SERVIÇO DE RADIOTERAPIA
Diretora: Dra. Maria Filomena de Pina
PROTOCOLO DO TRATAMENTO DE RADIOTERAPIA
NO CANCRO DA PRÓSTATA
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1. INTRODUÇÃO
Este protocolo pretende definir as orientações para o tratamento de radioterapia
externa dos doentes com carcinoma próstata no serviço de Radioterapia do CHLN, EPE
– Hospital de Santa Maria.
2. DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO
- O Rastreio do cancro da próstata de base populacional com base no PSA reduz a
mortalidade do cancro da próstata à custa de sobrediagnóstico e tratamento excessivo
não sendo recomendado.
- Teste de PSA precoce (PSA inicial seguido de acompanhamento adaptado ao risco)
pode ser oferecido a homens com: > 50 anos; > 45 anos e história familiar de cancro da
próstata; afro-americanos > 45 anos e > 40 anos portadores de BRCA1/2.
- Teste de PSA para cancro de próstata em homens assintomáticos não deve ser feito
se esperança de vida <10 anos.
- Ressonância magnética multiparamétrica da próstata (mpMRI) deve ser realizada
antes da biópsia prostática.
- Uma calculadora de risco para cancro da próstata e / ou mpMRI deve ser usado para
confirmar a indicação de biópsia em homens com PSA elevado.
- Biópsias transperineais (TP) são recomendadas, em vez de biópsias transretais
guiadas ecografia.
- Cada biópsia deve ser relatada individualmente e avaliada usando as recomendações
do Consenso da International Society of Urological Pathology (ISUP).
- A doença localizada deve ser classificada como de baixo, intermédio (favorável ou
desfavorável) ou alto risco como um guia para o prognóstico e tratamento.
- Doentes com doença de risco intermédio devem ser estadiados usando ressonância
magnética ou tomografia computadorizada (TC) abdominal e pélvica e cintigrafia óssea
(CO).
- Doentes com doença de alto risco devem ser estadiados usando TC (tórax, abdómen
e pélvis) e CO.
- Para os exames de diagnóstico e estadiamento vide as tabelas abaixo: “Diagnostic
work-up and staging for prostate cancer”, ESMO2020 e “Initial risk stratification and
staging workup for clinically localized disease”, NCCN 2.2020 (PROS-2)”.
- Para o estadiamento do cancro da próstata usar a tabela abaixo da “AJCC – TNM
Staging System for Prostate cancer (8th ed, 2017)”.
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3. INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
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- O tratamento dos doentes com carcinoma da próstata depende do estadio da
doença, grau do tumor (Gleason Score), valor de PSA, idade e co-morbilidades do
doente.
- As recomendações de tratamento têm como base as orientações nacionais e
guidelines internacionais (ESMO, NCCN).
- Os doentes são tratados de acordo com grupos de risco do NCCN (vide tabela “Initial
risk stratification and staging workup for clinically localized disease”, NCCN 2.2020
(PROS-2)”)
- As tabelas abaixo descrevem as diferentes opções terapêuticas de acordo com grupos
de risco / estadio da doença (vide tabela “Stage-matched therapeutic strategies”,
ESMO2020; e algoritmos “Localized prostate cancer treatment algorithm”, “High-risk
localized and locally advanced prostate cancer treatment algorithm” e “Metastatic
Prostate Cancer treatment algorithm”, ESMO2020).
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- Doentes no grupo de risco baixo devem ser considerados para:
Watchful waiting (se baixa esperança de vida)
Vigilância ativa (opção apropriada para a maioria dos doentes)
Prostatectomia radical
Braquiterapia
Radioterapia Externa (IMRT preferível) (por norma não deve ser dada
hormonoterapia aos doentes de baixo risco).
