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Vocabulário Internacional de Metrologia 2012

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Vocabulário Internacional

de Metrologia
Conceitos fundamentais e gerais e
termos associados (VIM 2012)

Traduzido por grupo de trabalho luso-brasileiro

Inmetro
Rio de
Janeiro
Edição Luso-Brasileira
2012
© 2012 Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia

(INMETRO) É permitida a reprodução total ou parcial desta obra,

desde que citada a fonte.

Título original em inglês:


International Vocabulary of Metrology
Basic and general concepts and associated terms - JCGM 200:2012

Inmetro

João Alziro Herz da Jornada


Presidente

Humberto Siqueira Brandi


Diretor de Metrologia Científica e Industrial

Américo Bernardes
Chefe do Centro de Capacitação

José Carlos Valente de Oliveira


Chefe da Divisão de Metrologia Mecânica

Desenvolvimento e Edição

José Carlos Valente de Oliveira - Inmetro


António Cruz - IPQ
Coordenadores da tradução da 1ª edição luso-brasileira

Alciene Salvador
Coordenação Editorial

André Rocha
Capa

Catalogação na fonte elaborada pelo Serviço de Documentação e Informação do Inmetro

V872Vocabulário Internacional de Metrologia: Conceitos fundamentais e gerais e termos


associados (VIM 2012). Duque de Caxias, RJ : INMETRO, 2012.
94 p.

Inclui índice.
Traduzido de: International Vocabulary of Metrology: Basic and general concepts and
associated terms – JCGM 200:2012. 3rd. ed. 2012.
Traduzido por: grupo de trabalho luso-brasileiro ISBN: 978-85-86920-09-7.

1. Vocabulário controlado. 2. Metrologia. I. INMETRO II. Título

CDD 025.4962
Serviço Público Federal

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR


INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA - INMETRO

Portaria n.º 232, de 08 de maio de 2012

O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE


E TECNOLOGIA - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas no § 3º do artigo 4º da
Lei n.º 5.966, de 11 de dezembro de 1973, nos incisos I e IV do artigo 3º da Lei n.º 9.933, de
20 de dezembro de 1999, e no inciso V do artigo 18 da Estrutura Regimental da Autarquia,
aprovada pelo Decreto n° 6.275, de 28 de novembro de 2007;
Considerando que o Brasil é membro signatário da Convenção do Metro formalizada
em Paris, em 20 de maio de 1875, criando a Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM) e
o Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM);
Considerando a necessidade de se uniformizar a terminologia utilizada no Brasil, no
campo da metrologia, e de se minimizar ao máximo as diferenças de seu uso em relação a
Portugal, resolve baixar as seguintes disposições:
Art. 1º Adotar, no Brasil, a 1 a edição luso-brasileira do Vocabulário Internacional de
Metrologia – Conceitos fundamentais e gerais e termos associados (VIM 2012), em anexo,
baseada na 3a edição internacional do VIM – International Vocabulary of Metrology – Basic
and general concepts and associated terms – JCGM 200:2012, elaborada pelo Bureau
Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), pela Comissão Internacional de Eletrotécnica
(IEC), pela Federação Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial (IFCC), pela
Cooperação Internacional de Acreditação de Laboratórios (ILAC), pela Organização
Internacional de Normalização (ISO), pela União Internacional de Química Pura e Aplicada
(IUPAC), pela União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP) e pela Organização
Internacional de Metrologia Legal (OIML), com a devida adaptação ao nosso idioma, às reais
condições existentes no País e às já consagradas pelo uso.
Art. 2º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da
União, ficando revogada a Portaria Inmetro no 319, de 23 de outubro de 2009, publicada no
D.O.U., em 09 de novembro de 2009, seção 01, páginas 129 a 142.

JOÃO ALZIRO HERZ DA JORNADA


1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

Vocabulário Internacional de Metrologia – Conceitos fundamentais


e gerais e termos associados
(VIM 2012)

(1a edição luso-brasileira, autorizada pelo BIPM, da 3a edição internacional do VIM -


International Vocabulary of Metrology — Basic and general concepts and associated terms - JCGM
200:2012)

Concepção do Documento Original


BIPM Bureau Internacional de Pesos e Medidas
IEC Comissão Internacional de Eletrotécnica
IFCC Federação Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial
ILAC Cooperação Internacional de Acreditação de Laboratórios
ISO Organização Internacional de Normalização
IUPAC União Internacional de Química Pura e Aplicada
IUPAP União Internacional de Física Pura e Aplicada
OIML Organização Internacional de Metrologia Legal

Grupo de Trabalho luso-brasileiro para tradução do documento International Vocabulary of


Metrology — Basic and general concepts and associated terms - JCGM 200:2012

Brasil - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e


Portugal - Instituto Português da Qualidade, IPQ Tecnologia, Inmetro

Coordenador: António Cruz Coordenador: José Carlos Valente de Oliveira

Antonio Carlos Baratto


Eduarda Filipe
Sérgio Pinheiro de
Olivier
Oliveira
Pellegrino
Victor Manuel Loayza Mendoza

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JCGM © 2012 - Reservados todos os
1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

Prefácio da 1a edição luso-brasileira do VIM 2012

1. Origem desta edição


Esta versão em português corresponde à 3 a edição internacional do VIM (International
vocabulary of metrology – Basic and general concepts and associated terms JCGM 200:2012),
edição bilíngue em inglês e francês, publicada em 2012 pelo JCGM (Joint Committee for
Guides in Metrology), o comitê para guias de metrologia do BIPM (Bureau International des
Poids et Mesures). Identificada como JCGM 200:2012, esta versão engloba o conteúdo da
versão publicada em 2008 (JCGM 200:2008) e as alterações propostas em seu
“Corrigendum” de maio de 2010. Paralelamente à versão identificada como JCGM
200:2008, foi publicado conjuntamente pelas organizações ISO (International Organization for
Standardization) e IEC (International Electrotechnical Commission), sob a mesma denominação e
com o mesmo conteúdo, o documento ISO/IEC Guia 99:2007.
2. Antecedentes
O VIM surge no contexto da metrologia mundial da segunda metade do século XX como
uma resposta e uma fuga à síndrome de Babel: busca a harmonização internacional das
terminologias e definições utilizadas nos campos da metrologia e da instrumentação. São
desse período três importantes documentos normativos cuja ampla aceitação contribuiu
sobremaneira para uma maior harmonização dos procedimentos e da expressão dos
resultados no mundo da medição. São eles o próprio VIM, o GUM (Guia para a Expressão
da Incerteza de Medição, de 1993) e a norma ISO Guia 25 (1978) que, revisada e
ampliada, resultou na norma ISO/IEC 17025, Requisitos Gerais para a Competência de
Laboratórios de Ensaio e Calibração, de 2000. A adoção destes documentos auxilia a
evolução e a dinâmica do processo de globalização das sociedades tecnológicas e
contribui para uma maior integração dos mercados, com uma consequente redução geral
de custos. No que se refere ao interesse particular de cada país, pode alavancar uma
maior participação no mercado mundial e nos mercados regionais.
A disseminação da cultura metrológica constitui uma das mais importantes missões do
Inmetro e do IPQ. Nesse sentido, alguns de seus técnicos e pesquisadores dedicaram
cerca de 15 meses de trabalho e muita discussão para que o público de língua
portuguesa ligado à metrologia e aos diversos ramos da ciência possa ter acesso ao VIM
no seu idioma nativo, sem incorrer em desvantagem em relação àqueles que dominam a
língua das publicações originais. O resultado deste trabalho estará aberto ao crivo crítico
dessa comunidade metrológica, que poderá contribuir futuramente para sanar as
imperfeições que certamente serão identificadas. Algumas dessas imperfeições poderão
ser imputadas ao próprio texto original; outras, certamente a maioria, a nós mesmos – os
tradutores.
efetuada em 1994 à 2ª Edição internacional. Essa
Portugal nova edição, uma vez extinta a CT 62, foi
preparada no seio da Comissão Permanente para
A Direcção-Geral da Qualidade publicou,
a Metrologia do Conselho Nacional da Qualidade,
em 1985, a 1ª Edição do VIM, depois de
e permaneceu, durante quatro
um trabalho de consenso a que em boa
hora a Comissão Técnica Portuguesa de
Normalização de Metrologia (CT 62)
meteu mãos à obra, conseguindo num
prazo notável elaborar e aprovar a
tradução portuguesa do Vocabulário
Internacional de Metrologia editado em
1984 por quatro organizações
internacionais: BIPM, IEC, ISO e OIML. Na
sua versão final, colaboraram inúmeras
entidades do campo da ciência e da
investigação, além de outras Comissões
Técnicas de normalização.
Em 1996, o IPQ promoveu a elaboração
de uma 2ª Edição, com base na revisão

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meses, em consulta pública
tendo em vista obter
contribuições para a sua
melhoria. Foi então editada uma
2ª edição do VIM, com base no
trabalho desenvolvido
internacionalmente pelo Grupo
de Trabalho, no qual
participaram oito organizações
consagradas e para a qual
contribuíram peritos nacionais,
individual e coletivamente, quer
através do Laboratório Nacional
de Metrologia, quer através do
Organismo Nacional de
Normalização.
Posteriormente, foi editada a 1ª
edição do VIM 2008, fruto da
tradução da 3ª edição
internacional do VIM por peritos
do Laboratório Central de
Metrologia do IPQ. Esta edição
após um período de três meses
em versão provisória foi objecto
de comentários e editada então
com distribuição gratuita em
versão eletrónica pelo IPQ,
através de download no seu sítio
[Link].

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Brasil Com a publicação da 3ª edição


O Inmetro (Instituto Nacional de internacional do VIM pelo JCGM do
Metrologia, Qualidade e Tecnologia) BIPM, em 2008, montou-se no Inmetro
publicou anteriormente cinco impressões um grupo de trabalho para elaborar
da tradução brasileira da 2ª edição do uma versão brasileira deste novo
International Vocabulary of Metrology (VIM), documento. A partir do trabalho desse
de 1993. Essas impressões foram grupo, o Inmetro publicou, em
identificadas como 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª novembro de 2009, uma primeira
edições (brasileiras) do VIM. edição brasileira do VIM 2008, tendo
ficado disponível no sítio
[Link].

A presente publicação deve ser referenciada como 1ª edição luso-brasileira do VIM 2012
ou, de forma mais resumida e informal, quando o contexto não permitir interpretações
equivocadas, como VIM3. Esta forma se refere à 3ª edição internacional do VIM. As
expressões “3ª edição” e “3ª edição do VIM”, que aparecem no corpo deste trabalho,
referem-se também à 3ª edição internacional do VIM.

Esclarecimentos e complementos julgados convenientes aparecem como notas dos tradutores.

Os tradutores

3. Objetivo desta edição


A versão que se apresenta agora, 1 a edição luso-brasileira do VIM 2012, em língua
portuguesa, tem em consideração as recomendações do Acordo Ortográfico de 1990. Foi
elaborada no âmbito do entendimento entre o Inmetro e o IPQ, por uma equipe de
técnicos de ambos os Institutos. Foi feito um esforço máximo de harmonização das
versões já existentes, traduzidas por ambos os Institutos, tendo ficado alguns termos
residuais não harmonizados devido às fortes tradições já enraizadas num e noutro país.
Neste sentido, ficaram presentes as diferenças existentes nos termos não abrangidos
pelo Acordo Ortográfico, sob a forma de notas de rodapé. Esta edição permite assim uma
divulgação para o mundo lusófono mais ampla e com maior rigor dos conceitos
introduzidos pelo VIM 2012.
Algumas das divergências estão consagradas no próprio Acordo Ortográfico, como, por
exemplo, as da acentuação em algumas palavras (em Portugal com acento agudo e no
Brasil com acento circunflexo). Outras divergências pontuais são anotadas ao longo do
texto, em notas de rodapé.
Em atenção às bastante conhecidas e numerosas peculiaridades e diferenças lexicais
entre o português de Portugal e aquele do Brasil (por exemplo, “mensurando” e
“mensuranda”, “fenómeno” e “fenômeno”, “ião” e “íon”), optou-se por um texto único,
porém em duas versões, cada uma respeitando os registros lexicais próprios de cada
país. Assim, ao acessar o documento, o leitor poderá escolher entre uma versão
adequada ao falar de Portugal ou ao falar do Brasil. A menos das diferenças nos registros
lexicais e de algumas peculiaridades da linguagem cotidiana própria de cada país, o
texto, inclusive as formas sintáticas, é o mesmo, tendo constituído o maior desafio para o
grupo de trabalho justamente a busca do melhor acordo sobre o fundamental na tradução
de um documento desse tipo: a identificação dos conceitos e sua correta interpretação, a
sintaxe, a clareza e a concisão. Serão diferentes também, em cada documento, a ordem
dos termos.
Por exemplo:

- Na versão do Brasil veracidade ; justeza

2.14
veracidade de medição ; justeza de medição
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- Na versão de Portugal justeza de medição ; veracidade de medição
justeza ; veracidade
2.14

Ao longo do texto deste documento, escreve-se “kilometro” (sem a acentuação) e


“kilograma”, tendo em vista a reintrodução do “k” no alfabeto português, assim como a
observância à regra de escrita do SI que estabelece a junção simples dos prefixos aos
nomes das unidades. Por conta desta regra, além do uso de “kilometro” no lugar de
“kilômetro”, escreve-se também, ao longo do texto deste documento, “milimetro” e
“centimetro”, respectivamente, no lugar de “milímetro” e “centímetro”.

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Tal ação tem como objetivo, a adaptação gradual da comunidade metrológica à grafia do
prefixo “kilo” no lugar de “quilo” e dos prefixos, de maneira geral, associados às unidades
de medida do SI. Por conta disso, este documento na versão em uso no Brasil não
tenciona, neste momento, impor tal forma de escrita, dando também a opção de se
continuar escrevendo prefixos associados às unidades de medida do SI na forma
convencionada e adotada ao longo de anos.
Para ampliar a utilização deste documento no âmbito dos países lusófonos e ainda do
Sistema Interamericano de Metrologia (SIM), foram incluídos, abaixo dos termos em
português, os correspondentes termos originais em inglês e francês, assim como em
espanhol da tradução feita pelo Centro Español de Metrología (CEM). No final do texto, além
do português, foram incluídos os índices alfabéticos em inglês, francês e espanhol. Os
termos em negrito são os termos preferenciais para utilização.
Estas inclusões foram autorizadas pelo Diretor do BIPM.
Na elaboração desta versão, mais que uma transcrição literal, buscou-se o objetivo
primordial de captar e transpor para o português os significados mais profundos dos
conceitos. Visando facilitar a compreensão daqueles que se valerão da presente versão,
procurou-se garantir que a rigorosa exegese dos termos viesse acompanhada também
pela clareza e fluência do texto. Na transposição dos termos escolheu-se, dentre as
diversas opções aventadas e discutidas, aquela que, ademais de parecer adequada
segundo seu uso na linguagem comum, guardasse também uma semelhança fonética ou
morfológica com o termo inglês original. Não é demais lembrar que isso nem sempre foi
possível, pelo menos no âmbito da capacidade e do esforço empenhados pela equipe. Em
alguns casos, tornou-se imperativo inclusive o recurso ao uso de neologismos, como o
adjetivo “definicional”, usado como qualificativo em “incerteza definicional”.
Este documento está disponível, gratuitamente, nos sítios do Inmetro
([Link]) e do IPQ ([Link]).
Desta página em diante, com exceção dos termos e índices nas outras línguas, o
documento é uma tradução tão fiel quanto possível do documento original do JCGM.
Esclarecimentos e complementos que os tradutores julgaram conveniente acrescentar
aparecem como notas dos tradutores.

Caparica, 20 de maio de 2012 Rio de Janeiro, 20 de maio de 2012

Jorge Marques dos João Alziro Herz da


Santos Presidente Jornada Presidente do
do IPQ Inmetro

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Conteúdo

Prefácio da 1a edição luso-brasileira do VIM 2012............................................................................v


Prefácio da edição internacional do VIM JCGM 200:2012...............................................................ix
Introdução............................................................................................................................................. x
Convenções......................................................................................................................................... xi
Âmbito................................................................................................................................................... 1
1 Grandezas e unidades...................................................................................................................... 2
2 Medição............................................................................................................................................ 16
3 Dispositivos de medição................................................................................................................ 34
4 Propriedades dos dispositivos de medição..................................................................................37
5 Padrões de medição........................................................................................................................ 46
Anexo A............................................................................................................................................... 54
Bibliografia.......................................................................................................................................... 69
Lista de Siglas.................................................................................................................................... 72
Índice alfabético (em português)...................................................................................................... 73
Índice alfabético (em inglês)............................................................................................................. 75
Índice alfabético (em francês)........................................................................................................... 78
Índice alfabético (em espanhol)........................................................................................................ 80

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Prefácio da edição internacional do VIM JCGM 200:2012

Em 1997, o Comitê Conjunto para Guias em Metrologia (JCGM), presidido pelo Diretor do
BIPM, foi formado pelas sete Organizações Internacionais que haviam preparado as
versões originais do Guia para a Expressão da Incerteza de Medição (GUM) e do Vocabulário
Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia (VIM). O JCGM foi composto
originalmente por representantes do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), da
Comissão Internacional de Eletrotécnica (IEC), da Federação Internacional de Química
Clínica e Medicina Laboratorial (IFCC), da Organização Internacional de Normalização
(ISO), da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), da União Internacional
de Física Pura e Aplicada (IUPAP) e da Organização Internacional de Metrologia Legal
(OIML). Em 2005, a Cooperação Internacional de Acreditação de Laboratórios (ILAC)
juntou-se oficialmente às sete organizações internacionais fundadoras.

O JCGM tem dois grupos de trabalho. O Grupo de Trabalho 1 (JCGM/WG1), sobre o GUM,
tem a tarefa de promover seu uso e de preparar Suplementos do GUM para ampliar seu
campo de aplicação. O Grupo de Trabalho 2 (JCGM/WG 2), sobre o VIM, tem a tarefa de
revisá-lo e de promover seu uso. O Grupo de Trabalho 2 é formado por até dois
representantes de cada organização-membro, complementado por um número limitado
de especialistas. Esta 3a edição internacional do VIM foi preparada pelo Grupo de
Trabalho 2.

Em 2004, uma minuta desta 3a edição internacional do VIM foi submetida, para
comentários e propostas, às oito organizações representadas no JCGM que, na maioria
dos casos, consultaram seus membros ou afiliados, incluindo numerosos Institutos
Nacionais de Metrologia. Os comentários foram estudados e discutidos, levados em
consideração, quando apropriado, e respondidos pelo JCGM/WG 2. Uma proposta final da
3a edição foi submetida em 2006 às oito organizações para comentários e aprovação.

Todos os comentários seguintes foram examinados e eventualmente levados em conta


pelo Grupo de Trabalho 2.

Esta 3a edição do VIM foi aprovada por unanimidade pelas oito organizações-membro

do JCGM. Esta 3a edição cancela e substitui a 2a edição de 1993.

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Introdução

Geralmente um vocabulário é um “dicionário terminológico que contém designações e


definições de um ou mais campos específicos” (ISO 1087-1:2000, 3.7.2). O presente
Vocabulário concerne à metrologia, a “ciência da medição e suas aplicações”. Cobre
também os princípios básicos que regulam as grandezas e as unidades. O campo das
grandezas e das unidades pode ser tratado de muitas maneiras diferentes. O capítulo 1
deste Vocabulário é um de tais tratamentos e é baseado nos princípios estabelecidos nas
diversas partes da ISO 31, Grandezas e unidades, atualmente sendo substituída pelas
séries 80000 da ISO e 80000 da IEC Grandezas e unidades, e na brochura do SI, O Sistema
Internacional de Unidades (publicado pelo BIPM).

A 2a edição do Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia (VIM) foi


publicada em 1993. A necessidade de abordar pela primeira vez medições em química e
em medicina laboratorial, bem como de incorporar conceitos, tais como aqueles que se
referem à rastreabilidade metrológica, à incerteza de medição e às propriedades
qualitativas, levou a esta 3a edição. O novo título, agora Vocabulário Internacional de
Metrologia – Conceitos Fundamentais e Gerais e Termos Associados (VIM), procura enfatizar o
papel primordial dos conceitos no desenvolvimento de um vocabulário.

Neste Vocabulário, assume-se que não há diferença fundamental nos princípios básicos
de medição em física, química, medicina laboratorial, biologia ou engenharia. Além disso,
foi feita uma tentativa para atender a necessidades conceituais de medição em campos
tais como bioquímica, ciência alimentar, ciência forense e biologia molecular.

Diversos conceitos que apareciam na 2 a edição internacional do VIM não aparecem nesta
3a edição porque não são mais considerados como básicos ou gerais. Por exemplo, o
conceito “tempo de resposta”, utilizado para descrever o comportamento temporal de um
sistema de medição, não está incluído. Para conceitos relacionados aos dispositivos de
medição que não são cobertos por esta 3 a edição internacional do VIM, recomenda-se que
o leitor consulte outros vocabulários, tal como o IEC 60050, Vocabulário Eletrotécnico
Internacional (IEV - sigla em inglês). Para conceitos relacionados à gestão da qualidade, a
acordos de reconhecimento mútuo relativos à metrologia ou à metrologia legal, o
leitor é direcionado para os documentos listados na bibliografia.

O desenvolvimento desta 3a edição internacional do VIM levantou algumas questões


fundamentais sobre diferentes filosofias e descrições de medição atuais, como será
resumido abaixo. Estas diferenças algumas vezes acarretam dificuldades no
desenvolvimento de definições que sejam compatíveis com as diferentes descrições.
Nesta 3a edição, nenhuma preferência é dada a qualquer abordagem particular.

A mudança no tratamento da incerteza de medição de uma Abordagem de Erro (algumas


vezes chamada de Abordagem Tradicional ou Abordagem do Valor Verdadeiro) a uma
Abordagem de Incerteza levou à reconsideração de alguns dos conceitos relacionados
que apareciam na 2a edição do VIM. O objetivo da medição na Abordagem de Erro é
determinar uma estimativa do valor verdadeiro que esteja tão próxima quanto possível
deste valor verdadeiro único. O desvio do valor verdadeiro é composto de erros aleatórios
e sistemáticos. Os dois tipos de erros, supostos como sendo sempre distinguíveis, têm
que ser tratados diferentemente. Nenhuma regra pode ser estabelecida quanto à
combinação dos mesmos para se chegar ao erro total caracterizando um determinado
resultado de medição, tido geralmente como a estimativa. Geralmente apenas um limite
superior do valor absoluto do erro total é estimado, sendo, algumas vezes e de maneira
imprópria, denominado “incerteza”.

