Dispositivos
de
PROTEÇÃO CONTRA SURTOS
Prof. Me. Eng. Eduardo J. Nogueira
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Sumário
Sobre o autor ............................................................................................................................. 3
Introdução .................................................................................................................................. 5
1. Para que serve o DPS?....................................................................................................... 5
2. Como funciona o DPS? ...................................................................................................... 5
2.1. Detecção da sobretensão........................................................................................... 5
2.2. Atuação do DPS ............................................................................................................ 5
2.3. Limitação da sobretensão .......................................................................................... 6
2.4. Retorno ao estado normal.......................................................................................... 6
3. Como saber quando um DPS tem que ser substituído? ........................................... 6
3.1. Indicador visual............................................................................................................. 6
3.2. Após surtos significativos ......................................................................................... 7
3.3. Teste funcional periódico........................................................................................... 7
3.4. Fim da vida útil .............................................................................................................. 7
3.5. Sinais de dano físico ................................................................................................... 7
4. Manutenção preventiva ...................................................................................................... 8
5. Componentes internos ....................................................................................................... 8
6. Exemplo prático ................................................................................................................. 10
7. Classes de DPSs ................................................................................................................ 10
7.1. Classe I – Proteção contra descargas diretas .................................................... 10
7.2. Classe II – Proteção contra surtos indiretos ....................................................... 11
7.3. Classe III – Proteção fina ou localizada ................................................................ 11
7.4. Diferença principal entre as classes ..................................................................... 12
7.5. Proteção em cascata ................................................................................................. 12
8. Como os DPS devem ser ligados .................................................................................. 13
8.1. Princípios Básicos da Ligação de um DPS ......................................................... 13
8.2. Configurações Comuns de Conexão .................................................................... 13
9. Localização dos DPS na Instalação .............................................................................. 16
10. Regras de Instalação ...................................................................................................... 16
11. Exemplos Práticos .......................................................................................................... 16
12. Considerações Normativas........................................................................................... 17
Resumo ..................................................................................................................................... 17
Curso gratuito no Youtube: ................................................................................................. 17
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Sobre o autor
EDUARDO JOSÉ NOGUEIRA
Formação:
Mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília; Especialista em
Automação Industrial pela Universidade Federal de Uberlândia, Project
Management Specialist by Oklahoma State University; Engenheiro Eletricista
pelo Centro Universitário Internacional; Licenciado Pleno em Eletroeletrônica
pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais; Técnico em
Eletrotécnica pela Escola Técnica Federal de Goiás; Técnico em Eletrônica
pelas Occidental Schools.
Experiência como Docente:
Professor na INTEGRA – FACULDADES INTEGRADAS DA AMÉRICA DO
SUL – de 08/1023 até o presente; Professor no UNIALFA – CENTRO
UNIVERSITÁRIO ALVES FARIA – de 02/2017 até o 02/2023; Professor na
FATEC SENAI ITALO BOLOGNA de 08/2010 até 09/2015; Professor Adjunto
na UNIP - Universidade Paulista de 02/2004 – 08/2006; Professor na
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS de 02/2001 até 08/2006;
Professor no INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS (sucessor da ESCOLA
TÉCNICA FEDERAL DE GOIÁS e do CEFET-G0), a partir de 08/1980 até a
aposentadoria em 08/2010, tendo ocupado cargos de direção e coordenação.
Experiência fora da docência:
Sócio-Diretor da HEXA ENGENHARIA LTDA., de 10/1988 a 02/1992;
Coordenador de Treinamento Técnico na TELEVISÃO ANHANGUERA S/A, de
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07/1985 a 05/1989; Chefe de Laboratório da PROJETSOM MANUFATURA DE
PRODUTOS ELETRÔNICOS LTDA, de 06/1981 a 04/1985; Técnico de
Manutenção no CERNE (Consórcio de Empresas de Radiodifusão e Notícias
do Estado de Goiás), de 03/1978 a 07/1980; Técnico de Transmissão na
TELEGOIÁS S/A, de 04/1976 a 03/1978; Estagiário na ETERNIT S/A, de
01/1976 a 03/1976; Estagiário na TELEGOIÁS S/A, de 12/1974 a 12/1975.
