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Inspeção e Segurança em Vasos de Pressão

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Seção 1 ISSN 1677-7042 Nº 244, quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

a) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente d) quando houver alteração do local de instalação do vaso de pressão, exceto
desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas; para vasos móveis.
b) dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção, operação [Link] A inspeção de segurança deve ser executada sob a responsabilidade
e inspeção, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que técnica de PH.
impeçam a queda de pessoas; [Link] Imediatamente após a inspeção do vaso de pressão, deve ser anotada
c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser no Registro de Segurança a sua condição operacional, e, em até 60 (sessenta) dias, deve
bloqueadas; ser emitido o relatório, que passa a fazer parte da sua documentação, podendo este prazo
d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes; ser estendido para 90 (noventa) dias em caso de parada geral de manutenção.
e) possuir sistema de iluminação de emergência. [Link] O relatório de inspeção de segurança, mencionado no item [Link],
[Link] Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto, a alínea "d", deve ser elaborado em páginas numeradas, ou em sistema informatizado do
instalação deve satisfazer as alíneas "a", "b", "d" e "e" do subitem [Link]. estabelecimento com segurança de informação, no qual o PH esteja identificado como o
[Link] A instalação de vasos de pressão deve obedecer aos aspectos de responsável pela respectiva aprovação, e conter no mínimo:
segurança, saúde e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras, convenções e a) identificação do vaso de pressão;
disposições legais aplicáveis. b) categoria do vaso de pressão;
[Link] Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto no subitem c) fluidos de serviço;
[Link] ou [Link], devem ser adotadas medidas formais complementares de segurança d) tipo do vaso de pressão;
que permitam a atenuação dos riscos. e) tipo de inspeção executada;
13.5.3 Segurança na operação de vasos de pressão. f) data de início e término da inspeção;
[Link] Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias I ou II deve possuir g) descrição das inspeções, exames e testes executados;
manual de operação próprio ou instruções de operação contidas no manual de operação h) registro fotográfico das anomalias do exame interno do vaso de pressão;
de unidade onde estiver instalado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos i) resultado das inspeções e intervenções executadas;
operadores, contendo no mínimo: j) recomendações e providências necessárias;
a) procedimentos de partidas e paradas; k) parecer conclusivo quanto a integridade do vaso de pressão até a próxima
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina; inspeção;
c) procedimentos para situações de emergência; l) data prevista para a próxima inspeção de segurança;
d) procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação do meio m) nome legível, assinatura e número do registro no conselho profissional do
ambiente. PH e nome legível e assinatura de técnicos que participaram da inspeção.
[Link] Os instrumentos e controles de vasos de pressão devem ser mantidos [Link].1 O relatório de inspeção de segurança pode ser elaborado em
calibrados e em boas condições operacionais. sistema informatizado do estabelecimento com segurança da informação, ou em mídia
[Link].1 Poderá ocorrer a inibição provisória dos instrumentos e controles, eletrônica com utilização de assinatura digital, desde que a assinatura seja validada por
desde que mantida a segurança operacional, e que esteja prevista nos procedimentos uma AC.
formais de operação e manutenção, ou com justificativa formalmente documentada, com [Link] O empregador deve disponibilizar aos trabalhadores acesso aos
prévia análise técnica e respectivas medidas de contingência para mitigação dos riscos, relatórios de inspeção de segurança armazenados em seu sistema informatizado.
elaborada pelo responsável técnico do processo, com anuência do PH. [Link] Sempre que os resultados da inspeção determinarem alterações das