A Recomendação CIPM INC-1 (1980) sobre a Expressão de Incertezas Experimentais


sugere que as componentes da incerteza de medição sejam agrupadas em duas
categorias, Tipo A e Tipo B, dependendo de como elas foram avaliadas, isto é, por
métodos estatísticos ou por outros métodos, e que sejam combinadas para se obter uma
variância de acordo com as regras da teoria matemática da probabilidade, tratando as
componentes do Tipo B também em termos de variâncias. O desvio- padrão resultante é
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uma expressão da incerteza de medição. Uma descrição da Abordagem de Incerteza foi
detalhada no Guia para a Expressão da Incerteza de Medição (GUM), no qual se enfocou o
tratamento matemático da incerteza de medição utilizando um modelo explícito da
medição sob a suposição de que o mensurando pode ser caracterizado por um valor
essencialmente único.

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Além disso, no GUM, bem como nos documentos da IEC, são dadas orientações sobre a
Abordagem de Incerteza no caso de uma única leitura de um instrumento calibrado,
situação normalmente encontrada na metrologia industrial.

O objetivo da medição na Abordagem de Incerteza não é determinar um valor verdadeiro


tão melhor quanto possível. Preferencialmente, supõe-se que a informação oriunda da
medição permite apenas atribuir ao mensurando um intervalo de valores razoáveis, com
base na suposição de que a medição tenha sido efetuada corretamente. Informações
adicionais relevantes podem reduzir a amplitude do intervalo de valores que podem ser
razoavelmente atribuídos ao mensurando. Entretanto, mesmo a medição mais refinada
não pode reduzir o intervalo a um único valor, devido à quantidade finita de detalhes na
definição de um mensurando. A incerteza definicional, portanto, estabelece um limite
mínimo a qualquer incerteza de medição. O intervalo pode ser representado por um de
seus valores, denominado “valor medido”.

No GUM, a incerteza definicional é considerada desprezável no que diz respeito às outras


componentes da incerteza de medição. O objetivo da medição é, portanto, estabelecer,
com base nas informações disponíveis a partir da medição, uma probabilidade de que
este valor essencialmente único se encontre dentro de um intervalo de valores da
grandeza medida.

Os documentos da IEC focalizam-se sobre medições com leituras únicas, que permitem
investigar se grandezas variam em função do tempo pela determinação da
compatibilidade de resultados de medição. A IEC trata também do caso de incertezas
definicionais não desprezáveis. A validade dos resultados de medição é altamente
dependente das propriedades metrológicas do instrumento, determinadas pela sua
calibração. O intervalo de valores atribuídos ao mensurando é o intervalo de valores de
padrões que teriam fornecido as mesmas indicações.

No GUM, o conceito de valor verdadeiro é mantido para descrever o objetivo de uma


medição, porém, o adjetivo “verdadeiro” é considerado redundante. A IEC não utiliza o
conceito para descrever este objetivo. Neste Vocabulário, o conceito e o termo são
mantidos tendo-se em conta o seu uso frequente e a importância do conceito.

Nota dos tradutores: O documento original Guide to the expression of uncertainty in measurement (GUM) foi publicado em
1993, corrigido e reimpresso em 1995. A primeira edição no Brasil foi publicada em 1997 e teve uma edição
revisada em agosto de 2003. Em Portugal não foi traduzido.
O BIPM disponibiliza gratuitamente a última edição do GUM, em inglês e francês, nos acessos -
[Link] - e - [Link] - respectivamente.

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Convenções

Regras de terminologia

As definições e os termos abordados nesta 3 a edição, assim como seus formatos,


atendem, tanto quanto possível, às regras de terminologia indicadas nas normas ISO 704,
ISO 1087-1 e ISO 10241. Em particular, o princípio da substituição se aplica: é possível
substituir, em qualquer definição, um termo que se refere a um conceito definido em
outra parte do VIM pela definição correspondente àquele termo, sem gerar contradição
ou circularidade.

Os conceitos são listados em cinco capítulos e em ordem lógica em cada capítulo.

Em algumas definições, o uso de conceitos não definidos (também denominados


“primitivos") é inevitável. Neste Vocabulário, tais conceitos não definidos incluem:
sistema, componente, fenômeno, corpo, substância, propriedade, referência,
experimento, exame, magnitude, material, dispositivo e sinal.

Para facilitar a compreensão das diferentes relações entre os vários conceitos dados
neste Vocabulário, foram introduzidos diagramas conceituais. Eles são apresentados no
anexo A.

Número de referência

Os conceitos que aparecem na 2a e na 3a edição têm um número de referência duplo. Na


3a edição, o número de referência é impresso em negrito e a referência anterior da 2 a
edição é dada entre parênteses e com fonte simples.

Sinônimos

Vários termos para o mesmo conceito são permitidos. Se mais de um termo é


apresentado, o primeiro termo é o preferido e é utilizado ao longo do texto na medida do
possível.

Negrito

Os termos que designam um conceito a ser definido são impressos em negrito. No texto
de um determinado item, os termos correspondentes a conceitos definidos em outra
parte do VIM são também impressos em negrito na primeira vez que aparecem.

Aspas

Neste documento, as aspas duplas (“…") são utilizadas para citações ou para pôr em
evidência uma palavra ou um conjunto de palavras.

Símbolo decimal

O símbolo decimal adotado neste documento é a vírgula.

Termos em francês “mesure” e “mesurage” (respectivamente, “medida” e “medição”)

A palavra francesa “mesure” tem diversos significados no dia-a-dia na língua francesa.


Por este motivo, no documento original, não é utilizada sem que a ela seja associada uma
qualificação. Pelo mesmo motivo, foi introduzida a palavra francesa “mesurage” para
descrever o ato de medição. Entretanto, a palavra francesa “mesure” aparece muitas
vezes neste documento para formar termos, seguindo o uso corrente e sem apresentar
ambiguidade. Exemplos: instrument de mesure, appareil de mesure, unité de mesure, méthode de
mesure. Isto não significa que o uso da palavra francesa “mesurage” no lugar de
“mesure” em tais termos não seja permissível, caso apresente vantagens.

x
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Nota dos tradutores: A palavra em português “medida” tem múltiplos significados. Assim, neste Vocabulário
(como nas edições anteriores), é utilizada a palavra “medição” para significar o ato da medição e a palavra
“medida”, em regra, está associada ao resultado da medição.
Nesta versão, adotou-se a palavra “medida” para compor apenas quatro termos. São eles: unidade de medida,
unidade de medida fora do sistema, rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida e medida
materializada.

x
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Símbolo de igualdade por definição

O símbolo := significa “é por definição igual a”, como indicado nas séries ISO 80000 e IEC 80000.

Intervalo

O termo “intervalo” e o símbolo [a; b] são utilizados para designar o conjunto dos
números reais x tal que a ≤ x ≤ b, onde a e b > a são números reais. O termo “intervalo” é
utilizado aqui como “intervalo fechado”. Os símbolos a e b indicam as extremidades do
intervalo [a; b].

EXEMPLO [-4; 2]

As duas extremidades 2 e 4 do intervalo [4; 2] podem ser indicadas como 1 ± 3. A última


expressão não designa o intervalo [4; 2]. Entretanto, 1 ± 3 é utilizado frequentemente para
designar o intervalo [4; 2].

Amplitude do intervalo
Amplitude

A amplitude do intervalo [a; b] é a diferença b - a e é representada

por r[a; b]. EXEMPLO r[4; 2] = 2  (4) = 6

NOTA Em inglês, o termo “span” é algumas vezes utilizado para este conceito.

x
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Âmbito

Este Vocabulário fornece um conjunto de definições e termos associados em


português e de termos associados em inglês, francês e espanhol, para um sistema
de conceitos fundamentais e gerais utilizados em metrologia, além de diagramas
conceituais para ilustrar as suas relações. Para muitas definições, são fornecidas
informações adicionais sob a forma de exemplos e notas.

Este Vocabulário pretende ser uma referência comum para cientistas e engenheiros
– incluindo físicos, químicos, cientistas médicos – assim como professores e técnicos
envolvidos no planear e realizar medições, independentemente do nível de
incerteza de medição e do campo de aplicação. Ele também se propõe a ser uma
referência para organismos governamentais e intergovernamentais, associações
comerciais, organismos de acreditação, agências reguladoras e associações
profissionais.

Conceitos utilizados em diferentes abordagens para descrever as medições são


apresentados conjuntamente. As organizações-membro do JCGM podem selecionar
os conceitos e definições de acordo com as suas terminologias respectivas.
Contudo, este Vocabulário pretende promover a harmonização global da
terminologia utilizada em metrologia.

1
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1 Grandezas e unidades

1.1 (1.1)
grandeza
quantity
grandeur
magnitud

Propriedade dum fenômeno dum corpo ou duma substância, que pode ser expressa
quantitativamente sob a forma dum número e duma referência.

NOTA 1 O conceito genérico de “grandeza” pode ser dividido em vários níveis de


conceitos específicos, conforme apresentado na tabela a seguir. O lado esquerdo da
tabela mostra conceitos específicos do conceito de “grandeza”. Estes, por sua vez,
são conceitos genéricos para as grandezas individuais situadas na coluna à direita.

comprimento raio, r raio do círculo A, rA ou r(A)


,l comprimento de onda,  comprimento de onda da radiação D do
sódio,
D ou (D; Na)
energia, E energia cinética, T energia cinética da partícula i num dado
sistema, Ti
calor, Q calor de vaporização da amostra i de
água, Qi
carga elétrica, Q carga elétrica do próton1, e
resistência elétrica, R resistência elétrica do resistor2 i num
dado
circuito, Ri
concentração em quantidade de concentração em quantidade de
substância3 dum constituinte B, cB substância de etanol na amostra i de
vinho, ci(C2H5OH)
concentração em número da entidade concentração em número de
B, CB eritrócitos na amostra i de sangue,
C(Eris; Bi)
dureza Rockwell C, HRC dureza Rockwell C da amostra i de aço,
HRCi

NOTA 2 A referência pode ser uma unidade de medida, um procedimento de


medição, um material de referência ou uma combinação destes.

NOTA 3 As séries ISO 80000 e IEC 80000 Quantities and units fornecem os símbolos
das grandezas. Os símbolos das grandezas são escritos em itálico. Um dado símbolo
pode indicar diferentes grandezas.

NOTA 4 O formato preferido pela IUPAC-IFCC para designar as grandezas na área


de medicina laboratorial é “Sistema-Componente; natureza duma grandeza”.

EXEMPLO “Plasma (Sangue)–Íon4 sódio; concentração em quantidade


de substância igual a 143 mmol/L numa determinada pessoa,
num determinado instante”.

NOTA 5 Uma grandeza, conforme aqui definida, é um escalar. No entanto, um vetor


ou um tensor, cujas componentes são grandezas, são também considerados
grandezas.

NOTA 6 O conceito “grandeza” pode ser genericamente dividido em, por


exemplo, “grandeza física”, “grandeza química” e “grandeza biológica”, ou
grandeza de base e grandeza derivada.

2
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1
Nota dos tradutores: uso em Portugal “protão”, no Brasil “próton”.
2
Nota dos tradutores: uso em Portugal “resistência”, no Brasil “resistor”.
3
Nota dos tradutores: uso em Portugal “quantidade de matéria”, no Brasil
“quantidade de substância”.
4
Nota dos tradutores: uso em Portugal “ião”, no Brasil “íon”.

3
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1.2 (1.1, NOTA 2)


natureza duma grandeza
natureza
kind of quantity ; kind
nature de grandeur ; nature
naturaleza de una magnitud ; naturaleza

Aspecto comum a grandezas mutuamente comparáveis.

NOTA 1 A divisão de “grandeza” de acordo com “natureza duma grandeza” é de


certa maneira arbitrária.

EXEMPLO 1 As grandezas diâmetro, circunferência e comprimento de onda


são geralmente consideradas grandezas da mesma natureza, isto é, da
natureza da grandeza denominada comprimento.

EXEMPLO 2 As grandezas calor, energia cinética e energia potencial são


geralmente consideradas grandezas da mesma natureza, isto é, da natureza
da grandeza denominada energia.

NOTA 2 Grandezas da mesma natureza, num dado sistema de grandezas, têm a


mesma dimensão. Contudo, grandezas de mesma dimensão não são
necessariamente da mesma natureza.

EXEMPLO As grandezas momento duma força e energia não são, por


convenção, consideradas da mesma natureza, apesar de possuírem a mesma
dimensão. O mesmo ocorre para capacidade térmica e entropia, assim como
para número de entidades, permeabilidade relativa e fração mássica.

NOTA 3 Nesta versão, os termos para as grandezas situados na metade


esquerda da tabela em 1.1, NOTA 1, são utilizados frequentemente para designar
as correspondentes naturezas das grandezas.

1.3 (1.2)
sistema de grandezas
system of quantities
système de grandeurs
sistema de magnitudes

Conjunto de grandezas associado a um conjunto de relações não contraditórias


entre estas grandezas.

NOTA Grandezas ordinais, tais como dureza Rockwell C, geralmente não são
consideradas como pertencentes a um sistema de grandezas porque estão
relacionadas a outras grandezas mediante relações meramente empíricas.

1.4 (1.3)
grandeza de base
base quantity
grandeur de base
magnitud de base ; magnitud básica

Grandeza dum subconjunto escolhido, por convenção, de um dado sistema de


grandezas, no qual nenhuma grandeza do subconjunto possa ser expressa em
função das outras.

NOTA 1 O subconjunto mencionado na definição é denominado “conjunto de


grandezas de base”.

EXEMPLO
O conjunto de grandezas de base do Sistema Internacional de Grandezas (cuja
sigla em inglês é ISQ) é dado em 1.6.

4
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NOTA 2 As grandezas de base são consideradas como mutuamente


independentes, visto que uma grandeza de base não pode ser expressa por um
produto de potências de outras grandezas de base.

NOTA 3 “Número de entidades” pode ser considerado como uma grandeza de base
em qualquer sistema de grandezas.

1.5 (1.4)
grandeza derivada
derived quantity
grandeur dérivée
magnitud derivada

Grandeza, num sistema de grandezas, definida em função das grandezas de base


desse sistema.
EXEMPLO Num sistema de grandezas que tenha como grandezas de base o
comprimento e a massa, a massa específica 5 é uma grandeza derivada
definida pelo quociente duma massa por um volume (comprimento ao cubo).

1.6
Sistema Internacional de Grandezas
ISQ
International System of Quantities ; ISQ
Système international de grandeurs ; ISQ
Sistema Internacional de Magnitudes ; ISQ

Sistema de grandezas baseado nas sete grandezas de base: comprimento, massa,


tempo, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, quantidade de substância e
intensidade luminosa.

NOTA 1 Este sistema de grandezas está publicado nas séries ISO 80000 e IEC 80000
Quantities and units.

NOTA 2 O Sistema Internacional de Unidades (SI) (ver 1.16) é baseado no ISQ.

1.7 (1.5)
dimensão duma grandeza
dimensão ; dimensional duma grandeza
quantity dimension ; dimension of a quantity ; dimension
dimension ; dimension d'une grandeur
dimensión de una magnitud ; dimensión

Expressão da dependência duma grandeza em relação às grandezas de base dum


sistema de grandezas, na forma dum produto de potências de fatores
correspondentes às grandezas de base, omitindo-se qualquer fator numérico.

EXEMPLO 1 No ISQ, a dimensão da grandeza força é


representada por dim F = LMT-2.

EXEMPLO 2 No mesmo sistema de grandezas, dim ρB = ML-3 é a dimensão da


grandeza concentração em massa do constituinte B, e ML -3 é também a
dimensão da grandeza massa específica, ρ.

EXEMPLO 3 O período T dum pêndulo de comprimento l num lugar com


aceleração da gravidade local g é

T l l
ou
2 g T  C(g)

5
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Nota dos tradutores: uso em Portugal “massa volúmica”, no Brasil “massa específica”.

6
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onde 2π
C(g)  g

Logo C(g)  L 1/ 2 T .
dim

NOTA 1 Uma potência dum fator é o fator elevado a um expoente. Cada fator é a
dimensão duma grandeza de base.

NOTA 2 Por convenção, a representação simbólica da dimensão duma grandeza de


base é uma letra maiúscula única em caractere romano direito, sem serifa. Por
convenção, a representação simbólica da dimensão duma grandeza derivada é o
produto de potências das dimensões das grandezas de base conforme a definição
da grandeza derivada. A dimensão duma grandeza Q é representada por dim Q.

NOTA 3 Para estabelecer a dimensão duma grandeza, não se leva em conta o seu
caráter escalar, vetorial ou tensorial.

NOTA 4 Num dado sistema de grandezas,


- grandezas de mesma natureza têm a mesma dimensão,
- grandezas de diferentes dimensões são sempre de naturezas diferentes e
- grandezas que têm a mesma dimensão não são necessariamente da
mesma natureza.

NOTA 5 No ISQ, os símbolos correspondentes às dimensões das grandezas de base são:

Grandeza de base Símbolo da dimensão


comprimento L
massa M
tempo T
corrente elétrica I
temperatura 
termodinâmica
quantidade de N
substância
intensidade luminosa J

Portanto, a dimensão duma grandeza Q é representada por dim Q = L M T I  N J


onde os expoentes, denominados expoentes dimensionais, são positivos, negativos
ou nulos.

1.8 (1.6)
grandeza adimensional
grandeza de dimensão um ; grandeza sem dimensão
quantity of dimension one ; dimensionless quantity
grandeur sans dimension ; grandeur de dimension un
magnitud de dimensión uno ; magnitud adimensional

Grandeza para a qual todos os expoentes dos fatores correspondentes às grandezas


de base, na sua dimensão, são nulos.

NOTA 1 O termo “grandeza sem dimensão” é comumente utilizado e mantido por


razões históricas, tendo por origem o fato de que todos os expoentes são nulos na
representação simbólica da dimensão de tais grandezas. O termo “grandeza de
dimensão um” reflete a convenção segundo a qual a representação simbólica da
dimensão de tais grandezas é o símbolo 1 (ver ISO 80000-1:2009, 3.8)6.

7
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NOTA 2 As unidades de medida e os valores de grandezas adimensionais são
números, mas tais grandezas contém mais informação do que um simples número.
6
Nota dos tradutores: no VIM 2012 original está referida a norma ISO 31-0:1992,
entretanto substituída pela ISO 80000-1:2009.

8
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NOTA 3 Algumas grandezas adimensionais são definidas como razões entre duas
grandezas da mesma natureza.

EXEMPLOS Ângulo plano, ângulo sólido, índice de refração, permeabilidade


relativa, fração mássica, coeficiente de atrito, número de Mach.

NOTA 4 Números de entidades são grandezas adimensionais.

EXEMPLOS Número de espiras numa bobina, número de moléculas numa


dada amostra, degenerescência de níveis de energia dum sistema quântico.

1.9 (1.7)
unidade de medida
unidade
measurement unit ; unit of measurement ; unit
unité de mesure ; unité
unidad de medida ; unidad

Grandeza escalar real, definida e adotada por convenção, com a qual qualquer outra
grandeza da mesma natureza pode ser comparada para expressar, na forma dum
número, a razão entre as duas grandezas.

NOTA 1 As unidades de medida são designadas por nomes e símbolos atribuídos por
convenção.

NOTA 2 As unidades de medida das grandezas da mesma dimensão podem ser


designadas pelos mesmos nome e símbolo, ainda que as grandezas não sejam da
mesma natureza. Por exemplo, joule por kelvin e J/K são, respectivamente, o nome
e o símbolo das unidades de medida de capacidade térmica e de entropia, que
geralmente não são consideradas como grandezas da mesma natureza. Contudo,
em alguns casos, nomes especiais de unidades de medida são utilizados
exclusivamente para grandezas duma natureza específica. Por exemplo, a unidade
de medida “segundo elevado ao expoente menos um” (1/s) é chamada hertz (Hz)
quando utilizada para frequências, e becquerel (Bq) quando utilizada para
atividades de radionuclídeos.

NOTA 3 As unidades de medida de grandezas adimensionais são números. Em


alguns casos, são dados nomes especiais a estas unidades de medida, por exemplo,
radiano, esferorradiano e decibel, ou são expressos por quocientes tais como
milimol7 por mol, que é igual a 10-3, e micrograma por kilograma8, que é igual a 10-9.

NOTA 4 Para uma dada grandeza, o termo abreviado “unidade” é


frequentemente combinado com o nome da grandeza como, por exemplo, “unidade
de massa”.

1.10 (1.13)
unidade de base
base unit
unité de base
unidad de base ; unidad básica

Unidade de medida que é adotada por convenção para uma grandeza de base.

NOTA 1 Em cada sistema coerente de unidades, há apenas uma unidade de base


para cada grandeza de base.

EXEMPLO No SI, o metro é a unidade de base de comprimento. No sistema


CGS, o centimetro9 é a unidade de base de comprimento.

7
Nota dos tradutores: uso em Portugal “a mole”, no Brasil “o mol”.
9
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8 1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM
Nota dos tradutores: uso em Portugal “kilograma”, no Brasil “kilograma” ou “quilograma”.
9
Nota dos tradutores: uso em Portugal “centimetro”, no Brasil “centimetro” ou “centímetro”.

10
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NOTA 2 Uma unidade de base pode também servir para uma grandeza derivada
de mesma dimensão.

EXEMPLO A precipitação pluvial, quando definida como volume por área,


tem o metro como uma unidade derivada coerente no SI.

NOTA 3 Em relação ao número de entidades, o número um, de símbolo 1, pode ser


considerado como uma unidade de base em qualquer sistema de unidades.

1.11 (1.14)
unidade derivada
derived unit
unité dérivée
unidad derivada ; unidad de medida de una magnitud derivada

Unidade de medida duma grandeza derivada.

EXEMPLOS O metro por segundo, de símbolo m/s, e o centimetro por segundo,


de símbolo cm/s, são unidades derivadas de velocidade no SI. O kilometro por
hora, de símbolo km/h, é uma unidade de medida de velocidade fora do SI,
porém aceite para uso com o SI. O nó, igual a uma milha náutica por hora, é
uma unidade de medida de velocidade fora do SI.

1.12 (1.10)
unidade derivada coerente
coherent derived unit
unité dérivée cohérente
unidad derivada coherente

Unidade derivada que, para um dado sistema de grandezas e para um conjunto


escolhido de unidades de base, é um produto de potências de unidades de base,
sem outro fator de proporcionalidade além do número um.

NOTA 1 Uma potência duma unidade de base é a unidade de base elevada a


um expoente.

NOTA 2 A coerência só pode ser determinada com respeito a um sistema de


grandezas particular e a um dado conjunto de unidades de base.

EXEMPLOS Se o metro, o segundo e o mol são unidades de base, o metro


por segundo é a unidade derivada coerente da velocidade quando a
velocidade é definida pela equação das grandezas v = dr/dt, e o mol por metro
cúbico é a unidade derivada coerente da concentração em quantidade de
substância quando a concentração em quantidade de substância é definida
pela equação das grandezas c = n / V. O kilometro10 por hora e o nó, dados
como exemplos de unidades derivadas em 1.11, não são unidades derivadas
coerentes neste sistema de grandezas.

