MORFOLOGIA
O que é morfologia? Trata-se do estudo a respeito da estrutura, formação e classificação das
palavras isoladas de seu contexto e de suas funções nas orações e nos períodos.
Em termos gerais, a morfologia é o estudo a respeito da estrutura, da formação e da
classificação das palavras. O objetivo da morfologia é estudar as palavras isoladas e não a partir da
sua função na frase ou período, como ocorre com a SINTAXE.
O estudo das classes morfológicas, também denominadas de classes de palavras ou classes
gramaticais, pode ser dividida em:
→ Estrutura e Formação das Palavras:
→ Substantivo:
→ Adjetivo
→ Artigo
→ Numeral
→ Pronome
→ Verbo
→ Advérbio
→ Preposição
→ Conjunção
→ Interjeição
Locuções interjetivas"
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Palavras são formadas por alguns elementos, como o radical, os afixos e as desinências.
Derivação e composição são alguns dos processos de formação de palavras.
Na língua portuguesa, as estruturas das palavras se apresentam mais ou menos semelhantes,
sendo compostas de alguns elementos: o radical, os afixos, as desinências, as vogais temáticas e as
consoantes e vogais de ligação. Cada elemento na palavra carrega um pouco de seu significado ou
cumpre uma função para que a palavra se estruture de maneira harmônica. Há dois principais
processos de formação de palavras: por derivação e por composição. Além deles, há outros menos
comuns.
Tópicos deste artigo
1 - Resumo sobre estrutura e formação de palavras
2 - Palavras primitivas e derivadas
3 - Estrutura das palavras
Raiz e radical
Afixos
Desinências
Vogal temática
Vogais e consoantes de ligação
4 - Quais são os processos de formação de palavras
Derivação
Composição
Outros tipos
5 - Exercícios resolvidos sobre estrutura e formação de palavras
1. Resumo sobre estrutura e formação de Palavras
Palavras primitivas são aquelas que não se originam de nenhuma outra do próprio idioma, enquanto
as palavras derivadas surgem de outra palavra da própria língua.
As palavras são formadas por elementos, como o radical, os afixos (prefixos e sufixos), as
desinências (nominais e verbais), as vogais temáticas, e as consoantes e vogais de ligação.
Há dois principais processos de formação de palavras: por derivação e por composição.
Além deles, há outros tipos, como hibridismo, neologismo, combinação e aportuguesamento.
2. Palavras primitivas e derivadas
É possível classificar as palavras como primitivas ou derivadas. As palavras primitivas não são
formadas de outra palavra já existente na própria língua, ou seja, são primárias no idioma. Muitas
vezes, elas podem originar outras palavras no idioma. As palavras derivadas são aquelas que se
originam de outras da própria língua. Podem surgir de uma palavra primitiva ou mesmo de outra
palavra derivada.
Veja esses casos:
sol => protetor solar
A palavra “sol” é um exemplo de palavra primitiva, já que não se origina de nenhuma outra palavra
da língua portuguesa. É, na verdade, uma palavra primária. Com base nela, surge a palavra “solar”,
derivada, portanto, de “sol”.
[Link] das palavras
As palavras são formadas por pequenos elementos que, juntos, criam a palavra tal como ela é. Nos
casos das palavras “sol”, “solar” e “insolação”, temos os seguintes elementos:
sol
solar
insolação
Nas duas palavras, o elemento “sol” é o radical. A segunda palavra apresenta um elemento a mais, -
ar, um sufixo. Quando o radical se junta ao sufixo -ar, cria-se a palavra: solar. Na terceira palavra,
há diversos elementos: o prefixo in-, o radical “sol”, a vogal de ligação “a” e o sufixo -ção. Como se
pode ver, cada palavra tem uma estrutura própria, contendo radical e, com base nele, outros
elementos formadores da palavra.
Há alguns elementos formadores de uma palavra:
raiz e radical;
afixos (prefixos e sufixos),
desinências e vogas temáticas;
vogais de ligação e consoantes de ligação.
Raiz e radical
A raiz é o elemento básico, originário e irredutível da palavra. Nesse elemento, há o núcleo do
significado da palavra, considerando o aspecto histórico. Muitas palavras da língua portuguesa
apresentam raiz oriunda do latim, a língua da qual se originou o português. Ex.: a raiz “noc”, que
vem do latim, nocere (“prejudicar”), aparece em palavras como “nocivo”.
