Modelos de Certificação Energética SCE
Modelos de Certificação Energética SCE
PARTE C
ANEXO I
ANEXO II
ANEXO III
Fator de conversão
Fonte de energia
[kgCO2/kWh]
Eletricidade 0,144
Gasóleo 0,267
Renovável 0,0
1. ENVOLVENTE
Área de portas (interior e As portas de envolvente com uma área envidraçada inferior a 25% poderão
exterior) considerar-se incluídas na secção corrente da envolvente opaca contígua,
sendo que no caso contrário poderão ser tratadas globalmente como um
vão envidraçado.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(15)
2. PARÂMETROS TÉRMICOS
2 ² Para os efeitos do disposto no número anterior, a solução escolhida deverá ter como
base a apreciação crítica dos parâmetros necessários, designadamente, a espessura do
elemento construtivo e o ano de construção do edifício;
3- Nos casos em que se recorra às publicações referidas no número 1 mas existam
dúvidas na escolha da solução mais adequada, deverá ser adotada a solução mais
conservadora de entre as soluções que são apresentadas, desde que coerentes com as
características observáveis do elemento no local.
4 - Independentemente da fonte de informação adotada, a caracterização efetuada
deverá suportar-se em evidências recolhidas durante a visita ao local, designadamente,
fotografias e medições que revelem a composição das soluções construtivas, podendo ainda
suportar-se em medições in-situ de determinação da resistência térmica, de acordo com a
norma ISO 9869.
1 - No âmbito do cálculo das perdas de calor por elementos em contacto com o solo
poderá ser determinado o valor do coeficiente de transmissão térmica superficial por
pavimentos em contacto com o solo, ܷ , e o valor do coeficiente de transmissão térmica
por paredes em contacto com o solo ܷ௪ , em função da profundidade enterrada do
pavimento e da resistência térmica dos elementos que contactam com o solo, conforme a
Tabela 02.
2 - Em alternativa, o ܷ௪ pode ser considerado igual ao da parede da envolvente
exterior adjacente.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(17)
No âmbito do cálculo das perdas de calor através de zonas de ponte térmica linear
poderão considerar-se os valores constantes da Tabela 03:
Tabela 03 - Valores por defeito para os coeficientes de transmissão térmica lineares [W/(m.ºC)]
߰
Tipo de ligação
[W/(m.ºC)]
Classe de Inércia
Requisito
Térmica Interior
1 ² Para efeitos de cálculo dos ganhos solares brutos, o produto ܨ௦ Ǥ ܨ necessário à
determinação dos ganhos solares através de cada vão envidraçado poderá ser determinado
de uma forma expedita, dispensando a avaliação rigorosa dos ângulos formados por
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(19)
Tabela 04 - Valores do produto ܨ௦ Ǥ ܨ para o cálculo das necessidades de aquecimento em edifícios existentes
Em que:
Tabela 05 - Valores do produto ܨ௦ Ǥ ܨ para o cálculo das necessidades de arrefecimento em edifícios existentes
3. VENTILAÇÃO
em que:
ܸሶ ݁ ܽݒ- Caudal total de ar extraído, [m3/h]
ܣ- Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m2]
sendo:
ܧ௦ ൌ ͲǡͶͶǤ ܣ Ǥ ܩ [kWh] (3)
em que:
ܧ௦ǡ - Valor de referência da contribuição anual de sistemas de coletores solares para
a produção de AQS [kWh]
݂ଵ - Fator de redução relativo ao posicionamento ótimo
݂ଶ - Fator de redução relativo ao sombreamento
݂ଷ - Fator de redução relativo à idade do equipamento
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(23)
Tabela 07 - Radiação solar global na horizontal, Gh, por zona climática, em kWh/m² por ano.
NUTS III Gh
Minho-Lima 1550
Alto Trás-os-Montes 1550
Cávado 1560
Ave 1560
Grande Porto 1590
Tâmega 1590
Douro 1580
Entre Douro e Vouga 1610
Baixo Vouga 1625
Baixo Mondego 1650
Beira Interior Norte 1620
Beira Interior Sul 1665
Cova da Beira 1650
Serra da Estrela 1635
Dão - Lafões 1615
Pinhal Interior Norte 1555
Pinhal Interior Sul 1675
Pinhal Litoral 1680
Oeste 1695
Médio Tejo 1690
Lezíria do Tejo 1705
Grande Lisboa 1725
Península de Setúbal 1735
Alto Alentejo 1710
Alentejo Central 1735
Alentejo Litoral 1770
Baixo Alentejo 1780
Algarve 1820
Região Autónoma dos Açores 1360
Região Autónoma da Madeira 1395
35088-(24) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
Azimute
݂ଵ
0º- 15º 16º- 30º 31º- 45º 46º- 60º 61º- 75º 76º- 90º
0º- 15º 0,92 0,92 0,89 0,88 0,87 0,87
16º- 30º 1,00 1,00 0,96 0,92 0,90 0,87
Inclinação
Azimute
݂ଶ
0º- 30º 31º- 60º 61º- 90º
0º- 30º 1,00 1,00 1,00
h 31º- 60º 0,97 0,98 0,99
61º- 90º 0,96 0,97 0,98
Idade do equipamento ݂ଷ
0-9 1,00
10 - 19 0,90
20 - 29 0,80
t 30 0,50
1. ZONAS CLIMÁTICAS
Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas,
Alto Alentejo
Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Mora, Nisa, Ponte de Sôr, Portalegre
2 - Adicionalmente, são definidas três zonas climáticas de inverno (I1, I2 e I3) e três
zonas climáticas de verão (V1, V2 e V3) para aplicação de requisitos de qualidade térmica
da envolvente.
3 - As zonas climáticas de inverno são definidas a partir do número de graus-dias (GD)
na base de 18 °C, correspondente à estação de aquecimento, conforme a Tabela 02, e estão
representadas graficamente na Figura 01.
Fig. 01.01 - Zonas climáticas de inverno no continente Fig. 01.02 - Zonas climáticas de verão no continente
2. PARÂMETROS CLIMÁTICOS
z M GD Text, i GSul
z Text, v Isol
6 ² O relatório de execução dos ensaios realizados deve ser validado pelo dono de obra
ou respetivo representante, devendo conter, entre outros, os seguintes elementos de
informação:
a) Data de realização e os técnicos responsáveis de cada ensaio;
b) Identificação das entidades ou técnicos presentes na sua realização;
c) Resultados pretendidos e obtidos;
d) Indicação de eventuais medidas de seguimento, na eventualidade do ensaio ter
continuação;
e) Indicação da eventual necessidade de realização de uma nova sessão, cujo prazo
de início e de conclusão deve encontrar-se perfeitamente definido.
7 ² Caso o resultado não seja satisfatório, os ensaios deverão ser repetidos após as
medidas de correção indicadas no relatório mencionado no número anterior e até integral
satisfação dos critérios de aceitação.
8 - Para a conclusão do processo de receção provisória, configura-se como necessária a
entrega, completa e livre de erros, dos seguintes elementos:
a) Manuais de condução da instalação;
b) Telas finais de todas as instalações, contendo os elementos finais de todas as
instalações, incluindo arquitetura;
c) Relatório de execução dos ensaios;
d) Catálogos técnicos e certificados de conformidade do equipamento;
e) Fichas indicativas do procedimento a adotar para a manutenção de cada
equipamento ou sistema de modo a serem integrados no Plano de Manutenção.
2. PLANO DE MANUTENÇÃO
A energia produzida pelo sistema solar térmico, deve ser determinada com recurso à
versão em vigor do programa Solterm do Laboratório Nacional de Energia e Geologia
(LNEG) ou outra ferramenta que utilize metodologia de cálculo equivalente que permita,
quando aplicável, quantificar essa energia para diversos usos, devidamente validada por
entidade competente designada para o efeito pelo ministério responsável pela área da
energia.
1 ² A energia produzida pelo sistema solar fotovoltaico, deve ser determinada com
recurso à versão em vigor do programa Solterm do LNEG ou outra ferramenta que utilize
metodologia de cálculo equivalente, devidamente validada por entidade competente
designada para o efeito pelo ministério responsável pela área da energia.
2 - Nos casos em que o sistema fotovoltaico esteja associado a várias frações, a
contribuição renovável para cada uma das frações autónomas deverá ser repartida em
função da sua permilagem.
3. SISTEMAS EÓLICOS
em que:
i - Classes de vento, em intervalos não superiores a 1 m/s
ܲሺሻ - Potência média do aeroJHUDGRUQDFODVVH´iµ>N:@
ܨሺሻ - Número GHKRUDVGHYHQWRQDFODVVH´iµ, [h]
em que:
1(3V - Horas anuais equivalentes à Pnom, [[Link]]
3QRP - Potência nominal da turbina [W]
5 - Nos casos em que o sistema eólico esteja associado a várias frações, a contribuição
renovável para cada uma das frações autónomas deverá ser repartida em função da sua
permilagem.
4. BIOMASSA
em que:
݂ǡ - Parcela das necessidades de energia para aquecimento supridas pelo(s)
sistema(s) a biomassa;
Kk - Eficiência do sistema a biomassa;
2
ܣ - Área interior útil de pavimento, [m ];
ܰ - Necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento,
[kWh/[Link]].
35088-(38) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
em que:
2
ܣ௦ - Área dos compartimentos servidos pelo sistema a biomassa, [m ];
ܣ - Área interior útil de pavimento, [m2].
em que:
݂ǡ - Parcela das necessidades de energia para AQS supridas pelo sistema a
biomassa;
Kk - Eficiência do sistema a biomassa;
Qa - Necessidades de energia útil para preparação de AQS [kWh/ano]
ܰ Ǥ ܣ ܳܽ
ܧ ൌ ቆ ቇ Ǥ ݂ǡ Ǥ ݂ǡ Ǥ ݂ǡ
K K
em que:
݂ǡ - Toma o valor de 1, exceto quando o sistema for instalado num espaço interior
útil do edifício ou fração e condiciona o ambiente do mesmo, tomando, nesses
casos, o valor de M/12, em que M é a duração da estação de aquecimento em
meses.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(39)
5. GEOTERMIA
1 - A contribuição de um sistema de aproveitamento de energia geotérmica para a
preparação de AQS é determinada pela expressão:
ܧ ൌ ݍ Ǥ οݐǤ ܰௗǡொௌ Ǥ ܥ Ǥ ߝǤ ൫ܶ െ ܶௗ ൯Ȁ͵ͲͲͲͲͲ [kWh/ano] (6)
em que :
ݍ - Caudal de água do circuito secundário do permutador de calor sendo que nas
situações de inexistência de permutador, deverá ser considerado o caudal
fornecido pelo aquífero termal [kg/h];
ο ݐ- Período de tempo médio diário de consumo de fluido geotérmico, [h] que não
pode exceder o que seria necessário para assegurar plenamente as necessidades
médias diárias de energia para AQS;
ܰௗǡொௌ - Total anual de dias com necessidades de energia para AQS;
em que:
ο ݐ- Período de tempo médio diário de consumo de fluido geotérmico, [h], sendo
que não pode exceder o que seria necessário para assegurar plenamente as
necessidades médias diárias de energia para aquecimento ambiente;
ܰௗǡொ - Total anual de dias com necessidades de energia para aquecimento ambiente;
ܶ௧ - Temperatura do fluido secundário, procedente do sistema de aquecimento
ambiente, à entrada do permutador (°C).
35088-(40) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
6. MINI-HÍDRICA
A contribuição de um sistema de produção de energia elétrica com base em mini-
hídricas de açude é determinada pela expressão:
ܧ ൌ ͻǡͺͳǤ ߟ ் Ǥ ߟீ Ǥ ܳǤ ൫ ܪെ ܪ െ ܪ௦ ൯Ǥ ߩǤ οݐ [kWh/ano] (8)
Em que:
ߟ் - Rendimento da turbina
ߟீ - Rendimento do gerador
3
ܳ - Caudal médio em funcionamento [m /s]
ܪ- Altura média anual da queda de água [m]
ܪ - Perdas hidráulicas médias friccionais [m]
ܪ௦ - Perdas hidráulicas médias de saída [m]
3
ߩ - Massa volúmica da água (kg/m )
ο௧ - Período total anual de funcionamento [horas]
ܳ௨௦ - Total de calor utilizável estimado produzido por bombas de calor conformes
aos critérios referidos no número 4 do artigo 5.º da Diretiva 2009/28/CE
[kWh];
ܵܲ ܨ- Fator médio de desempenho sazonal estimado para as referidas bombas de
calor, conforme Diretiva 2009/28/CE.
em que:
ܳ௧ǡ - Transferência de calor por transmissão na estação de aquecimento através da
envolvente dos edifícios, [kWh]
ܳ௩ǡ - Transferência de calor por ventilação na estação de aquecimento, [kWh]
ܳ௨ǡ - Ganhos térmicos úteis na estação de aquecimento resultantes dos ganhos
solares através dos vãos envidraçados, da iluminação, dos equipamentos e dos
ocupantes, [kWh]
2
ܣ - Área interior útil de pavimento do edifício medida pelo interior [m ]
em que:
ܦܩ- Número de graus-dias de aquecimento especificados para cada região NUTS
III, [º[Link]]
ܪ௧ǡ - Coeficiente global de transferência de calor por transmissão na estação de
aquecimento, [W/ºC]
onde
ܪ௩ǡ ൌ Ͳǡ͵ͶǤ ܴǡ Ǥ ܣ Ǥ ܲௗ [W/ºC] (4)
em que:
ܴǡ - Taxa nominal de renovação do ar interior na estação de aquecimento, [h-1]
ܣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m2]
ܲௗ - Pé direito médio da fração, [m]
ܪ௩ǡ - Coeficiente global de transferência de calor por ventilação na estação de
aquecimento, [W/ºC]
em que:
ߟோ - Rendimento do sistema de recuperação de calor
ܸሶ௦ - Valor médio diário do caudal de ar insuflado através do sistema de
recuperação de calor, [m3/h]
em que:
ߟ - Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação de aquecimento
ܳǡ - Ganhos térmicos brutos na estação de aquecimento, [kWh]
em que:
ܳ௧ǡ - Ganhos térmicos associados a fontes internas de calor, na estação de
aquecimento, [kWh]
ܳ௦ǡ - Ganhos térmicos associados ao aproveitamento da radiação solar pelos vãos
envidraçados, na estação de aquecimento, [kWh]
em que:
2
ݍ௧ - Ganhos térmicos internos médios por unidade de superfície, iguais a 4 W/m
ܯ- Duração média da estação convencional de aquecimento, [mês]
2
ܣ - Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, [m ]
5 - Para efeitos regulamentares, o cálculo dos ganhos solares brutos através dos vãos
envidraçados na estação de aquecimento deve ser efetuado de acordo com a metodologia
abaixo indicada e na qual os ganhos solares são calculados de acordo com a seguinte
equação:
em que:
ܩௌ௨ - Valor médio mensal de energia solar média incidente numa superfície vertical
orientada a Sul, durante a estação de aquecimento, por unidade de superfície,
[kWh/m2.mês]
ܺ - Fator de orientação para as diferentes exposições de acordo com a Tabela
01.01
ܨ௦ǡ - Fator de obstrução do vão envidraçado n com orientação j na estação de
aquecimento
ܣ௦ǡ - Área efetiva coletora de radiação solar do vão envidraçado na superfície ݊
com a orientação ݆, [m2]
݆ - Índice que corresponde a cada uma das orientações
݊ - Índice que corresponde a cada uma das superfícies com a orientação ݆
ܯ- Duração média da estação convencional de aquecimento, [mês]
c) O valor de área efetiva coletora ୱǡ୧ deve ser calculado vão a vão, de acordo com a
seguinte expressão:
ܣ௦ǡ ൌ ܣ௪ Ǥ ܨ Ǥ݃ [m2] (11)
em que:
2
ܣ௪ - Área total do vão envidraçado, incluindo o vidro e caixilho, [m ]
ܨ - Fração envidraçada do vão envidraçado, obtida de acordo com o despacho
que procede à publicação dos parâmetros térmicos;
݃ - Fator solar de inverno.
ܣ௦ǡ ൌ ሺܣ௪ ሻ௧ Ǥ ൫ܨ ൯ Ǥ ൫ܨ ൯ Ǥ ሺ݃ ሻ௧ Ǥ ሺ݃ ሻ௨ [m2] (12)
௧ ௨
em que:
ሺܣ௪ ሻ௧ - Área total do vão envidraçado interior, incluindo o vidro e caixilho, [m2]
൫ܨ ൯ - Fração envidraçada do vão envidraçado interior
௧
f) No fator solar de ambos os vãos envidraçados, interior e do espaço não útil, não
deverão ser considerados os dispositivos de proteção solar móveis, devendo para este
35088-(46) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
em que:
ߟ௩ - Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação de arrefecimento
ܳǡ௩ - Ganhos térmicos brutos na estação de arrefecimento, [kWh]
ܣ - Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, [m2]
em que:
ܪ௧ǡ௩ - Coeficiente global de transferência de calor por transmissão na estação de
arrefecimento, [W/ºC]
T௩ǡ - Temperatura de referência para o cálculo das necessidades de energia na
estação de arrefecimento, igual a 25qC
T௩ǡ௫௧ - Temperatura média do ar exterior para a estação de arrefecimento, [ºC]
ܮ௩ - Duração da estação de arrefecimento igual a 2928 horas
onde:
ܪ௩ǡ௩ ൌ Ͳǡ͵ͶǤ ܴǡ௩ Ǥ ܣ Ǥ ܲௗ [kWh] (16)
em que:
-1
ܴǡ௩ - Taxa nominal de renovação do ar interior na estação de arrefecimento, [h ]
2
ܣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m ]
ܲௗ - Pé direito médio da fração, [m]
ܳ௩ǡ௩ ൌ ܾ௩ǡ௩ Ǥ Ͳǡ͵Ͷܴǡ௩ Ǥ ܣ Ǥ ܲௗ Ǥ ൫T௩ǡ െ T௩ǡ௫௧ ൯Ǥ ܮ௩ ΤͳͲͲͲ [kWh] (17)
35088-(48) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
em que:
ߟோ - Rendimento do sistema de recuperação de calor
ܸሶ௦ - Valor médio diário do caudal de ar insuflado através do sistema de
recuperação de calor, [m3/h]
em que:
2
ݍ௧- Ganhos térmicos internos médios por unidade de superfície igual a 4 W/m ;
2
ܣ - Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, [m ]
ܮ௩ - Duração da estação de arrefecimento igual a 2928 horas.
em que:
ܩ௦ - Energia solar média incidente numa superfície com orientação ݆ durante toda
a estação de arrefecimento, [kWh/m2]
ܣ௦ǡ௩ - Área efetiva coletora de radiação solar da superfície do elemento ݊ com a
orientação ݆, [m2]
݆ - Índice correspondente a cada uma das orientações por octante e à posição
horizontal
a) A área efetiva coletora de radiação solar de cada vão envidraçado ݊ com orientação ݆,
deve ser calculada através da seguinte expressão, aplicável a espaços úteis e não úteis:
ܣ௦ǡ௩ ൌ ܣ௪ Ǥ ܨ Ǥ ݃௩ [m2] (22)
em que:
2
ܣ௪ - Área total do vão envidraçado, incluindo o vidro e caixilho, [m ]
ܨ - Fração envidraçada do vão envidraçado, obtida de acordo com o despacho
que procede à publicação dos parâmetros térmicos
݃௩ - Fator solar do vão envidraçado na estação de arrefecimento
ܣ௦ǡ௩ ൌ ሺܣ௪ ሻ௧ Ǥ൫ܨ ൯ Ǥ ሺ݃௩ ሻ௧ Ǥ ሺ݃௩ ሻ௨ [m2] (23)
௧
em que:
ሺܣ௪ ሻ௧- Área total do vão envidraçado interior, incluindo o vidro e caixilho, [m2]
൫ܨ ൯ - Fração envidraçada do vão envidraçado interior
௧
em que:
ߙ - Coeficiente de absorção de radiação solar da superfície do elemento da
envolvente opaca
2
ܷ - Coeficiente de transmissão térmica do elemento da envolvente opaca, [W/m ]
2
ܣ - Área do elemento da envolvente opaca exterior, [m ]
ܴ௦ - Resistência térmica superficial exterior igual a 0,04 W/([Link])
em que:
a) O somatório das parcelas das necessidades de energia útil para cada um dos diferentes
usos tem de ser igual a 1.
b) O somatório da energia produzida a partir de fontes de origem renovável, destinada a
suprir diferentes usos, deverá ser menor ou igual à energia consumida para esse tipo de
uso.
35088-(52) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
em que:
3
ܸ - Caudal de ar médio diário escoado através do ventilador, [m /h]
οܲ - Diferença de pressão total do ventilador (Pa);
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(53)
2 - Quando não se conhece os valores οܲe ߟ௧௧ o consumo de energia ܹ௩ pode ser
determinado pela expressão:
ு
ܹ௩ ൌ Ͳǡ͵Ǥ ܸ Ǥ ଵ [kWh/ano] (27)
3 - Nos sistemas híbridos de baixa pressão (inferior a 20 Pa) quando não se conhecem
os valores de 'P e Ktot, o consumo de energia ܹ௩ pode ser determinado pela expressão:
ு
ܹ௩ ൌ ͲǡͲ͵Ǥ ܸ Ǥ [kWh/ano] (28)
ଵ
1 - A energia útil necessária para a preparação de AQS durante um ano será calculada de
acordo com a seguinte expressão:
em que:
οܶ - Aumento de temperatura necessário para a preparação das AQS e que, para
efeitos do presente cálculo, toma o valor de referência de 35ºC.
݊ௗ - Número anual de dias de consumo de AQS de edifícios residenciais que, para
efeitos do presente cálculo, se considera de 365 dias.
35088-(54) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
em que:
݊ - Número convencional de ocupantes de cada fração autónoma, definido em
função da tipologia da fração sendo que se deve considerar 2 ocupantes no caso
da tipologia T0, e n+1 ocupantes nas tipologias do tipo Tn com n>0.
݂ - Fator de eficiência hídrica, aplicável a chuveiros ou sistemas de duche com
certificação e rotulagem de eficiência hídrica, de acordo com um sistema de
certificação de eficiência hídrica da responsabilidade de uma entidade
independente reconhecida pelo sector das instalações prediais.
Para chuveiros ou sistemas de duche com rótulo A ou superior, ݂ ൌ ͲǡͻͲ,
sendo que nos restantes casos, ݂ ൌ ͳ.
2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.
207442056
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(55)
= (1)
onde Ntc corresponde ao valor das necessidades nominais anuais de energia primária e Nt
corresponde ao valor limite regulamentar para as necessidades nominais anuais de energia
primária, ambos calculados de acordo com o disposto no Regulamento de Desempenho
Energético dos Edifícios de Habitação.
2 - A escala de classificação energética dos edifícios ou frações autónomas de edifícios
referidos no ponto anterior será composta por 8 classes, correspondendo a cada classe um
intervalo de valores de RNt, de acordo com o apresentado na Tabela 01, arredondados a
duas casas decimais.
PES , , ou , ,
GES , , ou , ,
onde:
- IEE previsto
- IEE efetivo
1 - O coeficiente global de transferência de calor num edifício, ܪ௧ , é dado pela soma do
coeficiente global de transferência de calor por transmissão pela envolvente, ܪ௧ , e do
coeficiente de transferência de calor por ventilação devido à renovação do ar interior, ܪ௩ :
em que:
ܪ௫௧ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em
contacto com o exterior, [W/ºC]
ܪ௨ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em
contacto com espaços não úteis, [W/ºC]
ܪௗ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em
contacto com edifícios adjacentes, [W/ºC]
ܪ௦ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
solo, [W/ºC]
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(59)
em que:
em que:
ܷ - Coeficiente de transmissão térmica do elemento ݅ da envolvente, [W/(m2.°C)];
ܣ - Área do elemento ݅ da envolvente, medida pelo interior do edifício, [m2]
߰ - Coeficiente de transmissão térmica linear da ponte térmica linear ݆, calculado
de acordo com o presente despacho, [W/(m.°C)]
ܤ - Desenvolvimento linear da ponte térmica linear ݆, medido pelo interior do
edifício, [m]
em que:
ܾ௧ - Coeficiente de redução de perdas de determinado espaço não útil ou de um
edifício adjacente, determinado de acordo com o descrito na Tabela 22 do
presente despacho.
em que:
ܷ - Coeficiente de transmissão térmica do pavimento enterrado ݅, [W/(m2.°C)]
7 - Na situação de pavimento térreo em que este se encontra ao mesmo nível que o solo,
o cálculo resume-se à primeira parcela da equação, uma vez que =ݖ0.
8 - No caso de pavimento térreo em que existe isolamento térmico perimetral, o fator
ܷ , será substituído porܷǡ , correspondente ao coeficiente de transmissão térmica do
pavimento térreo ݅ com isolamento térmico perimetral.
em que:
ܴ - Taxa nominal horária de renovação do ar interior, calculada de acordo com o
presente despacho, [h-1]
ܣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m2]
ܲௗ - Pé direito médio da fração, [m]
em que:
ܴ - Resistência térmica da camada ݆, [m2.°C/W]
2
ܴ௦ - Resistência térmica interior, [m .°C/W]
2
ܴ௦ - Resistência térmica exterior, [m .°C/W]
<5 0,00
5 0,11
Horizontal 10 0,15
15 0,17
25 a 300 0,18
<5 0,00
5 0,11
Vertical ascendente
10 0,15
15 a 300 0,16
<5 0,00
5 0,11
10 0,15
15 0,17
Vertical descendente
25 0,19
50 0,21
100 0,22
300 0,23
em que:
2
ܣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m ]
ܲ - Perímetro exposto, caracterizado pelo desenvolvimento total de parede que
separa o espaço aquecido do exterior, de um espaço não aquecido ou de um
edifício adjacente, ou do solo, medido pelo interior, [m]
ܴ - Resistência térmica de todas as camadas do pavimento, com exclusão de
resistências térmicas superficiais, [m2.ºC)/W]
ܦ- Largura ou profundidade do isolamento, respetivamente, no caso do
isolamento perimetral horizontal ou vertical, [m]
4 0,57 0,52 0,3 0,23 0,52 0,41 0,28 0,22 0,47 0,37 0,27 0,21
6 0,47 0,43 0,27 0,21 0,43 0,35 0,25 0,2 0,40 0,33 0,24 0,19
10 0,35 0,32 0,22 0,18 0,32 0,28 0,21 0,17 0,30 0,26 0,20 0,17
15 0,27 0,25 0,18 0,15 0,25 0,22 0,18 0,15 0,24 0,21 0,17 0,14
0,22 0,21 0,16 0,13 0,21 0,18 0,15 0,13 0,20 0,18 0,15 0,13
35088-(64) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
1RWD 3DUD SDYLPHQWRV FRP ]P H UHVLVWrQFLD WpUPLFD LQIHULRU D P 2.ºC/W, o valor do seu coeficiente de
transmissão térmica corresponde a 1,15 x ܷሺோ ୀǡହሻ [(W/(m2.ºC)].
Nota 2: Para pavimentos com z>0,5m e resistência térmica inferior a 0,5 m 2.ºC/W, o valor do seu coeficiente de
transmissão térmica corresponde a 1,10 x ܷሺோ ୀǡହሻ [(W/(m2.ºC)].
Elemento Fator
Face interior do revestimento exterior de baixa emissividade 0,10
e/ou caixa de ar fortemente ventilada
Outros casos 0,25
3 - O parâmetro ܽé função da classe de inércia térmica do edifício, sendo igual a um dos
seguintes valores:
em que:
ܯௌ - Massa superficial útil do elemento ݅, [kg/m2]
ݎ- Fator de redução da massa superficial útil
ܵ - Área da superfície interior do elemento ݅, [m2]
2
ܣ - Área interior útil de pavimento, [m ]
onde ݎଵ e ݎଶ são determinados de acordo com o estabelecido para os elementos dos
tipos EL1 e EL2.
Tabela 12 - Fator solar do vidro para uma incidência solar normal ao vão, ݃ୄǡ௩
Tabela 13 - Valores correntes do fator solar de vãos envidraçados com vidro corrente e
dispositivos de proteção solar ்݃௩ .
