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Curso H.S.S.T: Segurança e Higiene 2024

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CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL MAYUBASOFT

CURSO BÁSICO E INTENSIVO DE H.S.S.T 2024

PREÂMBULO

Segurança do Trabalho consiste no conjunto de ciências, técnicas,


padronização de procedimentos e tecnologias que visam a promover a higiene,
protecção e prevenção de acidentes no desenvolvimento do trabalho, mas na
verdade nada mais é do que mais uma utopia presente na legislação brasileira,
consistindo em uma conspiração das empresas para minimizar o impacto da
exploração trabalhista, ou seja, existe para o Mané que está se arriscando em
uma actividade perigosa e pouco remunerada pensar que ele e sua família têm
alguma assistência ou segurança na execução do seu serviço, até que se
envolva de facto em um acidente e seja demitido por incapacidade física, tendo
a sua função preenchida por outro otário.
As normas de segurança estabelecem que pessoas devem ser
informadas sobre os riscos a que se expõem, assim como conhecer os seus
efeitos e as medidas de segurança aplicáveis.

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Monitor/Instrutor do Curso: Vicente Ricardo Taty, Técnico Médio na óptica Geo-História;
Técnico Base de: Secretariado; Gestão de Empresa; Gestão de Recursos Humanos; Gestão de
Marketing; Gestão de Exportação & Logística; Contabilidade Geral e Financeira; Jornalismo;
Pedagogia e Didáctica; Informática; Tesouraria e Caixa; Pedagogia Inicial dos Formadores
Telef. 935 779 728 / 913 858 696
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I- MARCOS TEÓRICOS

1.1- Conceitos

Uma empresa deve oferecer toda a segurança necessária para os seus


funcionários, a fim de que eles consigam exercer suas funções sem nenhum
tipo de prejuízo à sua saúde. Pensando nisso, o conceito dos factores de
higiene foi criado para assegurar a higiene e segurança do trabalho, que visa
oferecer um ambiente mais seguro para os trabalhadores em diversos
aspectos.
Segurança do trabalho é um termo mais conhecido e que já deixa claro
do que se trata. É basicamente prevenir acidentes. Mas e quando se fala a
respeito da higiene no trabalho? A interpretação inicial costuma ser em relação
à higiene pessoal dos funcionários, como lavar bem as mãos, manter o local de
trabalho limpo, etc. Entretanto, neste contexto o significado de higiene é um
pouco diferente.

1.2- Diferenças Entre Higiene e Segurança do Trabalho

Embora sejam conceitos tratados como sinónimos e tenham um mesmo


objectivo, que é oferecer um ambiente de trabalho seguro, Higiene e
Segurança do Trabalho têm definições diferentes e cada um tem sua função.

1.2.1- O Que é Higiene Ocupacional?

A palavra higiene é derivada do nome da deusa grega da saúde


conhecida como Hygeia. Ela era filha de Asklepios e irmã de Panacea.
Enquanto seu pai e sua irmã eram ligados ao tratamento de doenças
existentes, Hygeia se preocupava com a preservação da boa saúde e a
prevenção de doenças. Daí vem o significado utilizado na expressão higiene
ocupacional, que é um pouco diferente do conceito que utilizamos no dia-a-dia.
A Higiene do Trabalho ou Higiene Ocupacional é uma ciência que
engloba diversas áreas de conhecimento e actua visando a prevenção da

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doença ocupacional, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e o


controle dos agentes ambientais.
Uma das actividades da higiene do trabalho é a análise ergonómica do
ambiente de trabalho, não apenas para identificar factores que possam
prejudicar a saúde do trabalhador e no pagamento de adicional de
insalubridade/periculosidade, mas para eliminação ou controlar esses riscos, e
para a redução do absenteísmo (doença). A capacidade analítica desenvolvida
nesse esforço permite ir além, na forma de identificação e proposição de
mudanças no ambiente e organização do trabalho que resultem também no
aumento da produtividade, e da motivação e satisfação do trabalhador que
resultem na redução de outros tipos de absenteísmo que não relacionado às
doenças.
Higiene Ocupacional é a ciência que tem como principal função
antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os perigos para a saúde no ambiente
de trabalho com o objectivo de proteger a higidez e o bem-estar dos
trabalhadores e da comunidade em geral.
Actua na identificação de agentes perigosos, sejam eles químicos;
físicos ou biológicos, no local de trabalho e que possam causar doenças ou
desconforto. O profissional responsável pela higiene ocupacional da empresa
irá avaliar a extensão do risco devido à exposição a esses agentes perigosos e
realizará o controlo desses riscos para prevenir doenças a longo ou curto
prazo.
A higiene ocupacional: visa cuidar do trabalhador em três aspectos:
Saúde Física: Cuidados para que os movimentos realizados durante o
trabalho não causem lesões ao funcionário.
Saúde Mental: Preocupa-se com o bem-estar mental do colaborador, a
fim de que ele não seja exposto a situações altamente estressantes ou
constrangedoras que possam prejudicá-lo.
Saúde Social: Tem como objectivo promover uma boa relação entre
todos os funcionários, para que eles convivam de forma pacífica e harmoniosa.