NOTA 3 Uma unidade derivada pode ser coerente com respeito a um sistema de
grandezas, mas não a um outro.

EXEMPLO O centimetro por segundo é a unidade derivada coerente da


velocidade num sistema de unidades CGS, mas não é uma unidade derivada
coerente no SI.

NOTA 4 A unidade derivada coerente para toda grandeza adimensional derivada


num dado sistema de unidades é o número um, símbolo 1. O nome e o símbolo da
unidade de medida um são geralmente omitidos.

11
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Nota dos tradutores: uso em Portugal “kilometro”, no Brasil “kilometro” ou “quilômetro”.

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1.13 (1.9)
sistema de unidades
system of units
système d’unités
sistema de unidades

Conjunto de unidades de base e de unidades derivadas, juntamente com os seus


múltiplos e submúltiplos, definidos de acordo com regras dadas, para um dado
sistema de grandezas.

1.14 (1.11)
sistema coerente de unidades
coherent system of units
système cohérent d’unités
sistema coherente de unidades

Sistema de unidades, baseado num dado sistema de grandezas, em que a unidade


de medida para cada grandeza derivada é uma unidade derivada coerente.

EXEMPLO Conjunto de unidades SI coerentes e as relações entre elas.

NOTA 1 Um sistema de unidades só pode ser coerente com respeito a um


sistema de grandezas e às unidades de base adotadas.

NOTA 2 Para um sistema coerente de unidades, as equações de valores


numéricos têm a mesma forma, incluindo os fatores numéricos, que as equações das
grandezas correspondentes.

1.15 (1.15)
unidade de medida fora do sistema
unidade fora do sistema
off-system measurement unit ; off-system unit
unité hors système
unidad fuera del sistema

Unidade de medida que não pertence a um dado sistema de unidades.

EXEMPLO 1 O elétron-volt11 (cerca de 1,602 18 x 10-19 J) é uma unidade de


medida de energia fora do sistema com respeito ao SI.

EXEMPLO 2 O dia, a hora e o minuto são unidades de medida de tempo


fora do sistema com respeito ao SI.

1.16 (1.12)
Sistema Internacional de Unidades
SI
International System of Units ; SI
Système international d’unités ; SI
Sistema internacional de Unidades ; Sistema SI ; SI

Sistema de unidades, baseado no Sistema Internacional de Grandezas, com os nomes


e os símbolos das unidades, incluindo uma série de prefixos com seus nomes e
símbolos, em conjunto com regras de utilização, adotado pela Conferência Geral de
Pesos e Medidas (CGPM).

NOTA 1 O SI é baseado nas sete grandezas de base do ISQ. Os nomes e os


símbolos das unidades de base estão contidos na tabela seguinte.

11
Nota dos tradutores: uso em Portugal “eletrão-volt”, no Brasil

13
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Grandeza de base Unidade de base


Nome Nome Símbolo
comprimento metro m
massa kilograma kg
tempo segundo s
corrente elétrica ampere A
temperatura kelvin K
termodinâmica
quantidade de mol mol
substância
intensidade luminosa candela cd

NOTA 2 As unidades de base e as unidades derivadas coerentes do SI formam um


conjunto coerente, denominado “conjunto de unidades SI coerentes”.

NOTA 3 Para uma descrição e uma explicação completas do Sistema Internacional


de Unidades, ver a mais recente edição da SI brochure publicada pelo Bureau
International des Poids et Mesures (BIPM), disponível no sítio do BIPM na Internet
[Link].

NOTA 4 Na álgebra das grandezas, a grandeza “número de entidades” é


frequentemente considerada uma grandeza de base com a unidade de base igual a
um, de símbolo 1.

NOTA 5 Os prefixos SI para os múltiplos e submúltiplos das unidades são:

Prefixo
Fator
Nome Símbolo
10
24 yotta Y

10
21 zetta Z

10
18 exa E

10
15 peta P

10
12 tera T
109 giga G
6
10 mega M
103 kilo12 k
2
10 hecto h
101 deca da
10
-1 deci d

10
-2 centi c

10
-3 mili m

10
-6 micro µ

10
-9 nano n

10
-12 pico p

10
-15 femto f

10
-18 atto a

10
-21 zepto z

10
-24 yocto y

9
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12
Nota dos tradutores: uso em Portugal “kilo”, no Brasil “kilo” ou “quilo”.

9
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1.17 (1.16)
múltiplo duma unidade
multiple of a unit
multiple d’une unité
múltiplo de una unidad

Unidade de medida obtida pela multiplicação duma dada unidade de medida por um
inteiro maior que um.

EXEMPLO 1 O kilometro é um múltiplo decimal do

metro. EXEMPLO 2 A hora é um múltiplo não-decimal

do segundo.

NOTA 1 Os prefixos SI para múltiplos decimais das unidades de base e das


unidades derivadas do SI são dados na Nota 5 de 1.16.

NOTA 2 Os prefixos SI referem-se estritamente a potências de 10 e não devem


ser utilizados para potências de 2. Por exemplo, 1 kilobit não deve ser utilizado para
representar 1024 bits (210 bits), que é 1 kibibit.

Os prefixos para múltiplos binários são:

Fator Prefixo
Nom Símbol
e o
10
(28 ) yobi Yi
10
(27 ) zebi Zi
10
(26 ) exbi Ei
10
(25 ) pebi Pi
10
(24 ) tebi Ti
10
(23 ) gibi Gi
10
(22 ) mebi Mi
10
(21 ) kibi Ki

Fonte: IEC 80000-13.

1.18 (1.17)
submúltiplo duma unidade
submultiple of a unit
sous-multiple d’une unité
submúltiplo de una unidad

Unidade de medida obtida pela divisão duma dada unidade de medida por um
inteiro maior que um.

EXEMPLO 1 O milimetro13 é um submúltiplo decimal do


metro.

EXEMPLO 2 Para um ângulo plano, o segundo é um submúltiplo não-


decimal do minuto.

NOTA Os prefixos SI para submúltiplos decimais das unidades de base e das


unidades derivadas do SI são dados na Nota 5 de 1.16.

10
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13
Nota dos tradutores: uso em Portugal “milimetro”, no Brasil “milimetro” ou “milímetro”.

11
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1.19 (1.18)
valor duma grandeza
valor
quantity value ; value of a quantity ; value
valeur d’une grandeur ; valeur
valor de una magnitud ; valor

Conjunto, formado por um número e por uma referência, que constitui a expressão
quantitativa duma grandeza.

EXEMPLO 1 Comprimento duma determinada haste: 5,34 m ou

534 cm EXEMPLO 2 Massa dum determinado corpo: 0,152 kg ou

152 g EXEMPLO 3 Curvatura dum determinado arco: 112 m-1

EXEMPLO 4 Temperatura Celsius duma determinada amostra: -5 ºC

EXEMPLO 5 Impedância elétrica dum determinado elemento de circuito a


uma dada frequência, onde j é a unidade imaginária: (7+3j) Ω

EXEMPLO 6 Índice de refração duma determinada amostra de

vidro: 1,32 EXEMPLO 7 Dureza Rockwell C duma determinada

amostra: 43,5 HRC

EXEMPLO 8 Fração mássica de cádmio numa determinada amostra de


cobre: 3 µg/kg ou 3 x 10-9

EXEMPLO 9 Molalidade de Pb2+ numa determinada amostra de água: 1,76 µmol/kg

EXEMPLO 10 Concentração arbitrária em quantidade de substância de


lutropina numa determinada amostra de plasma sanguíneo humano
(utilizando a norma internacional 80/552 da OMS): 5,0 UI/L, onde “UI” significa
“Unidade Internacional da OMS”

NOTA 1 De acordo com o tipo de referência, o valor duma grandeza é

- um produto dum número e uma unidade de medida (ver os EXEMPLOS 1,


2, 3, 4, 5, 8 e 9); a unidade um é geralmente omitida para as grandezas
adimensionais (ver EXEMPLOS 6 e 8);

- ou um número e uma referência a um procedimento de medição (ver


EXEMPLO 7);

- ou um número e um material de referência (ver EXEMPLO 10).

NOTA 2 O número pode ser complexo (ver EXEMPLO 5).

NOTA 3 O valor duma grandeza pode ser representado por mais duma
forma (ver EXEMPLOS 1, 2 e 8).

NOTA 4 No caso de grandezas vetoriais ou tensoriais, cada componente tem um


valor.

EXEMPLO Força atuante sobre uma determinada partícula, por exemplo, em


coordenadas cartesianas (Fx; Fy; Fz) = (-31,5; 43,2; 17,0) N.

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1.20 (1.21)
valor numérico duma grandeza
valor numérico
numerical quantity value ; numerical value of a quantity ; numerical value
valeur numérique ; valeur numérique d'une grandeur
valor de una magnitud ; valor

Número, na expressão do valor duma grandeza, diferente de qualquer número


que sirva como referência.

NOTA 1 Para grandezas adimensionais, a referência é uma unidade de medida que


é um número e este número não é considerado como fazendo parte do valor
numérico.
EXEMPLO Para uma fração molar igual a 3 mmol/mol, o valor numérico é 3 e
a unidade é mmol/mol. A unidade mmol/mol é numericamente igual a 0,001,
mas este número 0,001 não faz parte do valor numérico, que permanece
como 3.

NOTA 2 Para grandezas que têm uma unidade de medida (isto é, aquelas diferentes
das grandezas ordinais), o valor numérico {Q} duma grandeza Q é frequentemente
representado como {Q} = Q/[Q], onde [Q] representa a unidade de medida.

EXEMPLO Para um valor duma grandeza de 5,7 kg, o valor numérico é


{m} = (5,7 kg)/kg = 5,7. O mesmo valor pode ser expresso como 5700 g,
onde o valor numérico {m} = (5700 g)/g = 5700.

1.21
álgebra das grandezas
quantity calculus
algèbre des grandeurs
álgebra de magnitudes

Conjunto de regras e operações matemáticas aplicadas a outras grandezas que não sejam as
grandezas ordinais.

NOTA Na álgebra das grandezas, as equações das grandezas são preferidas em


relação às equações de valores numéricos porque as equações das grandezas são
independentes da escolha das unidades de medida, enquanto as equações de
valores numéricos não o são (ver ISO 80000-1:2009, 3.21).

1.22
equação das grandezas
quantity equation
équation aux grandeurs
ecuación entre magnitudes

Relação matemática entre grandezas num dado sistema de grandezas,


independentemente das unidades de medida.

EXEMPLO 1 Q1 = ζ Q2 Q3, onde Q1, Q2 e Q3 representam diferentes


grandezas e ζ é um fator numérico.

EXEMPLO 2 T = (1/2) mv2, onde T é a energia cinética e v é a velocidade


duma partícula específica de massa m.

EXEMPLO 3 n = It/F onde n é a quantidade de substância dum composto univalente, I


é a corrente elétrica, t a duração da eletrólise e F é a constante de Faraday.

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1.23
equação das unidades
unit equation
équation aux unités
ecuación entre unidades

Relação matemática entre unidades de base, unidades derivadas coerentes ou outras


unidades de medida.

EXEMPLO 1 Para as grandezas no EXEMPLO 1 do item 1.22, [Q1] = [Q2] [Q3]


onde [Q1], [Q2] e [Q3] representam as unidades de medida de Q 1, Q2 e Q3,
respectivamente, na condição de que estas unidades de medida estejam num
sistema coerente de unidades.

EXEMPLO 2 J := kg m2/s2, onde J, kg, m e s são, respectivamente, os símbolos


do joule, do kilograma, do metro e do segundo. (O símbolo := significa “é por
definição igual a”, como indicado nas séries ISO 80000 e IEC 80000.)

EXEMPLO 3 1 km/h = (1/3,6) m/s.

1.24
fator de conversão entre unidades
conversion factor between units
facteur de conversion entre unités
factor de conversión entre unidades

Razão entre duas unidades de medida correspondentes a grandezas da mesma natureza.

EXEMPLO km/m = 1000 e, por consequência, 1 km = 1000 m.

NOTA As unidades de medida podem pertencer a diferentes sistemas de unidades.

EXEMPLO 1 h/s = 3600 e, por consequência, 1 h = 3600 s.

EXEMPLO 2 (km/h)/(m/s) = (1/3,6) e, por consequência, 1 km/h = (1/3,6) m/s.

1.25
equação de valores numéricos
numerical value equation ; numerical quantity value equation
équation aux valeurs numériques
ecuación entre valores numéricos

Relação matemática entre valores numéricos, baseada numa dada equação das grandezas
e unidades de medida especificadas.

EXEMPLO 1 Para as grandezas no EXEMPLO 1 do item 1.22, {Q1} = ζ {Q2} {Q3} onde
{Q1}, {Q2} e {Q3} representam os valores numéricos de Q1, Q2 e Q3,
respectivamente, na condição de que sejam expressos em unidades de base ou
em unidades derivadas coerentes ou em ambas.

EXEMPLO 2 Para a equação da energia cinética duma partícula, T = (1/2)


mv2, se m = 2 kg e v = 3 m/s, então {T} = (1/2) x 2 x 32 é uma equação de
valores numéricos, a qual fornece o valor numérico 9 para T, em joules.

1.26
grandeza ordinal
ordinal quantity
grandeur ordinale ; grandeur repérable
magnitud ordinal

Grandeza, definida por um procedimento de medição adotado por convenção, que


pode ser ordenada com outras grandezas de mesma natureza, de acordo com a
ordem crescente ou
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decrescente das suas expressões quantitativas, mas para a qual não há qualquer
relação algébrica entre estas grandezas.

EXEMPLO 1 Dureza Rockwell C.

EXEMPLO 2 Índice de octano para combustíveis.

EXEMPLO 3 Magnitude dum tremor de terra na escala Richter.

EXEMPLO 4 Nível subjetivo de dor abdominal numa escala de zero a cinco.

NOTA 1 As grandezas ordinais somente podem aparecer em relações empíricas e


não têm unidades de medida nem dimensões. Diferenças e razões entre grandezas
ordinais não possuem significado físico.

NOTA 2 As grandezas ordinais são classificadas de acordo com as escalas ordinais


(ver 1.28).

1.27
escala de valores
quantity-value scale ; measurement scale
échelle de valeurs ; échelle de mesure
escala de valores ; escala de medida

Conjunto ordenado de valores de grandezas duma determinada natureza, utilizado para


classificar grandezas desta natureza de acordo com as suas expressões quantitativas.

EXEMPLO 1 Escala de temperatura

Celsius. EXEMPLO 2 Escala de tempo.

EXEMPLO 3 Escala de dureza Rockwell C.

1.28 (1.22)
escala ordinal
ordinal quantity-value scale ; ordinal value scale
échelle ordinale ; échelle de repérage
escala ordinal de una magnitud ; escala ordinal

Escala de valores para grandezas ordinais.

EXEMPLO 1 Escala de dureza Rockwell C.

EXEMPLO 2 Escala dos índices de octano para combustíveis.

NOTA Uma escala ordinal pode ser estabelecida por medições, conforme um
procedimento de medição.

1.29
escala de referência convencional
conventional reference scale
échelle de référence conventionnelle
escala de referencia convencional

Escala de valores definida por um acordo oficial.

1.30
propriedade qualitativa
nominal property
propriété qualitative ; attribut
propiedad cualitativa ; cualidad

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Propriedade dum fenômeno, corpo ou substância, a qual não pode ser


expressa quantitativamente.

EXEMPLO 1 Sexo dum ser humano.

EXEMPLO 2 Cor duma amostra de

tinta. EXEMPLO 3 Cor de “spot test”

em química.

EXEMPLO 4 Código ISO de país com duas letras.

EXEMPLO 5 Sequência de aminoácidos num

polipeptídeo.

NOTA 1 Uma propriedade qualitativa tem um valor que pode ser expresso em
palavras, por meio de códigos alfanuméricos ou por outros meios.

NOTA 2 O valor duma propriedade qualitativa não deve ser confundido com o
valor nominal duma grandeza.

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2 Medição

2.1 (2.1)
medição
measurement
mesurage ; mesure
medición ; medida

Processo de obtenção experimental dum ou mais valores que podem ser,


razoavelmente, atribuídos a uma grandeza.

NOTA 1 A medição não se aplica a propriedades qualitativas.

NOTA 2 A medição implica a comparação de grandezas ou a contagem de entidades.

NOTA 3 A medição pressupõe uma descrição da grandeza que seja compatível com
o uso pretendido dum resultado de medição, segundo um procedimento de medição e
com um sistema de medição calibrado que opera de acordo com o procedimento de
medição especificado, incluindo as condições de medição.

2.2 (2.2)
metrologia
metrology
métrologie
metrología

Ciência da medição e suas aplicações.

NOTA A metrologia engloba todos os aspectos teóricos e práticos da medição,


qualquer que seja a incerteza de medição e o campo de aplicação.

2.3 (2.6)
mensurando ; mensuranda14
measurand
mesurande
mensurando

Grandeza que se pretende medir.

NOTA 1 A especificação dum mensurando requer o conhecimento da natureza da


grandeza e a descrição do estado do fenômeno, do corpo ou da substância da qual
a grandeza é uma propriedade, incluindo qualquer constituinte relevante e as
entidades químicas envolvidas.

NOTA 2
Na 2a edição do VIM e na IEC 60050-300:2001, o mensurando é definido como a
“grandeza particular submetida à medição”. Na 2a edição do Brasil, a grandeza era
adjetivada de específica, em vez de particular.

NOTA 3 A medição, incluindo o sistema de medição e as condições sob as quais ela é


realizada, pode modificar o fenômeno, o corpo ou a substância, de modo que a
grandeza que está sendo medida pode diferir do mensurando como ele foi definido.
Neste caso, é necessária uma correção adequada.

EXEMPLO 1 A diferença de potencial entre os terminais duma bateria pode


diminuir quando na realização da medição é utilizado um voltímetro com uma
condutância interna significativa. A diferença de potencial em circuito aberto
pode ser calculada a partir das resistências internas da bateria e do
voltímetro.

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Nota dos tradutores: uso em Portugal “mensuranda”, no Brasil “mensurando”.
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EXEMPLO 2 O comprimento duma haste de aço em equilíbrio com a


temperatura ambiente de 23 ºC será diferente do comprimento à temperatura
especificada de 20 ºC, que é o mensurando. Neste caso, é necessária uma
correção.

NOTA 4 Em química, “analito”, ou o nome duma substância ou dum composto, são


termos utilizados algumas vezes para “mensurando”. Tal uso é errôneo porque
esses termos não se referem a grandezas.

2.4 (2.3)
princípio de medição
measurement principle ; principle of measurement
principe de mesure
principio de medida

Fenômeno que serve como base para uma medição.

EXEMPLO 1 Efeito termoelétrico aplicado à medição de temperatura.

EXEMPLO 2 Absorção de energia aplicada à medição da concentração em


quantidade de substância.

EXEMPLO 3 Redução da concentração de glucose no sangue dum coelho em


jejum aplicada à medição da concentração de insulina numa preparação.

NOTA O fenômeno pode ser de natureza física, química ou biológica.

2.5 (2.4)
método de medição
measurement method ; method of measurement
méthode de mesure
método de medida

Descrição genérica duma organização lógica de operações utilizadas na realização duma


medição.

NOTA Os métodos de medição podem ser qualificados de vários modos, como:


- método de medição por substituição,
- método de medição diferencial, e
- método de medição “de
zero”; ou
- método de medição direto, e
- método de medição

indireto. Ver IEC 60050-

300:2001.

2.6 (2.5)
procedimento de medição
measurement procedure
procédure de mesure ; procédure opératoire
procedimiento de medida

Descrição detalhada duma medição de acordo com um ou mais princípios de


medição e com um dado método de medição, baseada num modelo de medição e
incluindo todo cálculo destinado à obtenção dum resultado de medição.

NOTA 1 Um procedimento de medição é geralmente documentado em detalhes


suficientes para permitir que um operador realize uma medição.

NOTA 2 Um procedimento de medição pode incluir uma declaração referente à

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incerteza- alvo.

NOTA 3 Um procedimento de medição é algumas vezes chamado em inglês


standard operating procedure, abreviado como SOP. A 2ª edição do VIM em francês
usava a expressão

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“mode opératoire de mesure”. O termo usado no Brasil é “procedimento


operacional padrão”, abreviado como POP. Em Portugal, utiliza-se o termo
“Procedimento Técnico”.

2.7
procedimento de medição de referência
reference measurement procedure
procédure de mesure de référence ; procédure opératoire de référence
procedimiento de medida de referencia

Procedimento de medição considerado capaz de fornecer resultados de medição


adequados para a avaliação da veracidade de medição de valores medidos obtidos a
partir de outros procedimentos de medição para grandezas de mesma natureza, em
calibração ou em caracterização de materiais de referência.

2.8
procedimento de medição primário
procedimento de referência primário ; procedimento de medição de referência primário
primary reference measurement procedure ; primary reference procedure
procédure de mesure primaire ; procédure opératoire primaire
procedimiento de medida primario ; procedimiento primario

Procedimento de medição de referência utilizado para obter um resultado de medição


sem relação com um padrão duma grandeza de mesma natureza.

EXEMPLO O volume de água duma pipeta de 5 mL a 20 ºC é medido através


da pesagem da água vertida da pipeta num béquer, levando-se em conta a
massa total do béquer e da água, menos a massa do béquer vazio, e
corrigindo-se a diferença de massa para a temperatura real da água por
intermédio da massa específica.

NOTA 1 O Comitê Consultivo de Quantidade de Substância - Metrologia em


Química (CCQM) utiliza para este conceito o termo "método de medição primário".

NOTA 2 O CCQM (5ª Reunião de 1999) definiu dois conceitos subordinados, que
podem ser denominados "procedimento de medição primário direto" e
"procedimento de medição primário de razões”.

2.9 (3.1)
resultado de medição
measurement result ; result of measurement
résultat de mesure ; résultat d’un mesurage
resultado de medida ; resultado de una medición

Conjunto de valores atribuídos a um mensurando, juntamente com toda outra


informação pertinente disponível.

NOTA 1 Um resultado de medição geralmente contém “informação pertinente”


sobre o conjunto de valores, alguns dos quais podem ser mais representativos do
mensurando do que outros. Isto pode ser expresso na forma duma função
densidade de probabilidade (FDP).

NOTA 2 Um resultado de medição é geralmente expresso por um único valor


medido e uma incerteza de medição. Caso a incerteza de medição seja considerada
desprezável para alguma finalidade, o resultado de medição pode ser expresso
como um único valor medido. Em muitos domínios, esta é a maneira mais comum
de expressar um resultado de medição.

NOTA 3 Na literatura tradicional e na edição anterior do VIM, o resultado de


medição era definido como um valor atribuído a um mensurando obtido por
medição, que podia se referir a uma indicação, ou um resultado não corrigido, ou
um resultado corrigido, de acordo com o contexto.

