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Prova de Matemática B - Exame Nacional 2008

O documento é uma prova escrita de Matemática B para alunos do 10.º/11.º e 11.º/12.º anos, com duração de 150 minutos. A prova abrange questões sobre áreas, funções, probabilidade e modelos populacionais, incluindo cálculos e justificações necessárias. As instruções detalham o uso de materiais, a forma de apresentação das respostas e a proibição de corretores.

Enviado por

Beatriz Gomes
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Prova de Matemática B - Exame Nacional 2008

O documento é uma prova escrita de Matemática B para alunos do 10.º/11.º e 11.º/12.º anos, com duração de 150 minutos. A prova abrange questões sobre áreas, funções, probabilidade e modelos populacionais, incluindo cálculos e justificações necessárias. As instruções detalham o uso de materiais, a forma de apresentação das respostas e a proibição de corretores.

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EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO

Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março

Prova Escrita de Matemática B


10.º/11.º anos ou 11.º/12.º anos de Escolaridade

Prova 735/1.ª Fase

Duração da Prova: 150 minutos. Tolerância: 30 minutos

2008

Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével azul ou preta, excepto nas respostas
que impliquem a elaboração de construções, desenhos ou outras representações, que podem
ser primeiramente elaboradas a lápis, sendo, a seguir, passadas a tinta.

Utilize a régua, o compasso, o esquadro, o transferidor e a calculadora gráfica sempre que


necessário.

Não é permitido o uso de corrector. Em caso de engano, deve riscar, de forma inequívoca,
aquilo que pretende que não seja classificado.

Escreva de forma legível a numeração dos grupos e/ou dos itens, bem como as respectivas
respostas.

Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma resposta a um
mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar.

Em todas as respostas, indique todos os cálculos que tiver de efectuar e todas as justificações necessárias.

Sempre que, na resolução de um problema, recorrer à sua calculadora, apresente todos os elementos
recolhidos na sua utilização. Mais precisamente:

• sempre que recorrer às capacidades gráficas da sua calculadora, apresente o gráfico, ou gráficos,
obtido(s), bem como as coordenadas de pontos relevantes para a resolução do problema proposto (por
exemplo, coordenadas de pontos de intersecção de gráficos, máximos, mínimos, etc.);

• sempre que recorrer a uma tabela obtida na sua calculadora, apresente todas as linhas da tabela
relevantes para a resolução do problema proposto;

• sempre que recorrer a estatísticas obtidas na sua calculadora (média, desvio-padrão, coeficiente de
correlação, declive e ordenada na origem de uma recta de regressão, etc.), apresente as listas que
introduziu na calculadora para as obter.

As cotações dos itens encontram-se na última página.

A prova inclui um Formulário.


1. Pretende-se fazer um canteiro, no jardim de uma escola, com a forma de um quadrado de 7 metros de
lado.

D H C

A F x B

Fig. 1

A figura 1 representa um projecto desse canteiro, designado por [ABCD ], em que a região sombreada
representa a zona que se pretende relvar, e o quadrado [EFGH] representa o local destinado a plantar
roseiras.

Tem-se, em metros:

AE = FB = GC = HD = x

1.1. Admita que x = 3. Pretende-se plantar 700 roseiras na zona reservada para esse efeito. Cada
roseira necessita de uma área quadrangular com 20 centímetros de lado.

Será possível plantar as 700 roseiras nessa zona? Justifique.

1.2. Mostre que a área, a, da região relvada, em metros quadrados, é dada, em função de x, por

a ( x ) = 14x − 2x 2

Calcule a(0) e interprete o valor obtido no contexto da situação descrita.

2. Nos itens seguintes, considere a função a ( x ) = 14x − 2x 2 , definida no intervalo [0, 7], no contexto
descrito no grupo de itens anterior.

2.1. Mostre que a taxa de variação média da função a, no intervalo [3, 4], é zero.

2.2. Do facto de a taxa de variação média da função a, no intervalo [3, 4], ser zero, podemos concluir
que a função a é constante no intervalo [3, 4]?