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1.2.2- O Que é Segurança do Trabalho?

Entenda por Segurança do Trabalho o grupo de procedimentos que uma


empresa deve adoptar a fim de prevenir acidentes. Segurança do trabalho (ou
também denominado segurança ocupacional) é um conjunto de ciências e
tecnologias que tem o objectivo de promover a protecção do trabalhador em
seu local de trabalho, visando a redução de acidentes de trabalho e doenças
ocupacionais. As medidas a serem tomadas são: reconhecer, avaliar e
controlar todos os tipos de riscos, dos mais simples, como colocar placas para
informar que o chão está liso, aos mais graves, como oferecer equipamentos
de protecção para os funcionários que terão contacto com máquinas e objectos
perigosos.
O ambiente deve ser avaliado de maneira minuciosa e cada risco deve
ter suas possíveis consequências estudadas para que se encontrem
metodologias eficientes para preservar a saúde dos trabalhadores.
É uma das áreas da segurança e saúde ocupacionais, cujo objectivo é
identificar, avaliar e controlar situações de risco, proporcionando um ambiente
ocupacional seguro e saudável para as pessoas.
Destacam-se entre as principais actividades da segurança do trabalho:
 Prevenção de acidentes
 Promoção da saúde
 Prevenção de incêndios
 Promoção de cursos e treinamentos
 Elaboração de laudos técnicos
 Elaboração de pericias trabalhistas
 Consultoria ou assessoria em segurança do trabalho

1.3- A Importância da Higiene e Segurança no Trabalho

A preocupação com a saúde e o bem-estar dos trabalhadores surgiu por


volta da década de 50. Antes disso, a produtividade era sempre colocada em
primeiro lugar e a saúde dos funcionários ficava em segundo plano.

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Com o passar do tempo, foi-se percebendo que, além de desumano, não


oferecer boas condições de trabalho afectava a saúde e, consequentemente, a
produtividade do trabalhador. Uma pessoa com problemas de saúde, em algum
momento terá que se ausentar da empresa para se tratar. Da mesma forma
que um funcionário saudável consegue trabalhar com muito mais eficiência.
Actualmente, a higiene e segurança no trabalho são vistas com muito
mais seriedade pelas empresas. Inclusive existe uma lei no Brasil que obriga
as organizações com mais de 20 funcionários a terem uma CIPA, Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes. Ela tem como função tudo o que citamos
no decorrer do artigo, que é oferecer um ambiente seguro e sem riscos de
acidentes e doenças.

1.4- Actividades Relacionadas à Higiene e Segurança do Trabalho

Mesmo que sua empresa não seja obrigada a ter uma comissão para
prevenir acidentes, você pode colocar em prática medidas para oferecer um
ambiente mais seguro aos seus colaboradores. Actividades relacionadas ao
tema podem ser bastante úteis e trazer diversos benefícios.
Ginástica Laboral: Trata-se de uma série de exercícios que devem ser
realizados sempre no início do expediente. Eles incluem movimentos de
alongamento e relaxamento e têm como função evitar lesões, principalmente
pelos trabalhadores que fazem repetição de movimentos e que ficam em uma
mesma posição o dia todo.
Palestras: Chamar um profissional da área de segurança do trabalho
para dar palestras aos funcionários é uma óptima forma de mantê-los
informados e atentos aos riscos.
Cursos: Cursos rápidos de noções de segurança do trabalho também
trarão muitos benefícios para a sua empresa. Em uma emergência, por
exemplo, ter funcionários preparados para lidar com a situação é muito
importante.
Sabendo de tudo isso, viu como é importante se preocupar com a saúde
e o bem-estar dos seus funcionários? Portanto, coloque estas dicas em prática
e evite transtornos relacionados à negligência em relação à segurança e a
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saúde dos colaboradores em sua organização. Sua empresa e seus


profissionais só têm a ganhar.