O radical, por sua vez, também é o elemento básico da palavra, no qual há o núcleo do significado
dela. Porém esse não é um elemento irredutível, e é considerado um aspecto gramatical dentro da
língua portuguesa atual. Ex.: cafeicultor.
Afixos
Afixos são elementos que se ligam ao radical para modificar o significado dele. Podem ser
subdivididos em prefixos e sufixos.
Os prefixos aparecem antes do radical, modificando seu significado. Ex.: infeliz.
Os sufixos aparecem depois do radical, também modificando seu significado. Ex.: felicidade.
Desinências
Também chamados de morfemas flexionais, esses elementos se dividem em desinência nominal
(usada para substantivos, adjetivos e alguns pronomes) e em desinência verbal (usada para verbos).
- Desinência nominal: indica gênero e número de substantivos, adjetivos e alguns pronomes.
- Desinência verbal: indica número, pessoa, tempo e modo dos verbos.
Assim, são os morfemas responsáveis por indicar se um nome está no masculino ou feminino, no
singular ou no plural, bem como se um verbo está no singular ou no plural, se se refere à 1ª, 2ª ou 3ª
pessoa, em qual tempo verbal ocorre (presente, pretérito, futuro) e em qual modo verbal está
(indicativo, subjuntivo, imperativo).
Exemplo de desinência nominal: gatas.
Exemplo de desinência verbal: arranjamos.
Vogal temática
É o elemento (uma vogal) acrescida ao radical da palavra para formar o tema de nomes e verbos. O
tema é, portanto, o radical da palavra com a vogal temática. A vogal temática é o elemento que pode
ligar radical e desinência. Ex.: carros.
Nos verbos, há três vogais temáticas:
- Vogal a para verbos de 1ª conjugação (terminados em -ar). Ex.: falar.
- Vogal e para verbos de 2ª conjugação (terminados em -er). Ex.: fazer.
- Vogal i para verbos de 3ª conjugação (terminados em -ir). Ex.: falir.
Vogais e consoantes de ligação
São elementos para ligar outros elementos na palavra. Muitas vezes, as ligações entre dois
elementos podem não soar naturais no idioma, então as vogais de ligação e as consoantes de ligação
servem como elementos que melhoram a sonoridade da palavra, facilitando sua pronúncia.
Exemplos: o “t” em cafeteira e o “i” em inseticida.
4. Quais são os processos de formação de palavras
Há dois principais processos de formação de palavras na língua portuguesa: a derivação e a
composição. Além delas, há outros tipos menos comuns.
Derivação
Na derivação, cria-se uma palavra usando afixos ou desinências. Essas palavras têm apenas um
radical.
- Derivação prefixal: acrescentando prefixos, como em minipão.
- Derivação sufixal: acrescentando sufixos, como em padeiro.
- Derivação parassintética: acrescentando prefixos e sufixos, como em extracurricular.
- Derivação regressiva: retirando uma desinência, como em muda (conjugação do verbo “mudar”,
retirando a desinência).
- Derivação imprópria: criar palavra ao empregá-la mudando a sua classe gramatical, de modo a
gerar um novo significado, como em “amado” (verbo) e “amado” (adjetivo).
Composição
Na composição, associa-se duas ou mais palavras para formar uma nova. Essas palavras têm mais
de um radical.
- Composição por justaposição: une dois ou mais radicais ou vocábulos sem modificar sua estrutura,
como em “girassol”.
- Composição por aglutinação: une dois ou mais radicais ou vocábulos, modificando sua estrutura
por questões de ajuste fonético, como em “planalto” (plano + alto, omitindo a vogal “o” de “plano”)
Outros tipos
Outros processos que também ocorrem são:
- Redução (ou abreviação): forma reduzida da palavra que passa a conter o seu significado, como
em “moto” (com base em “motocicleta”).
- Hibridismo: palavras cujos elementos são importados de línguas diferentes, como em
“automóvel” (do grego, “auto”, e do latim, “móvel”).
- Onomatopeia: palavras que tentam reproduzir sons e ruídos, como em “tique-taque”.
