completa do território nacional.”
(STARLING, BrasilDoc).
Foco no conteúdo
“Isso incluía um ambicioso programa de
colonização que implicava o deslocamento de
quase um milhão de pessoas com o objetivo
de ocupar estrategicamente a região
amazônica, não deixar despovoado nenhum
espaço do território nacional e tamponar a
área de fronteiras. Para seu azar, as
populações indígenas estavam posicionadas
entre os militares e a realização do maior Trecho em obras da
projeto estratégico de ocupação do território Transamazônica, rodovia
brasileiro. Pagaram um preço altíssimo em planejada para ir do Piauí
dor e quase foram exterminados por isso.” ao Acre.
(STARLING, BrasilDoc).
Na prática
Leia as fontes nos slides a seguir e, em dupla,
discuta coletivamente! Registre suas reflexões.

a) De acordo com o jornal Folha de [Link], o que significava


desenvolvimento para o governo militar? Que críticas o jornal
apresenta sobre essa concepção de desenvolvimento
econômico?
b) Quem produziu a fonte 2? O que o documento revela sobre o
contexto da criação da Transamazônica?
c) Qual a data de produção da fonte 3? Por que foi criado e qual
a crítica apresentada?
Fale mais sobre isso! Aprofunde seus argumentos!
FONTE 1. Arrancada para conquistar o gigantesco mundo verde

“O general Médici presidiu ontem no município de Altamira, no Estado do


Pará, a solenidade de implantação, em plena selva, do marco inicial da
construção da grande Rodovia Transamazônica [...]. O presidente
emocionado assistiu à derrubada de uma árvore de 50 metros de altura, no
traçado da futura rodovia, e descerrou a placa comemorativa do início da
construção na qual estava inscrito: “Nestas margens do Xingu, em plena
selva amazônica, o Sr. Presidente da República dá início à construção da
Transamazônica, numa arrancada histórica para a conquista deste gigantesco
mundo verde”. [...] Foi o início da instalação de grandes latifúndios na
região, o que causou inúmeros problemas sociais e ambientais. A floresta
passou a ser vista como um “vazio demográfico” de subdesenvolvimento,
que precisava ser desmatada para a chegada do capitalismo. Além do
desmatamento, o massacre de grupos indígenas, o trabalho escravo, a
expulsão dos posseiros e os conflitos pela terra foram outras consequências
drásticas dessa situação”. (Folha de [Link], 10 out. 1970).
FONTE 2 – Relatório Figueiredo, 1967.
“1 – CRIMES CONTRA A PESSOA E A PROPRIEDADE
DO ÍNDIO:
1.1 Assassinatos de índios (individuais e coletivos:
tribos);
1.2 Prostituição de índias;
1.3 Sevícias ;
1.4 Trabalho escravo;
1.5 Usurpação do trabalho do índio;
1.6 Apropriação e desvio de recursos oriundos do
patrimônio indígena;
1.7 Dilapidação do patrimônio indígena: a) Venda de gado; b) Arrendamento
de terras; c) Venda de madeiras; d) Exploração de minérios [...] O serviço de
Proteção aos índios degenerou a ponto de persegui-los até o extermínio.
Relembram-se aqui os vários massacres, muitos dos quais denunciados com
escândalo sem, todavia, merecer maior interesse das autoridades”.
(Ministério Público Federal).
FONTE 3 - Direitos indígenas são subordinados a planos
governamentais

“A subordinação do órgão tutor dos índios, encarregado de defender seus


direitos, em relação às políticas governamentais, fica evidente quando se
nota que o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) era órgão do Ministério
da Agricultura e que a Fundação Nacional do Índio (Funai), que substituiu
o SPI em 1967, foi criada como órgão do Ministério do Interior, o mesmo
ministério a cargo do qual estavam a abertura de estradas e a política
desenvolvimentista em geral [...] Assim, é estrutural o fato de os órgãos
governamentais explicitamente encarregados da proteção aos índios, o
SPI e posteriormente a Funai, não desempenharem suas funções e se
submeterem ou até se colocarem a serviço de políticas estatais, quando
não de interesses de grupos particulares e de seus próprios
dirigentes”.(Comissão Nacional da Verdade, 2014).
A
Na prática Correção
a) De acordo com o jornal Folha de [Link], o que significava
desenvolvimento para o governo militar? Que críticas o jornal
apresenta sobre essa concepção de desenvolvimento
econômico?

O texto evidencia que a ideia de “desenvolvimento” no


contexto da ditadura civil-militar, significava “conquistar o
gigantesco mundo verde”, isto é, a Floresta Amazônica. Com
essa concepção de desenvolvimento, a floresta era considerada
um “obstáculo” ao progresso, o que se pode perceber na
solenidade de implantação do marco inicial da construção da
Transamazônica, quando uma árvore é derrubada sob aplausos
do presidente.
Na prática Correção A
Continuação
Essa maneira de conceber o desenvolvimento econômico
considera apenas as vantagens imediatas das ações. A
destruição da floresta para a chegada do “progresso”, na
forma de uma rodovia interestadual, pode parecer uma forma
de integração nacional; no entanto, esse modelo ignora as
dinâmicas próprias da região amazônica, os modos de vida
dos povos, incluindo os indígenas, que habitam o local e as
riquezas naturais contidas na própria floresta.
Na prática Correção B
b) Quem produziu a fonte 2? O que o documento revela sobre o
contexto da criação da Transamazônica?