்݃௩
Tipo de Proteção Vidro Simples Vidros Duplos
Clara Média Escura Clara Média Escura
Proteções Portada de madeira 0,04 0,07 0,09 0,03 0,05 0,06
exteriores
Persiana de réguas de
0,05 0,08 0,10 0,04 0,05 0,07
madeira
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(73)
்݃௩
Tipo de Proteção Vidro Simples Vidros Duplos
Clara Média Escura Clara Média Escura
Persiana de réguas
0,07 0,10 0,13 0,04 0,07 0,09
metálicas ou plásticas
Estore veneziano de
- 0,11 - - 0,08 -
lâminas de madeira
Proteções Estore veneziano de
exteriores - 0,14 - - 0,09 -
lâminas metálicas
Lona opaca 0,07 0,09 0,12 0,04 0,06 0,08
Lona pouco transparente 0,14 0,17 0,19 0,10 0,12 0,14
Lona muito transparente 0,21 0,23 0,25 0,16 0,18 0,2
Proteções Estores de lâminas 0,45 0,56 0,65 0,47 0,59 0,69
interiores
Cortinas opacas 0,33 0,44 0,54 0,37 0,46 0,55
Cortinas ligeiramente
0,36 0,46 0,56 0,38 0,47 0,56
transparentes
Cortinas transparentes 0,38 0,48 0,58 0,39 0,48 0,58
Cortinas muito
0,70 - - 0,63 - -
transparentes
Portadas opacas 0,30 0,40 0,50 0,35 0,46 0,58
Persianas 0,35 0,45 0,57 0,40 0,55 0,65
Proteção entre dois vidros:
estore veneziano, lâminas - - - 0,28 0,34 0,40
delgadas
em que:
்݃௩ - Fator solar do vão envidraçado com vidro corrente e um dispositivo de
proteção solar, permanente, ou móvel totalmente ativado, para uma incidência
solar normal à superfície do vidro conforme Tabela 12;
35088-(74) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
݃ୄǡ௩ - Fator solar do vidro para uma incidência solar normal à superfície do vidro,
conforme informação do fabricante
em que:
ܨ௩ - Fração de tempo em que os dispositivos de proteção solar móveis se
encontram totalmente ativados
்݃ - Fator solar global do vão envidraçado com todos os dispositivos de proteção
solar, permanentes, ou móveis totalmente ativados
்݃ - Fator solar global do envidraçado com todos os dispositivos de proteção solar
permanentes existentes
em que:
ܨ - Fator de sombreamento do horizonte por obstruções exteriores ao edifício ou
por outros elementos do edifício
ܨ - Fator de sombreamento por elementos horizontais sobrejacentes ao
envidraçado, compreendendo palas e varandas
ܨ - Fator de sombreamento por elementos verticais adjacentes ao envidraçado,
compreendendo palas verticais, outros corpos ou partes de um edifício
3 - Em nenhum caso o produto ܺ Ǥ ܨ Ǥ ܨ Ǥ ܨ deve ser inferior a 0,27.
4 - A determinação do fator de obstrução de superfícies opacas é totalmente opcional,
devendo nos casos em que esta é considerada seguir uma abordagem igual à prevista para
os vãos envidraçados. Nos casos em que a mesma não seja considerada, deverá ser
utilizado um fator de obstrução igual a 1.
0° 1 1 1 1 1 1 1 1
Pala à esquerda 30° 1 1 1 0,97 0,93 0,91 0,87 0,89
45° 1 1 1 0,95 0,88 0,86 0,8 0,84
60° 1 1 1 0,91 0,83 0,79 0,72 0,8
0° 1 1 1 1 1 1 1 1
30° 1 0,89 0,87 0,91 0,93 0,97 1 1
Pala à direita
45° 1 0,84 0,8 0,86 0,88 0,95 1 1
60° 1 0,8 0,72 0,79 0,83 0,91 1 1
2 - No caso de existirem palas verticais à esquerda e à direita do vão, o fator ܨ será o
produto dos fatores relativos aos ângulos provocados por cada uma das palas.
3 - Para contabilizar o efeito de sombreamento provocado pelo contorno do vão e
exceto quando este se situar à face exterior da parede, o produto ܨ Ǥ ܨ não deve ser
superior a 0,9.
9. FRAÇÃO ENVIDRAÇADA
1 - O cálculo das perdas de calor por transmissão em elementos que separam o espaço
com condições de referência de espaços com temperatura ambiente diferente do ar
exterior, como é o caso dos elementos da envolvente interior, será afetado pelo coeficiente
de redução de perdas ܾ௧ , que traduz a redução da transmissão de calor.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(79)
em que:
ߠ௧ - Temperatura interior, [°C]
ߠ௫௧ - Temperatura ambiente exterior, [°C]
ߠ௨ - Temperatura do local não útil, [°C]
3 - Sempre que o valor do parâmetro ܾ௧ for superior a 0,7, aplicam-se os requisitos
mínimos definidos para a envolvente exterior conforme disposto no Anexo da Portaria n.º
349-B/2013, de 29 de novembro, ao elemento que separa o espaço interior útil do não útil,
sendo então classificado como envolvente interior com requisitos de exterior.
4 - Quando o valor do parâmetro ܾ௧ for igual ou inferior a 0,7, aplicam-se os requisitos
mínimos definidos para a envolvente interior conforme disposto no Anexo I da portaria
referida no número anterior, ao elemento que separa o espaço interior útil do não útil,
sendo então classificado como envolvente interior com requisitos de interior.
bem como podem ser utilizadas ferramentas de cálculo adequadas para resolver a equação
de conservação de massa e determinar a pressão interior e os respetivos caudais de
ventilação, segundo:
¦q
i
janelas 'p i ¦ q caixas estore 'p i ¦ q grelhas 'p i
i i
(22)
¦ qcondutas 'pi ¦V fi = 0
i i
Em que
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das frinchas das janelas
¦ q janelas 'pi para a diferença de pressão 'pi existente na envolvente, sendo a expressão de
i qjanelas dada no n.º 4 da secção 12.5.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das frinchas das caixas
¦q caixas estore 'pi de estore para a diferença de pressão 'pi existente na janela, sendo a expressão
i de qcaixas estore dada no n.º 5 da secção 12.5.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das grelhas de ventilação
¦q grelhas 'pi e para a diferença de pressão 'pi existente na janela, sendo a expressão de
i qgrelhas dada na secção 12.6.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das condutas de
¦q condutas 'pi ventilação e para a diferença de pressão 'pi existente na conduta, sendo a
i expressão de qcondutas dada na secção 12.7.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através dos ventiladores e que se
encontram definidos no n.º 3.3 do despacho que procede à publicação das
metodologias de cálculo para determinar as necessidades nominais anuais de
¦V
i
fi energia ou n.º 3.2 do despacho que procede à publicação das regras de
simplificação a utilizar nos edifícios sujeitos a grandes intervenções, bem como
existentes
1 - Para efeitos de cálculo considera-se que o edifício tem uma fachada exposta ao vento
quando, para dada orientação, a área dessa fachada representa mais de 70% da área total de
fachadas da fração e quando existem aberturas de ventilação apenas nessa fachada.
2 - Verificados os pressupostos do número anterior, considera-se que os elementos
permeáveis da envolvente e as aberturas para ventilação se situam a barlavento, repartidos
igualmente por dois níveis diferentes, nomeadamente, 0,25 e 0,75do pé direito.
3 - Nos casos não incluídos no número 1 e para efeitos de cálculo em termos da
permeabilidade ao ar da envolvente, nos edifícios com duas ou mais fachadas expostas ao
35088-(82) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
p p
exterior considera-se que os elementos permeáveis da envolvente e as aberturas para
ventilação se encontram repartidos de igual forma em duas fachadas opostas (uma
assumida a sotavento e a outra a barlavento) e a dois níveis diferentes (a 0,25 e 0,75do pé
direito), sendo que para efeitos de proteção do edifício ao vento se assume sempre a
condição de melhor exposição ao vento.
4 - Para verificação do valor mínimo de taxa de renovação de ar definido no Anexo da
Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, não se devem considerar no cálculo da taxa
de renovação as infiltrações de ar associadas às caixas de estore e às janelas de classe
inferior ou igual à 2.
em que:
3
ߩ - Massa volúmica do ar exterior que toma o valor 1.22 [kg/m ] a 283,15 K
2
݃ - Aceleração da gravidade, que toma o valor 9,8 [m/s ]
ܪ- Diferença de cotas entre aberturas, [m]
ߠ௫௧ǡ - Temperatura exterior média mensal do mês mais frio
ߠǡ - Temperatura interior de referência na estação de aquecimento, igual a 18ºC
em que:
ܥ - Coeficiente de pressão aplicável à fachada ou cobertura
ߩ - Massa volúmica do ar, que toma o valor de 1,22 [kg/m3] a 283,15 K
ݑ - Velocidade média do vento no local, [m/s]
em que:
ܪி - altura da fração em estudo, correspondente à maior distância vertical entre o
teto da fração e o nível do terreno, em m;
3 ² A classe de proteção do edifício é determinada com base na distância aos obstáculos
vizinhos e de acordo com a Tabela 24, sempre que se verifique, pelo menos, uma das
seguintes condições:
a) caso a fração se encontre na zona inferior do edifício e se verifique que:
ܪ௦ ͲǡͷǤ ݉݅݊൛ܪௗ Ǣ ͳͷൟ
b) caso a fração se encontre na zona média do edifício e se verifique que:
ܪ௦ ͳͷ ͲǡͷǤ ݉݅݊൛ܪௗ െ ͳͷǢ ͵ͷൟ
em que:
ܪௗ - altura do edifício em estudo, correspondente à maior distância vertical entre
o ponto do teto da fração mais elevada do edifício (nível da cobertura) e o nível do
terreno, em m;
ܪ௦ - altura do obstáculo/edifício situado em frente à fachada correspondente à
maior distância entre o ponto mais alto da fachada (nível da cobertura) do
obstáculo e o nível do terreno do edifício em estudo, em m;
ܦ௦ - distância ao obstáculo, correspondente à maior distância entre a fachada do
edifício em estudo e a fachada do obstáculo/edifício situado em frente, em m.
4 - Nos casos em que existam vários obstáculos às fachadas, que se traduzam em
diversos valores de ܦ௦ , deverá ser considerado aquele obstáculo que se traduza na maior
distância.
35088-(84) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
5 ² Nos casos em que não se verifiquem nenhuma das condições referidas no n.º 3, bem
como na ausência de obstáculos ou informação relativa a algumas das distâncias, a classe de
proteção deve ser considerada como desprotegido. 6 - Os valores de ܪௗ , ܪி , ܪ௦ , em
metros, podem ser determinados simplificadamente por 3 x nº de pisos.
7 - A velocidade média do vento no local, ݑ, tem o valor mínimo de 3,6 m/s e é função
da região em que o edifício se insere, sendo obtida a partir das seguintes expressões:
a) Na região A:
ఈ
ܪ
ݑൌ ͳͳǡͷǤ ቆ ௗൗݖ௨ ቇ [m/s] (25)
b) Na região B:
ఈ
ܪ
ݑൌ ͳʹǡǤ ቆ ௗൗݖ௨ ቇ [m/s] (26)
Rugosidade I II III
ߙ 0,4 0,3 0,2
ݖ௨ (m) 550 480 400
em que:
ܹ - Coeficiente com valor 100, 50, 27, 9 ou 3 para janelas e portas sem
classificação, classe 1, classe 2, classe 3, classe 4, respetivamente
2
ܣ௩m௦ - Área total de vãos, [m ]
b) Se ο ݔ,
οି௫
ݍ௩ ൌ ܯǤ ቔͳ Ͳǡͷ ቀଵି௫ቁቕ [m3/h] (33)
1 - No cálculo da taxa de renovação horária ܴ deve ser considerado o impacto das
condutas de admissão ou de exaustão de ar, denominadas chaminés, considerando-se, para
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(87)
ͳͳ͵
Baixa ܦ ʹͲͲ݉݉ e ܣ௩ Τܣௗ௨௧ ͲΨ
ξʹǡͲ͵ ͲǡͳͶܮ
ͶͶǡʹ
Média ͳʹͷ݉݉ ܦ൏ ʹͲͲ݉݉ e ܣ௩ Τܣௗ௨௧ ͲΨ
ξͳǡͻ͵ ͲǡͳͶܮ
ʹͺǡ͵
Alta ܦ൏ ͳʹͷ݉݉ ou ܣ௩ Τܣௗ௨௧ ൏ ͲΨ
ξ͵ǡͶ Ͳǡʹͳܮ
Despacho (extrato) n.º 15793-L/2013 mica, são de implementação obrigatória quando o respetivo estudo
demonstre que:
Nos termos e para efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto
e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação a) Não existem evidentes constrangimentos ou limitações técnicas,
da metodologia de apuramento da viabilidade económica da utilização legais ou administrativas à instalação;
ou adoção de determinada medida de eficiência energética, prevista no b) O período de retorno simples (PRS) seja igual ou inferior a 8 anos.
âmbito de um plano de racionalização energética.
2 — O PRS é dado pela expressão PRS = C/P, observando as seguintes
Artigo único disposições:
1 — O Anexo I constante no presente despacho e que dele faz parte a) O valor de (C) corresponde à totalidade dos custos de investimento;
integrante, é aprovado: b) O valor de (P) corresponde à poupança anual resultante da aplica-
a) Para os efeitos da alínea c) do n.º 2 do artigo 35.º do Decreto-Lei ção da medida em estudo, sendo determinado com base em simulações
n.º 118/2013 de 20 de agosto; anuais, detalhadas do funcionamento do edifício e seus sistemas técnicos
b) Para os efeitos do n.º 6 do anexo II da Portaria n.º 349-D/2013, ou por cálculo anual simples;
de 2/12/2013. c) Custos de energia constantes e iguais aos do momento de inves-
ANEXO I timento;
d) Não são considerados os custos financeiros, nem efeitos da inflação.
Metodologia de apuramento da viabilidade económica 2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes
1 — As medidas de eficiência energética no âmbito do artigo Cabral.
único, as quais se encontram condicionadas à viabilidade econó- 207441384
PARTE H
MUNICÍPIO DAS CALDAS DA RAINHA Assim, a Câmara Municipal, tendo em conta o referido, propõe:
Considerando que o disposto no n.º 3 do artigo 9.º do Decreto-Lei 7 — As especificações técnicas podem ser atualizadas, nomeadamente
n.º 366-A/97, de 20 de dezembro, estabelece que a metodologia a utilizar por solicitação das entidades gestoras de resíduos de embalagens, das
para a obtenção das atualizações e adaptações ao progresso técnico das Fileiras de Material e/ou dos SGRU, por razões de evolução tecnológica
especificações técnicas dos resíduos de embalagens, provenientes das dos processos de reciclagem ou dos SGRU, do progresso técnico, dos
recolhas seletiva e indiferenciada, cuja responsabilidade está, por lei, resultados obtidos, de eventuais alterações na regulamentação ou sempre
atribuída aos municípios ou a empresas gestoras de sistemas multimu- que o cumprimento dos objetivos e melhoria do SIGRE o justifique,
nicipais ou intermunicipais, é definida por despacho dos membros do sendo o prazo para a sua entrada em vigor estabelecido no despacho
Governo responsáveis pelas áreas da economia e do ambiente; conjunto previsto no n.º 6 do presente artigo.
Considerando que, no contexto da economia circular, os requisitos
especificados para os resíduos de embalagens constituem um aspeto Artigo 3.º
essencial para a respetiva utilização como matéria-prima secundária,
Aplicação das especificações técnicas
atendendo à respetiva utilização por parte da indústria e à respetiva
finalidade industrial, bem como aos condicionalismos das tecnologias As especificações técnicas são de aplicação obrigatória por todas
de reciclagem e de incorporação de materiais reciclados. as entidades gestoras de resíduos de embalagens, SGRU e outros ope-
Assim, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 9.º do Decreto-Lei radores de gestão de resíduos de embalagens abrangidos pelo âmbito
n.º 366-A/97, de 20 de dezembro, que estabelece os princípios e as definido no artigo 1.º
normas aplicáveis à gestão de embalagens e resíduos de embalagens,
com as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis [Link] 162/2000, de 27 Artigo 4.º
de julho, 92/2006, de 25 de maio, 178/2006, de 5 de setembro, 73/2011, Regiões Autónomas
de 17 de junho, 110/2013, de 2 de agosto, e 48/2015, de 10 de abril, e ao
abrigo das competências delegadas pelo Ministro do Ambiente, Ordena- O presente despacho aplica-se às Regiões Autónomas dos Açores e
mento do Território e Energia, nos termos do Despacho n.º 13322/2013, da Madeira, sem prejuízo das adaptações lhe venham a ser introduzidas
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 202, de 18 de outubro, por diploma regional.
determina-se o seguinte:
Artigo 5.º
Artigo 1.º Disposições transitórias
Objeto e âmbito As especificações técnicas previstas no Despacho n.º 15370/2008,
O presente despacho define a metodologia a utilizar para a definição de 17 de março de 2008, publicado no Diário da República, 2.ª série,
das especificações técnicas a aplicar, no quadro do Sistema Integrado de n.º 106, de 3 de junho de 2008, aplicáveis aos resíduos provenientes da
Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), regulado pelo Decreto-Lei recolha seletiva e da recolha indiferenciada, mantêm-se em vigor até
n.º 366-A/97, de 20 de dezembro, na sua redação atual, aos resíduos de à entrada em vigor do despacho conjunto de aprovação de condições
embalagens, domésticos e semelhantes, cuja produção diária por produtor técnicas nos termos previstos no presente despacho.
não exceda os 1100 litros, provenientes da rede de recolha seletiva e
indiferenciada, cuja gestão é da responsabilidade dos Sistemas de Gestão Artigo 6.º
de Resíduos Urbanos (SGRU). Entrada em vigor
O presente despacho produz efeitos a partir de 01/07/2015.
Artigo 2.º 12 de junho de 2015. — O Ministro da Economia, António de Ma-
Metodologia para a definição das especificações técnicas galhães Pires de Lima. — O Secretário de Estado do Ambiente, Paulo
Guilherme da Silva Lemos.
1 — As especificações técnicas correspondem aos requisitos de com- 208739994
posição e acondicionamento que os resíduos de embalagem de cada
material, proveniente de cada tipo de recolha, seletiva e indiferenciada,
devem respeitar, para garantia da retoma e da reciclagem dos mesmos
pelos operadores de gestão de resíduos qualificados, no âmbito do MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO
SIGRE, pela APA, I. P. e pela DGAE.
2 — No processo de definição das especificações técnicas, devem DO TERRITÓRIO E ENERGIA
ser tidos em conta:
a) A melhoria contínua da qualidade dos materiais resultantes das Direção-Geral de Energia e Geologia
operações de recolha, triagem, tratamento e reciclagem;
b) As respetivas origens, circuitos de recolha, hábitos de consumo e Despacho n.º 7113/2015
de separação de resíduos; Nos termos e para os efeitos previstos no ponto 1.5 do Anexo V da
c) As capacidades e evolução tecnológica dos processos de reciclagem; Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro, com as sucessivas altera-
d) As melhores técnicas disponíveis e as boas práticas aplicáveis; ções, o presente despacho procede à publicação dos critérios de seleção
e) O destino final e as aplicações industriais dos resíduos e dos ma- da verificação da qualidade dos processos e metodologias de verificação
teriais reciclados. da qualidade dos processos de certificação efetuados pelos técnicos do
Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), em particular
3 — Cabe à APA, I. P. e à DGAE, ouvidas as organizações de for- os Peritos Qualificados.
necedores e transformadores de materiais de embalagens (doravante Pretende-se igualmente com o presente despacho, identificar os cri-
designadas por Fileiras de Material), constituídas ao abrigo do n.º 5 do térios que conduzem à definição de Pré-Certificados ou Certificados
artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 366/97, de 20 de dezembro, na sua reda- SCE com erros ou omissões, conforme previsto na alínea f) do n.º 8 do
ção atual, elaborar as propostas das especificações técnicas aplicáveis artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto.
aos resíduos de embalagens dos diferentes materiais (vidro, plástico, 1 — Introdução:
papel/cartão, metal e madeira), de forma a potenciar a sua retoma e 1.1 — A verificação da qualidade dos processos emitidos no âm-
reciclagem. bito do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), visa
4 — No processo de definição das especificações técnicas, a APA, I. P. contribuir para o normal funcionamento do sistema, garantindo aos
diversos interlocutores do SCE, por um lado, a confiança na informação
e a DGAE promovem a consulta às entidades gestoras de resíduos de
produzida e por outro, a veracidade dos dados recolhidos, potenciando
embalagens licenciadas ao abrigo do SIGRE, e aos SGRU, diretamente assim a sua utilização.
ou através das organizações que os representem, e estabelecem um prazo 1.2 — O detalhe na forma como decorre o processo de verificação de
para a respetiva pronúncia. qualidade no SCE, permite contribuir para que este seja claro e percetível
5 — As especificações técnicas são aprovadas por despacho conjunto pelos agentes visados, nomeadamente na identificação dos processos
da APA, I. P. e da DGAE e publicitadas nos seus sítios da Internet, en- sujeitos à verificação de qualidade e na tipificação das eventuais não
trando em vigor 12 meses a contar da data da sua aprovação. conformidades que venham a ser caracterizadas.
6 — As especificações técnicas são atualizadas pela APA, I. P. e pela 1.3 — De acordo com o previsto na Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de
DGAE, aplicando-se o procedimento para a respetiva definição previsto novembro, com as sucessivas alterações, compete à entidade gestora do
nos números 3 a 5 do presente artigo. SCE, realizar as verificações de qualidade atuando em diversos níveis,
17352 Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015
designados como verificação sumária e verificação detalhada. Para esse 3 — Critérios de verificação de qualidade:
efeito detalham-se, nos pontos seguintes, a forma como estes tipos de 3.1 — Os critérios de verificação de qualidade estabelecidos, os quais
verificação deverão ser conduzidos. são comuns às diversas tipologias de verificação de qualidade, visam o
2 — Critérios de seleção: cumprimento dos seguintes objetivos:
2.1 — Verificação sumária:
2.1.1 — A verificação sumária baseia-se na análise da documentação a) Permitir listar os parâmetros objeto de avaliação que carecem
registada pelo técnico do SCE nos processos submetidos no Portal do ser avaliados, sempre que aplicável, nos processos de verificação de
SCE e constantes da respetiva base de dados. qualidade;
2.1.2 — Em condições normais a verificação sumária não contempla b) Determinar eventuais intervalos de desvio que definam a confor-
midade dos parâmetros objeto de análise;
qualquer tipo de visita à fração ou ao edifício objeto de análise, podendo
c) Servir de base à identificação de não conformidades e, nas situa-
no entanto, e nos casos assim entendidos pela entidade gestora do SCE,
ções aplicáveis, determinar critérios de reemissão do Pré-Certificado
ser realizada tal visita.
ou Certificado SCE.
2.1.3 — Os processos de verificação de qualidade sumária são sele-
cionados tendo por base os seguintes critérios:
3.2 — Para efeitos de classificação das avaliações realizadas em
1.º critério — Reclamações ou denúncias rececionadas pela entidade processos de verificação de qualidade, são tidas em consideração as
gestora ou fiscalizadora do SCE; seguintes tipificações:
2.º critério — Alertas definidos no Portal SCE e que permitam
Conforme — Quando o parâmetro avaliado coincide com o valor
sinalizar potenciais situações de incumprimento que careçam de
considerado correto para esse parâmetro;
avaliação;
Conforme com observações — Quando o parâmetro avaliado não
3.º critério — De forma aleatória, incidindo sobre os Pré-Certifica-
coincide com o valor considerado correto para esse parâmetro, mas
dos e os Certificados SCE ou sobre a base de dados dos técnicos do
encontra-se dentro do nível de desvio estabelecido no Anexo I;
SCE, mediante seleção de registos efetuados pelos próprios no Portal
Não conforme — Quando o parâmetro avaliado não coincide com
do SCE.
o valor considerado correto para esse parâmetro, e encontra-se fora do
2.2 — Verificação detalhada: nível de desvio estabelecido no Anexo I;
2.2.1 — A verificação detalhada baseia-se na análise pormenorizada
da documentação registada pelo técnico do SCE nos processos subme- 3.3 — Os critérios de verificação de qualidade encontram-se definidos
no Anexo I do presente despacho.
tidos no Portal do SCE e elementos complementares fornecidos pelo
4 — Critérios de Reemissão de Pré-Certificados e Certificados SCE:
próprio, quando solicitados pela entidade gestora do SCE.
4.1 — Os critérios de reemissão de Pré-Certificados e Certificados
2.2.2 — A verificação detalhada inclui, sempre que possível, uma
SCE pretendem definir, de forma objetiva, as situações em que, devido
visita à fração ou edifício objeto de análise, a qual ocorre após o pro-
a erros e omissões detetadas no âmbito de um processo de verificação de
cesso de emissão do Certificado SCE ou mediante acompanhamento do
qualidade, o Perito Qualificado (PQ) deve, para efeitos do disposto na
técnico do SCE visado, nos respetivos trabalhos prévios ao registo do
alínea d) do ponto 1.4 do Anexo II da Portaria n.º 349-A/2013, proceder
processo de certificação no Portal do SCE.
à remissão desses registos.
2.2.3 — Os processos de verificação de qualidade detalhada são
4.2 — Os critérios de reemissão de Certificados SCE encontram-se
selecionados tendo por base os seguintes critérios: definidos no Anexo II do presente despacho.
1.º critério — Reclamações ou denúncias rececionadas pela entidade
18 de junho de 2015. — O Diretor-Geral, Carlos Manuel Aires Pe-
gestora ou fiscalizadora do SCE;
reira de Almeida.
2.º critério — Técnicos do SCE com processos registados no sistema
e cujo trabalho não tenha sido verificado nos últimos 3 (três) anos; ANEXO I
3.º critério — Técnicos do SCE com anotações ao registo individual,
resultantes dos processos de verificação de qualidade, onde tenham sido Critérios de Verificação da Qualidade
identificadas situações de não conformidade;
4.º critério — Alertas definidos no Portal SCE e que permitam 1 — A verificação de qualidade dos processos de certificação emitidos
sinalizar potenciais situações de incumprimento que careçam de ava- pelos PQ do SCE incide sobre os seguintes aspetos:
liação; a) Os requisitos previstos no Decreto-Lei n.º 118/2013, que se apre-
5.º critério — Processos provenientes de verificação sumária em que sentam na Tabela I;
se verifique a necessidade de efetuar verificação de qualidade de forma b) As disposições definidas no SCE, as metodologias e procedimentos
mais detalhada; definidos no Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios
6.º critério — Os primeiros processos registados no sistema por novos de Habitação (REH) e Regulamento de Desempenho Energético dos
Técnicos do SCE. Edifícios de Comércio e Serviços (RECS) e as demais orientações
7.º critério — De forma aleatória, incidindo sobre os Pré-Certifica- definidas pela entidade gestora do SCE para a execução dos processos
dos e os Certificados SCE ou sobre a base de dados dos técnicos do de certificação;
SCE, mediante seleção de registos efetuados pelos próprios no Portal c) Na identificação e avaliação das medidas de melhoria propostas
do SCE. pelos PQ no âmbito dos processos de certificação.
TABELA I
REH RECS
Tipo de requisito
Comportamento térmico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . X X –
Eficiência dos sistemas técnicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . X X *2
Ventilação e qualidade do ar interior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . *1 X –
Instalação, condução e manutenção de sistema técnicos . . . . . . . . . . . – X X
*1 — Para efeitos do previsto no n.º 4 do artigo 26.º do Decreto-Lei n.º 118/2013 ao nível dos requisitos definidos em “Comportamento térmico”.
*2 — Para efeitos de avaliação energética periódica aos Grandes Edifícios de Serviços (GES) prevista no n.º 4 do artigo 47.º do Decreto-Lei n.º 118/2013.
2 — No âmbito do processo de verificação de qualidade e de acordo com o apresentado nas Tabelas II e III, são definidas, para efeito do estabe-
lecido na alínea b) do ponto 3.1 do presente despacho, gamas de valores, as quais pretendem traduzir desvios aceitáveis nos parâmetros avaliados.
Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015 17353
TABELA II
Desvios aceitáveis nos parâmetros do processo de verificação da qualidade nos edifícios de habitação
Altitude . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 m
Tipologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Valor exato (VE)
Inércia Térmica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE quando determinado através do Método Simplificado
20 kg/m2 quando determinado através do Método Detalhado
5 % para valores acima de 400 kg/m2
Pé direito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 m, ou
3 % para valores acima de 3 m
Área interior útil de pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Paredes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Vãos Envidraçados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Coeficientes de transmissão térmica da envolvente opaca (U, Uref, Umax, Ubw) para Envolvente exterior,
Envolvente interior (btr > 0,7), Envolvente interior (btr < = 0,7), Térreo (Z < = 0), Enterrada (Z > 0)
Uref . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Umax (apenas para INT e EXT e para NOVO e GI nos elementos intervencionados) VE
Ubw (para Enterrada) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Coeficientes de transmissão térmica linear (Psi (ψ) solução e Psi (ψ) referência) para Pontes térmicas lineares
Exterior Pontes térmicas lineares interiores (btr > 0,7)
Uwdn (EXT, INT LNA, INT solário) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, com base em tabelas;
0,1 W/(m2.ºC), se calculados;
5 % (a partir de 2 W/(m2.ºC).
Uref (EXT, INT LNA, INT solário) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Sistemas Técnicos
Por Fonte de Energia e Tipo de Equipamento
Potência (kW) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência nominal dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . .
