Norma Técnica Copel NTC 901130
Norma Técnica Copel NTC 901130
NTC 901130
APRESENTAÇÃO
A Norma de Atendimento em Tensão Secundária a Carga Acima de 75 kW estabelece padrões construtivos que,
associados às demais prescrições, visam à uniformização de procedimentos e à adoção de padrões dentro das
exigências técnicas e de segurança recomendadas.
Em caso de divergência, esta Norma prevalecerá sobre as outras de mesma finalidade editadas anteriormente.
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- Normas de:
- Entrada de Serviço
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Sumário
1 Objetivo .................................................................................................................................... 1
2 Normas relacionadas ............................................................................................................... 1
3 Definições ................................................................................................................................ 1
4 Considerações Gerais de Atendimento .................................................................................... 1
4.1 Limites de atendimento e Projeto elétrico ........................................................................... 1
4.2 Diagrama Unifilar ................................................................................................................ 2
4.3 Fornecimento dos Materiais e Serviços e Manutenção da Entrada de Serviço .................. 2
4.4 Instalações de Combate a Incêndio.................................................................................... 3
5 Características da Entrada de Serviço ..................................................................................... 3
5.1 Características dos materiais.............................................................................................. 3
5.2 Caixas de Passagem .......................................................................................................... 3
5.3 Dimensionamento do Ramal de Entrada em BT e do Sistema de Aterramento ................. 3
5.4 Instruções para Preparação das Valas, Instalação de Eletrodutos e Reconstituição do
Passeio ........................................................................................................................................ 4
5.5 Aterramento ........................................................................................................................ 5
5.6 Medição .............................................................................................................................. 6
5.7 Dispositivo de Proteção Contra Surtos - DPS..................................................................... 6
6 Instalação do Ramal de Entrada Subterrâneo em Baixa Tensão............................................. 7
7 Ligação de motores e equipamentos especiais ....................................................................... 8
8 Anexos ao projeto .................................................................................................................... 8
9 Figuras ..................................................................................................................................... 9
9.1 Diagrama unifilar da entrada de serviço ............................................................................. 9
9.2 Diagrama unifilar simplificado das instalações de combate a incêndio .............................. 9
9.3 Infraestrutura no poste de derivação, aterramento do eletroduto e posicionamento da
caixa de passagem .................................................................................................................... 10
9.4 Detalhe da instalação dos condutores e eletrodutos no poste da Copel .......................... 11
9.5 Detalhe do aterramento do eletroduto .............................................................................. 12
9.6 Posicionamento da medição no alinhamento predial........................................................ 12
9.7 Detalhe da entrada de serviço .......................................................................................... 13
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1 Objetivo
Estabelecer os critérios para o atendimento de solicitações de ligação nova ou alteração de carga de unidade
consumidora isolada com carga instalada total acima de 75 kW em baixa tensão.
2 Normas relacionadas
Para apresentação de projeto elétrico para análise e aprovação da Copel, devem ser atendidas todas as exigências
técnicas e de segurança das normas e legislação vigentes.
Além da presente norma, segue outras normas e documentos que devem ser considerados:
A qualquer momento, as Normas Técnicas Copel – NTCs – poderão ser modificadas totalmente ou em partes, por
razões de ordem técnica ou legal. Por este motivo, os interessados devem, periodicamente, consultar a Copel
quanto a eventuais alterações. Os documentos atualizados poderão ser consultados no site
[Link]/normas.
3 Definições
Carga instalada: soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora e
em condições de entrar em funcionamento, expressa em kW (quilowatts);
Consumidor: pessoa física ou jurídica que solicite o fornecimento do serviço à Copel, assumindo as obrigações
decorrentes desta prestação à sua unidade consumidora;
Ponto de conexão: conjunto de materiais e equipamentos que se destina a estabelecer a conexão entre as
instalações da Copel e do consumidor e demais usuários;
Ramal alimentador: Conjunto de condutores, conexões e acessórios instalados desde o disjuntor geral, em circuito
exclusivo, até o quadro de distribuição da unidade consumidora;
Ramal de entrada: conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão e a
proteção (disjuntor geral) de suas instalações;
Unidade consumidora: conjunto composto por instalações, ramal de entrada, equipamentos elétricos, condutores,
acessórios e, no caso de conexão em tensão maior ou igual a 2,3 kV, a subestação, sendo caracterizado por:
a) recebimento de energia elétrica em apenas um ponto de conexão;
b) medição individualizada;
c) pertencente a um único consumidor; e
d) localizado em um mesmo imóvel ou em imóveis contíguos.