Justifique a sua resposta.

2.3. Atendendo ao orçamento existente, pretende-se que a zona relvada tenha a maior área possível.

Determine o valor de x para que tal aconteça.

2
3. O «jogo da moedinha» consiste no seguinte: cada jogador (num conjunto de dois ou mais) esconde zero,
uma, duas ou três moedas, numa das suas mãos. Seguidamente, cada um dos jogadores tenta adivinhar
o número total de moedas «escondidas».

O David e o Pedro jogam com frequência o «jogo da moedinha». Admita que cada um deles escolhe,
aleatoriamente e com igual probabilidade, o número de moedas, entre zero e três, que vai esconder na
sua mão.

3.1. Seja Y a variável aleatória «número total de moedas escondidas pelo David e pelo Pedro».

Construa a tabela de distribuição de probabilidade da variável aleatória Y.

Indique se é mais provável que o número total de moedas escondidas pelo David e pelo Pedro seja
menor do que dois ou maior do que três.

3.2. Considere X a variável aleatória «número de vezes por semana que os dois amigos se encontram
para realizar o referido jogo».

Admita que a seguinte tabela corresponde à distribuição de probabilidade da variável X.

X = xi 0 1 2 3 4

P(X = x i) 0,10 0,20 a 0,25 0,15

Determine o valor de a e calcule o valor médio da variável aleatória X.

4. Thomas Malthus, pensador do século XVIII, elaborou um modelo para prever a evolução da população
mundial. De acordo com este modelo, a população mundial duplicaria, de 25 anos em 25 anos.

Considerando que, no ano de 1900, a população mundial era de 1,65 mil milhões de pessoas, estime, de
acordo com o Modelo de Malthus, qual teria sido o valor da população mundial em 2000.

Apresente o resultado em milhares de milhões, arredondado às unidades.

3
5. A população mundial, desde 1900, evoluiu de acordo com a tabela abaixo:

Número de pessoas
Ano
(em milhares de milhões)

1900 1,65

1910 1,75

1920 1,86

1930 2,07

1940 2,30

1950 2,56

1960 3,04

1970 3,71

1980 4,45

1990 5,28

2000 6,08

Admita que a evolução da população mundial desde 1900 é bem modelada por uma função exponencial
do número de pessoas, em que a variável independente designa o número de anos após 1900.

Estime a população mundial para 2010.

Recorra à calculadora e utilize a regressão exponencial para determinar a expressão de uma função
que se ajuste aos dados da tabela, percorrendo as seguintes etapas:

• considere o ano de 1900 como o ano zero (0), o ano de 1910 como o ano dez (10), e assim
sucessivamente até ao ano de 2000 como o ano cem (100);

• escreva essa expressão (apresente os valores numéricos envolvidos na expressão e fornecidos pela
calculadora, com quatro casas decimais);

• usando essa expressão, estime a população mundial para 2010 (apresente o resultado em milhares de
milhões de habitantes, arredondado às centésimas).

4
6. Na figura 2 está representado um pêndulo simples, E, oscilando no D
plano DAB.

Quando um pêndulo oscila à superfície da Terra, o plano de oscilação


não se mantém fixo, vai rodando ao longo do tempo, em torno de um f
eixo vertical, representado na figura por CD, devido ao movimento de
rotação da Terra. O tempo que decorre entre o início da oscilação do
E
pêndulo e o momento em que o plano de oscilação do pêndulo
completa uma rotação de 360º designa-se por período. Este período B
não é o mesmo em todos os lugares da Terra, pois depende da latitude
do lugar em que se realiza a experiência. Vamos considerar apenas C
A
lugares do hemisfério norte. g
A relação entre o período, T, medido em horas, e a latitude do lugar, q, Fig. 2
medida em graus, estabelecida por Jean Foucault (1819-1868), em
1851, é:

24
T = (Lei do seno de Foucault)
sen (q )

6.1. Mostre que, no Pólo Norte, o pêndulo tem um período de 24 horas. Recorde que a latitude no Pólo
Norte é de 90º.

6.2. A latitude de Paris, onde Foucault realizou a experiência que confirmou a referida lei, é,
aproximadamente, de 49º.

O João declarou ter feito uma experiência semelhante à de Foucault, nas mesmas condições, tendo
obtido o valor de 48 horas para o período do pêndulo.

