A Psicologia é uma das mais importantes ciências que cuida da saúde mental
do ser humano.
Apesar do estudo da mente humana ser muito antigo, a psicologia como
ciência é relativamente recente.
Ao longo deste material, você irá descobrir a história da psicologia e também
quais são as suas principais áreas.
Vamos juntos nesta jornada!
O que é psicologia?
A psicologia é uma ciência que busca entender as relações entre o
pensamento humano e o seu comportamento. O próprio nome já é
autoexplicativo: do grego, psyque = mente e logos = estudo.
Assim sendo, essa área do conhecimento envolve o estudo de complexas
relações entre uma série de processos mentais, entre eles:
Intuição;
Sentimentos;
Percepção;
Aprendizagem;
Cognição.
Nesse sentido, a psicologia é uma ciência ampla, o que abre espaço para que
várias áreas surjam dentro dela.
Quando surgiu a psicologia?
A busca pela compreensão da mente humana é milenar. Os babilônios e os
egípcios, há mais de 3000 anos, buscavam entender os porquês das ações
humanas. Mas, nessa época, os conhecimentos de outras áreas – como a
filosofia e até mesmo a espiritualidade de cada cultura – se misturavam na
jornada para entender a mente humana.
Então a psicologia surgiu como ciência há menos de 200 anos. O marco da
psicologia ocorreu em 1879, quando o filósofo e psicólogo Wilhelm Wundt abriu
o primeiro laboratório experimental de Psicologia na Universidade de Leipzig,
cidade alemã. A partir daí, passou-se a estudar a mente humana com rigor
científico.
Além das iniciativas de Wundt, há que se destacar que a psicologia se
desenvolveu junto com os avanços da medicina. Por exemplo, a psiquiatria
surgiu no final do século 18, quando o médico francês Philippe Pinel inaugurou
uma maneira diferente para classificar as pessoas com transtornos mentais.
Nesse viés, a neurologia surgiu como uma especialidade por volta de 1850 na
França, com o médico Jean-Martin Charcot.
O próprio Sigmund Freud, criador de uma das maiores áreas da psicologia
atualmente (a psicanálise) foi um neurologista e psiquiatra austríaco. Ou seja, a
interface entre medicina e psicologia era muito pequena na época do
surgimento desta ciência.
Quais são as escolas da psicologia?
De fato, há uma lista extensa de áreas dentro da psicologia, entre elas:
Psicanálise;
Comportamental;
Humanismo;
Cognitiva;
Social;
Gestalt ;
Psicodrama;
Sócio-histórica;
Sistêmica;
Transpessoal;
Bioenergética;
Individual;
Analítica;
Construcionismo;
Construtivismo;
Logoterapia.
Mas por que há tantas escolas assim? Bem, cada área da psicologia possui
uma visão da mente humana. Isto é, cada escola tem uma abordagem para
entender a intrincada relação entre a psique, os comportamentos e conflitos.
Em outras palavras, a complexidade das áreas da psicologia deriva da própria
complexidade do ser humano, sujeito de estudo da ciência psicológica. Sem
contar que cada cientista que se propõe a criar uma nova escola, possui uma
maneira singular de pensar a mente humana.
Em quais áreas um psicólogo pode atuar?
Para atuar como psicólogo, é preciso passar por 5 anos de faculdade.
No entanto, a trajetória de estudos do profissional da psicologia não para por
aí. Depois de concluir a graduação, pode-se optar por especializações de
acordo com as áreas de atuação.
Ou seja, para entender o que faz um psicólogo, é importante conhecer as
principais áreas nas quais esse profissional atua, veja algumas delas…
Psicologia Clínica
Possui como foco principal o diagnóstico e tratamento, através da psicoterapia,
dos vários transtornos da mente humana.
Assim, a psicologia clínica é uma área que, via de regra, não foca em um grupo
específico da população, atendendo tanto adultos como crianças.
