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Elementos do Tabernáculo e a Presença Divina

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A presença de Deus no meio do seu povo é um tema enfatizado amplamente na Bíblia.

Ela se
dá sempre por meio de um símbolo desta presença e não significa um lugar físico. É como
símbolo que ela tem mais força para a nossa fé. Na Aliança da Lei, a presença de Deus
“acontece” através da arca, da mesa dos pães, do candelabro, da Tenda (ou “Tabernáculo”), do
altar para os sacrifícios, do pátio da tenda, das roupas, o manto e o peitoral dos sacerdotes.

Nenhuma destas coisas “realizava” a presença de Deus, mas tudo era um sinal indicativo desta
Sua presença. Ao lermos tudo isto e muito mais do Antigo Testamento, lembramo-nos de Maria
(Lc 2.51), que “guardava tudo isto no coração”. Não haviam amuletos nem patuás, mas sim
memória viva. Foi assim também que Jesus falou da Ceia (Lc 22.19; 1Co 11.24: “em memória
de mim”).

A presença de Deus, tanto em frente ao Sinai como ainda hoje na Ceia, é sempre um fato real
que não depende de nada que alguém possa fazer. É uma concessão, uma dádiva divina
autônoma, soberana e incondicional. Esta concessão ou dádiva é um convite para um encontro
eterno, que pretende produzir em nós um senso de paz, descontração, confiança e alegria
espiritual. É nesse encontro espiritual que recebemos o aconselhamento e o ensino divino de
que carecemos.

Estamos sendo ajudados, acompanhados e aconselhados por um Deus que habita dentro de
nós. É importante aprendermos que a nossa vinculação com Deus não é por causa do nosso
comportamento, mas sim pelo sacrifício de Cristo. Assim conseguiremos nos sentir mais
tranquilos e bem cuidados, diminuindo as ansiedades da vida cotidiana.

A arca da aliança

25.10-22 Ali eu me encontrarei com você.

Deus quer um lugar específico no Tabernáculo para se encontrar com seu servo Moisés. Este
lugar é a arca da aliança, que devia ser construída com madeira de acácia, uma madeira
simples, porém útil para queimar e fazer forte calor para transformar objetos ou remodelar
peças. O tanino extraído da acácia serve para curtir o couro. A acácia pode ainda servir de
suporte para as construções, como pilares que sustentam muito peso. Ela deve ser revestida
com ouro puro, um material resistente, valioso e impressionante. A arca terá dois querubins
que olharão para a tampa e serão fundidos nela de tal maneira que formarão com ela uma só
peça. As suas asas abertas cobrem a tampa como que acolhendo algo precioso. Dentro da arca
estarão as pedras nas quais foram escritas as leis de Deus. O encontro de Deus com Moisés se
dará de cima da tampa, do meio dos dois querubins.

A mesa dos pães da Presença de Deus

25.23-30 Você deverá fazer também uma mesa de madeira.

A mesa feita de madeira de acácia e revestida com ouro, assim como a arca, também terá
argolas que servirão para transportá-la. Os pratos e copos usados na Tenda Sagrada também
serão de ouro, indicando a preciosidade de Deus. Na mesa, colocada na frente da arca da
aliança, estarão para sempre os pães sagrados oferecidos a Deus.

25.31-40 Faça um candelabro de ouro puro. Todas as partes que formam o candelabro também
darão a ideia de uma só peça, e será esta unidade que fornecerá a luz. tudo de acordo com o
modelo. Moisés é alertado para fazer tudo conforme lhe foi mostrado no seu encontro com
Deus no monte Sinai.
A tenda do encontro

26.30 Arme a Tenda de acordo com o modelo. A tenda foi feita para ser igual ao lugar santo
que está no céu. Entendemos que Deus está ensinando a Moisés a fazer na terra uma
representação daquilo que já existe no Céu (cfe. Hb 8.5; 9.23-24). Quando Jesus nos ensina a
orar “seja feita a Tua vontade aqui na terra como é feita no céu”, vemos que o padrão é sempre
o Reino de Deus, aquele que nós não vemos.

26.33 A cortina separará o Lugar Santo do Lugar Santíssimo.

O Lugar Santíssimo (“Santo dos Santos” na versão tradicional) fica sempre fechado, escuro e
fora da vista, o que já sinaliza que o Reino de Deus, desde nossa queda no pecado, é invisível
para nós.