Eficiência nominal dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . . . . . . VE
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . .
Eficiência nominal dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . .
Eren . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano
Eren,ext . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano
Indicadores Energéticos
Indicadores de Desempenho
Outros Indicadores
% de energia renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
% Emissões de CO2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 toneladas/ano
Legenda:
INT — Interior;
EXT — Exterior;
LNA — Local não aquecido;
NOVO — Edifício novo;
GI — Grande intervenção;
AQS — Água Quente Sanitária.
TABELA III
Desvios aceitáveis nos parâmetros do processo de verificação da qualidade nos edifícios de comércio e serviços
Pé direito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5%
Área interior útil de pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Paredes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VE
Vãos Envidraçados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Potência (kW) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . .
Eficiência dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . .
Eficiência dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . .
Eren . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano
Eren,ext . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano
Ventilação
Caudal mínimo de ar novo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
(por compartimento)
Caudal mínimo de extração/exaustão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
(por instalação sanitária ou balneário)
Iluminação
Iluminância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, incluindo tolerância prevista no ponto 9.2
da Portaria n.º 349-D/2013.
Densidade de potência de iluminação (DPI) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 [(W/m2)/100lux]
Fator de controlo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Indicadores Energéticos
Indicadores de Desempenho
Outros Indicadores
% de energia renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Emissões de CO2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
3 — Para além do disposto no ponto 3.2 do presente despacho, é 5 — A identificação de medidas de melhoria deve procurar incidir
igualmente considerado “não conforme”, na medida do aplicável, o prioritariamente nas medidas de seguida elencadas e pela ordem apresen-
seguinte: tada: i) correção de patologias construtivas, ii) redução de necessidades
a) O incumprimento dos requisitos previstos nos artigos 26.º a 30.º e de energia útil, iii) melhoria da eficiência dos sistemas técnicos e iv)
nos artigos 38.º a 49.º do Decreto-Lei n.º 118/2013; implementação de sistemas com recurso a fontes de energia renovável.
b) O incumprimento das metodologias e procedimentos definidos no 6 — Nas situações em que se preveja a necessidade de recursos adi-
REH e RECS e as demais orientações definidas pela entidade gestora cionais para a implementação das medidas de melhoria, como sejam o
do SCE para a execução dos processos de certificação; caso de licenças, autorizações, ou outros elementos relevantes, estes
c) A não identificação de medidas de melhoria, sempre que exista deverão ser identificados na descrição das medidas de melhoria;
potencial para a sua identificação e quando não seja apresentada devida 7 — As situações identificadas como “não conforme” ou “conforme
justificação, com base em critérios técnicos, funcionais ou arquitetónicos com observações” são anotadas no registo individual do técnico do SCE,
para a sua ausência. previsto no n.º 5 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 118/2013.
d) A identificação de medidas de melhoria que se considerem de- 8 — Para efeito de verificação de qualidade dos processos de cer-
sajustadas por via de existirem constrangimentos técnicos ou que se tificação dos PQ, a entidade gestora do SCE deverá seguir a mesma
apresentem como desadequadas ao edifício e que não permitam uma abordagem e metodologia adotada pelo PQ, à exceção das situações em
clara interpretação da mesma. que se verifique que, à data da emissão dos Pré-Certificados ou Certi-
ficados SCE em avaliação, existia melhor informação disponível que
4 — Para efeitos do disposto na alínea c) do número anterior, con- aquela considerada pelo PQ e que conduza a uma abordagem distinta,
sidera-se a existência de potencial para a identificação de medidas de sendo esta última a que deverá ser considerada.
melhoria, as seguintes situações: 9 — A verificação de qualidade dos processos de certificação poderá
a) Existência de patologias construtivas que possam comprometer o incidir apenas sobre parte do edifício ou dos parâmetros utilizados pelo
conforto térmico ou salubridade dos espaços; PQ nos referidos processos.
b) Existência de soluções construtivas (paredes, coberturas, pavimen-
tos e janelas) com níveis de desempenho acima (menos eficientes) dos
valores de referência previstos nas Portarias [Link] 349-B/2013, de 29 de ANEXO II
dezembro e 349-D/2013, de 2 de dezembro, com as suas retificações,
cuja melhoria, no conjunto das soluções e tendo por base esses valores Critérios de Reemissão de Pré-Certificados
de referência, conduza a uma redução das necessidades energéticas e Certificados — SCE
superior a 30 % das necessidades de energia útil iniciais; No âmbito da verificação de qualidade deverão ser corrigidos por
c) Existência de condições técnicas que viabilizem a instalação de via de reemissão, os Pré-certificados ou Certificados SCE em que se
sistemas com recurso a fontes de energia renovável e sempre que existam verifique a existência de uma ou mais, das seguintes situações:
necessidades de energia relevantes;
d) Existência de sistemas técnicos com níveis de desempenho abaixo i) Não conformidades, conforme previsto no ponto 3 do ANEXO I
(menos eficientes) dos valores de referência previstos nas portarias do presente Despacho e que conduzam a alterações do teor dos Pré-
referidas na alínea b) e cuja melhoria, por sistema técnico e tendo por -Certificados ou Certificados SCE;
base esses valores de referência e após aplicação do previsto na alínea b) ii) Omissões no que se refere à descrição das soluções construtivas,
conduza a uma redução das necessidades energéticas superior a 30 % dos sistemas técnicos e dos demais indicadores;
das necessidades de energia final; iii) Não conformidades, sempre que os parâmetros em análise apre-
e) Existência de condições de ventilação que estejam abaixo dos sentem valores superiores aos desvios aceitáveis previstos nas tabelas IV
valores de referência previstos nas portarias referidas na alínea b), as e V;
quais possam induzir a problemas de qualidade do ar interior ou que iv) Outras situações decorrentes da avaliação realizada por parte da
estejam consideravelmente acima dos valores antes referidos, pelo facto entidade gestora do SCE e que coloquem em causa a qualidade do Pré-
de contribuírem para um possível consumo de energia excessivo. -Certificado ou Certificado SCE.
TABELA IV
Desvios aceitáveis nos parâmetros constantes no Certificado SCE de edifícios de habitação, para efeitos
de verificação de critérios de reemissão
% Renovável Aquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável Arrefecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %
% Renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
TABELA V
% Eficiência Iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Eficiência AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 % nos restantes casos.
% Renovável Aquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável Arrefecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável Iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %
% Renovável AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
208734071
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO MAR data da publicação do presente aviso no Diário da República, tendo
em vista o preenchimento de 1 (um) posto de trabalho, na carreira
e categoria de técnico superior, do mapa de pessoal do Gabinete de
Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), na modalidade
de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado.
Despacho (extrato) n.º 7114/2015 2 — Em cumprimento do disposto no artigo 24.º da Lei n.º 80/2013,
de 28 de novembro, e do artigo 4.º da Portaria n.º 48/2014, de 26 de
Nos termos do disposto nos artigos 280.º e 281.º da Lei Geral do fevereiro, foi ouvida a entidade gestora do sistema de requalificação
Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, (INA), que, em 6 de fevereiro de 2015, declarou a inexistência de tra-
de 20 de junho, foi autorizada, por meu despacho de 16 de junho de balhadores em situação de requalificação, cujo perfil se adequasse às
2015, a concessão da licença sem remuneração requerida pela trabalha- características do posto de trabalho em causa.
dora Sónia Patrícia Fernandes Boarqueiro, técnica superior do mapa de 3 — Para efeitos do estipulado no n.º 1 do artigo 4.º da referida Por-
pessoal da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, pelo taria, declara-se não estarem constituídas reservas de recrutamento no
período de onze meses, com efeitos a partir de 16 de junho de 2015. GPP, e não ter sido efetuada consulta prévia à entidade centralizadora
19 de junho de 2015. — A Diretora Regional, Adelina M. Machado para constituição de reservas de recrutamento (ECCRC), uma vez que,
não tendo ainda sido publicitado qualquer procedimento concursal para
Martins.
constituição de reserva de recrutamento, fica temporariamente dispen-
208741289 sada a obrigatoriedade da referida consulta.
4 — Local de trabalho: Gabinete de Planeamento, Políticas e Admi-
Despacho (extrato) n.º 7115/2015 nistração Geral, sito na Praça do Comércio, em Lisboa.
5 — Caracterização do posto de trabalho: o que se encontra definido
Nos termos do disposto nos artigos 280.º a 282.º da Lei Geral do no artigo 17.º do Despacho n.º 12182/2014, de 25 de setembro de 2014
Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, (publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 190, de 2-10-2014),
de 20 de junho, foi autorizada, por meu despacho de 18 de junho de nomeadamente:
2015, a concessão da licença sem remuneração requerida pela trabalha-
Apoiar a preparação e carregamento do Orçamento;
dora Paula Sofia Cardoso Coelho dos Santos Ferreira Sequeira, técnica Realizar os reportes periódicos legalmente estabelecidos;
superior do mapa de pessoal da Direção Regional de Agricultura e Elaborar relatórios com indicadores de gestão e controlo orçamental;
Pescas do Centro, pelo período de quinze meses, com efeitos a partir Classificação e registo de documentos contabilísticos;
de 01 de julho de 2015. Apoiar a elaboração das contas de gerência;
19 de junho de 2015. — A Diretora Regional, Adelina M. Machado Executar os procedimentos periódicos mensais e respetiva análise
Martins. das contas.
208741378 6 — Posicionamento remuneratório: a determinação do posiciona-
mento remuneratório dos trabalhadores recrutados é objeto de nego-
ciação, nos termos do disposto no artigo 38.º da LTFP, sendo a posição
remuneratória de referência a 2.ª posição da carreira de técnico superior,
Gabinete de Planeamento, Políticas com os limites impostos pelo n.º 1 do artigo 42.º da Lei n.º 82-B/2014,
e Administração Geral de 31 de dezembro (Orçamento do Estado para 2015).
7 — Requisitos gerais de admissão ao procedimento concursal:
Aviso n.º 7165/2015 7.1 — Reunir, até ao termo do prazo fixado, os requisitos gerais para
o exercício de funções públicas, enunciadas no artigo 17.º da LTFP;
Procedimento concursal comum para constituição de relação jurí- 7.2 — Estar habilitado com o grau académico de licenciatura, não
dica de emprego público, na modalidade de contrato de trabalho sendo admitida a sua substituição por formação ou experiência pro-
em funções públicas por tempo indeterminado, tendo em vista o fissional;
preenchimento de 1 (um) posto de trabalho da carreira/categoria 7.3 — O recrutamento é circunscrito a trabalhadores com relação
de técnico superior do mapa de pessoal do Gabinete de Planea- jurídica de emprego público por tempo indeterminado previamente
mento, Políticas e Administração Geral. estabelecida, de acordo com o n.º 3 do artigo 30.º da LTFP;
7.4 — De acordo com o disposto na alínea l) do n.º 3 do artigo 19.º
1 — Nos termos do disposto nos [Link] 1 e 3 do artigo 30.º e no ar- da Portaria não podem ser admitidos candidatos que, cumulativamente,
tigo 33.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, doravante se encontrem integrados na carreira, sejam titulares da categoria e, não
designada LTFP, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de ju- se encontrando em mobilidade, ocupem postos de trabalho no mapa de
nho, conjugados com o artigo 19.º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 pessoal do órgão ou serviço idênticos aos postos de trabalho para cuja
de janeiro, alterada e republicada pela Portaria n.º 145-A/2011, de ocupação se publica o procedimento;
6 de abril, doravante designada por Portaria, torna-se público que, 7.5 — Não podem ser admitidos candidatos oriundos das Adminis-
por meu despacho de 16-04-2015, se encontra aberto procedimento trações Autárquicas e Regionais, por inexistência do necessário pare-
concursal comum, pelo prazo de 10 (dez) dias úteis, a contar da cer prévio dos membros do Governo responsáveis pelas Finanças e
4988 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013
edifícios, bem como a otimização do desempenho em Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das Re-
consequência de um menor recurso aos sistemas ativos giões Autónomas e a Associação Nacional de Municípios
de climatização. Portugueses.
Neste contexto, surge igualmente o conceito de edifício Assim:
com necessidades quase nulas de energia, o qual passará Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da
a constituir o padrão para a nova construção a partir de Constituição, o Governo decreta o seguinte:
2020, ou de 2018, no caso de edifícios novos de entida-
des públicas, bem como uma referência para as grandes
CAPÍTULO I
intervenções no edificado existente. Este padrão conjuga
a redução, na maior extensão possível e suportada numa Disposições gerais
lógica de custo-benefício, das necessidades energéticas
do edifício, com o abastecimento energético através do Artigo 1.º
recurso a energia de origem renovável. Objeto
Atendendo às especificidades do setor social, será ainda
analisada a viabilidade de os custos com a certificação 1 - O presente diploma visa assegurar e promover a
energética da habitação social serem financiados através melhoria do desempenho energético dos edifícios através
de fundos ou de outros instrumentos destinados a financiar do Sistema Certificação Energética dos Edifícios (SCE),
medidas de eficiência energética. que integra o Regulamento de Desempenho Energético
São definidas regras e requisitos para a instalação, con- dos Edifícios de Habitação (REH), e o Regulamento de
dução e manutenção dos sistemas de climatização em Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Ser-
edifícios de comércio e serviços, no sentido de promover viços (RECS).
o respetivo funcionamento otimizado em termos energé- 2 - O presente diploma transpõe para a ordem jurídica
ticos. Atendendo ao tipo, às características e ao habitual nacional a Diretiva n.º 2010/31/UE do Parlamento Eu-
regime de funcionamento dos sistemas de ar condicionado ropeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao
e de caldeiras utilizados para climatização em Portugal, desempenho energético dos edifícios.
considera-se que a implementação de um sistema de reco-
mendações sobre a substituição dos sistemas terá resultados Artigo 2.º
mais favoráveis. Definições
Merece, ainda, especial destaque o reconhecimento
Para efeitos do SCE, entende-se por:
do pré-certificado e do certificado SCE como certifica-
ções técnicas, pretendendo-se, por esta via, clarificar a a) «Água quente sanitária» ou «AQS», a água potável
sua aplicação em matéria de consulta e vistorias, tornando aquecida em dispositivo próprio, com energia convencio-
tais certificações técnicas obrigatórias na instrução de nal ou renovável, até uma temperatura superior a 45°C, e
operações urbanísticas. destinada a banhos, limpezas, cozinha ou fins análogos;
No que respeita à política de qualidade do ar interior, b) «Alteração relevante de classe energética», a altera-
considera-se da maior relevância a manutenção dos valores ção de classe energética que resulte de um desvio superior
mínimos de caudal de ar novo por espaço e dos limiares de a 5% face ao valor apurado para o rácio que conduz à
proteção para as concentrações de poluentes do ar interior, determinação da classe energética obtido no decorrer do
de forma a salvaguardar os mesmos níveis de proteção de procedimento de verificação da qualidade;
saúde e de bem-estar dos ocupantes dos edifícios. Neste c) «Área de cobertura», a área, medida pelo interior,
âmbito, salienta-se que passa a privilegiar-se a ventilação dos elementos opacos da envolvente horizontais ou com
natural em detrimento dos equipamentos de ventilação me- inclinação inferior a 60° que separam superiormente o
cânica, numa ótica de otimização de recursos, de eficiência espaço interior útil do exterior ou de espaços não úteis
energética e de redução de custos. São ainda eliminadas as adjacentes;
auditorias de qualidade do ar interior, mantendo-se, con- d) «Área total de pavimento», o somatório da área de
tudo, a necessidade de se proceder ao controlo das fontes de pavimento de todas as zonas térmicas de edifícios ou fra-
ções no âmbito do RECS, desde que tenham consumo de
poluição e à adoção de medidas preventivas, tanto ao nível
energia elétrica ou térmica, registado no contador geral
da conceção dos edifícios, como do seu funcionamento, do edifício ou fração, independentemente da sua função
de forma a cumprir os requisitos legais para a redução de e da existência de sistema de climatização, sendo a área
possíveis riscos para a saúde pública. medida pelo interior dos elementos que delimitam as zonas
Através do presente diploma procurou-se introduzir as térmicas do exterior e entre si;
orientações e a prática internacional com base nos conhe- e) «Área interior útil de pavimento», o somatório das
cimentos mais avançados sobre a eficiência energética e áreas, medidas em planta pelo perímetro interior, de todos
o conforto térmico. Finalmente, a atuação dos diferentes os espaços interiores úteis pertencentes ao edifício ou fra-
técnicos e entidades envolvidas é clarificada e detalhada, ção em estudo no âmbito do REH. No âmbito do RECS,
visando uma maior e melhor integração dos diferentes considera-se o somatório da área de pavimento de todas
agentes envolvidos, num contexto de rigor e exigência, as zonas térmicas do edifício ou fração, desde que tenham
sujeito a controlo e verificação de qualidade no âmbito consumo de energia elétrica ou térmica, registado no con-
do SCE. tador, independentemente da sua função e da existência de
Com base nestas e noutras medidas ora aprovadas, cami- sistema de climatização, sendo a área medida pelo interior
nha-se no sentido da melhoria da eficiência energética do dos elementos que delimitam as zonas térmicas do exterior
edificado nacional e criam-se instrumentos e metodologias e entre si;
de suporte à definição de estratégias, planos e mecanismos f) «Armazéns, estacionamento, oficinas e similares»,
de incentivo à eficiência energética. os edifícios ou frações que, no seu todo, são destinados a
4990 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013
usos para os quais a presença humana não é significativa, u) «Edifício misto», o edifício utilizado, em partes dis-
incluindo-se nessa situação, sem limitar, os armazéns fri- tintas, como edifício de habitação e edifício de comércio
goríficos, os arquivos, os estacionamentos de veículos e e serviços;
os centros de armazenamento de dados; v) «Edifício novo», edifício cujo processo de licencia-
g) «Avaliação energética», a avaliação detalhada das mento ou autorização de edificação tenha data de entrada
condições de exploração de energia de um edifício ou junto das entidades competentes, determinada pela data
fração, com vista a identificar os diferentes vetores ener- de entrada do projeto de arquitetura, posterior à data de
géticos e a caracterizar os consumos energéticos, po- entrada em vigor do presente diploma;
dendo incluir, entre outros aspetos, o levantamento das w) «Edifício sujeito a intervenção», o edifício sujeito a
características da envolvente e dos sistemas técnicos, a obra de construção, reconstrução, alteração, instalação ou
caracterização dos perfis de utilização e a quantificação, modificação de um ou mais componentes com influência
monitorização e a simulação dinâmica dos consumos no seu desempenho energético, calculado nos termos e
energéticos; parâmetros do presente diploma;
h) «Certificado SCE», o documento com número pró- x) «Energia primária», a energia proveniente de fontes
prio, emitido por perito qualificado para a certificação renováveis ou não renováveis não transformada ou con-
energética para um determinado edifício ou fração, carac- vertida;
terizando-o em termos de desempenho energético; y) «Energias renováveis», a energia de fontes não fósseis
i) «Cobertura inclinada», a cobertura de um edifício que renováveis, designadamente eólica, solar, aerotérmica,
disponha de uma pendente igual ou superior a 8%; geotérmica, hidrotérmica e oceânica, hídrica, de biomassa
j) «Coeficiente de transmissão térmica», a quantidade e de biogás;
de calor por unidade de tempo que atravessa uma super- z) «Envolvente», o conjunto de elementos de construção
fície de área unitária desse elemento da envolvente por do edifício ou fração, compreendendo as paredes, pavimen-
unidade de diferença de temperatura entre os ambientes tos, coberturas e vãos, que separam o espaço interior útil
que o elemento separa; do ambiente exterior, dos edifícios ou frações adjacentes,
k) «Coeficiente de transmissão térmica médio dia- dos espaços não úteis e do solo;
noite de um vão envidraçado», a média dos coeficientes aa) «Espaço complementar», a zona térmica sem ocupa-
de transmissão térmica de um vão envidraçado com a ção humana permanente atual ou prevista e sem consumo
proteção aberta (posição típica durante o dia) e fechada de energia atual ou previsto associado ao aquecimento ou
(posição típica durante a noite) e que se toma como valor arrefecimento ambiente, incluindo cozinhas, lavandarias
de base para o cálculo das perdas térmicas pelos vãos en- e centros de armazenamento de dados;
vidraçados de um edifício em que haja ocupação noturna bb) «Exposição solar adequada», a exposição à luz solar
importante, designadamente em habitações, estabeleci- de edifício que disponha de cobertura em terraço ou de
mentos hoteleiros e similares ou zonas de internamento cobertura inclinada com água, cuja normal esteja orientada
em hospitais; numa gama de azimutes de 90° entre sudeste e sudoeste,
l) «Componente», o sistema técnico do edifício ou fra- não sombreada por obstáculos significativos no período
ção ou um elemento da sua envolvente cuja existência e que se inicia diariamente duas horas depois do nascer do
características influenciem o desempenho do edifício, nos Sol e termina duas horas antes do ocaso;
termos e parâmetros previstos para esse efeito no presente cc) «Espaço interior útil», o espaço com condições
diploma; de referência no âmbito do REH, compreendendo com-
m) «Corpo», a parte de um edifício com identidade pró- partimentos que, para efeito de cálculo das necessidades
pria significativa que comunique com o resto do edifício energéticas, se pressupõem aquecidos ou arrefecidos
através de ligações restritas; de forma a manter uma temperatura interior de refe-
n) «Edifício», a construção coberta, com paredes e pa- rência de conforto térmico, incluindo os espaços que,
vimentos, destinada à utilização humana; não sendo usualmente climatizados, tais como arrumos
o) «Edifício adjacente», um edifício que confine com interiores, despensas, vestíbulos ou instalações sanitá-
o edifício em estudo e não partilhe espaços comuns com rias, devam ser considerados espaços com condições
este, tais como zonas de circulação ou de garagem; de referência;
p) «Edifício de comércio e serviços», o edifício, ou dd) «Fator solar de um vão envidraçado», o valor da
parte, licenciado ou que seja previsto licenciar para utili- relação entre a energia solar transmitida para o interior atra-
zação em atividades de comércio, serviços ou similares; vés do vão envidraçado e a radiação solar nele incidente;
q) «Edifício devoluto», o edifício considerado como ee) «Fração», a unidade mínima de um edifício, com
tal nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 159/2006, saída própria para uma parte de uso comum ou para a via
de 8 de agosto; pública, independentemente da constituição de propriedade
r) «Edifício em ruínas», o edifício existente com tal horizontal;
degradação da sua envolvente que, para efeitos do presente ff) «Grande edifício de comércio e serviços» ou «GES»,
diploma, fica prejudicada, total ou parcialmente, a sua uti- o edifício de comércio e serviços cuja área interior útil
lização para o fim a que se destina, tal como comprovado de pavimento, descontando os espaços complementares,
por declaração da câmara municipal respetiva ou pelo iguale ou ultrapasse 1000 m2, ou 500 m2 no caso de cen-
perito qualificado, cumprindo a este proceder ao respetivo tros comerciais, hipermercados, supermercados e piscinas
registo no SCE; cobertas;
s) «Edifício em tosco», o edifício sem revestimentos gg) «Grande intervenção», a intervenção em edifício
interiores nem sistemas técnicos instalados e de que se que não resulte na edificação de novos corpos e em que
desconheçam ainda os detalhes de uso efetivo; se verifique que: (i) o custo da obra relacionada com a
t) «Edifício existente», aquele que não seja edifício envolvente ou com os sistemas técnicos preexistentes seja
novo; superior a 25% do valor da totalidade do edifício, com-
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 4991
preendido, quando haja frações, como o conjunto destas, ss) «Regime jurídico da urbanização e da edificação»
com exclusão do valor do terreno em que este está im- ou «RJUE», o regime jurídico aprovado pelo Decreto-Lei
plantado; ou (ii) tratando-se de ampliação, o custo da parte n.º 555/99, de 16 de dezembro;
ampliada exceda em 25% o valor do edifício existente (da tt) «Simulação dinâmica», a previsão de consumos de
área interior útil de pavimento, no caso de edifícios de energia correspondentes ao funcionamento de um edifício
comércio e serviços) respeitante à totalidade do edifício, e respetivos sistemas energéticos que tome em conta a
devendo ser considerado, para determinação do valor do evolução de todos os parâmetros relevantes com a precisão
edifício, o preço da construção da habitação por metro adequada, numa base de tempo pelo menos horária, para
quadrado fixado anualmente, para as diferentes zonas do diferentes zonas térmicas e condições climáticas de um
País, pela portaria a que se refere o artigo 4.º do Decreto- ano de referência;
uu) «Sistema de climatização», o conjunto de equipa-
-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de dezembro;
mentos coerentemente combinados com vista a satisfazer
hh) «Indicador de eficiência energética», ou «IEE», o objetivos da climatização, designadamente, ventilação,
indicador de eficiência energética do edifício, expresso por aquecimento, arrefecimento, humidificação, desumidifi-
ano em unidades de energia primária por metro quadrado cação e filtragem do ar;
de área interior útil de pavimento (kWh/[Link]), distin- vv) «Sistema de climatização centralizado», o sistema
guindo-se, pelo menos, três tipos: o IEE previsto (IEEpr), de climatização em que os equipamentos de produção tér-
o efetivo (IEEef) e o de referência (IEEref); mica se concentrem numa instalação e num local distintos
ii) «Limiar de proteção», o valor de concentração de dos espaços a climatizar, sendo o frio, calor ou humidade
um poluente no ar interior que não pode ser ultrapassado, transportados por um fluido térmico;
fixado com a finalidade de evitar, prevenir ou reduzir os ww) «Sistema solar térmico», o sistema composto por
efeitos nocivos na saúde humana; um coletor capaz de captar a radiação solar e transferir a
jj) «Margem de tolerância», a percentagem em que energia a um fluido interligado a um sistema de acumula-
o limiar de proteção pode ser excedido, nos termos do ção, permitindo a elevação da temperatura da água neste
presente diploma; armazenada;
kk) «Pequeno edifício de comércio e serviços» ou xx) «Sistema passivo», o sistema construtivo concebido
«PES», o edifício de comércio e serviços que não seja especificamente para reduzir as necessidades energéticas
um GES; dos edifícios, sem comprometer o conforto térmico dos
ll) «Perfil de utilização», a distribuição percentual da ocupantes, através do aumento dos ganhos solares, desig-
ocupação e da utilização de sistemas por hora, em função nadamente ganhos solares diretos, paredes de trombe ou
dos valores máximos previstos, diferenciada por tipo de estufas, na estação de aquecimento ou através do aumento
das perdas térmicas, designadamente ventilação, arrefeci-
dia da semana;
mento evaporativo, radiativo ou pelo solo, na estação de
mm) «Perito qualificado» ou «PQ», o técnico com tí- arrefecimento;
tulo profissional de perito qualificado para a certificação yy) «Sistema técnico», o conjunto dos equipamentos
energética, nos termos da Lei n.º 58/2013, de 20 de agosto; associados ao processo de climatização, incluindo o
nn) «Plano de racionalização energética» ou «PRE», aquecimento, arrefecimento e ventilação natural, me-
o conjunto de medidas exequíveis e economicamente cânica ou híbrida, a preparação de águas quentes sani-
viáveis de racionalização do consumo ou dos custos tárias e a produção de energia renovável, bem como,
com a energia, tendo em conta uma avaliação energé- nos edifícios de comércio e serviços, os sistemas de
tica prévia; iluminação e de gestão de energia, os elevadores e as
oo) «Portal SCE», a zona do sítio na Internet da ADENE, escadas rolantes;
com informação relativa ao SCE, composta, pelo menos, zz) «Técnico autor do projeto», o técnico legalmente
por uma zona de acesso público para pesquisa de pré-cer- habilitado para realizar o projeto e responsável pelo cum-
tificados e certificados SCE e de técnicos do SCE, e por primento da legislação aplicável;
uma zona de acesso reservado para elaboração e registo aaa) «Técnico de instalação e manutenção» ou «TIM»,
de documentos pelos técnicos do SCE; o detentor de título profissional de técnico de instalação
pp) «Potência térmica», a potência térmica máxima e manutenção de edifícios e sistemas, nos termos da Lei
que um equipamento pode fornecer para efeitos de aque- n.º 58/2013, de 20 de agosto;
cimento ou arrefecimento do ambiente, em condições de bbb) «Tipo de espaço», a diferenciação funcional de
ensaio normalizadas; espaços, independentemente do edifício onde se encon-
qq) «Pré-certificado», o certificado SCE para edifícios trem inseridos;
novos ou frações em edifícios novos, bem como para edi- ccc) «Ventilação mecânica», aquela que não seja ven-
tilação natural;
fícios ou frações sujeitas a grandes intervenções, emitido
ddd) «Ventilação natural», a ventilação ao longo de tra-
em fase de projeto antes do início da construção ou grande jetos de fugas e de aberturas no edifício, em consequência
intervenção; das diferenças de pressão, sem auxílio de componentes
rr) «Proprietário», o titular do direito de propriedade motorizados de movimentação do ar;
ou o titular de outro direito de gozo sobre um edifício eee) «Zona térmica» o espaço ou conjunto de espaços
ou fração desde que, para os efeitos do RECS, detenha passíveis de serem considerados em conjunto devido às
também o controlo dos sistemas de climatização e respeti- suas similaridades em termos de perfil de utilização, ilu-
vos consumos e seja o credor contratual do fornecimento minação e equipamentos, ventilação mecânica e sistema
de energia, exceto nas ocasiões de nova venda, dação de climatização e, quanto aos espaços climatizados, igual-
em cumprimento ou locação pelo titular do direito de mente devido às similaridades em termos de condições de
propriedade; exposição solar.