No entanto, há psicólogos clínicos cujo foco é algum transtorno mental
específico como, por exemplo, depressão e transtornos de ansiedade (entre
eles, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Síndrome do Pânico, Transtorno
Obsessivo-Compulsivo – TOC).
Psicologia Escolar
Essa área visa entender como as crianças e adolescentes lidam com os
processos educacionais.
Dessa forma, é possível auxiliar no aprendizado dos alunos, adaptando as
experiências didáticas de acordo com as individualidade de cada um dos
estudantes.
A psicologia escolar tem uma interface próxima com a pedagogia.
Psicologia Organizacional
Também conhecida como psicologia do comportamento organizacional, o
objetivo de tal área é promover a performance dos colaboradores de uma
empresa.
Isso é feito entendendo as relações dos mecanismos de trabalho com as
tarefas de cada colaborador.
A psicologia organizacional é de suma importância para que líderes e membros
do setor de Recursos Humanos (RH) possam tomar decisões mais assertivas
dentro das corporações.
Psicologia do Trânsito
Imagine o quão caótico seria o trânsito se não pudéssemos controlar (ao
menos minimamente) o nosso estado mental!
Não à toa, todos os motoristas, antes de obterem suas habilitações, devem
passar por pelo teste psicotécnico, no qual um psicólogo avalia traços de
personalidade e cognição do aspirante a condutor.
Por conta disso, a psicologia do trânsito visa entender o comportamento
humano no cenário da mobilidade urbana, fazendo com que participantes de tal
contexto possam usufruir de um ambiente mais seguro, ordenado e cordial.
Psicologia do Esporte
Os atletas de alto rendimento são submetidos a extenuantes rotinas de treinos
que, somadas à pressão para o aperfeiçoamento dos resultados, resultam em
uma série de estímulos à mente.
Nesse cenário, é importante que um profissional procure entender e cuidar do
aspecto mental dos atletas. Esse é o psicólogo do esporte.
Com o acompanhamento de tal profissional é possível não só superar travas
psicológicas que dificultam o progresso dos atletas, mas também atuar na
prevenção de transtornos da mente neste grupo.
Psicologia Hospitalar
Um dos fatores que mais desperta ansiedade nas pessoas é a morte. Afinal,
não se pode saber, com certeza, o que há do outro lado…
Um dos ambientes em que esses anseios em relação à morte vem mais à tona
são os hospitais. Tudo isso pode causar sofrimento não só nos pacientes, mas
também nos seus familiares e amigos.
Dessa maneira, a atuação do psicólogo hospitalar visa acolher os anseios e
dilemas psíquicos dos doentes, oferecendo-lhes apoio mental e os orientando
em relação ao acompanhamento.
Psicologia Jurídica
Esta área, diferente da psicologia clínica, que abrange os transtornos mentais,
é mais específica para a área do direito.
A psicologia jurídica se desenvolve de forma considerável hoje em dia através
de abordagens como a terapia familiar sistêmica.
Com tais recursos, é possível sanar conflitos entre as partes de um processo
judicial, aumentando os índices de conciliação.
Neuropsicologia
Como o próprio nome diz, essa área é uma união entre psicologia e neurologia.
Através da neuropsicologia, o profissional avalia de maneira minuciosa as
várias faculdades cognitivas de uma pessoa, ou seja, faz uma série de teste a
fim de classificar os graus de pontos importantes da mente como, por exemplo:
Percepção;
Atenção;
Memória;
Pensamento;
Linguagem;
Aprendizagem.
Conclusão
A psicologia é uma ciência vasta que possui uma série de áreas.
Afinal, entender a mente humana é um grande desafio devido à sua
complexidade.
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Referências
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[Link]
[Link]
[Link]
[Link] https://
[Link]/whatispsychology
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Embora a psicologia como ciência formal tenha surgido apenas no
século XIX, suas raízes podem ser traçadas até a filosofia antiga. Os
filósofos gregos, como Platão e Aristóteles, foram alguns dos
primeiros a refletir sobre a natureza da mente e do comportamento
humano.