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2.10
valor medido duma grandeza
valor medido
measured quantity value ; value of a measured quantity ; measured value
valeur mesurée
valor medido de una magnitud ; valor medido

Valor duma grandeza que representa um resultado de medição.

NOTA 1 Para uma medição envolvendo indicações repetidas, cada indicação pode
ser utilizada para fornecer um valor medido correspondente. Este conjunto de
valores medidos individuais pode ser utilizado para calcular um valor medido
resultante, como uma média ou uma mediana, geralmente com uma menor
incerteza de medição associada.

NOTA 2 Quando a amplitude de valores verdadeiros tidos como representativos do


mensurando é pequena em relação à incerteza de medição, um valor medido pode
ser considerado uma estimativa dum valor verdadeiro essencialmente único, sendo
frequentemente uma média ou uma mediana de valores medidos individuais,
obtidos por meio de medições repetidas.

NOTA 3 Nos casos em que a amplitude dos valores verdadeiros, tidos como
representativos do mensurando, não é pequena em relação à incerteza de medição,
um valor medido duma grandeza é frequentemente uma estimativa duma média ou
duma mediana do conjunto de valores verdadeiros.

NOTA 4 No GUM, os termos “resultado de medição” e “estimativa do valor do


mensurando” ou apenas “estimativa do mensurando” são utilizados para “valor
medido duma grandeza”.

2.11 (1.19)
valor verdadeiro duma grandeza
valor verdadeiro
true quantity value ; true value of a quantity ; true value
valeur vraie ; valeur vraie d’une grandeur
valor verdadero de una magnitud ; valor verdadero

Valor duma grandeza compatível com a definição da grandeza.

NOTA 1 Na Abordagem de Erro para descrever as medições, o valor verdadeiro


duma grandeza é considerado único e, na prática, impossível de ser conhecido. A
Abordagem de Incerteza consiste no reconhecimento de que, devido à quantidade
intrinsecamente incompleta de detalhes na definição duma grandeza, não existe
um valor verdadeiro único, mas sim um conjunto de valores verdadeiros
consistentes com a definição. Entretanto, este conjunto de valores é, em princípio e
na prática, impossível de ser conhecido. Outras abordagens evitam completamente
o conceito de valor verdadeiro duma grandeza e avaliam a validade dos resultados
de medição com auxílio do conceito de compatibilidade metrológica.

NOTA 2 No caso particular duma constante fundamental, considera-se que a


grandeza tenha um valor verdadeiro único.

NOTA 3 Quando a incerteza definicional, associada ao mensurando, é considerada


desprezável em comparação com as outras componentes da incerteza de medição,
pode-se considerar que o mensurando possui um valor verdadeiro “essencialmente
único”. Esta é a abordagem adotada pelo GUM e documentos associados, onde a
palavra “verdadeiro” é considerada redundante.

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2.12
valor convencional duma grandeza
valor convencional
conventional quantity value ; conventional value of a quantity ; conventional value
valeur conventionnelle ; valeur conventionnelle d’une grandeur
valor convencional de una magnitud ; valor convencional

Valor atribuído a uma grandeza por um acordo, para um dado propósito.

EXEMPLO 1 Valor convencional da aceleração da gravidade, gn = 9,806 65

m.s-2. EXEMPLO 2 Valor convencional da constante de Josephson, KJ-90 = 483

597,9 GHz.V-1. EXEMPLO 3 Valor convencional dum dado padrão de massa, m

= 100,003 47 g.

NOTA 1 O termo “valor verdadeiro convencional” é algumas vezes utilizado para


este conceito, porém seu uso é desaconselhado.

NOTA 2 Um valor convencional duma grandeza é algumas vezes uma estimativa dum
valor verdadeiro.

NOTA 3 Geralmente considera-se que um valor convencional duma grandeza


está associado a uma incerteza de medição convenientemente pequena, que pode
ser nula.

2.13 (3.5)
exatidão de medição
exatidão
measurement accuracy ; accuracy of measurement ; accuracy
exactitude de mesure ; exactitude
exactitud de medida ; exactitud

Grau de concordância entre um valor medido e um valor verdadeiro dum mensurando.

NOTA 1 A “exatidão de medição” não é uma grandeza e não lhe é atribuído


um valor numérico. Uma medição é dita mais exata quando fornece um erro de
medição menor.

NOTA 2 O termo “exatidão de medição” não deve ser utilizado no lugar de


veracidade de medição, assim como o termo “precisão de medição” não deve ser
utilizado para expressar exatidão de medição, o qual, contudo, está relacionado a
ambos os conceitos.

NOTA 3 A “exatidão de medição” é algumas vezes entendida como o grau de


concordância entre valores medidos que são atribuídos ao mensurando.

2.14
veracidade de medição ; justeza de medição15
veracidade ; justeza
measurement trueness ; trueness of measurement ; trueness
justesse de mesure ; justesse
veracidad de medida ; veracidad

Grau de concordância entre a média dum número infinito de valores medidos repetidos e um
valor de referência.

NOTA 1 A veracidade de medição não é uma grandeza e, portanto, não pode ser
expressa numericamente. Porém, a norma ISO 5725 apresenta características para
o grau de concordância.

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15
Nota dos tradutores: uso em Portugal “justeza de medição”, no Brasil “veracidade
de medição”.

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NOTA 2 A veracidade de medição está inversamente relacionada ao erro


sistemático, porém não está relacionada ao erro aleatório.

NOTA 3 Não se deve utilizar o termo “exatidão de medição” no lugar de “veracidade


de medição”.

2.15
precisão de medição ; fidelidade ou precisão de medição16
precisão ; fidelidade ou
precisão measurement precision ;
precision fidélité de mesure ; fidélité
precisión de medida ; precisión

Grau de concordância entre indicações ou valores medidos, obtidos por medições


repetidas, no mesmo objeto ou em objetos similares, sob condições especificadas.

NOTA 1 A precisão de medição é geralmente expressa numericamente por


características como o desvio-padrão, a variância ou o coeficiente de variação, sob
condições especificadas de medição.

NOTA 2 As “condições especificadas” podem ser, por exemplo, condições de


repetibilidade, condições de precisão intermediária ou condições de reprodutibilidade
(ver ISO 5725–1:1994).

NOTA 3 A precisão de medição é utilizada para definir a repetibilidade de medição, a


precisão intermediária de medição e a reprodutibilidade de medição.

NOTA 4 O termo “precisão de medição” é algumas vezes utilizado, erroneamente,


para designar a exatidão de medição.

2.16 (3.10)
erro de medição
erro
measurement error ; error of measurement ; error
erreur de mesure ; erreur
error de medida ; error

Diferença entre o valor medido duma grandeza e um valor de referência.

NOTA 1 O conceito de “erro de medição” pode ser utilizado:

a) quando existe um único valor de referência, o que ocorre se uma


calibração for realizada por meio dum padrão de medição com um valor
medido cuja incerteza de medição é desprezável, ou se um valor
convencional for fornecido; nestes casos, o erro de medição é
conhecido;

b) caso se suponha que um mensurando é representado por um único


valor verdadeiro ou um conjunto de valores verdadeiros de amplitude
desprezável; neste caso, o erro de medição é desconhecido.

NOTA 2 Não se deve confundir erro de medição com erro de produção ou erro humano.

2.17 (3.14)
erro sistemático
systematic measurement error ; systematic error of measurement ; systematic error
erreur systématique
error sistemático de medida ; error sistemático

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Nota dos tradutores: uso em Portugal “fidelidade ou precisão de medição”, no
Brasil “precisão de medição”.

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Componente do erro de medição que, em medições repetidas, permanece constante


ou varia de maneira previsível.

NOTA 1 Um valor de referência para um erro sistemático é um valor verdadeiro, ou


um valor medido dum padrão com incerteza de medição desprezável, ou um valor
convencional.

NOTA 2 O erro sistemático e suas causas podem ser conhecidos ou


desconhecidos. Pode- se aplicar uma correção para compensar um erro sistemático
conhecido.

NOTA 3 O erro sistemático é igual à diferença entre o erro de medição e o erro

aleatório. 2.18
tendência de medição ; erro de justeza17
measurement bias ; bias
biais de mesure ; biais ; erreur de justesse
sesgo de medida ; sesgo

Estimativa dum erro

sistemático. 2.19 (3.13)


erro aleatório
random measurement error ; random error of measurement ; random error
erreur aléatoire
error aleatorio de medida ; error aleatorio

Componente do erro de medição que, em medições repetidas, varia de maneira imprevisível.

NOTA 1 O valor de referência para um erro aleatório é a média que resultaria


dum número infinito de medições repetidas do mesmo mensurando.

NOTA 2 Os erros aleatórios dum conjunto de medições repetidas formam uma


distribuição que pode ser resumida por sua esperança matemática ou valor
esperado, o qual é geralmente assumido como sendo zero, e por sua variância.

NOTA 3 O erro aleatório é igual à diferença entre o erro de medição e o erro sistemático.

2.20 (3.6, NOTAS 1 e 2)


condição de repetibilidade de medição
condição de repetibilidade
repeatability condition of measurement ; repeatability condition
condition de répétabilité
condición de repetibilidad de una medición ; condición de repetibilidad

Condição de medição num conjunto de condições, as quais incluem o mesmo


procedimento de medição, os mesmos operadores, o mesmo sistema de medição, as
mesmas condições de operação e o mesmo local, assim como medições repetidas
no mesmo objeto ou em objetos similares durante um curto período de tempo.

NOTA 1 Uma condição de medição é uma condição de repetibilidade apenas


com respeito a um conjunto especificado de condições de repetibilidade.

NOTA 2 Em química, o termo “condição de precisão intrassérie” é algumas vezes


utilizado para designar este conceito.

2.21 (3.6)
repetibilidade de medição
repetibilidade
measurement repeatability ; repeatability
répétabilité de mesure ; répétabilité
repetibilidad de medida ; repetibilidad

26
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Nota dos tradutores: uso em Portugal “erro de justeza”, no Brasil “tendência de medição”.

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Precisão de medição sob um conjunto de condições de repetibilidade.

2.22
condição de precisão intermediária ; condição de fidelidade ou precisão intermédia18
intermediate precision condition of measurement ; intermediate precision condition
condition de fidélité intermédiaire
condición de precisión intermedia de una medición ; condición de precisión intermedia

Condição de medição num conjunto de condições, as quais compreendem o mesmo


procedimento de medição, o mesmo local e medições repetidas no mesmo objeto ou
em objetos similares, ao longo dum período extenso de tempo, mas pode incluir
outras condições submetidas a mudanças.

NOTA 1 As condições que podem variar compreendem novas calibrações,


padrões, operadores e sistemas de medição.

NOTA 2 É conveniente que uma especificação referente às condições contenha,


na medida do possível, as condições que mudaram e aquelas que não.

NOTA 3 Em química, o termo “condição de precisão intersérie” é algumas


vezes utilizado para designar este conceito.

2.23
precisão intermediária de medição ; fidelidade ou precisão intermédia de medição19
precisão intermediária ; fidelidade ou precisão intermédia
intermediate measurement precision ; intermediate precision
fidélité intermédiaire de mesure ; fidélité intermédiaire
precisión intermedia de medida ; precisión intermedia

Precisão de medição sob um conjunto de condições de precisão

intermediária. NOTA Termos estatísticos pertinentes são

apresentados na ISO 5725-3:1994.

2.24 (3.7, Nota 2)


condição de reprodutibilidade de medição
condição de reprodutibilidade
reproducibility condition of measurement ; reproducibility condition
condition de reproductibilité
condición de reproducibilidad de una medición ; condición de reproducibilidad

Condição de medição num conjunto de condições, as quais incluem diferentes


locais, diferentes operadores, diferentes sistemas de medição e medições repetidas
no mesmo objeto ou em objetos similares.

NOTA 1 Os diferentes sistemas de medição podem utilizar procedimentos de medição


diferentes.

NOTA 2 Na medida do possível, é conveniente que sejam especificadas as


condições que mudaram e aquelas que não.

2.25 (3.7)
reprodutibilidade de medição
reprodutibilidade
measurement reproducibility ; reproducibility
reproductibilité de mesure ; reproductibilité
reproducibilidad de medida ; reproducibilidad

Precisão de medição conforme um conjunto de condições de reprodutibilidade.

18
Nota dos tradutores: uso em Portugal “condição de fidelidade ou precisão
intermédia”, no Brasil “condição de precisão intermediária”.
28
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Nota dos tradutores: uso em Portugal “fidelidade ou precisão intermédia de
medição”, no Brasil “precisão intermediária de medição”.

29
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NOTA Termos estatísticos pertinentes são apresentados na ISO 5725-1:1994


e na ISO 5725-2:1994.

2.26 (3.9)
incerteza de medição
incerteza
measurement uncertainty ; uncertainty measurement ; uncertainty
incertitude de mesure ; incertitude
incertidumbre de medida ; incertidumbre

Parâmetro não negativo que caracteriza a dispersão dos valores atribuídos a um


mensurando, com base nas informações utilizadas.

NOTA 1 A incerteza de medição inclui componentes provenientes de efeitos


sistemáticos, tais como componentes associadas a correções e a valores atribuídos
a padrões, assim como a incerteza definicional. Algumas vezes, não são corrigidos
efeitos sistemáticos estimados mas, em vez disso, são incorporadas componentes
de incerteza de medição associadas.

NOTA 2 O parâmetro pode ser, por exemplo, um desvio-padrão denominado


incerteza- padrão (ou um de seus múltiplos) ou a metade da amplitude dum
intervalo tendo uma probabilidade de abrangência determinada.

NOTA 3 A incerteza de medição geralmente engloba muitas componentes. Algumas


delas podem ser estimadas por uma avaliação do Tipo A da incerteza de medição, a
partir da distribuição estatística dos valores provenientes de séries de medições e
podem ser caracterizadas por desvios-padrão. As outras componentes, as quais
podem ser estimadas por uma avaliação do Tipo B da incerteza de medição, podem
também ser caracterizadas por desvios-padrão estimados a partir de funções de
densidade de probabilidade baseadas na experiência ou em outras informações.

NOTA 4 Geralmente para um dado conjunto de informações, subentende-se que


a incerteza de medição está associada a um determinado valor atribuído ao
mensurando. Uma modificação deste valor resulta numa modificação da incerteza
associada.

2.27
incerteza definicional
definitional uncertainty
incertitude définitionnelle
incertidumbre debida a la definición ; incertidumbre intrínseca

Componente da incerteza de medição que resulta da quantidade finita de detalhes


na definição de um mensurando.

NOTA 1 A incerteza definicional é a incerteza mínima que se pode obter, na prática,


em qualquer medição de um dado mensurando.

NOTA 2 Qualquer modificação nos detalhes descritivos conduz a uma outra


incerteza definicional.

NOTA 3 No Guia ISO/IEC 98-3:2008, D.3.4 e na IEC 60359, o conceito “incerteza


definicional” é denominado “incerteza intrínseca”.

2.28
avaliação do Tipo A da incerteza de medição
avaliação do Tipo A
Type A evaluation of measurement uncertainty ; Type A evaluation
évaluation de type A de l’incertitude ; évaluation de type A
evaluación tipo A de la incertidumbre de medida ; evaluación tipo A

30
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Avaliação duma componente da incerteza de medição por uma análise estatística dos
valores medidos, obtidos sob condições definidas de medição.

31
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NOTA 1 Para diversos tipos de condições de medição, ver condição de


repetibilidade, condição de precisão intermediária e condição de reprodutibilidade.

NOTA 2 Ver, por exemplo, o Guia ISO/IEC 98-3 para informações sobre análise estatística.

NOTA 3 Ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.2, a ISO 5725, a ISO 13528, a
ISO/TS 21748 e a ISO 21749.

2.29
avaliação do Tipo B da incerteza de medição
avaliação do Tipo B
Type B evaluation of measurement uncertainty ; Type B evaluation
évaluation de type B de l’incertitude ; évaluation de type B
evaluación tipo B de la incertidumbre de medida ; evaluación tipo B

Avaliação duma componente da incerteza de medição determinada por meios


diferentes daquele adotado para uma avaliação do Tipo A da incerteza de medição.

EXEMPLOS Avaliação baseada na informação:


-associada a valores publicados por autoridade competente,
-associada ao valor dum material de referência certificado,
-obtida a partir dum certificado de calibração,
-relativa à deriva,
-obtida a partir da classe de exatidão dum instrumento de medição
verificado,
-obtida a partir de limites deduzidos da experiência pessoal.

NOTA Ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.3.

2.30
incerteza-padrão
standard measurement uncertainty ; standard uncertainty of measurement ; standard uncertainty
incertitude-type
incertidumbre típica de medida ; incertidumbre estándar de medida ; incertidumbre típica ; incertidumbre estándar

Incerteza de medição expressa na forma dum desvio-


padrão.

2.31
incerteza-padrão combinada
combined standard measurement uncertainty ; combined standard uncertainty
incertitude-type composée
incertidumbre típica combinada de medida ; incertidumbre típica combinada ; incertidumbre estándar combinada

Incerteza-padrão obtida ao se utilizarem incertezas-padrão individuais associadas às


grandezas de entrada num modelo de medição.

NOTA Em caso de correlações entre grandezas de entrada num modelo de medição,


as covariâncias também devem ser levadas em consideração no cálculo da
incerteza-padrão combinada; ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.4.

2.32
incerteza-padrão relativa
relative standard measurement uncertainty
incertitude-type relative
incertidumbre típica relativa de medida ; incertidumbre estándar relativa de medida ; incertidumbre estándar relativa

Incerteza-padrão dividida pelo valor absoluto do valor medido.

32
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2.33
balanço de incerteza
planilha de
incerteza uncertainty
budget
bilan d’incertitude
contribuciones a la incertidumbre

Formulação e apresentação duma incerteza de medição e de suas componentes,


assim como de seu cálculo e combinação.

NOTA Convém que, num balanço de incerteza, sejam incluídos o modelo de


medição, as estimativas e incertezas de medição associadas às grandezas
consideradas no modelo de medição, as covariâncias, os tipos de funções de
densidade de probabilidade utilizadas, os graus de liberdade, os tipos de avaliação
da incerteza de medição e qualquer fator de abrangência.

2.34
incerteza-alvo
incerteza de medição pretendida
target measurement uncertainty ; target uncertainty
incertitude cible ; incertitude anticipée
incertidumbre objetivo ; incertidumbre límite

Incerteza de medição especificada como um limite superior e escolhida de acordo


com o uso pretendido dos resultados de medição.

2.35
incerteza de medição expandida
incerteza expandida
expanded measurement uncertainty ; expanded uncertainty
incertitude élargie
incertidumbre expandida de medida ; incertidumbre expandida

Produto duma incerteza-padrão combinada por um fator maior do que o número um.

NOTA 1 O fator depende do tipo de distribuição de probabilidade da grandeza de


saída e da probabilidade de abrangência escolhida.

NOTA 2 O termo “fator” nesta definição se refere ao fator de abrangência.

NOTA 3 A incerteza de medição expandida é chamada de “incerteza global” no


parágrafo 5 da Recomendação INC-1 (1980) (ver o GUM) e simplesmente
“incerteza” nos documentos IEC.

2.36
intervalo de abrangência ; intervalo expandido20
coverage interval
intervalle élargi
intervalo de cobertura

Intervalo, baseado na informação disponível, que contém o conjunto de valores verdadeiros


de um mensurando, com uma probabilidade determinada.

NOTA 1 Um intervalo de abrangência não está necessariamente centrado no


valor medido escolhido (ver o Guia ISO/IEC 98-3:2008/Supl.1).

20
Nota dos tradutores: uso em Portugal “intervalo expandido”, no Brasil “intervalo
33
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de abrangência”.

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NOTA 2 Não é recomendável que um intervalo de abrangência seja denominado


"intervalo de confiança" para evitar confusão com o conceito estatístico (ver o Guia
ISO/IEC 98-3:2008, 6.2.2).

NOTA 3 Um intervalo de abrangência pode ser deduzido duma incerteza de medição


expandida (ver o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.5).

2.37
probabilidade de abrangência ; probabilidade de expansão21
coverage probability
probabilité de couverture
probabilidad de cobertura

Probabilidade de que o conjunto de valores verdadeiros dum mensurando esteja


contido num intervalo de abrangência especificado.

NOTA 1 Esta definição se refere à Abordagem de Incerteza como apresentado no GUM.

NOTA 2 Não é recomendável que este conceito seja confundido com o conceito
estatístico de nível de confiança, embora o termo “confidence level” seja utilizado
em inglês no GUM.

2.38
fator de abrangência ; fator de expansão22
coverage factor
facteur d’élargissement
factor de cobertura

Número maior do que um pelo qual uma incerteza-padrão combinada é multiplicada


para se obter uma incerteza de medição expandida.

NOTA Um fator de abrangência é geralmente simbolizado por k (ver


também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.6).

2.39 (6.11)
calibração
calibration
étalonnage
calibración

Operação que estabelece, sob condições especificadas, numa primeira etapa, uma
relação entre os valores e as incertezas de medição fornecidos por padrões e as
indicações correspondentes com as incertezas associadas; numa segunda etapa,
utiliza esta informação para estabelecer uma relação visando a obtenção dum
resultado de medição a partir duma indicação.

NOTA 1 Uma calibração pode ser expressa por meio duma declaração, uma função
de calibração, um diagrama de calibração, uma curva de calibração ou uma tabela de
calibração. Em alguns casos, pode consistir duma correção aditiva ou multiplicativa
da indicação com uma incerteza de medição associada.

NOTA 2 Convém não confundir a calibração com o ajuste dum sistema de medição,
frequentemente denominado de maneira imprópria de “auto-calibração”, nem com
a verificação da calibração.

NOTA 3 Frequentemente, apenas a primeira etapa na definição acima é entendida


como sendo calibração.

21
Nota dos tradutores: uso em Portugal “probabilidade de expansão”, no Brasil
“probabilidade de abrangência”.
22
Nota dos tradutores: uso em Portugal “fator de expansão”, no Brasil “fator de abrangência”.
35
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2.40
hierarquia de calibração
calibration hierarchy
hiérarchie d’étalonnage
jerarquía de calibración

Sequência de calibrações desde uma referência até ao sistema de medição final, em


que o resultado de cada calibração depende do resultado da calibração precedente.

NOTA 1 A incerteza de medição necessariamente aumenta ao longo da sequência de


calibrações.

NOTA 2 Os elementos duma hierarquia de calibração são um ou mais padrões e


sistemas de medição operados de acordo com um procedimento de medição.

NOTA 3 Para esta definição, a “referência” pode ser uma definição duma unidade
de medida por meio de sua realização prática, um procedimento de medição, ou um
padrão.

NOTA 4 Uma comparação entre dois padrões pode ser considerada como uma
calibração se ela for utilizada para verificar e, se necessário, corrigir o valor e a
incerteza de medição atribuídos a um dos padrões.

2.41 (6.10)
rastreabilidade metrológica
rastreabilidade
metrological traceability
traçabilité métrologique
trazabilidad metrológica

Propriedade dum resultado de medição pela qual tal resultado pode ser relacionado a
uma referência através duma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações,
cada uma contribuindo para a incerteza de medição.