4.1.1 O fornecimento de energia elétrica será em baixa tensão 220/127V com medição indireta, sistema estrela com
neutro aterrado e proteção geral de até 600A para redes de distribuição aéreas em 13,8kV ou 34,5kV.
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4.1.2 O consumidor poderá solicitar conexão em tensão diferente das estabelecidas pela Resolução Normativa nº
1.000 da ANEEL, objeto desta norma. Entretanto, conforme esta mesma resolução, a Copel deverá permitir através
de um estudo de viabilidade técnica e de custos pela distribuidora, estudo este no qual está incluso o
atendimento/regra que este será através de ramal de entrada subterrâneo.
4.1.3 Este atendimento diferenciado não é permitido para consumidores da classe industrial e para consumidores
localizados na área rural.
4.1.4 Para atendimento pela rede subterrânea de distribuição, consultar previamente a Copel.
4.1.5 As unidades consumidoras com ligação de cargas especiais, como máquinas de raios-X, máquinas de solda,
motores elétricos monofásicos e trifásicos, entre outros, cuja operação produza perturbações na rede, deverão
seguir as orientações do item 7.
4.1.6 O atendimento pela Copel à estas solicitações de conexão de unidade consumidora com carga acima de 75
kVA em baixa tensão, será realizado preferencialmente com a instalação de um transformador exclusivo na rede de
distribuição, com a ligação do ramal de entrada diretamente nos bornes do transformador.
4.1.7 Eventuais pedidos de conexão de geração distribuída em unidades consumidoras abrangidas por esta norma,
terão a sua potência instalada de geração limitada à 75 kW.
4.1.8 O atendimento a uma unidade consumidora com mais de uma entrada de serviço constitui uma situação
excepcional e faz-se necessária consulta prévia à Copel. Conforme a Resolução Normativa nº 1.000/2021 da
ANEEL, uma unidade consumidora é caracterizada pelo recebimento de energia elétrica em apenas um ponto de
conexão, portanto, somente poderá ser permitido quando existir perfeita separação entre as instalações físicas e
elétricas das partes alimentadas. Estas condições deverão ser analisadas previamente e confirmadas na vistoria
das instalações. Após a ligação, eventuais irregularidades constatadas em intervenções por parte da Copel poderão
acarretar em alteração na forma de atendimento.
4.1.9 Será necessária a apresentação de projeto elétrico da entrada de serviço para este atendimento. O projeto
elétrico deverá ser encaminhado para a Copel exclusivamente em formato digital (arquivos no formato PDF), através
da plataforma Projeto Elétrico Web – PEW –, disponível em [Link]/pewweb. Juntamente com o projeto
elétrico, deverão ser enviados os anexos que constam no item 8.
4.2.1 Na Figura 9.1 temos o Diagrama Unifilar com as principais características técnicas da entrada de serviço.
4.2.2 O Ponto de Conexão (ponto de entrega) é na conexão do ramal de entrada com os bornes de baixa tensão
do transformador ou com a rede de baixa tensão, conforme o caso;
4.3.1 A Copel fornecerá e instalará o medidor, transformadores para instrumentos de medição e chave de aferição.
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4.3.4 O transformador a ser instalado na rede de distribuição da Copel, bem como seu dimensionamento, não deve
ser especificado no projeto elétrico, pois se encontra a montante do ponto de conexão, e, portanto, será definido
pela Copel.
4.4.1 O ramal de entrada da instalação de combate a incêndio deverá ser derivado antes da proteção e da medição
da instalação da unidade consumidora, conforme diagrama da Figura 9.2. Esta derivação deverá ser realizada no
barramento de entrada do disjuntor geral na caixa seccionadora, saindo para a caixa de medição e proteção da
instalação de combate a incêndio. A instalação para combate a incêndio deverá possuir medição independente.