Platão, em particular, propôs a teoria da psique tripartida, dividindo a
alma em três componentes: a parte racional (logistikon), a parte
espiritual (thymoeides) e a parte apetitiva (epithymetikon). Essa
divisão influenciou posteriormente as teorias da personalidade e a
compreensão das motivações humanas.
Aristóteles, por sua vez, enfatizou a importância da observação
empírica e do raciocínio lógico, lançando as bases para o método
científico. Ele também explorou conceitos como memória, percepção
e emoções, contribuindo para o desenvolvimento inicial da psicologia.
Durante a Idade Média, a filosofia escolástica, fortemente
influenciada pela teologia cristã, dominou o pensamento ocidental.
Nesse período, a ênfase recaía sobre questões relacionadas à alma, à
moralidade e ao livre-arbítrio, com pensadores como Santo Agostinho
e São Tomás de Aquino explorando a relação entre a mente e a fé.
No entanto, foi durante o Renascimento e o Iluminismo que as ideias
filosóficas começaram a se afastar da teologia e a se voltar para uma
abordagem mais científica e racional do estudo da mente. Pensadores
como René Descartes, John Locke e Immanuel Kant lançaram as
bases para a psicologia moderna, explorando questões como a
natureza da consciência, a origem do conhecimento e a relação entre
mente e corpo.
O Surgimento da Psicologia como Ciência
Foi no século XIX que a psicologia começou a se estabelecer como
uma disciplina científica distinta. O marco inicial é geralmente
atribuído à fundação do primeiro laboratório de psicologia
experimental por Wilhelm Wundt na Universidade de Leipzig, na
Alemanha, em 1879.
Wundt é considerado o "pai da psicologia experimental" devido às
suas contribuições pioneiras no estudo sistemático dos processos
mentais. Ele desenvolveu a técnica da introspecção, na qual os
participantes eram solicitados a relatar suas experiências subjetivas
durante tarefas específicas. Embora a introspecção tenha sido
posteriormente criticada por sua falta de objetividade, ela abriu
caminho para a investigação empírica da mente.
Outro importante pioneiro da psicologia foi William James,
considerado o "pai da psicologia americana". James adotou uma
abordagem mais holística, enfatizando a importância da experiência
individual e da consciência. Sua obra seminal, "Princípios de
Psicologia" (1890), explorou uma ampla gama de tópicos, desde a
percepção até a emoção e a memória, e teve um impacto duradouro
no campo.
As Principais Escolas de Pensamento na
Psicologia
À medida que a psicologia se desenvolveu como ciência, surgiram
diferentes escolas de pensamento, cada uma oferecendo uma
perspectiva única sobre a natureza da mente e do comportamento
humano. Algumas das principais escolas incluem:
Estruturalismo
Liderado por Edward B. Titchener, um estudante de Wundt, o
estruturalismo buscava compreender a estrutura da mente através
da análise de experiências conscientes em seus componentes mais
básicos. Os estruturalistas utilizavam a técnica da introspecção
treinada para examinar os elementos da consciência, como
sensações e imagens mentais.
Funcionalismo
Em contraste com o estruturalismo, o funcionalismo, influenciado por
William James, enfatizava a função e o propósito dos processos
mentais. Os funcionalistas estavam interessados em como a mente
se adaptava ao ambiente e como os processos mentais influenciavam
o comportamento. Essa abordagem abriu caminho para o estudo da
psicologia aplicada e da psicologia educacional.
Behaviorismo
Surgindo no início do século XX, o behaviorismo, liderado por John B.
Watson, rejeitou o estudo da consciência e se concentrou
exclusivamente no comportamento observável. Os behavioristas
acreditavam que o comportamento era moldado por estímulos
ambientais e que o aprendizado ocorria através do condicionamento.
Figuras influentes do behaviorismo incluem B. F. Skinner e Ivan
Pavlov.