NOTA 1 Para esta definição, a “referência” pode ser uma definição duma unidade
de medida por meio de sua realização prática, ou um procedimento de medição que
inclui a unidade de medida para uma grandeza não-ordinal, ou um padrão.

NOTA 2 A rastreabilidade metrológica requer uma hierarquia de calibração estabelecida.

NOTA 3 A especificação da referência deve incluir a data em que ela foi utilizada no
estabelecimento da hierarquia de calibração, juntamente com qualquer outra
informação metrológica relevante sobre a referência, tal como a data em que foi
realizada a primeira calibração da hierarquia de calibração.

NOTA 4 Para medições com mais duma grandeza de entrada num modelo de medição,
cada valor de entrada deveria ter sua própria rastreabilidade e a hierarquia de
calibração envolvida pode formar uma estrutura ramificada ou uma rede. O esforço
envolvido no estabelecimento da rastreabilidade metrológica para cada valor da
grandeza de entrada deve ser correspondente à sua contribuição relativa para o
resultado de medição.

NOTA 5 A rastreabilidade metrológica dum resultado de medição não assegura a


adequação da incerteza de medição para um dado objetivo ou a ausência de erros
humanos.

NOTA 6 Uma comparação entre dois padrões pode ser considerada como uma
calibração se ela for utilizada para verificar e, se necessário, corrigir o valor e a
incerteza de medição atribuídos a um dos padrões.

36
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NOTA 7 O ILAC considera que os elementos necessários para confirmar a
rastreabilidade metrológica são uma cadeia de rastreabilidade ininterrupta a um
padrão internacional ou a

37
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um padrão nacional, uma incerteza de medição documentada, um procedimento de


medição documentado, uma competência técnica reconhecida, a rastreabilidade
metrológica ao SI e intervalos entre calibrações (ver ILAC P-10:2002).

NOTA 8 O termo abreviado “rastreabilidade” é, às vezes, utilizado com o significado


de “rastreabilidade metrológica”, assim como de outros conceitos, tais como
“rastreabilidade duma amostra, rastreabilidade dum documento, rastreabilidade
dum instrumento ou rastreabilidade dum material”, em que o histórico (o “rasto”)
dum item está em causa. Portanto, é preferível utilizar o termo completo
“rastreabilidade metrológica” para evitar risco de confusão.

2.42 (6.10, NOTA 2)


cadeia de rastreabilidade metrológica
cadeia de rastreabilidade
metrological traceability chain ; traceability chain
chaîne de traçabilité métrologique ; chaîne de traçabilité
cadena de trazabilidad metrológica ; cadena de trazabilidad

Sequência de padrões e calibrações utilizada para relacionar um resultado de


medição a uma referência.

NOTA 1 Uma cadeia de rastreabilidade metrológica é definida através duma


hierarquia de calibração.

NOTA 2 Uma cadeia de rastreabilidade metrológica é utilizada para estabelecer a


rastreabilidade metrológica dum resultado de medição.

NOTA 3 Uma comparação entre dois padrões pode ser considerada como uma
calibração se ela for utilizada para verificar e, se necessário, corrigir o valor e a
incerteza de medição atribuídos a um dos padrões.

2.43
rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida
rastreabilidade metrológica a uma unidade ; rastreabilidade a uma unidade de medida
metrological traceability to a measurement unit ; metrological traceability to a unit
traçabilité métrologique à une unité de mesure ; traçabilité métrologique à une unité
trazabilidad metrológica a una unidad de medida ; trazabilidad metrológica a una unidad

Rastreabilidade metrológica em que a referência é a definição duma unidade de medida


através da sua realização prática.

NOTA A expressão “rastreabilidade ao SI” significa “rastreabilidade metrológica a


uma unidade de medida do Sistema Internacional de Unidades”.

2.44
verificação
verification
vérification
verificación

Fornecimento de evidência objetiva de que um dado item satisfaz requisitos especificados.

EXEMPLO 1 Confirmação de que um dado material de referência, como


declarado, é homogêneo para o valor e para o procedimento de medição em
questão, até uma porção, do material sob medição, com massa de 10 mg.

EXEMPLO 2 Confirmação de que as propriedades relativas ao desempenho ou


aos requisitos legais são satisfeitas por um sistema de medição.

EXEMPLO 3 Confirmação de que uma incerteza-alvo pode ser obtida.

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NOTA 1 Quando aplicável, recomenda-se que a incerteza de medição seja levada em


consideração.

NOTA 2 O item pode ser, por exemplo, um processo, um procedimento de medição,


um material, um composto ou um sistema de medição.

NOTA 3 Os requisitos especificados podem ser, por exemplo, as especificações


dum fabricante.

NOTA 4 Em metrologia legal, a verificação, conforme definida no VIML, e


geralmente na avaliação da conformidade, compreende o exame e a marcação e/ou
a emissão dum certificado de verificação para um sistema de medição.

NOTA 5 A verificação não deve ser confundida com calibração. Nem toda
verificação é uma validação.

NOTA 6 Em química, a verificação da identidade duma entidade, ou duma


atividade, necessita duma descrição da estrutura ou das propriedades daquela
entidade ou atividade.

2.45
validação
validation
validation
validación

Verificação na qual os requisitos especificados são adequados para um uso pretendido.

EXEMPLO Um procedimento de medição, habitualmente utilizado para a


medição da concentração mássica de nitrogênio em água, pode também ser
validado para a medição da concentração mássica de nitrogênio no soro
humano.

2.46
comparabilidade metrológica
comparabilidade metrológica de resultados de medição
metrological comparability of measurement results ; metrological comparability
comparabilité métrologique
comparabilidad metrológica de resultados de medida ; comparabilidad metrológica

Comparabilidade de resultados de medição que, para grandezas duma dada natureza,


são rastreáveis metrologicamente à mesma referência.

EXEMPLO Resultados de medição, para as distâncias entre a Terra e a Lua e


entre Paris e Londres, são comparáveis metrologicamente quando ambas são
rastreáveis metrologicamente à mesma unidade de medida, por exemplo o
metro.

NOTA 1 Ver a NOTA 1 de 2.41, rastreabilidade metrológica.

NOTA 2 A comparabilidade metrológica não necessita que os valores medidos e as


incertezas de medição associadas sejam da mesma ordem de grandeza.

2.47
compatibilidade metrológica
compatibilidade metrológica de resultados de medição
metrological compatibility of measurement results ; metrological compatibility
compatibilité de mesure ; compatibilité métrologique
compatibilidad metrológica de resultados de medida ; compatibilidad metrológica

39
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Propriedade dum conjunto de resultados de medição correspondentes a um mensurando
especificado, tal que o valor absoluto da diferença entre os valores medidos de todos os

40
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pares de resultados de medição é menor que um certo múltiplo escolhido da incerteza-padrão


desta diferença.

NOTA 1 A compatibilidade metrológica substitui o conceito tradicional de


“manter-se dentro do erro”, já que ela representa o critério de decisão se dois
resultados de medição referem-se, ou não, a um mesmo mensurando. Num
conjunto de medições de um mensurando considerado constante, se um resultado
de medição não é compatível com os demais, é porque a medição não está correta
(por exemplo, a sua incerteza de medição avaliada é pequena demais) ou porque a
grandeza medida variou entre as medições.

NOTA 2 A correlação entre as medições influencia a compatibilidade metrológica. Se


as medições são totalmente não correlacionadas, a incerteza-padrão da diferença
entre os valores dos resultados delas é igual à média quadrática das incertezas-
padrão (raiz quadrada da soma dos quadrados), enquanto que se forem
correlacionadas, ela é menor para uma covariância positiva ou maior para uma
covariância negativa.

2.48
modelo de medição
modelo matemático da medição
measurement model ; model of measurement ; model
modèle de mesure ; modèle
modelo de medición ; modelo

Relação matemática entre todas as grandezas que se sabe estarem envolvidas numa
medição.

NOTA 1 Uma forma geral dum modelo de medição é a equação h(Y, X1, ..., Xn) = 0,
onde Y, a grandeza de saída no modelo de medição, é o mensurando, cujo valor deve
ser deduzido da informação sobre as grandezas de entrada no modelo de medição
X1, ..., Xn.

NOTA 2 Em casos mais complexos onde há duas ou mais grandezas de saída, o


modelo de medição consiste em mais do que apenas uma equação.

2.49
função de medição
measurement function
fonction de mesure
función de medición

Função de grandezas cujo valor, quando calculado a partir de valores conhecidos


das grandezas de entrada num modelo de medição, é um valor medido da grandeza de
saída no modelo de medição.

NOTA 1 Se um modelo de medição h(Y, X1, ..., Xn) = 0 pode ser escrito
explicitamente como Y = f(X1, ..., Xn), onde Y é a grandeza de saída no modelo de
medição, a função f é a função de medição. Mais geralmente, f pode simbolizar um
algoritmo que fornece, para os valores das grandezas de entrada x1, ..., xn, um valor
da grandeza de saída único correspondente y = f (x1, ..., xn).

NOTA 2 Uma função de medição também é utilizada para calcular a incerteza de medição
associada ao valor medido de Y.

2.50
grandeza de entrada num modelo de medição
grandeza de entrada
input quantity in a measurement model ; input quantity
grandeur d’entrée dans un modèle de mesure ; grandeur d’entrée

41
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magnitud de entrada en un modelo de medición ; magnitud de entrada

42
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Grandeza que deve ser medida, ou grandeza cujo valor pode ser obtido de outro
modo, para calcular um valor medido de um mensurando.

EXEMPLO Quando o comprimento duma haste de aço a uma temperatura


especificada é o mensurando, a temperatura real, o comprimento na
temperatura real e o coeficiente de dilatação térmica linear da haste são
grandezas de entrada.

NOTA 1 Uma grandeza de entrada num modelo de medição é frequentemente


uma grandeza de saída dum sistema de medição.

NOTA 2 As indicações, as correções e as grandezas de influência são grandezas


de entrada num modelo de medição.

2.51
grandeza de saída num modelo de medição
grandeza de saída
output quantity in a measurement model ; output quantity
grandeur de sortie dans un modèle de mesure ; grandeur de sortie
magnitud de salida en un modelo de medición ; magnitud de salida

Grandeza cujo valor medido é calculado utilizando-se os valores das grandezas de


entrada num modelo de medição.

2.52 (2.7)
grandeza de influência
influence quantity
grandeur d’influence
magnitud de influencia

Grandeza que, numa medição direta, não afeta a grandeza efetivamente medida, mas
afeta a relação entre a indicação e o resultado de medição.

EXEMPLO 1 Frequência na medição direta da amplitude constante duma


corrente alternada com um amperímetro.

EXEMPLO 2 Concentração em quantidade de substância de bilirrubina numa


medição direta da concentração em quantidade de substância de
hemoglobina no plasma sanguíneo humano.

EXEMPLO 3 Temperatura dum micrômetro utilizado na medição do


comprimento duma haste, mas não a temperatura da própria haste que pode
fazer parte da definição do mensurando.

EXEMPLO 4 Pressão ambiente na fonte iônica dum espectrômetro de massa


durante uma medição duma fração molar.

NOTA 1 Uma medição indireta compreende uma combinação de medições


diretas, em que cada uma delas pode ser afetada por grandezas de influência.

NOTA 2 No GUM, o conceito “grandeza de influência” é definido como na 2a


edição do VIM, contemplando não somente as grandezas que afetam o sistema de
medição, como na definição acima, mas também aquelas que afetam as grandezas
efetivamente medidas. Além disso, no GUM, este conceito não está limitado a
medições diretas.

2.53 (3.15) (3.16)


correção
correction
correction
corrección

43
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Compensação dum efeito sistemático estimado.

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NOTA 1 Ver o ISO/IEC Guide 98-3:2008, 3.2.3, para uma explicação do conceito
de “efeito sistemático”.

NOTA 2 A compensação pode assumir diferentes formas, tais como a adição


dum valor ou a multiplicação por um fator, ou pode ser deduzida a partir duma
tabela.

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3 Dispositivos de medição

3.1 (4.1)
instrumento de medição
measuring instrument
instrument de mesure ; appareil de mesure
instrumento de medida

Dispositivo utilizado para realizar medições, individualmente ou associado a um ou


mais dispositivos suplementares.

NOTA 1 Um instrumento de medição que pode ser utilizado individualmente é


um sistema de medição.

NOTA 2 Um instrumento de medição pode ser um instrumento de medição


indicador ou uma medida materializada.

3.2 (4.5)
sistema de medição
measuring system
système de mesure
sistema de medida

Conjunto dum ou mais instrumentos de medição e frequentemente outros


dispositivos, compreendendo, se necessário, reagentes e insumos 23, montado e
adaptado para fornecer informações destinadas à obtenção dos valores medidos,
dentro de intervalos especificados para grandezas de naturezas especificadas.

NOTA Um sistema de medição pode consistir em apenas um instrumento de medição.

3.3 (4.6)
instrumento de medição indicador
instrumento indicador
indicating measuring instrument
appareil de mesure indicateur ; appareil indicateur
instrumento de medida con dispositivo indicador ; instrumento indicador

Instrumento de medição que fornece um sinal de saída contendo informações sobre o valor
da grandeza medida.

EXEMPLOS Voltímetro, micrômetro, termômetro, balança eletrônica.

NOTA 1 Um instrumento de medição indicador pode fornecer um registro da sua


indicação.

NOTA 2 Um sinal de saída pode ser apresentado na forma visual ou acústica. Ele
também pode ser transmitido a um ou mais dispositivos.

3.4 (4.6)
instrumento de medição mostrador ; instrumento de medição afixador24
displaying measuring instrument
appareil de mesure afficheur ; appareil afficheur
instrumento de medida con dispositivo visualizador ; instrumento visualizador

Instrumento de medição indicador em que o sinal de saída é apresentado na forma visual.

23
Nota dos tradutores: uso em Portugal “alimentação”, no Brasil “insumo”.
24
Nota dos tradutores: uso em Portugal “instrumento de medição afixador”, no
Brasil “instrumento de medição mostrador”.
46
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3.5 (4.17)
escala dum instrumento de medição mostrador ; escala dum instrumento de medição
afixador25
scale of a displaying measuring instrument
échelle d’un appareil de mesure afficheur ; échelle
escala de un instrumento de medida con dispositivo visualizador ; escala de un instrumento visualizador

Parte dum instrumento de medição mostrador que consiste num conjunto


ordenado de marcas, eventualmente associadas a números ou a valores de
grandezas.

3.6 (4.2)
medida materializada
material measure
mesure matérialisée
medida materializada

Instrumento de medição que reproduz ou fornece, de maneira permanente durante sua


utilização, grandezas duma ou mais naturezas, cada uma com um valor atribuído.

EXEMPLOS Peso-padrão26, medida de capacidade (que fornece um ou mais


valores, com ou sem escala de valores), resistor-padrão, escala graduada,
bloco-padrão, gerador-padrão de sinais, material de referência certificado.

NOTA 1 A indicação duma medida materializada é o valor a ela

atribuído. NOTA 2 Uma medida materializada pode ser um padrão.

3.7 (4.3)
transdutor de medição
measuring transducer
transducteur de mesure
transductor de medida

Dispositivo, utilizado em medição, que fornece uma grandeza de saída, a qual


tem uma relação especificada com uma grandeza de entrada.

EXEMPLOS Termopar, transformador de corrente elétrica, extensômetro,


eletrodo de pH, tubo de Bourdon, tira bimetálica.

3.8 (4.14)
sensor
sensor
capteur
sensor

Elemento dum sistema de medição que é diretamente afetado por um fenômeno,


corpo ou substância que contém a grandeza a ser medida.

EXEMPLOS Bobina sensível dum termômetro de resistência de platina, rotor


dum medidor de vazão (caudal) de turbina, tubo de Bourdon dum manômetro,
bóia dum instrumento de medição de nível, fotocélula dum espectrômetro,
cristal líquido termotrópico que muda de cor em função da temperatura.

NOTA Em alguns domínios, o termo “detector” é utilizado para este conceito.

25
Nota dos tradutores: uso em Portugal “escala dum instrumento de medição
afixador”, no Brasil “escala dum instrumento de medição mostrador”.
26
Nota dos tradutores: em Portugal usa-se também “massa marcada”.
47
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3.9 (4.15)
detector
detector
détecteur
detector

Dispositivo ou substância que indica a presença dum fenômeno, corpo ou


substância quando um valor limiar duma grandeza associada for excedido.

EXEMPLOS Detector de fuga de halogênio, papel de tornassol.

NOTA 1 Em alguns domínios, o termo “detector” é utilizado para o conceito

de sensor. NOTA 2 Em química, o termo “indicador” é frequentemente utilizado

para este conceito.

3.10 (4.4)
cadeia de medição
measuring chain
chaîne de mesure
cadena de medida

Série de elementos dum sistema de medição que constitui um único caminho para o sinal, do
sensor até o elemento de saída.

EXEMPLO 1 Cadeia de medição eletroacústica composta por um microfone,


um atenuador, um filtro, um amplificador e um voltímetro.

EXEMPLO 2 Cadeia de medição mecânica composta por um tubo de


Bourdon, um sistema de alavancas, duas engrenagens e um mostrador
mecânico.

3.11 (4.30)
ajuste dum sistema de medição
ajuste
adjustment of a measuring system ; adjustment
ajustage d’un système de mesure ; ajustage
ajuste de un sistema de medida ; ajuste

Conjunto de operações efetuadas num sistema de medição, de modo que ele forneça
indicações prescritas correspondentes a determinados valores duma grandeza a ser medida.

NOTA 1 Diversos tipos de ajuste dum sistema de medição incluem o ajuste de


zero, o ajuste de defasagem27 (às vezes chamado ajuste de “offset”) e o ajuste de
amplitude (às vezes chamada ajuste de ganho).

NOTA 2 O ajuste dum sistema de medição não deve ser confundido com
calibração, a qual é um pré-requisito para o ajuste.

NOTA 3 Após um ajuste dum sistema de medição, tal sistema geralmente deve
ser recalibrado.

3.12
ajuste de zero
zero adjustment of a measuring system ; zero adjustment
réglage de zéro
ajuste de cero de un sistema de medida ; ajuste de cero

Ajuste dum sistema de medição de modo que o mesmo forneça uma indicação igual a
zero correspondente a um valor igual a zero da grandeza a ser medida.

48
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27
Nota dos tradutores: uso em Portugal “ajuste de desvio”, no Brasil “ajuste de defasagem”.

49
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4 Propriedades dos dispositivos de medição

4.1 (3.2)
indicação
indication
indication
indicación

Valor fornecido por um instrumento de medição ou por um sistema de medição.

NOTA 1 Uma indicação pode ser representada na forma visual ou acústica ou pode
ser transferida a um outro dispositivo. A indicação é frequentemente dada pela
posição dum ponteiro sobre um mostrador para saídas analógicas, por um número
apresentado num mostrador ou impresso para saídas digitais, por uma configuração
codificada para saídas em código ou por um valor atribuído a medidas
materializadas.

NOTA 2 Uma indicação e o valor correspondente da grandeza medida não são


necessariamente valores de grandezas da mesma natureza.

4.2
indicação do branco
blank indication ; background indication
indication du blanc ; indication d’environnement
Indicación de blanco ; Indicación de fondo

Indicação obtida a partir dum fenômeno, corpo ou substância semelhante ao


fenômeno, ao corpo ou à substância em estudo, mas, para a qual supõe-se que a
grandeza de interesse não esteja presente ou não contribua para a indicação.

4.3 (4.19)
intervalo de indicações
indication interval
intervalle des indications
intervalo de indicaciones

Conjunto de valores compreendidos entre duas indicações extremas.

NOTA 1 Um intervalo de indicações é geralmente expresso em termos do seu


valor menor e do seu valor maior, por exemplo “99 V a 201 V”.

NOTA 2 Em alguns domínios, o termo adotado no Brasil é “faixa de indicações”.

4.4 (5.1)
intervalo nominal de indicações
intervalo nominal
nominal indication interval ; nominal interval
intervalle nominal des indications ; intervalle nominal ; calibre
intervalo nominal de indicaciones ; intervalo nominal

Conjunto de valores compreendidos entre duas indicações extremas arredondadas


ou aproximadas, obtido com um posicionamento particular dos comandos dum
instrumento de medição ou sistema de medição e utilizado para designar este
posicionamento.

NOTA 1 Um intervalo nominal de indicações é geralmente expresso em termos


de seu menor e maior valor, por exemplo “100 V a 200 V”.

NOTA 2 Em alguns domínios, o termo inglês é “nominal range” e o adotado no


Brasil é “faixa nominal”.

50
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4.5 (5.2)
amplitude de medição
amplitude nominal
range of a nominal indication interval
étendue de mesure ; étendue nominale
amplitud de un intervalo nominal de indicaciones ; amplitud nominal

Valor absoluto da diferença entre os valores extremos dum intervalo nominal de indicações.

EXEMPLO Para um intervalo nominal de indicações de -10 V a +10 V, a


amplitude de medição é 20 V.

NOTA A amplitude de medição é algumas vezes denominada, em inglês, “span of a


nominal interval” e, em francês, o termo “intervalle de mesure” é, por vezes,
impropriamente empregado. No Brasil, o termo “intervalo de medição” é, por vezes,
erradamente utilizado no lugar de amplitude de medição.

4.6 (5.3)
valor nominal
nominal quantity value ; nominal value
valeur nominale
valor nominal

Valor arredondado ou aproximado duma grandeza característica dum instrumento de


medição ou dum sistema de medição, o qual serve de guia para sua utilização
apropriada.

EXEMPLO 1 O valor 100 Ω marcado numa resistência-padrão.

EXEMPLO 2 O valor 1000 mL marcado num frasco ou balão volumétrico


que possui um traço único.

EXEMPLO 3 O valor 0,1 mol/L da concentração em quantidade de


substância duma solução de ácido clorídrico, HCl.

EXEMPLO 4 O valor -20 ºC de temperatura Celsius máxima para armazenamento.

NOTA Em inglês, não convém utilizar “nominal quantity value” e “nominal


value” para o valor duma propriedade qualitativa (em inglês, “nominal property
value”).

4.7 (5.4)
intervalo de medição
measuring interval ; working interval
intervalle de mesure
intervalo de medida

Conjunto de valores de grandezas da mesma natureza que pode ser medido por um
dado instrumento de medição ou sistema de medição com incerteza de medição
instrumental especificada, sob condições determinadas.

NOTA 1 Em alguns domínios, o termo inglês é "measuring range" ou


"measurement range". O termo francês "étendue de mesure" é, por vezes,
impropriamente empregado. No Brasil, o termo adotado para "intervalo" é "faixa".
Em Portugal, o termo "gama", adjetivado de "de medição", "de operação", ou "de
trabalho", era por vezes utilizado seja com sentido de amplitude de medição, seja
como intervalo de medição.