O altar para os sacrifícios queimados ex 27

Sinalizando Cristo

O pátio da Tenda da Presença de Deus

27.19 os objetos usados… serão de bronze. Essa instrução se refere aos objetos utilizados fora
do Lugar Santo.

O azeite para o candelabro

20 — Moisés, mande que os israelitas lhe tragam o melhor azeite para o candelabro, a fim de
que ele possa ser aceso todas as tardes.

o melhor azeite. Podemos oferecer a Deus sempre o nosso melhor, que ainda será pouco
diante da preciosidade de suas dádivas para conosco.

As roupas dos sacerdotes

28.1 para que me sirvam como sacerdotes. Estes capítulos de Êxodo mostram a grande
complexidade da tarefa de possibilitar a convivência de um povo em formação, cheio de vícios
e pecados, com o Deus que os libertou e conduz, que é absolutamente santo, invisível e
opositor radical ao pecado. Deus mesmo organizou o sistema que tornaria essa proximidade
possível, e os sacerdotes serviriam de intermediários fundamentais nessa tarefa. É a primeira
vez, desde a destruição do mundo antigo pelo dilúvio, que a vida humana é formalmente
reaproximada da divindade, e há grandes riscos de vida envolvidos. Teremos maior facilidade
em entender a necessidade de tantas precauções se compreendermos o quanto o pecado
humano é mau e terrivelmente prejudicial a todos. Esse dilema somente será resolvido na
implementação da nova aliança entre Deus e seu povo, com a morte do Messias na cruz,
momento no qual a cortina do Templo se rasgou (Mt 27.51).

faça roupas de sacerdote.

Em todas as instruções detalhadas de vestuário sacerdotal, nada é dito sobre sandálias. Pelo
visto, tal como no chamado de Moisés no monte Sinai, a quem Deus mandou tirar as sandálias
porque o terreno era sagrado, os sacerdotes que trabalhavam no santuário fariam o seu
serviço descalços.
O manto sacerdotal

O peitoral

28.30 Urim e o Tumim. Não são descritos em detalhe, mas eram objetos utilizados,
exclusivamente por sacerdotes, para consultar a vontade de Deus, numa espécie de resposta
“sim” ou “não” (1Sm 23.9-14). As consultas eram sempre de cunho coletivo e nunca individual,
como acontece em jogos de adivinhação de nosso tempo. Usou-se este oráculo por bastante
tempo, mas também começou-se a entender que Deus poderia apresentar sua mensagem de
outras maneiras, incluindo reflexões sobre ética e consideração ao próximo, e não mais
processos aleatórios. Tanto a religião judaica quanto a cristã recomendam que a pessoa se
abstenha de procurar conhecer o seu futuro, e promovem a ideia de buscar a maturidade
emocional para suportar a ansiedade de não saber o que vai acontecer. Isso traz ao ser
humano a consciência da sua realidade limitada por não conhecer o seu futuro, e abre a boa
possibilidade de confiar e depender do Pai Celestial (veja Tg 4.13-15). O último registro bíblico
do costume de lançar sortes perante Deus, algo semelhante ao Urim e Tumim, ocorre em Atos
1, significativamente o último verso antes da descida do Espírito Santo sobre a Igreja.

28.31-42 o som dos sininhos. Num ambiente que não favorece a visão, Deus provê um sinal
sonoro que faria os movimentos de Arão serem reconhecidos — e também certificar ao povo
que aguardava lá fora que ele continuava atuando e não havia morrido por conta do pecado.
morrer por mostrarem a sua nudez. Tudo precisa ser perfeito na presença do perfeito Deus.
Por sua misericórdia, Deus provê os sacrifícios como oferta pelos pecados e provê a
identificação da consagração do sacerdote ao Senhor numa placa de ouro (v. 36), para garantir
a aceitação dessas ofertas e do povo ofertante. A total santidade de Deus e a terrível
imperfeição humana fazem com que a aceitação das ofertas nunca seja algo automático —
todas as recomendações deveriam ser observadas com cuidado

29.10-18 Arão e os seus filhos porão as mãos na cabeça dele.