Psicanálise
Desenvolvida por Sigmund Freud, a psicanálise revolucionou a
compreensão da mente inconsciente e sua influência sobre o
comportamento. Freud propôs a teoria do aparelho psíquico,
composto pelo id, ego e superego, e enfatizou o papel dos impulsos
sexuais e agressivos no desenvolvimento da personalidade. A
psicanálise teve um impacto significativo não apenas na psicologia,
mas também na cultura popular.
Psicologia Humanista
Surgindo na década de 1950 como uma reação ao behaviorismo e à
psicanálise, a psicologia humanista enfatizava o potencial humano e
a experiência subjetiva. Liderada por figuras como Carl Rogers e
Abraham Maslow, essa abordagem destacava a importância da
autorrealização, da criatividade e do livre-arbítrio. A psicologia
humanista influenciou o desenvolvimento de terapias centradas no
cliente e na abordagem centrada na pessoa.
Psicologia Cognitiva
A partir da década de 1960, a psicologia cognitiva emergiu como uma
importante escola de pensamento, focada nos processos mentais
internos, como percepção, atenção, memória, linguagem e resolução
de problemas. Influenciada pelos avanços na ciência da computação
e na teoria da informação, a psicologia cognitiva utilizou
experimentos controlados e modelos computacionais para estudar a
cognição humana.
Desenvolvimentos Recentes e Perspectivas
Futuras
Nas últimas décadas, a psicologia tem se expandido e diversificado,
abraçando novas abordagens e áreas de estudo. Alguns
desenvolvimentos notáveis incluem:
A psicologia evolutiva, que examina o comportamento
humano através da lente da teoria da evolução.
A neurociência cognitiva, que combina o estudo da cognição
com técnicas de imagem cerebral para explorar as bases
neurais dos processos mentais.
A psicologia positiva, que se concentra nos aspectos positivos
da experiência humana, como bem-estar, resiliência e
emoções positivas.
A psicologia social, que estuda como os pensamentos,
sentimentos e comportamentos das pessoas são
influenciados pela presença real, imaginada ou implícita de
outros.
À medida que a psicologia continua a evoluir, novas fronteiras estão
sendo exploradas. A integração da psicologia com outras disciplinas,
como genética, neurociência e ciência da computação, está abrindo
novos caminhos para a compreensão da mente e do comportamento
humano.
Avanços tecnológicos, como a realidade virtual e a inteligência
artificial, estão oferecendo novas ferramentas para pesquisa e
intervenções psicológicas.
Além disso, há um crescente reconhecimento da importância da
diversidade e da inclusão na psicologia. Pesquisadores e profissionais
estão se esforçando para abordar questões de viés, representação e
equidade, buscando uma compreensão mais abrangente e
culturalmente sensível da experiência humana.
No futuro, a psicologia provavelmente continuará a se expandir e
evoluir, abordando desafios complexos e explorando novas fronteiras.
Algumas áreas promissoras incluem:
A pesquisa sobre a interação entre fatores biológicos,
psicológicos e sociais na saúde mental e no bem-estar.
O desenvolvimento de intervenções psicológicas
personalizadas, baseadas em dados e adaptadas às
necessidades individuais.
A aplicação da psicologia a questões globais, como mudanças
climáticas, conflitos e desigualdades sociais.
A exploração da relação entre tecnologia e psicologia,
incluindo o impacto da tecnologia na cognição, emoção e
comportamento humano.
Conclusão
A história da psicologia é uma jornada fascinante, repleta de ideias
inovadoras, descobertas revolucionárias e personalidades influentes.
Desde suas raízes filosóficas até seu estabelecimento como ciência e
suas diversas escolas de pensamento, a psicologia tem buscado
desvendar os mistérios da mente e do comportamento humano.
Ao longo do caminho, a psicologia enfrentou desafios, questionou
suposições e expandiu seus horizontes. Cada escola de pensamento
ofereceu uma perspectiva única, contribuindo para nossa
compreensão cada vez mais rica e complexa da experiência humana.
Hoje, a psicologia é uma disciplina vibrante e diversificada,
abrangendo uma ampla gama de áreas, desde a neurociência até a
psicologia social e a psicologia aplicada. À medida que a sociedade
enfrenta novos desafios e a tecnologia avança, a psicologia continua
a evoluir e a se adaptar, buscando soluções para os problemas mais
prementes da humanidade.
