HDDP – T
Lei, costume, doutrina, jurisprudência
História interna – história das instituições, dos conteúdos
História externa – história do pensamento jurídico
O ordenamento português integra o sistema romano-germânico
Elemento romano, estabilidade do código civil português em termos históricos, é estável
devido aos pilares do direito romano, por exemplo, no direito das obrigações
O direito germânico é também um pilar do direito português, por exemplo, no direito
sucessório
Direito canónico teve também influência no direito português
Mello Freire – jurista português importante, escreveu manuais importantes sobre vários ramos
do direito
PERIODIFICAÇÃO
Artificialismo
Subjetivismo – consoante o critério que usamos a periodificação pode ser diferente
Relativismo – não existe a periodificação perfeita
(1179-1446) Pluralismo jurídico medieval – elevado número de fontes de direito, o que
complicava o ordenamento jurídico nacional, o direito canónico, romano, jurisprudência,
doutrina, costume, o estado não é a única instituição a criar direito, o jurista podia criar
direito
(1446-1820) Pluralismo moderno – apesar de haver uma elevada quantidade de fontes de
direito a ser aplicadas, estas são validades pela lei, ou seja, a lei é ascendente às outras fontes
e permite a sua utilização, sendo esta a predominante
(1820-atualidade) (revolução liberal) Monismo contemporâneo – sistematização jurídica do
estado, socialização jurídica do estado, verdadeiramente material, ao contrario do pluralismo
moderno, o jurista serve a lei do estado
FATORES QUE DIFERENCIAM O MONISMO E O PLURALISMO
fontes de direito (no pluralismo há uma pluralidade de fontes, ao contrário do
monismo, que se caracteriza pela prevalência da lei ou pelo monopólio da lei
relação entre o direito e estado (identificação própria do monismo, antes do
monismo o estado não era a única instituição a criar direito, direito infra estadual e
supraestadual, o estado pode ser apenas uma das instituições a criar direito)
função de jurista (o jurista atualmente é um aplicador da lei serve a lei, noutras épocas
o jurista poderia criar direito, a doutrina foi fonte de direito)
regresso ao pluralismo com o direito da união europeia
direito intraestadual (costume) e direito supraestadual (direito acima do direito do estado,
por exemplo, direito canónico)
o jurista pode ter funções diferentes, ser um servidor da lei, ou ate em alguns contextos criá-la,
teve diferentes versões ao longo da história
justiça é a fonte, o direito é o rio
no período medieval a justiça é vista como causa e fundamento do direito, a justiça é a
mãe do direito
continuidade entre o pensamento greco-romano e o pensamento judaico-cristão
justiça como virtude – habitualidade (que o faça repetidamente), voluntária observância do
direito, um habito bom orientado para a ação , conexão entre o direito e a moral
justiça universal – a síntese e a rainha das virtudes
justiça popular – mundo inter subjetivo, justiça que diz respeito ás relações entre os homens,
atribuição do seu a cada qual
a justiça é a constante e perpétua vontade de dar a cada um o seu direito – é um conceito
meramente formal
determinação do “seu” – um conceito formal e insuscetível de determinar o conteúdo do
direito?