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lares, e de 2 500,00 EUR a 44 890,00 EUR, no caso de sempenho energético, em condições nominais, de todos
pessoas coletivas: os edifícios de habitação e dos seus sistemas técnicos, no
sentido de promover a melhoria do respetivo comporta-
a) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou
mento térmico, a eficiência dos seus sistemas técnicos e
sistema, do disposto nas alíneas a), b), c), e), f) e g) do a minimização do risco de ocorrência de condensações
n.º 1 do artigo 14.º; superficiais nos elementos da envolvente.
b) O incumprimento do disposto no n.º 2 do mesmo
artigo;
Artigo 23.º
c) A utilização de um pré-certificado ou certificado SCE
inválido, de acordo com o disposto nas alíneas a) a d) do Âmbito de aplicação
n.º 8 do artigo 15.º; 1 - O presente capítulo aplica-se aos edifícios destinados
d) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou a habitação, nas seguintes situações:
sistema, do disposto no n.º 1 do artigo 48.º.
a) Projeto e construção de edifícios novos;
2 - A negligência é punível, sendo os limites mínimos b) Grande intervenção na envolvente ou nos sistemas
e máximos das coimas reduzidos para metade. técnicos de edifícios existentes;
3 - A tentativa é punível com coima aplicável à con- c) Avaliação energética dos edifícios novos, sujeitos a
traordenação consumada, especialmente atenuada. grande intervenção e existentes, no âmbito do SCE.
var no caso de edifícios novos e de grandes intervenções valor mínimo de renovações horárias a definir em portaria
em edifícios existentes. do membro do Governo responsável pela área da energia.
5 - O recurso a sistemas passivos que melhorem o de-
Artigo 25.º sempenho energético do edifício deve ser promovido, e o
Eficiência dos sistemas técnicos
respetivo contributo considerado no cálculo das necessida-
des de energia do edifício, com base em normas europeias
1 - Os edifícios e respetivos sistemas técnicos abrangi- ou regras definidas pela DGEG.
dos pelo presente capítulo devem ser avaliados e sujeitos 6 - As novas moradias unifamiliares com uma área útil
a requisitos, tendo em vista promover a eficiência dos inferior a 50 m2 estão dispensadas da verificação dos re-
sistemas, incidindo, para esse efeito, na qualidade dos seus quisitos de comportamento térmico.
sistemas técnicos, bem como nas necessidades nominais
anuais de energia para preparação de água quente sanitária Artigo 27.º
e de energia primária.
2 - Tendo em vista o cumprimento dos objetivos refe- Eficiência dos sistemas técnicos
ridos no número anterior, o presente capítulo estabelece, 1 - Os sistemas técnicos a instalar nos edifícios de
nomeadamente: habitação novos para aquecimento ambiente, para arre-
a) Requisitos ao nível da qualidade, da eficiência e fecimento ambiente e para preparação de água quente
do funcionamento dos sistemas técnicos a instalar nos sanitária, devem cumprir os requisitos de eficiência ou
edifícios; outros estabelecidos em portaria do membro do Governo
b) Regras para cálculo do contributo das energias re- responsável pela área da energia.
nováveis na satisfação das necessidades energéticas do 2 - A instalação de sistemas solares térmicos para aque-
edifício; cimento de água sanitária nos edifícios novos é obrigatória
c) Valores de necessidades nominais de energia primá- sempre que haja exposição solar adequada, de acordo com
ria do edifício e o respetivo limite a observar no caso de as seguintes regras:
edifícios novos e de grandes intervenções em edifícios a) A energia fornecida pelo sistema solar térmico a
existentes. instalar tem de ser igual ou superior à obtida com um
sistema solar constituído por coletores padrão, com as
SECÇÃO III características que constam em portaria do membro do
Governo responsável pela área da energia e calculado
Requisitos específicos
para o número de ocupantes convencional definido pela
entidade fiscalizadora responsável do SCE, na razão de
SUBSECÇÃO I
um coletor padrão por habitante convencional;
Edifícios novos b) O valor da área total de coletores pode, mediante
justificação fundamentada, ser reduzido de forma a não
Artigo 26.º ultrapassar 50% da área de cobertura com exposição solar
Comportamento térmico
adequada;
c) No caso de o sistema solar térmico se destinar adi-
1 - O valor das necessidades nominais anuais de energia cionalmente à climatização do ambiente interior, deve
útil para aquecimento (Nic) de um edifício de habitação salvaguardar-se que a contribuição deste sistema seja
novo, calculado de acordo com o estabelecido pela DGEG, prioritariamente na preparação de água quente sanitária.
não pode exceder o valor máximo de energia útil para
aquecimento (Ni) determinado em portaria do membro do 3 - Em alternativa à utilização de sistemas solares térmi-
Governo responsável pela área da energia. cos prevista no número anterior, podem ser considerados
2 - O valor das necessidades nominais anuais de energia outros sistemas de aproveitamento de energias renováveis
útil para arrefecimento (Nvc) de um edifício de habitação que visem assegurar, numa base anual, a obtenção de ener-
novo, calculado de acordo com o estabelecido pela DGEG, gia equivalente ao sistema solar térmico.
não pode exceder o valor máximo de energia útil para 4 - A contribuição de sistemas de aproveitamento de
arrefecimento (Nv) definido em portaria do membro do energia renovável para o desempenho energético dos edi-
Governo responsável pela área da energia. fícios de habitação novos só pode ser contabilizada, para
3 - Os requisitos descritos nos números anteriores devem efeitos do presente regulamento, mediante cumprimento
ser satisfeitos sem serem ultrapassados os valores-limite de do disposto portaria do membro do Governo responsável
qualidade térmica da envolvente estabelecidos em portaria pela área da energia em termos de requisitos de quali-
do membro do Governo responsável pela área da energia, dade dos sistemas, e calculada a respetiva contribuição de
e relativos aos seguintes parâmetros: acordo com as regras estabelecida para o efeito pela DGEG.
a) Valor máximo do coeficiente de transmissão térmica 5 - O valor das necessidades nominais anuais de energia
superficial dos elementos na envolvente opaca; primária (Ntc) de um edifício de habitação novo, calculado
b) Valor máximo do fator solar dos vãos envidraçados de acordo com o definido pela DGEG, não pode exceder o
horizontais e verticais. valor máximo das necessidades nominais anuais de energia
primária (Nt) definido em portaria do membro do Governo
4 - O valor da taxa de renovação horária nominal de responsável pela área da energia.
ar para as estações de aquecimento e de arrefecimento de 6 - As moradias unifamiliares novas com uma área útil
um edifício de habitação novo, calculada de acordo com inferior a 50 m2 estão dispensadas da do cumprimento do
o estabelecido pela DGEG, deve ser igual ou superior ao disposto no número anterior.
4998 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013
sitos, tendo em vista promover a eficiência e a utilização nidos em portaria dos membros do Governo responsáveis
racional de energia, incidindo, para esse efeito, nas com- pelas áreas da energia e da segurança social relativos à
ponentes de climatização, de preparação de água quente qualidade térmica da sua envolvente, nomeadamente no
sanitária, de iluminação, de sistemas de gestão de energia, que respeita aos valores máximos:
de energias renováveis, de elevadores e de escadas rolantes.
2 - Para os efeitos do número anterior, o presente capí- a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial da
tulo estabelece, entre outros aspetos: envolvente opaca;
b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e
a) Requisitos de conceção e de instalação dos sistemas verticais.
técnicos nos edifícios novos e de sistemas novos nos edi-
fícios existentes sujeitos a grande intervenção; 2 - O recurso a sistemas passivos que melhorem o de-
b) Um IEE para caracterização do desempenho ener- sempenho energético dos edifícios novos de comércio
gético dos edifícios e dos respetivos limites máximos no e serviços deve ser promovido, e o respetivo contributo
caso de edifícios novos, de edifícios existentes e de grandes considerado no cálculo do desempenho energético dos
intervenções em edifícios existentes; edifícios, com base em normas europeias ou regras defi-
c) A obrigatoriedade de fazer uma avaliação energética nidas para o efeito pela DGEG, sendo o recurso a sistemas
periódica dos consumos energéticos dos edifícios exis- mecânicos complementar, para as situações em que não
tentes, verificando a necessidade de elaborar um plano de seja possível assegurar por meios passivos o cumprimento
racionalização energética com identificação e implemen- das normas aplicáveis.
tação de medidas de eficiência energética com viabilidade
económica. Artigo 39.º
Artigo 36.º
Eficiência dos sistemas técnicos
Ventilação e qualidade do ar interior
1 - Os sistemas técnicos de edifícios novos de comércio
Com vista a assegurar as condições de bem-estar e saúde e serviços ficam obrigados ao cumprimento dos requisitos
dos ocupantes, os membros do Governo responsáveis pelas
de conceção definidos em portaria dos membros do Go-
áreas da energia, do ambiente, da saúde e da segurança
verno responsáveis pelas áreas da energia e da segurança
social estabelecem por portaria:
social.
a) Os valores mínimos de caudal de ar novo por espaço, 2 - O valor do indicador de eficiência energética pre-
em função da ocupação, das características do próprio visto (IEEpr) de um edifício de comércio e serviços novo,
edifício e dos seus sistemas de climatização; calculado de acordo com o definido pela DGEG, não pode
b) Os limiares de proteção para as concentrações de exceder o valor do indicador de eficiência energética de
poluentes do ar interior. referência (IEEref), definido em portaria dos membros do
Artigo 37.º Governo responsáveis pelas áreas da energia e da segu-
rança social.
Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos 3 - O cumprimento dos requisitos previstos nos núme-
1 - Os sistemas técnicos dos edifícios abrangidos pelo ros anteriores deve ser demonstrado explicitamente nas
presente capítulo devem ser instalados, conduzidos e man- peças escritas e desenhadas do projeto do edifício, bem
tidos de modo a garantir o seu funcionamento em condi- como, no final da obra, em projeto atualizado e restantes
ções otimizadas de eficiência energética e de promoção comprovativos da boa e correta execução.
da qualidade do ar interior. 4 - Para os edifícios novos, a primeira avaliação ener-
2 - Na instalação, condução e manutenção dos equipa- gética posterior à emissão do primeiro certificado SCE
mentos e sistemas técnicos referidos no número anterior deve ocorrer até ao final do terceiro ano de funcionamento
devem ser tidos em particular atenção por parte do TIM: do edifício.
5 - O desempenho energético dos edifícios de comércio
a) Os requisitos de instalação; e serviços novos que se encontrem em funcionamento deve
b) A qualidade, organização e gestão da manutenção, ser avaliado periodicamente com vista à identificação da
incluindo o respetivo planeamento, os registos de ocorrên- necessidade e das oportunidades de redução dos consumos
cias, os detalhes das tarefas e das operações e outras ações específicos de energia.
e documentação necessárias para esse efeito; 6 - A obrigação de avaliação periódica prevista no nú-
c) A operacionalidade das instalações através de uma mero anterior não é aplicável às seguintes situações:
condução otimizada que garanta o seu funcionamento em
regimes de elevada eficiência energética. a) Aos PES, independentemente de serem ou não do-
tados de sistemas de climatização, desde que não se en-
SECÇÃO III contrem incluídos nas situações descritas na alínea b) do
Requisitos específicos n.º 3 do artigo 3.º;
b) Aos edifícios que não se encontrem em funciona-
SUBSECÇÃO I mento e cujos sistemas técnicos estejam desativados à data
da avaliação para efeitos de emissão do certificado SCE.
Edifícios novos
7 - A avaliação energética periódica aos GES após a
Artigo 38.º primeira avaliação referida no n.º 4, deve ser realizada de
Comportamento térmico seis em seis anos, sendo a correção e tempestividade da
avaliação comprovada pela:
1 - Os edifícios novos de comércio e serviços ficam
sujeitos ao cumprimento dos requisitos de conceção defi- a) Emissão do respetivo certificado no âmbito do SCE;
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 5001
c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do 4 - O recurso a sistemas passivos que melhorem o de-
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no sempenho energético dos edifícios novos de comércio e
plano de manutenção. serviços deve ser promovido aquando da grande interven-
ção e o respetivo contributo considerado no cálculo do
9 - Estão dispensados da verificação dos requisitos pre- desempenho energético dos edifícios, sendo os sistemas
vistos nos n.ºs 5 a 8 os edifícios novos que: mecânicos complementares, para os casos em que não seja
possível assegurar por meios passivos o cumprimento das
a) À data da emissão da respetiva licença de utilização, normas europeias ou das regras a aprovar, para o efeito,
tenham uma potência térmica nominal para climatização pela DGEG.
inferior a 250 kW, com exceção do disposto na alínea a) 5 - No caso de GES sujeitos a grande intervenção, todas
do n.º 6, no caso de instalações com mais de 25 kW de as alterações realizadas no âmbito do disposto nos números
potência nominal de climatização instalada ou prevista
anteriores devem:
instalar;
b) À data da avaliação a realizar para efeitos de emis- a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou
são do respetivo certificado SCE, não se encontrem em na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
funcionamento e os seus sistemas técnicos estejam desa- lização desta;
tivados. b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no
10 - Os valores de potência nominal de climatização plano de manutenção.
instalada ou prevista instalar referidos nos n.ºs 4 e 9, po-
dem ser atualizados por portaria a aprovar por membro do 6 - No caso de edifício de comércio e serviços sujeito a
Governo responsável pela área da energia. ampliação em que se preveja a edificação de novo corpo,
fica o novo corpo sujeito ao cumprimento dos valores de
SUBSECÇÃO II coeficiente de transmissão térmica de referência para a en-
volvente e vãos envidraçados, assim como ao cumprimento
Edifícios sujeitos a grande intervenção
do fator solar máximo dos vãos envidraçados, para efeitos
de verificação dos requisitos de comportamento térmico.
Artigo 42.º
Comportamento térmico Artigo 43.º
1 - Os edifícios de comércio e serviços sujeitos a grande Eficiência dos sistemas técnicos
intervenção ficam vinculados, nas partes e componentes
1 - Os edifícios de comércio e serviços sujeitos a grande
a intervencionar, pelos requisitos de conceção definidos
intervenção ficam obrigados ao cumprimento, nos sistemas
em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas
técnicos a instalar, dos requisitos de conceção definidos
áreas da energia e da segurança social relativos à qualidade
em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas
térmica da envolvente, nomeadamente no que respeita aos
áreas da energia e da segurança social.
valores máximos:
2 - Além disso, os edifícios de comércio e serviços
a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial da sujeitos a uma grande intervenção devem, de seguida, ter
envolvente opaca; um IEEpr inferior ao IEEref, afetado de um coeficiente de
b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e majoração definido em portaria dos membros do Governo
verticais. responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social.
3 - Nas grandes intervenções em edifícios de comércio
2 - Nas grandes intervenções em edifícios de comércio e serviços deve ser salvaguardada a integração harmo-
e serviços deve ser salvaguardada a integração harmoniosa niosa entre os sistemas técnicos existentes e os novos
entre as partes existentes e as partes intervencionadas na sistemas técnicos a instalar no edifício, em condições que
envolvente, em condições que promovam, na maior ex- promovam, na maior extensão possível, a eficiência e o
tensão possível, a melhoria do comportamento térmico e desempenho energético do edifício.
a redução das necessidades energéticas do edifício. 4 - Nas situações descritas nos números anteriores em
3 - Nas situações descritas nos números anteriores em que existam incompatibilidades de ordem técnica, funcio-
que existam incompatibilidades de ordem técnica, fun- nal, de viabilidade económica ou de valor arquitetónico
cional ou de valor arquitetónico com a aplicação de um com a aplicação de um ou mais requisitos de conceção
ou mais requisitos de conceção previstos no n.º 1, pode o previstos no n.º 1, pode o técnico autor do projeto adotar
técnico autor do projeto adotar soluções alternativas para soluções alternativas para os sistemas técnicos do edifício
as partes do edifício onde se verifiquem tais incompatibi- ou para as componentes da instalação técnica onde se
lidades, desde que para isso: verifiquem tais incompatibilidades, desde que para isso:
a) Justifique as incompatibilidades existentes e a im- a) Justifique as incompatibilidades existentes e a impos-
possibilidade de cumprimento dos requisitos previstos sibilidade de cumprimento integral dos requisitos previstos
no n.º 1; no n.º 1;
b) Demonstre que, com as soluções alternativas, o de- b) Demonstre que, com as soluções alternativas preco-
sempenho do edifício não diminui em relação à situação nizadas, o desempenho do edifício não diminui em relação
antes da grande intervenção; à situação anterior à grande intervenção;
c) As situações de incompatibilidade, respetivas so- c) As situações de incompatibilidade, respetivas solu-
luções alternativas e potenciais consequências fiquem ções alternativas e potenciais consequências fiquem ex-
explícitas no pré-certificado e no certificado SCE, nos plícitas no pré-certificado e no certificado SCE, conforme
casos aplicáveis. o caso.
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 5003
5 - Na situação descrita na alínea b) do n.º 3 do artigo 3.º com mais de 25 kW de potência nominal de climatização
em que o edifício não seja qualificado como GES, após instalada ou prevista instalar;
emissão de certificado SCE nos termos das alíneas a) ou b) Edifícios que, à data da avaliação a realizar para
d) do mesmo número, a avaliação energética referida no efeitos de emissão do respetivo certificado SCE, não se
número anterior deve ser realizada de 10 em 10 anos. encontrem em funcionamento e os seus sistemas técnicos
6 - Os requisitos associados à avaliação energética são estejam desativados.
estabelecidos em portaria dos membros do Governo res-
ponsáveis pelas áreas da energia e da segurança social. 6 - Os valores de potência nominal de climatização ins-
7 - A avaliação referida no n.º 2 obedece às metodologias talada ou prevista instalar referidos na alínea a) do número
previstas em despacho da DGEG. anterior, podem ser atualizados por portaria a aprovar por
membro do Governo responsável pela área da energia.
Artigo 48.º
Qualidade do ar interior SECÇÃO IV
1 - Os edifícios de comércio e serviços existentes ficam Controlo prévio
sujeitos ao cumprimento dos limiares de proteção e con-
dições de referência dos poluentes constantes da portaria Artigo 50.º
a que se refere o artigo 36.º.
Edificação e utilização
2 - A fiscalização pelo IGAMAOT dos limiares de pro-
teção é feita de acordo com a metodologia e com as con- 1 - Os procedimentos de controlo prévio de operações
dições de referência previstas na portaria a que se refere urbanísticas de edificação devem incluir a demonstração
o artigo 36.º. da verificação do cumprimento do presente regulamento
e dispor dos elementos definidos em portaria dos mem-
Artigo 49.º bros do Governo responsáveis pelas áreas da energia e do
Instalação, condução e manutenção de sistema técnicos ordenamento do território.
2 - Os requerimentos para emissão de licença de uti-
1 - Os sistemas técnicos dos edifícios de comércio e lização devem incluir os elementos definidos na portaria
serviços existentes devem possuir um plano de manu- identificada no número anterior.
tenção atualizado que inclua as tarefas de manutenção a 3 - O disposto nos números anteriores é aplicável, com as
realizar, tendo em consideração as disposições a definir devidas adaptações, às operações urbanísticas de edificação
para o efeito pela DGEG, bem como a boa prática da ati- promovidas pela administração pública e concessionárias
vidade de manutenção, as instruções dos fabricantes e a de obras ou serviços públicos, isentas de controlo prévio.
regulamentação aplicável para cada tipo de equipamento
constituinte da instalação.
2 - Os edifícios de comércio e serviços existentes devem CAPÍTULO V
ser acompanhados, durante o seu funcionamento, por: Disposições finais e transitórias
a) Um TIM que garanta a correta manutenção do edifício
e dos seus sistemas técnicos, supervisione as atividades Artigo 51.º
realizadas nesse âmbito e assegure a gestão e atualização Balcão único
de toda a informação técnica relevante;
b) Outros técnicos habilitados, desde que a sua partici- 1 - Com exceção dos processos de contraordenação,
pação seja exigida pela legislação em vigor, caso em que todos os pedidos, comunicações e notificações entre os téc-
a sua atuação e responsabilidade prevalecem em relação nicos de SCE e as autoridades competentes são realizados
ao previsto na alínea anterior. no portal SCE, integrado no balcão único eletrónico dos
serviços referido no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 92/2010,
3 - O acompanhamento pelo TIM assenta em contrato de 26 de julho.
escrito que concretize a atuação devida durante o funcio- 2 - Quando, por motivos de indisponibilidade das pla-
namento do edifício. taformas eletrónicas, não for possível o cumprimento do
4 - Todas as alterações introduzidas nos sistemas técni- disposto no número anterior, pode ser utilizado qualquer
cos dos edifícios de comércio e serviços existentes devem: outro meio legalmente admissível.
a) Cumprir os requisitos definidos no n.º 1 do artigo 37.º
Artigo 52.º
e nos [Link] 1 a 3 do artigo 41.º;
b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou Aplicação nas Regiões Autónomas
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
O presente diploma aplica-se às Regiões Autónomas
lização desta;
da Madeira e dos Açores, sem prejuízo das competências
c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do
cometidas aos respetivos órgãos de governo próprio e
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no
das adaptações que lhe sejam introduzidas por diploma
plano de manutenção.
regional.
5 - Estão dispensados da verificação dos requisitos pre-
vistos nos [Link] 2 a 4 os seguintes edifícios: Artigo 53.º
Regime transitório
a) Os edifícios existentes com uma potência térmica
nominal para climatização inferior a 250 kW, com exceção 1 - A entrada em vigor do presente diploma não preju-
do disposto na alínea a) do n.º 2, no caso de instalações dica a validade dos certificados energéticos antes emitidos.
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 5005
2 - No caso de edifícios cujo projeto de arquitetura dê das importâncias cobradas em resultado da aplicação das
entrada na entidade licenciadora antes da entrada em vigor coimas aplicadas;
do presente diploma: d) Artigos 21.º e 22.º do Decreto-Lei nº 79/2006, de 4 de
abril, relativos ao técnico responsável pelo funcionamento
a) É dispensada, por solicitação do interessado, a apli- e ao técnico de instalação e manutenção de sistemas de
cação das normas previstas no presente diploma em sede climatização e de QAI;
de REH ou de RECS para edifícios novos ou sujeitos a e) Artigo 13.º do Decreto-Lei nº 80/2006, de 4 de abril,
grandes intervenções, sem prejuízo da obrigação de in- sobre os requisitos aplicáveis ao responsável pelo projeto
clusão no processo de licenciamento de demonstração e pela execução;
do cumprimento dos requisitos aplicáveis, decorrentes da f) Anexo X do Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril,
legislação vigente à data do respetivo licenciamento, ou sobre os valores limite dos consumos globais específicos
de o cumprimento dos requisitos ser atestado por termo dos edifícios de serviços existentes;
de responsabilidade subscrito por técnico autor de projeto g) Artigo 18.º, n.º 1, do Decreto-Lei nº 80/2006, de
legalmente habilitado; 4 de abril, sobre os fatores de conversão entre energia útil
b) Para efeitos de aplicação do SCE, e no que respeita e energia primária a aplicar para a eletricidade e combus-
exclusivamente à determinação da classe energética do tíveis sólidos, líquidos e gasosos;
edifício, o mesmo não se encontra limitado às classes h) Portaria n.º 835/2007, de 7 de agosto, sobre os valo-
exigidas para edifícios novos e sujeitos a grandes interven- res das taxas de registo das declarações de conformidade
ções, sem prejuízo da verificação dos requisitos aplicáveis regulamentar (DCR) e dos certificados de desempenho
mencionados na alínea anterior. energético (CE), a serem utilizados nos termos e para os
efeitos do artigo 13.º;
Artigo 54.º i) Anexos do Despacho nº 10250/2008, de 8 de abril,
sobre os modelos de DCR e CE;
Norma revogatória j) Despacho n.º 14076/2010, de 8 de setembro, sobre
1 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, são os fatores de conversão entre energia útil e energia pri-
revogados: mária.
a) O Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril; Artigo 55.º
b) O Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril;
Entrada em vigor
c) O Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de abril.
O presente diploma entra em vigor a 1 de dezembro
2 - A revogação dos preceitos a seguir referidos produz de 2013.
efeitos a partir da entrada em vigor de diploma que regular Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 13 de
a mesma matéria: junho de 2013. — Pedro Passos Coelho — Luís Filipe
a) Artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, Bruno da Costa de Morais Sarmento — Paulo Sacadura
sobre os requisitos de acesso e de exercício da atividade Cabral Portas — Miguel Bento Martins Costa Macedo e
de PQ e respetivo protocolo; Silva — Paula Maria von Hafe Teixeira da Cruz — Álvaro
b) Artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, Santos Pereira — Maria de Assunção Oliveira Cristas
sobre a garantia da qualidade do SCE; Machado da Graça — Paulo José de Ribeiro Moita de
c) Artigos 14.º a 17.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 Macedo — Luís Pedro Russo da Mota Soares.
de abril, sobre as contraordenações cometidas pelo PQ no Promulgado em 24 de julho de 2013.
exercício das suas funções, previstas e punidas nos termos
das alíneas c), d), e) e f) do nº 1 do referido artigo 14.º, Publique-se.
sobre o quadro das sanções acessórias aplicáveis, previstas O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
nos n.ºs 1, 3 e 4 do referido artigo 15.º, sobre a competência
Referendado em 26 de julho de 2013.
para a instauração, instrução e decisão final dos proces-
sos de contraordenação e sobre os critérios de repartição O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1945
bro de 1900, conforme o Aviso publicado no Diário do no contexto da RNCCI nesta área, são os fixados na tabela
Governo, 1.ª série, n.º 234, de 16 de outubro de 1900. de preços em anexo à presente portaria que dela faz parte
integrante.
Secretaria-Geral, 1 de junho de 2016. — A Secretária- 2 — Os preços, fixados por dia e por utente, compreen-
-Geral, Ana Martinho. dem todos os cuidados e serviços contratualizados.
Artigo 3.º
FINANÇAS, TRABALHO, SOLIDARIEDADE Responsabilidade pelos encargos
E SEGURANÇA SOCIAL E SAÚDE 1 — Os encargos decorrentes da prestação de cuida-
dos de saúde são da responsabilidade do Ministério da
Portaria n.º 176/2016 Saúde.
2 — O valor correspondente aos cuidados prestados no
de 23 de junho âmbito das unidades da RNCCI a beneficiários do Serviço
O XXI Governo Constitucional, no seu programa para Nacional de Saúde (SNS) quando haja um terceiro respon-
a saúde, estabelece como prioridade expandir e melhorar sável, legal ou contratualmente, ou a não beneficiários do
a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados SNS é cobrado diretamente aos respetivos responsáveis nos
(RNCCI), criando designadamente a sua componente de termos da tabela de preços em anexo à presente portaria.
cuidados integrados pediátricos.
A Rede é implementada progressivamente e concretiza- Artigo 4.º
-se através de experiências piloto. O artigo 46.º do Decreto- Entrada em vigor
-Lei n.º 101/2006, de 6 de junho, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 136/2015, de 28 de julho, determina que o financia- A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
mento dos serviços a prestar pelas unidades da Rede Na- da sua publicação.
cional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), é O Ministro das Finanças, Mário José Gomes de Frei-
estabelecido mediante modelo de financiamento próprio, tas Centeno, em 17 de junho de 2016. — Pelo Ministro
a aprovar por portaria dos Ministros das Finanças, do Tra- do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Cláudia
balho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde. Sofia de Almeida Gaspar Joaquim, Secretária de Estado
A Portaria n.º 343/2015, de 12 de outubro, define as da Segurança Social, em 20 de junho de 2016. — Pelo
condições de instalação e funcionamento a que devem Ministro da Saúde, Fernando Manuel Ferreira Araújo,
obedecer as unidades de internamento de cuidados inte- Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, em 15 de junho
grados pediátricos de nível 1 e de ambulatório pediátricas de 2016.
no âmbito da RNCCI, incluindo as experiências piloto,
reconhecendo, desde logo, as suas especificidades. ANEXO
Neste contexto, e no sentido de dar concretização ime-
diata às experiências piloto no âmbito do desenvolvimento Tabela de Preços
da RNCCI na área dos cuidados pediátricos, importa fixar (Em euros)
os preços a aplicar no âmbito dessas experiências piloto.
