Guia de Inclusão para Pessoas com Deficiência
Guia de Inclusão para Pessoas com Deficiência
com pessoas
com deficiência
Um guia para facilitar suas relações no trabalho e na vida.
Índice
3 Introdução
4 Contextualizando
5 Definição de deficiência
6 Legislação
7 Observando as diferenças
8 Panorama da deficiência no Brasil
8 Como as pessoas adquirem uma deficiência?
10 Reabilitado
10 Conhecendo as deficiências e orientações de relacionamento
11 Deficiência física
15 Deficiência visual
19 Deficiência auditiva
23 Deficiência intelectual
27 Deficiência múltipla
28 O papel do líder na inclusão do profissional com deficiência
29 Direitos e obrigações
30 Seleção
31 Aprimore seus conhecimentos
33 Glossário
Introdução
É com satisfação que anunciamos o início
do INCLUI – Programa de Inclusão Social!
Nosso objetivo é incluir, desenvolver e reter profissionais com deficiência,
integrando-os à sociedade através do trabalho.
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Contextualizando
Os termos portador de deficiência, portador de necessidades especiais
(PNE) e pessoa portadora de deficiência (PPD) não são os mais adequados.
No lugar deles, devemos usar
A sigla PcD é invariável. Por exemplo: a PcD, as PcD, da PcD, das PcD.
Devemos, porém, evitar o uso de siglas para nos referirmos a seres
humanos. Também ao desdobrar a sigla, tenha cuidado com o plural: o
correto é pessoas com deficiência e não pessoas com deficiências, a não ser
que elas tenham, de fato, múltipla deficiência.
Ter deficiência não é o mesmo que estar doente, nem sinônimo de ineficiência.
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Definição
de deficiência
Pessoa com deficiência é toda pessoa com
perda ou anormalidade de uma estrutura ou
função psicológica, fisiológica ou anatômica
que gere incapacidade para o desempenho
das atividades.
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Legislação
O paradigma da inclusão começou na década de 80 e com o tempo foi
evoluindo. Atualmente é considerado um movimento mundial, sendo
claramente progressivo em termos de mudanças educacionais e sociais.
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Observando
as diferenças
No nosso dia a dia não percebemos a diversidade entre nossos colaboradores
e colegas de trabalho. Mas elas existem! Apesar de sabermos que todos são
diferentes uns dos outros, muitas vezes não nos damos conta disso...
É muito fácil não notar as diferenças sutis e, na maioria das vezes, é difícil
passar por cima das mais aparentes. Por isso, conviver com as pessoas com
alguma limitação física, intelectual ou sensorial parece complicado.
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Panorama da
deficiência no Brasil
Segundo a última pesquisa feita pelo IBGE em 2010, existem 45.623.910
milhões de pessoas que possuem algum tipo de deficiência no Brasil, o que
corresponde a 23,9% da população.
Como as pessoas
adquirem uma
deficiência?
Uma deficiência pode ser congênita
ou adquirida.
Suas causas são muito diversas, podendo ser desde erros médicos, acidentes
de trânsito, violência urbana, até falta de informações durante a gestação,
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que levam as mães ao uso de substâncias indevidas e que podem gerar uma
imperfeição no bebê.
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Reabilitado
Entende-se por reabilitada a pessoa que passou por processo orientado a
possibilitar que adquira, a partir da identificação de suas potencialidades
laborativas, o nível suficiente de desenvolvimento profissional para reingresso
no mercado de trabalho e participação na vida comunitária (Decreto
nº 3.298/99, art. 31).
Conhecendo
as deficiências
e orientações
de relacionamento
Grande parte das pessoas acham que uma pessoa com deficiência se restringe
apenas ao usuário de cadeira de rodas. Ao contrário do senso comum, as
deficiências são as seguintes:
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Deficiência física
Engloba vários tipos de limitações motoras, como paraplegia, tetraplegia,
paralisia cerebral, amputação e muitos outros.
MULETANTE Chumbado
CADEIRANTE Inválido
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Como agir diante de uma pessoa
com deficiência física?
Cadeira de rodas, muletas e bengalas são parte do corpo de seus usuários.
Por isso, nunca se apoie ou mova nenhum deles sem a permissão de seu dono.
Não pendure bolsas ou casacos nem apoie seus pés na cadeira de rodas,
pois ela é de uso próprio da pessoa que a utiliza.
Evite segurar o braço de uma pessoa que use muletas. Ao invés de ajudar,
você pode provocar uma queda.
Para dar apoio a uma pessoa em cadeira de rodas a descer uma escada
ou mesmo uma rampa íngreme, pergunte sempre como deve proceder,
porque há pessoas que preferem descer ou subir de frente ou de costas,
para sua segurança.
Ande na mesma velocidade que a pessoa com deficiência física, pois ela
pode se mover mais lentamente que você.
