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Modelos de Certificação Energética SCE

O documento apresenta despachos relacionados ao sistema de certificação energética (SCE) para edifícios, incluindo modelos de pré-certificados e certificados, e regras de simplificação para levantamento dimensional. Também são publicados fatores de conversão entre energia útil e primária, além de diretrizes para a caracterização térmica das envolventes dos edifícios. As informações visam garantir a eficiência energética e a conformidade com a legislação vigente.

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Modelos de Certificação Energética SCE

O documento apresenta despachos relacionados ao sistema de certificação energética (SCE) para edifícios, incluindo modelos de pré-certificados e certificados, e regras de simplificação para levantamento dimensional. Também são publicados fatores de conversão entre energia útil e primária, além de diretrizes para a caracterização térmica das envolventes dos edifícios. As informações visam garantir a eficiência energética e a conformidade com a legislação vigente.

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Diário da República, 2.ª série — N.

º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(9)

PARTE C

MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO 2 — Tipos e modelos de Certificado SCE


DO TERRITÓRIO E ENERGIA 1— O formato e conteúdo do PCE e CE a emitir para a categoria de
edifício habitação (Hab), mencionada no n.º 1.1 do Anexo III da Portaria
n.º 349-A/2013, de 20 de novembro, é o constante no Anexo I.
Direção-Geral de Energia e Geologia 2 — O formato e conteúdo do PCE e CE a emitir para as categorias
de pequeno edifício de comércio e serviços sem climatização (PESsC),
Despacho (extrato) n.º 15793-C/2013 pequeno edifício de comércio e serviços com climatização (PEScC) e
Nos termos e para efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de grandes edifícios de serviços (GES), referidas nos números 1.2, 1.3 e
agosto e da Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro, o presente 1.4 do Anexo III da Portaria n.º 349-A/2013, de 20 de novembro, é o
despacho procede à publicação dos modelos associados aos diferentes constante no Anexo II, diferindo na designação da categoria do edifício
tipos de pré-certificado e certificado do sistema de certificação energética constante no cabeçalho de cada documento.
(SCE) a emitir para os edifícios novos, sujeitos a grande intervenção 3 — O conteúdo dos certificados SCE contante nos anexos é indica-
e existentes. tivo, sendo a versão final composta pelo sistema informático de suporte
ao SCE em função da informação fornecida pelo perito qualificado.
1 — Certificados emitidos no âmbito do SCE
3 — Afixação do Certificado Energético SCE
1 — Os documentos emitidos no âmbito do SCE, designados por
pré-certificado (PCE) e certificado (CE) SCE, são gerados automati- 1 — Para efeitos do disposto no artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 118/2013,
camente pelo sistema informático de suporte ao SCE, em formato de de 20 de agosto, a afixação do certificado deverá ser realizada por via da
arquivo (PDF), mediante preenchimento de formulário próprio por parte exibição da 1a página do certificado SCE complementada, pela versão
do perito qualificado. simplificada constante no Anexo III.
2 — Os pré-certificados e certificado SCE utilizam o mesmo modelo 2 — Nas situações em que não seja possível a afixação da 1a página
de base, quer ao nível do formato bem como do conteúdo, diferindo no do certificado SCE poderá, em alternativa, constar apenas a afixação
título do documento e nos campos a preencher. da versão simplificada.

ANEXO I

Modelo Tipo Habitação


35088-(10) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(11)

ANEXO II

Modelo Tipo Comércio e Serviços


35088-(12) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

ANEXO III

Versão simplificada do layout da 1.ª página do certificado SCE de comércio e serviços

2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.


207440874
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(13)

Despacho (extrato) n.º 15793-D/2013


Nos termos e para os efeitos do Decreto-Lei n.° 118/2013 de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação
dos fatores de conversão entre energia útil e energia primária a utilizar na determinação das necessidades nominais anuais de energia primária.

1 - Os fatores de conversão entre energia final e energia primária a utilizar na


determinação das necessidades nominais anuais de energia primária de edifícios de
habitação e do indicador de eficiência energética (IEE) de edifícios de serviços são:
a) ‫ܨ‬௣௨ ൌ2,5 kWhEP/kWh para eletricidade, independentemente da origem
(renovável ou não renovável);
b) ‫ܨ‬௣௨ ൌ 1 kWhEP/kWh para combustíveis sólidos, líquidos e gasosos não
renováveis.
2 - No caso de energia térmica de origem renovável, o fator ‫ܨ‬௣௨ toma o valor de 1
kWhEP/kWh.
3 - Na determinação das emissões de CO2 associadas ao consumo de energia nos
edifícios, os fatores de conversão de energia primária para emissões de CO2 são:

Fator de conversão
Fonte de energia
[kgCO2/kWh]
Eletricidade 0,144

Gasóleo 0,267

Gás Natural 0,202

GPL canalizado (propano)


0,170
GPL garrafas

Renovável 0,0

4 - Os fatores de conversão anteriormente indicados, poderão ser periodicamente


atualizados ou complementados por despacho do diretor-geral de Energia e Geologia.
2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.
207440833
35088-(14) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Despacho (extrato) n.º 15793-E/2013


Nos termos e para os efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação
das regras de simplificação a utilizar nos edifícios sujeitos a grandes intervenções, bem como existentes, previstos nos artigos 28.º e 30.º do referido
decreto-lei, nas situações em que se verifique impossibilidade ou limitação no acesso a melhor informação.

1. ENVOLVENTE

1.1. Levantamento dimensional

1 - O levantamento dimensional deve corresponder à realidade construída, devendo-se


recorrer sempre à melhor informação disponível.
2 - Caso se possuam elementos de projeto devidamente atualizados, estes podem ser
utlizados no levantamento dimensional, depois de validados.
3 - As medições das dimensões efetuadas no local devem-se traduzir em peças
desenhadas que incluam informação relativa às áreas e dimensões dos diferentes elementos
construtivos.
4 - As medições necessárias ao levantamento dimensional devem ser efetuadas pelo
interior, podendo ser aplicadas, de forma isolada ou em simultâneo, as regras de
simplificação indicadas na Tabela 01.

Tabela 01 - Regras de simplificação aplicáveis ao levantamento dimensional.

Parâmetro Regras de Simplificação


Área interior útil de - Ignorar áreas de parede/pavimento/cobertura associadas a reentrâncias e
pavimento saliências com profundidade inferior a 1,0 m;
Área de parede - Ignorar áreas de parede/pavimento/cobertura associadas a recuados e
(interior e exterior) avançados com profundidade inferior a 1,0 m;
Área de pavimento - Reduzir o valor da área interior útil de pavimento total em 10% caso a
(interior e exterior) medição da área seja feita de forma global, incluindo a área de contacto das
paredes divisórias com os pavimentos, isto é, sem compartimentação dos
espaços;
Área de cobertura - A área das coberturas inclinadas (inclinação superior a 10º) pode ser medida
(interior e exterior) no plano horizontal, agravando-se o valor medido em 25%.
Pé-direito médio - Em caso de pé-direito variável, deverá ser adotado um valor médio
aproximado e estimado em função das áreas de pavimento associadas.

Área de portas (interior e As portas de envolvente com uma área envidraçada inferior a 25% poderão
exterior) considerar-se incluídas na secção corrente da envolvente opaca contígua,
sendo que no caso contrário poderão ser tratadas globalmente como um
vão envidraçado.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(15)

5 - Todas as considerações efetuadas no levantamento dimensional relativas,


designadamente, à medição de áreas de elementos, medição do pé-direito, determinação de
ângulos de sombreamento e determinação da orientação das fachadas, deverão ser
evidenciadas através de registo fotográfico ou outras peças de referência convenientes.

1.2. Coeficiente de redução de perdas

1 - Na determinação dos valores dos coeficientes de redução de perdas,ܾ௧௥ para o


cálculo da transferência de calor por transmissão através da envolvente interior, por
elementos em contacto com locais não-úteis e edifícios vizinhos, admite-se que se possam
tomar os seguintes valores por defeito:
- 0,8 para todos os espaços não úteis;
- 0,6 para edifícios adjacentes.
2 - Caso se aplique a regra de simplificação descrita no número anterior, deverão
considerar-se aqueles mesmos valores de referência de ܾ௧௥ , para efeito de determinação do
limite máximo das necessidades nominais anuais de energia útil.
3 - Sempre que se opte por determinar o valor de ܾ௧௥ , para um dos espaços não-úteis,
conforme a metodologia prevista no despacho que procede à publicação dos parâmetros
térmicos, não se poderá aplicar a regra de simplificação descrita nos números anteriores aos
restantes espaços não aquecidos.
4 - A consideração do valor convencional referido para todos os espaços não úteis,
indicado no número 1, implica a contabilização de pontes térmicas lineares através de
elementos da envolvente interior em contacto com os espaços não úteis, conforme
definido do despacho mencionado no ponto anterior, uma vez que ܾ௧௥ > 0,7.

2. PARÂMETROS TÉRMICOS

2.1. Transferência de calor por transmissão através da envolvente

[Link] Correntes da Envolvente

1 - A caracterização térmica dos elementos em zonas correntes da envolvente, no que


respeita à determinação dos coeficientes de transmissão térmica superficial, deverá realizar-
se de acordo com a seguinte hierarquia de fontes de informação:
a) Preferencialmente peças escritas e desenhadas do projeto e/ou ficha técnica,
desde que a sua autenticidade e coerência com a realidade construída sejam
verificadas pelo PQ;
b) Em alternativa ao indicado na alínea anterior, publicações de referência do
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC);
c) Outras fontes de informação reconhecidas pelo Sistema de Certificação
Energética (SCE), mediante despacho da entidade fiscalizadora do SCE.
35088-(16) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

2 ² Para os efeitos do disposto no número anterior, a solução escolhida deverá ter como
base a apreciação crítica dos parâmetros necessários, designadamente, a espessura do
elemento construtivo e o ano de construção do edifício;
3- Nos casos em que se recorra às publicações referidas no número 1 mas existam
dúvidas na escolha da solução mais adequada, deverá ser adotada a solução mais
conservadora de entre as soluções que são apresentadas, desde que coerentes com as
características observáveis do elemento no local.
4 - Independentemente da fonte de informação adotada, a caracterização efetuada
deverá suportar-se em evidências recolhidas durante a visita ao local, designadamente,
fotografias e medições que revelem a composição das soluções construtivas, podendo ainda
suportar-se em medições in-situ de determinação da resistência térmica, de acordo com a
norma ISO 9869.

[Link] Não Correntes da Envolvente

1 - No âmbito do cálculo das perdas planas de calor por condução através da


envolvente, caso as soluções construtivas, designadamente o isolamento térmico contínuo
pelo exterior e paredes exteriores em alvenaria de pedra, garantam a ausência ou reduzida
contribuição de zonas de ponte térmica plana, dispensa-se a determinação rigorosa das
áreas e dos coeficientes de transmissão térmica das zonas de pilares, vigas, caixas de estore
e outras heterogeneidades, podendo ser considerado para estes elementos o coeficiente de
transmissão térmica da zona corrente da envolvente.
2 - Nas situações em que não existam evidências de que a solução construtiva garante a
ausência ou reduzida contribuição de zonas de ponte térmica plana, dispensa-se a
determinação rigorosa das áreas e dos coeficientes de transmissão térmica das zonas de
pilares, vigas, caixas de estore e outras heterogeneidades, podendo ser considerado para
estes elementos o coeficiente de transmissão térmica determinado para a zona corrente,
agravado em 35%.
3- Nos termos do número anterior, o referido valor agravado será aplicado à
globalidade da envolvente, compreendendo zonas correntes e não correntes.

[Link] em contacto com o solo

1 - No âmbito do cálculo das perdas de calor por elementos em contacto com o solo
poderá ser determinado o valor do coeficiente de transmissão térmica superficial por
pavimentos em contacto com o solo, ܷ௕௙ , e o valor do coeficiente de transmissão térmica
por paredes em contacto com o solo ܷ௕௪ , em função da profundidade enterrada do
pavimento e da resistência térmica dos elementos que contactam com o solo, conforme a
Tabela 02.
2 - Em alternativa, o ܷ௕௪ pode ser considerado igual ao da parede da envolvente
exterior adjacente.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(17)

Tabela 02 - Valores do coeficiente de transmissão térmica por elementos em contacto com


o solo

‫ݖ‬ Pavimento enterrado ܷ௕௙ Parede enterrada ܷ௕௪


[m] [W/(m2.°C)] [W/(m2.°C)]
ܴ௙ ൏0,75 ܴ௙ ൒0,75 ܴ௪ ൏0,75 ܴ௪ ൒0,75
<1 1,0 0,6 2,0 0,8
1൑ ‫ ݖ‬൏3 0,8 0,6 1,5 0,7
• 0,6 0,4 0,8 0,5
em que:
ܴ݂ e ܴ‫ ݓ‬- Resistências térmicas do pavimento e da parede em contacto com o solo, com exclusão das
resistências térmicas superficiais interior ܴ௦௜ e exterior ܴ௦௘ [m2.°C/W]
‫ ݖ‬- Valor médio da profundidade enterrada ao longo do perímetro exposto, [m]

[Link] Térmicas Lineares

No âmbito do cálculo das perdas de calor através de zonas de ponte térmica linear
poderão considerar-se os valores constantes da Tabela 03:
Tabela 03 - Valores por defeito para os coeficientes de transmissão térmica lineares [W/(m.ºC)]

߰
Tipo de ligação
[W/(m.ºC)]

Fachada com pavimentos térreos


Fachada com pavimento sobre o exterior ou local não
aquecido
0,70
Fachada com cobertura
Fachada com pavimento de nível intermédio(1)
Fachada com varanda(1)

Duas paredes verticais em ângulo saliente 0,50


Fachada com caixilharia
0,30
Zona da caixa de estore
(1) Os valores apresentados dizem respeito a metade da perda originada na ligação.

2.2. Classe de inércia térmica interior

A determinação da classe de inércia térmica interior do edifício deverá realizar-se de


acordo com a seguinte hierarquia:
a) Preferencialmente, pela realização do cálculo de acordo com a despacho que
procede à publicação dos parâmetros térmicos com base nos valores de massa
superficial das soluções e revestimentos implementados no edifício;
35088-(18) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

b) Em alternativa ao indicado no número anterior, a classe de inércia térmica


interior, pode ser determinada de acordo com as condições descritas na Tabela
03, com base nas soluções e revestimentos implementados no edifício,
considerando que:

i. No caso de não se verificarem, cumulativamente, os requisitos que definem


a classe de inércia térmica Forte ou Fraca, se deve considerar classe de
inércia térmica Média.
ii. Nas situações de dúvida entre o tipo de inércia Forte ou Média, deve-se
optar pela inércia térmica Média e;
iii. Nas situações de dúvida entre o tipo de inércia térmica Média ou Fraca, se
deve optar pela inércia térmica Fraca.

Tabela 03 - Regras de simplificação aplicáveis à quantificação da inércia térmica interior

Classe de Inércia
Requisito
Térmica Interior

Caso se verifiquem cumulativamente as seguintes soluções:


- Teto falso em todas as divisões ou pavimento de madeira ou esteira leve
(cobertura);
Fraca
- Revestimento de piso do tipo flutuante ou pavimento de madeira;
- Paredes de compartimentação interior em tabique ou gesso cartonado ou sem
paredes de compartimentação;

Caso não se verifiquem os requisitos necessários para se classificar a classe de inércia


Média
térmica em Forte ou Fraca.

Caso se verifiquem cumulativamente as seguintes soluções, sem aplicação de


isolamento térmico pelo interior:
- Pavimento e teto de betão armado ou pré-esforçado;
- Revestimento de teto em estuque ou reboco;
- Revestimento de piso cerâmico, pedra, parquet, alcatifa tipo industrial sem pelo,
Forte com exclusão de soluções de pavimentos flutuantes;
- Paredes interiores de compartimentação em alvenaria com revestimentos de estuque
ou reboco;
- Paredes exteriores de alvenaria com revestimentos interiores de estuque ou reboco;
- Paredes da envolvente interior (caixa de escaGDV JDUDJHP «) em alvenaria com
revestimentos interiores de estuque ou reboco

2.3. Ganhos solares brutos

1 ² Para efeitos de cálculo dos ganhos solares brutos, o produto ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ necessário à
determinação dos ganhos solares através de cada vão envidraçado poderá ser determinado
de uma forma expedita, dispensando a avaliação rigorosa dos ângulos formados por
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(19)

elementos horizontais ou verticais sobrepostos aos vãos envidraçados, como palas,


varandas, outros elementos do mesmo edifício, e por elementos provocadores de
obstruções do horizonte.
2 - Na estação de aquecimento, o produto ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚  poderá ser calculado assumindo os
valores indicados na Tabela 04, mantendo-se a condição que, em nenhum caso o produto
ܺ௝ Ǥ ‫ܨ‬௦ deverá ser menor que 0,27.

Tabela 04 - Valores do produto ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ para o cálculo das necessidades de aquecimento em edifícios existentes

Regra de Simplificação Regras de aplicação


Parâmetro

Sem sombreamento - Envidraçados orientados a Norte;


‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ =0,63 - Envidraçados nas restantes
orientações, sem obstruções do
(‫ܨ‬௦ =0,90; ‫ܨ‬௚ =0,70) horizonte e sem palas.
Sombreamento Normal/Standard - Envidraçados não orientados a Norte,
Produto ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ =0,32 com obstruções do horizonte ou palas
que conduzam a um ângulo de
(‫ܨ‬௦ =0,45; ‫ܨ‬௚ =0,70) obstrução inferior ou igual a 45º.
Fortemente sombreado - Envidraçados não orientados a Norte,
‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ =0,19 com obstruções do horizonte ou palas
que conduzam a um ângulo de
(‫ܨ‬௦ =0,27; ‫ܨ‬௚ =0,70) obstrução claramente superior a 45º.

Em que:

Fs ² Fator de obstrução dos vãos envidraçados


Fg ² Fração envidraçada

3 - Na estação de arrefecimento, o produto ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ poderá ser calculado assumindo os


valores indicados na Tabela 05.

Tabela 05 - Valores do produto ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ para o cálculo das necessidades de arrefecimento em edifícios existentes

Parâmetro Regras de Simplificação Regras de aplicação

Sem sombreamento - Envidraçados orientados a norte;


‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ =0,63 - Envidraçados nas restantes
orientações, sem palas horizontais.

Sombreamento Normal/Standard - Envidraçados não orientados a Norte,


Produto ‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚  com palas que conduzam a um ângulo
‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ =0,56 de obstrução inferior ou igual a 45º.
35088-(20) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Parâmetro Regras de Simplificação Regras de aplicação

- Envidraçados não orientados a Norte,


Fortemente sombreado com palas que conduzam a um ângulo
‫ܨ‬௦ Ǥ ‫ܨ‬௚ =0,50 de obstrução claramente superior a
45º.

3. VENTILAÇÃO

3.1. Taxa de renovação horária do ar interior por ventilação natural

1 - Na determinação do valor de ܴ௣௛ deve ser considerada a metodologia prevista na


despacho que procede à publicação dos parâmetros térmicos, sendo que caso seja realizado
um ensaio de pressurização para caracterizar a permeabilidade ao ar da envolvente de
acordo com a norma EN 13829, pode ser considerado o valor n50 desse ensaio para
estimar o caudal de infiltrações.
2 ² Nas situações em que não seja possível conhecer as secções das condutas de
ventilação, deve ser considerada a relação entre a área livre da grelha sobre a área total da
mesma.
3 ² Nos casos de janelas em que não existam, ou não seja possível, obter informação
sobre a classe de permeabilidade ao ar, mas existam vedantes em todo o perímetro da
janela, estas poderão ser consideradas como de classe 2.

3.2. Taxa de renovação horária do ar interior por ventilação mecânica

1 - Caso o edifício existente em estudo disponha de sistema de renovação do ar interior


por ar novo exterior recorrendo a ventiladores elétricos em funcionamento contínuo, e se
verifique o bom funcionamento dos mesmos, a taxa de renovação horária (Rph) poderá ser
determinada através da expressão:
ܸሶ ݁‫ܽݒ‬
ܴ‫ ݄݌‬ൌ (1)
‫ ݌ܣ‬Ǥܲ݀

em que:
ܸሶ ݁‫ ܽݒ‬- Caudal total de ar extraído, [m3/h]
‫ ݌ܣ‬- Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m2]

ܲ݀ - Pé-direito médio do edifício, [m]

2 ² Na ausência de informação, designadamente sobre o caudal de ar de base de projeto e


as características das bocas de extração dos sistemas mecânicos, pode ser considerado um
caudal de ar extraído de 45 m3/h em cada instalação sanitária e de 100 m3/h na cozinha.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(21)

3.3. Potência elétrica dos ventiladores

Para efeito de cálculo do consumo de energia dos ventiladores e na ausência de outra


informação, poderá ser considerada uma potência elétrica de 16 W por cada 50 m3/h de ar
extraído.

4. EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS TÉCNICOS

1 - No âmbito do cálculo das necessidades nominais globais de energia primária, ܰ௧௖ , a


determinação da eficiência dos equipamentos de produção nos sistemas técnicos de
climatização e de produção de águas quentes sanitárias (AQS) de edifícios existentes deverá
ser feita de acordo com a seguinte hierarquia de fontes de informação:
a) Preferencialmente, pelos resultados de inspeção ou medição realizada no último
ano, por entidade habilitada para o efeito;
b) Em alternativa a resultados de medições, será permitida a utilização de
informação técnica fornecida pelos fabricantes, com base em ensaios
normalizados, mediante a verificação do adequado funcionamento dos sistemas.

2 - Na ausência da informação referida nas alíneas do número anterior relativamente aos


sistemas instalados, pode ser considerado o valor base de eficiência resultante da aplicação
da Tabela 06, tendo em conta que:
a) O valor de eficiência deve considerar a idade do equipamento de produção do
sistema técnico, mediante multiplicação pelo respetivo fator de correção;
b) Nas situações em que tenha sido realizada uma manutenção do equipamento no
último ano, devidamente documentada por evidências, não se aplica o fator de
correção;
c) Caso não seja possível determinar o ano de fabrico do equipamento, deverá ser
considerado o ano de construção do edifício ou da última intervenção realizada
aos sistemas, devidamente evidenciada.

Tabela 06 - Valores base de eficiência para equipamentos convencionais de climatização e


de produção de AQS em edifícios existentes

Tipo de sistema Eficiência Idade do sistema Fator


Resistência elétrica para aquecimento ambiente. 1,00 - -
Entre 1 e 10 Anos 0,95
Termoacumulador elétrico para aquecimento
0,90 > 10 anos 0,90
ambiente e/ou preparação de AQS.
> 20 anos 0,80
Esquentador ou caldeira a combustível gasoso ou Depois de 1995 0,95
líquido para aquecimento ambiente e/ou preparação 0,75
de AQS. Até 1995 0,80
35088-(22) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Tipo de sistema Eficiência Idade do sistema Fator


Entre 1 e 10 Anos 0,95
Caldeira combustível sólido, recuperadores de calor
ou salamandras para aquecimento ambiente e/ou 0,75 > 10 anos 0,90
preparação de AQS.
> 20 anos 0,80
Entre 1 e 10 Anos 0,95
Sistemas de ar condicionado para arrefecimento
ambiente, aquecimento ambiente ou bombas de calor 2,50 > 10 anos 0,90
para preparação de AQS.
> 20 anos 0,80

3 ² No caso de edifícios existentes nos quais não se encontrem instalados sistemas


técnicos para aquecimento ambiente, arrefecimento ambiente ou preparação de AQS,
devem ser consideradas as soluções por defeito aplicáveis e indicadas na Tabela I.03 da
Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, para os diferentes tipos de sistema.

5. CONTRIBUIÇÃO DE SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS

1 - A contribuição de sistemas de coletores solares para produção de AQS que sejam


certificados ou que integrem coletores certificados, deve ser calculada com recurso à versão
mais recente do programa Solterm do Laboratório Nacional de Energia e Geologia
(LNEG) ou a outra ferramenta de cálculo que utilize a mesma metodologia de cálculo ou
equivalente, devidamente validada por entidade competente designada para o efeito pelo
Ministério responsável pela área da energia.
2 - Para os casos de sistemas de coletores solares térmicos não abrangidos pelo disposto
no número anterior e cuja instalação seja anterior a julho de 2006, o valor da contribuição
dos referidos sistemas no cálculo das necessidades nominais de energia primária, deverá ser
calculado de acordo com as seguintes expressões:
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ ‫ܧ‬௦௢௟௔௥ ௥௘௙ Ǥ ݂ଵ Ǥ ݂ଶ Ǥ ݂ଷ [kWh] (2)

sendo:
‫ܧ‬௦௢௟௔௥ ௥௘௙ ൌ ͲǡͶͶǤ ‫ܣ‬௖ Ǥ ‫ܩ‬௛ [kWh] (3)

em que:
‫ܧ‬௦௢௟௔௥ǡ௥௘௙ - Valor de referência da contribuição anual de sistemas de coletores solares para
a produção de AQS [kWh]
݂ଵ - Fator de redução relativo ao posicionamento ótimo
݂ଶ - Fator de redução relativo ao sombreamento
݂ଷ - Fator de redução relativo à idade do equipamento
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(23)

‫ܣ‬௖ - Área total de captação dos coletores [m²]


‫ܩ‬௛ - Total anual médio da radiação solar global recebida numa superfície
horizontal, a obter na Tabela 07 em função da zona climática [kWh/m²]

Tabela 07 - Radiação solar global na horizontal, Gh, por zona climática, em kWh/m² por ano.

NUTS III Gh

Minho-Lima 1550
Alto Trás-os-Montes 1550
Cávado 1560
Ave 1560
Grande Porto 1590
Tâmega 1590
Douro 1580
Entre Douro e Vouga 1610
Baixo Vouga 1625
Baixo Mondego 1650
Beira Interior Norte 1620
Beira Interior Sul 1665
Cova da Beira 1650
Serra da Estrela 1635
Dão - Lafões 1615
Pinhal Interior Norte 1555
Pinhal Interior Sul 1675
Pinhal Litoral 1680
Oeste 1695
Médio Tejo 1690
Lezíria do Tejo 1705
Grande Lisboa 1725
Península de Setúbal 1735
Alto Alentejo 1710
Alentejo Central 1735
Alentejo Litoral 1770
Baixo Alentejo 1780
Algarve 1820
Região Autónoma dos Açores 1360
Região Autónoma da Madeira 1395
35088-(24) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

2 - O fator de redução relativo ao posicionamento ótimo, ݂ଵ , traduz uma penalização


resultante de irregularidades na inclinação e orientação do sistema e que resultam numa
deficiente captação da radiação solar, sendo calculado de acordo com a Tabela 08.

Tabela 08 - Fator de redução relativo ao posicionamento ótimo, ݂ଵ

Azimute
݂ଵ
0º- 15º 16º- 30º 31º- 45º 46º- 60º 61º- 75º 76º- 90º
0º- 15º 0,92 0,92 0,89 0,88 0,87 0,87
16º- 30º 1,00 1,00 0,96 0,92 0,90 0,87
Inclinação

31º- 45º 1,00 1,00 0,98 0,95 0,90 0,85


46º- 60º 0,98 0,98 0,96 0,93 0,88 0,82
61º- 75º 0,90 0,90 0,90 0,87 0,83 0,76
76º- 90º 0,75 0,77 0,77 0,76 0,73 0,67

3 - O fator de redução relativo ao sombreamento, ݂ଶ , traduz uma penalização


correspondente às situações em que a superfície útil de captação do coletor se encontra
sombreada, calculando-se em função da altura angular provocada pela obstrução (h) e da
orientação da instalação dos coletores (azimute) e de acordo com a Tabela 09,
considerando que:
a) São válidos para sombreamentos equivalentes a máscaras de obstruções em
bandas de ângulos de azimute de 10º
b) Nas situações que conduzam a ângulos superiores, o valor de ‫ܧ‬௦௢௟௔௥ ௥௘௙ deverá
ser afetado de tantos fatores ˆଶ quanto o número de vezes que o ângulo for
superior a 10º.

Tabela 09 - Fator de redução relativo ao sombreamento, ˆଶ

Azimute
݂ଶ
0º- 30º 31º- 60º 61º- 90º
0º- 30º 1,00 1,00 1,00
h 31º- 60º 0,97 0,98 0,99
61º- 90º 0,96 0,97 0,98

4 - O fator de redução relativo à idade do equipamento, ݂ଷ , traduz uma penalização


correspondente ao tempo de vida dos sistemas de coletores solares instalados, sendo
calculado de acordo com a Tabela 10.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(25)

Tabela 10 - Fator de redução relativo ao tempo de vida, ݂ଷ

Idade do equipamento ݂ଷ
0-9 1,00
10 - 19 0,90
20 - 29 0,80
t 30 0,50

2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.


207441919
35088-(26) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Despacho (extrato) n.º 15793-F/2013


Nos termos e para os efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação
dos parâmetros para o zonamento climático e respetivos dados:

1. ZONAS CLIMÁTICAS

1 - O zonamento climático do País baseia-se na Nomenclatura das Unidades Territoriais


para Fins Estatísticos (NUTS) de nível III, cuja composição por municípios tem por base o
Decreto-Lei nº 68/2008 de 14 de abril de 2008, entretanto alterado pelo Decreto-Lei n.º
85/2009, de 3 de abril e pela Lei n.º 21/2010 de 23 de agosto, e está detalhado na Tabela
01.

Tabela 01 ² NUTS III

NUTS III Municípios

Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca,


Minho-Lima
Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira
Alfândega da Fé, Boticas, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do
Alto
Douro, Mirandela, Mogadouro, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços, Vila Flor, Vila
Trás-os-Montes
Pouca de Aguiar, Vimioso, Vinhais
Cávado Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro, Vila Verde
Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso,
Ave
Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vizela
Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Trofa,
Grande Porto
Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia
Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada,
Tâmega
Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Resende
Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego,
Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa,
Douro
Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca,
Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Coa, Vila Real
Entre Douro e Arouca, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Vale de
Vouga Cambra
Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do
Baixo Vouga
Bairro, Ovar, Sever do Vouga, Vagos
Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mealhada, Mira,
Baixo Mondego
Montemor-o-Velho, Mortágua, Penacova, Soure
Beira Interior Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda,
Norte Pinhel, Sabugal, Trancoso
Beira Interior Sul Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor, Vila Velha de Ródão
Cova da Beira Belmonte, Covilhã, Fundão
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(27)

NUTS III Municípios

Serra da Estrela Fornos de Algodres, Gouveia, Seia


Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades,
Dão - Lafões Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela,
Vila Nova de Paiva, Viseu, Vouzela
Alvaiázere, Ansião, Arganil, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã,
Pinhal Interior
Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande,
Norte
Penela, Tábua, Vila Nova de Poiares
Pinhal Interior Sul Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei
Pinhal Litoral Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal, Porto de Mós
Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha,
Oeste
Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras
Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém,
Médio Tejo
Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha
Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio
Lezíria do Tejo
Maior, Salvaterra de Magos, Santarém
Grande Lisboa Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra, Vila Franca de Xira
Península de
Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal
Setúbal

Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas,
Alto Alentejo
Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Mora, Nisa, Ponte de Sôr, Portalegre

Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz, Évora, Montemor-o-Novo, Mourão, Portel,


Alentejo Central Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Vila
Viçosa
Alentejo Litoral Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém, Sines
Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do
Baixo Alentejo
Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa, Vidigueira
Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique,
Algarve Olhão, Portimão, S. Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo, Vila Real de Santo
António
Vila do Porto, Lagoa, Nordeste, Ponta Delgada, Povoação, Ribeira Grande, Vila
Região Autónoma Franca do Campo, Angra do Heroísmo, Praia da Vitória, Santa Cruz da Graciosa,
dos Açores Calheta, Velas, Lajes do Pico, Madalena, São Roque do Pico, Horta, Lajes das Flores,
Santa Cruz das Flores, Vila do Corvo
Região Autónoma Calheta, Câmara de Lobos, Funchal, Machico, Ponta do Sol, Porto Moniz, Ribeira
da Madeira Brava, Santa Cruz, Santana, São Vicente, Porto Santo

2 - Adicionalmente, são definidas três zonas climáticas de inverno (I1, I2 e I3) e três
zonas climáticas de verão (V1, V2 e V3) para aplicação de requisitos de qualidade térmica
da envolvente.
3 - As zonas climáticas de inverno são definidas a partir do número de graus-dias (GD)
na base de 18 °C, correspondente à estação de aquecimento, conforme a Tabela 02, e estão
representadas graficamente na Figura 01.

Tabela 02 ² Critérios para a determinação da zona climática de inverno


Critério GD d 1300 1300 GD d 1800 GD ! 1800
Zona I1 I2 I3
35088-(28) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

4 ² As zonas climáticas de verão são definidas a partir da temperatura média exterior


correspondente à estação convencional de arrefecimento (Text, v), conforme a Tabela 03 e
estão representadas graficamente na Figura 02.

Tabela 03 ² Critérios para a determinação da zona climática de verão


Critério Text, vd 20°C 20°C Text, vd 22°C Text, v! 22°C
Zona V1 V2 V3

Fig. 01.01 - Zonas climáticas de inverno no continente Fig. 01.02 - Zonas climáticas de verão no continente

2. PARÂMETROS CLIMÁTICOS

1 - Os valores dos parâmetros climáticos X associados a um determinado local, são


obtidos a partir de valores de referência XREF para cada NUTS III e ajustados com base na
altitude desse local, z.
2 - As correções de altitude referidas no ponto 1, são do tipo linear, com declive a,
proporcionais à diferença entre a altitude do local e uma altitude de referência z REF para a
NUTS III, segundo a seguinte expressão:

X = XREF + a (z ² zREF) [meses ou ºC] (1)


Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(29)

2.1. Estação de aquecimento


1 - Os parâmetros climáticos pertinentes para a estação de aquecimento (inverno) são os
seguintes:
‫ܦܩ‬ - Número de graus-dias, na base de 18 °C, correspondente à estação
convencional de aquecimento;
‫ܯ‬ - Duração da estação de aquecimento;
ߠ௘௫௧ǡ௜ - Temperatura exterior média do mês mais frio da estação de aquecimento;
GSul - Energia solar média mensal durante a estação, recebida numa superfície
vertical orientada a Sul, [kWh/m2.mês]

2 - Os valores de referência e declives para ajustes em altitude estão tabelados por


NUTS III na Tabela 04.

Tabela 04 - Valores de referência e declives para ajustes em altitude


para a estação de aquecimento.
z M GD Text, i GSul

REF REF a REF a REF a kWh/m2


m meses mês/km °C °C/km °C °C/km por mês
Minho-Lima 268 7,2 1 1629 1500 8,2 -5 130
Alto Trás-os-Montes 680 7,3 0 2015 1400 5,5 -4 125
Cávado 171 6,8 1 1491 1300 9,0 -6 125
Ave 426 7,2 0 1653 1500 7,8 -6 125
Grande Porto 94 6,2 2 1250 1600 9,9 -7 130
Tâmega 320 6,7 0 1570 1600 7,8 -5 135
Douro 579 6,9 0 1764 1400 6,3 -4 135
Entre Douro e Vouga 298 6,9 1 1544 1400 8,4 -5 135
Baixo Vouga 50 6,3 2 1337 1100 9,5 -5 140
Baixo Mondego 67 6,3 0 1304 1000 9,7 -5 140
Beira Interior Norte 717 7,5 0 1924 1000 6,3 -3 135
Beira Interior Sul 328 5,4 1 1274 1800 9,1 -6 140
Cova da Beira 507 7,1 0 1687 1400 7,5 -5 140
Serra da Estrela 553 7,5 0 1851 1600 7,0 -5 135
Dão - Lafões 497 7,3 0 1702 1900 7,5 -6 135
Pinhal Interior Norte 361 6,8 0 1555 1600 8,3 -5 140
Pinhal Interior Sul 361 6,7 1 1511 1500 8,4 -4 145
Pinhal Litoral 126 6,6 0 1323 1900 9,6 -5 140
Oeste 99 5,6 0 1165 2200 10,3 -8 145
Médio Tejo 168 5,9 0 1330 1300 9,5 -4 145
Lezíria do Tejo 73 5,2 3 1135 2700 10,2 -7 145
Grande Lisboa 109 5,3 3 1071 1700 10,8 -4 150
Península de Setúbal 47 4,7 0 1045 1500 10,7 -4 145
Alto Alentejo 246 5,3 2 1221 1200 9,6 -3 145
Alentejo Central 221 5,3 2 1150 1100 10,0 -4 150
Alentejo Litoral 88 5,3 2 1089 1100 10,8 -2 150
Baixo Alentejo 178 5,0 0 1068 1000 10,7 -2 155
35088-(30) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

z M GD Text, i GSul

REF REF a REF a REF a kWh/m2


m meses mês/km °C °C/km °C °C/km por mês
Algarve 145 4,8 0 987 1800 11,3 -6 155
R.A. Açores 10 2,9 1 604 1500 14,4 -7 110
R.A. Madeira 380 3,2 1 618 1500 14,8 -7 105

2.2. Estação de arrefecimento

1 - Os parâmetros climáticos pertinentes para a estação de arrefecimento (verão) são os


seguintes:
Lv - Duração da estação = 4 meses = 2928 horas
Text,v - Temperatura exterior média, [°C]
Isol - Energia solar acumulada durante a estação, recebida na horizontal
(inclinação 0°) e em superfícies verticais (inclinação 90°) para os quatro pontos
cardeais e os quatro colaterais, [kWh/m2]

2 - Os valores de referência e declives para ajustes em altitude estão tabelados por


NUTS III na Tabela 05.

Tabela 05 - Valores de referência e declives para ajustes em altitude


para a estação convencional de arrefecimento.
z Text, v Isol

REF REF a kWh/m2 acumulados de junho a setembro


0° 90° 90° 90° 90° 90° 90° 90° 90°
m °C °C/km
N NE E SE S SW W NW
Minho-Lima 268 20,5 -4 785 220 345 475 485 425 485 475 345
Alto Trás-os-Montes 680 21,5 -7 790 220 345 480 485 425 485 480 345
Cávado 171 20,7 -3 795 220 345 485 490 425 490 485 345
Ave 426 20,8 -3 795 220 350 490 490 425 490 490 350
Grande Porto 94 20,9 0 800 220 350 490 490 425 490 490 350
Tâmega 320 21,4 -3 800 220 350 490 490 425 490 490 350
Douro 579 22,7 -6 805 220 350 490 490 420 490 490 350
Entre Douro e Vouga 298 20,6 -3 805 220 350 490 490 425 490 490 350
Baixo Vouga 50 20,6 -2 810 220 355 490 490 420 490 490 355
Baixo Mondego 67 20,9 0 825 225 360 495 495 420 495 495 360
Beira Interior Norte 717 21,7 -5 820 220 355 495 500 425 500 495 355
Beira Interior Sul 328 25,3 -7 830 220 360 500 495 420 495 500 360
Cova da Beira 507 22,5 -6 825 225 360 495 495 425 495 495 360
Serra da Estrela 553 21,0 -4 820 225 355 495 495 420 495 495 355
Dão - Lafões 497 21,2 -3 815 220 355 495 490 415 490 495 355
Pinhal Interior Norte 361 21,2 -2 825 220 357 500 495 420 495 500 357
Pinhal Interior Sul 361 22,4 -3 830 225 360 500 500 420 500 500 360
Pinhal Litoral 126 20,1 -2 830 225 360 500 495 415 495 500 360
Oeste 99 21,0 0 830 225 360 500 495 415 495 500 360
Médio Tejo 168 22,1 -7 835 220 360 500 495 415 495 500 360
Lezíria do Tejo 73 23,1 -6 835 225 365 500 495 410 495 500 365
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(31)

z Text, v Isol

REF REF a kWh/m2 acumulados de junho a setembro


0° 90° 90° 90° 90° 90° 90° 90° 90°
m °C °C/km
N NE E SE S SW W NW
Grande Lisboa 109 21,7 -10 840 225 365 500 495 410 495 500 365
Península de Setúbal 47 22,8 -5 845 225 365 505 495 410 495 505 365
Alto Alentejo 246 24,5 0 845 225 365 505 500 415 500 505 365
Alentejo Central 221 24,3 0 850 225 370 510 500 415 500 510 370
Alentejo Litoral 88 22,2 0 850 225 365 510 495 405 495 510 365
Baixo Alentejo 178 24,7 0 855 225 370 510 495 405 495 510 370
Algarve 145 23,1 0 865 225 375 515 500 405 500 515 375
R.A. Açores 10 21,3 -6 640 195 285 375 375 235 375 375 285
R.A. Madeira 380 20,2 -6 580 195 260 325 320 280 320 325 260

2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.


207440655
35088-(32) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Despacho (extrato) n.º 15793-G/2013


Nos termos e para os efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto e respetiva regulamentação relativa a edifícios de comércio e serviços,
o presente despacho procede à publicação dos elementos mínimos a incluir no procedimento de ensaio e receção das instalações e dos elementos
mínimos a incluir no plano de manutenção (PM) e respetiva terminologia:

1. ENSAIO E RECEÇÃO PROVISÓRIA DAS INSTALAÇÕES

1 ² O ensaio e receção provisória são efetuados após a conclusão das instalações e


previamente à fase de serviço, com vista a demonstrar aos vários intervenientes no
processo de projeto e instalação que as instalações cumprem os objetivos para os quais
foram projetadas e executadas.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, devem ser efetuados testes de
funcionamento, sobre a instalação executada, sendo que:
a) Para cada ensaio devem ser previamente estabelecidas as metodologias de
execução e os critérios de aceitação, devendo os mesmos ser adequados ao tipo
de instalação em causa e estar especificados no projeto de execução de cada
especialidade;
b) O procedimento de ensaio deve incluir sempre a formação dos responsáveis das
instalações do edifício, incluindo, sempre que aplicável, o Técnico de Instalação
e Manutenção (TIM) do edifício;
c) Os ensaios referidos no número anterior devem dar origem a um relatório de
execução;
d) A realização dos ensaios será da responsabilidade da empresa instaladora, com a
participação obrigatória da fiscalização de obra, quando aplicável.
3 - As metodologias de execução e os critérios de aceitação referidos na alínea a) do
número anterior devem incluir, pelo menos, a referência explícita aos seguintes aspetos:
a) Normas NP ou outras a observar;
b) Necessidade dos ensaios serem feitos em obra ou em laboratório;
c) Intervenientes obrigatórios.
4 - Verificando-se a existência dos respetivos componentes nos sistemas do edifício, os
seguintes ensaios são de execução obrigatória, exceto se especificamente excluídos no
respetivo projeto de execução:
a) Testes de funcionamento das redes de condensados, com vista a verificar o
correto funcionamento e a boa execução de todas as zonas sifonadas;
b) Estanquidade das redes de tubagem, sendo que a rede deve manter uma pressão
de 1,5 vezes à pressão nominal de serviço durante um período de vinte e quatro
horas;
c) Estanquidade da rede de condutas, sendo que as perdas devem ser inferiores a
1,5 l/s.m2 da área de conduta, quando sujeitas a uma pressão de 400 Pa;
d) Medição dos caudais de água, em cada componente principal do sistema,
nomeadamente equipamentos produtores e unidades de tratamento de ar, pelo
que devem ser previstos acessórios que permitam a sua medição precisa;
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(33)

e) Medição dos caudais de ar nas unidades terminais;


f) Medição de temperatura e humidade relativa, no ambiente em cada zona
independente funcional;
g) Medição dos consumos elétricos, em situações de funcionamento real, de todos
os propulsores de fluidos, nomeadamente água e ar, e máquinas frigoríficas,
incluindo unidades evaporadoras e condensadoras;
h) Medição do rendimento de combustão de todas as caldeiras ou sistemas de
queima e dos consumos de combustível, caso estas disponham de contadores;
i) Verificação das proteções elétricas em situações de funcionamento, de todos os
propulsores de fluidos, em concreto água e ar, de caldeiras eventualmente
existentes e de máquinas frigoríficas, com inclusão de unidades evaporadoras e
condensadoras;
j) Verificação do sentido de rotação em todos os motores e propulsores de
fluidos;
k) Verificação do registo e respetivo bom funcionamento, de todos os pontos de
monitorização e controlo;
l) Confirmação do registo de limpeza das redes e respetivos componentes, em
cumprimento das condições higiénicas das instalações de Aquecimento,
Ventilação e Ar Condicionado (AVAC);
m) Ensaio de níveis de iluminação em pontos de amostragem representativos do
funcionamento do edifício;
n) Verificação do consumo de energia elétrica dos circuitos de iluminação, nas
seguintes condições:
i. Aparelhos de iluminação a funcionar a 100% fluxo de luz;
ii. Aparelhos de iluminação a funcionar sujeitos às funções de controlo.
5 ² Para os efeitos do número anterior, devem ser adotados os seguintes procedimentos:
a) Na alínea b), o ensaio deve ser feito a 100% da rede;
b) Na alínea c), o ensaio deve ser feito, em primeira instância, a 10% da rede,
escolhida aleatoriamente e por indicação do projetista:
i. Caso o ensaio da primeira instância não seja satisfatório, o segundo
ensaio deve abranger 20% da rede escolhida aleatoriamente e por
indicação do projetista, para além dos 10% iniciais;
ii. Caso o segundo ensaio não seja satisfatório, o ensaio deve ser feito a
100% da rede.
c) Na alínea d) do número anterior, são aceites medições indiretas com recurso a
sensores de pressão diferencial, na condição de que estes sejam calibrados por
organismos acreditados para o efeito.
35088-(34) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

6 ² O relatório de execução dos ensaios realizados deve ser validado pelo dono de obra
ou respetivo representante, devendo conter, entre outros, os seguintes elementos de
informação:
a) Data de realização e os técnicos responsáveis de cada ensaio;
b) Identificação das entidades ou técnicos presentes na sua realização;
c) Resultados pretendidos e obtidos;
d) Indicação de eventuais medidas de seguimento, na eventualidade do ensaio ter
continuação;
e) Indicação da eventual necessidade de realização de uma nova sessão, cujo prazo
de início e de conclusão deve encontrar-se perfeitamente definido.
7 ² Caso o resultado não seja satisfatório, os ensaios deverão ser repetidos após as
medidas de correção indicadas no relatório mencionado no número anterior e até integral
satisfação dos critérios de aceitação.
8 - Para a conclusão do processo de receção provisória, configura-se como necessária a
entrega, completa e livre de erros, dos seguintes elementos:
a) Manuais de condução da instalação;
b) Telas finais de todas as instalações, contendo os elementos finais de todas as
instalações, incluindo arquitetura;
c) Relatório de execução dos ensaios;
d) Catálogos técnicos e certificados de conformidade do equipamento;
e) Fichas indicativas do procedimento a adotar para a manutenção de cada
equipamento ou sistema de modo a serem integrados no Plano de Manutenção.

2. PLANO DE MANUTENÇÃO

1 - O PM deve incidir sobre os sistemas técnicos do edifício, com vista a manter os


mesmos em condições adequadas de operação e de funcionamento otimizado que
permitam alcançar os objetivos pretendidos de conforto térmico e de eficiência energética.

2 - No PM deve constar, pelo menos, os seguintes elementos de informação,


devidamente atualizados:

a) Identificação completa do edifício e sua localização;


b) Identificação e contactos do proprietário e, se aplicável, do arrendatário,
locatário ou utilizador;
c) Identificação e contactos do Técnico de Instalação e Manutenção do edifício, se
aplicável;
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(35)

d) Descrição e caracterização sumária do edifício e dos respetivos compartimentos


ou zonas diferenciadas, incluindo:
i. Área(s) e tipo de atividade(s) nele habitualmente desenvolvida(s);
ii. Número médio de utilizadores, distinguindo, se possível, os permanentes
dos ocasionais;
iii. Horário(s) habitual(is) de utilização das zonas com utilizadores
permanentes.
e) Identificação, localização e caracterização sumária dos sistemas técnicos do
edifício, designadamente sistemas de climatização, iluminação, preparação de
água quente, energias renováveis, gestão técnica e elevadores e escadas rolantes;
f) Descrição detalhada dos procedimentos de manutenção preventiva dos sistemas
técnicos, em função dos vários tipos de equipamentos e das características
específicas dos seus componentes e das potenciais fontes poluentes do ar
interior;
g) Periodicidade das operações de manutenção preventiva e de limpeza e o nível
de qualificação profissional dos técnicos que as devem executar;
h) Registo das operações de manutenção preventiva e corretiva realizadas, com a
indicação do técnico ou técnicos que as realizaram, dos resultados das mesmas
e outros eventuais comentários pertinentes;
i) Definição das grandezas a medir para posterior constituição de um histórico do
funcionamento da instalação.
3 - Do PM deve igualmente constar um ou mais diagramas para a representação
esquemática dos sistemas de climatização e demais sistemas técnicos instalados, bem como
uma cópia do projeto devidamente atualizado e instruções de operação e atuação em caso
de emergência.
4 - A terminologia utilizada na documentação e informação que constitui o PM deve
estar em conformidade com o disposto na Norma Portuguesa NP EN 13306, na medida
do aplicável a edifícios.
2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.
207440728
35088-(36) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Despacho (extrato) n.º 15793-H/2013


Nos termos e para os efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação
das regras de quantificação e contabilização do contributo de sistemas para aproveitamento de fontes de energia renováveis, de acordo com o tipo
de sistema:

1. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS

A energia produzida pelo sistema solar térmico, deve ser determinada com recurso à
versão em vigor do programa Solterm do Laboratório Nacional de Energia e Geologia
(LNEG) ou outra ferramenta que utilize metodologia de cálculo equivalente que permita,
quando aplicável, quantificar essa energia para diversos usos, devidamente validada por
entidade competente designada para o efeito pelo ministério responsável pela área da
energia.

2. SISTEMAS SOLARES FOTOVOLTAICOS

1 ² A energia produzida pelo sistema solar fotovoltaico, deve ser determinada com
recurso à versão em vigor do programa Solterm do LNEG ou outra ferramenta que utilize
metodologia de cálculo equivalente, devidamente validada por entidade competente
designada para o efeito pelo ministério responsável pela área da energia.
2 - Nos casos em que o sistema fotovoltaico esteja associado a várias frações, a
contribuição renovável para cada uma das frações autónomas deverá ser repartida em
função da sua permilagem.

3. SISTEMAS EÓLICOS

1 - A determinação da energia produzida por um aerogerador deverá ser efetuada


através do somatório do produto entre a curva de potência do aerogerador e a função de
distribuição por classes da velocidade do vento para o local em questão:
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ σ௡௜ୀଵ ܲሺ௜ሻ ൈ ‫ܨ‬ሺ௜ሻ [kWh/ano] (1)

em que:
i - Classes de vento, em intervalos não superiores a 1 m/s
ܲሺ௜ሻ - Potência média do aeroJHUDGRUQDFODVVH´iµ>N:@
‫ܨ‬ሺ௜ሻ - Número GHKRUDVGHYHQWRQDFODVVH´iµ, [h]

2 - Em alternativa ao número anterior, e sempre que não se disponha da caracterização


detalhada do vento por distribuição de classes poderá, em regiões no exterior do perímetro
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(37)

urbano, a produção de energia elétrica decorrente de microgeradores eólicos ser


determinada utilizando o mapeamento do potencial eólico recorrendo ao número de horas
anuais equivalentes à potência nominal (NEPs) que, para efeito de cálculo no presente
regulamento, podem ser consultadas no sítio da internet do LNEG para as cotas de 10 e 20
m. Os valores de produção para cotas intermédias poderão ser interpolados linearmente.
Na ausência de caracterização experimental, para cotas abaixo de 10 m, assumir-se-ão os
valores de 10 m e, para cotas acima de 20 m, assumir-se-ão os dados disponibilizados para
20 m.
3 - Para as zonas no interior dos perímetros urbanos e na ausência de dados
experimentais do vento ou de cálculos numéricos detalhados com programa de simulação
de escoamentos (CFD), dever-se-á assumir como valor máximo, um número de horas
anuais equivalentes de 750 horas.
4 ² Para as situações descritas nos números 2 e 3 e para qualquer região de Portugal
Continental, a estimativa da energia a produzir anualmente será efetuada através da
expressão:
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ 1(3VǤ 3QRP [kWh/ano] (2)

em que:
1(3V - Horas anuais equivalentes à Pnom, [[Link]]
3QRP - Potência nominal da turbina [W]

5 - Nos casos em que o sistema eólico esteja associado a várias frações, a contribuição
renovável para cada uma das frações autónomas deverá ser repartida em função da sua
permilagem.

4. BIOMASSA

1 - A contribuição de um sistema de queima de biomassa sólida, quando utilizado para


climatização, é determinada pela expressão:
ܰ௜௖ Ǥ ‫ܣ‬௣
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ ቆ ቇ Ǥ ݂௜ǡ௞ [kWh/ano] (3)
K௞

em que:
݂௜ǡ௞ - Parcela das necessidades de energia para aquecimento supridas pelo(s)
sistema(s) a biomassa;
Kk - Eficiência do sistema a biomassa;
2
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento, [m ];
ܰ௜௖ - Necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento,
[kWh/[Link]].
35088-(38) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

2 ² Para efeitos do número anterior, a parcela das necessidades de energia para


aquecimento supridas pelo sistema a biomassa ݂௜ǡ௞ , deve ser estimada em função da área
dos compartimentos servidos pelo sistema a biomassa e da área interior útil de pavimento,
conforme a seguinte expressão:
‫ܣ‬௦
݂௜ǡ௞ ൌ (4)
‫ܣ‬௣

em que:
2
‫ܣ‬௦ - Área dos compartimentos servidos pelo sistema a biomassa, [m ];
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento, [m2].

3 ² Quando utilizado para águas quentes sanitárias (AQS), a contribuição de um sistema


de queima a biomassa sólida é determinada pela expressão:
ܳܽ
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ Ǥ ݂௔ǡ௞ [kWh/ano] (5)
K௞

em que:
݂௔ǡ௞ - Parcela das necessidades de energia para AQS supridas pelo sistema a
biomassa;
Kk - Eficiência do sistema a biomassa;
Qa - Necessidades de energia útil para preparação de AQS [kWh/ano]

4 ² No caso de sistemas com dupla função (AQS e aquecimento ambiente), a


contribuição de um sistema de queima de biomassa sólida, é função da localização da
instalação do equipamento, conforme a seguinte expressão:

ܰ௜௖ Ǥ ‫ܣ‬௣ ܳܽ
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ ቆ ቇ Ǥ ݂௜ǡ௞ ൅ Ǥ ݂௔ǡ௞ Ǥ ݂௥ǡ௔
K௞ K௞
em que:
݂௥ǡ௔ - Toma o valor de 1, exceto quando o sistema for instalado num espaço interior
útil do edifício ou fração e condiciona o ambiente do mesmo, tomando, nesses
casos, o valor de M/12, em que M é a duração da estação de aquecimento em
meses.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(39)

5. GEOTERMIA
1 - A contribuição de um sistema de aproveitamento de energia geotérmica para a
preparação de AQS é determinada pela expressão:
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ ‫ݍ‬௚௘௢ Ǥ ο‫ݐ‬Ǥ ܰௗǡ஺ொௌ Ǥ ‫ܥ‬௣ Ǥ ߝǤ ൫ܶ௚௘௢ െ ܶ௥௘ௗ௘ ൯Ȁ͵͸ͲͲͲͲͲ [kWh/ano] (6)

em que :
‫ݍ‬௚௘௢ - Caudal de água do circuito secundário do permutador de calor sendo que nas
situações de inexistência de permutador, deverá ser considerado o caudal
fornecido pelo aquífero termal [kg/h];
ο‫ ݐ‬- Período de tempo médio diário de consumo de fluido geotérmico, [h] que não
pode exceder o que seria necessário para assegurar plenamente as necessidades
médias diárias de energia para AQS;
ܰௗǡ஺ொௌ - Total anual de dias com necessidades de energia para AQS;

‫ܥ‬௣ - Calor específico do fluido geotérmico, [J/(kg.K)], sendo que na ausência de


medições para o fluido geotérmico particular utilizado, assume-se por defeito o
valor constante de 4187 J/(kg.K);
ߝ - Rendimento nominal do permutador, que toma o valor de 1 nas situações em
que não haja circuito secundário;

ܶ௚௘௢ - Temperatura do fluido primário, procedente do aquífero termal,


à entrada do permutador [°C];

ܶ௥௘ௗ௘ - Temperatura do fluido secundário, procedente da rede de abastecimento, à


entrada do permutador [°C], sendo igual a 15 °C, excetuando casos justificados
e aceites pelo SCE.

2 ² Já para os sistemas de aproveitamento de energia geotérmica para aquecimento


ambiente, a respetiva contribuição será determinada pelas seguintes expressões:
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ ‫ݍ‬௚௘௢ Ǥ ο‫ݐ‬Ǥ ܰௗǡ஺ொ Ǥ ‫ܥ‬௣ Ǥ ߝǤ ൫ܶ௚௘௢ െ ܶ௥௘௧௢௥௡௢ ൯Ȁ͵͸ͲͲͲͲͲ [kWh/ano] (7)

em que:
ο‫ ݐ‬- Período de tempo médio diário de consumo de fluido geotérmico, [h], sendo
que não pode exceder o que seria necessário para assegurar plenamente as
necessidades médias diárias de energia para aquecimento ambiente;
ܰௗǡ஺ொ - Total anual de dias com necessidades de energia para aquecimento ambiente;
ܶ௥௘௧௢௥௡௢ - Temperatura do fluido secundário, procedente do sistema de aquecimento
ambiente, à entrada do permutador (°C).
35088-(40) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

6. MINI-HÍDRICA
A contribuição de um sistema de produção de energia elétrica com base em mini-
hídricas de açude é determinada pela expressão:
‫ܧ‬௥௘௡ ൌ  ͻǡͺͳǤ ߟ ் Ǥ ߟீ Ǥ ܳǤ ൫‫ ܪ‬െ ‫ܪ‬௙ െ  ‫ܪ‬௦ ൯Ǥ ߩǤ ο‫ݐ‬ [kWh/ano] (8)

Em que:
ߟ் - Rendimento da turbina
ߟீ - Rendimento do gerador
3
ܳ - Caudal médio em funcionamento [m /s]
‫ ܪ‬- Altura média anual da queda de água [m]
‫ܪ‬௙ - Perdas hidráulicas médias friccionais [m]
‫ܪ‬௦ - Perdas hidráulicas médias de saída [m]
3
ߩ - Massa volúmica da água (kg/m )
ο௧ - Período total anual de funcionamento [horas]

7. AEROTÉRMICA E GEOTÉRMICA (BOMBAS DE CALOR)

1 ² A contribuição renovável de sistemas deste tipo deve ser calculada em conformidade


com o definido no Anexo VII da Diretiva 2009/28/CE:

‫ܧ‬௥௘௡ ൌ ܳ௨௦௔௕௟௘ Ǥ ቀͳ െ ቁ [kWh/ano] (9)
ௌ௉ி

ܳ௨௦௔௕௟௘ - Total de calor utilizável estimado produzido por bombas de calor conformes
aos critérios referidos no número 4 do artigo 5.º da Diretiva 2009/28/CE
[kWh];
ܵܲ‫ ܨ‬- Fator médio de desempenho sazonal estimado para as referidas bombas de
calor, conforme Diretiva 2009/28/CE.

2 ² Apenas poderá ser considerado o contributo de energia renovável de bombas de


calor para as quais ܵܲ‫ [ > ܨ‬Ƨ HPTXHƧpRUiFLRHQWUHDSURGXomRWRWDOEUXWDGH
eletricidade e o consumo de energia primária para a produção de eletricidade, sendo
calculado enquanto média da UE com base em dados do Eurostat.
3 ² A forma como devem ser estimados os valores de ܳ௨௦௔௕௟௘ e de
ܵܲ‫ ܨ‬serão objeto de Despacho por parte do Diretor Geral de Energia e Geologia.

2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.


207440922
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(41)

Despacho (extrato) n.º 15793-I/2013


Nos termos e para os efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação
das metodologias de cálculo para determinar as necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento e arrefecimento ambiente, as necessi-
dades nominais de energia útil para a produção de águas quentes sanitárias (AQS) e as necessidades nominais anuais globais de energia primária:

1. NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA AQUECIMENTO

As necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento são determinadas,


para efeitos do presente despacho, de acordo com as disposições da norma europeia EN
ISO 13790, considerando:
a) O método sazonal de cálculo de necessidades de aquecimento de edifícios e as
adaptações permitidas pela referida norma;
b) Cada edifício e/ou fração autónoma do edifício como uma única zona, com as mesmas
condições interiores de referência;
c) A ocorrência dos fenómenos envolvidos em regime permanente, integrados ao longo
da estação de aquecimento.

1.1. Expressão geral e forma de cálculo

1 - O valor das necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento do


edifício, ܰ௜௖ , é calculado pela expressão seguinte:

ܰ௜௖ ൌ ൫ܳ௧௥ǡ௜ ൅ ܳ௩௘ǡ௜ െ ܳ௚௨ǡ௜ ൯ൗ‫ܣ‬௣ [kWh/[Link]] (1)

em que:
ܳ௧௥ǡ௜ - Transferência de calor por transmissão na estação de aquecimento através da
envolvente dos edifícios, [kWh]
ܳ௩௘ǡ௜ - Transferência de calor por ventilação na estação de aquecimento, [kWh]
ܳ௚௨ǡ௜ - Ganhos térmicos úteis na estação de aquecimento resultantes dos ganhos
solares através dos vãos envidraçados, da iluminação, dos equipamentos e dos
ocupantes, [kWh]
2
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento do edifício medida pelo interior [m ]

2 - A metodologia de cálculo das perdas e dos ganhos na estação de aquecimento


encontra-se definida nos números seguintes, sendo que os parâmetros térmicos e demais
informação relevante para o cálculo encontram-se previstos no despacho que procede à sua
publicação.
35088-(42) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

1.2. TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO ATRAVÉS DA ENVOLVENTE

Ao longo da estação de aquecimento e devido à diferença de temperatura entre o


interior e o exterior do edifício, a transferência de calor por transmissão global, que ocorre
através da envolvente, traduz-se em perdas de calor calculadas de acordo com a seguinte
expressão:
ܳ௧௥ǡ௜ ൌ ͲǡͲʹͶǤ ‫ܦܩ‬Ǥ ‫ܪ‬௧௥ǡ௜ [kWh] (2)

em que:
‫ ܦܩ‬- Número de graus-dias de aquecimento especificados para cada região NUTS
III, [º[Link]]
‫ܪ‬௧௥ǡ௜ - Coeficiente global de transferência de calor por transmissão na estação de
aquecimento, [W/ºC]

1.3. PERDAS DE CALOR POR RENOVAÇÃO DO AR

1 - As perdas de calor por ventilação correspondentes à renovação do ar interior durante


a estação de aquecimento são calculadas de acordo com a equação:
ܳ௩௘ǡ௜ ൌ ͲǡͲʹͶǤ ‫ܦܩ‬Ǥ ‫ܪ‬௩௘ǡ௜ [kWh] (3)

onde
‫ܪ‬௩௘ǡ௜ ൌ Ͳǡ͵ͶǤ ܴ௣௛ǡ௜ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ܲௗ  [W/ºC] (4)
em que:
ܴ௣௛ǡ௜ - Taxa nominal de renovação do ar interior na estação de aquecimento, [h-1]
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m2]
ܲௗ - Pé direito médio da fração, [m]
‫ܪ‬௩௘ǡ௜ - Coeficiente global de transferência de calor por ventilação na estação de
aquecimento, [W/ºC]

2 - No caso de a ventilação ser assegurada por meios providos de dispositivos de


recuperação de calor do ar extraído, a energia necessária relativa às perdas que ocorrem por
ventilação é dada pela seguinte expressão:
ܳ௩௘ǡ௜ ൌ ͲǡͲʹͶǤ ‫ܦܩ‬Ǥ ܾ௩௘ǡ௜ Ǥ Ͳǡ͵ͶǤ ܴ௣௛ǡ௜ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ܲௗ [kWh] (5)
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(43)

em que ܾ௩௘ é o fator de correção da temperatura tendo em conta o sistema de


recuperação de calor, que se calcula de acordo com a seguinte expressão:
ܸሶ௜௡௦
ܾ௩௘ǡ௜ ൌ ͳ െ ߟோ஼ Ǥ (6)
ܴ௣௛ǡ௜ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ܲௗ

em que:
ߟோ஼ - Rendimento do sistema de recuperação de calor
ܸሶ௜௡௦ - Valor médio diário do caudal de ar insuflado através do sistema de
recuperação de calor, [m3/h]

1.4. GANHOS TÉRMICOS ÚTEIS

1 - A conversão da parte dos ganhos térmicos brutos que se traduzem em ganhos


térmicos úteis faz-se de acordo com a seguinte expressão:
ܳ௚௨ǡ௜ ൌ ߟ௜ Ǥ ܳ௚ǡ௜ [kWh] (7)

em que:
ߟ௜ - Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação de aquecimento
ܳ௚ǡ௜ - Ganhos térmicos brutos na estação de aquecimento, [kWh]

2 - Os ganhos térmicos brutos a considerar no cálculo das necessidades nominais de


aquecimento do edifício têm duas origens, conforme equação seguinte:
ܳ௚ǡ௜ ൌ ܳ௜௡௧ǡ௜ ൅ ܳ௦௢௟ǡ௜ [kWh] (8)

em que:
ܳ௜௡௧ǡ௜ - Ganhos térmicos associados a fontes internas de calor, na estação de
aquecimento, [kWh]
ܳ௦௢௟ǡ௜ - Ganhos térmicos associados ao aproveitamento da radiação solar pelos vãos
envidraçados, na estação de aquecimento, [kWh]

3 ² Com exclusão do sistema de aquecimento, os ganhos térmicos internos incluem


qualquer fonte de calor situada no espaço a aquecer, nomeadamente, os ganhos de calor
associados ao metabolismo dos ocupantes, e o calor dissipado nos equipamentos e nos
dispositivos de iluminação.
4- Para os efeitos do número anterior, os ganhos térmicos internos são calculados,
durante toda a estação de aquecimento, de acordo com a seguinte equação:
ܳ௜௡௧ǡ௜ ൌ Ͳǡ͹ʹ‫ݍ‬௜௡௧ Ǥ‫ܯ‬Ǥ ‫ܣ‬௣ [kWh] (9)
35088-(44) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

em que:
2
‫ݍ‬௜௡௧ - Ganhos térmicos internos médios por unidade de superfície, iguais a 4 W/m
‫ ܯ‬- Duração média da estação convencional de aquecimento, [mês]
2
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, [m ]

5 - Para efeitos regulamentares, o cálculo dos ganhos solares brutos através dos vãos
envidraçados na estação de aquecimento deve ser efetuado de acordo com a metodologia
abaixo indicada e na qual os ganhos solares são calculados de acordo com a seguinte
equação:

ܳ௦௢௟ǡ௜ ൌ ‫ܩ‬ௌ௨௟ Ǥ ෍ ൥ܺ௝ Ǥ ෍ ‫ܨ‬௦ǡ௜ ௡௝ Ǥ ‫ܣ‬௦ǡ௜ ௡௝ ൩ Ǥ ‫ܯ‬ [kWh] (10)


௝ ௡

em que:
‫ܩ‬ௌ௨௟ - Valor médio mensal de energia solar média incidente numa superfície vertical
orientada a Sul, durante a estação de aquecimento, por unidade de superfície,
[kWh/m2.mês]
ܺ௝ - Fator de orientação para as diferentes exposições de acordo com a Tabela
01.01
‫ܨ‬௦ǡ௜ ௡௝ - Fator de obstrução do vão envidraçado n com orientação j na estação de
aquecimento
‫ܣ‬௦ǡ௜ ௡௝ - Área efetiva coletora de radiação solar do vão envidraçado na superfície ݊
com a orientação ݆, [m2]
݆ - Índice que corresponde a cada uma das orientações
݊ - Índice que corresponde a cada uma das superfícies com a orientação ݆
‫ ܯ‬- Duração média da estação convencional de aquecimento, [mês]

a) As superfícies serão consideradas horizontais quando apresentarem inclinação inferior


a 60° face ao plano horizontal, sendo as restantes consideradas verticais;
b) Para o cálculo da área efetiva coletora das superfícies verticais e para cada uma das
orientações, efetua-se o somatório das áreas coletoras situadas nesse octante;

Tabela 01 ² Fator de orientação para as diferentes exposições, ܺ௝


Orientação do vão (j) N NE/NW S SE/SW E/W H
ܺ௝ 0,27 0,33 1 0,84 0,56 0,89
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(45)

c) O valor de área efetiva coletora ୱǡ୧ deve ser calculado vão a vão, de acordo com a
seguinte expressão:
‫ܣ‬௦ǡ௜ ௡௝ ൌ ‫ܣ‬௪ Ǥ ‫ܨ‬௚ Ǥ݃௜ [m2] (11)

em que:
2
‫ܣ‬௪ - Área total do vão envidraçado, incluindo o vidro e caixilho, [m ]
‫ܨ‬௚ - Fração envidraçada do vão envidraçado, obtida de acordo com o despacho
que procede à publicação dos parâmetros térmicos;
݃௜ - Fator solar de inverno.

d) Nas situações em que não existam quaisquer dispositivos de sombreamento, o fator


solar de inverno será igual ao fator solar do vidro para uma incidência solar normal,
afetado do fator de seletividade angular, mediante a expressão ‰ ୧ ൌ ୵ǡ୧ Ǥ ‰ ୄǡ୴୧ , sendo
este parâmetros obtidos de acordo com o despacho que procede à publicação dos
parâmetros térmicos;

e) Nas situações de vão envidraçados interiores, ou seja, vãos incluídos na envolvente


interior (int), adjacente a um espaço não útil (enu) que possua vãos envidraçados,
designadamente marquises, estufas, átrios, ou similares, e em alternativa ao indicado na
alínea c), a área efetiva coletora deve ser determinada de acordo com a seguinte
expressão:

‫ܣ‬௦ǡ௜ ௡௝ ൌ ሺ‫ܣ‬௪ ሻ௜௡௧ Ǥ ൫‫ܨ‬௚ ൯ Ǥ ൫‫ܨ‬௚ ൯ Ǥ ሺ݃௜ ሻ௜௡௧ Ǥ ሺ݃௜ ሻ௘௡௨ [m2] (12)
௜௡௧ ௘௡௨

em que:
ሺ‫ܣ‬௪ ሻ௜௡௧ - Área total do vão envidraçado interior, incluindo o vidro e caixilho, [m2]
൫‫ܨ‬௚ ൯ - Fração envidraçada do vão envidraçado interior
௜௡௧

൫‫ܨ‬௚ ൯ - Fração envidraçada do vão envidraçado do espaço não útil


௘௡௨
ሺ݃௜ ሻ௜௡௧ Ǥ - Fator solar na estação de aquecimento, do vão envidraçado interior
ሺ݃௜ ሻ௘௡௨ - Fator solar na estação de aquecimento, do vão envidraçado do espaço não útil
‰ ୘୮ - Fator solar global do vão envidraçado com todos os dispositivos de proteção
solar permanentes existentes

f) No fator solar de ambos os vãos envidraçados, interior e do espaço não útil, não
deverão ser considerados os dispositivos de proteção solar móveis, devendo para este
35088-(46) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

efeito considerar-se apenas dispositivos de proteção solar quando os mesmos forem


permanentes, ‰ ୧ ൌ ‰ ୘୮ e obtidos de acordo com o despacho que procede à publicação
dos parâmetros térmicos;
g) A determinação do fator de obstrução da superfície ‫ܨ‬௦ǡ௜ ௡௝ , para um vão envidraçado
interior, é realizada admitindo que os elementos opacos do espaço não útil causam
sombreamento no vão envidraçado interior.

2. NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA ARREFECIMENTO

As necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento são determinadas,


para efeitos do presente diploma, de acordo com as disposições da norma europeia EN
ISO 13790, considerando:
a) O método sazonal de cálculo de necessidades de arrefecimento de edifícios e as
adaptações permitidas pela referida norma;
b) Cada edifício e/ou fração autónoma do edifício como uma única zona, com as mesmas
condições interiores de referência;
c) A ocorrência dos fenómenos envolvidos em regime permanente, integrados ao longo
da estação de arrefecimento.