1.5- Função da Segurança do Trabalho

O Departamento de Segurança do Trabalho, geralmente denominada de


SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do
Trabalho Sector Encarregado de Sumir com os Mortos no Trabalho, consiste
em um departamento que reúne diversos profissionais, geralmente Técnicos,
Médicos, Engenheiros e Enfermeiros em uma comissão que deveria elaborar
planos e metas para evitar acidentes nas empresas, mas na verdade utilizam-
se dessa função para se ocupar com actividades inúteis ou não fazer nada,
como orgias e tomar café, ganhando remuneração sem trabalhar, ou auxiliando
os patrões na exploração dos funcionário nas fábricas.
São estes funcionários que sequer sabem trocar uma lâmpada da sua
própria casa, que decidem quais equipamentos de segurança serão adquiridos
para a execução de uma tarefa arriscada, ou que elaboram extensos relatórios,
memorandos e manuais de condutas seguras no ambiente do trabalho para os
operários iletrados ou com pouco estudo nas funções gerais das fábricas e
empresas. Também são eles com o seu elevado nível de especialização que
estruturam o posicionamento dos extintores de incêndio e hidrantes, além de
terem projectado esses itens de segurança, na qual você é obrigado a
arrebentar a sua mão em uma porta de vidro para acessar esses itens em uma
situação de emergência, e romper um milhão de lacres para destravar o
extintor ou accionar o alarme de incêndio.
A única instituição que acredita ou finge acreditar que as empresas
seguem as normas de segurança do trabalho é o Ministério do Trabalho, da
qual o teatrinho da CIPA ou SESMT é apresentado, para evitar que o
empregador seja multado, além das historinhas que são contadas aos
funcionários sobre a importância da higiene e prevenção de acidentes, tão úteis
quanto as palestras motivacionais que as empresas contratam para motivar o
empregado no trabalho, mesmo que este tenha que sobreviver com apenas um
salário mínimo.
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Na verdade e empresa está cagando e andando se você tem condições


mínimas para executar determinado serviço, desde que você faça o que foi
mandado, afinal, não será o seu chefe que quebrará a cabeça por isso, e o
Mané é você que depende da miséria que ele oferece para viver, se acontecer
do funcionário se arrebentar, outro otário se ocupará desta função
imediatamente, pois o Capitalismo não pode esperar que o dodói de um
retardado esteja curado para continuar seu lucro progresso.

1.6- Segurança e saúde ocupacionais

Segurança e saúde ocupacional (SSO) é uma área multidisciplinar


relacionada com a segurança, saúde e qualidade de vida de pessoas em sua
ocupação. Como efeito secundário a segurança e saúde ocupacional também
protege o público em geral que possa ser afectado pelo ambiente ocupacional.

1.6.1- Gestão de segurança e saúde ocupacional

A gestão da segurança e saúde ocupacional pode ser definida como um


conjunto de regras, ferramentas e procedimentos que visam eliminar,
neutralizar ou reduzir a lesão e os danos decorrentes das actividades.
A gestão de SSO pode fazer parte de um Sistema de Gestão (Gestão da
Qualidade). Actualmente, os Sistemas de Gestão de SSO estão baseados em
normas internacionais, tais como OHSAS 18001 e BS-8800.
Uma das principais ferramentas dessa gestão é a gestão de riscos, que
actua através do reconhecimento dos perigos e da classificação dos riscos
(Risco Puro).

1.7- Odontologia do trabalho

Odontologia do trabalho é uma especialidade odontológica, que visa


prevenir e diagnosticar doenças do complexo bucomaxilofacial, provocadas
pela actividade laboral, e a evitar acidente de trabalho por causas
odontológicas, contribuindo assim para a saúde integral do trabalhador. Pode
ser conceituada como sendo "os conhecimentos de odontologia aplicados à
atenção em saúde do trabalhador nos aspectos de promoção, preservação,