[Link] A operação de unidades de processo que possuam vasos de pressão de condições de projeto, a placa de identificação e a documentação do prontuário devem ser
categorias I ou II deve ser efetuada por profissional capacitado conforme item "B" do atualizadas.
Anexo I desta NR. [Link] As recomendações decorrentes da inspeção devem ser
13.5.4 Inspeção de segurança de vasos de pressão. implementadas pelo empregador, com a determinação de prazos e responsáveis pela sua
[Link] Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança execução.
inicial, periódica e extraordinária. 13.6 Tubulações
[Link] A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos de pressão 13.6.1 Disposições Gerais
novos, antes de sua entrada em funcionamento, no local definitivo de instalação, devendo [Link] As empresas que possuem tubulações e sistemas de tubulações
compreender exames externo e interno. enquadradas nesta NR devem possuir um programa e um plano de inspeção que considere,
[Link] Os vasos de pressão devem obrigatoriamente ser submetidos a Teste no mínimo, as variáveis, condições e premissas descritas abaixo:
Hidrostático - TH em sua fase de fabricação, com comprovação por meio de laudo assinado a) os fluidos transportados;
por PH, e ter o valor da pressão de teste afixado em sua placa de identificação. b) a pressão de trabalho;
[Link].1 Na falta de comprovação documental de que o Teste Hidrostático - c) a temperatura de trabalho;
TH tenha sido realizado na fase de fabricação, se aplicará o disposto a seguir: d) os mecanismos de danos previsíveis;
a) para os vasos de pressão fabricados ou importados a partir da vigência da e) as consequências para os trabalhadores, instalações e meio ambiente
Portaria MTE n.º 594, de 28 de abril de 2014, o TH deve ser feito durante a inspeção de trazidas por possíveis falhas das tubulações.
segurança inicial; [Link] As tubulações ou sistemas de tubulação devem possuir dispositivos de
b) para os vasos de pressão em operação antes da vigência da Portaria MTE n.º segurança conforme os critérios do código de projeto utilizado, ou em atendimento às
594, de 28 de abril de 2014, a execução do TH fica a critério do PH e, caso seja necessária recomendações de estudo de análises de cenários de falhas.
à sua realização, o TH deve ser realizado até a próxima inspeção de segurança periódica [Link] As tubulações ou sistemas de tubulação devem possuir indicador de
interna. pressão de operação, conforme definido no projeto de processo e instrumentação.
[Link] Os vasos de pressão categorias IV ou V de fabricação em série, [Link] Todo estabelecimento que possua tubulações, sistemas de tubulação
certificados pelo INMETRO, que possuam válvula de segurança calibrada de fábrica ficam
dispensados da inspeção inicial, desde que instalados de acordo com as recomendações do ou linhas deve ter a seguinte documentação devidamente atualizada:
fabricante. a) especificações aplicáveis às tubulações ou sistemas, necessárias ao
[Link].1 Deve ser anotada no Registro de Segurança a data da instalação do planejamento e execução da sua inspeção;
vaso de pressão a partir da qual se inicia a contagem do prazo para a inspeção de b) fluxograma de engenharia com a identificação da linha e seus acessórios;
segurança periódica. c) projeto de alteração ou reparo em conformidade com os subitens [Link] e
[Link] A inspeção de segurança periódica, constituída por exames externo e [Link];
interno, deve obedecer aos seguintes prazos máximos estabelecidos a seguir: d) relatórios de inspeção em conformidade com o subitem [Link];
a) para estabelecimentos que não possuam SPIE, conforme citado no Anexo e) Registro de Segurança em conformidade com o subitem [Link].1.
II: [Link].1 O Registro de Segurança deve ser constituído por um livro de páginas
numeradas por estabelecimento ou sistema informatizado por estabelecimento com
.Categoria do Vaso Exame Externo Exame Interno segurança da informação onde serão registradas ocorrências como vazamentos de grande
I 1 ano 3 anos proporção, incêndios ou explosões envolvendo tubulações abrangidas na alínea "e" do
subitem 13.2.1 que tenham como consequência uma das situações a seguir:
.