2.1. Expressão geral e forma de cálculo

1 - O valor das necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento do


edifício, ܰ௩௖ , será calculado de acordo com a seguinte expressão:
ܰ௩௖ ൌ ሺͳ െ ߟ௩ ሻܳ௚ǡ௩ Τ‫ܣ‬௣ [kWh/[Link]] (13)

em que:
ߟ௩ - Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação de arrefecimento
ܳ௚ǡ௩ - Ganhos térmicos brutos na estação de arrefecimento, [kWh]
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, [m2]

2 - A metodologia de cálculo do fator de utilização de ganhos térmicos deve aplicada de


acordo com o definido no despacho que procede à publicação dos parâmetros térmicos,
em função da transferência ao longo da estação de arrefecimento que ocorre por
transmissão ܳ௧௥ǡ௩ e devido à renovação do ar ܳ௩௘ǡ௩ , bem como dos ganhos térmicos na
estação de arrefecimento ܳ௚ǡ௩ , que se encontram definidos nos números seguintes.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(47)

2.2. Transferência de calor por transmissão

A transferência de calor por transmissão que ocorre através da envolvente calcula-se de


acordo com a seguinte expressão:

ܳ௧௥ǡ௩ ൌ ‫ܪ‬௧௥ǡ௩ Ǥ ൫T௩ǡ௥௘௙ െ T௩ǡ௘௫௧ ൯‫ܮ‬௩ ΤͳͲͲͲ [kWh] (14)

em que:
‫ܪ‬௧௥ǡ௩ - Coeficiente global de transferência de calor por transmissão na estação de
arrefecimento, [W/ºC]
T௩ǡ௥௘௙ - Temperatura de referência para o cálculo das necessidades de energia na
estação de arrefecimento, igual a 25qC
T௩ǡ௘௫௧ - Temperatura média do ar exterior para a estação de arrefecimento, [ºC]
‫ܮ‬௩ - Duração da estação de arrefecimento igual a 2928 horas

2.3. Transferência de calor por renovação do ar

1 ² A transferência de calor correspondente à renovação de ar interior durante a estação


de arrefecimento, ܳ௩௘ǡ௩ é calculada de acordo com a equação:

ܳ௩௘ǡ௩ ൌ ‫ܪ‬௩௘ǡ௩ Ǥ ൫T௩ǡ௥௘௙ െ T௩ǡ௘௫௧ ൯Ǥ ‫ܮ‬௩ ΤͳͲͲͲ [kWh] (15)

onde:
‫ܪ‬௩௘ǡ௩ ൌ Ͳǡ͵ͶǤ ܴ௣௛ǡ௩ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ܲௗ  [kWh] (16)

em que:
-1
ܴ௣௛ǡ௩ - Taxa nominal de renovação do ar interior na estação de arrefecimento, [h ]
2
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m ]
ܲௗ - Pé direito médio da fração, [m]

2 - No caso de a ventilação ser assegurada por meios providos de dispositivos de


recuperação de calor do ar extraído, deve existir um by-pass ao mesmo, sendo que, caso tal
não suceda, a transferência de calor por renovação de ar será calculada de acordo com a
seguinte expressão:

ܳ௩௘ǡ௩ ൌ ܾ௩௘ǡ௩ Ǥ Ͳǡ͵Ͷܴ௣௛ǡ௩ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ܲௗ Ǥ ൫T௩ǡ௥௘௙ െ T௩ǡ௘௫௧ ൯Ǥ ‫ܮ‬௩ ΤͳͲͲͲ [kWh] (17)
35088-(48) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

em que ܾ௩௘ é o fator de correção da temperatura tendo em conta o sistema de


recuperação de calor, que se calcula:
௏ሶ೔೙ೞ
ܾ௩௘ǡ௩ ൌ ͳ െ ߟோ஼ ൈ (18)
ோ೛೓ǡೡ Ǥ஺೛ Ǥ௉೏

em que:
ߟோ஼ - Rendimento do sistema de recuperação de calor
ܸሶ௜௡௦ - Valor médio diário do caudal de ar insuflado através do sistema de
recuperação de calor, [m3/h]

2.4. Ganhos térmicos

1 - Os ganhos térmicos brutos a considerar no cálculo das necessidades nominais de


arrefecimento do edifício são obtidos pela soma de duas parcelas, conforme a seguinte
equação:
ܳ௚ǡ௩ ൌ ܳ௜௡௧ǡ௩ ൅ ܳ௦௢௟ǡ௩ [kWh] (19)
em que:
ܳ௜௡௧ǡ௩ - Ganhos térmicos associados a fontes internas de calor
ܳ௦௢௟ǡ௩ - Ganhos térmicos associados à radiação solar incidente na envolvente exterior
opaca e envidraçada

2 - Os ganhos térmicos internos devidos aos ocupantes, aos equipamentos e aos


dispositivos de iluminação durante toda a estação de arrefecimento calculam-se de acordo
com a seguinte expressão:
ܳ௜௡௧ǡ௩ ൌ ‫ݍ‬௜௡௧ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ‫ܮ‬௩ ΤͳͲͲͲ [kWh] (20)

em que:
2
‫ݍ‬௜௡௧- Ganhos térmicos internos médios por unidade de superfície igual a 4 W/m ;
2
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, [m ]
‫ܮ‬௩ - Duração da estação de arrefecimento igual a 2928 horas.

3 - Os ganhos solares na estação de arrefecimento resultantes da radiação solar incidente


na envolvente opaca e envidraçada calculam-se de acordo com a seguinte equação, sendo
que a determinação do fator de obstrução de superfícies opacas é opcional devendo,
quando considerada, seguir uma abordagem comum à dos vãos envidraçados:

ܳ௦௢௟ǡ௩ ൌ σ௝ ቂ‫ܩ‬௦௢௟ ௝ σ௡ ‫ܨ‬௦ǡ௩ ௡௝ ‫ܣ‬௦ǡ௩ ௡௝ ቃ [kWh] (21)


Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(49)

em que:
‫ܩ‬௦௢௟ ௝ - Energia solar média incidente numa superfície com orientação ݆ durante toda
a estação de arrefecimento, [kWh/m2]
‫ܣ‬௦ǡ௩ ௡௝ - Área efetiva coletora de radiação solar da superfície do elemento ݊ com a
orientação ݆, [m2]
݆ - Índice correspondente a cada uma das orientações por octante e à posição
horizontal

݊ - Índice correspondente a cada um dos elementos opacos e envidraçados com a


orientação ݆
‫ܨ‬௦ǡ௩ ௡௝ - Fator de obstrução da superfície do elemento ݊, com a orientação ݆

a) A área efetiva coletora de radiação solar de cada vão envidraçado ݊ com orientação ݆,
deve ser calculada através da seguinte expressão, aplicável a espaços úteis e não úteis:
‫ܣ‬௦ǡ௩ ௡௝ ൌ ‫ܣ‬௪ Ǥ ‫ܨ‬௚ Ǥ ݃௩ [m2] (22)

em que:
2
‫ܣ‬௪ - Área total do vão envidraçado, incluindo o vidro e caixilho, [m ]
‫ܨ‬௚ - Fração envidraçada do vão envidraçado, obtida de acordo com o despacho
que procede à publicação dos parâmetros térmicos
݃௩ - Fator solar do vão envidraçado na estação de arrefecimento

b) Nas situações de vãos envidraçados interiores, ou seja, vãos incluídos na envolvente


interior (int), adjacente a um espaço não útil (enu) que possua vãos envidraçados,
designadamente marquises, estufas, átrios, ou similares, e em alternativa ao indicado na
alínea a), a área efetiva coletora deve ser determinada de acordo com a seguinte
expressão:

‫ܣ‬௦ǡ௩ ௡௝ ൌ ሺ‫ܣ‬௪ ሻ௜௡௧ Ǥ൫‫ܨ‬௚ ൯ Ǥ ሺ݃௩ ሻ௜௡௧ Ǥ ሺ݃௩ ሻ௘௡௨ [m2] (23)
௜௡௧

em que:
ሺ‫ܣ‬௪ ሻ௜௡௧- Área total do vão envidraçado interior, incluindo o vidro e caixilho, [m2]
൫‫ܨ‬௚ ൯ - Fração envidraçada do vão envidraçado interior
௜௡௧

ሺ݃௩ ሻ௜௡௧ Ǥ- Fator solar na estação de arrefecimento, do vão envidraçado interior


ሺ݃௩ ሻ௘௡௨- Fator solar na estação de arrefecimento, do vão do espaço não útil
35088-(50) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

c) A determinação do fator de obstrução da superfície ‫ܨ‬௦ǡ௩ ௡௝ para um vão envidraçado


interior, é realizada admitindo sempre que os elementos opacos do espaço não útil não
causam sombreamento no vão envidraçado interior (como se não existisse espaço não
útil), pelo que, na ausência de outros sombreamentos, este parâmetro é igual a 1;
d) No caso do fator solar do vão envidraçado do espaço não útil, dispor de dispositivos de
proteção solar permanentes, este toma o valor de ‰ ୘୮ e pode ser determinado de
acordo com o disposto no despacho que procede à publicação dos parâmetros
térmicos, sendo que nos restantes casos é igual a 1.
e) A área efetiva coletora de radiação solar de um elemento  da envolvente opaca
exterior, com orientação Œ é calculada através da seguinte expressão, aplicável a espaços
úteis e não úteis:
‫ܣ‬௦ǡ௩ ௡௝ ൌ ߙǤ ܷǤ ‫ܣ‬௢௣ Ǥ ܴ௦௘ [m2] (24)

em que:
ߙ - Coeficiente de absorção de radiação solar da superfície do elemento da
envolvente opaca
2
ܷ - Coeficiente de transmissão térmica do elemento da envolvente opaca, [W/m ]
2
‫ܣ‬௢௣ - Área do elemento da envolvente opaca exterior, [m ]
ܴ௦௘ - Resistência térmica superficial exterior igual a 0,04 W/([Link])

3. NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA

3.1. Expressão geral e forma de cálculo

1 - Para efeitos do presente despacho, as necessidades nominais de energia primária de


um edifício de habitação resultam da soma das necessidades nominais específicas de
energia primária relacionadas com os ݊ usos: aquecimento (ܰ௜௖ ), arrefecimento (ܰ௩௖ ),
produção de AQS ൫ܳ௔ Τ‫ܣ‬௣ ൯ e ventilação mecânica ൫ܹ௩௠ Τ‫ܣ‬௣ ൯, deduzidas de eventuais
ாೝ೐೙ǡ೛
contribuições de fontes de energia renovávelሺ ) e de acordo com a seguinte
஺೛
expressão:

݂௜ǡ௞ Ǥ ܰ௜௖ ݂௩ǡ௞ Ǥ ߜǤ ܰ௩௖


ܰ௧௖ ൌ  ෍ ൭෍ ൱ Ǥ ‫ܨ‬௣௨ǡ௝ ൅  ෍ ൭෍ ൱ Ǥ ‫ܨ‬௣௨ǡ௝
ߟ௞ ߟ௞
௝ ௞ ௝ ௞
[kWhEP/
݂௔ǡ௞ Ǥ ܳ௔ Τ‫ܣ‬௣ ܹ௩௠ǡ௝ (25)
൅  ෍ ൭෍ ൱ Ǥ ‫ܨ‬௣௨ǡ௝ ൅ ෍ Ǥ ‫ܨ‬௣௨ǡ௝ ([Link])]
ߟ௞ ‫ܣ‬௣
௝ ௞ ௝
‫ܧ‬௥௘௡ǡ௣
െ෍ Ǥ ‫ܨ‬௣௨ǡ௣
‫ܣ‬௣

Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(51)

em que:

Nic - Necessidades de energia útil para aquecimento, supridas pelo sistema k


[kWh/([Link])]
fi,k - Parcela das necessidades de energia útil para aquecimento supridas pelo
sistema k
Nvc - Necessidades de energia útil para arrefecimento, supridas pelo sistema k
[kWh/([Link])]
fv,k - Parcela das necessidades de energia útil para arrefecimento supridas pelo
sistema k
Qa - Necessidades de energia útil para preparação de AQS, supridas pelo sistema k
[kWh/ano]
fa,k - Parcela das necessidades de energia útil para produção de AQS supridas pelo
sistema k
Kk - Eficiência do sistema k, que toma o valor de 1 no caso de sistemas para
aproveitamento de fontes de energia renovável, à exceção de sistemas de
queima de biomassa sólida em que deve ser usada a eficiência do sistema de
queima.
j - Todas as fontes de energia incluindo as de origem renovável
p - Fontes de origem renovável
‫ܧ‬௥௘௡ǡ௣ - Energia produzida a partir de fontes de origem renovável p, [kWh/ano],
incluindo apenas energia consumida
ܹ௩௠ - Energia elétrica necessária ao funcionamento dos ventiladores, [kWh/ano]
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento [m2]
‫ܨ‬௣௨ǡ௝ ݁‫ܨ‬௣௨ǡ௣ - Fator de conversão de energia útil para energia primária, [kWhEP/kWh]
Ɂ - Igual a 1, exceto para o uso de arrefecimento ሺܰ௩௖ ሻ em que pode tomar o
valor 0 sempre que o fator de utilização de ganhos térmicos seja superior ao
respetivo fator de referência, o que representa as condições em que o risco de
sobreaquecimento se encontra minimizado

2 ² Na aplicação das expressões de cálculo referidas no número anterior devem ser


observadas as regras e orientações metodológicas descritas nas seguintes secções e as
apresentadas abaixo:

a) O somatório das parcelas das necessidades de energia útil para cada um dos diferentes
usos tem de ser igual a 1.
b) O somatório da energia produzida a partir de fontes de origem renovável, destinada a
suprir diferentes usos, deverá ser menor ou igual à energia consumida para esse tipo de
uso.
35088-(52) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

3.2. Eficiência de sistemas técnicos

1 ² A eficiência nominal de conversão em energia útil do sistema convencional deve


corresponder ao valor da eficiência nominal do equipamento de produção especificado na
fase de projeto, ou eventualmente instalado após a fase de construção, incluindo os
edifícios existentes.
2 ² No caso de sistemas que não se encontrem especificados em projeto ou instalados,
devem ser consideradas as soluções por defeito aplicáveis e indicadas na Tabela I.03 da
Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, para os diferentes tipos de sistema.
3 - Se todos os principais compartimentos do edifício, designadamente salas, quartos e
similares, excluindo cozinhas, casas de banho e outros compartimentos de serviço, forem
servidos por um único sistema de climatização, considera-se, para efeitos do cálculo de ܰ௧௖ ,
a eficiência do respetivo equipamento de produção e que toda a fração se encontra
climatizada.
4 ² Nos casos de dois ou mais dos principais compartimentos do edifícios serem
servidos por diferentes sistemas de climatização considera-se, para efeitos do cálculo de
ܰ௧௖ , a eficiência do equipamento de produção de cada sistema afeto na proporção da área
interior útil do compartimento que este serve.
5 ² A distribuição indicada no disposto no número anterior aplica-se de igual modo a
compartimentos principais não climatizados, considerando-se, para esse efeito e para esses
compartimentos, as soluções de referência aplicáveis e indicadas na tabela referida no
número 2.
6 - Na ausência de especificação ou de evidência de isolamento aplicado na tubagem de
distribuição do sistema de AQS que assegure garantir uma resistência térmica de, pelo
menos 0,25 [Link]/W, a eficiência de conversão em energia útil do equipamento de
preparação de AQS deve ser multiplicada por 0,9.
7 - Para outros sistemas de preparação de AQS não convencionais a instalar em novos
edifícios, nomeadamente sistemas centralizados comuns a várias frações autónomas de um
mesmo edifício e recurso a redes urbanas de aquecimento, a eficiência deve ser calculada e
demonstrada caso a caso pelo projetista.

3.3. Ventilação mecânica

1 - Quando o edifício dispuser de sistemas mecânicos de ventilação com funcionamento


contínuo (podem ter caudal constante ou variável) deve ser estimado o consumo de energia
elétrica de funcionamento dos ventiladores (ܹ௩௠ ), pela expressão:
೑௏ ο௉ ு೑
ܹ௩௠ ൌ ଷ଺଴଴ Ǥ ఎ Ǥ
ଵ଴଴଴
[kWh/ano] (26)
೟೚೟

em que:
3
ܸ௙ - Caudal de ar médio diário escoado através do ventilador, [m /h]
οܲ - Diferença de pressão total do ventilador (Pa);
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(53)

ߟ௧௢௧ - Rendimento total de funcionamento do ventilador;


‫ܪ‬௙ - Número de horas de funcionamento dos ventiladores durante um ano (h). Por
defeito considera-se que os ventiladores funcionam 24 h/dia, devendo ser
tomado o valor de 8760 h, sendo que, nos sistemas de ventilação híbridos, pode
ser adotado outro valor desde que seja fundamentado com uma estimativa
anual do funcionamento da ventilação da fração.

2 - Quando não se conhece os valores οܲe ߟ௧௢௧ o consumo de energia ܹ௩௠ pode ser
determinado pela expressão:
ு೑
ܹ௩௠ ൌ Ͳǡ͵Ǥ ܸ௙ Ǥ ଵ଴଴଴ [kWh/ano] (27)

3 - Nos sistemas híbridos de baixa pressão (inferior a 20 Pa) quando não se conhecem
os valores de 'P e Ktot, o consumo de energia ܹ௩௠ pode ser determinado pela expressão:

ܹ௩௠ ൌ ͲǡͲ͵Ǥ ܸ௙ Ǥ ೑ [kWh/ano] (28)
ଵ଴଴଴

4 - No caso de um ventilador comum a várias frações autónomas ou edifícios, a energia


total correspondente ao seu funcionamento deve ser dividida entre cada uma dessas frações
autónomas ou edifícios, numa base diretamente proporcional aos caudais de ar nominaisܸ௙
correspondentes a cada uma delas. Estão excluídos do cálculo de ܹ௩௠ os exaustores
mecânicos de funcionamento pontual, designadamente o exaustor de cozinha ou o
exaustor das instalações sanitárias.
3 - Quando o edifício não dispuser de sistemas mecânicos de ventilação, ܹ௩௠ toma o
valor 0 (zero).

3.4. Preparação de AQS

1 - A energia útil necessária para a preparação de AQS durante um ano será calculada de
acordo com a seguinte expressão:

ܳ௔ ൌ ൫‫ܯ‬஺ொௌ Ǥ Ͷͳͺ͹Ǥ οܶǤ ݊ௗ ൯Τ͵͸ͲͲͲͲͲ [kWh/ano] (29)

em que:
οܶ - Aumento de temperatura necessário para a preparação das AQS e que, para
efeitos do presente cálculo, toma o valor de referência de 35ºC.
݊ௗ - Número anual de dias de consumo de AQS de edifícios residenciais que, para
efeitos do presente cálculo, se considera de 365 dias.
35088-(54) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

2 - Nos edifícios de habitação, o consumo médio diário de referência será calculado de


acordo com a seguinte expressão:
‫ܯ‬஺ொௌ ൌ ͶͲǤ ݊Ǥ ݂௘௛ [litros] (30)

em que:
݊ - Número convencional de ocupantes de cada fração autónoma, definido em
função da tipologia da fração sendo que se deve considerar 2 ocupantes no caso
da tipologia T0, e n+1 ocupantes nas tipologias do tipo Tn com n>0.
݂௘௛ - Fator de eficiência hídrica, aplicável a chuveiros ou sistemas de duche com
certificação e rotulagem de eficiência hídrica, de acordo com um sistema de
certificação de eficiência hídrica da responsabilidade de uma entidade
independente reconhecida pelo sector das instalações prediais.
Para chuveiros ou sistemas de duche com rótulo A ou superior, ݂௘௛ ൌ ͲǡͻͲ,
sendo que nos restantes casos, ݂௘௛ ൌ ͳ.
2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.
207442056
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(55)

Despacho (extrato) n.º 15793-J/2013


Nos termos e para efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação
das regras de determinação da classe energética:

1. DETERMINAÇÃO DA CLASSE ENERGÉTICA

1.1. Edifícios de habitação

1 - No caso de pré-certificados e certificados SCE de edifícios de habitação, a classe


energética é determinada através do rácio de classe energética (RNt):

= (1)

onde Ntc corresponde ao valor das necessidades nominais anuais de energia primária e Nt
corresponde ao valor limite regulamentar para as necessidades nominais anuais de energia
primária, ambos calculados de acordo com o disposto no Regulamento de Desempenho
Energético dos Edifícios de Habitação.
2 - A escala de classificação energética dos edifícios ou frações autónomas de edifícios
referidos no ponto anterior será composta por 8 classes, correspondendo a cada classe um
intervalo de valores de RNt, de acordo com o apresentado na Tabela 01, arredondados a
duas casas decimais.

Tabela 01 – Intervalos de valor de RNt para a determinação da classe energética em pré-


certificados e certificados SCE de modelo tipo Habitação

Classe Energética Valor de RNt


A+ RNt ≤ 0,25
A 0,26 ≤ RNt ≤ 0,50
B 0,51 ≤ RNt ≤ 0,75
B- 0,76 ≤ RNt ≤ 1,00
C 1,01 ≤ RNt ≤ 1,50
D 1,51 ≤ RNt ≤ 2,00
E 2,01 ≤ RNt ≤ 2,50
F RNt ≥ 2,51

1.2. Edifícios de comércio e serviços

1 - No caso de pré-certificados e certificados SCE de edifícios de comércio e serviços, a


classe energética é determinada através do rácio de classe energética (RIEE):

= (2)
,
onde:
- Indicador de Eficiência Energética, obtido de acordo com o disposto na
Tabela 02, consoante o tipo de edifício e se se trata de novo, existente ou
sujeito a grande intervenção relativamente aos consumos do tipo S;
35088-(56) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

, - Indicador de Eficiência Energética de referência associado aos consumos


anuais de energia do tipo S;
- Indicador de Eficiência Energética renovável associado à produção de
energia elétrica e térmica a partir de fontes de energias renováveis

e sendo estes calculados de acordo com o disposto no Regulamento de Desempenho


Energético dos Edifícios de Comercio e Serviços.

Tabela 02 – Forma de cálculo do , para efeitos de classificação energética de Pequenos


Edifícios de Comércio e Serviços (PES) e de Grandes Edifícios de Comércio e
Serviços (GES)
Forma de cálculo do
Tipo de edifício Novo Existente Grande intervenção

PES , , ou , ,

GES , , ou , ,

GES com Plano de


Racionalização Energética
(PRE) e medidas de
n.a. , n.a.
melhoria no Aquecimento,
Ventilação e Ar
Condicionado (AVAC)
GES com PRE e outro tipo
n.a. ou n.a.
de medidas de melhoria , ,

onde:
- IEE previsto
- IEE efetivo

2 - A conjugação das variáveis referidas no ponto anterior para determinação da


classe energética deverá ser feita com recurso à Tabela 03, arredondado a duas casas
decimais, sendo a classe a atribuir aquela que corresponder à condição verdadeira verificada
numa escala de 8 classes possíveis.

Tabela 03 – Intervalos de valor de RIEE para a determinação da classe energética em pré-


certificados e certificados SCE dos modelos tipo Pequenos Edifícios de Comércio e
Serviços e Grandes Edifícios de Comércio e Serviços

Classe Energética Valor de RIEE


A+ RIEE ≤ 0,25
A 0,26 ≤ RIEE ≤ 0,50
B 0,51 ≤ RIEE ≤ 0,75
B- 0,76 ≤ RIEE ≤ 1,00
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(57)

Classe Energética Valor de RIEE


C 1,01 ≤ RIEE ≤ 1,50
D 1,51 ≤ RIEE ≤ 2,00
E 2,01 ≤ RIEE ≤ 2,50
F RIEE ≥ 2,51

2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.


207440809
35088-(58) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Despacho (extrato) n.º 15793-K/2013


Nos termos e para os efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação
dos parâmetros térmicos para o cálculo dos seguintes valores:

1. COEFICIENTE GLOBAL DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR

1 - O coeficiente global de transferência de calor num edifício, ‫ܪ‬௧ , é dado pela soma do
coeficiente global de transferência de calor por transmissão pela envolvente, ‫ܪ‬௧௥ , e do
coeficiente de transferência de calor por ventilação devido à renovação do ar interior, ‫ܪ‬௩௘ :

‫ܪ‬௧ ൌ ‫ܪ‬௧௥ ൅ ‫ܪ‬௩௘ [W/ºC] (1)

2 - O cálculo dos coeficientes de transferência de calor em edifícios deve ser feito de


acordo com as normas europeias em vigor, destacando-se para esse efeito:
a) A norma europeia EN ISO 13789, onde são indicados os princípios de cálculo
dos coeficientes de transferência de calor por transmissão térmica e por
ventilação;
b) A norma EN ISO 13370, referente aos coeficientes relativos aos elementos
em contacto com o solo;
c) A norma EN 15242, referente aos métodos para determinação de caudais de
ventilação.

1.1. Coeficiente global de transferência de calor por transmissão.

1 - O coeficiente global de transferência de calor por transmissão traduz a condutância


através da toda a superfície dos elementos da envolvente, compreendendo paredes,
envidraçados, coberturas, pavimentos e pontes térmicas planas, para efeito de cálculo das
necessidades na estação de aquecimento resulta da soma de quarto parcelas:
‫ܪ‬௧௥ǡ௜ ൌ ‫ܪ‬௘௫௧ ൅ ‫ܪ‬௘௡௨ ൅ ‫ܪ‬௔ௗ௝ ൅ ‫ܪ‬௘௖௦ [W/ºC] (2)

em que:
‫ܪ‬௘௫௧ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em
contacto com o exterior, [W/ºC]
‫ܪ‬௘௡௨ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em
contacto com espaços não úteis, [W/ºC]
‫ܪ‬௔ௗ௝ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em
contacto com edifícios adjacentes, [W/ºC]
‫ܪ‬௘௖௦ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
solo, [W/ºC]
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(59)

2 - Para efeito de cálculo das necessidades na estação de arrefecimento, o coeficiente


global de transferência de calor por transmissão resulta da soma de três parcelas:
‫ܪ‬௧௥ǡ௩ ൌ ‫ܪ‬௘௫௧ ൅ ‫ܪ‬௘௡௨ ൅ ‫ܪ‬௘௖௦ (3)

em que:

ୣ୶୲ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em


contacto com o exterior, [W/ºC]
ୣ୬୳ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos da envolvente em
contacto com espaços não úteis, [W/ºC]
ୣୡୱ - Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
solo, [W/ºC]

3 - O coeficiente de transferência de calor por transmissão através da envolvente


exterior calcula-se de acordo com a seguinte expressão:

‫ܪ‬௘௫௧ ൌ σ௜ሾܷ௜ Ǥ ‫ܣ‬௜ ሿ ൅ σ௝ൣ߰௝ Ǥ ‫ܤ‬௝ ൧ [W/ºC] (4)

em que:
ܷ௜ - Coeficiente de transmissão térmica do elemento ݅ da envolvente, [W/(m2.°C)];
‫ܣ‬௜ - Área do elemento ݅ da envolvente, medida pelo interior do edifício, [m2]
߰௝ - Coeficiente de transmissão térmica linear da ponte térmica linear ݆, calculado
de acordo com o presente despacho, [W/(m.°C)]
‫ܤ‬௝ - Desenvolvimento linear da ponte térmica linear ݆, medido pelo interior do
edifício, [m]

4 - Os coeficientes de transferência de calor por transmissão através da envolvente em


contacto com espaços não úteis, ‫ܪ‬௘௡௨ , e em contacto com edifícios adjacentes, ‫ܪ‬௔ௗ௝ ,
calculam-se ambos de acordo com a seguinte expressão:

‫ܪ‬௘௡௨Ǣ௔ௗ௝ ൌ ܾ௧௥ ൈ ൫σ௜ሾܷ௜ Ǥ ‫ܣ‬௜ ሿ ൅ σ௝ൣ߰௝ Ǥ ‫ܤ‬௝ ൧൯ [W/ºC] (5)

em que:
ܾ௧௥ - Coeficiente de redução de perdas de determinado espaço não útil ou de um
edifício adjacente, determinado de acordo com o descrito na Tabela 22 do
presente despacho.

5 - Para os efeitos do número anterior, um coeficiente de redução de perdas ܾ௧௥ ൑ ͳ,


traduz a redução da transmissão de calor nas situações em que a temperatura do espaço
não útil ou do edifício adjacente está compreendida entre a temperatura interior de
referência do espaço interior útil e a temperatura exterior.
35088-(60) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

6 - O cálculo do coeficiente de transferência de calor por transmissão através de


elementos em contacto com o solo deve ser feito de acordo com a metodologia definida na
norma EN ISO 13370, ou através da seguinte expressão:

‫ܪ‬௘௖௦ ൌ σ௜ ቂܷ௕௙ Ǥ ‫ܣ‬௜ ቃ ൅ σ௝ ቂ‫ݖ‬௝ Ǥ ܲ௝ Ǥ ܷ௕௪ ௝ ቃ [W/ºC] (6)


em que:
ܷ௕௙ - Coeficiente de transmissão térmica do pavimento enterrado ݅, [W/(m2.°C)]

‫ܣ‬௜ - Área do pavimento em contacto com o solo ݅, medida pelo interior do


edifício, [m2]
‫ݖ‬௝ - Profundidade média enterrada da parede em contacto com o solo ݆, [m]
ܲ௝ - Desenvolvimento total da parede em contacto com o solo ݆, medido pelo
interior, [m]
ܷ௕௪ ௝ - Coeficiente de transmissão térmica da parede em contacto com o solo ݆,
[W/(m2.°C)]

7 - Na situação de pavimento térreo em que este se encontra ao mesmo nível que o solo,
o cálculo resume-se à primeira parcela da equação, uma vez que ‫=ݖ‬0.
8 - No caso de pavimento térreo em que existe isolamento térmico perimetral, o fator
ܷ௕௙ , será substituído porܷ௙ǡ௘ , correspondente ao coeficiente de transmissão térmica do
௜ ௜
pavimento térreo ݅ com isolamento térmico perimetral.

1.2. Coeficiente de transferência de calor por ventilação

O coeficiente de transferência de calor por ventilação calcula-se através da seguinte


equação:
‫ܪ‬௩௘ ൌ Ͳǡ͵Ͷܴ௣௛ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ܲௗ [W/ºC] (7)

em que:
ܴ௣௛ - Taxa nominal horária de renovação do ar interior, calculada de acordo com o
presente despacho, [h-1]
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m2]
ܲௗ - Pé direito médio da fração, [m]

2. COEFICIENTE DE TRANSMISSÃO TÉRMICA SUPERFICIAL

O valor do coeficiente de transmissão térmica (ܷ) de um elemento caracteriza a


transferência de calor que ocorre entre os ambientes ou meios que este separa e, para efeito
da aplicação do presente regulamento, o seu cálculo deve ser determinado de acordo com
as normas europeias em vigor.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(61)

2.1. Elementos opacos

1 ² Os princípios de cálculo do coeficiente de transmissão térmica de elementos opacos


de componentes e elementos de edifícios são, para efeitos do presente despacho, os
indicados na norma europeia EN ISO 6946.
2 ² Para efeitos do número anterior, excetuam-se os elementos que envolvem
transferência de calor para o solo, dos elementos de preenchimento de fachadas-cortina e
vãos envidraçados e não envidraçados, compreendendo janelas e portas, e dos elementos
permeáveis ao ar.
3 - O valor de ܷ de elementos constituídos por um ou vários materiais, em camadas de
espessura constante, é calculado de acordo com a seguinte fórmula:

ܷൌோ [W/(m2.ºC)] (8)
ೞ೔ ାσೕ ோೕ ାோೞ೐

em que:
ܴ௝ - Resistência térmica da camada ݆, [m2.°C/W]
2
ܴ௦௜ - Resistência térmica interior, [m .°C/W]
2
ܴ௦௘ - Resistência térmica exterior, [m .°C/W]

4 - O cálculo da resistência térmica de:


a) Camadas homogéneas em função da espessura da camada e da condutibilidade
do material;
b) Camadas não homogéneas, designadamente, alvenarias, lajes aligeiradas e
espaços de ar;
c) Valores das resistências térmicas superficiais, em função da posição do elemento
construtivo e do sentido do fluxo de calor.
Devem ser definidos de acordo com a EN ISO 6946, ou com as publicações do
Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), sendo que os valores das
resistências térmicas superficiais encontram-se descritos no Tabela 01.

Tabela 01 - Valores das resistências térmicas superficiais,ܴ௦௘ e ܴ௦௜


Resistência térmica [m2.ºC/W]
Sentido do fluxo de calor
Exterior ܴ௦௘ Interior ܴ௦௜
Horizontal 0,04 0,13
Vertical Ascendente 0,04 0,10
Descendente 0,04 0,17

4 - No cálculo do coeficiente de transmissão térmica de um elemento que separa um


espaço interior de um espaço não útil ou de um edifício adjacente, devem ser consideradas
duas resistências térmicas superficiais interiores, ܴ௦௜ , uma correspondente ao interior da
fração e outra ao interior do espaço não útil.
35088-(62) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

5 - Os valores das resistências térmicas de espaços de ar não ventilados encontram-se


descritos no Tabela 02.
Tabela 02 - Valores da resistência térmica dos espaços de ar não ventilados, ܴ௔௥

Direção e sentido do fluxo de calor Espessura (mm) ܴ௔௥ [m2.ºC/W]

<5 0,00
5 0,11
Horizontal 10 0,15
15 0,17
25 a 300 0,18
<5 0,00
5 0,11
Vertical ascendente
10 0,15
15 a 300 0,16
<5 0,00
5 0,11
10 0,15
15 0,17
Vertical descendente
25 0,19
50 0,21
100 0,22
300 0,23

6 ² Em alternativa ao disposto na Tabela 02 para espaços não ventilados, bem como


para obtenção de valores das resistências térmicas para espaços fracamente ventilados e
fortemente ventilados, podem ser utilizados os valores indicados na EN ISO 6946 e nas
publicações do LNEC sobre coeficientes de transmissão térmica.
7 - Nos espaços de ar com espessuras superiores a 300 mm não deve ser considerada
uma resistência térmica única, sendo que o balanço de perdas e ganhos térmicos deverá ser
feito de acordo com a norma EN ISO 13789, pelo que deverá ser considerado um espaço
não útil.
8 - Nas situações referidas no número anterior a determinação das perdas térmicas deve
seguir o definido no despacho que procede à publicação das metodologias de cálculo para
determinar as necessidades nominais anuais de energia, procedendo-se ao cálculo do
coeficiente de transmissão térmica do elemento que separa o espaço interior útil do espaço
não útil, tendo em consideração o valor correspondente do coeficiente de redução de
perdas ܾ௧௥ determinado de acordo com o presente despacho.
9 - Os valores da condutibilidade térmica dos materiais correntes de construção e das
resistências térmicas das camadas não homogéneas mais utilizadas constam das publicações
do LNEC sobre coeficientes de transmissão térmica de elementos das envolventes dos
edifícios.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(63)

10 - No caso de materiais não correntes, os valores de condutibilidade térmica devem


ser obtidos laboratorialmente de acordo com as normas de ensaio relevantes.
11 - No caso particular de outros elementos ou soluções não-tradicionais que não se
enquadrem nas supra mencionadas metodologias de cálculo, deverá ser ainda considerada a
determinação numérica ou laboratorial do coeficiente de transmissão térmica de acordo
com as normas de ensaio relevantes, documentos de homologação, documentos de
aplicação ou aprovações técnicas europeias.

2.2. Elementos em contacto com o solo

1 - O valor do coeficiente de transmissão térmica de pavimentos em contacto com o


terreno ܷ௕௙ ǡ (W/m2.ºC), determina-se com base nas Tabelas 03 a 05, em função dos
seguintes elementos:
a) Dimensão característica do pavimento ‫;·ܤ‬
b) Resistência térmica de todas as camadas do pavimento ܴ௙ , com exclusão de
resistências térmicas superficiais;
c) Largura ou profundidade do isolamento‫ܦ‬, respetivamente, no caso do
isolamento perimetral horizontal ou vertical.
2 - A dimensão característica do pavimento calcula-se com base na seguinte expressão:
஺೛
‫ܤ‬ǯ ൌ [m] (9)
଴ǡହǤ௉

em que:
2
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento, medida pelo interior, [m ]
ܲ - Perímetro exposto, caracterizado pelo desenvolvimento total de parede que
separa o espaço aquecido do exterior, de um espaço não aquecido ou de um
edifício adjacente, ou do solo, medido pelo interior, [m]
ܴ௙ - Resistência térmica de todas as camadas do pavimento, com exclusão de
resistências térmicas superficiais, [m2.ºC)/W]
‫ ܦ‬- Largura ou profundidade do isolamento, respetivamente, no caso do
isolamento perimetral horizontal ou vertical, [m]

Tabela 03 - Coeficiente de transmissão térmica de pavimentos em contacto com o


terreno com isolamento contínuo ou sem isolamento térmico ୠ୤ ǡ [W/m2.ºC]

]”P P]”P P]”P


‫ܤ‬Ȩ ܴ௙ [(m2.ºC)/W] ܴ௙ [(m2.ºC)/W] ܴ௙ [(m2.ºC)/W]
0,5 1 2 • 0,5 1 2 • 0,5 1 2 •
3 0,65 0,57 0,32 0,24 0,57 0,44 0,30 0,23 0,51 0,41 0,29 0,22

4 0,57 0,52 0,3 0,23 0,52 0,41 0,28 0,22 0,47 0,37 0,27 0,21

6 0,47 0,43 0,27 0,21 0,43 0,35 0,25 0,2 0,40 0,33 0,24 0,19
10 0,35 0,32 0,22 0,18 0,32 0,28 0,21 0,17 0,30 0,26 0,20 0,17
15 0,27 0,25 0,18 0,15 0,25 0,22 0,18 0,15 0,24 0,21 0,17 0,14
• 0,22 0,21 0,16 0,13 0,21 0,18 0,15 0,13 0,20 0,18 0,15 0,13
35088-(64) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

]”P P]”P P]”P


P]”P z>3m

‫ܤ‬Ȩ ܴ௙ [(m2.ºC)/W] ܴ௙ [(m2.ºC)/W]


0,5 1 2 • 0,5 1 2 •
3 0,45 0,37 0,27 0,21 0,39 0,32 0,24 0,20
4 0,42 0,34 0,25 0,20 0,36 0,30 0,23 0,19
6 0,36 0,30 0,23 0,18 0,31 0,27 0,21 0,17
10 0,28 0,24 0,19 0,16 0,25 0,22 0,18 0,15
15 0,22 0,20 0,16 0,14 0,20 0,18 0,15 0,13
• 0,19 0,17 0,14 0,12 0,17 0,16 0,13 0,12

1RWD  3DUD SDYLPHQWRV FRP ]”P H UHVLVWrQFLD WpUPLFD LQIHULRU D  P 2.ºC/W, o valor do seu coeficiente de
transmissão térmica corresponde a 1,15 x ܷሺோ೑ ୀ଴ǡହሻ [(W/(m2.ºC)].
Nota 2: Para pavimentos com z>0,5m e resistência térmica inferior a 0,5 m 2.ºC/W, o valor do seu coeficiente de
transmissão térmica corresponde a 1,10 x ܷሺோ೑ ୀ଴ǡହሻ [(W/(m2.ºC)].

Tabela 04 - Coeficiente de transmissão térmica de pavimentos em contacto com o


terreno com isolamento térmico perimetral horizontal ୠ୤ ǡ[W/m2.ºC]

‫ = ܦ‬0,5 m ‫ = ܦ‬1,0 m ‫ = ܦ‬1,5 m

ܴ௙ [(m2.ºC)/W] ܴ௙ [(m2.ºC)/W] ܴ௙ [(m2.ºC)/W]

‫ܤ‬Ȩ 0 0,5 1 2 • 0 0,5 1 2 • 0 0,5 1 2 •


3 0,86 0,60 0,46 0,29 0,21 0,79 0,57 0,44 0,29 0,20 0,75 0,55 0,42 0,28 0,20
4 0,74 0,54 0,42 0,29 0,21 0,69 0,52 0,41 0,28 0,21 0,66 0,50 0,40 0,28 0,20
6 0,59 0,45 0,36 0,26 0,20 0,55 0,43 0,36 0,26 0,20 0,53 0,42 0,35 0,26 0,20
10 0,42 0,34 0,28 0,22 0,18 0,40 0,33 0,28 0,22 0,18 0,38 0,32 0,27 0,21 0,18
15 0,32 0,26 0,23 0,18 0,15 0,30 0,25 0,22 0,18 0,15 0,29 0,25 0,22 0,18 0,15
20 0,26 0,21 0,19 0,15 0,13 0,24 0,21 0,19 0,15 0,13 0,24 0,21 0,18 0,15 0,13
Nota: Para efeito de aplicação da presente tabela, considera-se como espessura mínima de isolamento o valor de
30mm.

Tabela 05 - Coeficiente de transmissão térmica de pavimentos em contacto com o


terreno com isolamento térmico perimetral verticalୠ୤ [W/m2.ºC]

‫ = ܦ‬0,5 m ‫ = ܦ‬1,0 m ‫ =ܦ‬1,5 m

ܴ௙ (m2.ºC)/W ܴ௙ (m2.ºC)/W ܴ௙ (m2.ºC)/W

‫ܤ‬Ȩ 0 0,5 1 2 • 0 0,5 1 2 • 0 0,5 1 2 •


3 0,79 0,57 0,44 0,29 0,20 0,72 0,53 0,41 0,27 0,20 0,68 0,50 0,39 0,26 0,19
4 0,69 0,52 0,41 0,28 0,21 0,63 0,49 0,39 0,27 0,20 0,60 0,47 0,38 0,26 0,20
6 0,55 0,43 0,36 0,26 0,20 0,51 0,41 0,34 0,25 0,20 0,49 0,40 0,33 0,25 0,19
10 0,40 0,33 0,28 0,22 0,18 0,38 0,31 0,27 0,21 0,17 0,36 0,31 0,27 0,21 0,17
15 0,30 0,25 0,22 0,18 0,15 0,29 0,25 0,22 0,18 0,15 0,28 0,24 0,21 0,17 0,15
20 0,24 0,21 0,19 0,15 0,13 0,23 0,20 0,18 0,15 0,13 0,23 0,20 0,18 0,15 0,13
Nota: Para efeito de aplicação da presente tabela, considera-se como espessura mínima de isolamento o valor de
30mm.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(65)

3 - O valor do coeficiente de transmissão térmica de paredes em contacto com o solo


ܷ௕௪ , determina-se conforme a Tabela 06, em função da resistência térmica da parede sem
resistências térmicas superficiais, ܴ௪ , e da profundidade média enterrada da parede em
contacto com o solo ‫ݖ‬.

Tabela 06 - Coeficiente de transmissão térmica de paredes em contacto com o terreno,


2
ܷ௕௪ [W/m .ºC]
Z ܴ௪ (m2.ºC)/W
[m] 0 0,5 1 1,5 2 •
0 5,62 1,43 0,82 0,57 0,44 0,30
0,5 2,77 1,10 0,70 0,51 0,40 0,28
1 1,97 0,91 0,61 0,46 0,36 0,26
2 1,32 0,70 0,50 0,38 0,31 0,23
4 0,84 0,50 0,38 0,30 0,25 0,19
• 0,64 0,39 0,31 0,25 0,21 0,17

2.3. Elementos envidraçados

1 - Para efeito da aplicação deste regulamento, o valor do coeficiente de transmissão


térmica de elementos envidraçados, ܷ௪ , deve ser obtido usando os princípios de cálculo
descritos nas normas europeias aplicáveis EN ISO 10077-1 e EN ISO 10077-2, para janelas
e portas, e EN 13947 para fachadas-cortina, e em função do valor do coeficiente de
transmissão térmica global de um vão envidraçado.
2- Para os efeitos do número anterior, o valor do coeficiente de transmissão térmica de
um vão envidraçado depende dos elementos que o compõem, nomeadamente, das
propriedades térmicas do vidro e do caixilho, ligação entre estes, assim como da própria
geometria e tipologia do vão.
3 ² Em alternativa ao disposto no número 1, podem ser utilizados valores fornecidos
pelos fabricantes, desde que determinados através de cálculos ou ensaios laboratoriais
efetuados de acordo com as normas em vigor e com base em valores declarados na
Marcação CE.
4 - No caso de ser previsto que os elementos envidraçados sejam munidos de
dispositivos de proteção solar/oclusão noturna, deve ser tida em conta no cálculo a
resistência adicional oferecida por este dispositivo através da consideração do valor do
coeficiente de transmissão térmica médio dia-noite ܷ௪ௗ௡ , conforme previsto na norma EN
ISO 10077-1.
5 - O coeficiente de transmissão térmica médio dia-noite de um vão envidraçado
corresponde à média dos coeficientes de transmissão térmica de um vão envidraçado com a
proteção aberta ܷ௪ e fechada ܷ௡ , respetivamente, posição típica durante o dia e posição
típica durante a noite.

3. COEFICIENTE DE TRANSMISSÃO TÉRMICA LINEAR

1 - Para efeito da aplicação deste regulamento, o valor do coeficiente de transmissão


térmica linear pode ser determinado por uma das seguintes formas:
a) De acordo com as normas europeias em vigor, nomeadamente a Norma EN
ISO 10211;
35088-(66) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
;
b) Com recurso a catálogos de pontes térmicas para várias geometrias e soluções
construtivas típicas, desde que o cálculo tenha sido efetuado de acordo com a
Norma Europeia EN ISO 14683 com recurso à metodologia definida na EN
ISO 10211;
c) Com recurso aos valores indicados na Tabela 07.

Tabela 07 - Valores por defeito para os coeficientes de transmissão térmica lineares ߰


[W/(m.ºC)]
Sistema de isolamento das paredes
Isolamento
Tipo de ligação Isolamento Isolamento repartido ou na
interior exterior caixa de ar de
parede dupla
Fachada com pavimentos térreos 0,80 0,70 0,80

Fachada com Isolamento sob o


0,75 0,55 0,75
pavimento sobre o pavimento
exterior ou local não Isolamento sobre o
aquecido 0,10 0,50 0,35
pavimento
Fachada com pavimento de nível
0,60 0,15 (2) 0,50 (3)
intermédio (1)
Fachada com varanda (1) 0,60 0,60 0,55
Isolamento sob a
0,10 (4) 0,70 0,60
Fachada com laje de cobertura
cobertura Isolamento sobre a
1,0 0,80 1,0
laje de cobertura
Duas paredes verticais em ângulo saliente 0,10 0,40 0,50
O isolante térmico
da parede contacta 0,10 0,10 0,10
Fachada com com a caixilharia
caixilharia O isolante térmico
da parede não 0,25 0,25 0,25
contacta com a
caixilharia
Zona da caixa de estores 0,30 0,30 0,30
(1) Os valores apresentados dizem respeito a metade da perda originada na ligação.
(2) (3) (4) Majorar quando existe um teto falso em: (2) 25%; (3) 50%; (4) 70%.

2 - Não se contabilizam pontes térmicas lineares em:


a) Paredes de compartimentação que intersetam paredes, coberturas e
pavimentos em contacto com o exterior ou com espaços não úteis;
b) Paredes interiores separando um espaço interior útil de um espaço não útil ou
de um edifício adjacente, desde que ܾ௧௥ ”
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(67)

4. COEFICIENTE DE ABSORÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR

1 - O valor do coeficiente de absorção da radiação solar da superfície exterior de um


elemento opaco ơ, necessário ao cálculo de ganhos solares na estação de arrefecimento em
paredes e coberturas deve ser determinado com base na Tabela 08 em função da cor do
revestimento da superfície exterior do elemento.

Tabela 08 - Coeficiente de absorção da radiação solar, ơ


Cor ơ
Clara (branco, creme, amarelo, laranja, vermelho-claro) 0,4
Média (vermelho-escuro, verde-claro, azul claro) 0,5
Escura (castanho, verde-escuro, azul-vivo, azul-escuro) 0,8

2 - No caso de sistemas ventilados em paredes e para além do coeficiente de absorção,


deve ser tido em conta o fator que exprime o efeito da emissividade das faces interiores do
revestimento e do grau de ventilação da caixa de ar, com base na Tabela 09

Tabela 09 - Razão entre o valor do coeficiente de absorção a considerar no cálculo dos


ganhos de calor através de uma fachada ventilada e o valor do coeficiente de
absorção do paramento exterior da fachada

Elemento Fator
Face interior do revestimento exterior de baixa emissividade 0,10
e/ou caixa de ar fortemente ventilada
Outros casos 0,25

3 - No caso de coberturas em desvão e para além do coeficiente de absorção indicado


no número 1, deve ser tido em conta o fator que exprime o efeito da emissividade da face
interior desta e do grau de ventilação do desvão, com base na Tabela 10.

Tabela 10 - Razão entre o valor do coeficiente de absorção a considerar no cálculo dos


ganhos de calor através de uma cobertura em desvão e o valor do
coeficiente de absorção da cobertura exterior

Desvão Emissividade Fator


Normal 0,8
Fortemente ventilado
Baixa 0,7
Normal 1,0
Fracamente ventilado
Baixa 0,9
Normal
Não ventilado 1
Baixa
35088-(68) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

4 ² Para os efeitos dos números anteriores, consideram-se:


a) Espaços de ar fortemente ventilados, as situações onde o quociente entre a
área total de orifícios de ventilação, em milímetros quadrados, e a área de
parede ou cobertura, em metros, seja superior a 1500 mm2/m2;
b) Espaços de ar fracamente ventilados, as situações onde o quociente entre a
área total de orifícios de ventilação, em milímetros quadrados, e a área de
parede ou cobertura, em metros, seja superior a 500 mm2/m2 e igual ou
inferior a 1500 mm2/m2;
c) Baixa emissividade qualquer superfície com uma emissividade igual ou inferior
a 0,2.

5. FATOR DE UTILIZAÇÃO DE GANHOS

Tanto na estação de aquecimento como na estação de arrefecimento, os respetivos fatores


de utilização dos ganhos térmicos (ߟ௜ ) e (ߟ௩ ) calculam-se de acordo com as seguintes
equações:
a) se ɀ ് ͳ e ɀ൐Ͳ
ଵିఊೌ
ߟ ൌ ଵିఊೌశభ (10)
b) se Ț ൌ ͳ

ߟൌ (11)
௔ାଵ
c) se Ț ൏ Ͳ

ߟൌఊ (12)
em que:

ߛ ൌ ܳ௚ Τሺ ܳ௧௥ ൅ ܳ௩௘ ሻ (13)


(14)
ܳ௧௥ - Transferência de calor por transmissão através da envolvente dos edifícios, na
estação em estudo [kWh];
ܳ௩௘ - Transferência de calor por ventilação na estação em estudo [kWh];
ܳ௚ - Ganhos térmicos brutos na estação em estudo [kWh];
ܽ - Parâmetro que traduz a influência da classe de inércia térmica.

3 - O parâmetro ܽé função da classe de inércia térmica do edifício, sendo igual a um dos
seguintes valores:

i. ͳǡͺ ² correspondente a edifícios com inércia térmica fraca [W/°C];


ii. ʹǡ͸ ² correspondente a edifícios com inércia térmica média [W/°C];
iii. Ͷǡʹ ² correspondente a edifícios com inércia térmica forte [W/°C];
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(69)

6. QUANTIFICAÇÃO DA INÉRCIA TÉRMICA

1 - A classe de inércia térmica do edifício ou fração determina-se conforme a Tabela 11,


de acordo com o valor da massa superficial útil por superfície de área de pavimento.
2- A massa superficial útil por metro quadrado de área de pavimento, ‫ܫ‬௧ , calcula-se
através da seguinte expressão:
σ೔ ெೄ Ǥ௥Ǥௌ೔

‫ܫ‬௧ ൌ [kg/m2] (15)
஺೛

em que:
‫ܯ‬ௌ೔ - Massa superficial útil do elemento ݅, [kg/m2]
‫ ݎ‬- Fator de redução da massa superficial útil
ܵ௜ - Área da superfície interior do elemento ݅, [m2]
2
‫ܣ‬௣ - Área interior útil de pavimento, [m ]

Tabela 11 - Classes de inércia térmica interior, ‫ܫ‬௧


Classe de inércia térmica ‫ܫ‬௧ [kg/m2]
Fraca ‫ܫ‬௧ <150
Média ”‫ܫ‬௧ ”
Forte ‫ܫ‬௧ > 400

6.1. Massa superficial útil de elementos de construção

1 - A inércia térmica interior de uma fração autónoma é função da capacidade de


armazenamento de calor que os locais apresentam, e depende da massa superficial útil de
cada um dos elementos da construção.
2 - A massa superficial útil de cada elemento de construção, ‫ܯ‬ௌ೔ , em kg/m2 é função da
sua localização no edifício e da sua constituição, nomeadamente do posicionamento e do
isolamento térmico e das características das soluções de revestimento superficial.
3 - A Figura 01 ilustra os casos genéricos de elementos construtivos, distinguindo os
seguintes tipos de elementos:
a) EL1 - Elementos da envolvente exterior ou da envolvente interior, ou
elementos de construção em contacto com outra fração autónoma ou com
edifício adjacente;
b) EL2 - Elementos em contacto com o solo;
c) EL3 - Elementos de compartimentação interior da fração autónoma (parede
ou pavimento).

Figura 01 - Identificação dos elementos construtivos para o cálculo


da inércia térmica interior
35088-(70) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

4 - As massas dos diferentes elementos de construção podem ser obtidas em tabelas


técnicas ou nas publicações do LNEC sobre a caracterização térmica de paredes de
alvenaria e caracterização térmica de pavimentos pré-fabricados, ou ainda, noutra
documentação técnica disponível.
5 - No caso de elementos da envolvente exterior ou interior, ou elementos de
construção em contacto com outra fração autónoma ou com edifício adjacente (EL1), o
valor de ‫ܯ‬ௌ೔ nunca pode ser superior a 150 kg/m2, sendo que:
a) No caso de paredes sem isolamento térmico e de coberturas ou esteiras
pesadas de desvão de coberturas inclinadas:
௠೟
i. Se não existir caixa de ar, ‫ܯ‬ௌ೔ ൌ ଶ
, onde ݉௧ corresponderá à massa total
do elemento;
ii. Se tiver caixa de ar, ‫ܯ‬ௌ೔ ൌ ݉௣௜ , onde ݉௣௜ corresponderá à massa do
elemento desde a caixa de ar até à face interior;
b) Para todos os elementos com uma camada de isolamento térmico, ‫ܯ‬ௌ೔ ൌ ݉௜ ,
em que ݉௜ é a massa do elemento desde o isolamento térmico até à face
interior com exceção das situações em que exista uma caixa de ar entre o
isolamento térmico e a face interior, onde ݉௜ corresponderá à massa do
elemento desde a caixa de ar até à face interior.
6 - No caso de elementos em contacto com o solo (EL2), o valor de ‫ܯ‬ௌ೔ nunca pode ser
superior a 150 kg/m2, sendo que:
a) No caso de elementos sem isolamento térmico, ‫ܯ‬ௌ೔ corresponderá a 150
kg/m2;
b) No caso de elementos com uma camada de isolamento térmico, ‫ܯ‬ௌ೔ ൌ ݉௜ ,
onde ݉௜ corresponderá à massa do elemento desde o isolamento térmico até
à face interior.
7 - No caso de elementos de compartimentação interior da fração autónoma,
compreendendo parede ou pavimento (EL3), o valor de ‫ܯ‬ௌ೔ nunca poderá ser superior a
300 kg/m2, sendo que:
a) Nos casos de elementos sem isolamento térmico, ‫ܯ‬ௌ೔ ൌ ݉௧ , onde ݉௧
corresponderá à massa total do elemento;
b) No caso de elementos com uma camada de isolamento térmico, o valor de
‫ܯ‬ௌ೔ tem de ser avaliado de forma isolada em cada um dos lados da camada de
isolamento térmico, sendo que em cada um dos lados ‫ܯ‬ௌ೔ ൌ ݉௜ , onde ݉௜
corresponderá à massa do elemento desde o isolamento térmico até à face em
análise;
c) Para os devidos efeitos, os parciais de ‫ܯ‬ௌ೔ mencionados na alínea anterior
nunca podem ser superiores a 150 kg/m2.

6.2. Fator de redução da massa superficial

1 - O fator de redução da massa superficial, ‫ݎ‬, depende da resistência térmica do


revestimento superficial interior, com inclusão da resistência térmica de uma eventual caixa
de ar associada, ܴ, considerando-se a aplicação das seguintes disposições:
a) Para elemento tipo EL1 e EL2:
i. Se ܴ ൐ 0,3 m2.ºC/W, o fator de redução, ‫ݎ‬, toma o valor 0;
ii. Se 0,14 m2.ºC/W ൑ ܴ ൑ 0,3 m2.ºC/W, o fator de redução, ‫ݎ‬, toma o valor
0,5;
iii. Se ܴ ൏0,14 m2.ºC/W, o fator de redução, ‫ݎ‬, toma o valor 1.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(71)

b) Para elemento tipo EL3:


i. Se ܴ ൐ 0,3 m2.ºC/W em ambas as faces, o fator de redução, ‫ݎ‬, toma o valor
0;
ii. Se ܴ ൐ 0,3 m2.ºC/W numa das faces e 0,14 m2.ºC/W ൑ ܴ ൑ 0,3 m2.ºC/W
na outra face, o fator de redução, ‫ݎ‬, toma o valor 0,25;
iii. Se ܴ ൐ 0,3 m2.ºC/W numa das faces e ܴ ൏ 0,14 m2.ºC/W na outra face, o
fator de redução, ‫ݎ‬, toma o valor 0,5;
iv. Se 0,14 m2.ºC/W ൑ ܴ ൑ 0,3 m2.ºC/W em ambas as faces, o fator de
redução, ‫ݎ‬, toma o valor 0,5;
v. Se 0,14 m2.ºC/W ൑ ܴ ൑ 0,3 m2.ºC/W numa das faces e ܴ ൏ ͲǡͳͶ݉ଶ ή
ž‫ܥ‬Ȁܹ na outra face, o fator de redução, ‫ݎ‬, toma o valor 0,75;
vi. Se ܴ ൏ 0,14 m2.ºC/W em ambas as faces, o fator de redução, ‫ݎ‬, toma o
valor 1.
c) No caso de elementos do tipo EL3 com isolamento térmico, o fator de
redução, ”, deve ser avaliado em cada uma das faces de forma independente e
de acordo com as regras indicadas para os elementos dos tipos EL1 e EL2.
d) Para os efeitos da alínea anterior, o ୗ౟ será calculado para cada um dos lados
da camada de isolamento térmico correspondente, conforme ilustrado na
Figura 02.02.
‫ܯ‬ௌ೔ ൌ ‫ܯ‬ௌ೔భ Ǥ ‫ݎ‬ଵ ൅ ‫ܯ‬ௌ೔మ Ǥ ‫ݎ‬ଶ (16)

onde ‫ݎ‬ଵ e ‫ݎ‬ଶ são determinados de acordo com o estabelecido para os elementos dos
tipos EL1 e EL2.

Figura 02.02 ² Elementos do tipo EL3 com isolamento térmico

7. FATOR SOLAR DE VÃOS ENVIDRAÇADOS

1 - Para efeito de ganhos térmicos pelos vãos envidraçados na estação de aquecimento e


na estação de arrefecimento, pode-se considerar uma incidência da radiação solar normal à
superfície do vão, corrigida de um fator que traduz a variação da incidência da radiação
solar, consoante a orientação, ‫ܨ‬௪ .
2 - O fator solar do vidro aplicado no vão envidraçado, para uma incidência solar
normal à superfície, ݃ୄǡ௩௜ , deve ser fornecido pelo fabricante, sendo que:
a) Para os casos em que não seja possível aceder a esta informação, são
apresentados, na Tabela 12, valores do fator solar de várias composições
típicas de vidros, simples ou duplos, compreendendo vidros planos incolores,
coloridos, refletantes e foscos.
b) Poderá ser efetuado o cálculo do fator solar de outras composições de acordo
com o método de cálculo especificado na norma EN 410.
35088-(72) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Tabela 12 - Fator solar do vidro para uma incidência solar normal ao vão, ݃ୄǡ௩௜

Composição do vidro ݃ୄǡ௩௜

Vidro Incolor 4mm 0,88


Simples
Incolor 5mm 0,87
Incolor 6mm 0,85
Incolor 8mm 0,82
Colorido na massa 4mm 0,70
Colorido na massa 5mm 0,65
Colorido na massa 6mm 0,60
Colorido na massa 8mm 0,50
Refletante Incolor 4 a 8mm 0,60
Refletante colorido na massa 4 a 5mm 0,50
Refletante colorido na massa 6 a 8mm 0,45
Fosco (1)
Vidro Incolor 4 a 8mm + Incolor 4 mm 0,78
Duplo
Incolor 4 a 8mm + Incolor 5 mm 0,75
(ext + int)
Colorido na massa 4mm + Incolor 4 a 8 mm 0,60
Colorido na massa 5mm + Incolor 4 a 8 mm 0,55
Colorido na massa 6mm + Incolor 4 a 8 mm 0,50
Colorido na massa 8mm Incolor 4 a 8 mm 0,45
Refletante Incolor 4 a 8mm + Incolor 4 a 8 mm 0,52
Refletante colorido na massa 4 a 5mm + Incolor 4 a 8 mm 0,40
Refletante colorido na massa 6 a 8mm + Incolor 4 a 8 mm 0,35
Tijolo de Vidro 0,57
Fosco (1)
(1) ² Nas situações de vidro foscado, podem ser utilizados valores de fator solar correspondes
às soluções de vidro incolor de igual composição.

3 - Na Tabela 13 encontram-se, os valores do fator solar de vãos envidraçados com


vidro corrente e dispositivos de proteção solar, permanente, ou móvel totalmente ativado
(்݃௩௖ ), para vidros simples ou duplos.
4 - A cor da proteção clara, média e escura define-se em função do coeficiente de
reflexão da superfície exterior da proteção, com base no estabelecido na Tabela 08, para o
coeficiente de absorção de algumas cores típicas.

Tabela 13 - Valores correntes do fator solar de vãos envidraçados com vidro corrente e
dispositivos de proteção solar ்݃௩௖ .
்݃௩௖
Tipo de Proteção Vidro Simples Vidros Duplos
Clara Média Escura Clara Média Escura
Proteções Portada de madeira 0,04 0,07 0,09 0,03 0,05 0,06
exteriores
Persiana de réguas de
0,05 0,08 0,10 0,04 0,05 0,07
madeira
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(73)

்݃௩௖
Tipo de Proteção Vidro Simples Vidros Duplos
Clara Média Escura Clara Média Escura
Persiana de réguas
0,07 0,10 0,13 0,04 0,07 0,09
metálicas ou plásticas
Estore veneziano de
- 0,11 - - 0,08 -
lâminas de madeira
Proteções Estore veneziano de
exteriores - 0,14 - - 0,09 -
lâminas metálicas
Lona opaca 0,07 0,09 0,12 0,04 0,06 0,08
Lona pouco transparente 0,14 0,17 0,19 0,10 0,12 0,14
Lona muito transparente 0,21 0,23 0,25 0,16 0,18 0,2
Proteções Estores de lâminas 0,45 0,56 0,65 0,47 0,59 0,69
interiores
Cortinas opacas 0,33 0,44 0,54 0,37 0,46 0,55
Cortinas ligeiramente
0,36 0,46 0,56 0,38 0,47 0,56
transparentes
Cortinas transparentes 0,38 0,48 0,58 0,39 0,48 0,58
Cortinas muito
0,70 - - 0,63 - -
transparentes
Portadas opacas 0,30 0,40 0,50 0,35 0,46 0,58
Persianas 0,35 0,45 0,57 0,40 0,55 0,65
Proteção entre dois vidros:
estore veneziano, lâminas - - - 0,28 0,34 0,40
delgadas

5 - Serão consideradas como ligeiramente transparentes as proteções com transmitância


solar compreendida entre 0,05 e 0,15 inclusive, como transparentes aquelas cuja
transmitância solar se encontra compreendida entre 0,15 e 0,25 e como muito transparentes
aquelas cuja transmitância solar será superior a 0,25.
6 - O fator solar global, ்݃ , de um vão envidraçado com as proteções solares totalmente
ativadas, calcula-se através da seguinte formulação geral:
a) para vidro simples
்݃௩௖
்݃ ൌ ݃ୄǡ௩௜ Ǥ ෑ (17)
ͲǤͺͷ

b) para vidro duplo


்݃௩௖
்݃ ൌǤ ݃ୄǡ௩௜ Ǥ ෑ (18)
ͲǤ͹ͷ

em que:
்݃௩௖ - Fator solar do vão envidraçado com vidro corrente e um dispositivo de
proteção solar, permanente, ou móvel totalmente ativado, para uma incidência
solar normal à superfície do vidro conforme Tabela 12;
35088-(74) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

݃ୄǡ௩௜ - Fator solar do vidro para uma incidência solar normal à superfície do vidro,
conforme informação do fabricante

7 - No produtório das supra mencionadas equações, deverão ser consideradas as


proteções solares existentes do exterior para o interior até à primeira proteção solar opaca,
inclusive.
8 ² No âmbito do número anterior e no caso de existir, pelo menos, um dispositivo de
proteção opaco exterior ao vidro, o produtório deve ser feito no sentido do exterior para o
interior até à proteção opaca, sem ser afetado do fator solar do vidro ݃ୄǡ௩௜ .
9 ² Para o disposto nos números anteriores, considerar como vidro corrente o vidro
simples incolor de 6mm ou o vidro duplo incolor com um pano de 4 a 8 mm e o outro
pano de 5mm.

7.1. Fator solar do vão envidraçado na estação de aquecimento

1 - Para efeito de cálculo das necessidades de aquecimento considera-se que, de forma a


maximizar o aproveitamento da radiação solar, os dispositivos de proteção solar móveis
estão totalmente abertos.
2 - Nas circunstâncias do número anterior, considera-se que o fator solar݃௜ é igual ao
fator solar global do envidraçado com todos os dispositivos de proteção solar permanentes
existentes݃௜ ൌ ்݃௣  que, no caso de ausência desses dispositivos, será igual ao fator solar
do vidro para uma incidência solar normal (Tabela 11) afetado do fator de seletividade
angular, mediante a expressão ݃௜ ൌ ௪ǡ௜ Ǥ ݃ୄǡ௩௜

7.2. Fator solar do vão envidraçado na estação de arrefecimento.

1 - Para efeito de cálculo das necessidades de arrefecimento considera-se que, de forma


a minimizar a incidência de radiação solar, os dispositivos de proteção solar móveis
encontram-se ativos uma fração do tempo que depende do octante no qual o vão está
orientado.
݃௩ ൌ ‫ܨ‬௠௩ Ǥ ்݃ ൅ ሺͳ െ ‫ܨ‬௠௩ ሻǤ ்݃௣ (19)

em que:
‫ܨ‬௠௩ - Fração de tempo em que os dispositivos de proteção solar móveis se
encontram totalmente ativados
்݃ - Fator solar global do vão envidraçado com todos os dispositivos de proteção
solar, permanentes, ou móveis totalmente ativados
்݃௣ - Fator solar global do envidraçado com todos os dispositivos de proteção solar
permanentes existentes

2 ² Na ausência de dispositivos de proteção solar fixos, ்݃௣ corresponde a ‫ܨ‬௪ǡ௩ ݃ୄǡ௩௜ .


3 - A fração de tempo em que os dispositivos móveis se encontram totalmente ativados
na estação de arrefecimento, ‫ܨ‬௠௩ , em função da orientação do vão é obtida conforme a
Tabela 14, considerando-se que, caso não existam dispositivos de proteção solar móveis,
‫ܨ‬௠௩ corresponde a 0.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(75)

Tabela 14 - Fração de tempo em que os dispositivos móveis se encontram ativados,


‫ܨ‬௠௩ .
Orientação do vão N NE/NW S SE/SW E/W H
‫ܨ‬௠௩ 0 0,4 0,6 0,7 0,6 0,9

8. FATOR DE OBSTRUÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR

1 - O fator de obstrução dos vãos envidraçados, ‫ܨ‬௦ , representa a redução na radiação


solar que incide nestes devido ao sombreamento permanente causado por diferentes
obstáculos, designadamente:
a) Obstruções exteriores ao edifício, tais como outros edifícios, orografia,
vegetação
b) Obstruções criadas por elementos do edifício, tais como outros corpos do
mesmo edifício, palas, varandas e elementos de enquadramento do vão
externos à caixilharia.
2 - O valor do fator de obstrução calcula-se de acordo com a seguinte equação:
‫ܨ‬௦ ൌ ‫ܨ‬௛ Ǥ ‫ܨ‬௢ Ǥ ‫ܨ‬௙ (20)

em que:
‫ܨ‬௛ - Fator de sombreamento do horizonte por obstruções exteriores ao edifício ou
por outros elementos do edifício
‫ܨ‬௢ - Fator de sombreamento por elementos horizontais sobrejacentes ao
envidraçado, compreendendo palas e varandas
‫ܨ‬௙ - Fator de sombreamento por elementos verticais adjacentes ao envidraçado,
compreendendo palas verticais, outros corpos ou partes de um edifício

3 - Em nenhum caso o produto ܺ௝ Ǥ ‫ܨ‬௛ Ǥ ‫ܨ‬௢ Ǥ ‫ܨ‬௙ deve ser inferior a 0,27.
4 - A determinação do fator de obstrução de superfícies opacas é totalmente opcional,
devendo nos casos em que esta é considerada seguir uma abordagem igual à prevista para
os vãos envidraçados. Nos casos em que a mesma não seja considerada, deverá ser
utilizado um fator de obstrução igual a 1.

8.1. Sombreamento do horizonte por obstruções

1 - O fator de sombreamento do horizonte, ‫ܨ‬௛ , traduz o efeito do sombreamento


provocado por obstruções longínquas exteriores ao edifício ou edifícios vizinhos
dependendo do ângulo do horizonte, latitude, orientação, clima local e da duração da
estação de aquecimento.
2 - Para efeitos do número anterior, despreza-se o efeito do sombreamento do
horizonte na estação de arrefecimento, tomando o fator ‫ܨ‬௛ um valor igual a 1.
3 - O ângulo de horizonte é definido como o ângulo entre o plano horizontal e a reta
que passa pelo centro do envidraçado e pelo ponto mais alto da maior obstrução existente
d ° d d d d
35088-(76) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
q p p p p
entre dois planos verticais que fazem 60° para cada um dos lados da normal ao
envidraçado.

Figura 02.03 ² ÇQJXORGHKRUL]RQWHơ


3 - O ângulo do horizonte deve ser calculado individualmente para cada vão, sendo que
caso não exista informação disponível para o efeito, o fator de sombreamento do horizonte
‫ܨ‬௛ deve ser determinado mediante a adoção de um ângulo de horizonte por defeito de 45°
em ambiente urbano, ou de 20° no caso de edifícios isolados localizados fora das zonas
urbanas.
4 - Para a estação de aquecimento, os valores dos fatores de correção de sombreamento
para condições climáticas médias típicas, para as latitudes do Continente, da Região
Autónoma da Madeira (RAM) da Região Autónoma dos Açores (RAA) e para os oito
octantes principais bem como para o plano horizontal, encontram-se previstos na Tabela
15.