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recuperação e a reabilitação da saúde de trabalhadores submetidos aos riscos


e agravos advindos das condições de trabalho”.
Odontologia do Trabalho é especialidade reconhecida pelo Conselho
Federal de Odontologia (CFO) pela Resolução nº 25 de 16 de Maio de 2002,
entretanto muitos profissionais da própria classe Odontológica ainda não têm
conhecimento adequado sobre esta nova área de actuação no mercado de
trabalho.
Áreas de competência para actuação do especialista em Odontologia do
Trabalho:
a) Identificação, avaliação e vigilância dos factores ambientais que
possam constituir risco à saúde bucal no local de trabalho, em qualquer das
fases do processo de produção;
b) Assessoriamente técnico e atenção em matéria de saúde, de
segurança, de ergonomia e de higiene no trabalho, assim como em matéria de
equipamentos de protecção individual, entendendo-se inserido na equipe
interdisciplinar de saúde do trabalho operante;
c) Planeamento e implantação de campanhas e programas de duração
permanente para educação dos trabalhadores quanto a acidentes de trabalho,
doenças ocupacionais e educação em saúde;
d) Organizar estatísticas de morbidade e mortalidade com causa bucal e
investigar suas possíveis relações com as actividades laborais;
Novas frentes estão sendo expandidas na actuação do odontólogo do
trabalho, como por exemplo, a identificação de problemas bucais que podem
colocar em risco a actividade laboral, sendo necessário, então, um serviço de
promoção de saúde mais específico para estes problemas.

1.8- Importância da Odontologia nos Serviços de Saúde Ocupacional

A dor de origem dental e facial pode gerar consequências psicológicas e


sociais nos indivíduos, como irritação, preocupação, distúrbios do sono, além
dos efeitos colaterais de medicações que eventualmente sejam usadas para
controlo dessas algias, e esses factores podem gerar implicações directas na

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actividade laboral, tais como queda de produtividade, desatenção, ausência do


trabalho pela necessidade de buscar tratamento ou para recuperação.
O Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde do Ministério da
Saúde: Doenças Relacionadas ao Trabalho afirma que as doenças do aparelho
digestivo, relacionadas ou não ao trabalho, estão entre as causas mais
frequentes de absenteísmo e que doenças de manifestação bucal, competem à
actuação da Odontologia Ocupacional. O Manual alerta que problemas
dentários são causa importante de absenteísmo e que podem estar associados
ao comprometimento de órgãos vizinhos (ossos, seios da face), à função
mastigatória e que podem ser focos sépticos.
Estudo do Ministério da Saúde brasileiro mostra que 97,18% dos
indivíduos da faixa etária de 35 a 44 anos, idade em que se espera actividade
laboral, já consultaram um dentista ao menos uma vez na vida. Dos
atendimentos prestados a esta faixa, 63,8% se deram em virtude de presença
de dor, problemas periodontais, cavidades nos dentes ou feridas, sendo que
33,7% da população adulta sofria de dor dentária. O estudo também mostrou
que 59,18% destes indivíduos classificava sua saúde bucal como regular, ruim
ou péssima. Estes números mostram que o contacto com a Odontologia é
necessário à população, que ocorre com certa frequência mas ainda assim
estes indivíduos estão insatisfeitos quanto a sua saúde bucal.

1.9- Riscos eléctricos

A utilização da electricidade exige vários cuidados, uma vez que quando


são negligenciados os devidos procedimentos de segurança esta fonte de
energia pode provocar não só danos patrimoniais, como também ser fatal ou
causar lesões irrecuperáveis. A origem da maioria dos acidentes eléctricos está
relacionada com a falta de informação, ou imprudência, de quem trabalha e
utiliza recursos eléctricos.

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1.9.1- Causas de acidentes eléctricos

Desconhecimento ou falta de formação para lidar com os riscos


eléctricos;
Aparelhos e instalações em condições deficientes;
Subestimação dos riscos.

1.9.2- Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão

As Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão


(RTIEBT), estabelecidas pela Portaria nº 949-A/2006, definem as normas
pelas quais o estabelecimento e a exploração das instalações eléctricas, assim
como a utilização de energia, devem ser regidas.
Estas regras visam garantir a segurança de todos os utilizadores mas
também assegurar que há condições para que as actividades económicas se
desenvolvam, reduzindo ao máximo os danos materiais.

