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Rede SS7: Estrutura e Funcionalidades

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Parte E - A Rede de Sinalização

Parte E – A rede de sinalização

Figura E.0.1 Modelo de referência

Uma introdução geral à sinalização é dada no Capítulo 7 do Volume 1.

1 Serviços de usuário ........................................................................................ 376


2 Padronização ................................................................................................. 378
3 Comutação e controle da comutação ............................................................ 392
4 Técnicas de transmissão ................................................................................ 402
5 Redes de acesso e de troncos ....................................................................... 402
6 Inteligência de rede e serviços de valor agregado ......................................... 402
7 Sinalização ..................................................................................................... 403
8 Gerenciamento de rede ................................................................................. 403
9 Cooperação entre redes ................................................................................ 408
10 Planejamento de rede .................................................................................... 409

Ericsson Telecomunicações 375


Entendendo Telecomunicações 2

1 Serviços de usuário
Nesta parte nós estaremos tratando de uma rede portadora muito importante: a rede
de sinalização. Basicamente, sua tarefa é suportar outras redes, mas ela pode também
transportar tráfego, transparentemente, sob a forma de mensagens curtas entres
assinantes ou sinalização entre PBXs. Preferimos chamá-la de rede SS7, que é uma
forma abreviada do seu nome por extenso “Sistema de Sinalização ITU-T Nº 7” ou
“sistema de sinalização por canal comum Nº 7”.
A rede SS7 está em operação desde o início dos anos 80. Antes, então, somente
estava disponível a sinalização por canal associado (sinais enviados ao longo da via de
voz). Veja Figura E.1.1.

Figura E.1.1 Sinalização por canal associado

Há certas semelhanças entre o serviço portador da SS7 e aquele da rede X.25 descrita
na Parte F1 – X.25. Ambas as redes são comutadas por pacotes e têm uma estrutura
de protocolo em três camadas, que essencialmente correspondem às camadas 1-3 da
interconexão de sistemas abertos (OSI).
Uma diferença é que o X.25 é orientado à conexão – “o primeiro pacote marca o
caminho” – enquanto a rede SS7 é usualmente sem conexão, o que significa que
todos os pacotes (datagramas) são individuais no sentido que eles são independentes
de outros pacotes. Outra diferença tem a ver com serviços de usuário. A rede SS7
carrega pacotes de mensagem de sinalização, ou unidades de sinal de mensagem
(MSU76), entre processadores na rede de telecomunicações. Os protocolos para
comunicação de processador (isto é, mensagens de dados ou informação de usuário)
residem acima da camada 3 da OSI e são chamados partes de usuários (UPs) e
partes de aplicação (APs). A rede X.25, por outro lado, cuida da troca de mensagens
de dados entre terminais de assinante ou outros elementos de conexão da rede, mas
também é usada como uma rede de suporte para transmissão de informações de
gerenciamento (veja Volume 1, Capítulo 8).

76
NR - Message Signal Unit.

376 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

A Figura E.1.2 ilustra a função da rede SS7. Um nó de comutação na rede chama-


-se ponto de transferência de sinalização (STP). Ele trata o tráfego de pacotes entre
os nós da PSTN, rede digital de serviço integrado de faixa estreita (N-ISDN), PLMN
e redes privadas virtuais (VPNs), assim como o tráfego para e dos nós da rede
inteligente (IN), principalmente os pontos de controle de serviço (SCPs). Os nós
conectados à rede de sinalização são chamados pontos de sinalização (SP).
A rede SS7 também suporta a ISDN de faixa larga (B-ISDN).

Figura E.1.2 Aplicações do SS7 com pontos de sinalização associados

Os serviços de usuário – partes de usuário e partes de aplicação – da rede SS7


desempenham um importante papel como blocos construtivos funcionais em outras redes:

Figura E.1.3 Os serviços de usuário da rede SS7

Ericsson Telecomunicações 377


Entendendo Telecomunicações 2

As partes de usuário e partes de aplicação tratam a informação de usuário, tais como:


informação de controle para estabelecer e liberar conexões de dados ou voz, e
informação para serviços suplementares centralizados (serviços IN). Eles se
comunicam com outros UPs e APs do mesmo tipo e no mesmo nível na rede de
sinalização. O relacionamento com a OSI mostra-se na Figura E.1.4.
A rede SS7 normalmente usa enlaces de 64 kbit/s na rede de transporte. Já que redes
transportadoras de tráfego requerem mais e mais comunicação de processador, podem
ser necessários enlaces de sinalização mais rápidos no futuro. Mesmo assim, a rede
SS7 continuará a ser uma rede muito delgada quando comparada com a PSTN/ISN e
PLMN.
Os UPs e APs colocam requisitos pesados na rede SS7. Todas as mensagens devem
ser transmitidas de uma maneira segura, o que significa que:
· nenhuma mensagem pode ser perdida ou duplicada;
· qualquer mensagem errada deve ser corrigida antes de ser entregue ao receptor;
e
· mensagens devem ser entregues na ordem certa.

Figura E.1.4 SS7 e OSI

2 Padronização

2.1 Geral
O SS7 foi especificado inicialmente em 1979-80, no Livro Amarelo do “Consultative
Committee on International Telegraphy and Telephony” (CCITT), agora conhecido
como Setor de Padronização do “International Telecommunication Union-
Telecommunications” (ITU-T). A quantidade de telesserviços aumentou

378 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

dramaticamente nas décadas de 80 e 90, e o SS7 tem sido gradualmente desenvolvido


para atender aos requisitos de sinalização dos novos serviços.
Nas recomendações dos livros vermelho, azul e branco da ITU-T de 1984, 1988 e
1992, respectivamente, foram acrescentadas mais funções ao sistema de sinalização.
Descreve-se o SS7 nas recomendações da série Q.700
A padronização da rede de sinalização relaciona-se principalmente com as camadas
OSI 1-3, em que se encontram a parte de transferência de mensagem (MTP77) e a
parte de controle de conexão de sinalização (SCCP). O SCCP pode ser entendido
como um suplemento da MTP; juntos formam a parte de serviço da rede (NSP 78).
A MTP encaminha MSUs entre as partes de usuário do mesmo tipo, por exemplo,
entre partes de usuário de telefonia (TUPs). As mensagens de TUP para o
estabelecimento e desconexão de uma conexão de telefonia passam por todas as
centrais ao longo da via de tráfego, e são dadas em cada central instruções para
controle da comutação. Este relacionamento entre a via de tráfego e aquela das
mensagens de sinalização foi a pedra fundamental da especificação SS7 original. O
“vínculo físico” com uma via de tráfego permite que as mensagens SS7 sejam
encaminhadas por meio dos destinos do tráfego e a tabela de encaminhamento
aplicável, assim simplificando o projeto da MTP.
A rede atual também contem nós inteligentes (os SCPs e HLRs, por exemplo) que
estão usualmente localizados fora da máquina de tratamento de tráfego, mas que
devem ser acessíveis daquela máquina. O protocolo do MTP foi, portanto, suplementado
com o protocolo SCCP, que foi primeiramente especificado em 1984 (Recomendações
Q.711-Q.714). O SCCP pertence à camada 3 da OSI.
O SCCP também proporciona o suporte ao uso da rede de sinalização SS7 como uma
avançada rede comutada por pacotes, para comunicação direta entre dois
processadores ou bases de dados, sem laços físicos a circuitos de tráfego. São possíveis
tanto a comunicação orientada a conexão como a sem conexão.
A Figura E.2.1 mostra como a rede SS7 suporta a estrutura moderna da rede com
inteligência centralizada. (Veja Volume 1, Capítulo 7, Subseção 7.4.3, para mais
detalhes.)
A PLMN, em particular, beneficiar-se-á com estas novas possibilidades. A função de
registro (atualização de localização) requer atualização do registro de localização de
origem (HLR) com informação mostrando a localização dos terminais móveis. O
HLR deve ser capaz de trocar mensagens de dados com diferentes registros de
localização de visitante (VLRs), e isto é feito por meio da rede SS7.

