Seção 1 ISSN 1677-7042 Nº 244, quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
Inspeção de segurança periódica - inspeção executada durante a vida útil de e para evitar erros durante a operação normal. Também conhecido como Burner
um equipamento, com critérios e periodicidades determinados por PH, respeitados os Management System (BMS).
intervalos máximos estabelecidos nesta Norma. Sistema de iluminação de emergência - sistema destinado a prover a
Inspeção extraordinária especial - inspeção aplicada para vasos de pressão iluminação necessária ao acesso seguro a um equipamento ou instalação na inoperância
construídos sem código de projeto que compreende, impreterivelmente: dos sistemas principais destinados a tal fim.
a) levantamento dimensional dos elementos de retenção de pressão que não Sistema de intertravamento de caldeira - sistema de gerenciamento das
possuem equação de projeto em códigos reconhecidos, como tampos nervurados, flanges, atividades de dois ou mais dispositivos ou instrumentos de proteção, monitorado por
conexões, transições cônicas, entre outros; interface de segurança.
b) caracterização de materiais de fabricação através de ensaios, ou admissão Sistema de tubulação - conjunto integrado de linhas e tubulações que exerce
dos menores limites de resistência presentes nos códigos de projeto, para cada tipo de uma função de processo ou que foram agrupadas para fins de inspeção, com
material/liga (aço ao carbono, aço inox etc.); características técnicas e de processos semelhantes.
c) avaliação de integridade estrutural por metodologia complementar, análise Sistema Instrumentado de Segurança (SIS) - sistema usado para implementar
de tensões, adequação ao uso ou similares, de acordo com critérios de aceitação de uma ou mais Funções Instrumentadas de Segurança, composto por um conjunto de
códigos internacionais de referência; iniciadores, executores da lógica e elementos finais.
d) adoção de sobre-espessura de corrosão para os componentes avaliados, SPIE - Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos.
que permitam o monitoramento de vida residual; Teste de estanqueidade - tipo de teste de pressão realizado com a finalidade
e) dimensionamento de reforços estruturais, quando necessário, através da de atestar a capacidade de retenção de fluido, sem vazamentos, em equipamentos,
elaboração de projeto de alteração. tubulações e suas conexões, antes de sua entrada ou reentrada em operação.
Instrumentos de monitoração ou de controle - dispositivos destinados à Teste hidrostático - TH - tipo de teste de pressão com fluido incompressível,
monitoração ou controle das variáveis operacionais dos equipamentos a partir da sala de executado com o objetivo de avaliar a integridade estrutural dos equipamentos e o
controle ou do próprio equipamento. rearranjo de possíveis tensões residuais, de acordo com o código de projeto.
Integridade estrutural - conjunto de propriedades e características físicas Tubulações - conjunto de linhas, incluindo seus acessórios, projetadas por
necessárias para que um equipamento ou item desempenhe com segurança e eficiência códigos específicos, destinadas ao transporte de fluidos entre equipamentos de uma
as funções para as quais foi projetado. mesma unidade de uma empresa dotada de caldeiras ou vasos de pressão.
Linha - trecho de tubulação individualizado entre dois pontos definidos e que Unidades de processo - conjunto de equipamentos e interligações de uma
obedece a uma única especificação de materiais, produtos transportados, pressão e unidade fabril destinada a transformar matérias primas em produtos.
temperatura de projeto. Vasos de pressão - são reservatórios projetados para resistir com segurança a
Manutenção preditiva - manutenção com ênfase na predição da falha e em pressões internas diferentes da pressão atmosférica, ou submetidos à pressão externa,
ações baseadas na condição do equipamento para prevenir a falha ou degradação do cumprindo assim a sua função básica no processo no qual estão inseridos; para efeitos
mesmo. desta NR, estão incluídos:
Manutenção preventiva - manutenção executada a intervalos predeterminados a) permutadores de calor, evaporadores e similares;
ou de acordo com critérios prescritos, e destinada a reduzir a probabilidade de falha ou b) vasos de pressão ou partes sujeitas à chama direta que não estejam dentro
a degradação do funcionamento de um componente. do escopo de outras NR, nem do subitem 13.2.2 e alínea "a" do 13.2.1 desta NR;
Máquinas de fluido - aquela que tem como função principal intercambiar c) vasos de pressão encamisados, incluindo refervedores e reatores;
energia com um fluido que as atravessa. d) autoclaves e caldeiras de fluido térmico.