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Lembre-se:
Antes de ajudar, pergunte à pessoa com deficiência:
Mitos e verdades
Deficientes físicos... Verdade Mito
13
É inadequado empurrar a cadeira de rodas
sem o conhecimento e o consentimento da
pessoa com deficiência.
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Deficiência visual
A pessoa com deficiência visual é aquela que apresenta uma
redução ou ausência total da visão, podendo ser de dois tipos:
baixa visão em diversos níveis e cegueira.
Avise quando se afastar, para evitar que a pessoa cega fique falando sozinha.
Durante a conversa, não é necessário falar mais alto, a menos que ela o solicite.
Utilize com naturalidade termos como “"cego", "ver" e "olhar". Os cegos também
os utilizam.
Quando for guiar alguém com deficiência visual, dobre o braço e ofereça o
cotovelo para que ela o segure e possa seguir você. Não a agarre nem puxe pelo
braço ou pela bengala.
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Para ajudar a pessoa cega a sentar-se, guie-a até a cadeira e coloque a mão dela
sobre o encosto, informando se a cadeira tem braço ou não.
Caso seja necessário que a pessoa cega assine algum documento que não
esteja em Braille, leia o conteúdo em voz alta e dê uma régua para que ela
possa fazer sua assinatura.
Narre o trajeto avisando sobre degraus e outros obstáculos que estejam na frente.
Ao explicar a direção, indique distância e pontos de referência com clareza:
tantos metros à direita, à esquerda. Evite termos como "por aqui" e "por ali".
IMPORTANTE:
Se a pessoa cega utiliza o cão-guia, não faça carinho no cachorro para não
distraí-lo e prejudicar o deficiente visual.
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Mitos e verdades
Deficientes visuais... Verdade Mito
Só conseguem trabalhar
com teclados em Braille
17
Quando estiver falando com uma pessoa cega,
dirija-se a ela, e não a seu acompanhante.
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Deficiência auditiva
O deficiente auditivo tem dificuldade em ouvir ou entender
mensagens sonoras. Em outras palavras podemos dizer
que é a redução ou ausência da capacidade de ouvir
determinados sons em diferentes graus de intensidade.
O surdo é aquele que, além da perda auditiva, possui uma identidade, uma
cultura e uma língua própria: a língua brasileira de sinais (libras).
SURDO Mudinho
DEFICIENTE AUDITIVO
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Como agir diante de uma pessoa
com deficiência auditiva?
Procure falar pausadamente, mantendo contato visual, pois, se desviar o olhar,
ela poderá entender que a conversa acabou.
Evite ficar contra a luz. A pessoa precisa ver sua expressão facial para entender.
Lembre-se:
Pessoas surdas se comunicam de maneira essencialmente visual e pela
língua de sinais.
Para iniciar uma conversa com uma pessoa surda, acene ou toque
levemente em seu ombro ou braço. Quando o surdo estiver acompanhado
de intérprete, fale diretamente com a pessoa surda, não com o intérprete.
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Como devo me referir
aos deficientes auditivos?
Pessoa com deficiência auditiva.
Mitos e verdades
Deficientes auditivos... Verdade Mito
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Fale com a pessoa surda num tom de voz normal,
a não ser que ela peça para você falar mais alto.
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Deficiência intelectual
Deficiente intelectual é toda a pessoa que apresenta um desenvolvimento
intelectual abaixo da média ou, pela definição da lei de cotas, limitações
significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adapta-
tivo que aparecem nas habilidades conceituais, sociais e práticas antes dos
18 anos de idade.
DEFICIÊNCIA Mongoloide
INTELECTUAL Retardado
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Como agir diante de uma pessoa
com deficiência intelectual?
A pessoa com deficiência intelectual, até há poucos anos conhecida como
"deficiência mental" e mais antigamente chamada de "excepcional", deve ser
tratada com respeito e dignidade, assim como qualquer cidadão.
Lembre-se:
Não tenha receio de orientar uma pessoa com deficiência intelectual quando
perceber que ela está em uma situação duvidosa ou inadequada.
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Não reforce ou incentive atitudes e falas infantis, elogios desnecessários no
diminutivo, como se conversasse com uma criança (lindinho, fofinho, etc.).
Se a pessoa com deficiência for criança, trate-a como criança; se for adolescente,
trate-a como adolescente; se adulta, trate-a como adulta.
IMPORTANTE:
Não subestime a inteligência te uma pessoa com deficiência intelectual. Ela
tem um tempo diferenciado de aprendizagem, mas pode adquirir muitas
habilidades e conhecimentos. Ofereça informações em linguagem objetiva,
com sentenças curtas e simples.
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A pessoa com deficiência intelectual neces-
sita de orientações claras, em linguagem
simples e direta.