Tabela 15 - Valores do fator de sombreamento do horizonte ‫ܨ‬௛ na estação de


aquecimento.
Portugal Continental e RAA RAM
Ângulo Latitude de 39° Latitude de 33°
do
horizonte NE/ SE/ NE/ SE/
H N E/W S H N E/W S
NW SW NW SW
0° 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
10° 0,99 1 0,96 0,94 0,96 0,97 1 1 0,96 0,96 0,97 0,98
20° 0,95 1 0,96 0,84 0,88 0,90 0,96 1 0,91 0,87 0,90 0,93
30° 0,82 1 0,85 0,71 0,68 0,67 0,88 1 0,85 0,75 0,77 0,80
40° 0,67 1 0,81 0,61 0,52 0,50 0,71 1 0,81 0,64 0,59 0,58
45° 0,62 1 0,80 0,58 0,48 0,45 0,64 1 0,80 0,60 0,53 0,51

8.2. Sombreamento por elementos horizontais e verticais

1 - O sombreamento por elementos horizontais sobrejacentes aos vãos envidraçados ou


por elementos verticais, compreendendo palas, varandas e outros elementos de um edifício,
depende do comprimento/ângulo da obstrução, da latitude, da exposição e do clima local,
sendo os valores dos fatores de sombreamento de elementos verticais e horizontais, ‫ܨ‬௙ e
‫ܨ‬௢ respetivamente, para as estações de aquecimento e arrefecimento, os constantes nas
Tabelas 16 a 19.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(77)

Tabela 16 - Valores dos fatores de sombreamento de elementos horizontais ‫ܨ‬௢ na estação


de aquecimento.
Portugal Continental e RAA RAM
Ângulo da Latitude de 39° Latitude de 33°
pala
horizontal NE/ NE/
N E/W SE/ SW S N E/W SE /SW S
NW NW
0° 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
30° 1 0,94 0,84 0,76 0,73 1 0,92 0,82 0,68 0,45
45° 1 0,90 0,74 0,63 0,59 1 0,88 0,72 0,60 0,56
60° 1 0,85 0,64 0,49 0,44 1 0,83 0,62 0,48 0,43

Tabela 17 - Valores dos fatores de sombreamento de elementos horizontais ୭ na estação


de arrefecimento
Portugal Continental e RAA RAM
Ângulo da Latitude de 39° Latitude de 33°
pala
horizontal NE/ NE/
N E/W SE/ SW S N E/W SE /SW S
NW NW
0° 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
30° 0,98 0,86 0,75 0,68 0,63 0,97 0,84 0,74 0,69 0,68
45° 0,97 0,78 0,64 0,57 0,55 0,95 0,76 0,63 0,60 0,62
60° 0,94 0,70 0,55 0,50 0,52 0,92 0,68 0,55 0,54 0,60

Tabela 18 - Valores dos fatores de sombreamento de elementos verticais ୤ na estação de


aquecimento
Posição da pala Ângulo N NE E SE S SW W NW

0° 1 1 1 1 1 1 1 1
Pala à esquerda 30° 1 1 1 0,97 0,93 0,91 0,87 0,89
45° 1 1 1 0,95 0,88 0,86 0,8 0,84
60° 1 1 1 0,91 0,83 0,79 0,72 0,8
0° 1 1 1 1 1 1 1 1
30° 1 0,89 0,87 0,91 0,93 0,97 1 1
Pala à direita
45° 1 0,84 0,8 0,86 0,88 0,95 1 1
60° 1 0,8 0,72 0,79 0,83 0,91 1 1

Tabela 19 - Valores dos fatores de sombreamento de elementos verticais ୤ na


estação de arrefecimento
Posição da pala Ângulo N NE E SE S SW W NW
0° 1 1 1 1 1 1 1 1
30° 1 1 0,96 0,91 0,91 0,96 0,95 0,86
Pala à esquerda
45° 1 1 0,96 0,85 0,87 0,95 0,93 0,78
60° 1 1 0,95 0,77 0,84 0,93 0,88 0,69
0° 1 1 1 1 1 1 1 1
30° 1 0,86 0,95 0,96 0,91 0,91 0,96 1
Pala à direita
45° 1 0,78 0,93 0,95 0,87 0,85 0,96 1
60° 1 0,69 0,88 0,93 0,84 0,77 0,95 1
35088-(78) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

2 - No caso de existirem palas verticais à esquerda e à direita do vão, o fator ‫ܨ‬௙ será o
produto dos fatores relativos aos ângulos provocados por cada uma das palas.
3 - Para contabilizar o efeito de sombreamento provocado pelo contorno do vão e
exceto quando este se situar à face exterior da parede, o produto ‫ܨ‬௢ Ǥ ‫ܨ‬௙ não deve ser
superior a 0,9.

9. FRAÇÃO ENVIDRAÇADA

Para efeito de cálculo na aplicação do presente regulamento, podem ser tomados os


valores típicos da fração envidraçada de diferentes tipos de caixilharia representados na
Tabela 20.
Tabela 20 - Fração envidraçada
‫ܨ‬௚
Caixilharia
Sem quadrícula Com quadrícula
Alumínio ou aço 0,70 0,60
Madeira ou PVC 0,65 0,57
Fachada-cortina de alumínio ou aço 0,90 -

10. FATOR DE CORREÇÃO DA SELETIVIDADE ANGULAR DOS ENVIDRAÇADOS

1 - O fator de correção da seletividade angular dos envidraçados, ‫ܨ‬௪ , traduz a redução


dos ganhos solares causada pela variação das propriedades do vidro com o ângulo de
incidência da radiação solar direta.
2 - Para o cálculo das necessidades nominais de aquecimento, o fator ‫ܨ‬௪ǡ௜ toma o valor
0,9.
3 - Para o cálculo das necessidades nominais de arrefecimento e nos vãos com vidro
plano (incolor, colorido ou refletante) simples ou duplo, a redução dos ganhos solares
causada pela variação do ângulo de incidência da radiação solar é contabilizada conforme a
Tabela 21, sendo que, nos restantes casos, incluindo os vãos no plano horizontal, o fator
‫ܨ‬௪ǡ௩ toma o valor 0,9.

Tabela 21 - Fator de correção da seletividade angular dos envidraçados na estação de


arrefecimento,‫ܨ‬௪ǡ௩
‫ܨ‬௪ǡ௩
Orientação do vão
N NE/NW S SE/SW E/W
Vidro plano simples 0,85 0,90 0,80 0,90 0,90
Vidro plano duplo 0,80 0,85 0,75 0,85 0,85

11. COEFICIENTE DE REDUÇÃO DE PERDAS

1 - O cálculo das perdas de calor por transmissão em elementos que separam o espaço
com condições de referência de espaços com temperatura ambiente diferente do ar
exterior, como é o caso dos elementos da envolvente interior, será afetado pelo coeficiente
de redução de perdas ܾ௧௥ , que traduz a redução da transmissão de calor.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(79)

2 - O valor do coeficiente de redução de perdas de determinado espaço não útil será


determinado com base na EN ISO 13789, sendo calculado com base na seguinte
expressão:
ఏ೔೙೟ ିఏ೐೙ೠ
ܾ௧௥ ൌ ఏ೔೙೟ ିఏ೐ೣ೟
(21)

em que:
ߠ௜௡௧ - Temperatura interior, [°C]
ߠ௘௫௧ - Temperatura ambiente exterior, [°C]
ߠ௘௡௨ - Temperatura do local não útil, [°C]

3 - Sempre que o valor do parâmetro ܾ௧௥ for superior a 0,7, aplicam-se os requisitos
mínimos definidos para a envolvente exterior conforme disposto no Anexo da Portaria n.º
349-B/2013, de 29 de novembro, ao elemento que separa o espaço interior útil do não útil,
sendo então classificado como envolvente interior com requisitos de exterior.
4 - Quando o valor do parâmetro ܾ௧௥ for igual ou inferior a 0,7, aplicam-se os requisitos
mínimos definidos para a envolvente interior conforme disposto no Anexo I da portaria
referida no número anterior, ao elemento que separa o espaço interior útil do não útil,
sendo então classificado como envolvente interior com requisitos de interior.

[Link] em contacto com espaços não úteis.


1 - Na impossibilidade de conhecer com precisão o valor da temperatura do local não
útil, dependente do uso concreto e real de cada espaço, admite-se que para alguns tipos de
espaços não úteisܾ௧௥ , pode tomar os valores indicados na Tabela 22, em função da taxa de
renovação do ar, da razão ‫ܣ‬௜ Τ‫ܣ‬௨ .
2 ² Para os efeitos do número anterior, ‫ܣ‬௜ é o somatório das áreas dos elementos que
separam o espaço interior útil do espaço não útil, ‫ܣ‬௨ é o somatório das áreas dos
elementos que separam o espaço não útil do ambiente exterior e ܸ௘௡௨ é o volume do
espaço não útil.

Tabela 22 - Coeficiente de redução de perdas de espaços não úteis,ܾ௧௥


ܸ௘௡௨ ൑50m3 50m3൏ ܸ௘௡௨ ൑200m3 ܸ௘௡௨ ൐200m3
ܾ௧௥
f F f F f F
‫ܣ‬௜ Τ‫ܣ‬௨ < 0,5 1,0 1,0 1,0
”‫ܣ‬௜ Τ‫ܣ‬௨ < 1 0,7 0,9 0,8 1,0 0,9 1,0
”‫ܣ‬௜ Τ‫ܣ‬௨ < 2 0,6 0,8 0,7 0,9 0,8 1,0
”‫ܣ‬௜ Τ‫ܣ‬௨ < 4 0,4 0,7 0,5 0,9 0,6 0,9
‫ܣ‬௜ Τ‫ܣ‬௨ • 0,3 0,5 0,4 0,8 0,4 0,8
Nota: Para espaços fortemente ventiladosܾ௧௥ , deverá tomar o valor de 1,0.
Em que:
f - Espaço não útil que tem todas as ligações entre elementos bem vedadas, sem
aberturas de ventilação permanentemente abertas;
35088-(80) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

F - Espaço não útil permeável ao ar devido à presença de ligações e aberturas de


ventilação permanentemente abertas.

3 - Em edifícios construídos em zonas graníticas, deverá proceder-se à construção de


um vazio sanitário fortemente ventilado, ou de que qualquer outra solução, como medida
preventiva de redução dos níveis de concentração de Radão.
4- Para os efeitos do número anterior, inserem-se na categoria de zonas graníticas,
designadamente e com particular nota de destaque, os distritos de Braga, Vila Real, Porto,
Guarda, Viseu e Castelo Branco.

[Link] em contacto com edifícios adjacentes

Para os elementos de construção que separam o espaço com condições de referência de


um espaço fechado de um edifício adjacente, deve ser utilizado um valor do coeficiente de
redução de perdas ܾ௧௥ =0,6.

12. TAXA DE RENOVAÇÃO DO AR

1 - Sempre que o edifício esteja em conformidade com as disposições da norma


NP 1037-1 no caso de edifícios com ventilação natural, ou da norma NP 1037-2 no caso de
edifícios com ventilação mecânica centralizada, o valor de ܴ௣௛ a adotar será o valor
indicado no projeto de ventilação requerido por essa norma.
2 - Nos casos não abrangidos pelo disposto no número anterior, a taxa de renovação
horária nominal, ܴ௣௛ , para efeitos do balanço térmico e para a verificação do requisito da
taxa mínima de renovação de ar poderá ser determinada:
a) De acordo com o método previsto na norma EN 15242, mediante a
consideração do efeito da permeabilidade ao ar da envolvente, da existência de
dispositivos de admissão de ar situados nas fachadas, das condutas de
ventilação, dos sistemas mecânicos ou híbridos, do efeito de impulsão térmica,
também denominado de efeito de chaminé e do efeito da ação do vento;
b) De acordo com outros dados como alternativa ao previsto na alínea anterior,
desde que tecnicamente adequados e justificados num projeto de ventilação.
3 - Nos termos da alínea a) do número anterior e para efeito de cálculo, podem ser
consideradas as adaptações e as simplificações previstas no presente despacho.
4 - Os valores da taxa de renovação de ar a considerar nas estações de aquecimento,
ܴ௣௛ǡ௜ e de arrefecimento, ܴ௣௛ǡ௩ , serão determinados de acordo com o exposto nos
números 1 e 2.
5 - Na estação de arrefecimento e exclusivamente para efeitos de cálculo, não deverá ser
utilizado um valor de ܴ௣௛ǡ௩ inferior a 0,6 h-1.

[Link]ções na aplicação da norma

1 - Na aplicação do previsto na norma EN 15242 para efeitos do presente regulamento,


poderão ser consideradas as simplificações e adaptações descritas nas secções seguintes,
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(81)

bem como podem ser utilizadas ferramentas de cálculo adequadas para resolver a equação
de conservação de massa e determinar a pressão interior e os respetivos caudais de
ventilação, segundo:

¦q
i
janelas 'p i  ¦ q caixas estore 'p i  ¦ q grelhas 'p i 
i i
(22)
¦ qcondutas 'pi  ¦V fi = 0
i i

Em que

Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das frinchas das janelas
¦ q janelas 'pi para a diferença de pressão 'pi existente na envolvente, sendo a expressão de
i qjanelas dada no n.º 4 da secção 12.5.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das frinchas das caixas
¦q caixas estore 'pi de estore para a diferença de pressão 'pi existente na janela, sendo a expressão
i de qcaixas estore dada no n.º 5 da secção 12.5.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das grelhas de ventilação
¦q grelhas 'pi e para a diferença de pressão 'pi existente na janela, sendo a expressão de
i qgrelhas dada na secção 12.6.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através das condutas de
¦q condutas 'pi ventilação e para a diferença de pressão 'pi existente na conduta, sendo a
i expressão de qcondutas dada na secção 12.7.
Corresponde à soma dos caudais de ar escoados através dos ventiladores e que se
encontram definidos no n.º 3.3 do despacho que procede à publicação das
metodologias de cálculo para determinar as necessidades nominais anuais de
¦V
i
fi energia ou n.º 3.2 do despacho que procede à publicação das regras de
simplificação a utilizar nos edifícios sujeitos a grandes intervenções, bem como
existentes

A taxa de renovação de ar ܴ௣௛ , corresponde à soma dos caudais de ar admitidos no


2-
edifício a dividir pelo volume interior útil do edifício.
3 - Para efeitos do disposto no número 1, será disponibilizado pelo LNEC, uma
ferramenta de cálculo do tipo folha de cálculo, para utilização como referência para este
efeito, sem prejuízo da utilização de outras ferramentas disponíveis para esse efeito.

12.2. Aspetos gerais

1 - Para efeitos de cálculo considera-se que o edifício tem uma fachada exposta ao vento
quando, para dada orientação, a área dessa fachada representa mais de 70% da área total de
fachadas da fração e quando existem aberturas de ventilação apenas nessa fachada.
2 - Verificados os pressupostos do número anterior, considera-se que os elementos
permeáveis da envolvente e as aberturas para ventilação se situam a barlavento, repartidos
igualmente por dois níveis diferentes, nomeadamente, 0,25 e 0,75do pé direito.
3 - Nos casos não incluídos no número 1 e para efeitos de cálculo em termos da
permeabilidade ao ar da envolvente, nos edifícios com duas ou mais fachadas expostas ao
35088-(82) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013
p p
exterior considera-se que os elementos permeáveis da envolvente e as aberturas para
ventilação se encontram repartidos de igual forma em duas fachadas opostas (uma
assumida a sotavento e a outra a barlavento) e a dois níveis diferentes (a 0,25 e 0,75do pé
direito), sendo que para efeitos de proteção do edifício ao vento se assume sempre a
condição de melhor exposição ao vento.
4 - Para verificação do valor mínimo de taxa de renovação de ar definido no Anexo da
Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, não se devem considerar no cálculo da taxa
de renovação as infiltrações de ar associadas às caixas de estore e às janelas de classe
inferior ou igual à 2.

12.3. Efeito da Impulsão térmica

A diferença de pressão exercida na envolvente, associada à impulsão térmica (efeito de


chaminé) calcula-se pela expressão:
ଶ଻ଷǡଵହାఏ
οܲ ൌ െߩǤ ݃Ǥ ‫ ܪ‬൬ͳ െ ଶ଻ଷǡଵହାఏ೐ೣ೟ǡ೔ ൰ [Pa] (23)
ೝ೐೑ǡ೔

em que:
3
ߩ - Massa volúmica do ar exterior que toma o valor 1.22 [kg/m ] a 283,15 K
2
݃ - Aceleração da gravidade, que toma o valor 9,8 [m/s ]
‫ ܪ‬- Diferença de cotas entre aberturas, [m]
ߠ௘௫௧ǡ௜ - Temperatura exterior média mensal do mês mais frio
ߠ௥௘௙ǡ௜ - Temperatura interior de referência na estação de aquecimento, igual a 18ºC

12.4. Efeito da ação do vento

1 - O efeito da ação do vento na envolvente da fração é traduzido pela expressão de


cálculo da pressão exterior numa fachada ou cobertura:

ܲ௪ ൌ ‫ܥ‬௣ ௜ Ǥ ߩǤ ‫ݑ‬ଶ  [Pa] (24)

em que:
‫ܥ‬௣ ௜ - Coeficiente de pressão aplicável à fachada ou cobertura ‹
ߩ - Massa volúmica do ar, que toma o valor de 1,22 [kg/m3] a 283,15 K
‫ݑ‬ - Velocidade média do vento no local, [m/s]

2 - O coeficiente de pressão ‫ܥ‬௣ é determinado em função da altura da fração e do efeito


de proteção provocado pelas construções vizinhas, referenciadas ao eixo da fachada da
fração em estudo e conforme Tabela 23.
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(83)

Tabela 23 - Valores do coeficiente de pressão, ‫ܥ‬௣


Fachada Inclinação da cobertura
Zona da fachada Proteção do edifício
Barlavento Sotavento <10º 10º a 30º •ž

Inferior Desprotegido 0,50 -0,70 -0,70 -0,60 -0,20


‫ܪ‬ி஺ ”P
Normal 0,25 -0,50 -0,60 -0,50 -0,20

Protegido 0,05 -0,30 -0,50 -0,40 -0,20


Média Desprotegido 0,65 -0,70 -0,70 -0,60 -0,20
15 m < ‫ܪ‬ி஺ < 50 m
Normal 0,45 -0,50 -0,60 -0,50 -0,20

Protegido 0,25 -0,30 -0,50 -0,40 -0,20


Superior
Desprotegido 0,80 -0,70 -0,70 -0,60 -0,20
‫ܪ‬ி஺ •P

em que:
‫ܪ‬ி஺ - altura da fração em estudo, correspondente à maior distância vertical entre o
teto da fração e o nível do terreno, em m;
3 ² A classe de proteção do edifício é determinada com base na distância aos obstáculos
vizinhos e de acordo com a Tabela 24, sempre que se verifique, pelo menos, uma das
seguintes condições:
a) caso a fração se encontre na zona inferior do edifício e se verifique que:
‫ܪ‬௢௕௦ ൒ ͲǡͷǤ ݉݅݊൛‫ܪ‬௘ௗ௜௙ Ǣ ͳͷൟ
b) caso a fração se encontre na zona média do edifício e se verifique que:
‫ܪ‬௢௕௦ ൒ ͳͷ ൅ ͲǡͷǤ ݉݅݊൛‫ܪ‬௘ௗ௜௙ െ ͳͷǢ ͵ͷൟ

Tabela 24 ² Classe de proteção ao vento da fração


Classe de Proteção Desprotegido Normal Protegido
‫ܦ‬௢௕௦ Τ‫ܪ‬௢௕௦ >4 1,5 a 4 < 1,5

em que:
‫ܪ‬௘ௗ௜௙ - altura do edifício em estudo, correspondente à maior distância vertical entre
o ponto do teto da fração mais elevada do edifício (nível da cobertura) e o nível do
terreno, em m;
‫ܪ‬௢௕௦ - altura do obstáculo/edifício situado em frente à fachada correspondente à
maior distância entre o ponto mais alto da fachada (nível da cobertura) do
obstáculo e o nível do terreno do edifício em estudo, em m;
‫ܦ‬௢௕௦ - distância ao obstáculo, correspondente à maior distância entre a fachada do
edifício em estudo e a fachada do obstáculo/edifício situado em frente, em m.
4 - Nos casos em que existam vários obstáculos às fachadas, que se traduzam em
diversos valores de ‫ܦ‬௢௕௦ , deverá ser considerado aquele obstáculo que se traduza na maior
distância.
35088-(84) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

5 ² Nos casos em que não se verifiquem nenhuma das condições referidas no n.º 3, bem
como na ausência de obstáculos ou informação relativa a algumas das distâncias, a classe de
proteção deve ser considerada como desprotegido. 6 - Os valores de ‫ܪ‬௘ௗ௜௙ , ‫ܪ‬ி஺ , ‫ܪ‬௢௕௦ , em
metros, podem ser determinados simplificadamente por 3 x nº de pisos.

1 - Zona superior (mais de 50 m) 5 - Distância ao obstáculo (Dobs)


2 - Zona média (15 a 50 m) 6 ² Altura do edifício (Hedif)
3 - Zona inferior (menos de 15 m) 7 ² Altura da fração (HFA)
4 - Altura do obstáculo (Hobs)
Figura 02.04 ² Indicação das dimensões relevantes para avaliar a proteção ao vento da
fração

7 - A velocidade média do vento no local, ‫ݑ‬, tem o valor mínimo de 3,6 m/s e é função
da região em que o edifício se insere, sendo obtida a partir das seguintes expressões:
a) Na região A:

‫ܪ‬
‫ ݑ‬ൌ ͳͳǡͷǤ ቆ ௘ௗ௜௙ൗ‫ݖ‬௨ ቇ  [m/s] (25)

b) Na região B:

‫ܪ‬
‫ ݑ‬ൌ ͳʹǡ͸Ǥ ቆ ௘ௗ௜௙ൗ‫ݖ‬௨ ቇ  [m/s] (26)

8 - Para efeito do disposto no número anterior, definem-se duas regiões em Portugal da


seguinte forma:
a) Região A - Todo o território Nacional, exceto os locais pertencentes a B;
b) Região B - RAA, RAM e as localidades situadas numa faixa de 5 km de largura
junto à costa e/ou de altitude superior a 600 m.
9 - Os parâmetrosߙ e ‫ݖ‬௨ determinam-se de acordo com a Tabela 25, em função da
rugosidade do terreno onde se encontra o edifício, conforme as seguintes definições:
a) Rugosidade I - Edifícios situados no interior de uma zona urbana
b) Rugosidade II - Edifícios situados na periferia de uma zona urbana ou numa
zona rural
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(85)

c) Rugosidade III - Edifícios situados em zonas muito expostas, mediante a


inexistência de obstáculos que atenuem o vento.

Tabela 25 ² Parâmetros para cálculo da velocidade média do vento

Rugosidade I II III
ߙ 0,4 0,3 0,2
‫ݖ‬௨ (m) 550 480 400

12.5. Permeabilidade ao ar da envolvente


1 - Caso seja realizado um ensaio de pressurização de acordo com a norma EN 13829,
para caracterizar a permeabilidade ao ar da envolvente, pode ser considerado o valor ݊ହ଴
desse ensaio para estimar o caudal de infiltrações de ar através da seguinte expressão:
ο௉ ଴Ǥ଺଻
‫ݍ‬௩ ൌ ݊ହ଴ Ǥ ‫ܣ‬௣ Ǥ ܲௗ Ǥ ቀ ହ଴ ቁ [m3/h] (27)

2 - Nos restantes casos, considera-se que as principais frinchas na envolvente exterior


correspondem à caixilharia (permeabilidade ao ar das portas e janelas) e às eventuais caixas
de estore (como permeabilidade ao ar das caixas de estore) que podem ser caracterizadas de
acordo com os princípios referidos nos números seguintes.
3 - A classe de permeabilidade ao ar das portas e janelas é determinada com os métodos
normalizados de ensaios previstos na EN 1026, e os métodos de classificação de resultados
previstos na EN 12207 e na EN 14351-1+A1.
4 - Na ausência de classes determinadas de acordo com os princípios mencionados no
número anterior, considera-se a caixilharia sem classe de permeabilidade ao ar.
5 - Em função da classificação das portas e janelas considera-se a relação dada pela
expressão seguinte entre a diferença de pressão na envolvente, em Pa, e o caudal de
infiltrações pelas janelas e portas, ‫ݍ‬௩ :
‫ݍ‬௩ ൌ ܹǤ ሺοܲΤͳͲͲሻ଴Ǥ଺଻ Ǥ ‫ܣ‬௩ ௢௦ [m3/h] (28)

em que:
ܹ - Coeficiente com valor 100, 50, 27, 9 ou 3 para janelas e portas sem
classificação, classe 1, classe 2, classe 3, classe 4, respetivamente
2
‫ܣ‬௩m௢௦ - Área total de vãos, [m ]

6 - A permeabilidade ao ar das caixas de estore é classificada como baixa ou elevada, de


acordo com os seguintes princípios:
a) Caso a caixa de estore seja exterior e não comunique com o interior, para
efeitos de estimativa das infiltrações de ar esta não será considerada.
b) A classe de permeabilidade ao ar da caixa de estore será baixa se, após a
realização de ensaio da sua permeabilidade ao ar, com inclusão das juntas ao
caixilho de acordo com a norma EN 1026 e à diferença de pressão de 100 Pa,
o caudal de infiltração de ar a dividir pela unidade de comprimento for
inferior a 1 m3/(h.m).
35088-(86) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

c) A classe de permeabilidade ao ar da caixa de estore será de igual modo baixa


se esta for exterior e comunicar com o interior apenas na zona de passagem da
fita, bem como nas situações em que apresenta um vedante sob compressão
adequada em toda a periferia das suas juntas, sendo o caudal de infiltrações de
ar estimado de acordo com a seguinte expressão:
‫ݍ‬௩ ൌ ͳǤ ሺοܲΤͳͲͲሻ଴Ǥ଺଻ Ǥ Ͳǡ͹Ǥ ‫ܣ‬௩ ௢௦ [m3/h] (29)

d) Nos casos não previstos nas alíneas anteriores, considera-se que a


permeabilidade ao ar da caixa de estore é elevada, sendo o caudal de
infiltrações de ar obtido de acordo com a seguinte expressão:
‫ݍ‬௩ ൌ ͳͲǤ ሺοܲΤͳͲͲሻ଴Ǥ଺଻ Ǥ Ͳǡ͹Ǥ ‫ܣ‬௩ ௢௦ [m3/h] (30)

12.6. Aberturas de admissão de ar na envolvente exterior

1 - Os tipos de aberturas de admissão de ar na envolvente, são classificados como de


aberturas fixas ou reguláveis manualmente ou aberturas autorreguláveis.
2 - A relação entre a pressão e o caudal de ar escoado através de aberturas fixas ou
reguláveis manualmente é obtida de acordo com a seguinte expressão:
‫ݍ‬௩ ൌ ͲǡʹͺͳǤ οܲ଴Ǥହ Ǥ ‫ܣ‬ [m3/h] (31)
em que ‫ ܣ‬é área livre da abertura fixa ou regulável manualmente.
3 - No caso particular de instalações sanitárias sem condutas de evacuação e com janelas
exteriores, o efeito da abertura destas janelas na ventilação será estimado com base na
aplicação da expressão anterior para uma abertura fixa com área livre até 250 cm2 por
janela.
4 - No caso de aberturas autorreguláveis pela ação do vento, reportando-se a
dispositivos em que a regulação do caudal se inicia a uma diferença de pressão definida pela
expressão ο ൌ šƒ, que tipicamente toma os valores de 2, 10 ou 20 Pa, e cujo caudal
nominal será ‫ܯ‬, em m3/h, a relação entre o caudal e a diferença de pressão na envolvente
será calculada através das seguintes expressões:
a) Se ο ൑ š,
‫ݍ‬௩ ൌ ‫ܯ‬Ǥ ሺοܲΤ‫ݔ‬ሻ଴Ǥହ [m3/h] (32)

b) Se ο ൐ ‫ݔ‬,
ο௉ି௫
‫ݍ‬௩ ൌ ‫ܯ‬Ǥ ቔͳ ൅ Ͳǡͷ ቀଵ଴଴ି௫ቁቕ [m3/h] (33)

5 - A área livre geométrica das aberturas e as curvas pressão/caudal das grelhas


autorreguláveis, devem ser obtidas de acordo com o previsto na norma NP EN 13141-1.

12.7. Condutas de admissão e de evacuação natural do ar

1 - No cálculo da taxa de renovação horária ܴ௣௛ deve ser considerado o impacto das
condutas de admissão ou de exaustão de ar, denominadas chaminés, considerando-se, para
Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013 35088-(87)

efeitos do cálculo do escoamento natural do ar através dessas condutas, as perdas de carga


na chaminé e o efeito da localização da sua saída na cobertura, relacionadas pela seguinte
expressão:
‫ݍ‬௩ ൌ ‫ܥ‬Ǥ οܲ଴Ǥହ [m3/h] (34)

2 - A constante ‫ ܥ‬determina-se com base em ensaios e cálculos das perdas de carga


existentes nas condutas, podendo para efeito de determinação de ܴ௣௛ , ser adotadas as
expressões constantes da Tabela 26, em função do diâmetro das condutas e das obstruções
nas aberturas mediante a relação entre a área livre da secção de abertura e área da secção da
conduta:

Tabela 26 ² Constante da curva característica de condutas de ventilação natural, ‫ܥ‬

Perda de Carga Conduta Constante ‫ܥ‬

ͳͳ͵
Baixa ‫ ܦ‬൒ ʹͲͲ݉݉ e ‫ܣ‬௟௜௩௥௘ Τ‫ܣ‬௖௢௡ௗ௨௧௔ ൒ ͹ͲΨ
ξʹǡͲ͵ ൅ ͲǡͳͶ‫ܮ‬
ͶͶǡʹ
Média ͳʹͷ݉݉ ൑ ‫ ܦ‬൏ ʹͲͲ݉݉ e ‫ܣ‬௟௜௩௥௘ Τ‫ܣ‬௖௢௡ௗ௨௧௔ ൒ ͹ͲΨ
ξͳǡͻ͵ ൅ ͲǡͳͶ‫ܮ‬
ʹͺǡ͵
Alta ‫ ܦ‬൏ ͳʹͷ݉݉ ou ‫ܣ‬௟௜௩௥௘ Τ‫ܣ‬௖௢௡ௗ௨௧௔ ൏ ͹ͲΨ
ξ͵ǡͶ͸ ൅ Ͳǡʹͳ‫ܮ‬

- ‫ܣ‬௟௜௩௥௘ Τ‫ܣ‬௖௢௡ௗ௨௧௔ ൏ ͳͲΨ Ͳ

Em que ‫ ܦ‬é o diâmetro da conduta, em milímetros, e ‫ ܮ‬é a altura da conduta, em m,


sendo que para condutas de forma retangular o diâmetro equivalente pode ser obtido pela
expressão:
ሺ௔ൈ௕ሻబǡలమఱ
‫ܦ‬௘௤ ൌ ͳǡ͵ ൈ ሺ௔ା௕ሻబǡమఱ
[m] (35)
em que as dimensões ܽ e ܾ são os lados da conduta de secção retangular, em m.
3 - O efeito da localização da saída da chaminé na cobertura é considerado com base no
coeficiente de pressão aplicável ao tipo de cobertura indicado na Tabela 22.
4 - No caso de ser conhecido o desempenho do ventilador estático situado no topo da
chaminé, de acordo com a EN 13141-5, pode ser estimado o seu impacto através das
correções no valor do coeficiente de pressão da cobertura, de acordo com o previsto no
anexo A da norma EN 15242.

12.8. Condutas de insuflação ou de evacuação mecânica do ar

1- Nas frações dotadas de sistemas mecânicos ou híbridos que assegurem a insuflação ou


extração de um caudal de ar contínuo, para efeitos de avaliação do desempenho considera-
se que se encontra assegurado esse valor do caudal de ar, não sendo necessário definir as
respetivas condutas.

2 - Nos sistemas de caudal de ar variável, para efeitos de cálculo é considerado o caudal de


ar médio diário.

3 ² Na ausência de projeto podem ser considerados os caudais de ar definidos no n.º 3.2 do


despacho que procede à publicação das regras de simplificação a utilizar nos edifícios
sujeitos a grandes intervenções, bem como existentes, com um valor mínimo de 0,4 h-1.
2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral.
207442064
35088-(88) Diário da República, 2.ª série — N.º 234 — 3 de dezembro de 2013

Despacho (extrato) n.º 15793-L/2013 mica, são de implementação obrigatória quando o respetivo estudo
demonstre que:
Nos termos e para efeitos do Decreto-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto
e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação a) Não existem evidentes constrangimentos ou limitações técnicas,
da metodologia de apuramento da viabilidade económica da utilização legais ou administrativas à instalação;
ou adoção de determinada medida de eficiência energética, prevista no b) O período de retorno simples (PRS) seja igual ou inferior a 8 anos.
âmbito de um plano de racionalização energética.
2 — O PRS é dado pela expressão PRS = C/P, observando as seguintes
Artigo único disposições:
1 — O Anexo I constante no presente despacho e que dele faz parte a) O valor de (C) corresponde à totalidade dos custos de investimento;
integrante, é aprovado: b) O valor de (P) corresponde à poupança anual resultante da aplica-
a) Para os efeitos da alínea c) do n.º 2 do artigo 35.º do Decreto-Lei ção da medida em estudo, sendo determinado com base em simulações
n.º 118/2013 de 20 de agosto; anuais, detalhadas do funcionamento do edifício e seus sistemas técnicos
b) Para os efeitos do n.º 6 do anexo II da Portaria n.º 349-D/2013, ou por cálculo anual simples;
de 2/12/2013. c) Custos de energia constantes e iguais aos do momento de inves-
ANEXO I timento;
d) Não são considerados os custos financeiros, nem efeitos da inflação.
Metodologia de apuramento da viabilidade económica 2 de dezembro de 2013. — O Diretor-Geral, Pedro Henriques Gomes
1 — As medidas de eficiência energética no âmbito do artigo Cabral.
único, as quais se encontram condicionadas à viabilidade econó- 207441384

PARTE H

MUNICÍPIO DAS CALDAS DA RAINHA Assim, a Câmara Municipal, tendo em conta o referido, propõe:

Despacho n.º 15793-M/2013 Artigo 1.º


Lei habilitante
Regulamento Orgânico do Município das Caldas da Rainha
A presente alteração é efetuada ao abrigo e nos termos dos arti-
gos 241.º da Constituição da República, alínea g) do n.º 1 do artigo 25.º
Preâmbulo e alínea k) do n.º 1 do artigo 33.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro,
Na sequência do estipulado no n.º 1 do artigo 25.º da Lei n.º 49/2012, do Decreto-Lei n.º 305/2009, de 23 de outubro e da Lei n.º 49/2012,
de 29 de agosto, a Assembleia Municipal procedeu à adaptação da de 29 de agosto.
estrutura orgânica dos serviços municipais, sob proposta da Câmara
Municipal, na sessão ordinária de 20 de novembro, reunião de 11 de Artigo 2.º
dezembro de 2012.
O Município das Caldas da Rainha distinguiu como um dos objetivos Objeto e âmbito
estratégicos da sua atuação a qualidade, eficácia e eficiência dos serviços 1 — A presente alteração do Regulamento Orgânico do Município das
autárquicos, promovendo o aperfeiçoamento da qualidade dos serviços Caldas da Rainha tem em vista a extinção do Gabinete de Apoio Pessoal e
prestados, tanto na perspetiva do munícipe, como na perspetiva da do Gabinete de Apoio à Presidência e à Vereação, passando as respetivas
satisfação dos trabalhadores como clientes internos. competências para o Gabinete de Apoio à Presidência, Gabinete de Apoio
Neste contexto, considera-se fundamental autonomizar algumas áreas à Vereação e Serviço de Apoio Técnico e Administrativo.
de atuação do Município, designadamente a educação e os recursos 2 — Procede-se igualmente à alteração da designação da Divisão
humanos, as quais, pela sua complexidade, justifica que sejam dotadas de Projetos e Urbanismo, assim como à autonomização do serviço de
de um dirigente. Para o efeito foi previsto, na estrutura orgânica do
recursos humanos e do serviço da educação com a previsão de mais
Município, mais dois lugares de dirigente intermédio de 3.º grau.
A presente alteração extingue o Gabinete de Apoio Pessoal e o Ga- dois lugares de dirigente intermédio de 3.º grau, na respetiva estrutura
binete de Apoio à Presidência e Vereação passando as respetivas com- orgânica.
petências para Gabinete de Apoio à Presidência, Gabinete de Apoio à
Vereação e Serviço de Apoio Técnico e Administrativo, em conformidade Artigo 3.º
com o disposto na Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro. Alteração
Os Serviços de Tecnologias da Informação e da Comunicação passam
a designar-se Gabinete de Tecnologias da Informação e da Comunicação. 1 — É alterada a epígrafe do Capítulo IV e aditados os artigos 13.º-A,
Procede-se igualmente à alteração da designação da Divisão de Pro- 13.º-B, 15.º-A e Capítulo V.
jetos e Urbanismo, de forma a criar uma unidade orgânica flexível mais 2 — Os artigos 3.º, 4.º, 5.º, 6.º, 7.º, 11.º, 12.º, 13.º, 14.º e 15.º do
adequada às necessidades da gestão municipal nas matérias de ordena- Regulamento Orgânico do Município das Caldas da Rainha, passam a
mento do território e urbanismo, bem como a eliminação da Divisão de ter a seguinte redação:
Ambiente, tendo em vista a adequação da estrutura orgânica ao disposto
na Lei n.º 49/2012 de 29 de agosto, quanto ao provimento de cargos «Artigo 3.º
dirigentes nas câmaras municipais e serviços municipalizados.
Compete à Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara Municipal, [...]
a aprovação do número máximo de unidades orgânicas flexíveis, nos 1— ................................................
termos do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 305/2009, de 23 de outubro. 2— ................................................
Compete também à Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara
Municipal, definir as competências, áreas e requisitos de recrutamento, a) Dirigentes intermédios de 2.º grau, correspondentes a Chefes
bem como da respetiva remuneração, dos cargos intermédios de 3.º grau, de Divisão — 3;
conforme determinado no n.º 3 do artigo 4.º da Lei n.º 49/2012, de b) Dirigentes intermédios de 3.º grau, correspondentes a Chefes
29 de agosto. de Unidade — 5.
Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015 17351

Considerando que o disposto no n.º 3 do artigo 9.º do Decreto-Lei 7 — As especificações técnicas podem ser atualizadas, nomeadamente
n.º 366-A/97, de 20 de dezembro, estabelece que a metodologia a utilizar por solicitação das entidades gestoras de resíduos de embalagens, das
para a obtenção das atualizações e adaptações ao progresso técnico das Fileiras de Material e/ou dos SGRU, por razões de evolução tecnológica
especificações técnicas dos resíduos de embalagens, provenientes das dos processos de reciclagem ou dos SGRU, do progresso técnico, dos
recolhas seletiva e indiferenciada, cuja responsabilidade está, por lei, resultados obtidos, de eventuais alterações na regulamentação ou sempre
atribuída aos municípios ou a empresas gestoras de sistemas multimu- que o cumprimento dos objetivos e melhoria do SIGRE o justifique,
nicipais ou intermunicipais, é definida por despacho dos membros do sendo o prazo para a sua entrada em vigor estabelecido no despacho
Governo responsáveis pelas áreas da economia e do ambiente; conjunto previsto no n.º 6 do presente artigo.
Considerando que, no contexto da economia circular, os requisitos
especificados para os resíduos de embalagens constituem um aspeto Artigo 3.º
essencial para a respetiva utilização como matéria-prima secundária,
Aplicação das especificações técnicas
atendendo à respetiva utilização por parte da indústria e à respetiva
finalidade industrial, bem como aos condicionalismos das tecnologias As especificações técnicas são de aplicação obrigatória por todas
de reciclagem e de incorporação de materiais reciclados. as entidades gestoras de resíduos de embalagens, SGRU e outros ope-
Assim, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 9.º do Decreto-Lei radores de gestão de resíduos de embalagens abrangidos pelo âmbito
n.º 366-A/97, de 20 de dezembro, que estabelece os princípios e as definido no artigo 1.º
normas aplicáveis à gestão de embalagens e resíduos de embalagens,
com as alterações introduzidas pelos Decretos-Leis [Link] 162/2000, de 27 Artigo 4.º
de julho, 92/2006, de 25 de maio, 178/2006, de 5 de setembro, 73/2011, Regiões Autónomas
de 17 de junho, 110/2013, de 2 de agosto, e 48/2015, de 10 de abril, e ao
abrigo das competências delegadas pelo Ministro do Ambiente, Ordena- O presente despacho aplica-se às Regiões Autónomas dos Açores e
mento do Território e Energia, nos termos do Despacho n.º 13322/2013, da Madeira, sem prejuízo das adaptações lhe venham a ser introduzidas
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 202, de 18 de outubro, por diploma regional.
determina-se o seguinte:
Artigo 5.º
Artigo 1.º Disposições transitórias
Objeto e âmbito As especificações técnicas previstas no Despacho n.º 15370/2008,
O presente despacho define a metodologia a utilizar para a definição de 17 de março de 2008, publicado no Diário da República, 2.ª série,
das especificações técnicas a aplicar, no quadro do Sistema Integrado de n.º 106, de 3 de junho de 2008, aplicáveis aos resíduos provenientes da
Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), regulado pelo Decreto-Lei recolha seletiva e da recolha indiferenciada, mantêm-se em vigor até
n.º 366-A/97, de 20 de dezembro, na sua redação atual, aos resíduos de à entrada em vigor do despacho conjunto de aprovação de condições
embalagens, domésticos e semelhantes, cuja produção diária por produtor técnicas nos termos previstos no presente despacho.
não exceda os 1100 litros, provenientes da rede de recolha seletiva e
indiferenciada, cuja gestão é da responsabilidade dos Sistemas de Gestão Artigo 6.º
de Resíduos Urbanos (SGRU). Entrada em vigor
O presente despacho produz efeitos a partir de 01/07/2015.
Artigo 2.º 12 de junho de 2015. — O Ministro da Economia, António de Ma-
Metodologia para a definição das especificações técnicas galhães Pires de Lima. — O Secretário de Estado do Ambiente, Paulo
Guilherme da Silva Lemos.
1 — As especificações técnicas correspondem aos requisitos de com- 208739994
posição e acondicionamento que os resíduos de embalagem de cada
material, proveniente de cada tipo de recolha, seletiva e indiferenciada,
devem respeitar, para garantia da retoma e da reciclagem dos mesmos
pelos operadores de gestão de resíduos qualificados, no âmbito do MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO
SIGRE, pela APA, I. P. e pela DGAE.
2 — No processo de definição das especificações técnicas, devem DO TERRITÓRIO E ENERGIA
ser tidos em conta:
a) A melhoria contínua da qualidade dos materiais resultantes das Direção-Geral de Energia e Geologia
operações de recolha, triagem, tratamento e reciclagem;
b) As respetivas origens, circuitos de recolha, hábitos de consumo e Despacho n.º 7113/2015
de separação de resíduos; Nos termos e para os efeitos previstos no ponto 1.5 do Anexo V da
c) As capacidades e evolução tecnológica dos processos de reciclagem; Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro, com as sucessivas altera-
d) As melhores técnicas disponíveis e as boas práticas aplicáveis; ções, o presente despacho procede à publicação dos critérios de seleção
e) O destino final e as aplicações industriais dos resíduos e dos ma- da verificação da qualidade dos processos e metodologias de verificação
teriais reciclados. da qualidade dos processos de certificação efetuados pelos técnicos do
Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), em particular
3 — Cabe à APA, I. P. e à DGAE, ouvidas as organizações de for- os Peritos Qualificados.
necedores e transformadores de materiais de embalagens (doravante Pretende-se igualmente com o presente despacho, identificar os cri-
designadas por Fileiras de Material), constituídas ao abrigo do n.º 5 do térios que conduzem à definição de Pré-Certificados ou Certificados
artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 366/97, de 20 de dezembro, na sua reda- SCE com erros ou omissões, conforme previsto na alínea f) do n.º 8 do
ção atual, elaborar as propostas das especificações técnicas aplicáveis artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto.
aos resíduos de embalagens dos diferentes materiais (vidro, plástico, 1 — Introdução:
papel/cartão, metal e madeira), de forma a potenciar a sua retoma e 1.1 — A verificação da qualidade dos processos emitidos no âm-
reciclagem. bito do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), visa
4 — No processo de definição das especificações técnicas, a APA, I. P. contribuir para o normal funcionamento do sistema, garantindo aos
diversos interlocutores do SCE, por um lado, a confiança na informação
e a DGAE promovem a consulta às entidades gestoras de resíduos de
produzida e por outro, a veracidade dos dados recolhidos, potenciando
embalagens licenciadas ao abrigo do SIGRE, e aos SGRU, diretamente assim a sua utilização.
ou através das organizações que os representem, e estabelecem um prazo 1.2 — O detalhe na forma como decorre o processo de verificação de
para a respetiva pronúncia. qualidade no SCE, permite contribuir para que este seja claro e percetível
5 — As especificações técnicas são aprovadas por despacho conjunto pelos agentes visados, nomeadamente na identificação dos processos
da APA, I. P. e da DGAE e publicitadas nos seus sítios da Internet, en- sujeitos à verificação de qualidade e na tipificação das eventuais não
trando em vigor 12 meses a contar da data da sua aprovação. conformidades que venham a ser caracterizadas.
6 — As especificações técnicas são atualizadas pela APA, I. P. e pela 1.3 — De acordo com o previsto na Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de
DGAE, aplicando-se o procedimento para a respetiva definição previsto novembro, com as sucessivas alterações, compete à entidade gestora do
nos números 3 a 5 do presente artigo. SCE, realizar as verificações de qualidade atuando em diversos níveis,
17352 Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015

designados como verificação sumária e verificação detalhada. Para esse 3 — Critérios de verificação de qualidade:
efeito detalham-se, nos pontos seguintes, a forma como estes tipos de 3.1 — Os critérios de verificação de qualidade estabelecidos, os quais
verificação deverão ser conduzidos. são comuns às diversas tipologias de verificação de qualidade, visam o
2 — Critérios de seleção: cumprimento dos seguintes objetivos:
2.1 — Verificação sumária:
2.1.1 — A verificação sumária baseia-se na análise da documentação a) Permitir listar os parâmetros objeto de avaliação que carecem
registada pelo técnico do SCE nos processos submetidos no Portal do ser avaliados, sempre que aplicável, nos processos de verificação de
SCE e constantes da respetiva base de dados. qualidade;
2.1.2 — Em condições normais a verificação sumária não contempla b) Determinar eventuais intervalos de desvio que definam a confor-
midade dos parâmetros objeto de análise;
qualquer tipo de visita à fração ou ao edifício objeto de análise, podendo
c) Servir de base à identificação de não conformidades e, nas situa-
no entanto, e nos casos assim entendidos pela entidade gestora do SCE,
ções aplicáveis, determinar critérios de reemissão do Pré-Certificado
ser realizada tal visita.
ou Certificado SCE.
2.1.3 — Os processos de verificação de qualidade sumária são sele-
cionados tendo por base os seguintes critérios:
3.2 — Para efeitos de classificação das avaliações realizadas em
1.º critério — Reclamações ou denúncias rececionadas pela entidade processos de verificação de qualidade, são tidas em consideração as
gestora ou fiscalizadora do SCE; seguintes tipificações:
2.º critério — Alertas definidos no Portal SCE e que permitam
Conforme — Quando o parâmetro avaliado coincide com o valor
sinalizar potenciais situações de incumprimento que careçam de
considerado correto para esse parâmetro;
avaliação;
Conforme com observações — Quando o parâmetro avaliado não
3.º critério — De forma aleatória, incidindo sobre os Pré-Certifica-
coincide com o valor considerado correto para esse parâmetro, mas
dos e os Certificados SCE ou sobre a base de dados dos técnicos do
encontra-se dentro do nível de desvio estabelecido no Anexo I;
SCE, mediante seleção de registos efetuados pelos próprios no Portal
Não conforme — Quando o parâmetro avaliado não coincide com
do SCE.
o valor considerado correto para esse parâmetro, e encontra-se fora do
2.2 — Verificação detalhada: nível de desvio estabelecido no Anexo I;
2.2.1 — A verificação detalhada baseia-se na análise pormenorizada
da documentação registada pelo técnico do SCE nos processos subme- 3.3 — Os critérios de verificação de qualidade encontram-se definidos
no Anexo I do presente despacho.
tidos no Portal do SCE e elementos complementares fornecidos pelo
4 — Critérios de Reemissão de Pré-Certificados e Certificados SCE:
próprio, quando solicitados pela entidade gestora do SCE.
4.1 — Os critérios de reemissão de Pré-Certificados e Certificados
2.2.2 — A verificação detalhada inclui, sempre que possível, uma
SCE pretendem definir, de forma objetiva, as situações em que, devido
visita à fração ou edifício objeto de análise, a qual ocorre após o pro-
a erros e omissões detetadas no âmbito de um processo de verificação de
cesso de emissão do Certificado SCE ou mediante acompanhamento do
qualidade, o Perito Qualificado (PQ) deve, para efeitos do disposto na
técnico do SCE visado, nos respetivos trabalhos prévios ao registo do
alínea d) do ponto 1.4 do Anexo II da Portaria n.º 349-A/2013, proceder
processo de certificação no Portal do SCE.
à remissão desses registos.
2.2.3 — Os processos de verificação de qualidade detalhada são
4.2 — Os critérios de reemissão de Certificados SCE encontram-se
selecionados tendo por base os seguintes critérios: definidos no Anexo II do presente despacho.
1.º critério — Reclamações ou denúncias rececionadas pela entidade
18 de junho de 2015. — O Diretor-Geral, Carlos Manuel Aires Pe-
gestora ou fiscalizadora do SCE;
reira de Almeida.
2.º critério — Técnicos do SCE com processos registados no sistema
e cujo trabalho não tenha sido verificado nos últimos 3 (três) anos; ANEXO I
3.º critério — Técnicos do SCE com anotações ao registo individual,
resultantes dos processos de verificação de qualidade, onde tenham sido Critérios de Verificação da Qualidade
identificadas situações de não conformidade;
4.º critério — Alertas definidos no Portal SCE e que permitam 1 — A verificação de qualidade dos processos de certificação emitidos
sinalizar potenciais situações de incumprimento que careçam de ava- pelos PQ do SCE incide sobre os seguintes aspetos:
liação; a) Os requisitos previstos no Decreto-Lei n.º 118/2013, que se apre-
5.º critério — Processos provenientes de verificação sumária em que sentam na Tabela I;
se verifique a necessidade de efetuar verificação de qualidade de forma b) As disposições definidas no SCE, as metodologias e procedimentos
mais detalhada; definidos no Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios
6.º critério — Os primeiros processos registados no sistema por novos de Habitação (REH) e Regulamento de Desempenho Energético dos
Técnicos do SCE. Edifícios de Comércio e Serviços (RECS) e as demais orientações
7.º critério — De forma aleatória, incidindo sobre os Pré-Certifica- definidas pela entidade gestora do SCE para a execução dos processos
dos e os Certificados SCE ou sobre a base de dados dos técnicos do de certificação;
SCE, mediante seleção de registos efetuados pelos próprios no Portal c) Na identificação e avaliação das medidas de melhoria propostas
do SCE. pelos PQ no âmbito dos processos de certificação.

TABELA I

Requisitos específicos previstos no Decreto-Lei n.º 118/2013

Âmbito de aplicação do requisito

REH RECS
Tipo de requisito

Edifícios novos e sujeitos Edifícios novos e grandes


Edifícios existentes
a grandes intervenções intervenções

Comportamento térmico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . X X –
Eficiência dos sistemas técnicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . X X *2
Ventilação e qualidade do ar interior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . *1 X –
Instalação, condução e manutenção de sistema técnicos . . . . . . . . . . . – X X
*1 — Para efeitos do previsto no n.º 4 do artigo 26.º do Decreto-Lei n.º 118/2013 ao nível dos requisitos definidos em “Comportamento térmico”.
*2 — Para efeitos de avaliação energética periódica aos Grandes Edifícios de Serviços (GES) prevista no n.º 4 do artigo 47.º do Decreto-Lei n.º 118/2013.

2 — No âmbito do processo de verificação de qualidade e de acordo com o apresentado nas Tabelas II e III, são definidas, para efeito do estabe-
lecido na alínea b) do ponto 3.1 do presente despacho, gamas de valores, as quais pretendem traduzir desvios aceitáveis nos parâmetros avaliados.
Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015 17353

TABELA II

Desvios aceitáveis nos parâmetros do processo de verificação da qualidade nos edifícios de habitação

Parâmetro avaliado Nível de desvio aceitável (+/-)

Dados climáticos e inércia

Altitude . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 m
Tipologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Valor exato (VE)
Inércia Térmica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE quando determinado através do Método Simplificado
20 kg/m2 quando determinado através do Método Detalhado
5 % para valores acima de 400 kg/m2

Levantamento dimensional/Dados geométricos

Pé direito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 m, ou
3 % para valores acima de 3 m
Área interior útil de pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2

Áreas — Envolvente exterior por componente

Paredes (por orientação) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 m2, ou


10 % para valores acima de 20 m2
Coberturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Pavimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Pontes térmicas planas (por orientação) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,2 m2, ou
10 % para valores acima de 2 m2
Vãos opacos (por orientação) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,2 m2, ou
10 % para valores acima de 2 m2

Áreas por btr — Envolvente interior (btr > 0,7)

Paredes interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 m2, ou


10 % para valores acima de 20 m2
Coberturas interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Pavimentos interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Pontes térmicas planas interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,2 m2, ou
10 % para valores acima de 2 m2
Vãos opacos interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,2 m2, ou
10 % para valores acima de 2 m2

Áreas por btr — Envolvente interior (btr < = 0,7)

Paredes interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 m2, ou


10 % para valores acima de 20 m2
Coberturas interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Pavimentos interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2
Pontes térmicas planas interiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,2 m2, ou
10 % para valores acima de 2 m2

Áreas — Térreo (Z < = 0)

Pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 m2, ou
5 % para valores acima de 60 m2

Áreas — Enterrada (Z > 0)

Paredes ou Pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 m2, ou


10 % para valores acima de 20 m2

Orientações — Envolvente exterior

Paredes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Vãos Envidraçados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE

Coeficientes de transmissão térmica da envolvente opaca (U, Uref, Umax, Ubw) para Envolvente exterior,
Envolvente interior (btr > 0,7), Envolvente interior (btr < = 0,7), Térreo (Z < = 0), Enterrada (Z > 0)

U. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, com base em tabelas


0,05 W/(m2.ºC), se calculados incluindo interpolações
de valores tabelados
5 %, a partir de 1 W/(m2.ºC)
17354 Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015

Parâmetro avaliado Nível de desvio aceitável (+/-)

Uref . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Umax (apenas para INT e EXT e para NOVO e GI nos elementos intervencionados) VE
Ubw (para Enterrada) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE

Coeficientes de transmissão térmica linear (Psi (ψ) solução e Psi (ψ) referência) para Pontes térmicas lineares
Exterior Pontes térmicas lineares interiores (btr > 0,7)

Psi (ψ) solução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, com base em tabelas


0,05 W/(m.KºC), se calculados
Psi (ψ) referência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE

Coeficientes de transmissão térmica — Vãos envidraçados (Uwdn, Uref)

Uwdn (EXT, INT LNA, INT solário) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, com base em tabelas;
0,1 W/(m2.ºC), se calculados;
5 % (a partir de 2 W/(m2.ºC).
Uref (EXT, INT LNA, INT solário) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE

Fatores solares do Vidro e do Vão

gt,vi (Fator solar do Vidro) (não aplicável para INT) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


gT (Fator solar do Vão) (não aplicável para INT) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
0,05
gT corrigido (apenas nos NOVOS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
gTmax (apenas nos NOVOS, não aplicável para INT). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Ventilação (RPH — Renovações por hora)

RPH estimada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 RPH ou


10 % para valores acima de 1 RPH
RPH mínimo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
RPH,i . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 RPH ou
10 % para valores acima de 1 RPH
RPH,v . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 RPH ou
10 % para valores acima de 1 RPH

Sistemas Técnicos
Por Fonte de Energia e Tipo de Equipamento

Potência (kW) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência nominal dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . .
Eficiência nominal dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . . . . . . VE
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . .
Eficiência nominal dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . .
Eren . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano
Eren,ext . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano

Indicadores Energéticos

Necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento Nic . . . . . . . . . . . . . 2 kWh/[Link] ou


5 % para valores acima de 40 kWh/[Link]
Necessidades nominais anuais máximas de energia útil para aquecimento Ni . . . . . . 2 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 40 kWh/[Link]
Necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento Nvc . . . . . . . . . . . . . . . 0,5 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 10 kWh/[Link]
Necessidades nominais anuais máximas de energia útil para arrefecimento Nv. . . . . 0,5 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 10 kWh/[Link]
Energia útil para preparação de água quente sanitária Qa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Energia útil para preparação de água quente sanitária de referência Qa_ref . . . . . . . VE
Energia elétrica necessária ao funcionamento dos ventiladores Wvm . . . . . . . . . . . . . . 10 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 200 kWh/ ano
Energia produzida a partir de fontes renováveis Eren . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 1000 kWh/ ano
Energia exportada proveniente de fontes renováveis Eren, ext . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 1000 kWh/ ano
Necessidades nominais anuais globais de energia primária Ntc . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 kWhEP/[Link] ou
5 % para valores acima de 100 kWhEP/[Link])
Limite das necessidades nominais anuais globais de energia primária Nt . . . . . . . . . 5 kWhEP/[Link] ou
5 % para valores acima de 100 kWhEP/[Link])
R — Ntc/Nt . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015 17355

Parâmetro avaliado Nível de desvio aceitável (+/-)

Indicadores de Desempenho

Consumo de energia final para aquecimento (referência) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 kWh/[Link] ou


5 % para valores acima de 40 kWh/[Link]
Consumo de energia final para aquecimento (edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 40 kWh/[Link]
% de energia renovável Aquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Consumo de energia final para arrefecimento (referência) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,5 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 10 kWh/[Link]
Consumo de energia final para arrefecimento (edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,5 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 10 kWh/[Link]
% de energia renovável Arrefecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Consumo de energia final para preparação de AQS (referência). . . . . . . . . . . . . . . . . 1 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 20kWh/[Link]
Consumo de energia final para preparação de AQS (edifício). . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 kWh/[Link] ou
5 % para valores acima de 20kWh/[Link]
% de energia renovável para preparação de AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
% Indicador de desempenho Aquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
% Indicador de desempenho Arrefecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
% Indicador de desempenho AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%

Outros Indicadores
% de energia renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
% Emissões de CO2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 toneladas/ano

Legenda:
INT — Interior;
EXT — Exterior;
LNA — Local não aquecido;
NOVO — Edifício novo;
GI — Grande intervenção;
AQS — Água Quente Sanitária.

TABELA III

Desvios aceitáveis nos parâmetros do processo de verificação da qualidade nos edifícios de comércio e serviços

Parâmetro Níveis de desvio aceitável (+/-)

Dados climáticos e Inércia


Altitude . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 m
Dados climáticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Inércia Térmica (não aplicável se determinada automaticamente pelo programa de VE quando determinado através do Método Simplificado
simulação dinâmica) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 kg/m2 quando determinado através do Método Detalhado

Levantamento dimensional/Dados geométricos

Pé direito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5%
Área interior útil de pavimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Áreas — Envolvente exterior, interior e em contacto com o solo

Paredes (por orientação) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %


Coberturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Pavimentos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Pontes térmicas planas (por orientação) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %
Vãos opacos (por orientação). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %

Orientações — Envolvente exterior

Paredes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VE
Vãos Envidraçados. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Coeficientes de transmissão térmica da envolvente opaca

U e Ubw (para Enterrada) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, com base em tabelas


0,05 W/(m2.ºC), se calculados incluindo interpolações
de valores tabelados
Uref (apenas para EXT e INT). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
VE
Umax (apenas para EXT, para NOVO e GI nos elementos intervencionados) . . . . . .
17356 Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015

Parâmetro Níveis de desvio aceitável (+/-)

Coeficientes de transmissão térmica linear

Psi (ψ) solução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, com base em tabelas


0,05 W/(m.ºC), se calculados incluindo interpolações
de valores tabelados
Desenvolvimento linear (m) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Majoração de necessidades de aquecimento (Tabelas I.04 e I.06 da Portaria n.º 349-
-D/2013, de 2 de dezembro, com as suas retificações) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE (relativo à majoração)

Coeficientes de transmissão térmica (Uwdn, Uref) — Vãos envidraçados

Uwdn (EXT, INT) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, com base em tabelas


0,1 W/(m.ºC), se calculado
Uref (EXT). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE

Fatores solares do Vidro e do Vão

gt, vi (Fator solar do Vidro) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


gT (Fator solar do Vão) (apenas vãos exteriores) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,05
gT Max (apenas nos NOVOS, não aplicável para INT) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Sistemas Técnicos — Por Fonte de Energia e Tipo de Equipamento

Potência (kW) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para o aquecimento (ηi) . . . . .
Eficiência dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . . . . . . . . . . . . . VE
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para arrefecimento (ηv) . . . . .
Eficiência dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Eficiência de referência dos equipamentos utilizados para AQS (ηaqs) . . . . . . . . . . .
Eren . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano
Eren,ext . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 kWh/ano ou
5 % para valores acima de 3000 kWh/ano

Ventilação
Caudal mínimo de ar novo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
(por compartimento)
Caudal mínimo de extração/exaustão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE
(por instalação sanitária ou balneário)

Iluminação
Iluminância . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE, incluindo tolerância prevista no ponto 9.2
da Portaria n.º 349-D/2013.
Densidade de potência de iluminação (DPI) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,1 [(W/m2)/100lux]
Fator de controlo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE

Indicadores Energéticos

Consumo de energia final de aquecimento por tipologia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


Consumo de energia final de arrefecimento por tipologia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Consumo de energia final de preparação de água quente sanitária por tipologia . . . . 5%
Consumo de energia final de iluminação por tipologia
Consumo de energia final para outros usos por tipologi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Indicador de eficiência energética IEEpr,S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Indicador de eficiência energética IEEpr,T . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Indicador de eficiência energética IEEpr,REN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Indicador de eficiência energética IEEref,S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Indicador de eficiência energética IEEref,T . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
RIEE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
Consumo de energia final real por forma de energia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VE

Indicadores de Desempenho

Consumo de energia final para aquecimento (referência) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%


Consumo de energia final para aquecimento (edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% de energia renovável aquecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Consumo de energia final para arrefecimento (referência) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Consumo de energia final para arrefecimento (edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% de energia renovável arrefecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5%
Consumo de energia final para iluminação (referência) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Consumo de energia final para iluminação (edifício) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% de energia renovável para iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Consumo de energia final para preparação de AQS (referência). . . . . . . . . . . . . . . . .
Consumo de energia final para preparação de AQS (edifício). . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% de energia renovável para preparação de AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Indicador de desempenho Aquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015 17357

Parâmetro Níveis de desvio aceitável (+/-)

% Indicador de desempenho Arrefecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


5%
% Indicador de desempenho Iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Indicador de desempenho AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Outros Indicadores

% de energia renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Emissões de CO2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%

3 — Para além do disposto no ponto 3.2 do presente despacho, é 5 — A identificação de medidas de melhoria deve procurar incidir
igualmente considerado “não conforme”, na medida do aplicável, o prioritariamente nas medidas de seguida elencadas e pela ordem apresen-
seguinte: tada: i) correção de patologias construtivas, ii) redução de necessidades
a) O incumprimento dos requisitos previstos nos artigos 26.º a 30.º e de energia útil, iii) melhoria da eficiência dos sistemas técnicos e iv)
nos artigos 38.º a 49.º do Decreto-Lei n.º 118/2013; implementação de sistemas com recurso a fontes de energia renovável.
b) O incumprimento das metodologias e procedimentos definidos no 6 — Nas situações em que se preveja a necessidade de recursos adi-
REH e RECS e as demais orientações definidas pela entidade gestora cionais para a implementação das medidas de melhoria, como sejam o
do SCE para a execução dos processos de certificação; caso de licenças, autorizações, ou outros elementos relevantes, estes
c) A não identificação de medidas de melhoria, sempre que exista deverão ser identificados na descrição das medidas de melhoria;
potencial para a sua identificação e quando não seja apresentada devida 7 — As situações identificadas como “não conforme” ou “conforme
justificação, com base em critérios técnicos, funcionais ou arquitetónicos com observações” são anotadas no registo individual do técnico do SCE,
para a sua ausência. previsto no n.º 5 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 118/2013.
d) A identificação de medidas de melhoria que se considerem de- 8 — Para efeito de verificação de qualidade dos processos de cer-
sajustadas por via de existirem constrangimentos técnicos ou que se tificação dos PQ, a entidade gestora do SCE deverá seguir a mesma
apresentem como desadequadas ao edifício e que não permitam uma abordagem e metodologia adotada pelo PQ, à exceção das situações em
clara interpretação da mesma. que se verifique que, à data da emissão dos Pré-Certificados ou Certi-
ficados SCE em avaliação, existia melhor informação disponível que
4 — Para efeitos do disposto na alínea c) do número anterior, con- aquela considerada pelo PQ e que conduza a uma abordagem distinta,
sidera-se a existência de potencial para a identificação de medidas de sendo esta última a que deverá ser considerada.
melhoria, as seguintes situações: 9 — A verificação de qualidade dos processos de certificação poderá
a) Existência de patologias construtivas que possam comprometer o incidir apenas sobre parte do edifício ou dos parâmetros utilizados pelo
conforto térmico ou salubridade dos espaços; PQ nos referidos processos.
b) Existência de soluções construtivas (paredes, coberturas, pavimen-
tos e janelas) com níveis de desempenho acima (menos eficientes) dos
valores de referência previstos nas Portarias [Link] 349-B/2013, de 29 de ANEXO II
dezembro e 349-D/2013, de 2 de dezembro, com as suas retificações,
cuja melhoria, no conjunto das soluções e tendo por base esses valores Critérios de Reemissão de Pré-Certificados
de referência, conduza a uma redução das necessidades energéticas e Certificados — SCE
superior a 30 % das necessidades de energia útil iniciais; No âmbito da verificação de qualidade deverão ser corrigidos por
c) Existência de condições técnicas que viabilizem a instalação de via de reemissão, os Pré-certificados ou Certificados SCE em que se
sistemas com recurso a fontes de energia renovável e sempre que existam verifique a existência de uma ou mais, das seguintes situações:
necessidades de energia relevantes;
d) Existência de sistemas técnicos com níveis de desempenho abaixo i) Não conformidades, conforme previsto no ponto 3 do ANEXO I
(menos eficientes) dos valores de referência previstos nas portarias do presente Despacho e que conduzam a alterações do teor dos Pré-
referidas na alínea b) e cuja melhoria, por sistema técnico e tendo por -Certificados ou Certificados SCE;
base esses valores de referência e após aplicação do previsto na alínea b) ii) Omissões no que se refere à descrição das soluções construtivas,
conduza a uma redução das necessidades energéticas superior a 30 % dos sistemas técnicos e dos demais indicadores;
das necessidades de energia final; iii) Não conformidades, sempre que os parâmetros em análise apre-
e) Existência de condições de ventilação que estejam abaixo dos sentem valores superiores aos desvios aceitáveis previstos nas tabelas IV
valores de referência previstos nas portarias referidas na alínea b), as e V;
quais possam induzir a problemas de qualidade do ar interior ou que iv) Outras situações decorrentes da avaliação realizada por parte da
estejam consideravelmente acima dos valores antes referidos, pelo facto entidade gestora do SCE e que coloquem em causa a qualidade do Pré-
de contribuírem para um possível consumo de energia excessivo. -Certificado ou Certificado SCE.

TABELA IV

Desvios aceitáveis nos parâmetros constantes no Certificado SCE de edifícios de habitação, para efeitos
de verificação de critérios de reemissão

Parâmetro Níveis de desvio aceitável (+/-)

% Eficiência Aquecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 % nas situações onde ocorram variação de sinal


% Eficiência Arrefecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . (menos ou mais eficiente face à referência)

% Eficiência AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 % nos restantes casos

% Renovável Aquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável Arrefecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %
% Renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Emissões CO2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,2 toneladas/ano


R — Ntc/Nt . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%
17358 Diário da República, 2.ª série — N.º 124 — 29 de junho de 2015

TABELA V

Desvios aceitáveis nos parâmetros do Certificado SCE de edifícios de comércio e serviços,


para efeitos de verificação de critérios de reemissão

Parâmetros do Certificado SCE Desvio aceitável (+/-)

% Eficiência Aquecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 % nas situações onde ocorram variação de sinal


% Eficiência Arrefecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . (menos ou mais eficiente face à referência)

% Eficiência Iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Eficiência AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 % nos restantes casos.