Esse gesto indica a substituição dos sacerdotes pelo animal a ser morto. Na cultura judaica, tal
como expresso na Bíblia, a vida de uma pessoa está no seu sangue. Portanto, fazer um
sacrifício de sangue é refletir sobre a vida. A intenção é que as pessoas pessoas envolvidas em
um sacrifício como este sentissem e pensassem: “eu é que mereceria estar morrendo”. Esta
reflexão leva o indivíduo a analisar sobre como tem conduzido sua própria vida e a reavaliar
suas posturas. Algo semelhante acontece conosco quando vamos a um enterro e nos
confrontamos com a morte. Todo o ritual neste texto separa o que é sagrado do que é profano.
Naquele tempo, inclusive durante toda a vigência da Velha Aliança, considerava-se que Deus
habitava fora do ser humano, e com Ele só se poderia travar algum contato em determinados
momentos e em determinados locais. Com a vinda de Jesus e sua Nova Aliança (Jr 31.31-34; Jo
4.20-24), Deus não mora mais fora do ser humano, mas dentro dele (Lc 17.21), pelo Espírito
Santo.
Hernandes Dias

Êxodo 25

8 "E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles.

9 Façam tudo como eu lhe mostrar, conforme o modelo do tabernáculo e de cada utensílio.

Me farão um santuário para que eu possa habitar no meio deles. Seu anseio sempre foi por
relacionamento conosco. Romper com a distância. Nós existimos pra conhecer a Deus

O tabernáculo era móvel, representando e apontando para a Presença de Jesus no meio da


igreja. Na nova aliança nós somos o tabernáculo móvel.

Deus falou diversas vezes com Moisés para seguir o modelo que Ele estava instruindo,
deixando uma ideia de que Deus estava construindo a representatividade do que já existia no
céu. Moisés não era o arquiteto e engenheiro desse projeto, não caberia a ele qualquer
criatividade. Porque esse projeto era sombra de uma realidade que iria se manifestar em
Cristo.

Matéria prima principal para a construção do santuário era a madeira de acácia, madeira do
deserto e difícil de ser trabalhada, é dura e cheia de nós, símbolo da nossa natureza e Deus
pensou em seu plano de Redenção para nossa natureza pecaminosa.

Eles precisaram andar pelo deserto para encontrar a acácia e cerrar. Um ensinamento,
precisamos ser cerrados, morrer para nós mesmas, nosso ego, para o mundo e assim vivermos
pra Deus e termos relacionamento com Deus.

A ordem foi cerrar tábuas todas iguais. Deus não faz acepção de pessoas. Colocar tábuas
engatadas, representando aliança e na vertical, de pé sob uma base de prata, não na areia,
porque a areia simboliza o mundo, mas base de prata, símbolo de redenção. Fomos resgatados
do mundo, entre nós e o mundo existe a cruz de Cristo. Depois Deus manda moisés cobrir as
tábuas de ouro. Significa que Deus nos cobriu com a justiça de Cristo, não somos mais madeira
de acácia, mas justiça de Cristo, recebemos sobre nós a Glória de Deus.

Deus está mostrando em sombra o que seria a realidade futura, a justiça de Cristo na nossa
vida.

O Santuário é levantado e ele tem o pátio externo, o lugar santo e lugar santíssimo ou santo
dos santos. O santuário representava a Presença de Deus, apontava para Cristo. Todas as tribos
armavam suas tendas ao redor do santuário.

Deus habita conosco e em nós, Cristo precisa ser o centro da nossa vida.

No pátio, local externo do santuário, haviam dois utensílios:

1 – o altar de bronze onde os sacrifícios eram feitos e queimados

Altar de bronze simboliza o juízo de Deus onde o pecado foi expiado. Aponta pra cruz onde o
sacrifício perfeito foi executado e nós não entramos no santuário pra adorar a Deus sem antes
passarmos pela cruz. Sem derramamento de sangue não tem remissão de pecados. Ou
passamos por Cristo ou não conheceremos a Deus, não teremos intimidade com Deus.
Após o altar de sacrifício, tinha

2 – uma pia de bronze onde continha água, o sacerdote devia lavar-se para entrar no lugar
santo pra adorar. Significa que somos redimidas mas continuamos sendo pecadoras e
precisamos constantemente sermos purificadas e lavadas através da Palavra de Deus.
Precisamos passar por essa bacia constantemente, sendo lavadas pela Palavra.
Efésios 5
25
Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-
se a si mesmo por ela
26
para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra,
27
e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou
coisa semelhante, mas santa e inculpável.

