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História da Educação de Surdos

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Idade Antiga

500 a.C O filósofo Hipócrates associou a clareza da palavra com a mobilidade da


língua.
470 a.C. O filósofo heródoto classificava os surdos como “Seres castigados pelos
deuses”.
355 a.C. O filósofo Aristóteles (384 – 322 a.C.) acreditava que, “...os nascidos surdo-
mudo se tornam insensatos e naturalmente incapazes de razão”,
Escrita a 476 Na Roma e na Grécia os surdos eram escravizados ou castigados com a
d.C. morte.
No Egito e Pérsia, os surdos eram considerados como criaturas
privilegiadas, enviados dos deuses, porque acreditavam que eles
comunicavam em segredo com os deuses.
Idade Média
476 - 1453 Os surdos eram jogados em fogueiras, e eram proibidos receberem a
comunhão porque eram incapazes de confessar seus pecados.
530 - Os monges beneditinos, na Itália, empregavam uma forma de sinais
para comunicar entre eles, a fim de não violar o rígido voto de silêncio.
Idade moderna
1453 – 1789 Girolamo Cardano (1501-1576), afirmava que “...a surdez e mudez não é o
impedimento para desenvolver a aprendizagem
O monge beneditino Pedro Ponce de Leon (1510-1584), estabeleceu a
primeira escola para surdos em um monastério de Valladolid.
1613 Fray de Melchor Yebra, de Madrid, escreveu livro chamado
“Refugium Infirmorum” ,que descreve e ilustra o alfabeto manual da
época.
Juan Pablo Bonet (1579-1623) iniciou a educação com outro membro
surdo da família Velasco, Dom Luís, através de sinais, treinamento da fala e
o uso de alfabeto dactilologia.
1644 John Bulwer (1614-1684) publicou “Chirologia e Natural Language
of the Hand”, ele acreditava que a língua de sinais era universal e seus
elementos constituídos icônicos.
1648 John Bulwer publicou “Philocopus”, onde afirmava que a língua de
sinais era capaz de expressar os mesmos conceitos que a língua oral
1700 Johan Conrad Ammon (1669-1724), médico suíço desenvolveu e
publicou método pedagógico da fala e da leitura labial: “Surdus Laquens”.
1741 Jacob Rodrigues Pereire (1715-1780),foi provavelmente o primeiro
professor de surdos na França.
1755 Samuel Heinicke (1729-1790) o “Pai do Método Alemão” –
Oralismo puro
1778 Samuel Heinicke fundou a primeira escola de oralismo puro em
Leipzig.
o abade Charles Michel de L’Epée (1712-1789) fundou a primeira escola
pública para os surdos “Instituto para Jovens Surdos e Mudos de Paris” e
treinou inúmeros professores para surdos, publicou sobre o ensino dos
surdos e mudos por meio de sinais metódicos.
1760 Thomas Braidwood abre a primeira escola para surdos na
Inglaterra.
Idade contemporânea
1789 até os 1789 Abade Charles Michel de L’Epée morre. Na ocasião de sua morte,
nossos dias ele já tinha fundado 21 escolas para surdos na França e na Europa.
1802 Jean marc Itard, Estados Unidos, afirmava que o surdo podia ser
treinado para ouvir palavras, ele foi o responsável pelo clássico trabalho
com Victor, o “garoto selvagem” (o menino que foi encontrado vivendo
junto com os lobos na floresta de Aveyron, no sul da França).
1814 O americano Thomas Hopkins Gallaudet parte à Europa para
buscar métodos de ensino aos surdos. Na Inglaterra, o Gallaudet foi
conhecer o trabalho realizado por Braidwood, em escola “Watson’s
Asylum”
Thomas H. Gallaudet, junto com Clerc fundou em Hartford, 15 de abril, a
primeira escola permanente para surdos nos Estados Unidos, “Asilo de
Connecticut para Educação e Ensino de pessoas Surdas e Mudas”.
1855 Eduardo Huet, professor surdo com experiência de mestrado e
cursos em Paris, chega ao Brasil sob beneplácido do imperador [Link] II,
com a intenção de abrir uma escola para pessoas surdas.
1857 Foi fundada a primeira escola para surdos no Rio de Janeiro –
Brasil, o “Imperial Instituto dos Surdos-Mudos”,hoje, “Instituto Nacional de
Educação de Surdos”– INES, criada pela Lei nº 939 (ou 839?) no dia 26 de
setembro. Foi nesta escola que surgiu, da mistura da língua de sinais
francesa com os sistemas já usados pelos surdos de várias regiões do
Brasil, a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)

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