5.1.1 Não serão aceitos condutores de alumínio em nenhum trecho após o ponto de conexão.
5.1.2 Os eletrodutos que contenham circuitos de energia devem ser utilizados exclusivamente para esta finalidade.
5.2.2 A subtampa deverá ser dotada de alça ou outro dispositivo que facilite a remoção.
5.2.3 As caixas de passagem localizadas antes da medição devem ser dotadas de aro e tampa de ferro fundido de
60x60 cm conforme NTC 810083 e subtampa confeccionada em chapa de alumínio com espessura mínima de 2
mm ou de material polimérico espessura mínima 3 mm. Os dispositivos para lacre poderão ser fixados na alvenaria
ou em um aro de alumínio ou no próprio aro de ferro fundido.
5.2.4 No fundo das caixas deverá haver uma abertura de 15x15 cm e uma camada de pedra brita nº 2, para
drenagem.
5.2.5 A caixa de passagem construída no passeio e próxima à base do poste deverá estar afastada do mesmo
conforme Figura 9.3.
5.2.6 As caixas de passagem deverão ser construídas em alvenaria, com dimensões internas mínimas de
80x80x80cm.
5.3.2 O ramal de entrada subterrâneo, derivado da rede aérea de distribuição, não poderá cruzar via pública, nem
terreno de terceiros.
5.3.3 O ônus da instalação inicial e de eventuais modificações nas instalações do ramal de entrada subterrâneo, por
exemplo, decorrentes de alterações na rede de distribuição da Copel, obras de relocação da rede de distribuição
para o outro lado da via, substituições de postes devido a obras, abalroamento, etc, ou de modificações no passeio
público, será do cliente.
5.3.4 É recomendável que, no interior da caixa de passagem situada junto ao poste de derivação da rede, haja uma
reserva mínima individual de 2m dos condutores do ramal de entrada subterrâneo.
5.3.5 Os cabos ou condutores fase e neutro do ramal de entrada subterrâneo deverão ser de cobre, próprios para
instalação subterrânea, com proteção mecânica adicional (0,6/1,0 kV), e dimensionados de acordo com a Tabela 1.
5.3.6 Não serão permitidas emendas nos cabos ou condutores do ramal de entrada subterrâneo.
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5.3.7 Na descida do poste da COPEL, os condutores deverão ser protegidos por meio de eletroduto de aço
galvanizado (zincado), com diâmetro nominal de acordo com a categoria de atendimento da Tabela 1, com 6 metros
de comprimento (ou 2 barras de 3 m). Nas regiões litorâneas, este eletroduto deverá ser de PVC rígido.
5.3.8 Nas extremidades superiores dos eletrodutos de aço galvanizado, deverá ser utilizado bucha ou outro
dispositivo adequado à proteção mecânica dos condutores.
5.3.9 A extremidade superior do eletroduto deverá estar afastada, no mínimo, 500 mm da rede secundária da Copel.
5.3.10 Quando houver mais de uma entrada de serviço atendidas por ramais de entrada subterrâneos, a partir do
mesmo poste da rede de distribuição, os circuitos dos ramais de entrada deverão ser alojados em eletrodutos
individuais na descida do poste da derivação da Copel, limitando-se no máximo em quatro descidas (eletrodutos)
por poste.
5.3.11 Antes da construção e instalação do ramal de entrada subterrâneo, a Copel deverá autorizar previamente
sua instalação, conforme o item 6.5.
5.3.12 Na Figura 9.4 apresentamos maiores detalhes da instalação dos condutores e eletrodutos no poste da Copel.
Dimensionamento de
Eletroduto
Fase e Neutro.
nominal Condutor
(Maneira “D”) Eletroduto PVC
Cobre
nominal (mm)
mm2
No poste No solo
Cobre mm2
(mm) (mm)
Observações:
1) Cada eletroduto no poste deverá possuir um ou mais circuitos completos (3 fases e 1 neutro). Quando houver
três circuitos para dois eletrodutos, instalar um circuito em um eletroduto e dois circuitos no outro.
2) Recomenda-se que os eletrodutos enterrados sejam do tipo corrugado flexível, conforme NTC 810106, com
instalação sob a forma de banco de dutos.
3) Os condutores fase e neutro de um circuito deverão possuir a mesma seção.
4) Os dimensionamentos estabelecidos na tabela são mínimos. Os cabos de cobre devem possuir isolação XLPE
para 0,6/1 kV.
5) O disjuntor de 300A pode ser substituído por disjuntor de 315 ou 320A.
6) O disjuntor de 600A pode ser substituído por disjuntor de 630A.
