Introdução
No presente trabalho de carácter investigativo abordarei aspectos teóricos que busca analisar
artigos e indicações de bibliografias voltadas a política monetária, assim como seus
conceitos, tipos e suas ferramentas, e com foco maior na compreensão detalhada das causas e
consequências da inflação, levando em consideração os aumentos de preços como ferramenta
essencial da inflação. Ao analisar as políticas econômicas observam-se as três políticas que
são a monetária, a fiscal e a cambial que têm com objetivo de promover o crescimento
econômico e estabilizar preços. Desse modo compreendo profundamente sobre política
monetária, desde suas ferramentas onde o controle da moeda e os bancos são partes essências,
seus tipos te políticas, como a expansionista que é responsável por estímulos econômicos e a
restritiva que controla a circulação da moeda. Realizado a partir de leituras, discussões e
avaliações com objetivo principal de compreender as causas e consequências da inflação,
muitas podem ser essas causas, mas existem duas principais, o país precisa identificá-las para
se prevenirem contra aumentos indesejáveis, suas consequências podem afetar negativamente
a economia de um país. Obteve-se como resultado desta pesquisa, que a inflação é
responsável por diversas distorções na economia e que as políticas monetárias são de soma
importância para a solvência da economia de um país.
Objectivo geral
Analisar a estabilidade de preços de forma a garantir que a inflação seja baixa e
estável;
Promover uma maior transparência no processo de fixação das taxas de juro no
mercado e melhorar o mecanismo de transmissão da política monetária. A taxa
MIMO oferece aos participantes do mercado financeiro uma âncora credível e estável
para a determinação das taxas de juro a retalho, com destaque para os seus produtos
de crédito;
Objetivos específicos
Sinalizar ao mercado, de forma clara, a postura de política monetária;
Melhorar a comunicação sobre as decisões de política monetária. Em contraste com
um quadro operacional baseado em metas monetárias, um quadro baseado em taxas
de juro torna mais clara a comunicação da postura da política monetária com o
público e mercados, permitindo assim ao Banco de Moçambique melhor ancorar as
expectativas de inflação.
Conceitos
POLÍTICA MONETÁRIA
A política monetária pode ser definida como o controle da oferta de moeda e taxa de juros, no
sentido de que sejam atingidos os objetivos da política econômica global do governo.
Alternativamente pode também ser definida como a atuação das autoridades monetárias, por
meio de instrumentos de efeito direto ou induzido, como o propósito de controlar a liquidez
do sistema econômico (LOPEZ, 2005, p. 253).
Política monetária consiste nas decisões que o banco central toma para influenciar o custo da
economia ( banco central).
Estabilidade econômica em Moçambique
O sector bancário moçambicano mantém sua solidez e está bem capitalizado, registando um
rácio de solvabilidade de 24,0% em Setembro deste ano, o que representa um excedente de
12,0 pontos percentuais acima do mínimo regulamentar.
A informação foi anunciada pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério
Zandamela, durante a abertura do 48º Conselho Consultivo da instituição, evento em curso na
província de Inhambane. No entanto, Zandamela alertou para a persistência de um rácio de
crédito em incumprimento relativamente elevado, situado em 9,1% em Setembro de 2023,
comparado com os 9,3% do ano anterior.
O discurso de Zandamela destacou a notável resiliência da actividade económica frente a
choques adversos e riscos tanto globais quanto domésticos. Desde 2021, a economia mantém
uma trajectória de recuperação, atingindo uma expansão anual do Produto Interno Bruto real
de 4,4% no primeiro semestre deste ano, impulsionada principalmente pela indústria
extractiva. A inflação anual segue uma tendência de desaceleração desde o início do ano,
fixando-se em 4,6% em Setembro, após um pico de 12,9% em Agosto de 2022. Essa
trajectória reflecte a estabilidade cambial, a postura restritiva da política monetária e a queda
nos preços de alimentos e combustíveis no mercado internacional.