Direito supra positivo – direito natural
Uma virtude instrumental
Prudência, distinguir o que é certo do errado, jurisprudência
Modalidades da justiça
Comutativa – relações individuais
Distributiva – relações entre o estado e os inquilinos, governantes e governados, o governo
distribui vantagens e desvantagens
Ver código visigótico, analisar a língua latina vulgarizada
Direito canónico e medieval
Legistas – especialistas em direito canónico
O direito canónico ajudou a moldar o direito romano na altura medieval
Produção normativa do Papa
Doutrina – canonistas e civilistas. Utrunque Ius. Doutores in utrunque, escolas, decretistas. Ius
commune. Princípio de mutua subsiariedade. A influencia do direito canónico (direito da
família, direito das obrigações, direito processual), «adoçamento da ordenação laboral»,
direito penal direito internacional
O direito canónico tinha influência em matérias como o casamento
O casamento pode ser visto como um contrato
O direito canónico e o direito romano são elementos de racionalização do direito
A igreja procura afastar o direito costumeiro por vezes utilizado pela população
A ideia de guerra justa surge a partir do pensamento da igreja
O direito canónico era aplicado nos tribunais eclesiásticos e nos tribunais régios
Determinação da competência – critério da matéria, critério da pessoa, privilégio do foro,
membros do clero, as pessoas «miseráveis»
Relação entre o direito canónico e o direito régio
O direito canónico torna-se supletivo
Interpretação restritiva d
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Conceito de soberania e estado
O conceito de estado surge no século XVI
O conceito de soberania surge com Jean Bodin em 1640
VISIGODOS
Para os visigodos a fonte primária de direito é deus, ao contrário do direito romano que
considerava os mores maiorum
FIGURA DE DEUS – figura exemplar, de pai, um exemplo
«deus está em todas as coisas», como é que deus pode ser ausente? – aquando do livre
arbítrio, o homem pode com o seu livre arbítrio fugir do bem, de deus
Alegar o não conhecimento da lei não era aceite perante um juiz, pois isto pode servir sempre
como pretexto para condutas criminosas
Direito canónico
A atribuição do papa da consagração de um reino não era grátis
23/05/1179 – Papa reconhece d. Afonso Henriques como rei de Portugal – que combateu
contra os «inimigos da fé», expulsando os muçulmanos (isto serviu como moeda de troca para
o seu reconhecimento pelo Papa) – esta guerra é vista com algo justo e algo a ser perseguido
Prudência (arte de distinguir o certo do errado), Justiça (pode ser considerada a virtude maior)
Justiça universal e particular
O Papa concede e confirma o reino português, inclusive reconhecendo os herdeiros como reis
também
Conceitos importantes
Conceito de justiça, perceber que na idade média nada existe sem Deus (todo o poder vem de
Deus, senhor e criador de tudo, através da sua vontade e da sua razão o mundo é coordenado
(representado por uma esfera)), a justiça é a virtude pela qual se pode alcançar o bem, que é o
espelho de Deus
A justiça divide-se em justiça particular e universal (um para o outro, e um para todos)
Deus atribui a todos os homens um fim, e nada poderá impedir que o homem cumpra o seu
fim, o homem tem um fim espiritual, que é o bem comum, e tem o seu fim próprio
O homem tem de fazer um exercício constante da prática das virtudes
Justiça aritmética – justiça entre sujeitos em pé de igualdade
Justiça geométrica – pressupõe uma situação de não igualdade
«o homem é um animal político» - Aristóteles – São Tomás de Aquino absorve este
pensamento e cristianiza-o
O pluralismo político da idade média permitia a atuação de várias fontes criadoras de direito –
o direito canónico, régio, costume, na seguinte hierarquia:
1º - Direito natural – regras incitas na natureza, aprende através desta – na idade média a
natureza é Deus, tínhamos então que seguir o caminho de Deus
2º - ideais e regras transmitidas ao homem através dos textos bíblicos
3º - linhas de conduta da igreja - direito canónico
4º - direito régio, do reino
Moodle – pasta justiça – excerto de S. Tomás de Aquino – escrever um
comentário, 10 linhas, sobre o excerto