77
NR - Message Transfer Part.
78
NR - Network Service Part.

Ericsson Telecomunicações 379


Entendendo Telecomunicações 2

Outro exemplo é a execução de serviços IN. A lógica do serviço está implementada


em uma base de dados denominada ponto de controle de serviço (SCP). Para serem
capazes de executar um serviço suplementar centralizado, as centrais operando como
pontos de comutação de serviço (SSPs) devem estabelecer um diálogo separado com
um SCP por meio da rede SS7 para receber os dados de serviço necessários. A parte
de aplicação das capacidades de transação (TCAP) é um dos protocolos usados
neste diálogo.

Figura E.2.1 Funções da rede SS7 em uma estrutura de rede moderna

2.2 Camadas e níveis no SS7


Usamos o termo “nível” nos protocolo SS7 para designar o que é chamado de “camada”
na terminologia OSI. Falando francamente, as camadas 1-3 da OSI correspondem
aos níveis 1-3 MTP, incluindo o SCCP. As camadas 4-7 da OSI correspondem às
partes de usuário e partes de aplicação. Para evitar confusão, usaremos em seguida o
termo “camada” da OSI:
Camada 1: Nível de enlace de dados de sinalização
Este nível define os requisitos a serem atendidos pelo circuito físico, normalmente um
canal PCM.
Camada 2: Funções de enlace de sinalização
O nível de enlace de sinalização tem funções para transferência confiável de mensagens
sobre um circuito físico (enlace de dados de sinalização), isto é, separação de
mensagens, detecção de erro e correção de erro.

380 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Figura E.2.2 As funções principais de cada camada

Camada 3: MTP, Funções da rede de sinalização


Essa camada tem funções de tratamento de mensagem de sinalização: separação,
distribuição e encaminhamento. As funções para gerenciamento da rede de
sinalização são também incluídas; por exemplo, supervisão da rede de sinalização,
considerando a capacidade, qualidade de transmissão e a necessidade de
reencaminhamento.
Camada 3: Parte de controle de conexão de sinalização
As funções principais incluem o controle, encaminhamento e gerenciamento de rede,
específicos do SSCP orientado à conexão e sem conexão.
Camadas 4–7: Partes de usuário e partes de aplicação
O SS7 permite a vários usuários enviar sinais na mesma rede de sinalização. As
funções nas camadas 4-7 tratam o protocolo de comunicação do usuário
conectado.
Em uma conexão ponto a ponto entre dois nós – ambos incorporando funções ISDN,
PSTN e IN – os relacionamentos entre os protocolos são mostrados na Figura
E.2.3.

Ericsson Telecomunicações 381


Entendendo Telecomunicações 2

Figura E.2.3 Relações entre protocolos para dois nós de comunicação

2.2.1 Camada 1. Nível de enlace de dados de sinalização


Já que a camada física não está especificada no SS7, nenhuma camada 1 na MTP
está definida. Mas uma rede SS7 deve incluir uma camada física, é claro. A
recomendação Q.702 especifica as características que essa camada deve ter para
atender aos requisitos da MTP.

Figura E.2.4 Enlace de dados de sinalização e enlace de sinalização –


relações OSI

Os terminais de sinalização na comutação de tráfego ou nós de inteligência de rede


são interconectados pelos circuitos físicos para formar um enlace de dados de
sinalização.

382 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Nos sistemas digitais, esse circuito é um canal em um sistema PCM com uma taxa de
64 kbit/s. (O SS7 “aluga” o canal da rede de transporte.) Qualquer canal PCM pode
ser usado como um enlace de dados de sinalização exceto o canal 0, que deve sempre
ser usado para sincronismo do sistema PCM. Na Suécia, o canal 11 é usado como um
enlace de dados de sinalização. Veja Figura E.2.4.
O restante dos canais é usado para circuitos de tráfego que transportam voz ou dados,
por exemplo.

2.2.2 Camada 2. Funções de enlace de sinalização


O enlace de sinalização (SL) consiste nos terminais de sinalização em cada nó (ou
ponto de sinalização), o enlace de dados de sinalização intermediário (SDL, isto é, o
canal PCM) e o equipamento que interliga os terminais e o canal PCM.

Figura E.2.5 Enlace de dados de sinalização e enlace de sinalização –


Implementação física

As funções do enlace de sinalização tratam o tráfego no enlace de sinalização e


asseguram transferência confiável da MSUs nos enlaces. Para esta finalidade, as
funções do enlace de sinalização no terminal de sinalização (veja Figura E.2.6)
incluem:

· separação de mensagens;
· detecção de erro;
· correção de erro; e
· supervisão.

Ericsson Telecomunicações 383


Entendendo Telecomunicações 2

As mensagens são temporariamente armazenadas nos “buffers” de transmissão e


recepção. Uma cópia de toda MSU transmitida é armazenada no “buffer” de
retransmissão, de onde será retransmitida se necessário. As outras funções mostradas
na Figura E.2.6 são tratadas em seguida.

Figura E.2.6 Funções do enlace de sinalização (LSSU = Link Status Signal


Unit)

Tipos de mensagem
Não apenas mensagens de sinalização “úteis” do tipo MSU são trocadas no enlace de
sinalização. De fato, unidades de sinal de preenchimento (FISU79) são mais comuns,
já que a carga nos enlaces de sinalização é usualmente baixa. Um terceiro tipo de
mensagem é usado para trocar informação entre os pontos de sinalização; por exemplo,
quando um enlace é colocado em operação após uma falha ou para a transmissão da
informação de controle de fluxo. Este tipo de mensagem é chamado de unidade de
sinalização de estado do enlace (LSSU). Veja Figura E.2.6.

79
NR - Fill-In Signal Unit.

384 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Formato da mensagem
Uma mensagem é dividida em campos, como mostrado na Figura E.2.7. (O número
abaixo de cada campo indica a quantidade de bits.) Vários dos campos de mensagem
servem como “pacotes” para facilitar a transmissão sem erros. De interesse particular
para um usuário (TUP, por exemplo) é a informação no campo de informação de
sinalização (SIF80).

Figura E.2.7 Formato da mensagem (MSU/TUP)

Os campos escuros na Figura E.2.7 representam funções do enlace de


sinalização, isto é, funções da camada 2. As funções principais dos campos da
camada 2 são:
F: “flag” indica o início e fim da mensagem. O “flag” de abertura serve como o “flag”
de fechamento da mensagem anterior (padrão de bits do “flag” = 01111110).
Corr: correção de erro inicia retransmissão do lado de transmissão quando um erro
de transmissão foi detectado pelo lado de recepção.
LI: indicador de comprimento indica o número de octetos (grupos de 8-bit) que
segue o LI até o campo CK, indicando assim qual das três mensagens básicas se
aplica. (O indicador de comprimento consiste em um valor binário entre 0 e 63; 63
significa 63 octetos ou mais.)