Num pequeno texto e usando apenas a lei do seno de Foucault:

• indique o período que Foucault terá registado na sua experiência de 1851;


• indique a latitude do local em que o João terá feito a sua experiência;
• comente, fundamentadamente, a possibilidade de a experiência do João poder ter sido realizada
em Portugal Continental, sabendo que Portugal Continental está compreendido entre,
aproximadamente, as latitudes 36º e 42º.

FIM

5
COTAÇÕES

1. .................................................................................................................................................. 30 pontos

1.1. ...................................................................................................................... 10 pontos

1.2. ...................................................................................................................... 20 pontos

2. .................................................................................................................................................. 60 pontos

2.1. ...................................................................................................................... 20 pontos

2.2. ...................................................................................................................... 20 pontos

2.3. ...................................................................................................................... 20 pontos

3. .................................................................................................................................................. 40 pontos

3.1. ...................................................................................................................... 20 pontos

3.2. ...................................................................................................................... 20 pontos

4. .................................................................................................................................................. 20 pontos

5. .................................................................................................................................................. 20 pontos

6. .................................................................................................................................................. 30 pontos

6.1. ...................................................................................................................... 10 pontos

6.2. ...................................................................................................................... 20 pontos


______________

TOTAL .............................................................. 200 pontos


SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO EXAME
MATEMÁTICA B 1.ª FASE - 2008

1.

AB = 7 m

AE = FB = GC = HD = x m

1.1 Para x = 3 ,

2
FG = 16 + 9 = 25 m 2 é a área para plantar roseiras.

A área para plantar uma roseira é (0,2)2 = 0,04 m2, então 700 roseiras necessitam de:

0,04 × 700 = 28 m2

Logo, não é possível plantar 700 roseiras (25 < 28).

1.2 Considere-se o seguinte triângulo:

x (7 − x )
● a ( x ) = 4 A∆[ FBC ] = 4 × = 2 x (7 − x ) = 14 x − 2 x 2 c. q. m.
2

● a (0) = 14 × 0 − 2 × 0 2 = 0

● O quadrado [EFGH] coincide com o quadrado [ABCD] e deixa de existir área relvada.
© Porto Editora

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Sugestão de resolução – Matemática B 1.ª fase - 2008

2.

2.1 Seja a ( x) = 14 x − 2 x 2 , x ∈ [0, 7]


Cálculos auxiliares obtidos com a
a(4) − a(3) calculadora:
t. m. v [3, 4 ] =
4−3
14 × 4 − 2 × 4 2 − (14 × 3 − 2 × 3 2 ) x y1 = a( x )
=
1
24 − 24 3 24
=
1 4 24
= 0 c. q. m.

2.2 Seja y1 = 14 x − 2 x 2 . O gráfico da função no contexto do problema é o seguinte:

Por observação do gráfico, a função não é constante em nenhum intervalo do seu domínio.

Portanto, não é possível tirar a conclusão referida.

2.3 Seja y1 = a (x) .

A zona relvada é máxima (tem o maior valor possível) para x = 3,5 .


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Sugestão de resolução – Matemática B 1.ª fase - 2008

3.

3.1 Começamos por construir uma tabela de dupla entrada para analisar todas as
possibilidades.

+ 0 1 2 3

0 0 1 2 3

1 1 2 3 4
4
2 2 3 4 5

3 3 4 5 6

Seja: 4

yi : número total de moedas

yi 0 1 2 3 4 5 6

1 2 3 4 3 2 1
P( yi )
16 16 16 16 16 16 16

● Número de casos possíveis = 4 × 4 = 16

1 2 3
● P (“sair menor que 2”) = + =
16 16 16

3 2 1 6
● P (“sair maior que 3”) = + + =
16 16 16 16

6 3
Atendendo a que > , é mais provável que o número de moedas escondidas seja maior
16 16
que 3.