Currículo Lattes [Link]
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Introdução
O DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) é um componente utilizado em
instalações elétricas para proteger equipamentos e a própria instalação contra
surtos elétricos, como aqueles causados por descargas atmosféricas (raios) ou
manobras na rede elétrica. Esses surtos são elevações repentinas e
temporárias na tensão elétrica que podem danificar equipamentos eletrônicos,
comprometer a segurança da instalação e até mesmo causar incêndios.
1. Para que serve o DPS?
• Proteção de equipamentos: O DPS evita que tensões excessivas
atinjam aparelhos eletrônicos e danifiquem seus componentes internos.
• Segurança da instalação elétrica: Reduz o risco de falhas no sistema
elétrico devido a sobretensões.
• Prevenção de perdas financeiras: Ao proteger os equipamentos, o
DPS ajuda a evitar custos com reparos e substituições.
• Conformidade com normas: O uso do DPS é muitas vezes exigido por
normas técnicas, como a NBR 5410 (norma brasileira de instalações
elétricas de baixa tensão).
2. Como funciona o DPS?
O DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) funciona como um desvio para
as sobretensões transitórias que podem ocorrer na rede elétrica, protegendo os
equipamentos conectados à instalação. Ele age em milissegundos, limitando a
tensão a um valor seguro e desviando o excesso de energia para o sistema de
aterramento. Veja o processo em mais detalhes:
2.1. Detecção da sobretensão
• O DPS é projetado para "sentir" quando a tensão na rede elétrica
ultrapassa um limite pré-determinado (geralmente acima da tensão
nominal da rede, como 127V ou 220V).
• Isso ocorre por meio de seus componentes internos, como varistores
(MOV) ou diodos de avalanche, que possuem propriedades que
reagem à elevação abrupta da tensão.
2.2. Atuação do DPS
• Quando detecta uma sobretensão:
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o O DPS reduz a resistência interna de seus componentes e cria
um caminho alternativo para o excesso de energia.
o Esse excesso é desviado para o sistema de aterramento, que
dissipa a energia no solo, impedindo que ela alcance os
equipamentos conectados.
2.3. Limitação da sobretensão
• O DPS não elimina totalmente o surto, mas reduz sua intensidade para
um nível seguro, conhecido como tensão de proteção (Up).
• Essa tensão é suficiente para garantir que os aparelhos conectados não
sejam danificados.
2.4. Retorno ao estado normal
• Após o surto, o DPS retorna ao seu estado de repouso
automaticamente, preparado para atuar novamente em futuros eventos.
• No entanto, se o DPS sofrer um surto muito intenso ou se desgastar ao
longo do tempo, ele pode deixar de funcionar, sendo necessária sua
substituição.
3. Como saber quando um DPS tem que ser
substituído?
A substituição de um DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) deve ser
considerada em algumas situações específicas, já que ele pode se desgastar
ou deixar de funcionar adequadamente após surtos intensos. Para identificar
quando substituí-lo, fique atento aos seguintes sinais:
3.1. Indicador visual
• Muitos modelos de DPS possuem um indicador visual que muda de cor
quando o dispositivo está comprometido:
o Geralmente, o indicador está verde quando o DPS está
funcionando corretamente.
o Ele muda para vermelho ou outra cor (conforme especificado
pelo fabricante) quando o DPS precisa ser substituído.
• Verifique o quadro de distribuição regularmente para monitorar o estado
do DPS.
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3.2. Após surtos significativos
• O DPS tem uma capacidade máxima de suportar surtos, especificada
em kA (quilômetros de amperes). Após um surto intenso, ele pode
atingir o limite de sua capacidade.
• Se houver uma queda de energia causada por um raio ou uma
sobretensão incomum, é recomendável verificar o estado do DPS.
3.3. Teste funcional periódico
• Realizar testes periódicos com equipamentos específicos, como um
testador de DPS, pode ajudar a identificar se o dispositivo ainda está
funcionando corretamente.