80
NR - Signalling Information Field.

Ericsson Telecomunicações 385


Entendendo Telecomunicações 2

LI = 0: FISU
LI = 1 ou 2: LSSU
LI > 2: MSU
SIO: o octeto de informação de serviço, que é encontrado somente nas MSUs, é
dividido em duas partes: o indicador de serviço (SI) e o campo de subserviço (SSF). O
SI consiste em quatro bits, sendo que os dois mais significativos são chamados
indicadores da rede (NI). O SI indica a rede envolvida, mostrando se uma TUP pertence
à rede nacional ou internacional, por exemplo. Se uma MSU carrega o protocolo do
SCCP, a SI é posicionada em 0011. Exemplo:

Figura E.2.8 Octeto de informação de serviço

CK: a soma de verificação (“checksum”) é usada para detectar erros de bit durante
a transmissão.
SF: campo de estado em uma mensagem LSSU que indica o estado assumido por um
lado do enlace de sinalização após uma mudança de estado. Um SF consiste em 8 ou
16 bits (um ou dois octetos).

2.2.3 Camada 3 (MTP). Funções da rede de sinalização no


MTP
As funções da rede de sinalização são as requeridas para encaminhar mensagens
para o ponto de sinalização certo e para o usuário certo na rede.
As funções da rede de sinalização pertencem a duas categorias:

· tratamento da mensagem de sinalização, e


· gerenciamento da rede de sinalização.

386 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Tratamento da mensagem de sinalização


O tratamento da mensagem de sinalização significa assegurar que os dados do usuário
das MSUs recebidas alcançam o usuário certo (UP, ou AP via o SCCP) em um ponto
de sinalização terminal, ou que é enviado à frente para o próximo ponto de sinalização.
Se uma MSU é endereçada para outro ponto de sinalização na rede, então é
encaminhada para um enlace de sinalização apropriado, de acordo com instruções
das funções de gerenciamento da rede de sinalização.
O tratamento de mensagem de sinalização significa que uma MSU é

· distribuída;
· discriminada; e
· encaminhada.

Uma MSU que está para ser enviada de um ponto de sinalização é encaminhada para
o enlace de sinalização – em um conjunto de enlace de sinalização – selecionado para
o transporte dessa MSU. A seleção de um conjunto de enlace de sinalização será
baseada no código de ponto de destino da MSU (DPC81).
As MSUs de entrada são separadas. Se uma MSU endereçada para outro ponto de
sinalização for recebida, ela será reencaminhada após a seleção de um novo enlace
de sinalização. Uma MSU terminada é enviada à frente para a parte de usuário certa,
baseada no conteúdo do SIO.

Gerenciamento da rede de sinalização


As funções de gerenciamento da rede de sinalização (SNM) realizam supervisão
contínua da rede de sinalização para detectar erros e situações anormais. Tanto as
funções de controle autônomas como as funções manuais são empregadas para
assegurar o uso otimizado dos recursos de sinalização disponíveis.
Dependendo do estado da rede – tal como desempenho afetado pelos enlaces de
sinalização ou pontos de sinalização defeituosos – o tráfego de sinalização pode ter
que ser reencaminhado por rotas alternativas para alcançar seu destino. Nas situações
em que o reencaminhamento não é possível ou prático, o tráfego deve ser bloqueado
ou restringido na fonte.

Tipos de MSU
Há três tipos de MSUs, cada um com seu conteúdo específico:

81
NR - Destination Point Code.

Ericsson Telecomunicações 387


Entendendo Telecomunicações 2

· MSUs com informação de sinalização para e dos usuários, tal como parte de usuário
de telefonia;
· MSUs contendo informação de sinalização para gerenciamento da rede de
sinalização; e
· MSUs contendo informação de sinalização para teste e manutenção da rede de
sinalização (SNT).

Figura E.2.9 Tipos de mensagem

A Figura E.2.10 e o texto subseqüente descrevem em particular aquelas partes do campo


de informação de sinalização que são usadas pelas funções da camada 3 da MTP.

Figura E.2.10 Formatos da MSU

388 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

SIF: o campo de informação de sinalização contém um rótulo, um cabeçalho (UP


ou AP) e dados. O SIF, que é encontrado somente nas MSUs, é transmitido para o
usuário (UP ou AP) nas camadas 4-7. O SIF na MSU-SNM e na MSU-SNT é
enviado para o gerenciamento da rede de sinal na camada 3.
No que concerne à rede de sinalização, o rótulo é a parte mais interessante porque
ele contém a informação que corresponde aos números A e B nas redes portadoras
de tráfego, mais especificamente DPC e OPC:
DPC: o código de ponto de destino identifica o destino, isto é, o nó da rede de
sinalização para o qual a mensagem está endereçada. Esta é a informação-chave
para encaminhamento.
OPC: o código de ponto de origem identifica o transmissor, isto é, o nó da rede de
sinalização do qual a mensagem foi enviada.
No início deste capítulo descrevemos como a rede de sinalização pode ser fisicamente
relacionada com a rede de tráfego para simplificar o projeto dos protocolos. Para isto
funcionar adequadamente, a mensagem de sinalização pode ser relacionada a um
circuito de tráfego de diferentes maneiras:

· A mensagem de sinalização é ligada aos números de A e B do circuito de tráfego


por meio do conteúdo do campo de dados do SIF (TUP, ISUP e assim por diante).
· A mensagem de sinalização é ligada ao número do circuito de tráfego que é
controlado por MSU-TUP, MSU-ISUP e assim por diante. O número é chamado
CIC:

CIC: o código de identificação de circuito inclui a seleção do enlace de sinalização


(SLS). O campo correspondente na MSU-SNM e MSU-SNT é chamado SLC:
SLC: o código do enlace de sinalização é o número do enlace de sinalização ao
qual MSU-SNM ou MSU-SNT está relacionada.
Finalmente, há uma parte que corresponde à informação do usuário (camadas OSI
4-7):
H0, H1: Estes dois cabeçalhos juntos formam o código que indica o tipo de informação
no SIF, tal como mensagem de endereço inicial (IAM).
Dados: A informação transportada no SIF pode ser de até 256 octetos. (As mensagens
FISU e LSSU não contêm dados.) Esta informação é destinada aos usuários,
gerenciamento de rede ou teste. A ISUP tem uma estrutura de SIF diferente. (Veja
Parte C – N-ISDN, Capítulo 7, Seção 7.3.)

Ericsson Telecomunicações 389


Entendendo Telecomunicações 2

2.2.4 Camada 3 (SCCP82). Parte de controle da conexão de


sinalização
Como mencionado anteriormente, a função SCCP realiza as seguintes tarefas:

· Controle orientado à conexão do SCCP;


· Controle sem conexão do SCCP;
· Encaminhamento do SCCP; e
· Gerenciamento de rede do SCCP.