A fonte 2 é um relatório produzido em 1967 pelo procurador


Jader de Figueiredo Correia (Relatório Figueiredo), a pedido do
ministro do interior brasileiro Afonso Augusto de Albuquerque
Lima.
O documento, produzido pelo Estado brasileiro (e que só foi
publicizado 44 anos depois), revela os crimes e as atrocidades
que foram cometidos contra as populações indígenas, inclusive
por órgãos que deveriam representar seus interesses
(lembrando que 1967 foi o ano da criação da FUNAI, que
substituiu o SPI).
CONCLUINDO: Se anteriormente analisamos a ideia de tutela/
assimilação dos povos indígenas pelo Estado, o Art. 231 da
Constituição de 1988 garante o reconhecimento das diversas
pluralidades étnicas e apresenta a regulamentação sobre a
demarcação de suas terras. Ou seja, pela primeira vez na história de
nosso país, houve uma conquista dos povos indígenas, que tiveram
seus direitos garantidos, não mais estando sujeitos a normas
reguladas por interesses de governos. Nesse sentido, pensando nas
permanências e nas mudanças em relação ao tema, as conquistas
ainda estão longe de serem as ideais, mesmo com os avanços legais.
Atualmente, a noção de desenvolvimento sustentável procura
articular atividade econômica com sustentabilidade, substituindo a
velha concepção de que o desenvolvimento só seria possível com a
derrubada da floresta. No entanto, essas duas concepções ainda
estão em disputa e representam os diferentes pontos de vista dos
diversos interesses em jogo na Amazônia.
Aplicando
Problemas & soluções
Da colonização ao desenvolvimento do capitalismo, a forma de utilizar
a terra causou o extermínio de muitos povos indígenas e alterou suas
práticas culturais tradicionais.
Dentro de um processo histórico, os indígenas foram perdendo sua
territorialidade. Atualmente, a demarcação de terras indígenas no Brasil
tem sido objeto de polêmicas. Alguns setores da sociedade buscam
explorá-las comercialmente e são contrários à demarcação. Outros acham
que garantir essas terras seria uma maneira de defender os direitos dos
povos originários, entre os quais o direito à terra, para garantir seu modo
de existência.
Elabore, em itens, argumentos, avaliando os problemas relacionados
à demarcação de terras indígenas e ao lado possíveis soluções!
O que aprendemos hoje?
• Compreendemos as políticas indigenistas ao longo do
tempo e a relação entre o Estado brasileiro e as
populações indígenas;
• Analisamos os impactos econômicos e socioambientais
durante a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985)
para a população indígena;
• Avaliamos criticamente os efeitos das políticas de
desenvolvimento nacional, levando em consideração
aspectos como a demarcação de terras, a exploração de
recursos naturais e a perda de autonomia por parte dos
povos originários.
Tarefa SP
Localizador: 98395

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Videotutorial: [Link]
Referências
Slides 3 e 4 – Discurso de Ailton Krenak, em 4/09/1987, na Assembleia
Constituinte, Brasília, 1987. Revista GIS, v. 4, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 23 jun. 2023.
Slides 5 a 7 – ISA (Instituto Socioambiental). Direitos constitucionais dos
índios. Disponível em: [Link] Acesso em: 23 jun. 2023.
Slides 9 a 11 – CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos
e cidadania. São Paulo: Claro Enigma, 2012. p. 19-22. (Coleção Agenda Brasileira).
Slide 12 – MELLO, M. E. A. de S. e. O regimento das Missões: poder e negociação
na Amazônia portuguesa. Clio - Série Revista de Pesquisa Histórica, n. 27, v.
1, 2009. Disponível em:[Link] Acesso em: 23 jun. 2023.
Slide 13 – COELHO, Mauro Cezar et al (org.). Meandros da História: trabalho e
poder no Pará e Maranhão, Séculos XVIII e XIX. Belém: UNAMAZ, 2005. p. 48-67.
Referências
Slides 15 a 17 – STARLING, H. Ditadura militar e populações indígenas.
BrasilDoc. Disponível: [Link] Acesso em: 23 jun. 2023.
Slide 19 – Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 out. 1970. Disponível em:
[Link] Acesso em: 20 set. 2020.
Slide 20 – Ministério Público Federal. Disponível em: [Link]
Acesso em: 23 jun. 2023.
Slide 21 – Comissão Nacional da Verdade. Brasília: CNV, 2014. Relatório da
Comissão Nacional da Verdade. v. 2. 205. Disponível em: [Link]
Acesso em: 23 jun. 2023.
LEMOV, Doug. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de
aula. Porto Alegre: Penso, 2023.
Referências
Lista de imagens e vídeos
Slide 3 – Índio cidadão? Ailton Krenak. Disponível em: [Link] Acesso
em: 23 jun. 2023.
Slide 6 – Indígena Matis. Igarapé Boeiro, rio Ituí, Terra Indígena Vale do Javari. Amazonas,
1985. Foto: Isaac Amorim Filho (ISA). Disponível em: [Link] Acesso em:
23 jun. 2023.
Slide 7 – Pintura Corporal Mebengokre-Kayapó. Foto: Simone Giovine (Associação Floresta
Protegida). Disponível em: [Link] Acesso em: 20 jun. 2023.
Slide 17 – Memorial da Democracia. Trecho em obras da Transamazônica, rodovia
planejada para ir do Piauí ao Acre. Disponível em: [Link] Acesso em: 23
jun. 2023.
Slide 20 – Ministério Público Federal. Disponível em: [Link] Acesso em:
23 jun. 2023.
Gifs e imagens ilustrativas elaboradas especialmente para este material a partir do
Canvas. Disponível em: [Link] Acesso em: 23 jun. 2023.
Material
Digital

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