Olhando para o futuro, é evidente que a psicologia tem um papel vital
a desempenhar na promoção do bem-estar, na compreensão da
diversidade humana e no enfrentamento dos desafios globais. Ao
abraçar a inovação, a colaboração interdisciplinar e a inclusão, a
psicologia está bem posicionada para moldar um futuro mais
saudável, compassivo e equitativo para todos.
A história da psicologia não é apenas um relato do passado, mas
também uma inspiração para o presente e uma bússola para o futuro.
À medida que continuamos a explorar as profundezas da mente
humana, podemos nos basear na sabedoria e nos insights dos
pioneiros que vieram antes de nós, ao mesmo tempo em que
forjamos novos caminhos e descobertas. A jornada da psicologia está
longe de terminar – na verdade, está apenas começando.
Referências
1. Schultz, D. P., & Schultz, S. E. (2015). A History of Modern
Psychology (11th ed.). Cengage Learning.
2. Hothersall, D. (2003). History of Psychology (4th ed.).
McGraw-Hill Education.
3. Leahey, T. H. (2017). A History of Psychology: From Antiquity
to Modernity (8th ed.). Routledge.
4. Benjamin, L. T. (2006). A Brief History of Modern Psychology.
Blackwell Publishing.
5. Pickren, W. E., & Rutherford, A. (2010). A History of Modern
Psychology in Context. Wiley.
O surgimento da psicologia científica
no mundo
O campo e entendimento da psicologia tão pouco aconteceu com o
ilustre Wilhelm Wundt (conheceremos ele adiante), lá em Leipzig,
mas remonta ao passado da própria humanidade. A psicologia está
desde quando o homem procurou olhar para si e construir um
entendido sobre os porquês da alma/espírito/mente, muitas vezes
travestida pelos conceitos religiosos e morais da época. E isso é
psicologia, em termos gerais: o estudo das funções mentais e sua
relação com o corpo e sociedade. Claro, por muito tempo não houve
um estudo aprofundado e sistematizado sobre a mente; até mesmo
na Grécia antiga os filósofos de outrora procuravam soluções para
uma problemática tão antiga quanto ao próprio homem.
Hipócrates, conhecido como o pai da medicina, classificou as pessoas
em 4 tipos com base nos humores corporais, fleumático (fleuma),
sanguíneo (sangue), melancólico (bile negra), colérico (bile amarela)
e fleumático (catarro). Sócrates reconhecia a mente também, além da
alma. Ele tinha analisado as atividades da mente na forma de
pensamento, imaginação, memória e sonhos. Além disso, seus alunos
Platão e Aristóteles reforçaram e continuaram a ideia de Sócrates. No
entanto, eles não têm muita crença na existência da alma. Então,
eles enfatizaram a capacidade de raciocínio do homem e chamaram o
ser humano de animal racional.
Platão estava mais interessado em saber o papel da mente no
controle do comportamento humano. Ele foi o progenitor do
dualismo na psicologia. Ele considerava materiais e substâncias
espirituais, o corpo e a mente como dois princípios independentes e
antagônicos, mas ele não poderia esclarecer sua dúvida de forma
satisfatória. Dualismo de Platão foi largamente superado por seu
aluno Aristóteles, que reuniu pensamento psicológico com os
estudos naturais e restaurou a sua estreita ligação com a
biologia e medicina. Ele transmitiu a ideia da inseparabilidade da
alma e do corpo vivo.
A Psicologia não surgiu diretamente como uma ciência. Ela começou
como um ramo da filosofia e continuou por cerca de 2000 anos antes
de emergir como uma ciência. Para falar do surgimento da psicologia
devemos distinguir dois momentos muito importantes: a "antiga
psicologia", debatida pelos filósofos principalmente, e a "nova
psicologia" que resguardou para si um caráter científico que fora
fortemente influenciado pelo materialismo alemão e as novas
concepções fisiológicas que emergiam nas discussões acadêmicas.