As primeiras três funções, ao serem acrescentadas à funcionalidade MTP,


proporcionam um tratamento poderoso da mensagem de sinalização na rede SS7. O
tratamento da mensagem de sinalização pode ser feito independentemente da parte
de tráfego, e também será possível fazer transferências orientadas à conexão.
Orientação à conexão é usada quando muitas mensagens ou longas mensagens devem
ser enviadas para o mesmo endereço.
A atualização de localização dos assinantes móveis e geração de mensagens de alarme
são exemplos de comunicação sem conexão (em que cada MSU contém um endereço).
A separação da função de encaminhamento de sinalização da via de tráfego requer
uma grande parcela de funcionalidade. O propósito é fazê-la capaz de estabelecer
conexões SS7 autônomas em longas distâncias, basicamente da maneira como se
estabelecem as conexões do X.25. O que está na base é a aplicação de maior demanda:
a supervisão constante de todos os assinantes em uma rede móvel e o armazenamento
da informação registrada em um ponto central: um HLR. O ideal é que esta supervisão
fosse realizada em âmbito mundial.
Outras aplicações do uso do SCCP são mais restritas em termos geográficos. Aplicações
locais incluem – ou incluirão – o serviço de portabilidade de número, que significa que
podemos mover o aparelho terminal sem ter que mudar seu número de telefone; por
exemplo, quando for conectado a outra central local. Aplicações nacionais incluem muitos
serviços IN, que requerem, todos, contato com SCPs localizados centralmente.

Funções de encaminhamento do SCCP


Um objetivo importante da função de encaminhamento do SCCP é determinar o
DPC. Nas aplicações SCCP, os valores do DPC também compreendem todos os
tipos de nós da inteligência de rede: SCP, HLR, registro de identidade de equipamento
(EIR) e centro de autenticação (AUC). (Alguns tipos de PLMN usam um EIR e um
AUC para aumentar a segurança.)

82
NR - Signalling Connection Control Part.

390 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

O Volume 1, Capítulo 10, Subseção 10.8.4 descreve como diferentes aplicações


de rede podem usar a mesma plataforma. Por exemplo, podemos combinar
aplicações PLMN e IN. O destino completo consistirá, então, em uma plataforma
específica (DPC) e uma aplicação de rede específica. Para a aplicação de rede,
o SCCP tem um número de subsistema (SSN, que para o HLR é “6” ou o octeto
“00000110”). A aplicação da rede pode ser representada por uma parte do usuário
ou uma parte de aplicação (MAP, OMAP, TUP, ISUP) ou por uma função (HLR,
VLR, MSC, EIR, AUC). Um subsistema SSN pode ser também usado no
gerenciamento do SCCP.
Para determinar um DPC, o SCCP usa um título global (GT) como informação de
entrada. Este pode ser um número discado na PSTN, ISDN ou PLMN ou o número
de um assinante móvel em “roaming”.

Figura E.2.11 Uso do SCCP no estabelecimento de uma conexão SS7

O SCCP contém toda a informação de rede e encaminhamento necessários para


analisar um título global e traduzi-lo em um “ponto geográfico” que dá um valor de
DPC para toda ou parte da conexão de sinalização a ser estabelecida.
A Figura E.2.12 mostra como se compõe o MSU/SCCP. O campo SCCP no quadro
também contém o TCAP e outras partes de aplicação na camada 7 da OSI.

Ericsson Telecomunicações 391


Entendendo Telecomunicações 2

Figura E.2.12 Estrutura do MSU/SCCP

3 Comutação e controle da comutação

3.1 Introdução
Como vimos, SS7 é uma rede de dados de comutação por pacotes. Em contraste com
X.25, mas de conformidade com o TCP/IP da Internet, o procedimento de
estabelecimento normal é no modo de pacote sem conexão.
A comutação de mensagens de sinalização é realizada pelo STP. Os “assinantes” são
as centrais e os nós de inteligência de rede – neste contexto chamados pontos de
sinalização (SP).
A seguir, descrevemos as funções da rede em mais detalhes.

3.2 Termos e definições


É importante distinguir entre funções de transporte de tráfego e funções de
sinalização. Quando descrevemos o tratamento de tráfego, usamos expressões, tais
como: “duas centrais são interconectadas por uma rota de tráfego direta”. Se tal rota
não está disponível, o tráfego deve atravessar uma ou mais centrais trânsito; por
exemplo, uma central tandem local ou uma central transito para tráfego de longa
distância.
Na rede SS7, duas centrais têm um relacionamento de sinalização se suas partes de
usuário podem se comunicar uma com a outra. O relacionamento pode ser associado

392 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

ou quase-associado. Nesse último caso, os sinais são enviados por meio de uma terceira
central (um STP). (Para um exemplo, consulte a Figura E.1.2.)
Cada relacionamento de sinalização requer um ou mais enlaces de sinalização para
transferir mensagens entre dois SPs, ou diretamente ou via um SPT. Os enlaces de
sinalização usualmente têm terminais de sinalização em cada extremidade, um intervalo
de tempo para transmissão de 64 kbit/s entre os SPs e equipamento de comutação e
multiplexação. (Veja Capítulo 2, Subseção 2.2.2.)
Vários enlaces de sinalização paralelos formam um conjunto de enlaces. Se o
relacionamento de sinalização usa um ou mais STPs, serão necessários vários enlaces
de sinalização em um arranjo tandem. Nestes casos, sinalização e tráfego não seguem
na mesma via.
Um ponto de sinalização para a geração das MSUs chama-se ponto de origem (OP),
enquanto o ponto de recepção chama-se ponto de destino (DP). Já que um STP é
apenas um ponto de comutação na rede, ele não pode ser um ponto de destino; tudo
que ele faz é ler o endereço da mensagem e enviá-la para frente pela rede de sinalização,
ou para um DP co-localizado.
A via predefinida que uma mensagem ocupa entre o OP e DP chama-se rota de
sinalização, ou rota conjunto de rotas de sinalização, caso sejam necessárias
várias rotas para alcançar o DP. Conseqüentemente, se a mensagem passa por um ou
mais STPs, será necessário um conjunto de rotas. Como regra, várias vias alternativas
são definidas entre os SPs por razões de confiabilidade. (Para mais detalhes, veja
Capítulo 10, Seção 10.2.)
Há duas variantes de STPs:

· STP integrado; e
· STP separado.

Um STP integrado é um nó – freqüentemente sob a forma de uma central trânsito ou


tandem – que trata mensagens de sinalização e tráfego de usuário na PSTN/ISDN ou
na PLMN.
Um STP separado é um nó que transporta somente tráfego de sinalização.
Para permitir identificação dos nós da rede durante a sinalização, todos os SPs
são numerados de acordo com um sistema predeterminado: o plano de numeração
da rede SS7. O número do SP chama-se código do ponto de sinalização (SPC).
(Para mais detalhes do plano de numeração da SS7, veja Capítulo 10, Subseção
10.3.1.)

Ericsson Telecomunicações 393


Entendendo Telecomunicações 2

3.2.1 Relacionamentos entre comutação e casos de tráfego


Considerando a função da SS7 na rede, nós podemos distinguir três casos básicos de
tráfego:

· estabelecimento de conexões na PSTN/ISDN sem suporte dos nós de inteligência


de rede;
· estabelecimento de conexões suportadas pelos nós de inteligência de rede do tipo
SCP; e
· administração de chamadas móveis com a ajuda do HLR.

Como podemos ver pelos exemplos abaixo, o procedimento de comutação na rede


SS7 varia com os casos de tráfego.

Caso de tráfego 1: Sem suporte dos nós de inteligência de rede


Exemplo: Estabelecimento de uma conexão telefônica com possibilidades de
encaminhamento alternativo do tráfego telefônico. Assume-se uma via de sinalização,
e considera-se também que o STP está no mesmo local da central B tandem/trânsito.
Os SPCs dos nós aparecem segundo a Figura E.3.1.

Figura E.3.1 Caso de tráfego 1 (SPC = código de ponto de sinalização)

Surgem duas situações diferentes:


Tráfego baixo: Todo tráfego telefônico é carregado pela rota A à C de alto uso.
Tráfego de pico: Ocorre o transbordamento da rota A à C de alto uso, e o tráfego
excedente é encaminhado pela rota B.