Então, após o sacerdote efetuar o sacrifício, se lavar na bacia com água, ele entrava no
santuário.

Dentro do santuário haviam 3 utensílios:

1 a mesa com os pães da Presença no lado esquerdo.

12 pães que eram trocados todos os sábados. Os pães apontavam pra Jesus, o pão da vida.
Quando entramos na casa de Deus precisamos nos alimentar com o pão vivo que desceu do
céu.
João 6
48
Eu sou o pão da vida.
49
Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram.
50
Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.
51
Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá
para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do
mundo.

Cristo é o nosso alimento.

No lado direito, ficava o candelabro, astes feitas de ouro puro, continha azeite e também havia
luz. E novamente aponta pra Jesus, Ele é a luz do mundo. Também pra igreja, vós sois a luz do
mundo. Mas a igreja não tem luz própria, ela só é a luz do mundo a medida que ela reflete a
luz de Cristo. Estamos refletindo essa luz?

O que alimentava a chama era o azeite, ele que produzia a luz. Pra ter luz é preciso de azeite, o
símbolo do Espírito Santo de Deus. Após nos tornarmos luz do mundo.

Agora temos o terceiro utensílio:

3 – o altar de incenso

Aponta para Cristo porque Ele é o nosso sacerdote que nos leva a presença de Deus,
intercessor junto ao pai, simboliza oração. Também aponta para a igreja porque a bíblia diz que
as orações que sobem do altar são levadas ao trono de Deus. A oração conecta o altar da terra
com o trono do céu. A oração conecta a fraqueza humana com a onipotência divina.

Depois que nos alimentamos de Cristo e nos tornamos a luz do mundo, passamos a ter uma
vida plena de oração.
Quando o incenso era queimado produzia um perfume agradável, sobe como aroma suave às
narinas de Deus. Dentre todos os produtos utilizados para fazer o incenso, um deles era o SAL,
um símbolo nosso. Um dos principais ingredientes para a oração que agrada a Deus é a nossa
própria vida no altar e no centro da sua vontade.

E para entrar no lugar santíssimo, havia uma cortina e somente o sumo sacerdote podia entrar.
E uma vez por ano com sacrifícios de sangue lá do altar de bronze.

Lá no Santo dos Santos ficava a arca da aliança, se o santuário representa a igreja, a arca da
aliança representa Jesus. Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós pra que
nele fossemos feitos justiça de Deus e a arca da aliança também foi feita de madeira de acácia
e coberta de ouro, representando tanto a humanidade de Cristo como a divindade de Cristo. A
tampa toda feita de ouro, o propiciatório, representando que a redenção é obra exclusiva de
Deus. Onde ficavam os dois querubins de ouro, onde a shekiná de Deus aparecia, apontam
para a glorificação de Deus.

Dentro da arca tinham 3 objetos, tábua das leis, vaso com maná e a vara de arão que floresceu.

Os três objetos apontavam pra Jesus. Ele é a verdadeira Palavra de Deus, o logos, a Palavra
viva, ele é o verdadeiro maná, quem se alimenta dele nunca morrerá. E a vara de arão que
floresceu, representa a cruz, a ressureição. Quando Ele veio a terra era filho unigênito, único,
mas hebreus 1 diz que depois da obra de redenção, ele retorna ao céu como filho primogênito,
primeiro de muitos. A vara floresceu! Somos um broto dessa videira verdadeira.

A realidade chegou, joão 1:14, o verbo se fez carne e habitou entre nós, a essência de Deus. Ele
voltou para o céu e derramou o Seu Espírito pra ficar pra sempre conosco. Nosso corpo é o
santuário da morada de Deus, a Bíblia diz que somos o santo dos santos onde a Glória de Deus
se manifesta. Ele veio morar dentro de nós.
Apocalipse 21
3
E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com
os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus
estará com eles, e será o seu Deus.
4
E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem
pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
5
E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as
coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.
6
E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim.
A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.

Então, quando Ele falou com Moisés, me farão um santuário, era sombra do que estamos
experimentando hoje, ainda bem pouco, porque vamos experimentar muito mais ainda da Sua
Glória.

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