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Casamento e Direitos de Menores no Brasil

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Carolina, de 16 anos, e Rafael, de 18 anos, decidiram se casar após

descobrirem uma gravidez não planejada. Carolina e Rafael procuraram


um cartório para dar entrada no processo de casamento civil. O oficial de
registro civil, ao ser informado da idade de Carolina, solicitou a presença
dos pais dela para autorizarem o casamento. No entanto, os pais de
Carolina se opuseram à união. Diante dessa situação, Carolina e Rafael
procuraram um advogado para entender suas possibilidades legais em
relação ao casamento.

1 a) De acordo com o Código Civil brasileiro, Carolina, sendo maior de 16


anos e menor de 18 anos, precisa da autorização dos pais ou
responsáveis legais para contrair matrimônio? Explique.
R: Sim, de acordo com o Código Civil brasileiro, Carolina, sendo maior de 16
anos e menor de 18 anos, precisa da autorização dos pais ou responsáveis
legais para contrair matrimônio. Isso está previsto no artigo 1.517 do Código
Civil, que estabelece que o casamento de pessoa com idade entre 16 e 18
anos necessita da autorização dos pais ou responsáveis legais.

Portanto, mesmo que Carolina tenha 16 anos, ela não pode se casar sem a
autorização de seus pais ou responsáveis legais. Neste caso, como os pais de
Carolina se opuseram à união, isso pode complicar a situação e exigir que eles
busquem alternativas legais, como emancipação, para realizar o casamento.

O Artigo 1.517 diz que o homem e a mulher com dezesseis anos podem casar,
exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais,
enquanto não atingida a maioridade civil.

Porém no parágrafo único desse mesmo artigo diz que se houver divergência
entre os pais, aplica-se o disposto no parágrafo único do art. 1.631, que "diz
que durante o casamento e a união estável, compete o poder familiar aos pais;
na falta ou impedimento de um deles, o outro o exercerá com exclusividade e
no parágrafo único divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar, é
assegurado a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo"

Se for injusta a proibição do casamento por parte dos pais do menor, o juiz
pode desconsiderá-la.
Pergunta 3 (Obrigatório) (3 pontos)

1 b) Caso, um ano após o casamento, o casal decidisse se divorciar, o


que aconteceria com a capacidade de Carolina?

Após um ano de casamento, se o casal decidisse se divorciar, a capacidade de


Carolina permaneceria inalterada. O divórcio, de acordo com o Código Civil
brasileiro, é a dissolução do vínculo matrimonial e não afeta a capacidade civil
das partes envolvidas.
O divórcio é regulamentado pelos artigos 1.571 a 1.582 do Código Civil brasileiro.
Esses artigos tratam dos procedimentos, requisitos e efeitos do divórcio, mas
não mencionam qualquer alteração na capacidade civil das partes.
Em relação à capacidade civil, o Código Civil estabelece que a maioridade civil
é alcançada aos 18 anos (artigo 5º), porém, a partir dos 16 anos, a pessoa já
possui capacidade para praticar os atos da vida civil, como casar-se (artigo 5º e
1.517).
Portanto, mesmo após o divórcio, Carolina, que tem entre 16 e 18 anos,
continuaria com a mesma capacidade civil para praticar atos da vida civil que
tinha antes do casamento e do divórcio. O divórcio apenas encerraria o vínculo
matrimonial entre ela e Rafael, sem afetar sua capacidade civil.

1 C) Caso Rafael viesse a óbito antes do nascimento do bebê, a criança


teria capacidade para participar da sucessão do pai? Por que?

Se Rafael viesse a óbito antes do nascimento do bebê, a criança teria direito à


participação na sucessão do pai. Isso se dá em virtude do princípio da
representação, que é aplicável nos casos de sucessão hereditária.
Chamado de nascituro pelo direito, o bebe tem direito ao recebimento da
herança, porém, isso está condicionado ao seu nascimento com vida.
De acordo com o Código Civil, o nome é um dos direitos da
personalidade. Rafaela, ao completar 18 anos, decidiu adicionar o
sobrenome de sua avó materna, "Silva", ao seu nome. No entanto, ao
solicitar a inclusão deste sobrenome em seus documentos oficiais,
encontrou dificuldades no cartório, que argumentou que não poderia
fazer a alteração sem uma justificativa plausível. Rafaela procurou um
advogado para entender seus direitos em relação à alteração de seu
nome.