3.2 0,1 + 0,2 + a + 0,25 + 0,15 = 1 ⇔ a = 0,3

µ x = 0 × 0,1 + 1 × 0,2 + 2 × 0,3 + 3 × 0,25 + 4 × 0,15 = 2,15


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Sugestão de resolução – Matemática B 1.ª fase - 2008

4.

1.º processo:

1900 1,65;

1925 2 × 1,65 = 3,3

1950 2 × 3,3 = 6,6;

1975 2 × 6,6 = 13,2

2000 2 × 13,2 = 26,4

O valor da população em 2000 seria de 26 mil milhões de habitantes.

2.º processo:

● Termo geral progressão geométrica: a n = a1 × r n −1

● r=2

● a n = 1,65

100
● n= +1 = 5
25

Assim, a 5 = 1,65 × 2 4 = 26,4 .

5.

L1 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

L2 1,65 1,75 1,86 2,07 2,3 2,56 3,04 3,71 4,45 5,28 6,08

● Utilizando a regressão exponencial na calculadora (ExpReg L1, L2) e sabendo que


y = a × b x , então:

a = 1,447 144…

b = 1,013 730…

pelo que:

y1 = 1,4471× 1,0137 x
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Sugestão de resolução – Matemática B 1.ª fase - 2008

● 2010 110

x y1

110 6,464 540…

O valor estimado da população mundial para 2010 será de 6,46 milhares de milhões.

24
6. Seja T = onde:
sin (q )

T: período em horas

q: latitude em graus

24 24
6.1 T = = = 24 horas c. q. m.
sin(90º ) 1

24 24
6.2 ● T= = ≈ 31,8 ≈ 32 h é o valor aproximado do período na
sin(49º ) 0,7547
experiência de Foucault.

24 24  24 
● T = 48 ⇔ = 48 ⇔ sin ( q ) = ⇔ sin −1   = q ⇔ q = 30 º
sin ( q ) 48  48 

O valor da latitude na experiência do João é de 30º e atendendo a que Portugal Continental está
compreendido entre, aproximadamente, as latitudes 36º e 42º, então o João não realizou a
experiência em Portugal Continental.
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EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO

Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março

Prova Escrita de Matemática B


10.º/11.º anos ou 11.º/12.º anos de Escolaridade

Prova 735/2.ª Fase

Duração da Prova: 150 minutos. Tolerância: 30 minutos

2008

Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével azul ou preta, excepto nas respostas
que impliquem a elaboração de construções, desenhos ou outras representações, que podem
ser primeiramente elaboradas a lápis, sendo, a seguir, passadas a tinta.

Utilize a régua, o compasso, o esquadro, o transferidor e a calculadora gráfica sempre que


necessário.

Não é permitido o uso de corrector. Em caso de engano, deve riscar, de forma inequívoca,
aquilo que pretende que não seja classificado.

Escreva de forma legível a numeração dos grupos e/ou dos itens, bem como as respectivas
respostas.

Para cada item, apresente apenas uma resposta. Se escrever mais do que uma resposta a um
mesmo item, apenas é classificada a resposta apresentada em primeiro lugar.

Em todas as respostas, indique todos os cálculos que tiver de efectuar e todas as justificações necessárias.