- Reduplicação: palavras formadas com base na repetição de seus elementos, como em “bombom”.
- Neologismo: invenção de novas palavras para criar um vocábulo com significado específico, não
existente no idioma, como em “bebível”.
- Aportuguesamento: adaptação de palavras estrangeiras à estrutura da língua portuguesa, como
em “abajur” (do francês, abat-jour).
Exercícios resolvidos sobre estrutura e formação de palavras
Questão 1 Encontre o radical das seguintes palavras:
A) floricultura
B) festeira
C) carruagem
D) insônia
E) antígeno
Resposta
A) flor-
B) fest-
C) carr-
D) -son-
E) -gen-
Questão 2 Identifique o processo de formação de palavra nos casos a seguir:
A) vinagre
B) guarda-sol
C) antissocial
D) bocarra
E) madrepérola
Resposta
A) composição por aglutinação
B) composição por justaposição
C) derivação parassintética
D) derivação sufixal
E) composição por justaposição
SUBSTANTIVO
Substantivos são palavras responsáveis por nomear as coisas e podem ser divididos em
comum ou próprio, primitivo ou derivado, simples ou composto, abstrato ou concreto.
Substantivo é uma classe de palavras que dá nome aos seres e a tudo que está ao redor
das pessoas. Em virtude dessa função e da amplitude de sua ocorrência, esses termos podem ser
divididos em comum e próprio, o primeiro designa a generalidade e o segundo apresenta
elementos individualizados. Podem ser distinguidos por seu aspecto primitivo ou derivado, sendo
aquele a palavra base e este a que se origina dele. Também podem ser discriminados pelas suas
configurações simples ou compostas, isto é, que possuem uma palavra ou várias. Por fim, podem
apresentar um teor concreto, ou seja, uma existência própria, ou um caráter abstrato, relativo aos
sentimentos, sensações, qualidades e estados.
Importante destacar que por tratar-se de uma classe de palavras variáveis, os substantivos
flexionam-se de acordo com o gênero (masculino e feminino), com o número (singular e plural) e
com o grau (diminutivo e aumentativo).
Tópicos deste artigo
1 - O que é substantivo?
2 - Classificação dos substantivos
Substantivos comuns e substantivos próprios
Substantivos primitivos e substantivos derivados
Substantivos simples e substantivos compostos
Substantivos concretos e substantivos abstratos
3 - Flexão de gênero dos substantivos
Alteração semântica em virtude da mudança de gênero
4 - Flexão de número dos substantivos
5 - Flexão de grau dos substantivos
6 - Exercícios resolvidos sobre substantivo
1. O que é substantivo?
Substantivo é uma classe gramatical cuja função é, grosso modo, nomear os seres em geral. Apesar
de essa conceituação estar presente em vários locais, há que se ressaltar sua incompletude, tendo-se
em vista que o substantivo pode também ser responsável por denominar ações (abraço, chute),
postulados físicos (inércia), aspectos emocionais e psicológicos (covardia, esquizofrenia,
ansiedade, amor, ódio), elementos socioculturais (pobreza, inteligência), entre outros.
Tais características não são as únicas que diferenciam o substantivo das demais classes gramaticais,
como a dos adjetivos e a dos pronomes. Diante disso, a identificação dele, além de depender do
critério semântico mencionado (atribuição de palavras e significados às experiências que
vivenciamos), requer a observação do critério morfológico, ou seja, das formas e processos de
constituição comuns dos termos substantivos, e do sintático, isto é, relacionado à posição e
combinação dessas palavras dentro de uma oração ou frase.
Dessa maneira, os substantivos podem ser definidos por darem nome às coisas; terem suas unidades
menores (radicais — partes das palavras que carregam a ideia central — e afixos — elementos que
complementam o radical) confrontadas com as outras da mesma categoria gramatical; e, por fim,
exercerem as funções de sujeito e objeto direto das orações, sendo, inclusive, seus núcleos
informativos.
2. Classificação dos Substantivos
Substantivos comuns e substantivos próprios
O substantivo comum é responsável por nomear a generalidade dos seres da mesma espécie, dos
elementos abstratos, dos objetos e dos fenômenos da natureza, ou seja, sua função é identificar o
que está presente na vida e no imaginário daqueles dotados de linguagem, mas sem individualizar
esses constituintes da experiência humana.