Mecanismos de danos - conjunto de fatores que causam degradação nos Vida remanescente - estimativa do tempo restante de vida de um
equipamentos e componentes. equipamento ou acessório, executada durante avaliações de sua integridade, em períodos
Nível de Integridade de Segurança (SIL) - nível discreto (de um a quatro) usado pré-determinados.
para especificar os requisitos de integridade de segurança de uma função instrumentada Vida útil - tempo de vida estimado na fase de projeto para um equipamento
de segurança alocada em um sistema instrumentado de segurança. ou acessório.
Volume - volume interno útil do vaso de pressão, excluindo o volume dos
. SIL Probabilidade de falha na demanda Fator de redução de risco acessórios internos, de enchimentos ou de catalisadores.
(1/probabilidade de falha
na demanda) ANEXO I
.4 < 0,0001 (10-4) > 10 000
3 ³ 0,0001 (10-4) a < 0,001 (10-3) > 1 000 a < 10 000 CAPACITAÇÃO DE PESSOAL
A. Caldeiras
.
2 ³ 0,001 (10-3) a < 0,01 (10-2) > 100 a < 1 000
A1 Condições Gerais
.
1 ³ 0,01 (10-2) a < 0,1 (10-1) > 10 a < 100
A1.1 Para efeito da NR-13, é considerado operador de caldeira aquele que
.
Operação contínua - operação da caldeira por mais de 95 % do tempo satisfizer uma das seguintes condições:
correspondente aos prazos estipulados no subitem [Link] desta NR. a) possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras
Pacote de máquina - conjunto de equipamentos e dispositivos composto pela expedido por instituição competente e comprovação de prática profissional
máquina e seus sistemas auxiliares (vide sistemas auxiliares de máquinas). supervisionada conforme item A1.5 deste Anexo;
Pessoal qualificado - profissional com conhecimentos e habilidades que b) possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras
permitam exercer determinadas tarefas, e certificado quando exigível por código ou previsto na NR-13 aprovada pela Portaria SSMT n.° 02, de 08 de maio de 1984 ou na
norma. Portaria SSST n.º 23, de 27 de dezembro de 1994.
Placa de identificação - placa contendo dados do equipamento de acordo com A1.2 O pré-requisito mínimo para participação como aluno, no Treinamento de
os requisitos estabelecidos nesta NR, fixada em local visível. Segurança na Operação de Caldeiras é o atestado de conclusão do ensino médio.
Plano de inspeção - descrição das atividades, incluindo os exames e testes a A1.3 O Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras deve,
serem realizados, necessárias para avaliar as condições físicas de caldeiras, vasos de obrigatoriamente:
pressão e tubulações, considerando o histórico dos equipamentos e os mecanismos de a) ser supervisionado tecnicamente por PH;
danos previsíveis. b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim;
Plástico Reforçado por Fibra de Vidro (PRFV) - material compósito constituído c) obedecer, no mínimo, ao currículo proposto no item A2 deste Anexo;
de uma matriz polimérica (a resina sintética) reforçada pela fibra de vidro. d) ocorrer com o acompanhamento da prática profissional, conforme item
Prática profissional supervisionada - atividade na qual o trabalhador vai A1.5;
colocar na prática tudo o que aprendeu na teoria com a supervisão de um responsável. e) ser exclusivamente na modalidade presencial;
¬ f) ter carga horária mínima de 40 (quarenta) horas.
Pressão máxima de operação - para fins de enquadramento e definição da A1.4 Os responsáveis pelo Treinamento de Segurança na Operação de
categoria de vasos de pressão considera-se pressão máxima de operação a maior pressão Caldeiras estão sujeitos ao impedimento de ministrar novos cursos, bem como a outras
que o equipamento pode operar em condições normais de processo, previstas no sanções legais cabíveis, no caso de inobservância do disposto no item A1.3 deste
prontuário. Caso não exista esta definição no prontuário, deve ser considerada a Anexo.
PMTA. A1.5 Todo operador de caldeira deve ser submetido à prática profissional
Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) - é o maior valor de pressão supervisionada na operação da própria caldeira que irá operar, a qual deve ser
a que um equipamento pode ser submetido continuamente, de acordo com o código de documentada e ter duração mínima de:
projeto, a resistência dos materiais utilizados, as dimensões do equipamento e seus a) caldeiras de categoria A: 80 (oitenta) horas;
parâmetros operacionais. b) caldeiras de categoria B: 60 (sessenta) horas.