Apesar da inflação subjacente ter aumentado nos últimos três meses, Zandamela assegura
que, embora não se encontre em níveis alarmantes, está sendo monitorada de perto. Quanto às
transacções externas, o governador do Banco Central relata uma melhora no défice da conta-
corrente em 78,3% no primeiro semestre deste ano, favorecido pela redução das importações
de grandes projectos.
Além disso, o país possui reservas internacionais suficientes para cobrir cerca de quatro
meses de importações de bens e serviços, excluindo os grandes projectos.
Desafios e oportunidades da política monetária no crescimento econômico em
Moçambique
A construção da credibilidade é vital para permitir ao Banco Central sinalizar efetivamente a
orientação da política monetária e ajudar a ancorar as expectativas de inflação. A construção
da capacidade para melhorar a previsão da inflação, identificar corretamente os mecanismos
de transmissão da política monetária, fomentar o desenvolvimento do mercado interbancário,
melhorar as comunicações, envidar esforços para estabelecer uma coordenação próxima com
as autoridades fiscais e fortalecer o quadro jurídico do banco de Moçambique são todos
aspetos essenciais no processo de construção da credibilidade.
Fortalecer a capacidade prospetiva: O maior foco do novo regime na inflação como
o objetivo chave da política monetária exigirá uma melhor capacidade para avaliar
devidamente as expectativas de inflação. A formação adicional para desenvolver as
técnicas de previsão do pessoal do BM no contexto do FPAS é de importância
extrema. O Banco Central deve também desenvolver inquéritos eficazes para medir as
expectativas de inflação diretamente, como é realizado na maioria dos bancos centrais
que adotam metas de inflação. Em simultâneo A inclinação da curva de rendimentos,
que pode ser calculada mensalmente, poderia ser assim uma variável útil, com base na
qual é possível avaliar o caminho da procura agregada e das expectativas de inflação.
Lidar com a transmissão fraca. De uma maneira geral, é provável que os canais de
transmissão da política monetária permaneçam fracos nas etapas iniciais, mas devem ser
fortalecidos à medida que a estrutura do mercado financeiro de Moçambique se torna mais
sofisticada, é desdolarizada e passa a ser mais competitiva.
Conforme a defesa clássica em Hannan e Berger (1991), uma concorrência fraca pode reduzir
os incentivos dos bancos para reagir prontamente a mudanças na política monetária,
resultando na repercussão lenta na taxa de juro. Uma avaliação empírica realizada pelo FMI
(2016) determinou que, em Moçambique, uma concentração menor nos créditos bancários
poderia fortalecer a transmissão da taxa de juro de referência do Banco Central para as taxas
de mercado. É também necessário avaliar se o mecanismo de transmissão é assimétrico.
Alguns dados empíricos sugerem que os bancos comerciais reagem de maneira assimétrica a
alterações nas taxas de referência da política monetária, sendo os aumentos da taxa de juro
mais agressivos do que os cortes. De salientar que uma transmissão fraca da política
monetária não significa que, como é por vezes defendido, a política monetária não é eficaz
para controlar a inflação. A consequência é que as ações da política devem ser mais
agressivas para terem um impacto significativo.
Identificar os mecanismos de transmissão da política
É importante referir que existem 4 canais de transmissão da política monetária a saber: ( os
canais da taxa de câmbio, do crédito bancário, da taxa de juros e do preço de ativos), em
Moçambique o canal da taxa de câmbio é o mas relevante.
Promover um mercado interbancário mais ativo.
O mercado interbancário é uma ligação essencial no processo de transmissão da política
monetária. Porém, em Moçambique, continua pouco profundo visto que os bancos negoceiam
principalmente com o Banco Central e raramente negoceiam ativamente uns com os outros.
Isto sugere que outros fatores que não as condições de liquidez do mercado, incluindo uma
potencial falta de confiança entre algumas instituições financeiras, pode igualmente estar a
desempenhar um papel no impulso aos incentivos dos bancos para negociarem entre si. O
BM pode ajudar através de uma forte supervisão e aplicação de requisitos prudenciais
combinados com uma política de transparência ativa que inclui a publicação dos indicadores
individuais de solidez financeira dos bancos no website do BM. Por último, a abordagem de
todas as barreiras a transações interbancarias ativas será essencial para assegurar a eficácia do
novo regime da política monetária.