Radioterapia Exteriotáxica Corporal – SBRT (dentro de ensaio clínico; com
protocolo especifico)
Volume de Radioterapia: Próstata + base vesículas seminais
- Doentes no grupo de risco intermédio devem ser considerados (maioria dos doentes)
para:
Prostatectomia radical ou
Radioterapia Externa (IMRT preferível) + 6 meses de hormonoterapia (ADT), a
menos que no grupo de risco intermédio favorável (Gleason score 3+4,
poucos fragmentos envolvidos (<50%), PSA<15), em que a evidência do
potencial benefício de ADT é menor.
Outras opções (em doentes muito selecionados):
Vigilância ativa (considerada apenas se GS3+4, baixo volume, PSA<10, T1-T2a
(lesão <1cc)
Braquiterapia (considerada apenas se 1 fator de risco presente)
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Volume de Radioterapia: Próstata + vesículas seminais [+- cadeias ganglionares
pélvicas, determinado pelo risco de envolvimento das vesiculas seminais (risco = PSA +
(Gleason Score -6)x10)) .
- Doentes no grupo de alto risco devem ser considerados para:
Radioterapia Externa (opção preferível, na maioria dos doentes) (1) + ADT (2)
Prostatectomia radical (apenas em doentes selecionados)
Volume de Radioterapia de acordo com risco de envolvimento das vesiculas
(1) (2)
seminais
* Se risco <30%: radioterapia como no risco intermédio, sobre a próstata + vesículas
seminais, com ≥6 meses de ADT.
* Se risco ≥30%: considerar radioterapia sobre a próstata + vesículas seminais +
cadeias ganglionares pélvicas, com ADT neoadjuvante/concomitante/adjuvante de 18-
36meses.
- Doentes no grupo de muito alto risco dever ser propostos para:
Radioterapia Externa (1) (opção preferível) + ADT (3 anos) ± early docetaxel (3)
Prostatectomia radical (apenas em doentes muito selecionados)
(1) Volume de Radioterapia: próstata + vesículas seminais + cadeias ganglionares
pélvicas + adenopatias (se presentes)
(2) ADT neoadjuvante/concomitante/adjuvante até 36meses.
(3) Considerar a adição de early docetaxel nos grupo de muito alto risco, antes de iniciar
radioterapia.
- Doentes com recidiva loco-regional após terapêutica local.
- Após Radioterapia Externa (1) devem ser considerados para:
Terapêutica salvage (Braquiterapia HDR, Prostatectomia radical, HIFU)
Observação (ADT tardio)
Recidiva bioquímica pós-RT - Critérios de Phoenix: PSA nadir + 2 ng/mL.
(1)
- Após prostatectomia radical devem ser considerados para:
Radioterapia adjuvante / early salvage (considerar IMRT) (1,2) ± ADT (3)
Recidiva bioquímica pós-PR: PSA ≥0.2ng/mL ou 3 subidas consecutivas PSA ou 2 subidas PSA
(1)
e ≥0.1ng/mL.
Observação com RT early salvage deve ser o procedimento standard, obtendo-se melhor
outcomes com PSA<0.5 ng/mL pré-RT.
(2) Volume de Radioterapia: loca prostática (considerar radioterapia sobre cadeias
ganglionares pélvicas se fatores de alto risco presentes)
(3) adição de ADT deve ser considerada na maioria dos casos (6-24 meses).
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- Doentes com doença metastática hormonosensível (baixo volume)
ADT + (docetaxel ou abiraterona ou enzalutamida ou apalutamida) +
Radioterapia próstata(1)
(1) Volume de Radioterapia: próstata ± vesículas seminais
- Doença com doença metastática (alto volume)
Radioterapia paliativa (a considerar de acordo com clínica ou enquadramento
que o justifique)
4. RADIOTERAPIA
4.1. PRINCÍPIOS GERAIS
- Todos os doentes devem ser avaliados por um Médico e o consentimento informado
obtido antes do tratamento de radioterapia ser programado. Na consulta, devem
apresentar análises clínicas baseline e exames de diagnóstico e estadiamento.