Programa de inspeção - cronograma contendo, entre outros dados, as datas A1.6 O estabelecimento onde for realizada a prática profissional
das inspeções de segurança periódicas a serem executadas. supervisionada prevista nesta NR deve informar, quando requerido pela representação
Projeto de alteração - projeto elaborado por ocasião de alteração que sindical da categoria profissional predominante do estabelecimento:
implique em intervenção estrutural ou mudança de processo significativa em caldeiras, a) período de realização da prática profissional supervisionada;
vasos de pressão e tubulações. b) entidade, empregador ou profissional responsável pelo Treinamento de
Projeto de reparo - projeto estabelecendo os procedimentos de execução e Segurança na Operação de Caldeira;
controle de reparos que possam comprometer a capacidade de retenção de pressão de c) relação dos participantes desta prática profissional supervisionada.
caldeiras, vasos de pressão e tubulações. A1.7 Deve ser realizada a atualização dos conhecimentos dos operadores de
Projeto alternativo de instalação - projeto concebido para minimizar os caldeiras quando:
impactos de segurança para o trabalhador quando as instalações não estiverem a) ocorrer modificação na caldeira;
atendendo a determinado item desta NR. b) ocorrer acidentes e/ou incidentes de alto potencial, que envolvam a
Projeto de instalação - projeto contendo o posicionamento dos equipamentos operação da caldeira;
e sistemas de segurança dentro das instalações e, quando aplicável, os acessos aos c) houver recorrência de incidentes.
acessórios dos mesmos (vents, drenos, instrumentos). Integra o projeto de instalação o A1.8 A prática profissional supervisionada obrigatória deve ser realizada após
inventário de válvulas de segurança com os respectivos DCBI e equipamentos a conclusão de todo o conteúdo programático previsto no item A2 deste Anexo.
protegidos. A2 Currículo Mínimo para Treinamento de Segurança na Operação de
Prontuário - conjunto de documentos e registros do projeto de construção, Caldeiras
fabricação, montagem, inspeção e manutenção dos equipamentos. 1. Noções de física aplicada.
Recipientes móveis - vasos de pressão que podem ser movidos dentro de uma 1.1 Pressão.
instalação ou entre instalações e que não podem ser enquadrados como 1.1.1 Pressão atmosférica
transportáveis. 1.1.2 Pressão manométrica e pressão absoluta
Recipientes transportáveis - recipientes projetados e construídos para serem 1.1.3 Pressão interna em caldeiras
transportados pressurizados e em conformidade com normas e regulamentações 1.1.4 Unidades de pressão
específicas de recipientes transportáveis. 1.2 Transferência de calor.
Registro de Segurança - registro da ocorrência de inspeções ou de 1.2.1 Noções gerais: o que é calor, o que é temperatura
anormalidades durante a operação de caldeiras e vasos de pressão, executado por PH ou 1.2.2 Modos de transferência de calor
por pessoal de operação, inspeção ou manutenção diretamente envolvido com o fato 1.2.3 Calor específico e calor sensível
gerador da anotação. 1.2.4 Transferência de calor a temperatura constante
Relatórios de inspeção de segurança - registro formal dos resultados das 1.3 Termodinâmica.
inspeções executadas nos equipamentos com laudo conclusivo. 1.3.1 Conceitos
Reparo - intervenção executada para correção de danos, defeitos ou avarias 1.3.2 Vapor saturado e vapor superaquecido
em equipamentos e seus componentes, visando restaurar a condição do projeto de 1.4 Mecânica dos Fluidos.
construção. 1.4.1 Conceitos Fundamentais
Segurança da informação - conjunto de ações definido pelo empregador com 1.4.2 Pressão em Escoamento
a finalidade de manter a integridade, inviolabilidade, controle de acessos, disponibilidade, 1.4.3 Escoamento de Gases
transferência e guarda dos dados eletrônicos. 2. Noções de química aplicada.
Sistemas auxiliares de máquinas - conjunto de equipamentos e dispositivos 2.1 Densidade
auxiliares para fins de arrefecimento, lubrificação e selagem, integrantes de pacote de 2.2 Solubilidade
máquina. 2.3 Difusão de gases e vapores
Sistema de Gerenciamento da Combustão (SGC) - sistema que compreende os 2.4 Caracterização de Ácido e Base (Álcalis) - Definição de pH
dispositivos de campo, o sistema lógico e os elementos de controle finais dedicados à 2.5 Fundamentos básicos sobre corrosão
segurança da combustão e a assistência do operador no início e na parada de caldeiras 3. Tópicos de inspeção e manutenção de equipamentos e registros.
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