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Identidade e Música: Reflexões de Laila Rosa

Laila Rosa compartilha suas experiências e influências musicais, destacando suas raízes familiares em Pernambuco e a importância da cultura musical em sua vida. Ela discute questões de identidade racial e o impacto do racismo estrutural em sua trajetória, além de sua evolução como artista e compositora. Laila também menciona seu envolvimento em projetos de artivismo e cura através da música, enfatizando a conexão com suas ancestrais e a busca por autoconhecimento.

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Identidade e Música: Reflexões de Laila Rosa

Laila Rosa compartilha suas experiências e influências musicais, destacando suas raízes familiares em Pernambuco e a importância da cultura musical em sua vida. Ela discute questões de identidade racial e o impacto do racismo estrutural em sua trajetória, além de sua evolução como artista e compositora. Laila também menciona seu envolvimento em projetos de artivismo e cura através da música, enfatizando a conexão com suas ancestrais e a busca por autoconhecimento.

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Laila Rosa.

m4a
Automatically transcribed by Speechnotes on: 18/01/2025, 20:13:41
Total recording length: 00:07:38

{ 0:01 }
Bom dia, eu sou lá na rosa e venho também, né? Da vem de Pernambuco, da música dos meus avós lá, porque
os meus avós não teriam em Pernambuco, lá em Carpina e só depois lendo o memorial de janja, quando eu fui
passando o memorial até hoje com toda música memorial. Para entrar na última que eu fui entender que é a
minha maior escola de música, que pelos meus avós não é que o meu avô era um seresteiro. Minha avó
costureira não é meu amor militar me minha avó costureira e eles eram grandes seresteiros. Então lá em casa eu
tinha seresta e tinha um forró. Cresci dançando forró na cintura do meu avô, minha avó, uma mulher
fenopicamente, né? Indígena da da João Pereira da Paraíba, EE nesse caminho todo.

{ 0:59 }
Também, né? Eu hoje em dia ainda estou completando 46 anos de sábado. Uma garotinha sagitarianíssima tudo
é sagitário, não tem? Eu acho eu acender que é Capricórnio, é o que ele sabe. O sagitário é muito expandido. Eu
sou muito expansão. E aí nesses entendimentos eu tenho aqui eu tenho sempre as minhas mais velhas que estão
são também minhas mais jovens, que hoje vocês estão com meninas, né? É que cada vez mais eu tenho me
entendido. É como uma mulher que filha de pai preto e de mãe branca, vindo da periferia, né? Em todas essas,
como uma mulher que é preta lida como branca, porque também nessa, nessa, nessa.

{ 1:58 }
Pacote do racismo estrutural existe esse apagamento, né, que claro que aqui na né, no colorismo né, e que a
mulher na cidade né, que fica em democracia, né, é a cor da pele, foi quando grande, então aqui disso lida com
uma mulher grande, né? Mas a medida que eu saio vai para outros lugares, né? Nos Estados Unidos eu morei
automaticamente, né? Sou filho preto sofrendo né e aqui o privilégio da branquitude chamilé como né, a
professora da ufa, rica que sempre foi rica. Né? E que teve, né, uma sentença de ouro, porque é rica, porque pela
politée, né, que é aí como essa, essa compositiva pescuradora, né? Então é um privilégio que que é preciso
reconhecer, mas ao mesmo tempo também esse apagamento. Ele é questionado porque esses 50%, né? Do meu
pai, eu sou a única de cabelo cacheado na família, eu sou a única que falava que eu tinha sido encontrado no
visto.

{ 2:57 }
Porque meu pai também não quis estudo, então eu fui criada pelos meus avós, né? Então assim, eu sou muito
quem, quem eu sou, né, na minha família, então essa esquizofrenia, né, do racismo estrutural, né? Em todas
essas, esses adoecimentos, né? E como isso também afeta a nossa saúde mental e a nossa própria, acho que são
de identidade, né? Então de identidade racial e de responsabilidade. Então hoje cada vez mais compreendendo
que é o que eu venho trazer, trazer. Com a feminária musical, que é um grupo de pesquisas experientes
sonoras, não é que faz parte do GAC, não é que somos nós que é o grupo não é de gênero articultura, não é do
nenhum que é o grupo de Cristo Brasil, não é que é quando nos juntamos a feminária a gente está há 12 anos,
não é? E janja acompanha, não é? Janja é nossa madrinha, nossa inspiração nossa desde do início, não é? Vem
acompanhando a gente como a gente vem cocriando.