Sempre que, na resolução de um problema, recorrer à sua calculadora, apresente todos os elementos
recolhidos na sua utilização. Mais precisamente:

• sempre que recorrer às capacidades gráficas da sua calculadora, apresente o gráfico, ou gráficos,
obtido(s), bem como as coordenadas de pontos relevantes para a resolução do problema proposto (por
exemplo, coordenadas de pontos de intersecção de gráficos, máximos, mínimos, etc.);

• sempre que recorrer a uma tabela obtida na sua calculadora, apresente todas as linhas da tabela
relevantes para a resolução do problema proposto;

• sempre que recorrer a estatísticas obtidas na sua calculadora (média, desvio-padrão, coeficiente de
correlação, declive e ordenada na origem de uma recta de regressão, etc.), apresente as listas que
introduziu na calculadora para as obter.

As cotações dos itens encontram-se na última página.

A prova inclui um Formulário.


1. Numa região montanhosa, pretendia-se abrir um túnel em linha recta, unindo dois locais à mesma
altitude. Devido à escassez de meios, seguiu-se um processo que era usado na Grécia Antiga.

No esquema da figura 1, que não está à escala, a


N F 400 E
região sombreada representa a montanha, e o
O E
segmento [AF ] o túnel. Este esquema ilustra o
S
300 processo utilizado: sempre à mesma altitude, uma
equipa técnica deslocou-se 750 metros para leste
do ponto A, até ao ponto B ; do ponto B,
C 150 D deslocou-se 450 metros para norte, até ao ponto
C, e assim sucessivamente, até ao ponto F, tal
450 como está indicado na figura.

A 750 B

Fig. 1

No fim deste processo, a equipa decidiu-se a usar coordenadas cartesianas, para saber que direcção
deveriam tomar as escavações.

Para esse efeito, imaginou o referencial com origem


em A, indicado na figura 2. A unidade usada nos y F 400 E
eixos foi o metro.

300
Tendo em conta este referencial, responda aos
seguintes itens.
C 150 D

1.1. Indique as coordenadas dos pontos assina-


450
lados na figura (A, B, C, D, E, F ).

1.2. Determine a equação reduzida da recta AF. A 750 B x

Fig. 2

2
2. Numa piscicultura, existe um tanque que tem actualmente 300 robalos. Ao serem introduzidas x trutas
no tanque, a proporção P(x ) do número de trutas, relativamente ao número total de peixes que
x
passam a existir no tanque, é tal que P ( x ) = .
300 + x
2.1. A equação P (x) = 1 é impossível.
Interprete esta impossibilidade no contexto da situação descrita.

2.2. Pretende-se que a percentagem de trutas, relativamente ao número total de peixes, seja de 25%.
Qual é o número de trutas a introduzir no tanque?

3. Admita agora que, no tanque, existem 300 robalos e 200 trutas.

3.1. Vai ser pescado, ao acaso, um peixe do tanque. Admita que cada peixe tem igual probabilidade de
ser pescado.

Qual é a probabilidade de se pescar um robalo?

3.2. Foram retirados do tanque doze robalos. Os valores dos respectivos comprimentos e pesos são os
que constam da seguinte tabela.

Comprimento
a (em mm) 157 165 168 159 172 165 166 163 159 169 171 168

Peso p (em g) 52 61 67 60 70 65 66 62 58 72 72 68

Recorrendo à calculadora, determine o coeficiente de correlação linear entre as variáveis a e p,


arredondado às centésimas.

Interprete o valor obtido, tendo em conta a nuvem de pontos que pode visualizar na calculadora.

4. Numa pequena cidade foi colocado, em lugar de destaque,


um painel publicitário alusivo às ofertas turísticas da região.

P
4.1. O painel tem um mecanismo que faz accionar um ponto
luminoso (ponto P ), que descreve uma circunferência de 5
centro O, com cinco metros de raio, tal como a figura 3 q
O A
sugere.
D

Sejam:
7
h
• θ a amplitude, em graus, do ângulo orientado cujo lado

origem é a semi-recta O A e cujo lado extremidade é a

semi-recta OP ;
B C
• OB =7 ;
Fig. 3
• h a distância do ponto luminoso à base do painel.