5.4 Instruções para Preparação das Valas, Instalação de Eletrodutos e Reconstituição do Passeio
Para preparação da vala, instalação dos eletrodutos e reconstituição do passeio, deverão ser observadas as
seguintes instruções:
5.4.1 Obtenção, por parte do executor da obra, junto ao órgão municipal competente, de autorização para abertura
da vala no passeio.
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5.4.2 A interligação entre a caixa da base do poste e a entrada de serviço será feita através de eletrodutos.
5.4.3 As valas deverão ser abertas com dimensões adequadas a quantidade e ao diâmetro dos eletrodutos, de
modo a permitir a correta instalação dos mesmos.
5.4.4 O fundo da vala deverá ser regular, fortemente compactado e coberto por uma camada de areia também
compactada de 10cm, ou de 15cm caso apresente formação rochosa.
5.4.5 Sobre a camada de areia compactada serão depositados os eletrodutos, com as luvas de emenda
desencontradas quando se tratar de mais de uma linha, e com uma declividade de no mínimo 1% a partir do meio
da linha para as caixas adjacentes.
5.4.6 Os eletrodutos deverão ser envolvidos em nova camada de areia para o preenchimento dos espaços no interior
da vala. Esta camada terá que se elevar até a altura de 10cm acima da parte superior do eletroduto e deverá ser
compactada com cuidado, a fim de não danificar nem deslocar os eletrodutos. Sobre esta camada deverão ainda
ser colocadas placas de concreto armado.
5.4.8 Sobre as placas de concreto ou o envelopamento deverá ser instalada fita de alerta conforme NTC 814920.
Esta fita pode ser solicitada à Copel.
5.4.9 O fechamento da vala deverá ser executado com o material escavado reaproveitável ou com outro
recomendável, isento de detritos e de matéria orgânica, compactado em camadas de 20cm.
5.4.10 Após o fechamento adequado da vala, deverá ser feita a reconstituição do passeio, observadas as
orientações do órgão municipal competente quanto ao material e à execução dos trabalhos.
5.5 Aterramento
5.5.1 A resistência de aterramento, em qualquer época do ano, não poderá ser superior a 25 ohms.
5.5.2 Quando houver dificuldade em se obter os valores prescritos para a resistência de aterramento, poderá ser
apresentado projeto do sistema de aterramento em conformidade com a NBR pertinente.
5.5.3 Para a obtenção dos valores prescritos poderá ser adotado um sistema de malha de terra com “hastes
profundas”, emendadas e enterradas verticalmente.
5.5.4 Ainda mais importante que manter o valor máximo permitido para a resistência de aterramento, é garantir a
integridade do sistema de aterramento como um todo, desde as suas conexões, interligações, barramentos de
equipotencialização, malha de aterramento, entre outros.
5.5.5 A conexão do condutor de aterramento com o eletrodo de aterramento deverá ser acessível e protegida por
caixa de material polimérico, de alvenaria ou de concreto, com dimensões de 30x30x30cm, possuir drenagem e
tampa, que permita o acesso para fins de inspeção e medição do valor da resistência de aterramento.
5.5.6 As partes metálicas sujeitas a energização acidental, na baixa tensão, deverão ser conectadas ao condutor
de proteção, através de condutor de cobre de seção mínima de 25mm², ou com a mesma seção do condutor de
proteção quando os cabos condutores de fase forem menores que 50mm². Caso não exista o condutor de proteção,
essa conexão será efetuada no neutro.
5.5.7 O eletroduto metálico de descida no poste deve ser aterrado com condutor de cobre com seção mínima de
25mm², conectado a uma haste de aterramento ou à malha de aterramento da instalação, conforme Figura 9.3. A
conexão eletroduto/condutor deve ser feita por meio de abraçadeira de aço inox e conector terminal tipo sapata de
cobre estanhado/latão, conforme Figura 9.5, devendo ficar acessível para inspeção.
5.5.8 O condutor de aterramento deverá ser tão curto quanto possível, sem emendas, não possuir nenhuma ligação
em série com partes metálicas da instalação e não possuir dispositivos que possam causar sua interrupção.
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5.5.9 Os materiais e condutores aplicados em aterramento deverão seguir as recomendações das tabelas 51 e 52
da NBR 5410.
5.5.10 O neutro da entrada de serviço deverá ser aterrado junto à caixa do disjuntor geral por condutor dimensionado
conforme a categoria de atendimento e não poderá, em hipótese alguma, ser interrompido conforme diagrama
unifilar.