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Deficiência múltipla
Deficiente múltipla é a associação de duas ou mais deficiências. As dicas de
como agir diante da deficiência são as mesmas mencionadas anteriormente.
Na dúvida, procure ajudar de acordo com a deficiência mais evidente.
Lembre-se:
As chaves para qualquer bom relacionamento são a naturalidade, o respeito,
o bom senso e a educação.
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O Papel do líder
na inclusão
do profissional
com deficiência
Cada gestor tem o papel de assegurar o desenvolvimento da empresa e de ad-
ministrar o negócio (área de atuação), e para isso deve saber motivar a equipe
e torná-la participativa nas atividades. Saber lidar com a diversidade também
é uma responsabilidade do gestor.
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Direitos e obrigações
Os direitos e obrigações das pessoas com deficiência são iguais aos de
qualquer outra pessoa:
Toda PcD deve chegar na empresa no horário que está acordado em seu con-
trato de trabalho, assim como os demais colaboradores.
Não se pode exigir de uma PcD atividades que a deficiência dela não comporte.
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Seleção
Um fator importante é assegurar que a pessoa que irá entrevistar uma pessoa
com deficiência esteja preparada para lidar com ela.
Qual meio de transporte você utilizará para vir trabalhar? Se for transporte
público, você é independente?
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Aprimore seus
conhecimentos
Aprimore seu conhecimento sobre o tema. Quanto mais familiarizado você
estiver, melhor para você, sua equipe e seus profissionais com deficiência.
Livros:
• CONVERSANDO SOBRE DEFICIÊNCIAS
Jenny Bryan - Ed. Moderna
• UM OUTRO OLHAR
Luiz Gustavo Lamac Assunção e Terezinha Sette Ed. Gente
Filmes:
• Vermelho como o céu
• Intocáveis
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Sites:
• [Link]
• [Link]
• [Link]
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Glossário
Acessibilidade: Costuma ser associada apenas a Braile ou Braille: Sistema de leitura por meio do
questões físicas e arquitetônicas, mas expressa um tato que reproduz o alfabeto em caracteres impres-
conjunto de dimensões diversas, complementa- sos em relevo no papel. Utilizado por pessoas cegas,
res e indispensáveis para que haja efetiva inclusão. principalmente por aquelas que nasceram cegas ou
Existem seis tipos de acessibilidade: atitudinal, ficaram cegas na infância, o braile foi inventado pelo
arquitetônica, comunicacional, instrumental, meto- francês Louis Braille em 1829.
dológica e programática.
Cadeira de Rodas Motorizada: É equipada com
Acessibilidade Arquitetônica: sem barreiras am- um motor. Não usar "cadeira de rodas elétrica",
bientais físicas nas residências, nos edifícios, nos só se for para executar o cadeirante eletrocutado.
espaços urbanos, nos equipamentos urbanos, nos
meios de transporte individual ou coletivo. Cego(a): Pessoa cuja acuidade visual é igual ou
menor que 0.05 no seu melhor olho, mesmo com a
Acessibilidade Comunicacional: sem barreiras na melhor correção óptica.
comunicação interpessoal (face a face, língua de
sinais), escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila, Deficiência: A deficiência é uma situação resultan-
etc., incluindo textos em braile, uso do computador te da interação entre um ser humano que tem uma
portátil), e virtual (acessibilidade digital). determinada limitação e o ambiente em que vive ou
está naquele instante. Deficiência é a terminologia
Acessibilidade Metodológica: sem barreiras nos genérica para englobar toda e qualquer deficiência,
métodos e técnicas de estudo (escolar), de traba- definida por seis categorias: sensorial (relacionada
lho (profissional), de ação comunitária (social, aos sentidos - audição e visão); física (relacionada
cultural, artística etc.), de educação dos filhos aos movimentos, não importa a origem e a gravi-
(familiar). dade da lesão); intelectual (relacionada ao funcio-
namento das atividades cerebrais que se expressam
Acessibilidade Instrumental: sem barreiras nos na chamada inteligência), múltipla (mais de um
instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo tipo de deficiência na mesma pessoa) e psicossocial
(escolar), de trabalho (profissional), de lazer e recrea- (transtorno psiquiátrico).
ção (comunitária, turística, esportiva, etc.).