Pergunta 6 (Obrigatório) (4 pontos)

2 a) De acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, Rafaela tem o


direito de adicionar o sobrenome "Silva" ao seu nome sem a necessidade
de uma justificativa plausível? Explique.

De acordo com a lei 6.015, mais especificamente o Artigo 56 da Lei de Registros


Públicos (Lei nº 6.015/73), após atingir a maioridade civil, que no caso de Rafaela
é aos 18 anos, ela tem o direito de requerer pessoalmente e imotivadamente a
alteração de seu prenome, independentemente de decisão judicial. Isso significa
que Rafaela tem o direito legal de adicionar o sobrenome "Silva" ao seu nome
sem a necessidade de uma justificativa plausível, desde que deseje fazê-lo.

O mesmo princípio se aplica ao sobrenome, conforme o Artigo 57 da mesma lei.


Rafaela poderá requerer pessoalmente perante o oficial de registro civil a
alteração de seus sobrenomes, incluindo a inclusão de sobrenomes familiares,
como "Silva", sem a necessidade de autorização judicial.

Portanto, Rafaela tem respaldo legal para realizar a alteração de seu nome,
incluindo o acréscimo do sobrenome "Silva", sem a necessidade de justificativa
plausível. Se o cartório se recusar a efetuar a alteração com base em uma
exigência além do que a lei prevê, ela pode buscar assistência legal para garantir
o seu direito.
2 b) Caso Rafaela já tenha realizado a alteração do nome e
posteriormente deseje revertê-la para o nome original, qual é o
procedimento legal a ser adotado?

A alteração imotivada do prenome pode ser feita na via extrajudicial apenas uma
vez. Isso significa que Rafaela pode solicitar a alteração de seu nome sem a
necessidade de uma decisão judicial, mas somente uma vez. Se ela já efetuou
essa alteração uma vez, e deseja retornar ao nome original, será necessário
recorrer ao Poder Judiciário.
Portanto, para reverter a alteração do nome após a primeira mudança, Rafaela
precisará entrar com uma ação judicial solicitando a retificação de seu registro
civil para que seja restabelecido o nome anterior. Essa ação será submetida ao
juiz competente, que decidirá se há fundamentos para a alteração do nome e
determinará a averbação da mudança nos registros civis.
"Art.56, § 1º A alteração imotivada de prenome poderá ser feita na via
extrajudicial apenas 1 (uma) vez, e sua desconstituição dependerá de sentença
judicial." ou seja, para restabelecer ao nome anterior, dependerá de sentença
judicial.

2 c) Com relação ao nome defina e cite um exemplo de:

• Prenome:
• Sobrenome:
• Agnome:

Prenome: O Prenome é o nome próprio de cada pessoa e tem como função a


distinção de membros da própria família, podendo ser simples (João, José) ou
composto (Carlos Eduardo, Pedro Henrique). Pode ser livremente escolhido
pelos pais, devendo prevalecer o bom senso na escolha para não expor o filho
ao burlesco.

O Sobrenome: O sobrenome, também conhecido como apelido de família ou


nome de família, é o nome que vem após o prenome e geralmente indica a
família à qual a pessoa pertence. Tradicionalmente, o sobrenome é transmitido
de geração em geração dentro de uma família.

Agnome: tem a função de diferenciar pessoas da mesma família que possuem


o mesmo prenome e sobrenome. São nomes do tipo Filho, Neto, Sobrinho, ou
ainda Segundo, Terceiro. Ele não se transmite e deve ser inscrito ou no momento
do registro de nascimento, haja vista fazer parte do nome civil, ou por meio de
autorização judicial, posteriormente, se for o caso.
Pergunta 9 (Bônus) (1 ponto)

TEXTO-BASE PARA RESPONDER AS QUESTÕES

•3 a
•3 b
•3 c

Lucas e Felipe são sócios de uma empresa de tecnologia. A empresa


enfrenta graves problemas financeiros e acumula dívidas consideráveis.
Lucas e Felipe, preocupados com a possibilidade de responderem com
seus bens pessoais pelas dívidas da empresa, procuraram um advogado
para entender a responsabilidade dos sócios em relação às obrigações
da empresa.