% Renovável Aquecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável Arrefecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável Iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %
% Renovável AQS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
% Renovável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

% Emissões CO2 (toneladas/ano) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 %


R IEE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5%

208734071

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO MAR data da publicação do presente aviso no Diário da República, tendo
em vista o preenchimento de 1 (um) posto de trabalho, na carreira
e categoria de técnico superior, do mapa de pessoal do Gabinete de
Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), na modalidade
de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado.
Despacho (extrato) n.º 7114/2015 2 — Em cumprimento do disposto no artigo 24.º da Lei n.º 80/2013,
de 28 de novembro, e do artigo 4.º da Portaria n.º 48/2014, de 26 de
Nos termos do disposto nos artigos 280.º e 281.º da Lei Geral do fevereiro, foi ouvida a entidade gestora do sistema de requalificação
Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, (INA), que, em 6 de fevereiro de 2015, declarou a inexistência de tra-
de 20 de junho, foi autorizada, por meu despacho de 16 de junho de balhadores em situação de requalificação, cujo perfil se adequasse às
2015, a concessão da licença sem remuneração requerida pela trabalha- características do posto de trabalho em causa.
dora Sónia Patrícia Fernandes Boarqueiro, técnica superior do mapa de 3 — Para efeitos do estipulado no n.º 1 do artigo 4.º da referida Por-
pessoal da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, pelo taria, declara-se não estarem constituídas reservas de recrutamento no
período de onze meses, com efeitos a partir de 16 de junho de 2015. GPP, e não ter sido efetuada consulta prévia à entidade centralizadora
19 de junho de 2015. — A Diretora Regional, Adelina M. Machado para constituição de reservas de recrutamento (ECCRC), uma vez que,
não tendo ainda sido publicitado qualquer procedimento concursal para
Martins.
constituição de reserva de recrutamento, fica temporariamente dispen-
208741289 sada a obrigatoriedade da referida consulta.
4 — Local de trabalho: Gabinete de Planeamento, Políticas e Admi-
Despacho (extrato) n.º 7115/2015 nistração Geral, sito na Praça do Comércio, em Lisboa.
5 — Caracterização do posto de trabalho: o que se encontra definido
Nos termos do disposto nos artigos 280.º a 282.º da Lei Geral do no artigo 17.º do Despacho n.º 12182/2014, de 25 de setembro de 2014
Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, (publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 190, de 2-10-2014),
de 20 de junho, foi autorizada, por meu despacho de 18 de junho de nomeadamente:
2015, a concessão da licença sem remuneração requerida pela trabalha-
Apoiar a preparação e carregamento do Orçamento;
dora Paula Sofia Cardoso Coelho dos Santos Ferreira Sequeira, técnica Realizar os reportes periódicos legalmente estabelecidos;
superior do mapa de pessoal da Direção Regional de Agricultura e Elaborar relatórios com indicadores de gestão e controlo orçamental;
Pescas do Centro, pelo período de quinze meses, com efeitos a partir Classificação e registo de documentos contabilísticos;
de 01 de julho de 2015. Apoiar a elaboração das contas de gerência;
19 de junho de 2015. — A Diretora Regional, Adelina M. Machado Executar os procedimentos periódicos mensais e respetiva análise
Martins. das contas.
208741378 6 — Posicionamento remuneratório: a determinação do posiciona-
mento remuneratório dos trabalhadores recrutados é objeto de nego-
ciação, nos termos do disposto no artigo 38.º da LTFP, sendo a posição
remuneratória de referência a 2.ª posição da carreira de técnico superior,
Gabinete de Planeamento, Políticas com os limites impostos pelo n.º 1 do artigo 42.º da Lei n.º 82-B/2014,
e Administração Geral de 31 de dezembro (Orçamento do Estado para 2015).
7 — Requisitos gerais de admissão ao procedimento concursal:
Aviso n.º 7165/2015 7.1 — Reunir, até ao termo do prazo fixado, os requisitos gerais para
o exercício de funções públicas, enunciadas no artigo 17.º da LTFP;
Procedimento concursal comum para constituição de relação jurí- 7.2 — Estar habilitado com o grau académico de licenciatura, não
dica de emprego público, na modalidade de contrato de trabalho sendo admitida a sua substituição por formação ou experiência pro-
em funções públicas por tempo indeterminado, tendo em vista o fissional;
preenchimento de 1 (um) posto de trabalho da carreira/categoria 7.3 — O recrutamento é circunscrito a trabalhadores com relação
de técnico superior do mapa de pessoal do Gabinete de Planea- jurídica de emprego público por tempo indeterminado previamente
mento, Políticas e Administração Geral. estabelecida, de acordo com o n.º 3 do artigo 30.º da LTFP;
7.4 — De acordo com o disposto na alínea l) do n.º 3 do artigo 19.º
1 — Nos termos do disposto nos [Link] 1 e 3 do artigo 30.º e no ar- da Portaria não podem ser admitidos candidatos que, cumulativamente,
tigo 33.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, doravante se encontrem integrados na carreira, sejam titulares da categoria e, não
designada LTFP, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de ju- se encontrando em mobilidade, ocupem postos de trabalho no mapa de
nho, conjugados com o artigo 19.º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 pessoal do órgão ou serviço idênticos aos postos de trabalho para cuja
de janeiro, alterada e republicada pela Portaria n.º 145-A/2011, de ocupação se publica o procedimento;
6 de abril, doravante designada por Portaria, torna-se público que, 7.5 — Não podem ser admitidos candidatos oriundos das Adminis-
por meu despacho de 16-04-2015, se encontra aberto procedimento trações Autárquicas e Regionais, por inexistência do necessário pare-
concursal comum, pelo prazo de 10 (dez) dias úteis, a contar da cer prévio dos membros do Governo responsáveis pelas Finanças e
4988 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

mente decorrentes da mesma. Assim, o presente diploma


Norma Descrição assegura não só a transposição da diretiva em referência,
mas também uma revisão da legislação nacional, que se
EN 50136 . . . . . . . . . . . . Alarm systems - Alarm transmission sys- consubstancia em melhorias ao nível da sistematização
tems and equipment e âmbito de aplicação ao incluir, num único diploma, o
CLC/TC 79 Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE),
CLC/TS 50136-4 . . . . . . Alarm systems - Alarm transmission sys- o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios
tems and equipment - Part 4: Annun- de Habitação (REH) e o Regulamento de Desempenho
ciation
equipment used in alarm receiving centres Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS),
CLC/TC 79 atendendo, simultaneamente, aos interesses inerentes à
CLC/TS 50136-7 . . . . . . Alarm systems - Alarm transmission sys- aplicabilidade integral e utilidade deste quadro legisla-
tems and equipment - Part 7: Application tivo, e aos interesses de simplificação e clareza na pro-
guidelines dução legislativa de caráter predominantemente técnico.
CLC/TC 79
A atualização da legislação nacional existente envolve
CLC/TS 50398 . . . . . . . . Alarm systems. Combined and integrated alterações a vários níveis, com destaque, em primeiro lugar,
systems. General requirements
CLC/TC 79 para as modificações estruturais e de sistematização, pela
aglutinação, num só diploma, de uma matéria anterior-
mente regulada em três diplomas distintos, procedendo-se,
assim, a uma reorganização significativa que visa promover
MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO a harmonização concetual e terminológica e a facilidade de
interpretação por parte dos destinatários das normas. Em
segundo lugar, a separação clara do âmbito de aplicação
Decreto-Lei n.º 118/2013 do REH e do RECS, passando aquele a incidir, exclusiva-
de 20 de agosto mente, sobre os edifícios de habitação e este último sobre
os de comércio e serviços, facilita o tratamento técnico e
A Diretiva n.º 2002/91/CE, do Parlamento Europeu a gestão administrativa dos processos, ao mesmo tempo
e do Conselho, de 16 de dezembro de 2002, relativa ao que reconhece as especificidades técnicas de cada tipo de
desempenho energético dos edifícios, foi transposta para edifício naquilo que é mais relevante para a caracterização
o ordenamento jurídico nacional através do Decreto-Lei e melhoria do desempenho energético.
n.º 78/2006, de 4 de abril, que aprovou o Sistema Nacional A definição de requisitos e a avaliação de desem-
de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior penho energético dos edifícios passa a basear-se nos
nos Edifícios, do Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril, seguintes pilares: no caso de edifícios de habitação
que aprovou o Regulamento dos Sistemas Energéticos de assumem posição de destaque o comportamento térmico
Climatização em Edifícios, e do Decreto-Lei n.º 80/2006, e a eficiência dos sistemas, aos quais acrescem, no caso
de 4 de abril, que aprovou o Regulamento das Caraterísticas dos edifícios de comércio e serviços, a instalação, a
de Comportamento Térmico dos Edifícios. condução e a manutenção de sistemas técnicos. Para
Neste contexto, o Estado promoveu, com forte dina- cada um destes pilares são, ainda, definidos princípios
mismo, a eficiência energética dos edifícios e, por essa gerais, concretizados em requisitos específicos para
via, adquiriu uma experiência relevante, que se traduziu edifícios novos, edifícios sujeitos a grande intervenção
não só na eficácia do sistema de certificação energética, e edifícios existentes.
mas também no diagnóstico dos aspetos cuja aplicação A definição de um mapa evolutivo de requisitos com
prática se revelou passível de melhoria. um horizonte temporal no limite até 2020 permite criar
A criação e operacionalização do referido sistema, a condições de previsibilidade, que facilitam a antecipação
par dos esforços empregados na aplicação daqueles regu- e a adaptação do mercado, ao mesmo tempo que aponta
lamentos, contribuíram também, nos últimos anos, para o no sentido de renovação do parque imobiliário por via da
destaque crescente dos temas relacionados com a eficiência promoção de edifícios cada vez mais eficientes. Criam-se,
energética e utilização de energia renovável nos edifícios, igualmente, condições para uma ágil adaptação dos requi-
e para uma maior proximidade entre as políticas de efi- sitos regulamentares, com base em critérios de nível ótimo
ciência energética, os cidadãos e os agentes de mercado. de rentabilidade resultantes do desempenho energético dos
Com a publicação da Diretiva n.º 2010/31/UE, do edifícios e dos seus componentes.
Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de maio de Além da atualização dos requisitos de qualidade térmica,
2010, relativa ao desempenho energético dos edifícios, são introduzidos requisitos de eficiência energética para os
foi reformulado o regime estabelecido pela Diretiva principais tipos de sistemas técnicos dos edifícios. Ficam,
n.º 2002/91/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, assim, igualmente sujeitos a padrões mínimos de eficiência
de 16 de dezembro de 2002. Aquela diretiva vem clarificar energética, os sistemas de climatização, de preparação de
alguns dos princípios do texto inicial e introduzir novas água quente sanitária, de iluminação, de aproveitamento
disposições que visam o reforço do quadro de promoção de energias renováveis de gestão de energia.
do desempenho energético nos edifícios, à luz das metas e Em complemento à eficiência energética, mantém-se
dos desafios acordados pelos Estados-Membros para 2020. a promoção da utilização de fontes de energia renovável,
A transposição para o direito nacional da Diretiva com clarificação e reforço dos métodos para quantifi-
n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, cação do respetivo contributo, e com natural destaque
de 19 de maio de 2010, gerou a oportunidade de melhorar para o aproveitamento do recurso solar, abundantemente
a sistematização e o âmbito de aplicação do sistema de cer- disponível no nosso país. Do mesmo modo, por via da
tificação energética e respetivos regulamentos, bem como definição de formas adequadas de quantificação, é incen-
de alinhar os requisitos nacionais às imposições explicita- tivada a utilização de sistemas ou soluções passivos nos
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 4989

edifícios, bem como a otimização do desempenho em Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das Re-
consequência de um menor recurso aos sistemas ativos giões Autónomas e a Associação Nacional de Municípios
de climatização. Portugueses.
Neste contexto, surge igualmente o conceito de edifício Assim:
com necessidades quase nulas de energia, o qual passará Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da
a constituir o padrão para a nova construção a partir de Constituição, o Governo decreta o seguinte:
2020, ou de 2018, no caso de edifícios novos de entida-
des públicas, bem como uma referência para as grandes
CAPÍTULO I
intervenções no edificado existente. Este padrão conjuga
a redução, na maior extensão possível e suportada numa Disposições gerais
lógica de custo-benefício, das necessidades energéticas
do edifício, com o abastecimento energético através do Artigo 1.º
recurso a energia de origem renovável. Objeto
Atendendo às especificidades do setor social, será ainda
analisada a viabilidade de os custos com a certificação 1 - O presente diploma visa assegurar e promover a
energética da habitação social serem financiados através melhoria do desempenho energético dos edifícios através
de fundos ou de outros instrumentos destinados a financiar do Sistema Certificação Energética dos Edifícios (SCE),
medidas de eficiência energética. que integra o Regulamento de Desempenho Energético
São definidas regras e requisitos para a instalação, con- dos Edifícios de Habitação (REH), e o Regulamento de
dução e manutenção dos sistemas de climatização em Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Ser-
edifícios de comércio e serviços, no sentido de promover viços (RECS).
o respetivo funcionamento otimizado em termos energé- 2 - O presente diploma transpõe para a ordem jurídica
ticos. Atendendo ao tipo, às características e ao habitual nacional a Diretiva n.º 2010/31/UE do Parlamento Eu-
regime de funcionamento dos sistemas de ar condicionado ropeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao
e de caldeiras utilizados para climatização em Portugal, desempenho energético dos edifícios.
considera-se que a implementação de um sistema de reco-
mendações sobre a substituição dos sistemas terá resultados Artigo 2.º
mais favoráveis. Definições
Merece, ainda, especial destaque o reconhecimento
Para efeitos do SCE, entende-se por:
do pré-certificado e do certificado SCE como certifica-
ções técnicas, pretendendo-se, por esta via, clarificar a a) «Água quente sanitária» ou «AQS», a água potável
sua aplicação em matéria de consulta e vistorias, tornando aquecida em dispositivo próprio, com energia convencio-
tais certificações técnicas obrigatórias na instrução de nal ou renovável, até uma temperatura superior a 45°C, e
operações urbanísticas. destinada a banhos, limpezas, cozinha ou fins análogos;
No que respeita à política de qualidade do ar interior, b) «Alteração relevante de classe energética», a altera-
considera-se da maior relevância a manutenção dos valores ção de classe energética que resulte de um desvio superior
mínimos de caudal de ar novo por espaço e dos limiares de a 5% face ao valor apurado para o rácio que conduz à
proteção para as concentrações de poluentes do ar interior, determinação da classe energética obtido no decorrer do
de forma a salvaguardar os mesmos níveis de proteção de procedimento de verificação da qualidade;
saúde e de bem-estar dos ocupantes dos edifícios. Neste c) «Área de cobertura», a área, medida pelo interior,
âmbito, salienta-se que passa a privilegiar-se a ventilação dos elementos opacos da envolvente horizontais ou com
natural em detrimento dos equipamentos de ventilação me- inclinação inferior a 60° que separam superiormente o
cânica, numa ótica de otimização de recursos, de eficiência espaço interior útil do exterior ou de espaços não úteis
energética e de redução de custos. São ainda eliminadas as adjacentes;
auditorias de qualidade do ar interior, mantendo-se, con- d) «Área total de pavimento», o somatório da área de
tudo, a necessidade de se proceder ao controlo das fontes de pavimento de todas as zonas térmicas de edifícios ou fra-
ções no âmbito do RECS, desde que tenham consumo de
poluição e à adoção de medidas preventivas, tanto ao nível
energia elétrica ou térmica, registado no contador geral
da conceção dos edifícios, como do seu funcionamento, do edifício ou fração, independentemente da sua função
de forma a cumprir os requisitos legais para a redução de e da existência de sistema de climatização, sendo a área
possíveis riscos para a saúde pública. medida pelo interior dos elementos que delimitam as zonas
Através do presente diploma procurou-se introduzir as térmicas do exterior e entre si;
orientações e a prática internacional com base nos conhe- e) «Área interior útil de pavimento», o somatório das
cimentos mais avançados sobre a eficiência energética e áreas, medidas em planta pelo perímetro interior, de todos
o conforto térmico. Finalmente, a atuação dos diferentes os espaços interiores úteis pertencentes ao edifício ou fra-
técnicos e entidades envolvidas é clarificada e detalhada, ção em estudo no âmbito do REH. No âmbito do RECS,
visando uma maior e melhor integração dos diferentes considera-se o somatório da área de pavimento de todas
agentes envolvidos, num contexto de rigor e exigência, as zonas térmicas do edifício ou fração, desde que tenham
sujeito a controlo e verificação de qualidade no âmbito consumo de energia elétrica ou térmica, registado no con-
do SCE. tador, independentemente da sua função e da existência de
Com base nestas e noutras medidas ora aprovadas, cami- sistema de climatização, sendo a área medida pelo interior
nha-se no sentido da melhoria da eficiência energética do dos elementos que delimitam as zonas térmicas do exterior
edificado nacional e criam-se instrumentos e metodologias e entre si;
de suporte à definição de estratégias, planos e mecanismos f) «Armazéns, estacionamento, oficinas e similares»,
de incentivo à eficiência energética. os edifícios ou frações que, no seu todo, são destinados a
4990 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

usos para os quais a presença humana não é significativa, u) «Edifício misto», o edifício utilizado, em partes dis-
incluindo-se nessa situação, sem limitar, os armazéns fri- tintas, como edifício de habitação e edifício de comércio
goríficos, os arquivos, os estacionamentos de veículos e e serviços;
os centros de armazenamento de dados; v) «Edifício novo», edifício cujo processo de licencia-
g) «Avaliação energética», a avaliação detalhada das mento ou autorização de edificação tenha data de entrada
condições de exploração de energia de um edifício ou junto das entidades competentes, determinada pela data
fração, com vista a identificar os diferentes vetores ener- de entrada do projeto de arquitetura, posterior à data de
géticos e a caracterizar os consumos energéticos, po- entrada em vigor do presente diploma;
dendo incluir, entre outros aspetos, o levantamento das w) «Edifício sujeito a intervenção», o edifício sujeito a
características da envolvente e dos sistemas técnicos, a obra de construção, reconstrução, alteração, instalação ou
caracterização dos perfis de utilização e a quantificação, modificação de um ou mais componentes com influência
monitorização e a simulação dinâmica dos consumos no seu desempenho energético, calculado nos termos e
energéticos; parâmetros do presente diploma;
h) «Certificado SCE», o documento com número pró- x) «Energia primária», a energia proveniente de fontes
prio, emitido por perito qualificado para a certificação renováveis ou não renováveis não transformada ou con-
energética para um determinado edifício ou fração, carac- vertida;
terizando-o em termos de desempenho energético; y) «Energias renováveis», a energia de fontes não fósseis
i) «Cobertura inclinada», a cobertura de um edifício que renováveis, designadamente eólica, solar, aerotérmica,
disponha de uma pendente igual ou superior a 8%; geotérmica, hidrotérmica e oceânica, hídrica, de biomassa
j) «Coeficiente de transmissão térmica», a quantidade e de biogás;
de calor por unidade de tempo que atravessa uma super- z) «Envolvente», o conjunto de elementos de construção
fície de área unitária desse elemento da envolvente por do edifício ou fração, compreendendo as paredes, pavimen-
unidade de diferença de temperatura entre os ambientes tos, coberturas e vãos, que separam o espaço interior útil
que o elemento separa; do ambiente exterior, dos edifícios ou frações adjacentes,
k) «Coeficiente de transmissão térmica médio dia- dos espaços não úteis e do solo;
noite de um vão envidraçado», a média dos coeficientes aa) «Espaço complementar», a zona térmica sem ocupa-
de transmissão térmica de um vão envidraçado com a ção humana permanente atual ou prevista e sem consumo
proteção aberta (posição típica durante o dia) e fechada de energia atual ou previsto associado ao aquecimento ou
(posição típica durante a noite) e que se toma como valor arrefecimento ambiente, incluindo cozinhas, lavandarias
de base para o cálculo das perdas térmicas pelos vãos en- e centros de armazenamento de dados;
vidraçados de um edifício em que haja ocupação noturna bb) «Exposição solar adequada», a exposição à luz solar
importante, designadamente em habitações, estabeleci- de edifício que disponha de cobertura em terraço ou de
mentos hoteleiros e similares ou zonas de internamento cobertura inclinada com água, cuja normal esteja orientada
em hospitais; numa gama de azimutes de 90° entre sudeste e sudoeste,
l) «Componente», o sistema técnico do edifício ou fra- não sombreada por obstáculos significativos no período
ção ou um elemento da sua envolvente cuja existência e que se inicia diariamente duas horas depois do nascer do
características influenciem o desempenho do edifício, nos Sol e termina duas horas antes do ocaso;
termos e parâmetros previstos para esse efeito no presente cc) «Espaço interior útil», o espaço com condições
diploma; de referência no âmbito do REH, compreendendo com-
m) «Corpo», a parte de um edifício com identidade pró- partimentos que, para efeito de cálculo das necessidades
pria significativa que comunique com o resto do edifício energéticas, se pressupõem aquecidos ou arrefecidos
através de ligações restritas; de forma a manter uma temperatura interior de refe-
n) «Edifício», a construção coberta, com paredes e pa- rência de conforto térmico, incluindo os espaços que,
vimentos, destinada à utilização humana; não sendo usualmente climatizados, tais como arrumos
o) «Edifício adjacente», um edifício que confine com interiores, despensas, vestíbulos ou instalações sanitá-
o edifício em estudo e não partilhe espaços comuns com rias, devam ser considerados espaços com condições
este, tais como zonas de circulação ou de garagem; de referência;
p) «Edifício de comércio e serviços», o edifício, ou dd) «Fator solar de um vão envidraçado», o valor da
parte, licenciado ou que seja previsto licenciar para utili- relação entre a energia solar transmitida para o interior atra-
zação em atividades de comércio, serviços ou similares; vés do vão envidraçado e a radiação solar nele incidente;
q) «Edifício devoluto», o edifício considerado como ee) «Fração», a unidade mínima de um edifício, com
tal nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 159/2006, saída própria para uma parte de uso comum ou para a via
de 8 de agosto; pública, independentemente da constituição de propriedade
r) «Edifício em ruínas», o edifício existente com tal horizontal;
degradação da sua envolvente que, para efeitos do presente ff) «Grande edifício de comércio e serviços» ou «GES»,
diploma, fica prejudicada, total ou parcialmente, a sua uti- o edifício de comércio e serviços cuja área interior útil
lização para o fim a que se destina, tal como comprovado de pavimento, descontando os espaços complementares,
por declaração da câmara municipal respetiva ou pelo iguale ou ultrapasse 1000 m2, ou 500 m2 no caso de cen-
perito qualificado, cumprindo a este proceder ao respetivo tros comerciais, hipermercados, supermercados e piscinas
registo no SCE; cobertas;
s) «Edifício em tosco», o edifício sem revestimentos gg) «Grande intervenção», a intervenção em edifício
interiores nem sistemas técnicos instalados e de que se que não resulte na edificação de novos corpos e em que
desconheçam ainda os detalhes de uso efetivo; se verifique que: (i) o custo da obra relacionada com a
t) «Edifício existente», aquele que não seja edifício envolvente ou com os sistemas técnicos preexistentes seja
novo; superior a 25% do valor da totalidade do edifício, com-
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preendido, quando haja frações, como o conjunto destas, ss) «Regime jurídico da urbanização e da edificação»
com exclusão do valor do terreno em que este está im- ou «RJUE», o regime jurídico aprovado pelo Decreto-Lei
plantado; ou (ii) tratando-se de ampliação, o custo da parte n.º 555/99, de 16 de dezembro;
ampliada exceda em 25% o valor do edifício existente (da tt) «Simulação dinâmica», a previsão de consumos de
área interior útil de pavimento, no caso de edifícios de energia correspondentes ao funcionamento de um edifício
comércio e serviços) respeitante à totalidade do edifício, e respetivos sistemas energéticos que tome em conta a
devendo ser considerado, para determinação do valor do evolução de todos os parâmetros relevantes com a precisão
edifício, o preço da construção da habitação por metro adequada, numa base de tempo pelo menos horária, para
quadrado fixado anualmente, para as diferentes zonas do diferentes zonas térmicas e condições climáticas de um
País, pela portaria a que se refere o artigo 4.º do Decreto- ano de referência;
uu) «Sistema de climatização», o conjunto de equipa-
-Lei n.º 329-A/2000, de 22 de dezembro;
mentos coerentemente combinados com vista a satisfazer
hh) «Indicador de eficiência energética», ou «IEE», o objetivos da climatização, designadamente, ventilação,
indicador de eficiência energética do edifício, expresso por aquecimento, arrefecimento, humidificação, desumidifi-
ano em unidades de energia primária por metro quadrado cação e filtragem do ar;
de área interior útil de pavimento (kWh/[Link]), distin- vv) «Sistema de climatização centralizado», o sistema
guindo-se, pelo menos, três tipos: o IEE previsto (IEEpr), de climatização em que os equipamentos de produção tér-
o efetivo (IEEef) e o de referência (IEEref); mica se concentrem numa instalação e num local distintos
ii) «Limiar de proteção», o valor de concentração de dos espaços a climatizar, sendo o frio, calor ou humidade
um poluente no ar interior que não pode ser ultrapassado, transportados por um fluido térmico;
fixado com a finalidade de evitar, prevenir ou reduzir os ww) «Sistema solar térmico», o sistema composto por
efeitos nocivos na saúde humana; um coletor capaz de captar a radiação solar e transferir a
jj) «Margem de tolerância», a percentagem em que energia a um fluido interligado a um sistema de acumula-
o limiar de proteção pode ser excedido, nos termos do ção, permitindo a elevação da temperatura da água neste
presente diploma; armazenada;
kk) «Pequeno edifício de comércio e serviços» ou xx) «Sistema passivo», o sistema construtivo concebido
«PES», o edifício de comércio e serviços que não seja especificamente para reduzir as necessidades energéticas
um GES; dos edifícios, sem comprometer o conforto térmico dos
ll) «Perfil de utilização», a distribuição percentual da ocupantes, através do aumento dos ganhos solares, desig-
ocupação e da utilização de sistemas por hora, em função nadamente ganhos solares diretos, paredes de trombe ou
dos valores máximos previstos, diferenciada por tipo de estufas, na estação de aquecimento ou através do aumento
das perdas térmicas, designadamente ventilação, arrefeci-
dia da semana;
mento evaporativo, radiativo ou pelo solo, na estação de
mm) «Perito qualificado» ou «PQ», o técnico com tí- arrefecimento;
tulo profissional de perito qualificado para a certificação yy) «Sistema técnico», o conjunto dos equipamentos
energética, nos termos da Lei n.º 58/2013, de 20 de agosto; associados ao processo de climatização, incluindo o
nn) «Plano de racionalização energética» ou «PRE», aquecimento, arrefecimento e ventilação natural, me-
o conjunto de medidas exequíveis e economicamente cânica ou híbrida, a preparação de águas quentes sani-
viáveis de racionalização do consumo ou dos custos tárias e a produção de energia renovável, bem como,
com a energia, tendo em conta uma avaliação energé- nos edifícios de comércio e serviços, os sistemas de
tica prévia; iluminação e de gestão de energia, os elevadores e as
oo) «Portal SCE», a zona do sítio na Internet da ADENE, escadas rolantes;
com informação relativa ao SCE, composta, pelo menos, zz) «Técnico autor do projeto», o técnico legalmente
por uma zona de acesso público para pesquisa de pré-cer- habilitado para realizar o projeto e responsável pelo cum-
tificados e certificados SCE e de técnicos do SCE, e por primento da legislação aplicável;
uma zona de acesso reservado para elaboração e registo aaa) «Técnico de instalação e manutenção» ou «TIM»,
de documentos pelos técnicos do SCE; o detentor de título profissional de técnico de instalação
pp) «Potência térmica», a potência térmica máxima e manutenção de edifícios e sistemas, nos termos da Lei
que um equipamento pode fornecer para efeitos de aque- n.º 58/2013, de 20 de agosto;
cimento ou arrefecimento do ambiente, em condições de bbb) «Tipo de espaço», a diferenciação funcional de
ensaio normalizadas; espaços, independentemente do edifício onde se encon-
qq) «Pré-certificado», o certificado SCE para edifícios trem inseridos;
novos ou frações em edifícios novos, bem como para edi- ccc) «Ventilação mecânica», aquela que não seja ven-
tilação natural;
fícios ou frações sujeitas a grandes intervenções, emitido
ddd) «Ventilação natural», a ventilação ao longo de tra-
em fase de projeto antes do início da construção ou grande jetos de fugas e de aberturas no edifício, em consequência
intervenção; das diferenças de pressão, sem auxílio de componentes
rr) «Proprietário», o titular do direito de propriedade motorizados de movimentação do ar;
ou o titular de outro direito de gozo sobre um edifício eee) «Zona térmica» o espaço ou conjunto de espaços
ou fração desde que, para os efeitos do RECS, detenha passíveis de serem considerados em conjunto devido às
também o controlo dos sistemas de climatização e respeti- suas similaridades em termos de perfil de utilização, ilu-
vos consumos e seja o credor contratual do fornecimento minação e equipamentos, ventilação mecânica e sistema
de energia, exceto nas ocasiões de nova venda, dação de climatização e, quanto aos espaços climatizados, igual-
em cumprimento ou locação pelo titular do direito de mente devido às similaridades em termos de condições de
propriedade; exposição solar.
4992 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

CAPÍTULO II Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos


Decretos-Leis n.ºs 115/2011, de 5 de dezembro e 265/2012,
Sistema de Certificação Energética dos Edifícios de 28 de dezembro, e aqueles a que seja reconhecido espe-
cial valor arquitetónico ou histórico pela entidade licencia-
SECÇÃO I dora ou por outra entidade competente para o efeito;
Âmbito
i) Os edifícios integrados em conjuntos ou sítios clas-
sificados ou em vias de classificação, ou situados den-
Artigo 3.º tro de zonas de proteção, nos termos do Decreto-Lei
n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos Decretos-
Âmbito de aplicação positivo -Leis n.ºs 115/2011, de 5 de dezembro e 265/2012, de 28
1 - São abrangidos pelo SCE, sem prejuízo de isenção de dezembro, quando seja atestado pela entidade licencia-
de controlo prévio nos termos do RJUE, os edifícios ou dora ou por outra entidade competente para o efeito que
frações, novos ou sujeitos a grande intervenção, nos termos o cumprimento de requisitos mínimos de desempenho
do REH e RECS. energético é suscetível de alterar de forma inaceitável o
2 - Quando, porém, uma fração no sentido da alínea ee) seu caráter ou o seu aspeto;
do artigo 2.º, já edificada, não esteja constituída como j) Os edifícios de comércio e serviços inseridos em
fração autónoma de acordo com um título constitutivo de instalações sujeitas ao regime aprovado pelo Decreto-Lei
propriedade horizontal, só é abrangida pelo SCE a partir n.º 71/2008, de 15 de abril, alterado pela Lei n.º 7/2013,
do momento em que seja dada em locação. de 22 de janeiro.
3 - São também abrangidos pelo SCE os edifícios ou
frações existentes de comércio e serviços: SECÇÃO II
a) Com área interior útil de pavimento igual ou supe-
Certificação e recomendações
rior a 1000 m2, ou 500 m2 no caso de centros comerciais,
hipermercados, supermercados e piscinas cobertas; ou
b) Que sejam propriedade de uma entidade pública e Artigo 5.º
tenham área interior útil de pavimento ocupada por uma Pré-certificado e certificado
entidade pública e frequentemente visitada pelo público
superior a 500 m2 ou, a partir de 1 de julho de 2015, su- 1 - O pré-certificado e o certificado SCE são considera-
perior a 250 m2; dos certificações técnicas para efeitos do disposto no n.º 7
do artigo 13.º do RJUE.
4 - São ainda abrangidos pelo SCE todos os edifícios 2 - A existência de pré-certificado ou de certificado SCE
ou frações existentes a partir do momento da sua venda, deve ser verificada aquando:
dação em cumprimento ou locação posterior à entrada em a) Do controlo prévio da realização de operações urba-
vigor do presente diploma, salvo nos casos de: nísticas, pela entidade competente;
a) Venda ou dação em cumprimento a comproprietário, b) Da celebração de contratos de compra e venda ou
a locatário, em processo executivo, a entidade expropriante locação, ficando consignado no contrato o número do
ou para demolição total confirmada pela entidade licen- certificado ou pré-certificado;
ciadora competente; c) Da fiscalização das atividades económicas, pelas
b) Locação do lugar de residência habitual do senhorio autoridades administrativas competentes.
por prazo inferior a quatro meses;
c) Locação a quem seja já locatário da coisa locada. 3 - As entidades referidas no número anterior devem
comunicar à ADENE os casos em que não seja eviden-
Artigo 4.º ciada a existência de pré-certificado ou certificado SCE,
Âmbito de aplicação negativo
identificando o edifício ou fração e o seu anterior e atual
proprietário.
Estão excluídos do SCE:
a) As instalações industriais, agrícolas ou pecuárias Artigo 6.º
b) Os edifícios utilizados como locais de culto ou para Objeto da certificação
atividades religiosas;
c) Os edifícios ou frações exclusivamente destinados a 1 - Devem ser certificadas todas as frações e edifícios
armazéns, estacionamento, oficinas e similares; destinados a habitação unifamiliar, nos termos dos artigos
d) Os edifícios unifamiliares com área útil igual ou anteriores.
inferior a 50 m2; 2 - Devem ser certificadas frações que se preveja vi-
e) Os edifícios de comércio e serviços devolutos, até rem a existir após constituição de propriedade horizontal,
à sua venda ou locação depois da entrada em vigor do designadamente nos edifícios recém-constituídos ou me-
presente diploma; ramente projetados.
f) Os edifícios em ruínas; 3 - Podem ser certificados os edifícios, considerando-se
g) As infraestruturas militares e os edifícios afetos aos sempre certificado um edifício quando estejam certificadas
sistemas de informações ou a forças e serviços de segu- todas as suas frações.
rança que se encontrem sujeitos a regras de controlo e de 4 - Deve ser certificado todo o edifício de comércio e
confidencialidade; serviços que disponha de sistema de climatização centra-
h) Os monumentos e os edifícios individualmente lizado para parte ou para a totalidade das suas frações,
classificados ou em vias de classificação, nos termos do estando neste caso dispensadas de certificação as frações.
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 4993

Artigo 7.º b) Sistemas técnicos de ar condicionado com potência


Certificação com base noutro edifício ou fração
térmica nominal superior a 12 kW.

1 - A certificação de uma fração pode basear-se na cer-


SECÇÃO III
tificação de todo o edifício.
2 - Nas frações afetas a comércio e serviços, quando Organização e funcionamento
disponham de sistemas de climatização individuais, a certi-
ficação não pode basear-se apenas na do edifício, devendo Artigo 10.º
atender aos sistemas técnicos existentes.
3 - A certificação de uma fração pode basear-se na cer- Fiscalização do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios
tificação de uma fração representativa semelhante situada Compete à Direção-Geral de Energia e Geologia
no mesmo edifício. (DGEG) fiscalizar o SCE.
4 - O disposto nos números anteriores aplica-se à pro-
priedade horizontal de conjuntos de edifícios e a situações Artigo 11.º
análogas.
5 - A certificação de edifícios destinados a habitação Gestão do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios
unifamiliar pode basear-se na de outros edifícios represen- 1 - A gestão do SCE é atribuição da ADENE.
tativos de conceção e dimensões semelhantes e com um 2 - Compete à ADENE:
desempenho energético real semelhante, se a semelhança
for atestada pelo PQ. a) Fazer o registo, o acompanhamento técnico e ad-
6 - Pode também ser feita por semelhança, mediante a ministrativo, a verificação e a gestão da qualidade da ati-
avaliação de edifício com características semelhantes em vidade dos técnicos do SCE, nos termos do disposto no
termos de desempenho energético, atestadas pelo PQ, a certi- artigo 19.º;
ficação de edifícios em área de reabilitação urbana e efetiva- b) Fazer o registo de profissionais provenientes de outro
mente reabilitados, quando a construção se tenha concluído, Estado-Membro da União Europeia ou do Espaço Econó-
em obediência à legislação em vigor, há mais de 30 anos. mico Europeu;
7 - Pode ainda ser feita por semelhança, atestada pelo c) Gerir o registo central de pré-certificados e certifica-
PQ, a certificação de conjuntos de edifícios convizinhos dos SCE, bem como da restante documentação produzida
de conceção e dimensões semelhantes e com um desem- no âmbito do SCE;
penho energético semelhante, designadamente no caso de d) Definir e atualizar os modelos dos documentos pro-
conjuntos destinados a habitação social ou de conjuntos duzidos pelos técnicos do SCE;
de construção contemporânea uniforme. e) Assegurar a qualidade da informação produzida no
8 - Há semelhança entre edifícios ou entre frações quando, âmbito do SCE;
de acordo com a experiência e o conhecimento técnico do f) Contribuir para a interpretação e aplicação uniformes
PQ, seja de todo improvável que esses edifícios ou frações do SCE, do REH e do RECS;
pertençam a classes energéticas diferentes, sendo tal pertença g) Fazer e divulgar recomendações sobre a substituição,
aferida, nomeadamente, em função da homogeneidade nas a alteração e a avaliação da eficiência e da potência ade-
soluções construtivas e nos sistemas técnicos instalados. quadas dos sistemas de aquecimento com caldeira e dos
sistemas de ar condicionado;
Artigo 8.º h) Promover o SCE e incentivar a utilização dos seus re-
Afixação do certificado sultados na promoção da eficiência energética dos edifícios.
1 - Encontram-se abrangidos pela obrigação de afixação 3 - O disposto no número anterior é regulamentado por
em posição visível e de destaque do certificado SCE válido: portaria do membro do Governo responsável pela área da
a) Os edifícios de comércio e serviços a que se referem energia.
os n.ºs 1 e 2 do artigo 3.º, aquando da sua entrada em fun- Artigo 12.º
cionamento, sempre que apresentem uma área interior útil
de pavimento superior a 500 m2 ou, a partir de 1 de julho Acompanhamento da qualidade do ar interior
de 2015, superior a 250 m2; Compete à Direção-Geral da Saúde e à Agência Por-
b) Os edifícios referidos no n.º 3 do artigo 3.º abrangidos tuguesa do Ambiente, I.P., acompanhar a aplicação do
pelo SCE; presente diploma no âmbito das suas competências em
c) Os edifícios de comércio e serviços referidos no n.º 4 matéria de qualidade do ar interior.
do artigo 3.º, sempre que apresentem uma área interior útil
de pavimento superior a 500 m2 e, a partir de 1 de julho Artigo 13.º
de 2015, superior a 250 m2.
Técnicos do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios
2 - O certificado SCE é afixado na entrada do edifício
ou da fração, em conformidade com o artigo 6.º. 1 - São técnicos do SCE os PQ e os TIM.
2 - O acesso e exercício da atividade dos técnicos do
Artigo 9.º SCE, o seu registo junto da ADENE e o regime contraor-
denacional aplicável são regulados pela Lei n.º 58/2013,
Recomendações
de 20 de agosto.
A ADENE elabora e divulga recomendações, preferen- 3 - Compete aos PQ:
cialmente por escrito, aos utilizadores de:
a) Fazer a avaliação energética dos edifícios a certificar
a) Sistemas técnicos de aquecimento ambiente com no âmbito do SCE, não comprometendo a qualidade do
caldeira de potência térmica nominal superior a 20 kW; ar interior;
4994 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

b) Identificar e avaliar, nos edifícios objeto de certifi- Artigo 15.º


cação, as oportunidades e recomendações de melhoria de Tipo e validade do pré-certificado e do certificado
desempenho energético, registando-as no pré-certificado do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios
ou certificado emitido e na demais documentação com-
plementar; 1 - Os modelos de pré-certificados e certificados SCE
c) Emitir os pré-certificados e certificados SCE; distinguem-se conforme as categorias de edifícios, nos
d) Colaborar nos processos de verificação de qualidade termos de portaria do membro do Governo responsável
do SCE; pela área da energia.
e) Verificar e submeter ao SCE o plano de racionalização 2 - Uma vez concluída a obra, o pré-certificado con-
energética. verte-se em certificado SCE mediante a apresentação de
termo de responsabilidade do autor do projeto e do diretor
4 - Compete ao TIM coordenar ou executar as atividades técnico atestando que a obra foi realizada de acordo com
o projeto pré-certificado.
de planeamento, verificação, gestão da utilização de ener-
3 - Os prazos de validade dos pré-certificados e certi-
gia, instalação e manutenção relativo a edifícios e sistemas
ficados SCE são os seguintes:
técnicos, nos termos previstos neste diploma.
5 - As atividades dos técnicos do SCE são regulamen- a) Os pré-certificados têm um prazo de validade de
tadas por portaria do membro do Governo responsável 10 anos, salvo o disposto na alínea c) do n.º 8;
pela área da energia. b) Os certificados SCE têm um prazo de validade de
10 anos;
Artigo 14.º c) Os certificados SCE para GES sujeitos a avaliação
energética periódica, nos termos do artigo 47.º, têm um
Obrigações dos proprietários dos edifícios ou sistemas
prazo de validade de seis anos.
1 - Constituem obrigações dos proprietários dos edifí-
cios e sistemas técnicos abrangidos pelo SCE: 4 - Ressalva-se do disposto no número anterior:
a) Obter o pré-certificado SCE; a) Nos edifícios em tosco ou em que a instalação dos sis-
b) Obter o certificado SCE e, nos termos do RECS, a temas técnicos não puder ser concluída em toda a extensão,
sua renovação tempestiva, sem prejuízo da conversão do mas cujo funcionamento parcial seja reconhecido pelo PQ
pré-certificado a que se refere o n.º 2 do artigo seguinte; como viável aquando do pedido de licença de utilização,
c) No caso de GES, conforme o disposto no RECS: a validade do certificado SCE é de um ano, podendo ser
prorrogada mediante solicitação à ADENE;
i) Dispor de TIM adequado para o tipo e características b) Nos edifícios de comércio e serviços existentes que
dos sistemas técnicos instalados; não disponham de plano de manutenção atualizado quando
ii) Quando aplicável, assegurar o cumprimento do plano este seja obrigatório, a validade do certificado SCE é de
de manutenção elaborado e entregue pelo TIM; um ano, não podendo ser prorrogada nem podendo ser
iii) Submeter ao SCE, por intermédio de PQ, eventual emitido mais de um certificado por edifício;
PRE, e cumpri-lo; c) Nos edifícios de comércio e serviços existentes
sujeitos a PRE, desde que o respetivo plano tenha sido
d) Facultar ao PQ, por solicitação deste, a consulta dos submetido ao SCE, o prazo de validade do certificado é
elementos necessários à certificação do edifício, sempre o constante de portaria a aprovar pelos membros do Go-
que disponíveis; verno responsáveis pelas áreas da energia e da segurança
e) Nos casos previstos no n.º 1 do artigo 3.º, pedir a social;
emissão: d) Nos edifícios de comércio e serviços devolutos, para
os efeitos previstos na alínea e) do artigo 4.º, a validade
i) De pré-certificado, no decurso do procedimento de do certificado SCE é de um ano, prorrogável mediante
controlo prévio da respetiva operação urbanística; solicitação à ADENE.
ii) De certificado SCE, aquando do pedido de emissão
de licença de utilização ou de procedimento administrativo 5 - A metodologia de determinação da classe de de-
equivalente; sempenho energético para a tipologia de pré-certificados
e certificados SCE é definida em portaria do membro do
f) Nos casos previstos no n.º 4 do artigo 3.º: Governo responsável pela área da energia.
i) Indicar a classificação energética do edifício constante 6 - A emissão, pelo PQ, de um pré-certificado ou de
do respetivo pré-certificado ou certificado SCE em todos um certificado SCE é precedida da elaboração e entrega
os anúncios publicados com vista à venda ou locação; da documentação relativa ao processo de certificação, nos
ii) Entregar cópia do pré-certificado ou certificado SCE termos a definir por despacho do Diretor-Geral da Energia
ao comprador ou locatário no ato de celebração de con- e Geologia.
trato-promessa de compra e venda, ou locação, e entregar 7 - Pode ser requerida pelo PQ à ADENE a substituição
o original no ato de celebração da compra e venda; de um pré-certificado ou de um certificado SCE válido,
desde que o PQ, cumulativamente:
g) Afixar o certificado em posição visível e de destaque a) Justifique e fundamente o seu pedido, salvo nos ca-
nos termos do artigo 8.º. sos de cumprimento de procedimentos de regularização
determinados nos relatórios dos processos de verificação
2 - A obrigação estabelecida na subalínea i) da alínea f) de qualidade;
do número anterior é extensível aos promotores ou me- b) Proceda ao registo, prévia ou simultaneamente ao
diadores da venda ou locação, no âmbito da sua atuação. pedido de substituição, de novo documento corrigido;
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 4995

c) Informe devidamente o proprietário do pedido de Artigo 17.º


substituição, quando for o caso, juntando ao requerimento Incentivos financeiros
à ADENE prova de que deu essa informação.
1 - São definidas e concretizadas por meios legislativos e
8 - Não é válido o pré-certificado ou certificado SCE administrativos as medidas e incentivos adequados a facul-
quando: tar o financiamento e outros instrumentos que potenciem
o desempenho energético dos edifícios e a transição para
a) No documento haja marca-de-água, carimbo ou outro
edifícios com necessidades quase nulas de energia.
sinal em que se declare a sua invalidade ou não produção
de efeitos; 2 - As medidas e incentivos referidos no número anterior
b) Esteja ultrapassado o respetivo prazo; podem integrar os planos de ação em curso ou previstos,
c) Tenha caducado a licença ou autorização de cons- bem como integrar outros instrumentos de política ou
trução; financeiros, já disponíveis ou a disponibilizar.
d) Não conste do registo pesquisável na zona pública
do Portal SCE; Artigo 18.º
e) Haja outro pré-certificado ou certificado registado, Taxas de registo
para o mesmo edifício, com data de emissão posterior, caso
em que vale o documento mais recente; 1 - O registo no SCE dos pré-certificados e dos certifi-
f) Contenha erros ou omissões detetados em procedi- cados SCE por parte dos PQ é feito mediante o pagamento
mentos de verificação de qualidade, nos casos constantes de uma taxa à ADENE.
de regulamento da DGEG. 2 - A ADENE pode cobrar uma taxa pelo registo dos
técnicos do SCE.
Artigo 16.º 3 - Os valores das taxas de registo referidas nos núme-
ros anteriores são aprovados por portaria do membro do
Edifícios com necessidades quase nulas de energia Governo responsável pela área da energia.
1 - O parque edificado deve progressivamente ser com-
posto por edifícios com necessidades quase nulas de energia. SECÇÃO IV
2 - São edifícios com necessidades quase nulas de ener-
gia os que tenham um elevado desempenho energético e Verificações
em que a satisfação das necessidades de energia resulte
em grande medida de energia proveniente de fontes re- Artigo 19.º
nováveis, designadamente a produzida no local ou nas Garantia da qualidade do Sistema
proximidades. de Certificação Energética dos Edifícios
3 - Devem ter necessidades quase nulas de energia os
edifícios novos licenciados após 31 de dezembro de 2020, 1 - A ADENE verifica a qualidade e identifica as situ-
ou após 31 de dezembro de 2018 no caso de edifícios novos ações de desconformidade dos processos de certificação
na propriedade de uma entidade pública e ocupados por efetuados pelo PQ, com base em critérios estabelecidos
uma entidade pública. em portaria do membro do Governo responsável pela área
4 - Os membros do Governo responsáveis pelas áreas da energia.
da energia, do ordenamento do território e das finanças 2 - As atividades de verificação podem ser confiadas
aprovam por portaria o plano nacional de reabilitação do pela ADENE a quaisquer organismos, públicos ou pri-
parque de edifícios existentes para que atinjam os requisi- vados.
tos de edifícios com necessidades quase nulas de energia, 3 - As atividades de verificação não podem ser realiza-
estabelecendo objetivos finais e intermédios, diferenciados das por quem seja titular do cargo de formador no âmbito
consoante a categoria de edifícios em causa, e incentivos dos cursos dirigidos aos técnicos do SCE, nos termos da
à reabilitação. legislação a que se refere o n.º 2 do artigo 13.º.
5 - Os edifícios com necessidades quase nulas de energia 4 - As metodologias dos processos de verificação de
são dotados de: qualidade são definidas em portaria do membro do Go-
verno responsável pela área da energia.
a) Componente eficiente compatível com o limite mais 5 - Os resultados das verificações devem constar de
exigente dos níveis de viabilidade económica que venham a relatório comunicado ao PQ e ser objeto de anotação no
ser obtidos com a aplicação da metodologia de custo ótimo, registo individual do PQ, que integra os elementos cons-
diferenciada para edifícios novos e edifícios existentes e tantes de portaria do membro do Governo responsável
para diferentes tipologias, definida na portaria a que se pela área da energia.
refere o número anterior; e de 6 - O disposto nos números anteriores é aplicável aos
b) Formas de captação local de energias renováveis TIM, com as necessárias adaptações.
que cubram grande parte do remanescente das necessida-
des energéticas previstas, de acordo com os modelos do
REH e do RECS, de acordo com as seguintes formas de SECÇÃO V
captação: Contraordenações
i) Preferencialmente, no próprio edifício ou na parcela
de terreno onde está construído; Artigo 20.º
ii) Em complemento, em infraestruturas de uso comum Contraordenações
tão próximas do local quanto possível, quando não seja pos-
sível suprir as necessidades de energia renovável com re- 1 - Constitui contraordenação punível com coima de
curso à captação local prevista especificamente para o efeito. 250,00 EUR a 3 740,00 EUR no caso de pessoas singu-
4996 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

lares, e de 2 500,00 EUR a 44 890,00 EUR, no caso de sempenho energético, em condições nominais, de todos
pessoas coletivas: os edifícios de habitação e dos seus sistemas técnicos, no
sentido de promover a melhoria do respetivo comporta-
a) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou
mento térmico, a eficiência dos seus sistemas técnicos e
sistema, do disposto nas alíneas a), b), c), e), f) e g) do a minimização do risco de ocorrência de condensações
n.º 1 do artigo 14.º; superficiais nos elementos da envolvente.
b) O incumprimento do disposto no n.º 2 do mesmo
artigo;
Artigo 23.º
c) A utilização de um pré-certificado ou certificado SCE
inválido, de acordo com o disposto nas alíneas a) a d) do Âmbito de aplicação
n.º 8 do artigo 15.º; 1 - O presente capítulo aplica-se aos edifícios destinados
d) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou a habitação, nas seguintes situações:
sistema, do disposto no n.º 1 do artigo 48.º.
a) Projeto e construção de edifícios novos;
2 - A negligência é punível, sendo os limites mínimos b) Grande intervenção na envolvente ou nos sistemas
e máximos das coimas reduzidos para metade. técnicos de edifícios existentes;
3 - A tentativa é punível com coima aplicável à con- c) Avaliação energética dos edifícios novos, sujeitos a
traordenação consumada, especialmente atenuada. grande intervenção e existentes, no âmbito do SCE.

Artigo 21.º 2 - Nos edifícios abrangidos pelo presente capítulo, a


aplicação do REH deve ser verificada:
Entidades competentes
a) No caso de edifícios de habitação unifamiliares, para
1 - Compete à DGEG a instauração e instrução dos a totalidade do edifício;
processos de contraordenação previstos nas alíneas a), b) No caso de edifícios de habitação multifamiliares,
b) e c) do n.º 1 do artigo anterior e na legislação a que se para cada fração constituída ou, em edifícios em projeto ou
refere o n.º 2 do artigo 13.º. em construção, para cada fração prevista constituir;
2 - Compete ao Diretor-Geral de Energia e Geologia a c) No caso de edifícios mistos, para as frações destinadas
determinação e aplicação das coimas e das sanções aces- a habitação, independentemente da aplicação do RECS às
sórias, nos termos do presente diploma e da legislação a restantes frações.
que se refere o n.º 2 do artigo 13.º.
3 - Compete à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do 3 - Excluem-se do âmbito de aplicação do presente
Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) a capítulo os seguintes edifícios e situações particulares:
instauração e instrução dos processos de contraordenação
previstos na alínea d) do n.º 1 do artigo anterior. a) Edifícios não destinados a habitação;
4 - A aplicação das coimas correspondentes às contraor- b) Edifícios mencionados nas alíneas h) e i) do artigo 4.º.
denações previstas no número anterior é da competência
do inspetor-geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e SECÇÃO II
do Ordenamento do Território.
5 - O produto das coimas a que se referem as alíneas a), Princípios gerais
b) e c) do n.º 1 do artigo anterior é distribuído da seguinte
forma: Artigo 24.º
a) 60 % para os cofres do Estado; Comportamento térmico
b) 40 % para o Fundo de Eficiência Energética. 1 - Os edifícios abrangidos pelo presente capítulo de-
vem ser avaliados e sujeitos a requisitos tendo em vista
6 - O produto das coimas a que se refere a alínea d) do promover a melhoria do seu comportamento térmico, a
n.º 1 do artigo anterior reverte em: prevenção de patologias, o conforto ambiente e a redução
a) 60% para os cofres do Estado; das necessidades energéticas, incidindo, para esse efeito,
b) 40% para a IGAMAOT. nas características da envolvente opaca e envidraçada, na
ventilação e nas necessidades nominais anuais de energia
para aquecimento e arrefecimento.
CAPÍTULO III 2 - Tendo em vista o cumprimento dos objetivos indi-
cados no número anterior, o presente capítulo estabelece,
Regulamento de Desempenho Energético entre outros aspetos:
dos Edifícios de Habitação
a) Requisitos de qualidade térmica da envolvente nos
SECÇÃO I
novos edifícios e nas intervenções em edifícios existen-
tes, expressos em termos de coeficiente de transmissão
Objetivo e âmbito de aplicação térmica da envolvente opaca e de fator solar dos vãos
envidraçados;
Artigo 22.º b) Requisitos de ventilação dos espaços, impondo um
Objetivo
valor mínimo de cálculo para a taxa de renovação do ar
em edifícios novos e respetiva adaptação no caso de in-
O REH estabelece os requisitos para os edifícios de tervenções em edifícios existentes;
habitação, novos ou sujeitos a intervenções, bem como c) Valores de necessidades nominais de energia útil para
os parâmetros e metodologias de caracterização do de- aquecimento e arrefecimento do edifício e limites a obser-
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 4997

var no caso de edifícios novos e de grandes intervenções valor mínimo de renovações horárias a definir em portaria
em edifícios existentes. do membro do Governo responsável pela área da energia.
5 - O recurso a sistemas passivos que melhorem o de-
Artigo 25.º sempenho energético do edifício deve ser promovido, e o
Eficiência dos sistemas técnicos
respetivo contributo considerado no cálculo das necessida-
des de energia do edifício, com base em normas europeias
1 - Os edifícios e respetivos sistemas técnicos abrangi- ou regras definidas pela DGEG.
dos pelo presente capítulo devem ser avaliados e sujeitos 6 - As novas moradias unifamiliares com uma área útil
a requisitos, tendo em vista promover a eficiência dos inferior a 50 m2 estão dispensadas da verificação dos re-
sistemas, incidindo, para esse efeito, na qualidade dos seus quisitos de comportamento térmico.
sistemas técnicos, bem como nas necessidades nominais
anuais de energia para preparação de água quente sanitária Artigo 27.º
e de energia primária.
2 - Tendo em vista o cumprimento dos objetivos refe- Eficiência dos sistemas técnicos
ridos no número anterior, o presente capítulo estabelece, 1 - Os sistemas técnicos a instalar nos edifícios de
nomeadamente: habitação novos para aquecimento ambiente, para arre-
a) Requisitos ao nível da qualidade, da eficiência e fecimento ambiente e para preparação de água quente
do funcionamento dos sistemas técnicos a instalar nos sanitária, devem cumprir os requisitos de eficiência ou
edifícios; outros estabelecidos em portaria do membro do Governo
b) Regras para cálculo do contributo das energias re- responsável pela área da energia.
nováveis na satisfação das necessidades energéticas do 2 - A instalação de sistemas solares térmicos para aque-
edifício; cimento de água sanitária nos edifícios novos é obrigatória
c) Valores de necessidades nominais de energia primá- sempre que haja exposição solar adequada, de acordo com
ria do edifício e o respetivo limite a observar no caso de as seguintes regras:
edifícios novos e de grandes intervenções em edifícios a) A energia fornecida pelo sistema solar térmico a
existentes. instalar tem de ser igual ou superior à obtida com um
sistema solar constituído por coletores padrão, com as
SECÇÃO III características que constam em portaria do membro do
Governo responsável pela área da energia e calculado
Requisitos específicos
para o número de ocupantes convencional definido pela
entidade fiscalizadora responsável do SCE, na razão de
SUBSECÇÃO I
um coletor padrão por habitante convencional;
Edifícios novos b) O valor da área total de coletores pode, mediante
justificação fundamentada, ser reduzido de forma a não
Artigo 26.º ultrapassar 50% da área de cobertura com exposição solar
Comportamento térmico
adequada;
c) No caso de o sistema solar térmico se destinar adi-
1 - O valor das necessidades nominais anuais de energia cionalmente à climatização do ambiente interior, deve
útil para aquecimento (Nic) de um edifício de habitação salvaguardar-se que a contribuição deste sistema seja
novo, calculado de acordo com o estabelecido pela DGEG, prioritariamente na preparação de água quente sanitária.
não pode exceder o valor máximo de energia útil para
aquecimento (Ni) determinado em portaria do membro do 3 - Em alternativa à utilização de sistemas solares térmi-
Governo responsável pela área da energia. cos prevista no número anterior, podem ser considerados
2 - O valor das necessidades nominais anuais de energia outros sistemas de aproveitamento de energias renováveis
útil para arrefecimento (Nvc) de um edifício de habitação que visem assegurar, numa base anual, a obtenção de ener-
novo, calculado de acordo com o estabelecido pela DGEG, gia equivalente ao sistema solar térmico.
não pode exceder o valor máximo de energia útil para 4 - A contribuição de sistemas de aproveitamento de
arrefecimento (Nv) definido em portaria do membro do energia renovável para o desempenho energético dos edi-
Governo responsável pela área da energia. fícios de habitação novos só pode ser contabilizada, para
3 - Os requisitos descritos nos números anteriores devem efeitos do presente regulamento, mediante cumprimento
ser satisfeitos sem serem ultrapassados os valores-limite de do disposto portaria do membro do Governo responsável
qualidade térmica da envolvente estabelecidos em portaria pela área da energia em termos de requisitos de quali-
do membro do Governo responsável pela área da energia, dade dos sistemas, e calculada a respetiva contribuição de
e relativos aos seguintes parâmetros: acordo com as regras estabelecida para o efeito pela DGEG.
a) Valor máximo do coeficiente de transmissão térmica 5 - O valor das necessidades nominais anuais de energia
superficial dos elementos na envolvente opaca; primária (Ntc) de um edifício de habitação novo, calculado
b) Valor máximo do fator solar dos vãos envidraçados de acordo com o definido pela DGEG, não pode exceder o
horizontais e verticais. valor máximo das necessidades nominais anuais de energia
primária (Nt) definido em portaria do membro do Governo
4 - O valor da taxa de renovação horária nominal de responsável pela área da energia.
ar para as estações de aquecimento e de arrefecimento de 6 - As moradias unifamiliares novas com uma área útil
um edifício de habitação novo, calculada de acordo com inferior a 50 m2 estão dispensadas da do cumprimento do
o estabelecido pela DGEG, deve ser igual ou superior ao disposto no número anterior.
4998 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

SUBSECÇÃO II 8 - No caso de edifício sujeito a ampliação em que se


Edifícios sujeitos a grande intervenção preveja a edificação de novo corpo, este fica sujeito ao
cumprimento dos valores de coeficiente de transmissão
Artigo 28.º térmica de referência para a envolvente e vãos envidraça-
dos, assim como ao cumprimento do fator solar máximo
Comportamento térmico de edifícios dos vãos envidraçados, para efeitos de verificação dos
sujeitos a grande intervenção
requisitos de comportamento térmico.
1 - A razão entre o valor de Nic de um edifício sujeito
a grande intervenção, calculado de acordo com o definido Artigo 29.º
pela DGEG, e o valor de Ni não pode exceder o determi- Eficiência dos sistemas técnicos de edifícios
nado em portaria do membro do Governo responsável pela sujeitos a grande intervenção
área da energia.
2 - A razão entre o valor de Nvc de um edifício sujeito 1 - Os componentes instalados, intervencionados ou
a grande intervenção, calculado de acordo com o definido substituídos em sistemas técnicos devem cumprir os re-
pela DGEG e o valor de Nv, não pode exceder o deter- quisitos de eficiência e outros definidos em portaria do
minado em portaria do membro do Governo responsável membro do Governo responsável pela área da energia.
pela área da energia. 2 - A instalação de sistemas solares térmicos para aque-
3 - Toda a grande intervenção na envolvente de um cimento de água sanitária num edifício sujeito a grande
edifício obedece aos requisitos estabelecidos em portaria intervenção é obrigatória sempre que haja exposição so-
do membro do Governo responsável pela área da energia, lar adequada e desde que os sistemas de produção e de
relativos aos valores máximos: distribuição de água quente sanitária sejam parte dessa
intervenção, de acordo com as seguintes regras:
a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial dos
elementos a intervencionar na envolvente opaca; a) A energia fornecida pelo sistema solar térmico a ins-
b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e talar tem de ser igual ou superior à obtida com um sistema
verticais a intervencionar. solar de coletores padrão com as características que cons-
tam de portaria calculado para o número do membro do
4 - O valor da taxa de renovação horária nominal de Governo responsável pela área da energia e de ocupantes
ar para a estação de aquecimento e de arrefecimento de convencional definido pela DGEG, na razão de um coletor
um edifício de habitação sujeito a grande intervenção, padrão por habitante convencional;
calculada de acordo com o definido pela DGEG, deve ser b) O valor da área total de coletores pode, mediante
igual ou superior ao valor mínimo de renovações horárias justificação fundamentada, ser reduzido de forma a não
determinado em portaria do membro do Governo respon- ultrapassar 50% da área de cobertura com exposição solar
sável pela área da energia. adequada;
5 - Nas situações descritas nos números anteriores em c) No caso do sistema solar térmico se destinar adicio-
que, para a aplicação de um ou mais dos requisitos aí nalmente à climatização do ambiente interior da habitação,
previstos, existam incompatibilidades de ordem técnica, deve ser salvaguardado que a contribuição deste sistema
funcional ou de valor arquitetónico, assim como nas si- seja prioritariamente para a preparação de água quente
tuações descritas nos [Link] 1 e 2 em que haja uma incom- sanitária e que a mesma seja considerada para efeitos do
patibilidade de ordem técnica, funcional, de viabilidade disposto nas alíneas anteriores.
económica ou de valor arquitetónico, pode o técnico autor
do projeto adotar soluções alternativas para os elementos a 3 - Em alternativa à utilização de sistemas solares térmi-
intervencionar onde se verifiquem tais incompatibilidades, cos prevista no número anterior, podem ser considerados
desde que: outros sistemas de aproveitamento de energias renováveis
que garantam, numa base anual, energia equivalente ao
a) Justifique as incompatibilidades existentes e a im- sistema solar térmico.
possibilidade de cumprimento integral dos requisitos apli- 4 - A contribuição de sistemas de aproveitamento de
cáveis; energia renovável para a avaliação energética de um edi-
b) Demonstre que, com as soluções alternativas preco- fício sujeito a grande intervenção, e independentemente
nizadas, o desempenho do edifício não diminui em relação da dimensão dessa intervenção, só pode ser contabilizada,
à situação antes da grande intervenção; para efeitos do presente capítulo, mediante o cumprimento
c) As situações de incompatibilidade, respetivas so- do disposto em portaria do membro do Governo respon-
luções alternativas e potenciais consequências fiquem sável pela área da energia, em termos de requisitos de
explícitas no pré-certificado e no certificado SCE, nos qualidade, e calculando a respetiva contribuição de acordo
casos aplicáveis. com as regras definidas para o efeito pela DGEG.
5 - Nas situações previstas nos n.ºs 1 a 3 em que exis-
6 - O recurso a sistemas passivos que melhorem o de- tam incompatibilidades de ordem técnica, funcional, de
sempenho energético do edifício deve ser promovido nas viabilidade económica ou de valor arquitetónico com o
grandes intervenções a realizar, e o respetivo contributo cumprimento dos requisitos aí previstos, bem como com
deve ser considerado no cálculo das necessidades de ener- a instalação dos sistemas a que se refere o n.º 3, pode o
gia do edifício, com base em normas europeias ou regras técnico autor do projeto optar pelo cumprimento parcial
definidas para o efeito pela DGEG. ou não cumprimento dos referidos requisitos, desde que,
7 - As moradias unifamiliares com uma área útil inferior para isso:
a 50 m2, sujeitas a grande intervenção, estão dispensadas
da verificação dos requisitos de comportamento térmico a) Justifique as incompatibilidades existentes e a im-
estabelecidos no presente artigo. possibilidade de cumprimento dos requisitos aplicáveis;
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 4999

b) Demonstre que, com as soluções alternativas preco- CAPÍTULO IV


nizadas, o desempenho do edifício não diminui em relação
à situação anterior à grande intervenção; Regulamento de Desempenho Energético
dos Edifícios de Comércio e Serviços
c) As situações de incompatibilidade, respetivas solu-
ções alternativas e potenciais consequências sejam expres-
samente mencionadas no pré-certificado e no certificado SECÇÃO I
SCE, quando for caso disso. Objetivo e âmbito de aplicação

6 - A razão entre o valor de Ntc de um edifício de habita- Artigo 32.º


ção sujeito a grande intervenção, calculado de acordo com
o previsto pela DGEG e o valor de Nt não pode exceder o Objetivo
estabelecido em portaria do membro do Governo respon- O RECS estabelece as regras a observar no projeto,
sável pela área da energia, exceto nas situações previstas construção, alteração, operação e manutenção de edifícios
no número anterior. de comércio e serviços e seus sistemas técnicos, bem como
7 - Os sistemas técnicos a instalar em edifícios sujeitos os requisitos para a caracterização do seu desempenho, no
a ampliação devem cumprir com o disposto no n.º 1. sentido de promover a eficiência energética e a qualidade
do ar interior.
SUBSECÇÃO III
Artigo 33.º
Edifícios existentes
Âmbito de aplicação
Artigo 30.º 1 - O presente capítulo aplica-se a edifícios de comércio
Comportamento térmico e eficiência dos sistemas técnicos e serviços, nas seguintes situações:
1 - Os edifícios de habitação existentes não estão sujeitos a) Projeto e construção de edifícios novos;
a requisitos de comportamento térmico ou de eficiência b) Grande intervenção na envolvente ou sistemas téc-
dos sistemas, exceto em caso de grande intervenção, nos nicos de edifícios existentes;
termos dos artigos 28.º e 29.º. c) Avaliação energética e da manutenção dos edifícios
2 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a novos, sujeitos a grande intervenção e existentes no âmbito
avaliação energética de um edifício de habitação exis- do SCE.
tente, realizada para efeitos de cumprimento do SCE ou
do presente capítulo, deve seguir as metodologias de 2 - A verificação do RECS deve ser realizada para o
cálculo previstas para edifícios novos nos artigos 26.º edifício ou para as suas frações, de acordo com o disposto
no artigo 6.º.
e 27.º.
3 - Excluem-se do âmbito de aplicação do presente
3 - Nos casos em que não exista informação disponível capítulo os seguintes edifícios e situações particulares:
que permita a aplicação integral do previsto no número
anterior, podem ser consideradas, para os elementos do a) Os edifícios destinados a habitação;
cálculo onde exista tal constrangimento, as simplificações b) Os casos previstos nas alíneas a), b), c), h) e i) do
descritas em despacho a emitir pela DGEG e aplicadas as artigo 4.º.
regras aí definidas para esse efeito.
SECÇÃO II
SECÇÃO IV Princípios gerais
Controlo prévio
Artigo 34.º
Artigo 31.º Comportamento térmico
Edificação e utilização 1 - Os edifícios abrangidos pelo presente capítulo de-
1 - Os procedimentos de controlo prévio de operações vem ser avaliados e sujeitos a requisitos tendo em vista
urbanísticas de edificação devem incluir a demonstração promover a melhoria do seu comportamento térmico, a
prevenção de patologias e o conforto ambiente, incidindo
da verificação do cumprimento do presente capítulo e
para esse efeito nas características da envolvente opaca
dispor dos elementos definidos em portaria dos membros e envidraçada.
do Governo responsáveis pelas áreas da energia e do or- 2 - Para os efeitos do número anterior, o presente ca-
denamento do território. pítulo estabelece, entre outros aspetos, os requisitos de
2 - Os requerimentos para emissão de licença de utili- qualidade térmica da envolvente nos edifícios novos e nas
zação devem incluir os elementos definidos no artigo 9.º intervenções em edifícios existentes, expressa em termos
do RJUE e em portaria dos membros do Governo res- de coeficiente de transmissão térmica da envolvente e de
ponsáveis pelas áreas da energia e do ordenamento do fator solar dos vãos envidraçados.
território.
3 - O disposto nos números anteriores é aplicável, com Artigo 35.º
as devidas adaptações, às operações urbanísticas de edi-
Eficiência dos sistemas técnicos
ficação promovidas pela Administração Pública ou por
concessionárias de obras ou serviços públicos, isentas de 1 - Os sistemas técnicos dos edifícios abrangidos pelo
controlo prévio. presente capítulo devem ser avaliados e sujeitos a requi-
5000 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

sitos, tendo em vista promover a eficiência e a utilização nidos em portaria dos membros do Governo responsáveis
racional de energia, incidindo, para esse efeito, nas com- pelas áreas da energia e da segurança social relativos à
ponentes de climatização, de preparação de água quente qualidade térmica da sua envolvente, nomeadamente no
sanitária, de iluminação, de sistemas de gestão de energia, que respeita aos valores máximos:
de energias renováveis, de elevadores e de escadas rolantes.
2 - Para os efeitos do número anterior, o presente capí- a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial da
tulo estabelece, entre outros aspetos: envolvente opaca;
b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e
a) Requisitos de conceção e de instalação dos sistemas verticais.
técnicos nos edifícios novos e de sistemas novos nos edi-
fícios existentes sujeitos a grande intervenção; 2 - O recurso a sistemas passivos que melhorem o de-
b) Um IEE para caracterização do desempenho ener- sempenho energético dos edifícios novos de comércio
gético dos edifícios e dos respetivos limites máximos no e serviços deve ser promovido, e o respetivo contributo
caso de edifícios novos, de edifícios existentes e de grandes considerado no cálculo do desempenho energético dos
intervenções em edifícios existentes; edifícios, com base em normas europeias ou regras defi-
c) A obrigatoriedade de fazer uma avaliação energética nidas para o efeito pela DGEG, sendo o recurso a sistemas
periódica dos consumos energéticos dos edifícios exis- mecânicos complementar, para as situações em que não
tentes, verificando a necessidade de elaborar um plano de seja possível assegurar por meios passivos o cumprimento
racionalização energética com identificação e implemen- das normas aplicáveis.
tação de medidas de eficiência energética com viabilidade
económica. Artigo 39.º
Artigo 36.º
Eficiência dos sistemas técnicos
Ventilação e qualidade do ar interior
1 - Os sistemas técnicos de edifícios novos de comércio
Com vista a assegurar as condições de bem-estar e saúde e serviços ficam obrigados ao cumprimento dos requisitos
dos ocupantes, os membros do Governo responsáveis pelas
de conceção definidos em portaria dos membros do Go-
áreas da energia, do ambiente, da saúde e da segurança
verno responsáveis pelas áreas da energia e da segurança
social estabelecem por portaria:
social.
a) Os valores mínimos de caudal de ar novo por espaço, 2 - O valor do indicador de eficiência energética pre-
em função da ocupação, das características do próprio visto (IEEpr) de um edifício de comércio e serviços novo,
edifício e dos seus sistemas de climatização; calculado de acordo com o definido pela DGEG, não pode
b) Os limiares de proteção para as concentrações de exceder o valor do indicador de eficiência energética de
poluentes do ar interior. referência (IEEref), definido em portaria dos membros do
Artigo 37.º Governo responsáveis pelas áreas da energia e da segu-
rança social.
Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos 3 - O cumprimento dos requisitos previstos nos núme-
1 - Os sistemas técnicos dos edifícios abrangidos pelo ros anteriores deve ser demonstrado explicitamente nas
presente capítulo devem ser instalados, conduzidos e man- peças escritas e desenhadas do projeto do edifício, bem
tidos de modo a garantir o seu funcionamento em condi- como, no final da obra, em projeto atualizado e restantes
ções otimizadas de eficiência energética e de promoção comprovativos da boa e correta execução.
da qualidade do ar interior. 4 - Para os edifícios novos, a primeira avaliação ener-
2 - Na instalação, condução e manutenção dos equipa- gética posterior à emissão do primeiro certificado SCE
mentos e sistemas técnicos referidos no número anterior deve ocorrer até ao final do terceiro ano de funcionamento
devem ser tidos em particular atenção por parte do TIM: do edifício.
5 - O desempenho energético dos edifícios de comércio
a) Os requisitos de instalação; e serviços novos que se encontrem em funcionamento deve
b) A qualidade, organização e gestão da manutenção, ser avaliado periodicamente com vista à identificação da
incluindo o respetivo planeamento, os registos de ocorrên- necessidade e das oportunidades de redução dos consumos
cias, os detalhes das tarefas e das operações e outras ações específicos de energia.
e documentação necessárias para esse efeito; 6 - A obrigação de avaliação periódica prevista no nú-
c) A operacionalidade das instalações através de uma mero anterior não é aplicável às seguintes situações:
condução otimizada que garanta o seu funcionamento em
regimes de elevada eficiência energética. a) Aos PES, independentemente de serem ou não do-
tados de sistemas de climatização, desde que não se en-
SECÇÃO III contrem incluídos nas situações descritas na alínea b) do
Requisitos específicos n.º 3 do artigo 3.º;
b) Aos edifícios que não se encontrem em funciona-
SUBSECÇÃO I mento e cujos sistemas técnicos estejam desativados à data
da avaliação para efeitos de emissão do certificado SCE.
Edifícios novos
7 - A avaliação energética periódica aos GES após a
Artigo 38.º primeira avaliação referida no n.º 4, deve ser realizada de
Comportamento térmico seis em seis anos, sendo a correção e tempestividade da
avaliação comprovada pela:
1 - Os edifícios novos de comércio e serviços ficam
sujeitos ao cumprimento dos requisitos de conceção defi- a) Emissão do respetivo certificado no âmbito do SCE;
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 5001

b) Elaboração de um relatório de avaliação energética, Artigo 41.º


acompanhado dos elementos comprovativos que suportem Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos
a análise, bem como de toda a informação que justifique
as opções tomadas, devendo essa informação permanecer 1 - Os sistemas técnicos dos edifícios devem ser proje-
disponível, preferencialmente em formato eletrónico, por tados, instalados e mantidos de forma a serem facilmente
um período mínimo de seis anos. acessíveis para manutenção.
2 - Os fabricantes ou instaladores dos sistemas técnicos
8 - Na situação descrita na alínea b) do n.º 3 do artigo 3.º para edifícios novos de comércio e serviços devem:
em que o edifício não seja qualificado como GES, após a) Fornecer ao proprietário toda a documentação téc-
emissão de certificado SCE nos termos dos n.ºs 1 ou 4 do nica, em língua portuguesa, incluindo a marca, o modelo
mesmo artigo, a avaliação energética referida no número e as características de todos os principais constituintes dos
anterior deve ser realizada de 10 em 10 anos. sistemas técnicos instalados no edifício;
9 - Os requisitos associados à avaliação energética são b) Assegurar, quando for o caso, que os equipamentos
estabelecidos em portaria dos membros do Governo res- instalados ostentem, em local bem visível, após instalação, a
ponsáveis pelas áreas da energia e da segurança social. respetiva chapa de identificação e de características técnicas.
10 - A avaliação referida no n.ºs 4 e 5 obedece às meto-
dologias estabelecidas por despacho do Diretor-Geral de 3 - A instalação de sistemas de climatização em edifícios
Energia e Geologia. novos de comércio e serviços deve ser feita por equipa que
integre um TIM com contrato de trabalho ou de prestação
de serviços com empresa habilitada para o efeito pelo
Artigo 40.º Instituto da Construção e do Imobiliário, I.P., sendo essa
Ventilação e qualidade do ar interior intervenção objeto de registo.
4 - No caso de edifícios novos com potência térmica
1 - Nos edifícios novos de comércio e serviços deve nominal de climatização instalada ou prevista superior a
ser garantido o cumprimento dos valores mínimos de 25 kW, os respetivos sistemas técnicos devem ser objeto
caudal de ar novo determinados, para cada espaço do de receção das instalações, nos termos do procedimento a
edifício, com base no método prescritivo ou no método aprovar pela DGEG.
analítico, conforme definidos na portaria a que se refere 5 - Os sistemas técnicos dos edifícios novos de comércio
o artigo 36.º. e serviços são objeto de um plano de manutenção elaborado
2 - Para assegurar o cumprimento dos valores mínimos tendo em conta o seguinte faseamento:
de caudal de ar novo referidos nos números anteriores, os
edifícios devem ser dotados de sistemas e estratégias que a) Na fase de projeto dos sistemas técnicos, devem ser
estabelecidas as premissas a que o plano deve obedecer em
promovam a ventilação dos espaços com recurso a meios
função das características dos equipamentos e dos sistemas
naturais, a meios mecânicos ou a uma combinação dos técnicos preconizados em projeto, as boas práticas do setor
dois, tendo em conta as disposições constantes da portaria e o definido pela DGEG;
a que se refere o número anterior. b) Após a conclusão da instalação dos sistemas técnicos
3 - Para o cumprimento do número anterior, os edifícios do edifício e antes da sua entrada em funcionamento, deve
devem ser projetados de forma a privilegiar o recurso à ser elaborado por TIM o plano de manutenção, devida-
ventilação natural, sendo a ventilação mecânica comple- mente adaptado às características dos sistemas técnicos
mentar para os casos em que a ventilação natural seja efetivamente instalados e respeitando as boas práticas na
insuficiente para cumprimento das normas aplicáveis. manutenção, as instruções dos fabricantes e a regulamen-
4 - Caso sejam utilizados meios mecânicos de ventilação, tação em vigor para cada tipo de equipamento.
o valor de caudal de ar novo introduzido em cada espaço
deve ter em conta a eficácia de redução da concentração de 6 - Após a instalação dos sistemas técnicos, os edifícios
poluentes, devendo, para esse efeito, ser considerados os novos devem ser acompanhados, durante o seu funciona-
pressupostos definidos na portaria a que se refere o n.º 1. mento, por:
5 - Nos edifícios novos de comércio e serviços dotados a) Um TIM que garanta a correta manutenção do edifício
de sistemas de climatização ou apenas de ventilação, deve e dos seus sistemas técnicos, supervisione as atividades
ser garantido o cumprimento dos requisitos previstos na realizadas nesse âmbito e assegure a gestão e atualização
portaria a que se refere o n.º 1. de toda a informação técnica relevante;
6 - O cumprimento dos requisitos previstos nos números b) Outros técnicos habilitados, desde que a sua partici-
anteriores deve ser demonstrado explicitamente nas peças pação seja exigida pela legislação em vigor, caso em que
escritas e desenhadas do projeto do edifício, bem como no a sua atuação e responsabilidade prevalecem em relação
final da obra, em projeto atualizado e demais comprovati- ao previsto na alínea anterior.
vos da boa e correta execução.
7- Os edifícios de comércio e serviços novos, após a 7 - O acompanhamento do TIM previsto na alínea a) do
obtenção da licença de utilização, ficam sujeitos ao cumpri- número anterior deve constar de documento escrito que
mento dos limiares de proteção e condições de referência comprove a existência do vínculo.
dos poluentes constantes da portaria a que se refere o 8 - As alterações introduzidas nos sistemas técnicos dos
artigo 36.º. edifícios de comércio e serviços devem:
8 - A fiscalização pelo IGAMAOT dos limiares de a) Cumprir os requisitos definidos no n.º 1 do artigo 37.º;
proteção é feita de acordo com a metodologia e condi- b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou
ções de referência previstas na portaria a que se refere na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
o artigo 36.º. lização desta;
5002 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do 4 - O recurso a sistemas passivos que melhorem o de-
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no sempenho energético dos edifícios novos de comércio e
plano de manutenção. serviços deve ser promovido aquando da grande interven-
ção e o respetivo contributo considerado no cálculo do
9 - Estão dispensados da verificação dos requisitos pre- desempenho energético dos edifícios, sendo os sistemas
vistos nos n.ºs 5 a 8 os edifícios novos que: mecânicos complementares, para os casos em que não seja
possível assegurar por meios passivos o cumprimento das
a) À data da emissão da respetiva licença de utilização, normas europeias ou das regras a aprovar, para o efeito,
tenham uma potência térmica nominal para climatização pela DGEG.
inferior a 250 kW, com exceção do disposto na alínea a) 5 - No caso de GES sujeitos a grande intervenção, todas
do n.º 6, no caso de instalações com mais de 25 kW de as alterações realizadas no âmbito do disposto nos números
potência nominal de climatização instalada ou prevista
anteriores devem:
instalar;
b) À data da avaliação a realizar para efeitos de emis- a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou
são do respetivo certificado SCE, não se encontrem em na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
funcionamento e os seus sistemas técnicos estejam desa- lização desta;
tivados. b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no
10 - Os valores de potência nominal de climatização plano de manutenção.
instalada ou prevista instalar referidos nos n.ºs 4 e 9, po-
dem ser atualizados por portaria a aprovar por membro do 6 - No caso de edifício de comércio e serviços sujeito a
Governo responsável pela área da energia. ampliação em que se preveja a edificação de novo corpo,
fica o novo corpo sujeito ao cumprimento dos valores de
SUBSECÇÃO II coeficiente de transmissão térmica de referência para a en-
volvente e vãos envidraçados, assim como ao cumprimento
Edifícios sujeitos a grande intervenção
do fator solar máximo dos vãos envidraçados, para efeitos
de verificação dos requisitos de comportamento térmico.
Artigo 42.º
Comportamento térmico Artigo 43.º
1 - Os edifícios de comércio e serviços sujeitos a grande Eficiência dos sistemas técnicos
intervenção ficam vinculados, nas partes e componentes
1 - Os edifícios de comércio e serviços sujeitos a grande
a intervencionar, pelos requisitos de conceção definidos
intervenção ficam obrigados ao cumprimento, nos sistemas
em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas
técnicos a instalar, dos requisitos de conceção definidos
áreas da energia e da segurança social relativos à qualidade
em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas
térmica da envolvente, nomeadamente no que respeita aos
áreas da energia e da segurança social.
valores máximos:
2 - Além disso, os edifícios de comércio e serviços
a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial da sujeitos a uma grande intervenção devem, de seguida, ter
envolvente opaca; um IEEpr inferior ao IEEref, afetado de um coeficiente de
b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e majoração definido em portaria dos membros do Governo
verticais. responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social.
3 - Nas grandes intervenções em edifícios de comércio
2 - Nas grandes intervenções em edifícios de comércio e serviços deve ser salvaguardada a integração harmo-
e serviços deve ser salvaguardada a integração harmoniosa niosa entre os sistemas técnicos existentes e os novos
entre as partes existentes e as partes intervencionadas na sistemas técnicos a instalar no edifício, em condições que
envolvente, em condições que promovam, na maior ex- promovam, na maior extensão possível, a eficiência e o
tensão possível, a melhoria do comportamento térmico e desempenho energético do edifício.
a redução das necessidades energéticas do edifício. 4 - Nas situações descritas nos números anteriores em
3 - Nas situações descritas nos números anteriores em que existam incompatibilidades de ordem técnica, funcio-
que existam incompatibilidades de ordem técnica, fun- nal, de viabilidade económica ou de valor arquitetónico
cional ou de valor arquitetónico com a aplicação de um com a aplicação de um ou mais requisitos de conceção
ou mais requisitos de conceção previstos no n.º 1, pode o previstos no n.º 1, pode o técnico autor do projeto adotar
técnico autor do projeto adotar soluções alternativas para soluções alternativas para os sistemas técnicos do edifício
as partes do edifício onde se verifiquem tais incompatibi- ou para as componentes da instalação técnica onde se
lidades, desde que para isso: verifiquem tais incompatibilidades, desde que para isso:
a) Justifique as incompatibilidades existentes e a im- a) Justifique as incompatibilidades existentes e a impos-
possibilidade de cumprimento dos requisitos previstos sibilidade de cumprimento integral dos requisitos previstos
no n.º 1; no n.º 1;
b) Demonstre que, com as soluções alternativas, o de- b) Demonstre que, com as soluções alternativas preco-
sempenho do edifício não diminui em relação à situação nizadas, o desempenho do edifício não diminui em relação
antes da grande intervenção; à situação anterior à grande intervenção;
c) As situações de incompatibilidade, respetivas so- c) As situações de incompatibilidade, respetivas solu-
luções alternativas e potenciais consequências fiquem ções alternativas e potenciais consequências fiquem ex-
explícitas no pré-certificado e no certificado SCE, nos plícitas no pré-certificado e no certificado SCE, conforme
casos aplicáveis. o caso.
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 5003