1.9.3- Principais Perigos Eléctricos

Os principais perigos eléctricos resultam do contacto entre pessoas com


a corrente eléctrica. Estes podem acontecer de forma directa, ou indirecta,
sendo que as consequências do contacto com a energia eléctrica podem
resultar em queimaduras graves e mesmo morte.
Contacto Directo: Acontece quando um indivíduo entra em contacto
com uma parte activa de um circuito que está sob tensão. É o tipo de contacto
que acontece quando alguém toca num elemento condutor de um circuito. Ex:
Quando ao furarmos uma parede o berbequim atinge uma ligação eléctrica.
Contacto Indirecto: Acontece quando um indivíduo entra em contacto
com massas (partes metálicas) acidentalmente sob tensão. Ocorre, por
exemplo, quando se toca na cobertura metálica de uma máquina eléctrica que
por deficiência no isolamento está sob tensão eléctrica. Este tipo de contacto
resulta de falhas no isolamento dos equipamentos eléctricos, geralmente
causados pelo envelhecimento dos materiais dos mesmos.

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1.9.4- Instalações e Materiais das Instalações

Para evitar estes contactos com a electricidade, as RTIEBT definem os


procedimentos que têm de ser adoptados quando se realiza a instalação e
utilização dos sistemas eléctricos.
Segundo as RTIEBT a concepção das instalações deve ter como
objectivos garantir a segurança de pessoas, animais e bens, e a
compatibilidade entre sistemas. Os materiais utilizados na instalação devem,
por isso, estar preparados para conservarem eficazmente as características
eléctricas, mecânicas, físicas e químicas para que os aparelhos funcionem em
condições de segurança.
Além disso, os invólucros das canalizações e aparelhos devem ser de
material isolante, sendo que as RTIEBT definem que os materiais utilizados
nas instalações devem ser coerentes entre si.
Outras características a considerar aquando da escolha dos materiais
para as instalações eléctricas são:
A adequação à temperatura ambiente do espaço onde os materiais vão
estar;
Protecção contra contactos com peças sob tensão e contra a penetração
de corpos estranhos e líquidos nas mesmas;
Protecção contra acções mecânicas e contra a corrosão;
Protecção contra o risco de incêndio e risco de explosão.
O local onde as instalações são estabelecidas é uma preocupação que
também está regulamentada. As instalações devem ser, sempre que possível,
colocadas nos locais que apresentem condições mais favoráveis a estas. O
objectivo é situar as instalações em locais onde estão resguardadas das
acções mecânicas e dos agentes físicos e químicos, como o calor, o frio, a
humidade ou outros agentes corrosivos.

1.9.5- Verificação das Instalações Eléctricas

Para comprovar que as instalações estão em conformidade com as


RTIEBT, as instalações têm de ser sempre verificadas quando entram em

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serviço pela primeira vez ou quando sofrem alterações significantes. As


verificações são feitas através de uma inspecção visual e de ensaios.
Na inspecção visual verifica-se se os equipamentos eléctricos ligados
em permanência:
Satisfazem as regras de segurança e as normas que lhes são aplicáveis;
Foram correctamente seleccionados e instalados de acordo com as
regras indicadas nas Regras Técnicas e com as indicações fornecidas pelos
fabricantes;
Não apresentam danos visíveis que possam afectar a segurança;
No caso dos ensaios estes devem incidir sobre os seguintes aspectos:
Continuidade dos condutores de protecção e das ligações equipotenciais
principais e suplementares;
Resistência de isolamento da instalação eléctrica;
Protecção por meio da separação dos circuitos relativa à:
Tensão reduzida de segurança TRS ou TRP;
Separação Eléctrica;
Resistência de isolamento dos elementos da construção;
Corte automático da alimentação;
Ensaio da polaridade;
Ensaio dieléctrico;
Ensaios funcionais;
Protecção contra os efeitos térmicos;
Quedas de tensão.

1.9.6- Trabalhos nas Instalações

Quando se realizam trabalhos nas instalações, há vários cuidados que


se devem ter porque qualquer descuido pode ter consequências graves.
Os trabalhos nas instalações eléctricas devem ser sempre realizados
quando estas não têm tensão eléctrica. Nestes casos, o responsável, que deve
ser um profissional qualificado, deve realizar o corte da corrente e certificar-se
que as instalações estão sem tensão eléctrica.

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No caso de os trabalhos terem de ser realizados quando as instalações


estão sob tensão, estes devem ser realizados seguindo a técnica adequada ao
trabalho e usando o equipamento conveniente. Uma das principais
preocupações durante estas situações passa por tomar todas as precauções
durante o manuseamento de objectos que possam provocar contactos directos
com os elementos sob tensão.

1.9.7- Manutenção das Instalações

As instalações devem ser sempre mantidas em bom estado de


conservação e em conformidade com as RTIEBT. Para garantir a conformidade
das instalações com estas regras, estas devem ser inspeccionadas
periodicamente.