NOTA 2 O limite inferior dum intervalo de medição não deve ser confundido com
limite de detecção.

51
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4.8
condição de regime estável
condição de regime
permanente steady-state
operating condition
condition de régime établi ; condition de régime permanent
condición de régimen estacionario

Condição de funcionamento dum instrumento de medição ou dum sistema de medição


na qual a relação estabelecida pela calibração permanece válida, até mesmo
quando o mensurando varia com o tempo.

4.9 (5.5)
condição estipulada de funcionamento
rated operating condition
condition assignée de fonctionnement
condición nominal de funcionamiento

Condição de funcionamento que deve ser cumprida durante uma medição para que um
instrumento de medição ou um sistema de medição funcione como projetado.

NOTA As condições estipuladas de funcionamento geralmente especificam os


intervalos de valores para a grandeza medida e para as grandezas de influência.

4.10 (5.6)
condição limite de funcionamento
condição limite
limiting operating condition
condition limite de fonctionnement ; condition limite
condición límite de funcionamiento

Condição extrema de funcionamento que um instrumento de medição ou sistema de


medição deve suportar sem dano e sem degradação das suas propriedades
metrológicas especificadas quando, subsequentemente, é operado nas suas
condições estipuladas de funcionamento.

NOTA 1 As condições limites de funcionamento podem diferir para


armazenamento, transporte e funcionamento.

NOTA 2 As condições limites de funcionamento podem compreender valores limites para a


grandeza medida e para as grandezas de influência.

4.11 (5.7)
condição de funcionamento de referência
condição de referência
reference operating condition ; reference condition
condition de fonctionnement de référence ; condition de référence
condición de funcionamiento de referencia ; condición de referencia

Condição de funcionamento prescrita para avaliar o desempenho dum instrumento


de medição ou dum sistema de medição ou para comparar resultados de medição.

NOTA 1 As condições de funcionamento de referência especificam os intervalos de


valores do mensurando e das grandezas de influência.

NOTA 2 Na IEC 60050-300, item 311-06-02, o termo “reference condition” refere-se


a uma condição de funcionamento na qual a incerteza de medição instrumental
especificada é a menor possível.

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4.12 (5.10)
sensibilidade dum sistema de medição
sensibilidade
sensitivity of a measuring system ; sensitivity
sensibilité
sensibilidad de un sistema de medida ; sensibilidad

Quociente entre a variação duma indicação dum sistema de medição e a variação


correspondente do valor da grandeza medida.

NOTA 1 A sensibilidade dum sistema de medição pode depender do valor da


grandeza medida.

NOTA 2 A variação do valor da grandeza medida deve ser grande quando comparada à
resolução.

4.13
seletividade dum sistema de medição
seletividade
selectivity of a measuring system ; selectivity
sélectivité
selectividad de un sistema de medida ; selectividad

Propriedade dum sistema de medição, utilizado com um procedimento de medição


especificado, segundo a qual o sistema fornece valores medidos para um ou vários
mensurandos, tais que os valores de cada mensurando sejam independentes uns
dos outros ou de outras grandezas associadas ao fenômeno, corpo ou substância em
estudo.

EXEMPLO 1 Aptidão dum sistema de medição composto por um espectrômetro


de massa para medir a razão entre correntes iônicas geradas por dois
compostos especificados, sem perturbação proveniente de outras fontes
especificadas de corrente elétrica.

EXEMPLO 2 Aptidão dum sistema de medição para medir a potência duma


componente dum sinal a uma determinada frequência sem sofrer perturbação
de componentes do sinal ou de outros sinais, em outras frequências.

EXEMPLO 3 Aptidão dum receptor para discriminar entre um sinal desejado


e sinais não desejados, tendo muitas vezes frequências ligeiramente
diferentes da frequência do sinal desejado.

EXEMPLO 4 Aptidão dum sistema de medição de radiação ionizante para


responder a uma radiação particular a ser medida na presença de radiação
concomitante.

EXEMPLO 5 Aptidão dum sistema de medição para medir a concentração em


quantidade de substância de creatinina no plasma sanguíneo por um
procedimento de Jaffé sem ser influenciado pelas concentrações de glucose,
urato, cetona e proteínas.

EXEMPLO 6 Aptidão dum espectrômetro de massa para medir as abundâncias


em quantidade de substância do isótopo 28Si e do isótopo 30Si no silício
proveniente dum depósito geológico sem influência mútua ou do isótopo 29Si.

NOTA 1 Em física, frequentemente, existe apenas um mensurando; as outras


grandezas da mesma natureza do que a do mensurando são grandezas de entrada
para o sistema de medição.

NOTA 2 Em química, as grandezas medidas envolvem frequentemente


constituintes diferentes do sistema submetido à medição e estas grandezas não são

53
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necessariamente da mesma natureza.

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NOTA 3 Em química, a seletividade dum sistema de medição é obtida geralmente


para grandezas associadas a constituintes selecionadas em concentrações dentro
de intervalos estabelecidos.

NOTA 4 O conceito de seletividade em física (ver NOTA 1) é próximo daquele da


especificidade, como às vezes é utilizado em química.

4.14
resolução
resolution
résolution
resolución

Menor variação da grandeza medida que causa uma variação perceptível na indicação
correspondente.

NOTA A resolução pode depender, por exemplo, de ruído (interno ou


externo) ou de atrito. Pode depender também do valor da grandeza medida.

4.15 (5.12)
resolução dum dispositivo mostrador ; resolução dum dispositivo afixador28
resolution of a displaying device
résolution d’un dispositif afficheur
resolución de un dispositivo visualizador

Menor diferença entre indicações mostradas que pode ser significativamente percebida.

4.16 (5.11)
limiar de mobilidade
mobilidade
discrimination threshold
seuil de discrimination ; seuil de mobilité ; mobilité
umbral de discriminación ; movilidad

Maior variação do valor duma grandeza medida que não causa variação detectável na
indicação correspondente.

NOTA O limiar de mobilidade pode depender, por exemplo, de ruído (interno ou


externo) ou de atrito. Pode depender também do valor da grandeza medida e de
como a variação é aplicada.

4.17 (5.13)
zona morta
dead band
zone morte
zona muerta

Intervalo máximo no qual o valor duma grandeza medida pode ser variado em
ambas as direções sem produzir uma mudança detectável na indicação
correspondente.

NOTA A zona morta pode depender da taxa de variação.

4.18 (4.15, NOTA 1)


limite de detecção
detection limit ; limit of detection
limite de détection
límite de detección

28
Nota dos tradutores: uso em Portugal “resolução dum dispositivo afixador”, no
Brasil “resolução dum dispositivo mostrador”.
55
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Valor medido, obtido por um dado procedimento de medição, para o qual a


probabilidade de declarar falsamente a ausência dum constituinte num material é β,
sendo α a probabilidade de declarar falsamente a sua presença.

NOTA 1 A IUPAC recomenda valores por defeito para α e β iguais

a 0,05. NOTA 2 [Aplicável unicamente ao texto em inglês].

NOTA 3 O termo “sensibilidade dum sistema de medição” não deve ser


empregado no sentido de limite de detecção.

4.19 (5.14)
estabilidade dum instrumento de medição
estabilidade
stability of a measuring instrument ; stability
stabilité ; constance
estabilidad de un instrumento de medida ; estabilidad

Propriedade dum instrumento de medição segundo a qual este mantém as


suas propriedades metrológicas constantes ao longo do tempo.

NOTA A estabilidade pode ser expressa quantitativamente de diversas maneiras.

EXEMPLO 1 Pela duração dum intervalo de tempo ao longo do qual uma


propriedade metrológica varia numa dada quantidade.

EXEMPLO 2 Pela variação duma propriedade ao longo dum dado intervalo de tempo.

4.20 (5.25)
tendência instrumental ; erro de justeza instrumental29
instrumental bias
biais instrumental ; erreur de justesse d'un instrument
sesgo instrumental ; sesgo

Diferença entre a média de repetidas indicações e um valor de

referência. 4.21 (5.16)


deriva instrumental
deriva
instrumental drift
dérive instrumentale
deriva instrumental

Variação da indicação ao longo do tempo, contínua ou incremental, devida a


variações nas propriedades metrológicas dum instrumento de medição.

NOTA A deriva instrumental não está relacionada a uma variação na grandeza


medida, nem a uma variação de qualquer grandeza de influência identificada.

4.22
variação devida a uma grandeza de influência
variation due to an influence quantity
variation due à une grandeur d’influence
variación debida a una magnitud de influencia

Diferença entre indicações correspondentes a um mesmo valor medido, ou entre


valores fornecidos por uma medida materializada, quando uma grandeza de influência
assume sucessivamente dois valores diferentes.

29
Nota dos tradutores: uso em Portugal “erro de justeza instrumental”, no Brasil

56
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“tendência instrumental”.

57
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4.23 (5.17)
tempo de resposta a um degrau ; tempo de resposta a um escalão30
step response time
temps de réponse à un échelon
tiempo de respuesta a un escalón

Intervalo de tempo entre o instante em que um valor de entrada dum instrumento


de medição ou dum sistema de medição é submetido a uma variação brusca entre
dois valores constantes especificados e o instante em que a indicação
correspondente se mantém entre limites especificados em torno do seu valor final
em regime estável.

4.24
incerteza de medição instrumental
incerteza instrumental
instrumental measurement uncertainty
incertitude instrumentale
incertidumbre instrumental

Componente da incerteza de medição proveniente do instrumento de medição ou do


sistema de medição utilizado.

NOTA 1 A incerteza de medição instrumental é obtida por meio da calibração do


instrumento de medição ou do sistema de medição, exceto para um padrão primário,
para o qual são utilizados outros meios.

NOTA 2 A incerteza de medição instrumental é utilizada na avaliação do Tipo B da


incerteza de medição.

NOTA 3 As informações referentes à incerteza de medição instrumental podem


ser fornecidas nas especificações do instrumento.

4.25 (5.19)
classe de exatidão
accuracy class
classe d’exactitude
clase de exactitud

Classe de instrumentos de medição ou de sistemas de medição que satisfazem


requisitos metrológicos estabelecidos, destinados a manter os erros de medição ou
as incertezas de medição instrumentais dentro de limites especificados, sob
condições de funcionamento especificadas.

NOTA 1 Uma classe de exatidão é usualmente caracterizada por um número ou por


um símbolo adotado por convenção.

NOTA 2 O conceito de classe de exatidão aplica-se a medidas

materializadas. 4.26 (5.21)


erro máximo admissível
erro máximo permissível ; erro máximo tolerado ; limite de
erro31 maximum permissible measurement error ; maximum permissible error ;
limit of error erreur maximale tolérée ; limite d’erreur
error máximo permitido ; error máximo tolerado

Valor extremo do erro de medição, com respeito a um valor de referência conhecido,


admitido por especificações ou regulamentos para uma dada medição, instrumento
de medição ou sistema de medição.

30
Nota dos tradutores: uso em Portugal “tempo de resposta a um escalão”, no Brasil
“tempo de resposta a um degrau”.

58
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Nota dos tradutores: no Brasil admite-se o uso dos termos “erro máximo
permissível”, “erro máximo tolerado” e “limite de erro”.

59
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NOTA 1 Usualmente, no Brasil, o termo “erros máximos admissíveis”, “erros


máximos permissíveis”, “erros máximos tolerados” ou “limites de erro” são
utilizados onde há dois valores extremos.

NOTA 2 O termo “tolerância” não deve ser utilizado para designar erro máximo admissível.

4.27 (5.22)
erro no ponto de controle
datum measurement error ; datum error
erreur au point de contrôle
error en un punto de control

Erro de medição dum instrumento de medição ou dum sistema de medição num


valor medido especificado.

4.28 (5.23)
erro no zero
zero error
erreur à zéro
error en cero

Erro no ponto de controle quando o valor medido especificado é zero.

NOTA Não deve confundir-se “erro no zero” com a ausência de erro de

medição. 4.29
incerteza de medição no zero
null measurement uncertainty
incertitude de mesure à zéro
incertidumbre de medida en el cero

Incerteza de medição quando o valor medido especificado é zero.

NOTA 1 A incerteza de medição no zero é associada a uma indicação zero ou


próxima de zero e abrange um intervalo em que não se sabe se o mensurando é
demasiado pequeno para ser detectado ou se a indicação do instrumento de medição
é devida apenas ao ruído.

NOTA 2 O conceito de “incerteza de medição no zero” também se aplica quando


uma diferença é obtida entre a medição duma amostra e a dum branco.

4.30
diagrama de calibração
calibration diagram
diagramme d’étalonnage
diagrama de calibración

Expressão gráfica da relação entre uma indicação e o resultado de medição correspondente.

NOTA 1 Um diagrama de calibração é a região do plano definida pelo eixo


das indicações e pelo eixo dos resultados de medição, que representa a relação
multívoca entre uma indicação e um conjunto de valores medidos. A largura da
região para uma indicação dada fornece a incerteza de medição instrumental.

NOTA 2 Expressões alternativas da relação incluem uma curva de calibração e as


incertezas de medição associadas, uma tabela de calibração ou um conjunto de funções.

NOTA 3 Este conceito é referente a uma calibração quando a incerteza de


medição instrumental é grande em comparação com as incertezas de medição
associadas aos valores de padrões.

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4.31
curva de calibração
calibration curve
courbe d’étalonnage
curva de calibración

Expressão da relação entre uma indicação e o valor medido correspondente.

NOTA Uma curva de calibração expressa uma relação biunívoca que não fornece um
resultado de medição, pois ela não contém informação a respeito da incerteza de medição.

61
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5 Padrões de medição

5.1 (6.1)
padrão de medição
padrão
measurement standard ; etalon
étalon
patrón de medida ; patrón

Realização da definição duma dada grandeza, com um valor determinado e uma


incerteza de medição associada, utilizada como referência.

EXEMPLO 1 Padrão de medição de massa de 1 kg com uma incerteza-padrão


associada de 3 µg.

EXEMPLO 2 Resistor-padrão de 100 Ω com uma incerteza-padrão associada de 1 µΩ.

EXEMPLO 3 Padrão de medição de frequência de césio com uma


incerteza-padrão relativa associada de 2 x 10-15.

EXEMPLO 4 Solução-tampão de referência com um pH de 7,072 e uma


incerteza- padrão associada de 0,006.

EXEMPLO 5 Conjunto de soluções de referência de cortisol no soro


humano, para o qual cada solução tem um valor certificado com uma
incerteza de medição.

EXEMPLO 6 Material de referência que fornece valores com incertezas de


medição associadas para a concentração em massa de dez proteínas
diferentes.

NOTA 1 A “realização da definição duma dada grandeza” pode ser fornecida por um
sistema de medição, uma medida materializada ou um material de referência.

NOTA 2 Um padrão de medição serve frequentemente de referência na obtenção


de valores medidos e incertezas de medição associadas para outras grandezas da
mesma natureza, estabelecendo assim uma rastreabilidade metrológica através da
calibração de outros padrões, instrumentos de medição ou sistemas de medição.

NOTA 3 O termo “realização” é empregado aqui no sentido mais geral. Designa três
procedimentos de “realização”. O primeiro, a realização stricto sensu, é a realização
física da unidade de medida a partir da sua definição. O segundo, chamado
“reprodução”, consiste, não em realizar a unidade a partir da sua definição, mas em
construir um padrão altamente reprodutível baseado num fenômeno físico, por
exemplo, o emprego de laseres estabilizados em frequência para construir um
padrão do metro, o emprego do efeito Josephson para o volt ou o emprego do efeito
Hall quântico para o ohm. O terceiro procedimento, chamado “adoção”, consiste em
adotar uma medida materializada como padrão. É o caso do padrão de 1 kg.

NOTA 4 A incerteza-padrão associada a um padrão é sempre uma componente da


incerteza-padrão combinada (ver o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.4) num resultado de
medição obtido ao se utilizar o padrão. Esta componente é frequentemente pequena
em comparação a outras componentes da incerteza-padrão combinada.

NOTA 5 O valor da grandeza e a incerteza de medição devem ser determinados


no momento em que o padrão é utilizado.

NOTA 6 Várias grandezas da mesma natureza ou de naturezas diferentes podem


ser realizadas com o auxílio dum único dispositivo, chamado também de padrão.

NOTA 7 A palavra “embodiment” é algumas vezes utilizada em inglês no lugar de


62
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“realização”.

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NOTA 8 Em ciência e tecnologia, a palavra inglesa “standard” é utilizada com


pelo menos dois significados diferentes: como uma especificação, uma
recomendação técnica ou uma norma (em francês “norme”), e como um padrão de
medição (em francês “étalon” e em inglês “measurement standard”). Somente o
segundo significado é pertinente para o presente Vocabulário.

NOTA 9 O termo “padrão” (“standard”, em inglês) é às vezes utilizado para


designar outras ferramentas metrológicas como, por exemplo, programa
informático padrão (“software measurement standard”, ver a ISO 5436-2).

5.2 (6.2)
padrão de medição internacional
padrão internacional
international measurement standard
étalon international
patrón internacional de medida ; patrón internacional

Padrão de medição reconhecido pelos signatários dum acordo internacional, tendo


como propósito a sua utilização mundial.

EXEMPLO 1 O protótipo internacional do kilograma.

EXEMPLO 2 Gonadotrofina coriônica, 4o padrão internacional da Organização


Mundial de Saúde (OMS), 1999, 75/589, 650 unidades internacionais por
ampola.

EXEMPLO 3 Água oceânica média normalizada de Viena (VSMOW2) distribuída


pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para medições das
razões molares diferenciais de isótopos estáveis.

5.3 (6.3)
padrão de medição nacional
padrão nacional
national measurement standard ; national standard
étalon national
patrón nacional de medida ; patrón nacional

Padrão de medição reconhecido por uma entidade nacional para servir dentro dum
Estado ou economia, como base para atribuir valores a outros padrões de medição
de grandezas da mesma natureza.

5.4 (6.4)
padrão de medição primário
padrão primário
primary measurement standard ; primary standard
étalon primaire
patrón primario de medida ; patrón primario

Padrão de medição estabelecido com auxílio dum procedimento de medição primário


ou criado como um artefato, escolhido por convenção.

EXEMPLO 1 Padrão de medição primário de concentração em quantidade de


substância preparado pela dissolução duma quantidade de substância
conhecida dum constituinte químico num volume conhecido de solução.

EXEMPLO 2 Padrão de medição primário de pressão baseado em medições


separadas de força e área.

EXEMPLO 3 Padrão de medição primário para as medições das razões molares


de isótopos, preparado por meio da mistura de quantidades de substância
conhecida de isótopos especificados.

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EXEMPLO 4 Padrão de medição primário de temperatura termodinâmica


constituído por uma célula de ponto triplo da água.

EXEMPLO 5 O protótipo internacional do kilograma como um artefato


escolhido por convenção.

5.5 (6.5)
padrão de medição secundário
padrão secundário
secondary measurement standard ; secondary standard
étalon secondaire
patrón secundario de medida ; patrón secundario

Padrão de medição estabelecido por intermédio duma calibração com referência a um


padrão de medição primário duma grandeza da mesma natureza.

NOTA 1 A calibração pode ser obtida diretamente entre o padrão de medição


primário e o padrão de medição secundário, ou envolver um sistema de medição
intermediário calibrado pelo padrão de medição primário, que atribui um resultado
de medição ao padrão de medição secundário.

NOTA 2 Um padrão cujo valor é atribuído por um procedimento de medição primário


de razão é um padrão secundário.

5.6 (6.6)
padrão de medição de referência
padrão de referência
reference measurement standard ; reference standard
étalon de référence
patrón de medida de referencia ; patrón de referencia

Padrão de medição estabelecido para a calibração de outros padrões de grandezas


da mesma natureza numa dada organização ou num dado local.

5.7 (6.7)
padrão de medição de trabalho
padrão de trabalho
working measurement standard ; working standard
étalon de travail
patrón de medida de trabajo ; patrón de trabajo

Padrão de medição que é utilizado rotineiramente para calibrar ou controlar


instrumentos de medição ou sistemas de medição.

NOTA 1 Um padrão de medição de trabalho é geralmente calibrado em relação a um


padrão de medição de referência.

NOTA 2 Um padrão de medição de trabalho utilizado em verificação é também


algumas vezes denominado de “padrão de verificação” ou “padrão de controle”.

5.8 (6.9)
padrão de medição itinerante
padrão itinerante
travelling measurement standard ; travelling standard
étalon voyageur
patrón viajero de medida ; patrón viajero

Padrão de medição, algumas vezes de construção especial, destinado para ser


transportado entre diferentes locais.

EXEMPLO Padrão de frequência de césio 133, portátil e funcionando a bateria.

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5.9 (6.8)
dispositivo de transferência
transfer measurement device ; transfer device
dispositif de transfert
dispositivo de transferencia

Dispositivo utilizado como intermediário para comparar padrões.

NOTA Algumas vezes, os padrões podem servir como dispositivos de transferência.

5.10
padrão de medição intrínseco
padrão intrínseco
intrinsic measurement standard ; intrinsic standard
étalon intrinsèque
patrón intrínseco de medida ; patrón intrínseco

Padrão baseado numa propriedade intrínseca e reprodutível dum fenômeno ou


duma substância.

EXEMPLO 1 Padrão de medição intrínseco de temperatura termodinâmica


constituído duma célula de ponto triplo da água.

EXEMPLO 2 Padrão de medição intrínseco de diferença de potencial elétrico


baseado no efeito Josephson.

EXEMPLO 3 Padrão de medição intrínseco de resistência elétrica baseado


no efeito Hall quântico.

EXEMPLO 4 Padrão de medição intrínseco de condutividade elétrica


constituído por uma amostra de cobre.

NOTA 1 O valor dum padrão de medição intrínseco é atribuído por consenso e


não necessita de ser estabelecido em relação a outro padrão da mesma natureza. A
sua incerteza de medição é determinada ao se considerarem duas componentes: a
primeira associada ao seu valor de consenso e a outra associada à sua construção,
implementação e manutenção.

NOTA 2 Um padrão de medição intrínseco geralmente consiste num sistema


produzido de acordo com os requisitos dum procedimento de consenso e submetido
a uma verificação periódica. O procedimento de consenso pode conter orientações
para a aplicação de correções necessárias à implementação.

NOTA 3 Os padrões de medição intrínsecos que são baseados em fenômenos


quânticos geralmente possuem uma estabilidade excepcional.

NOTA 4 O adjetivo “intrínseco” não significa que tal padrão possa ser
implementado e utilizado sem cuidado especial ou que ele seja imune a influências
internas e externas.

5.11 (6.12)
conservação dum padrão
manutenção dum padrão
conservation of a measurement standard ; maintenance of measurement standard
conservation d’un étalon ; maintenance d’un étalon
conservación de un patrón de medida ; mantenimiento de un patrón de medida

Conjunto de operações necessárias para a preservação das propriedades metrológicas dum


padrão dentro de limites estabelecidos.