- O tratamento hormonal (ADT) deve ser dado por pelo menos 3 meses, por norma,
antes de iniciar radioterapia (a menos que não tenha indicação) e deve continuar até
pelo menos o fim da radioterapia (a menos que haja indicação para ADT de longa
duração).
Se o PSA não baixar >90% do baseline, idealmente <1 ng/ml e o doente esteve sob ADT
pelo menos 8 semanas, então bloqueio hormonal combinado deve ser considerado
para atingir PSA target <1 ng/ml.
- O questionário do IPSS (International Prostate Symptom Score) deve ser preenchido e
registado. Se apresentar sintomas moderados-severos deve iniciar medicação; se
manutenção/ agravamento de queixas deve ser referenciado para urologia para
otimização de sintomas / consideração de RTU-P pré-RT. Os hábitos intestinais dos
doentes devem ser avaliados e tamanho do reto revisto na RM/TC diagnóstica (se
disponível).
- O uso de radioterapia com imagem-guiada com recurso a marcadores fiduciais por
melhorar resultados, devendo ser considerado nos doentes com indicação para RT
sobre a próstata +/- VS (e em casos selecionado de RT pélvica). A colocação dos
marcadores fiduciais de ser realizada ≥ 1 semana antes da TC de planeamento (a
menos que contraindicado ou em doentes com risco particularmente elevado de
sépsis).
4.2. TC DE PLANEAMENTO
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- Considerar prescrever laxantes/enemas pré-TC de planeamento e durante o
tratamento de radioterapia (protocolo). Deve ser dado aos doentes instruções sobre
enchimento da bexiga / esvaziamento dos intestinos.
- A aquisição da TC de planeamento deve ser realizada de acordo com protocolo de TC
do serviço (ANEXO).
NOTA: se o diâmetro ântero-posterior do reto for >4cm em qualquer nível adjacente à
próstata deve repetir TC, salvo indicação contrária.
4.3. VOLUMES ALVO E ÓRGÃOS DE RISCO / PRESCRIÇÃO E CONSTRANGIMENTOS
DE DOSE
4.3.1. ORIENTAÇÕES PARA DEFINIÇÃO DE VOLUMES ALVO
- Os volumes devem ser definidos de acordo com ICRU report 50 (1993) e o
supplement ICRU report 62 (1999): Prescribing, Recording and Reporting Photon Beam
Therapy, e para as prescrições de IMRT o ICRU report 83 (2010): Prescribing, Recording
and Reporting Photon Beam Intensity Modulated Radiotherapy (IMRT).
- Todos os volumes devem ser revistos por um Médico Assistente de Radioncologia
antes do planeamento dosimétrico. O plano de tratamento e a dose prescrita por
volume de tratamento deve ser documentado/ aprovados no Mosaiq. Qualquer
modificação ao plano de tratamento deve ser documentada.
[Link]. Nomes das estruturas
- A tabela abaixo descreve o nome uniforme das estruturas a serem delimitadas para o
planeamento de radioterapia prostática.
Nome da estrutura Descrição
Tumor e Volumes alvo clínicos (CTV)
CTVp Próstata apenas (+ VS envolvida)
CTVpsv Próstata + VS
GTVan (abnormal node) Adenopatia(s)
CTVan Adenopatia(s) com margem
CTVn Cadeias ganglionares regionais
CTVpb (prostate bed) Loca prostática
Volumes alvo de planeamento (PTV)
PTVp_dose prescrita
PTVpsv_dose prescrita
PTVan_dose prescrita
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PTVn_dose prescrita
Orgão de risco (OR)
Bladder Bexiga
Rectum Reto
Bowel Intestino (saco intestinal)
Bowel loops Ansas intestinais
Penile Bulb Bulbo peniano
Femoral head R Cabeça do fémur direito
Femoral head L Cabeça do fémur esquerdo
Tabela 1 - Nome das estruturas para delimitação de radioterapia prostática
*PTV devem ser agrupados de acordo com dose prescrita (por forma a reduzir o número de PTVs)
[Link]. Definição dos volumes alvo na próstata
Toda a próstata deve ser incluída no CTV (CTVp) assim com proporção de vesículas
seminais (VS), dependendo do risco clínico:
- Grupo de baixo risco de envolvimento das VS:
Estadio T1b/c ou T2a/b e PSA + ((Gleason score – 6) x10) <15
Próstata e 1-2cm proximais das VS devem ser incluídos no CTV próstata e VS
(CTVpsv).
