PORTUGUÊS
12.ºano
Ricardo Reis
(Heterónimo de Fernando Pessoa)
O fingimento artístico: o poeta «clássico»
• Epicurismo
• Estoicismo
Reflexão existencial: a consciência e encenação da mortalidade
Linguagem, estilo e estrutura
Ricardo Reis em Exame
Análise de Poemas
• Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio
• As rosas amo dos jardins de Adónis
Beatriz Duborjal
O fingimento artístico: o poeta «clássico»
• Neoclassicismo: revivalismo da cultura da Antiguidade Clássica (sobretudo a grega).
• Neopaganismo: hierarquização ascendente – animais, homens, deuses e Fado que a todos preside.
• Epicurismo: demanda da felicidade e do prazer relativos; indiferença perante as emoções
excessivas e preferência pelo estado de ataraxia (serenidade e ausência de perturbação ou
inquietação).
• Estoicismo: aceitação das leis do Tempo e do Destino; resignação perante a frágil condição humana
e o sofrimento; culto da autodisciplina e da abdicação voluntária de sentimentos e compromissos.
• Horacianismo: carpe diem (fruir o momento com moderação).
• Classicismo como máscara poética.
• Contemplação da Natureza e desejo de com ela aprender a viver; afastamento social e rejeição da
práxis (proatividade).
Epicurismo: corrente filosófica que defende uma vida orientada para os prazeres simples e comedidos
gozando o presente, sem receio do futuro (“carpe diem”), perante a inexorabilidade (inevitabilidade) da morte
e a fugacidade da vida numa busca do não sofrimento (“atanaxia”).
Estoicismo: corrente filosófica que defende a aceitação da vida, de forma resignada, incluindo o sofrimento.
Consciente da efemeridade da vida e da iminência da morte, encena a própria mortalidade. Conta o regresso
do Neopaganismo, com a apropriação do espaço sagrado pelos deuses.
Reflexão existencial: a consciência e encenação da mortalidade
• Consciência da efemeridade da vida, da inexorabilidade do Tempo e da inevitabilidade da morte.
• Tragicidade da vida humana.
• A vida como «encenação» da hora fatal (previsão e preparação da morte): despojamento de bens
materiais, negação de sentimentos excessivos e de compromissos.
• Intelectualização de emoções e contenção de impulsos.
• Vivência moderada do momento (o presente como único tempo que nos é concedido).
• Preocupação obsessiva com a passagem do Tempo e com a inelutável morte (apesar do esforço
empreendido na construção da máscara poética).
Linguagem, estilo e estrutura
• Linguagem culta, erudita e latinizante.
• Estilo e forma complexos espelham o conteúdo.
• Tom didático e moralista (conselhos expressos no imperativo ou no conjuntivo com valor exortativo)
• Tom coloquial na presença de um interlocutor.
• Ausência de rima (verso solto).
• Predomínio de construções sintáticas subordinadas e com influência da sintaxe latina (alteração da
ordem padrão dos constituintes sintáticos).
• Privilégio do presente do indicativo e uso frequente da primeira pessoa do plural.
• Recursos expressivos predominantes: anástrofe, metáfora, aliteração, apóstrofe.
Ricardo Reis em Exame
2020 / 1ª fase / 639
2018 / 2ª fase / 639
2016 / 2ª fase / 639
2013 / 1ª fase / 639
2009 / 2ª fase / 639
Análise de Poemas
• Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio
• As rosas amo dos jardins de Adónis