3
Comece por completar a tabela seguinte, relativa a várias posições do ponto P, ao longo de uma volta.

θ 0º 90º 180º 270º 360º


h

De seguida, mostre que, para 0º < θ < 90º, a distância, h, expressa em metros, do ponto luminoso à
base do painel, é dada, em função de θ , por h (θ ) = 7 + 5 sen θ

4.2. Um gabinete de publicidade turística está a projectar um painel no qual figuram dez circunferências
com o mesmo centro.

Conforme o projecto, a primeira circunferência terá 3 metros de raio, a segunda terá 3,10 metros de
raio e assim sucessivamente, de acordo com uma progressão aritmética de razão 0,10 metros. Com
o objectivo de fazer realçar o painel, à noite, pretende-se que cada uma destas dez circunferências
fique coberta com fio luminoso.

Quantos metros de fio luminoso serão necessários para executar o projecto?

Apresente o resultado arredondado às centésimas. Nos valores intermédios, use sempre, pelo
menos, três casas decimais.

5. Numa determinada região do interior, as chuvas torrenciais causaram inundações, e a região foi
considerada zona de catástrofe. Os prejuízos acentuaram-se muito nas actividades agrícolas. Para
enfrentar esta situação, os organismos ligados aos serviços agro-pecuários decidiram adquirir rações
para animais. Foram pedidos, com urgência, dois tipos de ração: FarX e FarY.
A FARJO é uma fábrica especializada na produção destes tipos de ração. Estas rações contêm três
aditivos: vitaminas, sabores e conservantes.
Por cada tonelada de ração do tipo FarX, são necessários dois quilogramas de vitaminas, um quilograma
de sabores e um quilograma de conservantes.
Por cada tonelada de ração do tipo FarY, são necessários um quilograma de vitaminas, dois quilogramas
de sabores e três quilogramas de conservantes.
A FARJO dispõe, diariamente, de 16 quilogramas de vitaminas, 11 quilogramas de sabores e 15
quilogramas de conservantes. Estas são as únicas restrições na produção destas rações.
Represente por x a quantidade de ração FarX produzida diariamente, expressa em toneladas, e por y a
quantidade de ração FarY produzida diariamente, expressa em toneladas.

5.1. É possível a FARJO fabricar, num só dia, 4 toneladas de FarX e 3 toneladas de FarY?
Justifique.

5.2. Quais são as quantidades de ração de cada tipo que devem ser produzidas, de modo que a
quantidade total de ração produzida diariamente seja máxima?

Percorra, sucessivamente, as seguintes etapas:


• indique as restrições do problema;
• indique a função objectivo;
• represente graficamente a região admissível, referente ao sistema de restrições;
• indique os valores das variáveis para os quais é máxima a função objectivo.

4
6. Sabe-se que Leonardo da Vinci (1456-1519) também se interessava por Matemática. Numa melancólica
nota sobre a noite de 30 de Novembro de 1504, escreveu o seguinte, numa caligrafia regular e da direita
para a esquerda (como costumava):

«Na noite de Santo André, encontrei a solução para a quadratura do círculo, quando se acabavam a
candeia, a noite e o papel em que estava a escrever. Terminei-a de manhã».

Durante anos e anos, procuraram-se, entre os infindáveis cadernos que nos deixou, os manuscritos
contendo as reflexões feitas naquela noite. Em vão: nunca foram encontrados.

Nas férias da Páscoa de 2008, o Manuel foi passar uns dias a casa dos avós. Vasculhando coisas velhas
no sótão, encontrou uns papéis corroídos pelo tempo, escritos em italiano antigo e também numa
caligrafia regular, da direita para a esquerda: pareciam ser o tão procurado caderno de Leonardo sobre a
quadratura do círculo. Ficou espantado.

Imagine que o Manuel lhe pede a si que estude a possibilidade de a autoria dos papéis ser de Leonardo
da Vinci.

Admita que, numa aula de Matemática B, aprendeu que a massa de carbono 14 (C14), presente num
artefacto desde a sua produção, é dada pela fórmula

y(t ) = c e –0,000121t

em que c é a massa original de C14 , em gramas, e t é o tempo, em anos, decorrido desde o momento
da produção do artefacto.

