Resenha crítica (de 3 a 6 páginas) do processo de Gestão Logística de: 1)
Negociação com fornecedores; 2) Gestão de compras e 3) Gestão de
estoques.
A logística é a gestão responsável e eficiente dos recursos e processos de
uma organização. Trata-se do fluxo de trabalho que leva uma matéria prima a
se tornar um produto até sua entrega ao consumidor, o que se pode chamar de
cadeia logística. Envolve a coordenação sistêmica ou interconexões de
diversos processos. Dentre esses processos ou atividades estão: transporte;
armazenamento, gestão de estoques, previsão de demandas, planejamento de
produção, fabricação ou montagem, fluxo de informações, gerenciamento de
custos, etc. E para que haja sucesso e efetivação dessa cadeia logística, é
essencial a interligação e eficiência dessas atividades, tendo em vista que
impactam diretamente a capacidade de atender às necessidades do mercado,
reduzir custos e manter satisfação do cliente.
Além disso, em decorrência da globalização e dos avanços tecnológicos,
faz-se necessário investimentos em gestão estratégica de dados com vistas a
garantir eficiência e adequação no mundo dos negócios. Dessa forma, uma
cadeia logística organizada e bem sucedida é essencial para a competitividade
da organização, já que também impacta na capacidade de atender as
expectativas do consumidor, bem como a ter vantagem de mercado.
As atividades logísticas se dividem em primárias (aquelas essenciais para
que os objetivos logísticos sejam atingidos com baixo custo e melhor nível do
serviço) e secundárias (aquelas que dão suporte ao sistema logístico,
garantido a eficiência das atividades primárias). São exemplos de atividades
primárias o processamento de pedidos (ponto de interligação entre a gestão
logística e o cliente, indo da preparação do produto até a entrega ao cliente),
transporte (parte essencial no fluxo de trabalho que requer um bom
planejamento estratégico e de logística para o alcance da eficiência,
controlando esses gastos e aumentando a eficiência das entregas e
recebimentos da organização) e gestão do estoque (exige métodos eficientes
de gerenciamento, com o intuito de otimizar o controle das mercadorias e
reduzir os custos desse fluxo sem atrapalhar a produção e/ou as vendas). São
exemplos de atividades secundárias o manuseio de materiais
(movimentação dos recursos da organização), embalagem (garante a
integridade e segurança do produto em seu armazenamento, movimentações e
deslocamentos, além de estar relacionada à otimização do espaço de
armazenamento, bem como manuseio e design), aquisição de suprimentos
(relacionado aos fluxos de entrada dos suprimentos, considerando gestão de
estoque e armazenamento), armazenagem (garante conservação e utilização
do produto na sequência correta e demanda atenção a questões como local,
tamanho do espaço, segurança, etc.), programação de produtos (previsão e
preparação da quantidade de produtos necessária para atender os clientes –
estudo de mercado) e sistemas de informação (gestão da base de dados
necessária à execução do planejamento e controle logístico).
Todas essas atividades devem estar intimamente articuladas de forma a
garantir o sucesso logístico da organização. E é nesse cenário que entra o
Setor de Compras, núcleo responsável por “abastecer” a empresa em tudo
que ela precisar. Dentre as funções atribuídas ao setor podemos destacar: -
receber e organizar os pedidos de compras de diversas áreas da
empresa, seja da produção, vendas, manutenção ou para suprimentos; -
selecionar e cadastrar fornecedores, levando em conta qualidade, preço,
confiabilidade na entrega e nível da assistência técnica oferecida; -
negociar com os fornecedores em busca de melhores preços, prazos de
entrega e condições de pagamento; - fazer cotações e orçamentos,
submetendo-os àqueles que fizeram os pedidos de compra; emitir as
ordens de compra aprovadas; - manter os estoques da empresa
abastecidos; - prezar pela correta emissão dos documentos fiscais, com
auxílio da área contábil da empresa. A partir dessas atividades tão
essenciais o setor garante uma cadeia logística eficiente e capaz de atender
aos objetivos da organização.
Nessa perspectiva, focaremos aqui em três aspectos específicos
importantes desse contexto: - Gestão de compras; - Negociação com
fornecedores; - Gestão de estoques.
Conforme aponta Ballou (2001 apud Castallanelli, et. all., 2002, p. 2), as
atividades relacionadas a compras envolvem uma série de fatores como
seleção de fornecedores, qualificação dos serviços, determinação de prazos de
vendas, previsão de preços, serviços e mudanças na demanda, entre outros.
Tais pontos são fundamentais para o sucesso da organização, tendo em vista
que a maior parte do dinheiro arrecadado nas vendas é direcionado ao
pagamento de fornecedores, portanto, negociações para redução de custos
podem gerar melhorias consideráveis nos lucros. A equipe responsável pela
gestão de compras deve estar atenta às necessidades competitivas dos
produtos e serviços, tornando-se, e certa medida, responsável pela entrega no
tempo certo, custos, qualidade e outros elementos na estratégia de operações.
Como destaca Castallanelli, et. all., (2002, 2), é necessário que os gerentes de
compras envolvam-se em várias atividades como manter um banco de dados e
seleção de fornecedores, negociar contratos com os mesmos e agir como
intermediário entre os fornecedores e a empresa.