NOTA Geralmente a conservação compreende a verificação periódica de

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propriedades metrológicas pré-definidas ou a calibração, armazenamento em
condições adequadas e cuidados específicos para a sua utilização.

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5.12
calibrador ; ---32
calibrator
---
calibrador

Padrão de medição utilizado em calibrações.

NOTA O termo “calibrador” (“calibrator”, em inglês) é utilizado apenas em


certos domínios.

5.13 (6.13)
material de referência
MR
reference material ; RM
matériau de référence ; MR
material de referencia ; MR

Material, suficientemente homogêneo e estável em relação a propriedades


específicas, preparado para se adequar a uma utilização pretendida numa medição
ou num exame de propriedades qualitativas.

NOTA 1 O exame duma propriedade qualitativa dum material fornece um valor a


essa propriedade e uma incerteza associada. Esta incerteza não é uma incerteza de
medição.

NOTA 2 Os materiais de referência com ou sem valores atribuídos podem ser


utilizados para controlar a precisão de medição, enquanto que apenas os materiais
de referência com valores atribuídos podem ser utilizados para a calibração ou para
o controle da veracidade de medição.

NOTA 3 Os materiais de referência compreendem os materiais que dão suporte a


grandezas e a propriedades qualitativas.

EXEMPLO 1 Exemplos de materiais de referência que dão suporte a grandezas:

a) Água de pureza determinada, cuja viscosidade dinâmica é


utilizada para a calibração de viscosímetros;

b) Soro humano sem valor atribuído à concentração do


colesterol intrínseco, utilizado apenas para o controle da
precisão de medição;

c) Tecido de peixe que contém uma fração mássica


determinada de dioxina, utilizado como padrão numa
calibração.

EXEMPLO 2 Exemplos de materiais de referência que dão suporte a


propriedades qualitativas:

a) Carta de cores com indicação duma ou mais cores especificadas.

b) DNA33 contendo uma sequência especificada de nucleotídeos.

c) Urina contendo 19-androstenediona.

NOTA 4 Um material de referência está algumas vezes incorporado a um


dispositivo fabricado especialmente.

EXEMPLO 1 Substância cujo ponto triplo é conhecido numa célula de ponto triplo.

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32
Nota dos tradutores: não há uso generalizado em Portugal, no Brasil "calibrador".
33
Nota dos tradutores: uso em Portugal “ADN”, no Brasil “DNA”.

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EXEMPLO 2 Vidro de densidade óptica conhecida num suporte de filtro de


transmissão.

EXEMPLO 3 Esferas de granulometria uniforme colocadas sobre uma lâmina


de microscópio.

NOTA 5 Certos materiais de referência têm valores atribuídos que são


metrologicamente rastreáveis a uma unidade de medida fora dum sistema de
unidades. Tais materiais compreendem vacinas às quais foram atribuídas Unidades
Internacionais (UI) pela Organização Mundial da Saúde.

NOTA 6 Numa dada medição, um dado material de referência pode ser utilizado
apenas para calibração ou para garantia da qualidade.

NOTA 7 Convém incluir nas especificações dum material de referência a sua


rastreabilidade, a qual indique a sua origem e o seu processamento (Accred. Qual.
Assur.: 2006).

NOTA 8 A definição da ISO/REMCO é análoga, porém utiliza o termo “processo


de medição” (em inglês “measurement process”) para indicar “exame” (ABNT NBR
NM ISO 15189:2008, 3.4) que envolve ao mesmo tempo a medição da grandeza e o
exame duma propriedade qualitativa.

5.14 (6.14)
material de referência certificado
MRC
certified reference material ; CRM
matériau de référence certifié ; MRC
material de referencia certificado ; MRC

Material de referência acompanhado duma documentação emitida por uma entidade


reconhecida, a qual fornece um ou mais valores de propriedades especificadas com
as incertezas e as rastreabilidades associadas, utilizando procedimentos válidos.

EXEMPLO Soro humano com valor atribuído para a concentração de colesterol


e incerteza de medição associada, indicados num certificado, e que servem
como padrão numa calibração ou como material de controle da veracidade de
medição.

NOTA 1 A “documentação” mencionada é emitida sob a forma dum “certificado”


(ver o Guia ISO 31:2000).

NOTA 2 Os procedimentos para a produção e a certificação de materiais de


referência certificados são dados, por exemplo, nos Guias ISO 34 e ISO 35.

NOTA 3 Na definição, o termo “incerteza” pode designar a “incerteza de medição”


ou a “incerteza associada ao valor duma propriedade qualitativa”, tal como a
identidade ou a sequência. O termo “rastreabilidade” pode designar tanto a
“rastreabilidade metrológica do valor duma grandeza”, como a “rastreabilidade do
valor duma propriedade qualitativa”.

NOTA 4 Os valores de grandezas especificadas dos materiais de referência


certificados exigem uma rastreabilidade metrológica com uma incerteza de
medição associada (ver Accred. Qual. Assur.:2006)[45].

NOTA 5 A definição do ISO/REMCO é análoga (Accred. Qual. Assur.:2006) [45], porém


em inglês utilizam-se os modificadores "metrological" e "metrologically", tanto para
se referir a uma grandeza, quanto a uma propriedade qualitativa.

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5.15
comutatividade dum material de referência ; comutatibilidade dum material de
referência34
commutability of a reference material
commutabilité d’un matériau de référence
conmutabilidad de un material de referencia

Propriedade dum material de referência expressa pelo grau de concordância entre,


por um lado, a relação entre os resultados de medição obtidos para uma dada
grandeza desse material a partir de dois dados procedimentos de medição e, por
outro lado, a relação entre os resultados de medição para outros materiais
especificados.

NOTA 1 O material de referência em questão é geralmente um padrão de medição e


os outros materiais especificados são geralmente amostras comuns.

NOTA 2 Os procedimentos de medição mencionados na definição são o que


precede e o que sucede o material de referência utilizado como padrão numa
hierarquia de calibração (ver a ISO 17511).

NOTA 3 A estabilidade dos materiais de referência comutáveis deve ser verificada


regularmente.

5.16
dado de referência
reference data
donnée de référence
dato de referencia

Dado relacionado a uma propriedade dum fenômeno, corpo ou substância, ou a um


sistema de constituintes de composição ou estrutura conhecida, obtido a partir
duma fonte identificada, avaliado criticamente e verificado em relação à exatidão.

EXEMPLO Dados de referência relacionados à solubilidade de compostos


químicos, publicados pela IUPAC.

NOTA 1 Na definição, o termo exatidão pode designar tanto a exatidão de medição


quanto a “exatidão do valor duma propriedade qualitativa”.

NOTA 2 Em inglês, “data” é uma forma plural cujo singular é “datum”. “Data” é
utilizado normalmente no sentido singular no lugar de “datum”.

5.17
dado de referência normalizado
standard reference data
donnée de référence normalisée
dato de referencia normalizado

Dado de referência emitido por uma entidade reconhecida.

EXEMPLO 1 Valores das constantes físicas fundamentais avaliadas e


recomendadas pelo CODATA do ICSU.

EXEMPLO 2 Valores das massas atômicas relativas dos elementos,


denominados também de valores de pesos atômicos, avaliados a cada dois
anos pela IUPAC- CIAAW, aprovados pela Assembléia Geral da IUPAC e
publicados no Pure Appl. Chem.

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Nota dos tradutores: uso em Portugal “comutatibilidade dum material de
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referência”, no Brasil “comutatividade dum material de referência”.

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5.18
valor de referência duma grandeza
valor de referência
reference quantity value ; reference value
valeur de référence
valor de referencia de una magnitud ; valor de referencia

Valor duma grandeza utilizado como base para comparação com valores de
grandezas da mesma natureza.

NOTA 1 O valor de referência pode ser um valor verdadeiro dum mensurando,


sendo nesse caso desconhecido. Caso seja um valor convencional, ele é conhecido.

NOTA 2 Um valor de referência com a sua incerteza de medição associada é


geralmente relacionado a:

a)um material, por exemplo, um material de referência certificado,


b)um dispositivo, por exemplo, um laser estabilizado,
c) um procedimento de medição de referência,
c) uma comparação de padrões.

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Anexo A
(informativo)

Diagramas conceituais

Os 12 diagramas conceituais neste anexo informativo têm o objetivo de fornecer:

 uma apresentação visual das relações entre os conceitos definidos e


denominados nos capítulos precedentes;
 uma possibilidade de verificar se as definições apresentam relações adequadas;
 um quadro para identificar outros conceitos necessários; e
 uma checagem de que os termos são suficientemente sistemáticos.

Convém lembrar, entretanto, que um dado conceito pode ser descrito por muitas
características e somente as características essenciais delimitadoras estão
incluídas na definição.

A área disponível numa página limita o número de conceitos que podem ser
apresentados de forma legível, mas todos os diagramas estão em princípio inter-
relacionados a outros diagramas, como se indica em cada diagrama por referências
entre parênteses.

As relações empregadas são de três tipos como definido na ISO 704 e na ISO 1087-
1. Dois são hierárquicos, isto é, têm conceitos superiores e subordinados; o terceiro
é não-hierárquico.

A relação hierárquica designada por relação genérica (ou relação gênero-espécie)


conecta um conceito genérico e um conceito específico; este último herda todas as
características do anterior. Os diagramas mostram tais relações como uma árvore,

onde uma ramificação curta com três pontos indica que um ou mais conceitos
específicos existem, mas não estão incluídos na representação, e uma linha grossa
inicial de uma árvore indica uma dimensão terminológica separada. Por exemplo,

onde um terceiro conceito pode ser “unidade de medida fora do sistema”.

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A relação partitiva (ou relação parte-todo) é também hierárquica e conecta um


conceito abrangente a dois ou mais conceitos partitivos os quais constituem juntos
o conceito abrangente. Os diagramas mostram tais relações na forma de um
ancinho ou colchetes, e uma linha de base contínua sem dente significa um ou
vários conceitos partitivos adicionais que não são discutidos.

Uma par de linhas próximas indica que existem vários conceitos partitivos de um
dado tipo e uma linha tracejada mostra que seu número é indeterminado. Por
exemplo:

Um termo entre parênteses indica um conceito que não é definido no Vocabulário,


mas é tomado como um conceito primitivo geralmente compreensível.

A relação associativa (ou relação pragmática) é não-hierárquica e conecta dois


conceitos que têm algum tipo de associação temática. Há muitos subtipos de
relações associativas, mas todos são indicados por uma seta dupla. Por exemplo,

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Para evitar diagramas demasiado complicados, não são mostradas todas as


relações associativas possíveis. Os diagramas evidenciam que os termos derivados
nem sempre possuem uma estrutura sistemática, frequentemente porque a
metrologia é uma disciplina antiga cujo vocabulário evoluiu por aumento gradual, e
não por ter sido criado desde o início sob a forma de um conjunto completo e
coerente.

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Figura A.1 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 1 relativa ao termo “grandeza”

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Figura A.2 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 1 relativa ao termo


“unidade de
medida”

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Figura A.3 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 2 relativa ao termo “medição”

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Figura A.4 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 2 relativa ao termo “valor
duma grandeza”

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Figura A.5 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 2 relativa ao termo “precisão
de

81
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Figura A.6 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 2 relativa ao termo “incerteza
de

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Figura A.7 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 2 relativa ao termo


“calibração”

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Figura A.8 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 2 relativa ao termo “valor
medido duma grandeza”

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Figura A.9 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 3 relativa ao termo “sistema
de medição”

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Figura A.10 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 4 relativa ao termo


“propriedades metrológicas dum instrumento de medição ou
sistema de medição”

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Figura A.11 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 4 relativa ao termo


“condição
estipulada de funcionamento”

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Figura A.12 — Esquema conceitual para a parte do Capítulo 5 relativa ao termo


“padrão de
medição”

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Bibliografia

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Profile method; Measurement standards — Part 2: Software measurement
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[16] ISO 5725-2:1994/Cor.1:2002, Accuracy (trueness and precision) of


measurement methods and results — Part 2: Basic method for the
determination of repeatability and reproducibility of a standard
measurement method

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1) Em revisão como ISO 80000-1, Quantities and units — Part 1: General.

2) Publicada como IEC 80000-6:2008, Quantities and units — Part 6: Electromagnetism.

3) Em revisão como ISO 80000-7, Quantities and units — Part 7: Light.

4) Em revisão como ISO 80000-9, Quantities and units — Part 9: Physical chemistry and
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5) Em revisão como ISO 80000-10, Quantities and units — Part 10: Atomic and nuclear physics.

6) Em revisão como ISO 80000-10, Quantities and units — Part 10: Atomic and nuclear physics.

7) Em revisão como ISO 80000-2, Quantities and units — Part 2: Mathematical signs
and symbols to be used in the natural sciences and technology.

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8) Em revisão como ISO 80000-11, Quantities and units — Part 11: Characteristic numbers.

9) Em revisão como ISO 80000-12, Quantities and units — Part 12: Solid state physics.

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measurement methods and results — Part 3: Intermediate measures of the
precision of a standard measurement method

[18] ISO 5725-4:1994, Accuracy (trueness and precision) of measurement


methods and results — Part 4: Basic methods for the determination of the
trueness of a standard measurement method

[19] ISO 5725-5:1998/Cor.1:2005, Accuracy (trueness and precision) of


measurement methods and results — Part 5: Alternative methods for the
determination of the precision of a standard measurement method

[20] ISO 5725-6:1994/Cor.1:2001, Accuracy (trueness and precision) of


measurement methods and results — Part 6: Use in practice of accuracy
values

[21] ISO 9000:2005, Quality management systems — Fundamentals and vocabulary

[22] ISO 10012, Measurement management systems — Requirements for


measurement processes and measuring equipment

[23] ISO 10241:1992, International terminology standards — Preparation and layout

[24] ISO 13528, Statistical methods for use in proficiency testing by


interlaboratory comparisons

[25] ISO 15189:2007, Medical laboratories — Particular requirements for quality


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[26] ISO 17511, In vitro diagnostic medical devices — Measurement of quantities


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[27] ISO/TS 21748, Guidance for the use of repeatability, reproducibility and
trueness estimates in measurement uncertainty estimation

[28] ISO/TS 21749, Measurement uncertainty for metrological applications —


Repeated measurements and nested experiments

[29] ISO 80000-3:2006, Quantities and units — Part 3: Space and time

[30] ISO 80000-4:2006, Quantities and units — Part 4: Mechanics

[31] ISO 80000-5:2007, Quantities and units — Part 5: Thermodynamics

[32] ISO 80000-8:2007, Quantities and units — Part 8: Acoustics

[33] ISO Guide 31:2000, Reference materials — Contents of certificates and labels

[34] ISO Guide 34:2000, General requirements for the competence of


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[35] ISO Guide 35:2006, Reference materials — General and statistical principles
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[36] ISO/IEC Guide 98-3:2008, Uncertainty of measurement — Part 3: Guide to


the expression of uncertainty in measurement (GUM:1995)

[37] ISO/IEC Guide 98-3:2008/Suppl.1, Uncertainty of measurement — Part 3:


Guide to the expression of uncertainty in measurement (GUM:1995) —

91
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Supplement 1: Propagation of distribution using the Monte Carlo method

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[39] IEC 60050-300:2001, International Electrotechnical Vocabulary — Electrical


and electronic measurements and measuring instruments — Part 311:
General terms relating to measurements — Part 312: General terms relating
to electrical measurements — Part 313: Types of electrical measuring
instruments — Part 314:
Specific terms according to the type of instrument

[40] IEC 60359:2001, Ed. 3.0 (bilingual), Electrical and electronic measurement equipment
— Expression of performance

[41] IEC 80000-13, Quantities and units — Part 13: Information science and technology

[42] BIPM, The International System of Units (SI), 8th edition, 2006

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Lista de Siglas

BIPM Bureau Internacional de Pesos e Medidas

CCQM Comitê Consultivo de Quantidade de Substância — Metrologia


em Química

CGPM Conferência Geral de Pesos e Medidas

CODATA Comitê de Dados para Ciência e Tecnologia

GUM Guia para a Expressão da Incerteza de Medição

IAEA Agência Internacional de Energia Atômica

ICSU Conselho Internacional para a Ciência

IEC Comissão Internacional de Eletrotécnica

IFCC Federação Internacional de Química Clínica e Medicina Laboratorial

ILAC Cooperação Internacional de Acreditação de Laboratórios

ISO Organização Internacional de Normalização

ISO REMCO Organização Internacional de Normalização, Comitê de


Materiais de Referência

IUPAC União Internacional de Química Pura e Aplicada

IUPAC/CIAAW União Internacional de Química Pura e Aplicada — Comissão


de Abundâncias Isotópicas e Pesos Atômicos

IUPAP União Internacional de Física Pura e Aplicada

JCGM Comitê Conjunto para Guias em Metrologia

JCGM/WG 1 Comitê Conjunto para Guias em Metrologia, Grupo de Trabalho


1 sobre o GUM

JCGM/WG 2 Comitê Conjunto para Guias em Metrologia, Grupo de Trabalho


2 sobre o VIM

OIML Organização Internacional de Metrologia Legal

VIM, 2a edição Vocabulário de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia

(1993) VIM, 3a edição Vocabulário Internacional de Metrologia — Conceitos

Fundamentais e
Gerais e Termos Associados (this publication) - VIM

VIML Vocabulário Internacional de Metrologia

Legal OMS (em português) Organização Mundial da

Saúde

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Índice alfabético (em português)

A 1.25 erro 2.16


erro aleatório 2.19
ajuste 3.11 erro de medição 2.16
ajuste de zero 3.12 erro máximo admissível 4.26
ajuste dum sistema de medição
3.11 álgebra das grandezas 1.21
amplitude de medição 4.5
amplitude nominal
4.5 avaliação do Tipo
A 2.28
avaliação do Tipo A da incerteza de medição
2.28 avaliação do Tipo B 2.29
avaliação do Tipo B da incerteza de medição

2.29 B

balanço de incerteza 2.33

cadeia de medição 3.10


cadeia de rastreabilidade
2.42
cadeia de rastreabilidade metrológica 2.42
calibração 2.39
calibrador 5.12
classe de exatidão 4.25
comparabilidade metrológica 2.46
comparabilidade metrológica de
resultados de medição 2.46
compatibilidade metrológica 2.47
compatibilidade metrológica de
resultados de medição 2.47
comutatividade dum material de referência;
comutatibilidade dum material de referência 5.15
condição de funcionamento de referência 4.11
condição de precisão intermediária; condição de
fidelidade intermédiária 2.22
condição de referência 4.11
condição de regime estável 4.8
condição de regime
permanente 4.8 condição de
repetibilidade 2.20
condição de repetibilidade de medição
2.20 condição de reprodutibilidade 2.24
condição de reprodutibilidade de medição
2.24 condição estipulada de funcionamento
4.9 condição limite 4.10
condição limite de funcionamento
4.10 conservação dum padrão 5.11
correção 2.53
curva de calibração 4.31

dado de referência 5.16


dado de referência normalizado
5.17 deriva 4.21
deriva instrumental 4.21
detector 3.9
diagrama de calibração
4.30 dimensão 1.7
dimensão duma grandeza 1.7
dimensional duma grandeza
1.7 dispositivo de
transferência 5.9

equação das grandezas 1.22


equação das unidades 1.23
equação de valores numéricos

95
JCGM © 2012 - Reservados todos os
erro
1a edição medição
luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM
instrumental 4.24 incerteza
máximo de medição no zero 4.29 incerteza de
permissí medição pretendida 2.34 incerteza
vel 4.26 definicional 2.27
erro incerteza expandida 2.35
máximo incerteza instrumental 4.24
tolerado incerteza-padrão 2.30
4.26 incerteza-padrão combinada 2.31
erro no ponto de controle 4.27 incerteza-padrão relativa 2.32
erro no zero 4.28 indicação 4.1
erro sistemático 2.17 indicação do branco 4.2
escala de referência convencional 1.29 instrumento de medição 3.1
escala de valores 1.27 instrumento de medição mostrador; instrumento
escala dum instrumento de de medição afixador 3.4
medição mostrador; escala dum instrumento de medição indicador
instrumento de medição afixador 3.3 instrumento indicador 3.3
3.5 escala ordinal 1.28 intervalo de abrangência; intervalo expandido 2.36
estabilidade 4.19 intervalo de indicações
estabilidade dum 4.3 intervalo de medição
instrumento de medição 4.7 intervalo nominal 4.4
4.19 exatidão 2.13 intervalo nominal de indicações 4.4
exatidão de medição 2.13 ISQ 1.6

fator de conversão entre unidades 1.24


fator de abrangência; fator de expansão 2.38
função de medição 2.49

grandeza 1.1
grandeza
adimensi
onal 1.8
grandeza
de base
1.4
grandeza
de
dimensã
o um 1.8
grandeza
de
entrada
2.50
grandeza de entrada num modelo de medição 2.50
grandez
a de
influênci
a 2.52
grandez
a de
saída
2.51
grandeza de saída num modelo de medição 2.51
grandeza derivada 1.5
grandez
a
ordinal
1.26
grande
za sem
dimens
ão 1.8

hierarquia de calibração 2.40

incerteza 2.26
incerteza-alvo 2.34
incerteza de medição 2.26
incerteza de
medição expandida
2.35 incerteza de

96
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1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

L repetibilidade 2.21
repetibilidade de medição
limiar de mobilidade 2.21 reprodutibilidade 2.25
4.16 limite de detecção reprodutibilidade de medição 2.25
4.18 limite de erro 4.26 resolução 4.14
resolução dum dispositivo mostrador; resolução
M dum dispositivo afixador 4.15
resultado de medição 2.9
manutenção dum padrão 5.11
material de referência 5.13 S
material de referência certificado 5.14
medição 2.1 seletividade 4.13
medida materializada 3.6 seletividade dum sistema de medição
mensurando; mensuranda 4.13 sensibilidade 4.12
2.3 método de medição 2.5 sensibilidade dum sistema de medição 4.12
metrologia 2.2 sensor 3.8
mobilidade 4.16 SI 1.16
modelo de medição 2.48 sistema coerente de unidades 1.14
modelo matemático da medição 2.48 sistema de grandezas
MR 5.13 1.3 sistema de medição
MRC 5.14 3.2 sistema de unidades
múltiplo duma unidade 1.17 1.13
Sistema Internacional de Grandezas
N 1.6 Sistema Internacional de Unidades
1.16 submúltiplo duma unidade 1.18
natureza 1.2
natureza duma grandeza 1.2 T