5 - No caso de GES sujeitos a grande intervenção, todas Artigo 45.º


as alterações realizadas no âmbito do disposto nos números Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos
anteriores, quando for o caso, devem:
1 - Os sistemas técnicos em edifícios de comércio e
a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou serviços sujeitos a grande intervenção devem ser instala-
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua- dos, conduzidos e mantidos de acordo com o previsto no
lização desta; artigo 41.º para edifícios novos.
b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do 2 - O TIM do edifício, quando for o caso, deve acompa-
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no nhar e supervisionar os trabalhos e assegurar que o plano de
plano de manutenção. manutenção do edifício é atualizado com toda a informação
relativa à intervenção realizada e às características dos
6 - Os sistemas técnicos a instalar em edifícios de co- sistemas técnicos do edifício após intervenção.
mércio e serviços sujeitos a ampliação devem cumprir com 3 - O cumprimento do disposto nos números anteriores
o disposto no n.º 1. deve ser demonstrado explicitamente nas peças escritas
e desenhadas atualizadas do edifício e das instalações
Artigo 44.º técnicas.
Ventilação 4 - Os sistemas técnicos a instalar em edifícios de co-
mércio e serviços sujeitos a ampliação devem cumprir com
1 - No caso de edifícios de comércio e serviços sujeitos o disposto no presente artigo.
a grande intervenção que incida sobre o sistema de venti-
lação, deve ser assegurado, nos espaços a intervencionar, SUBSECÇÃO III
o cumprimento dos requisitos previstos no artigo 40.º para
edifícios novos. Edifícios existentes
2 - Nas grandes intervenções, deve ser salvaguardada
a integração harmoniosa entre as partes existentes e as Artigo 46.º
partes intervencionadas no edifício e nos seus sistemas Comportamento térmico
técnicos, em condições que assegurem uma boa qualidade
do ar interior, preferencialmente por ventilação natural. Os edifícios de comércio e serviços existentes não estão
3 - Nas situações descritas no número anterior em que sujeitos a requisitos de comportamento térmico, exceto
existam incompatibilidades de ordem técnica, funcional, em caso de grande intervenção, caso em que se aplica o
disposto no artigo 42.º.
de viabilidade económica ou de valor arquitetónico com a
aplicação de um ou mais requisitos previstos no n.º 1, pode
Artigo 47.º
o técnico autor do projeto adotar soluções alternativas para
as partes do edifício ou para as componentes da instalação Eficiência dos sistemas técnicos
técnicas onde se verifiquem tais incompatibilidades, desde 1 - Os edifícios de comércio e serviços existentes não
que para isso: estão sujeitos a requisitos de eficiência dos seus sistemas
a) Justifique as incompatibilidades existentes e a impos- técnicos, exceto nas situações em que são sujeitos a grande
sibilidade de cumprimento integral dos requisitos previstos intervenção nos termos do disposto no artigo 43.º.
no n.º 1; 2 - O desempenho energético dos edifícios de comércio
b) Cumpra os requisitos de caudal de ar novo determi- e serviços existentes deve ser avaliado periodicamente com
nados pelo método prescritivo ou pelo método analítico vista à identificação da necessidade e das oportunidades de
descritos na portaria a que se refere o artigo 36.º, conside- redução dos respetivos consumos específicos de energia.
rando uma redução de 30% do valor obtido pelo método 3 - A obrigação de avaliação periódica prevista no nú-
escolhido, desde que não comprometa uma boa qualidade mero anterior não é aplicável às seguintes situações:
do ar interior; a) Aos PES, independentemente de serem ou não do-
c) Fiquem explícitas no pré-certificado e no certificado tados de sistemas de climatização, desde que não se en-
SCE, conforme o caso, as limitações existentes na renova- contrem incluídos nas situações descritas na alínea b) do
ção de ar dos espaços no plano do cumprimento dos valo- n.º 3 do artigo 3.º;
res de caudal mínimo estabelecidos para novos edifícios. b) Aos edifícios que não se encontrem em funciona-
mento e cujos sistemas técnicos estejam desativados à
4 - No caso de GES sujeitos a grande intervenção, todas data da avaliação para efeitos de emissão do respetivo
as alterações realizadas no âmbito do disposto nos números certificado SCE.
anteriores, quando aplicável, devem:
a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou 4 - A avaliação energética periódica aos GES deve ser
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua- realizada de seis em seis anos, sendo a correção e tempes-
lização desta; tividade da avaliação comprovada pela:
b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do a) Emissão do respetivo certificado no âmbito do SCE;
edifício, que deve fazer as devidas atualizações no plano b) Elaboração de um relatório de avaliação energética,
de manutenção. acompanhado dos elementos comprovativos que suportem
a análise, bem como de toda a informação que justifique
5 - Os sistemas de ventilação a instalar em edifícios de as opções tomadas, devendo essa informação permanecer
comércio e serviços sujeitos a ampliação devem cumprir disponível, preferencialmente em formato eletrónico, por
com o disposto no n.º 1. um período mínimo de seis anos.
5004 Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013

5 - Na situação descrita na alínea b) do n.º 3 do artigo 3.º com mais de 25 kW de potência nominal de climatização
em que o edifício não seja qualificado como GES, após instalada ou prevista instalar;
emissão de certificado SCE nos termos das alíneas a) ou b) Edifícios que, à data da avaliação a realizar para
d) do mesmo número, a avaliação energética referida no efeitos de emissão do respetivo certificado SCE, não se
número anterior deve ser realizada de 10 em 10 anos. encontrem em funcionamento e os seus sistemas técnicos
6 - Os requisitos associados à avaliação energética são estejam desativados.
estabelecidos em portaria dos membros do Governo res-
ponsáveis pelas áreas da energia e da segurança social. 6 - Os valores de potência nominal de climatização ins-
7 - A avaliação referida no n.º 2 obedece às metodologias talada ou prevista instalar referidos na alínea a) do número
previstas em despacho da DGEG. anterior, podem ser atualizados por portaria a aprovar por
membro do Governo responsável pela área da energia.
Artigo 48.º
Qualidade do ar interior SECÇÃO IV
1 - Os edifícios de comércio e serviços existentes ficam Controlo prévio
sujeitos ao cumprimento dos limiares de proteção e con-
dições de referência dos poluentes constantes da portaria Artigo 50.º
a que se refere o artigo 36.º.
Edificação e utilização
2 - A fiscalização pelo IGAMAOT dos limiares de pro-
teção é feita de acordo com a metodologia e com as con- 1 - Os procedimentos de controlo prévio de operações
dições de referência previstas na portaria a que se refere urbanísticas de edificação devem incluir a demonstração
o artigo 36.º. da verificação do cumprimento do presente regulamento
e dispor dos elementos definidos em portaria dos mem-
Artigo 49.º bros do Governo responsáveis pelas áreas da energia e do
Instalação, condução e manutenção de sistema técnicos ordenamento do território.
2 - Os requerimentos para emissão de licença de uti-
1 - Os sistemas técnicos dos edifícios de comércio e lização devem incluir os elementos definidos na portaria
serviços existentes devem possuir um plano de manu- identificada no número anterior.
tenção atualizado que inclua as tarefas de manutenção a 3 - O disposto nos números anteriores é aplicável, com as
realizar, tendo em consideração as disposições a definir devidas adaptações, às operações urbanísticas de edificação
para o efeito pela DGEG, bem como a boa prática da ati- promovidas pela administração pública e concessionárias
vidade de manutenção, as instruções dos fabricantes e a de obras ou serviços públicos, isentas de controlo prévio.
regulamentação aplicável para cada tipo de equipamento
constituinte da instalação.
2 - Os edifícios de comércio e serviços existentes devem CAPÍTULO V
ser acompanhados, durante o seu funcionamento, por: Disposições finais e transitórias
a) Um TIM que garanta a correta manutenção do edifício
e dos seus sistemas técnicos, supervisione as atividades Artigo 51.º
realizadas nesse âmbito e assegure a gestão e atualização Balcão único
de toda a informação técnica relevante;
b) Outros técnicos habilitados, desde que a sua partici- 1 - Com exceção dos processos de contraordenação,
pação seja exigida pela legislação em vigor, caso em que todos os pedidos, comunicações e notificações entre os téc-
a sua atuação e responsabilidade prevalecem em relação nicos de SCE e as autoridades competentes são realizados
ao previsto na alínea anterior. no portal SCE, integrado no balcão único eletrónico dos
serviços referido no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 92/2010,
3 - O acompanhamento pelo TIM assenta em contrato de 26 de julho.
escrito que concretize a atuação devida durante o funcio- 2 - Quando, por motivos de indisponibilidade das pla-
namento do edifício. taformas eletrónicas, não for possível o cumprimento do
4 - Todas as alterações introduzidas nos sistemas técni- disposto no número anterior, pode ser utilizado qualquer
cos dos edifícios de comércio e serviços existentes devem: outro meio legalmente admissível.
a) Cumprir os requisitos definidos no n.º 1 do artigo 37.º
Artigo 52.º
e nos [Link] 1 a 3 do artigo 41.º;
b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou Aplicação nas Regiões Autónomas
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
O presente diploma aplica-se às Regiões Autónomas
lização desta;
da Madeira e dos Açores, sem prejuízo das competências
c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do
cometidas aos respetivos órgãos de governo próprio e
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no
das adaptações que lhe sejam introduzidas por diploma
plano de manutenção.
regional.
5 - Estão dispensados da verificação dos requisitos pre-
vistos nos [Link] 2 a 4 os seguintes edifícios: Artigo 53.º
Regime transitório
a) Os edifícios existentes com uma potência térmica
nominal para climatização inferior a 250 kW, com exceção 1 - A entrada em vigor do presente diploma não preju-
do disposto na alínea a) do n.º 2, no caso de instalações dica a validade dos certificados energéticos antes emitidos.
Diário da República, 1.ª série — N.º 159 — 20 de agosto de 2013 5005

2 - No caso de edifícios cujo projeto de arquitetura dê das importâncias cobradas em resultado da aplicação das
entrada na entidade licenciadora antes da entrada em vigor coimas aplicadas;
do presente diploma: d) Artigos 21.º e 22.º do Decreto-Lei nº 79/2006, de 4 de
abril, relativos ao técnico responsável pelo funcionamento
a) É dispensada, por solicitação do interessado, a apli- e ao técnico de instalação e manutenção de sistemas de
cação das normas previstas no presente diploma em sede climatização e de QAI;
de REH ou de RECS para edifícios novos ou sujeitos a e) Artigo 13.º do Decreto-Lei nº 80/2006, de 4 de abril,
grandes intervenções, sem prejuízo da obrigação de in- sobre os requisitos aplicáveis ao responsável pelo projeto
clusão no processo de licenciamento de demonstração e pela execução;
do cumprimento dos requisitos aplicáveis, decorrentes da f) Anexo X do Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril,
legislação vigente à data do respetivo licenciamento, ou sobre os valores limite dos consumos globais específicos
de o cumprimento dos requisitos ser atestado por termo dos edifícios de serviços existentes;
de responsabilidade subscrito por técnico autor de projeto g) Artigo 18.º, n.º 1, do Decreto-Lei nº 80/2006, de
legalmente habilitado; 4 de abril, sobre os fatores de conversão entre energia útil
b) Para efeitos de aplicação do SCE, e no que respeita e energia primária a aplicar para a eletricidade e combus-
exclusivamente à determinação da classe energética do tíveis sólidos, líquidos e gasosos;
edifício, o mesmo não se encontra limitado às classes h) Portaria n.º 835/2007, de 7 de agosto, sobre os valo-
exigidas para edifícios novos e sujeitos a grandes interven- res das taxas de registo das declarações de conformidade
ções, sem prejuízo da verificação dos requisitos aplicáveis regulamentar (DCR) e dos certificados de desempenho
mencionados na alínea anterior. energético (CE), a serem utilizados nos termos e para os
efeitos do artigo 13.º;
Artigo 54.º i) Anexos do Despacho nº 10250/2008, de 8 de abril,
sobre os modelos de DCR e CE;
Norma revogatória j) Despacho n.º 14076/2010, de 8 de setembro, sobre
1 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, são os fatores de conversão entre energia útil e energia pri-
revogados: mária.
a) O Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril; Artigo 55.º
b) O Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril;
Entrada em vigor
c) O Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de abril.
O presente diploma entra em vigor a 1 de dezembro
2 - A revogação dos preceitos a seguir referidos produz de 2013.
efeitos a partir da entrada em vigor de diploma que regular Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 13 de
a mesma matéria: junho de 2013. — Pedro Passos Coelho — Luís Filipe
a) Artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, Bruno da Costa de Morais Sarmento — Paulo Sacadura
sobre os requisitos de acesso e de exercício da atividade Cabral Portas — Miguel Bento Martins Costa Macedo e
de PQ e respetivo protocolo; Silva — Paula Maria von Hafe Teixeira da Cruz — Álvaro
b) Artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, Santos Pereira — Maria de Assunção Oliveira Cristas
sobre a garantia da qualidade do SCE; Machado da Graça — Paulo José de Ribeiro Moita de
c) Artigos 14.º a 17.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 Macedo — Luís Pedro Russo da Mota Soares.
de abril, sobre as contraordenações cometidas pelo PQ no Promulgado em 24 de julho de 2013.
exercício das suas funções, previstas e punidas nos termos
das alíneas c), d), e) e f) do nº 1 do referido artigo 14.º, Publique-se.
sobre o quadro das sanções acessórias aplicáveis, previstas O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
nos n.ºs 1, 3 e 4 do referido artigo 15.º, sobre a competência
Referendado em 26 de julho de 2013.
para a instauração, instrução e decisão final dos proces-
sos de contraordenação e sobre os critérios de repartição O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1945

bro de 1900, conforme o Aviso publicado no Diário do no contexto da RNCCI nesta área, são os fixados na tabela
Governo, 1.ª série, n.º 234, de 16 de outubro de 1900. de preços em anexo à presente portaria que dela faz parte
integrante.
Secretaria-Geral, 1 de junho de 2016. — A Secretária- 2 — Os preços, fixados por dia e por utente, compreen-
-Geral, Ana Martinho. dem todos os cuidados e serviços contratualizados.

Artigo 3.º
FINANÇAS, TRABALHO, SOLIDARIEDADE Responsabilidade pelos encargos
E SEGURANÇA SOCIAL E SAÚDE 1 — Os encargos decorrentes da prestação de cuida-
dos de saúde são da responsabilidade do Ministério da
Portaria n.º 176/2016 Saúde.
2 — O valor correspondente aos cuidados prestados no
de 23 de junho âmbito das unidades da RNCCI a beneficiários do Serviço
O XXI Governo Constitucional, no seu programa para Nacional de Saúde (SNS) quando haja um terceiro respon-
a saúde, estabelece como prioridade expandir e melhorar sável, legal ou contratualmente, ou a não beneficiários do
a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados SNS é cobrado diretamente aos respetivos responsáveis nos
(RNCCI), criando designadamente a sua componente de termos da tabela de preços em anexo à presente portaria.
cuidados integrados pediátricos.
A Rede é implementada progressivamente e concretiza- Artigo 4.º
-se através de experiências piloto. O artigo 46.º do Decreto- Entrada em vigor
-Lei n.º 101/2006, de 6 de junho, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 136/2015, de 28 de julho, determina que o financia- A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
mento dos serviços a prestar pelas unidades da Rede Na- da sua publicação.
cional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), é O Ministro das Finanças, Mário José Gomes de Frei-
estabelecido mediante modelo de financiamento próprio, tas Centeno, em 17 de junho de 2016. — Pelo Ministro
a aprovar por portaria dos Ministros das Finanças, do Tra- do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Cláudia
balho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde. Sofia de Almeida Gaspar Joaquim, Secretária de Estado
A Portaria n.º 343/2015, de 12 de outubro, define as da Segurança Social, em 20 de junho de 2016. — Pelo
condições de instalação e funcionamento a que devem Ministro da Saúde, Fernando Manuel Ferreira Araújo,
obedecer as unidades de internamento de cuidados inte- Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, em 15 de junho
grados pediátricos de nível 1 e de ambulatório pediátricas de 2016.
no âmbito da RNCCI, incluindo as experiências piloto,
reconhecendo, desde logo, as suas especificidades. ANEXO
Neste contexto, e no sentido de dar concretização ime-
diata às experiências piloto no âmbito do desenvolvimento Tabela de Preços
da RNCCI na área dos cuidados pediátricos, importa fixar (Em euros)
os preços a aplicar no âmbito dessas experiências piloto.
Encargos
Assim: Designação com cuidados
Ao abrigo do disposto no artigo 46.º do Decreto-Lei de saúde (utente/dia)
n.º 101/2006, de 6 de junho, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 136/2015, de 28 de julho, e do artigo 23.º e do n.º 1 Unidade de internamento de cuidados integrados
do artigo 25.º do Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, pediátricos de nível 1 (UCIP nível 1). . . . . . . . 161,33
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 11/93, de 15 de janeiro, Unidade de ambulatório pediátrica . . . . . . . . . . . 46,44
manda o Governo, pelos Ministros das Finanças, do Tra-
balho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde, o
seguinte: ECONOMIA
Artigo 1.º
Decreto-Lei n.º 28/2016
Objeto
de 23 de junho
A presente portaria tem por objeto fixar os preços dos
cuidados de saúde prestados nas unidades de internamento O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alte-
de cuidados integrados pediátricos de nível 1 (UCIP nível 1) rado pelos Decretos-Leis [Link] 68-A/2015, de 30 de abril,
e de ambulatório pediátricas no âmbito das experiências 194/2015, de 14 de setembro, e 251/2015, de 25 de no-
piloto a desenvolver no contexto da Rede Nacional de vembro, transpôs para a ordem jurídica interna a Diretiva
Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), nesta área. n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho,
de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho energético
Artigo 2.º dos edifícios («Diretiva n.º 2010/31/UE») e veio refor-
mular o regime do Sistema de Certificação Energética
Preços
de Edifícios, anteriormente previsto nos Decretos-Leis
1 — Os preços para a prestação dos cuidados de saúde [Link] 78/2006, 79/2006 e 80/2006, todos de 4 de abril, que
nas unidades de internamento de cuidados integrados pe- procedem à transposição da Diretiva n.º 2002/91/CE, do
diátricos de nível 1 (UCIP nível 1) e de ambulatório pe- Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro
diátricas no âmbito das experiências piloto a desenvolver de 2002.
1946 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

Através dos Decretos-Leis [Link] 194/2015, de 14 de Artigo 2.º


setembro, e 251/2015, de 25 de novembro, procurou-se Alteração ao Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto
desenvolver a transposição da Diretiva n.º 2010/31/UE,
clarificando questões entretanto suscitadas pela Comis- Os artigos 2.º, 4.º, 15.º, 16.º, 18.º, 22.º, 23.º, 28.º, 29.º,
são Europeia, bem como melhorar a sua adequação ao 32.º, 33.º, 42.º, 43.º e 44.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de
quadro jurídico vigente. Apesar da evolução verificada na 20 de agosto, alterado pelos Decretos-Leis [Link] 68-A/2015,
conformação deste regime, a Comissão Europeia mantém de 30 de abril, 194/2015, de 14 de setembro, e 251/2015,
dúvidas a respeito do sentido e alcance de alguns dos de 25 de novembro, passam a ter a seguinte redação:
conceitos empregues no Decreto-Lei n.º 118/2013, de
20 de agosto, na sua atual redação, conforme vincado no «Artigo 2.º
parecer fundamentado dirigido à República Portuguesa, [...]
de 10 de dezembro de 2015, por não ter transposto cor-
retamente para o direito nacional todos os requisitos da [...]:
Diretiva n.º 2010/31/UE, e que o presente diploma visa a) [...];
superar. b) [...];
Em concreto, no que se refere ao conceito de viabili- c) [...];
dade económica como base para a justificação do cumpri- d) [...];
mento da aplicação dos requisitos mínimos de desempenho e) [...];
energético nas intervenções junto dos edifícios, cumpre f) [...];
salientar que a viabilidade económica necessária para o g) [...];
cumprimento dos requisitos mínimos de desempenho ener- h) [...];
gético não deve estar associada a uma mera faculdade do i) [...];
investidor, estando antes explicitamente interligada com j) [...];
os estudos que suportam os níveis ótimos de rentabilidade, k) [...];
nomeadamente, aqueles que Portugal já desenvolveu e l) [...];
foram notificados à Comissão, tendo os respetivos resul- m) [...];
tados sido incorporados nas respetivas peças legislativas n) [...];
entretanto publicadas como requisitos mínimos a serem o) [...];
cumpridos. p) [...];
Ainda no espírito da Diretiva n.º 2010/31/UE, a aplica- q) ‘Edifício devoluto’, o edifício considerado como
ção de requisitos técnicos na instalação de novos sistemas tal nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 159/2006,
técnicos e na substituição ou renovação dos existentes é de 8 de agosto, ou como tal declarado pela Direção-
extensível a todo o tipo de intervenção, não se restringindo -Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) no âmbito das
apenas às grandes intervenções, o que fica clarificado pelo respetivas atribuições;
presente decreto-lei. r) ‘Edifício em ruínas’, o imóvel existente com tal
Importa igualmente melhorar a redação que enquadra degradação da sua envolvente que, para efeitos do pre-
a definição relativa aos edifícios com necessidades quase sente decreto-lei, fica prejudicada, total ou parcialmente,
nulas de energia, de forma a tornar explícita a prevalência a sua utilização para o fim a que se destina, tal como
da prioridade de redução das necessidades de energia dos comprovado por declaração da DGTF no âmbito das res-
edifícios sobre o recurso a energia proveniente de fontes petivas atribuições, por declaração da câmara municipal
renováveis, independentemente do seu local de produção, respetiva ou pelo perito qualificado, cumprindo a este
destinada a suprir ou atenuar significativamente essas ne- último proceder ao respetivo registo no SCE;
cessidades. s) [...];
Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das Re- t) [...];
giões Autónomas. u) [...];
Assim: v) [...];
Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Cons- w) [...];
tituição, o Governo decreta o seguinte: x) [...];
y) [...];
Artigo 1.º z) [...];
Objeto aa) [...];
bb) [...];
O presente decreto-lei procede à quarta alteração cc) [...];
ao Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alte- dd) [...];
rado pelos Decretos-Leis [Link] 68-A/2015, de 30 de abril, ee) [...];
194/2015, de 14 de setembro, e 251/2015, de 25 de ff) [...];
novembro, que aprovou o Sistema de Certificação de gg) ‘Grande intervenção’, a intervenção em edifí-
Energética dos Edifícios, o Regulamento de Desempe- cio em que se verifique que: (i) o custo da obra rela-
nho Energético dos Edifícios de Habitação e o Regu- cionada com a envolvente e ou com os sistemas téc-
lamento de Desempenho Energético dos Edifícios de nicos seja superior a 25 % do valor da totalidade do
Comércio e Serviços, e transpôs para a ordem jurídica edifício, compreendido, quando haja frações, como o
nacional a Diretiva n.º 2010/31/UE, do Parlamento Eu- conjunto destas, com exclusão do valor do terreno em
ropeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa que este está implantado; e ou (ii) tratando-se de am-
ao desempenho energético dos edifícios, completando pliação, o custo da parte ampliada exceda em 25 %
a transposição desta diretiva. o valor do edifício existente (da área interior útil de
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1947

pavimento, no caso de edifícios de comércio e servi- prazo e sem que haja lugar ao respetivo alargamento,
ços) respeitante à totalidade do edifício, devendo ser serem objeto de atualização;
considerado, para determinação do valor do edifício, o c) Os certificados SCE para os GES sujeitos a ava-
custo de construção da habitação por metro quadrado, liação energética periódica, nos termos do artigo 47.º,
fixado anualmente para as diferentes zonas do país, têm um prazo de validade de oito anos, sem prejuízo da
por portaria dos membros do Governo responsáveis possibilidade de, dentro desse prazo e sem que haja lugar
pelas áreas da energia e do ordenamento do território; ao respetivo alargamento, serem objeto de atualização.
hh) [...];
ii) [...]; 4 — [...]:
jj) [...]; a) [...];
kk) [...]; b) [...];
ll) [...]; c) [...];
mm) [...]; d) Nos edifícios de comércio e serviços devolutos,
nn) [...]; para os efeitos previstos na alínea f) do artigo 4.º, a
oo) [...]; validade do certificado SCE é de um ano, prorrogável
pp) [...]; mediante solicitação à ADENE.
qq) [...];
rr) [...]; 5 — [...].
ss) [...]; 6 — [...].
tt) [...]; 7 — [...].
uu) [...]; 8 — [...].
vv) [...];
ww) [...]; Artigo 16.º
xx) [...];
yy) [...]; [...]
zz) [...]; 1 — [...].
aaa) [...]; 2 — São edifícios com necessidades quase nulas de
bbb) [...]; energia os que tenham um muito elevado desempenho
ccc) [...]; energético, determinado nos termos do presente diploma,
ddd) [...]; em que as necessidades de energia quase nulas ou muito
eee) [...]; reduzidas são em larga medida satisfeitas com recurso
fff) [...]; a energia proveniente de fontes renováveis, designada-
ggg) [Revogada]; mente a produzida no local ou nas proximidades.
hhh) [...]. 3 — [...].
4 — [...].
Artigo 4.º 5 — [...].
[...]
Artigo 18.º
[...]:
[...]
a) [...];
b) [...]; 1 — O registo no SCE dos pré-certificados e dos
c) Os edifícios ou as frações exclusivamente destina- certificados SCE por parte dos PQ é feito mediante o
dos a estacionamentos não climatizados e oficinas; pagamento de uma taxa, cuja receita é repartida, até
d) Os armazéns em que a presença humana não seja 10 %, por um fundo destinado a apoiar projetos de efi-
significativa, não ocorrendo por mais de 2 horas/dia ou ciência energética a definir por despacho do membro do
não representando uma ocupação superior a 0,025 pes- Governo responsável pela área da energia e o restante
soas/m2; pela ADENE.
e) [Anterior alínea d)]; 2 — [...].
f) [Anterior alínea e)]: 3 — [...].
g) [Anterior alínea f)];
h) [...]; Artigo 22.º
i) [...]; [...]
j) [Anterior alínea g)];
k) [Anterior alínea j)]. 1 — O REH estabelece os requisitos mínimos para
os edifícios de habitação, novos ou sujeitos a interven-
Artigo 15.º ções, bem como os parâmetros e as metodologias de
caracterização do desempenho energético, em condições
[...] nominais, de todos os edifícios de habitação e dos seus
1 — [...]. sistemas técnicos, no sentido de promover a melhoria
2 — [...]. do respetivo comportamento térmico, a eficiência dos
3 — [...]: seus sistemas técnicos e a minimização do risco de
ocorrência de condensações superficiais nos elementos
a) [...]; da envolvente.
b) Os certificados SCE têm um prazo de validade de 2 — Os requisitos mínimos referidos no número ante-
10 anos, sem prejuízo da possibilidade de, dentro desse rior são estabelecidos de forma a alcançar níveis ótimos
1948 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

de rentabilidade e revistos periodicamente em função edifício sujeito a intervenção, e independentemente


dos resultados da análise de custo ótimo realizada para da dimensão dessa intervenção, só pode ser contabi-
os edifícios de habitação, com intervalos não superiores lizada, para efeitos do presente capítulo, mediante o
a cinco anos. cumprimento do disposto em portaria do membro do
Governo responsável pela área da energia, em termos
Artigo 23.º de requisitos de qualidade, e calculando a respetiva
[...]
contribuição de acordo com as regras definidas para o
efeito pela DGEG.
1 — [...]. 5 — Os requisitos mínimos de desempenho ener-
2 — [...]. gético previstos nos números anteriores, para os com-
3 — [...]: ponentes instalados, intervencionados ou substituídos
a) [...]; em sistemas técnicos que tenham impacto significativo
b) Monumentos e edifícios individualmente classifi- no seu desempenho energético, são sempre aplicados
cados ou em vias de classificação e edifícios integrados desde que tal seja possível do ponto de vista técnico
em conjuntos ou sítios classificados ou em vias de clas- e funcional, sendo as situações de exceção, reconhe-
sificação, nos termos do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 cidas pela entidade competente para o licenciamento
de outubro, alterado pelos Decretos-Leis [Link] 115/2011, de operações urbanísticas, identificadas e justificadas
de 5 de dezembro, e 265/2012, de 28 de dezembro, no pelo técnico autor do projeto, nomeadamente, no pré-
que respeita à aplicação de requisitos mínimos de de- -certificado e certificado, podendo ser adotadas solu-
sempenho energético, na medida em que o cumprimento ções alternativas para os componentes dos sistemas
desses requisitos altere de forma inaceitável o seu cará- técnicos a instalar, intervencionar ou substituir, desde
ter ou aspeto, tal como reconhecido por entidade com- que seja demonstrado que o desempenho do edifício
petente para o licenciamento da operação urbanística. não diminui em relação à situação existente antes da
intervenção.
Artigo 28.º 6 — [...].
7 — [...].
[...]
1 — [...]. Artigo 32.º
2 — [...]. [...]
3 — [...].
4 — [...]. 1 — O RECS estabelece as regras a observar no
5 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- projeto, na construção, na alteração, na operação e na
tico previstos nos números anteriores, para os edifícios manutenção de edifícios de comércio e serviços e seus
sujeitos a intervenção ou para os elementos renovados sistemas técnicos, bem como os requisitos mínimos
ou substituídos da envolvente do edifício que tenham para a caracterização do seu desempenho, no sentido
impacto significativo no seu desempenho energético, de promover a eficiência energética e a qualidade do
são sempre aplicados desde que tal seja possível do ar interior.
ponto de vista técnico e funcional, sendo as situações 2 — Os requisitos mínimos referidos no número ante-
de exceção, reconhecidas pela entidade competente rior são estabelecidos de forma a alcançar níveis ótimos
para o licenciamento da operação urbanística, identifi- de rentabilidade e revistos periodicamente em função
cadas e justificadas pelo técnico autor do projeto, no- dos resultados da análise de custo ótimo realizada para
meadamente, no pré-certificado e certificado, podendo os edifícios de comércio e serviços, com intervalos não
ser adotadas soluções alternativas para os elementos a superiores a cinco anos.
intervencionar, desde que seja demonstrado que o de-
sempenho do edifício não diminui em relação à situação Artigo 33.º
existente antes da intervenção.
6 — [...]. [...]
7 — [...]. 1 — [...].
8 — [...]. 2 — [...].
3 — [...]:
Artigo 29.º
a) [...];
[...]
b) Os casos previstos nas alíneas a) a d) do artigo 4.º;
1 — Os componentes instalados, intervencionados c) Os monumentos e edifícios individualmente
ou substituídos em sistemas técnicos devem cumprir os classificados ou em vias de classificação e os edifí-
requisitos mínimos de eficiência e outros definidos em cios integrados em conjuntos ou sítios classificados ou
portaria do membro do Governo responsável pela área em vias de classificação, nos termos do Decreto-Lei
da energia, sem prejuízo da obrigação geral de melhoria n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos Decretos-
do desempenho energético de edifício ou de parte de -Leis [Link] 115/2011, de 5 de dezembro, e 265/2012, de 28
edifício que seja sujeito a intervenção, na medida em que de dezembro, no que respeita à aplicação de requisitos
tal seja possível do ponto de vista técnico e funcional. mínimos de desempenho energético, na medida em
2 — [...]. que o cumprimento desses requisitos altere de forma
3 — [...]. inaceitável o seu caráter ou aspeto, tal como reconhe-
4 — A contribuição de sistemas de aproveitamento cido por entidade competente para o licenciamento da
de energia renovável para a avaliação energética de um operação urbanística.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1949

Artigo 42.º sujeitos a intervenção ou para os elementos renovados


[...]
ou substituídos da envolvente do edifício que tenham
impacto significativo no seu desempenho energético,
1 — [...]. são sempre aplicados desde que tal seja possível do
2 — [...]. ponto de vista técnico e funcional, sendo as situações
3 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- de exceção, reconhecidas pela entidade competente para
tico previstos nos números anteriores, para os edifícios o licenciamento de operações urbanísticas, identificadas e
sujeitos a intervenção ou para os elementos renovados justificadas pelo técnico autor do projeto, nomeadamente,
ou substituídos da envolvente do edifício que tenham no pré-certificado e certificado, podendo ser adotadas
impacto significativo no seu desempenho energético, soluções alternativas para os elementos a intervencio-
são sempre aplicados desde que tal seja possível do nar, desde que seja demonstrado que o desempenho do
ponto de vista técnico e funcional, sendo as situações edifício não diminui em relação à situação existente
de exceção, reconhecidas pela entidade competente antes da intervenção.
para o licenciamento da operação urbanística, identifi- 4 — [...].
cadas e justificadas pelo técnico autor do projeto, no- 5 — [...].»
meadamente, no pré-certificado e certificado, podendo Artigo 3.º
ser adotadas soluções alternativas para os elementos a Norma revogatória
intervencionar, desde que seja demonstrado que o de-
sempenho do edifício não diminui em relação à situação É revogada a alínea ggg) do artigo 2.º do Decreto-Lei
existente antes da intervenção. n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelos Decretos-Leis
4 — O recurso a sistemas passivos que melhorem o [Link] 68-A/2015, de 30 abril, 194/2015, de 14 de setembro,
desempenho energético dos edifícios novos de comércio e 251/2015, de 25 de novembro.
e serviços deve ser promovido aquando da intervenção
e o respetivo contributo considerado no cálculo do de- Artigo 4.º
sempenho energético dos edifícios, sendo os sistemas Republicação
mecânicos complementares, para os casos em que não
seja possível assegurar por meios passivos o cumpri- É republicado, em anexo ao presente decreto-lei, do
mento das normas europeias ou das regras a aprovar, qual faz parte integrante, o Decreto-Lei n.º 118/2013, de
para o efeito, pela DGEG. 20 de agosto, com a redação atual.
5 — [...].
6 — [...]. Artigo 5.º
Artigo 43.º Entrada em vigor
[...] O presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte
1 — [...]. ao da sua publicação.
2 — [...]. Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 2 de
3 — [...]. junho de 2016. — António Luís Santos da Costa — Au-
4 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- gusto Ernesto Santos Silva — Mário José Gomes de
tico previstos nos números anteriores, para os compo- Freitas Centeno — Maria Constança Dias Urbano de
nentes instalados, intervencionados ou substituídos em Sousa — Helena Maria Mesquita Ribeiro — José António
sistemas técnicos que tenham impacto significativo no Fonseca Vieira da Silva — Manuel de Herédia Caldeira
seu desempenho energético, são sempre aplicados desde Cabral — João Pedro Soeiro de Matos Fernandes.
que tal seja possível do ponto de vista técnico e funcio-
Promulgado em 15 de junho de 2016.
nal, sendo as situações de exceção, reconhecidas pela
entidade competente para o licenciamento de operações Publique-se.
urbanísticas, identificadas e justificadas pelo técnico
O Presidente da República, MARCELO REBELO DE SOUSA.
autor do projeto, nomeadamente, no pré-certificado e
certificado, podendo ser adotadas soluções alternativas Referendado em 21 de junho de 2016.
para os componentes dos sistemas técnicos a instalar,
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.
intervencionar ou substituir, desde que seja demonstrado
que o desempenho do edifício não diminui em relação ANEXO
à situação existente antes da intervenção.
5 — [...]. (a que se refere o artigo 4.º)
6 — [...].
Artigo 44.º Republicação do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto

[...]
CAPÍTULO I
1 — No caso de edifícios de comércio e serviços
sujeitos a intervenção que incida sobre o sistema de Disposições gerais
ventilação, deve ser assegurado, nos espaços a inter-
vencionar, o cumprimento dos requisitos previstos no Artigo 1.º
artigo 40.º para edifícios novos.
Objeto
2 — [...].
3 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- 1 — O presente diploma visa assegurar e promover a
tico previstos nos números anteriores, para os edifícios melhoria do desempenho energético dos edifícios através
1950 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

do Sistema Certificação Energética dos Edifícios (SCE), i) «Cobertura inclinada», a cobertura de um edifício que
que integra o Regulamento de Desempenho Energético disponha de uma pendente igual ou superior a 8 %;
dos Edifícios de Habitação (REH), e o Regulamento de j) «Coeficiente de transmissão térmica», a quantidade
Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Ser- de calor por unidade de tempo que atravessa uma super-
viços (RECS). fície de área unitária desse elemento da envolvente por
2 — O presente diploma transpõe para a ordem jurí- unidade de diferença de temperatura entre os ambientes
dica nacional a Diretiva n.º 2010/31/UE do Parlamento que o elemento separa;
Europeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa k) «Coeficiente de transmissão térmica médio dia-
ao desempenho energético dos edifícios. -noite de um vão envidraçado», a média dos coeficientes
de transmissão térmica de um vão envidraçado com a
Artigo 2.º proteção aberta (posição típica durante o dia) e fechada
Definições (posição típica durante a noite) e que se toma como
valor de base para o cálculo das perdas térmicas pelos
Para efeitos do SCE, entende-se por: vãos envidraçados de um edifício em que haja ocupa-
a) «Água quente sanitária» ou «AQS», a água potável ção noturna importante, designadamente em habitações,
aquecida em dispositivo próprio, com energia convencio- estabelecimentos hoteleiros e similares ou zonas de in-
nal ou renovável, até uma temperatura superior a 45°C, e ternamento em hospitais;
destinada a banhos, limpezas, cozinha ou fins análogos; l) «Componente», o sistema técnico do edifício ou fra-
b) «Alteração relevante de classe energética», a altera- ção ou um elemento da sua envolvente cuja existência e
ção de classe energética que resulte de um desvio superior características influenciem o desempenho do edifício, nos
a 5 % face ao valor apurado para o rácio que conduz à termos e parâmetros previstos para esse efeito no presente
determinação da classe energética obtido no decorrer do diploma;
procedimento de verificação da qualidade; m) «Corpo», a parte de um edifício com identidade pró-
c) «Área de cobertura», a área, medida pelo interior, dos pria significativa que comunique com o resto do edifício
elementos opacos da envolvente horizontais ou com incli- através de ligações restritas;
nação inferior a 60° que separam superiormente o espaço n) «Edifício», a construção coberta, com paredes e pa-
interior útil do exterior ou de espaços não úteis adjacentes; vimentos, destinada à utilização humana;
d) «Área total de pavimento», o somatório da área de o) «Edifício adjacente», um edifício que confine com
pavimento de todas as zonas térmicas de edifícios ou fra- o edifício em estudo e não partilhe espaços comuns com
ções no âmbito do RECS, desde que tenham consumo de este, tais como zonas de circulação ou de garagem;
energia elétrica ou térmica, registado no contador geral p) «Edifício de comércio e serviços», o edifício, ou
do edifício ou fração, independentemente da sua função parte, licenciado ou que seja previsto licenciar para utili-
e da existência de sistema de climatização, sendo a área zação em atividades de comércio, serviços ou similares;
medida pelo interior dos elementos que delimitam as zonas q) «Edifício devoluto», o edifício considerado como
térmicas do exterior e entre si; tal nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 159/2006,
e) «Área interior útil de pavimento», o somatório das de 8 de agosto, ou como tal declarado pela Direção-Geral
áreas, medidas em planta pelo perímetro interior, de todos do Tesouro e Finanças (DGTF) no âmbito das respetivas
os espaços interiores úteis pertencentes ao edifício ou fra- atribuições;
ção em estudo no âmbito do REH. No âmbito do RECS, r) «Edifício em ruínas», o imóvel existente com tal de-
considera-se o somatório da área de pavimento de todas gradação da sua envolvente que, para efeitos do presente
as zonas térmicas do edifício ou fração, desde que tenham decreto-lei, fica prejudicada, total ou parcialmente, a sua
consumo de energia elétrica ou térmica, registado no con- utilização para o fim a que se destina, tal como compro-
tador, independentemente da sua função e da existência de vado por declaração da DGTF no âmbito das respetivas
sistema de climatização, sendo a área medida pelo interior atribuições, por declaração da câmara municipal respetiva
dos elementos que delimitam as zonas térmicas do exterior ou pelo perito qualificado, cumprindo a este último pro-
e entre si; ceder ao respetivo registo no SCE;
f) «Armazéns, estacionamento, oficinas e similares», s) «Edifício em tosco», o edifício sem revestimentos
os edifícios ou frações que, no seu todo, são destinados a interiores nem sistemas técnicos instalados e de que se
usos para os quais a presença humana não é significativa, desconheçam ainda os detalhes de uso efetivo;
incluindo-se nessa situação, sem limitar, os armazéns fri- t) «Edifício existente», aquele que não seja edifício
goríficos, os arquivos, os estacionamentos de veículos e novo;
os centros de armazenamento de dados; u) «Edifício misto», o edifício utilizado, em partes dis-
g) «Avaliação energética», a avaliação detalhada das tintas, como edifício de habitação e edifício de comércio
condições de exploração de energia de um edifício ou fra- e serviços;
ção, com vista a identificar os diferentes vetores energéticos v) «Edifício novo», edifício cujo processo de licencia-
e a caracterizar os consumos energéticos, podendo incluir, mento ou autorização de edificação tenha data de entrada
entre outros aspetos, o levantamento das características da junto das entidades competentes, determinada pela data
envolvente e dos sistemas técnicos, a caracterização dos de entrada do projeto de arquitetura, posterior à data de
perfis de utilização e a quantificação, monitorização e a entrada em vigor do presente diploma;
simulação dinâmica dos consumos energéticos; w) «Edifício sujeito a intervenção», o edifício sujeito
h) «Certificado SCE», o documento com número próprio, a obra de construção, reconstrução, alteração, ampliação,
emitido por perito qualificado para a certificação energética instalação ou modificação de um ou mais componentes
para um determinado edifício ou fração, caracterizando-o com influência no seu desempenho energético, calculado
em termos de desempenho energético; nos termos e parâmetros do presente diploma;
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1951

x) «Energia primária», a energia proveniente de fontes ii) «Limiar de proteção», o valor de concentração de
renováveis ou não renováveis não transformada ou convertida; um poluente no ar interior que não pode ser ultrapassado,
y) «Energias renováveis», a energia de fontes não fósseis fixado com a finalidade de evitar, prevenir ou reduzir os
renováveis, designadamente eólica, solar, aerotérmica, efeitos nocivos na saúde humana;
geotérmica, hidrotérmica e oceânica, hídrica, de biomassa jj) «Margem de tolerância», a percentagem em que
e de biogás; o limiar de proteção pode ser excedido, nos termos do
z) «Envolvente», o conjunto de elementos de construção presente diploma;
do edifício ou fração, compreendendo as paredes, pavimen- kk) «Pequeno edifício de comércio e serviços» ou «PES»,
tos, coberturas e vãos, que separam o espaço interior útil o edifício de comércio e serviços que não seja um GES;
do ambiente exterior, dos edifícios ou frações adjacentes, ll) «Perfil de utilização», a distribuição percentual da
dos espaços não úteis e do solo; ocupação e da utilização de sistemas por hora, em função
aa) «Espaço complementar», a zona térmica sem ocupa- dos valores máximos previstos, diferenciada por tipo de
ção humana permanente atual ou prevista e sem consumo dia da semana;
de energia atual ou previsto associado ao aquecimento ou mm) «Perito qualificado» ou «PQ», o técnico com tí-
arrefecimento ambiente, incluindo cozinhas, lavandarias tulo profissional de perito qualificado para a certificação
e centros de armazenamento de dados; energética, nos termos da Lei n.º 58/2013, de 20 de agosto;
bb) «Exposição solar adequada», a exposição à luz solar nn) «Plano de racionalização energética» ou «PRE», o
de edifício que disponha de cobertura em terraço ou de conjunto de medidas exequíveis e economicamente viáveis
cobertura inclinada com água, cuja normal esteja orientada de racionalização do consumo ou dos custos com a energia,
numa gama de azimutes de 90° entre sudeste e sudoeste, tendo em conta uma avaliação energética prévia;
não sombreada por obstáculos significativos no período oo) «Portal SCE», a zona do sítio na Internet da ADENE,
que se inicia diariamente duas horas depois do nascer do com informação relativa ao SCE, composta, pelo me-
Sol e termina duas horas antes do ocaso; nos, por uma zona de acesso público para pesquisa de
cc) «Espaço interior útil», o espaço com condições pré-certificados e certificados SCE e de técnicos do SCE,
de referência no âmbito do REH, compreendendo com- e por uma zona de acesso reservado para elaboração e
partimentos que, para efeito de cálculo das necessidades registo de documentos pelos técnicos do SCE;
energéticas, se pressupõem aquecidos ou arrefecidos de pp) «Potência térmica», a potência térmica máxima
forma a manter uma temperatura interior de referência que um equipamento pode fornecer para efeitos de aque-
de conforto térmico, incluindo os espaços que, não sendo cimento ou arrefecimento do ambiente, em condições de
usualmente climatizados, tais como arrumos interiores, ensaio normalizadas;
despensas, vestíbulos ou instalações sanitárias, devam ser qq) «Pré-certificado», o certificado SCE para edifícios
considerados espaços com condições de referência; novos ou frações em edifícios novos, bem como para edi-
dd) «Fator solar de um vão envidraçado», o valor da fícios ou frações sujeitas a grandes intervenções, emitido
relação entre a energia solar transmitida para o interior atra- em fase de projeto antes do início da construção ou grande
vés do vão envidraçado e a radiação solar nele incidente; intervenção;
ee) «Fração», a unidade mínima de um edifício, com rr) «Proprietário», o titular do direito de propriedade ou
saída própria para uma parte de uso comum ou para a via o titular de outro direito de gozo sobre um edifício ou fra-
pública, independentemente da constituição de propriedade ção desde que, para os efeitos do RECS, detenha também o
horizontal; controlo dos sistemas de climatização e respetivos consu-
ff) «Grande edifício de comércio e serviços» ou «GES», mos e seja o credor contratual do fornecimento de energia,
o edifício de comércio e serviços cuja área interior útil de exceto nas ocasiões de nova venda, dação em cumprimento
pavimento, descontando os espaços complementares, igual ou locação pelo titular do direito de propriedade;
e ou ultrapasse 1000 m2, ou 500 m2 no caso de centros co- ss) «Regime jurídico da urbanização e da edificação»
merciais, hipermercados, supermercados e piscinas cobertas; ou «RJUE», o regime jurídico aprovado pelo Decreto-Lei
gg) «Grande intervenção», a intervenção em edifício em n.º 555/99, de 16 de dezembro;
que se verifique que: (i) o custo da obra relacionada com tt) «Simulação dinâmica», a previsão de consumos de
a envolvente e ou com os sistemas técnicos seja superior energia correspondentes ao funcionamento de um edifício
a 25 % do valor da totalidade do edifício, compreendido, e respetivos sistemas energéticos que tome em conta a
quando haja frações, como o conjunto destas, com exclu- evolução de todos os parâmetros relevantes com a precisão
são do valor do terreno em que este está implantado; e ou adequada, numa base de tempo pelo menos horária, para
(ii) tratando-se de ampliação, o custo da parte ampliada diferentes zonas térmicas e condições climáticas de um
exceda em 25 % o valor do edifício existente (da área in- ano de referência;
terior útil de pavimento, no caso de edifícios de comércio uu) «Sistema de climatização», o conjunto de equipa-
e serviços) respeitante à totalidade do edifício, devendo mentos coerentemente combinados com vista a satisfazer
ser considerado, para determinação do valor do edifício, objetivos da climatização, designadamente, ventilação,
o custo de construção da habitação por metro quadrado, aquecimento, arrefecimento, humidificação, desumidifi-
fixado anualmente para as diferentes zonas do país, por cação e filtragem do ar;
portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas vv) «Sistema de climatização centralizado», o sistema
da energia e do ordenamento do território; de climatização em que os equipamentos de produção tér-
hh) «Indicador de eficiência energética», ou «IEE», o mica se concentrem numa instalação e num local distintos
indicador de eficiência energética do edifício, expresso dos espaços a climatizar, sendo o frio, calor ou humidade
por ano em unidades de energia primária por metro qua- transportados por um fluido térmico;
drado de área interior útil de pavimento (kWh/[Link]), ww) «Sistema solar térmico», o sistema composto por
distinguindo-se, pelo menos, três tipos: o IEE previsto um coletor capaz de captar a radiação solar e transferir a
(IEEpr), o efetivo (IEEef) e o de referência (IEEref); energia a um fluido interligado a um sistema de acumula-
1952 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

ção, permitindo a elevação da temperatura da água neste frações, novos ou sujeitos a grande intervenção, nos termos
armazenada; do REH e RECS.
xx) «Sistema passivo», o sistema construtivo concebido 2 — Quando, porém, uma fração no sentido da alínea ee)
especificamente para reduzir as necessidades energéticas do artigo 2.º, já edificada, não esteja constituída como
dos edifícios, sem comprometer o conforto térmico dos ocu- fração autónoma de acordo com um título constitutivo de
pantes, através do aumento dos ganhos solares, designada- propriedade horizontal, só é abrangida pelo SCE a partir
mente ganhos solares diretos, paredes de trombe ou estufas, do momento em que seja dada em locação.
na estação de aquecimento ou através do aumento das perdas 3 — São também abrangidos pelo SCE os edifícios ou
térmicas, designadamente ventilação, arrefecimento evapo- frações existentes de comércio e serviços:
rativo, radiativo ou pelo solo, na estação de arrefecimento;
yy) «Sistema técnico», o conjunto dos equipamentos a) Com área interior útil de pavimento igual ou su-
associados ao processo de climatização, incluindo o aque- perior a 1000 m2, ou 500 m2 no caso de centros co-
cimento, arrefecimento e ventilação natural, mecânica merciais, hipermercados, supermercados e piscinas
ou híbrida, a preparação de águas quentes sanitárias e a cobertas; ou
produção de energia renovável, bem como, nos edifícios de b) Que sejam propriedade de uma entidade pública e
comércio e serviços, os sistemas de iluminação e de gestão tenham área interior útil de pavimento ocupada por uma
de energia, os elevadores e as escadas rolantes; entidade pública e frequentemente visitada pelo público
zz) «Técnico autor do projeto», o técnico legalmente superior a 500 m2 ou, a partir de 1 de julho de 2015, su-
habilitado para realizar o projeto e responsável pelo cum- perior a 250 m2.
primento da legislação aplicável;
aaa) «Técnico de instalação e manutenção» ou «TIM», 4 — São ainda abrangidos pelo SCE todos os edifícios
o detentor de título profissional de técnico de instalação ou frações existentes a partir do momento da sua venda,
e manutenção de edifícios e sistemas, nos termos da Lei dação em cumprimento ou locação posterior à entrada em
n.º 58/2013, de 20 de agosto; vigor do presente diploma, salvo nos casos de:
bbb) «Tipo de espaço», a diferenciação funcional de a) Venda ou dação em cumprimento a comproprietário,
espaços, independentemente do edifício onde se encon- a locatário, em processo executivo, a entidade expropriante
trem inseridos; ou para demolição total confirmada pela entidade licen-
ccc) «Ventilação mecânica», aquela que não seja ven- ciadora competente;
tilação natural; b) Locação do lugar de residência habitual do senhorio
ddd) «Ventilação natural», a ventilação ao longo de tra- por prazo inferior a quatro meses;
jetos de fugas e de aberturas no edifício, em consequência
c) Locação a quem seja já locatário da coisa locada.
das diferenças de pressão, sem auxílio de componentes
motorizados de movimentação do ar;
eee) [Revogada]; Artigo 4.º
fff) «Zona térmica», o espaço ou conjunto de espaços Âmbito de aplicação negativo
passíveis de serem considerados em conjunto devido às
suas similaridades em termos de perfil de utilização, Estão excluídos do SCE:
iluminação e equipamentos, ventilação mecânica e sis- a) As instalações industriais, pecuárias ou agrícolas não
tema de climatização e, quanto aos espaços climatiza- residenciais com necessidades reduzidas de energia ou não
dos, igualmente devido às similaridades em termos de residenciais utilizadas por sector abrangido por acordo
condições de exposição solar, sendo que os pequenos sectorial nacional sobre desempenho energético;
edifícios de comércio e serviços com uma área útil até b) Os edifícios utilizados como locais de culto ou para
250 m2 podem ser considerados como tendo apenas atividades religiosas;
uma zona térmica; c) Os edifícios ou as frações exclusivamente destinados
ggg) [Revogada]; a estacionamentos não climatizados e oficinas;
hhh) «Redes urbanas de aquecimento» ou «Redes ur- d) Os armazéns em que a presença humana não seja
banas de arrefecimento», a distribuição de energia térmica significativa, não ocorrendo por mais de 2 horas/dia ou não
sob a forma de vapor, de água quente ou de líquidos refri- representando uma ocupação superior a 0,025 pessoas/m2;
gerados a partir de uma fonte de produção central através e) Os edifícios unifamiliares na medida em que consti-
de um sistema de transporte e distribuição para múltiplos tuam edifícios autónomos com área útil igual ou inferior
edifícios ou locais, para o aquecimento ou arrefecimento a 50 m2;
de espaços ou processos industriais. f) Os edifícios de comércio e serviços devolutos, até
à sua venda ou locação depois da entrada em vigor do
presente diploma;
CAPÍTULO II g) Os edifícios em ruínas;
Sistema de Certificação Energética dos Edifícios h) [Revogada];
i) [Revogada];
SECÇÃO I j) As infraestruturas militares e os edifícios afetos aos
Âmbito sistemas de informações ou a forças e serviços de segu-
rança que se encontrem sujeitos a regras de controlo e de
Artigo 3.º confidencialidade;
k) Os edifícios de comércio e serviços inseridos em
Âmbito de aplicação positivo
instalações sujeitas ao regime aprovado pelo Decreto-Lei
1 — São abrangidos pelo SCE, sem prejuízo de isenção n.º 71/2008, de 15 de abril, alterado pela Lei n.º 7/2013,
de controlo prévio nos termos do RJUE, os edifícios ou de 22 de janeiro.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1953

SECÇÃO II essa melhoria em comparação com os requisitos de de-


sempenho energético em vigor.
Certificação e recomendações
6 — As recomendações incluídas no certificado SCE
Artigo 5.º abrangem:
Pré-certificado e certificado a) As medidas aplicáveis no quadro de grandes inter-
venções de renovação da envolvente do edifício ou do
1 — O pré-certificado e o certificado SCE são consi- sistema ou sistemas técnico do edifício; e
derados certificações técnicas para efeitos do disposto no b) As medidas relativas a componentes individuais do
n.º 8 do artigo 13.º do RJUE. edifício, independentemente de grandes intervenções de
2 — A existência de pré-certificado ou de certificado renovação da envolvente do edifício ou do sistema ou
SCE deve ser verificada aquando: sistemas técnicos do edifício.
a) Do controlo prévio da realização de operações urba-
nísticas, pela entidade competente; 7 — As recomendações incluídas no certificado SCE
b) Da celebração de contratos de compra e venda ou devem ser tecnicamente viáveis para o edifício ou fração
locação, ficando consignado no contrato o número do autónoma em causa, podendo também fornecer uma esti-
mativa em relação ao leque de períodos de amortização do
certificado ou pré-certificado;
investimento ou de custos/benefícios em termos de custos
c) Da fiscalização das atividades económicas, pelas
ao longo do seu ciclo de vida económico.
autoridades administrativas competentes. 8 — O certificado SCE indica onde o proprietário ou o
inquilino pode obter informações mais pormenorizadas,
3 — Antes do início da construção de edifícios novos inclusive quanto à rentabilidade das recomendações cons-
ou do início de grandes intervenções, tanto em edifícios tantes do certificado SCE, cuja avaliação deve basear-se
de habitação como em edifícios de comércio e serviços, é num conjunto de condições-padrão, tais como o cálculo das
emitido o pré-certificado o qual tem em conta a viabilidade poupanças de energia, os preços da energia subjacentes e
técnica, ambiental e económica de sistemas alternativos uma previsão preliminar dos custos, contendo igualmente
de elevada eficiência, tais como: informações sobre as medidas a tomar para pôr em prática
a) Sistemas descentralizados de fornecimento energético as recomendações.
baseados em energias provenientes de fontes renováveis;
b) Cogeração; Artigo 7.º
c) Redes urbanas ou coletivas de aquecimento ou arre- Certificação com base noutro edifício ou fração
fecimento, em especial baseadas total ou parcialmente em
energia proveniente de fontes renováveis; 1 — A certificação de uma fração pode basear-se na
d) Bombas de calor. certificação de todo o edifício.
2 — Nas frações afetas a comércio e serviços, quando
4 — O pré-certificado inclui a análise dos sistemas al- disponham de sistemas de climatização individuais, a certi-
ternativos que estejam disponíveis por forma a que esta ficação não pode basear-se apenas na do edifício, devendo
esteja documentada e acessível para efeitos de verificação atender aos sistemas técnicos existentes.
ulterior pela entidade competente. 3 — A certificação de uma fração pode basear-se na
certificação de uma fração representativa semelhante si-
5 — As entidades referidas no n.º 2, devem comunicar
tuada no mesmo edifício.
à ADENE os casos em que não seja evidenciada a existên-
4 — O disposto nos números anteriores aplica-se à pro-
cia de pré-certificado ou certificado SCE, identificando o priedade horizontal de conjuntos de edifícios e a situações
edifício ou fração e o seu anterior e atual proprietário. análogas.
5 — A certificação de edifícios destinados a habitação
Artigo 6.º unifamiliar pode basear-se na de outros edifícios represen-
Objeto da certificação tativos de conceção e dimensões semelhantes e com um
desempenho energético real semelhante, se a semelhança
1 — Devem ser certificadas todas as frações e edifícios for atestada pelo PQ.
destinados a habitação unifamiliar, nos termos dos artigos 6 — Pode também ser feita por semelhança, mediante
anteriores. a avaliação de edifício com características semelhantes
2 — Devem ser certificadas frações que se preveja vi- em termos de desempenho energético, atestadas pelo PQ,
rem a existir após constituição de propriedade horizontal, a certificação de edifícios em área de reabilitação urbana
designadamente nos edifícios recém-constituídos ou me- e efetivamente reabilitados, quando a construção se tenha
ramente projetados. concluído, em obediência à legislação em vigor, há mais
3 — Podem ser certificados os edifícios, considerando- de 30 anos.
-se sempre certificado um edifício quando estejam certi- 7 — Pode ainda ser feita por semelhança, atestada pelo
ficadas todas as suas frações. PQ, a certificação de conjuntos de edifícios convizinhos
4 — Deve ser certificado todo o edifício de comércio de conceção e dimensões semelhantes e com um desem-
e serviços que disponha de sistema de climatização cen- penho energético semelhante, designadamente no caso de
tralizado para parte ou para a totalidade das suas frações, conjuntos destinados a habitação social ou de conjuntos
estando neste caso dispensadas de certificação as frações. de construção contemporânea uniforme.
5 — O certificado SCE inclui recomendações para uma 8 — Há semelhança entre edifícios ou entre frações
melhoria rentável ou otimizada em termos de custos do quando, de acordo com a experiência e o conhecimento
desempenho energético de um edifício ou de uma fração técnico do PQ, seja de todo improvável que esses edifí-
autónoma, a menos que não haja potencial razoável para cios ou frações pertençam a classes energéticas diferentes,
1954 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

sendo tal pertença aferida, nomeadamente, em função da f) Contribuir para a interpretação e aplicação uniformes
homogeneidade nas soluções construtivas e nos sistemas do SCE, do REH e do RECS;
técnicos instalados. g) Fazer e divulgar recomendações sobre a substituição,
a alteração e a avaliação da eficiência e da potência ade-
Artigo 8.º quadas dos sistemas de aquecimento com caldeira e dos
sistemas de ar condicionado;
Afixação do certificado
h) Promover o SCE e incentivar a utilização dos seus re-
1 — Encontram-se abrangidos pela obrigação de afi- sultados na promoção da eficiência energética dos edifícios.
xação em posição visível e de destaque do certificado
SCE válido: 3 — O disposto no número anterior é regulamentado
por portaria do membro do Governo responsável pela
a) Os edifícios de comércio e serviços a que se referem área da energia.
os [Link] 1 e 2 do artigo 3.º, aquando da sua entrada em fun-
cionamento, sempre que apresentem uma área interior útil Artigo 12.º
de pavimento superior a 500 m2 ou, a partir de 1 de julho
de 2015, superior a 250 m2; Acompanhamento da qualidade do ar interior
b) Os edifícios referidos no n.º 3 do artigo 3.º abrangidos Compete à Direção-Geral da Saúde e à Agência Por-
pelo SCE; tuguesa do Ambiente, I. P., acompanhar a aplicação do
c) Os edifícios de comércio e serviços referidos no n.º 4 presente diploma no âmbito das suas competências em
do artigo 3.º, sempre que apresentem uma área interior útil matéria de qualidade do ar interior.
de pavimento superior a 500 m2 e, a partir de 1 de julho
de 2015, superior a 250 m2. Artigo 13.º
Técnicos do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios
2 — O certificado SCE é afixado na entrada do edifício
ou da fração, em conformidade com o artigo 6.º 1 — São técnicos do SCE os PQ e os TIM.
2 — O acesso e exercício da atividade dos técnicos do
Artigo 9.º SCE, o seu registo junto da ADENE e o regime contraor-
Recomendações
denacional aplicável são regulados pela Lei n.º 58/2013,
de 20 de agosto.
A ADENE elabora e divulga recomendações, preferen- 3 — Compete aos PQ:
cialmente por escrito, aos utilizadores de:
a) Fazer a avaliação energética dos edifícios a certificar
a) Sistemas técnicos de aquecimento ambiente com no âmbito do SCE, não comprometendo a qualidade do
caldeira de potência térmica nominal superior a 20 kW; ar interior;
b) Sistemas técnicos de ar condicionado com potência b) Identificar e avaliar, nos edifícios objeto de certifi-
térmica nominal superior a 12 kW. cação, as oportunidades e recomendações de melhoria de
desempenho energético, registando-as no pré-certificado
ou certificado emitido e na demais documentação com-
SECÇÃO III
plementar;
Organização e funcionamento c) Emitir os pré-certificados e certificados SCE;
d) Colaborar nos processos de verificação de qualidade
Artigo 10.º do SCE;
e) Verificar e submeter ao SCE o plano de racionalização
Fiscalização do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios energética.
Compete à Direção-Geral de Energia e Geologia
(DGEG) fiscalizar o SCE. 4 — Compete ao TIM coordenar ou executar as ativi-
dades de planeamento, verificação, gestão da utilização
Artigo 11.º de energia, instalação e manutenção relativo a edifícios
e sistemas técnicos, nos termos previstos neste diploma.
Gestão do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios 5 — As atividades dos técnicos do SCE são regulamen-
1 — A gestão do SCE é atribuição da ADENE. tadas por portaria do membro do Governo responsável
2 — Compete à ADENE: pela área da energia.
a) Fazer o registo, o acompanhamento técnico e admi- Artigo 14.º
nistrativo, a verificação e a gestão da qualidade da atividade
dos técnicos do SCE, nos termos do disposto no artigo 19.º; Obrigações dos proprietários dos edifícios ou sistemas
b) Fazer o registo de profissionais provenientes de outro 1 — Constituem obrigações dos proprietários dos edi-
Estado-Membro da União Europeia ou do Espaço Econó- fícios e sistemas técnicos abrangidos pelo SCE:
mico Europeu;
c) Gerir o registo central de pré-certificados e certifica- a) Obter o pré-certificado SCE;
dos SCE, bem como da restante documentação produzida b) Obter o certificado SCE e, nos termos do RECS, a
no âmbito do SCE; sua renovação tempestiva, sem prejuízo da conversão do
d) Definir e atualizar os modelos dos documentos pro- pré-certificado a que se refere o n.º 2 do artigo seguinte;
duzidos pelos técnicos do SCE; c) No caso de GES, conforme o disposto no RECS:
e) Assegurar a qualidade da informação produzida no i) Dispor de TIM adequado para o tipo e características
âmbito do SCE; dos sistemas técnicos instalados;
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1955

ii) Quando aplicável, assegurar o cumprimento do plano como viável aquando do pedido de licença de utilização,
de manutenção elaborado e entregue pelo TIM; a validade do certificado SCE é de um ano, podendo ser
iii) Submeter ao SCE, por intermédio de PQ, eventual prorrogada mediante solicitação à ADENE;
PRE, e cumpri-lo; b) Nos edifícios de comércio e serviços existentes que
não disponham de plano de manutenção atualizado quando
d) Facultar ao PQ, por solicitação deste, a consulta dos este seja obrigatório, a validade do certificado SCE é de
elementos necessários à certificação do edifício, sempre um ano, não podendo ser prorrogada nem podendo ser
que disponíveis; emitido mais de um certificado por edifício;
e) Nos casos previstos no n.º 1 do artigo 3.º, pedir a c) Nos edifícios de comércio e serviços existentes su-
emissão: jeitos a PRE, desde que o respetivo plano tenha sido sub-
i) De pré-certificado, no decurso do procedimento de metido ao SCE, o prazo de validade do certificado é o
controlo prévio da respetiva operação urbanística; constante de portaria a aprovar pelos membros do Governo
ii) De certificado SCE, aquando do pedido de emissão responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social;
de licença de utilização ou de procedimento administrativo d) Nos edifícios de comércio e serviços devolutos, para
equivalente; os efeitos previstos na alínea f) do artigo 4.º, a validade
do certificado SCE é de um ano, prorrogável mediante
f) Nos casos previstos no n.º 4 do artigo 3.º: solicitação à ADENE.
i) Indicar a classificação energética do edifício constante 5 — A metodologia de determinação da classe de de-
do respetivo pré-certificado ou certificado SCE em todos sempenho energético para a tipologia de pré-certificados
os anúncios publicados com vista à venda ou locação; e certificados SCE é definida em portaria do membro do
ii) Entregar cópia do pré-certificado ou certificado SCE Governo responsável pela área da energia.
ao comprador ou locatário no ato de celebração de contrato- 6 — A emissão, pelo PQ, de um pré-certificado ou de
-promessa de compra e venda, ou locação, e entregar o um certificado SCE é precedida da elaboração e entrega
original no ato de celebração da compra e venda; da documentação relativa ao processo de certificação, nos
termos a definir por despacho do Diretor-Geral da Energia
g) Afixar o certificado em posição visível e de destaque e Geologia.
nos termos do artigo 8.º 7 — Pode ser requerida pelo PQ à ADENE a substitui-
ção de um pré-certificado ou de um certificado SCE válido,
2 — A obrigação estabelecida na subalínea i) da alínea f) desde que o PQ, cumulativamente:
do número anterior é extensível aos promotores ou media-
dores da venda ou locação, no âmbito da sua atuação. a) Justifique e fundamente o seu pedido, salvo nos ca-
sos de cumprimento de procedimentos de regularização
Artigo 15.º determinados nos relatórios dos processos de verificação
de qualidade;
Tipo e validade do pré-certificado e do certificado do Sistema
de Certificação Energética dos Edifícios b) Proceda ao registo, prévia ou simultaneamente ao
pedido de substituição, de novo documento corrigido;
1 — Os modelos de pré-certificados e certificados SCE c) Informe devidamente o proprietário do pedido de
distinguem-se conforme as categorias de edifícios, nos substituição, quando for o caso, juntando ao requerimento
termos de portaria do membro do Governo responsável à ADENE prova de que deu essa informação.
pela área da energia.
2 — Uma vez concluída a obra, o pré-certificado 8 — Não é válido o pré-certificado ou certificado SCE
converte-se em certificado SCE mediante a apresentação quando:
de termo de responsabilidade do autor do projeto e do di-
retor técnico atestando que a obra foi realizada de acordo a) No documento haja marca-de-água, carimbo ou outro
com o projeto pré-certificado. sinal em que se declare a sua invalidade ou não produção
3 — Os prazos de validade dos pré-certificados e cer- de efeitos;
tificados SCE são os seguintes: b) Esteja ultrapassado o respetivo prazo;
c) Tenha caducado a licença ou autorização de cons-
a) Os pré-certificados têm um prazo de validade de trução;
10 anos, salvo o disposto na alínea c) do n.º 8; d) ão conste do registo pesquisável na zona pública do
b) Os certificados SCE têm um prazo de validade de Portal SCE;
10 anos, sem prejuízo da possibilidade de, dentro desse e) Haja outro pré-certificado ou certificado registado,
prazo e sem que haja lugar ao respetivo alargamento, serem para o mesmo edifício, com data de emissão posterior, caso
objeto de atualização; em que vale o documento mais recente;
c) Os certificados SCE para os GES sujeitos a avaliação f) Contenha erros ou omissões detetados em procedi-
energética periódica, nos termos do artigo 47.º, têm um mentos de verificação de qualidade, nos casos constantes
prazo de validade de oito anos, sem prejuízo da possi- de regulamento da DGEG.
bilidade de, dentro desse prazo e sem que haja lugar ao
respetivo alargamento, serem objeto de atualização.
Artigo 16.º
4 — Ressalva-se do disposto no número anterior: Edifícios com necessidades quase nulas de energia

a) Nos edifícios em tosco ou em que a instalação dos sis- 1 — O parque edificado deve progressivamente ser
temas técnicos não puder ser concluída em toda a extensão, composto por edifícios com necessidades quase nulas de
mas cujo funcionamento parcial seja reconhecido pelo PQ energia.
1956 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