• Isso é especialmente útil para instalações críticas, como hospitais ou
indústrias.
3.4. Fim da vida útil
• O DPS possui uma vida útil limitada, dependendo da quantidade e da
intensidade dos surtos que ele enfrentou. Essa informação é fornecida
pelo fabricante, mas fatores como condições locais e qualidade da
instalação podem influenciar.
• Se o DPS já está em uso há muitos anos ou a instalação enfrentou
muitos surtos, a substituição pode ser necessária.
3.5. Sinais de dano físico
• Inspecione visualmente o DPS em busca de:
o Queimaduras, cheiro de queimado ou sinais de fusão.
o Componentes soltos ou deformados.
• Esses sinais indicam que ele já sofreu danos e não está mais
funcionando.
• Uma janela de sinalização de estado indica a situação do dispositivo.
Um sinal verde significa que o dispositivo ainda se encontra dentro da
validade, ao passo que uma sinalização vermelha indica que o DPS já
não oferece qualquer proteção e precisa ter o seu varistor substituído.
7
Figura 1: DPS típico e sua janela de sinalização. Fonte: [Link] acesso em
dezembro de 2024.
4. Manutenção preventiva
• Para evitar problemas, mantenha um cronograma de inspeção do
sistema elétrico, incluindo o DPS.
• Anote a data de instalação e consulte o manual do fabricante para
orientações sobre a vida útil e manutenção do dispositivo.
Se qualquer um dos sinais acima for observado, substitua o DPS por um
modelo adequado às características da instalação elétrica, sempre seguindo as
normas técnicas (como a NBR 5410 no Brasil).
5. Componentes internos
Os principais componentes que permitem o funcionamento do DPS são:
• Varistores de óxido de metal (MOV): Comportam-se como isolantes
em condições normais, mas conduzem corrente quando a tensão
ultrapassa o limite especificado.
• Centelhadores (gaps): Criam uma descarga elétrica para desviar a
sobretensão.
• Diodos de avalanche: Comportam-se de maneira similar aos varistores,
mas com maior precisão.
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Figura 2: Varistor de óxido metálico típico. Fonte: [Link] acesso em dezembro de
2024.
Figura 3: Centelhador a gás de 1 kV. Fonte: [Link] acesso em dezembro de
2024.
Figura 4: Diodo de avalanche de 400 V. Fonte: [Link] acesso em dezembro
de 2024.
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6. Exemplo prático
• Durante uma tempestade, um raio atinge próximo à rede elétrica,
gerando uma sobretensão.
• O DPS detecta essa elevação repentina na tensão e, em milissegundos,
desvia o excesso para o aterramento.
• Os equipamentos conectados à instalação permanecem protegidos.
Por fim, para que o DPS funcione corretamente, é indispensável que o sistema
de aterramento da instalação esteja bem projetado e em boas condições.
7. Classes de DPSs
As classes de DPS (Dispositivos de Proteção contra Surtos) – I, II e III –
definem os níveis de proteção e as aplicações para os quais o dispositivo é
projetado. Essas classificações são estabelecidas por normas internacionais,
como a IEC 61643-1, e refletem a capacidade de cada tipo de DPS de lidar
com surtos de diferentes intensidades e características.
7.1. Classe I – Proteção contra descargas diretas
• O que protege: Projetado para suportar correntes de surtos muito altas, como
as geradas por descargas atmosféricas diretas ou descargas próximas que
induzem altos níveis de energia na instalação.
• Aplicações:
o Instalações industriais;
o Subestações elétricas;
o Edificações com sistema de proteção contra raios (SPDA), como para-
raios.
• Características:
o Suporta correntes de impulso 10/350 µs, representando a forma de
onda de correntes de descargas diretas.
o É o primeiro nível de proteção em sistemas que estão diretamente
expostos a descargas atmosféricas.
o Geralmente instalado no quadro geral de distribuição, próximo ao ponto
de entrada da rede elétrica.
• Capacidade típica de corrente: Correntes de até 100 kA (em 10/350 µs).