Decidiu, por isso, recorrer a um laboratório científico especializado em análises de C14, que o informou do
seguinte: o manuscrito contém 96% da massa de C14 original, ou seja, designando por c a massa de
C14 original, a massa de C14 que o manuscrito contém é de 0,96 c.

Com base nesta informação, redija um pequeno texto para o Manuel, no qual constem:
• a idade do papel (em número inteiro de anos);
• a data (em anos) em que terá sido fabricado;
• a conclusão quanto à possibilidade de Leonardo da Vinci ser o autor do manuscrito.

FIM

5
COTAÇÕES

1. .................................................................................................................................................. 30 pontos

1.1. ...................................................................................................................... 12 pontos

1.2. ...................................................................................................................... 18 pontos

2. .................................................................................................................................................. 40 pontos

2.1. ...................................................................................................................... 20 pontos

2.2. ...................................................................................................................... 20 pontos

3. .................................................................................................................................................. 40 pontos

3.1. ...................................................................................................................... 20 pontos

3.2. ...................................................................................................................... 20 pontos

4. .................................................................................................................................................. 40 pontos

4.1. ...................................................................................................................... 20 pontos

4.2. ...................................................................................................................... 20 pontos

5. .................................................................................................................................................. 30 pontos

5.1. ...................................................................................................................... 10 pontos

5.2. ...................................................................................................................... 20 pontos

6. .................................................................................................................................................. 20 pontos
______________

TOTAL .............................................................. 200 pontos


SUGESTÃO DE RESOLUÇÃO EXAME
MATEMÁTICA B 2.ª FASE - 2008

1.

1.1

A (0, 0);

B (750, 0);

C (750, 450);

D (750 + 150, 450) = (900, 450);

E (900, 450 + 300) = (900, 750);

F (900 – 400, 750) = (500, 750).

1.2 A equação reduzida da recta AF é do tipo y = mx + b .

● b = 0 pois a recta passa pela origem

y 2 − y1
● m=
x2 − x1

750 − 0 3
Para A(0, 0) = ( x1 , y1 ) e F (500, 750) = ( x 2 , y 2 ) , m = = .
500 − 0 2

3 Na calculadora:
A equação da recta reduzida é y = x.
2 Math 1: Frac
Enter

2.

2.1 A equação só seria possível se o número de trutas ( x , numerador) fosse igual ao número
total de peixes (300 + x, denominador). Como só existem 300 robalos no tanque é impossível
que o número de trutas seja igual ao número total de peixes.

25 x 25
2.2 P ( x ) = 25% ⇔ P ( x ) = ⇔ =
100 300 + x 100
⇔ 100 x = 25(300 + x )

⇔ 100x − 25x = 75000


7500
⇔x=
75
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⇔ x = 100
O número total de trutas a introduzir no tanque seria 100.

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Sugestão de resolução – Matemática B 2.ª fase - 2008

3.

3.1 N.º de casos possíveis: 300 + 200 = 500

N.º de casos favoráveis: 300

300 3
Probabilidade: P = =
500 5
3.2

L1 (a ) 157 165 168 159 172 165 166 163 159 169 171 168

L1 ( p ) 52 61 67 60 70 65 66 62 58 72 72 68

Pela calculadora gráfica conclui-se que o coeficiente de correlação é r ≈ 0,94 e representa uma
correlação positiva forte.

A nuvem de pontos em torno da recta de regressão confirma a conclusão anterior, ou seja, que o
peso e o comprimento aumentam, aproximadamente, na mesma proporção.

4.