P tempo de resposta a um degrau; tempo de


resposta a um escalão 4.23
padrão 5.1 tendência de medição; erro de justeza 2.18
padrão de medição 5.1 tendência instrumental; erro de justeza
padrão de medição de referência instrumental 4.20
5.6 padrão de medição de trabalho transdutor de medição 3.7
5.7 padrão de medição
internacional 5.2 padrão de U
medição intrínseco 5.10 padrão de
medição itinerante 5.8 padrão de unidade 1.9
medição nacional 5.3 padrão de unidade de base 1.10
medição primário 5.4 padrão de unidade de medida 1.9
medição secundário 5.5 padrão de unidade de medida fora do sistema 1.15
referência 5.6 unidade derivada 1.11
padrão de trabalho unidade derivada coerente
5.7 padrão 1.12 unidade fora do sistema
internacional 5.2 1.15
padrão intrínseco 5.10
padrão itinerante 5.8 V
padrão nacional 5.3
padrão primário 5.4 validação 2.45
padrão secundário 5.5 valor 1.19
planilha de incerteza valor convencional 2.12
2.33 precisão; valor convencional duma grandeza
fidelidade 2.15 2.12 valor de referência 5.18
precisão de medição; fidelidade de medição 2.15 valor de referência duma grandeza 5.18
precisão intermediária; fidelidade intermédiária valor duma grandeza
2.23 precisão intermediária de medição; fidelidade 1.19 valor medido 2.10
intermédiária de medição 2.23 valor medido duma grandeza 2.10
princípio de medição 2.4 valor nominal 4.6
probabilidade de abrangência; probabilidade de valor numérico 1.20
expansão 2.37 valor numérico duma grandeza
procedimento de medição 2.6 1.20 valor verdadeiro 2.11
procedimento de medição de referência 2.7 valor verdadeiro duma grandeza 2.11
procedimento de medição de referência variação devida a uma grandeza de influência
primário 2.8 procedimento de medição primário 4.22 veracidade de medição; justeza de medição
2.8 propriedade qualitativa 1.30 2.14 veracidade; justeza 2.14
verificação 2.44

R Z

rastreabilidade 2.41 zona morta 4.17


rastreabilidade a uma unidade de medida
2.43 rastreabilidade metrológica 2.41
rastreabilidade metrológica a uma unidade
2.43 rastreabilidade metrológica a uma
unidade de medida 2.43

97
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1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

Índice alfabético (em inglês)

A indication interval 4.3


influence quantity 2.52
accuracy 2.13
accuracy class 4.25
accuracy of measurement
2.13 adjustment 3.11
adjustment of a measuring system 3.11

background indication 4.2


base quantity 1.4
base unit 1.10
bias 2.18
blank indication 4.2

calibration 2.39
calibration curve 4.31
calibration diagram 4.30
calibration hierarchy 2.40
calibrator 5.12
certified reference material
5.14 coherent derived unit
1.12 coherent system of units
1.14
combined standard measurement uncertainty
2.31 commutability of a reference material 5.15
combined standard uncertainty 2.31
conservation of a measurement standard
5.11 conventional quantity value 2.12
conventional reference scale 1.29
conventional value 2.12
conventional value of a quantity
2.12 conversion factor between
units 1.24 correction 2.53
coverage factor 2.38
coverage interval 2.36
coverage probability 2.37
CRM 5.14

datum error 4.27


datum measurement error 4.27
dead band 4.17
definitional uncertainty 2.27
derived quantity 1.5
derived unit 1.11
detection limit 4.18
detector 3.9
dimension 1.7
dimension of a quantity
1.7 dimensionless
quantity 1.8
discrimination threshold 4.16
displaying measuring instrument 3.4

error 2.16
error of measurement
2.16 etalon 5.1
expanded measurement uncertainty
2.35 expanded uncertainty 2.35

indicating measuring instrument 3.3


indication 4.1

98
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input quantity 2.50
1a edição 6luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM
input quantity in a measurement model 2.50 limiting operating condition 4.10
instrumental bias 4.20
instrumental drift 4.21 M
instrumental
measurement maintenance of a measurement standard 5.11
uncertainty 4.24 material measure 3.6
intermediate maximum permissible error
measurement precision 4.26
2.23 intermediate maximum permissible measurement error 4.26
precision 2.23 measurand 2.3
intermediate precision condition 2.22 measured quantity value
intermediate precision condition of measurement 2.10 measured value 2.10
2.22 measurement 2.1
international measurement accuracy 2.13
measurement measurement bias 2.18
standard 5.2 measurement error 2.16
International measurement function 2.49
System of measurement method 2.5
Quantities 1.6 measurement model 2.48
International measurement precision 2.15
System of Units measurement principle 2.4
1.16 intrinsic measurement procedure 2.6
measurement measurement repeatability 2.21
standard 5.10 measurement reproducibility 2.25
intrinsic standard measurement result 2.9
5.10 measurement scale 1.27
ISQ 1.6 measurement standard 5.1
measurement trueness 2.14
K measurement uncertainty 2.26
measurement unit 1.9
kind 1.2 measuring chain 3.10
kind of quantity 1.2 measuring instrument 3.1
measuring interval 4.7
L measuring system 3.2
measuring transducer 3.7
l method of measurement
i 2.5 metrological
m comparability 2.46
i metrological comparability of
t measurement results 2.46
metrological compatibility 2.47
o metrological compatibility of measurement results 2.47
f metrological traceability 2.41
metrological traceability chain 2.42
d metrological traceability to a measurement unit 2.43
e metrological traceability to a unit 2.43
t metrology 2.2
e model 2.48
c model of measurement 2.48
t
i
o
n

4
.
1
8

l
i
m
i
t

o
f

e
r
r
o
r

4
.
2

99
JCGM © 2012 - Reservados todos os
1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

multiple of a unit 1.17 S

N scale of a displaying measuring instrument


3.5 secondary measurement standard 5.5
national measurement standard secondary standard 5.5
5.3 national standard 5.3 selectivity 4.13
nominal indication interval selectivity of a measuring system
4.4 nominal interval 4.4 4.13 sensitivity 4.12
nominal property 1.30 sensitivity of a measuring system 4.12
nominal quantity value sensor 3.8
4.6 nominal value 4.6 SI 1.16
null measurement uncertainty 4.29 stability 4.19
numerical quantity value 1.20 stability of a measuring instrument
numerical quantity value equation 4.19 standard measurement
1.25 numerical value 1.20 uncertainty 2.30 standard reference
numerical value equation 1.25 data 5.17
numerical value of a quantity standard uncertainty 2.30
1.20 standard uncertainty of
measurement 2.30 steady-state
O operating condition 4.8 step response
time 4.23
off-system measurement unit submultiple of a unit
1.15 off-system unit 1.15 1.18 system of
ordinal quantity 1.26 quantities 1.3 system of
ordinal quantity-value scale units 1.13 systematic
1.28 ordinal value scale 1.28 error 2.17 systematic
output quantity 2.51 error of measurement
output quantity in a measurement model 2.51 2.17
systematic measurement error 2.17
P
T
primary measurement standard 5.4
primary reference measurement procedure target measurement uncertainty
2.8 primary reference procedure 2.8 2.34 target uncertainty 2.34
primary standard 5.4 traceability chain 2.42
principle of measurement transfer device 5.9
2.4 transfer measurement device 5.9
travelling measurement standard
Q 5.8 travelling standard 5.8
true quantity value
quantity 1.1 2.11 true value 2.11
quantity calculus 1.21 true value of a quantity
quantity dimension 1.7 2.11 trueness 2.14
quantity equation 1.22 trueness of measurement
quantity of dimension one 2.14 Type A evaluation
1.8 quantity value 1.19 2.28
quantity-value scale 1.27 Type A evaluation of measurement uncertainty
2.28 Type B evaluation 2.29
R Type B evaluation of measurement uncertainty 2.29

random error 2.19 U


random error of measurement 2.19
random measurement error 2.19 uncertainty 2.26
range of a nominal indication interval 4.5 uncertainty budget 2.33
rated operating condition uncertainty of measurement
4.9 reference condition 2.26 unit 1.9
4.11 unit equation 1.23
reference data 5.16 unit of measurement 1.9
reference material 5.13
reference measurement procedure
V
2.7 reference measurement standard
5.6 reference operating condition
validation 2.45
4.11 reference quantity value 5.18
value 1.19
reference standard 5.6
reference value 5.18 value of a measured quantity
2.10 value of a quantity 1.19
relative standard measurement uncertainty
variation due to an influence quantity 4.22
2.32 repeatability 2.21
repeatability condition 2.20 verification 2.44
repeatability condition of measurement
2.20 reproducibility 2.25 W
reproducibility condition 2.24
reproducibility condition of measurement 2.24 working interval 4.7
resolution 4.14 working measurement standard
resolution of a displaying device 5.7 working standard 5.7
4.15 result of measurement 2.9
RM 5.13
100
JCGM © 2012 - Reservados todos os
1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

zero adjustment 3.12


zero adjustment of a measuring system 3.12
zero error 4.28

101
JCGM © 2012 - Reservados todos os
1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

Índice alfabético (em francês)

A mesure afficheur 3.5 équation aux grandeurs 1.22


équation aux unités 1.23
ajustage 3.11 équation aux valeurs numériques 1.25 erreur 2.16
ajustage d'un système de mesure 3.11
algèbre des grandeurs
1.21 appareil afficheur
3.4 appareil de mesure
3.1
appareil de mesure afficheur 3.4
appareil de mesure indicateur
3.3 appareil indicateur 3.3
attribut 1.30

biais 2.18
biais de mesure 2.18
biais instrumental 4.20
bilan d'incertitude 2.33

calibre 4.4
capteur 3.8
chaîne de mesure 3.10
chaîne de traçabilité
2.42
chaîne de traçabilité métrologique 2.42
classe d'exactitude 4.25
commutabilité d'un matériau de référence 5.15
comparabilité métrologique
2.46 compatibilité de mesure
2.47 compatibilité
métrologique 2.47
condition assignée de fonctionnement 4.9
condition de fidélité intermédiaire 2.22
condition de fonctionnement de référence
4.11 condition de référence 4.11
condition de régime établi 4.8
condition de régime
permanent 4.8 condition de
répétabilité 2.20 condition de
reproductibilité 2.24 condition
limite 4.10
condition limite de
fonctionnement 4.10
conservation d'un étalon
5.11 constance 4.19
correction 2.53
courbe d'étalonnage 4.31

dérive instrumentale 4.21


détecteur 3.9
diagramme d'étalonnage 4.30
dimension 1.7
dimension d'une grandeur
1.7 dispositif de transfert
5.9 donnée de référence
5.16
donnée de référence normalisée 5.17

échelle 3.5
échelle de mesure 1.27
échelle de référence conventionnelle
1.29 échelle de repérage 1.28
échelle de valeurs 1.27
échelle d'un appareil de mesure afficheur 3.5
échelle ordinale 1.28

102
JCGM © 2012 - Reservados todos os
erreur à zéro 4.28
1a edição alon
luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM
international 5.2
erreur aléatoire 2.19 étalon intrinsèque 5.10
erreur étalon national 5.3
au point étalon primaire 5.4
de étalon secondaire 5.5
contrôle étalon voyageur 5.8
4.27 étalonnage 2.39
erreur étendue de mesure 4.5
de étendue nominale 4.5
justess évaluation de type A
e 2.18 2.28
erreur de justesse d'um instrument 4.20 évaluation de type A de l'incertitude
erreu 2.28 évaluation de type B 2.29
r de évaluation de type B de l'incertitude
mes 2.29 exactitude 2.13
ure exactitude de mesure 2.13
2.16
erreu F
r
maxi facteur de conversion entre unités 1.24
male facteur d'élargissement 2.38
tolér fidélité 2.15
ée fidélité de mesure 2.15
4.26 fidélité intermédiaire
erreu 2.23
r fidélité intermédiaire de mesure 2.23
syst fonction de mesure 2.49
émat
ique G
2.17
étalon 5.1 grandeur 1.1
é grandeur de base 1.4
t grandeur de dimension un
a 1.8 grandeura de sortie
l 2.51
o grandeur de sortie dans un modèle de mesure
n 2.51 grandeur d'entrée 2.50
grandeur d'entrée dans un modèle de mesure 2.50
d grandeur dérivée 1.5
e grandeur d'influence 2.52
grandeur ordinale 1.26
r grandeur repérable 1.26
é grandeur sans dimension 1.8
f
é H
r
e hiérarchie d'étalonnage 2.40
n
c I
e
incertitude 2.26
5 incertitude anticipée 2.34
. incertitude cible 2.34
6 incertitude de mesure 2.26
incertitude de mesure à zéro
é 4.29 incertitude définitionnelle
t 2.27
a incertitude élargie 2.35
l incertitude instrumentale 4.24
o incertitude-type 2.30
n incertitude-type composée 2.31
incertitude-type relative 2.32
d indication 4.1
e indication d'environnement 4.2
indication du blanc 4.2
t
r
a
v
a
i
l

5
.
7

é
t
103
JCGM © 2012 - Reservados todos os
1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

instrument de mesure 3.1 système de mesure 3.2


intervalle de mesure 4.7 système d'unités 1.13
intervalle des indications Système international de grandeurs 1.6
4.3 intervalle élargi 2.36 Système international d'unités 1.16
intervalle nominal 4.4
intervalle nominal des indications 4.4 T
ISQ 1.6
temps de réponse à un échelon 4.23
J traçabilité métrologique 2.41
traçabilité métrologique à une
justesse 2.14 unité 2.43
justesse de mesure 2.14 traçabilité métrologique à une unité de mesure 2.43
transducteur de mesure 3.7
L
U
limite de détection
4.18 limite d'erreur unité 1.9
4.26 unité de base 1.10
unité de mesure
M 1.9 unité dérivée
1.11
maintenance d'un étalon 5.11 unité dérivée cohérente 1.12
matériau de référence 5.13 unité hors système 1.15
matériau de référence certifié
5.14 mesurage 2.1 V
mesurande 2.3
mesure 2.1 valeur 1.19
mesure matérialisée valeur conventionnelle 2.12
3.6 méthode de valeur conventionnelle d'une grandeur 2.12
mesure 2.5 métrologie valeur de référence 5.18
2.2 valeur d'une grandeur
mobilité 4.16 1.19 valeur mesurée 2.10
modèle 2.48 valeur nominale 4.6
modèle de mesure 2.48 valeur numérique 1.20
MR 5.13 valeur numérique d'une grandeur 1.20
MRC 5.14 valeur vraie 2.11
multiple d'une unité 1.17 valeur vraie d'une grandeur 2.11
validation 2.45
N variation due à une grandeur d'influence 4.22
vérification 2.44
nature 1.2
nature de grandeur 1.2 Z

P zone morte 4.1

principe de mesure 2.4


probabilité de couverture
2.37 procédure de mesure
2.6
procédure de mesure de référence
2.7 procédure de mesure primaire 2.8
procédure opératoire 2.6
procédure opératoire de
référence 2.7 procédure
opératoire primaire 2.8 propriété
qualitative 1.30

réglage de zéro
3.12 répétabilité
2.21
répétabilité de mesure 2.21
reproductibilité 2.25
reproductibilité de mesure
2.25 résolution 4.14
résolution d'un dispositif afficheur 4.15
résultat de mesure 2.9
résultat d'un mesurage
2.9

sélectivité 4.13
sensibilité 4.12

104
JCGM © 2012 - Reservados todos os
seuil de discrimination
1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM
4.16 seuil de mobilité
4.16
SI 1.16
sous-multiple d'une unité 1.18
stabilité 4.19
système cohérent d'unités 1.14
système de grandeurs 1.3

105
JCGM © 2012 - Reservados todos os
1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

Índice alfabético (em espanhol)

A 2.17 escala de medida 1.27


escala de referencia convencional 1.29
ajuste 3.11
ajuste de cero 3.12
ajuste de cero de un sistema de medida
3.12 ajuste de un sistema de medida 3.11
álgebra de magnitudes 1.21
amplitud de un intervalo nominal de indicaciones 4.5
amplitud nominal 4.5

cadena de medida 3.10


cadena de trazabilidad
2.42
cadena de trazabilidad metrológica 2.42
calibración 2.39
calibrador 5.12
clase de exactitud 4.25
comparabilidad metrológica
2.46
comparabilidad metrológica de resultados de
medida 2.46
compatibilidad metrológica 2.47
compatibilidad metrológica de resultados de
medida 2.47
condición de funcionamiento de referencia
4.11 condición de precisión intermedia 2.22
condición de precisión intermedia de una
medición 2.22
condición de referencia 4.11
condición de régimen estacionario
4.8 condición de repetibilidad 2.20
condición de repetibilidad de una medición
2.20 condición de reproducibilidad 2.24
condición de reproducibilidad de una medición 2.24
condición límite de funcionamiento 4.10
condición nominal de funcionamiento 4.9
conmutabilidad de un material de referencia
5.15 conservación de un patrón de medida 5.11
contribuciones a la incertidumbre 2.33
corrección 2.53
cualidad 1.30
curva de calibración 4.31

dato de referencia 5.16


dato de referencia normalizado 5.17
deriva instrumental 4.21
detector 3.9
diagrama de calibración
4.30 dimensión 1.7
dimensión de una magnitud 1.7
dispositivo de transferencia 5.9

ecuación entre magnitudes 1.22


ecuación entre unidades 1.23
ecuación entre valores numéricos
1.25 error 2.16
error aleatorio 2.19
error aleatorio de medida 2.19
error de cero 4.28
error de medida 2.16
error en un punto de control
4.27 error máximo permitido
4.26 error máximo tolerado
4.26
error sistemático 2.17
error sistemático de medida

106
JCGM © 2012 - Reservados todos os
escala de un instrumento de
1a edição en
luso-brasileira
vacío 4.2
do VIM 2012 (JCGM
medida con dispositivo visualizador instrumento de medida 3.1
3.5 instrumento de medida con dispositivo indicador 3.3
escala de un instrumento visualizador 3.5 instrumento de medida con dispositivo visualizador
escal 3.4 instrumento indicador 3.3
a de instrumento visualizador
valor 3.4 intervalo de cobertura
es 2.36 intervalo de
1.27 indicaciones 4.3 intervalo
escal de medida 4.7 intervalo
a nominal 4.4
ordin intervalo nominal de indicaciones 4.4
al ISQ 1.6
1.28
escala ordinal de J
una magnitud 1.28
estabilidad 4.19 jerarquía de calibración 2.40
estabilidad de un
instrumento de medida 4.19 L
evaluación tipo A 2.28
evaluación tipo A de la límite de detección 4.18
incertidumbre de medida 2.28
evaluación tipo B 2.29 M
evaluación tipo B de la
incertidumbre de medida 2.29 magnitud 1.1
exactitud 2.13 magnitud básica 1.4
exactitud de medida 2.13 magnitud de dimensión uno
1.8 magnitud adimensional
F 1.8

factor de cobertura 2.38


factor de conversión entre unidades 1.24
función de medición 2.49

incertidumbre 2.26
incertidumbre debida a
la definición 2.27
incertidumbre de
medida 2.26
incertidumbre de
medida en el cero 4.29
incertidumbre
estándar de medida
2.30
incertidumbre estándar
combinada de medida 2.31
incertidumbre estándar
relativa 2.32
incertidumbre estándar
relativa de medida 2.32
incertidumbre expandida
2.35
incertidumbre expandida de medida 2.35
incertidumbre instrumental 4.24
incertidumbre intrínseca 2.27
incertidumbre límite 2.34
incertidumbre objetivo 2.34
incertidumbre
típica 2.30
incertidumbre
típica
combinada 2.31
incertidumbre típica
combinada de medida 2.31
incertidumbre típica de medida
2.30 incertidumbre típica
relativa 2.32
incertidumbre típica relativa de medida 2.32
indicac
ión 4.1
Indicac
ión de
fondo
4.2
Indica
ción

107
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1a edição luso-brasileira do VIM 2012 (JCGM

magnitud de base 1.4 resultado de medida 2.9


magnitud de entrada resultado de una medición
2.50 2.9
magnitud de entrada en un modelo de medición
2.50 S
magnitud de influencia
2.52 magnitud de salida selectividad 4.13
2.51 selectividad de un sistema de medida
magnitud de salida en un modelo de medición 2.51 4.13 sensibilidad 4.12
magnitud derivada 1.5 sensibilidad de un sistema de medida 4.12
magnitud ordinal 1.26 sensor 3.8
mantenimiento de un patrón de medida 5.11 sesgo 2.18
material de referencia 5.13 sesgo de medida 2.18
material de referencia certificado 5.14 sesgo instrumental 4.20
medición 2.1 SI 1.16
medida 2.1 sistema coherente de unidades 1.14
medida materializada 3.6 sistema de magnitudes
mensurando 2.3 1.3 sistema de medida 3.2
método de medida sistema de unidades 1.13
2.5 metrología 2.2 Sistema Internacional de Magnitudes
modelo 2.48 1.6 Sistema internacional de Unidades
modelo de medición 1.16 submúltiplo de una unidad 1.18
2.48 movilidad 4.16
MR 5.13 T
MRC 5.14
múltiplo de una unidad 1.17 tiempo de respuesta a un escalón 4.23
transductor de medida 3.7
N trazabilidad metrológica a una unidad 2.43
trazabilidad metrológica a una unidad de medida 2.43
naturaleza 1.2 trazabilidad metrológica 2.41
naturaleza de una magnitud 1.2
U
P
patrón 5.1
patrón de medida 5.1 umbral de discriminación
patrón de medida de referencia 4.16 unidad 1.9
5.6 patrón de medida de trabajo unidad básica 1.10
5.7 patrón de referencia 5.6 unidad de base 1.10
patrón de trabajo unité de base, f
5.7 patrón unidad de medida
internacional 5.2 1.9
patrón internacional de medida unidad de medida de una magnitud derivada 1.11
5.2 patrón intrínseco de medida unidad derivada 1.11
5.10 patrón nacional 5.3 unidad derivada coherente 1.12
patrón nacional de medida unidad fuera del sistema 1.15
5.3 patrón primario 5.4
patrón primario de medida V
5.4 patrón secundario 5.5
patrón secundario de medida validación 2.45
5.5 patrón viajero 5.8 valor 1.19
patrón viajero de medida valor convencional 2.12
5.8 precisión 2.15 valor convencional de una magnitud
precisión de medida, f 2.12 valor de referencia 5.18
2.15 precisión intermedia valor de referencia de una magnitud 5.18
2.23 valor de una magnitud
precisión intermedia de medida 1.19 valor medido 2.10
2.23 principio de medida 2.4 valor medido de una magnitud 2.10
probabilidad de cobertura 2.37 valor nominal 4.6
procedimiento de medida 2.6 valor numérico 1.20
procedimiento de medida de referencia valor numérico de una magnitud
2.7 procedimiento de medida primario 2.8 1.20 valor verdadero 2.11
procedimiento primario 2.8 valor verdadero de una magnitud 2.11
propiedad cualitativa 1.30 variación debida a una magnitud de influencia
4.22 veracidad 2.14
R veracidad de medida 2.14
verificación 2.44
repetibilidad 2.21
repetibilidad de medida Z
2.21 reproducibilidad 2.25
reproducibilidad de medida 2.25 zona muerta 4.1
resolución 4.14
resolución de un dispositivo visualizador
4.15

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