Quando essa relação com fornecedores é estreitada, cuidada e qualificada,
atinge-se um nível de confiabilidade mútua, fornecimento de qualidade
assegurada e participação atinge-se, de acordo com Martins & Alt (2001 apud
Castallanelli, et. all., 2002), o comakership. Este termo de uma estratégica
baseada na confiança para aprimorar o processo de fornecimento. A
negociação com fornecedores perpassa...
Assim, além de procurar qualidade, bom preço e condições de
pagamento, capacidade de produção e confiabilidade na entrega, o
departamento de compras de uma empresa também deve ficar
atento à idoneidade do fornecedor.
E isso envolve questões trabalhistas, fiscais e ambientais.
Portanto, uma boa gestão de compras envolve uma qualificação
apurada dos fornecedores. É preciso exigir documentos referentes à
situação jurídica da empresa, CNPJ, alvarás de funcionamento,
licenças ambientais, entre outros.
Negociação
Negociar é uma arte.
E cabe ao comprador fazer o possível para que a empresa consiga de
seus fornecedores uma proposta que atenda de forma satisfatória as
necessidades de ambos.
Mas toda negociação deve seguir regras.
“Espremer” fornecedores para conseguir vantagens abusivas é uma
prática do passado. Lembre-se que se seu fornecedor quebrar você
terá que recorrer a uma fonte alternativa, nem sempre a melhor.
Mesmo em um mercado saturado de fornecedores, sempre há
aqueles que oferecem um serviço ou produto melhor.
Por isso, a negociação deve ser do tipo ganha-ganha. Nesse caso,
sempre que uma parte faz uma concessão, a outra deve retribuir na
mesma moeda, até chegarem a um acordo viável e satisfatório para
ambos.
Para atender seu público-alvo, necessita de fontes confiáveis de
abastecimento, que supram essas demandas no prazo acordado, com
qualidade e a preços que não impactam negativamente sua margem de
lucro.
A questão é que, quando essa relação é comprometida, há um sério
risco de a sua empresa sofrer desabastecimento, receber provisões com
qualidade inferior ao esperado e, consequentemente, ter problemas com
o fluxo de entrega para os clientes finais.
É justamente neste ponto que entra a importância do relacionamento
com fornecedores. Ao explorar positivamente essa parceria, fica muito
mais fácil evitar transtornos como esses, além de contribuir para o
sucesso e crescimento do seu negócio e da empresa fornecedora.
Quer entender essa dinâmica melhor? Basta seguir a leitura deste artigo!
Qual a importância do relacionamento com fornecedores?
O relacionamento com fornecedores é importante porque afeta
diretamente as operações comerciais de uma empresa. É a partir do
fornecimento de produtos e serviços que as companhias
conseguem entregar aos clientes as soluções que comercializam.
Sem parcerias sólidas e confiáveis com os fornecedores, os
resultados do negócio são seriamente comprometidos.
Se separarmos a importância do relacionamento com fornecedores por
tópico, temos os seguintes pontos:
1. redução de custos;
2. mitigação de riscos;
3. aumento da produtividade;
4. melhora da qualidade das soluções.
Por que manter um bom relacionamento com fornecedores?
Além de todos os pontos que citamos, manter um bom relacionamento
com fornecedores é uma abordagem estratégica que ajuda a destacar
sua empresa dos concorrentes.
A razão é que, quanto mais qualidade seus produtos/serviços tiver, mais
poder de atração e de fidelização de cliente terá. Com isso, conseguirá
aumentar sua participação de mercado e tornar sua marca mais
competitiva.
Somado a isso, estruturar um relacionamento estratégico com empresas
fornecedoras ajuda a mitigar uma série de riscos, a exemplo dos
financeiros, reputacionais, ambientais, sociais e de desabastecimento.
Resultados como esses são possíveis porque, relações comerciais desse
tipo permitem:
desenvolver planos de contingência mais precisos para lidar com
eventuais problemas, já que você sabe que poderá contar com
esses parceiros e renegociar condições sempre que for preciso;
atender padrões de qualidade elevados;
manter seu negócio em compliance;
garantir o fluxo produtivo e a entrega das soluções aos clientes
finais.
CASTALLANELLI, C.; COLETTI, J. A. DIDONET, S.R.; FIES, M. G. A
importância da gestão de compras para a competitividade das empresas:
o caso da rede super. Disponível em:
<[Link]
A_IMPORTANCIA_DA_GESTAO_DE_COMPRAS_PARA_A_COMPETITIVIDA
DE_DAS_EMPRESAS_O_CASO_DA_REDE_SUPER/links/
5613ecfd08ae4ce3cc635d7e/A-IMPORTANCIA-DA-GESTAO-DE-COMPRAS-
PARA-A-COMPETITIVIDADE-DAS-EMPRESAS-O-CASO-DA-REDE-
[Link] >. Acesso em: 02/07/2024.
Todos os exemplos supracitados se aplicam à gestão logística de uma
fábrica de calçados.
Tour Virtual Tramontina Belém e Companhia Farmacêutica GSK
A partir do tour é possível observar o quanto as empresas são organizadas e
seus processos de produção e logísticos. Com base na observação é possível
prever a execução de atividades da cadeia logística, tanto primárias como
transporte, gestão de estoque e processamento de pedidos, quanto
secundárias como aquisição de suprimentos, manuseio de materiais,
armazenagem, programação de produtos, embalagem, gestão de dados
através de sistemas de informação e programação de produtos (previsão e
preparação da quantidade de produtos necessária para atender os clientes).