Melhorar as comunicações. "O melhor que um Banco Central pode fazer é,
possivelmente, ensinar aos mercados a sua maneira de pensar (Blinder, 2004, p. 25)".
A transição para um novo regime com base na taxa de juro exigirá que as decisões da
política monetária sejam fundamentadas unicamente e consideradas relacionadas com
a inflação, e que isto seja devidamente compreendido pelos mercados e o público.
. Em consequência,
Coordenação o público
das políticas
deve compreender
monetária e inequivocamente
fiscal. que o banco de
Moçambique só alterará as taxas de juro em reação ao caminho futuro da inflação.
Obviamente,
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câmbio e acumular um volume adequado de reservas internacionais para a
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das importações
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país. Para
de manter
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Moçambique as perceções
sempre atualizado
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orçamento. Isto poderia
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o banco de os Moçambique
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diário ae inflação
os períodos
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divisas paranoacumulação
seu modelodea reservas.
médio prazo os efeitos do
impulso fiscal sobre a procura agregada. Será também útil para ambas as instituições planear
o calendário de emissões de Obrigações do Tesouro com a Bolsa de Valores e de Bilhetes do
Tesouro no banco de Moçambique;
Metas para a taxa de câmbio versus metas de inflação.
Conforme mencionado na secção anterior, o novo regime monetário salienta fortemente a
importância de comunicar corretamente a âncora nominal do Banco de Moçambique ao
público em geral para evitar mal-entendidos que possam prejudicar a credibilidade
conquistada com muito esforço pelo banco de Moçambique .
2) O Tesouro deve informar o banco de Moçambique semanalmente sobre as suas
necessidades de liquidez. Isto ajudaria o BM a antecipar qualquer alteração necessária nos
volumes de BTs a emitir
3) Uma forte coordenação de política deve ajudar a assegurar que o uso da liquidez do
Tesouro na facilidade de descoberto do banco de Moçambique deve ser limitada a apenas
circunstâncias excecionais. Ambas as instituições devem concordar sobre o acesso, com
montantes anuais ligados a receitas anuais esperadas do Tesouro e condições rígidas de
amortização (taxa de juro e tempo de amortização) para encorajar uma gestão fiscal prudente
e evitar aumentar indevidamente a liquidez do mercado. Deve ser acordado que qualquer
impacto das operações fiscais na liquidez deve ser rapidamente esterilizado. Estas alterações
podem ser consagradas na Lei Orgânica do BM para evitar a recorrência do recente amplo
uso da facilidade de descoberto do BM pelo mesmo.
4) A coordenação institucional exige que o Ministério de Finanças apoie o banco de
Moçambique no pagamento dos custos relacionados com a política monetária. O banco de
Moçambique deve ter amplo acesso a instrumentos negociáveis e flexibilidade de os utilizar
conforme necessário nas suas operações de esterilização livre de considerações de custo. O
impacto final destas operações na demonstração de resultados do banco de Moçambique pode
potencialmente significar que o BM não seria capaz de pagar dividendos ao Tesouro.
Adicionalmente, ambas as instituições devem ajudar a assegurar que o capital do BM
representa um regulador suficiente (como uma parte dos passivos do BM) para manter a
credibilidade e espaço de manobra do BM. Por outro lado, o BM deve ser gerido de maneira
eficiente e a sua administração deve estar empenhada em controlar os custos da política não
monetária. As funções de auditoria externa e interna devem ser fortalecidas pela designação
de membros independentes para a Assembleia de Administração para assegurar uma
supervisão sólida das operações de Administração.
• Reformar a lei do banco de Moçambique.