{ 3:52 }
Esse espaço também coletivo, inclusive, é. A gente participou da chamada de mulher, né? 2014, 2017, copiando
esse espaço é de artivismo, feminista, antirracista, LGBTQIA+ capacitista de todas essas essas enfermidades,
né? Sociais, que são essas matrizes de desigualdades. E como o Jean já começou a falar, né? Eu quero cada vez
mais ser artista. Né? Então eu sou conta autora e vindo da escola de música, demorei muito para me entender
compositora, porque na escola de música você, que apesar de eu ser periférica, eu ganhei uma bolsa para estudar
no conservatório Fernando de música e tive toda essa formação, né? E queria ajudar, né, nesse projeto, aí eu fui,
eu sou fruto disso, né? Aí eu sou violinista, eu tenho orquestra tal, né? E a etnomusculologia me possibilitou
voltar para casa, que foi a Roberta, né? A zona da mata, quando eu cresci.

{ 4:49 }
Né? E também entender que as músicas que eu tinha, que os poesia que eu recebia dentro de adolescência, isso
me fazia ser compositora. Não precisava estudar 6 anos de composição para compor para orquestra, para dizer
que eu sou compositora. Mas como eu estou na escola de música, eu sou professora da escola de música, eu
falo, não quero ser isso, não sou compositora, não. Esse música só tem homem que não fala normalmente numa
2 mulher, as mulheres não, né? Então eu sou conta autora. Eu vi a ótica de lurielle, né? Que era uma ativista,
feminista, negra, lésbica, né, dominicana, maravilhosa, sou fã dela. E aí foi a primeira vez que eu conheci, canta
autora, né? E eu conhecia ela bem jeito, né? E ele falou, nossa, então sobre isso, né? Canta autora. Nem filho de
pesquisar, Marilda, que trazer mais literatura, né, com a sua, com a sua inteligência e dedicação, né? Toda essa
parte histórica eu não, eu peguei assim, onde que a mulher é cantadora, é isso aí, então a gente já vem nesses
anos.

{ 5:46 }
É trabalhando sobre tanta autoria e copriação. Então assim foi fechado, porque a gente, né, já vendeu nas fotos
aqui já já é de de marreda. Eu queria só fazer uma roda, mostrar, mostrar 4 vídeos textinhos para vocês
conhecerem um pouquinho. E nesse processo de cura, não é que eu falei não é da Glória do que era um idiota, é,
eu precisei ficar doente. Passar por esse portal não é vida, morte e vida para ressignificar a minha relação com a
música também. Eu comecei a fazer vivências. É EE mesmo assim, buscar as medicina da floresta para procurar
a yuasca a pé, o óleo, a sanandra, o kambor, todas essas. Não é ir para para aldeia em CD também no Capão. Fiz
pós doutorado em residência artística no México, mas buscando mesmo assim. Porque é que eu estou doente,
não é? E se a gente cria a doença de alguma maneira, é, então eu quero saber.

{ 6:42 }
O que é que eu criei? O que é que eu estou criando para não curar mais e para para não criar mais e para eu me
curar, né? E aí essas vivências de cantar para curar, então eu participei, né? De de algumas rodas, como de vozes
curandeiras, da Alexandra cossos agustinela vozes curandeiras, que foi um projeto que me inspirou para criar
AACCS, que chama vozes femininas ancestrais e contemporâneas do vale do carvão. Que a gente, se realmente
toda a carteira aqui, podem assistir. Eu sou eu sou de uma comunidade próxima do Capão Guiné. Lá do ladinho
somos então de cantar para curar. E aí eu comecei a me juntar com mulheres que me ajudaram nesse processo de
fura, né? Mestras mesadeiras e enfim. Então eu não tenho mais me interessado sobre isso. Vou passar 4.

--- End of transcript ---

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