Encargos
Assim: Designação com cuidados
Ao abrigo do disposto no artigo 46.º do Decreto-Lei de saúde (utente/dia)
n.º 101/2006, de 6 de junho, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 136/2015, de 28 de julho, e do artigo 23.º e do n.º 1 Unidade de internamento de cuidados integrados
do artigo 25.º do Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, pediátricos de nível 1 (UCIP nível 1). . . . . . . . 161,33
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 11/93, de 15 de janeiro, Unidade de ambulatório pediátrica . . . . . . . . . . . 46,44
manda o Governo, pelos Ministros das Finanças, do Tra-
balho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde, o
seguinte: ECONOMIA
Artigo 1.º
Decreto-Lei n.º 28/2016
Objeto
de 23 de junho
A presente portaria tem por objeto fixar os preços dos
cuidados de saúde prestados nas unidades de internamento O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alte-
de cuidados integrados pediátricos de nível 1 (UCIP nível 1) rado pelos Decretos-Leis [Link] 68-A/2015, de 30 de abril,
e de ambulatório pediátricas no âmbito das experiências 194/2015, de 14 de setembro, e 251/2015, de 25 de no-
piloto a desenvolver no contexto da Rede Nacional de vembro, transpôs para a ordem jurídica interna a Diretiva
Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), nesta área. n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho,
de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho energético
Artigo 2.º dos edifícios («Diretiva n.º 2010/31/UE») e veio refor-
mular o regime do Sistema de Certificação Energética
Preços
de Edifícios, anteriormente previsto nos Decretos-Leis
1 — Os preços para a prestação dos cuidados de saúde [Link] 78/2006, 79/2006 e 80/2006, todos de 4 de abril, que
nas unidades de internamento de cuidados integrados pe- procedem à transposição da Diretiva n.º 2002/91/CE, do
diátricos de nível 1 (UCIP nível 1) e de ambulatório pe- Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro
diátricas no âmbito das experiências piloto a desenvolver de 2002.
1946 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016
pavimento, no caso de edifícios de comércio e servi- prazo e sem que haja lugar ao respetivo alargamento,
ços) respeitante à totalidade do edifício, devendo ser serem objeto de atualização;
considerado, para determinação do valor do edifício, o c) Os certificados SCE para os GES sujeitos a ava-
custo de construção da habitação por metro quadrado, liação energética periódica, nos termos do artigo 47.º,
fixado anualmente para as diferentes zonas do país, têm um prazo de validade de oito anos, sem prejuízo da
por portaria dos membros do Governo responsáveis possibilidade de, dentro desse prazo e sem que haja lugar
pelas áreas da energia e do ordenamento do território; ao respetivo alargamento, serem objeto de atualização.
hh) [...];
ii) [...]; 4 — [...]:
jj) [...]; a) [...];
kk) [...]; b) [...];
ll) [...]; c) [...];
mm) [...]; d) Nos edifícios de comércio e serviços devolutos,
nn) [...]; para os efeitos previstos na alínea f) do artigo 4.º, a
oo) [...]; validade do certificado SCE é de um ano, prorrogável
pp) [...]; mediante solicitação à ADENE.
qq) [...];
rr) [...]; 5 — [...].
ss) [...]; 6 — [...].
tt) [...]; 7 — [...].
uu) [...]; 8 — [...].
vv) [...];
ww) [...]; Artigo 16.º
xx) [...];
yy) [...]; [...]
zz) [...]; 1 — [...].
aaa) [...]; 2 — São edifícios com necessidades quase nulas de
bbb) [...]; energia os que tenham um muito elevado desempenho
ccc) [...]; energético, determinado nos termos do presente diploma,
ddd) [...]; em que as necessidades de energia quase nulas ou muito
eee) [...]; reduzidas são em larga medida satisfeitas com recurso
fff) [...]; a energia proveniente de fontes renováveis, designada-
ggg) [Revogada]; mente a produzida no local ou nas proximidades.
hhh) [...]. 3 — [...].
4 — [...].
Artigo 4.º 5 — [...].
[...]
Artigo 18.º
[...]:
[...]
a) [...];
b) [...]; 1 — O registo no SCE dos pré-certificados e dos
c) Os edifícios ou as frações exclusivamente destina- certificados SCE por parte dos PQ é feito mediante o
dos a estacionamentos não climatizados e oficinas; pagamento de uma taxa, cuja receita é repartida, até
d) Os armazéns em que a presença humana não seja 10 %, por um fundo destinado a apoiar projetos de efi-
significativa, não ocorrendo por mais de 2 horas/dia ou ciência energética a definir por despacho do membro do
não representando uma ocupação superior a 0,025 pes- Governo responsável pela área da energia e o restante
soas/m2; pela ADENE.
e) [Anterior alínea d)]; 2 — [...].
f) [Anterior alínea e)]: 3 — [...].
g) [Anterior alínea f)];
h) [...]; Artigo 22.º
i) [...]; [...]
j) [Anterior alínea g)];
k) [Anterior alínea j)]. 1 — O REH estabelece os requisitos mínimos para
os edifícios de habitação, novos ou sujeitos a interven-
Artigo 15.º ções, bem como os parâmetros e as metodologias de
caracterização do desempenho energético, em condições
[...] nominais, de todos os edifícios de habitação e dos seus
1 — [...]. sistemas técnicos, no sentido de promover a melhoria
2 — [...]. do respetivo comportamento térmico, a eficiência dos
3 — [...]: seus sistemas técnicos e a minimização do risco de
ocorrência de condensações superficiais nos elementos
a) [...]; da envolvente.
b) Os certificados SCE têm um prazo de validade de 2 — Os requisitos mínimos referidos no número ante-
10 anos, sem prejuízo da possibilidade de, dentro desse rior são estabelecidos de forma a alcançar níveis ótimos
1948 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016
[...]
CAPÍTULO I
1 — No caso de edifícios de comércio e serviços
sujeitos a intervenção que incida sobre o sistema de Disposições gerais
ventilação, deve ser assegurado, nos espaços a inter-
vencionar, o cumprimento dos requisitos previstos no Artigo 1.º
artigo 40.º para edifícios novos.
Objeto
2 — [...].
3 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- 1 — O presente diploma visa assegurar e promover a
tico previstos nos números anteriores, para os edifícios melhoria do desempenho energético dos edifícios através
1950 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016
do Sistema Certificação Energética dos Edifícios (SCE), i) «Cobertura inclinada», a cobertura de um edifício que
que integra o Regulamento de Desempenho Energético disponha de uma pendente igual ou superior a 8 %;
dos Edifícios de Habitação (REH), e o Regulamento de j) «Coeficiente de transmissão térmica», a quantidade
Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Ser- de calor por unidade de tempo que atravessa uma super-
viços (RECS). fície de área unitária desse elemento da envolvente por
2 — O presente diploma transpõe para a ordem jurí- unidade de diferença de temperatura entre os ambientes
dica nacional a Diretiva n.º 2010/31/UE do Parlamento que o elemento separa;
Europeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa k) «Coeficiente de transmissão térmica médio dia-
ao desempenho energético dos edifícios. -noite de um vão envidraçado», a média dos coeficientes
de transmissão térmica de um vão envidraçado com a
Artigo 2.º proteção aberta (posição típica durante o dia) e fechada
Definições (posição típica durante a noite) e que se toma como
valor de base para o cálculo das perdas térmicas pelos
Para efeitos do SCE, entende-se por: vãos envidraçados de um edifício em que haja ocupa-
a) «Água quente sanitária» ou «AQS», a água potável ção noturna importante, designadamente em habitações,
aquecida em dispositivo próprio, com energia convencio- estabelecimentos hoteleiros e similares ou zonas de in-
nal ou renovável, até uma temperatura superior a 45°C, e ternamento em hospitais;
destinada a banhos, limpezas, cozinha ou fins análogos; l) «Componente», o sistema técnico do edifício ou fra-
b) «Alteração relevante de classe energética», a altera- ção ou um elemento da sua envolvente cuja existência e
ção de classe energética que resulte de um desvio superior características influenciem o desempenho do edifício, nos
a 5 % face ao valor apurado para o rácio que conduz à termos e parâmetros previstos para esse efeito no presente
determinação da classe energética obtido no decorrer do diploma;
procedimento de verificação da qualidade; m) «Corpo», a parte de um edifício com identidade pró-
c) «Área de cobertura», a área, medida pelo interior, dos pria significativa que comunique com o resto do edifício
elementos opacos da envolvente horizontais ou com incli- através de ligações restritas;
nação inferior a 60° que separam superiormente o espaço n) «Edifício», a construção coberta, com paredes e pa-
interior útil do exterior ou de espaços não úteis adjacentes; vimentos, destinada à utilização humana;
d) «Área total de pavimento», o somatório da área de o) «Edifício adjacente», um edifício que confine com
pavimento de todas as zonas térmicas de edifícios ou fra- o edifício em estudo e não partilhe espaços comuns com
ções no âmbito do RECS, desde que tenham consumo de este, tais como zonas de circulação ou de garagem;
energia elétrica ou térmica, registado no contador geral p) «Edifício de comércio e serviços», o edifício, ou
do edifício ou fração, independentemente da sua função parte, licenciado ou que seja previsto licenciar para utili-
e da existência de sistema de climatização, sendo a área zação em atividades de comércio, serviços ou similares;
medida pelo interior dos elementos que delimitam as zonas q) «Edifício devoluto», o edifício considerado como
térmicas do exterior e entre si; tal nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 159/2006,
e) «Área interior útil de pavimento», o somatório das de 8 de agosto, ou como tal declarado pela Direção-Geral
áreas, medidas em planta pelo perímetro interior, de todos do Tesouro e Finanças (DGTF) no âmbito das respetivas
os espaços interiores úteis pertencentes ao edifício ou fra- atribuições;
ção em estudo no âmbito do REH. No âmbito do RECS, r) «Edifício em ruínas», o imóvel existente com tal de-
considera-se o somatório da área de pavimento de todas gradação da sua envolvente que, para efeitos do presente
as zonas térmicas do edifício ou fração, desde que tenham decreto-lei, fica prejudicada, total ou parcialmente, a sua
consumo de energia elétrica ou térmica, registado no con- utilização para o fim a que se destina, tal como compro-
tador, independentemente da sua função e da existência de vado por declaração da DGTF no âmbito das respetivas
sistema de climatização, sendo a área medida pelo interior atribuições, por declaração da câmara municipal respetiva
dos elementos que delimitam as zonas térmicas do exterior ou pelo perito qualificado, cumprindo a este último pro-
e entre si; ceder ao respetivo registo no SCE;
f) «Armazéns, estacionamento, oficinas e similares», s) «Edifício em tosco», o edifício sem revestimentos
os edifícios ou frações que, no seu todo, são destinados a interiores nem sistemas técnicos instalados e de que se
usos para os quais a presença humana não é significativa, desconheçam ainda os detalhes de uso efetivo;
incluindo-se nessa situação, sem limitar, os armazéns fri- t) «Edifício existente», aquele que não seja edifício
goríficos, os arquivos, os estacionamentos de veículos e novo;
os centros de armazenamento de dados; u) «Edifício misto», o edifício utilizado, em partes dis-
g) «Avaliação energética», a avaliação detalhada das tintas, como edifício de habitação e edifício de comércio
condições de exploração de energia de um edifício ou fra- e serviços;
ção, com vista a identificar os diferentes vetores energéticos v) «Edifício novo», edifício cujo processo de licencia-
e a caracterizar os consumos energéticos, podendo incluir, mento ou autorização de edificação tenha data de entrada
entre outros aspetos, o levantamento das características da junto das entidades competentes, determinada pela data
envolvente e dos sistemas técnicos, a caracterização dos de entrada do projeto de arquitetura, posterior à data de
perfis de utilização e a quantificação, monitorização e a entrada em vigor do presente diploma;
simulação dinâmica dos consumos energéticos; w) «Edifício sujeito a intervenção», o edifício sujeito
h) «Certificado SCE», o documento com número próprio, a obra de construção, reconstrução, alteração, ampliação,
emitido por perito qualificado para a certificação energética instalação ou modificação de um ou mais componentes
para um determinado edifício ou fração, caracterizando-o com influência no seu desempenho energético, calculado
em termos de desempenho energético; nos termos e parâmetros do presente diploma;
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1951
x) «Energia primária», a energia proveniente de fontes ii) «Limiar de proteção», o valor de concentração de
renováveis ou não renováveis não transformada ou convertida; um poluente no ar interior que não pode ser ultrapassado,
y) «Energias renováveis», a energia de fontes não fósseis fixado com a finalidade de evitar, prevenir ou reduzir os
renováveis, designadamente eólica, solar, aerotérmica, efeitos nocivos na saúde humana;
geotérmica, hidrotérmica e oceânica, hídrica, de biomassa jj) «Margem de tolerância», a percentagem em que
e de biogás; o limiar de proteção pode ser excedido, nos termos do
z) «Envolvente», o conjunto de elementos de construção presente diploma;
do edifício ou fração, compreendendo as paredes, pavimen- kk) «Pequeno edifício de comércio e serviços» ou «PES»,
tos, coberturas e vãos, que separam o espaço interior útil o edifício de comércio e serviços que não seja um GES;
do ambiente exterior, dos edifícios ou frações adjacentes, ll) «Perfil de utilização», a distribuição percentual da
dos espaços não úteis e do solo; ocupação e da utilização de sistemas por hora, em função
aa) «Espaço complementar», a zona térmica sem ocupa- dos valores máximos previstos, diferenciada por tipo de
ção humana permanente atual ou prevista e sem consumo dia da semana;
de energia atual ou previsto associado ao aquecimento ou mm) «Perito qualificado» ou «PQ», o técnico com tí-
arrefecimento ambiente, incluindo cozinhas, lavandarias tulo profissional de perito qualificado para a certificação
e centros de armazenamento de dados; energética, nos termos da Lei n.º 58/2013, de 20 de agosto;
bb) «Exposição solar adequada», a exposição à luz solar nn) «Plano de racionalização energética» ou «PRE», o
de edifício que disponha de cobertura em terraço ou de conjunto de medidas exequíveis e economicamente viáveis
cobertura inclinada com água, cuja normal esteja orientada de racionalização do consumo ou dos custos com a energia,
numa gama de azimutes de 90° entre sudeste e sudoeste, tendo em conta uma avaliação energética prévia;
não sombreada por obstáculos significativos no período oo) «Portal SCE», a zona do sítio na Internet da ADENE,
que se inicia diariamente duas horas depois do nascer do com informação relativa ao SCE, composta, pelo me-
Sol e termina duas horas antes do ocaso; nos, por uma zona de acesso público para pesquisa de
cc) «Espaço interior útil», o espaço com condições pré-certificados e certificados SCE e de técnicos do SCE,
de referência no âmbito do REH, compreendendo com- e por uma zona de acesso reservado para elaboração e
partimentos que, para efeito de cálculo das necessidades registo de documentos pelos técnicos do SCE;
energéticas, se pressupõem aquecidos ou arrefecidos de pp) «Potência térmica», a potência térmica máxima
forma a manter uma temperatura interior de referência que um equipamento pode fornecer para efeitos de aque-
de conforto térmico, incluindo os espaços que, não sendo cimento ou arrefecimento do ambiente, em condições de
usualmente climatizados, tais como arrumos interiores, ensaio normalizadas;
despensas, vestíbulos ou instalações sanitárias, devam ser qq) «Pré-certificado», o certificado SCE para edifícios
considerados espaços com condições de referência; novos ou frações em edifícios novos, bem como para edi-
dd) «Fator solar de um vão envidraçado», o valor da fícios ou frações sujeitas a grandes intervenções, emitido
relação entre a energia solar transmitida para o interior atra- em fase de projeto antes do início da construção ou grande
vés do vão envidraçado e a radiação solar nele incidente; intervenção;
ee) «Fração», a unidade mínima de um edifício, com rr) «Proprietário», o titular do direito de propriedade ou
saída própria para uma parte de uso comum ou para a via o titular de outro direito de gozo sobre um edifício ou fra-
pública, independentemente da constituição de propriedade ção desde que, para os efeitos do RECS, detenha também o
horizontal; controlo dos sistemas de climatização e respetivos consu-
ff) «Grande edifício de comércio e serviços» ou «GES», mos e seja o credor contratual do fornecimento de energia,
o edifício de comércio e serviços cuja área interior útil de exceto nas ocasiões de nova venda, dação em cumprimento
pavimento, descontando os espaços complementares, igual ou locação pelo titular do direito de propriedade;
e ou ultrapasse 1000 m2, ou 500 m2 no caso de centros co- ss) «Regime jurídico da urbanização e da edificação»
merciais, hipermercados, supermercados e piscinas cobertas; ou «RJUE», o regime jurídico aprovado pelo Decreto-Lei
gg) «Grande intervenção», a intervenção em edifício em n.º 555/99, de 16 de dezembro;
que se verifique que: (i) o custo da obra relacionada com tt) «Simulação dinâmica», a previsão de consumos de
a envolvente e ou com os sistemas técnicos seja superior energia correspondentes ao funcionamento de um edifício
a 25 % do valor da totalidade do edifício, compreendido, e respetivos sistemas energéticos que tome em conta a
quando haja frações, como o conjunto destas, com exclu- evolução de todos os parâmetros relevantes com a precisão
são do valor do terreno em que este está implantado; e ou adequada, numa base de tempo pelo menos horária, para
(ii) tratando-se de ampliação, o custo da parte ampliada diferentes zonas térmicas e condições climáticas de um
exceda em 25 % o valor do edifício existente (da área in- ano de referência;
terior útil de pavimento, no caso de edifícios de comércio uu) «Sistema de climatização», o conjunto de equipa-
e serviços) respeitante à totalidade do edifício, devendo mentos coerentemente combinados com vista a satisfazer
ser considerado, para determinação do valor do edifício, objetivos da climatização, designadamente, ventilação,
o custo de construção da habitação por metro quadrado, aquecimento, arrefecimento, humidificação, desumidifi-
fixado anualmente para as diferentes zonas do país, por cação e filtragem do ar;
portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas vv) «Sistema de climatização centralizado», o sistema
da energia e do ordenamento do território; de climatização em que os equipamentos de produção tér-
hh) «Indicador de eficiência energética», ou «IEE», o mica se concentrem numa instalação e num local distintos
indicador de eficiência energética do edifício, expresso dos espaços a climatizar, sendo o frio, calor ou humidade
por ano em unidades de energia primária por metro qua- transportados por um fluido térmico;
drado de área interior útil de pavimento (kWh/[Link]), ww) «Sistema solar térmico», o sistema composto por
distinguindo-se, pelo menos, três tipos: o IEE previsto um coletor capaz de captar a radiação solar e transferir a
(IEEpr), o efetivo (IEEef) e o de referência (IEEref); energia a um fluido interligado a um sistema de acumula-
1952 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016
ção, permitindo a elevação da temperatura da água neste frações, novos ou sujeitos a grande intervenção, nos termos
armazenada; do REH e RECS.
xx) «Sistema passivo», o sistema construtivo concebido 2 — Quando, porém, uma fração no sentido da alínea ee)
especificamente para reduzir as necessidades energéticas do artigo 2.º, já edificada, não esteja constituída como
dos edifícios, sem comprometer o conforto térmico dos ocu- fração autónoma de acordo com um título constitutivo de
pantes, através do aumento dos ganhos solares, designada- propriedade horizontal, só é abrangida pelo SCE a partir
mente ganhos solares diretos, paredes de trombe ou estufas, do momento em que seja dada em locação.
na estação de aquecimento ou através do aumento das perdas 3 — São também abrangidos pelo SCE os edifícios ou
térmicas, designadamente ventilação, arrefecimento evapo- frações existentes de comércio e serviços:
rativo, radiativo ou pelo solo, na estação de arrefecimento;
yy) «Sistema técnico», o conjunto dos equipamentos a) Com área interior útil de pavimento igual ou su-
associados ao processo de climatização, incluindo o aque- perior a 1000 m2, ou 500 m2 no caso de centros co-
cimento, arrefecimento e ventilação natural, mecânica merciais, hipermercados, supermercados e piscinas
ou híbrida, a preparação de águas quentes sanitárias e a cobertas; ou
produção de energia renovável, bem como, nos edifícios de b) Que sejam propriedade de uma entidade pública e
comércio e serviços, os sistemas de iluminação e de gestão tenham área interior útil de pavimento ocupada por uma
de energia, os elevadores e as escadas rolantes; entidade pública e frequentemente visitada pelo público
zz) «Técnico autor do projeto», o técnico legalmente superior a 500 m2 ou, a partir de 1 de julho de 2015, su-
habilitado para realizar o projeto e responsável pelo cum- perior a 250 m2.
primento da legislação aplicável;
aaa) «Técnico de instalação e manutenção» ou «TIM», 4 — São ainda abrangidos pelo SCE todos os edifícios
o detentor de título profissional de técnico de instalação ou frações existentes a partir do momento da sua venda,
e manutenção de edifícios e sistemas, nos termos da Lei dação em cumprimento ou locação posterior à entrada em
n.º 58/2013, de 20 de agosto; vigor do presente diploma, salvo nos casos de:
bbb) «Tipo de espaço», a diferenciação funcional de a) Venda ou dação em cumprimento a comproprietário,
espaços, independentemente do edifício onde se encon- a locatário, em processo executivo, a entidade expropriante
trem inseridos; ou para demolição total confirmada pela entidade licen-
ccc) «Ventilação mecânica», aquela que não seja ven- ciadora competente;
tilação natural; b) Locação do lugar de residência habitual do senhorio
ddd) «Ventilação natural», a ventilação ao longo de tra- por prazo inferior a quatro meses;
jetos de fugas e de aberturas no edifício, em consequência
c) Locação a quem seja já locatário da coisa locada.
das diferenças de pressão, sem auxílio de componentes
motorizados de movimentação do ar;
eee) [Revogada]; Artigo 4.º
fff) «Zona térmica», o espaço ou conjunto de espaços Âmbito de aplicação negativo
passíveis de serem considerados em conjunto devido às
suas similaridades em termos de perfil de utilização, Estão excluídos do SCE:
iluminação e equipamentos, ventilação mecânica e sis- a) As instalações industriais, pecuárias ou agrícolas não
tema de climatização e, quanto aos espaços climatiza- residenciais com necessidades reduzidas de energia ou não
dos, igualmente devido às similaridades em termos de residenciais utilizadas por sector abrangido por acordo
condições de exposição solar, sendo que os pequenos sectorial nacional sobre desempenho energético;
edifícios de comércio e serviços com uma área útil até b) Os edifícios utilizados como locais de culto ou para
250 m2 podem ser considerados como tendo apenas atividades religiosas;
uma zona térmica; c) Os edifícios ou as frações exclusivamente destinados
ggg) [Revogada]; a estacionamentos não climatizados e oficinas;
hhh) «Redes urbanas de aquecimento» ou «Redes ur- d) Os armazéns em que a presença humana não seja
banas de arrefecimento», a distribuição de energia térmica significativa, não ocorrendo por mais de 2 horas/dia ou não
sob a forma de vapor, de água quente ou de líquidos refri- representando uma ocupação superior a 0,025 pessoas/m2;
gerados a partir de uma fonte de produção central através e) Os edifícios unifamiliares na medida em que consti-
de um sistema de transporte e distribuição para múltiplos tuam edifícios autónomos com área útil igual ou inferior
edifícios ou locais, para o aquecimento ou arrefecimento a 50 m2;
de espaços ou processos industriais. f) Os edifícios de comércio e serviços devolutos, até
à sua venda ou locação depois da entrada em vigor do
presente diploma;
CAPÍTULO II g) Os edifícios em ruínas;
Sistema de Certificação Energética dos Edifícios h) [Revogada];
i) [Revogada];
SECÇÃO I j) As infraestruturas militares e os edifícios afetos aos
Âmbito sistemas de informações ou a forças e serviços de segu-
rança que se encontrem sujeitos a regras de controlo e de
Artigo 3.º confidencialidade;
k) Os edifícios de comércio e serviços inseridos em
Âmbito de aplicação positivo
instalações sujeitas ao regime aprovado pelo Decreto-Lei
1 — São abrangidos pelo SCE, sem prejuízo de isenção n.º 71/2008, de 15 de abril, alterado pela Lei n.º 7/2013,
de controlo prévio nos termos do RJUE, os edifícios ou de 22 de janeiro.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1953
sendo tal pertença aferida, nomeadamente, em função da f) Contribuir para a interpretação e aplicação uniformes
homogeneidade nas soluções construtivas e nos sistemas do SCE, do REH e do RECS;
técnicos instalados. g) Fazer e divulgar recomendações sobre a substituição,
a alteração e a avaliação da eficiência e da potência ade-
Artigo 8.º quadas dos sistemas de aquecimento com caldeira e dos
sistemas de ar condicionado;
Afixação do certificado
h) Promover o SCE e incentivar a utilização dos seus re-
1 — Encontram-se abrangidos pela obrigação de afi- sultados na promoção da eficiência energética dos edifícios.
xação em posição visível e de destaque do certificado
SCE válido: 3 — O disposto no número anterior é regulamentado
por portaria do membro do Governo responsável pela
a) Os edifícios de comércio e serviços a que se referem área da energia.
os [Link] 1 e 2 do artigo 3.º, aquando da sua entrada em fun-
cionamento, sempre que apresentem uma área interior útil Artigo 12.º
de pavimento superior a 500 m2 ou, a partir de 1 de julho
de 2015, superior a 250 m2; Acompanhamento da qualidade do ar interior
b) Os edifícios referidos no n.º 3 do artigo 3.º abrangidos Compete à Direção-Geral da Saúde e à Agência Por-
pelo SCE; tuguesa do Ambiente, I. P., acompanhar a aplicação do
c) Os edifícios de comércio e serviços referidos no n.º 4 presente diploma no âmbito das suas competências em
do artigo 3.º, sempre que apresentem uma área interior útil matéria de qualidade do ar interior.
de pavimento superior a 500 m2 e, a partir de 1 de julho
de 2015, superior a 250 m2. Artigo 13.º
Técnicos do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios
2 — O certificado SCE é afixado na entrada do edifício
ou da fração, em conformidade com o artigo 6.º 1 — São técnicos do SCE os PQ e os TIM.
2 — O acesso e exercício da atividade dos técnicos do
Artigo 9.º SCE, o seu registo junto da ADENE e o regime contraor-
Recomendações
denacional aplicável são regulados pela Lei n.º 58/2013,
de 20 de agosto.
A ADENE elabora e divulga recomendações, preferen- 3 — Compete aos PQ:
cialmente por escrito, aos utilizadores de:
a) Fazer a avaliação energética dos edifícios a certificar
a) Sistemas técnicos de aquecimento ambiente com no âmbito do SCE, não comprometendo a qualidade do
caldeira de potência térmica nominal superior a 20 kW; ar interior;
b) Sistemas técnicos de ar condicionado com potência b) Identificar e avaliar, nos edifícios objeto de certifi-
térmica nominal superior a 12 kW. cação, as oportunidades e recomendações de melhoria de
desempenho energético, registando-as no pré-certificado
ou certificado emitido e na demais documentação com-
SECÇÃO III
plementar;
Organização e funcionamento c) Emitir os pré-certificados e certificados SCE;
d) Colaborar nos processos de verificação de qualidade
Artigo 10.º do SCE;
e) Verificar e submeter ao SCE o plano de racionalização
Fiscalização do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios energética.
Compete à Direção-Geral de Energia e Geologia
(DGEG) fiscalizar o SCE. 4 — Compete ao TIM coordenar ou executar as ativi-
dades de planeamento, verificação, gestão da utilização
Artigo 11.º de energia, instalação e manutenção relativo a edifícios
e sistemas técnicos, nos termos previstos neste diploma.