[Link]- Inspecções

As inspecções têm como objectivo garantir que as instalações eléctricas


são mantidas em conformidade com as RTIEBT, devendo ser efectuadas por
pessoal qualificado.

[Link]- Nas inspecções devem ser verificados os seguintes aspectos:

Estado do isolamento dos condutores isolados ou cabos, e da bainha


exterior destes, em especial dos cabos flexíveis;
Estado dos aparelhos de corte ou de comando;
Estado dos aparelhos de utilização, em especial dos móveis e portáteis;
Condições de arranque imediato das fontes de alimentação das
instalações de emergência.
As RTIEBT chamam a atenção para que sejam especificamente vigiados
os seguintes aspectos:
Manutenção dos dispositivos que coloquem as partes activas fora do
alcance das pessoas;
As ligações e o estado dos condutores de protecção;
O estado dos cabos flexíveis que alimentem aparelhos móveis, bem
como os seus dispositivos de ligação;

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A regulação correcta dos dispositivos de protecção; Além de verificados


estes aspectos, as inspecções devem ser realizadas com a seguinte
periocidade:
1 ano – casas de espectáculo e diversão em recinto fechado, locais
com risco de incêndio ou com risco de explosão de estabelecimentos
industriais e instalações provisórias;
5 anos – estabelecimentos que recebem público e estabelecimentos
industriais, não abrangidos pela alínea anterior, estabelecimentos agrícolas ou
pecuários e locais afectos a serviços técnicos;
10 anos – outros locais.

1.9.8- Sistemas de Protecção

Um dos deveres legais, no que diz respeito às instalações de utilização,


é a obrigação de utilizar mecanismos destinados a assegurar a protecção das
pessoas contra os choques eléctricos. As disposições de protecção devem ser
seleccionadas e instaladas de forma a garantir a longevidade das mesmas,
assim como a segurança dos utilizadores.

[Link]- Protecção contra Contactos Directos

A protecção contra contactos directos consiste em defender as pessoas


contra os riscos de contacto com as partes activas dos materiais ou aparelhos
eléctricos. Esta forma de protecção é essencialmente preventiva e consiste em
garantir que as partes activas dispõem de protecção contra os contactos
directos.
[Link]- Protecção contra Contactos Indirectos

Nas instalações deverão ser tomadas medidas de protecção contra


contactos indirectos de forma a garantir que nos elementos condutores
estranhos à instalação eléctrica não se mantém uma tensão de contacto
superior aos seguintes valores:
50V – Se a instalação, ou parte da instalação, for prevista para alimentar
apenas aparelhos de utilização fixos ou móveis que não possuam massas
susceptíveis de serem empunhadas;
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25V – Se a instalação, ou parte da instalação, for prevista para alimentar


aparelhos de utilização fixos ou móveis que possuam massas susceptíveis de
serem empunhadas ou aparelhos de utilização portáveis com massas
acessíveis.
As protecções contra contactos indirectos devem ser realizadas por um
dos seguintes métodos:
Medidas que impeçam a corrente de defeito de percorrer o corpo
humano ou o corpo de um animal;
Limitação da corrente de defeito que possa percorrer o corpo a um valor
inferior ao da corrente de choque;
Corte automático, num tempo determinado, após o aparecimento de um defeito
suscetível de, em caso de contacto com as massas, ocasionar a passagem
através do corpo de uma corrente de valor não inferior ao da corrente de
choque

1.10- Organização de Primeiros Socorros na Empresa

Os Primeiros Socorros constituem uma série de procedimentos simples


com o intuito de manter vidas em situações de emergência, sendo prestados
por pessoas comuns com esses conhecimentos, até a chegada de atendimento
médico especializado.
Angola apresenta um elevado número de acidentes de trabalho, com
particular incidência na construção civil e na indústria transformadora. A forma
como se é socorrido numa situação de emergência influencia de forma drástica
a sobrevivência e a recuperação da vítima. Num contexto extra-hospitalar, as
vítimas ficam dependentes da ajuda de quem presencia o acontecimento,

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Marketing; Gestão de Exportação & Logística; Contabilidade Geral e Financeira; Jornalismo;
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sendo que por vezes a sua situação é de tal ordem grave que fica totalmente
dependente de terceiros para sobreviver.
Com o objectivo de minimizar as consequências dos acidentes/
incidentes de trabalho, constitui obrigação legal do empregador “estabelecer
em matéria de primeiros socorros, de combate a incêndios e de evacuação
as medidas que devem ser adoptadas e a identificação dos trabalhadores
responsáveis pela sua aplicação, bem como assegurar os contactos
necessários com as entidades externas competentes para realizar aquelas
operações e as de emergência médica”
Este conteúdo deve ser mantido em condições de assépsia, conservado,
etiquetado e imediatamente substituído após a sua utilização, sendo estas
funções da responsabilidade de um profissional, indicado pela empresa, com
o curso de socorrista.