Exemplos
Zebra (animal de uma determinada classe)
Amor (sentimento abstrato)
Garfo (objeto)
Chuva (fenômeno da natureza)
Se o substantivo comum designa um todo, o substantivo próprio aplica-se ao singular, conforme se
observa a seguir:
Exemplos
Japão (país específico, não há outro);
João (apesar de ser o nome de muitas pessoas, tem-se que pensar em alguém de forma
contextualizada, ou seja, que está imerso num dado universo e, por isso, torna-se particular);
Brasil Escola (apenas um site é detentor dessa titulação).
Observação: É importante ficar atento aos empregos dos substantivos, pois, a depender da situação
e da intenção do locutor, isto é, da pessoa que transmite uma informação, uma palavra tida como
comum pode ser, na verdade, própria, assim como uma própria pode carregar um sentido comum.
Marlene e eu divertimo-nos muito na Viola de Prata.
Perceba que tanto viola quanto prata são normalmente substantivos comuns, já que o primeiro
nomeia um tipo de instrumento musical e o segundo identifica uma espécie de minério, mas, no
contexto, Viola de Prata é uma determinada boate, sendo, portanto, um lugar singular, o qual deve
ser identificado pela utilização de um substantivo próprio.
Não é um Vietnã, mas é guerra.
Apesar de Vietnã ser um país específico, na situação anterior, o termo não é utilizado para
identificar-se a nação, mas para apresentar-se o sentido de qualquer guerra cuja duração foi extensa,
ou seja, trata-se de mais um entre tantos conflitos armados, figurando-se, dessa maneira, como um
substantivo comum.
Observação: Os substantivos coletivos, ou seja, as palavras que transmitem ideia de um
agrupamento de seres ou de uma reunião de entidades constituem substantivos comuns, uma vez
que não individualizam os elementos, apenas os consideram como uma massa indistinta.
Exemplos
Arquipélago: ilhas próximas detentoras de características comuns
Cardume: agrupamento de peixes
Vocabulário: palavras da mesma língua
Enxame: muitas abelhas num mesmo local
Manada: conjunto de animais da mesma espécie com comportamentos semelhantes
Baixela: vários itens de cozinha, como panelas
Resma: 500 folhas de papel
Substantivos primitivos e substantivos derivados
Os substantivos primitivos são compostos por palavras que não se originaram de outras presentes na
mesma língua.
Exemplos
Guerra
Cidade
Rua
Laranja
Já os substantivos derivados, conforme o próprio nome anuncia, são palavras que provêm de outras,
sendo que o termo original pode ser um:
→ Substantivo: bruxa, que origina bruxaria;
→ Adjetivo (classe gramatical cuja função é caracterizar, evidenciar qualidades ou estados dos
seres): célebre, que cria celebridade;
→ Verbo (exprime uma ação, um estado ou um fenômeno situado no tempo): casar, que gera
casamento.
Observe que a formação dos substantivos derivados depende da colocação de prefixos (morfemas
que se posicionam antes do radical, isto é, partes das palavras que acrescentam uma informação à
ideia principal, por exemplo, hipertensão — excesso de tensão) e sufixos (morfemas que se
posicionam após o radical, como pezão — pé grande) nas palavras primitivas, a fim de criar-se
termos que auxiliem na economia linguística em determinadas construções sintáticas.
Veja, a seguir, esse fenômeno:
Maria falou que a mãe fora à papelaria.
Maria falou que a mãe fora ao local no qual se vende papel.
Substantivos simples e substantivos compostos
Os substantivos simples são constituídos por apenas um radical (parte da palavra que carrega o
sentido principal dela).
Exemplo
O mesário não compareceu às eleições.
→ Radical
→ Sufixo (profissão/função)
Os substantivos compostos, apesar de também apresentarem uma unidade de sentido, têm mais
de um radical em sua uma estrutura. Em vista disso, formalmente, eles podem aparecer como
uma palavra.
Exemplos
passatempo (brincadeira)
hidromassagem (massagem feita à base de água)
Podem também aparecer com dois ou mais termos, separados ou não por hífen.