Sobre a "antiga psicologia", destacamos as influencias filosóficas com
os grandes nomes de Auguste Comte, John Locke, George Berkeley,
David Harley, James Mill, John Stuart Mill e etc. Já a "nova psicologia"
começa a surgir com Wundt quando o mesmo cria um método
científico próprio e estabelece as bases para como deveriam ser os
métodos e objetivos de investigação do saber psicológico.
Mas aqui apenas tentamos resumir bem como o processo do
surgimento de uma psicologia é muito distinto. Podemos remontar
desde Descartes e a problemática mente-corpo, que influenciou toda
uma história da filosofia e da ciência dos nossos tempos, ou podemos
ir mais além e remontar o passado da psicologia desde o antigo Egito
ou a Grécia pré-socrática, quando se especulava sobre natureza do
homem. Muitas culturas ao longo da história especularam sobre a
natureza da mente, coração, alma, espírito, cérebro, etc. A psicologia
inicial era considerada como o estudo da alma (no sentido cristão do
termo). A forma filosófica moderna da psicologia foi fortemente
influenciada pelas obras de René Descartes e pelos debates que ele
gerou.
É recente o entendimento de uma psicologia enquanto uma ciência e
uma profissão. Esse processo deu início em meados de 1870+, com
Wundt sendo o fundador da psicologia como disciplina acadêmica
formal. Instalando o primeiro laboratório de psicologia, criando uma
revista dedicada a esse tema e dando início a psicologia experimental
enquanto ciência. Por isso Wilhelm Wundt é considerado, até hoje, o
pai da psicologia moderna científica. Wundt nadou, digamos assim,
nos novos pensamentos que estavam em discussão no ocidente
europeu que voltavam a discussão sobre a mente e o corpo e sua
relação.
A psicologia possui um longo passado, mas uma história curta
Hermann Ebbinghaus
Nos é evidente que a psicologia de Wundt é pouco explorada - não
ressalto isso com a pretensão de afirmar que deveríamos nos valer de
seus métodos -, mesmo sendo muito apresentada nos livros
introdutórios de história da psicologia. Para que possamos entender a
proposta de Psicologia como uma ciência da experiência imediata de
Wundt, temos que buscar em suas obras qual a teoria que ele atacou,
quais críticas ele fez para preparar os bastidores de sua própria
teoria.
"O objetivo da ciência natural consiste, no sentido mais geral, no
conhecimento da realidade objetiva, isto é, dos objetos, cuja
existência real deve ser pressuposta após a abstração das
características que lhe foram atribuídas exclusivamente pela
atividade subjetiva de representação" (Wundt, 1896, p. 24).
Continuando:
"A psicologia desfaz novamente esta abstração realizada pela ciência
natural para poder investigar a experiência em sua realidade
imediata. Ela fornece, portanto, informações sobre as interações dos
fatores subjetivos e objetivos da experiência imediata e sobre o
surgimento dos conteúdos particulares desta última, assim como de
sua relação. A forma de conhecimento da psicologia é, pois, em
contraposição à da ciência natural, imediata e intuitiva, na medida
em que a própria realidade concreta, sem a utilização de conceitos
auxiliares abstratos, é o substrato de suas explicações" (Wundt,
1896, p12).
Definindo a psicologia como ciência da experiência imediata, Wundt
pretendia atacar uma ideia de psicologia (comum na época) que trava
a mente como uma entidade ou substância, seja espiritual ou
material. Para Wundt, claro, essa concepção de psicologia estaria
errada pois baseava-se em hipóteses metafísicas. Como Ele queria
estabelecer uma Psicologia independente, baseada na experiência,
precisou descartar todas as concepções metafísicas.