394 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Figura E.3.2 Caso de tráfego 1a – tráfego baixo

Figura E.3.3 Caso de tráfego 1b – tráfego de pico

No que se refere às atividades na rede de sinalização, as operações mais interessantes


são realizadas no STP, e isto se aplica em particular ao processo na camada 3.
No caso 1a, nenhum tráfego passa por meio da central tandem, o que significa que o
SS7 não precisa dar nenhuma instrução de comutação em B. O discriminador de
mensagem deveria, portanto, enviar a mensagem para C. Para isto funcionar
adequadamente, o DPC deve ser igualado a 200 (DPC = 200), que é o código da
central C.

Ericsson Telecomunicações 395


Entendendo Telecomunicações 2

Figura E.3.4 Tratamento de MSUs na camada 3

Uma MSU de A para C – via B – terá, então, o rótulo mostrado na Figura E.3.5.

Figura E.3.5 Uma MSU de A para B

No caso 1b, parte do tráfego na rota A-C de alto uso é barrado. Esse tráfego de
transbordo deve ser tratado de uma maneira diferente pelo sistema de sinalização,
porque é comutado (isto é, a linha termina) na central B.
Agora o rótulo deve ser como mostrado na Figura E.3.6. Para assegurar conexão
correta, o conteúdo do SIF é enviado na TUP da central.

396 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Figura E.3.6 MTP é terminada em B

Aqui aparece uma nova necessidade, isto é, criar uma MSU com conteúdo parcialmente
novo entre B e C para conexões que são comutadas pela tandem na central B.
A MTP agora solicitará assistência à camada UP para prolongar a via de comutação.
Tal interação entre a MTP e a parte de usuário se realiza em cada ponto de transferência
ao longo da via.
A seqüência dos eventos é como segue:
Após o número ter sido analisado na central B, seleciona-se uma rota de tráfego de
saída. A parte de usuário, TUP, é então chamada mais uma vez, e quando ela recebe
informação, mostrando a rota selecionada, o DPC pode ser ajustado. DPC = 200 é
associado com a rota B-C.
Seleciona-se um circuito (nº 14) na rota B-C para tráfego telefônico. Os dois circuitos,
número 20 de A e número 14 para C, são interconectados na comutação da central B.
Um novo SIF é compilado e enviado para a MTP. Esse novo SIF é idêntico ao SIF
recebido da central A, exceto que o rótulo foi modificado.
O MTP compila uma MSU, na qual nosso SIF está incluído, e envia-a para o destino
indicado pelo DPC, isto é, central C (SPC = 200).
Como o último exemplo mostra, a MSU pode ser comparada a um envelope cujo
destinatário e remetente podem ser modificados sem afetar o seu conteúdo.
Notar que o OPC também mudará de valor como um resultado da comutação na
central B. O ponto de sinalização B – não A – é tratado como o transmissor da MSU,
embora seu conteúdo (SIF) tenha sido originariamente gerado pela central A.

Ericsson Telecomunicações 397


Entendendo Telecomunicações 2

Figura E.3.7. Uma nova MSU é gerada na central B

Se OPC = 100 permanecesse inalterado, então a central C não reconheceria a chamada


no circuito 14 da central B, mas o interpretaria como uma chamada para o circuito 14
em uma rota direta da central A.

Figura E.3.8. Parâmetros do rótulo entre B e C

Caso de tráfego 2: Com SCP e SCCP


Exemplo: Estabelece-se uma chamada telefônica do tipo 800 (chamada para reverter
tarifação para o destino) ou outros serviços baseados em IN.
Neste caso não há circuito de tráfego para D, que significa que o protocolo SCCP
deve ser usado.

398 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Figura E.3.9 Sinalização entre SSP e SCP

Figura E.3.10 Sinalização por meio do SCCP

Qual é a situação no ponto A neste caso? A é um SSP que cria uma mensagem na
camada 7 da OSI. A mensagem é enviada para o SCCP, que faz um tradução de título
global para ser capaz de selecionar um SCP apropriado. O resultado da análise é SPC
= 600. O SCCP agora passa a mensagem para a MTP, e a MSU completa será,
então, enviada para frente pelo STP sem alterar qualquer um de seus valores. Quando
a mensagem alcança o SCP, é analisada como uma mensagem terminada. Uma análise
do SSN dará o tipo de usuário do SCCP. Veja Figura E.3.11.

Ericsson Telecomunicações 399


Entendendo Telecomunicações 2

Figura E.3.11. Relacionamento TCAP, SCCP e MTP

Considerando que não há relacionamento físico com um circuito de tráfego neste


caso, não há também CIC. (Em vez disto, há uma identidade de diálogo no protocolo
TCAP.)

Caso de tráfego 3: Com HLR e SCCP

Figura E.3.12. Registro (atualização de localização)

Exemplo: Registro de uma nova localização de um assinante móvel (em “roaming”).


Vamos assumir que um aparelho móvel GSM (MS) tem seu HLR em Estocolmo. No
momento, ele está viajando na Noruega – exatamente agora entrando em uma nova
área de localização (LA) próxima a Oslo, que significa que o HLR deve ser informado
sobre essa mudança de LA. Veja Figura E.3.12 e Figura E.3.13.
O VLR (SPC =19) na nova LA usa o protocolo VLR-MAP para criar a primeira
mensagem do diálogo: “MS = X no LAI = 5”. A mensagem é recolhida pelo protocolo

400 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

de tratamento de diálogo TCAP (parte de aplicação da capacidades de transação,


camada 7 da OSI), que pode ser considerado como um “portal” para a rede SS7. A
mensagem VLR-MAP recebe uma identidade de diálogo e empacotada – de acordo
com regras do protocolo existente – pelo TCAP, que a envia para frente na forma de
uma mensagem TCAP para baixo para o protocolo SCCP.
O SCCP então faz uma tradução de título global. O resultado são instruções de
encaminhamento sob a forma de um DPC, que o MTP usa para alcançar o nó do
SCCP em Karlstad (SPC =25) via SL. Em Karlstad, a MSU é entregue para o nó do
SCCP (o SP e central trânsito) que, por sua vez, analisa o endereço, resultando em
um novo DPC que indica o nó do HLR em Estocolmo (SPC = 12).
Quando a MSU alcança o nó do HLR, o SCCP deduz que a mensagem deve terminar
nesse nó. Ela é, portanto, encaminhada, via o TCAP, até a aplicação HLR-MAP do
nó.

Figura E.3.13. Comunicação de dados entre VLR e HLR pela rede SS7

Deste modo, a MSU foi transportada por meio da rede SS7 – e de forma transparente
ao longo de todo o caminho do VLR para o HLR – somente por meio do NSP.
Como as figuras mostram, a MSU também passa por um ponto de transferência de
sinal em Orebro (SPC = 40) que envolve somente a MTP.
Então, qual é a situação em Karlstad? Esse ponto tem uma função STP avançada,
incluindo tanto o MTP como o SCCP. Daqui, a mensagem pode ser enviada para
frente porque uma análise de encaminhamento pode ser feita, usando um título global
como valor de entrada. Veja Figura E.3.14.

Ericsson Telecomunicações 401


Entendendo Telecomunicações 2

Figura E.3.14. Encaminhamento por meio da tradução de título global do


SCCP

4 Técnicas de transmissão
A rede SS7 é normalmente integrada com sistemas PCM comuns para redes de
transporte de tráfego. Não se requer técnica de transmissão especial.

