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Lógica e Matemática: Proposições e Argumentos

O documento aborda conceitos fundamentais de lógica e matemática, incluindo proposições, argumentos e conectivos lógicos. Ele detalha tipos de proposições, silogismos, falácias, e apresenta tabelas verdade e quantificadores lógicos. Além disso, discute a álgebra de proposições e métodos para resolver problemas envolvendo verdades e mentiras.

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Leduc Marques
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Lógica e Matemática: Proposições e Argumentos

O documento aborda conceitos fundamentais de lógica e matemática, incluindo proposições, argumentos e conectivos lógicos. Ele detalha tipos de proposições, silogismos, falácias, e apresenta tabelas verdade e quantificadores lógicos. Além disso, discute a álgebra de proposições e métodos para resolver problemas envolvendo verdades e mentiras.

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LEDUC MARQUES - 2013

 LÓGICA E MATEMÁTICA 
LÓGICA
1. INTRODUÇÃO
- É uma declaração...

AFIRMATIVA NEGATIVA

VERDADEIRA FALSA

SIMPLES1 COMPOSTA2
PROPOSIÇÃO
ABERTA3 FECHADA4

OBS.: Não são proposições: frases exclamativas, interrogativas, opinativas, as interjeições, orações imperativas e aquelas que
contenham variáveis (sentenças abertas).

OBS.: é possível transformar uma sentença aberta em proposição por meio da inclusão de quantificadores5

1
Uma única proposição.
2
Acompanhada de outras proposições e, normalmente, são representadas por letras minúsculas (p, q, r, s, t, u, ...).
3
Possuem uma variável ou um elemento desconhecido e não há como garantir que serão verdadeiras ou falsas.
4
Serão sempre verdadeiras ou falsas, ou seja, terão sempre um valor lógico binário: V/F.
5
“qualquer que seja”, “ou para todo”, representado por ∀; “existe”, representado por ∃. Por exemplo, a proposição “(∃x)(x ∃∈ R)(x + 4 = 9)” é valorada como F, enquanto a
proposição “(∃ x)(x ∈ R)(x + 4 = 9)” é valorada como V, pois x = 5 torna a proposição V. Se “Ele = Pelé”, então a proposição “Ele foi um grande jogador de futebol” é valorada como V,
enquanto se “Ele = Tiradentes”, a mesma proposição é valorada como F. O subconjunto do conjunto universo que torna a proposição verdadeira é o conjunto-verdade da proposição.
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ARGUMENTO
- relação que associa um conjunto de proposições A1, A2, ..., An — denominadas premissas — a uma proposição B — denominada
conclusão. A finalidade das premissas é justificar a conclusão.
SILOGISMO
- raciocínio ou inferência ou silogismo é a relação que permite passar da premissa para a conclusão.

- paradoxo ou absurdo são inferências em que se parte de premissas não-


PARADOXO
contraditórias, mas as conclusões são contraditórias.
- é um falso raciocínio lógico com aparência de verdadeiro. Pode ser elaborada com
FALÁCIA base em premissas falsas ou verdadeiras.

(ARGUMENTO PARALOGISMO - falácia involuntária


INVÁLIDO)
SOFISMA - falácia criada com o objetivo de confundir

- um argumento no qual a conclusão é uma conseqüência necessária de suas


premissas, isto é, a verdade de suas premissas garante a verdade da conclusão.

- quando as premissas são uma prova incontestável para a


DEDUTIVO veracidade da conclusão, ou seja, se as premissas forem
verdadeiras, é impossível que a conclusão seja falsa
ARGUMENTO
VÁLIDO
- se as premissas fornecem indicações significativas de que a
conclusão é verdadeira (há a probabilidade de o evento
acontecer).
INDUTIVO

- Aqui, não há sentido em falar que o argumento é válido ou


inválido.
ARGUMENTOS - são argumentos oriundos de diversas etapas, ou seja, a conclusão de um conjunto de
COMPLEXOS premissas também é utilizada como premissa para outras conclusões, e assim por
diante. Essas conclusões intermediárias também são conhecidas como premissas não-
básicas.
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- uma proposição verdadeira é sempre verdadeira e, conseqüentemente, uma proposição falsa é sempre
IDENTIDADE
falsa.