Gestão do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios 5 — As atividades dos técnicos do SCE são regulamen-
1 — A gestão do SCE é atribuição da ADENE. tadas por portaria do membro do Governo responsável
2 — Compete à ADENE: pela área da energia.
a) Fazer o registo, o acompanhamento técnico e admi- Artigo 14.º
nistrativo, a verificação e a gestão da qualidade da atividade
dos técnicos do SCE, nos termos do disposto no artigo 19.º; Obrigações dos proprietários dos edifícios ou sistemas
b) Fazer o registo de profissionais provenientes de outro 1 — Constituem obrigações dos proprietários dos edi-
Estado-Membro da União Europeia ou do Espaço Econó- fícios e sistemas técnicos abrangidos pelo SCE:
mico Europeu;
c) Gerir o registo central de pré-certificados e certifica- a) Obter o pré-certificado SCE;
dos SCE, bem como da restante documentação produzida b) Obter o certificado SCE e, nos termos do RECS, a
no âmbito do SCE; sua renovação tempestiva, sem prejuízo da conversão do
d) Definir e atualizar os modelos dos documentos pro- pré-certificado a que se refere o n.º 2 do artigo seguinte;
duzidos pelos técnicos do SCE; c) No caso de GES, conforme o disposto no RECS:
e) Assegurar a qualidade da informação produzida no i) Dispor de TIM adequado para o tipo e características
âmbito do SCE; dos sistemas técnicos instalados;
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1955
ii) Quando aplicável, assegurar o cumprimento do plano como viável aquando do pedido de licença de utilização,
de manutenção elaborado e entregue pelo TIM; a validade do certificado SCE é de um ano, podendo ser
iii) Submeter ao SCE, por intermédio de PQ, eventual prorrogada mediante solicitação à ADENE;
PRE, e cumpri-lo; b) Nos edifícios de comércio e serviços existentes que
não disponham de plano de manutenção atualizado quando
d) Facultar ao PQ, por solicitação deste, a consulta dos este seja obrigatório, a validade do certificado SCE é de
elementos necessários à certificação do edifício, sempre um ano, não podendo ser prorrogada nem podendo ser
que disponíveis; emitido mais de um certificado por edifício;
e) Nos casos previstos no n.º 1 do artigo 3.º, pedir a c) Nos edifícios de comércio e serviços existentes su-
emissão: jeitos a PRE, desde que o respetivo plano tenha sido sub-
i) De pré-certificado, no decurso do procedimento de metido ao SCE, o prazo de validade do certificado é o
controlo prévio da respetiva operação urbanística; constante de portaria a aprovar pelos membros do Governo
ii) De certificado SCE, aquando do pedido de emissão responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social;
de licença de utilização ou de procedimento administrativo d) Nos edifícios de comércio e serviços devolutos, para
equivalente; os efeitos previstos na alínea f) do artigo 4.º, a validade
do certificado SCE é de um ano, prorrogável mediante
f) Nos casos previstos no n.º 4 do artigo 3.º: solicitação à ADENE.
i) Indicar a classificação energética do edifício constante 5 — A metodologia de determinação da classe de de-
do respetivo pré-certificado ou certificado SCE em todos sempenho energético para a tipologia de pré-certificados
os anúncios publicados com vista à venda ou locação; e certificados SCE é definida em portaria do membro do
ii) Entregar cópia do pré-certificado ou certificado SCE Governo responsável pela área da energia.
ao comprador ou locatário no ato de celebração de contrato- 6 — A emissão, pelo PQ, de um pré-certificado ou de
-promessa de compra e venda, ou locação, e entregar o um certificado SCE é precedida da elaboração e entrega
original no ato de celebração da compra e venda; da documentação relativa ao processo de certificação, nos
termos a definir por despacho do Diretor-Geral da Energia
g) Afixar o certificado em posição visível e de destaque e Geologia.
nos termos do artigo 8.º 7 — Pode ser requerida pelo PQ à ADENE a substitui-
ção de um pré-certificado ou de um certificado SCE válido,
2 — A obrigação estabelecida na subalínea i) da alínea f) desde que o PQ, cumulativamente:
do número anterior é extensível aos promotores ou media-
dores da venda ou locação, no âmbito da sua atuação. a) Justifique e fundamente o seu pedido, salvo nos ca-
sos de cumprimento de procedimentos de regularização
Artigo 15.º determinados nos relatórios dos processos de verificação
de qualidade;
Tipo e validade do pré-certificado e do certificado do Sistema
de Certificação Energética dos Edifícios b) Proceda ao registo, prévia ou simultaneamente ao
pedido de substituição, de novo documento corrigido;
1 — Os modelos de pré-certificados e certificados SCE c) Informe devidamente o proprietário do pedido de
distinguem-se conforme as categorias de edifícios, nos substituição, quando for o caso, juntando ao requerimento
termos de portaria do membro do Governo responsável à ADENE prova de que deu essa informação.
pela área da energia.
2 — Uma vez concluída a obra, o pré-certificado 8 — Não é válido o pré-certificado ou certificado SCE
converte-se em certificado SCE mediante a apresentação quando:
de termo de responsabilidade do autor do projeto e do di-
retor técnico atestando que a obra foi realizada de acordo a) No documento haja marca-de-água, carimbo ou outro
com o projeto pré-certificado. sinal em que se declare a sua invalidade ou não produção
3 — Os prazos de validade dos pré-certificados e cer- de efeitos;
tificados SCE são os seguintes: b) Esteja ultrapassado o respetivo prazo;
c) Tenha caducado a licença ou autorização de cons-
a) Os pré-certificados têm um prazo de validade de trução;
10 anos, salvo o disposto na alínea c) do n.º 8; d) ão conste do registo pesquisável na zona pública do
b) Os certificados SCE têm um prazo de validade de Portal SCE;
10 anos, sem prejuízo da possibilidade de, dentro desse e) Haja outro pré-certificado ou certificado registado,
prazo e sem que haja lugar ao respetivo alargamento, serem para o mesmo edifício, com data de emissão posterior, caso
objeto de atualização; em que vale o documento mais recente;
c) Os certificados SCE para os GES sujeitos a avaliação f) Contenha erros ou omissões detetados em procedi-
energética periódica, nos termos do artigo 47.º, têm um mentos de verificação de qualidade, nos casos constantes
prazo de validade de oito anos, sem prejuízo da possi- de regulamento da DGEG.
bilidade de, dentro desse prazo e sem que haja lugar ao
respetivo alargamento, serem objeto de atualização.
Artigo 16.º
4 — Ressalva-se do disposto no número anterior: Edifícios com necessidades quase nulas de energia
a) Nos edifícios em tosco ou em que a instalação dos sis- 1 — O parque edificado deve progressivamente ser
temas técnicos não puder ser concluída em toda a extensão, composto por edifícios com necessidades quase nulas de
mas cujo funcionamento parcial seja reconhecido pelo PQ energia.
1956 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016
2 — São edifícios com necessidades quase nulas de 3 — Os valores das taxas de registo referidas nos nú-
energia os que tenham um muito elevado desempenho meros anteriores são aprovados por portaria do membro
energético, determinado nos termos do presente diploma, do Governo responsável pela área da energia.
em que as necessidades de energia quase nulas ou muito
reduzidas são em larga medida satisfeitas com recurso a
energia proveniente de fontes renováveis, designadamente SECÇÃO IV
a produzida no local ou nas proximidades.
Verificações
3 — Devem ter necessidades quase nulas de energia os
edifícios novos licenciados após 31 de dezembro de 2020,
ou após 31 de dezembro de 2018 no caso de edifícios novos Artigo 19.º
na propriedade de uma entidade pública e ocupados por
Garantia da qualidade do Sistema de Certificação
uma entidade pública. Energética dos Edifícios
4 — Os membros do Governo responsáveis pelas áreas
da energia, do ordenamento do território e das finanças 1 — A ADENE verifica a qualidade e identifica as si-
aprovam por portaria o plano nacional de reabilitação do tuações de desconformidade dos processos de certificação
parque de edifícios existentes para que atinjam os requisi- efetuados pelo PQ, com base em critérios estabelecidos
tos de edifícios com necessidades quase nulas de energia, em portaria do membro do Governo responsável pela área
estabelecendo objetivos finais e intermédios, diferenciados da energia.
consoante a categoria de edifícios em causa, e incentivos 2 — As atividades de verificação podem ser confia-
à reabilitação. das pela ADENE a quaisquer organismos, públicos ou
5 — Os edifícios com necessidades quase nulas de ener- privados.
gia são dotados de: 3 — As atividades de verificação não podem ser realiza-
das por quem seja titular do cargo de formador no âmbito
a) Componente eficiente compatível com o limite mais dos cursos dirigidos aos técnicos do SCE, nos termos da
exigente dos níveis de viabilidade económica que venham a legislação a que se refere o n.º 2 do artigo 13.º
ser obtidos com a aplicação da metodologia de custo ótimo,
4 — As metodologias dos processos de verificação de
diferenciada para edifícios novos e edifícios existentes e
qualidade são definidas em portaria do membro do Go-
para diferentes tipologias, definida na portaria a que se
verno responsável pela área da energia.
refere o número anterior; e de
5 — Os resultados das verificações devem constar de
b) Formas de captação local de energias renováveis que
relatório comunicado ao PQ e ser objeto de anotação no
cubram grande parte do remanescente das necessidades
energéticas previstas, de acordo com os modelos do REH e registo individual do PQ, que integra os elementos cons-
do RECS, de acordo com as seguintes formas de captação: tantes de portaria do membro do Governo responsável
pela área da energia.
i) Preferencialmente, no próprio edifício ou na parcela 6 — O disposto nos números anteriores é aplicável aos
de terreno onde está construído; TIM, com as necessárias adaptações.
ii) Em complemento, em infraestruturas de uso comum
tão próximas do local quanto possível, quando não seja pos-
sível suprir as necessidades de energia renovável com re- SECÇÃO V
curso à captação local prevista especificamente para o efeito.
Contraordenações
Artigo 17.º
Incentivos financeiros Artigo 20.º
1 — São definidas e concretizadas por meios legislati- Contraordenações
vos e administrativos as medidas e incentivos adequados a 1 — Constitui contraordenação punível com coima de
facultar o financiamento e outros instrumentos que poten- 250,00 EUR a 3 740,00 EUR no caso de pessoas singu-
ciem o desempenho energético dos edifícios e a transição lares, e de 2 500,00 EUR a 44 890,00 EUR, no caso de
para edifícios com necessidades quase nulas de energia. pessoas coletivas:
2 — As medidas e incentivos referidos no número an-
terior podem integrar os planos de ação em curso ou pre- a) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou
vistos, bem como integrar outros instrumentos de política sistema, do disposto nas alíneas a), b), c), e), f) e g) do
ou financeiros, já disponíveis ou a disponibilizar. n.º 1 do artigo 14.º;
b) O incumprimento do disposto no n.º 2 do mesmo
Artigo 18.º artigo;
c) A utilização de um pré-certificado ou certificado SCE
Taxas de registo
inválido, de acordo com o disposto nas alíneas a) a d) do
1 — O registo no SCE dos pré-certificados e dos certifi- n.º 8 do artigo 15.º;
cados SCE por parte dos PQ é feito mediante o pagamento d) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou
de uma taxa, cuja receita é repartida, até 10 %, por um sistema, do disposto no n.º 1 do artigo 48.º
fundo destinado a apoiar projetos de eficiência energética a
definir por despacho do membro do Governo responsável 2 — A negligência é punível, sendo os limites mínimos
pela área da energia e o restante pela ADENE. e máximos das coimas reduzidos para metade.
2 — A ADENE pode cobrar uma taxa pelo registo dos 3 — A tentativa é punível com coima aplicável à con-
técnicos do SCE. traordenação consumada, especialmente atenuada.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1957
responsável pela área da energia, exceto nas situações de edifícios de comércio e serviços e seus sistemas técni-
previstas no número anterior. cos, bem como os requisitos mínimos para a caracterização
7 — Os sistemas técnicos a instalar em edifícios sujeitos do seu desempenho, no sentido de promover a eficiência
a ampliação devem cumprir com o disposto no n.º 1. energética e a qualidade do ar interior.
2 — Os requisitos mínimos referidos no número ante-
SUBSECÇÃO III rior são estabelecidos de forma a alcançar níveis ótimos
Edifícios existentes de rentabilidade e revistos periodicamente em função dos
resultados da análise de custo ótimo realizada para os
Artigo 30.º edifícios de comércio e serviços, com intervalos não su-
periores a cinco anos.
Comportamento térmico e eficiência dos sistemas técnicos
1 — Os edifícios de habitação existentes estão sujeitos Artigo 33.º
a requisitos de comportamento térmico no caso das inter- Âmbito de aplicação
venções e a requisitos de eficiência dos sistemas, sempre
que se verifique a instalação de novos sistemas técnicos 1 — O presente capítulo aplica-se a edifícios de comér-
nos edifícios ou a substituição ou melhoria dos sistemas cio e serviços, nas seguintes situações:
existentes, na medida em que tal seja possível do ponto a) Projeto e construção de edifícios novos;
de vista técnico, funcional e ou económico. b) Intervenção na envolvente ou qualquer intervenção
2 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a nos sistemas técnicos de edifícios existentes;
avaliação energética de um edifício de habitação existente,
c) Avaliação energética e da manutenção dos edifícios
realizada para efeitos de cumprimento do SCE ou do pre-
sente capítulo, deve seguir as metodologias de cálculo novos, sujeitos a grande intervenção e existentes no âmbito
previstas para edifícios novos nos artigos 26.º e 27.º do SCE.
3 — Nos casos em que não exista informação disponível
que permita a aplicação integral do previsto no número 2 — A verificação do RECS deve ser realizada para o
anterior, podem ser consideradas, para os elementos do edifício ou para as suas frações, de acordo com o disposto
cálculo onde exista tal constrangimento, as simplificações no artigo 6.º
descritas em despacho a emitir pela DGEG e aplicadas as 3 — Excluem-se do âmbito de aplicação do presente
regras aí definidas para esse efeito. capítulo os seguintes edifícios e situações particulares:
a) Os edifícios destinados a habitação;
SECÇÃO IV b) Os casos previstos nas alíneas a) a d) do artigo 4.º;
c) Os monumentos e edifícios individualmente clas-
Controlo prévio sificados ou em vias de classificação e os edifícios
Artigo 31.º integrados em conjuntos ou sítios classificados ou
em vias de classificação, nos termos do Decreto-Lei
Edificação e utilização n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos Decretos-
1 — Os procedimentos de controlo prévio de operações -Leis [Link] 115/2011, de 5 de dezembro, e 265/2012, de 28
urbanísticas de edificação devem incluir a demonstração de dezembro, no que respeita à aplicação de requisitos
da verificação do cumprimento do presente capítulo e mínimos de desempenho energético, na medida em
dispor dos elementos definidos em portaria dos membros que o cumprimento desses requisitos altere de forma
do Governo responsáveis pelas áreas da energia e do or- inaceitável o seu caráter ou aspeto, tal como reconhe-
denamento do território. cido por entidade competente para o licenciamento da
2 — Os requerimentos para emissão de licença de utili- operação urbanística.
zação devem incluir os elementos definidos no artigo 9.º do
RJUE e em portaria dos membros do Governo responsáveis
SECÇÃO II
pelas áreas da energia e do ordenamento do território.
3 — O disposto nos números anteriores é aplicável, Princípios gerais
com as devidas adaptações, às operações urbanísticas de
edificação promovidas pela Administração Pública ou por Artigo 34.º
concessionárias de obras ou serviços públicos, isentas de
controlo prévio. Comportamento térmico
1 — Os edifícios abrangidos pelo presente capítulo de-
CAPÍTULO IV vem ser avaliados e sujeitos a requisitos tendo em vista
Regulamento de Desempenho Energético promover a melhoria do seu comportamento térmico, a
dos Edifícios de Comércio e Serviços prevenção de patologias e o conforto ambiente, incidindo
para esse efeito nas características da envolvente opaca e
SECÇÃO I envidraçada.
2 — Para os efeitos do disposto no número anterior,
Objetivo e âmbito de aplicação o presente capítulo estabelece, entre outros aspetos, os
Artigo 32.º requisitos de qualidade térmica e energéticos da envol-
vente nos edifícios novos e nas intervenções em edifí-
Objetivo cios existentes, expressa em termos de coeficiente de
1 — O RECS estabelece as regras a observar no projeto, transmissão térmica da envolvente e de fator solar dos
na construção, na alteração, na operação e na manutenção vãos envidraçados.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1961
contrem incluídos nas situações descritas na alínea b) do 7 — Os edifícios de comércio e serviços novos, após
n.º 3 do artigo 3.º; a obtenção da licença de utilização, ficam sujeitos ao
b) Aos edifícios que não se encontrem em funciona- cumprimento dos limiares de proteção e condições de
mento e cujos sistemas técnicos estejam desativados à data referência dos poluentes constantes da portaria a que se
da avaliação para efeitos de emissão do certificado SCE. refere o artigo 36.º
8 — A fiscalização pelo IGAMAOT dos limiares de pro-
7 — A avaliação energética periódica aos GES após a teção é feita de acordo com a metodologia e condições de
primeira avaliação referida no n.º 4, deve ser realizada de referência previstas na portaria a que se refere o artigo 36.º
oito em oito anos, sendo a correção e tempestividade da
avaliação comprovada pela: Artigo 41.º
a) Emissão do respetivo certificado no âmbito do SCE; Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos
b) Elaboração de um relatório de avaliação energética, 1 — Os sistemas técnicos dos edifícios devem ser pro-
acompanhado dos elementos comprovativos que suportem jetados, instalados e mantidos de forma a serem facilmente
a análise, bem como de toda a informação que justifique acessíveis para manutenção.
as opções tomadas, devendo essa informação permanecer 2 — Os fabricantes ou instaladores dos sistemas técni-
disponível, preferencialmente em formato eletrónico, por cos para edifícios novos de comércio e serviços devem:
um período mínimo de oito anos.
a) Fornecer ao proprietário toda a documentação téc-
8 — Na situação descrita na alínea b) do n.º 3 do ar- nica, em língua portuguesa, incluindo a marca, o modelo
tigo 3.º em que o edifício não seja qualificado como GES, e as características de todos os principais constituintes dos
após emissão de certificado SCE nos termos dos [Link] 1 ou 4 sistemas técnicos instalados no edifício;
do mesmo artigo, a avaliação energética referida no n.º 5 b) Assegurar, quando for o caso, que os equipamentos
deve ser realizada de 10 em 10 anos. instalados ostentem, em local bem visível, após instala-
9 — Os requisitos associados à avaliação energética ção, a respetiva chapa de identificação e de características
são estabelecidos em portaria dos membros do Governo técnicas.
responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social.
10 — A avaliação referida nos [Link] 4 e 5 obedece às 3 — A instalação de sistemas de climatização em edi-
metodologias estabelecidas por despacho do Diretor-Geral fícios novos de comércio e serviços deve ser feita por
de Energia e Geologia. equipa que integre um TIM com contrato de trabalho ou
de prestação de serviços com empresa habilitada para o
Artigo 40.º efeito pelo Instituto da Construção e do Imobiliário, I. P.,
sendo essa intervenção objeto de registo.
Ventilação e qualidade do ar interior
4 — No caso de edifícios novos com potência térmica
1 — Nos edifícios novos de comércio e serviços deve nominal de climatização instalada ou prevista superior a
ser garantido o cumprimento dos valores mínimos de cau- 25 kW, os respetivos sistemas técnicos devem ser objeto
dal de ar novo determinados, para cada espaço do edifício, de receção das instalações, nos termos do procedimento a
com base no método prescritivo ou no método analítico, aprovar pela DGEG.
conforme definidos na portaria a que se refere o artigo 36.º 5 — Os sistemas técnicos dos edifícios novos de co-
2 — Para assegurar o cumprimento dos valores mínimos mércio e serviços são objeto de um plano de manutenção
de caudal de ar novo referidos nos números anteriores, os elaborado tendo em conta o seguinte faseamento:
edifícios devem ser dotados de sistemas e estratégias que a) Na fase de projeto dos sistemas técnicos, devem ser
promovam a ventilação dos espaços com recurso a meios estabelecidas as premissas a que o plano deve obedecer em
naturais, a meios mecânicos ou a uma combinação dos função das características dos equipamentos e dos sistemas
dois, tendo em conta as disposições constantes da portaria técnicos preconizados em projeto, as boas práticas do setor
a que se refere o número anterior. e o definido pela DGEG;
3 — Para o cumprimento do número anterior, os edifí- b) Após a conclusão da instalação dos sistemas técnicos
cios devem ser projetados de forma a privilegiar o recurso do edifício e antes da sua entrada em funcionamento, deve
à ventilação natural, sendo a ventilação mecânica com- ser elaborado por TIM o plano de manutenção, devida-
plementar para os casos em que a ventilação natural seja mente adaptado às características dos sistemas técnicos
insuficiente para cumprimento das normas aplicáveis. efetivamente instalados e respeitando as boas práticas na
4 — Caso sejam utilizados meios mecânicos de venti- manutenção, as instruções dos fabricantes e a regulamen-
lação, o valor de caudal de ar novo introduzido em cada tação em vigor para cada tipo de equipamento.
espaço deve ter em conta a eficácia de redução da con-
centração de poluentes, devendo, para esse efeito, ser con-
6 — Após a instalação dos sistemas técnicos, os edifí-
siderados os pressupostos definidos na portaria a que se
cios novos devem ser acompanhados, durante o seu fun-
refere o n.º 1.
cionamento, por:
5 — Nos edifícios novos de comércio e serviços dotados
de sistemas de climatização ou apenas de ventilação, deve a) Um TIM que garanta a correta manutenção do edifício
ser garantido o cumprimento dos requisitos previstos na e dos seus sistemas técnicos, supervisione as atividades
portaria a que se refere o n.º 1. realizadas nesse âmbito e assegure a gestão e atualização
6 — O cumprimento dos requisitos previstos nos nú- de toda a informação técnica relevante;
meros anteriores deve ser demonstrado explicitamente nas b) Outros técnicos habilitados, desde que a sua partici-
peças escritas e desenhadas do projeto do edifício, bem pação seja exigida pela legislação em vigor, caso em que
como no final da obra, em projeto atualizado e demais a sua atuação e responsabilidade prevalecem em relação
comprovativos da boa e correta execução. ao previsto na alínea anterior.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1963
7 — O acompanhamento do TIM previsto na alínea a) e certificado, podendo ser adotadas soluções alternativas
do número anterior deve constar de documento escrito que para os elementos a intervencionar, desde que seja de-
comprove a existência do vínculo. monstrado que o desempenho do edifício não diminui em
8 — As alterações introduzidas nos sistemas técnicos relação à situação existente antes da intervenção.
dos edifícios de comércio e serviços devem: 4 — O recurso a sistemas passivos que melhorem o
a) Cumprir os requisitos definidos no n.º 1 do artigo 37.º; desempenho energético dos edifícios novos de comércio
b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou e serviços deve ser promovido aquando da intervenção e o
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua- respetivo contributo considerado no cálculo do desempe-
lização desta; nho energético dos edifícios, sendo os sistemas mecânicos
c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do complementares, para os casos em que não seja possível as-
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no segurar por meios passivos o cumprimento das normas eu-
plano de manutenção. ropeias ou das regras a aprovar, para o efeito, pela DGEG.
5 — No caso de GES sujeitos a intervenção, todas as
9 — Estão dispensados da verificação dos requisitos alterações realizadas no âmbito do disposto nos números
previstos nos [Link] 5 a 8 os edifícios novos que: anteriores devem:
a) À data da emissão da respetiva licença de utilização, a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou
tenham uma potência térmica nominal para climatização na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
inferior a 250 kW, com exceção do disposto na alínea a) do lização desta;
n.º 6, no caso de instalações com mais de 25 kW de potên- b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do
cia nominal de climatização instalada ou prevista instalar; edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no
b) À data da avaliação a realizar para efeitos de emissão plano de manutenção.
do respetivo certificado SCE, não se encontrem em funcio-
namento e os seus sistemas técnicos estejam desativados. 6 — [Revogado].
de responsabilidade subscrito por técnico autor de projeto para a instauração, instrução e decisão final dos proces-
legalmente habilitado; sos de contraordenação e sobre os critérios de repartição
b) Para efeitos de aplicação do SCE, e no que respeita das importâncias cobradas em resultado da aplicação das
exclusivamente à determinação da classe energética do coimas aplicadas;
edifício, o mesmo não se encontra limitado às classes d) Artigos 21.º e 22.º do Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de
exigidas para edifícios novos e sujeitos a grandes interven- abril, relativos ao técnico responsável pelo funcionamento
ções, sem prejuízo da verificação dos requisitos aplicáveis e ao técnico de instalação e manutenção de sistemas de
mencionados na alínea anterior. climatização e de QAI;
e) Artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de abril,
Artigo 54.º sobre os requisitos aplicáveis ao responsável pelo projeto
e pela execução;
Norma revogatória
f) Anexo X do Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril,
1 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, sobre os valores limite dos consumos globais específicos
são revogados: dos edifícios de serviços existentes;
g) Artigo 18.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4
a) O Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril; de abril, sobre os fatores de conversão entre energia útil e
b) O Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril; energia primária a aplicar para a eletricidade e combustí-
c) O Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de abril. veis sólidos, líquidos e gasosos;
h) Portaria n.º 835/2007, de 7 de agosto, sobre os valo-
2 — A revogação dos preceitos a seguir referidos produz res das taxas de registo das declarações de conformidade
efeitos a partir da entrada em vigor de diploma que regular regulamentar (DCR) e dos certificados de desempenho
a mesma matéria: energético (CE), a serem utilizados nos termos e para os
a) Artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, efeitos do artigo 13.º;
sobre os requisitos de acesso e de exercício da atividade i) Anexos do Despacho n.º 10250/2008, de 8 de abril,
de PQ e respetivo protocolo; sobre os modelos de DCR e CE;
b) Artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, j) Despacho n.º 14076/2010, de 8 de setembro, sobre os
sobre a garantia da qualidade do SCE; fatores de conversão entre energia útil e energia primária.
c) Artigos 14.º a 17.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4
de abril, sobre as contraordenações cometidas pelo PQ no Artigo 55.º
exercício das suas funções, previstas e punidas nos termos Entrada em vigor
das alíneas c), d), e) e f) do n.º 1 do referido artigo 14.º,
sobre o quadro das sanções acessórias aplicáveis, previstas O presente diploma entra em vigor a 1 de dezembro
nos [Link] 1, 3 e 4 do referido artigo 15.º, sobre a competência de 2013.
Contactos:
Correio eletrónico: dre@[Link]
Tel.: 21 781 0870
Depósito legal n.º 8814/85 ISSN 0870-9963 Fax: 21 394 5750
Toda a correspondência sobre assinaturas deverá ser dirigida para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A.
Unidade de Publicações, Serviço do Diário da República, Avenida Dr. António José de Almeida, 1000-042 Lisboa
Diário da República, 1.ª série — N.º 80 — 24 de abril de 2015 2069
Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria procede à alteração dos anexos I,
MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO III, IV e V da Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novem-
DO TERRITÓRIO E ENERGIA bro, que estabelecem, respetivamente, as categorias de
edifícios para efeitos de certificação energética e as taxas
de registo do Sistema de Certificação Energética de Edi-
Portaria n.º 115/2015 fícios (SCE).
de 24 de abril Artigo 2.º
A Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro, esta- Alteração à Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro
beleceu, em desenvolvimento do disposto no Decreto-Lei Os anexos I, III, IV e V da Portaria n.º 349-A/2013, de
n.º 118/2013, de 20 de agosto, as competências da entidade 29 de novembro, passam a ter a seguinte redação:
gestora do Sistema de Certificação Energética (SCE) dos
Edifícios, as atividades dos técnicos do SCE, as categorias
de edifícios, para efeitos de certificação energética, bem «ANEXO I
como os tipos de pré-certificados e certificados SCE e
[...]
responsabilidade pela sua emissão, fixando ainda as taxas
de registo no referido sistema e os critérios de verificação 1 — [...].
de qualidade dos processos de certificação do mesmo, bem 2 — [...].
como os elementos que deverão constar do relatório e da 3 — [...].
anotação no registo individual do Perito Qualificado (PQ). 4 — [...]:
A presente portaria procede à primeira alteração da 4.1 — [...];
Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro, no sentido 4.2 — [...];
de introduzir melhorias na gestão operacional, nomeada- 4.3 — [...];
mente no que respeita à interação entre a entidade gestora 4.4 — [...];
do SCE e os PQ, ao acesso à plataforma informática do 4.5 — [...];
SCE por parte destes e à publicação e divulgação dos es- 4.6 — Promover a desmaterialização processual,
clarecimentos eventualmente tidos por necessários sobre utilizando para esse efeito a plataforma informática do
a aplicação e/ou interpretação do SCE. SCE como canal preferencial de comunicação com os
Por outro lado, vem a presente portaria estabelecer taxas técnicos do SCE;
reduzidas para obtenção de pré-certificados e certificados 4.7 — Estabelecer restrições no acesso à plataforma
quando se trate de edifícios de habitação destinados a informática por parte dos técnicos do SCE, sempre que,
2070 Diário da República, 1.ª série — N.º 80 — 24 de abril de 2015
Entrada em vigor
Orgânica do Centro de Oncologia dos Açores
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao Prof. Doutor José Conde
da sua publicação.
O Secretário de Estado da Energia, Artur Álvaro Lau- CAPÍTULO I
reano Homem da Trindade, em 7 de abril de 2015.