5.5.11 Os condutores, hastes e barramentos do sistema de aterramento deverão ser exclusivamente de cobre.
5.6 Medição
5.6.2 Nos sistemas de medição indireta, os cabos para interligação secundária do sistema de medição serão
fornecidos pela Copel. Deverão ser do tipo multipolar blindado, de cobre, sendo um cabo de 4 vias para o circuito
de potencial e outro cabo de 4 vias para o circuito de corrente. As blindagens dos cabos deverão ser aterradas junto
aos transformadores de medição. O eletroduto de proteção (quando houver) para estes cabos de interligação entre
a caixa de TCs e a caixa de medição, deverá ter diâmetro nominal mínimo de Ø 60mm (2”).
5.6.3 As medições deverão ser instaladas de modo que haja um espaço livre à sua frente de no mínimo 1m e nas
laterais de no mínimo 20 cm.
5.6.4 As faces superiores das caixas de medição deverão ficar a uma altura entre 1,40 m e 1,70 m em relação ao
piso acabado.
5.6.5 As caixas para equipamentos de medição e de proteção poderão ser confeccionadas em chapa de aço-
carbono, chapa de alumínio ou material polimérico, de acordo com as prescrições da NTC 910100 e da NTC 920100.
5.6.6 Não será permitida a medição a 1,0 m do alinhamento frontal com a via pública.
5.6.7 Será localizada na propriedade do consumidor, conforme as alternativas mostradas na Figura 9.6.
5.6.8 Independentemente da posição da caixa de medição ou de agrupamentos de caixas deverá ser garantido, a
qualquer tempo e situação, o acesso aos medidores de energia da Copel.
5.6.9 Na Figura 9.7 temos o detalhe da montagem da mureta da entrada de serviço com o sistema de proteção e
medição e a sua interligação com o poste da rede da Copel.
5.7.1 As solicitações de ligações novas ou aumentos de carga têm a obrigatoriedade de instalação do DPS nos
padrões de entrada de energia.
5.7.2 A instalação do DPS no padrão de entrada do consumidor atende as prescrições da ABNT NBR 5410. Este
procedimento visa à supressão das sobretensões causadas, por exemplo, por fenômenos atmosféricos,
sobretensões de manobra, evitando, assim, os eventuais danos que podem ser causados aos equipamentos
elétricos e eletrônicos, assim como a preservação da segurança das pessoas que frequentam a edificação.
5.7.3 Podem ser necessários DPS adicionais para a proteção dos equipamentos e da instalação, conforme análise
do responsável técnico da instalação.
5.7.4 Os DPS deverão ser da classe tipo II, com fixação em trilhos DIN 35. Obrigatoriamente deverão possuir
proteção interna, visando garantir a continuidade do fornecimento de energia elétrica contra os efeitos do
curto circuito permanente do varistor (fim de sua vida útil), conforme ABNT NBR IEC 61643.
Nota: Conforme projeto e dimensionamento do responsável técnico pela instalação, poderá ser aceito DPS
da classe tipo I na entrada de serviço. Neste caso, os condutores, proteção e demais equipamentos deverão
ser dimensionados para esta classe de DPS.
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5.7.6 O supressor de surto deverá possuir um dispositivo interruptor automático e não explosivo. O DPS deverá
possuir, também, um indicador de estado de funcionamento em operação normal ou inoperante. Se
inoperante, significa que, apesar de não haver interrupção no fornecimento de energia ao cliente, o DPS não
protegerá na ocorrência de um novo surto atmosférico e deverá ser substituído.
5.7.7 O comprimento dos condutores destinados a conectar o DPS à barra/conector do aterramento deverá ser o
mais curto possível, respeitando o prescrito pela ABNT NBR 5410, item [Link].9, de comprimento 500 mm.
O condutor deverá possuir seção de, no mínimo, 4 mm² em cobre.
5.7.8 Com a finalidade de proteger o circuito contra falhas no DPS ou evitar que ele sofra degradação devido a
impulsos de corrente superior à sua capacidade e venha a entrar em curto-circuito, deverá ser previsto um
dispositivo de proteção (disjuntor) instalado a montante do DPS. Este disjuntor servirá também como
dispositivo de manobra para manutenção e/ou substituição do DPS.
5.7.9 O disjuntor de proteção deverá ser tripolar, de corrente nominal de 25A e possuir capacidade mínima de
interrupção de 6 kA.