5 Redes de acesso e de troncos


A Figura E.2.5 no Capítulo 2 mostra a conexão dos terminais SS7 à rede de transporte.
A SS7 é apenas um dos muitos usuários da rede de transporte de troncos, descrita no
Volume 1, Capítulo 5.

6 Inteligência de rede e serviços de


valor agregado
A rede de sinalização SS7 não tem funções centralizadas do tipo IN, mas, como
temos visto, ela carrega tráfego IN entre diferentes SSPs e SCPs sem usar, ela própria,
estas funções.

402 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

7 Sinalização
As funções da rede de sinalização descritas nas Subseções 2.2.3 e 2.2.4 são equivalentes
às da sinalização em redes de tráfego. A finalidade é a mesma: fornecer conexões
para dados enviados pelos usuários.

8 Gerenciamento de rede

8.1 Introdução
A qualidade de transmissão dos enlaces de sinalização é supervisionada continuamente.
Se a qualidade de um enlace alcança um nível baixo inaceitável, ou se o enlace não
pode transportar o serviço, o tráfego de sinalização é transferido para outro enlace.
Supervisiona-se também o estado dos conjuntos de enlace. Se um conjunto de enlaces
não está mais em condições de transferir tráfego de sinalização, então o tráfego nas
vias de sinalização, ao qual o conjunto de enlaces pertence, será reencaminhado para
vias alternativas por outros conjuntos de enlaces. Os destinos também são
supervisionados: aciona-se um alarme se um destino não pode ser alcançado.
Os eventos registrados pelas funções supervisoras em um nó são reportados aos
outros nós da rede, que automaticamente tomam a ação requerida para manter o
tráfego de sinalização.
Os eventos na rede de sinalização são reportados – por meio de alarmes – para a
equipe de operações, assim habilitando-a a manter uma verificação da rede e executar
uma ação manual, caso as funções automáticas provem ser inadequadas em uma
situação específica. É rara a intervenção manual devido ao pequeno conteúdo de
hardware de uma MTP. Além disso, tais situações não precisam necessariamente ser
tão críticas para exigir ação imediata. O tráfego de sinalização não é afetado pelas
falhas de hardware isoladas na rede de sinalização.
A equipe de operações é auxiliada por um número de funções implementadas no
MTP, tais como: teste do terminal de sinalização, monitor da rede de sinalização e
inibição de gerenciamento. Na operação normal, a intervenção manual somente é
necessária em casos nos quais a configuração da rede de sinalização deve ser
modificada de modo permanente. A equipe usa comandos para mudar, acrescentar
ou apagar dados da rede.
As seções 8.2, 8.3 e 8.4 descrevem exemplos de facilidades de supervisão, de
tratamento de falha e de manutenção, fornecidos nas redes SS7.

Ericsson Telecomunicações 403


Entendendo Telecomunicações 2

8.2 Supervisão
A SL é uma via de transmissão bidirecional para sinalização entre dois SPs. Teste e
manutenção podem ser iniciados em cada um desses pontos.
Já que distúrbios em um SL podem eventualmente ter sérias conseqüências – e mesmo
causar o colapso de um SL – os SPs foram equipados com funções supervisoras
automáticas. Supervisão contínua e teste rotineiros tornarão possível detectar algum
sinal de deterioração.
Funções de enlace de sinalização, tais como: eliminação automática de falha, localização
de falha, bloqueio, geração de alarme e recuperação, facilitam o trabalho da equipe de
operações.

8.2.1 Contadores
Todos SLs e terminais de sinalização são supervisionados continuamente com a ajuda
de contadores de distúrbios:

· monitor de taxa de erro da unidade de sinal (SUERM); e


· monitor de taxa de erro de alinhamento (AERM).

O SUERM é usado enquanto o SL está em operação. O AERM somente é usado


durante o procedimento “phase-in”, isto é, quando se ativa um enlace e se trocam sinais
de “handshaking”. SUERM é incrementado cada vez que uma unidade de sinal (SU) é
rejeitada pelo terminal de sinalização, e decrementado após um número predeterminado
(256) de SUs corretos ou incorretos terem sido recebidos. Quando o contador alcança
um valor limiar (64), indica-se “taxa de erro alta” e o SL afetado é retirado de serviço.

8.2.2 Testando enlaces de sinalização


Para assegurar alta qualidade de transmissão, testa-se cada SL antes de ser colocado
em serviço e a intervalos regulares enquanto em serviço.
Enviam-se mensagens de teste em um enlace de sinalização a cada 30 segundos. O
terminal de sinalização oposto no SP deve reconhecer a recepção dessas mensagens
dentro de 100 ms.
Uma mensagem de teste inclui um padrão de bits que é retornado na mensagem de
reconhecimento. O padrão de bits recebido deve coincidir com aquele que foi enviado.
Este método de teste pode indicar diretamente se as funções para acesso a um enlace
– e sua sinalização – estão trabalhando adequadamente, mas ele não é capaz de
localizar uma falha numa parte específica da via de sinalização.
Considera-se um enlace de sinalização com falha caso dois testes consecutivos
apresentem resultado negativo.

404 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

8.2.3 Sinal de estado do enlace


Já que as funções supervisoras descritas anteriormente também são realizadas no
outro extremo do enlace, indicam-se os estados anormais do SL, também, pelo SP
oposto. Se o estado de um SL muda em um SP, aquele ponto pode usar uma LSSU
para informar o novo estado ao extremo oposto.

8.3 Tratamento de falha

8.3.1 Eliminação de falha


Uma vez detectada uma falha em um SL como permanente, isto é, quando uma falha
foi indicada por:

· contadores no SP;
· um teste do SL no SP;
· outro equipamento de comutação no SP;
· sinais de estado de enlace negativos enviados do SP oposto,
a falha, então, será eliminada pelo bloqueio do enlace.

8.3.2 Alarmes
Antes de um alarme ser atuado, o sistema tenta ativar automaticamente o SL bloqueado.
Se esta tentativa falha, indica-se um alarme. A tabela abaixo mostra diferentes tipos
de alarme e a ação apropriada a ser tomada em cada caso.

Figura E.8.1 Tipos diferentes de alarme, causas e ações

Ericsson Telecomunicações 405


Entendendo Telecomunicações 2

8.4 Facilidades de manutenção


Como já mencionado anteriormente, o MTP inclui um número de funções para a
manutenção da rede de sinalização. Descrevem-se em seguida três dessas funções:

8.4.1 Monitor da rede de sinalização


Um monitor da MTP pode ser usado para registrar as MSUs enviadas e recebidas do
tipo MSU-SNM e para registrar o estado da rede de sinalização. O monitor pode ser
usado na fase de teste de instalação e manutenção e para monitorar a cooperação
com outras redes de sinalização.
Esse monitor deve ser capaz de operar de três modos: modo do conjunto de enlaces,
modo de destino e modo combinado.

Modo do conjunto de enlaces


Todas as mensagens de sinalização do tipo MSU-SNM relacionadas a um conjunto
de enlaces especificado são registradas.

Modo de destino
Todas MSU-SNMs relacionadas a um destino especificado são registradas.

Modo combinado
Conjuntos de enlaces e destinos podem ser simultaneamente registrados; daí o termo
“modo combinado”.
Listam-se os eventos registrados em um dispositivo I/O alfanumérico após um número
predeterminado de registros, quando expira o período de gravação pré-estipulado, ou
quando o monitor é parado por um comando.