4.1

● Para θ = 0º, θ = 180º e θ = 360º:

AC = OB = 7
● Para θ = 90º:

OP + OB = 5 + 7 = 12
● Para θ = 270º:

PB = 7 + 5 = 2

θ 0º 90º 180º 270º 360º

h 7 12 7 2 7
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→ OB = DC = 7

DP
→ sin (θ ) = ⇔ DP = 5 sin (θ )
5

● Seja h = OB + DP = 7 + 5 sin(θ ) , então h (θ ) = 7 + 5 sin (θ ) , para 0º < θ < 90º .

4.2 Seja Pn o termo geral dos perímetros de n circunferências.

1.º processo:

● P1 = 2π × 3 ≈ 18,8496 (perímetro da 1.ª circunferência)

● P2 = 2π × 3,1 ≈ 19, 4779 (perímetro da 2.ª circunferência)

● r (razão) dos perímetros das circunferências:

19,4779 − 18,8496 = 0,62829 ≈ 0,6283

● Pn ≈ 18,8496 + 0,6283 ( n − 1)

→ P1 ≈ 18,8496

→ P10 ≈ 18,8496 + 0,6283 × 9 ≈ 24,5043

P1 + P10 18,8496 + 24,5043


● S10 = × 10 ≈ × 10 ≈ 216,7695
2 2

O número de metros de fio necessário para executar o trabalho é de 216,77 m.

2.º processo:

● razão: r = 0,1 m

● Perímetro da circunferência de razão: r = 0,2π pois:

r 0,1

2πr x x = 2π × 0,1 = 0,2π

● Pn = P1 + r (n − 1) = 6 π + 0,2 π(n − 1)

P1 = 2 × π × 3 = 6π

P1 + P10 6 π + 6 π + 1,8π
● S10 = × 10 ⇔ S10 = × 10 ⇔ S10 ≈ 216,77 m
2 2

P10 = 6π + 0,2 π × 9 = 6 π + 1,8π


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5.

5.1

Vitaminas Sabores Conservantes

FarX ( x ) 2x x x 1 tonelada x

FarY ( y ) y 2y 3y 1 tonelada y

Total 16 11 15

● Para x = 4 e y = 3 :

2 × 4 + 3 × 1 = 11 kg vitaminas e 11 < 16

1 × 4 + 2 × 3 = 10 kg de sabores e 10 < 11

1 × 4 + 3 × 3 = 13 kg de conservante e 13 < 15

Então é possível fabricar num só dia quatro toneladas de FarX e três toneladas de FarY.

5.2 Função objectivo: F ( x, y ) = x + y

2 x + y ≤ 16; y1 = −2 x + 16
 x y1 x y2 x y3
 x + 2 y ≤ 11; y 2 = − x + 11
 2 2
 0 16 11 0 5
−x 0 = 5,5
Restrições:  x + 3 y ≤ 15; y 3 = +5 2
3 8 0 15 0

x ≥ 0 11 0

y ≥ 0


Representação gráfica da região admissível:


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Solução óptima:

x y F ( x, y ) = x + y

0 5 5

3 4 7

7 2 9 ← Solução óptima

8 0 8

0 0 0

Podemos produzir diariamente sete toneladas de FarX e duas toneladas de FarY.

6.

Seja y (t ) a massa de carbono - 14 (C14 ) .

y (t ) = ce −0,000 121t
y(t ) = 0,96c ⇔ 0,96c = ce−0,000 121t ⇔ 0,96 = e−0,000 121t

1.º processo:

ln ( 0,96 )
e −0,000121t = 0,96 ⇔ − 0,000121t = ln ( 0,96 ) ⇔ t = ≈ 337 anos
−0,000121

Observação: 0,37 × 12 = 4,44 meses

2008 – 337 = 1671 é o ano em que terá sido fabricado.

Como Leonardo morreu no ano de 1519 e o manuscrito foi elaborado/produzido em 1671, então
o manuscrito não foi feito por Leonardo da Vinci.

2.º processo:

Sejam as funções y1 = e−0,000 121t e y2 = 0,96 .

A abcissa do ponto de intersecção dos gráficos das duas funções é, aproximadamente, 337 anos,
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pelo que a conclusão é igual à do processo anterior.

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