2 — São edifícios com necessidades quase nulas de 3 — Os valores das taxas de registo referidas nos nú-
energia os que tenham um muito elevado desempenho meros anteriores são aprovados por portaria do membro
energético, determinado nos termos do presente diploma, do Governo responsável pela área da energia.
em que as necessidades de energia quase nulas ou muito
reduzidas são em larga medida satisfeitas com recurso a
energia proveniente de fontes renováveis, designadamente SECÇÃO IV
a produzida no local ou nas proximidades.
Verificações
3 — Devem ter necessidades quase nulas de energia os
edifícios novos licenciados após 31 de dezembro de 2020,
ou após 31 de dezembro de 2018 no caso de edifícios novos Artigo 19.º
na propriedade de uma entidade pública e ocupados por
Garantia da qualidade do Sistema de Certificação
uma entidade pública. Energética dos Edifícios
4 — Os membros do Governo responsáveis pelas áreas
da energia, do ordenamento do território e das finanças 1 — A ADENE verifica a qualidade e identifica as si-
aprovam por portaria o plano nacional de reabilitação do tuações de desconformidade dos processos de certificação
parque de edifícios existentes para que atinjam os requisi- efetuados pelo PQ, com base em critérios estabelecidos
tos de edifícios com necessidades quase nulas de energia, em portaria do membro do Governo responsável pela área
estabelecendo objetivos finais e intermédios, diferenciados da energia.
consoante a categoria de edifícios em causa, e incentivos 2 — As atividades de verificação podem ser confia-
à reabilitação. das pela ADENE a quaisquer organismos, públicos ou
5 — Os edifícios com necessidades quase nulas de ener- privados.
gia são dotados de: 3 — As atividades de verificação não podem ser realiza-
das por quem seja titular do cargo de formador no âmbito
a) Componente eficiente compatível com o limite mais dos cursos dirigidos aos técnicos do SCE, nos termos da
exigente dos níveis de viabilidade económica que venham a legislação a que se refere o n.º 2 do artigo 13.º
ser obtidos com a aplicação da metodologia de custo ótimo,
4 — As metodologias dos processos de verificação de
diferenciada para edifícios novos e edifícios existentes e
qualidade são definidas em portaria do membro do Go-
para diferentes tipologias, definida na portaria a que se
verno responsável pela área da energia.
refere o número anterior; e de
5 — Os resultados das verificações devem constar de
b) Formas de captação local de energias renováveis que
relatório comunicado ao PQ e ser objeto de anotação no
cubram grande parte do remanescente das necessidades
energéticas previstas, de acordo com os modelos do REH e registo individual do PQ, que integra os elementos cons-
do RECS, de acordo com as seguintes formas de captação: tantes de portaria do membro do Governo responsável
pela área da energia.
i) Preferencialmente, no próprio edifício ou na parcela 6 — O disposto nos números anteriores é aplicável aos
de terreno onde está construído; TIM, com as necessárias adaptações.
ii) Em complemento, em infraestruturas de uso comum
tão próximas do local quanto possível, quando não seja pos-
sível suprir as necessidades de energia renovável com re- SECÇÃO V
curso à captação local prevista especificamente para o efeito.
Contraordenações
Artigo 17.º
Incentivos financeiros Artigo 20.º
1 — São definidas e concretizadas por meios legislati- Contraordenações
vos e administrativos as medidas e incentivos adequados a 1 — Constitui contraordenação punível com coima de
facultar o financiamento e outros instrumentos que poten- 250,00 EUR a 3 740,00 EUR no caso de pessoas singu-
ciem o desempenho energético dos edifícios e a transição lares, e de 2 500,00 EUR a 44 890,00 EUR, no caso de
para edifícios com necessidades quase nulas de energia. pessoas coletivas:
2 — As medidas e incentivos referidos no número an-
terior podem integrar os planos de ação em curso ou pre- a) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou
vistos, bem como integrar outros instrumentos de política sistema, do disposto nas alíneas a), b), c), e), f) e g) do
ou financeiros, já disponíveis ou a disponibilizar. n.º 1 do artigo 14.º;
b) O incumprimento do disposto no n.º 2 do mesmo
Artigo 18.º artigo;
c) A utilização de um pré-certificado ou certificado SCE
Taxas de registo
inválido, de acordo com o disposto nas alíneas a) a d) do
1 — O registo no SCE dos pré-certificados e dos certifi- n.º 8 do artigo 15.º;
cados SCE por parte dos PQ é feito mediante o pagamento d) O incumprimento, pelo proprietário de edifício ou
de uma taxa, cuja receita é repartida, até 10 %, por um sistema, do disposto no n.º 1 do artigo 48.º
fundo destinado a apoiar projetos de eficiência energética a
definir por despacho do membro do Governo responsável 2 — A negligência é punível, sendo os limites mínimos
pela área da energia e o restante pela ADENE. e máximos das coimas reduzidos para metade.
2 — A ADENE pode cobrar uma taxa pelo registo dos 3 — A tentativa é punível com coima aplicável à con-
técnicos do SCE. traordenação consumada, especialmente atenuada.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1957

Artigo 21.º c) Avaliação energética dos edifícios novos, sujeitos a


Entidades competentes
grande intervenção e existentes, no âmbito do SCE.
1 — Compete à DGEG a instauração e instrução dos 2 — Nos edifícios abrangidos pelo presente capítulo, a
processos de contraordenação previstos nas alíneas a),
aplicação do REH deve ser verificada:
b) e c) do n.º 1 do artigo anterior e na legislação a que se
refere o n.º 2 do artigo 13.º a) No caso de edifícios de habitação unifamiliares, para
2 — Compete ao Diretor-Geral de Energia e Geologia a a totalidade do edifício;
determinação e aplicação das coimas e das sanções aces- b) No caso de edifícios de habitação multifamiliares,
sórias, nos termos do presente diploma e da legislação a
para cada fração constituída ou, em edifícios em projeto ou
que se refere o n.º 2 do artigo 13.º
3 — Compete à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, em construção, para cada fração prevista constituir;
do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) c) No caso de edifícios mistos, para as frações destinadas
a instauração e instrução dos processos de contraordenação a habitação, independentemente da aplicação do RECS às
previstos na alínea d) do n.º 1 do artigo anterior. restantes frações.
4 — A aplicação das coimas correspondentes às contra-
ordenações previstas no número anterior é da competência 3 — Excluem-se do âmbito de aplicação do presente
do inspetor-geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e capítulo os seguintes edifícios e situações particulares:
do Ordenamento do Território. a) Edifícios não destinados a habitação;
5 — O produto das coimas a que se referem as alíneas a), b)
e c) do n.º 1 do artigo anterior é distribuído da seguinte forma: b) Monumentos e edifícios individualmente classifica-
dos ou em vias de classificação e edifícios integrados em
a) 60 % para os cofres do Estado; conjuntos ou sítios classificados ou em vias de classifi-
b) 40 % para o Fundo de Eficiência Energética. cação, nos termos do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de
outubro, alterado pelos Decretos-Leis [Link] 115/2011, de 5 de
6 — O produto das coimas a que se refere a alínea d) dezembro, e 265/2012, de 28 de dezembro, no que respeita
do n.º 1 do artigo anterior reverte em: à aplicação de requisitos mínimos de desempenho energé-
a) 60 % para os cofres do Estado; tico, na medida em que o cumprimento desses requisitos
b) 40 % para a IGAMAOT. altere de forma inaceitável o seu caráter ou aspeto, tal como
reconhecido por entidade competente para o licenciamento
da operação urbanística.
CAPÍTULO III
Regulamento de Desempenho Energético SECÇÃO II
dos Edifícios de Habitação
Princípios gerais
SECÇÃO I
Artigo 24.º
Objetivo e âmbito de aplicação
Comportamento térmico
Artigo 22.º
1 — Os edifícios abrangidos pelo presente capítulo de-
Objetivo vem ser avaliados e sujeitos a requisitos tendo em vista
1 — O REH estabelece os requisitos mínimos para os promover a melhoria do seu comportamento térmico, a
edifícios de habitação, novos ou sujeitos a intervenções, prevenção de patologias, o conforto ambiente e a redução
bem como os parâmetros e as metodologias de caracteriza- das necessidades energéticas, incidindo, para esse efeito,
ção do desempenho energético, em condições nominais, de nas características da envolvente opaca e envidraçada, na
todos os edifícios de habitação e dos seus sistemas técnicos, ventilação e nas necessidades nominais anuais de energia
no sentido de promover a melhoria do respetivo compor- para aquecimento e arrefecimento.
tamento térmico, a eficiência dos seus sistemas técnicos 2 — Tendo em vista o cumprimento dos objetivos indi-
e a minimização do risco de ocorrência de condensações cados no número anterior, o presente capítulo estabelece,
superficiais nos elementos da envolvente. entre outros aspetos:
2 — Os requisitos mínimos referidos no número anterior
são estabelecidos de forma a alcançar níveis ótimos de ren- a) Requisitos de qualidade térmica e energéticos a que
tabilidade e revistos periodicamente em função dos resul- está sujeita a envolvente nos novos edifícios e nas inter-
tados da análise de custo ótimo realizada para os edifícios venções em edifícios existentes, expressos em termos de
de habitação, com intervalos não superiores a cinco anos. coeficiente de transmissão térmica da envolvente opaca e
de fator solar dos vãos envidraçados;
Artigo 23.º b) Requisitos de ventilação dos espaços, impondo um
Âmbito de aplicação valor mínimo de cálculo para a taxa de renovação do ar
em edifícios novos e respetiva adaptação no caso de in-
1 — O presente capítulo aplica-se aos edifícios desti- tervenções em edifícios existentes;
nados a habitação, nas seguintes situações: c) Valores de necessidades nominais de energia útil para
a) Projeto e construção de edifícios novos; aquecimento e arrefecimento do edifício e limites a obser-
b) Intervenção na envolvente ou qualquer intervenção var no caso de edifícios novos e de grandes intervenções
nos sistemas técnicos de edifícios existentes; em edifícios existentes.
1958 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

Artigo 25.º 5 — O recurso a sistemas passivos que melhorem o


Eficiência dos sistemas técnicos
desempenho energético do edifício deve ser promovido,
e o respetivo contributo considerado no cálculo das ne-
1 — Os edifícios e respetivos sistemas técnicos abran- cessidades de energia do edifício, com base em normas
gidos pelo presente capítulo devem ser avaliados e sujeitos europeias ou regras definidas pela DGEG.
a requisitos, tendo em vista promover a eficiência dos 6 — As novas moradias unifamiliares com uma área
sistemas, incidindo, para esse efeito, na qualidade dos seus útil inferior a 50 m2 estão dispensadas da verificação dos
sistemas técnicos, bem como nas necessidades nominais requisitos de comportamento térmico.
anuais de energia para preparação de água quente sanitária
e de energia primária.
2 — Tendo em vista o cumprimento dos objetivos refe- Artigo 27.º
ridos no número anterior, o presente capítulo estabelece, Eficiência dos sistemas técnicos
nomeadamente:
1 — Os sistemas técnicos a instalar nos edifícios de
a) Requisitos ao nível da qualidade, da eficiência e
habitação novos para aquecimento ambiente, para arre-
do funcionamento dos sistemas técnicos a instalar nos
edifícios; fecimento ambiente e para preparação de água quente
b) Regras para cálculo do contributo das energias re- sanitária, devem cumprir os requisitos de eficiência ou
nováveis na satisfação das necessidades energéticas do outros estabelecidos em portaria do membro do Governo
edifício; responsável pela área da energia.
c) Valores de necessidades nominais de energia primá- 2 — A instalação de sistemas solares térmicos para
ria do edifício e o respetivo limite a observar no caso de aquecimento de água sanitária nos edifícios novos é obri-
edifícios novos e de grandes intervenções em edifícios gatória sempre que haja exposição solar adequada, de
existentes. acordo com as seguintes regras:
a) A energia fornecida pelo sistema solar térmico a
SECÇÃO III instalar tem de ser igual ou superior à obtida com um
sistema solar constituído por coletores padrão, com as
Requisitos específicos
características que constam em portaria do membro do
Governo responsável pela área da energia e calculado
SUBSECÇÃO I
para o número de ocupantes convencional definido pela
Edifícios novos entidade fiscalizadora responsável do SCE, na razão de
um coletor padrão por habitante convencional;
Artigo 26.º b) O valor da área total de coletores pode, mediante
Comportamento térmico justificação fundamentada, ser reduzido de forma a não
ultrapassar 50 % da área de cobertura com exposição solar
1 — O valor das necessidades nominais anuais de ener- adequada;
gia útil para aquecimento (Nic) de um edifício de habitação c) No caso de o sistema solar térmico se destinar adi-
novo, calculado de acordo com o estabelecido pela DGEG, cionalmente à climatização do ambiente interior, deve
não pode exceder o valor máximo de energia útil para
salvaguardar-se que a contribuição deste sistema seja prio-
aquecimento (Ni) determinado em portaria do membro do
Governo responsável pela área da energia. ritariamente na preparação de água quente sanitária.
2 — O valor das necessidades nominais anuais de ener-
gia útil para arrefecimento (Nvc) de um edifício de habi- 3 — Em alternativa à utilização de sistemas solares tér-
tação novo, calculado de acordo com o estabelecido pela micos prevista no número anterior, podem ser considerados
DGEG, não pode exceder o valor máximo de energia útil outros sistemas de aproveitamento de energias renováveis
para arrefecimento (Nv) definido em portaria do membro que visem assegurar, numa base anual, a obtenção de ener-
do Governo responsável pela área da energia. gia equivalente ao sistema solar térmico.
3 — Os requisitos descritos nos números anteriores 4 — A contribuição de sistemas de aproveitamento
devem ser satisfeitos sem serem ultrapassados os valores- de energia renovável para o desempenho energético dos
-limite de qualidade térmica e energéticos da envolvente, edifícios de habitação novos só pode ser contabilizada,
estabelecidos em portaria do membro do Governo res- para efeitos do presente regulamento, mediante cum-
ponsável pela área da energia, e relativos aos seguintes primento do disposto portaria do membro do Governo
parâmetros: responsável pela área da energia em termos de requisi-
a) Valor máximo do coeficiente de transmissão tér- tos de qualidade dos sistemas, e calculada a respetiva
mica superficial dos elementos na envolvente opaca e contribuição de acordo com as regras estabelecida para
envidraçada; o efeito pela DGEG.
b) Valor máximo do fator solar dos vãos envidraçados 5 — O valor das necessidades nominais anuais de ener-
horizontais e verticais. gia primária (Ntc) de um edifício de habitação novo, cal-
culado de acordo com o definido pela DGEG, não pode
4 — O valor da taxa de renovação horária nominal de exceder o valor máximo das necessidades nominais anuais
ar para as estações de aquecimento e de arrefecimento de de energia primária (Nt) definido em portaria do membro
um edifício de habitação novo, calculada de acordo com do Governo responsável pela área da energia.
o estabelecido pela DGEG, deve ser igual ou superior ao 6 — As moradias unifamiliares novas com uma área útil
valor mínimo de renovações horárias a definir em portaria inferior a 50 m2 estão dispensadas da do cumprimento do
do membro do Governo responsável pela área da energia. disposto no número anterior.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1959

SUBSECÇÃO II Artigo 29.º


Edifícios sujeitos a intervenção Eficiência dos sistemas técnicos de edifícios sujeitos a intervenção
1 — Os componentes instalados, intervencionados
Artigo 28.º ou substituídos em sistemas técnicos devem cumprir os
Comportamento térmico de edifícios sujeitos a intervenção
requisitos mínimos de eficiência e outros definidos em
portaria do membro do Governo responsável pela área da
1 — A razão entre o valor de Nic de um edifício sujeito energia, sem prejuízo da obrigação geral de melhoria do
a grande intervenção, calculado de acordo com o definido desempenho energético de edifício ou de parte de edifício
pela DGEG, e o valor de Ni não pode exceder o determi- que seja sujeito a intervenção, na medida em que tal seja
nado em portaria do membro do Governo responsável pela possível do ponto de vista técnico e funcional.
área da energia. 2 — A instalação de sistemas solares térmicos para
2 — A razão entre o valor de Nvc de um edifício sujeito aquecimento de água sanitária num edifício sujeito a grande
a grande intervenção, calculado de acordo com o definido intervenção é obrigatória sempre que haja exposição so-
pela DGEG e o valor de Nv, não pode exceder o deter- lar adequada e desde que os sistemas de produção e de
minado em portaria do membro do Governo responsável distribuição de água quente sanitária sejam parte dessa
pela área da energia. intervenção, de acordo com as seguintes regras:
3 — Toda a intervenção, independentemente da sua a) A energia fornecida pelo sistema solar térmico a ins-
dimensão, na envolvente de um edifício, substituição ou talar tem de ser igual ou superior à obtida com um sistema
reabilitação de elementos construtivos que façam parte da solar de coletores padrão com as características que cons-
mesma obedecem aos requisitos estabelecidos em portaria tam de portaria referida no número anterior calculada para
do membro do Governo responsável pela área da energia, o número de ocupantes convencional definido pela DGEG,
relativos aos valores máximos: na razão de um coletor padrão por habitante convencional;
b) O valor da área total de coletores pode, mediante justifi-
a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial cação fundamentada, ser reduzido de forma a não ultrapassar
dos elementos a intervencionar na envolvente opaca e 50 % da área de cobertura com exposição solar adequada;
envidraçada; c) No caso do sistema solar térmico se destinar adicio-
b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e nalmente à climatização do ambiente interior da habitação,
verticais a intervencionar. deve ser salvaguardado que a contribuição deste sistema
seja prioritariamente para a preparação de água quente
4 — O valor da taxa de renovação horária nominal de sanitária e que a mesma seja considerada para efeitos do
ar para a estação de aquecimento e de arrefecimento de disposto nas alíneas anteriores.
um edifício de habitação sujeito a grande intervenção,
calculada de acordo com o definido pela DGEG, deve ser 3 — Em alternativa à utilização de sistemas solares tér-
igual ou superior ao valor mínimo de renovações horárias micos prevista no número anterior, podem ser considerados
determinado em portaria do membro do Governo respon- outros sistemas de aproveitamento de energias renováveis
sável pela área da energia. que garantam, numa base anual, energia equivalente ao
5 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- sistema solar térmico.
tico previstos nos números anteriores, para os edifícios 4 — A contribuição de sistemas de aproveitamento de
sujeitos a intervenção ou para os elementos renovados energia renovável para a avaliação energética de um edi-
ou substituídos da envolvente do edifício que tenham fício sujeito a intervenção, e independentemente da di-
impacto significativo no seu desempenho energético, são mensão dessa intervenção, só pode ser contabilizada, para
sempre aplicados desde que tal seja possível do ponto de efeitos do presente capítulo, mediante o cumprimento do
vista técnico e funcional, sendo as situações de exceção, disposto em portaria do membro do Governo responsável
reconhecidas pela entidade competente para o licencia- pela área da energia, em termos de requisitos de qualidade,
mento da operação urbanística, identificadas e justifi- e calculando a respetiva contribuição de acordo com as
cadas pelo técnico autor do projeto, nomeadamente, regras definidas para o efeito pela DGEG.
no pré-certificado e certificado, podendo ser adotadas 5 — Os requisitos mínimos de desempenho energético
soluções alternativas para os elementos a intervencio- previstos nos números anteriores, para os componentes ins-
talados, intervencionados ou substituídos em sistemas téc-
nar, desde que seja demonstrado que o desempenho do
nicos que tenham impacto significativo no seu desempenho
edifício não diminui em relação à situação existente
energético, são sempre aplicados desde que tal seja possível
antes da intervenção. do ponto de vista técnico e funcional, sendo as situações
6 — O recurso a sistemas passivos que melhorem o de exceção, reconhecidas pela entidade competente para
desempenho energético do edifício deve ser promovido o licenciamento de operações urbanísticas, identificadas e
nas grandes intervenções a realizar, e o respetivo contri- justificadas pelo técnico autor do projeto, nomeadamente,
buto deve ser considerado no cálculo das necessidades no pré-certificado e certificado, podendo ser adotadas
de energia do edifício, com base em normas europeias ou soluções alternativas para os componentes dos sistemas
regras definidas para o efeito pela DGEG. técnicos a instalar, intervencionar ou substituir, desde que
7 — As moradias unifamiliares na medida em que cons- seja demonstrado que o desempenho do edifício não dimi-
tituam edifícios autónomos com uma área útil inferior a nui em relação à situação existente antes da intervenção.
50 m2, sujeitas a grande intervenção, estão dispensadas 6 — A razão entre o valor de Ntc de um edifício de ha-
da verificação dos requisitos de comportamento térmico bitação sujeito a grande intervenção, calculado de acordo
estabelecidos no presente artigo. com o previsto pela DGEG e o valor de Nt não pode ex-
8 — [Revogado]. ceder o estabelecido em portaria do membro do Governo
1960 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

responsável pela área da energia, exceto nas situações de edifícios de comércio e serviços e seus sistemas técni-
previstas no número anterior. cos, bem como os requisitos mínimos para a caracterização
7 — Os sistemas técnicos a instalar em edifícios sujeitos do seu desempenho, no sentido de promover a eficiência
a ampliação devem cumprir com o disposto no n.º 1. energética e a qualidade do ar interior.
2 — Os requisitos mínimos referidos no número ante-
SUBSECÇÃO III rior são estabelecidos de forma a alcançar níveis ótimos
Edifícios existentes de rentabilidade e revistos periodicamente em função dos
resultados da análise de custo ótimo realizada para os
Artigo 30.º edifícios de comércio e serviços, com intervalos não su-
periores a cinco anos.
Comportamento térmico e eficiência dos sistemas técnicos
1 — Os edifícios de habitação existentes estão sujeitos Artigo 33.º
a requisitos de comportamento térmico no caso das inter- Âmbito de aplicação
venções e a requisitos de eficiência dos sistemas, sempre
que se verifique a instalação de novos sistemas técnicos 1 — O presente capítulo aplica-se a edifícios de comér-
nos edifícios ou a substituição ou melhoria dos sistemas cio e serviços, nas seguintes situações:
existentes, na medida em que tal seja possível do ponto a) Projeto e construção de edifícios novos;
de vista técnico, funcional e ou económico. b) Intervenção na envolvente ou qualquer intervenção
2 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a nos sistemas técnicos de edifícios existentes;
avaliação energética de um edifício de habitação existente,
c) Avaliação energética e da manutenção dos edifícios
realizada para efeitos de cumprimento do SCE ou do pre-
sente capítulo, deve seguir as metodologias de cálculo novos, sujeitos a grande intervenção e existentes no âmbito
previstas para edifícios novos nos artigos 26.º e 27.º do SCE.
3 — Nos casos em que não exista informação disponível
que permita a aplicação integral do previsto no número 2 — A verificação do RECS deve ser realizada para o
anterior, podem ser consideradas, para os elementos do edifício ou para as suas frações, de acordo com o disposto
cálculo onde exista tal constrangimento, as simplificações no artigo 6.º
descritas em despacho a emitir pela DGEG e aplicadas as 3 — Excluem-se do âmbito de aplicação do presente
regras aí definidas para esse efeito. capítulo os seguintes edifícios e situações particulares:
a) Os edifícios destinados a habitação;
SECÇÃO IV b) Os casos previstos nas alíneas a) a d) do artigo 4.º;
c) Os monumentos e edifícios individualmente clas-
Controlo prévio sificados ou em vias de classificação e os edifícios
Artigo 31.º integrados em conjuntos ou sítios classificados ou
em vias de classificação, nos termos do Decreto-Lei
Edificação e utilização n.º 309/2009, de 23 de outubro, alterado pelos Decretos-
1 — Os procedimentos de controlo prévio de operações -Leis [Link] 115/2011, de 5 de dezembro, e 265/2012, de 28
urbanísticas de edificação devem incluir a demonstração de dezembro, no que respeita à aplicação de requisitos
da verificação do cumprimento do presente capítulo e mínimos de desempenho energético, na medida em
dispor dos elementos definidos em portaria dos membros que o cumprimento desses requisitos altere de forma
do Governo responsáveis pelas áreas da energia e do or- inaceitável o seu caráter ou aspeto, tal como reconhe-
denamento do território. cido por entidade competente para o licenciamento da
2 — Os requerimentos para emissão de licença de utili- operação urbanística.
zação devem incluir os elementos definidos no artigo 9.º do
RJUE e em portaria dos membros do Governo responsáveis
SECÇÃO II
pelas áreas da energia e do ordenamento do território.
3 — O disposto nos números anteriores é aplicável, Princípios gerais
com as devidas adaptações, às operações urbanísticas de
edificação promovidas pela Administração Pública ou por Artigo 34.º
concessionárias de obras ou serviços públicos, isentas de
controlo prévio. Comportamento térmico
1 — Os edifícios abrangidos pelo presente capítulo de-
CAPÍTULO IV vem ser avaliados e sujeitos a requisitos tendo em vista
Regulamento de Desempenho Energético promover a melhoria do seu comportamento térmico, a
dos Edifícios de Comércio e Serviços prevenção de patologias e o conforto ambiente, incidindo
para esse efeito nas características da envolvente opaca e
SECÇÃO I envidraçada.
2 — Para os efeitos do disposto no número anterior,
Objetivo e âmbito de aplicação o presente capítulo estabelece, entre outros aspetos, os
Artigo 32.º requisitos de qualidade térmica e energéticos da envol-
vente nos edifícios novos e nas intervenções em edifí-
Objetivo cios existentes, expressa em termos de coeficiente de
1 — O RECS estabelece as regras a observar no projeto, transmissão térmica da envolvente e de fator solar dos
na construção, na alteração, na operação e na manutenção vãos envidraçados.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1961

Artigo 35.º SECÇÃO III


Eficiência dos sistemas técnicos Requisitos específicos
1 — Os sistemas técnicos dos edifícios abrangidos
SUBSECÇÃO I
pelo presente capítulo devem ser avaliados e sujeitos a
requisitos, tendo em vista promover a eficiência e a uti- Edifícios novos
lização racional de energia, incidindo, para esse efeito,
nas componentes de climatização, de preparação de água Artigo 38.º
quente sanitária, de iluminação, de sistemas de gestão Comportamento térmico
de energia, de energias renováveis, de elevadores e de
escadas rolantes. 1 — Os edifícios novos de comércio e serviços ficam
2 — Para os efeitos do disposto no número anterior, o sujeitos ao cumprimento dos requisitos de conceção defi-
presente capítulo estabelece, entre outros aspetos: nidos em portaria dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas da energia e da segurança social relativos à
a) Requisitos de conceção e de instalação dos sistemas qualidade térmica da sua envolvente, nomeadamente no
técnicos nos edifícios novos e de sistemas novos nos edi- que respeita aos valores máximos:
fícios existentes sujeitos a intervenção; a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial da
b) Um IEE para caracterização do desempenho ener- envolvente opaca e envidraçada;
gético dos edifícios e dos respetivos limites máximos no b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e
caso de edifícios novos, de edifícios existentes e de grandes verticais.
intervenções em edifícios existentes;
c) A obrigatoriedade de fazer uma avaliação energética 2 — O recurso a sistemas passivos que melhorem o
periódica dos consumos energéticos dos edifícios exis- desempenho energético dos edifícios novos de comércio
tentes, verificando a necessidade de elaborar um plano de e serviços deve ser promovido, e o respetivo contributo
racionalização energética com identificação e implemen- considerado no cálculo do desempenho energético dos
tação de medidas de eficiência energética com viabilidade edifícios, com base em normas europeias ou regras defi-
económica. nidas para o efeito pela DGEG, sendo o recurso a sistemas
mecânicos complementar, para as situações em que não
seja possível assegurar por meios passivos o cumprimento
Artigo 36.º
das normas aplicáveis.
Ventilação e qualidade do ar interior
Artigo 39.º
Com vista a assegurar as condições de bem-estar e saúde
dos ocupantes, os membros do Governo responsáveis pelas Eficiência dos sistemas técnicos
áreas da energia, do ambiente, da saúde e da segurança 1 — Os sistemas técnicos de edifícios novos de co-
social estabelecem por portaria: mércio e serviços ficam obrigados ao cumprimento dos
a) Os valores mínimos de caudal de ar novo por espaço, requisitos de conceção definidos em portaria dos mem-
em função da ocupação, das características do próprio bros do Governo responsáveis pelas áreas da energia e da
edifício e dos seus sistemas de climatização; segurança social.
b) Os limiares de proteção para as concentrações de 2 — O valor do indicador de eficiência energética pre-
visto (IEEpr) de um edifício de comércio e serviços novo,
poluentes do ar interior.
calculado de acordo com o definido pela DGEG, não pode
exceder o valor do indicador de eficiência energética de
Artigo 37.º referência (IEEref), definido em portaria dos membros do
Governo responsáveis pelas áreas da energia e da segu-
Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos
rança social.
1 — Os sistemas técnicos dos edifícios abrangidos pelo 3 — O cumprimento dos requisitos previstos nos nú-
presente capítulo devem ser instalados, conduzidos e man- meros anteriores deve ser demonstrado explicitamente nas
tidos de modo a garantir o seu funcionamento em condi- peças escritas e desenhadas do projeto do edifício, bem
ções otimizadas de eficiência energética e de promoção como, no final da obra, em projeto atualizado e restantes
da qualidade do ar interior. comprovativos da boa e correta execução.
2 — Na instalação, condução e manutenção dos equi- 4 — Para os edifícios novos, a primeira avaliação ener-
pamentos e sistemas técnicos referidos no número an- gética posterior à emissão do primeiro certificado SCE
terior devem ser tidos em particular atenção por parte deve ocorrer até ao final do terceiro ano de funcionamento
do TIM: do edifício.
5 — O desempenho energético dos edifícios de comér-
a) Os requisitos de instalação; cio e serviços novos que se encontrem em funcionamento
b) A qualidade, organização e gestão da manutenção, deve ser avaliado periodicamente com vista à identificação
incluindo o respetivo planeamento, os registos de ocorrên- da necessidade e das oportunidades de redução dos con-
cias, os detalhes das tarefas e das operações e outras ações sumos específicos de energia.
e documentação necessárias para esse efeito; 6 — A obrigação de avaliação periódica prevista no
c) A operacionalidade das instalações através de uma número anterior não é aplicável às seguintes situações:
condução otimizada que garanta o seu funcionamento em a) Aos PES, independentemente de serem ou não do-
regimes de elevada eficiência energética. tados de sistemas de climatização, desde que não se en-
1962 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

contrem incluídos nas situações descritas na alínea b) do 7 — Os edifícios de comércio e serviços novos, após
n.º 3 do artigo 3.º; a obtenção da licença de utilização, ficam sujeitos ao
b) Aos edifícios que não se encontrem em funciona- cumprimento dos limiares de proteção e condições de
mento e cujos sistemas técnicos estejam desativados à data referência dos poluentes constantes da portaria a que se
da avaliação para efeitos de emissão do certificado SCE. refere o artigo 36.º
8 — A fiscalização pelo IGAMAOT dos limiares de pro-
7 — A avaliação energética periódica aos GES após a teção é feita de acordo com a metodologia e condições de
primeira avaliação referida no n.º 4, deve ser realizada de referência previstas na portaria a que se refere o artigo 36.º
oito em oito anos, sendo a correção e tempestividade da
avaliação comprovada pela: Artigo 41.º
a) Emissão do respetivo certificado no âmbito do SCE; Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos
b) Elaboração de um relatório de avaliação energética, 1 — Os sistemas técnicos dos edifícios devem ser pro-
acompanhado dos elementos comprovativos que suportem jetados, instalados e mantidos de forma a serem facilmente
a análise, bem como de toda a informação que justifique acessíveis para manutenção.
as opções tomadas, devendo essa informação permanecer 2 — Os fabricantes ou instaladores dos sistemas técni-
disponível, preferencialmente em formato eletrónico, por cos para edifícios novos de comércio e serviços devem:
um período mínimo de oito anos.
a) Fornecer ao proprietário toda a documentação téc-
8 — Na situação descrita na alínea b) do n.º 3 do ar- nica, em língua portuguesa, incluindo a marca, o modelo
tigo 3.º em que o edifício não seja qualificado como GES, e as características de todos os principais constituintes dos
após emissão de certificado SCE nos termos dos [Link] 1 ou 4 sistemas técnicos instalados no edifício;
do mesmo artigo, a avaliação energética referida no n.º 5 b) Assegurar, quando for o caso, que os equipamentos
deve ser realizada de 10 em 10 anos. instalados ostentem, em local bem visível, após instala-
9 — Os requisitos associados à avaliação energética ção, a respetiva chapa de identificação e de características
são estabelecidos em portaria dos membros do Governo técnicas.
responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social.
10 — A avaliação referida nos [Link] 4 e 5 obedece às 3 — A instalação de sistemas de climatização em edi-
metodologias estabelecidas por despacho do Diretor-Geral fícios novos de comércio e serviços deve ser feita por
de Energia e Geologia. equipa que integre um TIM com contrato de trabalho ou
de prestação de serviços com empresa habilitada para o
Artigo 40.º efeito pelo Instituto da Construção e do Imobiliário, I. P.,
sendo essa intervenção objeto de registo.
Ventilação e qualidade do ar interior
4 — No caso de edifícios novos com potência térmica
1 — Nos edifícios novos de comércio e serviços deve nominal de climatização instalada ou prevista superior a
ser garantido o cumprimento dos valores mínimos de cau- 25 kW, os respetivos sistemas técnicos devem ser objeto
dal de ar novo determinados, para cada espaço do edifício, de receção das instalações, nos termos do procedimento a
com base no método prescritivo ou no método analítico, aprovar pela DGEG.
conforme definidos na portaria a que se refere o artigo 36.º 5 — Os sistemas técnicos dos edifícios novos de co-
2 — Para assegurar o cumprimento dos valores mínimos mércio e serviços são objeto de um plano de manutenção
de caudal de ar novo referidos nos números anteriores, os elaborado tendo em conta o seguinte faseamento:
edifícios devem ser dotados de sistemas e estratégias que a) Na fase de projeto dos sistemas técnicos, devem ser
promovam a ventilação dos espaços com recurso a meios estabelecidas as premissas a que o plano deve obedecer em
naturais, a meios mecânicos ou a uma combinação dos função das características dos equipamentos e dos sistemas
dois, tendo em conta as disposições constantes da portaria técnicos preconizados em projeto, as boas práticas do setor
a que se refere o número anterior. e o definido pela DGEG;
3 — Para o cumprimento do número anterior, os edifí- b) Após a conclusão da instalação dos sistemas técnicos
cios devem ser projetados de forma a privilegiar o recurso do edifício e antes da sua entrada em funcionamento, deve
à ventilação natural, sendo a ventilação mecânica com- ser elaborado por TIM o plano de manutenção, devida-
plementar para os casos em que a ventilação natural seja mente adaptado às características dos sistemas técnicos
insuficiente para cumprimento das normas aplicáveis. efetivamente instalados e respeitando as boas práticas na
4 — Caso sejam utilizados meios mecânicos de venti- manutenção, as instruções dos fabricantes e a regulamen-
lação, o valor de caudal de ar novo introduzido em cada tação em vigor para cada tipo de equipamento.
espaço deve ter em conta a eficácia de redução da con-
centração de poluentes, devendo, para esse efeito, ser con-
6 — Após a instalação dos sistemas técnicos, os edifí-
siderados os pressupostos definidos na portaria a que se
cios novos devem ser acompanhados, durante o seu fun-
refere o n.º 1.
cionamento, por:
5 — Nos edifícios novos de comércio e serviços dotados
de sistemas de climatização ou apenas de ventilação, deve a) Um TIM que garanta a correta manutenção do edifício
ser garantido o cumprimento dos requisitos previstos na e dos seus sistemas técnicos, supervisione as atividades
portaria a que se refere o n.º 1. realizadas nesse âmbito e assegure a gestão e atualização
6 — O cumprimento dos requisitos previstos nos nú- de toda a informação técnica relevante;
meros anteriores deve ser demonstrado explicitamente nas b) Outros técnicos habilitados, desde que a sua partici-
peças escritas e desenhadas do projeto do edifício, bem pação seja exigida pela legislação em vigor, caso em que
como no final da obra, em projeto atualizado e demais a sua atuação e responsabilidade prevalecem em relação
comprovativos da boa e correta execução. ao previsto na alínea anterior.
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1963

7 — O acompanhamento do TIM previsto na alínea a) e certificado, podendo ser adotadas soluções alternativas
do número anterior deve constar de documento escrito que para os elementos a intervencionar, desde que seja de-
comprove a existência do vínculo. monstrado que o desempenho do edifício não diminui em
8 — As alterações introduzidas nos sistemas técnicos relação à situação existente antes da intervenção.
dos edifícios de comércio e serviços devem: 4 — O recurso a sistemas passivos que melhorem o
a) Cumprir os requisitos definidos no n.º 1 do artigo 37.º; desempenho energético dos edifícios novos de comércio
b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou e serviços deve ser promovido aquando da intervenção e o
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua- respetivo contributo considerado no cálculo do desempe-
lização desta; nho energético dos edifícios, sendo os sistemas mecânicos
c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do complementares, para os casos em que não seja possível as-
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no segurar por meios passivos o cumprimento das normas eu-
plano de manutenção. ropeias ou das regras a aprovar, para o efeito, pela DGEG.
5 — No caso de GES sujeitos a intervenção, todas as
9 — Estão dispensados da verificação dos requisitos alterações realizadas no âmbito do disposto nos números
previstos nos [Link] 5 a 8 os edifícios novos que: anteriores devem:
a) À data da emissão da respetiva licença de utilização, a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou
tenham uma potência térmica nominal para climatização na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
inferior a 250 kW, com exceção do disposto na alínea a) do lização desta;
n.º 6, no caso de instalações com mais de 25 kW de potên- b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do
cia nominal de climatização instalada ou prevista instalar; edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no
b) À data da avaliação a realizar para efeitos de emissão plano de manutenção.
do respetivo certificado SCE, não se encontrem em funcio-
namento e os seus sistemas técnicos estejam desativados. 6 — [Revogado].

10 — Os valores de potência nominal de climatização Artigo 43.º


instalada ou prevista instalar referidos nos [Link] 4 e 9, po- Eficiência dos sistemas técnicos
dem ser atualizados por portaria a aprovar por membro do
Governo responsável pela área da energia. 1 — Os edifícios de comércio e serviços sujeitos a in-
tervenção ficam obrigados ao cumprimento, nos sistemas
SUBSECÇÃO II técnicos a instalar, dos requisitos de conceção definidos
em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas
Edifícios sujeitos a intervenção
áreas da energia e da segurança social.
2 — Além disso, os edifícios de comércio e serviços
Artigo 42.º sujeitos a uma grande intervenção devem, de seguida, ter
Comportamento térmico um IEEpr inferior ao IEEref, afetado de um coeficiente de
1 — Os edifícios de comércio e serviços sujeitos a in- majoração definido em portaria dos membros do Governo
tervenção ficam vinculados, nas partes e componentes a responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social.
intervencionar, pelos requisitos de conceção definidos 3 — Nas intervenções em edifícios de comércio e servi-
em portaria dos membros do Governo responsáveis pelas ços deve ser salvaguardada a integração harmoniosa entre
áreas da energia e da segurança social relativos à qualidade os sistemas técnicos existentes e os novos sistemas técni-
térmica e energética da envolvente, nomeadamente no que cos a instalar no edifício, em condições que promovam,
respeita aos valores máximos: na maior extensão possível, a eficiência e o desempenho
energético do edifício.
a) Do coeficiente de transmissão térmica superficial da 4 — Os requisitos mínimos de desempenho energético
envolvente opaca e envidraçada; previstos nos números anteriores, para os componentes ins-
b) Do fator solar dos vãos envidraçados horizontais e talados, intervencionados ou substituídos em sistemas téc-
verticais. nicos que tenham impacto significativo no seu desempenho
energético, são sempre aplicados desde que tal seja possível
2 — Nas intervenções em edifícios de comércio e ser- do ponto de vista técnico e funcional, sendo as situações
viços deve ser salvaguardada a integração harmoniosa de exceção, reconhecidas pela entidade competente para
entre as partes existentes e as partes intervencionadas na o licenciamento de operações urbanísticas, identificadas e
envolvente, em condições que promovam, na maior ex- justificadas pelo técnico autor do projeto, nomeadamente,
tensão possível, a melhoria do comportamento térmico e no pré-certificado e certificado, podendo ser adotadas
a redução das necessidades energéticas do edifício. soluções alternativas para os componentes dos sistemas
3 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- técnicos a instalar, intervencionar ou substituir, desde que
tico previstos nos números anteriores, para os edifícios seja demonstrado que o desempenho do edifício não dimi-
sujeitos a intervenção ou para os elementos renovados ou nui em relação à situação existente antes da intervenção.
substituídos da envolvente do edifício que tenham impacto 5 — No caso de GES sujeitos a intervenção, todas as
significativo no seu desempenho energético, são sempre alterações realizadas no âmbito do disposto nos números
aplicados desde que tal seja possível do ponto de vista anteriores, quando for o caso, devem:
técnico e funcional, sendo as situações de exceção, reco-
nhecidas pela entidade competente para o licenciamento a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou
da operação urbanística, identificadas e justificadas pelo na documentação técnica do edifício, garantindo a atua-
técnico autor do projeto, nomeadamente, no pré-certificado lização desta;
1964 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do SUBSECÇÃO III


edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no Edifícios existentes
plano de manutenção.
Artigo 46.º
6 — [Revogado].
Comportamento térmico
Artigo 44.º Os edifícios de comércio e serviços existentes não estão
Ventilação sujeitos a requisitos de comportamento térmico, exceto
em caso de intervenção, caso em que se aplica o disposto
1 — No caso de edifícios de comércio e serviços sujei- no artigo 42.º
tos a intervenção que incida sobre o sistema de ventila-
ção, deve ser assegurado, nos espaços a intervencionar, o
Artigo 47.º
cumprimento dos requisitos previstos no artigo 40.º para
edifícios novos. Eficiência dos sistemas técnicos
2 — Nas intervenções, deve ser salvaguardada a inte-
1 — Os edifícios de comércio e serviços existentes não
gração harmoniosa entre as partes existentes e as partes
estão sujeitos a requisitos de eficiência dos seus sistemas
intervencionadas no edifício e nos seus sistemas técnicos,
em condições que assegurem uma boa qualidade do ar técnicos, exceto nas situações em que são sujeitos a inter-
interior, preferencialmente por ventilação natural. venção nos termos do disposto no artigo 43.º
3 — Os requisitos mínimos de desempenho energé- 2 — O desempenho energético dos edifícios de comér-
tico previstos nos números anteriores, para os edifícios cio e serviços existentes deve ser avaliado periodicamente
sujeitos a intervenção ou para os elementos renovados ou com vista à identificação da necessidade e das oportuni-
substituídos da envolvente do edifício que tenham impacto dades de redução dos respetivos consumos específicos
significativo no seu desempenho energético, são sempre de energia.
aplicados desde que tal seja possível do ponto de vista 3 — A obrigação de avaliação periódica prevista
técnico e funcional, sendo as situações de exceção, reco- no número anterior não é aplicável às seguintes situa-
nhecidas pela entidade competente para o licenciamento ções:
de operações urbanísticas, identificadas e justificadas pelo a) Aos PES, independentemente de serem ou não do-
técnico autor do projeto, nomeadamente, no pré-certificado tados de sistemas de climatização, desde que não se en-
e certificado, podendo ser adotadas soluções alternativas contrem incluídos nas situações descritas na alínea b) do
para os elementos a intervencionar, desde que seja de- n.º 3 do artigo 3.º;
monstrado que o desempenho do edifício não diminui em b) Aos edifícios que não se encontrem em funciona-
relação à situação existente antes da intervenção. mento e cujos sistemas técnicos estejam desativados à
4 — No caso de GES sujeitos a intervenção, todas as data da avaliação para efeitos de emissão do respetivo
alterações realizadas no âmbito do disposto nos números certificado SCE.
anteriores, quando aplicável, devem:
a) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou 4 — A avaliação energética periódica aos GES deve
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua- ser realizada de oito em oito anos, sendo a correção e
lização desta; tempestividade da avaliação comprovada pela:
b) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do
edifício, que deve fazer as devidas atualizações no plano a) Emissão do respetivo certificado no âmbito do SCE;
de manutenção. b) Elaboração de um relatório de avaliação energética,
acompanhado dos elementos comprovativos que suportem
5 — [Revogado]. a análise, bem como de toda a informação que justifique
as opções tomadas, devendo essa informação permanecer
Artigo 45.º disponível, preferencialmente em formato eletrónico, por
um período mínimo de oito anos.
Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos
1 — Os sistemas técnicos em edifícios de comércio e 5 — Na situação descrita na alínea b) do n.º 3 do ar-
serviços sujeitos a intervenção devem ser instalados, con- tigo 3.º em que o edifício não seja qualificado como GES,
duzidos e mantidos de acordo com o previsto no artigo 41.º após emissão de certificado SCE nos termos dos [Link] 1 e
para edifícios novos. 4 do mesmo número, a avaliação energética referida no
2 — O TIM do edifício, quando for o caso, deve acom- n.º 2 deve ser realizada de 10 em 10 anos.
panhar e supervisionar os trabalhos e assegurar que o plano 6 — Os requisitos associados à avaliação energética
de manutenção do edifício é atualizado com toda a infor- são estabelecidos em portaria dos membros do Governo
mação relativa à intervenção realizada e às características responsáveis pelas áreas da energia e da segurança social.
dos sistemas técnicos do edifício após intervenção. 7 — A avaliação referida no n.º 2 obedece às metodo-
3 — O cumprimento do disposto nos números anteriores logias previstas em despacho da DGEG.
deve ser demonstrado explicitamente nas peças escritas
e desenhadas atualizadas do edifício e das instalações Artigo 48.º
técnicas. Qualidade do ar interior
4 — Os sistemas técnicos a instalar em edifícios de
comércio e serviços sujeitos a ampliação devem cumprir 1 — Os edifícios de comércio e serviços existentes fi-
com o disposto no presente artigo. cam sujeitos ao cumprimento dos limiares de proteção
Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016 1965

e condições de referência dos poluentes constantes da SECÇÃO IV


portaria a que se refere o artigo 36.º Controlo prévio
2 — A fiscalização pelo IGAMAOT dos limiares de
proteção é feita de acordo com a metodologia e com as Artigo 50.º
condições de referência previstas na portaria a que se refere
o artigo 36.º Edificação e utilização
1 — Os procedimentos de controlo prévio de operações
Artigo 49.º urbanísticas de edificação devem incluir a demonstração
da verificação do cumprimento do presente regulamento
Instalação, condução e manutenção de sistemas técnicos e dispor dos elementos definidos em portaria dos mem-
1 — Os sistemas técnicos dos edifícios de comércio bros do Governo responsáveis pelas áreas da energia e do
e serviços existentes devem possuir um plano de manu- ordenamento do território.
tenção atualizado que inclua as tarefas de manutenção a 2 — Os requerimentos para emissão de licença de uti-
realizar, tendo em consideração as disposições a definir lização devem incluir os elementos definidos na portaria
identificada no número anterior.
para o efeito pela DGEG, bem como a boa prática da ati-
3 — O disposto nos números anteriores é aplicável,
vidade de manutenção, as instruções dos fabricantes e a com as devidas adaptações, às operações urbanísticas
regulamentação aplicável para cada tipo de equipamento de edificação promovidas pela administração pública e
constituinte da instalação. concessionárias de obras ou serviços públicos, isentas de
2 — Os edifícios de comércio e serviços existentes controlo prévio.
devem ser acompanhados, durante o seu funcionamento,
por:
CAPÍTULO V
a) Um TIM que garanta a correta manutenção do edifício
e dos seus sistemas técnicos, supervisione as atividades Disposições finais e transitórias
realizadas nesse âmbito e assegure a gestão e atualização
de toda a informação técnica relevante; Artigo 51.º
b) Outros técnicos habilitados, desde que a sua partici- Balcão único
pação seja exigida pela legislação em vigor, caso em que
a sua atuação e responsabilidade prevalecem em relação 1 — Com exceção dos processos de contraordenação,
ao previsto na alínea anterior. todos os pedidos, comunicações e notificações entre os téc-
nicos de SCE e as autoridades competentes são realizados
3 — O acompanhamento pelo TIM assenta em contrato no portal SCE, integrado no balcão único eletrónico dos
escrito que concretize a atuação devida durante o funcio- serviços referido no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 92/2010,
namento do edifício. de 26 de julho.
4 — Todas as alterações introduzidas nos sistemas técni- 2 — Quando, por motivos de indisponibilidade das pla-
taformas eletrónicas, não for possível o cumprimento do
cos dos edifícios de comércio e serviços existentes devem:
disposto no número anterior, pode ser utilizado qualquer
a) Cumprir os requisitos definidos no n.º 1 do artigo 37.º outro meio legalmente admissível.
e nos [Link] 1 a 3 do artigo 41.º;
b) Ser incluídas no livro de registo de ocorrências ou Artigo 52.º
na documentação técnica do edifício, garantindo a atua- Aplicação nas Regiões Autónomas
lização desta;
c) Ser realizadas com o acompanhamento do TIM do O presente diploma aplica-se às Regiões Autónomas
edifício, o qual deve efetuar as devidas atualizações no da Madeira e dos Açores, sem prejuízo das competências
plano de manutenção. cometidas aos respetivos órgãos de governo próprio e
das adaptações que lhe sejam introduzidas por diploma
5 — Estão dispensados da verificação dos requisitos regional.
previstos nos [Link] 2 a 4 os seguintes edifícios:
Artigo 53.º
a) Os edifícios existentes com uma potência térmica
Regime transitório
nominal para climatização inferior a 250 kW, com exceção
do disposto na alínea a) do n.º 2, no caso de instalações 1 — A entrada em vigor do presente diploma não preju-
com mais de 25 kW de potência nominal de climatização dica a validade dos certificados energéticos antes emitidos.
instalada ou prevista instalar; 2 — No caso de edifícios cujo projeto de arquitetura dê
b) Edifícios que, à data da avaliação a realizar para entrada na entidade licenciadora antes da entrada em vigor
efeitos de emissão do respetivo certificado SCE, não se do presente diploma:
encontrem em funcionamento e os seus sistemas técnicos a) É dispensada, por solicitação do interessado, a apli-
estejam desativados. cação das normas previstas no presente diploma em sede
de REH ou de RECS para edifícios novos ou sujeitos a
6 — Os valores de potência nominal de climatização grandes intervenções, sem prejuízo da obrigação de in-
instalada ou prevista instalar referidos na alínea a) do clusão no processo de licenciamento de demonstração
número anterior, podem ser atualizados por portaria a do cumprimento dos requisitos aplicáveis, decorrentes da
aprovar por membro do Governo responsável pela área legislação vigente à data do respetivo licenciamento, ou
da energia. de o cumprimento dos requisitos ser atestado por termo
1966 Diário da República, 1.ª série — N.º 119 — 23 de junho de 2016

de responsabilidade subscrito por técnico autor de projeto para a instauração, instrução e decisão final dos proces-
legalmente habilitado; sos de contraordenação e sobre os critérios de repartição
b) Para efeitos de aplicação do SCE, e no que respeita das importâncias cobradas em resultado da aplicação das
exclusivamente à determinação da classe energética do coimas aplicadas;
edifício, o mesmo não se encontra limitado às classes d) Artigos 21.º e 22.º do Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de
exigidas para edifícios novos e sujeitos a grandes interven- abril, relativos ao técnico responsável pelo funcionamento
ções, sem prejuízo da verificação dos requisitos aplicáveis e ao técnico de instalação e manutenção de sistemas de
mencionados na alínea anterior. climatização e de QAI;
e) Artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de abril,
Artigo 54.º sobre os requisitos aplicáveis ao responsável pelo projeto
e pela execução;
Norma revogatória
f) Anexo X do Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril,
1 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, sobre os valores limite dos consumos globais específicos
são revogados: dos edifícios de serviços existentes;
g) Artigo 18.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4
a) O Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril; de abril, sobre os fatores de conversão entre energia útil e
b) O Decreto-Lei n.º 79/2006, de 4 de abril; energia primária a aplicar para a eletricidade e combustí-
c) O Decreto-Lei n.º 80/2006, de 4 de abril. veis sólidos, líquidos e gasosos;
h) Portaria n.º 835/2007, de 7 de agosto, sobre os valo-
2 — A revogação dos preceitos a seguir referidos produz res das taxas de registo das declarações de conformidade
efeitos a partir da entrada em vigor de diploma que regular regulamentar (DCR) e dos certificados de desempenho
a mesma matéria: energético (CE), a serem utilizados nos termos e para os
a) Artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, efeitos do artigo 13.º;
sobre os requisitos de acesso e de exercício da atividade i) Anexos do Despacho n.º 10250/2008, de 8 de abril,
de PQ e respetivo protocolo; sobre os modelos de DCR e CE;
b) Artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4 de abril, j) Despacho n.º 14076/2010, de 8 de setembro, sobre os
sobre a garantia da qualidade do SCE; fatores de conversão entre energia útil e energia primária.
c) Artigos 14.º a 17.º do Decreto-Lei n.º 78/2006, de 4
de abril, sobre as contraordenações cometidas pelo PQ no Artigo 55.º
exercício das suas funções, previstas e punidas nos termos Entrada em vigor
das alíneas c), d), e) e f) do n.º 1 do referido artigo 14.º,
sobre o quadro das sanções acessórias aplicáveis, previstas O presente diploma entra em vigor a 1 de dezembro
nos [Link] 1, 3 e 4 do referido artigo 15.º, sobre a competência de 2013.

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Toda a correspondência sobre assinaturas deverá ser dirigida para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A.
Unidade de Publicações, Serviço do Diário da República, Avenida Dr. António José de Almeida, 1000-042 Lisboa
Diário da República, 1.ª série — N.º 80 — 24 de abril de 2015 2069

(verso) habitação social que sejam propriedade de entidades da


administração pública ou de instituições particulares de
solidariedade social, quando aqueles sejam emitidos ao
abrigo do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 118/2013,
de 20 de agosto, no âmbito de uma grande intervenção, na
aceção da alínea gg) do artigo 2.º do mesmo decreto-lei.
Com efeito, a promoção da reabilitação urbana constitui
um objetivo estratégico e um desígnio nacional assumido
no Programa do XIX Governo Constitucional, manifes-
tado, entre outras iniciativas, através da aprovação do
Decreto-Lei n.º 53/2014, de 8 de abril, que estabelece um
regime excecional e temporário aplicável à reabilitação de
edifícios ou de frações, cuja construção tenha sido con-
cluída há pelo menos 30 anos ou localizados em áreas de
reabilitação urbana, sempre que se destinem a ser afetos
total ou predominantemente ao uso habitacional.
A aplicação de uma taxa de desconto sobre os valores
definidos no n.º 1.1 do Anexo IV destina-se, no mesmo
sentido, a apoiar a realização de operações urbanísticas de
reabilitação do edificado destinado a habitação em imó-
veis detidos por entidades da administração pública ou de
instituições particulares de solidariedade social, durante o
período de sete anos contados da data de entrada em vigor
do Decreto-Lei n.º 53/2014, de 8 de abril.
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 11.º, no n.º 5 do
artigo 13.º, no n.º 1 do artigo 15.º, no n.º 3 do artigo 18.º e
nos [Link] 1, 4 e 5 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 118/2013,
de 20 de agosto, manda o Governo, pelo Secretário de
Estado da Energia, o seguinte:

Artigo 1.º
Objeto
A presente portaria procede à alteração dos anexos I,
MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO III, IV e V da Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novem-
DO TERRITÓRIO E ENERGIA bro, que estabelecem, respetivamente, as categorias de
edifícios para efeitos de certificação energética e as taxas
de registo do Sistema de Certificação Energética de Edi-
Portaria n.º 115/2015 fícios (SCE).
de 24 de abril Artigo 2.º
A Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro, esta- Alteração à Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro
beleceu, em desenvolvimento do disposto no Decreto-Lei Os anexos I, III, IV e V da Portaria n.º 349-A/2013, de
n.º 118/2013, de 20 de agosto, as competências da entidade 29 de novembro, passam a ter a seguinte redação:
gestora do Sistema de Certificação Energética (SCE) dos
Edifícios, as atividades dos técnicos do SCE, as categorias
de edifícios, para efeitos de certificação energética, bem «ANEXO I
como os tipos de pré-certificados e certificados SCE e
[...]
responsabilidade pela sua emissão, fixando ainda as taxas
de registo no referido sistema e os critérios de verificação 1 — [...].
de qualidade dos processos de certificação do mesmo, bem 2 — [...].
como os elementos que deverão constar do relatório e da 3 — [...].
anotação no registo individual do Perito Qualificado (PQ). 4 — [...]:
A presente portaria procede à primeira alteração da 4.1 — [...];
Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro, no sentido 4.2 — [...];
de introduzir melhorias na gestão operacional, nomeada- 4.3 — [...];
mente no que respeita à interação entre a entidade gestora 4.4 — [...];
do SCE e os PQ, ao acesso à plataforma informática do 4.5 — [...];
SCE por parte destes e à publicação e divulgação dos es- 4.6 — Promover a desmaterialização processual,
clarecimentos eventualmente tidos por necessários sobre utilizando para esse efeito a plataforma informática do
a aplicação e/ou interpretação do SCE. SCE como canal preferencial de comunicação com os
Por outro lado, vem a presente portaria estabelecer taxas técnicos do SCE;
reduzidas para obtenção de pré-certificados e certificados 4.7 — Estabelecer restrições no acesso à plataforma
quando se trate de edifícios de habitação destinados a informática por parte dos técnicos do SCE, sempre que,
2070 Diário da República, 1.ª série — N.º 80 — 24 de abril de 2015

para os efeitos do exposto no subponto 1.4. do ponto 1 3 — [...]:


do Anexo II da presente Portaria, não sejam prestados 3.1 — [...];
os devidos esclarecimentos à entidade gestora do SCE, 3.2 — [...];
decorrentes das solicitações por esta requerida. 3.3 — Emissão de novo pré-certificado ou certifi-
5 — [...]: cado SCE, nos 30 dias seguintes à data de emissão
5.1 — Proceder à publicação de Notas Técnicas, e do certificado original, quando este último contenha
Perguntas e Respostas, após consulta à Direção-Geral irregularidades detetadas e a sua correção seja aprovada
de Energia e Geologia, com vista à divulgação dos es- pela entidade gestora do SCE.
clarecimentos eventualmente tidos por necessários sobre 4 — [...].
a aplicação e/ou interpretação do SCE, bem como para 5 — Os pré-certificados e os certificados SCE de
a orientação metodológica da atuação dos respetivos edifícios de habitação destinados a habitação social e
técnicos; propriedade de entidades da administração pública ou
5.2 — [...].
de instituições particulares de solidariedade social que
6 — [...].
7 — [...]. sejam emitidos no âmbito de uma grande intervenção,
conforme disposto no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei
ANEXO III n.º 118/2013, de 20 de agosto, estão sujeitos ao paga-
mento de 50 % do valor da taxa prevista no n.º 1.1 do
[...] presente anexo.
1 — [...]. 6 — Para efeitos do número anterior, deve ser efe-
2 — [...]. tuada uma validação prévia dos edifícios, mediante a
3 — [...] disponibilização à entidade gestora do SCE de uma
3.1 — Para os edifícios novos e edifícios sujeitos a listagem de todos os edifícios destinados a habitação so-
grande intervenção abrangidos pelo SCE, os PQ que cial propriedade de entidades da administração pública
podem proceder à emissão do respetivo pré-certificado ou de instituições particulares de solidariedade social,
e do certificado SCE são: homologada pelos membros do Governo responsáveis
a) No caso de pré-certificados e certificados SCE do pelas áreas das finanças, da energia e do ordenamento
tipo Habitação, um PQ-I; do território.
b) No caso de pré-certificados e certificados do tipo 7 — A redução da taxa prevista no anterior n.º 5
Pequenos Edifícios de Comércios e Serviços: aplica-se aos certificados emitidos durante um período
de sete anos, contados a partir da entrada em vigor do
i) Um PQ-I ou PQ-II para a categoria PESsC; Decreto-Lei n.º 53/2014, de 8 de abril.
ii) Um PQ-II para a categoria PEScC. 8 — A Direção-Geral de Energia e Geologia, na
qualidade de entidade fiscalizadora do SCE, procede à
c) No caso de pré-certificados e certificados SCE avaliação do impacte no SCE da aplicação do desconto
do tipo Grandes Edifícios de Comércio e Serviços, um
referido no n.º 5 através de relatório anual dirigido ao
PQ-II.
membro do Governo responsável pela área da energia,
3.2 — [...]. no qual sugere o ajustamento dos valores previstos no
n.º 1.1 do presente anexo, quando a manutenção do
ANEXO IV desconto mencionado assim o exija, de forma a garantir
a sustentabilidade do SCE.
[...]
1 — [...]: ANEXO V
1.1 — [...];
1.2 — Edifícios de comércio e serviços e frações [...]
constituídas ou que se prevejam vir a constituir em edi- 1 — [...].
fícios de comércio e serviços, de acordo com a respetiva 2 — [...]:
área interior útil de pavimento, descontando a área de 2.1 — [...];
espaços complementares, a saber: 2.2 — A entidade gestora do SCE deverá proceder
a) Área interior útil de pavimento, descontando a à notificação do técnico do SCE da decisão prevista
área de espaços complementares, igual ou inferior a na alínea g) do número anterior, preferencialmente por
250 m2 — € 150,00; via digital através da plataforma do SCE e/ou postal
b) Área interior útil de pavimento, descontando a registada, presumindo-se, neste último caso, feita no
área de espaços complementares, superior a 250 m2 e 3.º dia útil posterior ao envio.
igual ou inferior a 500 m2 — € 350,00; 2.3 — [...];
c) Área interior útil de pavimento, descontando a área 2.4 — A ausência de resposta por parte do técnico às
de espaços complementares, superior a 500 m2 e igual notificações da entidade gestora pode determinar a im-
ou inferior a 5000 m2 — € 750,00; possibilidade de acesso, do técnico visado, à plataforma
d) Área interior útil de pavimento, descontando a do SCE, sendo que a anulação dessa impossibilidade
área de espaços complementares, superior a 5000 m2 — será determinada, pela entidade gestora do SCE, após
€ 950,00. evidência de execução das ações solicitadas ou após
1.3 — [...]. análise e aceitação da justificação do técnico para não
2 — [...]. execução das mesmas.»
Diário da República, 1.ª série — N.º 80 — 24 de abril de 2015 2071

Artigo 3.º ANEXO

Entrada em vigor
Orgânica do Centro de Oncologia dos Açores
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao Prof. Doutor José Conde
da sua publicação.
O Secretário de Estado da Energia, Artur Álvaro Lau- CAPÍTULO I
reano Homem da Trindade, em 7 de abril de 2015.
Natureza e atribuições

REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Artigo 1.º


Natureza
Presidência do Governo
O Centro de Oncologia dos Açores Prof. Doutor José
Decreto Regulamentar Regional n.º 9/2015/A Conde (COA) é uma pessoa coletiva de direito público,
dotada de autonomia administrativa, financeira, técnica
Orgânica e o quadro de pessoal dirigente do Centro e científica e reveste a natureza de serviço especializado
de Oncologia dos Açores Prof. Doutor José Conde integrado no Serviço Regional de Saúde (SRS), funcio-
O Decreto Regional n.º 7/79/A, de 24 de abril, criou o nando sob a superintendência e tutela do membro do Go-
Centro de Oncologia dos Açores. O Decreto Regulamen- verno Regional com competência em matéria de saúde.
tar Regional n.º 33/89/A, de 22 de setembro, fez cessar o
regime de instalação a que estava sujeito aquele serviço. Artigo 2.º
Em 2007 procedeu-se à elaboração da estrutura orgânica Âmbito
e do quadro de pessoal do Centro de Oncologia dos Açores
Prof. Doutor José Conde que foram aprovados pelo Decreto A atividade do COA é de âmbito regional.
Regulamentar Regional n.º 1/2007/A, de 24 de janeiro.
Decorridos sete anos, e considerando a experiência entre- Artigo 3.º
tanto colhida, designadamente, no que concerne ao trabalho
desenvolvido no rastreio das várias doenças oncológicas, Atribuições
reconhecido pelas instituições e pela população açoriana, São atribuições do COA:
torna-se necessário rever essa orgânica, adequando-a às
novas realidades administrativas e potenciando o seu papel a) Promover o diagnóstico precoce das doenças oncoló-
no combate às doenças oncológicas. gicas, utilizando, para o efeito, os seus próprios recursos,
Assim, nos termos da alínea d) do n.º 1 do artigo 227.º ou estabelecendo parcerias e protocolos com as demais
da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do instituições do SRS ou com entidades privadas prestadoras
n.º 1 do artigo 89.º do Estatuto Político-Administrativo da de cuidados de saúde;
Região Autónoma dos Açores, e em execução do artigo 6.º b) Conceber, coordenar e desenvolver programas de
do Decreto Regional n.º 7/79/A, de 24 de abril, o Governo rastreio organizado, de base populacional;
decreta o seguinte: c) Conceber, desenvolver e participar em programas e
Artigo 1.º ações de rastreio oportunista;
Objeto d) Garantir os procedimentos necessários à execução,
São aprovados a orgânica e o quadro de pessoal dirigente coordenação e desenvolvimento do registo oncológico da
afeto ao Centro de Oncologia dos Açores Prof. Doutor José Região Autónoma dos Açores (RAA);
Conde, constantes do Anexo ao presente diploma, do qual e) Desenvolver, em conjunto com a Direção Regional da
faz parte integrante. Saúde (DRS), campanhas direcionadas para a prevenção
Artigo 2.º oncológica, nomeadamente as campanhas para a cessa-
ção tabágica e promoção de estilos de vida saudáveis;
Revogação
f) Colaborar na elaboração e desenvolvimento da estra-
É revogado o Decreto Regulamentar Regional n.º 1/2007/A, tégia regional de combate às doenças oncológicas;
de 24 de janeiro. g) Representar a RAA em conselhos ou comissões na-
Artigo 3.º cionais com homólogas competências.
Entrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao CAPÍTULO II
da sua publicação.
Órgãos, serviços e suas competências
Aprovado em Conselho do Governo Regional, em Ponta
Delgada, em 25 de fevereiro de 2015. Artigo 4.º
O Presidente do Governo Regional, Vasco Ilídio Alves Estrutura
Cordeiro.
São órgãos e serviços do COA:
Assinado em Angra do Heroísmo em 7 de abril de 2015.
a) De caráter consultivo — Conselho Consultivo para
Publique-se. o Combate à Doença Oncológica nos Açores (CCCDOA);
O Representante da República para a Região Autó- b) De caráter executivo — Conselho de Administração;
noma dos Açores, Pedro Manuel dos Reis Alves Catarino. c) De apoio instrumental — Serviço de Apoio Geral.
Diário da República, 1.ª série — N.º 46 — 7 de março de 2016 705