Figura 5: Três modelos de DPS classe I. Fonte: [Link] acesso em
dezembro de 2024.
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7.2. Classe II – Proteção contra surtos indiretos
• O que protege: Destinado a proteger contra surtos gerados por descargas
atmosféricas indiretas (como indução eletromagnética) ou por manobras na
rede elétrica, que produzem surtos de menor energia em relação às descargas
diretas.
• Aplicações:
o Instalações residenciais e comerciais.
o Uso em quadros de distribuição secundários, onde não há exposição
direta a descargas atmosféricas.
• Características:
o Suporta correntes de impulso 8/20 µs, representando surtos de menor
duração e energia.
o Instalado como segundo estágio de proteção em instalações com DPS
Classe I ou como proteção primária em locais sem SPDA.
• Capacidade típica de corrente: Correntes de até 40 kA (em 8/20 µs).
Figura 6: Dois DPS, classe II de dois fabricantes diferentes. Fonte: Acervo do autor, 2022.
7.3. Classe III – Proteção fina ou localizada
• O que protege: Projetado para proteger equipamentos sensíveis contra surtos
residuais que não foram completamente suprimidos pelos DPS das Classes I e
II.
• Aplicações:
o Proteção de dispositivos eletrônicos sensíveis, como computadores,
sistemas de comunicação, equipamentos médicos, entre outros.
o Instalado diretamente próximo aos equipamentos a serem protegidos
(proteção localizada).
• Características:
o Trabalha com surtos de baixa energia, garantindo a segurança de
equipamentos em nível microeletrônico.
o Geralmente, suporta formas de onda de tensão, não necessariamente
correntes significativas.
o Usado em conjunto com DPS Classe II em sistemas de proteção em
cascata.
• Capacidade típica de corrente: Geralmente menor que 10 kA.
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Figura 7: Um tipo de DPS classe III. Fonte: [Link] acesso em dezembro de
2024.
7.4. Diferença principal entre as classes
A diferença está na capacidade de lidar com diferentes intensidades de surtos:
• Classe I: Para correntes de descargas atmosféricas diretas (alta energia e
longa duração).
• Classe II: Para surtos indiretos e manobras na rede (energia média).
• Classe III: Para surtos residuais e proteção de equipamentos sensíveis
(energia baixa).
7.5. Proteção em cascata
A proteção ideal utiliza DPS de diferentes classes em conjunto, em uma
configuração chamada proteção em cascata, garantindo níveis progressivos
de proteção:
Classe I: Primeiro nível, no quadro geral.
Classe II: Segundo nível, no quadro secundário.
Classe III: Último nível, próximo aos equipamentos sensíveis.
Essa abordagem protege de forma abrangente as instalações e dispositivos
contra surtos de diversas intensidades.
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8. Como os DPS devem ser ligados
A ligação correta de Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) é
essencial para garantir sua eficácia na proteção das instalações elétricas. A
conexão depende de fatores como o tipo de sistema elétrico, o número de
fases e a classe do DPS. Abaixo estão as diretrizes gerais para a instalação de
DPS:
8.1. Princípios Básicos da Ligação de um DPS
• Entre os condutores ativos e o terra:
o O DPS é conectado entre os condutores ativos da rede elétrica
(fases e/ou neutro) e o sistema de aterramento.
o O objetivo é desviar o excesso de energia causado pelo surto
para o terra, minimizando os danos.
• Aterramento adequado:
o Um sistema de aterramento eficiente e com baixa impedância é
indispensável para o bom funcionamento do DPS.
o Deve atender às normas técnicas, como a NBR 5410 no Brasil.
8.2. Configurações Comuns de Conexão
a) Sistemas Monofásicos (fase e neutro):
• Conexões típicas:
o Um DPS conectado entre a fase e o terra.
o Outro DPS entre o neutro e o terra (caso o neutro esteja isolado
ou seja suscetível a surtos).
• Esquema básico:
PE PE
N N
F F
DPS1 DPS2
Figura 8: Esquema de ligação dos DPS para proteção de um sistema monofásico. Fonte: o autor, 2024.