Natureza e atribuições
-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto-Lei água proveniente de captações subterrâneas, em situações
n.º 194/2015, de 14 de setembro, e pelo Decreto-Lei de poluição acidental destas águas.
n.º 251/2015, de 25 de novembro, o valor da taxa de Todas as captações de água subterrânea destinadas ao
registo, acrescido da taxa de IVA em vigor, é definido abastecimento público de água para consumo humano,
de acordo com os números seguintes: e a delimitação dos respetivos perímetros de proteção,
1.1 — [...] estão sujeitas às regras estabelecidas no mencionado
Decreto-Lei n.º 382/99, de 22 de setembro, bem como
a) Tipologias T0 e T1 — € 28,00; ao disposto no artigo 37.º da Lei da Água, aprovada
b) Tipologias T2 e T3 — € 40,50; pela Lei n.º 58/2005, de 29 de dezembro, e na Portaria
c) [...] n.º 702/2009, de 6 de julho.
d) [...] Na sequência de um estudo apresentado pela Águas
do Centro, S. A., atualmente integrada na Águas de
1.2 — [...] Lisboa e Vale do Tejo, S. A., a Agência Portuguesa
a) Área interior útil de pavimento, descontando a do Ambiente, I. P., elaborou, ao abrigo do n.º 2 do
área de espaços complementares, igual ou inferior a artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 382/99, de 22 de se-
250 m² — € 135,00; tembro, uma proposta de delimitação e respetivos
b) [...] condicionamentos dos perímetros de proteção para as
c) [...] captações nos polos de captação de «Mendacha», «Ca-
d) [...] sais do Vento», «Olho Tordo», «Castanheira», «Vilar»,
«Valseá», «Gestosa», «Ameal», «Entroncamento», nos
1.3 — [...] concelhos de Tomar, Alvaiázere, Castanheira de Pêra
2 — [...] e Entroncamento.
3 — [...] Compete, agora, ao Governo aprovar as referidas zonas
4 — [...] de proteção.
5 — [...] Assim:
6 — [...] Nos termos do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei
n.º 382/99, de 22 de setembro, na redação conferida pelo
7 — [...]
Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de 31 de maio, manda o Go-
8 — [...]»
verno, pelo Secretário de Estado do Ambiente, no uso
das competências delegadas pelo Ministro do Ambiente,
Artigo 3.º
através da subalínea ii) da alínea d) do n.º 2 do Despacho
Disposição transitória n.º 489/2016, de 12 de janeiro, publicado no Diário da
República, 2.ª série, n.º 7, de 12 de janeiro de 2016, o
As taxas previstas na presente portaria são aplicáveis aos
seguinte:
processos pendentes à data da sua entrada em vigor.
Artigo 1.º
Artigo 4.º
Delimitação de perímetros de proteção
Entrada em vigor
1 — É aprovada a delimitação dos perímetros de pro-
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao teção das captações designadas por:
da sua publicação.
a) Captação da Mendacha — P1 e Captação da Menda-
O Secretário de Estado da Energia, Jorge Filipe Teixeira cha — P4 do polo de captação da Mendacha;
Seguro Sanches, em 22 de fevereiro de 2016. b) Furo de Casais do Vento do polo de captação de
Casais do Vento;
c) Poço de Olho Tordo do polo de captação de Olho
Tordo;
AMBIENTE d) Mina de Fonte da Telha de Cima, Mina Cabril/
Fonte da Prata, Mina Conqueiro 1 (Nascente), Mina
Portaria n.º 40/2016 n.º 1 de Conqueiro (mina), Mina Conqueiro 2, Poço
de Pinçal e Furo de Pinçal do polo de captação de
de 7 de março Castanheira;
O Decreto-Lei n.º 382/99, de 22 de setembro, estabelece e) Furo de Vilar do polo de captação de Vilar;
as normas e os critérios para a delimitação de perímetros f) Furo de Valseá do polo de captação de Valseá;
de proteção de captações de águas subterrâneas destinadas g) Poço de Gestosa do polo de captação de Gestosa;
ao abastecimento público, com a finalidade de proteger a h) Mina de Ameal do polo de captação de Ameal;
qualidade das águas dessas captações. i) Furo AC5 e Furo AC6 do polo de captação do En-
Os perímetros de proteção visam prevenir, reduzir e troncamento;
controlar a poluição das águas subterrâneas, nomeada-
mente, por infiltração de águas pluviais lixiviantes e de localizadas nos concelhos de Tomar, Alvaiázere, Casta-
águas excedentes de rega e de lavagens, potenciar os pro- nheira de Pêra e Entroncamento, nos termos dos artigos
cessos naturais de diluição e de autodepuração, prevenir, seguintes.
reduzir e controlar as descargas acidentais de poluentes e, 2 — As coordenadas das captações referidas no número
por último, proporcionar a criação de sistemas de aviso e anterior constam do anexo I à presente portaria, que dela
alerta para a proteção dos sistemas de abastecimento de faz parte integrante.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(13)
2 — Autorizar a realização da despesa com a aqui- certificação energética, bem como os tipos de pré-certifica-
sição referida no número anterior, pelo preço global de dos e certificados SCE e responsabilidade pela sua emissão.
6 000 000,00 EUR, não podendo os encargos exceder, em 4 - O Anexo IV constante da presente portaria e que dela
cada ano económico, os seguintes montantes: faz parte integrante, é aprovado para os efeitos do n.º 3 do
artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto,
2013 — 4 000 000,00 EUR;
que fixa as taxas de registo no SCE.
2014 — 2 000 000,00 EUR.
5 - O Anexo V constante da presente portaria e que dela
3 — Determinar que os encargos financeiros decorrentes faz parte integrante, estabelece os critérios de verificação
da presente resolução são satisfeitos pelas verbas inscritas de qualidade dos processos de certificação do SCE, bem
e a inscrever no Capítulo 60 do Ministério das Finanças. como os elementos que deverão constar do relatório e da
4 — Aprovar os termos da minuta do contrato de com- anotação no registo individual do PQ, para os efeitos dos
pra e venda e delegar, com faculdade de subdelegação, na n.ºs 1, 4 e 5 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 118/2013,
Ministra de Estado e das Finanças a competência para a de 20 de agosto.
prática de todos os atos decorrentes da presente resolução, Artigo 2.º
designadamente para outorgar o respetivo contrato. Entrada em vigor
5 — Determinar que a presente resolução produz efeitos
a partir da data da sua aprovação. A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
da sua publicação.
Presidência do Conselho de Ministros, 28 de novembro
de 2013. — O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho. O Secretário de Estado da Energia, Artur Álvaro Lau-
reano Homem da Trindade, em 29 de novembro de 2013.
MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO ANEXO I
DO TERRITÓRIO E ENERGIA
Competências da entidade gestora do Sistema
de Certificação Energética nos Edifícios
Portaria n.º 349-A/2013
1 - Para efeitos do disposto na alínea a) e b) do n.º 2 do
de 29 de novembro artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto,
O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, aprovou compete à entidade gestora do Sistema de Certificação
o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, o Re- Energética nos Edifícios (SCE):
gulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de 1.1 - Criar e manter no seu sítio na internet uma bolsa
Habitação e o Regulamento de Desempenho Energético de técnicos do SCE, pesquisável pelo público em geral
dos Edifícios de Comércio e Serviços, transpondo ainda em área específica denominada Portal do SCE, e emitir a
a Diretiva n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do respetiva carteira de qualificação no SCE;
Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho 1.2 - Definir e implementar estratégias e procedimentos
energético dos edifícios. para a atuação dos técnicos do SCE inscritos, visando uma
Importa agora, no desenvolvimento daquele decreto-lei, uniformização dos documentos por estes produzida;
determinar as competências da entidade gestora do Sistema 1.3 - Prestar apoio aos técnicos do SCE para o cumpri-
de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), regulamen- mento das suas atividades;
tar as atividades dos técnicos do SCE, estabelecer as cate- 1.4 - Promover a realização de ações de formação com-
gorias de edifícios, para efeitos de certificação energética, plementar para os técnicos SCE, tendo em vista o reforço
bem como os tipos de pré-certificados e certificados SCE e das respetivas competências técnicas.
responsabilidade pela sua emissão, fixar as taxas de registo 2 - Para efeitos do disposto na alínea c) do n.º 2 do
no SCE e, finalmente, estabelecer os critérios de verificação referido artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de
de qualidade dos processos de certificação do SCE, bem agosto, compete à entidade gestora:
como os elementos que deverão constar do relatório e da 2.1 - Criar e manter atualizada uma plataforma infor-
anotação no registo individual do Perito Qualificado (PQ). mática de suporte à emissão e registo eletrónicos da do-
Assim: cumentação referida naquele artigo, disponível na área
Ao abrigo do disposto no Decreto-Lei n.º 118/2013, de reservada do Portal do SCE;
20 de agosto, manda o Governo, pelo Secretário de Estado 2.2 - Disponibilizar mecanismos para consulta e verifi-
da Energia, o seguinte: cação da existência e validade dos documentos emitidos
no âmbito do SCE;
Artigo 1.º 2.3 - Facultar aos peritos qualificados (PQ) toda a in-
formação relativa aos respetivos processos de certificação
Objeto
na área de acesso reservado do Portal do SCE;
1 - A presente portaria regulamenta, nos termos do n.º 3 2.4 - Divulgar, na área de acesso público do Portal do
do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, SCE e através de outros organismos públicos, a informação
as competências da entidade gestora do SCE, aprovando-se, dos registos efetuados no sistema;
para este efeito, o Anexo I constante da presente portaria 2.5 - Produzir e divulgar Notas Informativas e Guias
e que dela faz parte integrante. de Procedimentos, relacionadas com o acesso e utilização
2 - O Anexo II constante da presente portaria, e que dela das diversas funcionalidades do Portal do SCE, mediante
faz parte integrante, regulamenta as atividades dos técnicos aprovação da Direção Geral de Energia e Geologia.
do SCE e é aprovado para os efeitos do n.º 5 do artigo 13.º 3 - Para efeitos do disposto na alínea d) do n.º 2 do
do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto. artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto,
3 - A presente portaria aprova o Anexo III ao abrigo do n.º 1 compete à entidade gestora:
do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, 3.1 - A proposta dos modelos referentes aos tipos de
que estabelece as categorias de edifícios, para efeitos de pré-certificado e certificado SCE;
6624-(14) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013
3.2 - A definição dos modelos de documentação com- 7.2 - Estabelecer parcerias e colaborações com entidades
plementar e de suporte ao processo de certificação; públicas ou privadas, que visem potenciar a eficácia da cer-
3.3 - A definição e atualização dos modelos de registo tificação energética e dos seus resultados, após aprovação
anual de desempenho energético. da Direção Geral de Energia e Geologia;
4 - Para efeitos do disposto na alínea e) do n.º 2 do 7.3 - Dinamizar a criação, operacionalização e publici-
referido artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de tação de sistemas de incentivo à eficiência energética nos
agosto, as competências da entidade gestora incluem: edifícios, em particular a promoção de melhores classes
4.1 - Definir orientações relativamente à informação a de desempenho energético nos edifícios novos e a imple-
registar pelos técnicos do SCE no Portal do SCE; mentação das oportunidades de melhoria do desempenho
4.2 - Verificar, por amostragem, a qualidade da informa- identificadas nos certificados SCE para edifícios existentes;
ção e dos dados registados pelos técnicos do SCE; 7.4 - Efetuar o tratamento de dados estatísticos, pro-
4.3 - Promover a substituição, por parte dos técnicos do venientes do SCE, visando a criação de referenciais de
SCE, dos registos por estes efetuados, quando verificado o utilização de energia;
incumprimento das regras e demais requisitos de qualidade 7.5 - Promover o SCE e incentivar a utilização dos
definidos pelo SCE; seus resultados na promoção da eficiência energética dos
4.4 - Promover a formação dos técnicos do SCE, contri- edifícios.
buindo para o reforço das suas competências profissionais; ANEXO II
4.5 - Promover a definição de procedimentos para cer-
tificação de ferramentas de cálculo ou software no âmbito 1 - Competências do Perito Qualificado
do Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios Para efeitos do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 13.º
de Habitação (REH) e do Regulamento de Desempenho do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, e sem pre-
Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS), juízo do previsto especificamente no SCE e regulamentos
com base em normas e padrões disponíveis ou definidos constituintes, compete ao PQ:
para o efeito, e em colaboração com empresas e/ou enti- 1.1 - Efetuar a avaliação do desempenho, dos edifícios
dades do sistema científico e tecnológico nacional; a certificar no âmbito do SCE, considerando para o efeito:
4.6 - Utilizar a plataforma informática do SCE como
mecanismo de garantia de disponibilização de informação a) As disposições do SCE, REH e do RECS;
e visualização desta por parte dos técnicos do SCE, po- b) As metodologias, os procedimentos e as demais orien-
dendo estabelecer restrições no respetivo acesso sempre tações definidas pela entidade gestora para a execução dos
que registada a não receção das notificações enviadas, nos processos de certificação, complementando-as com as me-
termos e para os efeitos do subponto 1.4. do ponto 1 do lhores práticas aplicáveis aos casos e situações em estudo;
Anexo II da presente Portaria. c) No caso de edifícios novos e sujeitos a grandes inter-
5 - Para efeitos do disposto na alínea f) do n.º 2 do venções, e para efeito de emissão do pré-certificado SCE,
toda a informação adequada e suficiente, elaborada pelo téc-
referido artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de
nico que verificou o cumprimento de respetivo regulamento;
agosto, compete à entidade gestora:
d) No seguimento do disposto na alínea anterior, e para
5.1 - Submeter a aprovação, e consequente publicação
efeito de emissão de primeiro certificado SCE, com base
por Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia a na seguinte informação:
publicação de Notas Técnicas, e Perguntas e Respostas,
com vista à divulgação dos esclarecimentos eventualmente i. Projeto(s) na sua versão final e respetivo termo de
tidos por necessários sobre a aplicação e/ou interpretação responsabilidade do autor do(s) mesmo(s);
do SCE, bem como para a orientação metodológica da ii. Documentação técnica de suporte às soluções im-
atuação dos respetivos técnicos; plementadas;
5.2 - Promover a discussão prévia dos elementos referi- iii. Informação recolhida durante as visitas efetuadas à
dos nas alíneas anteriores com grupos de acompanhamento obra pelo PQ e sem prejuízo de uma vistoria final obriga-
específicos e com os técnicos, bem como a realização de tória à mesma após a conclusão desta;
estudos de suporte à decisão dessas matérias. iv. Termo de responsabilidade do diretor técnico de
6 - Para efeitos no disposto na alínea g) do n.º 2 do obra, atestando que a obra foi realizada de acordo com o
artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, projeto supra mencionado.
compete à entidade gestora:
6.1 - Produzir recomendações tipificadas sobre a substi- e) No caso de edifícios existentes, a informação reco-
tuição das caldeiras ou eventuais alterações ao sistema de lhida pelo PQ durante, pelo menos, uma visita obrigatória
aquecimento e sobre a avaliação da eficiência e da potência ao imóvel.
adequada da mesma, em alternativa à execução prática de
inspeções periódicas; 1.2 - Identificar e avaliar, nos edifícios objeto de cer-
6.2 - Produzir recomendações tipificadas sobre a subs- tificação, as oportunidades e recomendações de melhoria
tituição dos sistemas de ar condicionado ou eventuais de desempenho energético, registando-as, quando identi-
modificações a estes e sobre a avaliação da eficiência e da ficadas, no pré-certificado e/ou certificado SCE emitido e
demais documentação complementar, com base em:
potência adequada do sistema, em alternativa à execução
prática de inspeções periódicas. a) Informação relevante, tecnicamente viável e ade-
7 - Para efeitos do disposto na alínea h) do n.º 2 do quada ao edifício, que permita uma clara interpretação
artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, das oportunidades e recomendações de melhoria propos-
compete à entidade gestora: tas, complementada com informação relacionada com o
7.1 - Divulgar informação sobre a certificação energé- investimento e as poupanças obtidas;
tica e suas oportunidades junto dos cidadãos e entidades b) A divulgação de informação relativa a sistemas de in-
relevantes; centivos e outros instrumentos de apoio financeiro disponi-
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(15)
bilizados pelo Estado para o efeito, com base em informação ii. Efetuar o registo anual de desempenho energético,
fornecida pela entidade gestora ou outra que o PQ identifique; tendo por base a melhor informação disponível e de acordo
com um modelo proposto pela entidade gestora do SCE
1.3 - Emitir os pré-certificados e os certificados SCE para esse efeito, nos edifícios com uma potência térmica
necessários aos efeitos descritos no artigo 3.º do Decre- nominal para climatização superior a 250 kW;
to-Lei 118/2013 de 20 de agosto, mediante a utilização iii. Utilizar a plataforma informática disponibilizada
dos seguintes procedimentos: pela entidade gestora, procedendo ao preenchimento da
a) Utilizar a plataforma informática disponibilizada pela informação necessária, bem como a submissão do relatório
entidade gestora, procedendo ao preenchimento da infor- mencionado na subalínea anterior.
mação necessária, bem como a submissão dos documentos
solicitados referentes ao processo de certificação; b) Elaborar e/ou manter atualizado o Plano de Manu-
b) No caso específico do primeiro certificado SCE, tenção (PM) do edifício e seus sistemas técnicos;
converter o pré-certificado tendo por base a informação c) Assegurar o cumprimento do PM verificando a sua
referida na alínea d) do n.º 1.1 do presente artigo, com boa execução;
eventual atualização desta nos casos aplicáveis; d) Informar o proprietário da necessidade de realizar a
c) Disponibilizar ao proprietário do imóvel o pré-certi- certificação energética do edifício;
ficado e o certificado SCE; e) Manter atualizado o projeto e demais documentação
1.4 - Colaborar nos processos de verificação de quali- técnica sobre o edifício e seus sistemas técnicos, e aconse-
dade do SCE, nas seguintes ações: lhar o proprietário na seleção de novos sistemas técnicos,
exclusivamente no que respeita ao cumprimento do SCE,
a) Facultar à entidade gestora ou a entidade por esta REH e RECS e demais legislação aplicável;
mandatada ao abrigo do n.º 2 do artigo 19.º do Decreto-Lei f) Manter atualizado o livro de registo de ocorrências;
n.º 118/2013, de 20 de agosto, no prazo de 10 dias úteis g) No que se relaciona com a instalação de novos siste-
após notificação para esse efeito, toda a informação dis- mas técnicos no âmbito das suas competências:
ponível sobre o processo de certificação a ser objeto de
verificação de qualidade, podendo o prazo referido ser i. Integrar a equipa de instalação dos sistemas, partici-
prorrogado mediante solicitação à entidade gestora; pando direta e ativamente nas tarefas;
b) Fazer-se acompanhar pela entidade gestora ou enti- ii. Acompanhar os ensaios de receção das instalações.
dade por esta mandatada ao abrigo do n.º 2 do artigo 19.º do
Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, durante a visita h) No que se respeita à manutenção de sistemas técnicos
ao edifício objeto de verificação, ou diligenciar no sentido no âmbito da sua competência:
de ser realizada uma nova visita ao edifício objeto de verifi-
cação, nos casos referentes a certificados SCE já registados; i. Integrar a equipa de manutenção dos sistemas, parti-
c) Manter, por um período mínimo de 6 anos, toda a cipando direta e ativamente nas tarefas;
documentação e evidências recolhidas e preparadas durante ii. Garantir a execução das ações previstas no PM, de
os respetivos processos de certificação; acordo com os procedimentos aí descritos;
d) Dar integral cumprimento às decisões da entidade iii. Evidenciar a execução das tarefas de manutenção.
gestora para correção ou minimização de eventuais fa- i) As atividades de instalação e manutenção dos sistemas
lhas detetadas no decurso de processos de verificação de técnicos do edifício deverão ser desempenhadas tendo em
qualidade, incluindo a substituição de pré-certificados e consideração a demais legislação existente, nomeadamente
certificados SCE, quando aplicável. no que se refere aos requisitos específicos de reconheci-
1.5 - Verificar e submeter ao SCE, o Plano de Racio- mento técnico e de formação.
nalização Energética (PRE), mediante a utilização dos
seguintes procedimentos. ANEXO III
correspondente à maior das potências de aquecimento ou acrescido da taxa de IVA em vigor, é definido de acordo
arrefecimento ambiente, superior a 25 kW; com os números seguintes:
1.4 - Grande edifício de comércio e serviços (GES), 1.1 - Edifícios de habitação e frações constituídas ou
correspondente a grande edifício destinado a comércio e que se prevejam vir a constituir de edifícios de habitação,
serviços, independentemente de dispor ou não de sistema de acordo com a respetiva tipologia, a saber:
de climatização. a) Tipologias T0 e T1 - €35,00;
b) Tipologias T2 e T3 - €45,00;
2 - Tipos de Pré-Certificados e Certificados SCE
c) Tipologias T4 e T5 - €55,00;
2.1 - Para os efeitos do artigo anterior, distinguem-se d) Tipologias T6 e superiores - €65,00.
os seguintes tipos de pré-certificado e de certificado SCE:
1.2 - Edifícios de comércio e serviços e frações cons-
a) Tipo Habitação para a categoria de edifícios referida tituídas ou que se prevejam vir a constituir em edifícios
no n.º 1.1, nas situações de edifício novo, sujeito a grandes de comércio e serviços, de acordo com a respetiva área
intervenção e existente; interior útil de pavimento, a saber:
b) Tipo Pequenos Edifício de Comércio e Serviços para as
categorias de edifícios referidas nos n.ºs 1.2 e 1.3, nas situações a) Área interior útil de pavimento igual ou inferior a
250 m2 - €150,00;
de edifício novo, sujeito a grandes intervenção e existente;
b) Área interior útil de pavimento superior a 250 m2 e
c) Tipo Grandes Edifício de Comércio e Serviços para igual ou inferior a 500 m2 - €350,00;
a categoria de edifícios referida no n.º 1.4, nas situações c) Área interior útil de pavimento superior a 500 m2 e
de edifício novo, sujeito a grandes intervenção e existente. igual ou inferior a 5000 m2 - €750,00;
d) Área interior útil de pavimento superior a 5000 m2 -
2.2 - O formato e conteúdo do pré-certificado e do certi- €950,00.
ficado SCE serão compostos automaticamente pelo sistema
informático de suporte ao SCE, mediante preenchimento 1.3 - Inscrição do registo dos técnicos do SCE na base de
de formulário próprio, apenas acessível aos PQ na sua área dados da entidade gestora e respetiva emissão ou reemissão
de acesso reservado no Portal do SCE. da carteira de qualificação do SCE - €25.00.
2.3 - Os modelos associados aos diferentes tipos de 2 - Os valores referidos no número anterior serão atuali-
pré-certificado e certificado SCE serão definidos em Des- záveis anualmente, através de Despacho do Diretor-Geral
pacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia. de Energia e Geologia.
3 - Encontram-se isentas de pagamento da respetiva
3 - Responsabilidades de emissão do pré-certificado taxa de registo, as seguintes situações:
e do certificado SCE 3.1 - Emissão de novo certificado SCE, após eviden-
3.1 - Para os edifícios novos e sujeitos a intervenção ciada implementação das medidas de melhoria constantes
abrangidos pelo SCE, os PQ que podem proceder à emis- no certificado SCE original registado e desde que se veri-
são do respetivo pré-certificado e do certificado SCE são: fique, cumulativamente, os seguintes pressupostos:
b) A base de dados dos técnicos do SCE, mediante sele- tificados e certificados SCE, sendo que a anulação dessa
ção de registos efetuados pelos próprios no Portal do SCE. impossibilidade será determinada pelo acesso ao referido
documento.
1.2 - As verificações de qualidade referidas no número
anterior poderão incluir a análise de: 3 - Anotações ao registo individual
a) Processos já registados no Portal do SCE, constantes 3.1 - Para os efeitos do n.º 5 do artigo 19.º do Decre-
da respetiva base de dados; to-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto, as anotações ao registo
b) Processos em curso, mediante acompanhamento do dos técnicos resultantes dos processos de verificação da
técnico visado nos respetivos trabalhos prévios ao registo qualidade, devem incluir, quando aplicável, os seguintes
daqueles no Portal do SCE. elementos:
1.3 - As verificações de qualidade poderão ter níveis a) Número de identificação do processo de verificação
de detalhe diferenciados, distinguindo-se, pelo menos, os de qualidade;
seguintes tipos: b) Código de identificação do Pré-Certificado ou Cer-
tificado SCE visado no âmbito do processo de verificação
a) Verificação sumária, baseada na análise da docu- mencionado na alínea anterior;
mentação registada pelo técnico no Portal do SCE para os c) Número de identificação do processo de contra-
processos identificados na alínea a) do número anterior; ordenação instaurado ao abrigo do n.º 2 e n.º 3 da Lei
b) Verificação detalhada, baseada na análise pormeno- n.º 58/2013, de 20 de agosto.
rizada do trabalho do técnico, podendo incluir uma visita d) Entidade competente para a instauração, instrução
ao edifício, para os processos identificados nas alíneas a) e decisão final dos autos do processo de contraordenação
e b) do número anterior. previsto na alínea anterior;
e) Situações de não conformidade regulamentar resul-
1.4 - O presente artigo aplica-se, com as necessárias tantes das conclusões dos relatórios, no âmbito do processo
adaptações, aos TIM. de verificação de qualidade previsto na alínea a);
1.5 - Os critérios de seleção e verificação da qualidade f) Contraordenação em causa nos autos do processo
serão definidos por Despacho do Diretor-Geral de Energia levantado ao abrigo da alínea c);
e Geologia. g) Decisão condenatória proferida nos autos do processo
levantado ao abrigo da alínea c);
2 - Relatório de verificação de qualidade
h) Sanção acessória, ao abrigo do n.º 6 da Lei n.º 58/2013,
2.1 - Para os efeitos do n.º 5 do artigo 19.º do Decre- de 20 de agosto.
to-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, os resultados das
verificações devem ser reduzidos a escrito na forma de rela- 3.2 - No âmbito da alínea a) do número anterior, os
tório, constituído pelos seguintes elementos de informação: dados mencionados nas alíneas b) e e) serão anotados ao
registo somente após as situações de não conformidade
a) Identificação do técnico do SCE, visado pelo processo
regulamentar detetadas se terem tornado definitivas, por
de verificação de qualidade;
b) Identificação do técnico responsável pela análise e via da conclusão do processo, sendo eliminados decorrido
condução do processo de verificação de qualidade; o prazo de três anos.
c) Identificação do edifício/fração e/ou do(s) sistema(s) 3.3 - No âmbito da alínea c) do n.º 3.1, os dados men-
técnico(s); cionados nas alíneas d), f), g) e h) serão inseridos na base
d) Identificação das situações de não conformidade re- somente após a decisão condenatória, proferida no âmbito
gulamentar detetadas e devidamente documentadas, face ao do processo de contraordenação, se ter tornado definitiva
enquadramento legislativo e critérios de qualidade definidos; ou, quando se trate de decisão judicial, a mesma tiver
e) Comentários do técnico do SCE, visado pelo processo transitado em julgado, sendo eliminados decorrido o prazo
de verificação de qualidade, às situações de não confor- de três anos.
midade regulamentar detetadas; 3.4 - No âmbito da alínea h) do n.º 3.1, e a ser aplicada a
f) Qualificação das situações de não conformidade deteta- sanção acessória prevista na alínea b) do n.º 1 do artigo 21.º
das pela entidade gestora, ou outra constituída para o efeito; do Regime Geral das Contraordenações e Coimas, com
g) Decisão por parte da entidade gestora, das eventuais as suas alterações, por força do n.º 6 do artigo 7.º da Lei
ações a realizar para regularização das situações de não n.º 58/2013, de 20 de agosto, a respetiva informação deverá
conformidade detetadas, bem como respetivos prazos; incluir a menção das datas do início e do fim da interdição
h) Evidências de execução dos procedimentos previstos do exercício da atividade do titular.
na alínea anterior, quando aplicável. 3.5 - As anotações ao registo referidas no presente artigo
visam organizar e manter atualizada a informação neces-
2.2 - A entidade gestora do SCE deverá proceder à noti- sária ao exercício das competências da entidade gestora
ficação do técnico do SCE da decisão prevista na alínea g) e da entidade fiscalizadora do SCE, nos termos e para os
do número anterior, por via digital e postal registada, pre- efeitos dos artigos 10.º, 11.º, 12.º, 19.º e 21.º do Decreto-Lei
sumindo-se feita no 3.º dia útil posterior ao envio. n.º 118/2013, de 20 de agosto.
2.3 - A entidade gestora do SCE deverá proceder à dispo- 3.6 - A entidade gestora do SCE deve assegurar o direito
nibilização dos relatórios dos procedimentos de verificação de informação e de acesso aos dados pelos respetivos
de qualidade à entidade fiscalizadora do SCE. titulares nos termos da legislação aplicável, proceder ao
2.4 - O registo da não receção das notificações deter- saneamento de eventuais incorreções, e assegurar que a
minará a impossibilidade de acesso, do técnico visado, à consulta ou a comunicação da informação em causa res-
plataforma informática de suporte para emissão de pré-cer- peita as condições previstas na lei.