II 2 anos 4 anos
a) influir nas condições de segurança das tubulações;
.

III 3 anos 6 anos


b) risco ao meio ambiente;
.

IV 4 anos 8 anos
c) acidentes que implicaram em necessidade de internação hospitalar de
.

.V 5 anos 10 anos trabalhador(es).


b) para estabelecimentos que possuam SPIE, conforme citado no Anexo II, [Link] Os documentos referidos no subitem [Link], quando inexistentes ou
consideradas as tolerâncias nele previstas: extraviados, devem ser reconstituídos pelo empregador, sob a responsabilidade técnica de
Categoria do Vaso Exame Externo Exame Interno um PH.
[Link] A documentação referida no subitem [Link] deve estar sempre à
.

.I 3 anos 6 anos disposição para fiscalização pela autoridade competente do Órgão Regional do Ministério
.II 4 anos 8 anos do Trabalho, e para consulta pelos operadores, pessoal de manutenção, de inspeção e das
.III 5 anos 10 anos representações dos trabalhadores e do empregador na CIPA, devendo, ainda, o
.IV 6 anos 12 anos empregador assegurar livre e pleno acesso a essa documentação à representação sindical
.V 7 anos a critério da categoria profissional predominante do estabelecimento, quando formalmente
[Link] Vasos de pressão que não permitam acesso visual para o exame solicitado.
interno ou externo por impossibilidade física devem ser submetidos alternativamente a 13.6.2 Segurança na operação de tubulações
outros exames não destrutivos e metodologias de avaliação da integridade, a critério do [Link] Os dispositivos de indicação de pressão da tubulação devem ser
PH, baseados em normas e códigos aplicáveis à identificação de mecanismos de mantidos em boas condições operacionais.
deterioração. [Link] As tubulações de vapor de água e seus acessórios devem ser mantidos
[Link] As empresas que possuam SPIE certificado conforme Anexo II desta em boas condições operacionais, de acordo com um plano de manutenção elaborado pelo
Norma podem executar, em vasos de pressão de categorias I e II, uma INI, de acordo com estabelecimento.
a metodologia especificada na norma ABNT NBR 16455, desde que esta seja [Link] As tubulações e sistemas de tubulação devem ser identificados
obrigatoriamente sucedida por um exame visual interno em um prazo máximo conforme padronização formalmente instituída pelo estabelecimento, e sinalizadas
correspondente a 50 % (cinquenta por cento) do intervalo determinado na alínea "b" do conforme a Norma Regulamentadora n.º 26 (NR-26).
subitem [Link] desta Norma. 13.6.3 Inspeção de segurança de tubulações
[Link].1 O intervalo correspondente ao prazo máximo do subitem [Link] [Link] Deve ser realizada inspeção de segurança inicial nas tubulações.
deve ser contado a partir da data de realização da INI. [Link] As tubulações devem ser submetidas à inspeção de segurança
[Link] Vasos de pressão com enchimento interno ou com catalisador podem periódica.
ter a periodicidade de exame interno ampliada, de forma a coincidir com a época da [Link] Os intervalos de inspeção das tubulações devem atender aos prazos
substituição de enchimentos ou de catalisador, desde que esta ampliação seja precedida máximos da inspeção interna do vaso ou caldeira mais crítica a elas interligadas, podendo
de estudos conduzidos por PH ou por grupo multidisciplinar por ele coordenado, baseados ser ampliados pelo programa de inspeção elaborado por PH, fundamentado tecnicamente
em normas e códigos aplicáveis, onde sejam implementadas tecnologias alternativas para com base em mecanismo de danos e na criticidade do sistema, contendo os intervalos
a avaliação da sua integridade estrutural. entre estas inspeções e os exames que as compõem, desde que essa ampliação não
[Link] Vasos de pressão com temperatura de operação inferior a 0 ºC (zero ultrapasse o intervalo máximo de 100 % (cem por cento) sobre o prazo da inspeção
graus Celsius) e que operem em condições nas quais a experiência mostre que não ocorre interna, limitada a 10 (dez) anos.
deterioração devem ser submetidos a exame interno a cada 20 (vinte) anos e exame [Link] Os intervalos de inspeção periódica da tubulação não podem exceder
externo a cada 2 (dois) anos. os prazos estabelecidos em seu programa de inspeção, consideradas as tolerâncias
[Link] As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser permitidas para as empresas com SPIE.
desmontadas, inspecionadas e calibradas com prazo adequado à sua manutenção, porém, [Link] A critério do PH, o programa de inspeção pode ser elaborado por
não superior ao previsto para a inspeção de segurança periódica interna dos vasos de tubulação, por linha ou por sistema. No caso de programação por sistema, o intervalo a ser
pressão por elas protegidos. adotado deve ser correspondente ao da sua linha mais crítica.
[Link] A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes [Link] As inspeções periódicas das tubulações devem ser constituídas de
oportunidades: exames e análises definidas por PH, que permitam uma avaliação da sua integridade
a) sempre que o vaso de pressão for danificado por acidente ou outra estrutural de acordo com normas e códigos aplicáveis.
ocorrência que comprometa sua segurança; [Link].1 No caso de risco à saúde e à integridade física dos trabalhadores
b) quando o vaso de pressão for submetido a reparo ou alterações importantes, envolvidos na execução da inspeção, a linha deve ser retirada de operação.
capazes de alterar sua condição de segurança; [Link] Deve ser executada inspeção extraordinária nas seguintes situações:
c) antes do vaso de pressão ser recolocado em funcionamento, quando a) sempre que a tubulação for danificada por acidente ou outra ocorrência que
permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses; comprometa a segurança dos trabalhadores;

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[Link] pelo código 05152018122000212 que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.

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