IRAS
É aquela adquirida após a admissão do paciente no ambiente hospitalar e que se manifesta durante a
internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou os procedimentos hospitalares.
Quando não for conhecido o período de incubação da doença e na admissão hospitalar não houver evidência
clínica ou laboratorial de infecção, define-se infecção hospitalar como aquela que se manifesta a partir de 72
horas da internação.
Se houver cirurgia prévia e manifestação de infecção em até 30 dias, ou se nessa cirurgia tiver ocorrido um
implante de prótese, e o paciente manifestar alguma infecção em até 90 dias, considera-se IRA.
É uma das 10 principais causas de morte e invalidez no mundo. Em países de alta renda, estima-se que um
em cada dez pacientes é prejudicado durante o atendimento hospitalar. A cada ano, 134 milhões de eventos
adversos ocorrem em hospitais de países de baixa e média renda, resultando em 2,6 milhões de mortes.
Causas pré disponentes:
Inerentes ao próprio paciente
Técnicas invasivas
Antibioticoterapia intempestiva e inadequada
Inerentes ao ambiente hospitalar
Superpopulação hospitalar
Fatores de risco:
Sondagem, entubação, punção, drenagem de cavidades, endoscópios, cirurgias, biópsias e
cateterismos
PNEUMONIA ASSOCIADA à VENTILAÇÃO MECÂNICA (PAVM):
E
E
É responsável por 15% das IRAS e aproximadamente 25% de todas as infecções adquiridas na UTI.
A prevenção ocorre:
Por educação continuada. Higienização das mãos. Preferência por ventilação não invasiva. Evitar
extubações acidentais. Protocolo de extubação precoce. Respeito da técnica asséptica na entubação.
Cuidados com o circuito do ventilador. Higienização oral/cuidados bucais. Aspiração de secreção subglótica.
Cabeceira elevada 30° - 45°. Vigilância da pressão do cuff. Mobilização precoce.
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO ASSOCIADA A CATETER VESICAL DE DEMORA (ITU – AC)
INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO
São infecções relacionadas a procedimentos cirúrgicos, com ou sem colocação de implantes, em pacientes
internados ou ambulatoriais. Para a ISC, a data da infecção é a data da realização do procedimento cirúrgico.
Procedimento cirúrgico é definido quando ocorre quando há pelo menos uma incisão (incluindo abordagem
laparoscópica e orifícios de broca craniana), realizada em um centro cirúrgico (sala de cirurgia, sala de
cesariana, ou sala de radiologia intervencionista), feita através da pele, membrana mucosa ou de uma incisão
que foi deixada aberta durante um procedimento cirúrgico anterior.
As características gerais são: drenagem purulenta pela incisão, deiscência espontânea, formação de abscesso,
dor no local, edema, hiperemia e calor.
AGENTES ETIOLÓGICOS
No geral é a flora cutânea (Estafilococos). Em cirurgias envolvendo o TGI envolve enterococos (GP),
bactérias GN e anaeróbios.
FATORES DE RISCO
Grau de contaminação da FO, FR relacionados ao paciente e FR relacionados ao procedimento cirúrgico.
A FO:
INFECÇÃO PRIMÁRIA DE CORRENTE SANGUÍNEA ASSOCIADA A CATETER VENOSO
CENTRAL:
De maneira geral precisamos de 2 amostras de hemoculturas periféricas.
Indicações de retirada do cateter: presença de sinais locais de infecção, complicações (como tromboflebite) e
presença de um paciente com instabilidade hemodinâmica.
Desconfiando da proliferação de S. aureus ou Candida, é necessária a remoção do cateter e TTO com ATB e
antifúngicos.
Quando identificado S. aureus, é necessário solicitar ecocardiograma para investigar endocardite e repetir
hemocultura após 48-72h de terapia eficaz
Quando identificado Candida, é necessário solicitar ecocardiograma para investigar endocardite, solicitar
avaliação com oftalmologista para exame de fundo de olho para investigar endoftalmite e repetir
hemocultura após 72h de terapia eficaz.