Exemplos
bicho-da-seda (inseto específico)
cachorro-quente (tipo de alimento)
Nossa Senhora (mãe de Jesus)
Substantivos concretos e substantivos abstratos
Os substantivos concretos nomeiam seres de existência própria, isto é, figuras independentes
que fazem parte de um universo real ou imaginário.
Exemplos
Lobisomem (entidade imaginária)
Lápis (objeto)
Andréa (pessoa)
Goiânia (cidade)
Congresso Nacional (instituição)
Os substantivos abstratos designam qualidades, ações, sentimentos, estados, sensações.
Constata-se, portanto, que a existência desses elementos está condicionada a um ser concreto ou
imaginário que os evidencie ou os experiencie. Além disso, pressupõe-se a manutenção do caráter
universal deles, ou seja, da sua aparição em diversos locais e variadas situações.
Exemplos
Avareza, lentidão (qualidades)
Solidão, ódio (sentimentos)
Velhice, juventude, felicidade (estados)
Ardência, conforto (sensações)
Além da distinção dos substantivos por meio da análise semântica, eles podem ser diferenciados
pelo aspecto morfológico, tendo-se em vista que há regularidades formais presentes nas palavras.
Dessa maneira, determinados sufixos, como -dade, -ez, -eza, -ura, -ia, -dão, -ície, podem originar
substantivos abstratos derivados de adjetivos.
Exemplos
mal → maldade
mesquinho → mesquinhez
cru → crueza
cândido → candura
cortês → cortesia
imundo → imundície
Também a presença dos sufixos -ção, -são, -ância, -ência, -ânça, -ênça podem indicar a herança
verbal dos substantivos abstratos.
Exemplos
deter → detenção
confundir → confusão
ignorar → ignorância
viver → vivência
governar → governança
crer → crença
Importante destacar que a classificação de um substantivo em concreto e abstrato não dispensa a
atenção ao contexto frasal no qual ele está inserido. Diante disso, principalmente em textos
literários, constata-se a possibilidade de inversão da categoria, estabelecendo, assim, uma figura de
linguagem chamada metonímia (troca de um termo por outro, desde que entre eles haja uma
contiguidade no que toca aos significados).
Exemplo
Quando me lembro de minha pele sem rugas, percebo o quanto era imaturo.
Pelo período anterior, é fácil compreender que a expressão “pele sem rugas” remete ao substantivo
abstrato “juventude”.
3. Flexão de gênero dos substantivos
A flexão de gênero diz respeito à capacidade de a palavra assumir uma face feminina, marcada,
entre outras formas, pela utilização tanto do artigo (palavra que precede o substantivo a fim de
especificá-lo) definido “a” quanto do artigo indefinido “uma”; ou apresentar um aspecto masculino,
o qual poderá ser assinalado da mesma maneira, por meio do uso de “o” e “um”.
Diante disso, um mesmo substantivo pode transitar entre o gênero masculino e o feminino,
característica que o leva a ser classificado como biforme.
Exemplos
Homem/mulher
Cavalo/égua
Trabalhador/trabalhadora
Todavia, essa não é a única configuração dos substantivos, pois há aqueles que possuem apenas um
modo de ser escrito ou falado e, em virtude disso, adotam apenas um gênero, apesar de poderem
abarcar seres masculinos e femininos. Essas palavras são tidas como uniformes.
Exemplos
Pessoa
Vítima
Cas
Alteração semântica em virtude da mudança de gênero
Há alguns substantivos que podem assumir um sentido ou outro, conforme o gênero empregado.
Exemplos
O rádio (aparelho de difusão sonora), a rádio (emissora, canal)
O guia (pessoa ou entidade responsável por dar a direção a alguém), a guia (documento)
O capital (relacionado à economia), a capital (sede administrativa de algum lugar)
O cabeça (mentor), a cabeça (parte do corpo)
4. Flexão de número dos substantivos
A flexão de número é responsável por marcar a quantidade de seres, emoções, fenômenos
expressos pelos nomes, isto é, se se trata de apenas um elemento (singular) ou de dois ou mais
elementos (plural). Importante esclarecer que as palavras singulares são as originais, portanto, são
as plurais que carregam algum elemento diferenciador, como a inserção das desinências “s” ou
“es”."
"Perceba, a seguir, alguns padrões de modificação dos termos em razão do número."