6628-(20) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
Para efeitos do disposto nos n.ºs 1 e 2 dos artigos 31.º e 50.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de
20 de agosto, são identificados os elementos a considerar aquando dos procedimentos de
licenciamento ou de comunicação prévia de operações urbanísticas de edificação, bem como
para os procedimentos de autorização de utilização:
2.3 Para efeitos de cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 2.1, o(s) projeto(s)
devem conter, pelo menos, referência aos seguintes elementos:
a) Localização do edifício e caracterização do meio urbano onde se insere;
b) Descrição do edifício e frações que o constituem;
c) Caracterização de soluções construtivas que constituem o edifício em estudo, bem
como de todos os elementos que condicionam o comportamento térmico do
edifício;
d) Caracterização dos sistemas de AVAC previstos para o edifício;
e) Caracterização dos sistemas de preparação de AQS previstos para o edifício;
f) Caracterização dos sistemas de iluminação previstos para o edifício;
g) Caracterização dos sistemas de gestão técnica previstos para o edifício;
h) Caracterização dos sistemas de elevadores previstos para o edifício;
i) Caracterização dos sistemas que recorrem a energias renováveis previstos para o
edifício;
j) Caracterização do edifício com indicação das frações (quando aplicável) objeto de
análise do projeto, contendo, pelo menos, os seguintes elementos:
i. Planta de arquitetura geral que permita a identificação do edifício;
ii. Peças desenhadas, designadamente plantas e cortes, com a identificação das
opções tomadas ao nível da caracterização da envolvente;
iii. Esquemas de princípio, quando aplicáveis, dos sistemas técnicos necessários
considerar para efeitos de verificação do presente regulamento.
Modelos de fichas
FICHA n.º 1
REGULAMENTO DE DESEMPENHO ENERGÉTICO
DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO (REH)
(nos termos da alínea d) do n.º 1.1)
Câmara Municipal de
Edifício
Empreendimento: Nº de frações:
Morada:
Freguesia: Concelho:
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(23)
Tipo de Intervenção:
Edifício Novo: Grande Intervenção:
Caracterização
Resumo de cálculo
(*) correspondente à totalidade das formas de energias renováveis, destinadas a suprir necessidades
relativas aos usos de aquecimento, arrefecimento, preparação de AQS e ventilação.
(**) correspondente à energia renovável que é exportada do edifício e/ou consumida em outros usos não
incluídos em Eren,p.
FICHA n.º 2
REGULAMENTO DE DESEMPENHO ENERGÉTICO
DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO (REH)
(nos termos da alínea d) do n.º 1.2)
Câmara Municipal de
Edifício
Empreendimento: Nº de frações:
Morada:
Freguesia: Concelho:
Caracterização
Área interior útil de Pé direito médio
Fração Tipologia Pré-certificado nº
pavimento (m2) ponderado (m)
6628-(24) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
Resumo de cálculo
Nic Ni Nvc Nv QA Ntc Eren,ext
Nt Eren,p
[Link]. (kWh/ (kWh/ (kWh/ (kWh/ (kWh (kWhEP (kWh/
Fração (kWhEP/ (kWh/
(RPH) m2. m2. m2. m2. / /[Link] ano)
[Link]) ano) (*)
ano) ano) ano) ano) ano) o) (**)
(*) correspondente à totalidade das formas de energias renováveis, destinadas a suprir necessidades
relativas aos usos de aquecimento, arrefecimento, preparação de AQS e ventilação.
(**) correspondente à energia renovável que é exportada do edifício e/ou consumida em outros usos não
incluídos em Eren,p.
Assinatura
Folha de Cálculo A
TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO
TOTAL
Área A U U.A
VÃOS ENVIDRAÇADOS EXTERIORES
m² W/m².°C W/°C
TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(25)
Comp. B Ŗ Ŗ%
PONTES TÉRMICAS LINEARES
m W/m.°C W/°C
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
6628-(26) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
PAVIMENTOS ENTERRADOS
Área Ubf [Link]
Incluir os pavimentos em contacto com o solo que estão enterrados
m W/m².°C W/°C
(profundidade z>0).
TOTAL
PAVIMENTOS TÉRREOS
Incluir os pavimentos em contacto com o solo ao nível do pavimento Área Uf [Link]
exterior (profundidade z) com ou sem isolamentos térmico m W/m².°C W/°C
perimetral.
TOTAL
INVERNO
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente exterior Hext W/°C
(da folha de cálculo A.1) +
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente interior Henu + Hadj W/°C
(da folha de cálculo A.2) +
Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
W/°C
solo Hecs
(da folha de cálculo A.3) =
Coeficiente de transferência de calor por transmissão Htr,i W/°C
VERÃO
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente exterior Hext W/°C
(da folha de cálculo A.1) +
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente interior Henu W/°C
(da folha de cálculo A.2) +
Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
W/°C
solo Hecs
(da folha de cálculo A.3) =
Coeficiente de transferência de calor por transmissão Htr,v W/°C
TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(27)
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
TOTAL
6628-(28) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
PAVIMENTOS TÉRREOS
Uf REF
Incluir os pavimentos em contacto com o solo ao nível do pavimento Área [Link]
W/m².°
exterior (profundidade z) com ou sem isolamentos térmico m W/°C
C
perimetral.
TOTAL
Folha de Cálculo B
TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR VENTILAÇÃO
Folha de Cálculo C
GANHOS TÉRMICOS NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO
Em nenhum caso o produto [Link] deve ser menor que 0.27; TOTAL
Para contabilizar o efeito do contorno do vão o produto [Link] deve ser inferior
ou igual a 0.9.
6628-(30) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
ÉUHDHIHWLYDWRWDOHTXLYDOHQWHQDRULHQWDomRD6XO;$s,i m²
x
Radiação média incidente num envidraçado vertical a Sul Gsul kWh/m².mês
x
Duração da estação de aquecimento M meses
=
Ganhos solares brutos Qsol,i kWh/ano
TOTAL
Admite-se que os elementos opacos do ENU não causam sombreamento ao vão interior, pelo que na ausência de outros sombreamentos o fator de obstrução dos vãos interiores Fs,v é igual a 1; TOTAL
Caso o vão exterior do ENU não disponha de dispositivos de proteção solar permanentes o fator solar gv,ENU é igual a 1.
0.04
TOTAL
6628-(31)
6628-(32) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
Folha de Cálculo E
NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA AQUECIMENTO
Inércia do edifício
kWh/an
Ganhos térmicos brutos Qg,i
o
(da folha de cálculo C.3) ÷
kWh/an
Qtr,i+Qve,i
o
(das folhas de cálculo C.2 e
=
C.3)
SDUkPHWURŠi parâmetro ai
)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVŤi
)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVŤi
x
Ganhos térmicos brutos Qg,i kWh/ano
(da folha de cálculo C.3) =
Ganhos totais úteis Qgu,i kWh/ano
0.024
x
Número de graus-dias de aquecimento GD °[Link]
x
Coeficiente de transferência de calor por transmissão H tr REF W/°C
(da folha de cálculo A.8) =
Transferência de calor por transmissão na estação de aquecimento Q tr,i REF kWh/ano
0.024
x
Número de graus-dias de aquecimento GD °[Link]
x
Coeficiente de transferência de calor por renovação do ar Hve,I REF W/°C
(da folha de cálculo B.3) =
Transferência de calor por renovação do ar na estação de aquecimento Qve,i REF kWh/ano
)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVťi REF
x
Ganhos térmicos brutos Qg,i REF kWh/ano
(da folha de cálculo C.4) =
Ganhos totais úteis Qgu,i REF kWh/ano
E.9 - LIMITE DAS NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA AQUECIMENTO
Folha de Cálculo F
NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA ARREFECIMENTO
Inércia do edifício
parâmetro av
)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVŤv
(1- Ťv)
x
Ganhos de calor brutos na estação de arrefecimento Qg,v kWh/ano
(da folha de cálculo D.3) ÷
Área interior útil de pavimento Ap m²
=
Necessidades Anuais de Energia Útil na Estação de Arrefecimento Nvc kWh/m².ano
6628-(36) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVťREF v
F.7 - LIMITE DAS NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA ARREFECIMENTO
(1- ťv REF)
x
Ganhos de calor brutos na estação de arrefecimento Qg,v REF kWh/ano
(da folha de cálculo D.4) ÷
Área interior útil de pavimento Ap m²
=
Limite das Necessidades Anuais de Energia Útil na Estação de Arrefecimento
kWh/m².ano
Nv
Folha de Cálculo G
NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS GLOBAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA
TOTAL 1 TOTAL
TOTAL 1 TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(37)
MAQS l
x
40 4187
x x
Número convencional de
Aumento de
ocupantes de cada fração ocupantes °C
WHPSHUDWXUD÷7
n
x x
Número de dias de
Fator de eficiência hídrica dias
consumo
= ÷
Consumo médio diário de
referência MAQS
l 3600000
÷
Ap m2
=
kWh/[Link]
Necessidades anuais de energia útil para a preparação de AQS Q a/Ap
o
Necessidades
Necessidades Eficiência Fator de de Energia
de Energia Útil fa Conversão primária
SISTEMA Fonte de Nominal
PARA AQS Energia Qa/Ap Ťa Fpua Iš4a/[Link]/
Ťa
kWh/m².ano kWhEP/kWh kWhEP/m².ano
TOTAL 1 TOTAL
TOTAL
6628-(38) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
TOTAL 1 TOTAL
TOTAL 1 TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(39)
MAQS l
x
40 4187
x x
Número convencional de Aumento de
ocupantes de cada fração ocupantes temperatura °C
n ÷7
x x
Número de
Fator de eficiência hídrica dias de dias
consumo
= ÷
Consumo médio diário de
l 3600000
referência MAQS
÷
Ap m2
=
Necessidades anuais de energia útil para a preparação de AQS
kWh/[Link]
Qa/Ap
TOTAL 1 TOTAL
DATA
CARGO CARGO
NOME NOME
1816 Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 2 de abril de 2019
ANEXO
[...]
1. [...]
2. [...]
1818 Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 2 de abril de 2019
O Plano de Ordenamento da Orla Costeira da Ilha Ter- A suspensão referida no artigo anterior visa, única e
ceira (POOC Terceira), aprovado pelo Decreto Regula- exclusivamente, a possibilidade de construção de um em-
mentar Regional n.º 1/2005/A, de 15 de fevereiro, foi um preendimento de alojamento turístico.
dos primeiros planos de ordenamento da orla costeira a ser
aprovado na Região Autónoma dos Açores. Artigo 3.º
A dinâmica do planeamento territorial impõe que os
instrumentos de gestão territorial possam ser objeto de Prazo
alteração, correção material, retificação, revisão e suspen-
são. Assim, através da Resolução n.º 81/2018, de 16 de A presente suspensão parcial do POOC Terceira vigora
julho, foi determinado o início do processo de alteração durante dois anos ou até à entrada em vigor da alteração
do POOC Terceira, com vista a contemplar os aspetos deste Plano de Ordenamento.
identificados no respetivo relatório de avaliação e adequá-
-lo às atuais condições económicas, sociais, culturais e Artigo 4.º
ambientais, sem interferir com os objetivos que presidiram
à sua elaboração. Entrada em vigor
Não obstante, perante a intenção de desenvolvimento
de um projeto de alojamento turístico qualificado, na O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao
freguesia de São Mateus, a Câmara Municipal de Angra da sua publicação.
do Heroísmo requereu a suspensão parcial do referido Aprovado em Conselho do Governo Regional, em Santa
Plano, possibilitando a realização desse investimento
Cruz da Graciosa, em 27 de fevereiro de 2019.
que potencia a diversificação económica e a criação de
emprego. O Presidente do Governo Regional, Vasco Ilídio Alves
Esta suspensão abrange uma parcela situada naquela Cordeiro.
freguesia tendo como única e exclusiva finalidade a
possibilidade de construção de empreendimentos tu- Assinado em Angra do Heroísmo em 25 de março de
rísticos. 2019.
Tendo em conta as caraterísticas do terreno onde ficará
implantado o novo empreendimento, as caraterísticas e Publique-se.
integração na zona em que será inserido, a distância do
mesmo ao mar e o facto de, entre o terreno e a orla costeira, O Representante da República para a Região Autónoma
existir uma estrada, é entendido e verificável in loco que a dos Açores, Pedro Manuel dos Reis Alves Catarino.
Diário da República, 1.ª série — N.º 239 — 15 de dezembro de 2016 4723
1 — O procedimento concursal cessa com a ocupação A presente portaria aplica-se aos procedimentos con-
das vagas constantes da publicitação ou, quando os postos cursais que sejam publicitados após a data da sua entrada
não possam ser totalmente ocupados, por inexistência ou em vigor.
insuficiência de candidatos à prossecução do procedi- Artigo 36.º
mento.
2 — Excecionalmente, o procedimento concursal pode, Norma revogatória
ainda, cessar por despacho devidamente fundamentado É revogada a Portaria n.º 938/2000, de 30 de junho, com
do diretor nacional da PSP, homologado pelo Ministro as alterações introduzidas pela Portaria n.º 968/2007, de
da Administração Interna, desde que não se tenha ainda 8 de novembro.
procedido à ordenação final dos candidatos. Artigo 37.º
Artigo 31.º Entrada em vigor
1 — [...] [...]
1 — [...]:
[...]
a) [...]
b) [...] [...]
c) [...]
d) [...]: 3 — [...]
[...] [...]
[...]
Tabela I.09
Tabela I.03
[...] [...]
[...] [...]
[...] [...]
Diário da República, 1.ª série — N.º 239 — 15 de dezembro de 2016 4725
ANEXO
[kWh/[Link]] (1)
Em que:
- Transferência de calor por transmissão através da envolvente de
referência na estação de aquecimento em kWh;
- Transferência de calor por ventilação de referência na estação de
aquecimento, em kWh;
- Ganhos de calor úteis na estação de aquecimento, em kWh;
- Área interior útil de pavimento do edifício medida pelo interior, em
metros quadrados m2.
Sendo estes parâmetros determinados de acordo com o exposto nas alíneas seguintes:
a) O valor de referência da transferência de calor por transmissão através da envolvente,
, deve ser determinado considerando:
i. Coeficientes de transmissão térmica superficial de referência ( ) para elementos
opacos e envidraçados previstos na Tabela I.01, em função do tipo de elemento da
envolvente e da zona climática;
ii. Coeficientes de transmissão térmica linear ( ) indicados na Tabela I.02, em função do
tipo de ligação entre elementos da envolvente do edifício;
iii. Área de vãos até 20% da área interior útil de pavimento do edifício, devendo a eventual
área excedente ser somada à área de envolvente opaca exterior, sendo que para ambos
os tipos de elementos devem ser usados os respetivos referidos na subalínea i.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(19)
TABELA I.01
Nota: Os requisitos de referência indicados na presente tabela, poderão ser progressivamente atualizados até 2020,
por forma a incorporar estudos referentes ao custo-benefício dos mesmos, bem como aos níveis definidos para os
edifícios de necessidade de energia quase-nulas.
6624-(20) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013
TABELA I.02
2 - O valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento ( de
um edifício será calculado de acordo com a seguinte expressão:
[kWh/[Link]] (2)
em que:
- Fator de utilização de ganhos de referência
- Ganhos térmicos de referência na estação de arrefecimento, em kWh
- Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, em m 2
e
(3)
em que:
[kWh/m2] (4)
em que:
- Ganhos internos médios, contabilizados em 4 W/m2
- Radiação solar média de referência, correspondente à radiação
incidente numa superfície orientada a Oeste, de acordo com Despacho
do Diretor-Geral de Energia e Geologia [kWh/(m [Link])]
- Duração da estação de arrefecimento, contabilizada em 2928 horas
- Razão entre a área de vãos e a área interior útil de pavimento, que se a
ssume igual a 20%
- Fator solar de referência para a estação de arrefecimento,
contabilizado em 0,43
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(21)
[kWhEP/
([Link])]
em que:
Ni - Valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia útil
para aquecimento [kWh/([Link])]
Nv - Valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia útil para
arrefecimento [kWh/([Link])]
Qa - Necessidades de energia útil para preparação de AQS, supridas pelo
sistema k [kWh/ano]
fi,k - Parcela das necessidades de energia de aquecimento supridas pelo
sistema de referência k
fv,k - Parcela das necessidades de energia de arrefecimento supridas pelo
sistema de referência k
fa,k - Parcela das necessidades de energia de preparação de AQS supridas
pelo sistema de referência k
ref, - Valores de referência para o rendimento dos diferentes tipos de
k sistemas técnicos utilizados ou previstos para aquecimento ambiente,
arrefecimento ambiente e preparação de AQS, conforme indicados na
Tabela I.03
j - Fonte de energia
- Área interior útil de pavimento [m2]
- Fator de conversão para energia primária de acordo com a fonte de
energia do tipo de sistemas de referência utilizado, em quilowatt – hora
de energia primária por kwh [kWhEP/kWh]
4 - O termo da expressão do número anterior referente à preparação de AQS será calculado com base
nos valores previstos para o consumo médio diário de referência, e com o rendimento dos diferentes
tipos de sistemas técnicos utilizados para o efeito, conforme disposto na Tabela I.03.
5 - Para os efeitos do número anterior, o fator de eficiência hídrica ( é igual a 1,0.
6 - Para efeitos do previsto no número 3) e nas situações em que um ou mais dos sistemas técnicos do
edifício não se enquadrem nas soluções de referência especificadas na Tabela I.03, o cálculo do Nt
deverá considerar as respetivas soluções com a expressão “outros sistemas”.
TABELA I.03
TABELA I.04
Relação entre os valores das necessidades nominais e limite, de energia útil para aquecimento, arrefecimento
e energia primária de edifícios sujeitos a grandes intervenções
Ano de construção
Anterior a 1960 Não aplicável Não aplicável 1,50
Entre 1960 e 1990 1,25 1,25 1,50
Posterior a 1990 1,15 1,15 1,50
2 - A caracterização térmica referida no número anterior deve ser evidenciada através de marcação
CE e de etiqueta energética, esta última sempre que exista um sistema de etiquetagem aplicável que
decorra de uma ou mais das seguintes situações:
a) Diretiva Europeia ou legislação nacional em vigor;
b) Reconhecimento formal pelo Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE) de
sistema estabelecido para esse efeito, mediante Despacho do Diretor-Geral de Energia e
Geologia.
TABELA I.05
Coeficientes de transmissão térmica superficiais máximos admissíveis de elementos opacos, Umáx [W/(m2.°C)]
Zona Climática
[W/(m2.ºC)]
I1 I2 I3
Elementos
Elemento da envolvente em 1,75 1,60 1,45
verticais
contacto com o exterior ou
espaços não úteis com > 0.7 Elementos
1,25 1,00 0,90
horizontais
Elementos
Elemento da envolvente em 2,00 2,00 1,90
verticais
contacto com outros edifícios ou
espaços não úteis com 0.7 Elementos
1,65 1,30 1,20
horizontais
à
Nota: Os requisitos indicados na presente tabela, aplicam-se tanto a Portugal Continental como às Regiões
Autónomas dos Açores e da Madeira.
2 - Todas as zonas de qualquer elemento opaco que constituem zona de ponte térmica plana (PTP),
nomeadamente pilares, vigas, caixas de estore, devem ter um valor do coeficiente de transmissão
térmica ( ), calculado de forma unidimensional na direção normal à envolvente, não superior ao
dobro do dos elementos homólogos adjacentes (verticais ou horizontais) em zona corrente, , e
que respeite sempre os valores máximos indicados no Tabela I.05, mediante o cumprimento
cumulativo das seguintes exigências:
a)
b)
3 - A verificação do disposto no número anterior pode ser dispensada nas situações em que se
verifique que é menor ou igual a 0,9 W/(m 2.ºC).
b) Se 15%.
. (7)
em que:
- Fator solar global do vão envidraçado com todos os dispositivos de proteção
solar, permanentes, ou móveis totalmente ativados
6624-(24) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013
TABELA I.06
Zona climática
Classe de Inércia V1 V2 V3
Nos edifícios de habitação, o valor de taxa de renovação horária de ar calculado de acordo com as
disposições previstas para o efeito em Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia, deve ser igual
ou superior a 0,4 renovações por hora.
4. Sistemas técnicos
4.1. Requisitos gerais
Independentemente do tipo, os sistemas técnicos a instalar devem cumprir os seguintes requisitos e
condições:
a) As instalações de climatização com potência térmica nominal superior a 25 kW devem ser
objeto de elaboração de projeto de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC), por
projetista reconhecido para o efeito, de acordo com especificações previstas para projeto de
execução, conforme disposto no artigo 44º da Portaria n.º 701-H/2008, de 29 de julho.
b) As redes de transporte e distribuição de fluidos térmicos, incluindo os sistemas de
acumulação, em sistemas de climatização e/ou de preparação de AQS, devem cumprir com os
requisitos de conceção aplicáveis definidos nas Tabelas I.07 a I.09.
TABELA I.07
(1) Para efeitos de isolamento das redes de distribuição de água quente sanitária (redes de sistemas secundários
sem recirculação), pode-se considerar um valor não inferior a 10mm.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(25)
TABELA I.08
Condutas e acessórios
Ar quente Ar frio
Espessura (mm) 20 30
TABELA I.09
(1)
Equipamentos e depósitos de acumulação ou de inércia dos sistemas
de climatização e AQS
Superfície 2 m2 Superfície > 2 m2
Espessura (mm) 50 80
TABELA I.10
b) No caso dos sistemas referidos na alínea anterior que não se enquadrem na respetiva
categoria Eurovent, mas cujo desempenho tenha sido avaliado pelo mesmo referencial
normativo, aplica-se o requisito equivalente, em termos de EER e COP, que resulta do
definido na Tabela I.10, tendo por base o menor valor do intervalo previsto na respetiva
matriz de classificação indicada nas Tabelas I.11 a 14;
TABELA I.11
Classificação do desempenho de unidades split, multissplit, VRF e compactas, com permuta ar-ar
TABELA I.12
TABELA I.13
TABELA I.14
TABELA I.15
TABELA I.16
(1) A temperatura de retorno deverá ser inferior a 50ºC (caldeiras a gás) ou 45ºC (caldeiras a gasóleo).
(2) A temperatura média da água na caldeira deverá ser inferior a 60ºC.
Nota 1: As classes C a F correspondem a aparelhos fabricados antes de 1996.
Nota 2: As caldeiras de potência útil superior a 400 kW deverão evidenciar um rendimento útil superior ou igual ao
exigido para aquela potência.
6624-(28) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013
d) As bombas de calor para preparação de água quente destinada a climatização e AQS, devem
apresentar o certificado “European Quality Label for Heat Pumps”, ou, em alternativa, o seu
desempenho ter sido avaliado pelo mesmo referencial normativo, EN 14511, tendo um COP
mínimo de 2,3;
e) As bombas de calor para produção exclusiva de AQS, devem ter um desempenho,
determinado de acordo com a EN 16147, caracterizado por um COP mínimo de 2,3;
f) Os sistemas de preparação de AQS com recursos a termoacumuladores elétricos devem
cumprir com o requisito indicado na Tabela I.17 ou outro equivalente previsto em diretivas
europeias aplicáveis, e a sua eficiência deve ser obtida em função das perdas estáticas do
equipamento Qpr, definida segundo a EN 60739 ou outro referencial equivalente publicado em
legislação ou normalização europeia, sendo determinada de acordo com a Tabela I.18.
TABELA I.17
TABELA I.18
Intervalos de Qpr
Eficiência
[kWh/24h]
Qpr <1 0,97
TABELA I.19
Norma/Referência
Equipamento Eficiência
Aplicável
Lenha 0,75
Caldeira a combustível sólido EN12809
Granulados 0,85
EN13229
Recuperadores de calor e salamandras 0,75 EN13240
EN14785
Objeto
Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios
A presente portaria procede à primeira alteração da de Habitação (REH) — Requisitos
de conceção para edifícios novos e intervenções
Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, que define
a metodologia de determinação da classe de desempenho
1 — Valores máximos de necessidades energéticas
energético para a tipologia de pré-certificados e certifi-
cados SCE, bem como os requisitos de comportamento 1.1 — Edifícios de habitação novos
técnico e de eficiência de sistemas térmicos dos edifícios
novos e sujeitos a intervenção. 1 — [...]
a) [...]
Artigo 2.º b) [...]
c) Até 31 de dezembro de 2015, o cálculo dos ganhos
Alteração à Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro
de calor úteis Qgu,iref , deve ser determinado conside-
São alterados o artigo 1.º e o Anexo I da Portaria rando:
n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, que passam a ter a i) Ganhos térmicos associados ao aproveitamento
seguinte redação: da radiação solar Qsol,i = Gsul × 0,182 × 0,20Ap e in-
ternos.
«Artigo 1.º ii) Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação
Objeto e âmbito de aquecimento de referência unitário ηiref = 0,60.
1 — A presente portaria define a metodologia de
d) A partir de 1 de janeiro de 2016, o cálculo dos ga-
determinação da classe de desempenho energético para
nhos de calor úteis Qgu,iref , deve ser determinado consi-
a tipologia de pré-certificados e certificados SCE, bem
derando:
como os requisitos de comportamento técnico e de
eficiência dos sistemas técnicos dos edifícios novos e i) Ganhos térmicos associados ao aproveitamento da
edifícios sujeitos a intervenções. radiação solar (Qsol,i = Gsul × 0,182 × 0,20Ap × M) e in-
2 — O Anexo constante na presente portaria e que ternos.
dela faz parte integrante, é aprovado nos termos do ii) Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação
Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado de aquecimento de referência unitário ηiref = 0,60.
Diário da República, 1.ª série — N.º 207 — 22 de outubro de 2015 9196-(15)
Tabela I.01
[...]
Tabela I.04
[...]
[...]
Tabela I.02
2.2 — Envolvente opaca
Coeficientes de transmissão térmica lineares
de referência, ψref [W/(m.°C)]
1 — Nenhum elemento da zona corrente da envolvente
[...] opaca do edifício, onde se incluem elementos construtivos
(1) Os valores apresentados dizem respeito a metade da do tipo paredes, pavimentos ou coberturas, deverá ter um
perda originada na ligação. coeficiente de transmissão térmica superior aos valores
máximos que constam da Tabela I.05A, relativa a requisitos
2 — [...] de qualidade térmica.
3 — [...] 2 — A partir de 31 de dezembro de 2015, os elementos
4 — [...]
5 — [...] da envolvente opaca e envidraçada do edifício passam a
6 — [...] estar igualmente sujeitos a requisitos energéticos con-
forme previsto na Tabela I.05B, não podendo apresentar
Tabela I.03 um coeficiente de transmissão térmica superior aos valores
Soluções de referência de sistemas a considerar máximos indicados na referida tabela.
na determinação do Nt
Tabela I.05A
Tabela I.07
3 — Todas as zonas de qualquer elemento opaco que Espessuras mínimas de isolamento de tubagens (mm)
constituem zona de ponte térmica plana (PTP), nomeada-
mente pilares, vigas, caixas de estore, devem ter um valor [...]
do coeficiente de transmissão térmica (UPTP), calculado
de forma unidimensional na direção normal à envolvente, Tabela I.08
não superior ao dobro do dos elementos homólogos adja-
centes (verticais ou horizontais) em zona corrente, Ucor, Espessuras mínimas de isolamento para condutas e acessórios
e que respeite sempre os valores máximos indicados no [...]
Tabela I.05A, mediante o cumprimento cumulativo das
seguintes exigências: Tabela I.09
UPTP ≤ 2 × Ucor
Espessuras mínimas de isolamento para equipamentos e depósitos
UPTP ≤ Umáx
[...]
4 — A verificação do disposto no número anterior pode (1) [...]
ser dispensada nas situações em que se verifique que UPTP
é menor ou igual a 0,9 W/(m2.°C). a) [...]
5 — A partir de 1 de janeiro de 2016, todas as zonas de b) [...]
qualquer elemento opaco exterior que constituem zona de c) [...]
ponte térmica plana (PTP), nomeadamente pilares, vigas, d) Para efeito de verificação do disposto na alínea a) e
caixas de estore, deverão ter um valor do coeficiente de nas situações em que o aquecimento for assegurado por
transmissão térmica (UPTP), calculado de forma unidi- uma caldeira mista, a potência térmica nominal que verifica
mensional na direção normal à envolvente, não superior o limite de sujeição a projeto de AVAC é a consagrada ao
a 0,9 W/(m2.°C). aquecimento, a qual poderá ser verificada nas especifica-
ções do equipamento ou projeto.
2.3 — Vãos envidraçados
4.2 — Requisitos de eficiência
[...]
Aos sistemas técnicos a instalar aplicam-se os requisitos
Tabela I.06 de eficiência a seguir indicados:
[...] [...]
Tabela I.20
Rendimento nominal de caldeiras e esquentadores
[...]
Tabela I.18
[...]