13
b) Sistemas Bifásicos (duas fases e neutro):
• Conexões típicas:
o Um DPS em cada fase conectado ao terra.
o Um DPS no neutro conectado ao terra, se necessário.
• Esquema básico:
PE PE
N N
R F
R
S S
DPS1 DPS2 DPS3
Figura 9: Esquema de ligação dos DPS para proteção de um sistema bifásico. Fonte: o autor, 2024.
Figura 10: Ligação dos DPS no quadro de distribuição bifásico. Fonte: adaptada de
[Link] 2024
c) Sistemas Trifásicos (três fases e neutro):
• Conexões típicas:
o Um DPS para cada fase conectado ao terra.
o Opcionalmente, um DPS no neutro conectado ao terra.
• Esquema básico na Figura 11:
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PE PE
N N
R R
F
S S
T T
DPS1 DPS2 DPS3 DPS4
Figura 11: Esquema de ligação dos DPS para proteção de um sistema trifásico. Fonte: o autor, 2024.
d) Sistemas sem Neutro (trifásico sem neutro):
• Conexões típicas:
o Um DPS em cada fase conectado diretamente ao terra.
• Esquema básico:
PE PE
R F
R
S S
T T
DPS1 DPS2 DPS3
Figura 12: Esquema de ligação dos DPS para proteção de um sistema trifásico sem neutro. Fonte: o
autor, 2024.
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9. Localização dos DPS na Instalação
• No quadro geral de distribuição (QGD):
o Para proteção primária contra surtos mais intensos.
o Normalmente, utiliza DPS Classe I ou II.
• Nos quadros secundários:
o Para proteção intermediária contra surtos residuais.
o Normalmente, utiliza DPS Classe II.
• Próximo aos equipamentos sensíveis:
o Para proteção fina, destinada a eliminar surtos residuais
pequenos.
o Normalmente, utiliza DPS Classe III.
10. Regras de Instalação
a) Distâncias mínima e máxima:
• O DPS deve ser instalado o mais próximo possível do ponto onde o
surto pode ocorrer (entrada da rede elétrica ou equipamentos sensíveis).
• O comprimento dos cabos de conexão deve ser o menor possível
(recomendado <50 cm) para minimizar a indutância dos cabos, que
pode prejudicar a eficácia do DPS.
• Se for necessário um cabo mais longo, use um layout que minimize o
loop entre os condutores.
b) Coordenação entre DPSs:
• Em sistemas de proteção em cascata, os DPS devem ser coordenados
para evitar sobreposição de atuação:
o Classe I no quadro geral.
o Classe II no quadro secundário.
o Classe III próximo ao equipamento.
c) Fusível ou disjuntor:
• O DPS deve ser protegido por um fusível ou disjuntor adequado,
dimensionado conforme a corrente máxima suportada pelo DPS e as
normas locais.
11. Exemplos Práticos
DPS no quadro geral de distribuição:
• Classe I ou II.
• Instale entre cada fase e o terra (e neutro, se necessário).
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• Utilize um barramento de aterramento confiável e dimensionado corretamente.
DPS próximo a equipamentos sensíveis:
• Classe III.
• Conexão direta entre a entrada do equipamento (fase e/ou neutro) e o terra.
12. Considerações Normativas
• NBR 5410: Regras gerais para instalações elétricas de baixa tensão no Brasil.
• IEC 61643: Normas específicas para DPS, incluindo requisitos de instalação e
operação.
• NBR 5419: Normas para proteção contra descargas atmosféricas, aplicáveis a
DPS Classe I.
Resumo
Para instalar corretamente um DPS:
1. Conecte entre fases, neutro e terra conforme o tipo de sistema.
2. Minimize a distância dos cabos para reduzir perdas.
3. Garanta um aterramento eficiente e de baixa impedância.
4. Proteja o DPS com fusíveis ou disjuntores adequados.
5. Use DPS em cascata para proteção progressiva.
Seguindo essas diretrizes, sua instalação estará protegida contra surtos de
forma segura e eficiente.
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