1.10.1- Caixa de primeiros socorros

Os sucessivos documentos legais sobre Segurança, Higiene e Saúde no


Trabalho, embora atribuam ao empregador a responsabilidade sobre a
prestação de primeiros socorros a trabalhadores sinistrados, são omissos
relativamente aos procedimentos a adoptar em situação de emergência. De
igual modo, não existem referências nos diplomas legais no que concerne ao
tipo, à localização ou ao conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros.
1 - Compete aos Serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho
das empresas a decisão sobre o conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros
socorros, bem como o seu número e respectiva localização.
2 – A equipa de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho deve
incentivar a administração da empresa no sentido de proporcionar formação
em primeiros socorros básicos aos seus trabalhadores.
3 – A localização da mala/caixa/armário de primeiros socorros deve ser
conhecida pela maioria dos trabalhadores e estar devidamente sinalizada e em
local acessível.
4 – O conteúdo da mala/caixa/armário de primeiros socorros deve estar
devidamente listado e ser revisto periodicamente, com especial atenção para
as datas de validade de alguns componentes.
5 – Deve existir, preferencialmente junto da mala/ caixa/ armário de
primeiros socorros, procedimentos escritos relativos à actuação a prestar nas
situações de acidente mais comuns.

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CONCLUSÃO

Para concluir importa salientar que a Higiene, Saúde e Segurança no


Trabalho é uma área indispensável dentro da empresa, pois é o elemento que
previne e evita os acidentes ocorridos no local de trabalho.

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REFERÊNCIAS

LIDA, Itiro (2005). Ergonomia: projecto e produção. São Paulo: Edgard Blücher.
422 páginas
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (2008). «Inspecção do Trabalho
Segurança e Saúde no Trabalho - Normas regulamentadoras». Ministério
do Trabalho e Emprego. Consultado em 20 de Maio de 2010.
PEIXOTO, Neverton Hofstadler. Curso técnico em automação industrial:
segurança do trabalho. 3. ed. – Santa Maria : Universidade Federal de Santa
Maria : Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, 2011. 128 p. : il. «Pesquisa
publicada no portal A Crítica». Consultado em 22 de Agosto de 2016.
TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. Consultado em 11 de Setembro de
2018.

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ANEXOS

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Common questions

Com tecnologia de IA

O não cumprimento das normas de segurança e higiene ocupacionais pode ter várias implicações econômicas negativas para uma empresa. Primeiramente, aumenta o risco de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, levando a custos adicionais com indenizações, processos judiciais e substituição de trabalhadores incapacitados . Além disso, incidentes podem resultar em danos à reputação da empresa, afetando a confiança de clientes e investidores e, consequentemente, as receitas . Empresas que ignoram essas normas podem também incorrer em multas regulatórias e sanções que impactam diretamente seus resultados financeiros . A médio e longo prazo, a saúde deficiente dos trabalhadores afetará a produtividade, causando hiatos na produção e aumentos desnecessários nos custos operacionais .

A implementação de segurança do trabalho enfrenta diversos desafios, incluindo a resistência cultural dentro das organizações, onde frequentemente a produtividade é priorizada sobre a segurança. Outro desafio é a implementação prática das legislações, que muitas vezes são vistas como mais burocracia do que uma necessidade real . Além disso, há uma crítica de que alguns comitês internos não funcionam efetivamente e que o foco pode ser mais em apresentar conformidade superficial do que em criar mudanças substantivas nos hábitos da organização . O entendimento e compromisso de toda a equipe com as normas de segurança são essenciais para superar esses desafios, requerendo treinamento contínuo e comprometimento dos gestores .