- Grupo de moderado a alto risco de envolvimento das VS:
Estadio T1b/c ou T2a/b e PSA + ((Gleason score – 6) x10) >15 T2c ou T3a
Próstata e VS devem ser incluídos no CTV próstata e VS (CTVpsv).
- Doença T3b
Próstata e a VS envolvida/em risco deve ser incluído no CTV da próstata (CTVp).
A proporção de VS incluído no PTV de menor dose deve ser determinado pelo
médico responsável pela delimitação.
Os volumes de PTV são sumarizados nas tabelas em baixo.
O julgamento clínico deve ser usado para garantir que volumes inapropriadamente
grandes de reto ou intestino não são incluídos nos volumes alvo, se as vesículas
seminais envolverem o reto, cólon sigmoide ou intestino delgado estiverem presentes
no volume alvo.
Margens
Volume Esquemas Hipofraccionados Esquema convencional
alvo 60Gy / 20fr
70Gy / 28fr 74-78Gy / 37-29fr
(CHHiP)
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PTVp_6000 = PTVp_7000 = CTVp PTVp_74-78 = CTVp +
CTVp + 5mm + 5mm (excepto 5mm (excepto 0mm
(excepto 0mm 0mm posterior) (1) posterior) (1)
posterior)
PTVp PTVp_6720 = CTVp PTVp_71 = CTVp + 10mm
PTVp_5760 = + 10mm (excepto (excepto 5mm posterior)
CTVp + 10mm 5mm posterior) (1) (1)
(excepto 5mm
posterior)
PTVpsv_4800 = PTVpsv_6160/644 PTVpsv_6000 = CTVpsv +
CTVpsv + 10mm 0 = CTVpsv + 10mm
(julgamento 10mm (julgamento clínico deve
PTVpsv clínico deve ser (julgamento clínico ser usado se grandes
usado se grandes deve ser usado se volumes de reto ou
volumes de reto grandes volumes bexiga)
ou bexiga) de reto ou bexiga)
(1) PTVp_70/74-78 = CTVp + 8-10mm (excepto 8mm posterior), se usado apenas um
volume de dose.
Considerar margens inferiores se na presença de marcadores fiduciais na próstata.
[Link]. Definição dos volumes das cadeias ganglionares pélvicas
CTVn corresponde às cadeias ganglionares ilíacos internas, externas, obturadores e
pré-sagradas.
Considerar a utilização do método do PIVOTAL trial para delimitação do CTVn.
GTVan corresponde à adenopatia. CTVan corresponde ao GTVan com margem para d.
microscópica (pode ser realizado volume diretamente do CTVn).
Margens
Volume Esquemas Hipofraccionados Esquema convencional
alvo 60Gy / 20fr
70Gy / 28fr 74-78Gy / 37-29fr
(CHHiP)
CTVan_6160/6440 CTVan_60/66 = CTVan +
PTVan -
= CTVan + ≥5mm ≥5mm
PTVn_5040 =
CTVn + 7mm PTVn_50/60 = CTVn + 7mm
(excepto 5mm se (excepto 5mm se
PTVn -
delimitação de delimitação de acordo com
acordo com PIVOTAL)
PIVOTAL)
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[Link]. Definição dos volumes alvo pós-prostatectomia
CTVpb (CTV prostate bed) inclui a loca prostática (e vesiculas seminais remanescente
se presente). Delimitar de acordo com protocolo RADICALS ou consensos RTOG.
