Seção 1 ISSN 1677-7042 Nº 244, quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
[Link] O empregador deve informar à representação sindical da categoria 13.5 Vasos de Pressão
profissional predominante do estabelecimento, num prazo máximo de 30 (trinta) dias após 13.5.1 Disposições Gerais
o término da inspeção de segurança, a condição operacional da caldeira. [Link] Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão
[Link].1 Mediante o recebimento de requisição formal, o empregador deve interna ou externa, diferente da atmosférica.
encaminhar à representação sindical predominante do estabelecimento, no prazo máximo [Link] Para efeito desta NR, os vasos de pressão são classificados em
de 10 (dez) dias após a sua elaboração, a cópia do relatório de inspeção. categorias segundo a classe de fluido e o potencial de risco.
[Link].2 A representação sindical da categoria profissional predominante do a) os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados conforme descrito
estabelecimento pode solicitar ao empregador que seja enviada de maneira regular cópia a seguir:
do relatório de inspeção de segurança da caldeira em prazo de 30 (trinta) dias após a sua Classe A:
elaboração, ficando o empregador desobrigado a atender os subitens [Link] e - fluidos inflamáveis;
[Link].1. - fluidos combustíveis com temperatura superior ou igual a 200 ºC (duzentos
[Link] O relatório de inspeção de segurança, mencionado na alínea "e" do graus Celsius);
subitem [Link], deve ser elaborado em páginas numeradas contendo no mínimo: - fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm (vinte
a) dados constantes na placa de identificação da caldeira; partes por milhão);
b) categoria da caldeira; - hidrogênio;
c) tipo da caldeira; - acetileno.
d) tipo de inspeção executada; Classe B:
e) data de início e término da inspeção; - fluidos combustíveis com temperatura inferior a 200 ºC (duzentos graus
f) descrição das inspeções, exames e testes executados; Celsius);
g) registros fotográficos do exame interno da caldeira;
h) resultado das inspeções e providências; - fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm (vinte partes por
i) relação dos itens desta NR, relativos a caldeiras, que não estão sendo milhão).
atendidos; Classe C:
j) recomendações e providências necessárias; - vapor de água, gases asfixiantes simples ou ar comprimido.
k) parecer conclusivo quanto à integridade da caldeira até a próxima Classe D:
inspeção; - outro fluido não enquadrado acima.
l) data prevista para a nova inspeção de segurança da caldeira; b) quando se tratar de mistura deve ser considerado para fins de classificação
m) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do o fluido que apresentar maior risco aos trabalhadores e instalações, considerando-se sua
PH e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção. toxicidade, inflamabilidade e concentração.
[Link].1 O relatório de inspeção de segurança pode ser elaborado em c) os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de risco em
sistema informatizado do estabelecimento com segurança da informação, ou em mídia função do produto P.V, onde P é a pressão máxima de operação em MPa, em módulo, e
eletrônica com utilização de assinatura digital, desde que a assinatura seja validada por V o seu volume em m³, conforme segue:
uma Autoridade Certificadora - AC. Grupo 1 - P.V ³100
[Link] As recomendações decorrentes da inspeção devem ser registradas e Grupo 2 - P.V < 100 e P.V ³ 30
implementadas pelo empregador, com a determinação de prazos e responsáveis pela Grupo 3 - P.V < 30 e P.V ³ 2,5
execução. Grupo 4 - P.V < 2,5 e P.V ³ 1
[Link] Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações dos Grupo 5 - P.V < 1
dados de projeto, a placa de identificação e a documentação do prontuário devem ser d) a tabela a seguir classifica os vasos de pressão em categorias de acordo com
atualizadas. os grupos de potencial de risco e a classe de fluido contido.
CATEGORIAS DE VASOS DE PRESSÃO
. Grupo de Potencial de Risco
Classe
de
Fluído
. 1 2 3 4 5
P.V ³ 100 P.V < 100 P.V < 30 P.V < 2,5 P.V < 1
P.V ³ 30 P.V ³ 2,5 P.V ³ 1
. Categorias
. A I I II III III
- Fluidos inflamáveis, e fluidos combustíveis com
temperatura igual ou superior a 200 °C
.- Tóxico com limite de tolerância £ 20 ppm
- Hidrogênio
- Acetileno
.B I II III IV IV
- Fluidos combustíveis com temperatura menor que
200 °C
.- Fluidos tóxicos com limite de tolerância > 20 ppm
.C I II III IV V
- Vapor de água
- Gases asfixiantes simples
- Ar comprimido
.D II III IV V V
- Outro fluido
Notas:
a) considerar volume em m³ e pressão em MPa;
b) considerar 1 MPa correspondente a 10,197 kgf/cm².