A abordagem de todos os desafios discutidos acima exigirá a modernização do quadro
jurídico, o que deve fornecer, no mínimo, um mandato claro, autonomia operacional e
supervisão externa adequada ao BM. Conforme indicado anteriormente, o mandato do BM é
pouco claro. Conforme recomendado pelas missões de assistência técnica do FMI anteriores,
o BM deve ter um objetivo primário claro para alcançar e manter a estabilidade dos preços. O
mandato do BM é igualmente impreciso no sentido em que mistura objetivos e funções. Para
além de manter o valor do metical, os demais objetivos estatutários do BM incluem o
desenvolvimento da política monetária de uma maneira correta; a orientação da política de
crédito para promover o crescimento económico e o desenvolvimento económico e social; a
gestão das reservas cambiais para manter um volume adequado de recursos para o comércio
externo; e o controlo da atividade bancária. Porém, o desenvolvimento das políticas
monetárias e de crédito, a gestão das reservas cambiais e a supervisão dos bancos são funções
do Banco Central e não objetivos. Tratar estas funções como objetivos pode originar
dificuldades interpretativas na eventualidade de conflitos entre os diferentes objetivos de
política. Por último, a disposição na lei que permite ao BM efetuar empréstimos ao Governo
acima do limite estatutário deve ser abolida, visto que pode originar o financiamento
monetário dos défices fiscais. Uma das deficiências desta disposição é que os empréstimos
podem ser concedidos sem juros. Se utilizada indevidamente, esta permissão tem o potencial
de prejudicar os esforços do Banco Central de estabilidade e autonomia monetárias (FMI,
2016b).
Conclusão
.A transição do banco de Moçambique para um novo regime de política monetária com base
na taxa de juro e ancorado na inflação é bem-vinda, mas deve ser vigilante no que diz
respeito a várias considerações. Estas incluem a necessidade de melhorar a capacidade
técnica futura através de formação, em particular em matéria de previsão da inflação
utilizando modelos macroeconómicos no contexto do FPAS. Adicionalmente, alguns dados
disponíveis no banco de Moçambique podem permitir ao seu pessoal desenvolver curvas de
rendimentos provisórias com base no mercado, as quais permitiriam uma avaliação das
expectativas da inflação, o que poderia, por sua vez, ser complementado pelo
desenvolvimento de um inquérito direto dos agentes económicos sobre as suas expectativas
de inflação. Deverão ser igualmente considerados os mecanismos de transmissão da política
monetária para a inflação. A taxa de câmbio parece ser o canal de transmissão mais relevante
da política monetária em Moçambique. Contudo, o BM não deve tomar isto como um motivo
para fixar uma meta para o nível ou ritmo de variação da taxa de câmbio, nem para justificar
intervenções na taxa de câmbio para controlar a inflação. A eficácia do novo regime exigirá
também um mercado interbancário a funcionar devidamente, o que pode ser alcançado
identificando e minimizando as barreiras que impedem que os bancos negociem ativamente
entre si.
Importa referir ainda que as reformas em todas estas áreas devem ter por base uma melhor
comunicação da política monetária e uma Lei do banco de Moçambique reformada. No que
diz respeito às comunicações, o relatório do CPMO deve colocar um foco extenso na inflação
esperada, e não na taxa de câmbio ou outras variáveis, como o principal motivo a impulsionar
as suas decisões. Deve procurar explicar, em vez de listar, o modo como a materialização dos
vários riscos identificados no relatório afetaria a previsão da inflação. Acima de tudo, o
relatório deve divulgar explicitamente as previsões da inflação, uma prática que foi
interrompida desde junho de 2017. Um esforço para intensificar a coordenação entre as
políticas fiscal e monetária é essencial para o êxito do novo regime monetário e exige uma
compreensão mútua sobre as necessidades do BM para cumprir à risca o seu objetivo de
manter a inflação baixa e estável. Relativamente à Lei Orgânica do BM, a mesma deve ser
reformada para dar ao BM um objetivo primário claro para alcançar e manter a estabilidade
dos preços. Deve igualmente estabelecer uma melhor distinção entre os objetivos e as funções
do Banco Central visto que isso poderia, de outro modo, originar dificuldades
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