Margens
Volume alvo
66Gy / 33fr (IMRT-SIB)
PTVpb_66(1) = CTVpb + 10mm (8mm posterior, mas pode ser
PTVpb
7-10mm posterior de acordo com volume rectal)
PTVn PTVn_50-55 = CTVn + 7mm
(se indicação (excepto 5mm se delimitação de acordo com PIVOTAL)
para irradiação
gg)
(1) Considerar boost na loca se recidiva/persistência macroscópica (≈70-74Gy).
(2) Dose na PTVn_46-50Gy se prescrito RT sequencial.
[Link]. Definição dos órgãos de risco
Os órgãos de risco a serem delimitados incluem a bexiga, reto, intestino, bulbo
peniano e cabeças dos fémures.
A bexiga deve ser delimitado deve ser delimitada da base até ao topo.
O reto deve ser delimitado desde o anus (usualmente ao nível das tuberosidades
isquiáticas ou 1cm abaixo do PTV, dependendo de qual for mais inferior) até à junção
reto sigmoideia (onde o intestino curva anteriormente e esquerda, usualmente).
O limite superior do intestino deve ser cerca de 2cm acima do PTV.
4.3.2. PRESCRIÇÃO DE DOSE E FRACIONAMENTOS
Dentro do possível deve ser preferida a técnica de IMRT, e neste sentido com boost
integrado (SIB).
São apresentados também esquemas de fracionamento sequenciais.
[Link]. Esquemas para radioterapia prostática ± VS
Dose: 60Gy / 20 frações, incluindo 4 fim-de-semanas (IMRT-SIB: 3 volumes de
acordo com protocolo CHHiP)
No caso dos doentes sem ADT e naqueles com doença bulky, um
escalonamento moderado para 62Gy/20fr pode ser considerado.
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Esquemas alternativos:
- IMRT-SIB: PTVp = 70Gy/28fr (1-2volumes); PTVpsv = 61.6-64.4Gy/28fr
PTVp = 74-78Gy/37-39fr (1-2volumes); PTVpsv = 60Gy/37-39fr
- BT + IMRT: BT prostática = 15Gy/1fr; seguido de IMRT sobre PTVpsv =
37.5Gy/15fr
- Se usado 3DCRT sequencial (2Gy/fr): PTVp = 74-78Gy; PTVpsv = 50-60Gy
[Link]. Esquemas para radioterapia prostática + VS + pélvis
- IMRT-SIB: PTVp = 70Gy/28fr (1-2volumes); PTVpsv = PTVan = 61.6-
64.4Gy/28fr; PTVn = 50.4Gy
PTVp = 74-78Gy/37-38fr (1-2volumes); PTVpsv = PTVn = 60Gy/37-
38fr; PTVan = 66Gy/37-39fr (1)
- Se usado 3DCRT sequencial (2Gy/fr): PTVp = 74-78Gy; PTVpsv = 50-60Gy;
PTVan = 60-66Gy; PTVn = 46-50Gy
no caso de dose excessiva no intestino considerar reduzir dose no PTVn 50-55Gy e
(1)
no PTVan até 60Gy
[Link]. Esquemas para radioterapia pós prostatectomia
- IMRT-SIB: PTVpb = 66GyGy/33fr; PTVan = 60-66Gy/33fr; PTVn = 55Gy/33fr
(50-60Gy de acordo com constraints do intestino)
- Se usado 3DCRT sequencial (2Gy/fr): PTVpb = 66Gy; PTVan = 60-66Gy; PTVn =
46Gy.