PRINCÍPIOS NÃO-
CONTRADITÓRIO
- não existe proposição que seja verdadeira e falsa ao mesmo tempo.

TERCEIRO
EXCLUÍDO
- uma proposição somente será verdadeira ou falsa, e não há outra possibilidade.

- Representa todas as situações possíveis de uma proposição simples ou composta. O número de linhas da tabela verdade é
igual a 2 elevado a n, onde n é o número de proposições.
p q r s
V V V V
V V V F
V V F V
V V F F
V F V V
TABELA
V F V F
VERDADE V F F V
V F F F
F V V V
F V V F
F V F V
F V F F
F F V V
F F V F
F F F V
F F F F
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2. CONECTIVOS LÓGICOS
CON/DIS2/BI/COND
CRITÉRIO DA TABELA
PROPOSIÇÃO DIAGRAMAS CRITÉRIO DA
FALSEABILIDAD
E
VERDADE VERITABILIDADE

SERÁ FALSA p q p∧q


1.
SE V V V
CONJUNÇÃO6 CONJUNÇÃO
QLQR
(E ∧)
PROPOSIÇÃO
V F F (V-V-V)
FOR FALSA F V F
F F F

SERÁ FALSA p q p∨q DISJUNÇÃO


2. DISJUNÇÃO SE
V V V (V-F-V)
INCLUSIVA7 AMBAS

(OU ∨)
PROPOSIÇÕES V F V
INCLUSIVA
FOREM F V V (V-V-V)
FALSAS F F F

p⊻q
SERÁ FALSA
SE p q
3. DISJUNÇÃO AMBAS V V F
EXCLUSIVA PROPOSIÇÕES DISJUNÇÃO
V F V
(OU... OU ⊻)
TIVEREM O (V-F-V)
MESMO F V V
VALOR F F F
LÓGICO

p→
SERÁ FALSA p9 q10 CONDIÇÃO
4. q
SE NECESÁRIA
CONDICIONAL8 V V V
p FOR V COERENTE
E V F F COM A
(SE...ENTÃO →) F V V
q FOR F SUFICIENTE
F F V

5. BI SERÁ FALSA CONJUNÇÃO


CONDICIONA SE p q p↔q (V-V-V)
L11 HOUVER
DISJUNÇÃO V V V
(SE E V F F
SOMENTE SE ↔) F V F

6
A proposição composta é verdade somente quando as proposições que dão origem a ela são conjuntamente
verdadeiras.
7
Por que a chamamos de disjunção inclusiva? Porque ela é verdadeira ainda que as proposições originais sejam
separadamente (ou disjuntamente) verdadeiras, ou seja, mesmo que apenas uma seja verdade. A palavra “inclusive”
aparece porque inclui a situação em que são simultaneamente verdadeiras.
8
Tem, entre outras, as seguintes leituras: “se A então B”, “A é condição suficiente para B”, “B é condição necessária
para A”. O condicional pode ser empregado para juntar duas ocorrências que, de fato, apresentam uma relação de causa
e conseqüência. Contudo, o mero fato de duas proposições comporem um condicional não significa que elas, de fato,
tenham um nexo causal.
9
p = CONDIÇÃO SUFICIENTE: (se p ocorrer então q ocorre).
10
q = CONDIÇÃO NECESSÁRIA: (se q não ocorrer então p não ocorre).
11
É o “oposto” da disjunção exclusiva. Daí uma ser a negação da outra.
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F F V
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3. QUANTIFICADORES LÓGICOS
QUANTIFICADOR CARACTERÍSTICA REPRESENTAÇÃO DIAGRAMAS DE VENN NEGAÇÃO

- Qualquer que seja x, se x - Algum P não é Q; ou


TODO P É Q pertence a P, também pertence
necessariamente a Q - Pelo menos um P não é Q.