A preocupação com a segurança do trabalho ganhou relevância a partir da década de 1950. Inicialmente, a produtividade era priorizada em detrimento da saúde dos trabalhadores. Com o tempo, percebeu-se que a saúde e segurança dos funcionários não eram apenas uma questão humanitária, mas também de produtividade, já que condições ruins de trabalho afetavam a eficiência dos trabalhadores . Essa conscientização motivou a implementação de regulamentos para melhorar as condições de trabalho, incluindo a obrigatoriedade de comissões internas de prevenção de acidentes em empresas com mais de 20 funcionários .

As verificações periódicas são cruciais para garantir que as instalações elétricas estão em conformidade com as normas de segurança e continuidade operacional. As inspeções verificam o estado do isolamento dos cabos, os dispositivos de corte e comando, o funcionamento de aparelhos de uso e a presença de dispositivos de proteção adequados . Esses parâmetros são avaliados para assegurar que não haja riscos de choque elétrico, curto-circuito, ou incêndio, e para garantir que os sistemas elétricos funcionem corretamente, minimizando a probabilidade de falhas que possam ameaçar a segurança dos trabalhadores .

Higiene ocupacional e segurança do trabalho são áreas distintas, embora complementares, focadas na criação de um ambiente de trabalho seguro. Higiene ocupacional lida com a identificação, avaliação e controle de fatores ambientais que podem impactar adversamente a saúde dos trabalhadores, como o uso de equipamentos adequados para evitar a exposição a perigos químicos ou biológicos . Segurança do trabalho, por sua vez, envolve a implementação de procedimentos para prevenir acidentes, reduzindo riscos operacionais e garantindo o uso apropriado de equipamentos de proteção . Ambas áreas são críticas para assegurar que os trabalhadores mantenham sua saúde e produtividade no ambiente laboral.

A legislação de segurança do trabalho é crucial pois estabelece padrões mínimos que as empresas devem seguir para proteger seus funcionários de perigos ocupacionais. Cumprir essas leis ajuda a prevenir acidentes graves, reduzir doenças ocupacionais e, por consequência, mitigar perdas financeiras associadas a acidentes de trabalho e ausências prolongadas . A existência de comissões internas de prevenção de acidentes, obrigadas por lei em certas condições, garante que as empresas se concentrem continuamente em manter e melhorar as normas de segurança . Além disso, o cumprimento rigoroso dessas legislações promove um ambiente de trabalho mais seguro e mais propício para a produção eficiente, refletindo diretamente nas condições de trabalho e na saúde dos colaboradores.

Os principais perigos elétricos em instalações de baixa tensão incluem contatos diretos e indiretos com correntes elétricas. O contato direto ocorre quando alguém toca uma parte ativa do circuito, enquanto o contato indireto acontece por contato com partes metálicas que ficaram acidentalmente energizadas . Para mitigar esses riscos, as Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT) enfatizam a proteção física contra contatos diretos, a escolha de materiais que suportem condições adversas sem se danificar, e a instalação de dispositivos de proteção como disjuntores diferenciais .

A ginástica laboral contribui significativamente para a prevenção de lesões ocupacionais através de exercícios de alongamento e relaxamento, feitos no início do expediente. Esses exercícios são projetados para evitar lesões decorrentes de movimentos repetitivos e da posição prolongada . Integrando ginástica laboral na rotina diária, as empresas ofrecen aos trabalhadores uma pausa benéfica que contribui para a melhoria da postura, redução do estresse e aumento da flexibilidade, favorecendo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável .

A higiene ocupacional pode ser mal interpretada como apenas relacionada à limpeza pessoal ou do ambiente, negligenciando seu aspecto mais amplo de controle de exposição a riscos químicos e biológicos que afetam a saúde. Esta má interpretação pode levar as empresas a subestimarem a necessidade de medidas rigorosas para monitorar o ambiente de trabalho, tornando-as vulneráveis a perigos não visíveis ou imediatos . Ignorar a verdadeira definição da higiene pode resultar em uma inadequada gestão de riscos, afetando negativamente a segurança e saúde dos trabalhadores a longo prazo .

Os SESMTs são responsáveis por planejar e implementar estratégias para prevenir acidentes e promover a saúde no trabalho. Eles reúnem profissionais de segurança, medicina do trabalho e engenharia para formular e revisar práticas de segurança . No entanto, há críticas de que em muitas instâncias, esses serviços são ineficazes ou, pior, envolvidos em atividades que não contribuem para a segurança dos trabalhadores, como a ocupação com tarefas inúteis ou a participação na exploração dos trabalhadores .

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