Ficha – 29 de março – parágrafo 60 do livro, até ao fim do direito
prudencial, pag 329, começa na justiça e nas fontes – ponto 95
1179 – bula manifestis probatum, reconhecida independência de Portugal – Portugal não tinha
«tempo» para legislar, aplica-se maioritariamente o costume, código visigótico, há uma grande
quantidade de fontes de direito, regio, canónico, romano, natural
Até 1415 há um período pluralista, depois vem o monismo, só há uma fonte de direito, o Rei –
o período monista não pode ser considerado um grande período – o primeiro período é
baseado no poder absoluto do Rei - o segundo período monista é consequência da separação
dos poderes através da criação da constituição e códigos
Criação das escolas jurisprudências e universidades - 1088
Porque surgem as escolas e qual foi o método delas
Direito prudencial – prudência (capacidade de distinguir o bem do mal, o justo do injusto)
O direito romano quando cai, deixa uma herança de direito vulgarizado, «na boca do povo»
Corpus iuris civiles – nome dado tardiamente (séc. XVI), direito que se aplica ao âmbito civil
– depois do império romano cair «recupera-se» o código, percebe-se como «direito
perfeito», tentativa de reconstruir o império, que surge através da cristandade - ideia de
algo vasto, com um elemento central, e com direito comum (ius comune)
Pequenas escolas que se voluntariam para escrever direito (sec. XII) (o direito era simples, feito
para resolver casos simples do dia-a-dia),
Hernério faz a primeira «escola» ESCOLA DOS GLOSADORES (SÉC. XII - XIII), uma explicação
singular de um tema, paço ou vários paços jurídicos, de um determinado escrito, foca-se no
«corpus iuris civiles», escreviam à margem do texto, anotavam os códigos, para os explicar,
escola ligada ao texto – o latim dos textos jurídicos, séc XII, já não era igual ao latim falado no
séc XI, era preciso analisar e traduzir o seu significado
Dos alunos de Hernério surgiram a escola bulgariana e a escola glosiana
Acúrsio – redige a MAGNA GLOSA, redige glosas próprias e junta-as com muitas outras
Outro tipo de escolas históricas são as escolas dos COMENTADORES (séc. XV – XVI), criada por
Jacques de Rosigny, Pierre de Beleperehe – recuperam o METODO DIALÉTICO, eram
humanistas (fim da idade medieval e inicio da idade moderna)
Batono=cerna iuris?
Doutores inutrocue? – doutores em direito civil e canónico in utroque
A ars inveniendi não faz parte da metodologia dos comentadores
JUSTIÇA – DIREITO PRUDENCIAL
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Tópica – problema
JUSTIÇA – DIREITO PACTUAL (ATE À PAG 329)
COSTUME JUDICIAL – NÃO SAI
DIREITO CANÓNICO – IDADE MÉDIA – PLURALISMO JURIDICO
- Direito natural, metafísico, está alem da realidade – o direito natural está «cheio» de Deus
Supra regna – ius canónico (direito da igreja, desenvolve-se quando o cristianismo se
desenvolve, na idade média está em desenvolvimento, vai-se construindo, divide-se em 2
blocos – fontes universais (tem como destinatários toda a comunidade eclesiástica) e
particulares (destinava-se a uma comunidade especifica, ou até a uma pessoa), direito
romano (direito trabalhado pela jurisprudência, com base no corpus iuris civiles, é conhecido
como ius commune)
Sagradas escrituras, doutrina, costume, decretais (iniciativa legislativa do papa), cânones
(iniciativa legislativa dos concilios) – fontes de direito canónico
Tipos de decretais – epistolae, decretales, decretos – existe até ao séc XIII
Doutrina – trabalho jurisprudencial que se faz sobre os textos canónicos – UTRUMQUE IUS –
jurisprudência que combina direito canónico e direito romano
Receção do direito canónico, aplicação dos tribunais
Beneplácito régio – os reis arrojam para si o direito de decidir se a legislação canónica se aplica
ou não nos seus territórios
Sec XIII-XIV
Aplicação do direito canónico nos tribunais – tribunais eclesiásticos (em função da matéria,
pessoa – é um regime de exceção), civil (ou seculares) – critério do pecado – se o caso implica
pecados ou situações graves aplicava-se o direito canónico, caso contrário, aplica-se o direito
civil
O direito civil não se sobrepõe ao direito canónico