- Algum P é Q; ou
- Não há elemento comum entre
NENHUM P É Q
PeQ
- Pelo menos um P é Q.

- Existe um elemento x que


ALGUM P É Q pertença a P e também pertença - Nenhum P é Q.
aQ

- Existe um elemento x tal que x


ALGUM P NÃO É Q pertence a P e x não pertence a - Todo P é Q
Q
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4. ÁLGEBRA DE PROPOSIÇÕES
- Os conectivos “e” e “ou” apresentam propriedades semelhantes às que a gente estuda lá em álgebra. Para tanto, basta fazer a
seguinte associação:

· “e” – associamos com o produto ( X );

· “ou” – associamos com a soma ( + );

· tautologia – associamos com o 1;

· contradição – associamos com o zero

SÍMBOLOS

- Para determinar a ordem na qual os operadores lógicos serão aplicados, na maioria das vezes, são utilizados os parênteses.
Exemplo: ~(p ^ q).
Primeiro, faremos a conjunção p ^ q e depois faremos a negação da conjunção.
Contudo, quando não há parênteses, deveremos seguir o nível de precedência dos operadores lógicos, conforme abaixo:
1. Negação (~)
2. Conjunção (^)
3. Disjunção (v)
4. Condicional (→)
5. Bicondicional (↔)
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- proposição composta que é SEMPRE VERDADEIRA, independentemente dos valores lógicos das proposições simples que a
TAUTOLOGIA compõem.

- Ex.: P ∨ (~P)
(1)

- proposição composta que é SEMPRE FALSA, independentemente dos valores lógicos das proposições simples que a compõem.
CONTRADIÇÃO

- Ex..: P ∧ (~P)
(0)

- Corresponde a toda proposição composta que não se caracteriza como tautologia ou contradição.

CONTINGÊNCIA

- São proposições cujas tabelas-verdade são iguais; duas proposições compostas são equivalentes quando apresentam sempre o
mesmo valor lógico, independentemente dos valores lógicos das proposições simples que as compõem.

EQUIVALÊNCIA
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COMUTATIVA

ASSOCIATIVA
CONJUNÇÃO
DISTRIBUTIVA

NEGATIVA12

COMUTATIVA

LEIS DE ASSOCIATIVA
MORGAN
DISJUNÇÃO
DISTRIBUTIVA

NEGATIVA13

DISJUNÇÃO
NEGATIVA
EXCLUSIVA

CONDICIONAL NEGATIVA

BICONDICIONAL NEGATIVA

12
Para negar um “e” lógico, nós temos que fazer um “ou” da negação de cada parcela. Ex.: “Pedro é alto e Júlio é rico” = “Pedro não é alto ou Júlio não é rico”.
13
Para negar um “ou”, nós negamos cada parcela e trocamos o “ou” por um “e”.
Ex.: “O governo aumenta os juros ou a inflação sobe” = “O governo não aumenta os juros e a inflação não sobe”
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5. VERDADES E MENTIRAS
- Em exercícios deste tipo, serão feitas várias afirmativas, onde umas são verdadeiras e outras, falsas. Para resolver este tipo de questão, devemos analisar
todas as possibilidades possíveis em relação às afirmativas verdadeiras e falsas, adotando o seguinte procedimento:

1) Verificar as declarações da questão, que podem ser verdadeiras ou falsas;

2) Verificar as informações adicionais da questão;

3) Criar hipótese de verdades ou mentiras para as declarações, baseando-se nas informações adicionais;

4) Testar as conclusões oriundas da hipótese, utilizando as informações adicionais:

a. Se as conclusões forem inválidas, repetir o mesmo procedimento para a hipótese seguinte.

b. Se as conclusões forem válidas, e forem compatíveis com as informações adicionais, então esta hipótese resolverá a questão.
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