Artigo 39.º ECONOMIA


[...]
Portaria n.º 39/2016
1 — [...].
2 — [...]. de 7 de março
3 — [...].
4 — [...]. O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alte-
5 — [...]. rado pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril,
6 — São critérios objetivos de seleção, a seguir obri- pelo Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, e pelo
gatoriamente, para os grupos de recrutamento previstos Decreto-Lei n.º 251/2015, de 25 de novembro, aprovou o
no Decreto-Lei n.º 27/2006, de 10 de fevereiro, e no Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE),
Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro: o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios
de Habitação e o Regulamento de Desempenho Energético
a) A graduação profissional nos termos do n.º 1 do dos Edifícios de Comércio e Serviços, transpondo ainda
artigo 11.º; a Diretiva n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do
b) [Revogada]; Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho
c) Para efeitos de desempate é utilizado o previsto energético dos edifícios. Por força das repercussões da
no n.º 2 do artigo 12.º recente conjuntura socioeconómica na dinâmica do mer-
cado dos bens imóveis incluído no âmbito de positivo do
7 — [Revogado]. SCE, importa encontrar mecanismos que possam contribuir
8 — [Revogado]. para auxiliar a recuperação deste setor, tendo em especial
9 — [Revogado]. atenção as potenciais consequências nos rendimentos dos
10 — Esgotada a possibilidade de colocação de do- intervenientes, coletivos e/ou individuais e, neste caso,
centes profissionalizados, pode a escola, a título exce- dos respetivos agregados familiares, com especial inci-
cional, selecionar docentes com habilitação própria, dência nos mais carenciados. A redução de custos para
seguindo os critérios de seleção identificados no n.º 6, os consumidores agora aprovados resulta de um processo
substituindo a graduação profissional pela classificação colaborativo entre a Direção-Geral de Energia e Geologia
académica, acrescida de 0,5 pontos por cada ano escolar (DGEG) e a Agência de Energia (ADENE) no sentido de
completo, arredondada às milésimas, nos termos da uma política de preços mais próxima dos cidadãos e com
subalínea iii) da alínea b) do n.º 1 do artigo 11.º objetivos de reforço da política de eficiência energética.
11 — [...]. Procura dar-se uma prioritária atenção aos imóveis com
12 — [...]. tipologias mais reduzidas, com o intuito de assim benefi-
13 — [...]. ciar as famílias com menos rendimentos e as pequenas e
14 — [...]. médias empresas.
15 — [...]. Nesse sentido, importa proceder à adequação dos valores
16 — [...]. das taxas de registo dos pré-certificados e dos certificados
17 — [...]. SCE em conformidade.
18 — [...]. Assim:
19 — [...].» Ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 18.º do
Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelo
Artigo 3.º Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto-
Norma revogatória -Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, e pelo Decreto-Lei
n.º 251/2015, de 25 de novembro, manda o Governo, pelo
São revogados a alínea a) do n.º 2 do artigo 38.º, Secretário de Estado da Energia, o seguinte:
a alínea b) do n.º 6 e os [Link] 7 a 9 do artigo 39.º, o ar-
tigo 40.º e a alínea d) do n.º 1 do artigo 41.º do Decreto-Lei Artigo 1.º
n.º 132/2012, de 27 de junho, alterado pelo Decreto-Lei
n.º 146/2013, de 22 de outubro, pela Lei n.º 80/2013, de Objeto
28 de novembro, e pelo Decreto-Lei n.º 83-A/2014, de A presente portaria procede à 2.ª (segunda) alteração do
23 de maio. Anexo IV da Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novem-
Artigo 4.º bro, alterada pela Portaria n.º 115/2015, de 24 de abril,
Entrada em vigor que estabelece as taxas de registo dos pré-certificados e
dos certificados do Sistema de Certificação Energética
O presente decreto-lei entra em vigor no primeiro dia de Edifícios.
útil após a sua publicação. Artigo 2.º
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 18 de Alteração da Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de novembro,
fevereiro de 2016. — Augusto Ernesto Santos Silva — Má- com as suas alterações
rio José Gomes de Freitas Centeno — Tiago Brandão
Rodrigues. O Anexo IV da Portaria n.º 349-A/2013, de 29 de
novembro, com as suas alterações, passa a ter a seguinte
Promulgado em 2 de março de 2016. redação:
Publique-se. «ANEXO IV
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA. [...]
Referendado em 3 de março de 2016. 1 — Para os efeitos do n.º 3 do artigo 18.º do Decreto-
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa. -Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelo Decreto-
706 Diário da República, 1.ª série — N.º 46 — 7 de março de 2016

-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto-Lei água proveniente de captações subterrâneas, em situações
n.º 194/2015, de 14 de setembro, e pelo Decreto-Lei de poluição acidental destas águas.
n.º 251/2015, de 25 de novembro, o valor da taxa de Todas as captações de água subterrânea destinadas ao
registo, acrescido da taxa de IVA em vigor, é definido abastecimento público de água para consumo humano,
de acordo com os números seguintes: e a delimitação dos respetivos perímetros de proteção,
1.1 — [...] estão sujeitas às regras estabelecidas no mencionado
Decreto-Lei n.º 382/99, de 22 de setembro, bem como
a) Tipologias T0 e T1 — € 28,00; ao disposto no artigo 37.º da Lei da Água, aprovada
b) Tipologias T2 e T3 — € 40,50; pela Lei n.º 58/2005, de 29 de dezembro, e na Portaria
c) [...] n.º 702/2009, de 6 de julho.
d) [...] Na sequência de um estudo apresentado pela Águas
do Centro, S. A., atualmente integrada na Águas de
1.2 — [...] Lisboa e Vale do Tejo, S. A., a Agência Portuguesa
a) Área interior útil de pavimento, descontando a do Ambiente, I. P., elaborou, ao abrigo do n.º 2 do
área de espaços complementares, igual ou inferior a artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 382/99, de 22 de se-
250 m² — € 135,00; tembro, uma proposta de delimitação e respetivos
b) [...] condicionamentos dos perímetros de proteção para as
c) [...] captações nos polos de captação de «Mendacha», «Ca-
d) [...] sais do Vento», «Olho Tordo», «Castanheira», «Vilar»,
«Valseá», «Gestosa», «Ameal», «Entroncamento», nos
1.3 — [...] concelhos de Tomar, Alvaiázere, Castanheira de Pêra
2 — [...] e Entroncamento.
3 — [...] Compete, agora, ao Governo aprovar as referidas zonas
4 — [...] de proteção.
5 — [...] Assim:
6 — [...] Nos termos do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei
n.º 382/99, de 22 de setembro, na redação conferida pelo
7 — [...]
Decreto-Lei n.º 226-A/2007, de 31 de maio, manda o Go-
8 — [...]»
verno, pelo Secretário de Estado do Ambiente, no uso
das competências delegadas pelo Ministro do Ambiente,
Artigo 3.º
através da subalínea ii) da alínea d) do n.º 2 do Despacho
Disposição transitória n.º 489/2016, de 12 de janeiro, publicado no Diário da
República, 2.ª série, n.º 7, de 12 de janeiro de 2016, o
As taxas previstas na presente portaria são aplicáveis aos
seguinte:
processos pendentes à data da sua entrada em vigor.
Artigo 1.º
Artigo 4.º
Delimitação de perímetros de proteção
Entrada em vigor
1 — É aprovada a delimitação dos perímetros de pro-
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao teção das captações designadas por:
da sua publicação.
a) Captação da Mendacha — P1 e Captação da Menda-
O Secretário de Estado da Energia, Jorge Filipe Teixeira cha — P4 do polo de captação da Mendacha;
Seguro Sanches, em 22 de fevereiro de 2016. b) Furo de Casais do Vento do polo de captação de
Casais do Vento;
c) Poço de Olho Tordo do polo de captação de Olho
Tordo;
AMBIENTE d) Mina de Fonte da Telha de Cima, Mina Cabril/
Fonte da Prata, Mina Conqueiro 1 (Nascente), Mina
Portaria n.º 40/2016 n.º 1 de Conqueiro (mina), Mina Conqueiro 2, Poço
de Pinçal e Furo de Pinçal do polo de captação de
de 7 de março Castanheira;
O Decreto-Lei n.º 382/99, de 22 de setembro, estabelece e) Furo de Vilar do polo de captação de Vilar;
as normas e os critérios para a delimitação de perímetros f) Furo de Valseá do polo de captação de Valseá;
de proteção de captações de águas subterrâneas destinadas g) Poço de Gestosa do polo de captação de Gestosa;
ao abastecimento público, com a finalidade de proteger a h) Mina de Ameal do polo de captação de Ameal;
qualidade das águas dessas captações. i) Furo AC5 e Furo AC6 do polo de captação do En-
Os perímetros de proteção visam prevenir, reduzir e troncamento;
controlar a poluição das águas subterrâneas, nomeada-
mente, por infiltração de águas pluviais lixiviantes e de localizadas nos concelhos de Tomar, Alvaiázere, Casta-
águas excedentes de rega e de lavagens, potenciar os pro- nheira de Pêra e Entroncamento, nos termos dos artigos
cessos naturais de diluição e de autodepuração, prevenir, seguintes.
reduzir e controlar as descargas acidentais de poluentes e, 2 — As coordenadas das captações referidas no número
por último, proporcionar a criação de sistemas de aviso e anterior constam do anexo I à presente portaria, que dela
alerta para a proteção dos sistemas de abastecimento de faz parte integrante.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(13)

2 — Autorizar a realização da despesa com a aqui- certificação energética, bem como os tipos de pré-certifica-
sição referida no número anterior, pelo preço global de dos e certificados SCE e responsabilidade pela sua emissão.
6 000 000,00 EUR, não podendo os encargos exceder, em 4 - O Anexo IV constante da presente portaria e que dela
cada ano económico, os seguintes montantes: faz parte integrante, é aprovado para os efeitos do n.º 3 do
artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto,
2013 — 4 000 000,00 EUR;
que fixa as taxas de registo no SCE.
2014 — 2 000 000,00 EUR.
5 - O Anexo V constante da presente portaria e que dela
3 — Determinar que os encargos financeiros decorrentes faz parte integrante, estabelece os critérios de verificação
da presente resolução são satisfeitos pelas verbas inscritas de qualidade dos processos de certificação do SCE, bem
e a inscrever no Capítulo 60 do Ministério das Finanças. como os elementos que deverão constar do relatório e da
4 — Aprovar os termos da minuta do contrato de com- anotação no registo individual do PQ, para os efeitos dos
pra e venda e delegar, com faculdade de subdelegação, na n.ºs 1, 4 e 5 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 118/2013,
Ministra de Estado e das Finanças a competência para a de 20 de agosto.
prática de todos os atos decorrentes da presente resolução, Artigo 2.º
designadamente para outorgar o respetivo contrato. Entrada em vigor
5 — Determinar que a presente resolução produz efeitos
a partir da data da sua aprovação. A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
da sua publicação.
Presidência do Conselho de Ministros, 28 de novembro
de 2013. — O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho. O Secretário de Estado da Energia, Artur Álvaro Lau-
reano Homem da Trindade, em 29 de novembro de 2013.
MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO ANEXO I
DO TERRITÓRIO E ENERGIA
Competências da entidade gestora do Sistema
de Certificação Energética nos Edifícios
Portaria n.º 349-A/2013
1 - Para efeitos do disposto na alínea a) e b) do n.º 2 do
de 29 de novembro artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto,
O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, aprovou compete à entidade gestora do Sistema de Certificação
o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, o Re- Energética nos Edifícios (SCE):
gulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de 1.1 - Criar e manter no seu sítio na internet uma bolsa
Habitação e o Regulamento de Desempenho Energético de técnicos do SCE, pesquisável pelo público em geral
dos Edifícios de Comércio e Serviços, transpondo ainda em área específica denominada Portal do SCE, e emitir a
a Diretiva n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do respetiva carteira de qualificação no SCE;
Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho 1.2 - Definir e implementar estratégias e procedimentos
energético dos edifícios. para a atuação dos técnicos do SCE inscritos, visando uma
Importa agora, no desenvolvimento daquele decreto-lei, uniformização dos documentos por estes produzida;
determinar as competências da entidade gestora do Sistema 1.3 - Prestar apoio aos técnicos do SCE para o cumpri-
de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), regulamen- mento das suas atividades;
tar as atividades dos técnicos do SCE, estabelecer as cate- 1.4 - Promover a realização de ações de formação com-
gorias de edifícios, para efeitos de certificação energética, plementar para os técnicos SCE, tendo em vista o reforço
bem como os tipos de pré-certificados e certificados SCE e das respetivas competências técnicas.
responsabilidade pela sua emissão, fixar as taxas de registo 2 - Para efeitos do disposto na alínea c) do n.º 2 do
no SCE e, finalmente, estabelecer os critérios de verificação referido artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de
de qualidade dos processos de certificação do SCE, bem agosto, compete à entidade gestora:
como os elementos que deverão constar do relatório e da 2.1 - Criar e manter atualizada uma plataforma infor-
anotação no registo individual do Perito Qualificado (PQ). mática de suporte à emissão e registo eletrónicos da do-
Assim: cumentação referida naquele artigo, disponível na área
Ao abrigo do disposto no Decreto-Lei n.º 118/2013, de reservada do Portal do SCE;
20 de agosto, manda o Governo, pelo Secretário de Estado 2.2 - Disponibilizar mecanismos para consulta e verifi-
da Energia, o seguinte: cação da existência e validade dos documentos emitidos
no âmbito do SCE;
Artigo 1.º 2.3 - Facultar aos peritos qualificados (PQ) toda a in-
formação relativa aos respetivos processos de certificação
Objeto
na área de acesso reservado do Portal do SCE;
1 - A presente portaria regulamenta, nos termos do n.º 3 2.4 - Divulgar, na área de acesso público do Portal do
do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, SCE e através de outros organismos públicos, a informação
as competências da entidade gestora do SCE, aprovando-se, dos registos efetuados no sistema;
para este efeito, o Anexo I constante da presente portaria 2.5 - Produzir e divulgar Notas Informativas e Guias
e que dela faz parte integrante. de Procedimentos, relacionadas com o acesso e utilização
2 - O Anexo II constante da presente portaria, e que dela das diversas funcionalidades do Portal do SCE, mediante
faz parte integrante, regulamenta as atividades dos técnicos aprovação da Direção Geral de Energia e Geologia.
do SCE e é aprovado para os efeitos do n.º 5 do artigo 13.º 3 - Para efeitos do disposto na alínea d) do n.º 2 do
do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto. artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto,
3 - A presente portaria aprova o Anexo III ao abrigo do n.º 1 compete à entidade gestora:
do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, 3.1 - A proposta dos modelos referentes aos tipos de
que estabelece as categorias de edifícios, para efeitos de pré-certificado e certificado SCE;
6624-(14) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

3.2 - A definição dos modelos de documentação com- 7.2 - Estabelecer parcerias e colaborações com entidades
plementar e de suporte ao processo de certificação; públicas ou privadas, que visem potenciar a eficácia da cer-
3.3 - A definição e atualização dos modelos de registo tificação energética e dos seus resultados, após aprovação
anual de desempenho energético. da Direção Geral de Energia e Geologia;
4 - Para efeitos do disposto na alínea e) do n.º 2 do 7.3 - Dinamizar a criação, operacionalização e publici-
referido artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de tação de sistemas de incentivo à eficiência energética nos
agosto, as competências da entidade gestora incluem: edifícios, em particular a promoção de melhores classes
4.1 - Definir orientações relativamente à informação a de desempenho energético nos edifícios novos e a imple-
registar pelos técnicos do SCE no Portal do SCE; mentação das oportunidades de melhoria do desempenho
4.2 - Verificar, por amostragem, a qualidade da informa- identificadas nos certificados SCE para edifícios existentes;
ção e dos dados registados pelos técnicos do SCE; 7.4 - Efetuar o tratamento de dados estatísticos, pro-
4.3 - Promover a substituição, por parte dos técnicos do venientes do SCE, visando a criação de referenciais de
SCE, dos registos por estes efetuados, quando verificado o utilização de energia;
incumprimento das regras e demais requisitos de qualidade 7.5 - Promover o SCE e incentivar a utilização dos
definidos pelo SCE; seus resultados na promoção da eficiência energética dos
4.4 - Promover a formação dos técnicos do SCE, contri- edifícios.
buindo para o reforço das suas competências profissionais; ANEXO II
4.5 - Promover a definição de procedimentos para cer-
tificação de ferramentas de cálculo ou software no âmbito 1 - Competências do Perito Qualificado
do Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios Para efeitos do disposto na alínea a) do n.º 3 do artigo 13.º
de Habitação (REH) e do Regulamento de Desempenho do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, e sem pre-
Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS), juízo do previsto especificamente no SCE e regulamentos
com base em normas e padrões disponíveis ou definidos constituintes, compete ao PQ:
para o efeito, e em colaboração com empresas e/ou enti- 1.1 - Efetuar a avaliação do desempenho, dos edifícios
dades do sistema científico e tecnológico nacional; a certificar no âmbito do SCE, considerando para o efeito:
4.6 - Utilizar a plataforma informática do SCE como
mecanismo de garantia de disponibilização de informação a) As disposições do SCE, REH e do RECS;
e visualização desta por parte dos técnicos do SCE, po- b) As metodologias, os procedimentos e as demais orien-
dendo estabelecer restrições no respetivo acesso sempre tações definidas pela entidade gestora para a execução dos
que registada a não receção das notificações enviadas, nos processos de certificação, complementando-as com as me-
termos e para os efeitos do subponto 1.4. do ponto 1 do lhores práticas aplicáveis aos casos e situações em estudo;
Anexo II da presente Portaria. c) No caso de edifícios novos e sujeitos a grandes inter-
5 - Para efeitos do disposto na alínea f) do n.º 2 do venções, e para efeito de emissão do pré-certificado SCE,
toda a informação adequada e suficiente, elaborada pelo téc-
referido artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de
nico que verificou o cumprimento de respetivo regulamento;
agosto, compete à entidade gestora:
d) No seguimento do disposto na alínea anterior, e para
5.1 - Submeter a aprovação, e consequente publicação
efeito de emissão de primeiro certificado SCE, com base
por Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia a na seguinte informação:
publicação de Notas Técnicas, e Perguntas e Respostas,
com vista à divulgação dos esclarecimentos eventualmente i. Projeto(s) na sua versão final e respetivo termo de
tidos por necessários sobre a aplicação e/ou interpretação responsabilidade do autor do(s) mesmo(s);
do SCE, bem como para a orientação metodológica da ii. Documentação técnica de suporte às soluções im-
atuação dos respetivos técnicos; plementadas;
5.2 - Promover a discussão prévia dos elementos referi- iii. Informação recolhida durante as visitas efetuadas à
dos nas alíneas anteriores com grupos de acompanhamento obra pelo PQ e sem prejuízo de uma vistoria final obriga-
específicos e com os técnicos, bem como a realização de tória à mesma após a conclusão desta;
estudos de suporte à decisão dessas matérias. iv. Termo de responsabilidade do diretor técnico de
6 - Para efeitos no disposto na alínea g) do n.º 2 do obra, atestando que a obra foi realizada de acordo com o
artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, projeto supra mencionado.
compete à entidade gestora:
6.1 - Produzir recomendações tipificadas sobre a substi- e) No caso de edifícios existentes, a informação reco-
tuição das caldeiras ou eventuais alterações ao sistema de lhida pelo PQ durante, pelo menos, uma visita obrigatória
aquecimento e sobre a avaliação da eficiência e da potência ao imóvel.
adequada da mesma, em alternativa à execução prática de
inspeções periódicas; 1.2 - Identificar e avaliar, nos edifícios objeto de cer-
6.2 - Produzir recomendações tipificadas sobre a subs- tificação, as oportunidades e recomendações de melhoria
tituição dos sistemas de ar condicionado ou eventuais de desempenho energético, registando-as, quando identi-
modificações a estes e sobre a avaliação da eficiência e da ficadas, no pré-certificado e/ou certificado SCE emitido e
demais documentação complementar, com base em:
potência adequada do sistema, em alternativa à execução
prática de inspeções periódicas. a) Informação relevante, tecnicamente viável e ade-
7 - Para efeitos do disposto na alínea h) do n.º 2 do quada ao edifício, que permita uma clara interpretação
artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, das oportunidades e recomendações de melhoria propos-
compete à entidade gestora: tas, complementada com informação relacionada com o
7.1 - Divulgar informação sobre a certificação energé- investimento e as poupanças obtidas;
tica e suas oportunidades junto dos cidadãos e entidades b) A divulgação de informação relativa a sistemas de in-
relevantes; centivos e outros instrumentos de apoio financeiro disponi-
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(15)

bilizados pelo Estado para o efeito, com base em informação ii. Efetuar o registo anual de desempenho energético,
fornecida pela entidade gestora ou outra que o PQ identifique; tendo por base a melhor informação disponível e de acordo
com um modelo proposto pela entidade gestora do SCE
1.3 - Emitir os pré-certificados e os certificados SCE para esse efeito, nos edifícios com uma potência térmica
necessários aos efeitos descritos no artigo 3.º do Decre- nominal para climatização superior a 250 kW;
to-Lei 118/2013 de 20 de agosto, mediante a utilização iii. Utilizar a plataforma informática disponibilizada
dos seguintes procedimentos: pela entidade gestora, procedendo ao preenchimento da
a) Utilizar a plataforma informática disponibilizada pela informação necessária, bem como a submissão do relatório
entidade gestora, procedendo ao preenchimento da infor- mencionado na subalínea anterior.
mação necessária, bem como a submissão dos documentos
solicitados referentes ao processo de certificação; b) Elaborar e/ou manter atualizado o Plano de Manu-
b) No caso específico do primeiro certificado SCE, tenção (PM) do edifício e seus sistemas técnicos;
converter o pré-certificado tendo por base a informação c) Assegurar o cumprimento do PM verificando a sua
referida na alínea d) do n.º 1.1 do presente artigo, com boa execução;
eventual atualização desta nos casos aplicáveis; d) Informar o proprietário da necessidade de realizar a
c) Disponibilizar ao proprietário do imóvel o pré-certi- certificação energética do edifício;
ficado e o certificado SCE; e) Manter atualizado o projeto e demais documentação
1.4 - Colaborar nos processos de verificação de quali- técnica sobre o edifício e seus sistemas técnicos, e aconse-
dade do SCE, nas seguintes ações: lhar o proprietário na seleção de novos sistemas técnicos,
exclusivamente no que respeita ao cumprimento do SCE,
a) Facultar à entidade gestora ou a entidade por esta REH e RECS e demais legislação aplicável;
mandatada ao abrigo do n.º 2 do artigo 19.º do Decreto-Lei f) Manter atualizado o livro de registo de ocorrências;
n.º 118/2013, de 20 de agosto, no prazo de 10 dias úteis g) No que se relaciona com a instalação de novos siste-
após notificação para esse efeito, toda a informação dis- mas técnicos no âmbito das suas competências:
ponível sobre o processo de certificação a ser objeto de
verificação de qualidade, podendo o prazo referido ser i. Integrar a equipa de instalação dos sistemas, partici-
prorrogado mediante solicitação à entidade gestora; pando direta e ativamente nas tarefas;
b) Fazer-se acompanhar pela entidade gestora ou enti- ii. Acompanhar os ensaios de receção das instalações.
dade por esta mandatada ao abrigo do n.º 2 do artigo 19.º do
Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, durante a visita h) No que se respeita à manutenção de sistemas técnicos
ao edifício objeto de verificação, ou diligenciar no sentido no âmbito da sua competência:
de ser realizada uma nova visita ao edifício objeto de verifi-
cação, nos casos referentes a certificados SCE já registados; i. Integrar a equipa de manutenção dos sistemas, parti-
c) Manter, por um período mínimo de 6 anos, toda a cipando direta e ativamente nas tarefas;
documentação e evidências recolhidas e preparadas durante ii. Garantir a execução das ações previstas no PM, de
os respetivos processos de certificação; acordo com os procedimentos aí descritos;
d) Dar integral cumprimento às decisões da entidade iii. Evidenciar a execução das tarefas de manutenção.
gestora para correção ou minimização de eventuais fa- i) As atividades de instalação e manutenção dos sistemas
lhas detetadas no decurso de processos de verificação de técnicos do edifício deverão ser desempenhadas tendo em
qualidade, incluindo a substituição de pré-certificados e consideração a demais legislação existente, nomeadamente
certificados SCE, quando aplicável. no que se refere aos requisitos específicos de reconheci-
1.5 - Verificar e submeter ao SCE, o Plano de Racio- mento técnico e de formação.
nalização Energética (PRE), mediante a utilização dos
seguintes procedimentos. ANEXO III

a) Verificação da informação que constitui o PRE, de 1 - Categorias de edifícios


acordo com o estabelecido em Despacho do Diretor-Geral
de Energia e Geologia; Para efeitos do n.º 1 do artigo 15.º do Decreto-Lei
b) Utilização da plataforma informática disponibilizada n.º 118/2013, de 20 de agosto, um edifício ou fração pode,
pela entidade gestora, para efetuar o registo dos documen- para efeitos da certificação energética, ser integrado numa
tos produzidos durante o processo de elaboração dos PRE. das seguintes categorias:
1.1 - Habitação (Hab), correspondente a edifícios ou
2 - Competências do Técnico de Instalação frações de edifícios de habitação, independentemente de
e de Manutenção dispor ou não de sistema de climatização;
2.1 - Para efeitos do disposto do n.º 4 do artigo 13.º do De- 1.2 - Pequeno edifício de comércio e serviços sem cli-
creto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto e sem prejuízo do pre- matização (PESsC), correspondente a pequeno edifício ou
visto especificamente no Regulamento de Desempenho Ener- fração destinado a comércio e serviços que não disponha de
gético dos Edifícios de Comércio e Serviços (RECS), compete sistema de climatização, ou cujo sistema de climatização
ao Técnico de Instalação e Manutenção (TIM) do edifício: tenha uma potência térmica correspondente à maior das
potências de aquecimento ou arrefecimento ambiente, igual
a) Assegurar uma gestão pró-ativa e fundamentada de ou inferior a 25 kW;
energia do edifício devendo, para esse efeito: 1.3 - Pequeno edifício de comércio e serviços com cli-
i. Promover a instalação de sistemas de contagem de matização (PEScC), correspondente a pequeno edifício
energia, que permitam uma avaliação mais detalhada dos ou fração destinado a comércio e serviços que disponha
consumos, sempre que possível; de sistema de climatização com uma potência térmica
6624-(16) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

correspondente à maior das potências de aquecimento ou acrescido da taxa de IVA em vigor, é definido de acordo
arrefecimento ambiente, superior a 25 kW; com os números seguintes:
1.4 - Grande edifício de comércio e serviços (GES), 1.1 - Edifícios de habitação e frações constituídas ou
correspondente a grande edifício destinado a comércio e que se prevejam vir a constituir de edifícios de habitação,
serviços, independentemente de dispor ou não de sistema de acordo com a respetiva tipologia, a saber:
de climatização. a) Tipologias T0 e T1 - €35,00;
b) Tipologias T2 e T3 - €45,00;
2 - Tipos de Pré-Certificados e Certificados SCE
c) Tipologias T4 e T5 - €55,00;
2.1 - Para os efeitos do artigo anterior, distinguem-se d) Tipologias T6 e superiores - €65,00.
os seguintes tipos de pré-certificado e de certificado SCE:
1.2 - Edifícios de comércio e serviços e frações cons-
a) Tipo Habitação para a categoria de edifícios referida tituídas ou que se prevejam vir a constituir em edifícios
no n.º 1.1, nas situações de edifício novo, sujeito a grandes de comércio e serviços, de acordo com a respetiva área
intervenção e existente; interior útil de pavimento, a saber:
b) Tipo Pequenos Edifício de Comércio e Serviços para as
categorias de edifícios referidas nos n.ºs 1.2 e 1.3, nas situações a) Área interior útil de pavimento igual ou inferior a
250 m2 - €150,00;
de edifício novo, sujeito a grandes intervenção e existente;
b) Área interior útil de pavimento superior a 250 m2 e
c) Tipo Grandes Edifício de Comércio e Serviços para igual ou inferior a 500 m2 - €350,00;
a categoria de edifícios referida no n.º 1.4, nas situações c) Área interior útil de pavimento superior a 500 m2 e
de edifício novo, sujeito a grandes intervenção e existente. igual ou inferior a 5000 m2 - €750,00;
d) Área interior útil de pavimento superior a 5000 m2 -
2.2 - O formato e conteúdo do pré-certificado e do certi- €950,00.
ficado SCE serão compostos automaticamente pelo sistema
informático de suporte ao SCE, mediante preenchimento 1.3 - Inscrição do registo dos técnicos do SCE na base de
de formulário próprio, apenas acessível aos PQ na sua área dados da entidade gestora e respetiva emissão ou reemissão
de acesso reservado no Portal do SCE. da carteira de qualificação do SCE - €25.00.
2.3 - Os modelos associados aos diferentes tipos de 2 - Os valores referidos no número anterior serão atuali-
pré-certificado e certificado SCE serão definidos em Des- záveis anualmente, através de Despacho do Diretor-Geral
pacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia. de Energia e Geologia.
3 - Encontram-se isentas de pagamento da respetiva
3 - Responsabilidades de emissão do pré-certificado taxa de registo, as seguintes situações:
e do certificado SCE 3.1 - Emissão de novo certificado SCE, após eviden-
3.1 - Para os edifícios novos e sujeitos a intervenção ciada implementação das medidas de melhoria constantes
abrangidos pelo SCE, os PQ que podem proceder à emis- no certificado SCE original registado e desde que se veri-
são do respetivo pré-certificado e do certificado SCE são: fique, cumulativamente, os seguintes pressupostos:

a) No caso de pré-certificados e certificados SCE do a) O certificado original ainda se encontre dentro do


tipo Habitação, um PQ-I; respetivo prazo de validade;
b) A(s) medida(s) implementada(s) tenha(m) levado a
b) No caso de pré-certificados e certificados do tipo
uma melhoria da classe energética;
Pequenos Edifícios de Comércios e Serviços: c) A classificação final, após as medidas implementadas,
i. Um PQ-I, para a categoria PESsC; seja igual ou melhor que B-.
ii. Um PQ-II, para a categoria PEScC;
3.2 - Atualização do certificado SCE de um edifício ou
c) No caso de pré-certificados e certificados SCE do fração sujeitos a um PRE, desde que se verifique, cumu-
tipo Grandes Edifícios de Comércio e Serviços, um PQ-II. lativamente, os seguintes pressupostos:
a) O certificado SCE evidencie a implementação efetiva
3.2 - Para os edifícios existentes abrangidos pelo SCE, do PRE;
os PQ que podem proceder à emissão do respetivo certi- b) A data de emissão do novo certificado SCE não seja
ficado SCE são: posterior a um ano após a data de registo do certificado
SCE anterior.
a) No caso de certificados SCE do tipo Habitação, PQ-I;
b) No caso de certificados SCE do tipo Pequenos Edi- 4 - Os certificados SCE emitidos resultantes de um
fícios de Comércio e Serviços, na categoria PESsC, um pré-certificado encontram-se sujeitos ao pagamento de
PQ-I ou um PQ-II; 50% do valor da taxa prevista nos números 1.1 e 1.2 do
c) No caso de certificados SCE do tipo Pequenos Edifí- presente anexo.
cios de Comércio e Serviços, na categoria PEScC, um PQ-II;
ANEXO V
d) No caso de certificados SCE do tipo Grandes Edifí-
cios de Comércio e Serviços que seja emitido na sequência 1 - Objeto e critérios de seleção da verificação
de uma avaliação aos consumos energéticos, um PQ-II. da qualidade
1.1 - Para os efeitos do n.º 1 do artigo 19.º do Decre-
ANEXO IV to-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, a seleção de processos
Taxas de registo para verificação de qualidade incide sobre:
1 - Para os efeitos do n.º 3 do artigo 18.º do Decreto-Lei a) Os pré-certificados, os certificados SCE e os registos
n.º 118/2013, de 20 de agosto, o valor da taxa de registo, anuais de desempenho energético, registados no Portal do SCE;
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(17)

b) A base de dados dos técnicos do SCE, mediante sele- tificados e certificados SCE, sendo que a anulação dessa
ção de registos efetuados pelos próprios no Portal do SCE. impossibilidade será determinada pelo acesso ao referido
documento.
1.2 - As verificações de qualidade referidas no número
anterior poderão incluir a análise de: 3 - Anotações ao registo individual

a) Processos já registados no Portal do SCE, constantes 3.1 - Para os efeitos do n.º 5 do artigo 19.º do Decre-
da respetiva base de dados; to-Lei n.º 118/2013 de 20 de agosto, as anotações ao registo
b) Processos em curso, mediante acompanhamento do dos técnicos resultantes dos processos de verificação da
técnico visado nos respetivos trabalhos prévios ao registo qualidade, devem incluir, quando aplicável, os seguintes
daqueles no Portal do SCE. elementos:

1.3 - As verificações de qualidade poderão ter níveis a) Número de identificação do processo de verificação
de detalhe diferenciados, distinguindo-se, pelo menos, os de qualidade;
seguintes tipos: b) Código de identificação do Pré-Certificado ou Cer-
tificado SCE visado no âmbito do processo de verificação
a) Verificação sumária, baseada na análise da docu- mencionado na alínea anterior;
mentação registada pelo técnico no Portal do SCE para os c) Número de identificação do processo de contra-
processos identificados na alínea a) do número anterior; ordenação instaurado ao abrigo do n.º 2 e n.º 3 da Lei
b) Verificação detalhada, baseada na análise pormeno- n.º 58/2013, de 20 de agosto.
rizada do trabalho do técnico, podendo incluir uma visita d) Entidade competente para a instauração, instrução
ao edifício, para os processos identificados nas alíneas a) e decisão final dos autos do processo de contraordenação
e b) do número anterior. previsto na alínea anterior;
e) Situações de não conformidade regulamentar resul-
1.4 - O presente artigo aplica-se, com as necessárias tantes das conclusões dos relatórios, no âmbito do processo
adaptações, aos TIM. de verificação de qualidade previsto na alínea a);
1.5 - Os critérios de seleção e verificação da qualidade f) Contraordenação em causa nos autos do processo
serão definidos por Despacho do Diretor-Geral de Energia levantado ao abrigo da alínea c);
e Geologia. g) Decisão condenatória proferida nos autos do processo
levantado ao abrigo da alínea c);
2 - Relatório de verificação de qualidade
h) Sanção acessória, ao abrigo do n.º 6 da Lei n.º 58/2013,
2.1 - Para os efeitos do n.º 5 do artigo 19.º do Decre- de 20 de agosto.
to-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, os resultados das
verificações devem ser reduzidos a escrito na forma de rela- 3.2 - No âmbito da alínea a) do número anterior, os
tório, constituído pelos seguintes elementos de informação: dados mencionados nas alíneas b) e e) serão anotados ao
registo somente após as situações de não conformidade
a) Identificação do técnico do SCE, visado pelo processo
regulamentar detetadas se terem tornado definitivas, por
de verificação de qualidade;
b) Identificação do técnico responsável pela análise e via da conclusão do processo, sendo eliminados decorrido
condução do processo de verificação de qualidade; o prazo de três anos.
c) Identificação do edifício/fração e/ou do(s) sistema(s) 3.3 - No âmbito da alínea c) do n.º 3.1, os dados men-
técnico(s); cionados nas alíneas d), f), g) e h) serão inseridos na base
d) Identificação das situações de não conformidade re- somente após a decisão condenatória, proferida no âmbito
gulamentar detetadas e devidamente documentadas, face ao do processo de contraordenação, se ter tornado definitiva
enquadramento legislativo e critérios de qualidade definidos; ou, quando se trate de decisão judicial, a mesma tiver
e) Comentários do técnico do SCE, visado pelo processo transitado em julgado, sendo eliminados decorrido o prazo
de verificação de qualidade, às situações de não confor- de três anos.
midade regulamentar detetadas; 3.4 - No âmbito da alínea h) do n.º 3.1, e a ser aplicada a
f) Qualificação das situações de não conformidade deteta- sanção acessória prevista na alínea b) do n.º 1 do artigo 21.º
das pela entidade gestora, ou outra constituída para o efeito; do Regime Geral das Contraordenações e Coimas, com
g) Decisão por parte da entidade gestora, das eventuais as suas alterações, por força do n.º 6 do artigo 7.º da Lei
ações a realizar para regularização das situações de não n.º 58/2013, de 20 de agosto, a respetiva informação deverá
conformidade detetadas, bem como respetivos prazos; incluir a menção das datas do início e do fim da interdição
h) Evidências de execução dos procedimentos previstos do exercício da atividade do titular.
na alínea anterior, quando aplicável. 3.5 - As anotações ao registo referidas no presente artigo
visam organizar e manter atualizada a informação neces-
2.2 - A entidade gestora do SCE deverá proceder à noti- sária ao exercício das competências da entidade gestora
ficação do técnico do SCE da decisão prevista na alínea g) e da entidade fiscalizadora do SCE, nos termos e para os
do número anterior, por via digital e postal registada, pre- efeitos dos artigos 10.º, 11.º, 12.º, 19.º e 21.º do Decreto-Lei
sumindo-se feita no 3.º dia útil posterior ao envio. n.º 118/2013, de 20 de agosto.
2.3 - A entidade gestora do SCE deverá proceder à dispo- 3.6 - A entidade gestora do SCE deve assegurar o direito
nibilização dos relatórios dos procedimentos de verificação de informação e de acesso aos dados pelos respetivos
de qualidade à entidade fiscalizadora do SCE. titulares nos termos da legislação aplicável, proceder ao
2.4 - O registo da não receção das notificações deter- saneamento de eventuais incorreções, e assegurar que a
minará a impossibilidade de acesso, do técnico visado, à consulta ou a comunicação da informação em causa res-
plataforma informática de suporte para emissão de pré-cer- peita as condições previstas na lei.
6628-(20) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO Ordenamento do Território e da Conservação da Natu-


DO TERRITÓRIO E ENERGIA reza, o seguinte:
Artigo 1.º
Objeto
Portaria n.º 349-C/2013
1 – A presente portaria estabelece os elementos que
de 2 de dezembro deverão constar dos procedimentos de licenciamento ou de
comunicação prévia de operações urbanísticas de edifica-
O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, aprovou ção, bem como de autorização de utilização, sem prejuízo
o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, o Re- do disposto no n.º 3 do artigo 31.º e do n.º 3 do artigo 50.º,
gulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de ambos do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto.
Habitação e o Regulamento de Desempenho Energético 2 – O Anexo constante da presente portaria e que dela
dos Edifícios de Comércio e Serviços, transpondo ainda faz parte integrante, é aprovado nos termos do Decreto-Lei
n.º 118/2013, de 20 de agosto:
a Diretiva n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho a) Para os efeitos dos [Link] 1 e 2 do artigo 31.º;
energético dos edifícios. b) Para os efeitos dos [Link] 1 e 2 do artigo 50.º
Importa agora, no desenvolvimento daquele de-
creto-lei, determinar os elementos que demonstrem o Artigo 2.º
cumprimento do Regulamento de Desempenho Ener- Entrada em vigor
gético dos Edifícios de Habitação e do Regulamento A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio da sua publicação.
e Serviços. O Secretário de Estado da Energia, Artur Álvaro
Assim: Laureano Homem da Trindade, em 2 de dezembro de
Ao abrigo do disposto nos artigos 31.º e 50.º do 2013 — O Secretário de Estado do Ordenamento do Ter-
Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, manda o ritório e da Conservação da Natureza, Miguel de Castro
Governo, pelos Secretários de Estado da Energia e do Neto, em 29 de novembro de 2013.
ANEXO

Elementos para licenciamento

Para efeitos do disposto nos n.ºs 1 e 2 dos artigos 31.º e 50.º do Decreto-Lei n.º 118/2013, de
20 de agosto, são identificados os elementos a considerar aquando dos procedimentos de
licenciamento ou de comunicação prévia de operações urbanísticas de edificação, bem como
para os procedimentos de autorização de utilização:

1. Edifícios de habitação ² Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de


Habitação (REH)
1.1 Os procedimentos de licenciamento ou de comunicação prévia de operações
urbanísticas de edificação deverão ser instruídos com os seguintes elementos:
a) Termo de responsabilidade (TR) subscrito pelo autor do projeto de comportamento
térmico, nos termos do artigo 10.º, n.º 3 do Regime Jurídico da Urbanização e
Edificação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, quanto ao
cumprimento das disposições legais e regulamentares aplicáveis;
b) Projeto de comportamento térmico elaborado pelo técnico responsável pelo
mesmo, onde devem constar evidências das soluções adotadas e os cálculos
efetuados e cumprimento do REH;
c) Ficha resumo caracterizadora do edifício e da intervenção preconizada, de acordo
com o modelo Ficha n.º 1;
d) Pré-certificado do SCE, emitido por PQ.

1.2 O requerimento de autorização de utilização deverá ser instruído com os seguintes


elementos:
a) TR do técnico responsável pela direção técnica da obra, indicando que a obra se
encontra em conformidade com o projeto aprovado, ou com as alterações
efetuadas e em conformidade com normas legais e regulamentares que lhe são
aplicáveis;
b) TR do técnico responsável pela fiscalização técnica da obra, indicando que a obra
se encontra em conformidade com o projeto aprovado, ou com as alterações
efetuadas e em conformidade com normas legais e regulamentares que lhe são
eventualmente aplicáveis, se aplicável;
c) Declaração ou outra prova de reconhecimento de capacidade profissional dos
técnicos responsáveis mencionadas nas alíneas a) e b), emitida pela respetiva
ordem profissional;
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(21)

d) Ficha resumo caracterizadora do edifício e da intervenção realizada, de acordo com


o modelo Ficha n.º 2;
e) Certificado SCE, emitido por PQ.

1.3 Para efeitos de cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 1.1, o projeto de


comportamento térmico deve evidenciar o cumprimento do REH e apresentar as justificações
para as opções tomadas no cálculo pelo técnico autor do projeto e deve conter, pelo menos,
os seguintes elementos, ainda que por remissão para documentos constantes dos respetivos
procedimentos de controlo prévio:
a) Localização do edifício e caracterização do meio urbano onde se insere;
b) Descrição do edifício e frações que o constituem;
c) Caracterização de soluções construtivas que constituem o edifício em estudo, bem
como de todos os elementos que condicionam o comportamento térmico do
edifício;
d) Caracterização dos sistemas de aquecimento, arrefecimento e ventilação previstos
para o edifício;
e) Caracterização dos sistemas de preparação de água quente sanitária (AQS) previstos
para o edifício;
f) Caracterização dos sistemas que recorrem a energias renováveis previstos para o
edifício;
g) Demonstração detalhada do cálculo dos valores das necessidades nominais de
energia do edifício, bem como dos respetivos valores limite, de acordo com o
modelo REH - Fichas de cálculo;
h) Caracterização do edifício com indicação das frações (quando aplicável) objeto de
análise do projeto, contendo, pelo menos, os seguintes elementos:
i. Planta de arquitetura geral que permita a identificação das frações do
edifício;
ii. Peças desenhadas, designadamente plantas e cortes, com a identificação das
opções tomadas ao nível da caracterização da envolvente, nomeadamente no
que refere-se à determinação de espaços (não) úteis.
i) Pormenores construtivos definidores de todas as situações de pontes térmicas
planas e lineares, nomeadamente:
i. Ligação da fachada com os pavimentos térreos;
ii. Ligação da fachada com pavimentos sobre locais «não úteis» ou exteriores;
iii. Ligação da fachada com pavimentos intermédios;
iv. Ligação da fachada com cobertura inclinada ou terraço;
v. Ligação da fachada com varanda;
vi. Ligação entre duas paredes verticais;
vii. Ligação da fachada com caixa de estore;
viii. Ligação da fachada com padieira, ombreira ou peitoril;
ix. Situações de pontes térmicas planas, nomeadamente ligações a pilares, vigas
e caixas de estore;
x. Outras consideradas relevantes pelo técnico responsável.

2. Edifícios de comércio e serviços ² Regulamento de Desempenho Energético dos


Edifícios de Comércio e Serviços (RECS)

2.1 Os procedimentos de licenciamento ou de autorização de operações urbanísticas de


edificação deverão ser instruídos com os seguintes elementos:
a) TR subscrito(s) pelo(s) autor(es) do(s) projeto(s) do(s) sistema(s) técnico(s) objeto
de requisitos no âmbito do RECS, quanto ao cumprimento das disposições legais e
regulamentares aplicáveis;
b) Declaração ou outra prova de reconhecimento de capacidade profissional dos
técnicos responsáveis pelo(s)projeto(s) do(s) sistema(s) técnico(s) objeto de
requisitos no âmbito do RECS, emitida pela respetiva ordem profissional;
c) Projeto(s) do(s) sistema(s) técnico(s) objeto de requisitos no âmbito do RECS,
elaborado(s) pelo(s) técnico(s) responsável(is) pelo(s) mesmo(s), onde devem
constar evidências das soluções adotadas e os cálculos efetuados;
d) Pré-certificado SCE, emitido por PQ.
6628-(22) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

2.2 O requerimento de licença ou autorização de utilização deverá ser instruído com os


seguintes elementos:
a) TR do técnico responsável pela direção técnica da obra, indicando que a obra se
encontra em conformidade com o projeto aprovado, ou com as alterações
efetuadas e em conformidade com normas legais e regulamentares que lhe são
aplicáveis;
b) TR do técnico responsável pela fiscalização técnica da obra, indicando que a obra
se encontra em conformidade com o projeto aprovado, ou com as alterações
efetuadas e em conformidade com normas legais e regulamentares que lhe são
aplicáveis (se aplicável);
c) Declaração ou outra prova de reconhecimento de capacidade profissional dos
técnicos responsáveis mencionadas nas alíneas a) e b), emitida pela respetiva
ordem profissional;
d) Certificado SCE, emitido por PQ.

2.3 Para efeitos de cumprimento do disposto na alínea c) do n.º 2.1, o(s) projeto(s)
devem conter, pelo menos, referência aos seguintes elementos:
a) Localização do edifício e caracterização do meio urbano onde se insere;
b) Descrição do edifício e frações que o constituem;
c) Caracterização de soluções construtivas que constituem o edifício em estudo, bem
como de todos os elementos que condicionam o comportamento térmico do
edifício;
d) Caracterização dos sistemas de AVAC previstos para o edifício;
e) Caracterização dos sistemas de preparação de AQS previstos para o edifício;
f) Caracterização dos sistemas de iluminação previstos para o edifício;
g) Caracterização dos sistemas de gestão técnica previstos para o edifício;
h) Caracterização dos sistemas de elevadores previstos para o edifício;
i) Caracterização dos sistemas que recorrem a energias renováveis previstos para o
edifício;
j) Caracterização do edifício com indicação das frações (quando aplicável) objeto de
análise do projeto, contendo, pelo menos, os seguintes elementos:
i. Planta de arquitetura geral que permita a identificação do edifício;
ii. Peças desenhadas, designadamente plantas e cortes, com a identificação das
opções tomadas ao nível da caracterização da envolvente;
iii. Esquemas de princípio, quando aplicáveis, dos sistemas técnicos necessários
considerar para efeitos de verificação do presente regulamento.

Modelos de fichas

Ficha n.º 1 REH - alínea d) do n.º1.1


Ficha n.º 2 REH - alínea d) do n.º1.2
REH ² Fichas de cálculo REH - alínea g) do n.º1.3

FICHA n.º 1
REGULAMENTO DE DESEMPENHO ENERGÉTICO
DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO (REH)
(nos termos da alínea d) do n.º 1.1)

Câmara Municipal de

Edifício
Empreendimento: Nº de frações:
Morada:
Freguesia: Concelho:
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(23)

Tipo de Intervenção:
Edifício Novo: Grande Intervenção:

(a preencher com base na informação do projeto de comportamento térmico)

Caracterização

Área interior útil de Pé direito médio


Fração Tipologia
pavimento (m2) ponderado (m)

Resumo de cálculo

Ni Nvc Nv Ntc Eren,ext


Nic QA Nt Eren,p
[Link]. (kWh/ (kWh/ (kWh (kWhEP (kWh/
Fração (kWh/m2. (kWh/ (kWhEP/ (kWh/
(RPH) m2. m2. /m2. /[Link] ano)
ano) ano) [Link]) ano) (*)
ano) ano) ano) o) (**)

(*) correspondente à totalidade das formas de energias renováveis, destinadas a suprir necessidades
relativas aos usos de aquecimento, arrefecimento, preparação de AQS e ventilação.
(**) correspondente à energia renovável que é exportada do edifício e/ou consumida em outros usos não
incluídos em Eren,p.

Técnico responsável pelo projeto de comportamento térmico


Nome:
Inscrito na: Número de inscrição:
Assinatura

FICHA n.º 2
REGULAMENTO DE DESEMPENHO ENERGÉTICO
DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO (REH)
(nos termos da alínea d) do n.º 1.2)

Câmara Municipal de

Edifício
Empreendimento: Nº de frações:
Morada:
Freguesia: Concelho:

Construção conforme projeto:


Sim: Sim, de acordo com alterações promovidas em obra:

(a preencher com base na informação da versão final do projeto de comportamento térmico

Caracterização
Área interior útil de Pé direito médio
Fração Tipologia Pré-certificado nº
pavimento (m2) ponderado (m)
6628-(24) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

Resumo de cálculo
Nic Ni Nvc Nv QA Ntc Eren,ext
Nt Eren,p
[Link]. (kWh/ (kWh/ (kWh/ (kWh/ (kWh (kWhEP (kWh/
Fração (kWhEP/ (kWh/
(RPH) m2. m2. m2. m2. / /[Link] ano)
[Link]) ano) (*)
ano) ano) ano) ano) ano) o) (**)

(*) correspondente à totalidade das formas de energias renováveis, destinadas a suprir necessidades
relativas aos usos de aquecimento, arrefecimento, preparação de AQS e ventilação.
(**) correspondente à energia renovável que é exportada do edifício e/ou consumida em outros usos não
incluídos em Eren,p.

Técnico responsável pelo projeto de comportamento térmico


Nome:
Inscrito na : Número de inscrição:

Diretor de fiscalização de obra (se aplicável)


Nome:
Inscrito na : Número de inscrição:

Diretor técnico de obra


Nome:
Inscrito na: Número de inscrição:

Assinatura

REH - Fichas de cálculo


REGULAMENTO DE DESEMPENHO ENERGÉTICO
DOS EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO (REH)
(alínea g) do n.º 1.3)

Folha de Cálculo A
TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO

A.1 - ENVOLVENTE EXTERIOR


Área A U U.A
ELEMENTOS OPACOS EXTERIORES
m² W/m².°C W/°C

TOTAL

Área A U U.A
VÃOS ENVIDRAÇADOS EXTERIORES
m² W/m².°C W/°C

TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(25)

Comp. B Ŗ Ŗ%
PONTES TÉRMICAS LINEARES
m W/m.°C W/°C

TOTAL

Coeficiente de transferência de calor por transmissão pela envolvente exterior


W/°C
Hext

A.2 - ENVOLVENTE INTERIOR


ELEMENTOS OPACOS EM CONTACTO COM ESPAÇOS NÃO-ÚTEIS Área A U [Link]
btr
m² W/m².°C W/°C

TOTAL

VÃOS ENVIDRAÇADOS EM CONTACTO COM ESPAÇOS NÃO- Área A U [Link]


btr
ÚTEIS m² W/m².°C W/°C
- - - -

TOTAL

PONTES TÉRMICAS LINEARES Comp. B Ŗ Ŗ%Etr


(APENAS PARA PAREDES DE SEPARAÇÃO PARA ESPAÇOS NÃO- btr
m W/m.°C W/°C
ÚTEIS COM btr> 0,7)

TOTAL

Coeficiente de transferência de calor por transmissão por elementos em contato


W/°C
com espaço não-úteis Henu

ELEMENTOS OPACOS EM CONTACTO COM EDIFÍCIOS


Área A U [Link]
ADJACENTES btr
m² W/m².°C W/°C

TOTAL

Coeficiente de transferência de calor por transmissão por elementos em contato


W/°C
com edifícios adjacentes Hadj

A.3 - ELEMENTOS EM CONTACTO COM O SOLO


Área Ubw [Link]
PAREDES ENTERRADAS
m W/m².°C W/°C

TOTAL
6628-(26) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

PAVIMENTOS ENTERRADOS
Área Ubf [Link]
Incluir os pavimentos em contacto com o solo que estão enterrados
m W/m².°C W/°C
(profundidade z>0).

TOTAL

PAVIMENTOS TÉRREOS
Incluir os pavimentos em contacto com o solo ao nível do pavimento Área Uf [Link]
exterior (profundidade z”) com ou sem isolamentos térmico m W/m².°C W/°C
perimetral.

TOTAL

Coeficiente de transferência de calor por elementos em contacto com o solo


W/°C
Hecs

A.4 - COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO

INVERNO
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente exterior Hext W/°C
(da folha de cálculo A.1) +
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente interior Henu + Hadj W/°C
(da folha de cálculo A.2) +
Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
W/°C
solo Hecs
(da folha de cálculo A.3) =
Coeficiente de transferência de calor por transmissão Htr,i W/°C

VERÃO
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente exterior Hext W/°C
(da folha de cálculo A.1) +
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente interior Henu W/°C
(da folha de cálculo A.2) +
Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
W/°C
solo Hecs
(da folha de cálculo A.3) =
Coeficiente de transferência de calor por transmissão Htr,v W/°C

TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO DE REFERÊNCIA

A.5 - ENVOLVENTE EXTERIOR


Área A UREF U.A
ELEMENTOS OPACOS EXTERIORES W/m².°
m² W/°C
C

TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(27)

Área A UREF U.A


VÃOS ENVIDRAÇADOS EXTERIORES W/m².°
m² W/°C
C

TOTAL

Comp. B ŗREF ŗ%


PONTES TÉRMICAS LINEARES
m W/m.°C W/°C

TOTAL

Coeficiente de transferência de calor por transmissão pela envolvente exterior


W/°C
Hext

A.6 - ENVOLVENTE INTERIOR


ELEMENTOS OPACOS EM CONTACTO COM ESPAÇOS NÃO- Área A UREF [Link]
btr
ÚTEIS OU EDIFÍCIOS ADJACENTES m² W/m².°C W/°C

TOTAL

VÃOS ENVIDRAÇADOS EM CONTACTO COM ESPAÇOS NÃO- Área A UREF [Link]


btr
ÚTEIS m² W/m².°C W/°C

TOTAL

PONTES TÉRMICAS LINEARES Comp. B ŗREF ŗ%Etr


(APENAS PARA PAREDES DE SEPARAÇÃO PARA ESPAÇOS NÃO- btr
ÚTEIS COM btr> 0,7) m W/m.°C W/°C

TOTAL

Coeficiente de transferência de calor por transmissão pela envolvente interior


W/°C
Hint REF

A.7 - ELEMENTOS EM CONTACTO COM O SOLO


Área Ubw REF [Link]
PAREDES ENTERRADAS W/m².°
m W/°C
C

TOTAL

PAVIMENTOS ENTERRADOS Área Ubf REF [Link]


Incluir os pavimentos em contacto com o solo que estão enterrados W/m².°
m W/°C
(profundidade z>0). C

TOTAL
6628-(28) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

PAVIMENTOS TÉRREOS
Uf REF
Incluir os pavimentos em contacto com o solo ao nível do pavimento Área [Link]
W/m².°
exterior (profundidade z”) com ou sem isolamentos térmico m W/°C
C
perimetral.

TOTAL

Coeficiente de transferência de calor por elementos em contacto com o solo H ecs


W/°C
REF

A.8 - COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO

Coeficiente de transferência de calor através da envolvente exterior H ext REF W/°C


(da folha de cálculo A.5) +
Coeficiente de transferência de calor através da envolvente interior H enu REF + Hadj
W/°C
REF
(da folha de cálculo A.6) +
Coeficiente de transferência de calor através de elementos em contacto com o
W/°C
solo Hecs REF
(da folha de cálculo A.7) =
Coeficiente de transferência de calor por transmissão H tr REF W/°C

Folha de Cálculo B
TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR VENTILAÇÃO

B.1 - ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO


1
-
5HQGLPHQWRGRVLVWHPDGHUHFXSHUDomRGHFDORUŤ RC,i
x
Caudal médio diário insuflado Vins m3/h
÷
Rph,[Link] m3/h
=
Fator de correção da temperatura para sistemas de recuperação de calor
bve,e
x
0.34
x
Taxa nominal de renovação do ar interior na estação de aquecimento R ph,i h-1
x
Área interior útil de pavimento Ap m2
x
Pé direito médio da fração Pd m
=
Coeficiente de transferência de calor por ventilação Hve,i W/°C
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(29)

B.2 - ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO


1
-
5HQGLPHQWRGRVLVWHPDGHUHFXSHUDomRGHFDORUŤ RC,v
x
Caudal médio diário insuflado Vins m3/h
÷
Rph,[Link] m3/h
=
Fator de correção da temperatura para sistemas de recuperação de calor
bve,e
x
0.34
x
Taxa nominal de renovação do ar interior na estação de aquecimento R ph,v h-1
x
Área interior útil de pavimento Ap m2
x
Pé direito médio da fração Pd m
=
Coeficiente de transferência de calor por ventilação H ve,v W/°C

TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR VENTILAÇÃO DE REFERÊNCIA

B.3 - ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO


0.34
x
Taxa nominal de renovação do ar interior na estação de aquecimento R ph,i
REF h-1
x
Área interior útil de pavimento Ap m2
x
Pé direito médio da fração Pd m
=
Coeficiente de transferência de calor por ventilação H ve,i REF W/°C

Folha de Cálculo C
GANHOS TÉRMICOS NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO

C.1 - GANHOS SOLARES

VÃOS ENVIDRAÇADOS EXTERIORES


Área Área
Área Efetiva
Fator Aw Fator de efetiva
Designação Fração Fator de coletora a
Solar Obstrução coletora
do Orientação Envidraçada Orientação Sul
inverno Fs,i=Fh,[Link],i. As,i=[Link],i.F
envidraçado m² Fg X [Link],i
gi Ff,i [Link]
m2
m2

Em nenhum caso o produto [Link] deve ser menor que 0.27; TOTAL
Para contabilizar o efeito do contorno do vão o produto [Link] deve ser inferior
ou igual a 0.9.
6628-(30) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

VÃOS INTERIORES EM CONTACTO COM SOLÁRIOS, MARQUISES, JARDINS DE INVERNO, ETC.


Fator Área Fator
Área efetiva Área Efetiva
Designação Solar Aw Fator de Fração de
coletora coletora a Sul
do Orientação inverno Obstrução Envidraçada Orienta
As,i=[Link],[Link] [Link],i
envidraçado gi,[Link],E m² Fs,i=Fh,[Link],[Link],i Fg,[Link],ENU ção
m2 m2
NU X

No cálculo de gi,int e gi,ENU não deverão ser considerados os dispositivos de TOTAL


proteção solar móveis devendo considerar-se apenas dispositivos
permanentes;
Caso não existam quaisquer dispositivos de sombreamento, gi será igual ao
fator solar do vidro para uma incidência solar normal g ,vi, afetado do fator
de seletividade angular Fw,i.

ÉUHDHIHWLYDWRWDOHTXLYDOHQWHQDRULHQWDomRD6XO™;$s,i m²
x
Radiação média incidente num envidraçado vertical a Sul Gsul kWh/m².mês
x
Duração da estação de aquecimento M meses
=
Ganhos solares brutos Qsol,i kWh/ano

C.2 - GANHOS INTERNOS


0.72
x
Ganhos internos médios qint W/m2
x
Duração da estação de aquecimento M meses
x
Área interior útil de pavimento Ap m2
=
Ganhos internos brutos Qint,i kWh/ano

C.3 - GANHOS TÉRMICOS BRUTOS

Ganhos solares brutos Qsol,i kWh/ano


(da folha de cálculo C.1) +
Ganhos internos brutos Qint,i kWh/ano
(da folha de cálculo C.2) =
Ganhos térmicos brutos Qg,i kWh/ano

GANHOS TÉRMICOS NA ESTAÇÃO DE AQUECIMENTO DE REFERÊNCIA

C.4 - GANHOS TÉRMICOS BRUTOS DE REFERÊNCIA

Ganhos solares brutos Qsol,i kWh/ano


(Gsul x 0,182 x 0,20 x Ap) +
Ganhos internos brutos Qint,i kWh/ano
(da folha de cálculo C.2) =
Ganhos térmicos brutos Qg,i REF kWh/ano
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013
Folha de Cálculo D
GANHOS TÉRMICOS NA ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO

D.1 - GANHOS SOLARES

VÃOS ENVIDRAÇADOS EXTERIORES


Fator Intensidade
Designação Área Efetiva
Área Tipo Fração
Sel.
Fração Tempo FS Global FS Global FS de verão Fator de da Radiação [Link],[Link]
do Orientação de Envidraçada Prot. Móveis Prot. Moveis Prot. gv=Fm,[Link]+(1- As,v=[Link] Obstrução
angular Isol
Envidraçado Vidro Fg ativas Fm,v e Perm. gT Perm. gTp Fm,v).gTp Fs,v=Fh,[Link],[Link],v
m² Fw,v m2 kWh/[Link] kWh/ano

TOTAL

VÃOS INTERIORES EM CONTACTO COM SOLÁRIOS, MARQUISES, JARDINS DE INVERNO, ETC.


FS de Intensidade
FS de verão Área Efetiva
Designação Área Tipo Fração Fator Sel. angular verão do Fator de da Radiação [Link],[Link]
do vão As,v=[Link],[Link],ENU
do Orientação de Envidraçada Fw,v vão do gv,[Link],ENU Obstrução Isol
interior
Envidraçado Vidro Fg ENU Fs,v=Fh,[Link],[Link],v
m² gv,int m2 kWh/[Link] kWh/ano
gv,ENU

Admite-se que os elementos opacos do ENU não causam sombreamento ao vão interior, pelo que na ausência de outros sombreamentos o fator de obstrução dos vãos interiores Fs,v é igual a 1; TOTAL
Caso o vão exterior do ENU não disponha de dispositivos de proteção solar permanentes o fator solar gv,ENU é igual a 1.