[Link] Os vasos de pressão devem ser dotados dos seguintes itens:
a) válvula de segurança ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior à PMTA, instalado diretamente no vaso ou no sistema
que o inclui, considerados os requisitos do código de projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerâncias de calibração;
b) vasos de pressão submetidos a vácuo devem ser dotados de dispositivos de segurança ou outros meios previstos no projeto; se também submetidos à pressão positiva devem
atender à alínea "a" deste subitem;
c) sistema de segurança que defina formalmente o(s) meio(s) para evitar o bloqueio inadvertido de dispositivos de segurança (Dispositivo Contra Bloqueio Inadvertido - DCBI),
sendo que, na inexistência de tal sistema formalmente definido, deve ser utilizado no mínimo um dispositivo físico associado à sinalização de advertência;
d) instrumento que indique a pressão de operação, instalado diretamente no vaso ou no sistema que o contenha.
[Link] Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local de fácil [Link] Quando inexistente ou extraviado, o prontuário do vaso de pressão
acesso e bem visível, placa de identificação indelével com, no mínimo, as seguintes deve ser reconstituído pelo empregador, com responsabilidade técnica do fabricante ou de
informações: PH, sendo imprescindível a reconstituição das premissas de projeto, dos dados dos
a) fabricante; dispositivos de segurança e da memória de cálculo da PMTA.
b) número de identificação; [Link].1 Vasos de pressão construídos sem códigos de projeto, instalados
c) ano de fabricação; antes da publicação desta Norma, para os quais não seja possível a reconstituição da
d) pressão máxima de trabalho admissível; memória de cálculo por códigos reconhecidos, devem ter PMTA atribuída por PH a partir
dos dados operacionais e serem submetidos a inspeções periódicas, conforme os prazos
e) pressão de teste hidrostático de fabricação; abaixo:
f) código de projeto e ano de edição. a) 01 ano, para inspeção de segurança periódica externa;
[Link] Além da placa de identificação, deve constar, em local visível, a b) 03 anos, para inspeção de segurança periódica interna.
categoria do vaso, conforme subitem [Link], e seu número ou código de identificação. [Link].2 A empresa deve elaborar um Plano de Ação para realização de
[Link] Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde estiver inspeção extraordinária especial de todos os vasos relacionados no subitem [Link].1.
instalado, a seguinte documentação devidamente atualizada: [Link].3 O prazo para implementação do projeto de alteração ou de reparo
a) prontuário do vaso de pressão a ser fornecido pelo fabricante, contendo as não deve ser superior à vida residual calculada quando da execução da inspeção
seguintes informações: extraordinária especial.
- código de projeto e ano de edição; [Link] O Registro de Segurança deve ser constituído por livro de páginas
- especificação dos materiais; numeradas, pastas ou sistema informatizado do estabelecimento com segurança da
- procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção final; informação onde serão registradas:
a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas condições de
- metodologia para estabelecimento da PMTA; segurança dos vasos de pressão;
- conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da b) as ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária,
sua vida útil; devendo constar a condição operacional do vaso, o nome legível e assinatura de PH no
- pressão máxima de operação; caso de registro em livro físico ou cópias impressas;
- registros documentais do teste hidrostático; [Link].1 O empregador deve fornecer cópias impressas ou em mídia
- características funcionais, atualizadas pelo empregador, sempre que alteradas eletrônica de registros de segurança selecionadas pela representação sindical da categoria
as originais; profissional predominante do estabelecimento, quando formalmente solicitadas.
- dados dos dispositivos de segurança, atualizados pelo empregador sempre [Link] A documentação referida no subitem [Link] deve estar sempre à
que alterados os originais; disposição para consulta dos operadores, do pessoal de manutenção, de inspeção e das
- ano de fabricação; representações dos trabalhadores e do empregador na CIPA, devendo o empregador
- categoria do vaso, atualizada pelo empregador sempre que alterada a assegurar livre e pleno acesso a essa documentação inclusive à representação sindical da
categoria profissional predominante do estabelecimento, quando formalmente solicitado.
original; 13.5.2 Instalação de vasos de pressão.
b) Registro de Segurança em conformidade com o subitem [Link]; [Link] Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os
c) projeto de alteração ou reparo em conformidade com os subitens [Link] e drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível, pressão e temperatura, quando
[Link]; existentes, sejam facilmente acessíveis.
d) relatórios de inspeção em conformidade com o subitem [Link]; [Link] Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes fechados,
e) certificados de calibração dos dispositivos de segurança, onde aplicável. a instalação deve satisfazer os seguintes requisitos:
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[Link] pelo código 05152018122000211 que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.