8.4.2 Inibição de gerenciamento


A função de inibição de gerenciamento está incluída no gerenciamento de recurso de
sinalização na camada 3, que supervisiona e controla os recursos de sinalização, isto
é, os enlaces de sinalização da central.
Para dar ao usuário o direito exclusivo de ocupar um SL na fase de teste, o tráfego do
UP/AP naquele enlace pode ser inibido. A inibição pode ser ordenada por um comando
e deve ser aceita pelos SPs em ambas as extremidades.
Note que o SL é retirado de serviço ao transferir o tráfego UP/AP para outro SL no
conjunto de enlaces. Este procedimento é referido como “change-over”.

406 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

8.4.3 Testando os terminais de sinalização


A finalidade da função de teste denominada teste do terminal de sinalização é
verificar a capacidade do SL para transferência de mensagem e verificar as funções
internas de manutenção do terminal de sinalização. O teste de diagnóstico é usado na
intervenção manual pelo pessoal de manutenção, sendo ativado por um comando.
O resultado do teste é uma listagem – DIAGNÓSTICO DO TERMINAL DE
SINALIZAÇÃO ITU-T NO. 7 – que indica se o teste passou ou não. No último caso,
os códigos de falha serão os mesmos que na listagem de alarme: FALHA DO ENLACE
DE SINALIZAÇÃO ITU- NO. 7.

8.5 Operação e manutenção centralizadas


Fazer mudanças em uma rede de sinalização é uma tarefa de grande responsabilidade,
considerando o grande aumento no volume de tráfego e o fato de as redes de transporte
de tráfego dependerem fortemente de uma sinalização fluente. Mudanças executadas
com incorreções podem mesmo causar a saída dessas redes do serviço.
A necessidade de mudanças é conseqüência de um número de tendências: digitalização
das centrais, reconfiguração das conexões, a introdução de novos nós na IN ou serviços
de mensagem e o rápido crescimento das redes móveis – para mencionar uns poucos
exemplos. A quantidade de pontos de sinalização nas redes está aumentando,
incrementando, assim, a complexidade da rede e o risco de introdução de falhas.
As falhas em uma rede de sinalização devem ser eliminadas o mais rápido possível.
(Perda de capacidade de sinalização pode ter um efeito dramático na habilidade da
rede de transporte em transferir tráfego e, por isso, nos ganhos do proprietário.) Uma
falha em um enlace de sinalização gera uma quantidade de mensagens de alarme, já
que cada central na rede de transporte de tráfego conclui que não pode se comunicar
pelo enlace com falha. Essas mensagens devem ser rapidamente analisadas para
possibilitar a detecção e eliminação da falha primária que causou os problemas.
A operadora da rede deve ter um sistema de gerenciamento poderoso para ser capaz
de tratar eficientemente a rede de sinalização.

8.5.1 Gerenciamento da configuração


Os planos para mudanças em uma rede de sinalização devem ser baseados em um
quadro correto da situação atual. Um sistema de gerenciamento mantém um modelo
de rede atualizado, gerado “on-line” a partir dos SPs e atualizado pelos registros
cronológicos de alarme e eventos.

Ericsson Telecomunicações 407


Entendendo Telecomunicações 2

Ao planejar a introdução de mudanças na configuração da rede de sinalização, o


operador faz uma cópia (modelo) da rede existente e introduz as mudanças “off-line”
para poder fazer simulações. O sistema de gerenciamento deve conter uma ferramenta
gráfica que ilustra claramente o efeito das mudanças propostas.

8.5.2 Tratamento de falha


As operações de tratamento de falha são melhor organizadas no nível de gerenciamento
de rede, em que o operador pode “visualizar” toda a rede. Neste nível, o sistema de
gerenciamento filtra o fluxo contínuo das mensagens da rede e as apresenta em um
monitor multijanelas.
O sistema de gerenciamento recebe os alarmes dos elementos da rede no nível de
gerenciamento de elemento. A perda de SLs, conjuntos de enlace ou SPs são reportados
a este nível.
Todas as informações de alarme são memorizadas em uma base de dados, e as listas
de alarme e de registros podem ser estudadas pelo pessoal de manutenção a qualquer
tempo. Os alarmes e eventos reportados pelos elementos da rede são registrados
como mudanças de estado, que são enviados ao nível de gerenciamento de rede para
habilitar a atualização da configuração de rede.

8.5.3 Controle de carga


O uso sempre crescente das redes de sinalização pede funções para limitar o efeito
de sobrecarga. Duas formas de regulação são fornecidas para esta finalidade. A
primeira se refere a cada SL e significa que o extremo receptor pode ordenar ao
extremo transmissor para armazenar as mensagens de sinalização até a capacidade
de recepção ter sido restaurada. A segunda se refere à rede de sinalização como um
todo e envolve a verificação de que o tráfego de sinalização pode ser transportado por
meio da rede ou – se este não é o caso – que o tráfego pode ser reduzido na fonte.

9 Cooperação entre redes


Um mercado crescente, aberto e desregulamentado requer que o operador da rede
seja capaz de estabelecer cooperação com outras redes de sinalização de outros
operadores. Podem, também, surgir situações em que operadores da rede de sinalização
especial têm a possibilidade de vender serviços de transporte de sinalização para
operadores da PSTN, ISDN, PLMN e IN – em particular, da telecomunicação pessoal
universal (UPT) e VPN – para transporte de TUP, ISUP, TCAP e assim em diante.
Quando interconectamos redes de sinalização lógica diferentes que têm planos de
numeração separados, o SCCP deve ser incluído na interface.

408 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Quando as redes SS7 interagem com os sistemas de sinalização de canal associado,


as centrais envolvidas operam como “portais”. Tal transição da tecnologia velha para
a nova é bastante comum, especialmente na PSTN. No que concerne à sinalização,
isto pode ser descrito como um estágio em que a comutação de pacote rápida e
eficiente deve interagir com comutação de circuito mais lenta e mais consumidora de
recursos, que também apresenta limitações funcionais.

10 Planejamento de rede

10.1 Requisitos
Os parâmetros-chave usados ao planejar uma rede de sinalização são:

· confiabilidade;
· estrutura simples de rede para facilitar seu gerenciamento;
· atraso curto; e
· custo razoável.

A confiabilidade é o requisito mais importante ao planejar uma rede de sinalização. Já


que os enlaces de sinalização têm grande capacidade e o tráfego de sinalização é
muito concentrado, uma falha de enlace pode ter conseqüências dramáticas. Obtém-
-se uma alta confiabilidade de maneiras diferentes; por exemplo, acrescentando
redundância à rede sob a forma de vias de sinalização alternativas.
Consegue-se uma estrutura de rede simples e gerenciável, organizando-a em poucos
níveis hierárquicos. Além disso, uma estrutura hierárquica pode facilmente ser ampliada
para atender futuros requisitos.
O atraso curto no estabelecimento de uma conexão é a maior vantagem da sinalização
SS7. Uma estrutura de rede simples e nós e enlaces de sinalização cuidadosamente
dimensionados possibilitam ao operador reduzir o atraso para menos de um segundo.
Um dimensionamento otimizado também reduz custos operacionais. Por outro lado, o
fator custo não é tão crítico para redes de sinalização como para redes de transporte
de tráfego.