5.7.10 A manopla do disjuntor não poderá ser acessível sem a abertura da tampa da caixa onde ele se encontra
instalado.
5.7.11 Os DPS devem ser instalados na entrada de serviço, em compartimento exclusivo para os DPS e o seu
dispositivo de proteção, possuir visor de vidro e serem ligados no barramento de saída dos transformadores
de corrente - TCs, conforme diagrama unifilar da Figura 9.1.
6.1 Visando a segurança necessária quando da instalação de ramal de entrada subterrâneo em entradas de serviço
de baixa tensão, a execução desta atividade deverá ser executada apenas por meio da contratação de empresa
cadastrada na Copel.
6.2 Para os atendimentos onde a rede seja do tipo aérea, a empresa executante deverá estar cadastrada na Copel
como Prestadora de Serviços de Rede por Particular. A lista das empresas atualmente cadastradas como
Prestadoras de Serviço de Construção de Redes Elétricas por Particular, consta no site da Copel no endereço:
[Link]/site/fornecedores-e-parceiros/construcao-de-redes-por-particular
6.3 Para os atendimentos onde a rede de distribuição do local seja do tipo subterrânea, a empresa executante
deverá estar cadastrada como Prestadora de Serviços de Rede por Particular e como Prestadora de Serviços de
Rede Elétricas Subterrâneas, simultaneamente. Para o acesso à lista das empresas atualmente cadastradas
simultaneamente nos dois itens citados, o interessado deverá solicitar através do email:
[Link]@[Link]
6.4 A instalação do ramal de entrada subterrâneo em baixa tensão será permitida somente após a aprovação junto
a Copel. Neste mesmo ramal de entrada, deverá ser realizado o ensaio descrito abaixo, de forma a garantir a
resistência de isolamento esperada:
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6.5 A solicitação para autorização da instalação do ramal deverá ser realizada através da plataforma Projeto Elétrico
Web – PEW –, disponível em [Link]/pewweb, com a apresentação dos seguintes documentos:
- Carta Acordo - instalação do ramal, com assinatura digital das partes interessadas;
- Solicitação de passagem de ramal - SPR;
- Fotos da instalação do ramal de entrada;
- Pedido de desligamento - PDE, quando necessário, com 15 dias úteis de antecedência;
- Documento de responsabilidade técnica (ART ou TRT) da empresa contratada para a instalação do ramal.
Neste documento, deverá constar a seguinte descrição:
“Instalação de ramal de entrada em baixa tensão, de ___mm2 de seção nominal, conforme projeto elétrico
aprovado na Copel sob número ___/__ “.
As ligações de aparelhos com carga de flutuação brusca como solda elétrica, motores com partidas frequentes,
raios-X, eletrogalvanização e similares ou quaisquer outros causadores de distúrbios de tensão ou corrente,
distorção da forma de onda de tensão ou de outras instalações que representam condições diferentes das usuais,
deverão ser tratadas como tal.
Deverá ser apresentado junto com o projeto elétrico, um DCI – Detalhe de Carga Instalada, destacando as
características técnicas destes equipamentos.
7.1.1 Para evitar perturbações que comprometa a rede de distribuição e a própria instalação e o funcionamento das
demais cargas alimentadas por elas, os motores devem atender os requisitos do subitem 6.5.1 da ABNT NBR 5410.
7.1.2 A limitação de potência de motores e máquinas de solda a motor deverão ser de acordo com a categoria 45
da Tabela 1 da NTC 901100.
7.1.3 Para a partida de motores, deverão ser utilizados, no mínimo, os dispositivos para redução da corrente de
partida, conforme notas 1 e 2 da Tabela 1 da NTC 901100.
7.2.2 A limitação de potência de aparelhos de raio-x e máquinas de solda deverão ser de acordo com a categoria
45 da Tabela 1 da NTC 901100.
8 Anexos ao projeto
Os anexos relacionados neste item devem ser apresentados no PEW juntamente com o projeto elétrico da entrada
de serviço. Anexos adicionais aos solicitados pelo sistema não devem ser apresentados, a não ser quando forem
indicados para realização da análise. Todos os formulários estão disponíveis em [Link]/formularios.
8.1 Termo de Opção pelo Atendimento em Tensão Secundária de Distribuição (c/ reconhecimento de firma ou
assinatura digital);
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