Deficiência Auditiva: Em um contexto formal, a
Acessibilidade Programática: sem barreiras invi- expressão "pessoas com deficiência auditiva" fará
síveis embutidas em políticas públicas (leis, decre- referência ao grupo de pessoas que não ouvem, par-
tos, portarias etc.), normas e regulamentos (institu- cial ou totalmente, sem especificar os graus da per-
cionais, empresariais etc.). da auditiva. Em situações informais e coloquiais,
principalmente no caso do português falado, é
Acessibilidade Atitudinal: sem preconceitos, possível utilizar expressões como "pessoas surdas",
estigmas, estereótipos e discriminações nas pessoas "com surdez", "com perda parcial de audição (baixa
em geral. audição)", "comunidade surda", entre outras. Ge-
ralmente, pessoas com perda parcial da audição
Ajudas Técnicas: também chamadas tecnologias referem-se a si mesmas com tendo uma deficiência
assistivas. São equipamentos, produtos ou siste- auditiva. Já as que têm perda total da audição prefe-
mas capazes de contribuir para o pleno desenvol- rem ser chamadas de surdas.
vimento das pessoas com deficiência. Proporcio-
nam equiparação de oportunidades, autonomia e Deficiência Física: Não é uma expressão genéri-
qualidade de vida por meio de acesso a processos e ca para deficiência e, portanto, tem sido utiliza-
bens já utilizados pela comunidade. Ex.: cadeira de da indevidamente pela mídia como aquela que
rodas, próteses, etc. engloba todos os tipos de deficiência. Refere-se
apenas a limitações relacionadas aos aspectos fí-
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sico e motor, como ausência de membros, parali- grau de miopia. Não é correto dizer que "todos
sias, entre outras causas. nós somos temos deficiência".
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Libras: Sigla para a expressão "Língua Brasileira de Problema Mental: Expressão que não deve ser uti-
Sinais". Não é correto usar "linguagem de sinais" lizada por se referir genérica e preconceituosamen-
nem "Linguagem Brasileira de Sinais". te a situações diversas, sem que se consiga identifi-
cá-las. Se a expressão "problema mental" se refere
Libras Tátil: É a Libras realizada na palma de uma a doenças relacionadas a algum tipo de sofrimento
das mãos de pessoas surdocegas por um profissio- psíquico, o correto é utilizar transtorno mental. Se a
nal identificado como guia-intérprete. expressão "problema mental" estiver relacionada ao
funcionamento do intelecto, deverá ser substituída
Normalidade: No âmbito das reflexões sobre di- por deficiência intelectual, referindo-se nesse caso
versidade e diferenças humanas não cabe a expres- a alterações no funcionamento cognitivo da pessoa.
são "normalidade". Prefira usar "pessoa sem defi-
ciência" e não "pessoa normal". Pela mesma razão, Síndrome Genética: É pejorativo. Melhor usar
não usar expressões como defeituoso, incapacitado "alteração genética"; "condição genética"; "situação
e inválido para se referir a alguém com deficiência. genética". Evitar o uso das expressões anomalia
genética e doença genética.
Paralisia Cerebral: É uma condição que resulta
da ausência de oxigenação em partes do cérebro Surdo (a): Expressão correta quando se refere a
que controlam as funções motoras. Isso acontece alguém que tem perda total de audição. No caso,
geralmente durante a gestação ou no momento o mais adequado é dizer pessoa surda ou indiví-
do parto. A paralisia cerebral é uma deficiência duo surdo. Nunca utilizar a expressão surdo(a)
motora que se manifesta de diversas formas, po- -mudo(a). Uma pessoa surda é capaz de falar
dendo interferir mais ou menos nos movimentos e/ou se expressar.
e no equilíbrio da pessoa.
Tadoma: Um dos recursos utilizados por pessoas
Pessoa com Deficiência: O mais adequado é utili- surdocegas e seus guias intérpretes para se comu-
zar sempre um substantivo seguido da preposição nicar. Ao recorrer ao tadoma, a pessoa surdocega
com mais o adjetivo referente àquela situação espe- coloca sua mão no rosto do guia-intérprete,
cífica. Exemplos: aluno com síndrome de Down; com o polegar tocando suavemente o lábio infe-
professora com surdez; cidadã com deficiência. rior e os outros dedos pressionando levemente
Outras opções são as expressões "que tem" ou "que as cordas vocais.
nasceu com". Exemplos: pessoas com deficiência;
ator que nasceu com síndrome de Down; menina Transtorno Mental: Terminologia indicada para
que tem uma deficiência auditiva. situações associadas a doenças mentais, em pes-
soas que podem ou não ter uma deficiência in-
Portador de Deficiência: A palavra portador não telectual. São pacientes com sofrimento psíquico
deve ser usada porque: 1) Pessoas não carregam suas associado a quadros de depressão, síndrome de
deficiências nas costas, necessariamente, como um pânico, esquizofrenia etc.
fardo e, de vez em quando, descansam delas para
obter a garantia de algum direito ou de um simples Visão Subnormal: Termo inadequado. O certo é
desejo, como conseguir um trabalho melhor remu- baixa visão. A rigor, diferencia-se entre deficiên-
nerado, por exemplo; 2) Não se utilizam expressões cia visual parcial (baixa visão) e cegueira (quando
como 'portador de olhos azuis', porque se alguém a deficiência visual é total).
nasce com olhos azuis é impossível dissociarmos a
cor de seus olhos de sua constituição de pessoa.
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