10.2 Confiabilidade
Pelo fato de o funcionamento da rede SS7 ser crítico à operação das redes de transporte
de tráfego, estrutura-se a rede para que sempre haja, pelo menos, duas vias separadas

Ericsson Telecomunicações 409


Entendendo Telecomunicações 2

para todos os relacionamentos de sinal na rede. Neste modo, a rede será capaz de
tratar tráfego, mesmo se tiver ocorrido uma falha.
Priorização é um pré-requisito para uma configuração com vias de sinalização
alternativas. A Figura E.10.1 e Figura E.10.2 ilustram dois casos:

· um enlace de sinalização direto com encaminhamento alternativo; e


· compartilhamento de carga entre dois STPs (um par de STPs).

Usa-se um conjunto de enlaces como um recurso na via de sinalização. A via de


sinalização que tem a prioridade mais alta é usada enquanto está disponível.

Figura E.10.1. Sinalização direta com encaminhamento alternativo

Se duas vias de sinalização têm a mesma prioridade, o tráfego de sinalização é distribuído


igualmente entre elas (compartilhamento de carga). Em um conjunto de enlaces, o
tráfego é distribuído igualmente entre os enlaces de sinalização. Para assegurar
sinalização regular e fluente, mesmo após ter ocorrido uma falha, a carga nos enlaces
de sinalização não deve ser muito pesada. Um valor padrão recomendado é 0,2-0,3
erlangs por enlace. Com esta carga, o enlace pode assumir o tráfego de outro enlace
sem tornar-se sobrecarregado.
Os STPs são dimensionados com uma redundância que assegure tratamento de tráfego
apropriado, mesmo se um dos STPs em um par sair de serviço.

410 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

Figura E.10.2 Divisão de carga

10.3 Estrutura da rede


As redes de sinalização nacional e internacional são separadas e podem ser planejadas
independentemente uma da outra. Esta divisão também é usada no plano de numeração
da rede de sinalização. Além disso, o plano de numeração pode ser segmentado,
considerando o número crescente de operadoras. Veja Figura E.10.3.

10.3.1 O plano de numeração


Todo ponto de sinalização em uma rede de sinalização tem um número exclusivo, mas
o mesmo esquema de numeração pode, também, ser usado em outras redes.
A numeração dos pontos de sinalização na rede de sinalização internacional é
completamente diferente da numeração usada nas redes de sinalização nacionais. Se
um ponto de sinalização pertence a ambos tipos de rede (uma central internacional,
por exemplo), um indicador de rede (NI) evidenciará à qual rede de sinalização o
esquema de numeração se refere. Os NIs são usados para todos os pontos de sinalização
nas redes.

Ericsson Telecomunicações 411


Entendendo Telecomunicações 2

Figura E.10.3. Exemplo do relacionamento entre numeração e estrutura de rede

10.3.2 Localização física dos nós STP


Como mencionamos na Subseção 3.2.1, dois tipos de STP podem ser instalados em
uma rede de sinalização:

· um STP integrado; e
· um STP separado.

Um STP integrado é usualmente uma central tandem ou trânsito equipada com funções
STP. Isto significa que somente parte da capacidade do processador (5-10%) pode
ser usada para funções do STP. A vantagem dos STPs integrados é sua eficiência em
custo e fácil implementação.
Usam-se, principalmente, pares de STPs separados em grandes cidades. Tal par de
nós pode tratar a comutação de vários milhões de assinantes PSTN/ISDN, desde que
o percentual de tráfego IN seja normal. Se um serviço de portabilidade de número
baseado na IN é introduzido, o tráfego IN será anormal porque mesmo chamadas
regulares precisarão de suporte de IN para tradução de número. Isto pode requerer
uma capacidade de milhares de transações por segundo para cada cidade. Para tratar
estas situações, o percentual atual de STPs separados deve ser aumentado
consideravelmente.
Mesmo se o número de STPs separados aumenta, a estrutura da rede SS7 e a
implantação de nós coincidem de perto com a configuração da rede de transporte de
tráfego. Grandes STPs separados serão colocados nos núcleos de tráfego das cidades
onde se localizam as centrais tandem, centrais trânsito, centrais de comutação de
telefonia móvel (SMCs) e grandes “cross-connect” síncronos (SDXCs).

412 Ericsson Telecomunicações


Parte E - A Rede de Sinalização

10.3.3 Hierarquia
A hierarquia da rede de sinalização segue largamente a estrutura do plano de
numeração, mas a rede nacional tem níveis de hierarquia adicionais.
Uma rede nacional pode ser estruturada como mostra a Figura 3.10.4.
A rede está dividida em áreas de sinalização (regiões), sendo cada uma servida por um
par de STPs. A hierarquia resultante tem três níveis: STP nacional, STP regional e SP.

Figura E.10.4. Estrutura STP nacional

Ao dispor as centrais STP em dois níveis, podemos reduzir a carga de cada central.
Ainda mais, a rede de sinalização será mais robusta porque uma falha em uma região
somente afetará de modo insignificante o restante da rede.
Cada região pode ser dividida em áreas de sinalização locais. Descreve-se em detalhes
nas Subseções 10.3.4 e 10.3.5, a conexão entre dois níveis – SP para STP regional,
ou STP regional para STP nacional.
A maioria das centrais seria capaz de operar com um enlace de sinalização, mas por
razões de segurança há sempre, pelo menos, dois enlaces separados.

10.3.4 Par exclusivo (alocação de par)


Na estrutura de par exclusivo, todos SLs e todos STPs estão dispostos aos pares. De
um SP, dois SLs são conectados ao par de STPs. Se um SL está fora de serviço, o
outro enlace precisa ser capaz de tratar todo o tráfego. O mesmo princípio se aplica
ao dimensionar a capacidade dos pares de STPs. Cada STP deve ter a capacidade
necessária para tratar um volume de tráfego duas vezes o valor normal. Veja Figura
E.10.4 (metade inferior).

Ericsson Telecomunicações 413


Entendendo Telecomunicações 2

10.3.5 Par múltiplo (alocação livre)


Na estrutura de par múltiplo, os STPs são arranjados em grupos de quatro, por exemplo.
Cada STP comuta tráfego de várias regiões (ou agrupamentos de SPs). Caso ocorra
uma falha em um STP, a redundância embutida nesta configuração distribuirá para
dois nós o tráfego que estava sendo carregado pelo nó sozinho com falha.
A redundância requerida em um STP para cobrir a perda de outro nó é a capacidade
para carregar 50% do tráfego de sinalização máximo em qualquer nó. Veja Figura
E.10.4 (metade superior).

10.4 Dimensionamento
O tráfego em uma rede de sinalização consiste na transferência de mensagens geradas
pelos serviços que usam a rede. Como já apontamos anteriormente, a carga de tráfego
nos SLs deve normalmente ser baixa.
O dimensionamento requer as seguintes informações:
· composição de tráfego PSTN – ISDN, PLMN;
· porcentual de tráfego IN;
· quantidade de MSUs e seus comprimentos nas conexões PSTN, ISDN, PLMN
e IN;
· intensidade de chamada nas rotas de tráfego servidas; e
· grau de utilização dos SLs (valor máximo).

10.5 Resultado do planejamento da rede


O planejamento da rede deve resultar nas seguintes informações:

· localização dos STPs;


· STPs integrados ou separados;
· alocação de conjunto de enlaces;
· quantidade de SLs em cada conjunto de enlaces;
· tráfego esperado em cada STP;
· tráfego esperado em cada SL;
· tabelas de reencaminhamento; e
· valores de atraso esperados e taxa de erro de bit.

414 Ericsson Telecomunicações

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