ENVOLVENTE EXTERIOR OPACA


Intensidade
Área Área efetiva Fator de
PAREDES/COBERTURAS/VÃOS OPACOS EXTERIORES E Coeficiente de U Rse da Radiação [Link]
Orientação Aop As Ş8$[Link] Obstrução
COBERTURAS SOB DESVÃO DEVRUomRŞ Isol
Fs=[Link]
m² W/m².°C (m2.°C)/W m2 kWh/[Link] kWh/ano

0.04

TOTAL

6628-(31)
6628-(32) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

Ganhos solares brutos pelos elementos da envolvente envidraçada kWh/ano


+
Ganhos solares brutos pelos elementos da envolvente opaca kWh/ano
=
Ganhos Solares brutos Qsol,v kWh/ano

D.2 - GANHOS INTERNOS

Ganhos internos médios qint W/m2


x
Duração da estação de arrefecimento L v horas
x
Área interior útil de pavimento Ap m2
÷
1000
=
Ganhos internos brutos Q int,v kWh/ano

D.3 - GANHOS TÉRMICOS BRUTOS

Ganhos solares brutos Qsol,v kWh/ano


(da folha de cálculo D.1) +
Ganhos internos brutos Q int,v kWh/ano
(da folha de cálculo D.2) =
Ganhos térmicos brutos Qg,v kWh/ano

GANHOS TÉRMICOS ESTAÇÃO DE ARREFECIMENTO DE REFERÊNCIA

D.4 - GANHOS TÉRMICOS BRUTOS DE REFERÊNCIA

Ganhos internos médios qint W/m2


x
Duração da Estação de Arrefecimento Lv horas
÷
1000
+
Fator solar de verão de referência g v REF
x
Aw/Ap REF
x
Radiação solar média de referência Isol REF kWh/[Link]
=
kWh/[Link]
x
Área interior útil de Pavimento Ap m2
=
Ganhos de calor brutos na estação de arrefecimento Q g,v REF kWh/ano
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(33)

Folha de Cálculo E
NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA AQUECIMENTO

E.1 - TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO


0.024
x
Número de graus-dias de aquecimento GD °[Link]
x
Coeficiente de transferência de calor por transmissão Htr,i W/°C
(da folha de cálculo A.4) =
Transferência de calor por transmissão na estação de aquecimento Qtr,i kWh/ano

E.2 - TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR RENOVAÇÃO DO AR


0.024
x
Número de graus-dias de aquecimento GD °[Link]
x
Coeficiente de transferência de calor por renovação do ar Hve,I W/°C
(da folha de cálculo B.1) =
Transferência de calor por renovação do ar na estação de aquecimento
kWh/ano
Qve,i

E.3 - FATOR DE UTILIZAÇÃO DE GANHOS

Inércia do edifício

kWh/an
Ganhos térmicos brutos Qg,i
o
(da folha de cálculo C.3) ÷
kWh/an
Qtr,i+Qve,i
o
(das folhas de cálculo C.2 e
=
C.3)
SDUkPHWURŠi parâmetro ai

)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVŤi

Ganhos totais úteis

)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVŤi
x
Ganhos térmicos brutos Qg,i kWh/ano
(da folha de cálculo C.3) =
Ganhos totais úteis Qgu,i kWh/ano

E.4 - NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA AQUECIMENTO

Transferência de calor por transmissão na estação de aquecimento Qtr,i kWh/ano


(da folha de cálculo E.1) +
Transferência de calor por renovação do ar na estação de aquecimento
kWh/ano
Qve,i
(da folha de cálculo E.2) -
Ganhos de calor úteis na estação de aquecimento Qgu,i kWh/ano
(da folha de cálculo E.3) =
Necessidades anuais na estação de aquecimento kWh/ano
÷
Área interior útil de pavimento Ap m²
=
Necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento Nic kWh/m².ano
6628-(34) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

LIMITE MÁXIMO DAS NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA AQUECIMENTO

E.5 - COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR DE REFERÊNCIA

Coeficiente de transferência de calor por transmissão H tr REF W/°C


(da folha de cálculo A.8) +
Coeficiente de transferência de calor por renovação do ar Hve,I REF W/°C
(da folha de cálculo B.3) =
Coeficiente de transferência de calor Ht,I REF W/°C

E.6 - TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO DE REFERÊNCIA

0.024
x
Número de graus-dias de aquecimento GD °[Link]
x
Coeficiente de transferência de calor por transmissão H tr REF W/°C
(da folha de cálculo A.8) =
Transferência de calor por transmissão na estação de aquecimento Q tr,i REF kWh/ano

E.7 - TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR RENOVAÇÃO DO AR DE REFERÊNCIA

0.024
x
Número de graus-dias de aquecimento GD °[Link]
x
Coeficiente de transferência de calor por renovação do ar Hve,I REF W/°C
(da folha de cálculo B.3) =
Transferência de calor por renovação do ar na estação de aquecimento Qve,i REF kWh/ano

E.8 - FATOR DE UTILIZAÇÃO DE GANHOS DE REFERÊNCIA

Ganhos totais úteis

)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVťi REF
x
Ganhos térmicos brutos Qg,i REF kWh/ano
(da folha de cálculo C.4) =
Ganhos totais úteis Qgu,i REF kWh/ano

E.9 - LIMITE DAS NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA AQUECIMENTO

Transferência de calor por transmissão na estação de aquecimento Q tr,i REF kWh/ano


(da folha de cálculo E.6) +
Transferência de calor por renovação do ar na estação de aquecimento Qve,i REF kWh/ano
(da folha de cálculo E.7) -
Ganhos de calor úteis na estação de aquecimento Q gu,i REF kWh/ano
(da folha de cálculo E.8) =
Necessidades Anuais na estação de aquecimento kWh/ano
÷
Área interior útil de pavimento Ap m²
=
Limite máximo das necessidades nominais anuais de energia útil para
kWh/m².ano
aquecimento Ni
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(35)

Folha de Cálculo F
NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA ARREFECIMENTO

F.1 - TRANSFERÊNCIA DE CALOR

Coeficiente de transferência de calor por transmissão Htr,v W/°C


(da folha de cálculo A.4) +
Coeficiente de transferência de calor por renovação do ar Hve,v W/°C
(da folha de cálculo B.2) =
Coeficiente de transferência de calor Ht,v W/°C

F.2 - TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR TRANSMISSÃO

Coeficiente de transferência de calor por transmissão Htr W/°C


(da folha de cálculo A.4) x
ťv,ref - ťv,ext) °C
x
Duração da Estação de Arrefecimento Lv horas
÷
1000
=
Transferência de calor por transmissão na estação de arrefecimento Qtr,v kWh/ano

F.3 - TRANSFERÊNCIA DE CALOR POR RENOVAÇÃO DO AR

Coeficiente de transferência de calor por renovação do ar Hve,v W/°C


(da folha de cálculo B.2) x
ťv,ref - ťv,ext) °C
x
Duração da Estação de Arrefecimento Lv horas
÷
1000
=
Transferência de calor por renovação do ar na estação de arrefecimento
kWh/ano
Qve,v

F.4 - FATOR DE UTILIZAÇÃO DE GANHOS

Inércia do edifício

Ganhos térmicos brutos Qg,v kWh/ano


(da folha de cálculo D.3) ÷
Transferência de calor por transmissão e por renovação do ar Qtr,v+Qve,v kWh/ano
(das folhas de cálculo F.2 e F.3) =
SDUkPHWURŠv

parâmetro av

)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVŤv

F.5 - NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA ARREFECIMENTO

(1- Ťv)
x
Ganhos de calor brutos na estação de arrefecimento Qg,v kWh/ano
(da folha de cálculo D.3) ÷
Área interior útil de pavimento Ap m²
=
Necessidades Anuais de Energia Útil na Estação de Arrefecimento Nvc kWh/m².ano
6628-(36) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

LIMITE DAS NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA ARREFECIMENTO

F.6 - FATOR DE UTILIZAÇÃO DE GANHOS DE REFERÊNCIA

)DWRUGHXWLOL]DomRGRVJDQKRVťREF v

F.7 - LIMITE DAS NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS DE ENERGIA ÚTIL PARA ARREFECIMENTO

(1- ťv REF)
x
Ganhos de calor brutos na estação de arrefecimento Qg,v REF kWh/ano
(da folha de cálculo D.4) ÷
Área interior útil de pavimento Ap m²
=
Limite das Necessidades Anuais de Energia Útil na Estação de Arrefecimento
kWh/m².ano
Nv

Folha de Cálculo G
NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS GLOBAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA

G.1 - NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA PARA AQUECIMENTO


Necessidades Necessidades
Eficiência Fator de
de Energia fI de Energia
SISTEMA PARA Fonte de Nominal Conversão
Útil Primária
AQUECIMENTO Energia Ťi Fpui
Nic fiš[Link]Ťi
kWh/m².ano kWhEP/kWh kWhEP/m².ano

TOTAL 1 TOTAL

G.2 - NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA PARA ARREFECIMENTO


Necessidades Necessidades
Eficiência Fator de
Fonte de Energia de Energia
SISTEMA PARA fv š Nominal Conversão
de Útil Primária
ARREFECIMENTO Ťv Fpuv
Energia Nvc faš[Link]Ťv
kWh/m².ano kWhEP/kWh kWhEP/m².ano

TOTAL 1 TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(37)

G.3 - NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA PARA PRODUÇÃO DE AQS

MAQS l
x
40 4187
x x
Número convencional de
Aumento de
ocupantes de cada fração ocupantes °C
WHPSHUDWXUD÷7
n
x x
Número de dias de
Fator de eficiência hídrica dias
consumo
= ÷
Consumo médio diário de
referência MAQS
l 3600000
÷
Ap m2
=
kWh/[Link]
Necessidades anuais de energia útil para a preparação de AQS Q a/Ap
o

Necessidades
Necessidades Eficiência Fator de de Energia
de Energia Útil fa Conversão primária
SISTEMA Fonte de Nominal
PARA AQS Energia Qa/Ap Ťa Fpua Iš4a/[Link]/
Ťa
kWh/m².ano kWhEP/kWh kWhEP/m².ano

TOTAL 1 TOTAL

G.4 - NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA PARA VENTILAÇÃO MECÂNICA

Energia anual elétrica necessária ao funcionamento do sistema de


kWh/ano
ventilação mecânica Wvm
÷
Área interior útil de Pavimento Ap m2
x
Fator de Conversão Fpu kWhEP/kWh
=
Necessidades anuais de energia primária para o sistema de ventilação kWhEP/m².ano

G.5 - ENERGIA PRIMÁRIA PROVENIENTE DE FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEL


SISTEMA COM Fator de Conversão Energia primária
Eren/Ap
RECURSO A Produção de Fpu [Link]
ENERGIA Energia
kWh/m².ano kWhEP/kWh kWhEP/m².ano
RENOVÁVEL

TOTAL
6628-(38) Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013

G.6 - NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS GLOBAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA

Energia primária para aquecimento kWhEP/m².ano


(da folha de cálculo G.1) +
Energia primária para arrefecimento kWhEP/m².ano
(da folha de cálculo G.2) +
Energia primária para a preparação de AQS kWhEP/m².ano
(da folha de cálculo G.3) +
Energia primária necessária para o sistema de ventilação mecânica kWhEP/m².ano
(da folha de cálculo G.4) -
Energia primária proveniente de sistemas com recurso a energia
kWhEP/m².ano
renovável
(da folha de cálculo G.5) =
Necessidades nominais anuais globais de energia primária Ntc kWhEP/m².ano

NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS GLOBAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA

G.7 - NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA PARA AQUECIMENTO DE REFERÊNCIA


Necessidades Necessidades
Eficiência Fator de
de Energia fI de Energia
SISTEMA PARA Fonte de Nominal Conversão
Útil Primária
AQUECIMENTO Energia ťi Fpui
Nic fiŢ[Link]ťi
kWh/m².ano kWhEP/kWh kWhEP/m².ano

TOTAL 1 TOTAL

G.8 - NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA PARA ARREFECIMENTO DE REFERÊNCIA


Necessidades Necessidades
Fator de
de Energia Eficiência de Energia
Fonte Conversão
SISTEMA PARA Útil fv Nominal Primária
de Fpuv
ARREFECIMENTO Nvc ťv faŢ[Link]ťv
Energia
kWhEP/kW
kWh/m².ano kWhEP/m².ano
h

TOTAL 1 TOTAL
Diário da República, 1.ª série — N.º 233 — 2 de dezembro de 2013 6628-(39)

G.9 - NECESSIDADES NOMINAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA PARA PRODUÇÃO DE AQS DE REFERÊNCIA

MAQS l
x
40 4187
x x
Número convencional de Aumento de
ocupantes de cada fração ocupantes temperatura °C
n ÷7
x x
Número de
Fator de eficiência hídrica dias de dias
consumo
= ÷
Consumo médio diário de
l 3600000
referência MAQS
÷
Ap m2
=
Necessidades anuais de energia útil para a preparação de AQS
kWh/[Link]
Qa/Ap

Necessidades Eficiência Fator de Necessidades de


de Energia Útil fa Conversão Energia primária
SISTEMA Fonte de Nominal
PARA AQS Energia Qa/Ap ťa Fpua IŢ4a/[Link]ťa
kWh/m².ano kWhEP/kWh kWhEP/m².ano

TOTAL 1 TOTAL

G.10 LIMITE DAS NECESSIDADES NOMINAIS ANUAIS GLOBAIS DE ENERGIA PRIMÁRIA

Energia primária para aquecimento kWhEP/m².ano


(da folha de cálculo G.7) +
Energia primária para arrefecimento kWhEP/m².ano
(da folha de cálculo G.8) +
Energia primária para a preparação de AQS kWhEP/m².ano
(da folha de cálculo G.9) =
Limite das necessidades nominais anuais globais de energia primária Nt kWhEP/m².ano

DATA

CARGO CARGO

NOME NOME
1816 Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 2 de abril de 2019

NEGÓCIOS ESTRANGEIROS declaração anual do diretor-geral da Autoridade Tributária


e Aduaneira de 30 de janeiro de 2019, relativamente ao
Aviso n.º 12/2019 ano de 2018, elaborada nos termos do disposto no n.º 2 do
ponto 1.º da Portaria n.º 132/98, de 4 de março.
Por ordem superior se torna público que, em 2 de abril
de 2018 e 18 de fevereiro de 2019, foram recebidas notas, O Ministro das Finanças, Mário José Gomes de Freitas
respetivamente, na Embaixada de Portugal em Kiev e no Centeno, em 21 de março de 2019.
Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, nas 112166827
quais se comunica terem sido cumpridas as respetivas
formalidades constitucionais internas de aprovação do
Acordo entre a República Portuguesa e a Ucrânia sobre AMBIENTE E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
Proteção Mútua de Informação Classificada, assinado em
Kiev, em 22 de maio de 2017.
Por parte da República Portuguesa, o referido Acordo Portaria n.º 98/2019
foi aprovado pelo Decreto n.º 3/2019, de 6 de fevereiro, de 2 de abril
publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 26, de 6 de
fevereiro de 2019. O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado
Nos termos do artigo 16.º do referido Acordo, este en- pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo
trou em vigor a 19 de março de 2019. Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, pelo Decreto-
-Lei n.º 251/2015, de 25 de novembro, pelo Decreto-Lei
Direção-Geral de Política Externa, 22 de março de n.º 28/2016, de 23 de junho, e pela Lei n.º 52/2018, de
2019. — O Subdiretor-Geral, Francisco Alegre Duarte. 20 de agosto, aprovou o Sistema de Certificação Energética
112169046 dos Edifícios, o Regulamento de Desempenho Energé-
tico dos Edifícios de Habitação (REH) e o Regulamento
de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e
FINANÇAS Serviços, transpondo ainda a Diretiva n.º 2010/31/UE, do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de maio de 2010,
Portaria n.º 97/2019 relativa ao desempenho energético dos edifícios.
de 2 de abril
O artigo 9.º da Diretiva n.º 2010/31/UE dispõe sobre
os edifícios com necessidades quase nulas de energia,
No início de cada ano, deve, o Ministro das Finanças, conhecidos por NZEB, caracterizados por apresentarem
determinar qual a percentagem do montante das cobranças um desempenho energético muito elevado, e terem as suas
coercivas, realizadas no ano anterior, derivadas dos pro- necessidades de energia quase nulas ou muito pequenas,
cessos instaurados pelos serviços da Autoridade Tributária cobertas em grande medida por energia proveniente de
e Aduaneira (AT) que constituirá receita própria do Fundo fontes renováveis, seja produzida no local ou nas proxi-
de Estabilização Tributário (FET). midades. Nos termos da referida disposição comunitária,
A atribuição dessa receita ao FET resulta da avaliação imputa-se ao Estados Membros o dever de assegurar que,
que o Ministro das Finanças faz do desempenho ou pro- até à data de 31 de dezembro de 2018, os edifícios novos
dutividade global dos serviços da AT, enquanto organiza- ocupados e detidos por autoridades públicas sejam edifí-
ção, face ao grau de execução dos planos de atividades e cios NZEB, aplicando-se a mesma obrigação para todos
de cumprimento dos objetivos globais estabelecidos ou os demais edifícios novos, até à data de 31 de dezembro
acordados com a tutela. de 2020.
Os resultados alcançados quer ao nível da arrecadação Para o efeito, o artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 118/2013,
efetiva da receita tributária total no ano de 2018 quer do na sua atual redação, prevê um conjunto de disposições
desenvolvimento das atividades globais da AT e da realiza- relativas aos edifícios NZEB, determinando que o parque
ção de projetos ou programas com vista à obtenção de uma edificado deve progressivamente ser composto por edi-
melhor e mais equitativa repartição do esforço tributário fícios NZEB, com vista à implementação e execução de
coletivo espelham bem o elevado grau de cumprimento um plano nacional de reabilitação do parque de edifícios
dos objetivos estabelecidos para a AT no ano de 2018, e o existentes, e enquadrando a definição nacional de edifí-
elevado e exigente padrão de competências profissionais cio NZEB, em particular no disposto do respetivo n.º 5.
e dedicação dos trabalhadores na realização das múltiplas Como tal, importa proceder à pormenorização do con-
atribuições da AT. ceito de edifício NZEB, aplicável no âmbito do ordena-
Assim: mento jurídico nacional, e de rever, e adaptar em conso-
Manda o Governo, pelo Ministro das Finanças, ao abrigo nância, as exigências legais e regulamentares que, no caso
da alínea a) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 335/97, do REH, se deverão refletir na Portaria n.º 349-B/2013,
de 2 de dezembro, com a redação dada pelo Decreto-Lei de 29 de novembro, alterada pela Portaria n.º 379-A/2015,
n.º 113/2017, de 7 de setembro, e do n.º 5 do ponto 1.º da de 22 de outubro, e pela Portaria n.º 319/2016, de 15 de
Portaria n.º 132/98, de 4 de março, o seguinte: dezembro, que define a metodologia de determinação da
classe de desempenho energético para a tipologia de pré-
Artigo único -certificados e certificados do SCE, bem como os requisitos
de comportamento técnico e de eficiência dos sistemas
Percentagem a afetar ao Fundo de Estabilização Tributário
técnicos dos edifícios novos e edifícios sujeitos a grande
A percentagem, a que se refere a alínea a) do n.º 1 do intervenção.
artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 335/97, de 2 de dezembro, Assim:
com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 113/2017, de Ao abrigo do disposto no REH, publicado no Decreto-
7 de setembro, é fixada em 5 % do montante constante da -Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelo Decreto-
Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 2 de abril de 2019 1817

-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto-Lei 3. [...]


n.º 194/2015, de 14 de setembro, pelo Decreto-Lei 4. [...]
5. [...]
n.º 251/2015, de 25 de novembro, pelo Decreto-Lei 6. Edifícios de habitação de necessidades quase nulas
n.º 28/2016, de 23 de junho, e pela Lei n.º 52/2018, de de energia
20 de agosto, manda o Governo, pelo Secretário de Estado
da Energia, o seguinte: 6.1. Necessidades energéticas

Artigo 1.º 1 — O valor das necessidades nominais anuais de


energia útil para aquecimento (Nic) para edifícios de
Objeto necessidades quase nulas de energia deve ser inferior
A presente portaria procede à terceira alteração da Por- ou igual a 75 % do seu valor máximo (Ni).
taria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, alterada pela 2 — O valor das necessidades energéticas nominais
Portaria n.º 379-A/2015, de 22 de outubro, e pela Portaria de energia primária (Ntc) para edifícios de necessidades
quase nulas de energia deve ser inferior ou igual a 50 %
n.º 319/2016, de 15 de dezembro, que define a metodolo-
do seu valor máximo (Nt).
gia de determinação da classe de desempenho energético
3 — Para a zona climática I1, caso a relação Nic/Ni
para a tipologia de pré-certificados e certificados do SCE,
seja inferior ou igual a 0,6 e o fator solar máximo (gT, max)
bem como os requisitos de comportamento técnico e de
dos vãos envidraçados a que se refere o n.º 2.3 do pre-
eficiência dos sistemas técnicos dos edifícios novos e edi-
sente anexo seja inferior ou igual a 0,15, considera-se
fícios sujeitos a grande intervenção.
que o edifício tem apenas necessidades de aquecimento
efetivas pontuais, pelo que o valor de Nic, no cálculo das
Artigo 2.º necessidades nominais anuais de energia primária é nulo.
Alteração à Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro
6.2. Aproveitamento de fontes de energia renovável
O artigo 1.º e o anexo I da Portaria n.º 349-B/2013, de
29 de novembro, alterada pela Portaria n.º 379-A/2015, Os sistemas para aproveitamento de fontes de energia
de 22 de outubro, e pela Portaria n.º 319/2016, de 15 de renovável dos edifícios de necessidades energéticas
dezembro, passam a ter a seguinte redação: quase nulas devem suprir pelo menos 50 % das neces-
sidades anuais de energia primária.
Artigo 1.º
7. Requisitos, valores de referência e máximos
[...]
De acordo com o previsto na presente portaria, os
1— ..................................... requisitos, valores de referência e máximos a considerar
2 — O anexo constante da presente portaria e que na conceção de edifícios de habitação novos e existentes
dela faz parte integrante é aprovado nos termos do sujeitos a intervenções, bem como nas situações em que
Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelo estes estejam sujeitos à emissão dos pré-certificados e
Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto- certificados do SCE previsto no artigo 3.º do Decreto-
-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, pelo Decreto-Lei -Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelo Decreto-
n.º 251/2015, de 25 de novembro, pelo Decreto-Lei -Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto-Lei
n.º 28/2016, de 23 de junho, e pela Lei n.º 52/2018, de n.º 194/2015, de 14 de setembro, pelo Decreto-Lei
20 de agosto: n.º 251/2015, de 25 de novembro, pelo Decreto-Lei
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . n.º 28/2016, de 23 de junho, e pela Lei n.º 52/2018, de
b) Para os efeitos do artigo 16.º; 20 de agosto, são evolutivos e a sua aplicação encontra-
c) [Anterior alínea b).] -se definida nas tabelas I.20 e I.21:
d) [Anterior alínea c).]
TABELA I.20
e) [Anterior alínea d).]
f) [Anterior alínea e).] Requisitos e valores de referência a considerar em
função do contexto do edifício e data do início do
3 — Todas as operações urbanísticas, incluindo as processo de licenciamento ou autorização de edifi-
operações urbanísticas identificadas no n.º 2 do artigo 2.º cação.
do Decreto-Lei n.º 53/2014, de 8 de abril, com a redação
dada pelo Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro,
devem cumprir os requisitos de eficiência energética e de
qualidade térmica estabelecidos nos termos da presente
portaria, do Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto,
alterado pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril,
pelo Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, pelo
Decreto-Lei n.º 251/2015, de 25 de novembro, pelo
Decreto-Lei n.º 28/2016, de 23 de junho, e pela Lei
n.º 52/2018, de 20 de agosto, e demais regulamentos.

ANEXO

[...]
1. [...]
2. [...]
1818 Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 2 de abril de 2019

TABELA I.21 suspensão do POOC Terceira e a permissão deste investi-


mento não põem em causa as especificidades e obrigações
Aplicação das exigências para edifícios de necessidades
quase nulas de energia em função da data de início do de preservação nas zonas costeiras, no caso em particular
processo de licenciamento ou autorização de edifica- da freguesia de São Mateus.
ção. Esta suspensão vigora durante dois anos ou até à con-
clusão do processo de revisão do POOC Terceira, que está
atualmente em curso e que visa, também, dar resposta às
novas dinâmicas económicas da Região, mas sem beliscar
os pressupostos de conservação paisagística, ambiental e
costeira em torno da ilha Terceira.
Assim, nos termos da alínea d) do n.º 1 do artigo 227.º
da Constituição da República Portuguesa, da alínea b) do
n.º 1 do artigo 89.º do Estatuto Político-Administrativo da
Artigo 3.º Região Autónoma dos Açores, e de acordo com os [Link] 1 e
4 do artigo 123.º e com o n.º 1 do artigo 133.º do Decreto
Entrada em vigor
Legislativo Regional n.º 35/2012/A, de 16 de agosto, o
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao Governo Regional decreta o seguinte:
da sua publicação.
O Secretário de Estado da Energia, João Saldanha de Artigo 1.º
Azevedo Galamba, em 25 de março de 2019.
112174116 Objeto e âmbito

O presente diploma tem por objeto a suspensão parcial


do Plano de Ordenamento da Orla Costeira da Ilha Terceira
REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES (POOC Terceira), aprovado pelo Decreto Regulamentar
Regional n.º 1/2005/A, de 15 de fevereiro, na área delimi-
Presidência do Governo tada nas plantas que constituem os anexos I a III do presente
diploma e do qual são parte integrante.
Decreto Regulamentar Regional n.º 3/2019/A
Artigo 2.º
Suspensão parcial do Plano de Ordenamento da Orla Costeira
da Ilha Terceira Finalidade

O Plano de Ordenamento da Orla Costeira da Ilha Ter- A suspensão referida no artigo anterior visa, única e
ceira (POOC Terceira), aprovado pelo Decreto Regula- exclusivamente, a possibilidade de construção de um em-
mentar Regional n.º 1/2005/A, de 15 de fevereiro, foi um preendimento de alojamento turístico.
dos primeiros planos de ordenamento da orla costeira a ser
aprovado na Região Autónoma dos Açores. Artigo 3.º
A dinâmica do planeamento territorial impõe que os
instrumentos de gestão territorial possam ser objeto de Prazo
alteração, correção material, retificação, revisão e suspen-
são. Assim, através da Resolução n.º 81/2018, de 16 de A presente suspensão parcial do POOC Terceira vigora
julho, foi determinado o início do processo de alteração durante dois anos ou até à entrada em vigor da alteração
do POOC Terceira, com vista a contemplar os aspetos deste Plano de Ordenamento.
identificados no respetivo relatório de avaliação e adequá-
-lo às atuais condições económicas, sociais, culturais e Artigo 4.º
ambientais, sem interferir com os objetivos que presidiram
à sua elaboração. Entrada em vigor
Não obstante, perante a intenção de desenvolvimento
de um projeto de alojamento turístico qualificado, na O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao
freguesia de São Mateus, a Câmara Municipal de Angra da sua publicação.
do Heroísmo requereu a suspensão parcial do referido Aprovado em Conselho do Governo Regional, em Santa
Plano, possibilitando a realização desse investimento
Cruz da Graciosa, em 27 de fevereiro de 2019.
que potencia a diversificação económica e a criação de
emprego. O Presidente do Governo Regional, Vasco Ilídio Alves
Esta suspensão abrange uma parcela situada naquela Cordeiro.
freguesia tendo como única e exclusiva finalidade a
possibilidade de construção de empreendimentos tu- Assinado em Angra do Heroísmo em 25 de março de
rísticos. 2019.
Tendo em conta as caraterísticas do terreno onde ficará
implantado o novo empreendimento, as caraterísticas e Publique-se.
integração na zona em que será inserido, a distância do
mesmo ao mar e o facto de, entre o terreno e a orla costeira, O Representante da República para a Região Autónoma
existir uma estrada, é entendido e verificável in loco que a dos Açores, Pedro Manuel dos Reis Alves Catarino.
Diário da República, 1.ª série — N.º 239 — 15 de dezembro de 2016 4723

Artigo 30.º Artigo 35.º


Cessação do procedimento concursal Aplicação no tempo

1 — O procedimento concursal cessa com a ocupação A presente portaria aplica-se aos procedimentos con-
das vagas constantes da publicitação ou, quando os postos cursais que sejam publicitados após a data da sua entrada
não possam ser totalmente ocupados, por inexistência ou em vigor.
insuficiência de candidatos à prossecução do procedi- Artigo 36.º
mento.
2 — Excecionalmente, o procedimento concursal pode, Norma revogatória
ainda, cessar por despacho devidamente fundamentado É revogada a Portaria n.º 938/2000, de 30 de junho, com
do diretor nacional da PSP, homologado pelo Ministro as alterações introduzidas pela Portaria n.º 968/2007, de
da Administração Interna, desde que não se tenha ainda 8 de novembro.
procedido à ordenação final dos candidatos. Artigo 37.º
Artigo 31.º Entrada em vigor

Impugnação administrativa A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao


da sua publicação.
1 — Da exclusão do candidato do procedimento concur-
sal pode ser interposto recurso hierárquico para o diretor Em 6 de dezembro de 2016.
nacional da PSP, no prazo de 30 dias. O Ministro das Finanças, Mário José Gomes de Freitas
2 — Quando a decisão do recurso seja favorável ao Centeno. — A Ministra da Administração Interna, Maria
recorrente, este mantém o direito a completar o procedi- Constança Dias Urbano de Sousa.
mento.
3 — Dos atos praticados pelo diretor nacional da PSP,
nomeadamente da homologação da lista de ordenação final, ECONOMIA
pode ser interposto recurso hierárquico para o Ministro da
Administração Interna, no prazo de 30 dias. Portaria n.º 319/2016
Artigo 32.º de 15 de dezembro

Restituição e destruição de documentos O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado


pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto-
1 — A documentação apresentada pelos candidatos não -Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, pelo Decreto-Lei
aprovados no concurso, quando a sua restituição não seja n.º 251/2015, de 25 de novembro, e pelo Decreto-Lei
solicitada no prazo máximo de um ano após a cessação do n.º 28/2016, de 23 de junho, aprovou o Sistema de Certifi-
respetivo procedimento concursal, é destruída nos termos cação Energética dos Edifícios (SCE), o Regulamento de
do Regulamento de Conservação Arquivística da Polícia Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) e
de Segurança Pública. o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de
2 — A documentação apresentada pelos candidatos Comércio e Serviços, transpondo a Diretiva n.º 2010/31/UE,
respeitante a procedimentos concursais que tenham sido do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de maio de
objeto de impugnação jurisdicional só pode ser destruída 2010, relativa ao desempenho energético dos edifícios.
ou restituída após a execução da decisão jurisdicional. A Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, alterada
pela Portaria n.º 379-A/2015 de 22 de outubro, definiu a meto-
Artigo 33.º dologia de determinação da classe de desempenho energético
para a tipologia de pré-certificados e certificados SCE, bem
Modelos de formulários como os requisitos de comportamento térmico e de eficiência
1 — São aprovados por despacho do diretor nacional da de sistemas técnicos dos edifícios novos e edifícios sujeitos
PSP os modelos de formulário-tipo a seguir mencionados: a intervenção. Tendo por base a experiência de aplicação
dos requisitos que entraram em vigor a 1 de janeiro de 2016,
a) Formulário de candidatura; foram identificadas situações relativamente às quais a apli-
b) Formulário para o exercício do direito de participação cação destes requisitos suscita dificuldades práticas, pelo que
dos interessados. importa proceder a ajustes que permitam a sua aplicação clara.
Assim:
2 — Os formulários referidos do número anterior são Ao abrigo do disposto no REH, publicado no Decreto-
de utilização obrigatória. -Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelo Decreto-
-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, pelo Decreto-Lei
Artigo 34.º n.º 194/2015, de 14 de setembro, pelo Decreto-Lei
n.º 251/2015, de 25 de novembro, e pelo Decreto-Lei
Direito subsidiário
n.º 28/2016, de 23 de junho, manda o Governo, pelo Se-
Em tudo o que não estiver expressamente previsto na cretário de Estado da Energia, o seguinte:
presente portaria, é aplicável, com as necessárias adap-
tações, a portaria que regulamenta a tramitação do pro- Artigo 1.º
cedimento concursal prevista no artigo 37.º, n.º 2, da Lei Objeto
Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela A presente portaria procede à segunda alteração da Por-
Lei n.º 35/2014, de 20 de junho. taria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, alterada pela
4724 Diário da República, 1.ª série — N.º 239 — 15 de dezembro de 2016

Portaria n.º 379-A/2015, de 22 de outubro, que define a Tabela I.04


metodologia de determinação da classe de desempenho
energético para a tipologia de pré-certificados e certificados [...]
SCE, bem como os requisitos de comportamento térmico
e de eficiência de sistemas técnicos dos edifícios novos e [...]
sujeitos a intervenção.
2 — [...]
Artigo 2.º
Alteração à Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro 2.1 — [...]

São alterados o artigo 1.º e o Anexo à Portaria [...]


n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, alterada e republicada
pela Portaria n.º 379-A/2015, de 22 de outubro, que passam 2.2 — [...]
a ter a seguinte redação:
[...]
«Artigo 1.º
Objeto e âmbito Tabela I.05A
1 — A presente portaria define a metodologia de
determinação da classe de desempenho energético para [...]
a tipologia de pré-certificados e certificados SCE, bem [...]
como os requisitos de comportamento térmico e de
eficiência dos sistemas técnicos dos edifícios novos e Tabela I.05B
edifícios sujeitos a intervenção.
2 — [...].
[...]
3 — [...].»
«ANEXO [...]

[...] 2.3 — [...]

1 — [...] [...]

1.1 — [...] Tabela I.06

1 — [...]:
[...]
a) [...]
b) [...] [...]
c) [...]
d) [...]: 3 — [...]

i) Ganhos térmicos associados ao aproveitamento da [...]


radiação solar (Qsol,i = Gsul × 0,146 × 0,15Ap × M) e
internos. 4 — [...]
ii) [...].
4.1 — [...]
2 — Deve ser considerado um valor de necessida-
des nominais anuais de energia útil para aquecimento [...]
(Ni) de 5 kWh/[Link], sempre que Ni, determinado de
acordo com o disposto no número anterior, seja inferior Tabela I.07
àquele valor.
[...]
Tabela I.01
[...]
[...]
Tabela I.08
[...]
Tabela I.02 [...]

[...] [...]
[...]
Tabela I.09
Tabela I.03

[...] [...]

[...] [...]

1.2 — [...] 4.2 — [...]

[...] [...]
Diário da República, 1.ª série — N.º 239 — 15 de dezembro de 2016 4725

Tabela I.10 6 — [...]


[...]
[...]

[...] Tabela I.20

Tabela I.11 [...]


[...]»
[...]

[...] Artigo 3.º


Entrada em vigor
Tabela I.12
A presente portaria entra em vigor 10 (dez) dias após
a sua publicação.
[...]
O Secretário de Estado da Energia, Jorge Filipe Teixeira
[...] Seguro Sanches, em 10 de dezembro de 2016.
Tabela I.13

[...] REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA


[...] Assembleia Legislativa
Tabela I.14
Decreto Legislativo Regional n.º 41/2016/M
[...]
Regime excecional e transitório de admissão do cancelamento
[...] de matrículas de veículos destruídos pelos incêndios
O Decreto-Lei n.º 196/2003, de 23 de agosto, com a
Tabela I.15 redação dada pelos Decretos-Leis [Link] 178/2006, de 5 de
setembro, 64/2008, de 8 de abril, 98/2010, de 11 de
[...] agosto, 73/2011, de 17 de junho, 1/2012, de 11 de janeiro,
[...] e 114/2013, de 7 de agosto, que estabelece o regime jurí-
dico a que fica sujeita a gestão de veículos em fim de vida
Tabela I.16 (VFV), determina que o cancelamento da matrícula apenas
pode ser efetuado mediante a exibição de um certificado de
[...] destruição no qual o operador autorizado ateste o desmante-
lamento do veículo em condições de segurança ambiental.
[...] Considerando que, em consequência dos incêndios devasta-
dores ocorridos desde o dia 8 de agosto, na Região Autónoma
Tabela I.17 da Madeira, inúmeros cidadãos viram afetada a sua situação
patrimonial, nomeadamente pela destruição dos seus veículos,
[...] que inviabilizam a aplicação desta norma geral, pelo que se
impõe a adoção de um regime excecional e transitório para
[...] que os proprietários dos veículos afetados possam exercer efe-
tivamente o direito ao cancelamento das respetivas matrículas.
Tabela I.18 Por outro lado, consagra-se a isenção de cobrança de
taxas de cancelamento de matrícula e de emolumentos
[...] relativos à emissão de certidão comprovativa da proprie-
[...] dade automóvel.
Assim:
5 — [...] A Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Ma-
deira decreta, ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 1.º
5.1 — [...] do artigo 227.º da Constituição da República, da alínea c)
do n.º 1.º do artigo 37.º e da alínea ll) do artigo 40.º do
[...] Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma
da Madeira, aprovado pela Lei n.º 13/91, de 5 de junho,
Tabela I.19 revisto e alterado pelas Leis [Link] 130/99, de 21 de agosto,
e 12/2000, de 21 de junho, o seguinte:
[...]

[...] Artigo 1.º


Âmbito
5.2 — [...]
O presente decreto legislativo regional estabelece o
[...] regime excecional e transitório de admissão do cancela-
6624-(18) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

Portaria n.º 349-B/2013 Artigo 1.º


Objeto
de 29 de novembro
1 — A presente portaria define a metodologia de de-
O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, aprovou terminação da classe de desempenho energético para a
o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, o Re- tipologia de pré-certificados e certificados SCE, bem como
gulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de os requisitos de comportamento técnico e de eficiência dos
Habitação e o Regulamento de Desempenho Energético sistemas técnicos dos edifícios novos e edifícios sujeitos
dos Edifícios de Comércio e Serviços, transpondo ainda a grande intervenção.
a Diretiva n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do 2 — O Anexo constante da presente portaria e que dela
Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho faz parte integrante, é aprovado nos termos do Decreto-Lei
energético dos edifícios. n.º 118/2013, de 20 de agosto:
Importa agora, no desenvolvimento daquele decreto- a) Para os efeitos do n.º 5 do artigo 15.º;
-lei, definir a metodologia de determinação da classe b) Para os efeitos dos [Link] 1, 2, 3 e 4 do artigo 26.º;
de desempenho energético para a tipologia de pré- c) Para os efeitos do n.º 1, da alínea a) do n.º 2 e dos
-certificados e certificados do Sistema de Certificação [Link] 4 e 5 do artigo 27.º;
Energética dos Edifícios (SCE), bem como os requisitos d) Para os efeitos dos [Link] 1, 2, 3 e 4 do artigo 28.º;
de comportamento técnico e de eficiência dos sistemas e) Para os efeitos do n.º 1, da alínea a) do n.º 2 e dos
técnicos dos edifícios novos e edifícios sujeitos a grande [Link] 4 e 6 do artigo 29.º
intervenção. Artigo 2.º
Assim: Entrada em vigor
Ao abrigo do disposto no Regulamento de Desem-
penho Energético dos Edifícios de Habitação (REH), A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
publicado pelo Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, da sua publicação.
manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Energia, O Secretário de Estado da Energia, Artur Álvaro Lau-
o seguinte: reano Homem da Trindade, em 29 de novembro de 2013.

ANEXO

Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) — Requisitos de conceção


para edifícios novos e intervenções

1. Valores máximos de necessidades energéticas


1.1. Edifícios de habitação novos
1 - O valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento ( deve
ser determinado de acordo com a metodologia indicada em Despacho do Diretor-Geral de Energia e
Geologia, considerando valores e condições de referência e obtido a partir da seguinte expressão:

[kWh/[Link]] (1)
Em que:
- Transferência de calor por transmissão através da envolvente de
referência na estação de aquecimento em kWh;
- Transferência de calor por ventilação de referência na estação de
aquecimento, em kWh;
- Ganhos de calor úteis na estação de aquecimento, em kWh;
- Área interior útil de pavimento do edifício medida pelo interior, em
metros quadrados m2.

Sendo estes parâmetros determinados de acordo com o exposto nas alíneas seguintes:
a) O valor de referência da transferência de calor por transmissão através da envolvente,
, deve ser determinado considerando:
i. Coeficientes de transmissão térmica superficial de referência ( ) para elementos
opacos e envidraçados previstos na Tabela I.01, em função do tipo de elemento da
envolvente e da zona climática;
ii. Coeficientes de transmissão térmica linear ( ) indicados na Tabela I.02, em função do
tipo de ligação entre elementos da envolvente do edifício;
iii. Área de vãos até 20% da área interior útil de pavimento do edifício, devendo a eventual
área excedente ser somada à área de envolvente opaca exterior, sendo que para ambos
os tipos de elementos devem ser usados os respetivos referidos na subalínea i.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(19)

b) O valor de referência da transferência de calor por ventilação através da envolvente,


, deve ser determinado considerando uma taxa de renovação de ar de referência
( ) igual à taxa de renovação para o edifício em estudo, até um máximo de 0,6
renovações por hora.
c) O cálculo dos ganhos de calor úteis , deve ser determinado considerando:
i. Ganhos térmicos associados ao aproveitamento da radiação solar (
) e internos.
ii. Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação de aquecimento de referência
unitário .

TABELA I.01

Coeficientes de transmissão térmica superficiais de referência de elementos opacos


e de vãos envidraçados, Uref [W/(m2.°C)]

[W/(m2.ºC)] Zona Climática


Portugal Continental
Com a entrada em vigor do 31 de dezembro de
Zona corrente da envolvente: presente regulamento 2015
I1 I2 I3 I1 I2 I3
em contacto com o Elementos
exterior ou com opacos 0,50 0,40 0,35 0,40 0,35 0,30
espaços não úteis verticais
com coeficiente de Elementos
redução de perdas opacos 0,40 0,35 0,30 0,35 0,30 0,25
>0.7 horizontais
em contacto com Elementos
outros edifícios ou opacos 1,00 0,80 0,70 0,80 0,70 0,60
espaços não úteis verticais
com coeficiente de Elementos
redução de perdas opacos 0,80 0,70 0,60 0,70 0,60 0,50
0.7 horizontais
Vãos envidraçados (portas e janelas)
2,90 2,60 2,40 2,80 2,40 2,20
(
Elementos em contacto com o solo 0,50 0,50
Regiões Autónomas
Com a entrada em vigor do 31 de dezembro de
Zona corrente da envolvente: presente regulamento 2015
I1 I2 I3 I1 I2 I3
em contacto com o Elementos
exterior ou com opacos 0,80 0,65 0,50 0,80 0,60 0,45
espaços não úteis verticais
com coeficiente de Elementos
redução de perdas opacos 0,55 0,50 0,45 0,45 0,40 0,35
>0.7 horizontais
em contacto com Elementos
outros edifícios ou opacos 1,60 1,50 1,40 1,50 1,40 1,30
espaços não úteis verticais
com coeficiente de Elementos
redução de perdas opacos 1,00 0,90 0,80 0,85 0,75 0,65
0.7 horizontais
Vãos envidraçados (portas e janelas)
2,90 2,60 2,40 2,80 2,40 2,20
(
Elementos em contacto com o solo 0,50 0,50

Nota: Os requisitos de referência indicados na presente tabela, poderão ser progressivamente atualizados até 2020,
por forma a incorporar estudos referentes ao custo-benefício dos mesmos, bem como aos níveis definidos para os
edifícios de necessidade de energia quase-nulas.
6624-(20) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

TABELA I.02

Coeficientes de transmissão térmica lineares de referência, ref


[W/(m.°C)]

Tipo de ligação [W/(m.ºC)]


Fachada com pavimentos térreos
Fachada com pavimento sobre o
exterior ou local não aquecido
Fachada com cobertura 0,50
Fachada com pavimento de nível
intermédio(1)
Fachada com varanda(1)
Duas paredes verticais em ângulo
0,40
saliente
Fachada com caixilharia
0,20
Zona da caixa de estore
(1) Os valores apresentados dizem respeito a metade da perda originada na ligação.

2 - O valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia útil para arrefecimento ( de
um edifício será calculado de acordo com a seguinte expressão:
[kWh/[Link]] (2)

em que:
- Fator de utilização de ganhos de referência
- Ganhos térmicos de referência na estação de arrefecimento, em kWh
- Área interior útil de pavimento do edifício, medida pelo interior, em m 2

a) O fator de utilização de ganhos de referência na estação de arrefecimento é dado pela


equação:

e
(3)

em que:

- Temperatura interior de referência na estação de arrefecimento,


contabilizada em 25 graus celsius (ºC)
- Temperatura exterior média na estação de arrefecimento no local, de
acordo com Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia

b) Os ganhos térmicos de referência na estação de arrefecimento, são dados pela expressão


seguinte, tendo em conta os parâmetros de referência abaixo indicados:

[kWh/m2] (4)
em que:
- Ganhos internos médios, contabilizados em 4 W/m2
- Radiação solar média de referência, correspondente à radiação
incidente numa superfície orientada a Oeste, de acordo com Despacho
do Diretor-Geral de Energia e Geologia [kWh/(m [Link])]
- Duração da estação de arrefecimento, contabilizada em 2928 horas
- Razão entre a área de vãos e a área interior útil de pavimento, que se a
ssume igual a 20%
- Fator solar de referência para a estação de arrefecimento,
contabilizado em 0,43
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(21)

3 - O valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia primária ( corresponde ao


valor das referidas necessidades, admitindo a inexistência de consumos de energia associados à
ventilação mecânica e de sistemas de aproveitamento de energias renováveis, incluindo sistemas de
energia solar para preparação de águas quentes sanitárias (AQS), considerando de igual modo os
valores e condições de referência indicados na Tabela I.03 para os principais parâmetros, em
substituição das soluções previstas ou instaladas no edifício e calculando de acordo com a seguinte
expressão:

[kWhEP/
([Link])]

em que:
Ni - Valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia útil
para aquecimento [kWh/([Link])]
Nv - Valor máximo para as necessidades nominais anuais de energia útil para
arrefecimento [kWh/([Link])]
Qa - Necessidades de energia útil para preparação de AQS, supridas pelo
sistema k [kWh/ano]
fi,k - Parcela das necessidades de energia de aquecimento supridas pelo
sistema de referência k
fv,k - Parcela das necessidades de energia de arrefecimento supridas pelo
sistema de referência k
fa,k - Parcela das necessidades de energia de preparação de AQS supridas
pelo sistema de referência k
ref, - Valores de referência para o rendimento dos diferentes tipos de
k sistemas técnicos utilizados ou previstos para aquecimento ambiente,
arrefecimento ambiente e preparação de AQS, conforme indicados na
Tabela I.03
j - Fonte de energia
- Área interior útil de pavimento [m2]
- Fator de conversão para energia primária de acordo com a fonte de
energia do tipo de sistemas de referência utilizado, em quilowatt – hora
de energia primária por kwh [kWhEP/kWh]

4 - O termo da expressão do número anterior referente à preparação de AQS será calculado com base
nos valores previstos para o consumo médio diário de referência, e com o rendimento dos diferentes
tipos de sistemas técnicos utilizados para o efeito, conforme disposto na Tabela I.03.
5 - Para os efeitos do número anterior, o fator de eficiência hídrica ( é igual a 1,0.
6 - Para efeitos do previsto no número 3) e nas situações em que um ou mais dos sistemas técnicos do
edifício não se enquadrem nas soluções de referência especificadas na Tabela I.03, o cálculo do Nt
deverá considerar as respetivas soluções com a expressão “outros sistemas”.

TABELA I.03

Soluções de referência de sistemas a considerar na determinação do Nt

Tipo de sistema Soluções de referência


Sistemas para Considerar:
aquecimento O valor de eficiência da(s) unidade(s) de produção como igual ao
ambiente limite inferior, logo menos eficiente, da classe aplicável indicada
na Tabela I.16 a caldeiras, no caso de o edifício prever ou dispor
de sistema(s) que recorram a equipamentos de queima de
combustível.
O valor de eficiência da(s) correspondente(s) unidade(s) de
produção como igual ao limite inferior, logo menos eficiente, da
classe aplicável indicada na Tabela I.10, no caso de o edifício
prever ou dispor de sistema(s) de ar condicionado.
6624-(22) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

Tipo de sistema Soluções de referência


Um valor de eficiência igual a 1, no caso de o edifício prever ou
dispor de “outros sistemas” com recurso a eletricidade, bem como
nas situações em que os sistemas não se encontrem especificados
em projeto ou instalados (sistemas por defeito).
Sistemas para Considerar:
arrefecimento O valor de eficiência da(s) correspondente(s) unidade(s) de
ambiente produção como igual ao limite inferior, logo menos eficiente, da
classe aplicável indicada na Tabela I.10, no caso de o edifício
prever ou dispor de sistema(s) de ar condicionado.
Um sistema de ar condicionado do tipo split ou multisplit, com
permuta ar-ar e com um valor de eficiência igual ao limite
inferior, logo menos eficiente, da classe aplicável indicada na
Tabela I.10 e no caso de “outros sistemas” que não se enquadrem
na situação anterior, bem como nas situações em que os sistemas
não se encontrem especificados em projeto ou instalados
(sistemas por defeito).
Preparação de AQS Considerar:
O valor de eficiência da(s) unidade(s) de produção como igual ao
limite inferior, logo menos eficiente, da classe indicada na Tabela
I.16. referente a caldeiras, no caso de o edifício prever ou dispor
de sistema(s) que recorram a equipamentos de queima de
combustível, bem como nas situações em que os sistemas não se
encontrem especificados em projeto ou instalados (sistemas por
defeito) e o edifício disponha de rede de abastecimento de
combustível gasoso.
Um valor de coeficiente de desempenho (COP) igual a 2,8, no caso
de o edifício prever ou dispor de sistemas com produção térmica
por bomba(s) de calor.
Um valor de eficiência igual a 0,95, no caso de o edifício prever ou
dispor de outros sistemas com recurso a eletricidade, bem como
nas situações em que os sistemas não se encontrem especificados
em projeto ou instalados (sistemas por defeito) e o edifício não
disponha de rede de abastecimento de combustível gasoso.
Existência de isolamento aplicado na tubagem de distribuição de
AQS.

1.2. Edifícios de habitação existentes sujeitos a grande intervenção


A relação entre os valores de necessidades nominais e o seu limite, de energia útil para aquecimento,
arrefecimento e energia primária, de edifícios sujeitos a grandes intervenções, deve ser verificado
conforme coeficientes indicados na Tabela I.04 e em função do ano de construção do edifício.

TABELA I.04

Relação entre os valores das necessidades nominais e limite, de energia útil para aquecimento, arrefecimento
e energia primária de edifícios sujeitos a grandes intervenções

Ano de construção
Anterior a 1960 Não aplicável Não aplicável 1,50
Entre 1960 e 1990 1,25 1,25 1,50
Posterior a 1990 1,15 1,15 1,50

2. Qualidade térmica da envolvente


2.1. Requisitos gerais
1 - Os elementos e soluções construtivas de edifícios novos e sujeitos a intervenções, devem estar
devidamente caracterizados em termos do seu comportamento térmico ou das características
técnicas que possam determinar ou afetar esse comportamento.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(23)

2 - A caracterização térmica referida no número anterior deve ser evidenciada através de marcação
CE e de etiqueta energética, esta última sempre que exista um sistema de etiquetagem aplicável que
decorra de uma ou mais das seguintes situações:
a) Diretiva Europeia ou legislação nacional em vigor;
b) Reconhecimento formal pelo Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE) de
sistema estabelecido para esse efeito, mediante Despacho do Diretor-Geral de Energia e
Geologia.

2.2. Envolvente opaca


1 - Nenhum elemento da zona corrente da envolvente opaca do edifício, onde se incluem elementos
construtivos do tipo paredes, pavimentos ou coberturas, deverá ter um coeficiente de transmissão
térmica superior aos valores máximos que constam da Tabela I.05.

TABELA I.05

Coeficientes de transmissão térmica superficiais máximos admissíveis de elementos opacos, Umáx [W/(m2.°C)]

Zona Climática
[W/(m2.ºC)]
I1 I2 I3
Elementos
Elemento da envolvente em 1,75 1,60 1,45
verticais
contacto com o exterior ou
espaços não úteis com > 0.7 Elementos
1,25 1,00 0,90
horizontais
Elementos
Elemento da envolvente em 2,00 2,00 1,90
verticais
contacto com outros edifícios ou
espaços não úteis com 0.7 Elementos
1,65 1,30 1,20
horizontais
à
Nota: Os requisitos indicados na presente tabela, aplicam-se tanto a Portugal Continental como às Regiões
Autónomas dos Açores e da Madeira.

2 - Todas as zonas de qualquer elemento opaco que constituem zona de ponte térmica plana (PTP),
nomeadamente pilares, vigas, caixas de estore, devem ter um valor do coeficiente de transmissão
térmica ( ), calculado de forma unidimensional na direção normal à envolvente, não superior ao
dobro do dos elementos homólogos adjacentes (verticais ou horizontais) em zona corrente, , e
que respeite sempre os valores máximos indicados no Tabela I.05, mediante o cumprimento
cumulativo das seguintes exigências:
a)
b)
3 - A verificação do disposto no número anterior pode ser dispensada nas situações em que se
verifique que é menor ou igual a 0,9 W/(m 2.ºC).

2.3. Vãos envidraçados


1 - Os envidraçados cujo somatório das áreas dos vãos envidraçados seja superior a 5% da área
de pavimento do compartimento servido por estes e desde que não orientados no quadrante
Norte inclusive, devem apresentar um fator solar global do vão envidraçado com os dispositivos de
proteção 100% ativados ( , que obedeça às seguintes condições:
a) Se 15%.
(6)

b) Se 15%.
. (7)

em que:
- Fator solar global do vão envidraçado com todos os dispositivos de proteção
solar, permanentes, ou móveis totalmente ativados
6624-(24) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

- Fator de sombreamento por elementos horizontais sobrejacentes ao


envidraçado, compreendendo palas e varandas
- Fator de sombreamento por elementos verticais adjacentes ao envidraçado,
compreendendo palas verticais, outros corpos ou partes de um edifício
- Fator solar global máximo admissível dos vãos envidraçados, obtido da Tabela
I.06
- Soma das áreas dos vãos envidraçados que servem o compartimento [m 2]
- Área de pavimento do compartimento servido pelo(s) vão(s) envidraçado(s)
[m2]

TABELA I.06

Fatores solares máximos admissíveis de vãos envidraçados, gTmáx

Zona climática
Classe de Inércia V1 V2 V3

Fraca 0,15 0,10 0,10


Média 0,56 0,56 0,50
Forte 0,56 0,56 0,50

3. Valor mínimo de taxa de renovação de ar

Nos edifícios de habitação, o valor de taxa de renovação horária de ar calculado de acordo com as
disposições previstas para o efeito em Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia, deve ser igual
ou superior a 0,4 renovações por hora.

4. Sistemas técnicos
4.1. Requisitos gerais
Independentemente do tipo, os sistemas técnicos a instalar devem cumprir os seguintes requisitos e
condições:
a) As instalações de climatização com potência térmica nominal superior a 25 kW devem ser
objeto de elaboração de projeto de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC), por
projetista reconhecido para o efeito, de acordo com especificações previstas para projeto de
execução, conforme disposto no artigo 44º da Portaria n.º 701-H/2008, de 29 de julho.
b) As redes de transporte e distribuição de fluidos térmicos, incluindo os sistemas de
acumulação, em sistemas de climatização e/ou de preparação de AQS, devem cumprir com os
requisitos de conceção aplicáveis definidos nas Tabelas I.07 a I.09.

TABELA I.07

Espessuras mínimas de isolamento de tubagens (mm)

Fluido interior quente Fluido interior frio


Diâmetro Temperatura do fluido (ºC) Temperatura do fluido (ºC)
(mm) 40 a 65
(1) 66 a 100 101 a 150 151 a 200 -20 a -10 -9,9 a 0 0,1 a 10 > 10
D 35 20 20 30 40 40 30 20 20
35 < D 60 20 30 40 40 50 40 30 20
60 < D 90 30 30 40 50 50 40 30 30
90 < D 140 30 40 50 50 60 50 40 30
D > 140 30 40 50 60 60 50 40 30

(1) Para efeitos de isolamento das redes de distribuição de água quente sanitária (redes de sistemas secundários
sem recirculação), pode-se considerar um valor não inferior a 10mm.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(25)

TABELA I.08

Espessuras mínimas de isolamento para condutas e acessórios

Condutas e acessórios
Ar quente Ar frio
Espessura (mm) 20 30

TABELA I.09

Espessuras mínimas de isolamento para equipamentos e depósitos

(1)
Equipamentos e depósitos de acumulação ou de inércia dos sistemas
de climatização e AQS
Superfície 2 m2 Superfície > 2 m2
Espessura (mm) 50 80

(1) Para unidades de tratamento de ar e termoventiladores com baterias de aquecimento/arrefecimento, a


espessura mínima de isolamento deve ser de 50mm, podendo ter espessura mínima de isolamento de 25mm para
caudais inferiores a 1500 m3/h se a sua instalação for em espaço interior coberto e não fortemente ventilado.

c) Os sistemas técnicos para climatização devem dispor de mecanismos de controlo e regulação


que garantam, pelo menos, a limitação dos valores máximos e mínimos da temperatura do ar
interior, conforme o que for aplicável, em qualquer espaço ou grupo de espaços climatizado;
d) Os sistemas técnicos para climatização com potência térmica nominal igual ou superior a 50
kW, devem dispor de mecanismos de controlo e regulação que garantam, pelo menos, as
seguintes funções:
i. Regulação da potência de aquecimento e de arrefecimento dos equipamentos às
necessidades térmicas do edifício ou espaços climatizados;
ii. Possibilidade de controlo do sistema de climatização por espaço ou grupo de espaços,
em período de não ocupação;
iii. Possibilidade de parametrização de horários de funcionamento.
e) Os sistemas técnicos devem dispor de marcação CE e estar devidamente caracterizados em
termos do seu desempenho energético ou das características técnicas que possam determinar
ou afetar esse desempenho, devendo essa caracterização ser evidenciada através de etiqueta
energética, sempre que exista um sistema de etiquetagem aplicável que decorra de:
i. Diretiva Europeia ou legislação nacional em vigor;
ii. Reconhecimento formal pelo SCE de sistema estabelecido para esse efeito, mediante
Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia.
f) Para efeito de verificação do disposto na alínea a) e nas situações em que o aquecimento for
assegurado por uma caldeira mista, a potência térmica nominal que verifica o limite de
sujeição a projeto de AVAC é a consagrada ao aquecimento, a qual poderá ser verificada nas
especificações do equipamento ou projeto.

4.2. Requisitos de eficiência


Aos sistemas técnicos a instalar aplicam-se os requisitos de eficiência a seguir indicados:
a) Os sistemas de ar condicionado, bombas de calor com ciclo reversível e chillers de
arrefecimento, devem obedecer aos requisitos mínimos de eficiência indicados na Tabela
I.10, em função da sua classificação pela certificação Eurovent;

TABELA I.10

Requisitos mínimos de eficiência das unidades de produção térmica


Classe de eficiência mínima após…
Tipo de equipamento
entrada em vigor 31 dez 2015
Split, multissplit, VRF e
compacto
Unidades do tipo Rooftop
C B
Unidades do tipo Chiller de
compressão
(Bomba de calor)
6624-(26) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

b) No caso dos sistemas referidos na alínea anterior que não se enquadrem na respetiva
categoria Eurovent, mas cujo desempenho tenha sido avaliado pelo mesmo referencial
normativo, aplica-se o requisito equivalente, em termos de EER e COP, que resulta do
definido na Tabela I.10, tendo por base o menor valor do intervalo previsto na respetiva
matriz de classificação indicada nas Tabelas I.11 a 14;

TABELA I.11

Classificação do desempenho de unidades split, multissplit, VRF e compactas, com permuta ar-ar

Unidades com permuta exterior a ar


Arrefecimento Aquecimento
Classe
Unidades split, Unidades Unidades split, Unidades
multissplit e VRF compactas multissplit e VRF compactas
A EER > 3,20 EER > 3,00 COP > 3,60 COP > 3,40
B 3,20 EER > 3,00 3,00 EER > 2,80 3,60 COP > 3,40 3,40 COP > 3,20
C 3,00 EER > 2,80 2,80 EER > 2,60 3,40 COP > 3,20 3,20 COP > 3,00
D 2,80 EER > 2,60 2,60 EER > 2,40 3,20 COP > 2,80 3,00 COP > 2,60
E 2,60 EER > 2,40 2,40 EER > 2,20 2,80 COP > 2,60 2,60 COP > 2,40
F 2,40 EER > 2,20 2,20 EER > 2,00 2,60 COP > 2,40 2,40 COP > 2,20
G EER 2,20 EER 2,00 COP 2,40 COP 2,20

TABELA I.12

Classificação do desempenho de unidades split, multissplit e compactas, com permuta ar-água

Unidades com permuta exterior a água


Arrefecimento Aquecimento
Classe
Unidades split e Unidades Unidades split e Unidades
multissplit compactas multissplit compactas
A EER > 3,60 EER > 4,40 COP > 4,00 COP > 4,70
B 3,60 EER > 3,30 4,40 EER > 4,10 4,00 COP > 3,70 4,70 COP > 4,40
C 3,30 EER > 3,10 4,10 EER > 3,80 3,70 COP > 3,40 4,40 COP > 4,10
D 3,10 EER > 2,80 3,80 EER > 3,50 3,40 COP > 3,10 4,10 COP > 3,80
E 2,80 EER > 2,50 3,50 EER > 3,20 3,10 COP > 2,80 3,80 COP > 3,50
F 2,50 EER > 2,20 3,20 EER > 2,90 2,80 COP > 2,50 3,50 COP > 3,20
G EER 2,20 EER 2,90 COP 2,50 COP 3,20

TABELA I.13

Classificação do desempenho de unidades do tipo Rooftop

Unidades com permuta exterior a ar Unidades com permuta exterior a água


Classe
Arrefecimento Aquecimento Arrefecimento Aquecimento
A EER > 3,00 COP > 3,40 EER > 4,40 COP > 4,70
B 3,00 EER > 2,80 3,40 COP > 3,20 4,40 EER > 4,10 4,70 COP > 4,40
C 2,80 EER > 2,60 3,20 COP > 3,00 4,10 EER > 3,80 4,40 COP > 4,10
D 2,60 EER > 2,40 3,00 COP > 2,60 3,80 EER > 3,50 4,10 COP > 3,80
E 2,40 EER > 2,20 2,60 COP > 2,40 3,50 EER > 3,20 3,80 COP > 3,50
F 2,20 EER > 2,00 2,40 COP > 2,20 3,20 EER > 2,90 3,50 COP > 3,20
G EER 2,00 COP 2,20 EER 2,90 EER 3,20
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(27)

TABELA I.14

Classificação do desempenho de unidades do tipo chiller bomba de calor de compressão

Unidades com permuta exterior a ar Unidades com permuta exterior a água


Classe
Arrefecimento Aquecimento Arrefecimento Aquecimento
A EER 3,1 COP 3,2 EER 5,05 COP 4,45
B 3,1 > EER 2,9 3,2 > COP 3,0 5,05 > EER 4,65 4,45 > COP 4,15
C 2,9 > EER 2,7 3,0 > COP 2,8 4,65 > EER 4,25 4,15 > COP 3,85
D 2,7 > EER 2,5 2,8 > COP 2,6 4,25 > EER 3,85 3,85 > COP 3,55
E 2,5 > EER 2,3 2,6 > COP 2,4 3,85 > EER 3,45 3,55 > COP 3,25
F 2,3 > EER 2,1 2,4 > COP 2,2 3,45 > EER 3,05 3,25 > COP 2,95
G EER < 2,1 COP < 2,2 EER < 3,05 COP < 2,95

c) As caldeiras a combustível líquido ou gasoso devem obedecer aos requisitos mínimos de


eficiência indicados na Tabela I.15, na forma de classe de eficiência, sendo que o seu
rendimento, assim como o dos esquentadores a gás, deve ser superior ao disposto na Tabela
I.16;

TABELA I.15

Requisitos mínimos de eficiência energética de caldeiras

Classe de eficiência mínima após…


Tipo de equipamento
entrada em vigor 31 dez 2015
Caldeira B A
(1) - Classe A, caso as temperaturas de funcionamento da instalação não permitam o aproveitamento da energia
libertada pela condensação dos gases de combustão.

TABELA I.16

Rendimento nominal de caldeiras e esquentadores


q
Classe de eficiência
Rendimento nominal ( )
energética
A++ (1) 96%
A+ (2) 96% > 92%
A 92% > 89%
Caldeiras
B 89% > 86%
C 86% > 83%
D 83% > 80%
E 80% > 77%
F 77%
Potência (kW) Rendimento
Esquentadores 10kW 0,82
> 10 kW 0,84

(1) A temperatura de retorno deverá ser inferior a 50ºC (caldeiras a gás) ou 45ºC (caldeiras a gasóleo).
(2) A temperatura média da água na caldeira deverá ser inferior a 60ºC.
Nota 1: As classes C a F correspondem a aparelhos fabricados antes de 1996.
Nota 2: As caldeiras de potência útil superior a 400 kW deverão evidenciar um rendimento útil superior ou igual ao
exigido para aquela potência.
6624-(28) Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013

d) As bombas de calor para preparação de água quente destinada a climatização e AQS, devem
apresentar o certificado “European Quality Label for Heat Pumps”, ou, em alternativa, o seu
desempenho ter sido avaliado pelo mesmo referencial normativo, EN 14511, tendo um COP
mínimo de 2,3;
e) As bombas de calor para produção exclusiva de AQS, devem ter um desempenho,
determinado de acordo com a EN 16147, caracterizado por um COP mínimo de 2,3;
f) Os sistemas de preparação de AQS com recursos a termoacumuladores elétricos devem
cumprir com o requisito indicado na Tabela I.17 ou outro equivalente previsto em diretivas
europeias aplicáveis, e a sua eficiência deve ser obtida em função das perdas estáticas do
equipamento Qpr, definida segundo a EN 60739 ou outro referencial equivalente publicado em
legislação ou normalização europeia, sendo determinada de acordo com a Tabela I.18.

TABELA I.17

Valores limite de perdas estáticas em termoacumuladores Qpr, [kWh/24h]

Volume V [l] Dispersão Térmica Qpr [kWh/24h]

V 200 l Qpr (21 + 10,33.V0,4).24/1000

200 < V 500 l Qpr (26 + 13,66.V0,4).24/1000

500 < V 1000 l Qpr (31 + 16,66.V0,4).24/1000

1000 < V 2000 l Qpr (38 + 16,66.V0,4).24/1000

TABELA I.18

Valores de eficiência de termoacumuladores em função de Qpr

Intervalos de Qpr
Eficiência
[kWh/24h]
Qpr <1 0,97

1 Qpr < 1,5 0,95

Qpr 1,5 0,93

g) Os ensaios relativos à avaliação de desempenho pelo referencial normativo aplicável,


referidos nas alíneas a), b), e) e f) devem ser realizados por entidade acreditada para o
efeito e comprovados pelo respetivo relatório de ensaio.

5. Sistemas para aproveitamento de fontes de energia renováveis


5.1. Requisitos de eficiência
1 - Os sistemas de coletores solares térmicos a instalar devem proporcionar uma contribuição de
energia renovável igual ou superior à calculada para um sistema idêntico ao previsto ou instalado,
baseado em coletores solares padrão com as seguintes características:
a) Orientação a Sul e com inclinação de 35º;
b) Apresentação dos seguintes parâmetros geométricos, óticos e térmicos:
i. Planos com área de abertura de 0,65 m2 por ocupante convencional;
ii. Rendimento ótico de 73%;
iii. Coeficientes de perdas térmicas a1=4,12 W/(m 2.K) e a2=0,014 W/(m2.K2);
iv. Modificador de ângulo para incidência de 50º igual a 0,91.
2 - As caldeiras, recuperadores de calor e salamandras que utilizem biomassa como combustível
sólido devem obedecer aos requisitos mínimos de eficiência indicados na Tabela I.19, determinada
mediante ensaio de acordo com a respetiva referência normativa.
Diário da República, 1.ª série — N.º 232 — 29 de novembro de 2013 6624-(29)

TABELA I.19

Eficiência mínima aplicável a caldeiras, recuperadores de calor e salamandras a biomassa

Norma/Referência
Equipamento Eficiência
Aplicável
Lenha 0,75
Caldeira a combustível sólido EN12809
Granulados 0,85
EN13229
Recuperadores de calor e salamandras 0,75 EN13240
EN14785

5.2. Requisitos de qualidade e manutenção


1 - As instalações para aproveitamento de energia solar térmica a instalar devem:
a) Ser composta por sistemas e/ou coletores certificados de acordo com as Normas EN 12976 ou
12975, respetivamente;
b) No caso de instalações com área de captação superior a 20 m 2, dispor de projeto de execução
elaborado de acordo com o especificado na referida Portaria nº 701-H/2008, de 29 de julho;
c) No caso dos sistemas solares dotados de resistência de apoio elétrico dentro do depósito de
armazenamento, incluir a instalação de um relógio programável e acessível, para atuação da
resistência de forma que, durante o dia, o depósito possa receber energia proveniente do
coletor solar.
2 - Independentemente do tipo de sistema para aproveitamento de fontes de energia renováveis a
instalar, estes devem:
a) Respeitar os demais requisitos de projeto e de qualidade dos equipamentos e componentes
aplicáveis no âmbito da legislação, regulamentação e normas portuguesas em vigor;
b) Ser instalados por instalador devidamente qualificado no âmbito de sistemas de qualificação
ou acreditação aplicáveis, sempre que a sua aplicação decorra de:
i. Diretiva Europeia ou legislação nacional em vigor;
ii. Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia.
c) Registo da instalação e manutenção em base de dados criada e gerida pela entidade gestora
do SCE, em condições a definir por Despacho do Diretor-Geral de Energia e Geologia.
9196-(14) Diário da República, 1.ª série — N.º 207 — 22 de outubro de 2015

MINISTÉRIO DO AMBIENTE, ORDENAMENTO pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, e pelo


DO TERRITÓRIO E ENERGIA Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro:
a) Para os efeitos do n.º 5 do artigo 15.º;
Portaria n.º 379-A/2015 b) Para os efeitos dos [Link] 1, 2, 3 e 4 do artigo 26.º;
c) Para os efeitos do n.º 1, da alínea a) do n.º 2 e dos
de 22 de outubro [Link] 4 e 5 do artigo 27.º;
O Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado d) Para os efeitos dos [Link] 1, 2, 3 e 4 do artigo 28.º;
pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, e pelo e) Para os efeitos do n.º 1, da alínea a) do n.º 2 e dos
Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, aprovou o [Link] 4 e 6 do artigo 29.º
Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, o Re-
gulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de 3 — Todas as operações urbanísticas, incluindo
Habitação e o Regulamento de Desempenho Energético as operações urbanísticas identificadas no n.º 2 do
dos Edifícios de Comércio e Serviços, transpondo ainda artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 53/2014, de 8 de abril,
a Diretiva n.º 2010/31/UE, do Parlamento Europeu e do com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 194/2015,
Conselho, de 19 de maio de 2010, relativa ao desempenho de 14 de setembro, devem cumprir os requisitos de
energético dos edifícios. eficiência energética e de qualidade térmica estabele-
Importa agora, refletir as alterações introduzidas pelo cidos nos termos da presente portaria, do Decreto-Lei
Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, e determinar n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado pelo Decreto-
a metodologia de determinação da classe de desempenho -Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, e pelo Decreto-Lei
energético para a tipologia de pré-certificados e certificados n.º 194/2015, de 14 de setembro, e demais regula-
SCE, bem como os requisitos de comportamento técnico mentos.»
e de eficiência de sistemas térmicos dos edifícios novos e
sujeitos a intervenção. Artigo 3.º
Assim: Entrada em vigor
Ao abrigo do disposto no Regulamento de Desem-
penho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao
publicado no Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, da sua publicação.
alterado pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015, de 30 de abril, O Secretário de Estado da Energia, Artur Álvaro
e pelo Decreto-Lei n.º 194/2015, de 14 de setembro, Laureano Homem da Trindade, em 22 de outubro de
manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Energia, 2015.
o seguinte:

Artigo 1.º «ANEXO

Objeto
Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios
A presente portaria procede à primeira alteração da de Habitação (REH) — Requisitos
de conceção para edifícios novos e intervenções
Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, que define
a metodologia de determinação da classe de desempenho
1 — Valores máximos de necessidades energéticas
energético para a tipologia de pré-certificados e certifi-
cados SCE, bem como os requisitos de comportamento 1.1 — Edifícios de habitação novos
técnico e de eficiência de sistemas térmicos dos edifícios
novos e sujeitos a intervenção. 1 — [...]
a) [...]
Artigo 2.º b) [...]
c) Até 31 de dezembro de 2015, o cálculo dos ganhos
Alteração à Portaria n.º 349-B/2013, de 29 de novembro
de calor úteis Qgu,iref , deve ser determinado conside-
São alterados o artigo 1.º e o Anexo I da Portaria rando:
n.º 349-B/2013, de 29 de novembro, que passam a ter a i) Ganhos térmicos associados ao aproveitamento
seguinte redação: da radiação solar Qsol,i = Gsul × 0,182 × 0,20Ap e in-
ternos.
«Artigo 1.º ii) Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação
Objeto e âmbito de aquecimento de referência unitário ηiref = 0,60.
1 — A presente portaria define a metodologia de
d) A partir de 1 de janeiro de 2016, o cálculo dos ga-
determinação da classe de desempenho energético para
nhos de calor úteis Qgu,iref , deve ser determinado consi-
a tipologia de pré-certificados e certificados SCE, bem
derando:
como os requisitos de comportamento técnico e de
eficiência dos sistemas técnicos dos edifícios novos e i) Ganhos térmicos associados ao aproveitamento da
edifícios sujeitos a intervenções. radiação solar (Qsol,i = Gsul × 0,182 × 0,20Ap × M) e in-
2 — O Anexo constante na presente portaria e que ternos.
dela faz parte integrante, é aprovado nos termos do ii) Fator de utilização dos ganhos térmicos na estação
Decreto-Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto, alterado de aquecimento de referência unitário ηiref = 0,60.
Diário da República, 1.ª série — N.º 207 — 22 de outubro de 2015 9196-(15)

Tabela I.01

Coeficientes de transmissão térmica superficiais de referência


de elementos opacos e de vãos envidraçados, Uref [W/(m2.°C)]

1.2 — Edifícios de habitação existentes sujeitos


a grande intervenção

[...]

Tabela I.04

Relação entre os valores das necessidades nominais e limite,


de energia útil para aquecimento, arrefecimento
e energia primária de edifícios sujeitos a grandes intervenções
p

[...]

2 — Qualidade térmica da envolvente

2.1 — Requisitos gerais

[...]
Tabela I.02
2.2 — Envolvente opaca
Coeficientes de transmissão térmica lineares
de referência, ψref [W/(m.°C)]
1 — Nenhum elemento da zona corrente da envolvente
[...] opaca do edifício, onde se incluem elementos construtivos
(1) Os valores apresentados dizem respeito a metade da do tipo paredes, pavimentos ou coberturas, deverá ter um
perda originada na ligação. coeficiente de transmissão térmica superior aos valores
máximos que constam da Tabela I.05A, relativa a requisitos
2 — [...] de qualidade térmica.
3 — [...] 2 — A partir de 31 de dezembro de 2015, os elementos
4 — [...]
5 — [...] da envolvente opaca e envidraçada do edifício passam a
6 — [...] estar igualmente sujeitos a requisitos energéticos con-
forme previsto na Tabela I.05B, não podendo apresentar
Tabela I.03 um coeficiente de transmissão térmica superior aos valores
Soluções de referência de sistemas a considerar máximos indicados na referida tabela.
na determinação do Nt
Tabela I.05A

Requisitos de qualidade térmica — Coeficientes


de transmissão térmica superficiais
máximos admissíveis de elementos opacos, Umáx [W/(m2.°C)]
9196-(16) Diário da República, 1.ª série — N.º 207 — 22 de outubro de 2015

Tabela I.05B de projeto de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicio-


nado (AVAC), por projetista reconhecido para o efeito,
Requisitos energéticos — Coeficientes de transmissão térmica de acordo com especificações previstas para projeto de
superficiais máximos admissíveis de elementos
opacos e de vãos envidraçados, Umáx [W/(m2.°C)] execução, conforme disposto no artigo 44.º da Portaria
n.º 701-H/2008, de 29 de julho.
b) As redes de transporte e distribuição de fluidos térmi-
cos, incluindo os sistemas de acumulação, em sistemas de
climatização e/ou de preparação de AQS, devem cumprir
com os requisitos de conceção aplicáveis definidos nas
Tabelas I.07 a I.09.
c) As espessuras de isolamento apresentadas serão
válidas para materiais com uma condutibilidade térmica
de 0,040 W/m.°C a 20°C, sendo que para materiais com
condutibilidade térmica diferente, o requisito de espessura
mínima deverá ser corrigido de forma a garantir a mesma
resistência térmica.

Tabela I.07

3 — Todas as zonas de qualquer elemento opaco que Espessuras mínimas de isolamento de tubagens (mm)
constituem zona de ponte térmica plana (PTP), nomeada-
mente pilares, vigas, caixas de estore, devem ter um valor [...]
do coeficiente de transmissão térmica (UPTP), calculado
de forma unidimensional na direção normal à envolvente, Tabela I.08
não superior ao dobro do dos elementos homólogos adja-
centes (verticais ou horizontais) em zona corrente, Ucor, Espessuras mínimas de isolamento para condutas e acessórios
e que respeite sempre os valores máximos indicados no [...]
Tabela I.05A, mediante o cumprimento cumulativo das
seguintes exigências: Tabela I.09
UPTP ≤ 2 × Ucor
Espessuras mínimas de isolamento para equipamentos e depósitos
UPTP ≤ Umáx
[...]
4 — A verificação do disposto no número anterior pode (1) [...]
ser dispensada nas situações em que se verifique que UPTP
é menor ou igual a 0,9 W/(m2.°C). a) [...]
5 — A partir de 1 de janeiro de 2016, todas as zonas de b) [...]
qualquer elemento opaco exterior que constituem zona de c) [...]
ponte térmica plana (PTP), nomeadamente pilares, vigas, d) Para efeito de verificação do disposto na alínea a) e
caixas de estore, deverão ter um valor do coeficiente de nas situações em que o aquecimento for assegurado por
transmissão térmica (UPTP), calculado de forma unidi- uma caldeira mista, a potência térmica nominal que verifica
mensional na direção normal à envolvente, não superior o limite de sujeição a projeto de AVAC é a consagrada ao
a 0,9 W/(m2.°C). aquecimento, a qual poderá ser verificada nas especifica-
ções do equipamento ou projeto.
2.3 — Vãos envidraçados
4.2 — Requisitos de eficiência
[...]
Aos sistemas técnicos a instalar aplicam-se os requisitos
Tabela I.06 de eficiência a seguir indicados:

Fatores solares máximos admissíveis de vãos envidraçados, gTmáx a) [...]


[...] Tabela I.10

3 — Valor mínimo de taxa de renovação de ar Requisitos mínimos de eficiência das unidades


de produção térmica
[...]
[...]
4 — Sistemas técnicos
b) [...]
4.1 — Requisitos gerais
Tabela I.11
Independentemente do tipo, os sistemas técnicos a ins-
talar devem cumprir os seguintes requisitos e condições: Classificação do desempenho de unidades split, multissplit,
VRF e compactas, com permuta ar-ar
a) As instalações de climatização com potência térmica
nominal superior a 25 kW devem ser objeto de elaboração [...]
Diário da República, 1.ª série — N.º 207 — 22 de outubro de 2015 9196-(17)

Tabela I.12 5 — Sistemas para aproveitamento de fontes


de energia renováveis
Classificação do desempenho de unidades split, multissplit
e compactas, com permuta ar-água 5.1 — Requisitos de eficiência

[...] [...]

Tabela I.13 Tabela I.19

Eficiência mínima aplicável a caldeiras, recuperadores


Classificação do desempenho de unidades do tipo Rooftop
de calor e salamandras a biomassa
[...] [...]
Tabela I.14 5.2 — Requisitos de qualidade e manutenção

Classificação do desempenho de unidades do tipo chiller [...]


bomba de calor de compressão
6 — Requisitos e valores de referência
[...]
De acordo com o previsto na presente portaria, os re-
c) [...] quisitos e valores de referência a considerar na conceção
de edifícios de habitação novos e existentes sujeitos a in-
Tabela I.15 tervenções, bem como nas situações em que estes estejam
sujeitos à emissão dos pré-certificados e certificados do
Requisitos mínimos de eficiência energética de caldeiras SCE previsto no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 118/2013,
[...] de 20 de agosto, alterado pelo Decreto-Lei n.º 68-A/2015,
de 30 de abril, são evolutivos e a sua aplicação encontra-se
Tabela I.16
definida na Tabela I.20.

Tabela I.20
Rendimento nominal de caldeiras e esquentadores

[...] Requisitos e valores de referência a considerar em função


do contexto do edifício e data do início
do processo de licenciamento ou autorização de edificação
Tabela I.17

Valores limite de perdas estáticas


em termoacumuladores Qpr, [kWh/24h]

[...]

Tabela I.18

Valores de eficiência de termoacumuladores em função de Qpr

[...]

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