Considerar boost na loca se persistência / recidiva macroscópica (70-74Gy)
[Link]. Esquemas alternativos
Esquemas de fracionamento mais extremos com 36Gy/6frações podem ser usados em:
homens com performance status reduzido nos quais o esquema fracionado diário seria
difícil; para controlar doença localizada nos carcinomas da próstata resistente á
castração; um dos esquemas possíveis nos doentes com doença metastática
hormonosensível de baixo volume (STAMPEDE-RT).
Volume
Margens
alvo
PTVp_3600 = CTVp + 10mm (8mm posterior)
PTVp ou
PTVp_3600 = CTVp + margem [2/3volumes (CHHiP style)]
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4.3.3. CONTRANGIMENTOS DE DOSE
- Constraints de dose para tecidos normais para tratamento próstata ± VS (protocolo
CHHiP)
Dose (Gy)
Órgãos de risco Volume máx (% ou cc)
CHHiP (3Gy/fr)
Ótimo Mandatório
24.4 80% -
32.4 65% -
40.5 50% 60%
Reto 48.6 35% 50%
52.7 - 30%
56.8 - 15%
60.8 3% 5%
40.5 50%
48.7 25%
Bexiga 52.7 50%
56.76 5% 35%
60.8 3% 25%
Cabeça dos fémures 40.5 50%
36.5 78cc 158cc
40.5 17cc 110cc
Intestino 44.6 14cc 28cc
48.7 0.5cc 6cc
52.7 <0.01cc
Bulbo peniano 40.5 50%
- Constraints de dose para tecidos normais para tratamento próstata + VS + pelvis
Dose (Gy)
Órgãos de risco Volume máx (% ou cc)
2Gy/fr
Ótimo Mandatório
30 80% -
40 65% -
50 50% 60%
60 35% 50%
Reto
65 - 30%
70 - 15%
75 3% 5%
50 50%
60 25%
Bexiga 65 50%
70 5% 35%
Cabeça dos fémures 50 5% 25%
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45 78cc 158cc
50 17cc 110cc
Intestino 55 14cc 28cc
60 0.5cc 6cc
65 <0.01cc
50 50%
Bulbo peniano
60 10%
- Constraints de dose para tecidos normais para tratamento hipofraccionado extremo
(36Gy/6fr, 1x/semana)
Dose (Gy) Volume máx (% ou
Órgãos de risco
2Gy/fr cc)
16.7 80%
Reto 27.8 60%
33.3 50%
27.8 50%
Bexiga
33.3 25%
Confirmar todas as doses (juntar valores para hipofr 70Gy/28fr; e para RT salvage)
4.4. VERIFICAÇÃO DE IMAGENS
- Deve ser aplicado protocolo de imagem diária definido no serviço.
5. SEGUIMENTO (EFEITOS ADVERSOS)
- Durante o tratamento: os doentes devem avaliados em semanas alternadas, com
registo de toxicidade em cada avaliação. Doentes sem toxicidade aguda podem ser
reavaliados a partir da 3ª semana de tratamento.
- Após o tratamento: os doentes devem ser reavaliados entre 4-12 semanas após
terminar RT. Deve ser mantido registo de toxicidade tardia. Depois devem manter
seguimento com avaliação de PSA de 6/6 meses até aos 2 anos. Depois anualmente
até aos 5 anos (de acordo com clínico) ou ter alta para Urologista assistente / médico
de família com orientações de seguimento.
6. BIBLIOGRAFIA
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Parker C, Castro E, Fizazi K, Tombal B, Gillessen S, on behalf of theESMO Guidelines
Committee. Prostate cancer: ESMO Clinical Practice Guidelines for diagnosis, treatment and
follow-up. Annals of Oncoloy. Volume 31, issue 9, p1119-1134, september 01, 2020.
DOI:[Link]
NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology. Prostate cancer. Version 1.2020.
Dearnaley DP, Jovic G, Syndikus I, Khoo V, Cowan RA, Graham JD, Aird EG, Bottomley D,
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SERVIÇO DE
RADIOTERAPIA
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7. ANEXOS
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