Pergunta 10 (Obrigatório) (3 pontos)

3 a) De acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, como é


caracterizada a personalidade jurídica de uma empresa e qual é a
principal consequência dessa personalidade em relação à
responsabilidade dos sócios pelas dívidas da empresa?

A personalidade jurídica de uma empresa é caracterizada pela sua capacidade


de ser titular de direitos e obrigações, de forma independente dos seus sócios
ou acionistas. Essa personalidade jurídica é conferida à empresa a partir do
seu registro nos órgãos competentes, como a Junta Comercial.

A sociedade empresária adquire personalidade jurídica com a inscrição, no


registro próprio, dos seus atos constitutivos, de acordo com o art. 985, CC "A
sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio
e na forma da lei, dos seus atos constitutivos"

A principal consequência dessa personalidade jurídica em relação à


responsabilidade dos sócios pelas dívidas da empresa é a separação do
patrimônio pessoal dos sócios do patrimônio da empresa. Isso significa que,
em regra, os sócios não são pessoalmente responsáveis pelas dívidas da
empresa, sendo estas responsabilidades restritas ao patrimônio da sociedade.

Porém, há algumas exceções a essa regra, como a desconsideração da


personalidade jurídica, que ocorre quando há abuso da personalidade jurídica
da empresa para fraudar credores, ocultar bens ou cometer outras
irregularidades. Nesses casos, os sócios podem ser responsabilizados
pessoalmente pelas dívidas da empresa, utilizando-se do seu patrimônio
pessoal para quitar tais obrigações.
Pergunta 11 (Obrigatório) (3 pontos)

3 b) A essa pessoa jurídica é possível se aplicar direitos da


personalidade? Explique e cite um exemplo de direito.

Embora as pessoas jurídicas sejam entidades abstratas, elas podem, em


alguns casos, beneficiar-se de direitos da personalidade. Direitos da
personalidade são aqueles inerentes à pessoa humana, como o direito à vida,
à integridade física, à imagem, à honra, entre outros.

Um exemplo de direito da personalidade que pode ser aplicado a uma pessoa


jurídica é o direito à imagem. Empresas muitas vezes constroem uma
reputação e uma imagem pública ao longo do tempo, e essa imagem pode ser
protegida legalmente. Por exemplo, se uma empresa descobrir que sua marca
está sendo utilizada sem autorização em uma campanha publicitária de outra
empresa, ela pode tomar medidas legais para proteger sua imagem e seus
interesses comerciais. Nesse caso, a empresa está defendendo um direito que
está ligado à sua identidade e reputação, assim como um indivíduo faria com
o seu direito à imagem.

Pergunta 12 (Obrigatório) (4 pontos)

3 c) O que é a desconsideração da personalidade jurídica e em que


situações ela pode ser aplicada de acordo com o ordenamento jurídico
brasileiro?

A desconsideração da personalidade jurídica é um instituto jurídico que


permite que os sócios ou administradores de uma empresa sejam
responsabilizados pelas obrigações da empresa, mesmo que esta possua
personalidade jurídica própria, independentemente do patrimônio pessoal dos
sócios.

Essa medida é aplicada quando há abuso da personalidade jurídica da


empresa para fraudar credores, lesar terceiros ou cometer outras
irregularidades. Em tais situações, os interesses da justiça e a proteção dos
direitos dos prejudicados podem justificar a desconsideração da separação
entre o patrimônio da empresa e o dos sócios.

As situações em que a desconsideração da personalidade jurídica pode ser


aplicada, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, incluem:

Fraude ou abuso de direito: Quando os sócios utilizam a personalidade jurídica


da empresa de forma fraudulenta ou abusiva para prejudicar terceiros.
Confusão patrimonial: Quando não há uma separação clara entre o patrimônio
da empresa e o dos sócios, caracterizando uma confusão patrimonial que pode
ser prejudicial aos credores.

Prática de atos ilícitos: Quando a empresa é utilizada como instrumento para


a prática de atos ilícitos, como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, entre
outros.

Nesses casos, a desconsideração da personalidade jurídica permite que os


bens dos sócios sejam alcançados para satisfazer as dívidas da empresa,
protegendo assim os interesses dos credores e coibindo práticas abusivas por
parte dos empresários.

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