Uma forte crítica que ele sofreu ao longo de sua vida (o que não o
torna menos importante), é que o seu modelo metodológico não
conseguia estudar comportamentos e processos mentais de animais,
pessoas com distúrbios ou perturbações mentais. Nesses casos, a
pessoa "estudada" não tem capacidade de ter uma real percepção
interna de si e, por outro lado, o psicólogo nesses casos pode ser
tendencioso. Muitos afirmavam que quando a introspecção é
realizada por vários observadores, não há como saber qual é a
correta. Os conhecimentos ou dados que a introspecção visa alcançar
só podem ser comunicados pela linguagem e há experiências muito
difíceis de exprimir verbalmente.
Podemos encontrar várias críticas sobre a teoria de Wundt, mas
acredito que muitas delas se dão por falta de interpretação da própria
teoria. Podemos encontrar, em suas obras, afirmações dele mesmo
de que alguns métodos são passíveis de aprimoramento, sendo a
percepção interna um deles. No quadro moderno e atual da
psicologia, apenas atribui a Wundt os louros de ter tornado a
psicologia independente. Sabemos que a teoria principal de Wundt
tem fortes influências (se não diretas) de Fechner, o que sob
nenhuma perspectiva tira os méritos sobre sua obra. Wundt nunca
estabeleceu algo concreto de fato, o mesmo dizia que a psicologia
estava em construção e criticava aplicações prematuras da
psicologia.
Kkkkkkkk
Antes mesmo de ser considerada uma ciência, a Psicologia surge como um
estudo do ramo filosófico, sendo bastante utilizada para compreender as
ações, os sonhos, os comportamentos e os impulsos dos seres humanos. O
registro mais antigo da Psicologia aparece em um livro do século 16,
definindo-a como o princípio dos fenômenos da mente e do espírito.
Hoje em dia, o que conhecemos por Psicologia tem origem da filosofia grega,
com importantes contribuições do médico grego Alcmeão de Crotona.
Segundo Alcmeão, a Psicologia diz respeito à vida mental, sendo uma função
permanente do cérebro para compreendermos os mistérios e o
funcionamento da mente humana.
O médico também analisou os diferentes aspectos da mente, como a
imaginação, a memória e o pensamento. Aristóteles, Platão e René
Descartes foram outros pensadores que contribuíram significativamente para
a construção do conceito de Psicologia, oferecendo avanços do ponto de vista
científico e filosófico.
O desenvolvimento acadêmico da Psicologia começou a ganhar mais impulso
em 1879, com a fundação do primeiro instituto de Psicologia, em Leipzig, na
Alemanha. Nessa ocasião, muitos profissionais se formaram e se capacitaram
no estudo da mente, influenciando na criação de diversas escolas de
pensamento ao longo dos últimos séculos.
Como é a história da Psicologia em seu surgimento?
Desde 1879, com a criação do instituto de Psicologia por Wilhelm Wundt, o
campo de estudo tem apresentado diferentes processos investigativos para a
compreensão da mente humana. Ao longo dos seus 142 anos, a Psicologia
conquistou independência para atuar cientificamente e com conhecimento
legal.
Isso influenciou o surgimento de algumas abordagens dentro do ramo, como
Psicanálise, Behaviorismo, Funcionalismo, Estruturalismo, entre outras. As
diferentes perspectivas ajudam a entender a complexidade humana e seus
eventos, considerando fatores biológicos, psicológicos e
socioculturais que impactam o comportamento e o pensamento das
pessoas.
Por isso, a Psicologia contemporânea está dividida em diferentes tópicos,
com o intuito de entender o processo mental, neural e cultural, além de
questões que envolvem desde o nascimento até a morte dos seres humanos.
A partir de 1960, a Psicologia continuou a evoluir com a introdução de novas
ideias, perspectivas e teorias que impactam até hoje as pesquisas dentro da
área.
Nesse período, a Psicologia Cognitiva começou a substituir a Psicanálise e o
Behaviorismo como a abordagem dominante para o estudo da ciência. Desde
então, tal perspectiva tem permanecido como dominante, apresentando
conceitos como o de percepção, memória, inteligência e linguagem. Tudo isso
ajudou os pesquisadores a estudar mais de perto o funcionamento interno
do cérebro humano